Archives 2024

Lucro da Weg salta 9,5% no terceiro trimestre

Companhia catarinense reportou receita líquida de R$ 9,8 bilhões entre julho e setembro

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg reportou nesta quarta-feira (30) que obteve uma receita líquida de R$ 9,8 bilhões no terceiro trimestre, valor 6,3% maior do que no mesmo período de 2023. O lucro saltou 9,5%, para R$ 1,5 bilhão (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). “Neste trimestre apresentamos bons resultados, com aceleração do crescimento das receitas e margens operacionais positivas, motivados pela continuidade do bom desempenho em grande parte dos nossos negócios de ciclo longo e boa demanda por nossos produtos e serviços nos principais mercados onde atuamos”, destaca o comunicado da companhia sediada em Jaraguá do Sul.

No Brasil, o fornecimento de equipamentos de ciclo longo continua positivo, especialmente em soluções ligadas transmissão e distribuição (T&D), apesar da redução do nível de entregas no negócio de geração eólica. “Nos equipamentos de ciclo curto, observamos melhora da demanda de motores elétricos e seguimos com uma demanda positiva nos negócios de redutores, e Motores Comerciais e Appliance (MCA). Por outro lado, o negócio de geração solar distribuída, continua apresentando menor nível de receita quando comparado com o mesmo período no ano passado”, informa a Weg.

No mercado externo, o crescimento de receita foi suportado pelo desempenho dos negócios de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), fruto principalmente do volume de entregas na área de T&D na América do Norte. “A atividade industrial continuou aquecida nos nossos principais mercados de atuação, principalmente nas vendas de equipamentos industriais para segmentos importantes como óleo e gás e água e saneamento. Lembramos que o desempenho do trimestre foi positivamente impactado pelos negócios recém adquiridos de motores industriais e geradores das marcas Marathon, Rotor e Cemp”, pontua a empresa. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Companhia catarinense reportou receita líquida de R$ 9,8 bilhões entre julho e setembro

Estruturar para um novo ciclo de investimentos

Enquanto consolida seus projetos, a Conasa busca ainda mais eficiência na sua missão em ser um agente de transformação da infraestrutura no Brasil

Além de subir 23 posições entre as gigantes paranaenses, a Conasa ganhou 56 degraus entre as 500, tornando-se a 98ª colocada na região Sul

Água, luz e transporte são itens básicos da vida de qualquer ser humano. E atender com eficiência mais de 5 milhões de brasileiros pelas empresas de saneamento e iluminação pública, bem como os usuários dos mais de 1.500 quilômetros de rodovias administrados, tem feito da paranaense Conasa um importante agente de transformação da infraestrutura no Brasil. Agora, a principal tarefa é consolidar projetos em operação e entregar os investimentos contratados. “Essa fase, de amadurecimento dos negócios e implantação de um modelo operacional centralizado, visa ao aumento da eficiência, preparando a empresa para um novo ciclo de investimentos”, antecipa Mario Vieira Marcondes Neto, CEO da companhia londrinense.

Uma das responsabilidades da empresa tem sido contribuir com as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. Em razão disso, a Conasa tem aportado recursos na expansão da rede de esgoto e da rede de distribuição de água da concessionária Águas do Sertão, responsável pelo atendimento a 34 municípios em Alagoas. O objetivo é disponibilizar 100% de água tratada e 80% de tratamento de esgoto coletado e tratado até 2033. “A empresa também vem se preparando para participar de novas licitações de saneamento de munícipios de médio porte e em projetos específicos que sejam aderentes ao nosso plano estratégico”, revela Marcondes Neto.

No segmento de rodovias, a Conasa e suas empresas Via Brasil, estão empenhadas no cumprimento das obrigações assinadas junto ao poder público federal e estadual de Mato Grosso, na implantação de melhorias dos sistemas rodoviários da BR-163, da MT-100, da MT-246 e da MT-320, todos importantes corredores logísticos de escoamento da safra produzida em solo mato-grossense. A empresa também planeja concluir a eficientização de 90 mil pontos de iluminação da capital paraense pela concessionária Luz de Belém. Essa etapa prevê a troca das luminárias convencionais por LEDs, trazendo mais eficiência energética, com redução de consumo, além de contribuir para melhoria da segurança em espaço públicos, como praças e avenidas. “Desde seu nascimento, em 2007, a Conasa tem assumido como premissa estratégica ser um agente relevante de transformação da infraestrutura no Brasil”, destaca Marcondes Neto.

A missão tem sido cumprida com sucesso – e os números comprovam. Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, ranking desenvolvido pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil, a Conasa é a 40ª maior empresa do Paraná. Além de subir 23 posições entre as gigantes paranaenses, a companhia ganhou 56 degraus entre as 500, tornando-se a 98ª colocada na região Sul. A depender do novo ciclo de investimentos que está por vir, a Conasa se tornará ainda mais valorosa no ambiente corporativo brasileiro.

Enquanto consolida seus projetos, a Conasa busca ainda mais eficiência na sua missão em ser um agente de transformação da infraestrutura no Brasil

Maringá é eleita melhor cidade para se viver no país

Curitiba ficou como a melhor capital na quinta colocação geral

Maringá ficou em primeiro lugar em sete dos 15 indicadores analisados

Maringá, município localizado na região Noroeste do Paraná, ficou em primeiro lugar entre as 100 maiores cidades brasileiras na oferta de serviços públicos. O estudo Desafios da Gestão Municipal, divulgado na quinta-feira (31) pela consultoria Macroplan Analytics, coloca ainda mais duas cidades paranaenses entre as dez mais bem colocadas: Curitiba na quinta posição e no posto de melhor capital no ranking, além de Cascavel, no Oeste, na sexta posição geral. Outras duas cidades paranaenses aparecem no estudo: Londrina, na 18ª posição, e São José dos Pinhais, na 19ª. A cidade da Região Metropolitana de Curitiba, inclusive, foi a que mais subiu no ranking na comparação com o divulgado em 2010, ganhando 42 posições. Florianópolis é a 21ª, enquanto Porto Alegre é a 48ª colocada na lista (veja tabela completa ao final desta reportagem).

