Archives 2022

A BRF busca na ciência soluções para o mercado

Companhia catarinense quer se consolidar como uma das líderes do setor de alimentos no mundo dentro de oito anos

“Buscamos oportunidades que permitam a troca de conhecimento entre a academia e o setor privado, ciência e mercado”, conta Sergio Pinto, diretor de inovação da BRF

A catarinense BRF quer se consolidar como uma das líderes do setor de alimentos no mundo dentro de oito anos. Para isso, elegeu a inovação como o principal pilar para imprimir velocidade ao que chamou de Visão 2030. A empresa diagnosticou que há demanda crescente dos consumidores por uma maior variedade de proteínas alternativas e, agora, pretende oferecer ao mercado os “substitutos de carne”. Um marco determinante para esse plano foi a parceria firmada em março de 2021 com a Aleph Farms, startup israelense que desenvolve proteínas em laboratório a partir das células animais.

“O acordo visa ao desenvolvimento e à produção de carnes cultivadas usando a produção patenteada da Aleph Farms e a distribuição de proteínas cultivadas pela startup com exclusividade no Brasil”, explica Sergio Pinto, diretor de inovação da dona das marcas Sadia e Perdigão. Em julho do ano passado, a companhia aportou US$ 2,5 milhões na segunda rodada internacional de investimento da startup. Com isso, a meta é chegar a 10% das vendas de produtos inovadores até 2023. Atualmente, esse nível está em torno de 5%.

Os times de P&D e Inovação da BRF se dedicaram a estudar novos interesses, preferências e hábitos da população, ajudando a desenvolver novos produtos. Outra tendência identificada foi o mercado de proteínas com produtos plant-based. As proteínas vegetais são alternativas feitas à base de plantas, utilizando grãos com altos níveis proteicos como ervilha, milho e feijão carioca, uma exclusividade da BRF. Para oferecer novas opções para os consumidores, a empresa lançou a linha plant-based Veg&Tal, que já possui em seu portfólio hambúrgueres, almôndegas, kibes, nuggets, carne moída, frango em cubos, em tiras e desfiado, entre outros produtos.

Uma das iniciativas da empresa é o BrfHub, programa de relacionamento da BRF com o ecossistema de inovação aberta no Brasil e no exterior, com o objetivo de estimular parcerias que criem inteligência e agilidade na geração de novos negócios e soluções competitivas para a companhia. “Além de nos conectar com startups, queremos nos aproximar de pesquisadores com perfil empreendedor, sejam eles de universidades ou instituições de pesquisa. Buscamos oportunidades que permitam a troca de conhecimento entre a academia e o setor privado, ciência e mercado”, detalha Pinto.

A empresa também promove a colaboração criativa por meio de projetos como o Olheiros de Inovação BRF, que busca mobilizar a base de colaboradores para proposição de iniciativas transformadoras dentro ou fora de sua área de atuação, sugestão de serviços e de tecnologias para gerar impacto positivo na operação. São quatro meses em que a companhia catarinense faz com que todos coloquem o foco na inovação, buscando atender as múltiplas necessidades do mercado e demandas do consumidor.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Companhia catarinense quer se consolidar como uma das líderes do setor de alimentos no mundo dentro de oito anos

Indústria de máquinas perde 3,7% da receita liquida de vendas

No primeiro semestre do ano, a receita do setor somou R$ 150,6 bilhões 

Apesar do balanço negativo no fechamento do mês e do semestre, a associação manteve a perspectiva de crescimento para o ano

No primeiro semestre deste ano, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos acumulou queda de 3,7% na receita líquida de vendas, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida total do setor no semestre somou R$ 150,6 bilhões.

A receita interna somou R$ 121,2 bilhões, queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2021, enquanto o consumo aparente ficou em R$ 187,5 bilhões, o que representou uma queda de 7,3% na mesma comparação. Por outro lado, as exportações cresceram 29,2% no semestre, totalizando cerca de US$ 5,6 bilhões. As importações também cresceram, com aumento de 10,7% ante o primeiro semestre do ano passado, somando US$ 11,6 bilhões.

Outro indicador que apresentou alta no período foi o de empregos. Puxado pelo aumento da produção e de vendas, principalmente aos que atendem ao mercado agrícola e de construção civil, o setor registrou aumento de 8,4% no semestre, com a indústria de máquinas e equipamentos passando a empregar um total de 395 mil pessoas.

