Archives 2024

Produção de automóveis manteve patamar elevado em outubro

Melhor venda em uma década e recuperação nas exportações impulsionam setor no Brasil

Produção atingiu 249,2 mil unidades no último mês, crescimento de 8,3% sobre setembro

Outubro foi marcado por um número de vendas que não ocorria desde dezembro de 2014. Os 264,9 mil veículos emplacados superaram o volume de dezembro de 2019, até então o mais elevado em quase uma década. Foi um mês de forte demanda no mercado interno, superando em 12,1% setembro e em 21,6% outubro do ano passado. A média diária de 11,5 mil unidades vendidas foi a maior deste ano. No mundo, o Brasil foi o quinto país que mais emplacou veículos em outubro, superando até a Alemanha. Já a produção atingiu 249,2 mil unidades no último mês, crescimento de 8,3% sobre setembro e de 24,7% sobre o mesmo mês de 2023. “Embora esse tenha sido o segundo melhor mês do ano em produção, ainda estamos abaixo dos emplacamentos, em função do elevado volume de importações. No acumulado, as vendas cresceram 15%, enquanto a produção subiu 8,9%”, comparou Márcio de Lima Leite, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Os 47 mil modelos importados vendidos em outubro representaram um recorde nos últimos 10 anos, sendo que os chineses representaram a metade de todas as importações de fora do Mercosul. No total do ano, temos 369,1 mil emplacamentos de modelos estrangeiros, 36% a mais do que nos 10 primeiros meses de 2023. As exportações estão longe de se igualar ao fluxo de importações, mas ao menos vêm reagindo nos últimos quatro meses. Em outubro foram 43,5 mil unidades exportadas, alta de 39,2% sobre o mesmo mês do ano passado. O acumulado de 2024 chegou a 327,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, volume 7,4% inferior ao do ano passado. Outra boa nova em outubro foi a elevação de 7 mil empregos diretos nos últimos 12 meses, com potencial de geração de outras 70 mil vagas na cadeia automotiva.

Durante a coletiva concedida pela Anfavea nesta quarta-feira (6), também foram destacados os números recordes da Fenatran, uma das maiores exposições de veículos comerciais e tecnologias de transporte do mundo, que está ocorrendo nesta semana, no São Paulo Expo. São mais de 600 empresas ocupando integralmente os pavilhões de exposição, e um público estimado em 40% a mais do que na edição de 2022 – podendo superar 80 mil visitantes até o encerramento na sexta-feira (8). Também se estima uma alta de 15% nos negócios realizados na feira.

Melhor venda em uma década e recuperação nas exportações impulsionam setor no Brasil

Sobre árvores e palavras ocas

As contradições que o desafio ambiental comporta

Toda dificuldade em assumir responsabilidades diante da emergência climática consiste na incapacidade de convergir interesses particulares para um único benefício comum

Se as enchentes gaúchas de maio serviram de alerta a toda a Terra sobre o impacto real das mudanças climáticas, a comoção provocada pelo corte de uma árvore centenária no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, logo no início do mês seguinte, sintetizou muitas das contradições que o desafio ambiental comporta. Recordando: em meados de junho, uma construtora pôs abaixo um grande guapuruvu na rua Eça de Queiroz para dar lugar a um empreendimento residencial, gerando revolta na vizinhança — que, imediatamente, acorreu às redes sociais para protestar.

De nada adiantou explicar que o vegetal era inapropriado para o espaço urbano e que, frágil e oco, perigava cair no lote ao lado; o futuro condomínio, batizado de Verdant (“verdejante”, em francês), é que deveria fazer jus ao nome e ser construído em torno da árvore, afirmavam os internautas. Ademais, acusavam, como uma cidade recém-assolada por uma inundação abria mão de um ativo natural tão valioso para capturar carbono da atmosfera e absorver águas da chuva? A obrigatoriedade de a incorporadora plantar 14 mudas de árvores a título de compensação ecológica pouco importava, uma vez que elas demorariam a se tornar adultas e, ofensa-mor, poderiam ser semeadas em qualquer outro ponto da capital gaúcha, prestando seus serviços ambientais em plagas distantes deste centro do mundo chamado Petrópolis.

Há um misto de razões para a indignação. A mais aparente é a biofilia, sentimento humano de vínculo com as coisas vivas que é afrontado diante da morte de um animal ou vegetal. Trata-se de uma sensibilidade inata que se aprimorou com o tempo; até meados do século 18, a maior parte das plantas e dos bichos existia exclusivamente a serviço do homem, e qualquer preocupação com seu bem-estar soava descabida. A biofilia fortaleceu-se nos últimos 50 anos, com a consciência ambiental, e intensificou-se à medida que a ameaça representada pelo aumento da temperatura média da Terra tornou-se pauta recorrente. Basta lembrar que, em 1970, a revista Manchete, referindo-se a uma das muitas obras do governo federal na região amazônica, dizia ser necessário “rasgar o inferno verde” para construí-la. Quantas suscetibilidades não seriam feridas com uma frase assim, hoje em dia?

