Archives Novembro 2024

RDL e Planaterra vencem disputa pela concessão do aeroporto de Jaguaruna

Consórcio ofereceu desconto de 80% na contraprestação mensal prevista por Santa Catarina ao longo dos 30 anos de PPP

A disputa da primeira PPP de Santa Catarina foi realizada nesta quinta-feira na sede da B3, em São Paulo

O Consórcio Aeroportuário Regional Sul, formado pelas empresas RDL e Planaterra, foi o vencedor da disputa pela concessão, via parceria público-privada (PPP), do aeroporto de Jaguaruna. Pela proposta, o grupo abre mão de 80% da contraprestação prevista mensalmente para Santa Catarina. A outra participante da disputa foi a Duane do Brasil S/A, que ofereceu desconto de 8,3% na obrigação mensal. O consórcio vencedor ficará responsável por investir R$ 38 milhões em melhorias operacionais e de infraestrutura ao longo dos 30 anos de concessão. Estão previstas obras de adequação das pistas, ampliação e reforma do terminal de passageiros.

Como se trata de uma modalidade de PPP patrocinada, caberá ao estado de Santa Catarina fazer o aporte de R$ 2 milhões, que serão liberados medida que os investimentos forem realizados, além de contraprestação mensal de R$ 13.250 (valor com o deságio de 80%). A disputa da primeira PPP de Santa Catarina foi realizada nesta quinta-feira (28) na sede da B3, em São Paulo. “A região Sul vai poder contar com um ótimo aeroporto. Vamos ter mais opções de voo, conforto e segurança. Que seja a primeira de muitas”, afirmou o governador Jorginho Mello sobre a PPP. O aeroporto de Jaguaruna movimenta atualmente cerca de 11 mil passageiros por mês, chegando a 133 mil em 2023. O pico das operações ocorreu em 2017, quando foram registrados 143 mil passageiros. Com a concessão, estima-se que o aeroporto movimentará, em média, 188 mil passageiros por ano.

Consórcio ofereceu desconto de 80% na contraprestação mensal prevista por Santa Catarina ao longo dos 30 anos de PPP

Microsoft trava batalha para lançar loja de jogos do Xbox no Android

xbox arteA Microsoft está pronta para lançar sua loja dedicada de jogos no Android, mas um obstáculo jurídico está atrasando os planos. Sarah Bond, executiva da companhia, havia prometido que, em novembro, seria possível comprar e jogar títulos do Xbox diretamente no aplicativo Xbox para Android. Contudo, ao fim do mês, a funcionalidade ainda não está […]A Microsoft está pronta para lançar sua loja dedicada de jogos no Android, mas um obstáculo jurídico está atrasando os planos. Sarah Bond, executiva da companhia, havia prometido que, em novembro, seria possível comprar e jogar títulos do Xbox diretamente no aplicativo Xbox para Android. Contudo, ao fim do mês, a funcionalidade ainda não está […]

Curitiba ganha rota cervejeira

Objetivo é transformar o Paraná no estado brasileiro da cerveja artesanal

A rota foi lançada no domingo passado, durante a sexta edição do Festival da Cultura Cervejeira

Amantes da boa cerveja artesanal de todo o Brasil agora terão um motivo a mais para visitar a capital paranaense: a cidade ganhou esta semana a Rota Cervejeira de Curitiba, um mapa com 20 microcervejarias artesanais que são abertos à visitação ou promovem degustações (você pode baixar o mapa ao final deste post). A iniciativa é da Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva), com apoio da Secretaria do Turismo e do Viaje Paraná, órgão de promoção comercial do turismo no estado. A ideia de criar a rota surgiu da percepção de que um número cada vez maior de visitantes de outros estados têm vindo a Curitiba para visitar as microcervejarias, muitas delas premiadas e já com renome nacional.

Curitiba também é sempre indicada pelos especialistas como um dos principais polos cervejeiros do país, apresentando um crescimento consistente no segmento nos últimos cinco anos, diferente do consumo geral de bebidas alcoólicas, que teve uma queda de 9% no mesmo período. Mas é recomendada, especialmente, pela qualidade da bebida produzida no estado. “Esse setor da economia representa uma grande movimentação cultural e popular do Paraná, basta ver a quantidade de cervejarias e microcervejarias que temos por aqui. Por isso a importância de divulgar a nova rota, que irá fomentar também o turismo como um todo”, destaca Everton Delfino, diretor-presidente da Procerva. Fazem parte da rota as microcervejarias Alright Brewing Co, DUM Cervejaria, Gauden Bier, Moondri, Bencke Bier, Bastards Brewery, GastBier Brewpub, Old Car Brewpub, Hops Brew, Fumaçônica, Bier Hoff, Gruit Beers, FrohenFeld, EH Brewing, Cervejaria Bonato, Joy Project, Xamã, Swamp, Bodebrown e Yule Brevery – todas localizadas em território curitibano.

A rota cervejeira de Curitiba foi lançada no último domingo, durante a sexta edição do Festival da Cultura Cervejeira (foto), realizada na Praça Afonso Botelho, na capital paranaense. Mais de seis mil pessoas passaram pela feira, onde puderam degustar mais de 200 rótulos. Na ocasião, o governo paranaense anunciou também a realização do festival em mais três municípios ainda este ano: Foz do Iguaçu, Guarapuava e Maringá. “Nosso sonho é, junto com o apoio do governo, transformar o Paraná no estado brasileiro da cerveja artesanal. E estamos no rumo certo e a passos largos”, comemora Delfino. Nos últimos anos, o Paraná viu o segmento crescer e o estado se posicionou como um dos maiores detentores de empresas do nicho. Em 2024, são mais de 170 cervejarias registradas e uma produção estimada em 7,8 milhões de litros por ano.

