Archives Maio 2024

Não consegue lembrar daquela música? O YouTube Music agora te ajuda

Já aconteceu de você ficar com uma melodia na cabeça, mas não lembrar do nome da música? Aí você fica cantarolando pela casa inteira na esperança de que alguém a reconheça. Pois saiba que seus problemas acabaram! O YouTube Music está implementando um recurso que vai te ajudar a encontrar aquela música chiclete. Imagine só: […]Já aconteceu de você ficar com uma melodia na cabeça, mas não lembrar do nome da música? Aí você fica cantarolando pela casa inteira na esperança de que alguém a reconheça. Pois saiba que seus problemas acabaram! O YouTube Music está implementando um recurso que vai te ajudar a encontrar aquela música chiclete. Imagine só: […]

Google enfrenta problemas com novo recurso de pesquisa por IA

O recurso de pesquisa por IA do Google, chamado AI Overviews, está gerando polêmica nas redes sociais. O sistema vem fornecendo respostas estranhas para algumas pesquisas, como sugerir aos usuários que coloquem cola na pizza, comam pedras ou bebam urina. Devido a esses erros, o Google está correndo para desativar manualmente o AI Overviews para […]O recurso de pesquisa por IA do Google, chamado AI Overviews, está gerando polêmica nas redes sociais. O sistema vem fornecendo respostas estranhas para algumas pesquisas, como sugerir aos usuários que coloquem cola na pizza, comam pedras ou bebam urina. Devido a esses erros, o Google está correndo para desativar manualmente o AI Overviews para […]

Google celebra Acordeão com Doodle animado

O Google celebrou o instrumento que alegra festas e embala sucessos de diversos gêneros musicais: o acordeão! Com um Doodle animado, a plataforma homenageou a rica história desse instrumento versátil. Ao longo do século 19, a popularidade do acordeão entre músicos folclóricos europeus impulsionou a produção do instrumento, especialmente na Alemanha. Curiosamente, os primeiros modelos […]O Google celebrou o instrumento que alegra festas e embala sucessos de diversos gêneros musicais: o acordeão! Com um Doodle animado, a plataforma homenageou a rica história desse instrumento versátil. Ao longo do século 19, a popularidade do acordeão entre músicos folclóricos europeus impulsionou a produção do instrumento, especialmente na Alemanha. Curiosamente, os primeiros modelos […]

Google ganha novos rastreadores para imagens e vídeos

O Google revelou recentemente dois novos rastreadores focados em imagens e vídeos, utilizados para “pesquisa e desenvolvimento”. Lançados em abril de 2023, os GoogleOther Crawlers são uma evolução do rastreador original utilizado por equipes internas do Google para pesquisas pontuais. A descrição oficial do GoogleOther original esclarece: “é um rastreador genérico que pode ser usado […]O Google revelou recentemente dois novos rastreadores focados em imagens e vídeos, utilizados para “pesquisa e desenvolvimento”. Lançados em abril de 2023, os GoogleOther Crawlers são uma evolução do rastreador original utilizado por equipes internas do Google para pesquisas pontuais. A descrição oficial do GoogleOther original esclarece: “é um rastreador genérico que pode ser usado […]

Adeus, ICQ: Pioneiro do chat online se despede após quase 30 anos

Lembra do inesquecível som de notificação do ICQ? A nostálgica plataforma de mensagens instantâneas vai encerrar suas atividades no dia 26 de junho. O ICQ, lançado em 1996 pela empresa israelense Mirabilis, foi um dos primeiros programas a permitir que as pessoas conversassem online em tempo real. Alcançou enorme popularidade, chegando a 100 milhões de […]Lembra do inesquecível som de notificação do ICQ? A nostálgica plataforma de mensagens instantâneas vai encerrar suas atividades no dia 26 de junho. O ICQ, lançado em 1996 pela empresa israelense Mirabilis, foi um dos primeiros programas a permitir que as pessoas conversassem online em tempo real. Alcançou enorme popularidade, chegando a 100 milhões de […]