Mas o outro motivo para a insurgência digital (e para os escrachos sob a forma de cartazes nos tapumes do canteiro de obras) é o que melhor condensa o impasse ambiental. Os indignados habitantes de Petrópolis tomaram as dores do vegetal porque lhes incomoda ver mudar o bairro em que moram, onde casas residenciais gradualmente vão dando lugar a edifícios que não apenas adensam a região, como também lhes fazem sombra e prejudicam a circulação do ar. Esquecendo convenientemente que a maior parte deles vive em prédios — do alto dos quais, inclusive, fotografaram a derrubada da árvore — construídos em terrenos onde antes havia casas, que por sua vez substituíram… árvores (quiçá seculares). Não muito diferente da campanha contra os supostos “espigões” do Moinhos de Vento, anos atrás, abraçada por moradores de condomínios verticais insatisfeitos com a impossibilidade de congelar o bairro como lhes aprazia — ou seja, no estilo “ninguém mais entra”.

E por que tamanha representatividade do guapuruvugate? Porque toda dificuldade em assumir responsabilidades diante da emergência climática consiste na incapacidade de convergir infinitos interesses particulares, geralmente imediatos e concretos, para um único benefício comum, futuro e incerto. E me refiro, aqui, a interesses particulares que começam no indivíduo — que consome produtos agropecuários e industrializados diariamente, precisa do carro para deslocamentos e do avião para viajar a trabalho ou lazer, todos pródigos em emissão de gases estufa — e chegam aos estados-nação, cujas economias dependem justamente dessas atividades poluentes e enfrentam uns aos outros na arena do comércio internacional. Com um agravante: se sabidamente a influência de uma pessoa para mudar o quadro climático é nenhuma, a dos países, separadamente, também não é lá muito maior. À exceção de Estados Unidos e China, quaisquer outras nações têm efeito marginal sobre os rumos da temperatura do planeta.

Some-se a isso a dimensão cronológica. O estágio corrente do aquecimento global deve-se a 300 anos de industrialização conduzida pelos países ricos, que elevaram seus níveis de vida e, agora, compartilham as externalidades negativas com todo o restante. É razoável pedir às nações em desenvolvimento — inclusive à China — que mergulhem de cabeça numa descarbonização cara e demorada a fim de ajudar a salvar um mundo economicamente integrado, no qual o sacrifício de um pode virar a vantagem competitiva do outro — sendo que este outro, não poucas vezes, é aquele que saiu primeiro na corrida do progresso material e levou o planeta ao estado atual? Não haveria aí um autointeresse do primeiro mundo travestido de bom-mocismo ambiental, mais ou menos como o dos guapuruvers de Petrópolis, adeptos do “antiguidade é posto”? No mesmo mês de junho, o presidente Lula manifestou-se favoravelmente à exploração de petróleo nas bacias da margem equatorial do país. Reconheceu que se tratava de uma contradição com o projeto de transição energética, mas que não poderia abdicar de uma riqueza potencial de grande monta, sabedor de que nada adianta o comprometimento brasileiro sem contrapartidas do Hemisfério Norte e da Ásia. Por um lado, lamento a decisão; por outro, não o crítico.

O legado negativo da era industrial e da cultura de consumo, além da mudança permanente nas condições naturais da Terra, foi produzir uma sociedade de mentalidade adolescente e publicitária, crédula de que aquilo que chama de bem-estar e conveniência é isento de sofrimento ou escolhas difíceis. Que finge não saber que a comida farta e barata se deve à monocultura; a mobilidade e o conforto térmico, à poluição; a existência de cidades, à derrubada da vegetação nativa; e as roupas e traquitanas eletrônicas acessíveis, a trabalhadores mal pagos do terceiro mundo. E que, claro, adora um histrionismo online, palco perfeito para a sinalização de virtude e do proselitismo woke.

Nos estudos de comunicação, chama-se de “significantes vazios” aquelas palavras ou expressões que, ao longo do tempo, acabam incorporando conotações múltiplas, difusas e não raro contraditórias, fruto de sua apropriação por diferentes atores sociais. Tais quais o guapuruvu portoalegrense, são vocábulos lindos, mas frágeis e ocos, porque na aparência sugerem muitas coisas, geralmente louváveis e desejáveis, enquanto seu conteúdo revela pouco ou quase nada. “Sustentabilidade” e “combate às mudanças climáticas” são casos típicos: sagrados para uns, relativos para outros e atribuíveis a terceiros por todos. Aos desabrigados pelas cheias do Rio Grande do Sul, meus votos de pronta recuperação. Aos chorosos guapuruvers de Petrópolis, também.

