Archives Maio 2024

Vanir Zanatta assume a presidência da Ocesc

Ele sucede Luiz Vicente Suzin

Zanatta quer mostrar a força e a importância do cooperativismo no sistema econômico e social catarinense

Internacionalizar o setor e ampliar sua representação política e institucional são algumas das metas de Vanir Zanatta, novo presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), eleito na semana passada, em Florianópolis, durante assembleia geral que reuniu cerca de duas centenas de dirigentes. O novo presidente sucede Luiz Vicente Suzin, que encerrou seu segundo mandato à frente da instituição. Em discurso de posse, Zanatta antecipou as metas de sua gestão, entre elas, o aumento do protagonismo das cooperativas dos ramos de crédito, agropecuário e saúde, entre outros. “Até quando vamos crescer somente dentro do Brasil?”, indagou, apontando que “o mercado internacional é amplo e precisa ser trabalhado pelas cooperativas”.

O dirigente quer mostrar a força e a importância do cooperativismo no sistema econômico e social catarinense. Iniciará um planejamento estratégico para a Ocesc e valorizará os vice-presidentes “como legítimos representantes dos ramos do cooperativismo, tomando decisões estratégicas sempre em conjunto”. Outras metas anunciadas são reavaliar o regimento interno, criar conselhos consultivos por ramo, implementar o Conselho de Ética, ativar o Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop) e dinamizar a representação sindical. Zanatta prestigiará encontros de jovens e mulheres cooperativistas e o Fórum de Dirigentes Cooperativistas e estimulará a sucessão nas propriedades rurais e nas cooperativas. Também pretende fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo de Santa Catarina (Frencoop) – que atua na Assembleia Legislativa – e eleger maior número de representantes do sistema, sem manifestar preferências partidárias ou ideológicas.

Trajetória
Vanir Zanatta tem 59 anos de idade. É natural de Jacinto Machado (SC). Graduou-se em Ciências Contábeis pela Univille, de Joinville (SC). Em 2006 cursou Gestão de Cooperativas pela Unisul. Tem pós-graduação em Administração pela Unesc. Há 34 anos é presidente da Cooperativa Agroindustrial Cooperja, de Jacinto Machado. É sócio-fundador da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Litorânea (Credija), a qual presidiu por 14 anos. Também foi fundador e presidente da Acijam (Associação Empresarial de Jacinto Machado). É presidente da Cooperativa Central Brasileira de Arroz (Brazilrice). Ocupa a vice-presidência da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro), é representante do ramo agropecuário das cooperativas catarinenses junto à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e membro na Câmara Setorial do Arroz Nacional pela Brazilrice. Zanatta também presidirá o conselho de administração do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (Sescoop/SC).

Ele sucede Luiz Vicente Suzin

Governo federal antecipa pagamento de emendas parlamentares para o RS

Serão liberados R$ 580 milhões para 448 cidades gaúchas

O governo federal tem planos para liberar mais recursos de emendas para o estado nos próximos dias

O governo federal decidiu antecipar a liberação de R$ 580 milhões em emendas parlamentares individuais que destinam recursos para 448 cidades do Rio Grande do Sul, estado que vive a pior tragédia climática desde a semana passada. Do total, R$ 538 milhões devem ser destinados a ações na saúde pública. A medida foi anunciada durante reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com membros da equipe do governo federal, que ocorreu na Assembleia Legislativa estadual, na manhã desta segunda-feira (6). Durante o encontro, o secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), André Ceciliano, garantiu que os R$ 580 milhões começarão a ser liberados ainda hoje. E que o governo federal tem planos para liberar mais recursos de emendas para o estado nos próximos dias.

“Desde sexta-feira, estamos discutindo com a Fazenda a possibilidade de liberarmos recursos de emendas especiais para os municípios e para o estado”, comentou Ceciliano, referindo-se a modalidade de alocação de recursos criadas a partir da Emenda Constitucional 105/2019. De acordo com Ceciliano, o governo estuda liberar, em breve, outros R$ 448 milhões por meio das emendas especiais. Conforme a Emenda Constitucional 105/2019 estabelece, a quantia pode ser repassada diretamente à unidade da federação beneficiada, no caso, o Rio Grande do Sul, mas ao menos 70% do montante transferido deve ser investido nas chamadas despesas de capital, ou seja, em despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de novos bens ou serviços – a construção de uma unidade de saúde, por exemplo.

“A Secretaria de Relações Institucionais já está conversando com o ministro [da Fazenda, Fernando Haddad] e com a Casa Civil sobre a possibilidade de flexibilizarmos estas emendas especiais”, disse Ceciliano, e acrescentou: “não adianta termos recursos, mas termos de investi-los quando, agora, precisamos de custeio”. O secretário frisou a necessidade de recursos para a recuperação e a manutenção dos serviços públicos preexistentes. “A secretaria está produzindo um documento para ser [analisado] amanhã, na CMO [Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, do Congresso Nacional], e que, conforme acordo com os presidentes da Câmara e do Senado, possivelmente irá à votação na quarta-feira [8], alterando o trecho da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] que veda o pagamento [das emendas especiais] para uma única unidade da federação. Então, estas votações na CMO e no Congresso será para [os parlamentares] liberarem uma exceção para os R$ 448 milhões”, conclui o secretário. Na mesma reunião, a ministra da Saúde, Nísia Trindade ainda mencionou a possibilidade de o governo federal liberar outros R$ 83 milhões em emendas de bancada para a Saúde, ainda esta semana. “Existem estas emendas, na faixa de R$ 83 milhões, que vão ser empenhadas hoje e que prevemos pagar até quarta-feira.”