Junho
Considerando-se apenas o mês de junho, o balanço divulgado hoje pela Abimaq revela redução nas receitas líquidas de vendas, que somaram R$ 26,8 bilhões. Houve queda tanto em relação ao mês de maio (-5,6%) quanto na relação anual (-1,8%). As vendas ao mercado externo somaram US$ 1 bilhão em junho, o que representou um crescimento de 20,1% na comparação anual. No entanto, em relação a maio, houve queda de 4,9%.

Quanto às importações, após elas terem crescido quase 15% em maio, no mês de junho elas voltaram a recuar (-9,9%), atingindo US$ 1,8 bilhão. Em relação ao ano passado, houve estabilidade (0,9%). Apesar do balanço negativo no fechamento do mês e do semestre, a associação manteve a perspectiva de crescimento para o ano. Segundo a Abimaq, o mercado doméstico deve apresentar alta de 5,8% em 2022. Para o mercado total, a expectativa é de fechar o ano com aumento de 3,8%.

Com Agência Brasil

No primeiro semestre do ano, a receita do setor somou R$ 150,6 bilhões 

Dívida pública sobe 2,5% em junho

Custo médio de emissão atingiu maior nível em cinco anos

A disparada do dólar em junho contribuiu para aumentar o endividamento do governo

O baixo volume de vencimentos e a alta dos juros e do dólar fizeram a dívida pública federal subir em junho. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, ela passou de R$ 5,7 trilhões em maio para R$ 5,8 trilhões no mês passado, alta de 2,5%. O Tesouro prevê que a dívida subirá nos próximos meses. De acordo com o plano anual de financiamento, apresentado no fim de janeiro, o estoque da dívida deve encerrar 2022 entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões.

A disparada do dólar em junho contribuiu para aumentar o endividamento do governo. A dívida pública federal externa subiu 10,5%, passando de R$ 226,2 bilhões em maio para R$ 250,1 bilhões em junho. O principal fator foi a alta de 10,7% da moeda norte-americana no mês passado. Os juros altos começam a ter impacto na dívida pública. O custo médio de emissão – quanto o Tesouro paga para botar os títulos no mercado – atingiu 12% ao ano em junho. Esse é o maior nível desde maio de 2017. Custos mais altos indicam maior desconfiança dos investidores para comprarem títulos do Tesouro.

Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,1 trilhão em maio para R$ 1,2 trilhão no mês passado, impulsionada pelo pagamento de R$ 26,7 bilhões em dividendos (distribuição de lucros) de estatais ao Tesouro Nacional.

As instituições financeiras seguem como principais detentoras da dívida pública federal interna, com 30,1% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 23,6%, e os fundos de pensão, com 23,2%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida. Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Com Agência Brasil

Custo médio de emissão atingiu maior nível em cinco anos

Fed eleva juros em 0,75 ponto percentual

É a quarta vez que o Federal Reserve elevou os juros neste ano

Autoridade monetária reforça compromisso em trazer inflação de volta à meta nos Estados Unidos

O Federal Reserve anunciou nesta quarta-feira (27) que decidiu por unanimidade elevar os juros em 0,75 ponto percentual. Agora a faixa passa a ser de 2,25% a 2,5%. É o segundo aumento dessa magnitude e a quarta alta seguida da taxa este ano.

“Os indicadores recentes de gastos e produção se suavizaram. No entanto, os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões mais amplas sobre os preços”, destaca o comunicado.

O Fed aposta que as latas continuas serão apropriadas. Além disso, afirma que continuará reduzindo participações em títulos do Tesouro e dívida e títulos lastreados em hipotecas. “O Comitê está fortemente comprometido em devolver a inflação ao seu objetivo de 2%”, promete o texto.

É a quarta vez que o Federal Reserve elevou os juros neste ano

Oportunidades batem à porta na indústria brasileira

O país precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelo setor

Profissionais que prestam serviços em áreas de consultorias também precisam rever seus portfólios para atender a demanda que a área vai apresentar nos próximos três anos

A segunda quinzena de maio traz uma boa notícia para o mercado de trabalho industrial brasileiro. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Mapa do Trabalho Industrial 2022, mostra que o Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a recolocar inativos, atualizar colaboradores ou preencher as novas vagas programadas para o setor.

Essa é uma boa notícia se olharmos pelo viés de que o mercado se apresenta como oportunidade para trabalhadores desse setor. E aqui, quando falamos nestas oportunidades de trabalho, temos de observar o leque que elas nos apresentam. O primeiro ponto a considerar-se, que pode até parecer óbvio, é que o profissional que atua nesse segmento deve manter uma rotina de aperfeiçoamento, seja ela por investimento próprio ou aderindo aos planos internos de qualificação para que se possa galgar novas oportunidades ou simplesmente manter-se no mercado.

