Archives 2022

Receita e lucro da Weg avançam no terceiro trimestre

O lucro líquido foi de R$ 1,1 bilhão entre julho e setembro

De acordo com a Weg, o crescimento forte das receitas no Brasil foi resultado tanto das atividades industriais, motivada por negócios relacionados à commodities, quanto do segmento de geração, transmissão e distribuição

A receita operacional líquida da Weg cresceu 27,6% no terceiro trimestre deste ano, para R$ 7,9 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 1,1 bilhão entre julho e setembro, alta de 42,5% em relação ao mesmo período do ano anterior (veja os principais indicadores ao final desta reportagem). “Apresentamos mais um trimestre de bons resultados, com destaque para o crescimento consistente das receitas, aliadas ao aumento das margens operacionais, o que nos permitiu a manutenção do retorno sobre o capital investido em nível atrativo”, relata a companhia catarinense em seu relatório trimestral.

De acordo com a Weg, o crescimento forte das receitas no Brasil foi resultado tanto das atividades industriais, motivada por negócios relacionados à commodities, quanto do segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD), impulsionado pelos projetos de geração eólica. No mercado externo, a demanda de equipamentos industriais para segmentos importantes como óleo e gás, mineração e água e saneamento continuou aquecida, e os resultados foram pouco impactados pela variação do dólar. Segundo a Weg, o cenário macroeconômico global continua desafiador, e mesmo com uma boa carteira de pedidos, é importante estar atento aos riscos e incertezas político-econômicas e seus possíveis impactos, especialmente na demanda pelos equipamentos industriais de ciclo curto.

No terceiro trimestre a empresa de Jaraguá do Sul investiu R$ 326,7 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 50% destinados às unidades produtivas no Brasil e 50% destinados aos parques industriais e demais instalações no exterior.

O lucro líquido foi de R$ 1,1 bilhão entre julho e setembro

Empresários precisam pensar mais na educação profissionalizante

Jorge Gerdau Johannpeter e Daniel Randon pediram que empresários atuem mais nesse processo

Gerdau, Cardoso e Randon e o livro em comemoração aos 95 anos da Federasul

A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul) realizou nesta semana mais um evento em comemoração aos 95 anos da entidade. Desta vez, a tradicional reunião-almoço Tá na Mesa foi especial pelo descerramento de uma placa alusiva à data, pelo lançamento do livro que comemora a passagem dos 95 anos, além do descerramento de uma placa. O atual presidente, Anderson Trautman Cardoso e o presidente do Conselho Superior, Humberto Ruga, foram os responsáveis pelo descerramento.

O evento recebeu ainda como palestrantes os empresários Jorge Gerdau Johannpeter e Daniel Randon. A importância do trabalho associativo realizado pela Federasul foi destacada pelo empresário Jorge Gerdau. “É uma honra participar desta homenagem aos 95 anos desta entidade independente e que realiza importante trabalho na construção do desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, ressaltou ao acrescentar que se os empresários não participarem do processo político, o estado continuaria sem receber os investimentos necessários para prosperar.

Daniel Randon lembrou que as lideranças empresariais precisam estar atentas às mudanças decorrentes da transformação digital que criam ambientes de oportunidades às empresas. “Precisamos revisitar conceitos e trabalhar em colaboração olhando para o futuro. As novas tecnologias estão obrigando as lideranças empresariais a adotar novas atitudes. Precisamos estar atentos”, argumentou.

Ambos destacaram a importância da educação profissionalizante para a formação de futuros líderes e lembraram que o setor privado precisa se inserir nesse processo, ajudando na formação de empresariais. “Precisamos nos posicionar na política”, lembrou Randon. Já Gerdau declarou que o setor empresarial no Brasil está criando um passivo de omissões históricas, pela falta de participação. “É inaceitável que as novas tecnologias não sejam aproveitadas nos processos educacionais”.

Jorge Gerdau Johannpeter e Daniel Randon pediram que empresários atuem mais nesse processo

Largada da safra gaúcha acirra disputa de venda de apólices de seguro agrícola

Seguradoras especializadas, como a Sombrero, alertam para o esgotamento do subsídio concedido pelo governo

Preparo da terra para iniciar plantio da soja em fazenda de Santa Rosa (RS)

A janela do vazio sanitário (período no qual não se pode ter plantas de soja nas lavouras) no Rio Grande do Sul acabou em 10 de outubro. Desse período em diante, ocorre um sprint final na “corrida” para a venda de apólices de seguro agrícola no estado, segundo maior contratante deste serviço no Brasil, atrás apenas do Paraná. A oleaginosa sozinha responde por 43% do mercado, que tem crescido de forma consistente. Nos últimos cinco anos, o valor assegurado pelos gaúchos saltou de R$ 2,3 bilhões, em 2018, para 12,2 bilhões, em 2021 (+422%). Os dados são do Atlas do Seguro Rural, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Uma questão que tem preocupado o setor de seguro agrícola é que a venda de apólices depende em boa parte do subsídio do governo federal, disputado entre todos os estados brasileiros. De janeiro até 23 de setembro de 2022, segundo o Atlas do Seguro Rural, o governo pagou R$ 915,7 milhões em subsídios. O previsto para o PSR 2022 foi de R$ 1 bilhão. “Há toda uma movimentação entre as entidades representativas do agro para a liberação de recursos complementares, mas até agora não houve uma confirmação de que haverá dinheiro extra para a subvenção”, explica Wilson Sartori, cofundador da Sombrero, responsável pela área de agronegócio da seguradora, que tem um olhar especial para os produtores do Rio Grande do Sul.

A Sombrero entrou no mercado de seguro agrícola em janeiro deste ano, o que significa que o início de setembro marca a primeira rodada de venda de apólices para uma safra de verão. Mesmo assim, a companhia já é a quinta maior empresa do ramo do Brasil e tem mirado na escalada desse ranking. “Somos uma empresa recém-chegada ao mercado, com o DNA da inovação muito forte. Aliado a isso contamos também com a experiência de um time que já esteve à frente de instituições entre as mais importantes de seguro no Brasil, o que garante consistência desde os primeiros meses de operação”, enfatiza Leonardo Paixão, CEO da Sombrero.

Subvenção aumentou três vezes desde 2018
A subvenção (ou subsídio) é um aspecto importante para analisar a política de seguro agrícola. Trata-se de um valor destinado pelo governo para ajudar os produtores rurais a pagarem suas apólices. No caso da soja, o Programa de Seguro Rural (PSR) destina 20% para auxiliar os agricultores de todo o Brasil, com exceção dos do Norte e Nordeste, que recebem 30%. Há um limite por pessoa para esse subsídio (até R$ 60 mil para grãos, por exemplo) e também no total, que no PSR 2023 está definido em até R$ 2 bilhões.

O subsídio do governo federal é a principal ferramenta do Mapa para incentivar a contratação de seguro agrícola pelos produtores, que aumentou três vezes de 2018 a 2021. O valor saiu de R$ 366,5 milhões em 2018 para R$ 1,1 bilhão em 2021, evolução que acompanhou o volume de recursos assegurado. Para 2023, o PSR prevê o dobro de recursos, o que sinaliza uma expectativa do Mapa de que a expansão do mercado de seguro agrícola siga em ritmo acelerado no ano que vem.

O mercado de seguro agrícola no Brasil se concentra, sobretudo nos grãos, que respondem por 71,5% de todas as apólices. Os três estados que mais concentram apólices têm destaque na produção desse tipo de produto, apesar de não serem os campeões nacionais. São eles: Paraná (38,3%), Rio Grande do Sul (21,1%) e São Paulo (13,6%). “Isso se explica porque a quantidade de apólices nesses locais reflete a maior quantidade de propriedades rurais, já que há mais produtores em áreas menores e mais pulverizadas”, comenta Sartori.

