Archives 2022

Fiergs entende que já há espaço para encerrar alta de juros

Continuidade da elevação na taxa Selic é criticada pela entidade

“O Banco Central já fez seu trabalho e acredito que o ciclo de aperto monetário deva ser encerrado”, opina Petry

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que iniciou nesta terça-feira (2) e pretende definir na quarta-feira (3) a nova Selic (taxa básica de juros) repercute no setor industrial. A tendência de manter a intensidade de elevação da taxa Selic em 0,5 ponto percentual alcançando 13,75%, é criticada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry.

“O Banco Central já fez seu trabalho e acredito que o ciclo de aperto monetário deva ser encerrado. A elevação da taxa de juros no Brasil começou muito antes do que nos demais países, e sabemos que as implicações dos juros mais elevados têm impactos defasados sobre a economia”, declarou, em nota. As decisões do Copom tomadas ao longo dos últimos 12 meses terão efeitos sobre a atividade por diversos meses à frente projeta o presidente da federação.

“O quadro atual aponta para a desaceleração da inflação, juntamente com o aumento dos custos de crédito, postergação dos investimentos e risco de uma queda acentuada na atividade.Além disso, o cenário externo está mais favorável: o aumento nos juros e redução da atividade econômica nos países desenvolvidos deve provocar uma desaceleração do crescimento econômico global e já se observa o primeiro efeito dessa conjuntura sobre os preços das commodities, que vêm mostrando sinais de arrefecimento”, alerta Petry.

As Federações de Indústria do Paraná (Fiep) e de Santa Catarina (Fiesc) não emitiram notas sobre o tema até o fechamento desta reportagem.

Continuidade da elevação na taxa Selic é criticada pela entidade

Petrobras aprova nova diretriz de formação de preços dos combustíveis

Conselhos de Administração e Fiscal participam da supervisão de preços

A diretriz, no entanto, não vai alterar a política de equilíbrio de preços da empresa com os mercados nacionais e internacionais

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a diretriz de formação de preços no mercado interno a ser aplicada aos derivados de petróleo e gás natural, comercializados no mercado interno, incluindo o próprio Conselho de Administração e o Conselho Fiscal na supervisão da execução das políticas de preço da petroleira. A diretriz incorpora uma camada adicional de supervisão da execução das políticas de preço pelo Conselho de Administração e Conselho Fiscal, a partir do reporte trimestral da Diretoria Executiva, “formalizando prática já existente”.

A diretriz, no entanto, não vai alterar a política de equilíbrio de preços da empresa com os mercados nacionais e internacionais. “Vale destacar que a referida aprovação não implica em mudança das atuais políticas de preço no mercado interno, alinhadas aos preços internacionais, e tampouco no Estatuto Social da companhia”, informou a estatal.

“Na execução das Políticas de Preços, buscando maximizar a geração de valor para Companhia, a Diretoria Executiva, ou alçada por ela delegada, deverá acompanhar a evolução do mercado brasileiro de derivados de petróleo [considerando, por exemplo, o efeito da venda de ativos de refino], dos produtos substitutos e a atuação dos importadores, tendo como principal balizador de preço competitivo o equilíbrio dos preços da Petrobras com os mercados nacional e internacional e observando também a participação de mercado necessária para a otimização de seus ativos, bem como a preservação de um ambiente competitivo salutar, nos termos da Legislação em vigor”, explicou a Petrobras.

Embora acrescente os conselhos de Administração e Fiscal, a diretriz reiterou a competência da Diretoria Executiva na execução das políticas de preço, para “preservar e priorizar o resultado econômico da companhia, na direção de maximizar a sua geração de valor”. “Os procedimentos relacionados à execução da política de preço, tais como, a periodicidade dos ajustes dos preços dos produtos, os percentuais e valores de tais ajustes, a conveniência e oportunidade em relação à decisão dos ajustes dos preços permanecem sob a competência da Diretoria Executiva”, observou.

Ainda de acordo com a diretriz, “a Diretoria Executiva deverá reportar trimestralmente ao Conselho de Administração e ao Conselho Fiscal a evolução dos preços praticados no mercado nacional para diesel, gasolina e GLP, bem como da participação da Petrobras nestes mercados”.

Com Agência Brasil

Conselhos de Administração e Fiscal participam da supervisão de preços

Produção industrial recua 0,4% em junho após quatro meses de alta

No primeiro semestre, o setor acumula queda de 2,2% e, em 12 meses, de 2,8%

O segmento de produtos farmoquímicos e farmacêuticos recuou 14,1% em junho

Após quatro meses consecutivos de resultados positivos, a produção industrial recuou 0,4% na passagem de maio para junho. A última queda da indústria havia sido registrada em janeiro deste ano (-1,9%). No primeiro semestre, o setor acumula queda de 2,2% e, em 12 meses, de 2,8%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

“A indústria não havia recuperado a perda de janeiro (-1,9%) mesmo com os quatro meses de crescimento em sequência, período em que houve alta acumulada de 1,8%. Com o resultado de junho, há uma acentuação do saldo negativo no ano (-0,5%) quando comparado com o patamar de dezembro de 2021. Isso reflete as dificuldades que o setor industrial permanece enfrentando, como o aumento nos custos de produção e a restrição de acesso a insumos e componentes para a produção de bem final. Nesse sentido, o comportamento da atividade industrial tem sido marcado por paralisações das plantas industriais, reduções de jornada de trabalho e concessão de férias coletivas”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

O pesquisador também cita alguns fatores que têm impactado negativamente a indústria sob a ótica da demanda. “Há a taxa de juros elevada, a inflação que segue em patamares altos, a diminuição da renda das famílias e, ainda que a taxa de desocupação venha caindo nos últimos meses, há um contingente de aproximadamente 10 milhões de desempregados no país. A característica dos postos de trabalho que estão sendo criados aponta para uma precarização do mercado de trabalho e isso é refletido na massa de rendimento, que não está crescendo. Todos esses aspectos são fatos importantes e ajudam a explicar esse saldo negativo do setor industrial”, analisa.

