Archives 2022

Senado aprova MP que regulamenta o teletrabalho

Texto segue para sanção presidencial

Entre outros pontos, a MP considera o teletrabalho ou trabalho remoto aquele que é prestado fora das dependências do empregador de maneira preponderante ou não

O Senado aprovou na quarta-feira (3) a Medida Provisória (MP) 1.108/2022, que regulamenta o teletrabalho e altera as regras do auxílio-alimentação. O texto traz a definição do teletrabalho e aborda a jornada de trabalho nesse regime e diz que o auxílio-alimentação será destinado exclusivamente ao pagamento de refeição em restaurantes ou de gêneros alimentícios comprados no comércio. O texto segue para sanção presidencial.

Entre outros pontos, a MP considera o teletrabalho ou trabalho remoto aquele que é prestado fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com tecnologias de informação e comunicação e que não se configure trabalho externo. Além disso, a MP diz que a negociação da jornada de trabalho ocorrerá individualmente, entre o trabalhador e o empregador. Os empregados em regime de teletrabalho ficam submetidos às disposições previstas na legislação local e nas convenções e acordos coletivos de trabalho na base territorial onde o empregador contratou o trabalhador. Aprendizes e estagiários também poderão fazer teletrabalho.

A MP diz ainda que o uso de ferramentas, como e-mails, fora do horário de trabalho não será considerado como sobreaviso e que os empregadores terão que dar prioridade para o regime remoto aos empregados com filhos de até 4 anos.

O texto restringe o uso do auxílio-alimentação, ou vale-refeição, em restaurantes ou na compra de gêneros alimentícios comprados no comércio. O governo alega que a regra visa impedir que o auxílio, que tem tratamento tributário favorável, seja destinado à aquisição de produtos não relacionados à alimentação. A medida provisória também proíbe as empresas de receber descontos na contratação de empresas fornecedoras de tíquetes de alimentação. Hoje, alguns empregadores têm um abatimento no processo de contratação.

Com Agência Brasil e Agência Câmara de Notícias

Texto segue para sanção presidencial

Marcopolo eleva produção com retomada da demanda

Volume do segundo trimestre de 2022 foi de 3.395 unidades, crescimento de 14,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado

As entregas para o programa Caminho da Escola favoreceram o cenário

Com a retomada dos mercados, a Marcopolo registrou avanço da produção consolidada no segundo trimestre. No período, a companhia fabricou 3.395 unidades, volume 14,2% superior ao mesmo período do ano passado. Deste total, 1.774 são modelos urbanos, contra 1.437 no segundo trimestre de 2021, crescimento de 23 pontos percentuais neste segmento na comparação trimestral. As entregas para o programa Caminho da Escola também favoreceram este cenário.

Entre abril e junho, a Marcopolo produziu 2.812 unidades no Brasil e 583 no exterior, aumento de 13,3% e 19%, respectivamente, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A ampliação da produção fez com que a participação de mercado da companhia chegasse aos 53,5% no trimestre. No segundo trimestre deste ano, as vendas de rodoviários pesados representaram cerca de 50% dos volumes entregues para o mercado nacional no segmento, enquanto no segundo trimestre de 2021 o total foi de 12%. Também se destacou no período a exportação de rodoviários para fretamento.

A companhia registrou crescimento da receita líquida, chegando a R$ 1,1 bilhão, um incremento de 39,8% ante o segundo trimestre de 2021. O lucro bruto foi de R$ 131,3 milhões, com margem de 11,4%. “Os resultados refletem o incremento de volumes e repasses de custos realizados nas vendas direcionadas ao mercado interno e operações internacionais ao longo do último ano e do primeiro semestre de 2022. No segmento de rodoviários, modelos pesados ganharam força, com a recuperação das viagens de longa distância e do turismo, e o sucesso do lançamento da Geração 8”, pontua José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da Marcopolo.

Retomada das operações internacionais
Assim como no mercado brasileiro, a atuação da Marcopolo no exterior apresenta sinais graduais de retomada. A receita operacional líquida da companhia no mercado externo foi de R$ 341,1 milhões, variação positiva de 57,7% em comparação ao segundo trimestre de 2021. A retomada do turismo contribuiu com o fortalecimento das vendas, especialmente com o lançamento da Geração 8 em países da América Latina. Aliado a isso, a desvalorização do real ajudou na manutenção de margens saudáveis no fechamento de novos pedidos.

