Archives 2024

Caged registra criação de 247 mil postos de trabalho em setembro

Número representa alta de 21% em relação ao mesmo mês de 2023

O nível de emprego aumentou na construção civil, com a abertura de 17.024 postos

A criação de emprego formal subiu em setembro. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, 247.818 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. A criação de empregos subiu 21,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro de 2023, tinham sido criados 204.670 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em relação aos meses de setembro, o volume foi o maior desde 2022.

Até setembro, foram abertas 1.981.557 vagas. Esse resultado é 24% mais alto que no mesmo período do ano passado. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. O resultado acumulado é o maior desde 2022, quando tinham sido criados 2.181.100 postos de trabalho de janeiro a setembro. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 128.354 postos, seguidos pela indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 59.827 postos a mais. Em terceiro lugar, vem o comércio, com a criação de 44.622 postos de trabalho. O nível de emprego aumentou na construção civil, com a abertura de 17.024 postos. Com a pressão pelo fim da safra de vários produtos, a agropecuária foi o único setor com saldo negativo, eliminando 2.004 vagas no mês passado.

Com ABR

Número representa alta de 21% em relação ao mesmo mês de 2023

Cantu e GP Pneus assinam acordo de fusão

Operações combinadas detêm 12% do setor de reposição de pneus, formando o maior player do mercado latino-americano

A união das companhias representa um faturamento superior a R$ 5 bilhões

A Cantu, líder no mercado de reposições de pneus, formalizou em 22 de outubro um acordo de fusão com a GP Pneus em transação total de R$ 1 bilhão. A união das companhias representa um faturamento superior a R$ 5 bilhões. A combinação das operações detém 12% do setor de reposição pneus e vai posicionar essa proposta de integração entre Cantu e GP Pneus no primeiro lugar do mercado, segundo levantamento de marketshare conduzido pela companhia catarinense. A operação ainda aguarda a conclusão dos trâmites regulatórios e societários, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A fusão faz parte do plano estratégico de expansão da companhia. A Cantu, que hoje opera com seis centros de distribuição e 56 filiais no Brasil, passará a contar com mais 117 lojas da GP Pneus para atender o varejo e mais de 40 filiais de atendimento ao atacado. Sua malha logística será reforçada com dois centros de distribuição, que se somam aos atuais da Cantu localizados em Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco. “A união com a GP Pneus permitirá que a empresa amplie suas ofertas de serviços, diversificando seu portfólio para incluir uma variedade de soluções automotivas, desde manutenção de veículos até serviços especializados como geometria e balanceamento”, avalia Beto Cantu, CEO da empresa. A aquisição é a quarta, e também a maior, da história da Cantu, que Beto fundou em 2007, quando tinha 24 anos.

A ampliação das marcas comercializadas também está entre os destaques do negócio. Ao portifólio da Cantu, que possui as marcas próprias Speedmax, Itaro e Gripmaster, a GP Pneus vai agregar a distribuição no Brasil para o atacado dos pneus da marca argentina Fate – e pontos de vendas no varejo das tradicionais marcas Pirelli, Bridgestone e Continental. A GP Pneus, com uma história que remonta a 1996, contribui com seu extenso conhecimento e infraestrutura no mercado de reposição de pneus. Os sócios-fundadores da companhia nascida no Rio Grande do Sul chegam à Cantu com uma expertise de décadas no setor de reposição de pneus e terão papel central em toda a cadeia de operações do grupo, do planejamento estratégico à execução, reforçando o investimento da companhia na jornada omnichannel.

“Vamos manter a GP como uma empresa independente, mantendo seus portfólios, clientes e estratégias intactas. As grandes sinergias estão nas capacidades de escala em automação, logística e finanças, além da combinação das estratégias físicas e digitais pra nossa companhia. Vai ser como dizemos na Cantu, e agora também na GP: ‘um navio de oportunidades para os colaboradores de ambas as empresas’. Os três objetivos principais são crescimento, crescimento e crescimento.”, conclui Beto. 

Operações combinadas detêm 12% do setor de reposição de pneus, formando o maior player do mercado latino-americano

Saúde financeira do brasileiro melhora em 2024

Consumidores sentiram menos pressão sobre o orçamento no último ano

Brasileiro está voltando a ter controle sobre os seus gastos após quatro anos de altos e baixos intensos provocados pela pandemia de Covid-19

A saúde financeira dos brasileiros melhorou no último ano. A quarta rodada da pesquisa que mede o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB) elaborado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em cooperação técnica com o Banco Central (BC), mostrou que houve melhora na saúde financeira no país em 2024, com aumento da média geral para 56,7, só atrás de 2020, quando o índice atingiu 57,2 pontos. A pesquisa de campo – a mais ampla já realizada no país sobre o tema – foi realizada entre 15 de maio e 29 de julho e considerou uma amostra de 5 mil entrevistados com idade superior a 18 anos.

O I-SFB mede a saúde financeira das pessoas usando uma escala de 0 a 100 pontos e, de acordo com a pontuação, classifica a pessoa em uma das sete faixas (ou níveis) de saúde financeira que o compõem. Nesta rodada do I-SFB, os resultados apontaram que houve ingresso de pessoas nas faixas “Ótima”, “Muito Boa”, “Boa” e “Ok”, que vivenciam maior bem-estar financeiro, e diminuição nas faixas baixa, muito baixa e ruim, de maior estresse financeiro, indicando melhora no índice geral que mede a saúde financeira. Menos pessoas também disseram vivenciar algum nível de aperto financeiro e dificuldade para pagar contas. Outra informação capturada pelos dados é que os brasileiros sentiram menos pressão sobre o orçamento no último ano: menos pessoas afirmam que os gastos foram maiores que a renda (32,8%). Para 58,6% dos respondentes sobra algum dinheiro com alguma frequência (veja tabela a seguir).