Brasileiros doam R$ 35 milhões do Imposto de Renda para fundos do RS

Estado foi o maior beneficiado desse tipo de direcionamento do tributo

A situação no Rio Grande do Sul vem mobilizando doações de todas as partes do país, seja em itens ou dinheiro

Pessoas físicas de todo o país destinaram R$ 35 milhões do Imposto de Renda deste ano a fundos para proteção de crianças e idosos no Rio Grande do Sul, estado que desde o fim de abril enfrenta a maior tragédia climática de sua história. Com essa quantia, o Rio Grande do Sul se tornou o maior beneficiário desse tipo de direcionamento do Imposto de Renda, seguido por São Paulo (R$ 33 milhões até o momento) e Paraná (R$ 18 milhões). Os números foram obtidos junto à Receita Federal pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por gerir o Pacto Nacional da Primeira Infância.

Até o momento, as fortes chuvas e suas consequências, como enchentes e enxurradas, deixaram 163 mortos e meio milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e cerca 70 mil ainda estão em abrigos improvisados. Mais de 440 municípios foram afetados pela cheia sem precedentes de rios e córregos. A situação no Rio Grande do Sul vem mobilizando doações de todas as partes do país, seja em itens ou dinheiro. Uma das maneiras de garantir recursos para o estado é por meio da Declaração Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

Pela legislação, o contribuinte pode destinar até 6% do imposto devido para fundos estaduais e municipais vinculados ao Estatuto da Criança e do Adolescente e ao Estatuto do Idoso. Ao preencher a declaração, o contribuinte pode identificar o estado e até a cidade onde os fundos atuam. A opção por destinar os recursos públicos a projetos sociais só está disponível para quem preenche a declaração completa. O prazo final para entrega do IRPF deste ano se encerra em 31 de maio. Foram entregues até o momento mais de 30 milhões das 43 milhões de declarações esperadas pela Receita Federal.Ainda assim, mesmo quem já entregou a declaração pode fazer uma versão retificadora com as destinações, até o fim do prazo. Clique aqui e saiba aqui como destinar parte do Imposto de Renda para ajudar as vítimas do desastre climático no Rio Grande do Sul.

Com ABR

Estado foi o maior beneficiado desse tipo de direcionamento do tributo

Um trabalho de reconstrução para recuperar empresas e manter empregos

Os efeitos da catástrofe no Rio Grande do Sul ainda são desconhecidos no longo prazo

A crise empresarial atinge para além do empresário, abrangendo os credores, trabalhadores, consumidores e toda a cadeia interligada à empresa

A crise empresarial se instaura de duas formas: interna ou externa. Geralmente, a primeira é atrelada à gestão, direção, funcionários contratados e estratégias tomadas; enquanto a segunda tem relação com eventos desvinculados dos poderes de administração da empresa e de sua ineficiência — os quais podem ser de ambientes econômicos, conflitos armados, pandemias, catástrofes climáticas ou ambientais. O Rio Grande do Sul passa por uma crise humanitária, advinda de uma catástrofe climática que assolou diversas cidades gaúchas, devastando bairros, comércios, lares, estradas, histórias e vidas. As chuvas expressivas superaram qualquer tipo de previsão e as estimativas de alcance nos municípios, com inundações assustadoras.

Portanto, a gestão da crise no Rio Grande do Sul exige meios eficientes e atuação em conjunto do setor pblico e da iniciativa privada para que o estado possa ser reconstruído da maneira mais célere possível, até porque o privado tem se mostrado mais eficaz nos atos imediatos, sem a burocratização que o público impõe. No entanto, existem ações que são restritas ao poder público. Embora algumas alternativas tenham sido oferecidas momentaneamente a pessoas físicas e jurídicas — como suspensão das dívidas tributárias, adiamento de dívidas bancárias, saque calamidade e adiantamento de auxílios—, o soerguimento do Rio Grande do Sul necessita de meios estruturais de longo prazo.