Com o resultado de junho, o setor ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 18% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. A variação negativa em comparação a maio foi disseminada pela maioria das atividades econômicas investigadas pela pesquisa. Entre elas, a maior influência veio do setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-14,1%), que havia acumulado alta de 5,3% nos dois meses anteriores. “Há nesse segmento uma maior volatilidade de taxas. No início do ano, houve queda na produção dos produtos farmoquímicos e farmacêuticos e, em abril e maio, ocorreu essa alta. Com o crescimento acumulado, o segmento tinha uma base de comparação mais elevada, o que justifica essa retração de dois dígitos”, diz Macedo.

Outro impacto importante no resultado de junho veio do segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), que também se expandiu em abril e maio, acumulando no período aumento de 5%. “Nessa atividade, os itens que mais impactaram negativamente foram o álcool e os derivados do petróleo. Mas, mesmo com essa queda, esse segmento opera 4,5% acima do patamar pré-pandemia, ou seja, tem um comportamento distinto da média da indústria”, ressalta. Também contribuíram para o resultado negativo do setor as atividades de máquinas e equipamentos (-2%), de metalurgia (-1,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,8%) e de outros equipamentos de transporte (-5,5%).

Nove atividades se expandiram na comparação com o mês anterior. As que mais influenciaram o resultado geral da indústria, no campo positivo, foram as de produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e de indústrias extrativas (1,9%). “O setor de veículos acentuou o crescimento verificado em maio (3,8%), mas essa alta não conseguiu eliminar as perdas anteriores. O saldo dessa atividade ainda é negativo, uma vez que ela ainda está 8,5% abaixo do patamar pré-pandemia”, completa o gerente da pesquisa.

“Em relação às indústrias extrativas, o avanço compensa a perda do mês anterior. Esse crescimento foi pressionado por um maior ritmo na extração do minério de ferro. Antes da queda de maio, o setor extrativo teve três meses de taxas positivas, acumulando expansão de 6,5%”, avalia. Os segmentos de celulose, papel e produtos de papel (4,5%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (7,1%), de produtos alimentícios (0,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,3%) também avançaram em junho.

Três das quatro grandes categorias econômicas recuaram frente a maio. A maior queda foi registrada pelo setor produtor de bens de capital (-1,5%), depois de avançar 7,5% no mês anterior. O setor de bens intermediários (-0,8%) recuou pelo segundo mês seguido, acumulando perda de 2,3%. Já os bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) interromperam dois meses de crescimento, período em que acumularam alta de 2,8%. O único avanço em junho foi do segmento de bens de consumo duráveis (6,4%), que intensificou a expansão do mês anterior (4,1%).

Indústria recua 0,5% frente a junho do ano passado
Na comparação com o mesmo período de 2021, o recuo do setor industrial foi de 0,5%, com disseminação de resultados negativos em 14 dos 26 ramos investigados pela PIM. As indústrias extrativas (-5,4%) exerceram a principal influência negativa nesse resultado, pressionadas pela queda na fabricação de óleos brutos de petróleo e minérios de ferro. Também impactaram o índice as atividades de metalurgia (-8,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-19,6%).

Outras contribuições negativas vieram dos segmentos de produtos de minerais não metálicos (-6,9%), de produtos de metal (-6%), de outros produtos químicos (-2,6%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%). Outros recuos significativos foram registrados pelos ramos de produtos de borracha e de material plástico (-3,4%), de produtos têxteis (-8,3%), de produtos de madeira (-8,4%), de móveis (-9,3%) e de produtos diversos (-8,3%).

As maiores influências entre as doze atividades que apontaram expansão na produção foram dos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (8,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (5,9%). A maior produção de óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica influenciou o crescimento do primeiro setor. No caso da atividade de veículos, a alta foi relacionada à expansão na produção de automóveis e caminhão-trator para reboques e semirreboques.

“Há uma volta para o campo negativo, depois de o resultado de maio ter interrompido nove meses seguidos de queda nesse indicador. Nessa comparação com o mesmo período do ano anterior, também há a marca do espalhamento de quedas entre as atividades investigadas. Mas, apesar do recuo de junho, a intensidade da queda vem se tornando menor: no primeiro trimestre do ano, havia uma perda acumulada de 4,4% e, no primeiro semestre, a queda é de 2,2%. Essa diminuição da magnitude das perdas é observada também em todas as grandes categorias econômicas”, detalha Macedo.

No primeiro semestre, o setor acumula queda de 2,2% e, em 12 meses, de 2,8%

Vendas e lucro da Klabin avançam no primeiro semestre

Receita foi de quase R$ 9,5 bilhões e resultado atingiu R$ 1,8 bilhão

A Klabin é a 14ª maior empresa da região e também a quinta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Klabin anunciou que obteve receita liquida de R$ 9,4 bilhões até junho, um salto de 25% em relação ao mesmo período de 2021. O lucro atingiu R$ 1,8 bilhão, avanço de 62% (veja os principais indicadores do semestre na tabela ao final desta reportagem).