“A nova rodada da pesquisa aponta para uma melhora na saúde financeira do brasileiro, que está voltando a ter controle sobre os seus gastos após quatro anos de altos e baixos intensos, provocados pela pandemia de Covid-19”, afirma Amaury Oliva, diretor executivo de cidadania financeira, autorregulação e relações com o consumidor da Febraban. “O aperto diminuiu, há menos dificuldade para pagar as contas e sobra no fim do mês: o atual cenário traz uma perspectiva otimista sobre as finanças dos brasileiros”, completa o diretor.

O retrato da saúde financeira do brasileiro em 2024 aponta para alguns desafios que ainda precisam ser superados. De acordo com a pesquisa, apenas 32,4% dos entrevistados acreditam que dariam conta de uma grande despesa inesperada, o mesmo porcentual de 2023. Somente 34,5% dos entrevistados dizem que a maneira como cuidam do dinheiro lhes permite aproveitar melhor a vida e 67,2% não têm segurança sobre o seu futuro financeiro. 

Consumidores sentiram menos pressão sobre o orçamento no último ano

SC terá R$ 136 milhões para obras de mobilidade em 11 municípios

Protocolo envolve projeto do túnel imerso no Rio Itajaí-Açu, entre Itajaí e Navegantes

Com investimentos públicos e privados, o Promobis tem o objetivo de aplicar soluções inovadoras para transformar a matriz de deslocamentos na região

O governo de Santa Catarina assume papel relevante no megaprojeto urbano que irá transformar a mobilidade da região dos 11 municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), o Promobis. O governador Jorginho Mello assinou nesta terça-feira (29) o protocolo de intenções que garante uma contrapartida no total de US$ 24 milhões (R$ 136 milhões na cotação atual) para o projeto do túnel imerso no Rio Itajaí-Açu, entre Itajaí e Navegantes, e outros destaques do projeto de mobilidade integrada. Os recursos deverão custear ações, desapropriações e obras de infraestrutura necessárias à implementação do túnel, que será construído e operado no modelo de parceria público-privada (PPP), além dos demais componentes que compõem o projeto, como o BRT e a implementação de corredores de mobilidade.

Com investimentos públicos e privados, o Promobis tem o objetivo de aplicar soluções inovadoras para transformar a matriz de deslocamentos na região. Os municípios beneficiados com o projeto de mobilidade integrada e sustentável na região da Foz do Rio Itajaí são Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Luis Alves, Navegantes, Penha e Porto Belo. Além do túnel, o projeto contempla outros dois elementos para a mudança de patamar da mobilidade na região, que também terão a garantia de recursos do Estado. São elas o sistema de transporte coletivo regional 100% elétrico (BRT); e a implementação de corredores de mobilidade e obras de resiliência climática em Balneário Camboriú.

Megaprojeto urbano de US$ 342 milhões
Em 2019, o consórcio CIM-AMFRI iniciou uma parceria com o Banco Mundial para desenvolver os estudos de pré-viabilidade econômica do Promobis. Os projetos e a execução do túnel, do transporte coletivo regional, das obras de mobilidade e da capacitação institucional e treinamentos têm investimento total estimado em US$ 342 milhões, com recursos públicos e privados. A previsão é de geração de 11 mil empregos diretos e indiretos na região. “A segurança e a modernização dos modais de transporte são engrenagens fundamentais para o desenvolvimento econômico, logístico e a qualificação da mobilidade urbana em nossas cidades. O projeto de construção do túnel imerso e as demais ações do Promobis são exemplos concretos de obras estruturantes e que têm o potencial de transformar o futuro de Santa Catarina”, disse o secretário Cleverson Siewert, da Fazenda.

O gerente do Promobis no Banco Mundial, Carlos Bellas, definiu a complexidade da sinergia alcançada entre o governo catarinense e o CIM-AMFRI para que as obras se realizem efetivamente. “Vocês têm de estar muito orgulhosos porque, esta organização metropolitana dos prefeitos com apoio do Estado é algo que já se tentou fazer há 30 anos, em São Paulo, no Rio de Janeiro. Mas nunca havia dado certo. E aqui, aconteceu. Este é um modelo de consórcio não só para o Brasil, mas para se exportar. Daqui em diante, o Promobis precisará ser a espinha dorsal do planejamento da mobilidade para cada município da região”, destacou.

Protocolo envolve projeto do túnel imerso no Rio Itajaí-Açu, entre Itajaí e Navegantes

CNI aponta queda de confiança em 18 setores

Otimismo diminuiu nas empresas de médio e grande porte

Esse é o primeiro levantamento da confiança do empresário depois da elevação da taxa Selic

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu em 18 dos 29 setores da indústria, em outubro. Nos 11 segmentos restantes, a avaliação dos industriais subiu. É o que mostra o levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta terça-feira (29). “Esse é o primeiro levantamento da confiança do empresário depois da elevação da taxa Selic, que ocorreu em setembro. A queda disseminada da confiança entre os setores, em outubro, pode refletir essa mudança”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

Em três dos 18 setores industriais nos quais o ICEI diminuiu, o resultado foi suficiente para que eles regredissem de confiança para falta de confiança. São eles: produtos de minerais não-metálicos; biocombustíveis; e móveis. Com isso, o número de setores otimistas caiu de 26, em setembro, para 23 em outubro. Por outro lado, o setor de serviços especializados para a construção migrou de falta de confiança para confiança, graças à melhor avaliação de seus empresários registrada em outubro. Agora, cinco setores industriais demonstram pessimismo.

