Archives Maio 2024

Serviço da catarinense Orsegups deve alcançar 20 mil clientes até o fim do ano

Empresa quer triplicar o uso de solução de segurança eletrônica com IA para proteger estabelecimentos comerciais e residências

Uma das estratégias para crescer está na oferta aos clientes de um seguro que cobre danos como o arrombamento de uma porta ou uma vitrine quebrada, além do furto de objetos

Depois de investir R$ 15 milhões em tecnologia própria para desenvolver uma solução de segurança eletrônica que usa inteligência artificial para monitorar sistema de alarme destinados a estabelecimentos comerciais e residências, a catarinense Orsegups, líder nacional no segmento, quer multiplicar por três o número de clientes com acesso a este serviço. O objetivo é elevar dos atuais 6 mil para 20 mil o total de clientes do Alarme 365, importante foco da vertical de segurança eletrônica da empresa para a proteção de comércios e residências com área entre 18 metros quadrados e 180 metros quadrados.

“Nossa intenção é oferecer mais tranquilidade ao cliente que até pouco tempo atrás achava que não tinha condições de proteger seus negócios e que merece essa segurança. Queremos democratizar o acesso ao serviço de segurança eletrônica com inteligência artificial embarcada, através do monitoramento de alarme, para um número cada vez maior de estabelecimentos comerciais”, informa Douglas Pinheiro, executivo da empresa e responsável pelo projeto Alarme 365. Uma das estratégias para crescer está na oferta aos clientes de um seguro que cobre danos como o arrombamento de uma porta ou uma vitrine quebrada, além do furto de objetos (dentro dos limites da apólice).

Criado com tecnologia 100% própria, o Alarme 365 tem software ligado a sensores que identificam movimentação na área monitorada e acionam câmeras que geram imagens em alta resolução. Os registros são analisados com auxílio de inteligência artificial, o que aumenta a eficiência e a velocidade de resposta. Em caso de ocorrência confirmada, em poucos segundos a equipe responsável é acionada e dá sequência ao protocolo indicado para cada tipo de ocorrência. Este serviço está disponível nas regiões de (Porto Alegre, São José, Itajaí, Joinville, Campinas, Jaraguá do Sul, Curitiba, Blumenau, Itapema e Chapecó) e, em breve, também em Jundiaí (SP) e Brusque (SC).

Empresa quer triplicar o uso de solução de segurança eletrônica com IA para proteger estabelecimentos comerciais e residências

Confiança do industrial tem forte queda no Rio Grande do Sul

Com estado afetado pelas inundações, ICEI-RS desaba para o menor nível desde junho de 2020

Pela pesquisa, a deterioração na situação atual dos negócios foi generalizada, mas foram nas perspectivas dos empresários para os próximos seis meses que a tragédia climática mostrou as maiores consequências

A devastação provocada pelas chuvas impactou no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de maio, divulgado nesta quarta-feira (22) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Foi a maior queda desde novembro de 2022 e o menor nível desde junho de 2020: 44,4 pontos, 6,1 a menos do que em abril (50,5). A pesquisa foi realizada com 161 empresas, sendo 33 pequenas, 60 médias e 68 grandes, entre 2 e 16 de maio, justamente durante o período das fortes enchentes no estado. “Com centenas de cidades atingidas, muitas empresas debaixo d’água, funcionários sem residência, as expectativas dos empresários estão abaladas. Convém lembrar que 94% da atividade econômica foi afetada de alguma forma, seja por inundações, deslizamentos de encostas, problemas logísticos, com os colaboradores ou fornecedores, em localidades onde estão instaladas 96% das indústrias gaúchas”, relata Gilberto Petry, presidente da entidade.

O ICEI-RS varia de zero a cem pontos, e abaixo dos 50 indica falta de confiança. Desde 2005, em 191 edições do ICEI-RS, essa foi a sétima redução mensal mais intensa. A pesquisa é composta por dois índices: o de condições atuais, formado pela percepção dos empresários sobre a economia brasileira e sobre a própria empresa em relação aos últimos seis meses, e o índice de expectativas, para o semestre seguinte. Dado o âmbito regional da tragédia, os componentes que avaliam as empresas – condições atuais e, sobretudo expectativas – foram os mais atingidos, embora os relacionados à economia brasileira também tenham se deteriorado.

O índice de condições atuais recuou de 45,2 pontos, em abril, para 41,9, em maio. Abaixo de 50, revela piora e a queda demonstra que a percepção negativa se disseminou entre as empresas. O índice de condições da economia brasileira, que recuou de 39,4 para 38,5 pontos no período, registrou o menor patamar entre todos os índices de confiança. Reflete a grande diferença entre o percentual de empresários que perceberam piora (42,2%) e melhora (3,1%). As condições das empresas também se agravaram. Baixou quase cinco pontos, de 48,1, em abril, para 43,6, em maio. Já o índice de condições da economia gaúcha, que não é computado no índice agregado e, normalmente, pouco difere do análogo nacional, mostrou contração bem maior, de 6,3 pontos, e um nível bem menor, de apenas 34,1, em maio. Mais da metade dos empresários (51,6%) percebem piora nas condições da economia regional em maio, ante 1,9% que vê melhora.

