Archives Julho 2022

Taxa de desocupação cai para 9,3% no segundo trimestre

Número de ocupados é o maior desde 2012

São 3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho, sendo 1,1 milhão na informalidade

A taxa de desocupação ficou em 9,3% no trimestre encerrado em junho, queda de 1,8 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. É o menor patamar para o período desde 2015, quando foi de 8,4%. O número de desempregados recuou 15,6% no trimestre, chegando a 10,1 milhões de pessoas. Isso representa 1,9 milhão de pessoas a menos em busca por trabalho no país. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE.

“A retração da taxa de desocupação no segundo trimestre segue movimento já observado em outros anos. Em 2022, contudo, a queda mais acentuada dessa taxa foi provocada pelo avanço significativo da população ocupada em relação ao primeiro trimestre”, destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. A população ocupada é a maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Esse contingente foi estimado em 98,3 milhões, o que representa uma alta de 3,1% frente ao trimestre anterior. São 3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho, sendo 1,1 milhão na informalidade. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 8,9 milhões de trabalhadores.

O número de trabalhadores informais, estimado em 39,3 milhões, também foi o maior da série histórica do indicador, iniciada em 2016. Na comparação com o trimestre anterior, houve um crescimento de 2,8%, o que representa mais 1,1 milhão de pessoas. Fazem parte dessa população os trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares. “Nesse segundo trimestre, houve a retomada do crescimento do número de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que havia caído no primeiro trimestre. Além disso, outras categorias principais da informalidade, que são os empregados sem carteira no setor privado e os trabalhadores domésticos sem carteira, continuaram aumentando”, analisa. A taxa de informalidade foi de 40% no trimestre encerrado em junho.

O número de trabalhadores por conta própria, somados formais e informais, foi estimado em 25,7 milhões, o maior contingente para um trimestre encerrado em junho desde 2012, início da série histórica da PNAD Contínua. Houve crescimento de 1,7% (431 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 4,3% (1,1 milhão) em relação ao mesmo período do ano passado. Já entre os empregados sem carteira assinada no setor privado, o aumento foi de 6,8% (ou mais 827 mil pessoas) frente ao último trimestre. Com isso, o contingente também foi o maior da série, ao ser estimado em 13 milhões de pessoas. O número de trabalhadores domésticos sem carteira cresceu 4,3% no período, o equivalente a 180 mil pessoas. Com a alta, essa categoria passou a ser formada por 4,4 milhões de trabalhadores.

O crescimento no número de informais é relacionado a algumas atividades do setor de serviços, que foi bastante impactado pelas medidas de isolamento social durante a pandemia. “Podemos observar que parte importante dos serviços, como os serviços pessoais prestados às famílias, tem grande participação de trabalhadores informais e está influenciando essa reação da ocupação. Isso também tem ocorrido na construção, setor com parcela significativa de informais. Então, a informalidade tem um papel importante no crescimento da ocupação”, explica.

No caso do mercado de trabalho formal, o maior crescimento em termos absolutos foi dos empregados com carteira assinada no setor privado. Essa categoria subiu 2,6% no trimestre, um acréscimo de 908 mil pessoas. No ano, o aumento foi de 3,7 milhões de trabalhadores (11,5%). Por outro lado, o número de empregadores com CNPJ ficou estável frente ao último trimestre e subiu 12,7% na comparação anual. Dos 4,2 milhões de empregadores, 3,4 milhões (81%) são formais.

Em relação ao aumento da ocupação, a pesquisadora aponta para a expansão disseminada entre diversas atividades econômicas. “Entre elas, os destaques foram o comércio (3,4%), a indústria (2,7%) e a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,5%). Neste último grupo de atividades, a expansão de 739 mil pessoas foi influenciada pela educação básica, especialmente de ensino fundamental. Além do comportamento sazonal de expansão desse grupamento, a intensificação das atividades presenciais levou à absorção de profissionais no segmento da educação”, avalia.