No recorte geográfico da pesquisa, a confiança só não recuou na região Norte. Na região Nordeste, diminuiu 1 ponto; no Sul, 0,8; no Centro-Oeste, 0,6; e no Sudeste, 0,5 ponto. Apesar disso, o ICEI de todas as regiões permanece acima da linha divisória de 50 pontos. Nas pequenas indústrias, o ICEI ficou estável (- 0,1 ponto). Já nas médias empresas, o indicador de confiança dos industriais diminuiu 0,7 ponto na passagem de setembro para outubro, enquanto nas grandes, caiu 0,8 ponto.

Otimismo diminuiu nas empresas de médio e grande porte

O galeto conquista todo o Brasil

Jandir Dalberto, empresário e sócio do Di Paolo, relata neste artigo exclusivo o desafio de expandir e escalar marcas enquanto se mantém a qualidade e agrega valor

A alimentação é uma das experiências humanas mais completas que existe. Comer alguma coisa não é apenas mastigar e engolir. Tudo aquilo que ingerimos traz consigo escolhas pessoais, processos culturais, histórias, tradições e relações sociais, às vezes de origens que nem imaginamos. Por isso a gastronomia é uma atividade tão fascinante e enriquecedora — e, ao mesmo tempo, desafiadora.

Praticamente minha vida inteira foi construída dessa forma. Comecei servindo e, hoje, lidero a expansão de uma das redes mais tradicionais da região Sul pelo centro do Brasil. E essa jornada passou por várias dessas culturas que moldam a gastronomia e a forma como nos relacionamos com ela. Nos anos 1980, eu ainda não pensava tanto nisso. Trabalhava na madeireira do meu pai, no interior do Paraná, até que, aos 21 anos, decidi encarar o mundo e buscar minha realização pessoal. Cheguei em São Paulo e recebi a oportunidade de ser garçom no Fogo de Chão.

O lugar já era essa mostra viva da cultura da gastronomia: pegou a tradição do churrasco gaúcho e a espalhou pelo país e pelo mundo. Estava em plena expansão naquele momento. E eu abracei aquela oportunidade para me dedicar, aprender e crescer junto com a rede. Em um ano e meio de trabalho, tornei-me gerente de loja. Depois, virei gerente regional de seis unidades. Após dez anos, eu já tinha dez restaurantes sob minha responsabilidade, como diretor de operações no Brasil. Um crescimento enorme em apenas uma década. Mas não parou por aí. Em 2009, fui promovido a presidente de operações, onde fiquei até 2016. Fiz parte da internacionalização da rede pelos Estados Unidos, onde chegamos a listá-la na Nasdaq. Um passo gigante para aquele jovem que começou como garçom lá em 1987.

Mas a vida dá asas para a gente voar. Que nem um passarinho, que um dia resolve se aventurar e bater suas asas em outros céus e campos — ou então voltar para o ninho. Foi o que fiz em 2016. Depois de tanto tempo viajando, trabalhando, longe da família, decidi que queria ficar mais perto dos meus e experimentar outros horizontes. Fiz uma tentativa pela construção civil, mas aquilo não preenchia minha inquietude. As quase três décadas de gastronomia mostraram o que fazia sentido para mim. O problema era: como retomar? Ao sair, havia assinado um compromisso de não empreender por cinco anos com carne vermelha. E foi num desses voos que surgiu a resposta.

A colonização italiana foi muito forte no Centro-Sul do Brasil e moldou várias das nossas culturas e tradições — incluindo a gastronomia. No entanto, ela teve impactos diferentes em cada região. E apesar de tão presente em São Paulo, o que se servia à mesa aqui não era o mesmo do Rio Grande do Sul.

Na Serra Gaúcha, por exemplo, os colonos italianos trouxeram consigo a tradição das passarinhadas: eram grandes banquetes que tinham como prato principal os pássaros de médio e grande porte capturados nas matas. As festas celebravam a fartura da colheita e os frutos do trabalho. O desenvolvimento da criação de animais foi mudando essa tradição — e os pássaros foram sendo substituídos por pequenos frangos que passaram a receber o “apelido complementar” de al primo canto (ao primeiro canto). A ave, que era um pequeno galo, passou a ser chamada de galeto.

Nascia, aí, o galeto al primo canto. Uma tradição típica dos imigrantes italianos da Serra Gaúcha, que ganhou notoriedade a ponto de render negócios especializados: as galeterias, que têm o galeto como carro-chefe, servidos com outras delícias da culinária da Itália, e que logo se espalharam pelo Rio Grande do Sul. Em São Paulo, alguns estabelecimentos chegaram a oferecer essa iguaria em diferentes momentos. No entanto, a relação dos paulistas com o frango sempre foi da ave assada inteira — uma das redes de alimentação mais tradicionais do estado chama-se, literalmente, Frango Assado. E os próprios imigrantes cultivaram outros hábitos na região, como as massas e a pizza – algumas das melhores pizzarias do mundo, inclusive, ficam na metrópole paulista.

Embora já conhecesse o galeto, o conceito do galeto al primo canto e a sequência típica da culinária de imigração italiana só me foram apresentados em uma viagem a Porto Alegre. Naquela ocasião, visitei o Di Paolo do Boulevard Laçador, onde almocei e imediatamente me encantei por aqueles pratos.

A história do Di Paolo e do Paulo Geremia, seu fundador e líder, também me eram familiares, embora nunca tivéssemos uma proximidade. O que não imaginava era a quantidade de similaridades que encontraria: ambos crescemos e aprendemos tudo o que sabíamos num restaurante. Ambos começamos como garçons e nos tornamos empreendedores no setor gastronômico. Ambos eram e são apaixonados pelo que fazíamos – e fazemos. E com desejo de ir além.