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Objetivo é transformar o Paraná no estado brasileiro da cerveja artesanal

Quando e como o 6G chegará ao mercado?

A tecnologia vai proporcionar eficiência operacional sem precedentes no mundo empresarial

Fábricas inteiras poderão ser automatizadas, onde máquinas se comunicam entre si e tomam decisões em tempo real, sem intervenção humana – tudo graças ao 6G

Lembra de quando o 4G era a grande revolução e todos ficavam impressionados com a rapidez de baixar um vídeo no celular? Pois bem, o 5G chegou para elevar isso a outro nível, permitindo velocidades incríveis e a promessa de um mundo ultra conectado. No entanto, a nova grande evolução, o 6G, já está por chegar. Antes de falar sobre o futuro, precisamos entender de onde viemos. Tudo começou com as redes 1G, no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Essa tecnologia trouxe algo que na época parecia mágico: voz sem fio. Claro, a qualidade era péssima, e a segurança, quase inexistente, mas quem se importava? Era a primeira vez que podíamos fazer uma ligação fora de casa!

Então veio o 2G, nos anos 1990, introduzindo o envio de mensagens de texto e, finalmente, uma qualidade de voz mais nítida. As coisas começaram a ficar mais interessantes com o 3G, quando a internet no celular se tornou uma realidade. Lembra de navegar na web, mas tendo que esperar uma eternidade para carregar uma página? Foi aí que o 4G entrou e revolucionou, permitindo o streaming de vídeos e uma conexão bem mais rápida e estável. Agora, estamos na era do 5G, que já trouxe benefícios enormes em termos de conectividade, latência e velocidade. Mas com o 6G, o que esperar? O próximo passo é muito mais ambicioso do que parece.

O estado atual do 5G
O 5G ainda está se estabelecendo globalmente, com uma adoção em andamento que varia de região para região. Em áreas metropolitanas, especialmente nas grandes cidades, o 5G já está em pleno funcionamento, permitindo velocidades de download impressionantes e melhorias de latência que estão pavimentando o caminho para novas inovações, como carros autônomos e cidades inteligentes. Porém, nem tudo é um mar de rosas. Implementar redes 5G em áreas rurais e mais afastadas ainda é um desafio. Isso sem mencionar a infraestrutura necessária, que requer um investimento robusto em novas antenas e equipamentos para que o 5G funcione plenamente. Em outras palavras, estamos no meio do caminho, e o 5G ainda tem muito para entregar antes que o 6G venha roubar os holofotes.

De acordo com especialistas da indústria, o 6G não estará disponível ao público antes de 2030. Isso parece uma eternidade, certo? Mas o desenvolvimento já começou. Países como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos estão investindo pesado em pesquisas e testes para essa nova tecnologia. E claro, antes de vermos o 6G em nossos dispositivos, ele passará por uma série de fases de testes e melhorias, assim como foi com o 5G. Inicialmente, o 6G será testado em ambientes controlados, depois em pequenas cidades, até que se expanda globalmente.

O 6G é uma versão muito mais rápida e inteligente do 5G. Mas, obviamente, não para por aí. O 6G promete uma revolução completa na forma como nos conectamos e interagimos com o mundo digital. A velocidade será 100 vezes maior do que a do 5G, e a latência, praticamente inexistente. Imagine baixar um filme em segundos ou ter videoconferências em 16K, sem nenhum atraso. Outro grande diferencial do 6G será a inteligência artificial integrada à rede, permitindo que dispositivos se comuniquem entre si de forma muito mais eficaz. Isso levará a um novo nível de automação e realidade estendida, onde o mundo físico e digital se fundem ainda mais.

O 5G já trouxe uma conectividade robusta, com velocidades de até 10 Gbps, o que é mais que suficiente para a maioria dos usuários e empresas hoje. Mas o 6G promete ir além, com velocidades de 1 Tbps. Para colocar em perspectiva, isso significa baixar mil filmes em alta definição em menos de um minuto. Além da velocidade, a latência no 6G será quase nula. Isso é crucial para tecnologias como realidade virtual e aumentada, onde qualquer atraso pode prejudicar a experiência do usuário. Também permitirá que dispositivos autônomos — pense em drones de entrega ou carros autônomos — operem com uma precisão muito maior.

Agora, a grande questão: o que isso significa para nós, simples mortais? No nível do consumidor, o 6G vai transformar a forma como trabalhamos, nos divertimos e nos conectamos. Com a integração entre o físico e o digital, podemos esperar um crescimento exponencial de tecnologias como metaverso, realidade aumentada e até hologramas. No ambiente empresarial, o 6G terá impactos ainda mais profundos. Ele permitirá o crescimento de fábricas inteligentes, onde máquinas e sistemas estarão totalmente conectados, operando de forma autônoma e eficiente. Também será um divisor de águas para áreas como saúde, onde cirurgias remotas poderão ser realizadas com mais precisão do que nunca, e educação, com salas de aula virtuais completamente imersivas.