Com Agência Brasil

Serão liberados R$ 580 milhões para 448 cidades gaúchas

Planos de saúde ganham mais de 800 mil usuários em um ano

Em março, setor registrou 51 milhões de usuários

No caso dos planos exclusivamente odontológicos, o Paraná foi um dos estados com maior crescimento em números absolutos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que nos planos médico-hospitalares houve crescimento de 868.746 beneficiários em relação a março de 2023. Já no comparativo de março deste ano com fevereiro de 2024, houve um aumento de 152.393 usuários. No caso dos planos exclusivamente odontológicos, somaram-se 2.207.213 beneficiários em um ano, embora tenha ocorrido uma queda de 68.097 usuários na comparação de março deste ano com o mês anterior. Em março de 2024, o setor registrou 51.035.365 de usuários em assistência médica e 32.734.438 em planos exclusivamente odontológicos.

Em relação aos estados, no comparativo com março de 2023, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 26 unidades federativas, sendo Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo os estados que tiveram o maior ganho em números absolutos. Entre os odontológicos, 26 unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os estados com maior crescimento em números absolutos. No total, foram 160.978 novos planos odontológicos no Paraná em um ano.

Com Agência Brasil

Em março, setor registrou 51 milhões de usuários

Reconstrução de rodovias federais no RS custará mais de R$ 1 bilhão

Cálculo é do ministro dos transportes após reunião com parlamentares

Medida Provisória concederá crédito extraordinário para destinar recursos financeiros federais ao custeio das despesas resultantes da catástrofe climática

O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou, nesta segunda-feira (6,) que só a reconstrução dos trechos das rodovias federais destruídos pelas chuvas dos últimos dias no Rio Grande do Sul deverá custar mais de R$ 1 bilhão. “O trabalho do ministério de restabelecer o funcionamento das BRs e de suas respectivas construções vai, provavelmente, ultrapassar a casa de R$ 1 bilhão”, informou o ministro, durante reunião entre deputados federais e estaduais gaúchos com membros da equipe do governo federal, na manhã desta segunda na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. De acordo com Renan Filho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai editar uma medida provisória (MP) concedendo crédito orçamentário extraordinário para destinar recursos financeiros federais ao custeio das despesas resultantes da catástrofe climática.

Segundo Renan Filho, esta será a primeira vez que o Ministério dos Transportes necessitará de recursos emergenciais da União arcar com despesas não previstas no orçamento da pasta. “Como o ministério tem um orçamento robusto, quando havia um problema [emergencial] nas rodovias [federais], nós mesmos fazíamos frente as necessidades.” O ministro informou que, para este ano, a previsão era investir no Rio Grande do Sul R$ 1,7 bilhão de orçamento próprio. Tais recursos estão sendo aplicados em “necessidades de curto prazo”, que, segundo Renan Filho serão recompostos com a medida provisória.

“Precisaremos da ajuda decisiva da bancada do estado, dos deputados e senadores”, acrescentou o ministro, referindo-se tanto à importância de emendas parlamentares que destinem recursos para as obras de restauração da infraestrutura rodoviária federal no Rio Grande do Sul, quanto à aprovação de medidas legais que acelerem a transferência do dinheiro para o estado e flexibilizem as normas que tratam dos gastos públicos. “Mesmo tendo um volume de investimentos [recursos] considerável para o estado, não seríamos capazes de tocar todas as obras já em andamento e [simultaneamente] restabelecer o funcionamento das rodovias federais”, afirmou o ministro, garantindo que alguns trechos bloqueados de rodovias como a BR-386 e a BR-290 deverão começar a ser liberados a partir dos dias 10 ou 12, facilitando o resgate de pessoas e o abastecimento de cidades. “Esse tipo de intervenção é assistencial, para garantir o abastecimento das cidades e o resgate de pessoas. É o que estamos chamando de caminhos assistenciais”, explicou o ministro dos Transportes.

Com Agência Brasil

Cálculo é do ministro dos transportes após reunião com parlamentares

Aeroporto de Porto Alegre permanece fechado por tempo indeterminado

Terminais de quatro cidades gaúchas ainda estão em operação

As associadas Abear cancelaram os voos com origem ou destino para Porto Alegre e flexibilizaram as regras de remarcação e reembolso

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, permanecerá fechado por tempo indeterminado, com todas as operações suspensas. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), por meio de nota. “Não há previsão de retomada. Para a segurança de todos, o terminal de passageiros está fechado. As associadas Abear cancelaram os voos com origem ou destino para Porto Alegre e flexibilizaram as regras de remarcação e reembolso. Os passageiros devem entrar em contato com a companhia aérea para remarcação ou reembolso dos bilhetes com origem ou destino para a capital gaúcha”, relata o comunicado.

Ainda de acordo com a associação, os aeroportos das cidades gaúchas de Passo Fundo, Caxias do Sul, Pelotas e Santo Ângelo estão operando, mas podem ser impactados pelas condições meteorológicas registradas em todo o estado. O Rio Grande do Sul vem sendo fortemente atingido por temporais ao longo dos últimos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na manhã desta segunda-feira, um aviso nível vermelho que indica grande perigo devido às chuvas intensas que atingem, sobretudo, a região sudeste do Rio Grande do Sul. O alerta é válido até as 12h desta terça-feira (7).

De acordo com a previsão, as chuvas podem chegar a 100 milímetros por dia e os ventos podem alcançar 100 quilômetros por hora. O Inmet prevê ainda queda de granizo, grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. Os municípios gaúchos que podem ser mais afetados são: Santa Vitória do Palmar; Rio Grande; Pedras Altas, Jaguarão, Herval, Chuí e Arroio Grande.

Com Agência Brasil

Terminais de quatro cidades gaúchas ainda estão em operação

RS pode reduzir mistura de biocombustível à gasolina e ao diesel

Medida visa a garantir o abastecimento à região atingida pelas chuvas

Conforme a ANP, a medida foi tomada porque as chuvas dificultam o abastecimento da região, principalmente no acesso ao biodiesel e ao etanol anidro

Diante da urgência provocada pelas intensas chuvas no Rio Grande do Sul, que resultaram na decretação do estado de calamidade pública no estado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) adotou medidas emergenciais temporárias para garantir o fornecimento de combustíveis à região, com o controle da qualidade adequada. Entre as medidas a agência reguladora autorizou flexibilizar por 30 dias, contados a partir do dia 3 de maio, da mistura de biodiesel ao óleo diesel e de etanol à gasolina. De acordo com a agência reguladora, o prazo pode ser revisto a depender das condições de abastecimento no estado.

O percentual de gasolina C adicionado ao etanol anidro passa dos atuais 27% para 21%, no mínimo. Já o percentual mínimo de biodiesel adicionado ao Óleo diesel S10 passa dos atuais 14% para 2%. Já o Óleo diesel S500 poderá ficar sem nenhuma mistura de biodiesel. Conforme a ANP, a medida foi tomada porque as chuvas dificultam o abastecimento da região, principalmente no acesso ao biodiesel e ao etanol anidro. De acordo com a agência reguladora, em situação regular, esses biocombustíveis chegariam por via rodoviária ou ferroviária às bases de distribuição em Esteio e Canoas, mas diversos bloqueios em estradas e ferrovias do estado, impedem a normalidade do abastecimento do biodiesel e do etanol anidro. A ANP informa ainda que monitora a situação na região Sul: “a ANP segue monitorando a situação da região continuamente e qualquer alteração da situação ou complementação de suas ações será informada.”

“Ressaltamos que as medidas tomadas têm caráter excepcional, dada a dimensão aguda da crise na região, e serão revistas pela ANP sempre que houver fundada necessidade, em razão do desenrolar dos acontecimentos climáticos na região sul do país. ANP atua para garantir o abastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul diante da grave crise causada pelas intensas chuvas”, pontuou. Apesar da crise climática, a ANP garantiu que não há alteração no fornecimento de combustíveis fósseis que chegam por ligação dutoviária da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e às bases de distribuição no entorno. “Esse fluxo segue operacional e não foi alterado pela situação de calamidade”, completou.

Com Agência Brasil

Medida visa a garantir o abastecimento à região atingida pelas chuvas

Saiba como doar para as vítimas da enchente no RS

Pix do SOS Rio Grande do Sul já arrecadou R$ 38,2 milhões

Estado instituiu no domingo comitê que gerencia e fiscaliza recursos da conta oficial para auxiliar vítimas da enchente

O Estado publicou no domingo (5) o Decreto nº 57.601, que institui o comitê gestor da conta SOS Rio Grande do Sul. O grupo, formado por entidades públicas e privadas, será responsável por definir ações, medidas e critérios de distribuição das doações destinadas às vítimas das enchentes e arrecadadas pela chave Pix do canal. De quinta-feira (2) até as 18h36 de domingo, foram recebidos R$ 38,1 milhões por meio de transferências realizadas tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Os recursos serão totalmente direcionados para o apoio humanitário às comunidades afetadas pelas cheias.

A conta, vinculada ao Banrisul, é a mesma utilizada no ano passado, quando as chuvas causaram estragos significativos no Estado durante o mês de setembro, em especial nas cidades do Vale do Taquari. Com o canal oficial de doações, o governo centraliza a ajuda financeira, fornece segurança aos doadores e amplia a transparência da alocação do dinheiro, uma vez que a movimentação dos recursos passará por auditoria e fiscalização do poder público (veja abaixo como doar).

O comitê gestor é formado pelos gabinetes do governador e do vice, pela Procuradoria-Geral do Estado, pela secretaria de desenvolvimento econômico, Casa Militar, Secretaria de Logística e Transportes, Secretaria do Desenvolvimento Social, Secretaria da Habitação e Regularização Fundiária, Associação dos Bancos no Estado do Rio Grande do Sul, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Central Única das Favelas (Cufa), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), Fundação Marcopolo, Instituto Elisabetha Randon, Lions Club, Rotary Club e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS).

O número de mortes confirmadas decorrentes das fortes chuvas que caem no Rio Grande do Sul subiu para 83 e outros quatros óbitos estão em investigação para confirmar se há relação com os eventos meteorológicos da última semana. Os dados constam no boletim da Defesa Civil estadual atualizado às 9h desta segunda-feira (6). No momento, o número de desaparecidos chega a 111 pessoas. Ao todo, são 345 municípios gaúchos atingidos pelos temporais, com mais de 850,4 mil pessoas afetadas. O estado contabiliza 21.957 pessoas desalojadas. Além disso, o levantamento aponta que 19.368 pessoas estão temporariamente em abrigos e há 276 feridos.

Pix do SOS Rio Grande do Sul já arrecadou R$ 38,2 milhões

Porto Itapoá inaugura expansão com investimento de R$ 815 milhões

Ampliação aumenta capacidade de movimentação de contêineres para 2 milhões de TEUs

Porto é referência na movimentação de insumos e produtos de alto valor agregado

O Porto Itapoá inaugurou na última quinta-feira (25) a terceira fase de expansão do terminal. O investimento de R$ 815 milhões contempla a ampliação de 200 mil metros quadrados de pátio, para 455 mil m², e a construção de um armazém de 8 mil m². Com essa ampliação, o Porto Itapoá passa operar um dos maiores pátios de contêineres do Brasil, ampliando a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, frente aos anteriores 1,7 milhões de TEUs. O investimento inclui também a aquisição de grandes equipamentos – é o primeiro da América do Sul a operar RTGs (guindastes sobre rodas) híbridos controlados remotamente – e ampliação dos berços de atracação de 800 metros para 1.210 metros.

O presidente do terminal, Cássio Schreiner, afirma que o Porto Itapoá já investiu R$ 2,5 bilhões e que para os próximos anos, estão planejados mais de R$ 2 bilhões. “Já estamos planejando as obras para adicionar mais pátio, mais píer, mais equipamentos e ainda muito mais pessoas. Isso só é possível quando o Poder Público cria condições favoráveis para a iniciativa privada concretizar seus objetivos, ajudando a sociedade e o país em sua estratégia de desenvolvimento, através do que sabemos fazer de melhor, que é empreender”, destaca. Schreiner aponta que para estes investimentos se concretizarem é fundamental que projetos estruturantes sejam priorizados. “Temos trabalhado em conjunto com Governo Federal, Governo Estadual e Autoridade Portuária de São Francisco do Sul para viabilização do projeto de dragagem do Canal de Acesso à Baía da Babitonga – que movimenta mais de 60% das cargas portuárias do Estado de Santa Catarina”, informa.

Para o presidente da câmara de transporte e logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Egídio Martorano, a expansão do porto vai contribuir com a consolidação de SC como um importante centro logístico. “Itapoá é hoje o quarto maior porto do Brasil em movimentação de contêineres. Os investimentos vão contribuir para que o estado mantenha sua posição de destaque na importação e exportação de produtos de alto valor agregado”, salienta Martorano. Do total de cargas movimentadas pelo Porto Itapoá, cerca de 50% são de empresas de outros estados que buscam a eficiência do terminal catarinense, principalmente para a importação de eletrônicos, entre outros itens. A outra metade da movimentação é de cargas de companhias de Santa Catarina, incluindo automóveis e autopeças, motores elétricos, metalmecânica, linha branca e exportação de carga frigorificada, atendendo a forte agroindústria do estado.

Especialistas em inteligência de mercado estimam que, em 10 anos, a área de influência direta do Complexo da Babitonga tem potencial de saltar de 16 para 48 empresas portuárias e retroportuárias com investimentos privados diretos que podem chegar na casa dos R$ 15 bilhões, passar de uma geração de renda anual de R$ 300 milhões para R$ 1,8 bilhão e saltar dos atuais 8.500 empregos para 45 mil oportunidades de novas vagas. Para suportar esse crescimento do Complexo Portuário da Babitonga e estar aptos a receber os maiores navios da navegação comercial mundial, estão sendo definidos grandes projetos de infraestrutura logística. O Porto Itapoá trabalha em parceria com o Porto de São Francisco do Sul, que está à frente do projeto de dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía. Essa obra vai ampliar de 14 metros para 16 metros a profundidade do calado dos navios, permitindo receber grandes embarcações de até 400 metros. Serão necessários investimentos de R$ 300 milhões. Na avaliação de Martorano, para manter a competitividade do complexo portuário, será necessário investir também na adequação e duplicação das rodovias SC 417 e 416, num aporte estimado de R$ 212,3 milhões, e também em melhorias na Estrada Municipal José Alves, com investimento de R$ 20 milhões.

Ampliação aumenta capacidade de movimentação de contêineres para 2 milhões de TEUs

Receita da Kepler Weber cresce 17,7% no primeiro trimestre

O lucro líquido atingiu R$ 52,2 milhões no período

Mesmo enfrentando secas severas na região norte, a companhia aproveitou o clima favorável no sul, o que impulsionou a retomada dos investimentos em armazenagem

A Kepler Weber fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 17,7% na receita líquida. Segundo a companhia, foram R$ 380,3 milhões, ante ao registrado em igual período de 2023, quando reportou R$ 323,1 milhões. Já o lucro líquido atingiu R$ 52,2 milhões, crescimento de 2% na comparação com igual período do ano passado. “As perspectivas para os próximos trimestres permanecem positivas, impulsionadas por oportunidades em agroindústrias, portos e terminais e reposição e serviços, além do potencial crescimento de pedidos em fazendas, apesar de desafios macroeconômicos”, afirma a mensagem da administração.

A empresa destacou, no comunicado, o avanço de 22,8% no segmento de fazendas, que atende aos produtores rurais. “O aumento em relação ao mesmo período no exercício anterior foi impulsionado por uma carteira sólida de virada de ano, que sustentou o faturamento entre janeiro e março”, revela a Kepler Weber. A estratégia de diversificação de territórios favoreceu os resultados alcançados, com destaque para o sul do Brasil. “Mesmo enfrentando secas severas na região norte, conseguimos aproveitar o clima favorável na região sul pela primeira vez nos últimos três anos, o que impulsionou a retomada dos investimentos em armazenagem”, destaca a companhia. O segmento da empresa que exporta soluções de pós-colheita registrou crescimento de 70,2%. A empresa reportou negócios relevantes com Paraguai, Venezuela e Equador. O balanço também informa a venda de três projetos para cerealistas, realizadas no trimestre e somando R$ 22,9 milhões, e que vão impactar os resultados no segundo semestre.

Portos e terminais
O setor fechou o trimestre com receita 46,5% maior que o mesmo período de 2023. Segundo a empresa, os resultados foram impulsionados por três grandes projetos, na Bahia, no Pará e no Mato Grosso.”Além disso, dois projetos em Paranaguá (PR), um dos principais portos de grãos do Brasil, estão em estágios avançados de implementação. Eles desempenharão um papel vital no aumento da capacidade de escoamento, além de serem fundamentais para impulsionar as unidades agrícolas em suas respectivas regiões”, cita o balanço.

Responsável pelo atendimento às grandes empresas e cooperativas, o segmento de agroindústrias registrou receita de R$ 106 milhões. “Neste trimestre, priorizamos estrategicamente o direcionamento dos recursos para os segmentos mais rentáveis. Como resultado desta estratégia, conseguimos manter um nível de receita líquida estável em números absolutos nesse segmento”, explica a companhia. A Kepler Weber é a 133ª maior empresa da região e também a 53ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

O lucro líquido atingiu R$ 52,2 milhões no período

Tempestades já causaram prejuízos de R$ 275,3 milhões no Rio Grande do Sul

A CNM calcula que o fenômeno já causou perdas de R$ 99,8 milhões somente no setor privado

Considerada como o pior desastre da história do Rio Grande do Sul, a tempestade derrubou pontes, destruiu calçamentos e deixou 19 barragens em estado de atenção

As tempestades ocorridas no Rio Grande do Sul já causaram prejuízos financeiros de mais de R$ 275,3 milhões, além de mortes, desaparecidos, desalojados e desabrigados. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que o fenômeno já causou perdas de R$ 59,9 milhões no setor público e de R$ 99,8 milhões no setor privado. Só na parte habitacional, os prejuízos superam R$ 115,6 milhões, com 10.193 casas danificadas e ou destruídas. Até esta sexta-feira (3) as chuvas intensas causaram danos em 235 municípios gaúchos, e 86 deles já formalizaram decretos de situação de emergência junto a secretaria nacional de proteção e defesa civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Sedec). De 29 de abril até agora, as perdas na agricultura somaram R$ 71,4 milhões. Os demais setores afetados foram a indústria, (com prejuízos de R$ 11,2 milhões), a pecuária (perda de R$ 9,3 milhões) e comércios locais (com impacto de R$ 5,3 milhões).

O levantamento da CNM também aponta prejuízos superiores a R$ 2,6 milhões de outros serviços. Considerada como o pior desastre da história do Rio Grande do Sul, a tempestade derrubou pontes, destruiu calçamentos e deixou 19 barragens em estado de atenção. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, voltou a reclamar da falta de recursos para prevenção. “Não há apoio para prevenção nem investimentos, e os municípios estão praticamente sozinhos, na ponta”, destaca. De acordo com o levantamento da CNM, entre 2013 e 2023, mais de 6.322 decretações de anormalidades foram decretadas, no Brasil, e prejuízos de mais de R$ 105,4 bilhões.

A CNM calcula que o fenômeno já causou perdas de R$ 99,8 milhões somente no setor privado

Região Sul debate descarbonização na agropecuária

Estados apresentaram metas e resultados do plano de agricultura de baixo carbono

Fiesc destaca relação do agro com a indústria e reafirma importância de iniciativas como o Hub de Descarbonização

Estratégias para elevar a resiliência e preparar culturas e propriedades para enfrentar os desafios climáticos e eventos extremos foram destaque no evento sobre descarbonização na agropecuária da região Sul que a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) recebeu nesta sexta-feira (3). O Simpósio Sul Brasileiro ABC+, organizado pelos grupos gestores estaduais do Plano ABC+, debateu práticas agropecuárias e florestais com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa e também na fixação e sequestro de carbono provenientes da produção desse e de outros setores produtivos.

Para o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, a descarbonização é um tema fundamental para a competitividade do estado de Santa Catarina. “Somos destaque na agroindústria e nossa produção de proteína animal é referência em todo o planeta. Temos a responsabilidade de mostrar ao mundo que a descarbonização é um tema que não está só nas nossas metas, mas no nosso dia a dia, com as iniciativas que já estão implantadas e nos colocam na vanguarda”, salientou. De acordo com Aguiar, uma delas é Hub de Descarbonização Fiesc, iniciativa inédita que visa mobilizar os setores produtivos, governo, universidades e centros de pesquisa na formação de pessoas, em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para o uso em escala e novos modelos sociais, com foco em descarbonizar arranjos produtivos. “A agropecuária é parte indissociável de alguns dos nossos mais relevantes arranjos, como a indústria de proteína animal”, explicou.

Para o superintendente de agricultura e pecuária do Ministério da Agricultura (Mapa) em Santa Catarina, Fúlvio Rozar Neto, a capacitação de técnicos e produtores rurais para a adoção das melhores práticas agropecuárias sustentáveis pode garantir a Santa Catarina um protagonismo ainda maior. Na avaliação de Otamir Martins, presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o plano ABC+ é uma prioridade para o Sul. “Os três estados do Sul são responsáveis por 87% da produção animal exportada pelo Brasil. Precisamos mostrar que o tema está no centro da nossa atenção”, afirmou.

Valdir Colatto, secretário da Agricultura de Santa Catarina, destacou a importância do evento para disseminar conhecimento entre técnicos e agricultores, e ainda para mostrar para a sociedade que o agronegócio está fazendo sua parte na busca por soluções sustentáveis. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, salientou a importância do conhecimento técnico e da pesquisa para que se possa medir o real impacto das iniciativas e projetos protagonizados pela região Sul com foco na redução das emissões e na conservação do solo. “Só assim teremos um contraponto com embasamento técnico quando a sustentabilidade da agropecuária do Sul for questionada por parceiros internacionais. Poderemos mostrar que nossas práticas são responsáveis”, explicou.

Estados apresentaram metas e resultados do plano de agricultura de baixo carbono

CMPC anuncia investimento de R$ 24 bilhões no Sul

Projeto prevê a instalação de um parque industrial no município de Barra do Ribeiro

A expectativa é que sejam gerados aproximadamente 12 mil empregos durante as obras

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (29) no Palácio Piratini, o presidente do Conselho das Empresas CMPC, Luis Felipe Gazitúa, o CEO do Grupo, Francisco Ruiz-Tagle, e o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, firmaram protocolo de intenções para iniciar o processo de licenciamento ambiental do Projeto Natureza CMPC. Com aporte de R$ 24 bilhões, esse projeto pode se tornar o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul. O Projeto Natureza CMPC está alicerçado em quatro eixos de desenvolvimento: silvicultura sustentável, infraestrutura logística, crescimento industrial e conservação ambiental e cultural. “É com muito orgulho que apresentamos o Projeto Natureza CMPC e que firmamos este protocolo de intenções com o governo do RS, um estado que tem nos acolhido tão bem desde a nossa chegada em 2009. Podemos dizer que também somos gachos. Essa parceria demonstra a confiança que temos no Estado e na sociedade gaúcha. A CMPC acredita no Rio Grande do Sul”, destacou o presidente do conselho de administração da CMPC, Luis Felipe Gazitúa.

O município de Barra do Ribeiro, localizado a 60 quilômetros ao sul de Porto Alegre, foi o escolhido para receber a nova unidade industrial da companhia chilena. Com 12,5 mil habitantes, a cidade é a sede da Barba Negra, fazenda de 10 mil hectares, localizada a 15 quilômetros do centro de Barra do Ribeiro e que pertence ao Grupo CMPC. Atualmente, o horto Barba Negra já abriga o viveiro de mudas da companhia e um centro de pesquisas de aprimoramento genético do eucalipto, além de promover estudos sobre a fauna e flora da região. “Nosso objetivo é implementar um projeto completamente inovador e pioneiro em tecnologias de produção amigáveis ao meio ambiente, em gestão de resíduos, controle da emissão de gases e uso racional de recursos. Tudo será desenvolvido com o máximo respeito à natureza e à população do município de Barra do Ribeiro. Seremos referência mundial em sustentabilidade”, explica o CEO do Grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle.

Conforme o protocolo de intenções assinado no Palácio Piratini, a CMPC assegura que utilizará os mais altos padrões tecnológicos e adotará rigorosos mecanismos de controle ambiental. Além disso, a empresa assume o compromisso de promover um programa de qualificação de mão de obra e priorizar a contratação de fornecedores gaúchos. A expectativa é que sejam gerados aproximadamente 12 mil empregos durante as obras. Para que o projeto possa ser colocado em prática, a CMPC encaminhou uma solicitação de licença prévia junto à Fepam, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental do governo gaúcho. A obtenção desta autorização habilita a empresa a realizar avaliações e estudos técnicos necessários para o andamento do projeto.

Projeto Natureza CMPC
Composto por quatro eixos de desenvolvimento, o Projeto Natureza CMPC contempla, primeiramente, o estímulo à silvicultura produtiva e a ampliação das áreas de plantio de eucalipto, por meio do fomento a produtores rurais. Além disso, uma série de melhorias na infraestrutura rodoviária e portuária do estado estão previstas para serem realizadas em parceria entre a empresa e o governo estadual. O projeto ainda busca proteger e valorizar a reserva natural a partir da criação do Parque Ecológico Barba Negra. O espaço ficará aberto para visitação e realização de roteiros turísticos. O objetivo é tornar este local uma referência em preservação, biodiversidade, estudos ambientais e promover o contato das pessoas com a flora e a fauna nativas de maior relevância para o estado. Por fim, o Natureza CMPC compreende a instalação de um parque industrial, composto por uma planta com capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto – matéria-prima para a fabricação de diferentes tipos de papéis, embalagens e produtos higiênicos, além de estar presente em itens como alimentos, medicamentos e cosméticos.

No protocolo de intenções, a companhia e o Estado comprometem-se a realizar diversas obras de melhorias na infraestrutura do Rio Grande do Sul como a duplicação de 376 quilômetros da BR-290, entre Eldorado do Sul e Rosário do Sul, e a finalização da duplicação do trecho sul da BR-116. Ainda estão previstas obras de pavimentação asfáltica, melhorias em trevos de acesso a diversos municípios onde a CMPC possui operação florestal e a construção de novos acessos rodoviários para o Porto de Pelotas e para a Fazenda Barba Negra, facilitando o fluxo de caminhões e reduzindo o percurso em áreas urbanas. Também fica acordada a instalação de um novo terminal de uso privado no porto de Rio Grande, bem como obras de dragagem e de ampliação da capacidade de armazenagem e operação da CMPC nos portos de Rio Grande e Pelotas. Dessa forma, o projeto contribui com a ampliação do uso da hidrovia do Rio Grande do Sul, sendo que hoje a CMPC já é responsável por aproximadamente 44% do volume total transportado por esse modal. A CMPC é a décima maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil.

Projeto prevê a instalação de um parque industrial no município de Barra do Ribeiro

Emplacamentos de veículos crescem 20% até abril

Setor registra o melhor resultado para o período desde 2014

Com bom desempenho nas vendas no varejo, em abril, os segmentos de automóveis e comerciais leves seguem com demanda aquecida

Os emplacamentos de veículos, no mês de abril, registraram alta de 14,4% sobre março, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O crescimento se explica não apenas pelo maior número de dias úteis (22 em abril, contra 20 em março), mas também pelo avanço de 4% na média diária de vendas, registrada na comparação entre o terceiro e o quarto mês do ano. Em relação a abril do ano passado, houve alta de 38,3% e, no acumulado dos quatro meses, o aumento foi de 20%.

“Começamos 2024 confiantes em um crescimento sustentado e este primeiro quadrimestre confirma nossa expectativa. O momento mais favorável ao crédito e os juros mais contidos continuam tracionando o setor, especialmente, o mercado de automóveis e comerciais leves”, afirma Andreta Jr., presidente da Fenabrave. Segundo ele, de acordo com dados históricos da entidade, este é o melhor resultado no acumulado do quadrimestre desde 2014. “Se tomarmos a média do período entre 2015 e 2023, o resultado de 2024 é quase 28% superior”, informa.

Com bom desempenho nas vendas no varejo, em abril, os segmentos de automóveis e comerciais leves seguem com demanda aquecida. De março para abril, a média diária subiu 7,5%, superando as 9,4 mil unidades comercializadas no varejo. “O bom resultado vem sendo impulsionado pela maior disponibilidade de recursos para a venda a prazo, já que o crédito é fundamental na comercialização de automóveis e comerciais leves”, ressalta Andreta Jr. O setor de caminhões tem se recuperado. “Apesar de o crédito, de forma geral, seguir restrito por parte de alguns agentes financeiros, as vendas financiadas por bancos de montadoras vêm registrando bons resultados. Além disso, a maior eficiência energética dos motores Euro 6 agrega valor aos veículos e atrai os transportadores”, diz Andreta Jr.

Já o segmento de ônibus segue negativo no ano, por conta da dificuldade na liberação de financiamento para a compra desses veículos e pelo ritmo moroso das compras governamentais. “As adesões a programas como o Caminho da Escola estão em ritmo ainda lento, mas há tendência de melhora para o restante do ano, especialmente, se tivermos um cenário de crédito um pouco menos restritivo para as vendas de ônibus”, avalia o presidente da Fenabrave.

Setor registra o melhor resultado para o período desde 2014

Mamãe e o sol que ela não viu se pôr

Lucy amou sobretudo a vida tal como a tinha

1 – Era uma terça-feira, último dia de abril. Chegaríamos a São Paulo às 17h30, vindos de Istambul. Em duas semanas na Europa, fiz alusões a mamãe a algumas pessoas. Falei de sua vitalidade e do amor à vida. E me lembro de ter dito a Karen Szwarc: “Qualquer hora dessas mamãe se vai. E eu terei de admitir que vivi muito pouco com ela, o que é um desperdício.” A três horas do pouso em São Paulo, a câmera externa do avião estava aberta enquanto sobrevoámos o mar ao largo do Recife, a 300 quilômetros da praia. Havia nuvens de todo tipo. Pensei nela, que gostava de batizar as formações de acordo com a criança que restara em nós: “Lá está um carneirinho. Aqueles fiapos são de algodão doce.” Eram nuvens que estavam prontas para colhê-la. Pensei: “Um pouso técnico nos Guararapes não seria má ideia. Eu ficaria no Recife até o fim de semana e contaria a mamãe sobre a viagem à Península Ibérica.” Mas o voo continuou.

2 – Na chegada a Guarulhos, liguei o celular. Já de Salamanca, eu trazia algumas inquietações. O número do apartamento foi o 404. Não gostei, mas era o que tinha no hotel. Da última vez que vi Tamara no hospital, o apartamento dela era o 1404. Não gosto de “quatros” nas portas. Aprendi com os orientais, para quem o 4 é o símbolo da morte. Liguei o telefone, dizia. Havia uma sequência desesperada de mensagens do meu irmão. A mim, ele relatava o mal súbito e as providências que vinham sendo tomadas. No WhatsApp da família, a informação era mais crua. Um primo já dava as condolências. Coração. Infarto. Quando você recebe uma notícia dessa, a arte está em passá-la adiante a quem precisa sabê-la, com um mínimo de serenidade – para evitar que o outro desmonte, ainda que mais não seja em solidariedade a você. Disse a Karen: “Mamãe se foi. Preciso ir ao Recife por uns dias. Mas quero passar em casa em São Paulo.” Só aí abriram as portas do avião.

3 – Eu podia de Guarulhos mesmo tomar um avião para o Recife. Mas não quis. Preferi ir até meu apartamento, fazer o batismo de entrar ali sabendo que mamãe não mais me ligaria para saber se eu estava pelo menos dando caminhadas, se estava comendo menos. Viria para o Recife na manhã da quarta-feira, 1 de maio. Acionei Ricardo para me pegar às 5h por ser ele a pessoa em que confio cegamente para cumprir horários. Se perdesse o Latam das 07h30, estaria em maus lençóis. Cheguei ao Recife antes das 11h. Os amigos estavam lá me esperando – um mais atencioso do que o outro. Alguns estavam chegando de outras cidade naquele instante no aeroporto. Foi bonito.Eu nunca tido ido àquele cemitério, um pouco fora da cidade. Lá estava mamãe – uma majestade em repouso, afinal. Perguntei ao meu irmão se ela tinha ido ao cabelereiro porque não havia um fio de raiz branca. Ele confirmou. As mãos estavam frias e eu a olhava fixamente na esperança de que ela piscasse. Mas não piscou.

4 – Mamãe morreu na lanchonete do hospital em menos de dez minutos. Acordara naquela manhã com um desconforto no braço, com algum enjoo. Ainda foi ao cardiologista que disse que a pressão estava um pouco elevada. Temendo que pudesse ser encaminhada ao hospital, levara um frasqueira, que permanece fechada. A paradinha para um lanche é de família: antes de ser privado de boa comida por qualquer circunstância, é bom dar uma forradinha com alguma guloseima deliciosa. No meio da farra, o coração parou. Exatamente uma hora antes de minha chegada da Europa. E assim se foi Lucy, minha mãe, que amou seus pais, seus irmãos, seus filhos e netas. Que amou sobretudo a vida tal como a tinha. Divertida, irreverente, amorosa e muito interessada em ouvir o que o outro tinha a dizer, era boa de briga e de verbo. Por onde passou, deixou amigos, lembranças e uma espécie de luz. Gostava de ser o centro das atenções e não fazia feio quando os holofotes se voltavam para ela.

5 – Tenho mil histórias com ela, apesar de nossos temperamentos não recomendarem muito morar sob o mesmo teto. Ela sempre lamentou que eu tivesse ido morar fora, longe dela, levando uma vida largada e impessoal. Nos últimos anos, nossa conversa estava sendo mais concreta. Pouco a pouco, ela começou a entender que as pessoas são diferentes umas das outras e que, apesar do receituário do bom senso ter aplicação universal, mesmo o bom senso em si nem sempre é o mesmo para todo mundo. Imprescindível na vida das netas, reconhecia que tinha sido leniente com práticas que inibiam a iniciativa delas. Gerenciou a vida das que conheceu com mão de ferro e coração de mel. Sempre tivemos discordâncias neste tópico, jamais nos entendemos, mas poucas vezes discutimos feio a respeito. No fundo, prevalecia o humor e o carinho e ela sempre arrematava: “Você foi antes de tudo o filho do seu pai, criado sem eira nem beira, sedento por aventuras no mundo. Eu me identifico mais com o meu pai”.

6 – Mamãe foi um poema em forma de gente. Mesmo morando a muita distância e apesar de ficarmos semanas sem nos falar, eu conversava com ela cá no meu íntimo todo dia. Não vai ser diferente doravante. Custo a acreditar que quando o telefone tocar na casa dela, eu não vá ouvir mais sua voz divertida me dizendo: “Alô, viajante, por qual galáxia tu andas?” É quase meio-dia da sexta-feira no Recife. O dia começou lindo, mas um vento furioso sopra do mar. Pouco a pouco, eu me recupero da cipoada. Teremos a missa de Sétimo Dia no Colégio São Luís na noite da segunda-feira. Depois disso, é bom que eu retome a vida. Nas nossas últimas conversas, combinamos que ela viria assistir à estreia da peça Mazal Tov em São Paulo. Adorou quando eu disse que Dan Stulbach estava sendo sondado pela produção. Queria saber de todos os meus planos e das minhas rotinas. Como vou viver sem os seus alertas quanto aos perigos da dengue, da covid e da pneumonia? Quem vai me sinalizar os alertas de tempestade e alagamento em São Paulo? Uma enorme cratera se abriu na vida de dezenas de pessoas. Ouvi várias vezes: “Sua mãe era nossa alegria”; “Era uma dama na melhor acepção da palavra”; “Não podia haver pessoa mais divertida”; “Nunca vi tanto amor à vida”. Ah, mamãe, obrigado por tudo. Desculpe meus silêncios, minhas ausências e minhas omissões. Hoje a senhora vai animar uma constelação formada de muitas pessoas amadas a quem peço que mande notícias.

Do sempre seu, Fernandinho.

Lucy amou sobretudo a vida tal como a tinha

Aeroporto de Florianópolis segue sendo o melhor do país

É a quarta vez seguida que o terminal lidera o ranking promovido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil

Desde que a Zurich Airport Brasil assumiu a administração do aeroporto de Florianópolis o terminal evoluiu rapidamente no ranking de satisfação geral dos passageiros

O Aeroporto Internacional de Florianópolis – Hercílio Luz foi eleito pela quarta vez consecutiva o melhor aeroporto do país, na premiação mais importante do setor no Brasil, promovida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. O terminal da capital catarinense obteve a maior média de satisfação geral dos passageiros, independentemente da categoria, entre os 20 maiores aeroportos pesquisados ao longo de todo o ano de 2023. Florianópolis alcançou a nota 4,74, em uma escala que vai de 1 a 5. Ao todo, foram ouvidos mais de 90 mil usuários. Essa é a quarta vez que Florianópolis fica com o prêmio. Em 2020, 2021 e 2022, o aeroporto também foi escolhido como o melhor do Brasil na avaliação dos passageiros. “É muito gratificante perceber que os passageiros e visitantes reconhecem nosso esforço”, afirma o CEO da Zurich Airport Brasil, Ricardo Gesse. Florianópolis recebeu dois troféus: Melhor Aeroporto do Brasil e melhor aeroporto na categoria até 5 milhões de passageiros.

O item comércio e serviços foi destaque na avaliação dos passageiros em Florianópolis, com nota 4,14 – melhor desempenho entre os aeroportos pesquisados, também na escala que vai de 1 a 5. O Boulevard 14/32, uma praça de lazer, compras, serviços e gastronomia, localizada em frente ao terminal, além de um mix comercial que contempla grandes marcas e iniciativas locais, teve papel fundamental na boa avaliação dos passageiros. Outro ponto que contribuiu de forma significativa para a conquista do primeiro lugar pelo Aeroporto de Florianópolis foi a limpeza do terminal com nota 4,78. Os entrevistados avaliaram 17 itens de infraestrutura, atendimento e serviços, que envolvem a experiência do passageiro e englobam processos aeroportuários, como inspeção de segurança e serviços como Wi-Fi, limpeza, conforto térmico, disponibilidade de tomadas e avisos sonoros aos passageiros.

Desde que a Zurich Airport Brasil assumiu a administração do aeroporto de Florianópolis o terminal evoluiu rapidamente no ranking de satisfação geral dos passageiros. Em 2018, ano em que o grupo suíço passou a administrar o terminal catarinense, o aeroporto ocupava o último lugar na lista. Já em 2019, antes da inauguração do novo terminal, Florianópolis recebeu o prêmio “Destaque” entre os 20 aeroportos, por ser o aeroporto que mais evoluiu no ranking e ainda o prêmio de “Melhores Serviços Prestados aos Passageiros”. A partir daí, o Floripa Airport se consolidou na liderança do ranking.

É a quarta vez seguida que o terminal lidera o ranking promovido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil