Archives Novembro 2024

Alianças e certificação são as prioridades do cooperativismo paranaense

Temas foram destacados por José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses 2024

“O cooperativismo faz um belo trabalho no Paraná. Não consigo imaginar o Paraná sem o cooperativismo”, enfatizou Ricken na abertura do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses 2024

Com recorde de participação de público e com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, está sendo realizado nesta sexta-feira (29), em Curitiba, o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses 2024. São mais de 2.200 pessoas, vindas de todas as regiões do Estado, que representam 227 cooperativas de sete ramos de atividade. “Esse evento é tradicional, realizamos há mais de três décadas para avaliar como foi o ano, planejar o futuro e homenagear pessoas”, declarou José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, organizador do encontro. “O cooperativismo faz um belo trabalho no Paraná. Não consigo imaginar o Paraná sem o cooperativismo”, enfatizou Ricken. Ele destacou os pontos essenciais do cooperativismo que estão norteando a programação e os debates do evento: a defesa institucional, as alianças estratégicas e a certificação. “Essas questões constam do nosso planejamento estratégico, o PRC300”, disse, referindo-se ao novo ciclo do plano, lançado este ano, que projeta um faturamento global de R$ 300 bilhões pelas cooperativas paranaenses até o final de 2026 e de R$ 500 bilhões ao final da década. O ciclo anterior, o PRC200, foi encerrado no final de 2023, com a superação da meta de faturar R$ 200 bilhões no ano.

Sobre as alianças, o presidente do Sistema Ocepar destacou a intercooperação. “Temos planejamento, crescemos, ocupamos espaços estratégicos na economia brasileira. Para seguir de forma organizada temos que praticar, cada vez mais, a cooperação entre as cooperativas, essa é a nossa essência”, frisou. De acordo com Ricken, o Paraná tem um “modelo excepcional de organização” dos produtores em cooperativas. “Temos que incentivar cada vez mais. Já existem vários exemplos de sucesso, inclusive um modelo inédito de integração horizontal entre cooperativas que viabilizou a Maltaria Campos Gerais”, citou.O empreendimento, inaugurado em junho desse ano, consolida o estado do Paraná como maior produtor brasileiro de malte cervejeiro.

O programa de certificação de propriedades como “prioridade máxima” foi outro ponto destacado pelo presidente do Sistema Ocepar em seu discurso. Segundo ele, a implantação do programa vai ser a forma de proteger o setor do que ele chamou de “ameaças com informações infundadas”, referindo-se ao recente episódio de tentativa de boicote de grupos comerciais franceses à carne produzida no Brasil. “Na última semana, fomos surpreendidos com algumas ‘estórias mal contadas’ nas relações comerciais com outros países. Um exemplo foi o anúncio precipitado dos grupos Danone e Carrefour, que, no intuito de agradar os agricultores europeus, franceses em particular, cujas atividades rurais perdem competitividade ano a ano e dependem de altíssimos subsídios governamentais, vieram a público, sem qualquer embasamento técnico, subjugar a agropecuária brasileira”, declarou Ricken, acrescentando que “é preciso reagir de forma organizada para mostrar a verdade dos fatos”. Ainda sobre esse tema, o líder do setor cooperativista paranaense pediu aos presentes o “apoio oportuno” ao projeto de lei 1406/2024 que fundamenta o princípio da reciprocidade da Organização Mundial do Comércio (OMC). O princípio se baseia em respeito mútuo e igualdade, estabelecendo que um parceiro comercial só pode exigir o cumprimento de regras que ele próprio já tenha implementado em seu país.

Resultados
Uma das propostas do Encontro Estadual de Cooperativistas é celebrar os resultados do ano. Em seu discurso, o presidente do Sistema Ocepar informou que os números de 2024 serão divulgados na primeira quinzena de janeiro, após computadas as operações de novembro e dezembro. “Posso adiantar que vamos concluir o ano com bons resultados no conjunto das 227 cooperativas: 62 agropecuárias, 54 de crédito, 36 de saúde, 31 de transporte, 21 de infraestrutura, 16 de trabalho, produção de bens e serviços e 7 de consumo, que continuam investindo e gerando resultados positivos a seus cooperados”, afirmou. E acrescentou: “o mais importante é que este resultado fica aqui entre nós, gerando desenvolvimento nas comunidades do Parana”.