Diante do momento, mercados relevantes como o chileno e o argentino intercalam grandes pedidos e dificuldades macroeconômicas, movimento que afeta uma retomada ainda mais consistente. Na Colômbia, a evolução dos resultados está prevista para o segundo semestre de 2022. No México, a empresa retomou as vendas de ônibus rodoviários pesados, com a recuperação do turismo e linhas de longa distância, e a Marcopolo Austrália tem vendas garantidas até o início de 2023. Na China, a companhia encontra dificuldades associadas ao lockdowns no país, com limites à produção em função de falta de matérias primas e componentes.

Volume do segundo trimestre de 2022 foi de 3.395 unidades, crescimento de 14,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado

Câmara aprova PL que obriga planos de saúde a ampliar tratamentos

Projeto inclui procedimentos fora do rol da ANS

A matéria foi aprovada após decisão do STJ que desobrigou as operadoras a cobrir procedimentos médicos que não estão previstos na lista da ANS

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (3) um projeto de lei (PL) que estabelece hipóteses de cobertura de exames ou tratamentos de saúde que não estão incluídos no rol de procedimentos e eventos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A proposta segue para análise do Senado.

A matéria tem como objetivo dar continuidade a tratamentos que poderiam ser excluídos da cobertura dos planos de saúde. Com o texto aprovado, as operadoras deverão autorizar os planos de saúde a cobrirem tratamento ou procedimento prescrito por médico ou dentista que não estejam no rol da ANS, desde que um dos seguintes critérios esteja presente: existir comprovação da eficácia, à luz das ciências da saúde, baseada em evidências científicas e plano terapêutico; existir recomendações pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS; existir recomendação de, no mínimo, um órgão de avaliação de tecnologias em saúde que tenha renome internacional, desde que sejam aprovadas também para seus similares nacionais.

A matéria foi aprovada após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que desobrigou as operadoras a cobrir procedimentos médicos que não estão previstos na lista da ANS. Pela decisão, a Corte entendeu que o rol de procedimentos definidos pela agência é taxativo, ou seja, os usuários não têm direito a exames e tratamentos que estão fora da lista.

A lista de procedimentos e tratamentos obrigatórios da ANS foi criada em 1998 para estabelecer um mínimo de cobertura que não poderia ser negada pelos planos de saúde. O rol vem sendo atualizado desde então para incorporar novas tecnologias e avanços. Desde então, é comum que usuários de plano de saúde busquem na Justiça o direito de as operadoras pagarem por procedimentos ou tratamentos que ainda não estejam previstos no rol da ANS.

O rol de procedimentos da ANS lista 3.368 serviços em saúde, incluindo consultas, exames, terapias e cirurgias, além de medicamentos e órteses/próteses vinculados a esses procedimentos. Esses serviços médicos devem ser obrigatoriamente ofertados de acordo com o plano de saúde.

Com Agência Brasil e Agência Câmara de Notícias

Projeto inclui procedimentos fora do rol da ANS

Camex reduz tarifas de importação de insumos industriais

Medida inclui itens como glifosato e resinas plásticas na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul

A redução tarifária para esses produtos levou em consideração a necessidade de enfrentamento de problemas de abastecimento em certas cadeias produtivas

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a redução do Imposto de Importação, via inclusão na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec), para insumos industriais como glifosato e resinas plástivas. As medidas valerão por um ano e devem entrar em vigor na sexta-feira (5). O Gecex é o núcleo executivo colegiado da Camex, que faz parte da estrutura administrativa do Ministério da Economia.

Os itens incluídos são Glifosato e seu sal de monoisopropilamina (NCM 2931.49.14); Copolímeros de etileno e alfa-olefina, de densidade inferior a 0,94 (NCM 3901.40.00); Resina PVC-S (poli(cloreto de vinila), não misturado com outras substâncias, obtido por processo de suspensão) (NCM 3904.10.10); Resina PP (copolímero de propileno) (NCM 3902.30.00); além de Resina PET (poli(tereftalato de etileno) de um índice de viscosidade de 78 ml/g ou mais) (NCM 3907.61.00). Com a inclusão na Letec, as alíquotas de imposto de importação para esses itens ficarão entre 3,3% e 4,4%, sendo que, atualmente, variam entre 9,6% e 11,2%, conforme detalhado na tabela seguinte:

A redução tarifária para esses produtos levou em consideração a necessidade de enfrentamento de problemas de abastecimento em certas cadeias produtivas, com diferentes graus de severidade, e de significativos aumentos de custos nos insumos de outras cadeias. A medida objetiva, ainda, a melhoria da eficiência alocativa de recursos na economia, com potenciais ganhos de competitividade para diferentes segmentos industriais.