Esse conteúdo integra a edição 347 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

As contradições que o desafio ambiental comporta

Receita da Marcopolo avança 43% no terceiro trimestre

Produção avança 37,8% com crescimento em todos os mercados

A Marcopolo segue líder no mercado brasileiro de carrocerias, alcançando participação de mercado de 47,6%

A Marcopolo registrou receita líquida de R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 43,3% ante o mesmo período do ano passado. A receita corresponde a 4.186 unidades, das quais 75% foram vendidas no Brasil, 9,2% foram exportadas do Brasil e 15,8% faturadas no exterior. Entre julho e setembro, houve incremento de 37,8% da produção em relação ao mesmo trimestre do ano passado: do total de 4.133 unidades, 3.476 foram produzidas no Brasil, um salto de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, e 657 unidades no exterior, 9% acima da produção do terceiro trimestre de 2023.

“A companhia intensificou seu ritmo de produção, aproximando-se dos volumes planejados. O crescimento reflete o ganho de maturidade e maior experiência do quadro de pessoal na busca por maiores níveis de eficiência”, ressalta José Antonio Valiati, diretor de relações com investidores da Marcopolo. No terceiro trimestre o lucro líquido foi de R$ 335,7 milhões, com margem de 14,5%. De acordo com a companhia, o desempenho é reflexo da melhoria do cenário de mercado, com ampliação dos volumes vendidos internamente, do melhor desempenho das operações internacionais e da evolução das exportações a partir do Brasil, com crescimento de entregas no segmento rodoviário e avanço das vendas dos modelos G8.

A Marcopolo segue líder no mercado brasileiro de carrocerias, alcançando participação de mercado de 47,6%. O destaque ficou com o acréscimo de 4,6 pontos percentuais de participação de mercado no segmento rodoviário. O segmento de ônibus rodoviários se manteve na dianteira dos negócios com boas perspectivas para o final do ano. “Fatores como o alto custo de passagens aéreas e do transporte individual favorecem a opção pelo ônibus e tem mantido a demanda crescente”, pontua Valiati. A Marcopolo mantém o foco na modernização de suas fábricas e lançamento de novos produtos. No último trimestre, a companhia investiu um total de R$ 91 milhões sendo R$ 33,6 milhões nas plantas localizadas em Caxias do Sul (RS), R$ 46,1 milhões destinados para a planta de São Mateus (ES) e R$ 5,7 milhões para a Apolo (divisão de plásticos).

Os resultados da companhia no exterior se mantêm crescentes e consistentes, segundo o diretor de relações com investidores. A Marcopolo México (Polomex) teve boa performance e iniciou as entregas do modelo urbano Attivi que será utilizado no transporte coletivo de Monterrey. A Marcopolo Austrália (Volgren) mantém perspectivas positivas, com resultados recordes e expansão de margens. A Marcopolo África do Sul (MASA) segue com resultados positivos e o lançamento do modelo G8 deverá alavancar negócios no segmento rodoviário no país. A Marcopolo Argentina (Metalsur) começa a materializar trajetória de recuperação de volumes e resultados, com novo crescimento de unidades produzidas e entregues na comparação com o segundo trimestre. A Marcopolo é a 34ª maior empresa da região e também a 13ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Produção avança 37,8% com crescimento em todos os mercados

Compra da startup Augen pela Biosolvit pode chegar a R$ 48 milhões

Investimento final pode variar de acordo com a evolução do negócio no decorrer de três anos

A Augen tem sede em Rio Grande e trabalha com foco em empresas de saneamento

A startup Augen, especializada em soluções inovadoras para saneamento, foi comprada pela empresa de ciência e tecnologia aplicada à sustentabilidade Biosolvit por um montante que pode oscilar de R$ 36 milhões até o valor máximo de R$ 48 milhões. O investimento final pode variar de acordo com a evolução do negócio no decorrer de três anos. 

Fundada em 2018 e sediada no Parque Tecnológico da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), a Augen tem sede em Rio Grande e trabalha com foco em empresas de saneamento, tanto públicas quanto privadas. A startup passou a crescer rapidamente após receber um aporte de R$ 4 milhões, gerido pela KPTL e pela Cedro Capital. 

A Augen chamou a atenção do mercado ao desenvolver uma tecnologia que reduz significativamente os custos de tratamento de água e esgoto. O aporte veio do fundo GovTech, que apoia financeiramente startups que desenvolvem soluções tecnológicas para a gestão pública e do qual o Badesul é investidor. 

Investimento final pode variar de acordo com a evolução do negócio no decorrer de três anos

Trump volta à presidência dos EUA

Ele superou os 270 delegados eleitorais ao vencer em Wisconsin

O resultado representa a volta do empresário à Casa Branca depois de quatro anos

O candidato republicano Donald Trump superou a marca de 270 delegados eleitorais após vencer no Estado de Wisconsin. O resultado representa a volta do empresário à Casa Branca depois de quatro anos. Até o fechamento desta reportagem, Kamala Harris não havia se pronunciado sobre a apuração do pleito. Os republicanos devem ampliar a bancada na Câmara dos Deputados e também ter a maioria do Senado. Trump fez sua campanha baseada no combate à inflação e culpando o atual governo norte-americano pelas travessias ilegais na fronteira com o México.