Seguradoras especializadas, como a Sombrero, alertam para o esgotamento do subsídio concedido pelo governo

Feira de inovação encerra edição anual do IXLerator no Sul

Empresas apresentarão cases de sucesso com base em metodologias do IXL Center

“Outro ponto forte do IXLerator é troca de conhecimento entre empresas de diversos portes, setores e tempo de atuação no mercado”, destaca Onosaki

O IXL Center vai encerrar a edição anual do IXLerator no Sul no dia 10 de novembro promovendo uma feira de inovação no Nau Live Spaces, em Porto Alegre. O evento, que será realizado entre 9h e 12h, vai apresentar dois cases de sucesso de empresas que usaram as metodologias proprietárias do IXL Center que já foram implementadas em mais de 150 companhias globais e centenas de PMEs a nível mundial. A feira é aberta ao público.

Na oportunidade, o IXL Center também abrirá as inscrições para o programa que iniciará em março de 2023 e que também terá como palco a capital gaúcha. “Teremos vagas para 20 empresas que poderão inscrever cinco gestores cada uma”, antecipa Fernando Onosaki, sócio-diretor do IXL-Center. Ele também destaca que o IXLerator é uma jornada de aprendizado onde são colocados em prática ferramentas que ajudam desde a concepção de um novo produto ou serviço até a apresentação aos consumidores. “Outro ponto forte do IXLerator é troca de conhecimento entre empresas de diversos portes, setores e tempo de atuação no mercado”, destaca Onosaki.

O IXLerator foi concebido por Hitendra Patel, cofundador do IXL Center, pensador e especialista na área de inovação, que já auxiliou marcas globais como LG, Pepsico e P&G a se tornarem líderes em inovação, assim como gigantes nacionais, como Braskem, Havaianas e Natura. Ele também é responsável pela criação da maior aceleradora de startups a nível global em parceria com a Clinton Foundation, a maior olimpíada de Open Innovation envolvendo mais de 200 universidades a nível mundial.

O curso tem como objetivo auxiliar empresas a se conectar com o mundo, gerar trajetórias de crescimento disruptivas, trazer novas ideias para comercialização e desenvolver capacidades para continuar inovando por si mesmas. Mais de 700 companhias de diversos segmentos, portes e geografias já participaram do curso, sendo que mais de 90% delas conseguiram criar novas trajetórias de crescimento, traduzidas em aumento de faturamento. O IXL Center fornecerá facilitadores, consultores, professores, experts e uma estrutura de coordenação e suporte de nível internacional para a execução do programa.

Empresas apresentarão cases de sucesso com base em metodologias do IXL Center

Governo tem superávit primário de R$ 10,9 bilhões em setembro

Dividendos e arrecadação recorde contribuíram para resultado

As receitas continuam crescendo em ritmo maior do que as despesas

O pagamento de dividendos da Petrobras e a arrecadação recorde fizeram as contas públicas registrarem, em setembro, o segundo maior resultado positivo da série histórica para o mês. No mês passado, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário de R$ 10,9 bilhões, divulgou o Tesouro Nacional. Em valores nominais, esse é o segundo maior superávit para o mês desde o início da série histórica, só perdendo para setembro de 2010. Ao descontar a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o resultado foi o sexto melhor da série histórica, em 1995.

O resultado veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 847,6 milhões em setembro. Com o resultado de setembro, o Governo Central fechou os 9 primeiros meses do ano com resultado positivo de R$ 33,7 bilhões. Ao corrigir os valores pela inflação, esse é o melhor resultado para o período desde janeiro a setembro de 2013. O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar da possibilidade de déficit nos próximos meses, a equipe econômica estima que o Governo Central fechará o ano com superávit primário de R$ 13,5 bilhões, o primeiro resultado positivo anual desde 2013.

Segundo o Tesouro Nacional, o superávit poderia chegar a R$ 37,4 bilhões em 2022 não fosse o acordo sobre o controle do Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista. Por meio do acordo, a União pagou R$ 23,9 bilhões à Prefeitura de São Paulo em troca da extinção do processo judicial que questionava o controle do Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista. A previsão de superávit ocorre mesmo com a emenda constitucional que aumentará gastos sociais em R$ 41,2 bilhões no segundo semestre e com as desonerações de R$ 71,56 bilhões que entraram em vigor em 2022. A estimativa foi divulgada na última edição do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Receitas
As receitas continuam crescendo em ritmo maior do que as despesas. No último mês, as receitas líquidas cresceram 14% em relação a setembro do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento atingiu 6,4%. No mesmo período, as despesas totais subiram 6% em valores nominais, mas caíram 1,1% após descontar a inflação. Em relação ao pagamento de impostos, houve crescimento de R$ 2,9 bilhões acima da inflação no Imposto de Renda, motivado principalmente pelo aumento do lucro das empresas. Em grande parte, essa alta reflete o aumento do lucro das empresas e energia e de petróleo no início do ano, o que ajuda a compensar parcialmente as desonerações para a indústria e para os combustíveis.

A alta do petróleo no mercado internacional também contribuiu para o pagamento recorde de dividendos da Petrobras, que somaram R$ 12,6 bilhões em setembro. Os dividendos são a parcela do lucro que a empresa paga aos acionistas. No caso das estatais, o Tesouro Nacional recebe a maior parte dos dividendos, por ser o principal controlador. Com o encarecimento do petróleo no mercado internacional, as receitas com royalties cresceram R$ 1,6 bilhão (31,5%) acima da inflação no mês passado na comparação com setembro de 2021. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 90 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Despesas
Do lado das despesas, houve queda de R$ 7,9 bilhões com créditos extraordinários e de R$ 2,3 bilhões nos gastos com saúde, principalmente as despesas associadas ao combate à pandemia da Covid-19. No entanto, esse recuo foi compensado pelo aumento de outros gastos. Subiram os gastos com programas sociais após a emenda constitucional que aumentou o valor do Auxílio Brasil e criou os Auxílios Taxista e Caminhoneiro. Apenas com o Auxílio Brasil, o impacto do reajuste do valor mínimo do benefício para R$ 600 correspondeu a R$ 5 bilhões em setembro.

No acumulado do ano, o aumento nas despesas discricionárias (não obrigatórias) com controle de fluxo chega a R$ 48,4 bilhões (43%) acima do IPCA. Essa categoria abrange os programas sociais, como o Auxílio Brasil. Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 7,3% no acumulado do ano descontada a inflação. A queda reflete o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre julho de 2020 e dezembro de 2021 e a falta de reajustes em 2022. Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 29,4 bilhões nos 9 primeiros meses do ano. O valor representa queda de 15,4% descontado o IPCA em relação ao mesmo período de 2021.

Com Agência Brasil

Dividendos e arrecadação recorde contribuíram para resultado

Taxas de juros seguem em patamar alto, com leve redução em setembro

Endividamento das famílias ficou em 52,9% em agosto

As taxas do cartão de crédito tiveram alta de 0,8 ponto percentual no mês e 25,2 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 88,5% ao ano

A taxa média de juros das concessões de crédito livre e direcionado teve leve queda no mês passado, mas mantém a tendência de alta em 12 meses, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC). A taxa alcançou 28,6% ao ano em setembro, redução de 0,2 ponto percentual no mês e alta de 7 pontos percentuais em 12 meses. A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano. Na quarta-feria (26), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic nesse mesmo patamar.

Essa foi a segunda vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. A entidade avalia que a alta na Selic tem sido repassada para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito e não descarta a possibilidade de novos aumentos caso a inflação não caia como o esperado. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

No crédito livre para as famílias, a taxa média de juros chegou a 53,7% ao ano, com recuo de 0,3 ponto percentual em relação a agosto e aumento de 12,5 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com empresas, a taxa livre subiu 0,2 ponto percentual no mês e cresceu 5,9 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 22,9% ao ano. Para pessoas físicas, o destaque do mês foi o cheque especial, com alta de 6,2 pontos percentuais em setembro e 5 pontos percentuais em 12 meses, indo para 134,6% ao ano. Já o crédito consignado teve elevação de 0,3 ponto percentual no mês e 6,4 pontos percentuais em 12 meses (25,4%). Por outro lado, os juros do crédito pessoal não consignado caíram 3,7 pontos percentuais no mês de setembro e aumentaram 4,3 pontos percentuais em 12 meses (81,7% ao ano).