O levantamento tem como base o Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM), que leva em conta 15 indicadores em quatro áreas essenciais para a qualidade de vida da população: educação, saúde, segurança e saneamento. Apesar de representarem 1,8% dos municípios brasileiros, os 100 avaliados concentram 78,3 milhões de habitantes – 38,6% da população brasileira – e 44,2% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB), somando R$ 4 trilhões. O estudo traz uma análise evolutiva aos gestores públicos, que podem comparar seus dados com outras edições do ranking e também com as demais cidades analisadas.

A cidade de Maringá, que também ficou em primeiro lugar no levantamento de 2021, teve uma média 0,765 no ranking, em um indicador que vai até 1, com destaque para a área de saneamento, em que recebeu nota de 0,978. Segurança foi outro destaque, com índice de 0,806. O município paranaense ficou em primeiro lugar em sete dos 15 indicadores analisados: na cobertura de educação básica, mortalidade infantil, taxa de matrículas na pré-escola, atendimento de água, atendimento de esgoto, esgoto tratado e coleta de lixo; além da segunda colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental I, na rede pública municipal, e com a segunda na menor taxa de mortalidade prematura. O estudo traz alguns dados que ajudam a colocar Maringá no topo. O índice analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais na cidade é de 2% e a renda per capita é de R$ 51,9 mil. Já a renda média no emprego formal é R$ 3.763, com taxa de 50,8% na razão entre emprego formal e população com 15 anos ou mais. O município tem, ainda, nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), do Tesouro Nacional.

Capital com a melhor posição no levantamento, Curitiba teve nota de 0,718 e subiu seis posições em relação ao ranking divulgado em 2010. A capital paranaense teve a melhor colocação em quatro pontos: taxa de matrículas em pré-escola, atendimento de água, atendimento de esgoto e coleta de lixo, e em segundo lugar em nascidos vivos com pré-natal adequado. A melhor nota da capital paranaense foi na área de saneamento (0,967), seguido de segurança (0,780), educação (0,657) e saúde (0,619). O estudo destacou que a taxa de analfabetismo entre a população curitibana com 15 anos ou mais foi de 1,5%, o PIB per capita da capital chegou R$ 49,9 mil, com renda média de R$ 4.672 e 63% da população com 15 anos ou mais com emprego formal. Curitiba tem, ainda, nota A em Capacidade de Pagamento, segundo o Tesouro Nacional.

Já Cascavel teve um salto de 37 posições na comparação com o levantamento de 2010, atingindo uma nota de 0,714. A cidade do Oeste do Paraná também teve bom resultado em saneamento, com nota de 0,963. Na sequência ficaram segurança (0,707), saúde (0,647) e educação (0,638). Os destaques estão na cobertura de atenção básica, taxa de matrículas em pré-escola, atendimento de água, atendimento de esgoto e esgoto tratado, aparecendo na primeira posição. Em relação aos números analisados, o estudo mostra que a taxa de analfabetismo em Cascavel era de 3,2%, o PIB per capita foi de R$ 47 mil, renda média de R$ 3.227 no emprego formal e 43,8% da população com 15 anos ou mais, além de nota B na Capacidade de Pagamento do município no Tesouro Nacional.

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Curitiba ficou como a melhor capital na quinta colocação geral

XP planeja expansão em Santa Catarina e anuncia Marcelo Pedroso como líder regional

Companhia quer aumentar em cinco vezes o time no estado para atender os investidores catarinenses, que têm cerca de R$ 35 bilhões na poupança

Pedroso pretende disseminar a educação financeira e o ecossistema da XP em Santa Catarina

A XP quer aumentar cinco vezes o time em Santa Catarina como parte do plano de regionalização da marca. Para liderar essa expansão, focada nas cidades com mais de 100 mil habitantes, a empresa anunciou Marcelo Pedroso como líder do estado. Para Claudia Deberaldine, sócia e executiva regional da XP, a presença da companhia também será essencial para se aproximar de investidores. “Estamos reforçando nossa equipe comercial na região para ter 5 vezes mais profissionais dedicados até o final de 2025. Os investidores do estado dispõem hoje de R$ 35 bilhões aplicados em poupança. É possível investir melhor esses recursos com o apoio de uma assessoria adequada”, comenta

O objetivo de Pedroso, que é economista pela Fundação Getúlio Vargas e soma 18 anos de experiência no mercado financeiro, é operacionalizar a presença da companhia nas diferentes economias catarinenses, disseminar a educação financeira e o ecossistema da XP na região.”Estamos dedicados a um projeto de expansão ambicioso em Santa Catarina. Esse estado, extremamente importante para o país e com uma economia diversificada, é um mercado estratégico e tem o terceiro maior PIB per capita do Brasil”, explica.

O volume de investimentos no Sul do Brasil chega a R$ 410 bilhões, segundo os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Desses, R$ 180 bilhões são em renda variável e R$ 102,8 em renda fixa.Só Santa Catarina tem mais de 288,9 mil investidores com mais de R$ 23 bilhões em investimentos listados na bolsa, de acordo com os dados da B3 até o mês de outubro. A XP já tem presença no estado por meio dos mais de 60 escritórios parceiros entre matrizes e filiais, está atraindo profissionais renomados e investindo na formação de talentos para compor seu time interno.