Trajetória
Trump nasceu e cresceu no Queens, um dos cinco distritos da cidade de Nova Iorque, e recebeu um diploma de bacharel em economia da Wharton School da Universidade da Pensilvânia em 1968. Em 1971, recebeu de seu pai, Fred Trump, o controle da empresa de imóveis e construção Elizabeth Trump & Son, renomeando-a para The Trump Organization. Durante sua carreira, construiu empreendimentos com sua marca em todo o mundo. Trump também foi dono do concurso de beleza Miss USA entre 1996 e 2015, fez breves aparições em filmes e séries de televisão e apresentou e coproduziu o reality show The Apprentice (O Aprendiz).

Ele superou os 270 delegados eleitorais ao vencer em Wisconsin

Marcopolo cria divisão focada no mercado de motorhomes

Segmento tem grande potencial de crescimento no Brasil e América Latina

Modelo inédito será apresentado durante a Expo Motorhome 2024

Dando continuidade à estratégia de diversificar sua atuação em modelos ligados ao transporte de pessoas, a Marcopolo acaba de anunciar a criação da Marcopolo Motorhome, divisão focada no mercado de motorhomes. O objetivo é explorar a expertise da companhia em soluções de mobilidade, segmento com grande potencial de crescimento no Brasil e América Latina. “A Marcopolo Motorhome surge a partir do conceito de diversificação relacionada, onde a companhia explora linhas complementares de receita em seu core business, oferecendo um significativo diferencial competitivo, seja em termos de estrutura, capacidade tecnológica e acesso a diferentes e novos mercados”, explica João Paulo Ledur, diretor de estratégia e transformação digital da Marcopolo.

De acordo com Alexandre Cruz, Head da Marcopolo NEXT e executivo à frente da Marcopolo Motorhome, a formação desta divisão é resultado direto do programa de intraempreendedorismo da Marcopolo NEXT. “Identificamos duas grandes oportunidades do mercado que a Marcopolo está posicionada estrategicamente para suprir. A primeira é que, por falta da oferta de veículos desenvolvidos e produzidos especificamente como motorhome, o mercado brasileiro tem majoritariamente recorrido à transformação de ônibus, normalmente usados, mesmo sendo desejo do consumidor um modelo concebido de fábrica para este fim”, destaca o executivo.

A segunda, de acordo com Cruz, é a ampla rede de assistência técnica presente no Brasil e na América Latina. “Pela nossa história de mais de 75 anos, com rede própria em todo o continente, podemos prestar um atendimento com a confiabilidade, velocidade e segurança que esses clientes desejam e esperam em suas viagens”. Segundo Cruz, a Marcopolo Motorhome está desenvolvendo um modelo inédito que será apresentado durante a Expo Motorhome 2024, maior feira da América Latina dedicada a empresas e apaixonados por campismo e caravanismo, que será realizada entre os dias 13 e 17 de novembro, no Expotrade Convention Center da cidade de Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR).

A expectativa é que a atuação direta da Marcopolo impulsione o mercado de motorhomes no país, que tem grande potencial de crescimento e expansão. No Brasil, são comercializados cerca de quatro mil veículos por ano, sendo que na Europa a produção chega a 140 mil unidades por ano e, nos Estados Unidos, a quase 50 mil. Segundo estudo técnico realizado pela organização da Expo Motorhome, estima-se que o mercado de campismo e caravanismo no Brasil movimentou mais de R$ 1,5 bilhão em 2023, com aumento de 30% em relação ao ano anterior.

Segmento tem grande potencial de crescimento no Brasil e América Latina

Novas regras do Pix trarão mais segurança nas transações

Bancos deverão utilizar solução de gerenciamento de risco de fraude

O objetivo da medida é reduzir a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações Pix

A partir desta sexta-feira, 1º de novembro, o Pix ganhará novas regras para dar mais segurança em suas transações, com novidades para o cadastramento de novos dispositivos usados por clientes em suas transações. Toda a comunicação direta com o cliente sobre as novas medidas será feita dentro do dispositivo de acesso (aparelho celular ou computador) usado para iniciar as transferências Pix, alerta a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). As novas regras determinam que, a partir de novembro, se o cliente trocar de celular ou computador, ele terá um limite de R$ 200 por operação, ou R$ 1 mil por dia. Para elevar esses limites será necessário cadastrar o novo aparelho em suas instituições financeiras. Caberá ao banco enviar uma mensagem diretamente ao cliente por meio de seu aplicativo, indicando os dados necessários e onde deve ser feito esse cadastro.

Nada mudará para os clientes que estão com suas contas ativas e com seu dispositivo já cadastrado em suas instituições. O objetivo da medida é reduzir a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações Pix. Se o cliente caiu em um golpe de engenharia social, por exemplo, e passou seus dados inadvertidamente para o bandido, como informações de conta e senha, este tentará acessar seu banco de um outro dispositivo. A instituição irá detectar que se trata de um novo local, ainda não cadastrado e que o cliente não utiliza normalmente em suas operações. A transação, nesses casos, será limitada automaticamente.