Ele fez referência às dificuldades do ano que está se encerrando. “Tivemos desafios enormes: perda de produção, que chegou a 7 milhões de toneladas, redução de margens, dificuldade de acesso ao crédito, principalmente de investimento, aumento de juros, restrições de mercado em função de conflitos internacionais, agravamento das mudanças climáticas, a exemplo da tragédia ocorrida em maio deste ano no Rio Grande do Sul, e alterações de critérios tributários. Citou também dificuldades financeiras de cooperados e insegurança jurídica em propriedades rurais. Ricken enfatizou a necessidade de avançar nas reformas no Congresso Nacional – como a tributária, administrativa, o modelo político, entre outras. E falou da preocupação de que a infraestrutura logística, ainda centrada no modal rodoviário, responsável por 84% de todo o volume de mercadorias transportado no Paraná, chegue ao nível de exaustão, colocando em risco a competitividade dos produtos nos mercados internos e externos.

Infraestrutura
Para ele, os avanços vão depender da manutenção da integração das forças econômicas e políticas, através do G7, em sintonia com o governo do Paraná. Especialmente na melhoria da infraestrutura do estado, em rodovias, ferrovias, portos, geração de energia e conectividade, bem como no destravamento dos licenciamentos ambientais e na regularização do CAR, para dar celeridade nas obras e nos investimentos das cooperativas e dos seus cooperados”, contextualizou. Especificamente sobre o modal portuário, Ricken falou sobre a preocupação em relação ao Porto de Paranaguá que, apesar de premiado, não é mais suficiente para atender o crescimento da economia do Paraná.

“Precisamos modernizá-lo e buscar novas opções, a exemplo do Porto do Pontal, Porto Guará e novo Porto de Paranaguá. Para isso, temos que ter soluções na área ambiental e de logística, onde temos que concluir as concessões rodoviárias e a tão sonhada integração ferroviária”. Ele destacou também a importância da continuidade do Programa Paraná Competitivo, do governo do Estado, que através da liberação dos créditos de ICMS, permitiu investir em infraestrutura produtiva, energia alternativa e conectividade. E falou ainda da interação com o governo do Parná. “Nesses seis anos desse governo não nos faltou o diálogo. Nossas reinvindicações foram recebidas e, na medida do possível, foram bem encaminhadas”, pontuou.

Temas foram destacados por José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses 2024

Eletrobras moderniza Subestação Gravataí

Foram investidos R$ 22,3 milhões na modernização da instalação

A Subestação Gravataí é considerada uma das mais importantes estruturas para o abastecimento energético do Rio Grande do Sul

A Eletrobras entregou à operação comercial o novo autotransformador monofásico reserva, de 525/230 kV (224 MVA), da Subestação Gravataí. Foram investidos R$ 22,3 milhões na modernização da instalação, que proporcionará maior confiabilidade e eficiência ao fornecimento de energia para a Região Metropolitana de Porto Alegre, além de contribuir para a segurança operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN). O novo equipamento resultará em incremento de R$ 3,1 milhões na Receita Anual Permitida (RAP) destinada à Eletrobras CGT Eletrosul, subsidiária responsável pela operação da subestação.

A Subestação Gravataí é considerada uma das mais importantes estruturas para o abastecimento energético do Rio Grande do Sul, especialmente, da Região Metropolitana de Porto Alegre. Com três transformadores e 2.016 MVA de potência instalada, o empreendimento integra o Sistema Interligado Nacional. Cruzam pelo seu perímetro, as linhas de transmissão Caxias e Nova Santa Rita (525 kV), além de Gravataí 2.