Uma das maiores inovações do 6G será sua integração direta com a inteligência artificial (IA). Diferente das redes anteriores, o 6G será capaz de processar grandes volumes de dados em tempo real e otimizar automaticamente sua própria performance com base nesses dados. Em termos simples, o 6G será uma rede “inteligente” que aprende e se adapta. Isso abrirá portas para novas aplicações, como computação de borda (edge computing), que permitirá que dados sejam processados mais perto de onde são gerados, em vez de em data centers centralizados. Isso vai reduzir a latência e aumentar a eficiência para dispositivos IoT e outras tecnologias emergentes.

Mesmo antes de o 6G se tornar realidade, já estamos vendo soluções práticas que indicam o caminho. Por exemplo, as smart cities que dependem de conectividade em tempo real para monitorar o tráfego, gerenciar recursos de energia e melhorar a segurança pública estão crescendo em todo o mundo. Com o 6G, essas cidades poderão se tornar ainda mais eficientes e autossuficientes. Outro exemplo são os carros autônomos, que já estão sendo testados em várias regiões. O 6G permitirá que esses veículos operem em tempo real, se comunicando entre si e com a infraestrutura ao redor, tornando as viagens mais seguras e rápidas.

No mundo empresarial, o 6G vai proporcionar uma eficiência operacional sem precedentes. Imagine fábricas inteiras automatizadas, onde máquinas se comunicam entre si e tomam decisões em tempo real, sem intervenção humana. Ou ainda, redes de logística onde pacotes são rastreados com precisão absoluta, permitindo entregas rápidas e sem falhas. Empresas de todos os setores precisarão se adaptar rapidamente ao 6G para permanecerem competitivas. Isso exigirá não apenas investimentos em infraestrutura, mas também a adoção de novas competências e tecnologias.

A tecnologia vai proporcionar eficiência operacional sem precedentes no mundo empresarial

RS gera mais de 14 mil vagas formais de trabalho em outubro

PR e SC tiveram um saldo de pouco mais de 10 mil novos postos de trabalho cada um

No acumulado anual, o Paraná marca o melhor desempenho da região Sul

O Sul teve um saldo de 34.372 novas vagas formais de trabalho em outubro. O saldo foi puxado, desta vez, pelo Rio Grande do Sul, que abriu 14.115 novos postos de trabalho. Os números indicam um crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior, quando o estado criou 10,2 mil vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Paraná obteve um saldo de 10.132 no mês, sete a menos que Santa Catarina (10.125). Com o acréscimo mais recente, o Paraná soma agora um estoque de 3.254.607 vagas de emprego com carteira assinada, o maior volume do Sul do Brasil e o quarto maior em nível nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O resultado paranaense também marca o melhor desempenho da região Sul. Santa Catarina teve um saldo positivo de 140.011 vagas criadas no ano, enquanto o Rio Grande do Sul, que se recupera dos impactos das enchentes de abril e maio, agora registra 79.925 empregos com carteira assinada a mais do que em relação ao período de janeiro a outubro do ano passado.

Em todo o Brasil, foram gerados 132.714 empregos formais em outubro. Ao fim do mês, ainda conforme os dados oficiais do MTE, o Brasil chegou a um saldo acumulado de 47,6 milhões de empregos com carteira assinada. Em outubro, o saldo foi positivo para mulheres (+89.917) e para homens (+42.797). O salário médio real de admissão em outubro foi de R$2.153,18, uma redução de 0,8% em comparação com setembro. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o ganho real foi de 1,1%.

PR e SC tiveram um saldo de pouco mais de 10 mil novos postos de trabalho cada um

Pacote de corte de gastos prevê economia de R$ 327 bilhões em cinco anos

Proposta estima redução de gastos de R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026

O governo enviará proposta para elevar a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, em troca de uma alíquota efetiva de 10% para quem recebe mais de R$ 50 mil mensais

A economia estimada pelo pacote de corte de gastos obrigatórios está estimada em R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026 e em R$ 327 bilhões de 2025 a 2030, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério da Fazenda. A pasta detalhou as medidas anunciadas na noite de quarta-feira (27) pelo ministro Fernando Haddad (veja os cálculos preliminares, ano a ano, ao final desta reportagem em “Estimativas”).

Entre os principais pontos da proposta de contenção de gastos estão a redução a médio prazo do abono salarial e um teto no reajuste do salário mínimo. Para distribuir o impacto dos cortes aos mais ricos, o governo propõe acabar com brechas que burlam o teto dos supersalários no serviço público e reformar a previdência dos militares. O pacote também prevê a limitação na concessão de benefícios fiscais enquanto as contas do governo estiverem deficitárias e um teto no crescimento das emendas parlamentares. Para reduzir o impacto político dos cortes de gastos obrigatórios, o governo enviará proposta para elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, em troca de uma alíquota efetiva de 10% para quem recebe mais de R$ 50 mil mensais. As mudanças no IR, informou o governo, terão impacto zero nas contas públicas e antecipam a segunda fase da reforma tributária, que trata da cobrança de Imposto de Renda. Confira algumas das principais medidas enviadas pelo governo ao Congresso Nacional a seguir.

Imposto de Renda
Elevação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Atualmente, não paga IR quem ganha até R$ 2.259,20 mensais. Essa medida tem impacto de R$ 35 bilhões por ano na arrecadação federal. Com a tramitação da segunda fase da reforma tributária ao longo do próximo ano, a tendência é que a mudança só entre em vigor em 2026.