Sobre a Letec
A Letec é um instrumento de alteração tarifária previsto no Mercosul, que permite aos países membros do bloco aplicar tarifas de importação diferentes daquelas previstas na Tarifa Externa Comum (TEC). As alterações da Letec são de caráter temporário e excepcional, sempre considerando os fatores conjunturais para sua utilização. O Brasil pode aplicar alíquotas diferentes da TEC para uma lista de até 100 códigos NCM (Decisão CMC 26/15 atualizada pela Decisão CMC 11/21).

Medida inclui itens como glifosato e resinas plásticas na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul

Weg adquire unidade de negócios da italiana Gefran

Contrato foi fechado por 23 milhões de euros

Esta transação tem como foco a aquisição da unidade de negócio Motion Control, responsável pelo desenvolvimento e produção de uma completa linha de inversores de frequência, conversores de corrente contínua e aplicações especiais de servoconversores

A Weg anunciou nesta segunda-feira (1) que assinou contratos para aquisição da Gefran, empresa italiana fabricante de sensores, componentes e equipamentos de automação industrial, no valor total estimado de 23 milhões de euros. Empresa tradicional na indústria de automação e inovação tecnológica, fundada em 1960 e listada da bolsa de valores italiana, a Gefran divide-se em três unidades de negócios: Motion Control, Automation Components e Sensors.

Esta transação tem como foco a aquisição da unidade de negócio Motion Control, responsável pelo desenvolvimento e produção de uma completa linha de inversores de frequência, conversores de corrente contínua e aplicações especiais de servoconversores. Com uma equipe de aproximadamente 180 colaboradores e fábricas na Itália, Alemanha, China e Índia, a unidade Motion Control possui clientes e atuação em mais de 70 países. Em 2021 sua receita liquida foi de 44,8 milhões de euros. A consolidação da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, dentre as quais a aprovação por autoridades regulatórias europeias.

Contrato foi fechado por 23 milhões de euros

Entidades do setor produtivo criticam alta de juros

Para CNI, elevação diminuirá produção, consumo e emprego

Na visão da CNI, o fato de os juros estarem 7,8% acima da inflação esperada para daqui a 12 meses indica que a elevação foi exagerada

A elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) para 13,75% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Para entidades da indústria, a decisão do Comitê de Política Monetária atrasa a recuperação da economia, aumentando custos e reduzindo a produção, o consumo e o emprego.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o aumento da Selic de “equivocado”. Para a entidade, o fato de os juros estarem 7,8% acima da inflação esperada para daqui a 12 meses indica que a elevação foi exagerada. “A CNI entende que, neste momento, o novo aumento da taxa de juros é dispensável para o combate da inflação e trará custos adicionais desnecessários para a atividade econômica, com reflexos negativos sobre consumo, produção e emprego”, afirmou, em nota, o presidente da confederação, Robson Andrade. Para a CNI, o Banco Central (BC) não precisaria aumentar os juros porque medidas recentes, como a redução de impostos sobre energia elétrica, combustíveis, telecomunicação e transporte coletivo estão fazendo a inflação cair. “Para julho e agosto, inclusive, a expectativa é de deflação”, destacou a entidade no comunicado.

A decisão também foi criticada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry. “O Banco Central já fez seu trabalho e acredito que o ciclo de aperto monetário deva ser encerrado. A elevação da taxa de juros no Brasil começou muito antes do que nos demais países, e sabemos que as implicações dos juros mais elevados têm impactos defasados sobre a economia. Dessa forma, as decisões do Copom tomadas ao longo dos últimos 12 meses terão efeitos sobre a atividade por diversos meses à frente, o trabalho do Banco Central já foi feito, agora é esperar”, declarou.