De acordo com a Klabin, no segmento de celulose, houve a manutenção das condições de mercado observadas no início do ano, como restrição da oferta global de celulose decorrente de diversos fatores, paradas programadas e interrupções inesperadas de produção, dificuldades na cadeia logística e demanda em patamares saudáveis, que deram sustentação aos novos anúncios de reajustes de preços em escala global. “Com isso, os preços da matéria-prima seguiram em alta em todas as regiões. Na Klabin, o aumento dos preços em dólar

combinado à diversificação de fibras (fibra curta, fibra longa e fluff) e à flexibilidade do mix de vendas da Companhia entre geografias, levaram a uma sólida geração de caixa operacional da unidade de negócios de celulose, medida pelo Ebitda, que alcançou mais de R$ 1 bilhão no trimestre”, informa a empresa em seu comunicado.

Já no segmento de papéis para embalagens, as vendas no mercado doméstico seguiram a acomodação observada no consumo de papelão ondulado na comparação anual. No mercado externo, o período foi marcado também pela acomodação da demanda, restabelecimento do nível de estoques dos clientes, além da alta dos custos dos produtores do hemisfério norte, principalmente relacionados à matriz energética e logística na Europa. “Ainda no mesmo segmento de papéis para embalagens, os novos hábitos de consumo at home observados desde o início da pandemia, bem como a aceleração da tendência de substituição do plástico de uso único por embalagens sustentáveis, segue como principal direcionador para o apertado equilíbrio entre oferta e demanda por papel-cartão, principalmente no mercado externo”, contextualiza a Klabin. As obras para construção da segunda máquina de papel do Projeto Puma II, em Ortigueira (PR), que aumentará a capacidade da Klabin nesse setor, atingiram 47% de conclusão em 17 de julho.

A Klabin é a 14ª maior empresa da região e também a quinta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Receita foi de quase R$ 9,5 bilhões e resultado atingiu R$ 1,8 bilhão

Intenção de consumo avança

Percepção positiva do mercado de trabalho também segue em crescimento

As famílias devem seguir mais cautelosas em suas compras nos próximos meses, principalmente a parcela com renda abaixo de dez salários mínimos

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) seguiu avançando em julho. Com alta de 1,2%, o índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou 80,7 pontos, superando mais uma vez os resultados do mesmo mês nos dois anos anteriores, durante o auge da pandemia de Covid-19. Todos os indicadores da pesquisa apresentaram aumento; contudo, a maioria registrou desaceleração em relação a junho.

O destaque do levantamento ficou por conta do indicador de renda atual, que apresentou o aumento mensal mais relevante da ICF, de 2,4%, e o segundo maior anual, de 23,5%. A CNC avalia que o resultado foi impulsionado especialmente pelas famílias que ganham até dez salários mínimos, grupo que apresentou avanço de 2,6% nesse índice. O indicador do nível de consumo atual apresentou o segundo maior crescimento mensal, de 2,1%, um avanço mais significativo do que o 1,2% registrado no mês anterior. Já esse incremento, segundo a análise, foi puxado pelas famílias com ganhos acima de dez salários mínimos, que, devido ao fato de possuírem mais recursos para compras não essenciais, contaram com um avanço de 2,9%.

Por outro lado, o menor crescimento do mês ficou por conta do índice sobre perspectiva de consumo, que avançou apenas 0,2% em relação a junho. A economista da CNC responsável pela análise, Catarina Carneiro, estima que as famílias devem seguir mais cautelosas em suas compras nos próximos meses, principalmente a parcela com renda abaixo de dez salários mínimos, grupo que obteve a única queda mensal (0,1%) neste item. “Mesmo com o consumo atual avançando, o ambiente econômico com preços e juros mais altos motivou um cenário de moderação”, avalia.

Mercado de trabalho mais positivo
Os indicadores relacionados ao mercado de trabalho se destacaram positivamente em julho. O indicador de emprego apresentou a maior pontuação do mês, 108,4, e o índice de perspectiva profissional apareceu em seguida, em nível satisfatório, algo que não ocorria desde abril de 2020, registrando 100,3 pontos. Os números também indicaram que a maioria dos consumidores (45,3%) apresentou perspectiva positiva para o mercado de trabalho no próximo trimestre, fato também inédito desde abril de 2020. Ainda segundo a pesquisa, a maior parte das oportunidades de emprego está sendo direcionada para os mais jovens, fornecendo novos rendimentos para esse grupo de consumidores. Com isso, a parcela de pessoas na faixa de idade abaixo dos 35 anos apresentou satisfação no indicador sobre a renda atual, levando o indicador a alcançar 102 pontos, enquanto o grupo acima dos 35 registrou 84,1 pontos.

Percepção positiva do mercado de trabalho também segue em crescimento

Balança comercial registra superávit de US$ 5,4 bilhões em julho

Alta nos preços do petróleo e de fertilizantes fez saldo cair 22,7%

Tanto as importações como as exportações bateram recorde em julho, desde o início da série histórica, em 1989

O encarecimento do preço de vários itens importados, especialmente fertilizantes e petróleo, fez o superávit da balança comercial encolher em julho. No mês passado, o país exportou US$ 5,4 bilhões a mais do que importou, queda de 22,7% em relação ao registrado no mesmo mês de 2012. Até julho, a balança comercial acumula superávit de US$ 39,7 bilhões. Isso representa 10,4% a menos que o registrado de janeiro a julho do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para o mesmo período de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 44,3 bilhões.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 29,9 bilhões para o exterior e comprou US$ 24,5 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em julho, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 20% em relação a julho do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior: 31,6% na mesma comparação.