Cartão de crédito
Já as taxas do cartão de crédito tiveram alta de 0,8 ponto percentual no mês e 25,2 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 88,5% ao ano. No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve queda de 10,9 pontos percentuais em setembro e aumento de 50 pontos percentuais em 12 meses, indo para 388,7% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros caíram 1,9 ponto percentual no mês e subiram 16,2 pontos percentuais em 12 meses, para 184,9% ao ano.

No crédito livre às empresas, houve aumento de 0,7 ponto percentual no mês e alta de 5,5 pontos percentuais em 12 meses em capital de giro, chegando a 23,1% ao ano. Já no cheque especial, os juros subiram 2,4 pontos percentuais em setembro e caíram 9,2 pontos percentuais em 12 meses, indo para 325,7% ao ano. As operações de desconto de cheque tiveram aumento de 0,7 ponto percentual nos juros em setembro e alta de 9,7 pontos percentuais em 12 meses (38,5%). Já as taxas para o financiamento a importações caíram 4,8 pontos percentuais em setembro e 5,6 pontos percentuais em 12 meses, para 6,9% ao ano. Por fim, o cartão de crédito teve alta de 1,1 ponto percentual nos juros do mês e aumento de 11 pontos percentuais em 12 meses, para 32,1% ao ano.

Crédito direcionado
Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 10,7% ao ano em setembro, variação positiva de 0,1 ponto percentual mês e alta de 3,3 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 0,3 ponto percentual no mês e variou 0,1 ponto percentual para baixo em 12 meses, indo para 9,4% ao ano.

Mesmo com a manutenção dos juros em alta, em setembro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,176 trilhões, com aumento de 2,2% em relação a agosto, que refletiu, basicamente, os incrementos de 2,6% no saldo das operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas (R$ 2,109 trilhões) e de 1,9% no de pessoas físicas (R$ 3,067 trilhões). O crescimento em 12 meses da carteira chegou a 16,8% no mês passado. O saldo do crédito correspondeu a 55% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços que o país produz. O crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 14,479 trilhões, crescendo 1,5% no mês e 10,7% em 12 meses.

Endividamento das famílias
De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 2,8% em setembro. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 5,7% e para pessoas jurídicas em 1,9%. O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, ficou em 52,9 em agosto, em níveis recordes que refletem o aumento das concessões de empréstimos. Houve queda de 0,4% no mês e alta de 3,5% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 33,5% no mês de agosto.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 29,4% em agosto, crescimento de 0,8% no mês e 3,9% em 12 meses, recorde da série iniciada em janeiro de 2005. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com Agência Brasil

Endividamento das famílias ficou em 52,9% em agosto

Fras-le amplia centro de operações na Argentina

Nova estrutura concentra todas as frentes das marcas da companhia

O objetivo da nova estrutura é a centralização das operações e o consequente aprimoramento dos processos para os cerca de 350 clientes atendidos

Na última sexta-feira (21), foi inaugurado, na Argentina, o Centro Operativo Garín, localizado na província de Buenos Aires. O espaço concentra todas as frentes de negócios da Fras-le realizadas naquele país, incluindo processos de logística, distribuição de autopeças, operações de administração e marketing. O objetivo da nova estrutura é a centralização das operações e o consequente aprimoramento dos processos para os cerca de 350 clientes atendidos. A mudança possibilitou a ampliação da área de logística, que passa a contar com 6,9 mil posições de pallet, para armazenagem de peças, e 6,6 mil posições de picking, para separação de pedidos.

Na Argentina, Fras-le opera com as marcas Fras-le, Controil, Fremax, Nakata, Plasbestos, Durbloc, Power Engine e Tensa; Empresas Randon atuam com autopeças JOST, Master e Suspensys, além de Hyva. Em 2023, estão previstos investimentos adicionais em sistemas de coleta de dados e no gerenciamento e armazenagem semiautomatizados de produtos. No segundo semestre do ano que vem, as instalações da Farloc Argentina, pertencente à Fras-le e fabricante de fluidos para radiador e líquidos para freios, serão transferidas para o novo centro. A área produtiva terá 15 funcionários e capacidade de produção anual de dois milhões de litros de fluidos. Atualmente, o Centro Operativo Garín conta com 120 funcionários.

Nova estrutura concentra todas as frentes das marcas da companhia

Lactec tem novo diretor de operações tecnológicas

Marcelo Machado tem como objetivo ampliar o protagonismo do centro de pesquisa e tecnologia na transformação dos setores de energia e meio ambiente no Brasil

O executivo tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais como Alstom, Areva e Andritz Hydro

O Lactec conta com um novo diretor de operações tecnológicas. Marcelo Machado, que tem mais de 30 anos de experiência em geração, transmissão, distribuição, medição e sistemas de energia, assume o cargo na empresa que é um dos maiores centros de pesquisa e tecnologia do país. O executivo tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais como Alstom, Areva e Andritz Hydro, e foi CEO para América do Sul da Landis+Gyr. Com experiência na indústria e em projetos de infraestrutura como sistemas de transmissão, recapacitação de usinas hidrelétricas e redes inteligentes de energia, o engenheiro eletricista esteve à frente na gestão comercial e sistêmica de projetos contratados por concessionárias do setor.

A chegada de Machado no Lactec fortalece o objetivo da empresa de estar entre os protagonistas no processo de modernização e transformação digital dos setores de energia e meio ambiente no Brasil. “Chego ao Lactec muito motivado neste momento de desafios globais e em um cenário no qual o Brasil tem grande oportunidade, dado o seu potencial para a sustentabilidade e para o incremento de fontes renováveis da sua matriz energética” afirma, por meio de nota.

Com mais de 400 projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) realizados, o Lactec atua no desenvolvimento de soluções inovadoras para o segundo setor, como empresas, indústrias e concessionárias nas áreas de energia, indústria, meio ambiente e mobilidade elétrica.

Marcelo Machado tem como objetivo ampliar o protagonismo do centro de pesquisa e tecnologia na transformação dos setores de energia e meio ambiente no Brasil

Gartner anuncia as 10 principais tendências tecnológicas para o próximo ano

Apenas entregar tecnologia não será suficiente em 2023

O Gartner define metaverso como um espaço compartilhado virtual 3D coletivo, criado pela convergência de realidade física e digital virtualmente aprimorada

O Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, anuncia as 10 principais tendências tecnológicas que as organizações poderão explorar em 2023. “Para melhorar a posição financeira de sua organização em tempos de turbulência econômica, os diretores e executivos de TI devem olhar além da economia de custos para novas formas de excelência operacional, continuando a acelerar a transformação digital”, afirma Frances Karamouzis, analista e vice-presidente do Gartner. “Em 2023, entregar tecnologia não será suficiente. Esses temas são impactados por expectativas e regulamentações ambientais, sociais e de governança (ESG), que se traduzem na responsabilidade compartilhada de aplicar recursos sustentáveis. Todo investimento precisará ser comparado ao seu impacto no meio ambiente, tendo em mente as gerações futuras. Assim, ‘sustentável por padrão’ como objetivo requer tecnologia sustentável”, explica David Groombridge, analista e vice-presidente do Gartner. Acompanhe, a seguir, as principais tendências tecnológicas estratégicas para 2023.

Sustentabilidade
A sustentabilidade influencia todas as tendências tecnológicas estratégicas para 2023. Em uma pesquisa recente do Gartner, os CEOs relataram que as mudanças ambientais e sociais são agora uma das três principais prioridades para os investidores, depois de lucro e receita. Isso significa que os executivos devem investir mais em soluções inovadoras projetadas para atender à demanda ESG visando cumprir as metas. Para fazer isso, as instituições precisam de uma nova estrutura que aumente a eficiência energética e de materiais dos serviços de TI, permita a sustentabilidade empresarial por meio de recursos como rastreabilidade, análise, energia renovável e Inteligência Artificial (IA), além de implementar recursos de TI para ajudar os clientes a atingir seus objetivos.