Companhia quer aumentar em cinco vezes o time no estado para atender os investidores catarinenses, que têm cerca de R$ 35 bilhões na poupança

Produção industrial avança 1,1% em setembro

O setor registra crescimento de 3,1% no acumulado anual

Três das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção

Em setembro, a produção industrial nacional subiu 1,1% frente a agosto, na série com ajuste sazonal. O resultado acontece após a variação positiva de 0,2% em agosto. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria cresceu 3,4% em setembro de 2024, marcando a quarta taxa positiva consecutiva. Com isso, o setor industrial apontou crescimento de 3,1% no acumulado anual. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, avançou 2,6% em setembro, permanecendo com taxa positiva e intensificando o ritmo de crescimento frente aos resultados de agosto (2,4%), julho (2,2%), junho (1,5%) e maio (1,2%) de 2024.

Três das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3%) e produtos alimentícios (2,3%), com ambas voltando a crescer após recuarem nos meses de agosto e julho. Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,5%), de produtos do fumo (36,5%), de metalurgia (2,4%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,3%).

Por outro lado, entre as 12 atividades que apontaram queda na produção, indústrias extrativas (-1,3%) e produtos químicos (-2,7%) exerceram os principais impactos na média da indústria, com a primeira voltando a recuar após avançar 1% no mês anterior; e a segunda interrompendo três meses seguidos de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 10,5%. Outros impactos negativos relevantes sobre o total da indústria vieram de outros equipamentos de transporte (-7,8%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital (4,2%) assinalou a taxa positiva mais elevada em setembro e eliminou parte do recuo de 4,6% registrado em agosto último. Os segmentos de bens intermediários (1,2%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) também mostraram crescimento na produção nesse mês, com ambos marcando o segundo resultado positivo consecutivo. Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo duráveis, ao recuar 2,7%, apontou a única taxa negativa em setembro e repetiu a magnitude de perda verificada no mês anterior.

O setor registra crescimento de 3,1% no acumulado anual

André Donatti é o Enólogo do Ano 2024

Enólogo chefe da Vinícola Campestre, de Vacaria, entra para o seleto grupo homenageado pela Associação Brasileira de Enologia

Donatti acumula experiência com uma trajetória profissional com passagens pela Itália, França e Portugal em viagens técnicas de aperfeiçoamento na área de vinhos

Com mais de 20 anos de experiência em enologia, André Donatti é o enólogo chefe, responsável técnico e gerente-geral da Vinícola Campestre, em Vacaria (RS), onde atua há 15 anos. Ele foi eleito pelos colegas de profissão, associados à Associação Brasileira de Enologia (ABE) como o Enólogo do Ano 2024, distinção que já homenageou 20 enólogos desde 2004. A divulgação ocorreu durante jantar de confraternização realizado nesta sexta-feira (25) que reuniu cerca de 150 profissionais da cadeia produtiva da uva e do vinho.

Licenciado em química pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), graduado em gestão de produção industrial pela Uninter, Donatti não estava presente no evento e, por isso, ainda não recebeu o troféu das mãos do presidente, enólogo Ricardo Morari. Mesmo assim, a diretoria surpreendeu a todos fazendo uma videochamada para dar a notícia ao enólogo que está na Itália participando de uma imersão de qualificação na Sicília com passagens por universidades de enologia, centros de pesquisa e de desenvolvimento, além e visitas técnicas na região. A interação foi compartilhada ao vivo com todos em pleno evento, que puderam testemunhar a emoção de Donatti ao receber a informação oficial.

Donatti acumula experiência com uma trajetória profissional com passagens pela Itália, França e Portugal em viagens técnicas de aperfeiçoamento na área de vinhos. Também já atuou em outras vinícolas gaúchas como Cordelier, Cooperativa Aliança e Cooperativa Garibaldi. Ao falar da atuação do Enólogo do Ano 2024, Morari fez questão de destacar que Donatti emplacou um de seus vinhos entre as 16 amostras da Avaliação Nacional de Vinhos Safra 2024, além de outras seis entre os 30% representativos. “Temos uma seleção de grandes enólogos que merecem o nosso respeito e admiração. O André Donatti é um deles. Que nós, enólogos brasileiros, sigamos evoluindo, assim como os melhores vinhos, e que nossos rótulos sigam fazendo história, emocionando e dando prazer a todos que os degustam”, reiterou.

O encontro, que acontece todos os anos, celebrou os 48 anos da ABE e o Dia do Enólogo, ambos comemorados no dia 22 de outubro, quando a entidade aproveitou para lançar a obra Firmino Splendor – Um Beija-Flor no Vinhedo, reverenciando o fundador e primeiro presidente da ABE. O livro de 170 páginas, conta um pouco da trajetória do ‘Mestre’, como é chamado pelos enólogos – muitos dos quais foram alunos do ‘Seu Firmino’. Aproveitando o tradicional encontro que reúne dezenas de enólogos, a ABE entregou um exemplar do livro assinado pelo jornalista e escritor, Irineu Guarnier Filho, a cada participante.

Enólogo chefe da Vinícola Campestre, de Vacaria, entra para o seleto grupo homenageado pela Associação Brasileira de Enologia

Codesul discute planejamento integrado

O objetivo é promover o desenvolvimento dos quatro estados que respondem por cerca de 18% do PIB nacional

Técnicos da Unisinos apresentaram os indicadores estratégicos, metas e propostas para a região

Representantes dos quatro estados que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) reuniram-se nesta quinta-feira (31) no Palácio Iguaçu, em Curitiba, para a apresentação da quarta etapa do planejamento estratégico “Visão Regional 2040”. O objetivo é promover o desenvolvimento integrado entre Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, que respondem por cerca de 18% do PIB nacional. Técnicos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), contratada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para desenvolvimento do projeto, apresentaram os indicadores estratégicos, metas e propostas para a região do Codesul. Por meio de um diagnóstico, foram identificadas as principais demandas, possibilidades e gargalos que podem ser desenvolvidos em conjunto para promoção do desenvolvimento integrado.