Foram investidos R$ 22,3 milhões na modernização da instalação

Trimestre tem a menor taxa de desocupação em 13 anos

Índice alcança 6,2% da força de trabalho do país

A construção civil gerou mais de 183 mil postos de trabalho no trimestre, maior expansão do setor neste ano

A PNAD Contínua de agosto a outubro trouxe a menor taxa de desocupação entre os 152 trimestres móveis que compõem a sua série histórica, iniciada em janeiro/março de 2012: 6,2% da força de trabalho do país, o equivalente a 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego. Este, por sua vez, foi o menor número de pessoas desocupadas em uma década ou, mais precisamente, desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. A menor desocupação da série histórica foi consequência dos recordes no número de pessoas ocupadas no país. São 103,6 milhões de trabalhadores (recorde), sendo 53,4 milhões de empregados no setor privado (recorde), dos quais 39 milhões tinham carteira assinada (recorde) e 14,4 milhões eram empregados sem carteira (recorde). O número de empregados no setor público (12,8 milhões) também foi recorde. Com isso, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando (nível de ocupação) chegou ao maior percentual da série histórica da PNAD Contínua: 58,7%.

“A recorrente expansão da ocupação em 2024 tem gerado esses recordes, que ultrapassaram os anteriormente registrados, como no caso do nível da ocupação, cujo valor máximo até agora havia ocorrido em 2013 (58,5%)”, afirma Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE. Três dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua do IBGE puxaram a alta da ocupação frente ao trimestre móvel anterior (maio a julho). A população ocupada na indústria cresceu 2,9% (mais 381 mil pessoas), a construção cresceu 2,4% (mais 183 mil pessoas) e o número de trabalhadores em outros serviços subiu 3,4% (mais 187 mil pessoas). Juntas, essas atividades econômicas ganharam mais 751 mil trabalhadores, no trimestre. “Esses três grupamentos responderam por quase metade do crescimento de total da ocupação no trimestre (1,6 milhão), sendo o destaque para a construção que registrou sua maior expansão em 2024”, completa Adriana.

Índice alcança 6,2% da força de trabalho do país

Setor de máquinas registra crescimento em outubro

Aumento foi de 11,3% em relação ao mês anterior

A elevação foi puxada pela melhora nas exportações e nas vendas no mercado doméstico

O setor de máquinas e equipamentos registrou crescimento em outubro, com a receita líquida total do setor somando R$ 26,3 bilhões, o que representa aumento de 11,3% em relação ao mês anterior e de 6,4% na comparação anual. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A elevação foi puxada pela melhora nas exportações e nas vendas no mercado doméstico.

As vendas no mercado externo cresceram 8,2% na comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2023, houve leve queda de 0,6%, após o crescimento de 12,2% registrado em setembro de 2024. Segundo a Abimaq, a queda em relação ao mesmo período de 2023 ocorreu pela contração nos preços relativos (-5,2%). Já em quantidade houve crescimento de 5,4%. No mês as exportações atingiram US$ 1,407 bilhão, o melhor resultado de 2024. No acumulado do ano, o resultado acumulado ficou 7% abaixo do resultado de 2023 (janeiro a outubro) mantendo a tendência de recuperação.

As importações somaram US$ 2,7 bilhões, em outubro, 6,1% a mais do que em setembro e um aumento de 32,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O consumo aparente do setor de máquinas e equipamentos – que considera o total da produção industrial doméstica e as importações, deduzidas as exportações – teve elevação de 10,5% na comparação mensal. Em relação a outubro do ano passado, houve alta de 21,6%.

No mês de outubro também houve melhora no número de pessoas empregadas no setor, que somou 398 mil colaboradores. O crescimento foi de 0,1% em relação a setembro e de 1,5% em relação a outubro de 2023.

Com ABR

Aumento foi de 11,3% em relação ao mês anterior

Atividade econômica do Sul avançou 3,6% em 2023

Região cresceu acima da média nacional, nota Banco Central

A agropecuária, especialmente a produção de soja, devolveu recuo registrado no ano anterior devido a condições climáticas adversas

Após registrar o pior desempenho em 2022, o Sul cresceu acima da média nacional, impulsionado pelo setor de serviços e pela recuperação da agropecuária. O crescimento do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) em 2023 foi de 3,6% na região, comparado à estabilidade de 2022. A agropecuária, especialmente a produção de soja, devolveu recuo registrado no ano anterior devido a condições climáticas adversas. Esta foi uma das conclusões do Boletim Regional, publicado pelo Banco Central (BC) na quinta-feira (28). A voltada à análise da conjuntura macroeconômica doméstica em nível regional, agora tem um novo formato (veja detalhes e, também, confira o documento na íntegra ao final desta reportagem).