Como a instituição financeira é quem irá informar a necessidade de cadastro em seu aplicativo, a Febraban alerta que o cliente deve ficar atento a mensagens que chegam por meios diferentes. “Portanto, não clique em links, e-mails e em mensagens de WhatsApp ou SMS que solicitem que você passe seus dados pessoais e bancários. Se você receber alguma mensagem fora dos canais oficiais de seu banco, a ignore, porque provavelmente é um golpe”, afirma Walter Faria, diretor-adjunto de serviços da Febraban. “Se tiver qualquer dúvida, entre você mesmo em contato com os canais oficiais de sua instituição financeira”, complementa.

Adicionalmente, todos os aplicativos bancários têm a função de limites para Pix, que permitem aos clientes solicitar aumento ou redução dos limites do Pix, de acordo com as suas necessidades. Os limites podem ser determinados, por exemplo, para transferências diurnas ou noturnas, para contatos salvos do cliente, para pessoas jurídicas ou para pessoas que não estão cadastradas. O cliente, portanto, poderá estabelecer o quanto poderá destinar diariamente para cada um desses grupos. Esse aumento de limite passará a valer entre 24 e 48 horas após a solicitação pelo cliente.

A Febraban avalia que as novas medidas são positivas e fruto do debate constante com a autoridade monetária para aprimoramentos das regulações dos meios de pagamento. Com as novas regras, todas as cerca de 900 instituições financeiras deverão utilizar solução de gerenciamento de risco de fraude que contemple as informações de segurança armazenadas no Banco Central (BC) e que seja capaz de identificar transações Pix atípicas ou não compatíveis com o perfil do cliente; e disponibilizar em canal eletrônico de acesso amplo aos clientes, informações sobre os cuidados que os clientes devem ter para evitar fraudes. Os participantes também deverão verificar, pelo menos uma vez a cada seis meses, se seus clientes têm marcações de fraude na base de dados do BC.

Bancos deverão utilizar solução de gerenciamento de risco de fraude

Fabiano Ventura é o novo vice-presidente da Fiesc na Serra Catarinense

O empresário preside o Sinduscon de Lages desde 2018

“Assumir a vice-presidência da Fiesc é uma grande honra e ao mesmo tempo traz grandes desafios e responsabilidades”, afirma Ventura

O industrial Fabiano Ventura é o novo vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para a Serra Catarinense. O nome foi anunciado na reunião de diretoria da entidade, em 25 de outubro, em substituição a Israel José Marcon. “Ventura traz uma bagagem muito importante, que certamente vai nos ajudar muito a vencer os desafios que temos na Serra Catarinense, bem como em todo o estado de Santa Catarina”, afirmou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, que agradeceu a contribuição e dedicação do ex-vice-presidente às causas da indústria na Fiesc por uma década.

“Assumir a vice-presidência da Fiesc é uma grande honra e ao mesmo tempo traz grandes desafios e responsabilidades”, afirma Ventura. “A Serra Catarinense é um celeiro de oportunidades e passa por um momento muito positivo, espero que possamos contribuir para construir um cenário cada vez mais favorável ao crescimento e desenvolvimento da indústria na região”, completa. Engenheiro civil de formação e com vasta experiência como empresário do ramo da construção civil, Fabiano Ventura assume a vice-presidência da Fiesc para a Serra Catarinense com o objetivo de manter a federação como uma das protagonistas do desenvolvimento econômico da região, aproximando indústria, poder público e comunidade.

Desde 2018, Ventura preside o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Lages (Sinduscon) e em 2024 assumiu também a coordenação do Pacto pela Aceleração Territorial em Lages, uma iniciativa cujo foco é a aceleração do desenvolvimento regional. Além disso, já comandou o Observatório Social da mesma cidade, instituição dedicada à transparência e ao controle social na gestão pública.

O empresário preside o Sinduscon de Lages desde 2018

BRDE alcança marca histórica em captações no mercado de capitais

Banco ultrapassa a barreira de R$ 500 milhões através da emissão de títulos

“A diversificação dos nossos fundos torna-se fundamental para ampliar nossa capacidade em financiar o crescimento em toda a região Sul”, comemorou o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior

Maior instituição de fomento do Sul do país, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) inicia o mês de novembro alcançando uma marca histórica. Através de nova emissão de títulos de renda fixa, o banco acaba de atingir o volume de R$ 509 milhões em captações junto ao mercado de capitais. O maior destaque segue relacionado aos títulos destinados a financiar o setor agropecuário, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que representam R$ 353,6 milhões (69,5% do total).

Para superar a barreira dos R$ 500 milhões em captações, a aquisição de um título do BRDE ocorreu através de Recibo de Depósito Bancário (RDB), no valor de R$ 10 milhões, e consolida a participação do banco no mercado. No mês passado, em outra emissão de título financeiro, parte da distribuição foi destinada a uma gestora de fundos de investimentos, o que envolve critérios rígidos em operações desta natureza. “É uma demonstração de que banco é reconhecido como instituição sólida para os investidores e habilitada para novas captações. A diversificação dos nossos fundos torna-se fundamental para ampliar nossa capacidade em financiar o crescimento em toda a região Sul”, comemorou o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.