Segundo o vice-governador Darci Piana, por terem economias muito parecidas, é essencial o desenvolvimento de um plano conjunto entre os estados. “Os problemas são comuns. Questões de infraestrutura, de escoamento de produção, de competitividade, são todos assuntos que são muito similares para os estados. Então nada mais inteligente que a gente poder organizar, e pensar juntos o futuro da região, que terá desafios importantes para os próximos anos”, ressaltou. O secretário do planejamento do Paraná, Guto Silva, destacou que o plano de desenvolvimento integrado garantirá que as ações sejam perenes. “Nosso objetivo é amadurecermos instrumentos de longo prazo, para que isso possibilite que os futuros governantes dos estados possam ter uma bússola para seguir nesses próximos anos. É um processo de muita construção, de escuta, e agora estamos agrupando tudo isso numa lógica de planejamento”, afirmou.

Ao todo, são 28 objetivos estratégicos, com 65 indicadores e metas, além de 166 propostas de ação para colocar em prática o que está sendo desenhado dentro do plano de desenvolvimento. Elas estão reunidas dentro de nove eixos, que tem como temas agronegócio, infraestrutura, enfrentamento às mudanças climáticas, combate à pobreza e desigualdades, energias renováveis, qualificação de serviços públicos e educação voltada às atividades portadoras de futuro. Na última reunião de governadores do Codesul, em agosto deste ano, foi assinado um termo de cooperação entre as defesas civis dos estados para estabelecer mecanismos de apoio mútuo, visando a troca de informações hidrometeorológicas, a cooperação técnica e operacional nas atividades de prevenção, mitigação, preparação, resposta, recuperação e reconstrução em situações de desastres.

Durante a manhã, representantes das secretarias de planejamento de cada estado discutiram as ações propostas e possíveis melhorias em metas e indicadores, validando o estudo da Unisinos e apontando possíveis alterações e melhorias. Já na parte da tarde, os esforços se concentraram em como instrumentalizar as ações para colocá-las em prática e monitorá-las. “São os quatro estados pensando juntos num futuro melhor para toda a região. O estado não como um mero passageiro da história, mas pautando e direcionando as ações de todo um território em prol do desenvolvimento que certamente virá de uma forma mais consistente com o planejamento a longo prazo”, acrescentou o coordenador da comissão do planejamento do Codesul, Thaner Castro Nogueira. “Acredito que isso vai levar nossos estados a realmente alcançarem todas essas metas que estão desenhadas”, complementou.

Próximos passos
Após o fechamento dos indicadores estratégicos, das metas e propostas, será realizada a entrega final do material aos governadores. Na sequência, será promovido um seminário de imersão para que secretários de Planejamento e equipes possam preparar as propostas de implementação do projeto em cada um dos estados. Uma plataforma de Business Intelligence (BI) será disponibilizada, já com as validações das secretarias, permitindo a padronização das informações e a realização de análises críticas dos eixos de trabalho, diagnóstico do produto entregue, comparação entre eixos temáticos, até a produção da proposta de implantação do Projeto Visão Regional 2040. Fundado em 1961, o Codesul reuniu, inicialmente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em 1992, o Mato Grosso do Sul passou a fazer parte do Conselho, que tem como principal objetivo buscar o desenvolvimento regional, reduzindo desequilíbrios e atuação em questões comuns aos estados-membros. O principal feito do Conselho foi a criação do BRDE.

O objetivo é promover o desenvolvimento dos quatro estados que respondem por cerca de 18% do PIB nacional

ALTMA projeta quadruplicar de tamanho até 2030

Ex-piloto de corridas, Gabriel Falavina trocou as pistas pela incorporação imobiliária

“Em um mercado conhecido por ser cíclico, adotamos uma postura arrojada, que contrasta com o conservadorismo histórico do setor da construção civil”, revela Falavina

Prestes a completar oito anos, a incorporadora curitibana ALTMA alcançou um VGV (Valor Geral de Vendas) sob gestão de R$ 250 milhões, com empreendimentos que trouxeram a Curitiba (PR) as principais tendências do mercado imobiliário internacional. Responsável pelo primeiro edifício residencial carbono zero do país, pela entrada da startup Housi de moradias por assinatura no Paraná e pelo primeiro empreendimento com o modelo Student Housing do estado, a empresa projeta uma nova “leva” de lançamentos para 2027, com VGV de R$ 450 milhões. E o plano de expansão da jovem incorporadora é alcançar R$1 bilhão em 2030.

À frente da ALTMA, o engenheiro civil Gabriel Falavina Dias, de 34 anos, colocou na incorporadora o ritmo e a ousadia aprendidos na carreira como piloto. Aos 16 anos de idade, já com títulos de Campeão Brasileiro, Paulista e da Copa Brasil de Kart, ele se tornou uma das principais promessas brasileiras para a Fórmula 1.

“O automobilismo foi uma paixão que eu herdei do meu pai [Walter Dias] e que, por muitos anos, foi a minha vida. Comecei no kart aos cinco anos e, na transição da F3 para a F2, decidi abandonar as pistas em função da forte pressão emocional que eu sentia, com o constante receio de frustrar expectativas. Depois de um acidente, que antecipou o meu retorno da Europa ao Brasil para tratamento da coluna, percebi que queria ter uma vida diferente. Na época, não havia suporte psicológico para atletas de ponta e competidores, algo tão essencial quanto o talento e o treinamento”, lembra.

Elie Horn, um exemplo

As lições aprendidas no automobilismo – de lidar com pressão e competitividade, além de desenvolver a capacidade de tomar decisões rápidas e acertadas – foram definitivas para a carreira de empreendedor da construção civil. Também tiveram papel decisivo para o sucesso de Falavina os ensinamentos de um dos mais importantes nomes da construção civil: Elie Horn, fundador e ex-presidente da Cyrela. Após deixar o automobilismo, em 2011, Falavina iniciou o curso de engenharia civil na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ainda na faculdade, começou a trabalhar com a família de um colega, que construía empreendimentos para o programa Minha Casa Minha Vida.