Aproximamo-nos e logo estabelecemos uma sintonia que, depois, se tornaria sociedade. Propus ao Paulo a expansão do Di Paolo em São Paulo — o que era seu desejo também, mas faltava alguém para liderar esse trabalho. Em pouco tempo, o acordo estava selado e começava um novo capítulo na minha jornada — e que se tornou um dos maiores e mais incríveis desafios. Nosso propósito não era apenas vender galeto na maior metrópole da América Latina. Era oferecer um conceito por completo. Uma experiência que aproximasse o público do que era desfrutar da culinária típica dos imigrantes italianos da Serra Gaúcha, com a mesma artesanalidade e qualidade que os colonos colocavam em cada prato de comida no princípio do século 20.

Um prato que foi aprimorado pelo Di Paolo, seguindo a receita original da família Peccini, que criou a primeira galeteria do país, em Caxias do Sul, mas com novos temperos e modos de preparo. Isso levou a uma receita única, que se complementa com toda a sequência de maneira singular. 

Nossa primeira loja, em São Paulo, foi na Avenida dos Bandeirantes, um ponto de alto fluxo e de enorme visibilidade para a marca

Mas se no Rio Grande do Sul não precisamos de mais delongas para explicar o galeto e sua sequência, em São Paulo a história era diferente. Alguns veriam o galeto como um frango barato e simples que se vende em padaria. Também não era a mesma coisa que você encontraria na Mooca ou em outros bairros de forte identidade italiana. Era preciso apresentar a experiência completa do galeto al primo canto, como da Serra Gaúcha, que agora poderia ser degustada em qualquer lugar — e com aquele mesmo gosto e qualidade. Toda a implementação foi acompanhada por um intercâmbio que permanece até hoje entre nossas unidades de outros estados com as do Rio Grande do Sul: churrasqueiros, garçons e nutricionistas do Rio Grande do Sul treinam o time. O galeto vem do mesmo fornecedor no estado, enquanto as massas, molhos e acompanhamentos são feitos em São Paulo, mas sob um rígido padrão de qualidade.

Nossa primeira loja, em 2017, foi na Avenida dos Bandeirantes, um ponto estratégico de alto fluxo que se conecta ao Aeroporto de Congonhas e às marginais, trazendo uma enorme visibilidade para a marca. O maior desafio, naquele momento, foi apresentar o conceito a um público que ainda não o conhecia. Com algumas adaptações no menu, como inserção de outras carnes, sobremesas e pratos, logo o êxito começou a se estabelecer — e o paulistano encontrou, perto de si, um pedaço da Serra Gaúcha e da sua cultura. Dois anos depois, chegamos ao bairro de Pinheiros, onde começamos a consolidar nossa expansão. Mas logo após a inauguração da terceira, no shopping Lar Center, veio a pandemia. A crise sanitária nos obrigou a segurar investimentos, mas acelerou nossa inovação: com a implementação rápida do delivery, garantimos a prestação dos serviços, levando para dentro da casa dos paulistas a qualidade do que fazemos.

Após o período mais agudo, demos início a um rebranding da marca, conectando-a definitivamente à sua identidade histórica e cultural da culinária da imigração italiana. Renovamos do layout das lojas às pratarias das mesas, estabelecendo um ambiente agradável, aconchegante e sem deixar nada a desejar diante das grandes marcas mundiais. Hoje, o galeto al primo canto, além de marca registrada da imigração italiana na Serra Gaúcha, é um sucesso também no centro do país. Já são seis unidades em São Paulo, sendo três endereços na capital paulista e mais três no interior (em São José dos Campos, Sorocaba e Campinas). Temos a expectativa de inaugurar outras dez casas em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, num investimento de mais de R$ 25 milhões pelos próximos anos.

Mais do que um negócio, é uma experiência completa. Uma viagem aos tempos dos colonos, às suas culturas e tradições, por meio dos sentidos. Cada sequência é uma oportunidade de conhecer um pouco do que os próprios imigrantes consumiam – e que moldaram a forma como uma região inteira passou a vivenciar em termos de alimentação. A passarinhada que virou galeto — e que deu asas a um empreendimento nascido das mãos de um visionário como Paulo Geremia, com quem tive a alegria de me encontrar, associar e hoje, também, ser parte deste sonho, que deu novo sentido à minha vida pessoal e profissional.

Pelo alimento, perenizamos essa tradição histórica, geramos experiências únicas e contribuímos para o desenvolvimento de milhares de famílias pelo Brasil. Por isso tudo, a gastronomia é tão fascinante.

Esse conteúdo integra a edição 347 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Jandir Dalberto, empresário e sócio do Di Paolo, relata neste artigo exclusivo o desafio de expandir e escalar marcas enquanto se mantém a qualidade e agrega valor

Perplexos

Em dois boxeurs, um pouquinho do Brasil e dos Estados Unidos

Sobre os perigos dos danos cerebrais da sua atividade, Maguila dizia não temer a loucura, pois “não deve ser pior do que passar fome” (Foto: Divulgação)

“Eu vou lutar, eu vou lutar/Eu sou Maguila, não sou Tyson”.

Os versos de “Perplexo”, do Paralamas do Sucesso, podem não fazer muito sentido aos mais jovens, mas em 1989, quando a canção foi gravada, resumiam bastante bem o momento brasileiro – e a razão da analogia com seu principal pugilista da época. Enquanto se surpreendia com as recorrentes pancadas econômicas (“fim da censura/do dinheiro/muda nome/corta zero”) e burocráticas (“entra na fila/de outra fila/pra pagar”) impingidas ao país, Herbert Vianna reconhecia que ao cidadão médio só restava ser resiliente, tal qual um boxeador encurralado no corner. Fácil era a vida do norte-americano que derrubava adversários por nocaute nos primeiros rounds.