Já em um segundo ponto é o olhar estratégico que profissionais de Gestão de Pessoas, junto com as lideranças de diferentes áreas, devem assumir para prever o que ofertar de recursos que possam ajudar seu corpo colaborativo a exercer suas funções dentro de uma estratégia contemporânea de atualização no mercado. É desse olhar estratégico que se terá equipes qualificadas de forma otimizada, que possam contribuir diretamente para os resultados da empresa e que miram diferenciais no mercado.

Paralelamente, profissionais que prestam serviços em áreas de consultorias técnicas ou administrativas e comportamentais também precisam rever seus portfólios, observar necessidades e tendências e levar para o mercado industrial toda sua expertise para atender a demanda que a área vai apresentar nos próximos três anos. Logo, vê-se que não basta avistar que oportunidades estão chegando, é preciso estar preparado para quando elas baterem à porta.

O país precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelo setor

Comércio eleva a perspectiva de contratação

Lojistas estão confiantes, revela CNC

Lojistas de artigos de vestuário, tecidos, acessórios e calçados foram os mais confiantes

Pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) apontou otimismo dos comerciantes. Apesar do avanço mensal mais modesto do que os registrados nos três meses anteriores, de 1,5%, o indicador apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou 123,1 pontos em julho. Na comparação anual, o crescimento foi de 14,2%.

Entre os índices avaliados, o das condições atuais do empresário do comércio se destacou, apresentando tanto a maior variação mensal (+4,7%) quanto anual (+30,6%). O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que o resultado pode ser explicado pela retomada do consumo represado durante a pandemia e pelas medidas de reposição de renda do governo federal. “A despeito da inflação ao consumidor e dos juros mais altos, o desempenho positivo das vendas no varejo tem impactado de maneira favorável a percepção dos empresários sobre as condições de operação do comércio e o desempenho da própria empresa.”

Intenção de contratar avança
O subíndice das intenções de investimentos na contratação de funcionários avançou 1,6%, alcançando 131,7 pontos, o terceiro aumento consecutivo. No ano, o incremento na perspectiva de contratação foi de 7%, com 77,2% dos tomadores de decisão no varejo afirmando que pretendem ampliar o quadro de funcionários dos estabelecimentos.

Sobre o movimento de contratações pelo comércio, a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, avalia que as expectativas são positivas para a segunda metade do ano, apesar dos desafios econômicos, como inflação e juros elevados, já que concentra as datas mais relevantes para o setor sob a ótica do movimento nos pontos de venda e da alta do faturamento. “Com a dinâmica esperada para as vendas no varejo, impulsionadas pelo reforço na renda das famílias com novo aumento de 50% no Auxílio Brasil, o comércio já enxerga a necessidade de mais funcionários.”

A visão mais otimista do varejo sobressaiu no grupo de lojistas de artigos de vestuário, tecidos, acessórios e calçados. Com o índice de confiança atingindo 131,6 pontos, crescimento de 1,4% em relação a junho e de 38% na comparação com julho de 2021, o segmento apresentou as maiores taxas dentre os grupos de comerciantes pesquisados. Segundo a análise da CNC, o comportamento é justificado pela retomada de eventos, viagens, lazer, entretenimento fora de casa e o próprio trabalho presencial.

O volume de vendas do segmento de tecidos e vestuários apresentou o maior crescimento na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), neste ano, no acumulado entre janeiro e maio (+23,9%). Em maio, as vendas do segmento ficaram também entre as que mais avançaram no mês (+3,5%), na comparação entre os segmentos apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, a economista destaca que, em julho, as expectativas dos comerciantes para os próximos meses apresentaram queda, a primeira após três meses. “Embora o segundo semestre do ano concentre as datas comemorativas mais importantes do comércio, as incertezas econômicas provocadas pela corrida eleitoral e a combinação de inflação e juros altos balancearam as perspectivas para o desempenho da economia e do próprio comércio”, avalia. Ainda assim, Izis considera que as medidas de ampliação temporária da renda das famílias terão impacto positivo nas vendas no segundo semestre.

Lojistas estão confiantes, revela CNC

Confiança da indústria volta a cair depois de três altas

Principal recuo foi observado no índice de expectativas para o futuro

Em julho, 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV tiveram queda na confiança

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,7 ponto na passagem de junho para julho deste ano, depois de três altas consecutivas. Com o resultado, o indicador chegou a 99,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador ainda apresenta alta: 0,7 ponto. Em julho, 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV tiveram queda na confiança.