Em busca de experiência, Falavina conheceu a figura que se tornou a principal inspiração para a ALTMA. “Eu estava, coincidentemente, assistindo a uma corrida de F1 na televisão, quando entrou um anúncio do processo seletivo da Cyrela. Eram mais de 4.500 candidatos para dez vagas, mas eu arrisquei e passei”, conta. A ALTMA foi fundada em 2016, por Falavina e o ex-sócio José Vilela, que sustentou a etapa inicial do negócio. O primeiro empreendimento da marca foi o Reserva Wiés, um condomínio horizontal no bairro Campo Comprido, em Curitiba, com um VGV de R$12 milhões. Com o sucesso das vendas, o empresário decidiu partir para um projeto ousado: o VIBE, primeiro contrato da startup Housi, pioneira no modelo de moradias por assinatura no país, no Paraná.

Recentemente, a incorporadora conseguiu superar a própria marca, com a venda dos 187 apartamentos do B41 no lançamento. O empreendimento será o primeiro do modelo Student Housing no estado. Exclusivo para moradia estudantil, o B41 será construído, em parceria com a HIEX, em frente ao principal campus da PUCPR, no bairro Prado Velho. O projeto de vanguarda inclui a parceria com a universidade, para a realização de atividades acadêmicas com estudantes de diversos cursos, aulas de campo nas diferentes etapas da obra e de disciplina e Programa Institucional de Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa (PIBEP) apadrinhados pelas incorporadoras. Na etapa anterior ao lançamento, as incorporadoras construíram uma praça de uso compartilhado para a vizinhança no terreno do empreendimento, com infraestrutura para atividades esportivas e de lazer. Além dessa “gentileza urbana”, a comunidade da Vila Torres, uma das regiões de maior vulnerabilidade social de Curitiba, foi acolhida pela ALTMA, com a doação de recursos para a construção da sede da associação do bairro.

No segundo semestre de 2024, a ALTMA e HIEX farão a entrega de outro empreendimento inovador: o Árten, primeiro edifício carbono zero do Brasil. O residencial incorporou diversas soluções para redução de gases do efeito estufa durante e após a construção. E o saldo de emissões da obra, calculado em 2.640 toneladas de CO2, já está sendo compensado, por meio da manutenção dos estoques de carbono de uma área de Mata Atlântica, em reserva ecológica da ONG SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), no litoral do Paraná. Junto da HIEX, a incorporadora tem, em construção, o MYTÁ, que terá uma floresta urbana plantada dentro do terreno do empreendimento. Com elementos da natureza em todo o projeto e soluções avançadas de sustentabilidade, o edifício busca alcançar uma pontuação de sustentabilidade pioneira com o selo GBC Condomínio categoria Platina. “Em um mercado conhecido por ser cíclico, adotamos uma postura arrojada, que contrasta com o conservadorismo histórico do setor da construção civil. Temos como foco o que chamamos produtos anticrise, mais resilientes nos momentos mais duros do mercado”, resume Falavina.

Ex-piloto de corridas, Gabriel Falavina trocou as pistas pela incorporação imobiliária

Economia gaúcha ganha impulso após enchentes

Comércio é o principal destaque positivo

Passado o auge da crise, a economia gaúcha mostra sinais de recuperação, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo

O evento meteorológico extremo que atingiu o Rio Grande do Sul entre o final de abril e o início de maio trouxe consequências para a economia. A queda de 0,3% do PIB no segundo trimestre de 2024, em relação ao trimestre anterior, evidenciou o impacto das inundações, principalmente na indústria. A retração, entretanto, foi inferior à esperada, graças ao alto desempenho da agropecuária, puxado pela colheita de soja, cuja maior parcela havia sido colhida antes do desastre. Apesar dos impactos das enchentes sobre a produção, as quantidades de grãos colhidos em 2024 na agricultura deverão ser superiores às do ano passado.

Passado o auge da crise, a economia gaúcha mostra sinais de recuperação, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo. A arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu 16,2% nos meses de julho, agosto e setembro, em comparação com o mesmo período de 2023. O comércio foi estimulado pelo aumento do consumo a partir das transferências de recursos públicos às famílias e pela necessidade de recomposição de bens de primeira necessidade perdidos ou danificados pelas enchentes, como móveis, eletrodomésticos e veículos automotores. A análise está no Boletim de Conjuntura de outubro, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). Com autoria dos pesquisadores Martinho Lazzari e Tomás Amaral Torezani, o documento foi divulgado nesta quinta-feira (31).

A atividade mais impactada pelos efeitos das enchentes, em maio, foi a indústria de transformação, que apresentou queda de 26,5% em relação a abril. Em junho, porém, os números de produção praticamente se igualaram à produção anterior às enchentes. Um dos fatores para a recuperação foi o aumento da utilização da capacidade instalada. O indicador, medido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que a indústria precisou usar a capacidade de produção de forma mais intensa, impulsionada pela injeção de recursos públicos destinados à reconstrução do Rio Grande do Sul, além da demanda nacional.

Lazzari disse que a análise dos dados mensais permite a observação do processo de retomada da economia gaúcha, após o momento mais agudo dos impactos das enchentes sobre a produção. “Embora ainda de forma heterogênea, as atividades produtivas têm apresentado uma evolução positiva nos últimos meses, principalmente o comércio, que se beneficiou do aumento do consumo ocasionado pelas transferências de recursos públicos às famílias atingidas”, explicou. Com a volta das operações no aeroporto Salgado Filho, o comércio, junto com o setor de serviços, deve receber novo impulso.