Aumento de imposto para ricos
Para financiar o aumento da faixa de isenção do IR, o governo pretende introduzir uma alíquota efetiva de 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês. A medida pretende fazer que pague mais tributos quem se aproveita da “pejotização”, conversão rendimentos de pessoas físicas em rendimentos de empresas. Nada muda para quem trabalha com carteira assinada e recebe mais de R$ 50 mil porque essas pessoas já pagam alíquota de 27,5%. Atualmente, segundo o governo, o 1% mais rico da população paga alíquota efetiva de 4,2% de IR. Para o 0,01% mais rico, a alíquota efetiva é 1,75%.

Isenção de IR por problemas de saúde
Isenção de IR por problemas de saúde valerá apenas para quem ganha até R$ 20 mil por mês. Dedução de 100% de gastos com saúde não mudará. Junto com aumento de imposto para ricos, medida garantirá os R$ 35 bilhões para bancar o aumento da isenção do IR.

Salário mínimo
Desde 2023, o salário mínimo é corrigido pela inflação do ano anterior, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais o crescimento do PIB de dois anos anteriores. A proposta mantém a parcela de crescimento pelo PIB, mas a variação real estará nos limites do arcabouço fiscal, 2,5% acima da inflação do ano anterior. Para 2025, o salário mínimo subirá 2,9% acima da inflação, o equivalente ao crescimento da economia de 2023. Com a limitação, o salário mínimo ficará em R$ 1.515 em 2025, R$ 6 a menos que a atual regra. Nos anos em que o PIB encolher, o salário mínimo subirá pelo menos 0,6% acima da inflação, equivalente ao piso da variação de gastos do arcabouço fiscal.

Abono salarial
Benefício que equivale a um 14º salário para quem ganha até dois salários mínimos (atualmente em R$ 2.824) com carteira assinada, o abono salarial terá a correção mudada. O valor de até R$ 2.640 será corrigido pela inflação nos próximos anos, em vez de seguir a política de valorização do salário mínimo. Com o abono salarial subindo menos que o salário mínimo, o governo prevê que o benefício equivalerá a um salário e meio a partir de 2035. A mudança será discutida em proposta de emenda à Constituição.

Supersalários
Lista de exceções ao teto remuneratório nacional passará a ser definida por lei complementar. Medida vale para todos os poderes e todas as esferas (federal, estadual e municipal).

Novo pente-fino
Novo pente-fino no Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), salário mínimo pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda. Medida também prevê endurecimento para acesso aos benefícios. No Bolsa Família, governo pretende combater irregularidades nos pagamentos para beneficiários que declaram que moram sozinhos, os chamados unipessoais.

Emendas parlamentares
Projeto de lei complementar discutirá limitação do crescimento das emendas.

Isenções fiscais
Se houver déficit primário de 2025 em diante, no ano seguinte fica vedada a criação, majoração ou prorrogação de benefícios tributários. Em 2023, incentivos fiscais somaram R$ 519 bilhões. O mecanismo de vedação havia sido sugerido pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo, no relatório sobre as contas do governo do ano passado.

Gastos com pessoal
A partir de 2027, gatilho de reenquadramento vedará aumento real (acima da inflação) acima de 0,6%, se as despesas discricionárias (não obrigatórias) do governo caírem de um ano para o outro.

Subsídios e subvenções
Autorização para ajuste orçamentário em cerca de R$ 18 bilhões em subsídios e subvenções. Atualmente, o Banco Central manda a conta de alguns subsídios, como o Proagro, ao governo, sem limitação orçamentária. Com a proposta, governo só poderá gastar em subsídios o que estiver autorizado no orçamento.

Criação de despesa
Novas despesas devem observar a variação da despesa anualizada limitada ao crescimento permitido pelo arcabouço.

Previdência dos militares
Fim da morte ficta, quando a família de um militar expulso das Forças Armadas recebe pensão como se ele tivesse morrido. A família receberá auxílio-reclusão, pago pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) a parentes de presos. Também será recomendada a padronização em 3,5% da remuneração a contribuição do militar para o Fundo de Saúde até janeiro de 2026. Hoje, os militares da Aeronáutica e da Marinha pagam menos. O governo vai sugerir a extinção da transferência cota de pensão, quando a parte de um dependente que morre migra para os demais membros da família, somando 100%. Também vai estabelecer progressivamente idade mínima para reserva remunerada, até chegar a 55 anos. A economia deverá ser de R$ 2 bilhões por ano.

Estimativas
Segundo os cálculos, a economia ano a ano está estimada da seguinte forma: R$ 30,6 bilhões em 2025; R$ 41,3 bilhões em 2026; R$ 49,2 bilhões em 2027; R$ 57,5 bilhões em 2028; R$ 68,6 bilhões em 2029; e R$ 79,9 bilhões em 2030, totalizando os cerca de R$ 327 bilhões. O Ministério da Fazenda ressaltou que as projeções são preliminares. O ministério também divulgou a estimativa de impacto fiscal positivo conforme o tipo de proposta a ser enviada ao Congresso. A proposta de emenda à Constituição (PEC), que poderá ser incluída em outra PEC que já tramita no Parlamento, permitirá economia de R$ 11,1 bilhões em 2025; R$ 13,4 bilhões em 2026; R$ 16,9 bilhões em 2027; R$ 20,7 bilhões em 2028; R$ 24,3 bilhões em 2029; e R$ 28,4 bilhões em 2030.