No setor de serviços, nota o BC, a região Sul foi a única a apresentar aceleração, refletindo maiores variações no comércio e na atividade imobiliária e uma desaceleração mais leve nos “outros serviços”. A indústria de transformação foi a única atividade com retração, decorrente, principalmente, das contribuições negativas de veículos automotores; máquinas e equipamentos e produtos do metal. Por estado, o Paraná registrou o maior crescimento da região, e o segundo melhor do país, com destaque para o desempenho de agropecuária, comércio e “outros serviços”, enquanto o menor crescimento da região ocorreu no Rio Grande do Sul, em grande parte, pela retração da indústria de transformação.

“As produções agrícola e pecuária apresentaram crescimento elevado em 2023, com elevações em todas as regiões. As Unidades da Federação que tiveram o melhor desempenho na agricultura foram Mato Grosso do Sul e Paraná, principalmente em decorrência de aumentos expressivos na produção de soja, e, em menor medida, da produção de milho”, destaca o Boletim Regional. “A produção industrial manteve-se praticamente estável em 2023, mas houve forte aumento na indústria extrativa e recuo na indústria de transformação, o que ajuda a entender a diferença de desempenho entre as regiões. O desempenho positivo da indústria extrativa foi impulsionado pelos aumentos de produção no Norte e no Sudeste – regiões onde esse setor tem maior relevância. O recuo da indústria de transformação resultou de quedas no Nordeste, principalmente em produtos químicos e de metal, no Sul, com retrações mais relevantes em veículos automotores, produtos de metal e metalurgia, e no Sudeste, sobretudo devido à menor produção de produtos químicos, de informática, veículos automotores e máquinas e equipamentos”, detalha o BC.

De acordo com o documento, o volume de serviços manteve crescimento em todas as regiões pelo terceiro ano consecutivo, embora em ritmo menos intenso. Apesar do aumento generalizado, a evolução foi heterogênea entre as regiões, com crescimentos expressivos e maiores do que os de 2022 nas regiões Sul e Centro-Oeste e de menor intensidade no Sudeste, onde houve redução em transportes e outros serviços. Por Unidade da Federação, Mato Grosso, Paraná e Tocantins foram os destaques positivos, enquanto Amapá e São Paulo foram as únicas que registraram retração em 2023.

“No Sul, a desaceleração do crédito foi disseminada e a inadimplência dos empréstimos às empresas aumentou. O saldo de crédito na região cresceu 7,7%, em linha com a média nacional, mas 8,3 pontos percentuais a menos que no ano anterior. A perda de ritmo afetou a maioria das modalidades. Nos empréstimos às famílias, destaque para o arrefecimento do financiamento rural, do crédito consignado e do cartão de crédito financiado. Nos empréstimos às empresas, a redução nos saldos do financiamento à exportação e do capital de giro contribuiu para a retração do segmento com recursos livres. Por outro lado, as operações do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC) cresceram, após um período de amortizações no ano anterior”, explica o BC. De acordo com as estatísticas captadas pela autoridade monetária, o crédito variou 8,6% em Santa Catarina e 7,3% no Paraná e no Rio Grande do Sul, com desaceleração nos três estados. A inadimplência no Sul continua sendo a menor entre as regiões, embora tenha aumentado de 2,1% para 2,4% entre 2022 e 2023.

No Sul houve diminuição do déficit comercial em 2023, para US$ 1,5 bilhão. O resultado refletiu leve aumento nas exportações e uma redução nas importações. O aumento das exportações foi impulsionado pelas vendas de produtos básicos, especialmente soja, milho e farelo de soja. Em contrapartida, as exportações de semimanufaturados, especialmente de celulose, apresentaram queda. No lado das importações, destacaram-se os aumentos em bens intermediários (fertilizantes, polímeros de etileno e laminados de ferro ou aço) e combustíveis e lubrificantes.