Número de ocupados é o maior desde 2012

Duelo da tradição

Tramontina aposta na estratégia da proximidade com os consumidores, enquanto a Gerdau segue renovando seus laços históricos com o Rio Grande do Sul

O duelo de Tramontina e da Gerdau é o ponto alto da pesquisa Top of Mind

Como a Tramontina se sustenta no posto de grife mais lembrada pelos gaúchos quando pensam em Grande Empresa do Rio Grande do Sul, enfrentando ícones como Gerdau? Ao fazer uma avaliação das estratégias de marketing da Tramontina, a diretora da área exibe uma certeza. “Neste período, a marca apostou em seu maior atributo: o esforço permanente em tornar a vida das pessoas cada vez melhor”, resume Rosane Mesturini Fantinelli. Para atingir um público cada vez maior, a marca seguiu apostando na comunicação pelas redes sociais e canais próprios. A parceria com influenciadores digitais também foi fundamental para entregar conteúdos com dicas para inspirar consumidores nos diferentes segmentos de atuação, como gastronomia e jardinagem. As campanhas na web reforçaram essa estratégia, assim como ações pontuais de produtos com preços mais competitivos.

A live commerce, que foi um sucesso durante o período da pandemia, teve nova temporada com a participação do chef Elzio Callefi, da Tramontina, e de uma influenciadora convidada. No encontro, ao vivo, online e de acesso gratuito, os profissionais prepararam receitas e passaram várias outras dicas culinárias enquanto tiravam dúvidas sobre uso e versatilidade de panelas.A ação fez parte da nova campanha Mistura que Faz Bonito, que busca impulsionar e evidenciar a qualidade, durabilidade e os diferenciais das panelas inox, a partir da pluralidade gastronômica do Brasil. Tudo servido com leveza e bom humor em vídeos que exploram, com imagens divertidas, o que é fazer bonito na mistura da cozinha, conduzindo o público em diferentes versões de um mesmo prato, preparado em várias panelas.

Assim como no ano passado, os produtos com maior volume de vendas são os talheres, seguido de panelas e utensílios para a cozinha. “Esses produtos continuam tendo aumento de vendas porque se relacionam diretamente com o ambiente da casa onde passamos a maior parte do tempo no último ano”, conta Rosane. “Outro destaque são as ferramentas para uso doméstico, pelo fato de os consumidores continuarem investindo em pequenos reparos em suas casas.”

Os eventos presenciais também voltaram neste ano. O GURU, cooktop conectado que chegou ao mercado em dezembro de 2021, recebeu uma sequência de ativações como forma de promover a experiência com o primeiro produto da Tramontina a usar Internet das Coisas. Os encontros reúnem cerca de 20 pessoas entre jornalistas e influenciadores digitais. E para quem busca “a experiência da grife em sua essência”, como define Rosane, a Tramontina conta com quase 30 lojas conceito T store no Brasil e no exterior, e as T factory store, em Carlos Barbosa e Farroupilha. São espaços que reúnem produtos com estilo e beleza, estimulando os sentidos.

A companhia também inaugurou em maio a nova divisão da planta para a fabricação de porcelanas. O ato, que reuniu mais de 150 pessoas em Moreno (PE), ato marcou o ingresso oficial da empresa gaúcha no segmento de porcelana. Serão mais de 200 novos produtos entre pratos, xícaras, pires, canecas, saladeiras e travessas. A linha surgiu a partir de pesquisas de mercado iniciadas em 2014. Desde então, a Tramontina iniciou esforços para produzir internamente e estampar o próprio nome em conjuntos conhecidos como louça branca, de material nobre. A fábrica com capacidade de produção de 46 mil peças por dia e aplica soluções de inteligência artificial e automação para atingir maior eficiência e produtividade. A unidade coloca Pernambuco no mapa da fabricação de porcelana de mesa no Brasil, tradicionalmente concentrado no Sul e Sudeste do país.

O duelo de Tramontina e da Gerdau é o ponto alto da pesquisa Top of Mind.”Líder e vice-líder são marcas muito tradicionais e conhecidas de longa data de quem mora no Estado. Porém, a Tramontina ganhou tração nos últimos tempos por estar no dia a dia das pessoas, inclusive no supermercado. Já a Gerdau é uma empresa de commodities que não tem gaúcho que não conheça. Então é a guerra do tradicional e quando se pensa em Grande Empresa, é natural que sejam nomes fortes na categoria mais nobre do Top of Mind”, contextualiza Gabriela Lucena, diretora da Engaje. O embate ficou mais desafiador, pois diminuiu para dois pontos percentuais a distância entre elas (veja todo os detalhes na edição digital do caderno clicando aqui).