Adilson “Maguila” Rodrigues morreu semana passada, de tanto soco que tomou – e não se trata de uma figura de linguagem. Sofrendo há anos de uma demência decorrente dos repetidos golpes na cabeça, a chamada “síndrome do pugilista”, vivia um ocaso equivalente à obscuridade dos tempos de pedreiro. No imaginário popular, permaneceu somente a faceta folclórica do sergipano de oratória arrevesada e frases pitorescas, e não a do desportista de bons predicados e relativo sucesso. Uma curiosa semelhança com o próprio país, que, a despeito de alguns avanços, ensaia desde aqueles tempos voos jamais completados rumo à civilização, restando apenas como desalento e galhofa.

O que a música paralâmica não previa era que os Estados Unidos se veriam refletidos também na trajetória errática de seu então supercampeão de pesos pesados. Já no ano seguinte ao lançamento do hit, Mike Tyson perderia o título mundial para um lutador desconhecido e, daí em diante, rolaria ladeira abaixo: foi condenado à cadeia por uma inconvincente acusação de violência sexual, devolvido aos ringues numa disputa farsesca e eternizado nos anais da infâmia por morder a orelha de um oponente. Um paralelo quase perfeito com a América de fins do século 20 e início do 21, envolta em escândalos sexuais, eleições suspeitas, derrotas para adversários caricatos (os terroristas do nine-eleven) e arrivismo bélico descarado (com a invasão do Iraque). Para cada tropeço de Tyson houve um equivalente nacional em matéria de puritanismo, vigarice ou incompetência.

Só que, à diferença de Maguila, que caiu para não se reerguer, Tyson sobrevive como lenda e subcelebridade, ostentando um eterno cinturão simbólico. Parecido, aliás, com o que exibe os Estados Unidos, ainda a maior superpotência do mundo, a despeito das máculas sucessivas e prestes à repetição: menos de quatro anos depois do seis de janeiro, Donald Trump ameaça eleger-se novamente. Hoje, são os norte-americanos, a exemplo de um animalesco Tyson enfiando os dentes no lóbulo esquerdo de Evander Holyfield, quem mais causam perplexidade no mundo. Mas ninguém há de subestimá-los, nem deixar de lhes levar a sério.

Ao contrário do Brasil, cada vez mais parecido com a simploriedade de Maguila quando no auge. Sobre os perigos dos danos cerebrais da sua atividade, dizia não temer a loucura, pois “não deve ser pior do que passar fome”. E tirado dos canteiros de obra para os tablados de boxe, resumia assim o que a vida lhe impusera: “Ou a gente sobe no ringue para bater nos outros ou volta para a vidinha de João de Barro”.

Ao brasileiro comum, ainda hoje, cabe lutar ou lutar.

Em dois boxeurs, um pouquinho do Brasil e dos Estados Unidos

Bancos farão novo mutirão nacional

Consumidores poderão renegociar suas dívidas em novembro

Podem ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades, contraídas de bancos e instituições financeiras, que estejam em atraso

Começa em 1º de novembro o tradicional mutirão nacional de negociação de dívidas e orientação financeira, uma iniciativa conjunta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Banco Central do Brasil, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons de todo o país e tem por objetivo ajudar o consumidor a negociar suas dívidas bancárias e reequilibrar suas finanças. Durante a ação, os bancos participantes oferecem parcelamento, descontos no valor da dívida ou ainda taxas de juros reduzidas para refinanciamento, conforme sua política de crédito. Podem ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de crédito contraídas de bancos e instituições financeiras, que estejam em atraso e não possuam bens dados em garantia, nem dívidas prescritas.

Na página do mutirão na internet, criada especialmente para a ação, é possível consultar a relação de bancos participantes. Já as dívidas podem ser consultadas no Registrato, sistema do Banco Central por meio do qual é possível acessar, entre outros, o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR), que contém a relação de dívidas perante as instituições financeiras. As negociações podem ser feitas diretamente com a instituição credora em seus canais oficiais, ou pelo portal ConsumidorGovBr, lembrando que é preciso ter sua conta Prata ou Ouro.

“Os bancos estão empenhados em ofertar condições especiais para a negociação de dívidas em atraso e contribuir para a recuperação financeira do consumidor. A mobilização nacional propicia ao consumidor planejar o quanto tem de dívidas em atraso e o quanto sobra de dinheiro para negociar com a instituição credora. Além disso, a página do mutirão oferece conteúdo gratuito sobre educação financeira, para ajudar o consumidor a equilibrar organizar suas finanças e melhorar sua saúde financeira. É uma importante iniciativa nacional, que reflete o compromisso dos bancos com o consumidor e a prevenção ao superendividamento”, afirma Amaury Oliva, diretor de cidadania financeira e relações com o consumidor da Febraban. O mutirão nacional de negociação de dívidas e orientação financeira vai até o dia 30 de novembro e é uma das iniciativas do acordo de cooperação técnica assinado entre a Febraban e o Banco Central (BC) para desenvolver ações coordenadas de educação financeira e evitar o endividamento de risco. Confira, a seguir, como participar do mutirão.

Consumidores poderão renegociar suas dívidas em novembro

Curitiba vence prêmio nacional de gestão de dados

A capital paranaense lidera no país na categoria Cidade Inteligente da premiação Score Award

O troféu foi recebido pelo diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Paulo Krauss

Curitiba venceu o prêmio nacional Score Award, que reconhece cidades que usam tecnologias avançadas e dados para criar ambiente urbanos mais sustentáveis, eficientes e habitáveis. O prêmio foi entregue no Seminário Score Summit, em São Paulo (SP), maior evento do Brasil sobre uso de dados. Curitiba ficou em primeiro lugar no país na categoria Cidade Inteligente. As outras categorias do Score Award são: Inovação de Mercado, Inovação Acadêmica e Personalidade. O troféu foi recebido pelo diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Paulo Krauss.