Comércio é o principal destaque positivo

Inovação, um motor do crescimento econômico

Diego Ramos, presidente da Acate, conta neste artigo exclusivo como a tecnologia está criando as empresas mais valiosas de Santa Catarina

“Santa Catarina se destaca por ter criado um ambiente onde inovação e tecnologia são o motor do crescimento econômico, e esse sucesso tem sido notado por investidores de todo o mundo”, destaca Ramos

A inovação tecnológica tem sido o principal impulsionador do crescimento e da valorização das marcas ao redor do mundo. Gigantes de tecnologia já conhecidas há décadas como Apple, Microsoft e Google seguem entre as marcas mais valiosas, como mostra o ranking Best Global Brands 2024, da Interbrand. Simultaneamente, empresas como a NVIDIA vivem um salto de crescimento exponencial que as colocam entre as mais importantes da economia internacional, acompanhando a necessidade mundial por mais tecnologia, inovação e hardwares que possibilitem os avanços. Isso reflete uma mudança significativa no mercado, onde a capacidade de inovação e escalabilidade passou a definir o valor das empresas. A transformação digital não é mais apenas uma tendência, mas um fator decisivo para o sucesso a longo prazo.

No Brasil, as marcas mais valiosas ainda estão em setores tradicionais da economia como agronegócio, energia e construção. No entanto, mesmo os setores ditos tradicionais sentem a necessidade de ampliar o investimento em tecnologia e inovação para se adaptarem às novas demandas de mercado e manterem sua relevância. Não à toa, projetos de inovação aberta crescem com o objetivo de conectar corporates com a inovação nascida em startups — como o que acontece em Santa Catarina com o LinkLab, mantido pela Acate e que já soma mais de 450 projetos concluídos.

Santa Catarina, aliás, é reconhecidamente um polo de inovação e tecnologia no Brasil. Terra da Capital Nacional das Startups e com dois municípios — Florianópolis e Blumenau — no topo do ranking de venture capital para startups na América Latina. O ecossistema de tecnologia criado no estado tem se mostrado maduro e atraído cada vez mais investidores nacionais e estrangeiros que alavancam não apenas negócios em estágios iniciais, mas também empresas consolidadas que, com grandes aportes, colocam-se entre as marcas mais valiosas da economia catarinense ao lado de indústrias tradicionais.

Dois exemplos recentes são extremamente relevantes: uma das mais tradicionais empresas de tecnologia de Santa Catarina, a Softplan, acabou de concluir a captação de R$ 250 milhões em debêntures. Com mais de 30 anos de atuação, a empresa tem crescido mais de 20% por ano e se aproxima da receita anual de R$1 bilhão criando um ecossistema de soluções SaaS B2B. Nascida como uma startup em Joinville, a fintech Asaas recentemente captou o impressionante valor de R$ 820 milhões em uma rodada envolvendo BOND, gestora dos Estados Unidos, e a japonesa Softbank, aproximando a empresa de ser o próximo unicórnio do mundo da tecnologia. 

Além desses casos, podemos lembrar das empresas catarinenses já listadas na bolsa, como Intelbras, Unifique e Neogrid, outras que estão no caminho para abrir capital, como a Senior e a própria Softplan. Há ainda a lista de grandes aquisições, como a da Neoway, comprada pela B3, e da RD Station, pela TOTVS — operações de quase R$ 2 bilhões. Sinais de que o setor de tecnologia não está apenas crescendo, mas também se consolidando no mercado financeiro e criando empresas capazes de gerar valor e competir em cenário global. Esse cenário mostra que não estamos falando de casos isolados de negócios de sucesso, mas sim de um ecossistema colaborativo, inovador e que ajuda a fomentar empresas e empreendedores com ideias criativas e inovadoras. A combinação entre a capacidade de atrair capital, a presença de talentos e o apoio institucional tem sido crucial para que essas empresas prosperem. Santa Catarina se destaca por ter criado um ambiente onde inovação e tecnologia são o motor do crescimento econômico, e esse sucesso tem sido notado por investidores de todo o mundo.

Temos um desafio de seguir valorizando os negócios nascidos no estado e trabalhando em prol da formação de mais profissionais que tenham a oportunidade de crescer nas suas carreiras em empresas daqui, competitivas com o mercado internacional, com a capacidade de impulsionar a economia catarinense e brasileira por meio da criatividade e inovação.

*Presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate)

Diego Ramos, presidente da Acate, conta neste artigo exclusivo como a tecnologia está criando as empresas mais valiosas de Santa Catarina

As incertezas sobre os juros e a política fiscal

Comprometimento com a sustentabilidade das contas é fundamental

“Precisamos de ações que controlem, preferencialmente, as despesas obrigatórias, para que tenhamos uma taxa de juros compatível com um crescimento sustentável da nossa economia”, alerta CEO da Bradesco Asset, CEO da Bradesco Asset, neste artigo exclusivo

O cenário econômico global começa a entrar em um momento mais promissor para investimentos de risco em geral, dado o início de corte de juros por parte do Fed (Banco Central dos Estados Unidos), com uma redução de 50 pontos e, potencialmente, continuando com cortes de 25 pontos para as próximas duas reuniões deste ano. O Fed justificou sua decisão apontando que, embora a economia continue em expansão, o mercado de trabalho está mais enfraquecido, apesar dos últimos dados. Além disso, acredita que a inflação, mesmo que ainda esteja acima da meta, deve convergir para o objetivo de 2%.

Com o início dos cortes americanos, bancos centrais dos países emergentes voltam a discutir reduções de juros, bem como bancos centrais dos países desenvolvidos, como o europeu, canadense e o inglês. Em termos de riscos, a maior incerteza vem das eleições americanas, que mostram um empate técnico entre os candidatos, mas nenhum deles apresentando soluções para as contas públicas, que vem registrando altos e crescentes déficits. Esse fator pode limitar a queda de juros, “estacionando” por volta dos 3% ao ano.

No mesmo dia que marcou o início da queda de juros nos Estados Unidos, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de aumento. O mercado já esperava algum ajuste para cima, e o BC elevou a Selic em 0,25%, levando a taxa para 10,75% ao ano, com expectativa de um ciclo total de 150 pontos base, o que levaria a Selic a 12%. A inflação, que vinha convergindo para a meta puxada pela inflação de bens, mudou sua trajetória e traz novos desafios para o BC. Entre os principais fatores de risco para a inflação no Brasil, o Banco Central destacou o crescimento econômico ainda acelerado, o mercado de trabalho pressionado e a desvalorização cambial.