O recorde das importações e das exportações, no entanto, deve-se ao aumento dos preços internacionais das mercadorias. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média apenas 4,7% na comparação com julho do ano passado, enquanto os preços aumentaram 12,2%, favorecidos pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). Nas importações, a quantidade comprada subiu 8,7%, mas os preços médios subiram 41,6%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Estimativa
No mês passado, o governo tinha reduzido para US$ 81,5 bilhões a projeção de superávit comercial para 2022, por causa do encarecimento do petróleo e dos fertilizantes. Apesar da queda na estimativa, esse valor garantiria superávit comercial recorde para o país. As estimativas oficiais são atualizadas a cada três meses. As previsões estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 67,2 bilhões neste ano.

Com Agência Brasil

Alta nos preços do petróleo e de fertilizantes fez saldo cair 22,7%

Unidade da Braskem conclui projeto de automação de R$ 28 milhões

Aporte faz parte do ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão da companhia no Sul

Os operadores que trabalham na planta receberam treinamentos específicos para lidar com as novas tecnologias

Um dos maiores projetos de automação e tecnologias digitais da Braskem no Rio Grande do Sul acaba de ser concluído no Polo de Triunfo. O investimento de R$ 28 milhões faz parte do ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão da Braskem em curso no estado em segurança, novas tecnologias digitais, robotização e Indústria 4.0.

“O novo sistema digital de controle é responsável pelo controle e monitoramento de mais de 7 mil equipamentos. A sala de controle, local de onde o operador interage com os sistemas, foi totalmente redesenhada. O espaço passou a adotar os mais modernos recursos de tecnologia voltados à operação segura, suporte às decisões operacionais, confiabilidade humana e ergonomia”, afirma o diretor industrial da Braskem regional Sul, Nelzo Silva.

Os operadores que trabalham na planta receberam treinamentos específicos para lidar com as novas tecnologias e explorar todo seu potencial. Por exemplo, este é o primeiro sistema de controle da Braskem integrado com um circuito fechado de câmeras para monitoramento do processo industrial. As câmaras ajudam a identificar automaticamente os cenários operacionais, facilitando a tomada de decisão pelos operadores. O sistema digital permite a configuração de novas estratégias de otimização de produção, automatização de rotinas operacionais, redução de consumo energético e identificação antecipada de eventos operacionais.

Para aumentar a confiabilidade humana, telas de 55 polegadas foram desenhadas seguindo padrão de cores e contraste para facilitar a identificação de cenários com desvios operacionais. Comandos via painel touch (telas sensíveis ao toque) evitam atuação em locais errados e os alarmes são destacados para orientar a atuação do operador. Até mesmo a iluminação da sala de controle é especial: luminárias antirreflexo e com controle de intensidade, idênticas às usadas em estúdios de televisão, proporcionam conforto e segurança às operações. Cuidados especiais com ergonomia foram tomados: as mesas de operação têm ajuste eletrônico de altura, permitindo ao operador atuar em pé ou sentado.

O projeto de automação começou em 2019 e, durante a pandemia, enfrentou o desafio de ser desenvolvido boa parte remotamente.Foram mobilizados 58 integrantes e parceiros, sendo que seu pico de execução ocorreu durante o evento de parada de manutenção nas unidades de produção da Braskem no Polo Petroquímico de Triunfo.

Aporte faz parte do ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão da companhia no Sul

Anatel autoriza 5G em Porto Alegre partir de sexta-feira

Curitiba deverá ser a próxima capital do Sul a contar com a tecnologia

O Gaispi voltará a se reunir no dia 10 de agosto, quando os conselheiros avaliarão a liberação do sinal do 5G em outras capitais

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou, hoje (27), que as operadoras poderão ativar suas redes de internet móvel em Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa a partir desta sexta-feira (29). A data foi definida pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi), em reunião esta manhã. O grupo é composto por representantes da Anatel, do Ministério das Comunicações e de empresas, incluindo as de radiodifusão afetadas pelo projeto.

As três capitais se somam a Brasília, onde o 5G foi ativado em 6 de julho. Desde então, segundo os conselheiros da Anatel, na capital federal a cobertura vem sendo expandida rapidamente, com a otimização da rede seguindo o cronograma que estabelece os prazos máximos para que as empresas instalem novas estações. Assim como em Brasília, a área atendida nas outras três localidades já autorizadas será ampliada pouco a pouco. “Também é importante o usuário contatar sua operadora para saber se seu aparelho está apto a receber o sinal ou se será necessário trocar o chip ou fazer alguma outra mudança”, recomendou o presidente do Gaispi, Moisés Moreira. Ele anunciou que as próximas capitais a serem contempladas serão Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Goiânia. Moreira advertiu, porém, que ainda obteve qualquer sinalização da equipe técnica sobre a data de liberação da rede nessas cidades.

Prorrogação
O Gaispi voltará a se reunir no dia 10 de agosto, quando os conselheiros avaliarão a liberação do sinal do 5G em outras capitais. Inicialmente, o edital do leilão 5G previa que a infraestrutura necessária à ativação do sinal deveria ocorrer até 31 de julho, em todas as capitais, mas o próprio Gaispi pediu à Anatel que o prazo fosse prorrogado por 60 dias a fim de contornar problemas logísticos que atrasaram a entrega de equipamentos importados da China. Apesar da prorrogação do prazo inicial, o presidente do Gaispi se mantém otimista. Segundo Moreira, a expectativa é que o sinal esteja ativo em todas as demais capitais até o fim de agosto.

Na avaliação do Gaispi, tanto em Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa, quanto em Brasília, foram atendidos os requisitos mínimos necessários à liberação da faixa de 3,5 GHz, como a realização de testes preliminares para identificar e sanar a possibilidade do sinal do 5G afetar a recepção das antenas parabólicas domésticas ou mesmo sistemas profissionais, tais como sinais por satélite emitidos em frequências adjacentes.

“São feitos testes durante os quais o sinal é ligado por algum tempo para avaliar a efetividade dos filtros instalados [pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), da própria Anatel]. Isso já foi feito nas quatro capitais [onde o sinal já foi ativado], a título experimental, e estamos avaliando se será necessário monitorar a possibilidade de interferências por mais algum tempo”, explicou Alex Pires de Azevedo, do grupo técnico de Desocupação do 3,5 GHz e Mitigação de Interferência do Gaispi. Ele disse que para o início das operações é necessário “limpar” as faixas de espectro do 5G atualmente ocupadas por serviços de satélites.

Para contornar possíveis interferências causadas a parte dos cidadãos que utilizam antenas parabólicas da chamada Banda C, a Entidade Administradora da Faixa (EAF) da Anatel criou um programa para distribuir, gratuitamente, às famílias carentes das capitais brasileiras e que estão registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, kits contendo novas antenas digitais, conversores e cabos. O pedido do kit e de instalação dos aparelhos pode ser feito por meio do site do Programa de Distribuição de Kits, criado pela EFA.

Com Agência Brasil

Curitiba deverá ser a próxima capital do Sul a contar com a tecnologia

Como é que fala?

Nomes de marca e suas pronúncias

A letra X, em português, pode assumir diversas sonoridades – e obviamente não existe de forma dobrada, como na marca da varejista

Uma polêmica tomou conta das redes sociais paulistanas nas últimas semanas. Diante da avassaladora expansão da rede mexicana de minimercados Oxxo, que a cada semana abria uma nova loja na cidade, o morador de São Paulo se viu diante de uma hesitação: como pronunciar o nome da empresa (leia mais aqui)?

A dúvida pode parecer banal, mas em matéria de branding, não é. O nome de uma marca é sua principal forma de identificação. Mesmo que o lettering utilizado para grafá-la e o símbolo que o acompanha sejam recursos visuais importantes, no longo prazo o que fica mesmo é a palavra pela qual ela é conhecida.

Daí a importância de pensar bastante na hora de defini-la. Especialistas costumam recomendar que nomes de marca sejam curtos, com quatro silabas no máximo; que preferencialmente não sejam descritivos da atividade, facilitando pivotagens e ampliação do escopo de atuação; e que sejam exportáveis, ou seja, passíveis de conservar significado e fácil pronúncia em vários idiomas.

É aí que a coisa apertou para a Oxxo, cujos “X” fazem referência aos símbolos de %, típicos das promoções e dos descontos. Como bem explica a matéria linkada acima, a letra X, em português, pode assumir diversas sonoridades – e obviamente não existe de forma dobrada, como na marca da varejista.

Nomes complicados ou estrangeiros deixam o consumidor inseguro quanto a sua pronúncia. Anos atrás, participantes de um grupo de pesquisa baixavam a voz ao mencionar uma rede americana de faculdades recém-entrada no país, em um sinal visível de temor ante colegas mais versados no inglês. Durante muito tempo, as máquinas agrícolas da John Deere foram “Jandiras” para o pessoal do campo, à época talvez ainda desacostumado com equipamentos estrangeiros.

Já houve caso de marca obrigada a ensinar o consumidor como pronunciar seu nome. Foi o caso do supermercado Zaffari. Em São Paulo, semanas depois da abertura da primeira loja, a rede acrescentou um acento agudo ao primeiro “a” do letreiro – os clientes, curiosamente, o estavam chamando de “Zaffári”.

Às vezes, no entanto, nem a simplicidade resolve. Considero o nome da companhia aérea Gol um dos melhores, sob todos os quesitos citados anteriormente. Curtíssimo (uma única sílaba), fácil de pronunciar em qualquer idioma e, até onde sei, sem significados dúbios em outras línguas. Além disso, aplica-se bem a diversos ramos de serviços, de maneira a não brecar a expansão da empresa para outros negócios.

Até que um dia fui surpreendido com um comunicador gaúcho que, sabe-se lá por que, chamava-a de “Góu” – assim, com acento agudo na primeira vogal, numa subversão que certamente nunca foi cogitada pelos marketeiros responsáveis por batizar a empresa.

Nomes de marca e suas pronúncias

Região Sul terá empreendimento de alto padrão para idosos

Magno Moinhos é o segundo projeto da marca Magno Premier Senior Living, da ABF Developments

O Valor Geral de Vendas estimado é de R$ 85 milhões

Com a expectativa de vida aumentando no mundo todo, cresce um potente mercado para a longevidade, com produtos e serviços pensados para novos e diferentes perfis de idosos. Segundo dados do IBGE, o Rio Grande do Sul é um dos estados com a maior proporção de idosos no Brasil. As projeções apontam que, em 2060, esse grupo representará mais que 35% da população total do estado. Porto Alegre tem a segunda maior concentração de idosos do país, com população acima de 60 anos representando 15% do total de habitantes.

Idealizado neste cenário e criado pela ABF Developments, o Magno Premier Senior Living, primeira marca residencial sênior de alto padrão do Brasil com serviço premium de cuidado e bem-estar, foi um case de sucesso comercial com o seu primeiro empreendimento, localizado no Três Figueiras, em Porto Alegre. Agora, a proposta será expandida, com o projeto e futuro empreendimento Magno Moinhos, que possui 132 unidades e tem seu lançamento previsto para final de julho. O empreendimento estará no Moinhos de Vento, um dos bairros mais valorizados da capital gaúcha, em uma região que conta com uma estrutura de serviços médico-hospitalares importantes para o segmento sênior. As obras iniciam em janeiro do ano que vem e a previsão de entrega do empreendimento é dezembro de 2025. O VGV estimado (Valor Geral de Vendas) é de R$ 85 milhões. O valor de comercialização das unidades será de R$ 596 mil.