Metodologia
O Boletim Regional, publicação do Banco Central do Brasil (BC) voltada à análise da conjuntura macroeconômica doméstica em nível regional, apresenta-se com um novo formato. Desde sua primeira edição, em 2007, até a primeira edição do volume 17, publicada no início de 2023 com dados até dezembro de 2022, o Boletim teve periodicidade trimestral e seu conteúdo estava estruturado privilegiando o recorte regional. Havia um capítulo para cada Grande Região e alguns estados – aqueles com representação do Banco Central e maior disponibilidade de dados – eram analisados separadamente. Um capítulo final discutia a atividade econômica nacional à luz dos indicadores regionais. 

A partir desta edição, o Boletim Regional passa a ter periodicidade anual e adota uma nova estrutura. Para privilegiar a análise comparativa, os capítulos agora são divididos por temas: atividade econômica, mercado de trabalho, crédito, balança comercial e inflação. A nova estrutura facilita a identificação de movimentos comuns a todo país e de peculiaridades regionais em cada um dos temas analisados. Em geral, o texto trata das Grandes Regiões, mas o Boletim agora conta com um apêndice com dezenas de tabelas com dados por estado, para consulta pelo leitor interessado. No entanto, nem tudo mudou: a exemplo do Relatório de Inflação, o Boletim Regional continua a incluir boxes com análises mais detalhadas sobre temas específicos. Esta edição aborda a economia brasileira e de suas regiões em 2023. Sua publicação ocorre no último trimestre de 2024 em caráter excepcional. A partir da próxima edição, a publicação do Boletim está prevista para o segundo trimestre.

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Região cresceu acima da média nacional, nota Banco Central

Febraban afirma que pacote fiscal está “na direção certa”

Entidade dos bancos acena para ajuste “mais forte” no futuro

Entre as medidas citadas pela federação estão a limitação no reajuste do salário mínimo e as mudanças do abono salarial, por exemplo

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota nesta quinta-feira (28) em que destaca que as iniciativas do pacote fiscal, anunciadas pelo governo federal, estão “na direção certa”, apesar de destacar a “criticidade do quadro fiscal” e acenar para um ajuste “mais forte” no futuro. Entre as medidas citadas pela federação estão a limitação no reajuste do salário mínimo, mudanças do abono salarial e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e as novas regras de concessão e acompanhamento do Bolsa Família. ” [São] importantes medidas na busca da contenção de gastos”, afirmou a federação.

No que diz respeito ao reajuste do salário mínimo, a Febraban destacou que “na medida em que o reajuste passará a ter limites e a seguir as regras do próprio arcabouço fiscal (crescimento de 70% da receita do ano anterior, no intervalo de 0,6% a 2,5%), a mudança terá impacto positivo nos gastos previdenciários e evitará que se retire mais espaço das despesas discricionárias”. Um outro ponto destacado foi a restrição ao crescimento das emendas parlamentares, “que passam a seguir os limites do arcabouço fiscal, ao alinhar mais uma frente do Poder Legislativo, que já tem contribuído com o esforço de ajuste fiscal”. Além de considerar “meritórias” as restrições aos supersalários de todos os três Poderes da República.

No entanto, a nota da Febraban também traz o que chamou de “pontos de atenção”, como a não inclusão de uma revisão dos pisos dos gastos com saúde e educação, com “crescimento acima dos limites do arcabouço”. Além disso, o documento reconheceu que o anúncio da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil vai melhorar a distribuição de renda, mas ressalta a necessidade de que “essas medidas de isenção do IR, de um lado, e de sobretaxa nas faixas mais altas de renda, de outro, não comprometam o esforço para se alcançar a contenção de gastos no montante necessário para o equilíbrio fiscal”.