Novas fontes
Agora através de RDBs, o volume de captação chega a R$ 115 milhões. Já por meio do instrumento de Letras Financeiras (LFs) houve o ingresso de R$ 40 milhões ainda no mês passado, mas o banco almeja avançar na modalidade nos próximos meses. Outra alternativa importante em termos de operação do BRDE no mercado de capitais é a emissão das Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCDs). A nova modalidade ainda aguarda a normatização de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que garante maior atratividade aos potenciais investidores. A expectativa de captação do BRDE ainda neste ano é da ordem de R$ 266 milhões, valor máximo possível emissão de LCDs do BRDE em 2024, conforme definido em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

As LCDs serão destinadas, em especial, para financiar o fortalecimento do setor industrial do país. Para o diretor de planejamento do banco, Leonardo Busatto, a política de diversificação de funding torna-se indispensável, em especial em períodos de limitações na oferta de crédito. “Quanto maior o nosso leque de mecanismos para apoiar diferentes setores produtivos, maior será o nível de sustentabilidade da nossa economia, além de termos maior grau de competitividade global. Para as empresas do Rio Grande do Sul, esse apoio é importante para a retomada”, frisou Busatto.

Banco ultrapassa a barreira de R$ 500 milhões através da emissão de títulos

Mercado de trabalho dinâmico pressiona inflação

Situação de pleno emprego mantém nível de consumo das famílias elevado e pode acelerar alta nos juros

Os dados recentes da produção industrial mostraram uma economia aquecida, inclusive nos segmentos que dependem fortemente da taxa de juros

Os índices de desemprego em níveis extremamente baixos divulgados na semana passada – os menores de 2014 – estão entre os fatores domésticos que justificam uma possível aceleração no ritmo de alta da taxa de juros. A avaliação é do economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Pablo Bittencourt. A expectativa dele é que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decida aumentar a Selic em 0,5 ponto percentual na reunião que inicia nesta terça-feira (5). Os dados da produção industrial divulgados na sexta-feira (1) mostraram uma economia aquecida (1,1% de crescimento), inclusive nos segmentos que dependem fortemente da taxa de juros e corroboram a perspectiva de um ritmo mais acelerado de alta.

Aliados aos motivos do cenário doméstico, Bittencourt destaca ainda que os dados sobre a geração de emprego nos Estados Unidos vieram abaixo do esperado, o que deve manter a expectativa de corte de juros por lá e reforçam a projeção de queda contínua ao longo do primeiro semestre de 2025. Além da reunião do Copom, atrai a atenção do mercado a possibilidade de o governo federal lançar um pacote de redução de gastos de cerca de R$ 30 bilhões. Num momento em que algumas regiões do país vivem uma situação de pleno emprego – Santa Catarina entre elas –, gastos com seguro desemprego crescentes também pressionam as contas públicas.

A questão, segundo o economista da Fiesc, é o formato que o governo vai escolher para tratar a questão. Maior problema do Brasil hoje, o equilíbrio fiscal tem dois principais gargalos: a vinculação das despesas previdenciárias com o aumento do salário mínimo e o indexador dos gastos em saúde e educação, os limites mínimos constitucionais. Bittencourt afirma ainda que não acredita que o atual governo faça mudanças na vinculação das despesas com aposentadorias e pensões, mas destaca que alterações no mínimo constitucional são mais prováveis.

Situação de pleno emprego mantém nível de consumo das famílias elevado e pode acelerar alta nos juros

Construtora gaúcha anuncia empreendimento de R$ 140 milhões em Porto Alegre

Próximo ao Cais Embarcadero, projeto pretende contribuir com a revitalização da região

O empreendimento terá fachada ativa com um mall com lojas térreas

Com vista privilegiada para o Lago Guaíba e a poucos metros do Cais Embarcadero, a ABF Developments, construtora e incorporadora gaúcha, acaba de anunciar o lançamento do “CAIZ Downtown Sunset”. O projeto, que tem Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 140 milhões e 340 unidades, buscado contribuir para a revitalização do Centro Histórico. O empreendimento terá fachada ativa com um mall com lojas térreas, além de uma pequena praça interna integrando o edifício ao passeio. No segundo pavimento, encontra-se parte da infraestrutura de lazer e, a partir do 3º andar, estão os lofts e apartamentos de um dormitório, com vista para o lago Guaíba na maior parte das unidades.

O último andar contará com um rooftop com amplo horizonte para o centro histórico, de um lado, e, do outro, uma vista para o pôr-do-sol, com piscina e espaço de socialização. O empreendimento é o primeiro da construtora no centro da Cidade e, de acordo com o CEO da ABF, Eduardo Fonseca, é um dos principais da região nos últimos anos. “Essa parte de Porto Alegre respira história e cultura. Queremos apoiar a retomada da economia pós-enchente e a revitalização de uma zona que é conhecida pelas opções de lazer e turismo”, destaca Fonseca. 