Inspirado nos conceitos da geroarquitetura e do “aging in place”, voltados à arquitetura amigável aos idosos, o Magno Moinhos foi desenhado para proporcionar convívio social, saúde e bem-estar. O empreendimento terá gestão operacional dos serviços de cuidado e bem-estar do Grupo São Pietro Saúde.

A ABF Developments é uma construtora e incorporadora com 15 anos de mercado e que atua com projetos autorais. Em 2019, lançou no bairro o Capítulo 1 e o Balduíno, empreendimentos residenciais de alto padrão. Em 2020, lançou o Magno Três Figueiras, primeiro empreendimento residencial sênior de alto padrão do Brasil. Em 2022, lançou o 4D Complex House, complexo residencial e comercial, localizado no 4º Distrito de Porto Alegre.

Magno Moinhos é o segundo projeto da marca Magno Premier Senior Living, da ABF Developments

Contas públicas fecham maio com déficit de R$ 33 bilhões

Em 12 meses até maio, saldo negativo ficou em 119,9 bilhões

O saldo negativo foi maior que o registrado em maio do ano passado, quando as contas fecharam com déficit de R$ 15,5 bilhões

As contas do setor público consolidado, formado por governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram déficit primário de R$ 33 bilhões em maio deste ano. As informações, divulgadas pelo Banco Central (BC), mostram que o saldo negativo foi maior que o registrado em maio do ano passado, quando as contas fecharam com déficit de R$ 15,5 bilhões.

De acordo com o relatório de estatísticas fiscais, o resultado é decorrente de déficit no governo central e das empresas estatais, na ordem de R$ 40 bilhões e R$ 307 milhões, respectivamente. Já os governos regionais registraram superavit de R$ 7,3 bilhões no mês. O documento informa ainda que, nos 12 meses encerrados em maio, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 119,9 bilhões, equivalente a 1,3% do PIB. O resultado primário é formado pelas receitas menos as despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.

Os juros nominais do setor público consolidado atingiram R$ 33 bilhões em maio, frente a R$ 21,9 bilhões em maio de 2021. De acordo com o BC, o resultado decorreu, em especial, do aumento da taxa Selic no período, mais do que compensando a melhora na trajetória das operações de swap cambial (ganho de R$11 bilhões em maio de 2021 e de R$26,7 bilhões em maio de 2022). O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

No acumulado em 12 meses até maio, os juros nominais somam R$ 500,5 bilhões (5,5% do PIB), comparativamente a R$ 295,6 bilhões (3,7% do PIB) nos 12 meses até maio de 2021. O BC informou ainda que o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais, foi deficitário em R$ 66 bilhões, em maio de 2022.

Com Agência Brasil

Em 12 meses até maio, saldo negativo ficou em 119,9 bilhões

Mercado financeiro reduz estimativa da inflação para 7,15%

É a quinta diminuição consecutiva do índice

Em junho, a inflação subiu 0,67%, após a variação de 0,47% registrada em maio

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 7,3% para 7,15% neste ano. É a 5ª redução consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. Em junho, a inflação subiu 0,67%, após a variação de 0,47% registrada em maio. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,49%, no ano, e 11,89%, em 12 meses.

Os dados de julho devem ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no próximo dia 9, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, registrou inflação de 0,13% no mês passado, menor que a de junho (0,69%).

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, que acontece nesta terça-feira (2) e quarta-feira (3), o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic suba, neste mês, para 13,75% ao ano, em linha com a sinalização do BC, e encerre o ano nesse patamar.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 1,93% para 1,97%. A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano.

Com Agência Brasil

É a quinta diminuição consecutiva do índice

Governo reduz IPI de produtos fabricados no Brasil

Decreto exclui produtos da Zona Franca de Manaus

A medida também traz redução adicional do IPI para automóveis

Decreto publicado pelo governo federal estabelece os itens fabricados no Brasil para os quais será válida a redução de 35% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O decreto também exclui da lista os principais produtos que são fabricados na Zona Franca de Manaus. Segundo o governo, o decreto cumpre decisão judicial (ADI 7153) que determinou a preservação da competitividade dos produtos produzidos na Zona Franca. De acordo com o Ministério da Economia, o decreto dá segurança jurídica para a redução do IPI.

“Ao detalhar os produtos que terão suas alíquotas alteradas, a nova edição esclarece a correta aplicação do IPI sobre o faturamento dos produtos industrializados, garantindo segurança jurídica e o avanço das medidas de desoneração tributária. O texto também apresenta tratamento específico para preservar praticamente toda a produção efetiva da Zona Franca de Manaus, levando em consideração os Processos Produtivos Básicos.

A medida também traz redução adicional do IPI para automóveis. “A elevação desse percentual equipara a redução do imposto para o setor automotivo à concedida aos demais produtos industrializados”, diz o Ministério da Economia. O ministério explicou ainda que, com o decreto, serão beneficiados produtos nacionais e importados, além de provocar reflexo positivo no PIB, com a redução do custo Brasil e maior segurança jurídica. “Espera-se ampliar a competitividade da indústria, com menos impostos e aumento da produção”.

O IPI é um imposto federal que incide sobre cerca de 4 mil itens nacionais e importados que passaram por algum processo de industrialização (beneficiamento, transformação, montagem, acondicionamento ou restauração). Com caráter extrafiscal (tributo regulatório), o IPI pode ser usado para fomentar um setor econômico por meio de isenção ou redução das alíquotas para que mais produtos produzidos pelo setor sejam vendidos.