Metaverso
O Gartner define metaverso como um espaço compartilhado virtual 3D coletivo, criado pela convergência de realidade física e digital virtualmente aprimorada. Além disso, é persistente, proporcionando experiências imersivas aprimoradas. O Gartner espera que um metaverso completo seja independente de qualquer dispositivo e que ele não será de propriedade de um único fornecedor. Segundo os analistas, o metaverso terá uma economia virtual própria, habilitada por moedas digitais e tokens não fungíveis (NFTs). Até 2027, a análise prevê que mais de 40% das grandes instituições em todo o mundo usarão uma combinação de Web3, Nuvem, Realidade Aumentada (RA) e Gêmeos Digitais em projetos baseados em metaversos destinados a aumentar a receita. Acompanhe aqui, mediante pequeno cadastro, a reportagem especial que AMANHÃfez sobre a atuação das marcas no metaverso.

Superapps
Um superapp combina os recursos de um aplicativo, uma plataforma e um ecossistema em um único software. Ele não apenas possui seu próprio conjunto de funcionalidades, mas também fornece um ambiente ideal para terceiros desenvolverem e publicarem seus próprios miniaplicativos. Até 2027, o Gartner prevê que mais de 50% da população global serão usuários ativos diários de vários superapps. “Embora a maioria dos exemplos de superapp sejam de aplicações móveis, o conceito também pode ser aplicado a aplicativos para desktop, como o Microsoft Teams e o Slack, com a chave sendo que um superapp pode consolidar e substituir vários recursos para uso de clientes ou funcionários”, antecipa Karamouzis.

Inteligência Artificial adaptável
Os sistemas de Inteligência Artificial adaptáveis visam treinar continuamente os modelos e a aprender em ambientes de tempo de execução e desenvolvimento com base em novos dados para se adaptar rapidamente às mudanças nas circunstâncias do mundo real que não estavam previstas ou disponíveis durante o desenvolvimento inicial. Eles usam feedback em tempo real para mudar seu aprendizado dinamicamente e ajustar as metas. Isso os torna adequados para operações em que transformações rápidas no ambiente externo ou objetivos corporativos em constante atualização exigem uma resposta otimizada.

Sistema imunológico digital
Segundo o Gartner, 76% das equipes responsáveis por produtos digitais agora também são responsáveis pela geração de receita. Os Chief Information Officers (CIOs) estão procurando novas práticas e abordagens que suas equipes possam adotar para fornecer esse alto valor comercial, além de mitigar riscos e aumentar a satisfação do cliente. Um sistema imunológico digital fornece esse roteiro. A imunidade digital combina insights baseados em dados sobre operações, testes automatizados e extremos, resolução automatizada de incidentes, engenharia de software nas operações de TI e segurança na cadeia de suprimentos de aplicativos para aumentar a resiliência e a estabilidade dos sistemas. O Gartner prevê que, até 2025, as instituições que investirem na criação de imunidade digital reduzirão o período de inatividade do sistema em até 80% — e isso se traduz diretamente em maior receita.

Observabilidade aplicada
Os dados observáveis refletem os artefatos digitalizados, como logs, rastreamentos, chamadas de API, tempo de permanência, downloads e transferências de arquivos, que aparecem quando qualquer parte interessada realiza qualquer tipo de ação. A observabilidade aplicada alimenta esses artefatos observáveis de volta em uma abordagem altamente orquestrada e integrada para acelerar a tomada de decisões organizacionais. “A observabilidade aplicada permite que as organizações explorem seus artefatos de dados para obter vantagem competitiva”, comenta Karamouzis. “É poderoso porque eleva a importância estratégica dos dados certos no momento certo para uma ação rápida com base em ações confirmadas das partes interessadas, em vez de intenções. Quando planejada estrategicamente e executada com sucesso, a observabilidade aplicada é a fonte mais poderosa de tomada de decisão orientada por dados”.

Gestão de confiança, risco e segurança de Inteligência Artificial
Muitas organizações não estão bem preparadas para gerenciar os riscos da Inteligência Artificial. Uma pesquisa do Gartner nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha indica que 41% das instituições sofreram uma violação de privacidade de Inteligência Artificial ou um incidente de segurança. No entanto, essa mesma pesquisa descobriu que as empresas que gerenciavam ativamente o risco, a privacidade e a segurança da Inteligência Artificial obtiveram melhores resultados nos projetos de Inteligência Artificial. Mais de seus projetos de Inteligência Artificial passaram do status de prova de conceito para produção e alcançaram mais valor comercial do que os projetos de Inteligência Artificial em negócios que não gerenciavam ativamente essas funções. As instituições devem implementar novos recursos para garantir a confiabilidade, confiabilidade, segurança e proteção de dados do modelo. O gerenciamento de confiança, risco e segurança da Inteligência Artificial (TRiSM) exige que participantes de diferentes unidades de negócios trabalhem juntos para implementar novas medidas.

Plataformas de Nuvem do setor
As Plataformas de Nuvem do setor oferecem uma combinação de software como serviço (SaaS), plataforma como serviço (PaaS) e infraestrutura como serviço (IaaS), fornecendo conjuntos de recursos modulares específicos da área para dar suporte a casos de uso de negócios específicos. As empresas podem usar as ferramentas das plataformas de Computação em Nuvem de setor como blocos de construção para compor iniciativas de negócios digitais exclusivas e diferenciadas, proporcionando agilidade, inovação e tempo reduzido de lançamento no mercado, evitando os atrasos. Até 2027, o Gartner prevê que mais de 50% das organizações usarão plataformas de Nuvem de setor para acelerar suas iniciativas de negócios.

Engenharia de plataforma
A engenharia de plataforma é a disciplina de construção e operação de plataformas de desenvolvimento interno de autoatendimento para entrega de software e gerenciamento do ciclo de vida. O objetivo da engenharia de plataforma é otimizar a experiência do desenvolvedor e acelerar a entrega de valor ao cliente pelas equipes de produto. O Gartner prevê que 80% das organizações de engenharia de software estabelecerão equipes de plataforma até 2026 e que 75% delas incluirão portais de autoatendimento para desenvolvedores.

Realização de valor sem fio
Embora nenhuma tecnologia domine, as empresas usarão um espectro de soluções sem fio para atender a todos os ambientes, desde Wi-Fi no escritório, serviços para dispositivos móveis, serviços de baixo consumo de energia e até conectividade de rádio. O Gartner prevê que até 2025, 60% das organizações usarão cinco ou mais soluções sem fio simultaneamente. À medida que as redes vão além da conectividade pura, elas fornecerão insights usando análises integradas e os sistemas de baixo consumo coletarão energia diretamente da rede. Isso significa que a rede se tornará uma fonte de valor comercial direto.

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Apenas entregar tecnologia não será suficiente em 2023

Desemprego cai para 8,7% no terceiro trimestre

Esta é a menor taxa desde o trimestre fechado em junho de 2015

Taxa de desocupação segue trajetória de queda observada nos últimos trimestres

A taxa de desocupação, que mede o desemprego no país, segue em queda e chegou a 8,7% no trimestre encerrado em setembro. Esta é a menor taxa desde o trimestre fechado em junho de 2015 (8,4%) e representa uma queda de 0,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, terminado em junho. O contingente de pessoas ocupadas (99,3 milhões) cresceu 1,0% (mais 1 milhão) no trimestre e 6,8% (mais 6,3 milhões) no ano, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE.

“A taxa de desocupação segue a trajetória de queda que vem sendo observada nos últimos trimestres. A retração dessa taxa é influenciada pela manutenção do crescimento da população ocupada”, destaca Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad. Já população desocupada (9,5 milhões de pessoas) chegou ao menor nível desde o trimestre terminado em dezembro de 2015, caindo 6,2% (menos 621 mil pessoas) no trimestre e 29,7% (menos 4 milhões) no ano. O nível da ocupação foi de 57,2%, o mais alto desde o trimestre terminado em outubro de 2015.

Contingente de trabalhadores com carteira segue crescendo
Em relação à forma de inserção dos trabalhadores, a pesquisa mostra que houve crescimento de 1,3% no número de empregados com carteira de trabalho assinada em relação ao trimestre anterior, chegando a 36,3 milhões de pessoas. Na comparação anual, o contingente cresceu 8,2%. Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,2 milhões de pessoas) foi o maior da série histórica, iniciada em 2012, apresentando estabilidade no trimestre e elevação de 13% (1,5 milhão de pessoas) no ano.

O número de empregados no setor público foi recorde da série histórica (12,2 milhões) crescendo 2,5% (291 mil pessoas) no trimestre e 8,9% (989 mil pessoas) no ano. Esse aumento foi puxado pelos empregados no setor público sem carteira assinada (3,1 milhões), também chegou ao recorde, crescendo 11,6% (317 mil pessoas) no trimestre e 35,4% (799 mil pessoas) no ano. “Temos observado um ritmo acelerado no setor público nos últimos três trimestres em função, principalmente, da recuperação do segmento de educação e saúde”, detalha a coordenadora.

A taxa de informalidade foi 39,4% da população ocupada, contra 40,0% no trimestre anterior e 40,6% no mesmo trimestre de 2021. O número de trabalhadores informais chegou a 39,1 milhões. Por grupamentos de atividades, cresceram, na comparação trimestral, Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,8%, ou mais 315 mil pessoas) e outros serviços (6,8%, ou mais 348 mil pessoas). Os demais se mantiveram estáveis. Adriana destaca que “três atividades vinham se sobressaindo desde junho: Comércio, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, e outros Serviços. Nesse trimestre, o comércio, embora tenha ficado estável, ainda mantém um contingente bastante importante e permanece sendo uma importante atividade na absorção de mão de obra, com mais de 19 milhões de pessoas”.

Esta é a menor taxa desde o trimestre fechado em junho de 2015

Um líder não deve criar estigmas

Culpar o colaborador por um erro de aprendizagem deve ser um fator de cuidado

A autonomia concedida ao time gera confiança, engajamento, dedicação, desenvolvimento e, acima de tudo, responsabilidade

Tradicionalmente, se espera de uma liderança uma pessoa que trabalhe e coordene de forma parceira, tenha empatia com os colegas, saiba lidar com momentos de tensão, sempre com respeito e tranquilidade. Dessa forma, o líder precisa entender que o seu papel é saber auxiliar cada colaborador de acordo com as suas competências. Um time diverso é fonte de inovação. Quando as pessoas são complementares, as características se potencializam. Por isso, líderes devem prezar por diversidade, visto que ela é capaz de trazer inquietude, desafios e contrapontos.

A empatia também é característica essencial de um líder. Ele não deve criar estigmas, rótulos ou amplificar características negativas das pessoas. Portanto, culpar o colaborador por um erro de aprendizagem deve ser um fator de cuidado. Errar faz parte do processo de inovação. Inclusive, um líder também está sujeito a errar, pois lidar com pessoas e com comunicação é o maior desafio da atualidade. Também é necessário não se achar mais importante do que o seu time. Promova conhecimento e sucesso para o time como um todo, não pense apenas focando no seu sucesso.

Conversas difíceis são importantes e construtivas. Conversas difíceis não são embates, mas sim momentos importantes para debater. Não prefira evitar momentos de tensão para não se incomodar com opiniões divergentes entre os colaboradores. Essas conversas são essenciais para o crescimento dos colegas. Além disso, vale lembrar que a autonomia concedida ao time gera confiança, engajamento, dedicação, desenvolvimento e, acima de tudo, responsabilidade.

Culpar o colaborador por um erro de aprendizagem deve ser um fator de cuidado

Quando seu negócio praticará Greenovation?

O conceito de inovação verde, apresentado por AMANHÃ há mais de uma década, se tornou ainda mais relevante com o agravamento das mudanças climáticas e a afirmação de uma agenda ESG

A Ambipar entende que o papel do consumidor final é a chave numa economia circular em que o desperdício seja o mínimo possível

Em meados de abril, a companhia de gestão ambiental Ambipar anunciou a criação da Universo, um empreendimento pensado para ser uma espécie de show room de negócio sustentável. A ideia é comercializar produtos de uso diário desenvolvidos com materiais reciclados a partir dos resíduos provenientes de indústrias clientes da Ambipar. Também utilizará materiais originados de sua operação de pós-consumo, como na foto ao lado. A linha de produtos da nova empresa, que recebeu um aporte inicial de pouco mais de R$ 2 milhões, é ampla. Inclui luminárias de alumínio e plástico PET reciclados, shampoo e condicionador feitos das sobras de colágeno da indústria farmacêutica e o “ecoálcool” feito de rejeitos de açúcar, milho e arroz, por exemplo. Em sua linha têxtil, a Universo busca mostrar as possibilidades de fabricar tecidos a partir do uso de matérias-primas sustentáveis, como tecidos de casca de banana, amido de milho e plástico biodegradável.

Nas palavras do diretor executivo Vinícius Campion, a Ambipar entende que o papel do consumidor final é a chave numa economia circular em que o desperdício seja o mínimo possível. A Universo teria sido criada com o propósito de dar opções de consumo mais consciente para itens de casa e do dia a dia. “Desta forma, chegamos para ajudar a completar o circuito de economia circular com produtos atrativos e com design de alto nível, que capturem a preferência dos consumidores”, diz Vinícius. Além de inovar na própria concepção do negócio, a companhia também trabalha para entregar produtos altamente disruptivos. “Já estamos trabalhando com modelagem em 3-D e impressão de objetos com fibra de amido de milho também em 3-D.A inovação de processos produtivos e uso de resíduos como matéria-prima é uma necessidade para podermos avançar no tema da economia circular”, sustenta o executivo.

O case que abre esta reportagem revela que o conceito de Greenovation, antecipado por AMANHÃ há doze anos, não apenas tornou-se realidade, como se solidificou e mostra-se vital para os negócios. Ainda mais diante dos constantes alertas de organismos internacionais preocupados com as consequências das mudanças climáticas e seus impactos para o futuro do planeta. No livro Greenovate! – Companies Innovating to Create a More Sustainable World, escrito por Hitendra Patel, Tyler McNally e Ronald Jonash, que foi Capa de AMANHÃ em junho de 2010, o termo é definido como tudo aquilo que cria e captura valor ao atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. “A sustentabilidade passou do status de desejável para mandatório. O tema abordado em Greenovate era focado em inovações relacionadas a essa que até então era uma tendência macro e hoje já é uma realidade com todo movimento global em práticas ESG”, sentencia Patel ao refletir sobre os ensinamentos do livro mais de uma década depois. “Observando um dos nossos programas globais, o Innovation Olympics, observamos uma crescente preocupação pela geração de valores sociais e ambientais nas soluções de inovação”, revela. A percepção do especialista é uma unanimidade entre os acadêmicos e gestores ouvidos para esta reportagem.

Caminho sem volta
Para Luciana Hashiba, que se dedica à educação para inovação na FGV EAESP, já faz algum tempo que as empresas no Brasil têm dado mais atenção ao Greenovate. Ela, que é especializada na linha de gestão de operações e competitividade nos temas colaboração e desempenho, inovação e sustentabilidade, vem reparando especialmente em duas formas que as organizações têm encontrado para isso. “Um dos caminhos é remediar o que já está feito, ao reduzir impacto ambiental do que já existe. Outro é começar a desenvolver a inovação já partindo desses princípios, que é um pouco mais raro”, situa. “Já existem empresas fazendo isso e outras terão de entender e começar a desenhar produtos e serviços preocupando-se com sustentabilidade”, defende Luciana.

Outro incentivo tem relação direta com o caixa. A BlackRock, a maior administradora de ativos do mundo, com um recorde de US$ 10 trilhões sob gestão, desde 2020 coloca a sustentabilidade no centro da estratégia de investimento. E a partir deste ano, quem investir em fundos da companhia será informado do impacto do seu portfólio sobre o clima do planeta. “Cada vez mais fundos ou mesmo bancos na concessão de crédito, por exemplo, vão olhar com lupa alguns critérios para investir em empresas inovadoras. Um deles é ter práticas ESG comprovadas por métricas”, prevê Philippe Figueiredo, analista da unidade de inovação do Sebrae Nacional. Na visão de Figueiredo, o processo inovador deve, inclusive, abarcar as vertentes Social (Social) e Governance (Governança), além de Environmental (Ambiental), que formam a conhecida sigla em inglês. “Ao se depararem no mercado com um celular inovador, os consumidores vão perguntar se ele é realmente menos impactante para o meio ambiente, quão ética é a fabricante em suas relações com a sociedade, se o board da companhia leva em conta a diversidade etcetera”, enumera.

De acordo com o estudo A Evolução do ESG no Brasil, realizado pelo Pacto Global em parceria com a Stilingue, investimentos ESG estão no centro da estratégia das maiores instituições financeiras pelos próximos três a cinco anos. Além disso, tanto Millennials (nascidos entre 1981 e 1995) quanto membros da geração Z (até 2010) revelam forte interesse por investimentos sustentáveis. Nos últimos anos, 78% dos Millennials e 84% dos Zs declararam optar por esse tipo de aplicação. “Neste sentido, o clamor vem da maior percepção sobre o posicionamento e a responsabilidade das empresas acerca de problemas que atingem a vida cotidiana, como por exemplo as mudanças climáticas, a diversidade e inclusão, o apoio às vítimas de uma guerra, ou a mobilização pelo combate à pandemia”, nota Fabrício Luz Lopes, gerente executivo de tecnologia e inovação do Sistema Fiep, do Paraná. “O que se destaca é a crescente busca por empresas capazes de gerar valor a partir de um propósito que faça sentido para sua cadeia, o que só é possível tendo a inovação e a sustentabilidade como nortes”, diagnostica.

É o que pensa, também, André Pereira de Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV. Especializado nas áreas de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e sustentabilidade e inovação, ele prega um conceito mínimo para que determinado produto ou serviço seja considerado inovador. “Se inovar é fazer melhor, e creio nisso, é preponderante levar em conta aspectos ambientais e também sociais”, opina. “Quando uma inovação qualquer entrega um resultado melhor, mas com efeito negativo do ponto de vista dos impactos na biosfera, não deveríamos levar em conta também este aspecto negativo?”, questiona. Carvalho usa o exemplo da mobilidade nos grandes centros urbanos para embasar seu raciocínio. As SUVs, que costumam ter porte avantajado, além de interior espaçoso, são pouco eficientes sob o olhar da sustentabilidade já que utilizam combustível fóssil, são pesadas e utilizadas para levar, em média, uma pessoa de 70 quilos de um ponto a outro. “Naturalmente existe um componente mercadológico de inovação, mas será que uma cidade com mais SUvs é sustentável realmente?”, pontua.

A locadora de automóveis Movida tem apostado na sustentabilidade como modelo de negócios. A companhia oferece carros elétricos na frota, hoje a maior de veículos de passeio 100% eletrificados do país (são cerca de 800 carros). “Acreditamos que o carro elétrico é, e será, o ponto central na revolução da mobilidade urbana. Nossa meta é eletrificar a frota em 20% até 2030 e reduzir em 30% a emissão de gases de efeito estufa”, anuncia Renato Franklin, CEO da Movida. Para viabilizar o negócio, a marca inaugurou em São Paulo, em dezembro do ano passado, a primeira loja direcionada para o ecossistema de mobilidade elétrica, onde são disponibilizados carregadores rápidos e ultrarrápidos para os clientes. “Um dos próximos passos é expandir a frota de veículos híbridos e elétricos e instalações de carregadores para o Sul do país”, antecipa. Outro projeto que vai ao encontro de soluções sustentáveis é o Movida Cargo, serviço de locação de veículos utilitários para empresas e que também conta com frota elétrica. O objetivo é impulsionar a mudança de cultura na sociedade, enxergando a mobilidade como peça de uma economia colaborativa e como instrumento de inclusão social, contribuindo para a geração de empregos. A Movida defende que toda inovação deve estar associada também à sustentabilidade. Nesse sentido, a companhia implementou processos totalmente digitais reduzindo a geração de resíduos. A retirada do veículo na loja passou a ser feito por meio da abertura de contratos pelo tablet, recurso hoje disponível em todas as unidades da marca. O resultado não poderia ter sido melhor: no ano passado, mais de 70% da receita da companhia nasceu de processos iniciados no meio digital.

As empresas estão gradativamente adicionando componentes de sustentabilidade aos seus produtos. Recentemente, a Ambev anunciou que o Guaraná Antarctica é o primeiro refrigerante no Brasil a ter toda a sua produção de garrafas com PET 100% reciclado. Já a cerveja Colorado lançou a primeira garrafa de vidro totalmente reciclada, em escala industrial, pois 100% do conteúdo utilizado para a produção da embalagem passa pelo processo de reciclagem. Ou seja, toda garrafa desse produto já foi uma garrafa antes. Esse feito é pioneiro pela complexidade do processo. Essa foi a primeira garrafa a utilizar 100% de cacos de vidro para sua produção (as garrafas tradicionais têm em média 50% de material reciclado).

A Nestlé é outra companhia que também tem feito progressos nesse sentido. A marca substituiu todos os canudos plásticos das bebidas por alternativas de papel, retirou o filme plástico externo da caixa de bombons Especialidades, criou uma embalagem para Nescau Orgânico que dispensa o uso de tampas plásticas e também lançou uma embalagem de sachê da marca Mucilon com menos plástico na composição e totalmente desenhada para ser reciclada. “São, todas elas, soluções que demandam investimentos em tecnologias que vão do redesenho das embalagens a ajustes de processos produtivos e equipamentos na fábrica”, diz Barbara Sapunar, diretora de comunicação e sustentabilidade da Nestlé Brasil. A multinacional suíça tem o compromisso de reduzir e eliminar o desperdício na cadeia de embalagens e está intensificando suas ações para tornar 100% de suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025 – hoje, 97% das embalagens são desenhadas para serem recicladas ou reutilizadas.Mais ainda: ao lidar com alimentos, a companhia também consegue dar pitadas “green” ao portfólio. Nos últimos dois anos, a marca tem investido constantemente em inovações de origem vegetal. As cápsulas Nescafé Dolce Gusto, por exemplo, ganharam versões vegetais. Ainda em 2021, Kitkat trouxe ao mercado sua versão Vegan, o primeiro lançamento com certificado vegano da marca em uma versão com ingredientes à base de plantas e produzido com cacau 100% sustentável.

Comportamento amigo do meio ambiente: campanha da Ikea destaca solução sustentável para móveis sem uso ou que necessitem de alguma reparação

Plantando “inovabilidade”
Por vezes, estar dentro de uma cadeia industrial que naturalmente está em contato com o meio ambiente facilita a conexão com a inovação. Esse é o caso da Suzano, tido como uma referência pelos analistas entrevistados por AMANHÃ. Desde a criação da Suzano S/A em 2019, fruto da fusão da Suzano Papel e Celulose com a Fibria, a empresa que já nasceu como a maior produtora mundial de celulose adotou o termo “inovabilidade” que significa, segundo a própria companhia, “inovação a serviço da sustentabilidade”, como recorda Cesar Bonine, gerente executivo de P&D da Suzano. “Quando analisamos as megatendências e a vocação e o papel que a Suzano tinha e tem para o planeta e para as mais de 2 bilhões de pessoas atendidas diariamente com nossos produtos, percebemos a importância da inovação e sua ligação direta com a sustentabilidade”, conta. “Considerando a natureza do negócio, a árvore plantada, entendemos que a inovação e sustentabilidade estão totalmente conectadas”, completa. Exemplo disso são os produtos que alinham conceitos de uso racional de recursos, como água na indústria e nos cultivos florestais, conservação ambiental, controle biológico de pragas e doenças, entre outras ações práticas que a empresa define como intensificação sustentável. “Isso faz com que maximizemos a produção, os recursos naturais e possamos disponibilizá-los para outros usos”, detalha Bonine. Mais recentemente, com a demanda para substituição do plástico por soluções mais sustentáveis, a companhia iniciou um novo ciclo de desenvolvimento de produtos para esse fim, copos e canudos de papel e uma linha de embalagens flexíveis, tanto para a indústria de cosméticos quanto para a de alimentos. Esses novos desenvolvimentos estão alinhados ao compromisso de longo prazo de oferecer 10 milhões de toneladas de produtos de origem renovável, até 2030, para substituir plásticos e derivados do petróleo.

A Ikea, marca global de móveis e decoração, tem lançado mão do reaproveitamento de materiais, entre outras práticas ligadas ao conceito de economia circular, para cumprir a missão de oferecer design acessível à maioria das pessoas em todo o mundo. Em abril, a Ikea lançou na Europa uma campanha que tem por mote dar utilização a objetos de segunda mão, com o propósito de estimular os clientes a encontrarem uma solução sustentável para móveis de que já não precisam, ou que necessitem de alguma reparação. A iniciativa destaca os serviços de circularidade da marca disponíveis durante todo o ano. Um dele é a área circular, que permite ao cliente poupar no preço e reduzir no desperdício ao comprando artigos em segunda mão. Outro serviço é o programa segunda vida, por meio do qual móveis usados da Ikea podem ser revendidos pelo cliente, que recebe um cartão de reembolso e, também, o serviço de ferragens grátis em loja. “Queremos criar uma maior reflexão sobre a dinâmica de compra e venda, potenciando comportamentos mais amigos do ambiente ao prolongar a vida de móveis que temos em casa, dando-lhes uma segunda vida, ou encontrando a melhor solução para os nossos clientes”, afirma em nota a AMANHÃ Mónica Sousa, responsável de marketing da Ikea em Portugal.

Praticar Greenovation não é só para os grandes. Duas empresas do Paraná mostram que é possível, sim, unir os conceitos de sustentabilidade e inovação, independentemente do porte. A Beckhauser Equipamentos Pecuários, de Maringá, adotou soluções que lhe valeram, no ano passado, o primeiro lugar na categoria micro e pequena indústria do Prêmio Sesi ODS. Além da estação de tratamento dos efluentes, a indústria implementou um sistema de reuso da água e de tanques para captação de água da chuva. Dependendo do fluxo das chuvas, o sistema permite uma economia de quase 600 mil litros de água por ano. “É uma inovação no processo produtivo que gera sustentabilidade ambiental e econômica”, avalia Fabrício Luz Lopes, gerente executivo de tecnologia e inovação do Sistema Fiep.

A Tecnotam, fabricante de embalagens industriais de médio porte, com sede em Balsa Nova, é outro exemplo. Seu trunfo é ter desenvolvido a Be Back, uma plataforma integrada que possibilita controlar todo ciclo de vida das embalagens: envase do produto (produtor), utilização pelo cliente (consumidor), coleta e recuperação da embalagem vazia (recuperador) e seu retorno ao produtor. Nos últimos três anos foram contabilizadas mais de 50 mil embalagens que passaram pelo ciclo da logística reversa, evitando o descarte irregular e potenciais contaminações de solo e água.

Entre as startups, a sustentabilidade é um elemento inseparável dos esforços de inovação. Criada em 2018, a Athena Agro, sediada em Cacique Doble (RS), desenvolve soluções para a identificação de pragas através de inteligência artificial. Para aprimorar a tecnologia, atualmente busca investidores anjos – como são conhecidas as grandes empresas e clientes que firmaram parcerias com as startups para o desenvolvimento do projeto. “A sustentabilidade é um dos pilares da Athena. É a base fundamental, principalmente no setor do agronegócio”, atesta Felipe Consalter, um dos fundadores e CEO da companhia.Um dos grandes objetivos da Athena Agro é reduzir o uso de defensivos na produção a partir de uma arquitetura de inteligência artificial e de redes neurais capaz de identificar as pragas através de imagens que utilizam a própria câmera do celular. Ao identificar a praga, o produtor recebe recomendações de como combatê-la. Concomitantemente, a empresa contratante ganha acesso a um mapa de incidência das pragas na região, podendo criar um plano de forma mais eficiente para reduzir os custos da produção e com defensivos menos lesivos ao meio ambiente.

Imbuída desta mesma visão, outra startup, a Data Ocean, fundada em 2020 em São Paulo vem avançando a passos largos em sua missão de desenvolver uma plataforma de dados para descomplicar a gestão de transportadoras, permitindo a elas redução de custos e ganho de eficiência. Um de seus fundadores, Marcos Antonio Amorim Filho, vê uma longa perspectiva de atuação à frente. “O setor de transporte é um dos principais emissores de dióxido de carbono no país. A ineficiência dele é gigantesca. Em média, 40% do transporte roda com caminhões vazios, simplesmente por ineficiência de logística”, assinala. “Como temos acesso a todos os dados, calculamos qual é a emissão e a conectamos com empresas de crédito de carbono, para que as transportadoras neutralizem ali o CO₂”, conta. Em resumo, a Data Ocean colabora de duas formas para incrementar a sustentabilidade do setor: possibilitando a compensação do crédito de carbono e, de outra parte, ao trazer mais inteligência operacional. “Permitindo mais inteligência de rota, a gente diminui a quantidade de veículo transportando de maneira desnecessária e ineficiente”. Criada em 2020, a startup já passou por um processo de aceleração, na qual é cedido um percentual em troca de investimento e a capacitação dos empreendedores, além de receber um aporte de venture capital do Vale do Silício. Mais uma prova que inovar de olho na preservação do planeta traz excelentes resultados. Resta, agora, só perguntar quando seu negócio também será Greenovate.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

O conceito de inovação verde, apresentado por AMANHÃ há mais de uma década, se tornou ainda mais relevante com o agravamento das mudanças climáticas e a afirmação de uma agenda ESG

Gás natural terá redução de preços em SC a partir de 2023

Diminuição deve ocorrer a partir de janeiro

Também está previsto aumento de capacidade do Gasoduto Bolívia-Brasil

A Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás) informou que a perspectiva é de redução do preço do gás natural para o início de 2023. Além disso, os novos contratos garantem aumento de capacidade alocada no Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). “Esses avanços reafirmam a segurança de abastecimento do insumo, que, hoje, atende mais de 21 mil consumidores, dentre eles, indústrias, comércios, postos e residências catarinenses, diz o comunicado da empresa. De acordo com o diretor-presidente da SCGás, Willian Lehmkuhl, a nova condição de suprimento com a Petrobras terá condições mais favoráveis. “Temos certeza de que, a partir de janeiro [de 2023], o preço será decrescente, e isso já está contratado”, revelou.

Os contratos para a aquisição do gás natural pela SCGÁS seguem um regramento que leva em consideração as variações de cotação do petróleo tipo Brent e do câmbio. Para esse ano, o custo de aquisição de um dos contratos está fixado a 17% do Brent. Já em janeiro de 2023, a previsão é que haja uma queda para 14%, que precede um percentual de 11% do Brent para 2024.

Além dessa perspectiva, a companhia concluiu a contratação de capacidade firme de saída de gás natural, resultante da chamada pública 03/2021 (CP03), da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG). Por meio da ampliação da Estação de Compressão de Biguaçu, na Grande Florianópolis, haverá um aumento na pressão do gás, o que eleva o volume de entrega do insumo. O objetivo é incrementar a capacidade em 77% para o trecho sul do Gasbol. A TBG apresentou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e aos participantes da CP03 uma proposta técnica que prevê entrega de capacidade adicional no trecho sul do gasoduto a partir de 1° de janeiro de 2024.

Com investimento recorde de R$ 665 milhões, Santa Catarina ganhará novos 664 quilômetros de rede de distribuição de gás natural até 2026. Já para este ano, chegará a um total acumulado de 1.445 quilômetros de redes. Até 2026, a expectativa é de que 87 municípios catarinenses tenham acesso à fonte de energia mais limpa, que auxilia na transição para energias renováveis. Esse é o maior pacote de investimentos da história da SCGÁS, concessionária responsável pela distribuição do insumo no estado.

Diminuição deve ocorrer a partir de janeiro

Setor de máquinas projeta queda de 2,5% no faturamento anual

Em relação ao mês anterior, houve crescimento de 4,7%

Após três meses consecutivos de queda nas vendas do mercado interno, houve crescimento de 2,3% em relação a setembro do ano passado

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos variou 0,1% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em relação ao mês anterior, houve crescimento de 4,7%. A receita líquida total ficou em R$ 29,7 bilhões. De janeiro a setembro, o setor acumula queda de 4,4%. Para o ano, Abimaq projeta um recuo de 2,5% no faturamento. “No caso do setor de máquinas, lá no início do ano, estávamos prevendo um crescimento de 3%. Nós tivemos o problema durante o ano, com o aumento das taxas de juros, que subiram bastante na ponta, seja para capital de giro, como para investimentos, e isso prejudicou um pouco o resultado”, avaliou José Velloso, presidente da Abimaq.

O resultado, segundo a Abimaq, reflete uma melhora das vendas no mercado doméstico. Após três meses consecutivos de queda nas vendas do mercado interno, houve crescimento de 2,3% em relação a setembro do ano passado. No acumulado do ano, no entanto, de janeiro a setembro, as vendas internas acumulam queda de 5,8%. Apesar de se manter negativo, houve uma melhora em relação à última divulgação, quando o percentual ficou negativo em 6,9%. As exportações do setor registraram crescimento de 6,6% na comparação com setembro de 2021, mas o impacto na receita total de vendas no período foi negativo (-8,4%), tendo em vista paridade cambial e inflação.

Na análise por segmento, na comparação com agosto, apenas as exportações de máquinas para petróleo e energia renovável tiveram crescimento (3,9%). Na comparação anual, os números são positivos para todos os grupos, com destaque também para o de petróleo que registra alta de 104,5% no faturamento com as exportações. “Os únicos dois grupos que não cresceram foram de máquinas para infraestrutura e máquinas de transformação. Os demais todos cresceram neste período”, aponta Maria Cristina Zanella, gerente divisional de economia, estatística e competitividade da Abimaq. Ela acrescenta que, para o último trimestre do ano, se projeta crescimento em relação ao terceiro trimestre, “mas que aparentemente não vai compensar a queda que a gente acumulou desde o início do ano”. “Estamos prevendo para este ano uma queda ao redor de 2,5%, por conta do primeiro semestre muito mais fraco.”

Com Agência Brasil

Em relação ao mês anterior, houve crescimento de 4,7%

Sebrae afirma que Copa do Mundo ainda não mobilizou pequenos negócios

Pesquisa mostra que 67% das empresas não estão se preparando para data

A realização do torneio entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro coincide com um período que é extremamente crítico para os pequenos negócios

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) fez pesquisa com 6.028 empreendedores de 26 estados e do Distrito Federal e apurou que 63% das empresas não estão se preparando para a Copa do Mundo de futebol, enquanto 37% elaboraram produtos ou serviços para atender esse público. A copa está prevista para iniciar em 21 de novembro, no Catar. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de agosto e 11 de setembro. A sondagem mostra que, no momento, 20% dos empreendedores em nível nacional acreditam que a Copa do Mundo vai ajudar no aumento do faturamento da empresa; 44% estão indecisos e acreditam que o faturamento não vai aumentar e nem diminuir; 13% consideram que haverá diminuição das vendas e 24% não souberam responder.

Entre os principais motivos para o comportamento dos empreendedores em relação à Copa do Mundo está a crise econômico-financeira que ficou ainda maior com a pandemia do novo coronavírus, informou a analista da coordenação de comércio e serviços e gestora de projetos de varejo do Sebrae, Poliana Valente. “Os pequenos negócios estão muito naquele processo de ressurgir, de ganhar fôlego, de tentar resgatar e recuperar não só a lucratividade, mas até mercado, aumento de vendas. Eles estão muito focados agora, na verdade, no pós-pandemia, para sobreviver”, relatou.

Outro motivo para o aparente desinteresse dos empreendedores é o fato de a Copa do Mundo acontecer em um período diferente do habitual, que é o meio do ano. “A gente estava acostumado a vê-la em um determinado período e, sempre, no meio do ano. A questão de ter sido jogada para o final do ano culturalmente também mexeu um pouco no radar das pessoas, e nesse olhar para a Copa”, avalia. Segundo ela, a realização do torneio entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro coincide com um período que é extremamente crítico para os pequenos negócios, principalmente quando se fala do varejo, que se apropria mais dessa oportunidade frente a Copa.

Poliana lembrou que, no final do ano, o varejo tem eventos importantes, como o Black Friday e o Natal, que são datas muito significativas para o comércio de bens e serviços. “Acaba que os pequenos negócios estão muito mais voltados a estratégias de produtos e marketing e ajustes de seus pontos de venda para essas datas que são mais seguras, fazem parte do calendário anual e são importantes para aquecer as vendas”, ressaltou. De acordo com ela, a Copa acabou competindo com essas datas, que são mais confiáveis e seguras para os empreendedores apostarem, e que cada data dessas necessita de estratégias, planejamento e divulgações diferentes. “Isso tudo demanda tempo, recursos. Então, os empresários estão muito mais com esse olhar para as campanhas que são mais seguras, principalmente nesse período de resgate dos negócios no pós-pandemia”.

A analista acredita, entretanto, que a partir de novembro, com o início dos jogos, as pessoas estarão com mais fôlego para, de fato, olhar a Copa. “O brasileiro gosta muito de futebol, a seleção une o país como um todo”. Poliana, no entanto, alerta os empreendedores para que percebam, dentro do propósito do seu negócio, da realidade que têm e dos produtos e serviços que oferecem, o que poderia estar agregando para fazer dessa Copa um momento especial. Com boa divulgação de seus negócios, a gestora acredita que os varejistas poderão conseguir potencializar a venda e engajar mais esses consumidores, mesmo para a Copa do Mundo. “Não há razão para perderem a esperança, mas devem avaliar qual seria o melhor tipo de estratégia. Porque, na minha percepção, quando a gente entrar em novembro, as pessoas estarão mais nessa energia da Copa”.

Fim do ano
A visão de fim de ano dos pequenos empresários é um pouco mais animadora. De acordo com a pesquisa nacional, 26% dos entrevistados acreditam que os desafios que surgiram no caminho provocaram mudanças valiosas para o seu negócio; 22% estão animados com as novas oportunidades; e 11% pensam que o pior já passou. Poliana lembra que o Brasil ainda enfrenta um processo de crise, de inflação alta e desemprego elevado, que gera queda no poder de compra dos consumidores, com direcionamento para aquisição de itens mais básicos. “Eu acho que uma grande forma de tentar conciliar e diminuir essa preocupação é pensar, dentro do seu negócio, como seus produtos e serviços podem de fato agregar para uma experiência bacana para as pessoas, de forma que elas consigam presentear quem amam, apesar de toda essa fase que a gente está vivenciando enquanto país e estado. No fundo, apesar de todos os problemas, ninguém que tenha um pouco de condição vai deixar de presentear alguém”, disse.

Se a diminuição de preços não é possível para o pequeno empreendedor, a analista do Sebrae sugeriu que outros meios podem ser acessados para cativar o público, como brindes, atendimento diferenciado, às vezes, inclusive, por meio da colaboração entre produtos, serviços e empresas, onde o comprador perceba um valor maior agregado. Segundo Poliana, no Black Friday há a percepção de que o consumidor pode comprar coisas que está precisando a um preço mais convidativo. Já o Natal tem toda uma questão afetiva, de estar em família, de presentar, independente de o produto desejado estar um pouco mais caro naquele momento.

Com Agência Brasil

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