Próximo ao Cais Embarcadero, projeto pretende contribuir com a revitalização da região

Maioria das cidades tem baixo índice de desenvolvimento sustentável

Novo balanço mostra avanços e retrocesso em relação ao do ano passado

O Brasil é o único país que tem uma ferramenta de acompanhamento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em todos os 5.570 municípios

A terceira atualização do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), apresentada em Brasília, revelou que 2.885 cidades, o que representa 51,3% do apresentou nível baixo na classificação. Nenhuma cidade brasileira atingiu o nível muito alto, mas 91, ou seja, 1,6% já estão com alto nível de desenvolvimento sustentável. Os municípios com índices muito baixos representam 16,8% do total e são 934 localidades. A ferramenta mede avanços e desafios a serem enfrentados pelos municípios brasileiros para erradicar a pobreza e proteger o planeta, a partir de 100 índices nacionais para o acompanhamento da evolução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“É um retrato do nível de desenvolvimento sustentável das cidades, que traduz um pouco da qualidade de vida nos territórios. E é este o grande objetivo dele [índice]: melhorar a qualidade de vida”, destaca o diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, responsável por desenvolver a ferramenta, Jorge Abrahão. Os índices podem ser consultados por meio de uma plataforma na internet, que permite a consulta por cidade, além de disponibilizar um ranking e um mapa interativo com recortes por ODS. Segundo Abrahão, essa atualização traz avanços e retrocessos em relação aos últimos índices divulgados em 2023, quando 70% dos municípios foram classificados com índice baixo. “Dobrou o número de cidades que passou ao nível alto de desenvolvimento sustentável, reduziu-se o número de cidades que estavam nos níveis baixo e muito baixo. Então, tem um movimento que começa a existir das cidades, avançando nessa agenda”, destaca.

Um recorte que chama atenção é o regional, no qual mostra-se que, na região Norte, prevalece o maior número de cidades com nível muito baixo. A média de pontuação para região foi de apenas 38,8 pontos em uma escala de zero a 80/100 – o índice é considerado muito baixo até 39,9; baixo, até 49,9; médio, até 59,9; alto; até 79,9 e muito alto, acima disso. As regiões Nordeste (41,7) e Centro-Oeste (46,3) tiveram médias baixas. As regiões Sul (50,6) e Sudeste (51,5) tiveram pontuação média. Segundo Abrahão, o Brasil é o único país que tem uma ferramenta de acompanhamento dos 17 ODSs em todos os 5.570 municípios. E nesta edição, há uma novidade que possibilita o recorte da sugestão feita pelo Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU) de criar uma 18ª ODS para avaliar as cidades brasileiras quanto aos indicadores relativos a igualdade étnico-racial.

Integração
A terceira edição do IDSC é resultado de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Caixa Econômica Federal, com apoio institucional da Comissão Nacional dos ODS da Secretaria-Geral da Presidência da República; da Estratégia ODS, coalizão multissetorial voltada para o apoio à implementação da Agenda 2030 no Brasil, da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas e do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB). Para Abrahão, a visão panorâmica trazida pela integração de várias frentes precisa ser refletida também na atuação das diferentes esferas de governo e da iniciativa privada. “Os desafios estão tão grandes que as empresas têm que olhar além dos seus muros, na sociedade, como é que podem usar sua capacidade de convocação, de comunicação, de atuação política até, mas pelo interesse comum, porque a gente percebe que, quando existem os problemas, as empresas também são afetadas.”

O secretário de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Maluf, considera a ferramenta um orientador para políticas públicas, em que os governos municipais conseguem ter referências de políticas exitosas como modelo, os estados percebem onde devem empenhar esforços e o poder público federal podem direcionar melhor os recursos. “Com o índice, podemos avaliar qual foi o histórico da implementação das políticas públicas nos últimos anos, onde tiveram resultado melhor, o por quê de terem sido bem-sucedidas ou não terem sido bem-sucedidas, para que, à medida que a gente avance, em especial, com os novos investimentos, com o acompanhamento das emendas parlamentares, a gente consiga ter uma clareza maior do tipo de política pública que gera resultado e consegue ser medido”, conclui. Os 17 ODSs são parte de um plano de ação criado pela ONU com metas que buscam a erradicação da pobreza, proteger o meio ambiente e garantir a segurança climática em uma Agenda 2030.

Com ABR

Novo balanço mostra avanços e retrocesso em relação ao do ano passado

S&P eleva rating corporativo da RandonCorp

Agência vê como positivo o crescimento projetado para a empresa

Esta é a primeira vez em 75 anos de história que a RandonCorp atinge o maior indicador de confiança que uma empresa pode receber

A agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor’s Global Ratings (S&P) elevou o rating corporativo da RandonCorp na Escala Nacional Brasil de brAA+ para brAAA, com perspectiva estável. Esta é a primeira vez em 75 anos de história que a companhia atinge o maior indicador de confiança que uma empresa pode receber. De acordo com o relatório da agência, a elevação do rating se deve a expectativa de consolidação bem-sucedida nos processos recentes de aquisições, que estão alinhadas com a estratégia da RandonCorp em diversificar operações no exterior enquanto aumenta a representatividade do segmento de peças de reposição em seu portfólio.