Relação próxima
Mesmo tendo transferido sua sede administrativa para São Paulo, a Gerdau marca presença no Rio Grande. Em homenagem aos 250 anos de Porto Alegre, berço da companhia, a Gerdau doou à cidade a obra Antera, do artista Rogério Pessôa. Entregue durante a sexta edição da Virada Sustentável, a escultura feita de aço foi instalada permanentemente no Parque Moinhos de Vento, o Parcão. O nome Antera é referência à parte na qual se formam os grãos de pólen das flores, e representa a fertilização de novas ideias e novos propósitos. Com cinco metros de altura, as peças da obra são formadas pela união de materiais como o aço, doado pela Gerdau, e a cerâmica. “Temos uma relação muito especial e próxima com a cidade, e por isso sempre buscamos promover iniciativas que impactem positivamente a população, sejam ações de cultura, inovação ou sustentabilidade”, assinala Pedro Torres, Head global de comunicação e marca da Gerdau.

A Gerdau patrocinou em maio o South Summit Brazil, um dos maiores eventos de inovação do país, e desta forma deu ampla visibilidade às soluções locais para acelerar a inovação e o empreendedorismo.A empresa também patrocinou os custos das reformas nos armazéns do Cais Mauá, local onde o evento foi realizado. Os prédios receberam reformas no telhado, nos portões, calhas e fiação elétrica, entre outras melhorias. No último Natal, a Gerdau presenteou Porto Alegre com uma árvore de Natal de 38 metros para tornar a data um atrativo ainda mais importante, para moradores e turistas, na capital gaúcha. A empresa também apoiou, por meio de incentivos fiscais, a revitalização da Estátua do Laçador, monumento símbolo da cultura gaúcha, e as reformas e ampliação da estrutura do Theatro São Pedro.

No âmbito do seu negócio, a companhia está investindo R$ 200 milhões para a modernização e reforma da aciaria da unidade Riograndense, implementando melhorias da jornada de transformação digital no conceito de indústria 4.0. Outra prioridade é o aprimoramento das condições ambientais e de segurança no processo de produção do aço, como a modernização do sistema de despoeiramento. No ano passado, a empresa aportou R$ 1 bilhão na modernização e ampliação de suas operações de aços especiais no Brasil. Entre as usinas, a unidade de Charqueadas (RS) ganhou um novo forno de recozimento e esferoidização para barras de aço. “Esses investimentos na reforçam o compromisso da Gerdau com o estado onde nasceu e confirmam a importância do Rio Grande do Sul para os negócios da companhia, além de renovar os nossos laços com o estado”, destaca Torres.

Tramontina aposta na estratégia da proximidade com os consumidores, enquanto a Gerdau segue renovando seus laços históricos com o Rio Grande do Sul

A BRF busca na ciência soluções para o mercado

Companhia catarinense quer se consolidar como uma das líderes do setor de alimentos no mundo dentro de oito anos

“Buscamos oportunidades que permitam a troca de conhecimento entre a academia e o setor privado, ciência e mercado”, conta Sergio Pinto, diretor de inovação da BRF

A catarinense BRF quer se consolidar como uma das líderes do setor de alimentos no mundo dentro de oito anos. Para isso, elegeu a inovação como o principal pilar para imprimir velocidade ao que chamou de Visão 2030. A empresa diagnosticou que há demanda crescente dos consumidores por uma maior variedade de proteínas alternativas e, agora, pretende oferecer ao mercado os “substitutos de carne”. Um marco determinante para esse plano foi a parceria firmada em março de 2021 com a Aleph Farms, startup israelense que desenvolve proteínas em laboratório a partir das células animais.

“O acordo visa ao desenvolvimento e à produção de carnes cultivadas usando a produção patenteada da Aleph Farms e a distribuição de proteínas cultivadas pela startup com exclusividade no Brasil”, explica Sergio Pinto, diretor de inovação da dona das marcas Sadia e Perdigão. Em julho do ano passado, a companhia aportou US$ 2,5 milhões na segunda rodada internacional de investimento da startup. Com isso, a meta é chegar a 10% das vendas de produtos inovadores até 2023. Atualmente, esse nível está em torno de 5%.