A PEC tratará dos seguintes pontos: abono salarial, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), autorização para ajuste orçamentário em subsídios e subvenções e variação de recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Serão tratados por meio de projetos de lei (complementar ou ordinário) os seguintes temas: teto para reajustes no salário mínimo, restrições na concessão do Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), repasses da Lei Aldir Blanc, biometria para a concessão de novos benefícios sociais e para atualizações cadastrais e correção de distorções na previdência dos militares. As propostas a serem tratadas por projetos de lei resultarão em economia de R$ 11,7 bilhões em 2025; R$ 19,2 bilhões em 2026; R$ 24 bilhões em 2027; R$ 30,1 bilhões em 2028; R$ 37,3 bilhões em 2029; e R$ 44,5 bilhões em 2030.

Com ABR

Proposta estima redução de gastos de R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026

RS gera mais de 14 mil vagas formais de trabalho em outubro

PR e SC tiveram um saldo de pouco mais de 10 mil novos postos de trabalho cada um

No acumulado anual, o Paraná marca o melhor desempenho da região Sul

O Sul teve um saldo de 34.372 novas vagas formais de trabalho em outubro. O saldo foi puxado, desta vez, pelo Rio Grande do Sul, que abriu 14.115 novos postos de trabalho. Os números indicam um crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior, quando o estado criou 10,2 mil vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Paraná obteve um saldo de 10.132 no mês, sete a menos que Santa Catarina (10.125). Com o acréscimo mais recente, o Paraná soma agora um estoque de 3.254.607 vagas de emprego com carteira assinada, o maior volume do Sul do Brasil e o quarto maior em nível nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O resultado paranaense também marca o melhor desempenho da região Sul. Santa Catarina teve um saldo positivo de 140.011 vagas criadas no ano, enquanto o Rio Grande do Sul, que se recupera dos impactos das enchentes de abril e maio, agora registra 79.925 empregos com carteira assinada a mais do que em relação ao período de janeiro a outubro do ano passado.

Em todo o Brasil, foram gerados 132.714 empregos formais em outubro. Ao fim do mês, ainda conforme os dados oficiais do MTE, o Brasil chegou a um saldo acumulado de 47,6 milhões de empregos com carteira assinada. Em outubro, o saldo foi positivo para mulheres (+89.917) e para homens (+42.797). O salário médio real de admissão em outubro foi de R$2.153,18, uma redução de 0,8% em comparação com setembro. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o ganho real foi de 1,1%.

PR e SC tiveram um saldo de pouco mais de 10 mil novos postos de trabalho cada um

Indústria gaúcha apoia decisão da Agergs sobre revisão tarifária do gás natural

Fiergs repudia críticas recebidas pela agência por definir um reajuste menor do que o proposto pela concessionária

O setor de gás natural é estratégico para a infraestrutura e a competitividade do estado

No último processo de revisão tarifária ordinária da margem bruta média da Sulgás conduzido pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), a concessionária de gás havia solicitado um aumento de 75% em relação à margem aplicada em 2023. A decisão surpreendeu o setor industrial gaúcho, segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), pelo impacto que o alto reajuste provocaria na competitividade e na atração de investimentos para o estado, ainda mais em um momento de recuperação após os prejuízos das enchentes. “Essa decisão traria ao Rio Grande do Sul, de uma só vez, uma das margens brutas mais elevadas do país. Para fins comparativos, tem-se, por exemplo, o caso do Paraná, em que a margem foi recentemente definida em cerca de R$ 0,50; e o da Bahia, com contrato semelhante ao da Sulgás, cuja margem média foi fixada em 2024 em R$ 0,40 por metro cúbico”, detalha Claudio Bier, presidente da entidade.

A Agergs, porém, determinou um reajuste de 7% e que a margem bruta da Sulgás fique em R$ 0,5014 por metro cúbico de gás natural, o que deve vigorar a partir de dezembro, ao contrário dos R$ 0,8207 propostos anteriormente na revisão tarifária deste ano. A Sulgás ainda pode recorrer da decisão. A Fiergs salienta que durante os 28 dias de consulta e audiência pública, usuários e entidades tiveram a oportunidade de analisar detidamente os dados postos para, ao final, apontar equívocos metodológicos muito graves que afetavam os cálculos apresentados pela concessionária. A Fiergs exigiu necessárias correções por parte da Agergs, o que ocorreu em sessão ordinária do conselho superior da agência. A definição da margem bruta para 2024 em R$ 0,5014 por metro cúbico determinada pela Agergs ainda não é a ideal, segundo a federação que reúne os industriais gaúchos, que propõe R$ 0,27, no entanto ao menos representa expressivo avanço em termos de previsibilidade.

Por meio de nota, a Fiergs considera correta a decisão da Agergs, e injustas algumas das críticas que a agência recebeu da Sulgás. O presidente Claudio Bier, porém, faz uma ressalva. “Embora as ações da Agergs tenham sido bem fundamentadas, é preciso observar que os ajustes realizados ainda não foram suficientes para alcançar uma margem plenamente adequada. Apesar de alguns dos maiores equívocos terem sido corrigidos pela agência, há outros que ainda permanecem e continuam a favorecer o monopólio em detrimento dos usuários. Mas essa correção da Agergs teve o flagrante propósito de direcionar os cálculos para os parâmetros contratuais e não para contrariá-los ou modificá-los”, contextualiza. A Fiergs lembra ainda que o setor de gás natural é estratégico para a infraestrutura e a competitividade do estado, e que cabe à Agergs regular as metodologias de parâmetros do contrato de concessão, recebendo contribuições da sociedade civil e da concessionária.