“O quadro atual aponta para a desaceleração da inflação, juntamente com o aumento dos custos de crédito, postergação dos investimentos e risco de uma queda acentuada na atividade. Além disso, o cenário externo está mais favorável: o aumento nos juros e redução da atividade econômica nos países desenvolvidos deve provocar uma desaceleração do crescimento econômico global e já se observa o primeiro efeito dessa conjuntura sobre os preços das commodities, que vêm mostrando sinais de arrefecimento”, escreveu, em nota. As Federações de Indústria do Paraná (Fiep) e de Santa Catarina (Fiesc) não emitiram notas sobre o tema até o fechamento desta reportagem.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, também se pronunciou. “Esse foi o décimo segundo aumento na dose desse remédio amargo que começou a ser administrado em março do ano passado para conter o processo inflacionário. Diante de um cenário cheio de incertezas, o administrador desse remédio – a autoridade monetária – tem toda sua atenção nas expectativas de inflação à frente para considerar qualquer novo ajuste na Selic. Na prática, com a taxa básica de juros já muito elevada, o crédito mais caro não apenas reduz o impulso de consumo e de investimento, mas também encarece as dívidas contraídas pelas famílias e pelos empresários, exigindo atenção ainda maior nesses tempos desafiadores”, declarou.

Com Agência Brasil

Para CNI, elevação diminuirá produção, consumo e emprego

Gasolina e diesel seguem dinâmicas distintas, diz diretor da Petrobras

Estatal atribui lucro do segundo trimestre à forte geração de caixa

No balanço do segundo trimestre, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 54,3 bilhões

O diretor de comercialização e logística da Petrobras, Cláudio Matella, disse que as dinâmicas que interferem nos preços da gasolina e do diesel são distintas. Segundo ele, os dois combustíveis respondem de forma oposta às mudanças sazonais. “Na estação de verão no Hemisfério Norte, o consumo de gasolina sobe bastante, e os preços ficam mais altos. Agora vamos caminhar para o fim do ano. Os preços têm cedido e, por causa disso, reajustamos, percebendo a tendência estrutural de redução. No caso do diesel, não podemos dizer a mesma coisa. O cenário continua bastante estressado no mercado internacional. Ao contrário da gasolina, cujos estoques estão normalizados, os estoques de diesel estão muito abaixo da média histórica no mundo. E adicionalmente, daqui até o fim do ano, com a proximidade do inverno, a tendência é de fortalecimento dos preços”, afirmou.

Embora tenha pontuado a diferença entre os combustíveis, Mastella não fez previsão para o diesel e disse que a estatal não faz especulação de preços. Segundo ele, o mercado é monitorado, e o cenário está em constante avaliação, com ajustes para cima ou para baixo quando são observadas mudanças. No balanço do segundo trimestre, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 54,3 bilhões. O resultado foi atribuído à forte geração de caixa, refletindo o desempenho operacional e o aumento do preço de mercado do petróleo.

Com Agência Brasil

Estatal atribui lucro do segundo trimestre à forte geração de caixa

Banco Central eleva juros para 13,75% ao ano

Os analistas esperam que a taxa permaneça nesse nível até o fim do ano

O Comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião em setembro

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu por unanimidade elevar a taxa básica de juros, a Selic, para 13,75% ao ano. A alta de 0,5 ponto percentual era aguarda pelo mercado. Os analistas esperam que a taxa permaneça nesse nível até o fim do ano.

“O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2023 e, em grau menor, o de 2024. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, destaca o Copom.

O BC considera ainda que será apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista. “O Comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião. O Copom enfatiza que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas. Nota ainda que a incerteza da atual conjuntura, tanto doméstica quanto global, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, ressalta a nota publicada após o encontro. O Copom voltará a se reunir nos dias 20 e 21 de setembro.

Inflação
Depois de altas nos últimos meses, as estimativas de inflação têm caído. A última edição do boletim Focus reduziu a previsão de inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 7,3% para 7,15% neste ano. Em junho, as projeções para o IPCA chegaram a 9%. Embora a gasolina e a energia elétrica tenham ficado mais baratas nos últimos meses, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua impactando os preços do diesel, de fertilizantes e de outras mercadorias importadas. Além disso, a instabilidade na economia norte-americana, que enfrenta a maior inflação nos últimos 41 anos, provoca forte volatilidade na cotação do dólar em todo o planeta. Para 2022, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior, 5%. Os analistas consideram que o teto da meta será estourado pelo segundo ano consecutivo.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Copom
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

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Com Agência Brasil 

Os analistas esperam que a taxa permaneça nesse nível até o fim do ano

CSN arremata braço de geração da CEEE

O valor final foi de R$ 928 milhões, representando um ágio de 10,9% sobre o mínimo original

A CEEE-G é responsável por 1.270,7 MW de potência outorgada, o que representa cerca de 13,3% do total do Rio Grande do Sul

O braço de geração da CEEE foi arrematado pela Companhia Florestal do Brasil, companhia vinculada ao grupo siderúrgico CSN. O valor final foi de R$ 928 milhões, representando um ágio de 10,9% sobre o mínimo original. O certame também contou com a Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

A Companhia Florestal do Brasil também terá de desembolsar uma outorga de R$ 1,8 bilhão, referente à concessão das usinas geradoras da empresa, por um prazo de 30 anos. O valor mínimo de outorga era de R$ 1,6 bilhão, mas, segundo o edital, o ágio oferecido no leilão também se aplica a esse montante.

A CEEE-G é responsável por 1.270,7 MW de potência outorgada, o que representa cerca de 13,3% do total do Rio Grande do Sul. A companhia possui 15 usinas próprias, com potência outorgada de 990 MW, além de participações em outros empreendimentos de geração.

Este foi o terceiro braço do Grupo CEEE a ser privatizado. Em março do ano passado, a CEEE Distribuidora (CEEE-D) foi leiloada e adquirida pelo Grupo Equatorial Energia. Há um ano, a CPFL Energia foi a vencedora do leilão de privatização do controle acionário da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T).

O valor final foi de R$ 928 milhões, representando um ágio de 10,9% sobre o mínimo original

Câmara aprova MP do teletrabalho

Matéria precisa ser votada até domingo

Entre outros pontos, a MP considera o teletrabalho ou trabalho remoto aquele que é prestado fora das dependências do empregador de maneira preponderante ou não

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3) o texto da Medida Provisória (MP) 1108/22 que regulamenta o teletrabalho e altera regras do auxílio-alimentação. O texto foi aprovado por 248 votos a favor e 159 contrários. A MP segue agora para o Senado e precisa ser votada até o domingo (7), quando perde a validade. Entre outros pontos, a MP considera o teletrabalho ou trabalho remoto aquele que é prestado fora das dependências do empregador de maneira preponderante ou não, com tecnologias de informação e comunicação e que não se configure trabalho externo.

O texto apresentado pelo relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), prevê que o regime de teletrabalho se dará por jornada, produção ou tarefa. Contudo, a proposta excluiu a previsão de aplicação da jornada diária de trabalho de até oito horas, do pagamento de horas-extras, pagamento de valor adicional por trabalho noturno, conforme consta na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Os empregados em regime de teletrabalho ficam submetidos às disposições previstas na legislação local e nas convenções e acordos coletivos de trabalho na base territorial onde o empregador contratou o trabalhador. Aprendizes e estagiários também poderão fazer teletrabalho. A MP diz ainda que o uso de ferramentas, como e-mails, fora do horário de trabalho não será considerado como sobreaviso e que os empregadores terão que dar prioridade para o regime remoto aos empregados com filhos até quatro anos.

Além disso, A MP diz que a negociação da jornada de trabalho ocorrerá individualmente, entre o trabalhador e o empregador. “Acordo individual poderá dispor sobre os horários e meios de comunicação entre o empregador e o empregado, desde que assegurados os repousos legais”, diz o texto. O relator chegou a defender que as regras do trabalho remoto fossem definidas em negociação coletiva entre sindicatos e empresas, mas acatou a previsão de contrato individual, defendida pelo governo no texto original da MP original. Deputados da oposição criticaram o texto, argumentando que a medida representa um retrocesso para os direitos dos trabalhadores, por não considerar o que prevê a CLT.

O texto da MP diz ainda que o auxílio-alimentação será destinado exclusivamente ao pagamento de refeição em restaurantes ou de gêneros alimentícios comprados no comércio. A MP também proíbe que as empresas recebam descontos na contratação de empresas fornecedoras de tíquetes de alimentação.

Com Agência Brasil

Matéria precisa ser votada até domingo

Uma questão de ponto de vista

Com a crise econômica, cabe aos gestores de serviços provarem que a categoria é essencial – e a experiência do cliente pode ser fundamental

Tá no App, Tá na Renner: marca entrega experiência integrada e omnichannel aos seus clientes

Até maio, a inflação acumulada dos últimos doze meses rondava a casa de 11,7%. Um dos principais vilões no mês foi justamente uma prestação de serviço: as passagens aéreas aumentaram 18,3%, segundo o IBGE. Uma pesquisa da Febraban, que reúne os principais bancos do país, revelou que a recuperação econômica ainda está longe do horizonte dos brasileiros. Metade dos entrevistados (51%) acredita que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022 ou isso sequer acontecerá.