O principal recuo foi observado no índice de expectativas, que mede a confiança do empresariado da indústria brasileira em relação ao futuro e que perdeu 2,6 pontos, atingindo 97,6 pontos. O índice da situação atual, que mede a percepção sobre o presente, também recuou, mas de forma mais moderada, perdendo 0,9 ponto e chegando a 101,4 pontos.

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria aumentou 0,9 ponto percentual em julho e atingiu 82,3%, o maior nível desde março de 2014.

Com Agência Brasil

Principal recuo foi observado no índice de expectativas para o futuro

Pesquisa revela impacto dos canais digitais em operações bancárias

De cada dez transações, sete são feitas por canais digitais

A pesquisa mostrou um avanço de 28% nas operações com smartphones, que totalizaram 67,1 bilhões e representam 56% do total

O uso de canais digitais para realização de operações bancárias tem sido dominante no Brasil. Pagamentos e abertura de contas, entre outras transações, são feitas em sua maioria pela internet e pelo celular. De acordo com uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com a Deloitte, o uso de canais digitais para operações bancárias cresceu 23% no ano passado e já são sete em cada dez no país.

A pesquisa mostrou um avanço de 28% nas operações com smartphones, que totalizaram 67,1 bilhões e representam 56% do total. As transações por internet banking aumentaram 6%. Além disso, movimentação financeira pelo celular teve crescimento de 75% no ano passado, passando de 9,3 bilhões de transações para 16,3 bilhões de operações.

Os números também revelam que as transações relacionadas a pagamentos cresceram 72% no mobile banking. E, pela primeira vez, o número de abertura de contas por meios digitais superou o uso de canais físicos para essa mesma operação. A abertura de contas de forma digital chegou a 10,8 milhões em 2021, um aumento de 66% em relação a 2020. Já o uso de canais físicos para este fim totalizou 9,9 milhões, 16% a mais do que no ano anterior.

O estudo também evidenciou o crescimento do Pix, sistema de pagamento instantâneo em funcionamento desde novembro de 2020. Os dados trazidos pela Febraban e pela Deloitte mostram um crescimento de 809% no número de usuários que pagaram mais de 30 Pixs por mês entre março de 2021 e março de 2022. Além disso, o ritmo de expansão de recebimento de mais de 30 Pix por mês em pessoas físicas é maior do que em pessoas jurídicas. Para a federação, isso mostra o potencial de expansão do uso do Pix em lojas e prestadores de serviços.

“Os resultados da pesquisa refletem o novo perfil de nosso cliente que busca e encontra conveniência, comodidade, segurança e rapidez nos canais digitais dos bancos”, disse Isaac Sidney, presidente da Febraban. “Houve uma inequívoca mudança de comportamento dos consumidores nas atividades de diversos setores da economia, que deixam de ir à agência bancária, porque conseguem realizar a quase totalidade das transações nos meios eletrônicos”, acrescentou.

Com Agência Brasil

De cada dez transações, sete são feitas por canais digitais

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,5 bilhão

Títulos mais procurados foram os corrigidos pela Selic

O estoque do Tesouro Direto fechou em R$ 94 bilhões, um aumento de 2,6% em relação ao mês anterior

No mês de junho, as vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,5 bilhão, segundo balanço divulgado pelo Tesouro Nacional. Os investimentos no programa atingiram R$ 3,6 bilhões no período, já os resgates totalizaram R$ 2,1 bilhões. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 60,4% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 6.195.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 55,3% do total. Em junho, esses títulos somaram R$ 2 bilhões em vendas. Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 76,4% do total. O estoque do Tesouro Direto fechou em R$ 94 bilhões, um aumento de 2,6% em relação ao mês anterior.

Com Agência Brasil

Títulos mais procurados foram os corrigidos pela Selic

Aceleradora de startups da Tupy busca empreendedores no exterior

Inscrições para o segundo ciclo de aceleração estão abertas até 31 de agosto

A Green Fuel criou um sistema para motores à combustão, que reduz a emissão de gases e o consumo de combustível, por meio do uso do hidrogênio

Em seu segundo ano de existência, a ShiftT, aceleradora de startups da companhia catarinense Tupy, amplia a busca por empreendedores. Agora, além de startups brasileiras, podem participar também empreendedores de outros países. No primeiro ciclo, foram mais de 100 inscritas de todas as regiões do Brasil. Para expandir esse alcance, o time que lidera a iniciativa irá rodar o país para apresentar a proposta de valor do programa aos ecossistemas de inovação locais. Até o momento, sete estados já têm eventos confirmados: Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