Fiergs repudia críticas recebidas pela agência por definir um reajuste menor do que o proposto pela concessionária

Gol anuncia nova rota entre Curitiba e Maringá

Companhia disponibiliza nova opção de voo direto

O voo de Curitiba para Maringá tem partida programada às 22h, com chegada às 23h05

A Gol Linhas Aéreas anunciou o lançamento de sua nova rota que liga a capital, Curitiba, à terceira maior cidade do Paraná, Maringá. A partir do dia 21 de dezembro, a companhia contará com um voo semanal, aos sábados, ampliando para três frequências semanais a partir de 3 de fevereiro de 2025. A nova rota favorece a geração e o desenvolvimento de negócios, fomenta o turismo na região e dinamiza o transporte de cargas, impulsionando a economia e criando oportunidades de desenvolvimento regional. O voo de Curitiba para Maringá tem partida programada às 22h, com chegada às 23h05. O retorno está previsto para decolar do Aeroporto Internacional de Maringá às 23h45, com pouso em Curitiba às 00h40.

“A nova rota que liga Curitiba a Maringá representa um passo significativo para fortalecer a conectividade no estado do Paraná,” afirma Bruno Balan, gerente executivo de planejamento de malha aérea da Gol. “A nova rota Curitiba/Maringá é uma excelente notícia tanto para moradores quanto para turistas, pois o Paraná segue firme em seu investimento na expansão e conectividade de sua malha aérea, visando impulsionar o turismo e os negócios. Com certeza, essa nova ligação contribuirá significativamente para o crescimento econômico de todo o estado”, ressalta Ricardo Barros, secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC) do Paraná.

Durante a alta temporada no estado do Paraná, a Gol está expandindo significativamente sua malha aérea para melhor atender seus clientes. No último trimestre de 2024, a Companhia aumentou a oferta de assentos em mais de 5 mil, comparado ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento continua de forma ainda mais robusta durante a alta temporada de verão, de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, com um aumento de 15% na oferta de assentos.

Companhia disponibiliza nova opção de voo direto

Cresce confiança do industrial gaúcho

No entanto, pessimismo com a economia brasileira continua

Os resultados sugerem a manutenção do ritmo lento da recuperação da atividade industrial gaúcha em curso

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS), pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), cresceu mais de dois pontos na passagem de outubro para novembro: de 51,1 para 53,4. É o terceiro aumento nos últimos quatro meses (7,2 pontos), amparado principalmente pela percepção dos pesquisados com a própria empresa, o que levou o índice ao maior nível desde outubro de 2022. Por outro lado, as avaliações com relação à economia brasileira permanecem negativas.

“Se por um lado, as incertezas decorrentes da questão fiscal, o aumento dos juros e da inflação influenciaram negativamente as avaliações da economia brasileira, por outro, a melhora relativa da demanda, principalmente nos segmentos ligados à reconstrução, os baixos níveis de estoques e a dissipação do choque provocado pelas enchentes impactam positivamente na percepção sobre as próprias empresas. Os resultados sugerem a manutenção do ritmo lento da recuperação da atividade industrial gaúcha em curso”, afirma Claudio Bier, presidente da Fiergs.

O ICEI-RS é obtido a partir de um conjunto de índices: condições atuais sobre a economia brasileira e sobre a empresa, considerando os últimos seis meses, e expectativas para os seis meses seguintes, também em relação à economia brasileira e à empresa. Resultados acima de 50 demonstram que a percepção positiva supera, em quantidade, a visão negativa. O índice de condições atuais aumentou de 48 pontos, em outubro, para 50,9, em novembro. Após crescer 10,3 pontos nos últimos cinco meses, revela que a indústria voltou a perceber melhora nas condições dos negócios, o que não ocorria desde novembro de 2022 (50,6).

Porém, os empresários avaliam positivamente somente as condições das empresas, subcomponente que subiu, entre outubro e novembro, de 50,1 para 54,5 pontos, o maior crescimento, 4,4, desde setembro de 2020 e o mais alto patamar desde outubro de 2022 (56,5 pontos) depois de avançar 12,7 nos últimos cinco meses. Com relação ao cenário econômico doméstico, no entanto, os empresários continuam apontando deterioração em novembro. O índice de condições da economia brasileira registrou 43,8 pontos no mês (foi de 43,6 em outubro), a maior pontuação desde dezembro de 2022 (47,3), embora ainda inferior a 50.

Em novembro, 33,1% dos empresários relatam piora na situação da economia nacional, 12,3% veem melhora nos últimos seis meses e 54,6% não percebem mudanças. Para os próximos seis meses, o índice de expectativas aumentou dois pontos frente a outubro, para 54,7. A indústria gaúcha não exibia otimismo tão disseminado desde outubro de 2022, quando chegou a 60,2 pontos. O aumento do otimismo no mês deve-se, exclusivamente, ao Índice de Expectativas das Empresas, que subiu de 55,8 para 58,9 pontos, também o maior patamar desde outubro de 2022. Já o índice de expectativas da economia brasileira oscilou de 46,5 para 46,3, refletindo a maior proporção de empresários pessimistas (26,6%) em relação a de otimistas (14,9%). Mas a maioria, 58,4%, espera a manutenção do cenário econômico no curto prazo.

No entanto, pessimismo com a economia brasileira continua

Brasil alcança 50 GW de energia solar

Modalidade representa 20,7% da matriz elétrica do país

De janeiro a outubro, foram instaladas 119 usinas solares no país, que adicionaram 4,54 GW de potência elétrica fiscalizada no Brasil

O Brasil acaba de superar a marca de 50 gigawatts (GW) de potência instalada operacional de energia solar. O país tornou-se o sexto a alcançar esse nível, juntando-se aos Estados Unidos, China, Alemanha, Índia e Japão. Os dados foram divulgados na terça-feira (26) pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Em relação ao tamanho dos sistemas de geração, a produção de energia solar própria por meio de pequenos e médios sistemas lidera com 33,5 GW de potência instalada. As grandes usinas solares representam 16,5 GW.

De janeiro a outubro, foram instaladas 119 usinas solares no país, que adicionaram 4,54 GW de potência elétrica fiscalizada no Brasil. Os dados são do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por representar a potência efetivamente instalada, a potência fiscalizada é um pouco menor que a potência outorgada pela agência reguladora. Segundo a Absolar, a fonte solar representa 20,7% da capacidade instalada da matriz elétrica brasileira, estando em segundo lugar entre os sistemas disponíveis e só perdendo para a energia hidrelétrica. Essa divisão considera a potência operacional instalada, não o consumo no sistema elétrico.

De acordo com o Sistema de Informações de Geração da Aneel, a energia solar representa 7,94% da potência elétrica fiscalizada no país. No entanto, esse percentual considera apenas os 16,5 GW produzidos pelas usinas solares. Desde 2012, informou a Absolar, a energia solar gerou investimentos de R$ 229,7 bilhões no Brasil e resultou na arrecadação de R$ 71 bilhões aos cofres públicos. Essa fonte de energia evitou a emissão de 60,6 milhões de toneladas de gás carbônico no país.

A entidade, no entanto, critica a elevação de 9,6% para 25% do Imposto de Importação sobre insumos e componentes de painéis solares. A medida foi aprovada há duas semanas pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex). Para a Absolar, a taxação desestimula os investimentos e compromete o ritmo de crescimento da fonte limpa de energia num momento de transição energética. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) justificou a medida como necessária para fortalecer a indústria local e gerar empregos no Brasil.

Com ABR

Modalidade representa 20,7% da matriz elétrica do país

Moody´s anuncia nova classificação positiva do BRDE

A nova nota representa um avanço em relação à avaliação anterior

De acordo com a Moody’s, “a elevação do rating do BRDE reconhece a melhora gradual da estrutura de captação do banco ao longo dos últimos anos”

Em novo relatório que a Moody’s Local acaba de divulgar, a agência de classificação de risco anunciou a elevação do rating do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para AA-.br, com perspectiva estável. A nova nota representa um avanço em relação à avaliação anterior, que era A+.br, com perspectiva positiva, emitida há um ano. De acordo com a Moody’s, “a elevação do rating do BRDE reconhece a melhora gradual da estrutura de captação do banco ao longo dos últimos anos, com redução na concentração dos repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e maior acesso a captações com entidades multilaterais, emissões de letras financeiras e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) no mercado doméstico. Adicionalmente, o perfil de crédito do banco reflete sua elevada capitalização, sustentada pela incorporação de seus resultados”.

Para o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, o avanço positivo na classificação do banco abre boas perspectivas para futuras parcerias com instituições bilaterais e novas operações no mercado de capitais. “Essa diversificação das fontes de recursos é estratégica ao desenvolvimento de toda a região Sul, pois aproxima o BRDE das necessidades dos mais diversos setores produtivos, em especial apoiando a inovação e a sustentabilidade”, frisou Ranolfo. Conforme o presidente, a boa nota da Moody´s ganha em importância, “pois estamos nos preparando para voltar ao mercado com novas captações através das Letras de Crédito de Desenvolvimento, as LCDs”.

O rating é uma ferramenta crucial no mercado financeiro, pois avalia o risco de crédito de instituições e países, indicando sua capacidade de honrar compromissos financeiros junto a credores. Ainda no mês passado, em escala internacional, a Moody ‘s Investors Service já havia emitido uma classificação igualmente favorável ao banco. Na avaliação que dirigiu ao mercado, a agência destaca que o banco seguiu com seus “ativos sob controle, apesar dos recentes eventos climáticos desafiadores que afetaram o Rio Grande do Sul” e projetou que a atividade econômica terá aumento gradual ao longo do segundo semestre de 2024.

A nova nota representa um avanço em relação à avaliação anterior

Ademicon terá mais duas unidades no Sul

Maringá e Itapoá foram as cidades escolhidas

Companhia reforça compromisso com a região que responde por 42,7% dos créditos comercializados no ano

A administradora paranaense de consórcio Ademicon inaugura mais duas unidades de negócio no Sul do país. A empresa escolheu as cidades de Maringá (PR) e Itapoá (SC). A região apresentou, de janeiro a outubro deste ano, um aumento de 28,7% em créditos comercializados, em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 9,4 bilhões em vendas, e sendo responsável por 42,7% das vendas da companhia em 2024. “Avançamos em nosso plano de expansão com a inauguração de mais duas lojas na região Sul, que segue sendo estratégica para o crescimento da Ademicon. Além disso, em breve, lançaremos a nossa simbólica loja de número 200, localizada em Curitiba, berço da nossa história, reforçando o nosso compromisso com o desenvolvimento local”, antecipa Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon. “A meta é chegar a mais de 400 lojas até 2030. Essa expansão fomenta o desenvolvimento econômico e criar conexões e oportunidades que beneficiem cada região do país,” complementa Tatiana.