Pela pesquisa, a deterioração na situação atual dos negócios foi generalizada, mas foram nas perspectivas dos empresários para os próximos seis meses que a tragédia climática mostrou as maiores consequências. O índice de expectativas recuou 7,5 pontos, de 53,2, em abril, para 45,7, em maio, saindo da região de otimismo para o terreno pessimista. Sentimento que, em maio de 2024, é menor somente que o de maio de 2020 e os dos patamares mais baixos da longa crise econômica de 2015/2016.

Com estado afetado pelas inundações, ICEI-RS desaba para o menor nível desde junho de 2020

Enchentes afetam mais da metade das micro e pequenas empresas gaúchas

Sebrae prepara plano de ação para socorrer empresários

Apenas em Porto Alegre foram identificadas aproximadamente 46 mil micro e pequenas empresas debaixo d’água

Mais da metade das micro e pequenas empresas gaúchas (MPEs) foram afetadas pelas enchentes e estão com suas operações paralisadas ou reduzidas. Um diagnóstico realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Sul ouviu, até o momento, 10 mil empresários locais e 70% deles afirmam que as perdas financeiras podem chegar a R$ 50 mil para voltarem a funcionar minimamente. Ainda segundo o Sebrae RS, a catástrofe climática acometeu 600 mil pequenos negócios do estado – apenas na capital, Porto Alegre, foram identificados aproximadamente 46 mil micros e pequenas empresas debaixo d’água. O retrato da tragédia gaúcha foi feito a partir do cruzamento de informações da Junta Comercial e do mapeamento das áreas alagadas.

Os dados foram apresentados pelo Conselho Deliberativo Nacional (CDN), órgão colegiado de direção superior do Sebrae. No encontro, em Brasília (DF), também foi aprovado o plano de ação emergencial ao Sebrae Rio Grande do Sul, na gestão de emergências e desastres naturais, apresentado pela diretoria executiva do Sebrae Nacional. Entre as medidas previstas está a estruturação de um portifólio de serviços do Sebrae, entre eles soluções emergenciais que serão oferecidas gratuitamente para os donos de pequenos negócios do estado. Além disso, o Sebrae fica autorizado a conceder garantia de 100% do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que será automaticamente acionada nos municípios em situação de calamidade pública declarada. As empresas ficarão isentas do pagamento da comissão de concessão do aval (CCA).

O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, reforçou o compromisso da instituição em unir esforços junto ao governo federal para ajudar na reconstrução do estado. “A recuperação econômica do Rio Grande do Sul passa pela reestruturação desses pequenos negócios que geram emprego e colocam a comida na mesa de milhares de famílias. Cabe a nós mobilizar todo o Sistema Sebrae em prol dos empresários gaúchos”, enfatizou.

Sebrae prepara plano de ação para socorrer empresários

Montadoras ainda não sabem impacto das cheias do RS

Anfavea informa que empresas e fornecedores estão avaliando danos

Segundo a Anfavea, o Rio Grande do Sul é local de origem de cerca de 5% dos componentes comprados pelas fabricantes brasileiras

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, disse que ainda não é possível saber os impactos no setor automobilístico por causa das inundações no Rio Grande do Sul. “Está difícil inclusive acessar a essas companhias. Em alguns fornecedores e empresas, a gente sequer sabe a profundidade do que ocorreu e, muitas vezes, nem eles mesmo sabem. Nesse momento, a gente não tem como avaliar a situação com maiores detalhes”, informou.

Leite ressalvou, no entanto, que, até o momento, o setor automobilístico não tem enfrentado problemas graves na produção decorrentes das enchentes. “Até agora não foi um problema tão dramático, a questão está se conseguindo organizar com alguns itens de estoque. Mas, infelizmente, nós não temos um raio x e uma radiografia tão precisa quanto nós gostaríamos”, afirmou. Segundo a Anfavea, o estado representa 7,5% do mercado de veículos automotores do país. É local de origem de cerca de 5% dos componentes comprados pelas fabricantes brasileiras.

A Volkswagen colocou nesta segunda-feira (20) em férias coletivas de dez dias funcionários das fábricas da Anchieta, de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São Carlos (SP). Segundo a empresa, a paralisação ocorre devido ao impacto na produção causado pelos alagamentos no Rio Grande do Sul. “Alguns fornecedores de peças da Volkswagen do Brasil, com fábricas instaladas no estado, estão impossibilitados de produzir nesse momento”, diz a montadora em comunicado.

Com ABR

Anfavea informa que empresas e fornecedores estão avaliando danos

SC autoriza contratação do plano estadual de logística de transporte

Trabalho será concluído dentro de 18 meses

A elaboração do trabalho visa principalmente a análise da situação atual e o planejamento futuro de investimentos em todos os modais de transporte

O governador Jorginho Mello assinou a ordem de serviço para a elaboração do plano estadual de logística de transporte. O trabalho será realizado pela Infra SA e a partir deste estudo o estado terá um documento que fundamentará as ações públicas necessárias para que os diferentes modais de transporte possam atender as demandas da economia catarinense. O contrato tem o valor de R$ 4,2 milhões e os recursos serão repassados pela SC Participações e Parcerias provenientes de dividendos recebidos do Porto de Imbituba. A Infra terá 18 meses para a conclusão do trabalho.