Outro ponto relevante no comunicado foi a necessidade de uma política fiscal crível, capaz de estabilizar a dívida pública e contribuir para a reancoragem das expectativas inflacionárias e a redução dos prêmios de risco dos ativos. A parte fiscal vem sendo um dos principais desafios do governo. Com o aumento dos gastos da União e a necessidade de discutir uma revisão das despesas obrigatórias, bem como novas fontes de receitas, é fundamental para que a dívida esteja sob controle.

Dada a atual dinâmica das contas públicas, as incertezas sobre a sustentabilidade do novo modelo fiscal, aprovado ano passado, têm influenciado diretamente nos prêmios de risco observados nas curvas de juros do país, bem como na taxa de câmbio e no perfil da dívida brasileira. Para reverter essa piora de expectativas, é essencial que as principais lideranças políticas sinalizem de forma clara o comprometimento com a sustentabilidade das contas. Precisamos de ações que controlem, preferencialmente, as despesas obrigatórias, para que tenhamos uma taxa de juros compatível com um crescimento sustentável da nossa economia, estimulando investimentos e a geração de emprego e renda.

*Economista, CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro Nacional. É painelista do 26º Seminário Econômico Família Prev.

Comprometimento com a sustentabilidade das contas é fundamental

BNDES aprova R$ 37,6 milhões para expandir a produção de biometano no PR

Projeto da Geo bio gas&carbon em Tamboara tem valor total de R$ 41 milhões

Inaugurada em 2012, a unidade de Tamboara foi a primeira planta de produção comercial de biogás em larga escala no Brasil a processar resíduos da produção sucroenergética

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 37,6 milhões para a Geo bio gas&carbon ampliar a produção de biometano e de biogás na unidade de Tamboara, no Paraná. Ao todo, o projeto tem valor de R$ 41 milhões. O financiamento aprovado conta com R$ 33,6 milhões do Fundo Clima e R$ 3,9 milhões do Finem Padrão B (destinado à aquisição de máquinas e equipamentos importados novos, sem similar nacional). O objetivo é ampliar a capacidade de produção de biometano de 70 Nm³/h para até 1.500 Nm³/h. E de biogás, de 1.750 Nm³/h para até 3.500 Nm³/h.

Inaugurada em 2012, a unidade de Tamboara foi a primeira planta de produção comercial de biogás em larga escala no Brasil a processar resíduos da produção sucroenergética: torta de filtro, vinhaça e palha. A quase totalidade do biogás produzido era utilizada, historicamente, para a geração de energia elétrica. Após a conclusão do projeto, o biogás deverá ser utilizado, em sua maior parte, para a produção de biometano. É quando o biogás passa por um processo de upgrade, que consiste na remoção de outros gases (principalmente CO2) de forma a aumentar a concentração do metano (CH4) na molécula, atingindo o padrão de biometano definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Um diferencial da unidade é a produção constante de biometano ao longo do ano, independente de safra e entressafra. A planta utiliza uma tecnologia de biodigestão anaeróbica capaz de processar torta de filtro e outros resíduos sólidos, possíveis de serem estocados sem perda de matéria orgânica, fornecendo gás de forma constante. Alessandro Gardemann, CEO da Geo, destacou o apoio do BNDES à Tamboara desde o seu início, em 2010, por meio de uma linha de financiamento à inovação, e os impactos desse novo empréstimo na trajetória da empresa. “O apoio do BNDES foi determinante para essa usina ser implementada, assim como está sendo este novo financiamento, que permite à Geo dar um grande passo na ampliação de sua carteira de projetos para produção de biometano. E, principalmente, contribui na transição energética e na implementação das metas de descarbonização determinadas pela Lei do Combustível do Futuro. O aumento da oferta de biometano também vai permitir interiorizar a oferta de gás, de origem renovável, no país”, afirma.

Fornecedora de plataforma de tecnologia, a Geo concentra-se no desenvolvimento da produção de hidrocarbonetos verdes. A companhia desenvolveu um processo proprietário único e inovador para produção de biogás a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos e líquidos do agronegócio. Hoje, com quatro plantas operando nos estados do Paraná e São Paulo, a Geo já investiu mais de R$ 450 milhões na criação e instalação de projetos para produção de biogás. A unidade de Tamboara produz biogás ao longo de todo o ano. A partir dessa produção, que atinge cerca de 16 milhões de Nm3/ano, podem ser gerados aproximadamente 21.000 MWh/ano de energia elétrica, 53 mil toneladas de biofertilizantes sólidos e 1 milhão de m3 de biofertilizantes lquidos. O biogás e a energia elétrica são vendidos no mercado. Os biofertilizantes são doados como forma de contrapartida para a Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana Ltda (Coopcana), parceira da qual a Geo utiliza dejetos (vinhaça e torta de filtro) para a produção de biogás.

Projeto da Geo bio gas&carbon em Tamboara tem valor total de R$ 41 milhões

Schulz anuncia novo CEO

Sandro Trentin tem formação acadêmica em Engenharia Mecânica e Tecnologia em Automação Industrial pela Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Segundo a empresa, a contratação já fazia parte do planejamento estratégico da companhia

A Schulz, de Joinville (SC), acaba de anunciar um novo CEO no comando. Sandro Trentin, de 51 anos, tem formação acadêmica em Engenharia Mecânica e Tecnologia em Automação Industrial pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV), especialização em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (FDC) e extensão pelo programa Authentic Leader Development pela Harvard Business School. Segundo a empresa, a contratação já fazia parte do planejamento estratégico da companhia, “considerando premissas de alcançarmos novos patamares de crescimento, desenvolvimento e de resultados.” 