Contraponto
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) vê com cautela o pacote de redução de gastos anunciado pelo governo federal. Os cortes previstos são grandes, R$ 70 bilhões em dois anos, mas ainda incertos, pois alguns deles dependem de aprovação do Congresso Nacional. “A questão é: essas medidas serão mesmo colocadas em prática?”, indaga o presidente da Fiegs, Claudio Bier. Segundo a entidade, providências são necessárias, pois as contas públicas estão no vermelho e o Brasil possui um rombo de R$ 1 trilhão, considerando os juros da dívida, e mais de R$ 245 bilhões de déficit sem contar os juros. “Isso mostra que o governo gasta muito mais do que arrecada”, enfatiza Bier. Algumas medidas são consideradas positivas pela entidade, mas ainda insuficientes, como o limite do reajuste do salário mínimo pouco acima da inflação, e cujo impacto nos gastos públicos ainda preocupa. O fim dos supersalários e o controle das emendas parlamentares também são necessários, mas sofrerão resistências, acredita a federação que reúne as indústrias gaúchas. “O Brasil precisa de equilíbrio nas contas, pois sem controle dos gastos, a inflação aumenta, os juros ficam altos e o dólar sobe. Isso atrapalha os investimentos e o consumo, e prejudica, principalmente, os mais pobres. O governo precisa é gastar melhor, não apenas cortar”, destaca Bier, por meio de nota. A entidade considera, ainda, que o governo misturou os assuntos e ao anunciar cortes de gastos e mudanças no Imposto de Renda ao mesmo tempo, confundiu e tirou o foco da discussão. Para a Fiergs, ambos são temas importantes, mas deveriam ter sido tratados separadamente. Até o fechamento desta reportagem, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e a de Santa Catarina (Fiesc) não haviam se pronunciado oficialmente sobre o pacote fiscal anunciado pelo governo federal.

Com ABR

Entidade dos bancos acena para ajuste “mais forte” no futuro

Copel vende 13 ativos para o Grupo Electra por R$ 450 milhões

O negócio faz parte do projeto de descarbonização da empresa paranaense

A Copel é a quinta maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Copel informou na segunda-feira (25) a venda de 11 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas (CGH), uma termelétrica e um parque eólico por R$ 450,5 milhões para o Grupo Electra. O valor será corrigido pela variação pela inflação a partir de 31 de março de 2025 até a data do closing [etapa final de uma aquisição, quando a propriedade da empresa é transferida para o comprador]. A Copel também declarou que a transação ainda envolve uma dívida no valor de R$ 21,4 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O negócio faz parte do projeto de descarbonização da empresa paranaense.

“O desinvestimento trará melhoria da eficiência operacional para o portfólio da Copel Geração e Transmissão e otimização da alocação de capital da companhia, considerando que a estratégia da Copel se concentra em ativos de maior porte. Adicionalmente, possibilitará o reaproveitamento de profissionais em ativos mais relevantes, os quais já estão devidamente treinados e qualificados”, afirma o fato relevante assinado por Felipe Gutterres, vice-presidente de finanças e de relações com investidores.

A Copel soma, até hoje, cerca de R$ 2 bilhões de desinvestimentos. Uma fatia desses recursos será usada para o pagamento da renovação de contratos de concessão das usinas hidrelétricas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias, no valor de R$ 4,1 bilhões. A renovação vale por mais 30 anos e representa cerca de 64% da capacidade instalada da empresa. A Copel é a quinta maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

O negócio faz parte do projeto de descarbonização da empresa paranaense

Festval expande operações com a inauguração de sete novas lojas

Rede de supermercados fecha 2024 com 31 unidades no Paraná e planejamento de outras inaugurações no ano que vem

Festval deverá abrir duas novas unidades em Curitiba no primeiro semestre de 2025

A rede de supermercados Festval inaugurou sete novas lojas apenas no último trimestre. Com isso, o Festval, que pertence à Cia. Beal de Alimentos, chega a 31 unidades no Paraná, com previsão de inauguração de novas unidades no ano que vem. Recentemente, foram abertas as lojas do Catuaí Shopping, em Cascavel, e de São José dos Pinhais. Já a loja Alto da XV será inaugurada na primeira quinzena de dezembro. Além das lojas próprias, em outubro o Festval incorporou as quatro unidades do grupo Verde Mais, em Curitiba, localizadas nos bairros Xaxim, Hauer, Cabral e Vila Izabel.

Carlos Beal, diretor comercial e de marketing do Festval e presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), afirmou que a expansão do Festval é um marco não apenas para a rede, mas para todo o setor supermercadista paranaense. “Movimentos como esse refletem a força e a capacidade de inovação do nosso segmento, que segue crescendo mesmo diante dos desafios econômicos”, salientou. Cada loja inaugurada gera cerca de 200 empregos diretos, entre caixas, gerentes, repositores, cozinheiras, padeiros, sommeliers, entre outras funções inclusive administrativas.