A elaboração do trabalho visa principalmente a análise da situação atual e o planejamento futuro de investimentos em todos os modais de transporte com ênfase para cargas destinadas e provenientes do comércio exterior. Sua elaboração requer um processo de análise criteriosa, diagnóstico preciso e planejamento estratégico, com foco na logística empresarial, em infraestrutura e facilitação do comércio.

“O plano era uma demanda muito antiga. A maior vantagem é que ele é uma referência técnica para priorizar investimentos”, frisou o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar. Ele explicou ainda que, com o plano, será possível planejar o futuro da infraestrutura de transportes no estado, de forma a garantir a eficiência e a diminuição dos custos logísticos. “Isso traz benefícios ambientais e para a competitividade do estado, pois a logística é um componente essencial para o desenvolvimento socioeconômico”, destacou.

Trabalho será concluído dentro de 18 meses

Claudio Bier presidirá a Fiergs

Ele é diretor-presidente da Masal e presidente do Simers

Bier propõe que o BNDES encaminhe rapidamente para as empresas capital de giro com juros adequados para que possam recuperar o RS

Claudio Affonso Amoretti Bier é o novo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) para o período 2024 a 2027. Ele foi eleito, nesta terça-feira (21), pela Chapa 1, com 54 votos, contra 53 do candidato da Chapa 2, Thômaz Nunnenkamp. Todos os 107 Sindicatos Industriais aptos a votar, votaram, em uma eleição histórica com 100% de adesão. “O Rio Grande do Sul atravessa uma crise que nunca atravessou, e a minha responsabilidade como presidente da Fiergs será muito grande. Temos muitas empresas atingidas, algumas embaixo d’água, muitos funcionários com residências embaixo d’água, e as que não foram atingidas, com dificuldades de receber ou entregar matéria-prima”, disse o novo presidente da entidade, que sucederá Gilberto Porcello Petry.

Bier propõe que o BNDES encaminhe rapidamente para as empresas capital de giro com juros adequados para que possam recuperar o Rio Grande do Sul. A eleição ocorreu em formato híbrido, com o voto presencial realizado na sede da Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. Os vice-presidentes de Claudio Bier são André Bier Gerdau Johannpeter, Arildo Bennech Oliveira, Claudio Teitelbaum, Clovis Tramontina, Maristela Cusin Longhi e Ubiratã Rezler. A posse da nova diretoria deverá ocorrer entre 15 e 20 de julho.

Trajetória
Claudio Affonso Amoretti Bier, 81 anos, é diretor-presidente da Masal e presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers). Nascido em Santo Antônio da Patrulha, antes de adquirir a Masal, em 1983, atuou nos ramos dos transportes e extração de madeiras. Como presidente do Simers, há pouco mais de 20 anos, idealizou a criação de um espaço para exposição de máquinas e implementos agrícolas dentro da Expointer, o que ajudou a dar protagonismo e maior dimensão ao segmento. Em 2001, adquiriu a Fundição Jacuí, de Cachoeira do Sul. Entrou para o ramo da navegação em 2018, quando adquiriu em Taquari o Estaleiro Colorado.

Ele é diretor-presidente da Masal e presidente do Simers

Arrecadação federal cresce 8,2%

Tributação de fundos exclusivos eleva em R$ 120 milhões valor recolhido

A Receita Federal apresentou também os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação no mês

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve leve alta, alcançando R$ 228,8 bilhões em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (21) pela Receita Federal. O resultado representa aumento real de 8,2%, ou seja, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com abril de 2023. É o maior valor para meses de abril desde 1995, início da série histórica. Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a abril de 2024. No período, a arrecadação alcançou o valor de R$ 886,64 bilhões, representando um acréscimo pelo IPCA de 8,3%. Os dados sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal. 

Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado no mês passado ficou em R$ 213,3 bilhões, representando acréscimo real de 9,08%. Os resultados foram influenciados positivamente pelas variáveis macroeconômicas, resultado do comportamento da atividade produtiva, pela tributação dos fundos exclusivos e pelo retorno da tributação do Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre combustíveis.

Contribuindo para melhorar a arrecadação, em abril, houve recolhimento extra de R$ 120 milhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu no mesmo mês de 2023. A lei que muda o Imposto de Renda incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro do ano passado. Mesmo com a receita extra, em abril, a arrecadação do IRRF-Rendimento de Capital teve queda de 3,62% em relação a abril de 2023, alcançando R$ 8,41 bilhões. O resultado é explicado, principalmente, pelas quedas nominais de 4,45% na arrecadação do item Aplicações de Renda Fixa e de 6,79% na arrecadação do item Fundos de Renda Fixa.

Por outro lado, no acumulado do ano, o IRRF-Rendimento de Capital apresentou arrecadação de R$ 44,43 bilhões, crescimento real de 29,24%. O desempenho, nesse caso, pode ser explicado pela arrecadação de R$ 11,3 bilhões de janeiro a abril, decorrentes da tributação dos fundos exclusivos. Já a reoneração das alíquotas do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) sobre combustíveis contribuiu para evitar a perda de arrecadação. Em abril de 2023, a desoneração com esses tributos havia sido de R$ 3 bilhões. 