Sandro Trentin tem formação acadêmica em Engenharia Mecânica e Tecnologia em Automação Industrial pela Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Desocupação cai para 6,4% no trimestre encerrado em setembro

Essa foi a segunda menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua do IBGE

Indústria e comércio abriram mais de 700 mil postos de trabalho no trimestre

A taxa de desocupação caiu para 6,4% no trimestre de julho a setembro de 2024, recuando 0,5 ponto percentual frente ao trimestre de abril a junho de 2024 (6,9%). Essa foi a segunda menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua do IBGE, iniciada em 2012, superando apenas a taxa do trimestre encerrado em dezembro de 2013 (6,3%). O número de pessoas que não estavam trabalhando e procuravam por uma ocupação, isto é, a população desocupada, caiu para 7 milhões.

O número de trabalhadores do país subiu para 103 milhões, novo recorde da PNAD Contínua. Essa população ocupada cresceu 1,2% no trimestre, ou mais 1,2 milhão de trabalhadores. Na comparação anual, a alta foi de 3,2%, o equivalente a mais 3,2 milhões de pessoas ocupadas. A indústria e o comércio foram os grupamentos de atividade que puxaram o aumento da ocupação no trimestre, com altas, respectivamente, de 3,2% e de 1,5% em seus contingentes. Juntos, esses dois grupamentos absorveram 709 mil trabalhadores, na comparação trimestral. Além disso, a população ocupada no comércio foi recorde, chegando a 19,6 milhões de pessoas. Os outros grupamentos mantiveram estabilidade na comparação trimestral.

“O terceiro trimestre aponta para retenção ou crescimento de ocupados na maioria dos grupamentos de atividades. Em particular, a indústria registrou aumento do emprego com carteira assinada. Já no comércio, embora a carteira assinada também tenha sido incrementada, o crescimento predominante foi por meio do emprego sem carteira”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE. Na comparação anual, sete grupamentos (indústria, construção, comércio, transporte, informação e comunicação, administração e outros serviços) aumentaram seu número de ocupados, enquanto dois (alojamento e alimentação e serviços domésticos) mantiveram estabilidade. Somente a agropecuária mostrou queda (-4,7%) na sua população ocupada.

Essa foi a segunda menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua do IBGE

RS lança plano para atingir PIB anual de 3% até 2030

Essa média foi de 1,6% entre 2002 e 2021

No âmbito do capital humano, o Piratini [sede do governo gaúcho] pretende ampliar escolas em tempo integral, elevar a permanência no ensino básico e aumentar a qualidade da educação professional

O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta quarta-feira (30) seu plano de desenvolvimento econômico, inclusive e sustentável. Um dos pilares do programa é atingir taxa de crescimento anual do PIB de até 3% em seis anos – entre 2002 e 2021, essa média foi de 1,6%. Outra providência será atrair talentos para o estado. Nas últimas duas décadas, por exemplo, o Rio Grande do Sul teve um fluxo de emigração de 700 mil pessoas. Nesse mesmo intervalo de tempo, Santa Catarina atraiu mais de 2 milhões de pessoas. A partir das análises e projeções realizadas, foram identificados 12 setores nos quais o Rio Grande do Sul é competitivo e há demanda crescente. Em cada um dos grupos, foram destacados produtos e serviços mais complexos e inovadores que reúnem grande chance de avanços. Com o objetivo de atrair investimentos para o estado foi criada a agência de desenvolvimento Invest RS que será presidida por Rafael Priklandnicki, ex-diretor do Tecnopuc. A equipe da agência será formada por profissionais selecionados no mercado. Todo o projeto foi desenvolvido com base na metodologia da consultoria McKinsey, cujos estudos iniciaram antes das enchentes (veja o detalhamento de todo o plano no material ao final desta reportagem).

Além de fazer com que o estado receba em cerca de 17 anos aproximadamente 850 mil novos habitantes, também será preciso fazer com que a produtividade do trabalhador seja maior. Com esse objetivo, foram desenhadas 41 iniciativas para implementação. No âmbito do capital humano, o governo gaúcho pretende ampliar escolas em tempo integral, elevar a permanência no ensino básico e aumentar a qualidade da educação professional. No ambiente de negócios uma das diretrizes será facilitar a realização de novos investimentos. Atualmente o Rio Grande do Sul está em 22º lugar no ranking nacional de facilidade de fazer negócios. “Quando a gente conversa com empresários, o tom de crítica é bastante forte por causa da regulação de licenciamento [ambiental], por exemplo, e toda a burocracia associada. A minha percepção é que a gente melhorou em algumas coisas já, mais ainda tem um caminho longo pra fazer aqui, de tornar o ambiente mais amigável para receber investimentos”, relatou Sérgio Canova Júnior, consultor da McKinsey que apresentou o plano detalhado para a imprensa na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Para a construção do Plano, houve a participação de cerca de 500 pessoas, incluindo lideranças do governo, do setor privado e da academia. Foram realizadas diferentes etapas, incluindo sessões de ideação, workshops, entrevistas individuais e agendas em secretarias. Um desses encontros foi a reunião de trabalho no Palácio Piratini, em 10 de abril, com empresários e presidentes de entidades de classe.

“A partir do plano de desenvolvimento, o Rio Grande do Sul passa a ter uma política de Estado, guiada por evidências científicas, para acelerar o desenvolvimento econômico e social. O nosso governo promoveu reformas estruturantes, recuperou a capacidade de investimento e agora está criando um plano que será um legado para o futuro do Rio Grande do Sul”, disse o governador. “Nosso objetivo é muito claro: queremos que o Rio Grande do Sul seja o melhor Estado para se viver no Brasil. Temos um potencial enorme em diversas áreas e, com os desdobramentos do plano, estamos muito confiantes de que daremos um salto em direção a um futuro à altura do que merece a nossa população nos próximos anos”, destacou.

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Essa média foi de 1,6% entre 2002 e 2021