Para 2025, outras inaugurações estão programadas. Segundo Altamir Sossela, diretor de operações e expansão, para o primeiro semestre estão previstas a abertura de duas novas lojas em Curitiba, uma no Cabral e outra no Batel. A unidade do Batel, localizada na Bispo Dom José, será instalada em um antigo casarão, considerado uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) pela prefeitura de Curitiba. “Foi um grande investimento da rede para transformar esse espaço que possui um grande valor histórico e arquitetônico para a cidade”, enfatizou. A empresa cascavelense não revelou ao Portal AMANHÃ o valor do investimento em expansão, tanto nas sete lojas inauguradas recentemente, assim como a previsão de aporte para aberturas de novas unidades em 2025.

Rede de supermercados fecha 2024 com 31 unidades no Paraná e planejamento de outras inaugurações no ano que vem

Adriana Donelian é a nova diretora comercial e trade marketing da Docile

Executiva consolidou sua trajetória em empresas como Mondelèz, Walmart e Carrefour

Adriana é graduada em engenharia de alimentos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo, com mestrado na UFSC e doutorado na Universidade do Porto

A fabricante de doces Docile anuncia que Adriana Donelian será a nova diretora comercial e trade marketing da companhia. Com mais de 20 anos de carreira, ela consolidou sua trajetória em empresas como Mondelèz, Walmart e Carrefour, ocupando posições de liderança nas áreas comerciais e trade marketing das organizações.

Adriana é graduada em engenharia de alimentos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo, com mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorado na Universidade do Porto, em Portugal. Recentemente, como diretora senior de trade marketing na Mondelèz, liderou equipes multifuncionais e implementou estratégias para impulsionar as inovações e a experiência do shopper, incluindo a aplicação de inteligência artificial para elevar a qualidade dos materiais de ponto de venda.

“A Docile é uma marca que desperta a atenção por ter uma cultura forte, fundamentada no princípio da gentileza e da valorização das pessoas. Isso é um ativo importante e que queremos reforçar, cada vez mais, com o mercado e com nossos clientes”, destaca Adriana, por meio de nota. A Docile tem fábricas em Lajeado (RS) e Vitória de Santo Antão (PE).

Executiva consolidou sua trajetória em empresas como Mondelèz, Walmart e Carrefour

Resultados do Google estão mais personalizados?

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Black Friday: Samsung Galaxy S23 Ultra com 478 reais de desconto na Amazon

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Google Chat lança ‘Huddles’, recurso de reuniões rápidas integrado ao Meet

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Google convoca OpenAI, Perplexity e Microsoft em batalha judicial sobre IA

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Weg anuncia aquisição da Reivax

Companhia catarinense não divulgou o valor da transação da empresa de soluções de controle de geração de energia

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg, de Jaraguá do Sul (SC), comunicou que adquiriu a Reivax e suas subsidiárias. A companhia sediada em Florianópolis atua no setor de sistemas de controle para geração de energia. A Weg não informou o valor do negócio. A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, dentre as quais as aprovações regulatórias.

Fundada em 1987, a Reivax é uma empresa consolidada no mercado de sistemas de controle em geração de energia, com atuação nos segmentos hidrelétrico, fotovoltaico, eólico, termelétrico, subestações e industrial. Além do Brasil, a Reivax tem atuação global, sendo referência na América Latina e com sólida presença na América do Norte, bem como vendas consistentes em locais como Índia, Europa e sudeste asiático. A empresa ainda tem filiais na Suíça e no Canadá e conta com uma equipe de aproximadamente 220 funcionários. Em 2023, a Reivax apresentou uma receita operacional líquida de R$ 131 milhões, com uma margem Ebitda de 22,6%, sendo que mais da metade dessa receita foi fruto de vendas realizadas fora do Brasil.

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Já a Reivax é a 648ª companhia da região, de acordo com o mesmo ranking. A empresa sediada em Florianópolis avançou 84 posições em relação à edição anterior de 500 MAIORES DO SUL (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Companhia catarinense não divulgou o valor da transação da empresa de soluções de controle de geração de energia