As inscrições para o segundo ciclo de aceleração estão abertas até 31 de agosto e devem ser feitas no site da ShiftT. Atualmente, quatro empresas estão sendo aceleradas pela Tupy: Exy (criadora de um exoesqueleto vestível que contribui com a ergonomia), Green Fuel (criou um sistema para motores à combustão, que reduz a emissão de gases e o consumo de combustível, por meio do uso do hidrogênio), Hedro (possui tecnologias para instrumentar ambientes industriais, comerciais e rurais com sensores inteligentes sem fio) e Pix Force (desenvolve soluções de visão computacional e visão de máquina, baseadas em inteligência artificial e machine learning).

“O que despertou maior interesse no programa de aceleração da ShiftT foi a oportunidade de parceria com uma grande empresa, que tem elevada credibilidade na indústria. Nossa expectativa é somar competências para entrar no mercado com um produto novo, que promove ganho de competitividade para os clientes e contribui com meio ambiente. Para isso, temos de superar os desafios associados a todas as inovações e a ShiftT tem sido muito importante nessa trajetória”, explica Marcos César Pereira da Silva, CEO da Green Fuel.

“A ShiftT possui um modelo de operação completamente diferente de outras aceleradoras existentes. A geração de valor para as startups aceleradas é única, pois, além dos benefícios convencionais, a conexão com os profissionais e conhecimentos da Tupy elevam ambos os lados para outro patamar de atuação e resultados”, diz Daniel Moraes, Head de inovação e transformação digital da Tupy.

Os projetos e iniciativas relevantes anunciadas pela Tupy no último ano, como as parcerias em reciclagem de baterias, projetos que habilitem o uso de novos combustíveis, como o hidrogênio, lançamento do portal de inovação aberta, entre outras, ampliam o campo de atuação e as possibilidades de codesenvolvimento e inovação com as startups aceleradas.

Dentre os destaques da proposta de valor da ShiftT está o conceito equity free, ou seja, o empreendedor não precisa abrir mão de parte da sua empresa para poder participar do processo de aceleração. Também são premissas da aceleradora catarinense o respeito total à propriedade intelectual das startups e dos seus talentos. Além da conexão com toda a estrutura da Tupy, os empreendedores selecionados vão passar por mentorias exclusivas, aplicadas por cerca de 30 profissionais da companhia, com experiência nas mais diferentes áreas de conhecimento.

Quer saber mais sobre empreendedorismo?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Inscrições para o segundo ciclo de aceleração estão abertas até 31 de agosto

Fim do Google em 6 meses?

Talvez um pouco mais, mas é o que muitos artigos na imprensa americana apontam ao frisar que o futuro do Google esteja em jogo para os próximos anos. Seu império seria derrotado para o TikTok.

A ideia envolve o conceito de que os jovens estariam mais interessados ​​em formas mais visuais para descobrir informações por meio de vídeos do TikTok, em vez dos serviços do Google como a Busca e o Maps. 

Ou seja, em vez de usar palavras-chaves, teriam preferência pelo TikTok ou Instagram para encontrar novos lugares para sair e essa tendência vem impactando nos serviços do Google.

Prabhakar Raghavan, vice-presidente sênior do Google, confirmou que Mountain View vem mapeando os jovens:

“Continuamos aprendendo, repetidamente, que os novos usuários de internet não têm as expectativas e a mentalidade com a qual nos acostumamos. As perguntas que eles fazem são completamente diferentes”, disse.

“Esses usuários não tendem a digitar palavras-chave, mas procuram descobrir conteúdo de maneiras novas e mais imersivas”, acrescenta.

“Em nossos estudos, algo como quase 40% dos jovens, quando procuram um lugar para almoçar, não vão ao Google Maps ou à Pesquisa”, continuou ele. “Eles vão ao TikTok ou Instagram”.

A pesquisa no qual Raghavan se baseia envolve um grupo de jovens de 18 a 24 grupos nos EUA, sendo que o comportamento pode não ser similar em todos os países.

Para tentar manter seus produtos relevantes, o Google vem integrando vídeos do Instagram e do TikTok na Pesquisa do Google, assim como Shorts do YouTube.

Ainda sobre o YouTube, portal que enfrenta a mudança brusca dos formatos verticais, a expectativa do mercado é que a receita de anúncios do TikTok possivelmente ultrapasse o portal de vídeos do Google até 2024.

Para quem esperava que o Google um dia enfrentasse uma acirrada competição com uma busca mais relevante, a grande ameaça real é a forma como os jovens tem ignorado a internet clássica.

Talvez um pouco mais, mas é o que muitos artigos na imprensa americana apontam ao frisar que o futuro do Google esteja em jogo para os próximos anos. Seu império seria derrotado para o TikTok. A ideia envolve o conceito de que os jovens estariam …

EUA e Reino Unido revogam taxas de produtos siderúrgicos do Brasil

Taxas eram cobradas há mais de cinco anos

Reino Unido e os Estados Unidos são dois dos principais mercados para os produtos siderúrgicos brasileiros

O Ministério da Economia confirmou que o Reino Unido decidiu não mais aplicar medidas tributárias protetivas sobre a importação de chapas de aço e de produtos de aço laminados a frio. Segundo a pasta, a decisão britânica foi anunciada na sexta-feira (23), apenas quatro dias após a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC) decidir revogar as tarifas de defesa comercial (antidumping) que há mais de cinco anos vinham sendo cobradas dos produtos de aço laminados a frio provenientes do Brasil.

Eliminadas as salvaguardas, o aço brasileiro se torna comercialmente mais competitivo. O Reino Unido e os Estados Unidos são dois dos principais mercados para os produtos siderúrgicos brasileiros. Dos cerca de US$ 7,3 bilhões que o Brasil exportou ao mundo em 2019, mais de US$ 3,4 bilhões foram destinados ao Reino Unido e aos Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Economia, as autoridades britânicas foram convencidas pelo argumento de que o volume da exportação brasileira se enquadrava nos parâmetros de isenção tributária autorizada por acordos assinados no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Há cerca de um ano, toda chapa de aço e produto de aço laminados a frio que as siderúrgicas brasileiras vendiam ao Reino Unido acima do volume máximo periodicamente revisto pelas autoridades britânicas estavam sujeitos a uma sobretaxa de 25%. Já os Estados Unidos deixarão de cobrar taxas adicionais que podiam chegar a 46% (35% de direito antidumping e 11% de medida compensatória) dos produtos de aço laminados a frio comprados do Brasil. Segundo o Ministério da Economia, a decisão norte-americana se aplica exclusivamente aos produtos brasileiros, tendo sido mantidas as medidas protetivas aplicadas a outros países.

Revisão
No mesmo dia em que revisou as condições para a importação de produtos siderúrgicos do Brasil, a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos reavaliou as medidas protetivas aplicadas aos produtos da China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Em nota, a comissão norte-americana explicou que a ação se enquadra no processo de revisão que normas de comércio internacional estabelecem que deve ocorrer a cada 5 anos. Por essas normas, nesse prazo, os Estados Unidos devem revogar eventuais medidas de proteção ou compensatórias caso não consiga determinar que fazê-lo provavelmente levará à continuação ou reincidência das condições que os motivaram as mesmas medidas.

Com Agência Brasil

Taxas eram cobradas há mais de cinco anos

Saiba quais são as marcas mais lembradas do RS nesta quinta-feira

Evento de premiação do Top of Mind – As Marcas do Rio Grande terá transmissão pelo canal do Grupo AMANHÃ no YouTube a partir de 20h30

As marcas mais lembradas pela população gaúcha serão anunciadas na noite da próxima quinta-feira (28). A premiação do Top of Mind – As Marcas do Rio Grande, que terá público restrito em razão dos cuidados com o coronavírus, terá transmissão ao vivo pelo canal do Grupo AMANHÃ no YouTube a partir de 20h30.

Ao final da cerimônia também será publicada a versão digital do caderno com os resultados da 32ª edição da pesquisa de lembrança de marcas mais tradicional do Brasil.

Neste ano, mais de cem categorias de produtos, serviços e comunicação foram pesquisadas. A publicação trará algumas novidades, como o acirramento da liderança por Grande Empresa/Marca do Rio Grande do Sul, considerado o item mais nobre de todo o levantamento feito por AMANHÃ.

Serviço
Transmissão ao vivo do Top of Mind RS – As Marcas do Rio Grande
Quando: quinta-feira, 28 de julho
Horário: a partir das 20h30
Onde: canal do YouTube do Grupo AMANHÃ (inscreva-se aqui e ative o lembrete)

Evento de premiação do Top of Mind – As Marcas do Rio Grande terá transmissão pelo canal do Grupo AMANHÃ no YouTube a partir de 20h30