A gestão de dados na prefeitura de Curitiba se destaca pela integração de diversos aplicativos que facilitam a vida dos cidadãos. Entre os principais, está o Curitiba APP, que oferece mais de 700 serviços integrados para os cidadãos. Entre eles está a Central 156, aplicativo é essencial para a comunicação entre os moradores e a administração pública, responsável por mais de 13 milhões de chamados abertos anualmente. O Aplicativo Saúde Já, lançado em 2017, tem 2 milhões de pessoas cadastradas e levou os serviços do SUS Curitibano para a palma da mão do cidadão, e realiza atendimentos nas Unidades de Saúde, carrega a carteira vacinal atualizada e realiza consultas com enfermeiros e médicos por teleconsulta.

Curitiba é pioneira na digitalização dos serviços, com a criação de bases de dados como o prontuário eletrônico dos pacientes da Saúde, nos anos 1990. No urbanismo, a criação de bancos de dados digitais sobre os imóveis e terrenos da cidade, que começou a ser feita na mesma década, possibilitou ao Instituto de Planejamento e Pesquisa de Curitiba (Ippuc) avance rapidamente na alimentação de um banco ainda maior, o Hipervisor Urbano, lançado em fevereiro deste ano, e, com dados atualizados de diversas áreas, é uma de monitoramento e planejamento urbanos que reúne dados em tempo real sobre a cidade. “É notável o trabalho da prefeitura no desenvolvimento de políticas públicas, ações e programas de planejamento urbano inteligente com uso de dados voltados ao crescimento socioeconômico e à sustentabilidade ambiental”, disse Melissa Penteado, CEO da proScore, organizadora do Score Summit.

A capital paranaense lidera no país na categoria Cidade Inteligente da premiação Score Award

BRDE tem projeto selecionado na conferência da ONU sobre biodiversidade

Fundo Verde é destacado como iniciativa positiva para conservação sustentável da biodiversidade

A CDB COP16 está ocorrendo em Cali, na Colômbia, e conta com a participação de uma missão do banco

Lançado há menos de dois anos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) com o objetivo de estruturar e potencializar suas ações em termos de promoção de impacto social, ambiental e climático positivo na região Sul do Brasil, o programa Fundo Verde e Equidade está entre as iniciativas mundiais destacadas durante a Conferências das Nações Unidas sobre a Biodiversidade (CBD COP16). O Fundo Verde foi selecionado entre iniciativas de 14 países como projeto colaborativo de incentivos positivos para a conservação da biodiversidade. A CDB COP16 está ocorrendo em Cali, na Colômbia, e conta com a participação de uma missão do banco.

Apenas sete programas brasileiros foram incluídos na lista destacada como ações capazes de reduzir “práticas prejudiciais ao meio ambiente e aumentar a implementação de práticas com um impacto benéfico na natureza”, menciona o relatório da Conferência. Ainda no ano passado, o BRDE tornou-se o primeiro banco membro da Coalizão LIFE para Negócios e Biodiversidade. O diretor de planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, participou ao longo da semana passada da Conferência da Biodiversidade e avaliou a distinção do Fundo Verde como resultado de uma política estratégica que a instituição vem adotando. “Somos a maior instituição de fomento do Sul do país e nossa responsabilidade ambiental precisa ser compatível com essa nossa presença no desenvolvimento de toda região. Na COP16 podemos reafirmar esses compromissos, em especial nos encontros bilaterais com os bancos internacionais”, frisou Busatto.

A missão do BRDE contou também com as participações da gerente de planejamento do banco no estado do Paraná, Lisiane Maldaner Astarita; do coordenador de responsabilidade socioambiental, Fernando Laurent, e da gerente de operações da agência de Porto Alegre, Fernanda Costa Maia. Houve a participação da comitiva em diferentes painéis da COP16, que prossegue até a próxima sexta-feira (1). Com mais de 80% de suas operações de crédito aderentes aos Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o BRDE é primeiro Banco Verde, transformando seus negócios com parceiros alinhados ao compromisso global de descarbonização, investimentos verdes, mudanças climáticas, equidade e inclusão econômica e cidadã.

Iniciativas
Entre as metas do Fundo Verde, o BRDE estabeleceu três prioridades: mitigar o impacto ambiental gerado pelas atividades operacionais do banco; promover projetos socioambientais e climáticos com apoio financeiro e apoiar projetos socioambientais e climáticos por meio de operações de crédito. Uma das primeiras iniciativas com a participação do Fundo Verde está focada na seleção de ideias soluções inovadoras voltadas à adaptação climática, ao turismo de natureza e ao fortalecimento de comunidades tradicionais dos 18 municípios paranaenses da Grande Reserva Mata Atlântica, maior remanescente contínuo do bioma no país. As iniciativas foram selecionadas na última edição da Chamada da Teia de Soluções, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com o BRDE e Fundação Araucária (FA). Até R$ 2,9 milhões serão destinados, sendo até R$ 1,2 milhão da Fundação Grupo Boticário, até R$ 1,2 milhão do BRDE e até R$ 500 mil da Fundação Araucária. Todos os projetos terão entre 12 e 24 meses para execução.

No âmbito do Rio Grande do Sul, um dos eixos do Fundo Verde está presente no projeto Alianza Mais, que tem por objetivo oferecer assistência técnica, incentivos e financiamento de projetos que aliem maior produtividade para a agropecuária associado à conservação da biodiversidade do bioma Pampa. O projeto é uma parceria entre a Alianza del Pastizal e o BRDE e prevê investimentos de 7 milhões de euros (algo próximo de R$ 40 milhões) ao longo de cinco anos em favor de produtores, incluindo mulheres e jovens rurais, comprometidos na conservação dos campos nativos do Pampa e, desta maneira, contribuir com os desafios das mudanças climáticas. Do total de investimentos previsto para o projeto Alianza Mais, 2 milhões de euros (ao redor de R$ 10 milhões) têm origem em aporte do Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial (FFEM), viabilizando os incentivos aos financiamentos e outras inciativas que o projeto passou a executar desde outubro do ano passado.