Os times de P&D e Inovação da BRF se dedicaram a estudar novos interesses, preferências e hábitos da população, ajudando a desenvolver novos produtos. Outra tendência identificada foi o mercado de proteínas com produtos plant-based. As proteínas vegetais são alternativas feitas à base de plantas, utilizando grãos com altos níveis proteicos como ervilha, milho e feijão carioca, uma exclusividade da BRF. Para oferecer novas opções para os consumidores, a empresa lançou a linha plant-based Veg&Tal, que já possui em seu portfólio hambúrgueres, almôndegas, kibes, nuggets, carne moída, frango em cubos, em tiras e desfiado, entre outros produtos.

Uma das iniciativas da empresa é o BrfHub, programa de relacionamento da BRF com o ecossistema de inovação aberta no Brasil e no exterior, com o objetivo de estimular parcerias que criem inteligência e agilidade na geração de novos negócios e soluções competitivas para a companhia. “Além de nos conectar com startups, queremos nos aproximar de pesquisadores com perfil empreendedor, sejam eles de universidades ou instituições de pesquisa. Buscamos oportunidades que permitam a troca de conhecimento entre a academia e o setor privado, ciência e mercado”, detalha Pinto.

A empresa também promove a colaboração criativa por meio de projetos como o Olheiros de Inovação BRF, que busca mobilizar a base de colaboradores para proposição de iniciativas transformadoras dentro ou fora de sua área de atuação, sugestão de serviços e de tecnologias para gerar impacto positivo na operação. São quatro meses em que a companhia catarinense faz com que todos coloquem o foco na inovação, buscando atender as múltiplas necessidades do mercado e demandas do consumidor.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Companhia catarinense quer se consolidar como uma das líderes do setor de alimentos no mundo dentro de oito anos

Indústria de máquinas perde 3,7% da receita liquida de vendas

No primeiro semestre do ano, a receita do setor somou R$ 150,6 bilhões 

Apesar do balanço negativo no fechamento do mês e do semestre, a associação manteve a perspectiva de crescimento para o ano

No primeiro semestre deste ano, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos acumulou queda de 3,7% na receita líquida de vendas, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida total do setor no semestre somou R$ 150,6 bilhões.

A receita interna somou R$ 121,2 bilhões, queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2021, enquanto o consumo aparente ficou em R$ 187,5 bilhões, o que representou uma queda de 7,3% na mesma comparação. Por outro lado, as exportações cresceram 29,2% no semestre, totalizando cerca de US$ 5,6 bilhões. As importações também cresceram, com aumento de 10,7% ante o primeiro semestre do ano passado, somando US$ 11,6 bilhões.

Outro indicador que apresentou alta no período foi o de empregos. Puxado pelo aumento da produção e de vendas, principalmente aos que atendem ao mercado agrícola e de construção civil, o setor registrou aumento de 8,4% no semestre, com a indústria de máquinas e equipamentos passando a empregar um total de 395 mil pessoas.

Junho
Considerando-se apenas o mês de junho, o balanço divulgado hoje pela Abimaq revela redução nas receitas líquidas de vendas, que somaram R$ 26,8 bilhões. Houve queda tanto em relação ao mês de maio (-5,6%) quanto na relação anual (-1,8%). As vendas ao mercado externo somaram US$ 1 bilhão em junho, o que representou um crescimento de 20,1% na comparação anual. No entanto, em relação a maio, houve queda de 4,9%.

Quanto às importações, após elas terem crescido quase 15% em maio, no mês de junho elas voltaram a recuar (-9,9%), atingindo US$ 1,8 bilhão. Em relação ao ano passado, houve estabilidade (0,9%). Apesar do balanço negativo no fechamento do mês e do semestre, a associação manteve a perspectiva de crescimento para o ano. Segundo a Abimaq, o mercado doméstico deve apresentar alta de 5,8% em 2022. Para o mercado total, a expectativa é de fechar o ano com aumento de 3,8%.

Com Agência Brasil

No primeiro semestre do ano, a receita do setor somou R$ 150,6 bilhões 

Dívida pública sobe 2,5% em junho

Custo médio de emissão atingiu maior nível em cinco anos

A disparada do dólar em junho contribuiu para aumentar o endividamento do governo

O baixo volume de vencimentos e a alta dos juros e do dólar fizeram a dívida pública federal subir em junho. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, ela passou de R$ 5,7 trilhões em maio para R$ 5,8 trilhões no mês passado, alta de 2,5%. O Tesouro prevê que a dívida subirá nos próximos meses. De acordo com o plano anual de financiamento, apresentado no fim de janeiro, o estoque da dívida deve encerrar 2022 entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões.

A disparada do dólar em junho contribuiu para aumentar o endividamento do governo. A dívida pública federal externa subiu 10,5%, passando de R$ 226,2 bilhões em maio para R$ 250,1 bilhões em junho. O principal fator foi a alta de 10,7% da moeda norte-americana no mês passado. Os juros altos começam a ter impacto na dívida pública. O custo médio de emissão – quanto o Tesouro paga para botar os títulos no mercado – atingiu 12% ao ano em junho. Esse é o maior nível desde maio de 2017. Custos mais altos indicam maior desconfiança dos investidores para comprarem títulos do Tesouro.

Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,1 trilhão em maio para R$ 1,2 trilhão no mês passado, impulsionada pelo pagamento de R$ 26,7 bilhões em dividendos (distribuição de lucros) de estatais ao Tesouro Nacional.

As instituições financeiras seguem como principais detentoras da dívida pública federal interna, com 30,1% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 23,6%, e os fundos de pensão, com 23,2%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida. Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Com Agência Brasil

Custo médio de emissão atingiu maior nível em cinco anos

Fed eleva juros em 0,75 ponto percentual

É a quarta vez que o Federal Reserve elevou os juros neste ano

Autoridade monetária reforça compromisso em trazer inflação de volta à meta nos Estados Unidos

O Federal Reserve anunciou nesta quarta-feira (27) que decidiu por unanimidade elevar os juros em 0,75 ponto percentual. Agora a faixa passa a ser de 2,25% a 2,5%. É o segundo aumento dessa magnitude e a quarta alta seguida da taxa este ano.

“Os indicadores recentes de gastos e produção se suavizaram. No entanto, os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões mais amplas sobre os preços”, destaca o comunicado.

O Fed aposta que as latas continuas serão apropriadas. Além disso, afirma que continuará reduzindo participações em títulos do Tesouro e dívida e títulos lastreados em hipotecas. “O Comitê está fortemente comprometido em devolver a inflação ao seu objetivo de 2%”, promete o texto.

É a quarta vez que o Federal Reserve elevou os juros neste ano

Oportunidades batem à porta na indústria brasileira

O país precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelo setor

Profissionais que prestam serviços em áreas de consultorias também precisam rever seus portfólios para atender a demanda que a área vai apresentar nos próximos três anos

A segunda quinzena de maio traz uma boa notícia para o mercado de trabalho industrial brasileiro. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Mapa do Trabalho Industrial 2022, mostra que o Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a recolocar inativos, atualizar colaboradores ou preencher as novas vagas programadas para o setor.

Essa é uma boa notícia se olharmos pelo viés de que o mercado se apresenta como oportunidade para trabalhadores desse setor. E aqui, quando falamos nestas oportunidades de trabalho, temos de observar o leque que elas nos apresentam. O primeiro ponto a considerar-se, que pode até parecer óbvio, é que o profissional que atua nesse segmento deve manter uma rotina de aperfeiçoamento, seja ela por investimento próprio ou aderindo aos planos internos de qualificação para que se possa galgar novas oportunidades ou simplesmente manter-se no mercado.

Já em um segundo ponto é o olhar estratégico que profissionais de Gestão de Pessoas, junto com as lideranças de diferentes áreas, devem assumir para prever o que ofertar de recursos que possam ajudar seu corpo colaborativo a exercer suas funções dentro de uma estratégia contemporânea de atualização no mercado. É desse olhar estratégico que se terá equipes qualificadas de forma otimizada, que possam contribuir diretamente para os resultados da empresa e que miram diferenciais no mercado.

Paralelamente, profissionais que prestam serviços em áreas de consultorias técnicas ou administrativas e comportamentais também precisam rever seus portfólios, observar necessidades e tendências e levar para o mercado industrial toda sua expertise para atender a demanda que a área vai apresentar nos próximos três anos. Logo, vê-se que não basta avistar que oportunidades estão chegando, é preciso estar preparado para quando elas baterem à porta.

O país precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelo setor

Comércio eleva a perspectiva de contratação

Lojistas estão confiantes, revela CNC

Lojistas de artigos de vestuário, tecidos, acessórios e calçados foram os mais confiantes

Pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) apontou otimismo dos comerciantes. Apesar do avanço mensal mais modesto do que os registrados nos três meses anteriores, de 1,5%, o indicador apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou 123,1 pontos em julho. Na comparação anual, o crescimento foi de 14,2%.

Entre os índices avaliados, o das condições atuais do empresário do comércio se destacou, apresentando tanto a maior variação mensal (+4,7%) quanto anual (+30,6%). O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que o resultado pode ser explicado pela retomada do consumo represado durante a pandemia e pelas medidas de reposição de renda do governo federal. “A despeito da inflação ao consumidor e dos juros mais altos, o desempenho positivo das vendas no varejo tem impactado de maneira favorável a percepção dos empresários sobre as condições de operação do comércio e o desempenho da própria empresa.”

Intenção de contratar avança
O subíndice das intenções de investimentos na contratação de funcionários avançou 1,6%, alcançando 131,7 pontos, o terceiro aumento consecutivo. No ano, o incremento na perspectiva de contratação foi de 7%, com 77,2% dos tomadores de decisão no varejo afirmando que pretendem ampliar o quadro de funcionários dos estabelecimentos.

Sobre o movimento de contratações pelo comércio, a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, avalia que as expectativas são positivas para a segunda metade do ano, apesar dos desafios econômicos, como inflação e juros elevados, já que concentra as datas mais relevantes para o setor sob a ótica do movimento nos pontos de venda e da alta do faturamento. “Com a dinâmica esperada para as vendas no varejo, impulsionadas pelo reforço na renda das famílias com novo aumento de 50% no Auxílio Brasil, o comércio já enxerga a necessidade de mais funcionários.”

A visão mais otimista do varejo sobressaiu no grupo de lojistas de artigos de vestuário, tecidos, acessórios e calçados. Com o índice de confiança atingindo 131,6 pontos, crescimento de 1,4% em relação a junho e de 38% na comparação com julho de 2021, o segmento apresentou as maiores taxas dentre os grupos de comerciantes pesquisados. Segundo a análise da CNC, o comportamento é justificado pela retomada de eventos, viagens, lazer, entretenimento fora de casa e o próprio trabalho presencial.

O volume de vendas do segmento de tecidos e vestuários apresentou o maior crescimento na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), neste ano, no acumulado entre janeiro e maio (+23,9%). Em maio, as vendas do segmento ficaram também entre as que mais avançaram no mês (+3,5%), na comparação entre os segmentos apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, a economista destaca que, em julho, as expectativas dos comerciantes para os próximos meses apresentaram queda, a primeira após três meses. “Embora o segundo semestre do ano concentre as datas comemorativas mais importantes do comércio, as incertezas econômicas provocadas pela corrida eleitoral e a combinação de inflação e juros altos balancearam as perspectivas para o desempenho da economia e do próprio comércio”, avalia. Ainda assim, Izis considera que as medidas de ampliação temporária da renda das famílias terão impacto positivo nas vendas no segundo semestre.

Lojistas estão confiantes, revela CNC

Confiança da indústria volta a cair depois de três altas

Principal recuo foi observado no índice de expectativas para o futuro

Em julho, 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV tiveram queda na confiança

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,7 ponto na passagem de junho para julho deste ano, depois de três altas consecutivas. Com o resultado, o indicador chegou a 99,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador ainda apresenta alta: 0,7 ponto. Em julho, 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV tiveram queda na confiança.

O principal recuo foi observado no índice de expectativas, que mede a confiança do empresariado da indústria brasileira em relação ao futuro e que perdeu 2,6 pontos, atingindo 97,6 pontos. O índice da situação atual, que mede a percepção sobre o presente, também recuou, mas de forma mais moderada, perdendo 0,9 ponto e chegando a 101,4 pontos.

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria aumentou 0,9 ponto percentual em julho e atingiu 82,3%, o maior nível desde março de 2014.

Com Agência Brasil

Principal recuo foi observado no índice de expectativas para o futuro

Pesquisa revela impacto dos canais digitais em operações bancárias

De cada dez transações, sete são feitas por canais digitais

A pesquisa mostrou um avanço de 28% nas operações com smartphones, que totalizaram 67,1 bilhões e representam 56% do total

O uso de canais digitais para realização de operações bancárias tem sido dominante no Brasil. Pagamentos e abertura de contas, entre outras transações, são feitas em sua maioria pela internet e pelo celular. De acordo com uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com a Deloitte, o uso de canais digitais para operações bancárias cresceu 23% no ano passado e já são sete em cada dez no país.

A pesquisa mostrou um avanço de 28% nas operações com smartphones, que totalizaram 67,1 bilhões e representam 56% do total. As transações por internet banking aumentaram 6%. Além disso, movimentação financeira pelo celular teve crescimento de 75% no ano passado, passando de 9,3 bilhões de transações para 16,3 bilhões de operações.

Os números também revelam que as transações relacionadas a pagamentos cresceram 72% no mobile banking. E, pela primeira vez, o número de abertura de contas por meios digitais superou o uso de canais físicos para essa mesma operação. A abertura de contas de forma digital chegou a 10,8 milhões em 2021, um aumento de 66% em relação a 2020. Já o uso de canais físicos para este fim totalizou 9,9 milhões, 16% a mais do que no ano anterior.

O estudo também evidenciou o crescimento do Pix, sistema de pagamento instantâneo em funcionamento desde novembro de 2020. Os dados trazidos pela Febraban e pela Deloitte mostram um crescimento de 809% no número de usuários que pagaram mais de 30 Pixs por mês entre março de 2021 e março de 2022. Além disso, o ritmo de expansão de recebimento de mais de 30 Pix por mês em pessoas físicas é maior do que em pessoas jurídicas. Para a federação, isso mostra o potencial de expansão do uso do Pix em lojas e prestadores de serviços.

“Os resultados da pesquisa refletem o novo perfil de nosso cliente que busca e encontra conveniência, comodidade, segurança e rapidez nos canais digitais dos bancos”, disse Isaac Sidney, presidente da Febraban. “Houve uma inequívoca mudança de comportamento dos consumidores nas atividades de diversos setores da economia, que deixam de ir à agência bancária, porque conseguem realizar a quase totalidade das transações nos meios eletrônicos”, acrescentou.

Com Agência Brasil

De cada dez transações, sete são feitas por canais digitais

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,5 bilhão

Títulos mais procurados foram os corrigidos pela Selic

O estoque do Tesouro Direto fechou em R$ 94 bilhões, um aumento de 2,6% em relação ao mês anterior

No mês de junho, as vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,5 bilhão, segundo balanço divulgado pelo Tesouro Nacional. Os investimentos no programa atingiram R$ 3,6 bilhões no período, já os resgates totalizaram R$ 2,1 bilhões. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 60,4% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 6.195.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 55,3% do total. Em junho, esses títulos somaram R$ 2 bilhões em vendas. Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 76,4% do total. O estoque do Tesouro Direto fechou em R$ 94 bilhões, um aumento de 2,6% em relação ao mês anterior.

Com Agência Brasil

Títulos mais procurados foram os corrigidos pela Selic

Aceleradora de startups da Tupy busca empreendedores no exterior

Inscrições para o segundo ciclo de aceleração estão abertas até 31 de agosto

A Green Fuel criou um sistema para motores à combustão, que reduz a emissão de gases e o consumo de combustível, por meio do uso do hidrogênio

Em seu segundo ano de existência, a ShiftT, aceleradora de startups da companhia catarinense Tupy, amplia a busca por empreendedores. Agora, além de startups brasileiras, podem participar também empreendedores de outros países. No primeiro ciclo, foram mais de 100 inscritas de todas as regiões do Brasil. Para expandir esse alcance, o time que lidera a iniciativa irá rodar o país para apresentar a proposta de valor do programa aos ecossistemas de inovação locais. Até o momento, sete estados já têm eventos confirmados: Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

As inscrições para o segundo ciclo de aceleração estão abertas até 31 de agosto e devem ser feitas no site da ShiftT. Atualmente, quatro empresas estão sendo aceleradas pela Tupy: Exy (criadora de um exoesqueleto vestível que contribui com a ergonomia), Green Fuel (criou um sistema para motores à combustão, que reduz a emissão de gases e o consumo de combustível, por meio do uso do hidrogênio), Hedro (possui tecnologias para instrumentar ambientes industriais, comerciais e rurais com sensores inteligentes sem fio) e Pix Force (desenvolve soluções de visão computacional e visão de máquina, baseadas em inteligência artificial e machine learning).

“O que despertou maior interesse no programa de aceleração da ShiftT foi a oportunidade de parceria com uma grande empresa, que tem elevada credibilidade na indústria. Nossa expectativa é somar competências para entrar no mercado com um produto novo, que promove ganho de competitividade para os clientes e contribui com meio ambiente. Para isso, temos de superar os desafios associados a todas as inovações e a ShiftT tem sido muito importante nessa trajetória”, explica Marcos César Pereira da Silva, CEO da Green Fuel.

“A ShiftT possui um modelo de operação completamente diferente de outras aceleradoras existentes. A geração de valor para as startups aceleradas é única, pois, além dos benefícios convencionais, a conexão com os profissionais e conhecimentos da Tupy elevam ambos os lados para outro patamar de atuação e resultados”, diz Daniel Moraes, Head de inovação e transformação digital da Tupy.

Os projetos e iniciativas relevantes anunciadas pela Tupy no último ano, como as parcerias em reciclagem de baterias, projetos que habilitem o uso de novos combustíveis, como o hidrogênio, lançamento do portal de inovação aberta, entre outras, ampliam o campo de atuação e as possibilidades de codesenvolvimento e inovação com as startups aceleradas.

Dentre os destaques da proposta de valor da ShiftT está o conceito equity free, ou seja, o empreendedor não precisa abrir mão de parte da sua empresa para poder participar do processo de aceleração. Também são premissas da aceleradora catarinense o respeito total à propriedade intelectual das startups e dos seus talentos. Além da conexão com toda a estrutura da Tupy, os empreendedores selecionados vão passar por mentorias exclusivas, aplicadas por cerca de 30 profissionais da companhia, com experiência nas mais diferentes áreas de conhecimento.

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Inscrições para o segundo ciclo de aceleração estão abertas até 31 de agosto

Fim do Google em 6 meses?

Talvez um pouco mais, mas é o que muitos artigos na imprensa americana apontam ao frisar que o futuro do Google esteja em jogo para os próximos anos. Seu império seria derrotado para o TikTok.

A ideia envolve o conceito de que os jovens estariam mais interessados ​​em formas mais visuais para descobrir informações por meio de vídeos do TikTok, em vez dos serviços do Google como a Busca e o Maps. 

Ou seja, em vez de usar palavras-chaves, teriam preferência pelo TikTok ou Instagram para encontrar novos lugares para sair e essa tendência vem impactando nos serviços do Google.

Prabhakar Raghavan, vice-presidente sênior do Google, confirmou que Mountain View vem mapeando os jovens:

“Continuamos aprendendo, repetidamente, que os novos usuários de internet não têm as expectativas e a mentalidade com a qual nos acostumamos. As perguntas que eles fazem são completamente diferentes”, disse.

“Esses usuários não tendem a digitar palavras-chave, mas procuram descobrir conteúdo de maneiras novas e mais imersivas”, acrescenta.

“Em nossos estudos, algo como quase 40% dos jovens, quando procuram um lugar para almoçar, não vão ao Google Maps ou à Pesquisa”, continuou ele. “Eles vão ao TikTok ou Instagram”.

A pesquisa no qual Raghavan se baseia envolve um grupo de jovens de 18 a 24 grupos nos EUA, sendo que o comportamento pode não ser similar em todos os países.

Para tentar manter seus produtos relevantes, o Google vem integrando vídeos do Instagram e do TikTok na Pesquisa do Google, assim como Shorts do YouTube.

Ainda sobre o YouTube, portal que enfrenta a mudança brusca dos formatos verticais, a expectativa do mercado é que a receita de anúncios do TikTok possivelmente ultrapasse o portal de vídeos do Google até 2024.

Para quem esperava que o Google um dia enfrentasse uma acirrada competição com uma busca mais relevante, a grande ameaça real é a forma como os jovens tem ignorado a internet clássica.

Talvez um pouco mais, mas é o que muitos artigos na imprensa americana apontam ao frisar que o futuro do Google esteja em jogo para os próximos anos. Seu império seria derrotado para o TikTok. A ideia envolve o conceito de que os jovens estariam …