Para especialistas em branding, em um cenário os consumidores trocam serviços não essenciais pelos essenciais, o desafio está em mudar esse ponto de vista. “Não é a primeira crise pela qual o país passa, obviamente, mas provavelmente é a mais grave em pelo menos uma década. E lembro que, na imediatamente anterior a esta, na segunda metade do primeiro mandato de Dilma, as camadas classes populares resistiam a abrir mão de supérfluos recém-conquistados em função do poder de compra menor”, contextualiza o especialista em marketing André D´Angelo. “Esse o desafio do momento: reformatar a visão do consumidor sobre certas categorias e fazer com que economizem o que podem no essencial, e usem o que sobrar para os produtos e serviços tidos como secundários”, sugere.

Na visão de Juliana Hendges, diretora da Engaje, outro detalhe importante é oferecer aos clientes uma boa e completa experiência somada ao fato de estar onipresente no ambiente online. Quem une o melhor desses dois mundos é a Renner, líder na categoria Loja de Roupas. Conhecida pelo recente jingle “Tá no App, tá no site, tá no Insta, tá no Zap, tá no Tik, tá no Tok, tá na loja, tá online, tá na Renner…”, a varejista escancara que o futuro é, definitivamente, híbrido, integrado e sem fronteiras claras entre físico e digital. “E não fica só na promessa de campanha, pois a marca, de fato, entrega uma experiência fluída, integrada e omnichannel. Se você estiver na loja física e não quiser enfrentar a fila do caixa, basta usar o app da Renner e você mesmo escaneia o código de barras, fazendo todo processo de compra na palma da mão, sem filas”, exemplifica Juliana.

Tornar o atendimento mais personalizado e humano é outra frente para conquistar consumidores em uma época de vagas magras na economia. “Pedir opinião para os clientes demonstra que a empresa não está interessada somente no dinheiro e, sim, em satisfazê-lo. Lembrando que agir para resolver feedbacks, inclusive os negativos, mostra consideração e respeito por eles”, destaca. Um exemplo é o iFood, marca mais lembrada no item Delivery. O aplicativo constantemente solicita avaliações dos usuários sobre os estabelecimentos e até mesmo o profissional que faz as entregas.

Esse conteúdo é parte integrante do caderno Top of Mind RS 2022, publicação do Grupo AMANHÃ. Consolidado como uma espécie de Oscar das marcas mais lembradas pelos consumidores do Rio Grande do Sul, o Top of Mind, realizado desde 1991, é pioneiro no país.

Leia a publicação completa clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Confira na íntegra o evento no canal do YouTube do Grupo AMANHÃ.

Com a crise econômica, cabe aos gestores de serviços provarem que a categoria é essencial – e a experiência do cliente pode ser fundamental

Vendas de veículos novos têm leve baixa em julho

Expectativa é que a comercialização avance até o final do ano

No acumulado até julho foi registrada queda de 12,7% em relação ao mesmo período de 2021

As vendas de veículos novos sofreram uma leve queda no mês de julho, quando foram comercializadas 307.709 unidades: 0,5% a menos que o registrado no mesmo mês de 2021 e 2,6% inferior às vendas de junho de 2022. No acumulado do ano foram vendidas 1.958.945 unidades, também 2,6% a menos do que registrado no mesmo período de 2021. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). São levadas em conta as vendas de automóveis e comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários.

“A queda pode ser explicada por um conjunto de fatores, como a menor oferta, especialmente, no segmento de duas rodas, devido a problemas na produção e pela maior restrição e aumento do custo de crédito, já que a inadimplência, nos financiamentos de veículos, está em 4,5%”, destacou o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior.

As vendas de automóveis e comerciais leves tiveram elevação nas vendas em julho de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2021. Em comparação a junho de 2022, houve elevação de 2,2%. Já no acumulado do ano, até julho, foi registrada queda de 12,7% em relação ao mesmo período de 2021. A expectativa da Fenabrave é que, com a nova redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis as vendas do segmento cresçam nos próximos meses, podendo atingir uma elevação de 4% no final do ano, em comparação a 2021.

Com Agência Brasil

Expectativa é que a comercialização avance até o final do ano

Petrobras reduz preço de venda da gasolina para distribuidoras

Medida entra em vigor nesta sexta-feira

A queda é de R$ 0,15 por litro

A Petrobras reduz, a partir de sexta-feira (29), o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras de R$ 3,86 para R$ 3,71 por litro. A queda é de R$ 0,15 por litro. Com isso, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição do combustível comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor cairá de R$ 2,81, em média, para R$ 2,70 a cada litro vendido na bomba.

Segundo a companhia, a redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina. Além disso, acrescenta a empresa, a medida “é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio de seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor obtidas no site da Petrobras. De acordo com a companhia, o objetivo é “contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade”.

Com Agência Brasil

Medida entra em vigor nesta sexta-feira

STF faz nova audiência de conciliação sobre cobrança do ICMS

Sem consenso, outra audiência foi marcada para 16 de agosto

Os governadores afirmam que as leis que tratam do ICMS sobre combustíveis atrapalham a programação orçamentária dos estados

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou na terça-feira (2) uma nova audiência da comissão que busca conciliação entre estados e o governo federal sobre a compensação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos essenciais, como combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes coletivos. A questão é discutida na ação em que o presidente Jair Bolsonaro defende a limitação da alíquota do tributo, nos 26 estados e no Distrito Federal. O impasse jurídico começou após a sanção da Lei Complementar 192/2022. Com a lei, os estados ficaram impedidos de cobrar mais de 17% ou 18% de ICMS sobre esses bens e serviços.

Na reunião, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirmou que a perda anual dos estados é de R$ 92 bilhões. Por outro lado, a União declarou que os estados apresentaram aumento de R$ 48 bilhões na arrecadação do tributo. Diante das divergências, uma nova audiência foi marcada para 16 de agosto. Em junho, ocorreu a primeira audiência entre o governo federal e representantes dos estados, na qual o impasse também permaneceu. Os trabalhos da comissão devem seguir até 4 de novembro. A comissão também é composta por representantes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 984, processo que motiva a discussão, a Advocacia-Geral da União (AGU) sustentou que as operações com combustíveis deveriam ter tratamento semelhante aos serviços de energia elétrica e de telecomunicações, considerados como bens essenciais. Os governadores afirmam que as leis que tratam do ICMS sobre combustíveis atrapalham a programação orçamentária dos estados.

Com Agência Brasil

Sem consenso, outra audiência foi marcada para 16 de agosto

Banco Central define nesta quarta a taxa básica de juros

Selic deve passar de 13,25% para 13,75% ao ano

Embora a gasolina e a energia elétrica tenham ficado mais baratas nos últimos meses, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua impactando os preços do diesel, de fertilizantes e de outras mercadorias importadas

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), define nesta quarta-feira (3), em Brasília, a taxa básica de juros, a Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a Selic deverá passar de 13,25% para 13,75% ao ano, com alta de 0,5 ponto percentual. Os analistas de mercado esperam que a taxa permaneça nesse nível até o fim do ano.

Na ata da última reunião, os membros do Copom indicaram que pretendiam aumentar mais uma vez a Selic em 0,5 ponto percentual ou 0,25 ponto percentual, mas deixaram aberta a possibilidade de promover novas altas caso a inflação persista. Até maio, os comunicados do BC indicavam que a autoridade monetária pretendia encerrar o ciclo de elevações em junho. No entanto, as altas além do previsto – promovidas pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) e do Banco Central Europeu – adicionaram pressão sobre os juros brasileiros.

Depois de altas nos últimos meses, as estimativas de inflação têm caído. A última edição do boletim Focus reduziu a previsão de inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 7,3% para 7,15% neste ano. Em junho, as projeções para o IPCA chegaram a 9%.

Embora a gasolina e a energia elétrica tenham ficado mais baratas nos últimos meses, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua impactando os preços do diesel, de fertilizantes e de outras mercadorias importadas. Além disso, a instabilidade na economia norte-americana, que enfrenta a maior inflação nos últimos 41 anos, provoca forte volatilidade na cotação do dólar em todo o planeta. Para 2022, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior, 5%. Os analistas consideram que o teto da meta será estourado pelo segundo ano consecutivo.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Copom
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

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Com Agência Brasil

Selic deve passar de 13,25% para 13,75% ao ano