O trabalho é de reconstrução: muitas pessoas e empresas perderam todos os bens dentro dos seus imóveis. Algumas, inclusive, perderam a própria estrutura de edificação do imóvel, levando negócios a fecharem por tempo indeterminado e cidadãos a se alojarem em abrigos. Infelizmente, os governos escolheram remediar em vez de prevenir. A partir de agora, a adoção de políticas públicas para minimizar o impacto econômico também deve entrar em pauta, especialmente insolvência empresarial e busca de crédito. A crise empresarial atinge para além do empresário, abrangendo os credores, trabalhadores, consumidores e toda a cadeia interligada à empresa.

O cenário é sensível. Os efeitos imediatos da crise podem ser percebidos, por exemplo, na necessidade de importação de arroz. O Rio Grande do Sul é o maior produtor do país e, além disso, responde por 6,5% do PIB nacional. Sendo assim, espera-se uma atuação conjunta entre municípios, Estado e União para fomentar o desenvolvimento humano, social e econômico neste período caótico. As pessoas precisam saber as prioridades dos governos, bem como a disposição de recursos e meios de execução. A medida provisória nº 1.218, publicada em 11 de maio, é destinada a ações emergenciais. Isso significa que o orçamento para reconstrução será debatido posteriormente — o que consubstancia, neste momento, tão somente especulação.

É crucial a adoção de política pública em relação à recuperação de empresas, não só direcionada à suspensão do crédito tributário e das dívidas bancárias. O momento requer maior concessão de crédito, relativização das garantias contratuais e realocação de ativos na economia. A preservação maximizada da cadeia de empresas é uma tarefa difícil, porém, necessária, tendo em vista que a crise se instaurou de forma exponencial. Está em jogo não só o desenvolvimento econômico, mas também o retorno e a melhoria de qualidade de vida das pessoas.Como se não bastasse mensurar os danos materiais e psicológicos, os trabalhadores ainda precisam enfrentar a incerteza de ter um emprego quando a água baixar. Do lado da empresa, busca-se a manutenção da fonte produtora, a preservação e o soerguimento, mediante a renegociação das dívidas e a concessão de crédito. O crédito é uma das bases de sustentação da economia, sendo fator indispensável para o desenvolvimento. Se ele possibilita o crescimento de empresas, sua ausência causa instabilidade. Isso porque se deixa de aportar investimentos e se dificulta o pagamento das dívidas.

A economia brasileira traz desafios complexos para qualquer negócio, complexidade maior ainda a partir da catástrofe climática do Rio Grande do Sul. Importante destacar que, antes mesmo das enchentes, o cenário não era dos melhores. Segundo a Serasa Experian, durante o ano de 2023, foram 321 pedidos de recuperação judicial, sendo 27 dos pedidos no Rio Grande do Sul. Em março de 2024, foram registrados 183 pedidos de recuperação judicial no Brasil, 94,7% maior do que em março de 2023. A tendência, portanto, é que esse número aumente de agora em diante. Estamos diante de uma crise severa, cujos efeitos no longo prazo ainda são desconhecidos. Todo esse cenário, portanto, exige uma atuação excepcional por parte dos governos — buscando resguardar ao máximo a atividade econômica, mitigar o impacto sobre as empresas e os trabalhadores.

*Advogado especialista em reestruturação empresarial do escritório SCA – Scalzilli Althaus

Os efeitos da catástrofe no Rio Grande do Sul ainda são desconhecidos no longo prazo

CMN antecipa regra para estimular bancos a emprestarem ao RS

Bancos farão provisões menores em empréstimos com recursos federais

A decisão está baseada na MP 1.216, que define medidas econômicas destinadas ao Rio Grande do Sul, e no decreto legislativo do Congresso que reconhece a situação de calamidade pública no estado

As operações de crédito ligadas aos programas federais para socorrer o Rio Grande do Sul terão regras mais flexíveis. O Conselho Monetário Nacional (CMN) antecipou a aplicação de uma regra que entraria em vigor no próximo ano para os empréstimos ao estado com recursos federais. Com a mudança, os bancos terão de fazer provisões (reservas para cobrir eventuais calotes) apenas caso os atrasos sejam superiores a 90 dias no pagamento do principal da dívida ou dos juros. Mesmo nesses casos, as provisões devem ser aplicadas nos níveis mínimos definidos pela regulamentação. Originalmente com vigência a partir de 1º de janeiro de 2025, a nova regra foi antecipada para as linhas de crédito com recursos da União destinadas ao Rio Grande do Sul. A mudança beneficia empréstimos com recursos diretos da União, de bancos públicos federais ou cobertos por fundos garantidores que cobrem eventuais calotes.