Até outubro, a Ademicon já comercializou R$ 22 bilhões em créditos, superando o resultado anual obtido no ano passado, que foi de R$ 18,6 bilhões. Até dezembro, o objetivo é atingir R$ 23 bilhões em vendas, cerca de 25% a mais sobre o resultado anterior. Segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), de janeiro a setembro deste ano, o volume de créditos comercializados aumentou 20,5% em relação ao mesmo período de 2023. Em todo o Brasil, o número de participantes ativos é de 11 milhões, 11,1% a mais que igual período de 2023.

Maringá e Itapoá foram as cidades escolhidas

Chess Gem: IA do Google quer fazer de você um expert no Xadrez

xadrez arteO Campeonato Mundial de Xadrez 2024 está começando, e o Google, como patrocinador principal do evento, está trazendo novidades para os fãs do jogo. Em uma iniciativa que une sua expertise em inteligência artificial e a paixão por xadrez, a gigante de Mountain View anunciou o lançamento do “Chess Gem”, uma ferramenta de IA exclusiva […]O Campeonato Mundial de Xadrez 2024 está começando, e o Google, como patrocinador principal do evento, está trazendo novidades para os fãs do jogo. Em uma iniciativa que une sua expertise em inteligência artificial e a paixão por xadrez, a gigante de Mountain View anunciou o lançamento do “Chess Gem”, uma ferramenta de IA exclusiva […]

Primeiro edifício residencial carbono zero do Brasil é inaugurado em Curitiba

Fórmula para zerar emissões soma estratégias de descarbonização, da etapa de obras ao uso, além de adoção de área de Mata Atlântica

Com VGV de R$ 40 milhões, o Árten será inaugurado com 80% das unidades vendidas

As incorporadoras Altma e Hiex anunciaram a conclusão das obras do Árten, primeiro multiresidencial carbono zero do Brasil, que será entregue no fim de novembro. O empreendimento, construído em Curitiba incorporou diversas soluções para redução de gases do efeito estufa durante e após a construção. E o saldo de emissões da obra, calculado em 2.640 toneladas de CO2, já está sendo compensado com a manutenção dos estoques de carbono de uma área de Mata Atlântica, em reserva ecológica no Litoral do Paraná. Com oito pavimentos e 34 apartamentos, o Árten tem 5.845 metros quadrados de área construída. A fórmula que tornou possível a construção de um empreendimento carbono zero desse porte partiu do cálculo da pegada de carbono por metodologia internacional. O projeto inicial, de 2019, foi lapidado para alcançar a máxima eficiência, endossada com o selo Procel Edifica A. Além disso, foi adotado um check list de boas práticas que reduziram de forma significativa o impacto ambiental da obra.

De acordo com a engenheira Júlia Berticelli Basso, coordenadora de sustentabilidade corporativa da Hiex, foram consideradas as emissões associadas à construção do empreendimento e também as estimadas com o uso do edifício pelos futuros moradores. “Levamos em conta o carbono incorporado, associado aos impactos atribuídos aos materiais ao longo de seu ciclo de vida, e também o carbono operacional, relacionado às emissões durante a vida útil do edifício, como consumo de eletricidade, aquecimento, resfriamento e todo o impacto na cadeia de valor”, explica. Com a escolha de materiais de menor impacto ambiental e gestão eficiente das sobras da obra, mais de 107 toneladas de resíduos de construção civil – o que corresponde a 156 caçambas – foram desviadas de aterros sanitários. Ao longo da construção, o material passou por triagem e, em vez de descartado, foi reaproveitado, por meio de doações e destinação para reciclagem.

O cálculo de emissões do Árten também considerou o combustível usado no transporte de matéria-prima e estruturas para o canteiro de obras. Para reduzir o impacto com os deslocamentos e fomentar a economia local, foram priorizados fornecedores locais. A seleção resultou em 40% de empresas e indústrias situadas em um raio de até 200 quilômetros da obra. Além das medidas de redução do impacto ambiental da obra, o projeto do Árten recebeu uma série de itens de sustentabilidade com efeito nas emissões pelo uso do empreendimento, após a entrega. Entre eles, um sistema fotovoltaico para uso da energia elétrica de matriz solar nas áreas comuns, equipadas com sensores de presença e lâmpadas de LED. Nos apartamentos, foram instalados os sistemas de ecoclick – que permitem o desligamento de interruptores e lâmpadas de forma remota – e de banho inteligente com recirculação da água, com acionamento dos chuveiros por smartphones.

As soluções de conforto térmico, como ventilação cruzada e esquadrias termoacústicas, contribuíram para a redução das emissões futuras, em função da redução do uso de climatizadores. No manual do proprietário, os moradores serão orientados a optar por modelos de ar condicionado com fluído R032, de baixo impacto de GWP (Potencial de Aquecimento Global). A partir de simulações, o projeto arquitetônico do Árten também incorporou a eficiência lumínica, para máximo aproveitamento da iluminação natural. Com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 40 milhões, o empreendimento será inaugurado com 80% das unidades vendidas. “A construção civil é responsável por cerca de 40% das emissões globais de CO2 e nos sentimos cobrados a assumir um posicionamento mais consciente com relação à emergência climática. Para nós, que participamos de todo o processo pioneiro que viabilizou o primeiro edifício carbono zero do país, a missão cumprida é a de inspirar e encorajar iniciativas semelhantes”, afirma o engenheiro Gabriel Falavina Dias, sócio e diretor da Altma.

Fórmula para zerar emissões soma estratégias de descarbonização, da etapa de obras ao uso, além de adoção de área de Mata Atlântica