A Receita Federal apresentou também os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação no mês. Entre os indicadores,estão a venda de bens e serviços, que caíram, respectivamente, 1,5% e 2,3% em março (fator gerador da arrecadação de abril), mas registraram alta de 3,29% e 0,52% entre dezembro de 2023 e em março de 2024 (fator gerador da arrecadação do período). A produção industrial caiu 3,61% no mês passado e subiu 0,5% no período quadrimestre do período. Ainda assim, o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 14,02% em março de 2024 e de 1,15% entre dezembro de 2023 e março de 2024. Também houve crescimento de 9,24% da massa salarial em março e de 10,11% no quadrimestre encerrado no mês.

Com ABR

Tributação de fundos exclusivos eleva em R$ 120 milhões valor recolhido

SC vai receber R$ 95 milhões para enfrentar enchentes

Recursos serão usados na construção de diques no Alto Vale e no Médio Vale do Itajaí

Desde 11 de maio foi dado início o processo de dragagem do Rio Itajaí-Açu

A bancada federal de Santa Catarina conseguiu o repasse de uma emenda de mais de R$ 95 milhões para o enfrentamento às chuvas e enchentes no estado. A pedido do governador Jorginho Mello, os parlamentares vão destinar os recursos para o melhoramento fluvial e a construção de diques em cidades da região do Alto Vale e do Médio Vale do Itajaí. O dinheiro faz parte do orçamento da União e é liberado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. “Nosso governo vem buscando maneiras e recursos para enfrentar esse problema histórico das enchentes e aliviar um pouco a situação do povo”, disse Mello.

O secretário da proteção e defesa civil, coronel Fabiano de Souza acrescentou que o recurso irá fortalecer ações de prevenção e proteção. “Vem complementar o trabalho que a defesa civil está realizando junto à população catarinense. A nossa missão é entender as necessidades dos municípios e ser um braço estendido no quesito proteção, queremos melhorar a mitigação, evitar enchentes e criar um futuro melhor especialmente para os municípios do Vale do Itajaí que tanto sofrem com eventos adversos”, destacou. Desde 11 de maio foi dado início o processo de dragagem do Rio Itajaí-Açu. A ação prevê melhorias que visam mitigar e prevenir as cheias no Alto Vale do Itajaí, região que de forma recorrente é uma das mais atingidas em Santa Catarina. A medida é uma forma de evitar que cenas como a das enchentes de 2023 voltem a se repetir no Vale do Itajaí como um todo.

Recursos serão usados na construção de diques no Alto Vale e no Médio Vale do Itajaí

O diferencial da Tintas Renner é a proximidade

Comprometida com a oferta de produtos cada vez mais inovadores, a Tintas Renner acaba de anunciar seu novo produto no mercado de acabamentos: a tinta Frentes & Fachadas Elástica Fosco

Ainda esse ano, durante o segundo semestre, a marca fará sua tradicional divulgação da cor do ano para 2025

Uma marca que resiste ao tempo, renova-se constantemente e se faz presente em todo o estado, principalmente com sua tradição de produtos de qualidade e inovação. Essa é a Tintas Renner, presente na vida dos gaúchos há quase 100 anos – e uma das marcas mais lembradas pelo estado. Além da importante missão da empresa, outro fator que contribui fortemente para a alta lembrança é a estratégia de marketing da empresa, que tem como base a proximidade e parceria com os clientes, sempre visando fornecer as melhores soluções para lojistas e consumidores. “Entendemos que a tinta tem o poder de transformar os ambientes e, com isso, mudar o astral das pessoas. Por isso, nossas campanhas de marketing buscam levar nosso astral a todas as partes, através de pontos de venda, mídias, comunicações visuais e eventos”, explica Marcelo Diniz, diretor de negócios para tintas arquitetônicas América Latina e América Central da Tintas Renner.

Além de apoiar eventos tradicionais no Rio Grande do Sul, como o Acampamento Farroupilha e a Mostra Elite Design, a Tintas Renner fortalece o compromisso de melhorar o astral das cidades e da comunidade através do apoio à cultura, como à Casa de Cultura Mário Quintana e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Além disso, a marca coleciona diversas intervenções artísticas na cidade de Porto Alegre, como o mural Daiane dos Santos, o do DAER e diversos outros. Outra importante iniciativa que demonstra o compromisso da Tintas Renner com o desenvolvimento da cidade é o plantio de mudas de árvores na região metropolitana, que visa a rearborização nas cidades e a redução de carbono.

Outra decisão acertada no marketing da empresa foi o lançamento do podcast da Tintas Renner, o Papo Astral, lançado no começo do ano. Já com diversos episódios, que trazem a reflexão de que a cor tem o poder de influenciar as pessoas, o programa é uma iniciativa que aponta uma nova fase na comunicação da marca, com um olhar mais institucional e integrado em todos os pontos de contato com os clientes. “Nosso diferencial é a proximidade. Estar sempre perto para proteger e embelezar os ambientes, trazendo novidades, inovações e os melhores serviços. Os episódios do Papo Astral abordam temas que refletem positividade, alegria e leveza, buscando estreitar o relacionamento com o público e promover a mudança no astral das pessoas”, completa Diniz. O conteúdo de largada da iniciativa foi com a arquiteta e urbanista Jéssica de Carli, que falou sobre seu trabalho no Projeto Mosaico na Quebrada, que revitaliza favelas e bairros de Caxias do Sul com o objetivo de trazer “vida” para esses lugares. Os episódios estão disponíveis nas plataformas Youtube e Spotify. 

Inovação no mercado 

Comprometida com a oferta de produtos cada vez mais inovadores, a Tintas Renner acaba de anunciar seu novo produto no mercado de acabamentos: a tinta Frentes & Fachadas Elástica Fosco. Com uma elasticidade de 800%, ela oferece uma solução eficaz para prevenir trincas e fissuras, ideal para áreas externas devido à sua alta resistência ao sol, chuva e maresia, além de contar com qualidade impermeabilizante. Integrando-se à linha flexível da empresa, composta também por outras opções como o Semibrilho, Emborrachado e Selador Flexível, este lançamento promete contribuir fortemente para o reconhecimento do portfólio da Tintas Renner como uma verdadeira revolução no setor da construção civil.

Ainda esse ano, durante o segundo semestre, a marca fará sua tradicional divulgação da cor do ano para 2025. A definição da cor acontece em um workshop com especialistas mundiais conduzido pela PPG, que conta com representantes das cinco unidades de negócios. “Há uma peculiaridade na experiência de previsão da PPG, pois usamos uma abordagem baseada em fatos para identificar a direção da cor para mais superfícies do que qualquer empresa no mundo. Do automotivo ao arquitetônico; eletrônicos de consumo para o setor aeroespacial; industrial para produtos embalados, o benefício é que cada setor informa ao outro. Nossos estilistas de cores analisam com antecedência as cores, os estilos e as texturas comerciais e residenciais de exteriores e interiores e produzem insights para o setor de hotelaria para que arquitetos e construtores criem e projetem espaços luxuosos, confortáveis e impactantes. Nosso workshop anual de previsão é a culminância de meses de pesquisa e informações do cliente”, explica Diniz.

Em 2024, a cor do ano anunciada foi a Limitless (PPG1091-3), um tom fresco e quente que combina tanto o poder de uma cor primária quanto a essência de um neutro, inspirando possibilidades infinitas. O “tom de bege mel” oferece aplicações ilimitadas, podendo ser utilizado em qualquer ambiente para criar um visual atualizado e em tendência, complementando qualquer estilo de design. A cor Limitless e os demais produtos da Tintas Renner by PPG estão disponíveis em lojas especializadas em pintura, do segmento da construção civil e home centers do Brasil. 

Comprometida com a oferta de produtos cada vez mais inovadores, a Tintas Renner acaba de anunciar seu novo produto no mercado de acabamentos: a tinta Frentes & Fachadas Elástica Fosco

Intenção de consumo das famílias avança 1,3% em maio

Esse é o segundo resultado positivo consecutivo

O consumo vem sendo influenciado positivamente também pelo mercado de trabalho, que já avançou 1,6% no primeiro trimestre do ano

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,3% em maio, descontados os efeitos sazonais. Esse é o segundo resultado positivo consecutivo do índice, apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado nesta terça-feira (21). O indicador apresentou alta em todos os componentes. No comparativo com maio de 2023, o aumento foi 6,4%. A ICF está em 102,9 pontos, na zona de satisfação (em que se encontra desde agosto do ano passado). O índice que mede a satisfação dos consumidores em geral com o acesso ao crédito cresceu 2,2% no mês, impulsionado pelas quedas consecutivas da taxa Selic. Em maio, 31,4% dos entrevistados consideraram mais fácil o acesso ao crédito, o maior percentual desde abril de 2020.

A ICF aumentou em ambas as faixas de renda analisadas, com maior intensidade nas famílias com renda abaixo de dez salários mínimos (alta de 1,4%). Entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o aumento foi 0,7%. O mesmo movimento foi percebido no que diz respeito à satisfação com o acesso ao crédito, que aumentou de forma mais intensa (2,3% de alta) entre os consumidores com menores salários. O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, explica que, com a taxa média de juros em queda desde outubro de 2023, os consumidores têm mais confiança para utilizar esse tipo de recurso em suas compras. Assim, o indicador que mede a avaliação do consumidor sobre como o momento se apresenta para a compra de bens duráveis foi o que mais subiu na variação anual: 18,1%. No mês, no entanto, o aumento foi 0,9% – este foi o menor crescimento entre todos os componentes da ICF. “Por serem produtos de grande valor agregado, a venda deles é mais influenciada pela oscilação do mercado de crédito”, avaliou Tavares.

De acordo com o economista-chefe da CNC, o consumo vem sendo influenciado positivamente também pelo mercado de trabalho, que já avançou 1,6% no primeiro trimestre do ano, acima do crescimento de 1,2%, observado no emprego formal no mesmo período de 2023. Em função disso, o indicador que mede a satisfação com o emprego atual avançou pelo segundo mês seguido (alta de 1,2%), mesma tendência vista no indicador perspectiva profissional (crescimento de 1,1%). Com o mercado de trabalho aquecido e acesso ao crédito mais fácil, as famílias avaliaram positivamente o nível de consumo atual, que foi o segundo indicador que mais subiu em maio (alta de 1,5%). Com o momento atual favorável, a perspectiva de consumo cresceu 1,1% no mês e 3,8% no ano, taxa melhor do que a apresentada em abril.

Com ABR

Esse é o segundo resultado positivo consecutivo

Base Aérea de Canoas recebe voos comerciais a partir de quarta-feira

Companhias já iniciaram venda de passagens

A Base Aérea de Canoas, administrada pela Força Aérea Brasileira (FAB), funcionará como aeroporto e receberá 35 voos semanais, a partir de quarta-feira

A Base Aérea de Canoas, administrada pela Força Aérea Brasileira (FAB), funcionará como aeroporto e receberá 35 voos semanais, a partir de quarta-feira (22). A medida emergencial servirá como alternativa ao Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre (RS), que está fechado por tempo indeterminado desde 6 de maio, após ter as instalações térreas e a pista de pouso e decolagem alagadas com a cheia do Guaíba. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o ministro da Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, as companhias aéreas podem iniciar a venda de bilhetes a partir desta terça-feira (21).

“Na quarta-feira, a Base Aérea de Canoas está disponível para receber voos comerciais. Amanhã, as companhias aéreas vão iniciar as vendas de bilhetes para, a partir daí, começar os voos que, naturalmente, dependem da demanda que as [companhias] aéreas vão começar a receber.” Com este anúncio, a malha emergencial terá 134 voos para o acesso ao Rio Grande do Sul por semana, A primeira fase do plano de aviação foi anunciada com 116 voos comerciais semanais. “Com mais 6 mil [passageiros] que nós teremos em Canoas, vamos ter condições de atender, no primeiro momento, a 30 mil passageiros por semana”, estima o ministro da Secretaria Extraordinária, Paulo Pimenta.

De acordo com a CNN Brasil, os voos comerciais para a Base Aérea de Canoas começam na próxima segunda-feira (27). Nessa data, a Latam inicia os voos entre São Paulo e a cidade da região metropolitana. Como o embarque será em um shopping center, o passageiro terá de chegar até três horas antes do horário do voo para o check in. A Azul também voará entre as duas cidades, com início em 1º de junho. Nesse caso, Campinas será a origem do voo. A Gol também terá voos para Canoas, mas ainda não anunciou a data de início. Em entrevista na segunda-feira ao programa Roda Vida, da TVE, o governador Eduardo Leite informou que a Base Aérea de Canoas poderá passar a ter 12 voos diários dentro de algum tempo. Na mesma ocasião, Leite anunciou que o Aeroporto Internacional Salgado Filho somente voltará a operar dentro de cinco meses a partir da verificação das necessidades estruturais do terminal.

Voos emergenciais
Os aviões decolarão e pousarão em sete aeroportos de pequeno e médio porte no Rio Grande do Sul e mais dois em Santa Catarina. Veja a malha aérea emergencial a seguir.

Rio Grande do Sul
Aeroporto de Caxias do Sul: 39 voos semanais;

Aeroporto de Santo Ângelo: 6 voos semanais;

Aeroporto de Passo Fundo: 21 voos semanais;

Aeroporto de Pelotas: 6 voos semanais;

Aeroporto de Santa Maria: 3 voos semanais;

Aeroporto de Uruguaiana: 3 voos semanais;

Base Aérea de Canoas: 35 voos semanais.

Santa Catarina
Aeroporto de Florianópolis: 14 voos semanais;
Aeroporto de Jaguaruna: 7 voos semanais.

Com ABR

Companhias já iniciaram venda de passagens

Roca Sales estuda realocar cerca de 40% da população

Medida é necessária para aumentar segurança e evitar novas tragédias

Praticamente todo o centro de Roca Sales está em uma área alagável, próxima ao rio Taquari

A prefeitura de Roca Sales (RS), no Vale do Taquari, estuda propor a transferência de milhares de moradores e comerciantes da área central da cidade para outro ponto do território municipal menos sujeito aos efeitos adversos das chuvas, como enchentes, alagamentos e inundações. “Hoje, praticamente todo o centro da cidade está em uma área alagável, próxima ao rio Taquari […] Precisamos reconstruí-lo em um local com menor probabilidade de alagamentos, pois já deu para perceber que esses problemas vêm ocorrendo com cada vez mais frequência”, contou o secretário municipal de administração e coordenador da defesa civil municipal, Silvio Zart, referindo-se às cheias deste mês, as mais severas da história da cidade.

Segundo ele, todos os cerca de 10,4 mil habitantes foram, de alguma forma, prejudicados pela catástrofe socioambiental que, em todo o estado, afetou mais de 2,3 milhões de pessoas, causando ao menos 157 mortes e deixando 88 desaparecidos e 76.188 desabrigados – números contabilizados até o meio-dia de segunda-feira (20). Apenas em Roca Sales foram registradas dez mortes. Os reflexos das chuvas também comprometeram as obras que a prefeitura vinha realizando para reparar os danos das cheias de setembro de 2023, agravando os danos à infraestrutura local. De acordo com Zart, entre 3,5 mil e 4 mil pessoas moram ou trabalham na área central da cidade.

A realocação, ainda que complexa e desafiadora, é vista como uma medida crucial para dar segurança à população e evitar novas tragédias. “Pretendemos discutir isso com a população em geral e com as empresas afetadas. É um trabalho muito severo, mas que precisará ser feito porque é preciso ter em mente que, em apenas oito meses, algumas dessas áreas foram atingidas por ao menos três grandes cheias do Rio Taquari”, destacou Zart. Na última sexta-feira (17), o prefeito de Roca Sales, Amilton Fontana, e outros integrantes do poder executivo municipal apresentaram a alguns empresários locais uma primeira versão do projeto de transferir estabelecimentos para um local a cerca de quatro quilômetros de distância da região central. Segundo Fontana, a proposta de recriar o distrito industrial busca “oferecer um espaço seguro para a realocação ou instalação de empreendimentos de pequeno, médio e grande porte, de modo que estes possam prosseguir com as atividades que já desenvolvem no município”.

Ainda de acordo com Fontana, o novo ponto receberá toda a infraestrutura necessária para possibilitar os investimentos privados. “Hoje, o município não dispõe dos recursos [financeiros] necessários para custear sozinho toda esta empreitada, mas alguém vai ter de dar início a este trabalho que vai ser longo”, destacou Zart. “Acredito que muitas pessoas já estão conscientes da necessidade de uma medida semelhante. Até porque ninguém merece viver com essa apreensão ou passar por algo assim. Algo que, na cidade, ocorreu mais de uma vez em meses. O que indica que poderemos ter a quarta, a quinta cheia”, finalizou Zart.

Com ABR

Medida é necessária para aumentar segurança e evitar novas tragédias

CNM revela que 94% dos municípios já sofreram emergência ou calamidade

Pesquisa foi feita por confederação dos municípios entre 2013 e 2023

De acordo com o estudo, apenas as prefeituras somaram ao longo dos anos pesquisados um prejuízo de R$ 81 bilhões

Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que 5.233 cidades brasileiras, o que corresponde a 94% das unidades federativas municipais, foram afetados pelo menos uma vez por eventos que resultaram em decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública, entre os anos de 2013 e 2023. O impacto nas populações desses locais foi de 2.667 mortes e os prejuízos somaram R$ 639,4 bilhões. O estudo foi um dos dados apresentados pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, nesta segunda-feira (20), um dia antes da 25ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, quando gestores das cidades brasileiras se reúnem em Brasília para apresentar ao governo federal as demandas das cidades. Este ano, com o tema Pacto Federativo: um Olhar para a População Desprotegida, a mobilização política pretende tratar dos impactos dos extremos climáticos e a adaptação das cidades.

De acordo com o estudo, apenas as prefeituras somaram ao longo dos anos pesquisados um prejuízo de R$ 81 bilhões, em função desses eventos. Segundo Ziulkoski, esses nmeros não são condizentes com o repasse de recursos federais para ações de resposta e recuperação. “De tudo isso, o governo federal autorizou R$ 9,5 bilhões, nesses anúncios ao longo desses anos de todos os governos, e o que foi pago foi R$ 3 bilhões”, declarou. estudo também revela o número de moradias afetadas por desastres, que chegam a 2,6 milhões, sendo que desse total, 115 mil habitações foram totalmente destruídas, somando um prejuízo de R$ 36,2 bilhões em habitações. Para Ziulkoski, esses números também não condizem com as metas habitacionais apontadas pelos governos, que entre os anos de 2019 e 2023 descontinuou a faixa que atendia aos municípios com menos de 50 mil habitantes e que representam 83% dos que tiveram as moradias afetadas pelas emergências climáticas. “Estamos mostrando com transparência essa necessidade dos municípios brasileiros de se estruturarem com um mínimo de infraestrutura permanente”, reforça.

Com ABR

Pesquisa foi feita por confederação dos municípios entre 2013 e 2023

Perdas de empresas podem chegar a R$ 10 bilhões em razão das enchentes

Mapeamento preliminar da Fecomércio-RS também calcula perda de R$ 40 bilhões no PIB

Os prejuízos patrimoniais calculados contemplam estoque, maquinário, mobiliário, instalações, entre outros

Empresas gaúchas acumulam até R$ 10 bilhões em perdas de ativos em razão das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de abril. Os valores são apontados em estudo preliminar realizado pela Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado (Fecomércio-RS). Os prejuízos patrimoniais calculados contemplam estoque, maquinário, mobiliário, instalações, entre outros. A entidade avalia ainda que a perda de PIB do Rio Grande do Sul decorrente das enchentes chegue a cerca de R$ 40 bilhões, ou, aproximadamente 5% do PIB anual. A avaliação da entidade traz dois recortes da crise enquanto às perdas. Em uma primeira análise, realizada com base em imagens de satélite, a entidade aponta que são cerca de 33 mil estabelecimentos diretamente afetados pelos alagamentos nos setores de comércio, serviços e indústria. A perda de ativos é calculada em R$ 5 bilhões. O levantamento não inclui micro e pequenas empresas que funcionam em domicílios residenciais, nem municípios que sofreram maior impacto de enxurrada do que de alagamentos.

Já em um segundo recorte, que considera o número de CNPJs, entre matrizes e filiais, concentrados nos 46 municípios em estado de calamidade pública, as perdas avaliadas são maiores. A Fecomércio-RS calcula que 10% dos 661.159 CNPJs ativos nessas cidades tenham sido diretamente afetados pelas enchentes. Seriam 66 mil estabelecimentos empresariais impactados (54,5 mil do comércio de bens e serviços). Nesse cenário, as perdas patrimoniais chegam a cerca de R$ 10 bilhões, sendo R$ 8 bilhões referentes a comércio e serviços. “É imprescindível estarmos embasados por dados que dimensionem o tamanho desta tragédia e seus impactos para pleitearmos ações efetivas em prol de mitigar os seus efeitos”, comenta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. “Olhando pelo aspecto econômico, essas são empresas que fazem a nossa economia girar, que geram milhares de empregos e que precisam, mais que nunca, de apoio. Temos trabalhado, neste sentido, por diversas medidas junto às esferas municipais, estadual e federal. Elas objetivam que as organizações consigam sobreviver ao período em que estiverem com suas receitas interrompidas ou prejudicadas, e que, logo, possam retomar suas atividades”, completa.

A Fecomércio-RS ainda mostra que os 46 municípios que permanecem com calamidade pública decretada concentram 41,6% do PIB gaúcho total, 41,5% do PIB da indústria e 50,6% do PIB do setor de comércio e serviços gaúcho. Nessas cidades, estão 42,6% dos CNPJs ativos e 48,3% dos empregos. Empresas do setor de comércio e serviços são maioria e os estabelecimentos comerciais foram penalizados de forma acentuada em virtude do Dia das Mães, data comemorativa de tradicional incremento nas vendas. A federação chama atenção, ainda, ao fato de que, mesmo empresas que não tenham sido atingidas diretamente pela enchente, sentem diferentes impactos da crise. Algumas ficaram sem insumos essenciais, como água e energia elétrica, sem recursos humanos com casos de colaboradores afetados ou tiveram a logística para recebimento de matéria-prima, mercadorias ou prestação de serviços prejudicada devido aos problemas causados à infraestrutura. Outras tantas foram prejudicadas pela redução de demanda. Por esses motivos, a entidade estima a perda de PIB de cerca de R$ 40 bilhões.

Mapeamento preliminar da Fecomércio-RS também calcula perda de R$ 40 bilhões no PIB

Fruki passa a envasar água na nova fábrica de Paverama para atender o mercado gaúcho

Unidade permitirá uma capacidade adicional de água para capital, região metropolitana e o sul do estado

Com uma das fábricas mais modernas e tecnológicas da América Latina, a planta de Paverama aumentou em 50% a capacidade produtiva da Fruki

Com o cenário de desabastecimento de água se agravando nas regiões mais atingidas pelas enchentes, tanto pela alta demanda quanto pela dificuldade logística, a Fruki Bebidas antecipou o projeto de envase de água na nova fábrica de Paverama (RS), previsto para o segundo semestre do ano, para atender às atuais necessidades emergenciais dos mercados gaúchos. A iniciativa pode ampliar em até 1,4 milhão de litros por dia a disponibilidade de água destinada para venda, prioritariamente para a região metropolitana de Porto Alegre e região sul do estado. “Neste momento crítico, precisamos utilizar todos os recursos disponíveis para atender a população. Seguiremos com os esforços de doação, agora adicionado ao aumento de envase para venda. Estamos atentos aos desdobramentos das enchentes que seguem até Pelotas. Precisamos estar cada vez mais preparados”, ressalta Aline Eggers Bagatini, diretora-presidente da Fruki Bebidas.

Com uma das fábricas mais modernas e tecnológicas da América Latina, a planta de Paverama aumentou em 50% a capacidade produtiva da Fruki e está fora do epicentro das enchentes, o que facilita o escoamento dos produtos para o sul gaúcho. Entretanto, ainda há previsão de demora nas entregas com as precárias condições logísticas, tais como estradas e pontes afetadas e disponibilidade de caminhões para transporte. A fábrica de Lajeado seguirá dedicada ao envase de Água da Pedra, 24 horas por dia, sete dias por semana. Já Paverama tem capacidade de envasar de 20 mil a 52 mil garrafas PET por hora da água Flua, proveniente de Paverama. “Por enquanto, a nova fábrica não possui linha para envase de PET 5L. Encontramos a alternativa da embalagem PET 3L, legado da produção de refrigerantes Fruki, para darmos mais uma opção aos nossos clientes e consumidores neste momento”, explica Aline. A Fruki continuará atendendo à população gaúcha frente às enchentes conforme as condições internas e externas permitirem.

A Fruki Bebidas permanece realizando doações de água para abastecer caminhões pipa, também em parcerias através da Defesa Civil e da Corsan, em ambas as fábricas. Já foram mais de 15 milhões de litros de água. A cada dia que passa, são doados em média outros 1 milhão de litros. As doações para a região do Vale do Taquari, Porto Alegre e região metropolitana e região Sul do RS são destinadas exclusivamente para a hidratação da população vítima das enchentes.

Unidade permitirá uma capacidade adicional de água para capital, região metropolitana e o sul do estado