Em nota, o Banco Central (BC) informou que, sem a mudança, o nível mínimo de provisão exigido nessas operações desconsideraria a existência de garantias da União que cobrem eventuais inadimplências e reduzem o risco das linhas de crédito. Com um nível de provisionamento mais baixo, a capacidade de emprestar das instituições financeiras não é afetada. Pela regulamentação original, é responsabilidade da instituição financeira avaliar o risco de inadimplência em cada linha de crédito e constituir provisão suficiente para cobrir as perdas esperadas associadas à operação. No caso de operações com atraso superior a 90 dias, aplicam-se os valores mínimos de provisão definidos na regulamentação. A decisão do CMN está baseada na Medida Provisória 1.216, que define medidas econômicas destinadas ao Rio Grande do Sul, e no decreto legislativo do Congresso Nacional que reconhece a situação de calamidade pública no estado.

Com ABR

Bancos farão provisões menores em empréstimos com recursos federais

Governo federal libera mais R$ 1,8 bilhão para ações de apoio ao RS

Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória

A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão

O governo federal liberou mais R$ 1,8 bilhão para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul. A autorização do crédito extraordinário foi feita por meio da edição da Medida Provisória 1.223/2024, publicada na noite de quinta-feira (23). A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder a validade. A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão.

Os recursos autorizados poderão também ser usados para volta das atividades de universidades e institutos federais, assistência jurídica gratuita, serviços de conectividade, fiscalização ambiental, aquisição de equipamentos para conselhos tutelares e atuação das polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. No último dia 11, o governo federal já havia destinado R$ 12,1 bilhões, também por MP, ao estado, para abrigos, reposição de medicamentos, recuperação de rodovias e outros. No total, já foram destinados R$ 62,5 bilhões ao estado, arrasado pelas chuvas, conforme a Presidência da República.

Com ABR 

Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória

ONU enviará 200 unidades habitacionais de emergência ao RS

Chegada de 100 unidades está prevista para sábado

A expectativa é de que a maior parte seja instalada nas cidades provisórias já anunciadas pelo governo estadual

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) enviará cerca de 200 unidades habitacionais de emergência para o Rio Grande do Sul, como ajuda no acolhimento das vítimas das enchentes no estado. De acordo com o oficial de comunicação da Acnur, Miguel Pachioni, as unidades estavam nos galpões da entidade na Colômbia. Já estão a caminho 100 delas, devendo chegar neste sábado (25). As demais ainda estão sem previsão de entrega. As unidades habitacionais se juntarão a outras oito enviadas dos galpões da Acnur em Boa Vista (RR) e já se encontram no Rio Grande do Sul. A expectativa é de que a maior parte seja instalada nas cidades provisórias já anunciadas pelo governo estadual. “Embora elas tenham como propósito principal o de servir de habitação, em razão da necessidade de abrigamento pela qual passa o estado, elas poderão ser usadas também para outras finalidades, como espaço seguro para vacinação e medicação, bem como para estoque de materiais”, explicou Pachioni.

As unidades habitacionais de socorro, como são chamadas pela Acnur, são abrigos resistentes que podem ser transportados com todas as peças em uma embalagem plana e são fáceis de montar. Os painéis para teto e parede são leves, e o kit conta com uma porta com fechadura, lâmpada e carregadores alimentados por energia solar, de forma a possibilitar montagem e uso no mesmo dia do recebimento. Pachioni declarou que as estruturas são emergenciais e, portanto, não são de longo prazo, mas que podem durar cerca de cinco anos, dependendo da forma como são utilizadas. “A proposta do envio é a de aliviar as estruturas de serviços públicos, como creches, escolas, centros de saúde e onde há pessoas abrigadas”, afirmou. “Essas estruturas poderão voltar a atender a população como um todo, aliviando os serviços existentes e, a partir disso, prover mecanismo para melhor acomodar as pessoas, até que espaços fixos sejam disponibilizados”, acrescentou o oficial da Acnur.

Com ABR

Chegada de 100 unidades está prevista para sábado

Produção industrial apresenta avanço atípico em abril

Volume de estoque ficou de acordo com o planejado pelos empresários

Os indicadores para médias e grandes indústrias sinalizam que houve expansão no número de empregados em abril

A Sondagem Industrial de abril deste ano mostra movimentos pouco comuns para o período, como o aumento da produção industrial. Na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução da produção, que costuma refletir queda no quarto mês do ano, atingiu 51,2 pontos em abril, permanecendo acima da linha divisória de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo. Valores acima de 50 indicam aumento na produção frente ao mês anterior. Valores abaixo de 50 pontos indicam queda da produção frente ao mês anterior. O cenário atípico é resultado do crescimento do índice de evolução da produção das grandes empresas, que ficou em 53,5 pontos, e da estabilidade do indicador das médias, com 50,1 pontos. Por outro lado, o índice para as pequenas empresas mostrou queda na produção, ao ficar em 47,6 pontos.

“Esse avanço está ligado à estabilidade do ajuste dos estoques conforme o planejado pelos industriais, que já acontece há cinco meses. Agora que as indústrias conseguiram se desfazer do excesso de estoques do ano anterior, podem voltar a produzir de olho na demanda do mercado”, explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI. O índice de evolução do número de empregados também apresentou comportamento diferente ao ficar estável no mês de abril, com 50,1 pontos. É o terceiro mês seguido em que o índice fica acima, ainda que próximo, da linha divisória dos 50 pontos. O usual é que haja queda no número de empregados no setor em abril.

Ao olhar por porte, os indicadores para médias e grandes indústrias sinalizam que houve expansão no número de empregados em abril. Entretanto, assim como na produção, o número de empregados recuou nas pequenas indústrias. Coincidentemente, em abril o indicador de evolução do nível de estoques e o índice de estoque efetivo em relação ao planejado atingiram a marca de 50 pontos, indicando estabilidade e adequação aos planos dos empresários industriais. Esse é o quinto período consecutivo em que não há excesso de estoques.

Em maio de 2024, os indicadores de expectativas de demanda, de compras de matérias-primas e de número de empregados na indústria recuaram. Apenas o indicador de expectativa de quantidade exportada avançou. Apesar das variações, todos os índices seguem acima de 50 pontos, revelando expectativas positivas. Além disso, o indicador de intenção de investimento ficou em 56,9 pontos em maio, indicando que há pretensão de investir. O índice permanece 5 pontos acima da média histórica da série, que é 51,9 pontos.

Volume de estoque ficou de acordo com o planejado pelos empresários

Transição energética é prioridade após tragédia no Rio Grande Sul

Brasil pode liderar processo de transição energética, mas precisa definir prioridades, afirmam especialistas reunidos em seminário que teve como tema a descarbonização da economia

A constatação de que o Brasil tem posição privilegiada na transição energética foi unânime em todas as palestras

Especialistas da academia, do governo, do terceiro setor e da iniciativa privada discutiram na quarta-feira (22) os desafios e caminhos possíveis para a transição energética no Brasil. O seminário “Brasil 2050: rotas para a descarbonização da economia” foi promovido pelo Núcleo de Energia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As políticas atuais e em desenvolvimento para uma economia verde, as oportunidades e necessidades para acelerar esse processo, além do papel chave dos bancos de investimento, foram temas debatidos em quatro painéis temáticos.

A constatação de que o Brasil tem posição privilegiada na transição energética foi unânime em todas as palestras. Assim como foi destacada a urgência em avanar, mirando o cumprimento dos compromissos brasileiros de redução das emissões de carbono (as Contribuições Nacionalmente Determinadas, conhecidas como NDCs). A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, como destacaram alguns dos participantes, é a evidência inegável de que os efeitos das mudanças climáticas deixaram de ser suposições teóricas e exigem ação, com cooperação e planejamento. “Essa tragédia gigantesca abalou de forma decisiva a convicção dos negacionistas do clima. É impossível não olhar mais o que nós temos pela frente e o tamanho do desafio que está posto”, disse o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, que participou do painel de abertura, com o tema “Caminhos para acelerar a transição”.

Segundo ele, a agenda da transição começa pela Amazônia, com aumento da fiscalização sobre o desmatamento. “É isso que vai dar liderança e legitimidade do Brasil em qualquer debate sobre o futuro climático do planeta.” Mercadante destacou soluções em que o país tem possibilidades promissoras para avançar, como o combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). Lembrou, porém, que a indústria do petróleo tem um século de história, não vai desaparecer, e pediu ousadia do setor. “O importante é que as empresas de petróleo se assumam como empresas em transição para impulsionar investimentos para a transição energética com projetos mais ousados”, declarou.

A questão da terra também foi abordada pelo presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, que dividiu a mesa com Mercadante e com Morgan Doyle, representante do BID, com moderação da senior fellow do Cebri Rafaela Guedes. Viana lembrou que o desmatamento voltou a cair no atual governo, com redução de cerca de 24% no ano passado. Ele considerou que há boas perspectivas para a transição na matriz de mobilidade, com potencial para ser exemplo para o mundo. Doyle afirmou que o debate sobre rotas de descarbonização é mundial, e que o Brasil tem condições ímpares de ser um líder global, com iniciativas sustentáveis e resilientes para a transição energética. O BID é um dos colaboradores do programa de transição energética desenvolvido pelo Cebri e outros parceiros, como a Coppe/UFRJ, como contribuição à tomada de decisões em políticas públicas.

O segundo painel discutiu políticas brasileiras para a transição, com representantes dos ministérios da Fazenda, de Minas e Energia e do Meio Ambiente, do BNDES, além da sociedade civil. Ana Toni, conselheira do Cebri e secretária nacional de mudança do clima e do meio ambiente, afirmou que o país, apesar das vantagens, possui vulnerabilidades às mudanças do clima, devido à dependência da matriz energética ao regime de chuvas. Segundo ela, essa “ficha” começa a cair, com eventos como o do Rio Grande do Sul. Para Ana, a maior batalha da transição energética é contra o tempo. “Já passamos do momento de discutir o que está posto. Estamos em um momento de criar mesas de negociação e acelerar esse processo, fazendo com que o Brasil não perca a oportunidade de transformar a nossa vantagem comparativa em vantagem competitiva”, afirmou. Ela destacou que, ao sediar a COP30, em 2025, o país precisa de união de esforços para eleger grandes bandeiras de consenso e agenda de ação imediata.

Maria Netto, senior fellow do Cebri e diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), ressaltou que um dos desafios é fazer com que os investimentos gerem oportunidades de emprego, renda e inclusão, desenvolvendo novas cadeias de valor. “É mais que incluir em obras, mas criar capacidades humanas para participar desses investimentos”, disse. Nesse sentido, o coordenador do Núcleo de Energia do Cebri, Décio Oddone, ponderou que num país complexo como o Brasil, que convive com a pobreza, será preciso combinar medidas que façam o caminho da transição energética viável e com o menor impacto possível. Para ele, o estudo é a contribuição que uma instituição como o CEBRI pode dar ao debate, envolvendo academia, instituições, governo e indústria. “Esse trabalho junta todos esses agentes para propor medidas que possam ser adotadas no âmbito regulatório, legislativo, bancário, no financiamento e empresarial”, explicou. André Lucena, professor do programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, chamou atenção para o fato de o desmatamento e o uso da terra serem as principais fontes de emissões no Brasil. Não há como dissociar a transição energética de restauração florestal, agricultura e agropecuária, disse, além, claro, do setor energético.