O rating de crédito AAA é o mais alto indicador que uma entidade pode receber, o que reforça a confiança dos investidores e a possibilidade de acesso a mais oportunidades de capital financeiro. A agência destaca também outros pontos na avaliação, como o crescimento projetado para os próximos anos no mercado automotivo, com recuperação de vendas nos Estados Unidos e pela adição de capacidade das novas plantas em Mogi Guaçu. Ainda segundo a avaliação da agência, a perspectiva estável reflete a visão de que a RandonCorp se mantém forte nos mercados nacionais de reposição de autopeças e fabricação de semirreboques, além de manter a alavancagem controlada, com aumento de geração de caixa combinada com um perfil também controlado de amortização de dívidas.

“É uma conquista histórica para a companhia, fruto de um trabalho sério e consistente na execução da estratégia de negócios, com investimentos na diversificação de receitas e do portfólio de soluções. Cada vez mais, somos uma empresa que entrega valor e crescimento de maneira sustentável e com baixa alavancagem”, avaliou o CFO da RandonCorp, Paulo Prignolato, por meio de nota. A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Agência vê como positivo o crescimento projetado para a empresa

Klabin colocará R$ 1,8 bilhão em caixa

Objetivo principal do negócio será a exploração da atividade florestal no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina

A companhia paranaense fará um aporte de 23 mil hectares de florestas plantadas e 4 mil hectares de terras produtivas

A Klabin informou que celebrou nesta quarta-feira (30) acordos com uma Timber Investment Management Organization (TIMO), um veículo de investimentos criado por investidores institucionais para investir em florestas. O investimento conjunto será feito em quatro Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que serão controladas pela Klabin e terão como objetivo principal a exploração da atividade florestal no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina. A Klabin não informou o nome da empresa com a qual fechou o negócio.

O patrimônio das SPEs será composto, principalmente, por parte dos ativos florestais oriundos do Projeto Caetê. Além disso, a companhia paranaense fará um aporte de 23 mil hectares de florestas plantadas e 4 mil hectares de terras produtivas. Já a TIMO colocará R$ 1,8 bilhão em caixa, sendo a primeira parcela na data do fechamento do Projeto Plateau e o restante previsto para o segundo trimestre do próximo ano. A TIMO poderá realizar ainda aportes adicionais nas SPEs neste mesmo período no valor agregado de até R$ 0,9 bilhão. Todos os investimentos estão sujeitos a eventuais ajustes nos termos dos acordos.

Dentre outros direitos típicos conferidos a acionistas controladores de sociedades desta natureza, a Klabin terá o direito de preferência na compra da madeira produzida pelas SPEs. De acordo com o comunicado, as áreas que serão aportadas nas SPEs estão localizadas, substancialmente, no Paraná, e uma pequena parte em São Paulo e Santa Catarina. A Klabin é a sétima maior empresa da região e também a terceira maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Objetivo principal do negócio será a exploração da atividade florestal no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina

Lucro da Weg salta 9,5% no terceiro trimestre

Companhia catarinense reportou receita líquida de R$ 9,8 bilhões entre julho e setembro

A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg reportou nesta quarta-feira (30) que obteve uma receita líquida de R$ 9,8 bilhões no terceiro trimestre, valor 6,3% maior do que no mesmo período de 2023. O lucro saltou 9,5%, para R$ 1,5 bilhão (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). “Neste trimestre apresentamos bons resultados, com aceleração do crescimento das receitas e margens operacionais positivas, motivados pela continuidade do bom desempenho em grande parte dos nossos negócios de ciclo longo e boa demanda por nossos produtos e serviços nos principais mercados onde atuamos”, destaca o comunicado da companhia sediada em Jaraguá do Sul.

No Brasil, o fornecimento de equipamentos de ciclo longo continua positivo, especialmente em soluções ligadas transmissão e distribuição (T&D), apesar da redução do nível de entregas no negócio de geração eólica. “Nos equipamentos de ciclo curto, observamos melhora da demanda de motores elétricos e seguimos com uma demanda positiva nos negócios de redutores, e Motores Comerciais e Appliance (MCA). Por outro lado, o negócio de geração solar distribuída, continua apresentando menor nível de receita quando comparado com o mesmo período no ano passado”, informa a Weg.

No mercado externo, o crescimento de receita foi suportado pelo desempenho dos negócios de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), fruto principalmente do volume de entregas na área de T&D na América do Norte. “A atividade industrial continuou aquecida nos nossos principais mercados de atuação, principalmente nas vendas de equipamentos industriais para segmentos importantes como óleo e gás e água e saneamento. Lembramos que o desempenho do trimestre foi positivamente impactado pelos negócios recém adquiridos de motores industriais e geradores das marcas Marathon, Rotor e Cemp”, pontua a empresa. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Companhia catarinense reportou receita líquida de R$ 9,8 bilhões entre julho e setembro