Com Agência Brasil

Decreto exclui produtos da Zona Franca de Manaus

Taxa de desocupação cai para 9,3% no segundo trimestre

Número de ocupados é o maior desde 2012

São 3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho, sendo 1,1 milhão na informalidade

A taxa de desocupação ficou em 9,3% no trimestre encerrado em junho, queda de 1,8 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. É o menor patamar para o período desde 2015, quando foi de 8,4%. O número de desempregados recuou 15,6% no trimestre, chegando a 10,1 milhões de pessoas. Isso representa 1,9 milhão de pessoas a menos em busca por trabalho no país. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE.

“A retração da taxa de desocupação no segundo trimestre segue movimento já observado em outros anos. Em 2022, contudo, a queda mais acentuada dessa taxa foi provocada pelo avanço significativo da população ocupada em relação ao primeiro trimestre”, destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. A população ocupada é a maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Esse contingente foi estimado em 98,3 milhões, o que representa uma alta de 3,1% frente ao trimestre anterior. São 3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho, sendo 1,1 milhão na informalidade. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 8,9 milhões de trabalhadores.

O número de trabalhadores informais, estimado em 39,3 milhões, também foi o maior da série histórica do indicador, iniciada em 2016. Na comparação com o trimestre anterior, houve um crescimento de 2,8%, o que representa mais 1,1 milhão de pessoas. Fazem parte dessa população os trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares. “Nesse segundo trimestre, houve a retomada do crescimento do número de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que havia caído no primeiro trimestre. Além disso, outras categorias principais da informalidade, que são os empregados sem carteira no setor privado e os trabalhadores domésticos sem carteira, continuaram aumentando”, analisa. A taxa de informalidade foi de 40% no trimestre encerrado em junho.

O número de trabalhadores por conta própria, somados formais e informais, foi estimado em 25,7 milhões, o maior contingente para um trimestre encerrado em junho desde 2012, início da série histórica da PNAD Contínua. Houve crescimento de 1,7% (431 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 4,3% (1,1 milhão) em relação ao mesmo período do ano passado. Já entre os empregados sem carteira assinada no setor privado, o aumento foi de 6,8% (ou mais 827 mil pessoas) frente ao último trimestre. Com isso, o contingente também foi o maior da série, ao ser estimado em 13 milhões de pessoas. O número de trabalhadores domésticos sem carteira cresceu 4,3% no período, o equivalente a 180 mil pessoas. Com a alta, essa categoria passou a ser formada por 4,4 milhões de trabalhadores.

O crescimento no número de informais é relacionado a algumas atividades do setor de serviços, que foi bastante impactado pelas medidas de isolamento social durante a pandemia. “Podemos observar que parte importante dos serviços, como os serviços pessoais prestados às famílias, tem grande participação de trabalhadores informais e está influenciando essa reação da ocupação. Isso também tem ocorrido na construção, setor com parcela significativa de informais. Então, a informalidade tem um papel importante no crescimento da ocupação”, explica.

No caso do mercado de trabalho formal, o maior crescimento em termos absolutos foi dos empregados com carteira assinada no setor privado. Essa categoria subiu 2,6% no trimestre, um acréscimo de 908 mil pessoas. No ano, o aumento foi de 3,7 milhões de trabalhadores (11,5%). Por outro lado, o número de empregadores com CNPJ ficou estável frente ao último trimestre e subiu 12,7% na comparação anual. Dos 4,2 milhões de empregadores, 3,4 milhões (81%) são formais.

Em relação ao aumento da ocupação, a pesquisadora aponta para a expansão disseminada entre diversas atividades econômicas. “Entre elas, os destaques foram o comércio (3,4%), a indústria (2,7%) e a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,5%). Neste último grupo de atividades, a expansão de 739 mil pessoas foi influenciada pela educação básica, especialmente de ensino fundamental. Além do comportamento sazonal de expansão desse grupamento, a intensificação das atividades presenciais levou à absorção de profissionais no segmento da educação”, avalia.

Número de ocupados é o maior desde 2012

Duelo da tradição

Tramontina aposta na estratégia da proximidade com os consumidores, enquanto a Gerdau segue renovando seus laços históricos com o Rio Grande do Sul

O duelo de Tramontina e da Gerdau é o ponto alto da pesquisa Top of Mind

Como a Tramontina se sustenta no posto de grife mais lembrada pelos gaúchos quando pensam em Grande Empresa do Rio Grande do Sul, enfrentando ícones como Gerdau? Ao fazer uma avaliação das estratégias de marketing da Tramontina, a diretora da área exibe uma certeza. “Neste período, a marca apostou em seu maior atributo: o esforço permanente em tornar a vida das pessoas cada vez melhor”, resume Rosane Mesturini Fantinelli. Para atingir um público cada vez maior, a marca seguiu apostando na comunicação pelas redes sociais e canais próprios. A parceria com influenciadores digitais também foi fundamental para entregar conteúdos com dicas para inspirar consumidores nos diferentes segmentos de atuação, como gastronomia e jardinagem. As campanhas na web reforçaram essa estratégia, assim como ações pontuais de produtos com preços mais competitivos.

A live commerce, que foi um sucesso durante o período da pandemia, teve nova temporada com a participação do chef Elzio Callefi, da Tramontina, e de uma influenciadora convidada. No encontro, ao vivo, online e de acesso gratuito, os profissionais prepararam receitas e passaram várias outras dicas culinárias enquanto tiravam dúvidas sobre uso e versatilidade de panelas.A ação fez parte da nova campanha Mistura que Faz Bonito, que busca impulsionar e evidenciar a qualidade, durabilidade e os diferenciais das panelas inox, a partir da pluralidade gastronômica do Brasil. Tudo servido com leveza e bom humor em vídeos que exploram, com imagens divertidas, o que é fazer bonito na mistura da cozinha, conduzindo o público em diferentes versões de um mesmo prato, preparado em várias panelas.

Assim como no ano passado, os produtos com maior volume de vendas são os talheres, seguido de panelas e utensílios para a cozinha. “Esses produtos continuam tendo aumento de vendas porque se relacionam diretamente com o ambiente da casa onde passamos a maior parte do tempo no último ano”, conta Rosane. “Outro destaque são as ferramentas para uso doméstico, pelo fato de os consumidores continuarem investindo em pequenos reparos em suas casas.”

Os eventos presenciais também voltaram neste ano. O GURU, cooktop conectado que chegou ao mercado em dezembro de 2021, recebeu uma sequência de ativações como forma de promover a experiência com o primeiro produto da Tramontina a usar Internet das Coisas. Os encontros reúnem cerca de 20 pessoas entre jornalistas e influenciadores digitais. E para quem busca “a experiência da grife em sua essência”, como define Rosane, a Tramontina conta com quase 30 lojas conceito T store no Brasil e no exterior, e as T factory store, em Carlos Barbosa e Farroupilha. São espaços que reúnem produtos com estilo e beleza, estimulando os sentidos.

A companhia também inaugurou em maio a nova divisão da planta para a fabricação de porcelanas. O ato, que reuniu mais de 150 pessoas em Moreno (PE), ato marcou o ingresso oficial da empresa gaúcha no segmento de porcelana. Serão mais de 200 novos produtos entre pratos, xícaras, pires, canecas, saladeiras e travessas. A linha surgiu a partir de pesquisas de mercado iniciadas em 2014. Desde então, a Tramontina iniciou esforços para produzir internamente e estampar o próprio nome em conjuntos conhecidos como louça branca, de material nobre. A fábrica com capacidade de produção de 46 mil peças por dia e aplica soluções de inteligência artificial e automação para atingir maior eficiência e produtividade. A unidade coloca Pernambuco no mapa da fabricação de porcelana de mesa no Brasil, tradicionalmente concentrado no Sul e Sudeste do país.

O duelo de Tramontina e da Gerdau é o ponto alto da pesquisa Top of Mind.”Líder e vice-líder são marcas muito tradicionais e conhecidas de longa data de quem mora no Estado. Porém, a Tramontina ganhou tração nos últimos tempos por estar no dia a dia das pessoas, inclusive no supermercado. Já a Gerdau é uma empresa de commodities que não tem gaúcho que não conheça. Então é a guerra do tradicional e quando se pensa em Grande Empresa, é natural que sejam nomes fortes na categoria mais nobre do Top of Mind”, contextualiza Gabriela Lucena, diretora da Engaje. O embate ficou mais desafiador, pois diminuiu para dois pontos percentuais a distância entre elas (veja todo os detalhes na edição digital do caderno clicando aqui).

Relação próxima
Mesmo tendo transferido sua sede administrativa para São Paulo, a Gerdau marca presença no Rio Grande. Em homenagem aos 250 anos de Porto Alegre, berço da companhia, a Gerdau doou à cidade a obra Antera, do artista Rogério Pessôa. Entregue durante a sexta edição da Virada Sustentável, a escultura feita de aço foi instalada permanentemente no Parque Moinhos de Vento, o Parcão. O nome Antera é referência à parte na qual se formam os grãos de pólen das flores, e representa a fertilização de novas ideias e novos propósitos. Com cinco metros de altura, as peças da obra são formadas pela união de materiais como o aço, doado pela Gerdau, e a cerâmica. “Temos uma relação muito especial e próxima com a cidade, e por isso sempre buscamos promover iniciativas que impactem positivamente a população, sejam ações de cultura, inovação ou sustentabilidade”, assinala Pedro Torres, Head global de comunicação e marca da Gerdau.

A Gerdau patrocinou em maio o South Summit Brazil, um dos maiores eventos de inovação do país, e desta forma deu ampla visibilidade às soluções locais para acelerar a inovação e o empreendedorismo.A empresa também patrocinou os custos das reformas nos armazéns do Cais Mauá, local onde o evento foi realizado. Os prédios receberam reformas no telhado, nos portões, calhas e fiação elétrica, entre outras melhorias. No último Natal, a Gerdau presenteou Porto Alegre com uma árvore de Natal de 38 metros para tornar a data um atrativo ainda mais importante, para moradores e turistas, na capital gaúcha. A empresa também apoiou, por meio de incentivos fiscais, a revitalização da Estátua do Laçador, monumento símbolo da cultura gaúcha, e as reformas e ampliação da estrutura do Theatro São Pedro.

No âmbito do seu negócio, a companhia está investindo R$ 200 milhões para a modernização e reforma da aciaria da unidade Riograndense, implementando melhorias da jornada de transformação digital no conceito de indústria 4.0. Outra prioridade é o aprimoramento das condições ambientais e de segurança no processo de produção do aço, como a modernização do sistema de despoeiramento. No ano passado, a empresa aportou R$ 1 bilhão na modernização e ampliação de suas operações de aços especiais no Brasil. Entre as usinas, a unidade de Charqueadas (RS) ganhou um novo forno de recozimento e esferoidização para barras de aço. “Esses investimentos na reforçam o compromisso da Gerdau com o estado onde nasceu e confirmam a importância do Rio Grande do Sul para os negócios da companhia, além de renovar os nossos laços com o estado”, destaca Torres.

Tramontina aposta na estratégia da proximidade com os consumidores, enquanto a Gerdau segue renovando seus laços históricos com o Rio Grande do Sul