No último bloco, dedicado às empresas, Maurício Tolmasquim, diretor executivo de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, falou dos desafios para a substituição dos combustíveis fósseis. Ele destacou o desenvolvimento, além dos biocombustíveis, de opções como biocombustíveis sintéticos, como o etanol sintético, feito a partir do hidrogênio verde e do CO2 biogênico, que pode ser usado na navegação. Segundo ele, a Petrobras vai ser um dos líderes desse processo. Outros representantes de empresas com projetos que contribuam para desenvolver alternativas para a descarbonização da matriz participaram do painel, incluindo a Engie, uma das empresas patrocinadoras do programa de transição energética, junto com BP, EDP, Equinor, ExxonMobil, Shell, Siemens Energy e Vibra.

Brasil pode liderar processo de transição energética, mas precisa definir prioridades, afirmam especialistas reunidos em seminário que teve como tema a descarbonização da economia

Negociando com o mundo

Mesmo quando as possibilidades de negócio são discretas, o espetáculo da interculturalidade está à sua disposição

Nunca ouvi de um japonês sermões sobre a importância do trabalho em equipe, o respeito aos mais velhos, a pontualidade, o civismo, o senso de honra e dever, a confiança, a cortesia, a inventividade ou as bebedeiras noturnas como elemento de sociabilidade profissional e inclusão

Trabalhei com muitos povos. Com cada um deles, fui apreendendo algumas das características mais marcantes, pelo menos aquelas que eu conseguia detectar. Muitas vezes, eram só idiossincrasias pessoais, traços que refletiam mais o indivíduo do que a cultura à qual ele pertencia. Isso não era incomum entre homens de negócio intelectualizados, algo excêntricos, que sabiam manter o recuo e resistiam ao efeito manada.

Outras horas, essa defasagem era menor, havia um distanciamento do sujeito com respeito ao contexto, um leve ar crítico, uma concessão ao fato de que as regras do jogo ali vigentes não eram universais, mas, por outro lado, admitia que elas eram inquebrantáveis, inegociáveis – “porque aqui é assim”. Eram paradigmas comuns a contextos autoritários, estados policiais e sujeitos a algum tipo de dogma que emanava do poder ou da fé como agente de controle.

No caso do Japão, sempre me pareceu que o cenário cultural era tão dominante que simplesmente não havia espaço para um sujeito estar numa grande corporação sem que comungasse integralmente do credo vigente na empresa e no país, que se confundiam com uma só entidade. Os japoneses não conseguem fazer diferenciação cognitiva entre o que é vigente lá, no íntimo deles e para eles e as realidades alternativas, tocadas de outra maneira.

Assim, nunca ouvi de um japonês sermões sobre a importância do trabalho em equipe, o respeito aos mais velhos, a pontualidade, o civismo, o senso de honra e dever, a confiança, a cortesia, a inventividade ou as bebedeiras noturnas como elemento de sociabilidade profissional e inclusão. Tudo isso para eles é tão descaradamente óbvio que dormita sob um manto de silêncio, pulsando em todas as instâncias.

Como dizia, aprendi e aprendo com todo mundo um pouco. Mesmo quando as possibilidades de negócio são discretas, o espetáculo da interculturalidade está à sua disposição. É só se esquecer um pouco de você e deixar que as palavras brotem, que os não-ditos floresçam, que os olhares expressem as tais mil palavras do adágio. Não houve um país de onde eu não tenha trazido um interlocutor representativo, um traço local.

Daí que nem sempre entendo os ratos de museus e catacumbas. Como é que as pessoas viajam para se trancafiar em masmorras e se equipar de fones para escutar em 26 línguas aquelas explicações tediosas sobre o peso das pedras, as dificuldades dos arquitetos de antanho e o pente de Cleópatra? O lugar para saber sobre essas coisas é nas ruas, falando com pessoas inverossímeis. Integro casa dia mais o grupo dos que detestam museu e ousam admitir.

Na última noite, devo ter sonhado com o Japão.