Fundo Verde é destacado como iniciativa positiva para conservação sustentável da biodiversidade

Daiane Albuquerque assume presidência do Simpósio Brasil Sul de Avicultura

Pela primeira vez, uma comissão científica de um Simpósio Brasil Sul será liderada por uma mulher

“Receber o convite da diretoria para liderar a comissão científica é um grande desafio, especialmente por lidarmos com Simpósios de alto nível, sublinhou a nova presidente, que também é nutricionista de frangos de corte e matrizes na Aurora Coop

Pela primeira vez, uma comissão científica de um Simpósio Brasil Sul será liderada por uma mulher. A nutricionista de frangos de corte e matrizes na Aurora Coop, Daiane Carla Kottwitz Albuquerque, assume a frente do Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Ela é formada em Zootecnia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e mestre em Produção Vegetal pela Universidade de Passo Fundo (UPF). É especialista em Nutrição de Aves e Suínos pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e doutoranda em Zootecnia pela Udesc.

O anúncio foi feito na última semana durante reunião híbrida entre a diretoria do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e membros da comissão científica. À frente da comissão desde 2019, Guilherme Lando Bernardo destacou que o papel do presidente é apenas uma peça de um trabalho coletivo, realizado por muitas mãos, tanto na comissão científica quanto em outros setores. “Acredito que estamos concluindo um belo ciclo. Esses anos foram extremamente gratificantes, e trabalhar com pessoas tão dedicadas e comprometidas foi uma experiência incrível. Tenho plena confiança de que a transição será tranquila e que o trabalho continuará com a mesma qualidade”, afirmou Guilherme, ao expressar seu apoio e confiança na sucessora.

Na oportunidade, também foram apresentados os novos membros da comissão científica do SBSA. Os pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves Clarissa Silveira Luiz Vaz e Gerson Neudi Scheuermann passam a integrar a comissão por meio da parceria entre o Nucleovet e a Embrapa, alinhada em 2024. Associada ao Nucleovet há 10 anos, Daiane Albuquerque aceitou a oportunidade de iniciar essa nova caminhada e assegurou seu compromisso em trabalhar para elevar ainda mais a qualidade do evento já reconhecido internacionalmente. “Receber o convite da diretoria para liderar a comissão científica é um grande desafio, especialmente por lidarmos com Simpósios de alto nível. Quando o padrão já é elevado, a missão se torna ainda mais complexa: manter e melhorar a qualidade. No entanto, acredito no trabalho em equipe, e sei que essa tarefa é feita por muitas mãos dedicadas. Estamos todos comprometidos em garantir que a próxima edição do Simpósio Brasil Sul de Avicultura seja memorável”, sublinhou a nova presidente.

Pela primeira vez, uma comissão científica de um Simpósio Brasil Sul será liderada por uma mulher

Grupo Muffato abre mega atacarejo em Cambé

Segunda loja do Max Atacadista na cidade é um polo de compras e serviços

O investimento, não informado pela empresa, é resultado do sucesso do formato na cidade

O Grupo Muffato inaugurou, na terça-feira (22), a segunda unidade do Max Atacadista em Cambé, Região Metropolitana de Londrina. O investimento, não informado pela empresa, é resultado do sucesso do formato na cidade. O Max Sawade tem uma estrutura de 4 mil metros quadrados de área de vendas, 22 caixas convencionais, além de quatro self checkouts, favorecendo também quem faz compras menores. A unidade gera 250 empregos diretos, além dos indiretos. É uma estrutura com vagas em estacionamento coberto, alameda de serviços com lojas e restaurantes, além de ficar ao lado do auto posto Muffato.

“Investimos em uma loja com layout arrojado, que oferece qualidade e preços baixos a comerciantes e transformadores, mas também às famílias, melhorando o poder de compra das pessoas”, destaca Everton Muffato, diretor do conglomerado de supermercados. O Grupo Muffato está entre as maiores redes varejistas do país. Opera com as bandeiras Super Muffato (varejo) e Max Atacadista (atacarejo), além de outros serviços e negócios. A rede atua em 50 cidades do Paraná e São Paulo e emprega aproximadamente 23 mil colaboradores diretos.

Segunda loja do Max Atacadista na cidade é um polo de compras e serviços

Lages e região passam a ter distribuição de gás natural

Projeto Serra Catarinense demandou aporte de R$ 350 milhões

Foram construídos mais de 220 quilômetros de gasoduto que conectam várias cidades da região serrana, de Indaial a Lages

O governador Jorginho Mello inaugurou na quarta-feira (16) o Projeto Serra Catarinense, um dos maiores planos de distribuição de gás natural do Brasil. Foram construídos mais de 220 quilômetros de gasoduto que conectam várias cidades da região serrana, de Indaial a Lages. O evento, na Associação Empresarial de Lages (Acil), contou com a presença do presidente da SCGÁS, Otmar Müller, além de autoridades locais. O projeto teve início em dezembro de 2010 e totaliza mais de R$ 350 milhões de investimento. A construção exigiu soluções de engenharia avançadas e tecnologias poucas vezes usadas no país. Lages até então, era atendida pela rede local e isolada que é abastecida com o modal Gás Natural Comprimido (GNC).

“Foi um trabalho longo, foram 14 anos de obra e uma circunstância bastante incomum, bastante difícil com a subida do Vale do Itajaí, um ambiente rochoso, rios a serem atravessados. Então foi uma obra muito expressiva e é a maior obra de interiorização de gás natural no Brasil. Por isso realmente requereu o engajamento muito grande das equipes, tanto dos colaboradores, funcionários da SCGÁS como das empresas contratadas”, comemorou o presidente da SCGÁS, Otmar Muller.

O objetivo do projeto é impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região, fornecendo gás natural para indústrias, postos de combustíveis, comércios e residências. Além de atender a indústrias e postos de combustíveis, também apresenta um potencial de consumo de 30 mil metros cúbicos por dia. A expansão urbana em Lages já conta com diversos clientes, incluindo hotéis e restaurantes, além de planos para novos projetos residenciais na região. “Isso é uma equiparação da competitividade com outras regiões do estado, é um importante instrumento para a efetivação de negócios, para o ambiente de negócios da serra Catarinense. Já estamos combinados com o presidente da SCGÁS para ele vir na Acil nas próximas semanas e vamos fazer a reunião de todos os empresários consumidores de energia térmica”, disse o presidente da Associação Empresarial de Lages, Antônio Wiggers.

Projeto Serra Catarinense demandou aporte de R$ 350 milhões

Aneel reduz para amarela bandeira tarifária de energia em novembro

Melhora no volume de chuvas motivou revisão de tarifa extra

Segundo a Aneel, um dos fatores que determinaram a redução da bandeira tarifária para amarela foi a melhoria nas condições de geração de energia no país

Após dois meses no nível vermelho, a bandeira tarifária para novembro será amarela, com cobrança extra de R$ 1,885 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu a bandeira tarifária. Em outubro, a bandeira estava no nível vermelho patamar 2, a mais cara de todas, com a cobrança de R$ 7,877 por 100 kWh. Desde agosto de 2021 que a tarifa mais alta não era acionada.

Segundo a Aneel, um dos fatores que determinaram a redução da bandeira tarifária para amarela foi a melhoria nas condições de geração de energia no país. A agência reguladora, no entanto, informou que a previsão de chuvas e de vazões nas regiões das hidrelétricas continua abaixo da média, o que justifica o acionamento da bandeira tarifária para cobrir os custos da geração termelétrica para atender às necessidades dos consumidores. Uma sequência de bandeiras verdes, sem a cobrança de tarifas extras, foi iniciada em abril de 2022. A série foi interrompida em julho deste ano, com a bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha patamar 1, em setembro. Com as ondas de calor e as fortes secas no início do segundo semestre, a Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2 em outubro.

Bandeiras tarifárias
Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O SIN é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN, à exceção de algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel. Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta”, avalia a agência.

Com ABR

Melhora no volume de chuvas motivou revisão de tarifa extra

IBEF-RS confere o Prêmio Equilibrista para Rafael Dalla Coletta, CFO da SLC Máquinas

Homenagem reconhece executivos financeiros que apresentam constantes e excepcionais resultados

Dalla Coletta tem formação em ciências contábeis pela PUCRS, além de MBA em finanças e controladoria e em gestão empresarial pela FGV e no Programa Avançado de Desenvolvimento de Executivos pela Fundação Dom Cabral e Insead

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul (IBEF-RS) divulgou os vencedores e destaques da 34ª edição do Prêmio Equilibrista. As homenagens serão entregues no próximo dia 8 de novembro, às 12h, em cerimônia na Casa Vetro, em Porto Alegre. Considerado o “Oscar” da área das finanças, o Equilibrista é o reconhecimento dos executivos financeiros que apresentam constantes e excepcionais resultados, superando desafios no decorrer de suas carreiras. O grande vencedor do Prêmio Equilibrista 2024 é Rafael Dalla Coletta, CFO da SLC Máquinas. Além do troféu, ele também será agraciado com uma bolsa para um MBA Presencial na Decision FGV, em Porto Alegre. Já os três eleitos como destaques deste ano são: Antonio Marcos Rocha Praxedes, CFO do Grupo Argenta; Daniel Martins, Diretor Administrativo Financeiro e RI da Lojas Renner; e Diana Werner, presidente da Isla Sementes.

Dalla Coletta tem formação em ciências contábeis pela PUCRS, além de MBA em finanças e controladoria e em gestão empresarial pela FGV e no Programa Avançado de Desenvolvimento de Executivos pela Fundação Dom Cabral e Insead (França). É executivo do Grupo SLC há 14 anos e ocupa, desde 2019, o cargo de CFO da SLC Máquinas (revendedor da John Deere). Possui 36 anos de experiência profissional, atuando em posições de liderança nos segmentos de agronegócio, instituições financeiras e auditorias externas.

Entre os três destaques do Prêmio Equilibrista, está Antonio Marcos Rocha Praxedes. CFO do Grupo Argenta, conta com mais de 25 anos de atuação em empresas nacionais e multinacionais e especialista em governança e gestão de resultados. Graduado em administração, tem MBA em finanças corporativas pela UPF/RS. Acumula experiência em cargos de liderança em empresas como Piracanjuba, Heineken, Neslté Brazil, entre outras. Outro destaque é Daniel Martins, diretor administrativo financeiro e RI da Lojas Renner. Com mais de 25 anos de experiência em finanças, impulsionou o desempenho e a transformação de valor em diferentes processos de negócios no Brasil, Espanha e Suíça. A terceira executiva a receber o destaque na edição 2024 do Prêmio Equilibrista é Diana Werner, presidente da Isla Sementes. Engenheira de produção formada pela UFRGS com pós-graduação em finanças pela FGV, lidera a empresa desde 2004, usando o conhecimento da marca aliado à comunicação e o trabalho multicanais para ajudar os brasileiros a plantarem em casa e se alimentarem melhor.

Homenagem reconhece executivos financeiros que apresentam constantes e excepcionais resultados