Mesmo quando as possibilidades de negócio são discretas, o espetáculo da interculturalidade está à sua disposição

Rede Plaza lança campanha beneficente pela reconstrução do RS

Ação visa contribuir para amenizar os impactos das enchentes

O propósito da campanha é destinar 5% da receita líquida das diárias para a reconstrução do estado

Engajada nas causas que envolvem o desenvolvimento sustentável das comunidades em que atua a rede Plaza de Hotéis, levanta mais uma importante bandeira: a da solidariedade às vítimas das enchentes que assolam o Rio Grande do Sul. “Desde os primeiros acontecimentos, não medimos esforços para abrigar, receber voluntários e contribuir com doações a quem tanto precisa. Estamos atentos e preocupados, mas certos de que somente todos juntos, poderemos ajudar a reconstruir o estado e dar mais conforto para tantas famílias que perderam bens materiais e vidas”, avalia Oscar Schmidt, diretor da rede.

A rede hoteleira uniu-se a tantas outras iniciativas e lança a campanha beneficente “Todos pelo RS”, que une regiões do Brasil e do mundo, em prol da reconstrução do estado. O propósito da campanha é destinar 5% da receita líquida das diárias e estadias dos hotéis Plaza Blumenau em Santa Catarina e Plaza São Rafael Hotel em Porto Alegre compradas exclusivamente através do site www.plazahoteis.com.br. Toda a renda acumulada no período da campanha será destinada para ao Instituto Cultural Floresta (ICF) de Porto Alegre, que desenvolve um trabalho de apoio colaborativo apresentando soluções para segurança pública e que está atuando em prol das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A campanha iniciou no dia 18 de maio e estende-se até 30 de junho. Toda a divulgação e acompanhamento da ação será via redes sociais.

Ação visa contribuir para amenizar os impactos das enchentes

Vendas de máquinas agrícolas recuam 11,6% até abril

Preços das commodities e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado

As vendas de maquinário agrícola no varejo foram de 14.615 unidades entre janeiro e abril, retração de 11,6%

O ano não começou de forma positiva para o setor de máquinas agrícolas. Os primeiros quatro meses e 2024 foram marcados por retração nas vendas internas e externas. As vendas no varejo foram de 14.615 unidades, retração de 11,6%. Já as exportações somaram 2.077 unidades, queda de 34,9%. Fatores com os preços das commodities, falta de financiamento e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado, sobretudo para as colheitadeiras, que têm valor agregado maior que os tratores de rodas.

O setor de máquinas rodoviárias, no entanto, vive outra realidade. O primeiro quadrimestre fechou com volume de 10.834 unidades vendidas no atacado, uma elevação de 12,8% sobre os negócios fechados no primeiro terço do ano passado. As vendas no atacado refletem as primeiras duas fases do PAC e algumas licitações públicas realizadas no início do ano, além dos reflexos iniciais dos negócios fechados na feira M&T Expo, realizada em São Paulo, em abril. O balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também apurou as exportações de máquinas rodoviárias, que incluem tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, minicarregadeiras e manipuladores telescópicos. O volume de 4.359 unidades exportadas no quadrimestre foi 13,6% inferior ao do mesmo período do ano passado.

Além dos números do quadrimestre, o presidente da associação, Márcio de Lima Leite, falou da importância de impulsionar as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no Brasil. “Os produtos apresentados nas recentes feiras Agrishow e M&T Expo possuem alto nível de tecnologia embarcada, que se revertem em aumento de produtividade para todos os tipos de clientes, dos mais familiares aos grandes grupos agrícolas e de construção. Daí a necessidade de mais recursos para as linhas já existentes de financiamento do BNDES”, declarou. Outro ponto tratado como urgente é recuperar os volumes das exportações, por meio de uma política consistente de incentivo, com maior inserção na cadeia global, mais acordos comerciais e redução de entraves, tornando nossos produtos mais competitivos. “Se de um lado as autoridades devem estar atentas a promover nossos produtos de alta tecnologia no exterior, por outro devem estar alertas a empresas que chegam ao país apenas para disputar licitações públicas, com baixo conteúdo nacional, sem garantias e sem rede assistencial estabelecida”, concluiu Leite.

Preços das commodities e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado