Archives 2022

Generate Capital passa a integrar o bloco de controle da Conasa

Os projetos da companhia paranaense atendem1,3 milhão de habitantes

A Conasa é a 278ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Conasa anunciou nesta quinta-feira (6) que concluiu uma transação levantando capital acionário significativo com a Generate Capital, empresa líder em infraestrutura sustentável que possui e opera mais de 2 mil ativos em toda a América do Norte. “A transação proporcionará à Conasa reforço de capital para crescimento adicional, acelerando a implantação de serviços públicos essenciais e infraestrutura sustentável em todo o Brasil”, destaca a nota da companhia.

Os projetos da Conasa atendem hoje 1,3 milhão de habitantes em água e esgoto, 1.520 km de rodovias pedagiadas e 283 mil pontos de iluminação pública, atingindo 3,3 milhões de habitantes. A Conasa emitiu R$ 403 milhões (US$ 71,4 milhões) de novas ações para a Generate como parte do acordo e a Generate passa a integrar o bloco de controle. A empresa paranaense atua no Mato Grosso, Piauí, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Pará.

Desde sua fundação, em 2007, a Conasa tem crescido principalmente no setor de saneamento, em relação ao qual o Brasil necessita de R$ 753 bilhões (US$ 132 bilhões) de investimento até 2033 para atingir as metas de serviços universais de saneamento para toda a população. A Conasa também está crescendo suas operações em infraestrutura em torno de rodovias pedagiadas e ativos de iluminação pública em todo o Brasil, oferecendo melhorias que aumentam o acesso equitativo aos recursos.

A empresa conta com mais de 550 funcionários que fornecem suporte de operação e manutenção para seus ativos. Em junho do ano passado, a Conasa ingressou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com um pedido de abertura de capital. “Para a Generate, a transação representa uma expansão de seu portfólio de mais de US$ 2 bilhões em ativos de infraestrutura sustentável nos Estados Unidos para o mercado brasileiro de infraestrutura privada”, revela o documento emitido pela empresa.

A Conasa é a 278ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado por AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Os projetos da companhia paranaense atendem1,3 milhão de habitantes

Vinci adquire terminal portuário da JCR no Paraná

O valor da negociação não foi revelado pelas empresas

Fundo de infraestrutura investirá R$ 3 bilhões no Porto Pontal

A Vinci Partners adquiriu o terminal Porto Pontal, no Paraná, que pertencia ao grupo JCR, do empresário curitibano João Carlos Ribeiro. A informação foi veiculada nesta quinta-feira (6) na versão digital do jornal Valor Econômico. De acordo com a reportagem, assinada pela jornalista Maria Luíza Filgueiras, o fundo vai investir R$ 3 bilhões de forma escalonada para implementar o projeto, desenhado para ser um dos terminais de contêineres mais modernos da América do Sul. O valor da negociação não foi revelado pelas empresas.

A JCR não tem experiência no setor. O grupo paranaense começou no segmento de construção civil na década de 1970. Atuou nas áreas de tecnologia da informação e rastreamento de veículos e cargas. Hoje o Porto Pontal é o principal investimento do grupo.

Segundo o Valor, a aquisição é o primeiro investimento realizado dentro da estratégia de transporte e logística da área de infraestrutura da Vinci. “Estamos buscando ativos nesse segmento há algum tempo, disputamos aeroportos, fizemos análises de ativos de rodovias e portos, e agora acertamos com o Porto Pontal, um projeto que já namorávamos há um bom tempo. O projeto tem mérito de localização estratégica e de calado relevante, sem amarras de terminal em porto público”, afirmou José Guilherme Souza, sócio da Vinci e head de infraestrutura, para a publicação.

“A capacidade do Porto Pontal na primeira fase, que deve ser concluída em cerca de quatro ano, será de 1,5 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés). Na fase final, dobra esse volume, para 3 milhões de TEUs. O Porto Pontal é um projeto que a JCR tenta desenvolver há quase uma década, entre embates de licenças, regulações e financiamentos. A Vinci assume o projeto já com essa etapa concluída, para a fase de obras”, detalha a reportagem.

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O valor da negociação não foi revelado pelas empresas

Produção industrial tem sexto resultado negativo seguido

Índice retrocedeu 0,2% em novembro

Indústria se encontra 4,3% abaixo do patamar de antes da pandemia

A produção industrial teve queda de 0,2% na passagem de outubro para novembro de 2021, registrando o sexto mês consecutivo de resultados no campo negativo, período em que soma recuo de 4%. Apesar de acumular, nos 11 meses de 2021, um avanço de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, a indústria continua a se afastar cada vez mais do patamar pré-pandemia. É o que aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

“Quando olhamos para o ano anterior, os resultados ao longo de 2021 são quase sempre positivos, pois a base de comparação é baixa, já que no início da pandemia a indústria chegou a interromper suas atividades, com o ano de 2020 fechando com um recuo de 4,5%. Porém, analisando mês a mês, observamos que, das 11 informações de 2021, nove foram negativas. Ou seja, o setor industrial ainda sente muitas dificuldades, se encontrando atualmente 4,3% abaixo do patamar de produção em que estava em fevereiro de 2020”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

Ele lembra que o setor ainda sofre os efeitos da pandemia mundial, que provocou o desabastecimento de alguns insumos e encareceu o custo da produção. “Além disso, a indústria sofre com os juros em alta e a demanda em baixa, impactada pela inflação elevada e a precarização das condições de emprego, já que com o rendimento mais baixo, o trabalhador consome menos”, avalia.

Apesar do resultado negativo no mês de novembro de 2021 frente a outubro, apenas uma das quatro das grandes categorias econômicas. “A produção de bens de capital assinalou recuo de 3% e eliminou o avanço de 1,8% verificado em outubro. Já as categorias de bens semiduráveis e intermediários registraram estabilidade, e elas respondem por 80% da média da indústria, por isso temos um resultado perto da estabilidade na média geral. Já o setor de bens de consumo duráveis apontou a única taxa positiva, de 0,5%”, pontua Macedo.

Ele ressalta, ainda, que os ramos industriais mostraram um movimento diferente do que vinham apresentando na maior parte do ano de 2021. “Pouco menos da metade, doze de 26, dos ramos pesquisados tiveram resultados negativos. O que é algo diferente do que vínhamos observando, ou seja, mais atividades no campo negativo do que positivo”, destaca Macedo.

Entre as atividades, as principais influências negativas vieram dos produtos de borracha e de material plástico (-4,8%), que perderam toda a expansão acumulada (3,5%) nos meses de setembro e outubro, além da metalurgia (-3%), que assinalou a terceira queda consecutiva, acumulando perda de 7,7% no período. Já na comparação com novembro de 2020, a indústria recuou 4,4% em novembro de 2021, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, em 19 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 59,1% dos 805 produtos pesquisados. Sendo que novembro de 2021 teve o mesmo número de dias úteis (20) do que igual mês do ano anterior (20).

No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a expansão de 4,7% na média da indústria foi acompanhada por resultados positivos em todas as grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 65% dos 805 produtos pesquisados.

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Índice retrocedeu 0,2% em novembro

Confira as principais tendências de negócios para 2022

O mercado tem se reinventado para se adaptar a uma realidade mais dinâmica

Por conta da pandemia, muitas empresas se viram obrigadas a migrar suas lojas para o mundo on-line

A transformação digital mudou a relação entre marca e cliente. Muitas soluções têm ganhado espaço para suprir as novas necessidades de uma sociedade contemporânea em busca de qualidade de vida. Além de um evidente avanço tecnológico em diversos setores, o mercado tem se reinventado para se adaptar a uma realidade mais dinâmica. Veja quais são as apostas de negócios mais promissoras para 2022.

Clubes de assinatura
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, somente em 2020, o mercado de assinatura movimentou mais de R$ 1 bilhão, sendo que, no primeiro trimestre de 2021, o número de novos assinantes cresceu 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segurança de dados
De acordo com uma pesquisa realizada pela PwC Digital Trust Insights 2022 com 3,6 mil executivos de negócios, aproximadamente 83% das organizações empresariais no Brasil devem aumentar o investimento em segurança cibernética no próximo ano. Neste cenário, a tecnologia em nuvem também passará a ganhar cada vez mais espaço.

Comodidade do cliente
O e-commerce ganhou força nos últimos anos e as redes sociais passaram a ser um canal de vendas importante. Outra tendência para 2022 é o crescimento acelerado das vendas outbound, aquelas que priorizam um atendimento consultivo, em que os profissionais têm a missão de entender as dores dos clientes e as necessidades que possuem, para assim, realizarem conexões assertivas. Por conta da pandemia, muitas empresas se viram obrigadas a migrar suas lojas para o mundo on-line, e a necessidade de inovar com produtos e impactar positivamente a experiência do usuário foi inevitável. E o ARCommerce é a prova disso. Por meio do celular, é possível vislumbrar em tamanho real o produto que gostaria de adquirir e até mesmo verificar se aquele sofá irá caber ou combinar com sua sala.

Robôs colaborativos
Com os famosos cobots em funcionamento, eles podem facilmente assumir tarefas repetitivas, sujas ou perigosas. Assim, a mão de obra humana pode ocupar funções que são realmente importantes e estratégicas.

Tecnologia 5G
O 5G trará possibilidade de novos negócios na indústria com velocidade e capacidade de transmissão de altas massas de dados.

Mercados autônomos em condomínios comerciais
Os mercados autônomos ganharam força durante o período pandêmico e continuam sendo tendência em 2022. Com a volta da rotina presencial no próximo ano, muitos centros comerciais têm apostado nesse tipo de negócio para oferecer mais comodidade aos colaboradores.

Solução antifraude
Com o uso cada vez maior do comércio eletrônico, os criminosos virtuais também passaram a mirar nesse mercado com mais intensidade. Para não ter prejuízos com compras fraudulentas, os lojistas precisaram buscar por soluções que agissem para impedir a ação dos golpistas.

Ferramentas on-line para fazer planejamentos
Em um cenário onde novidades aparecem o tempo todo e processos exigem agilidade e assertividade, elaborar planejamentos para conquistar metas é essencial, e a tendência é fazer isso de maneira digital, trazendo mais facilidade e rapidez.

O mercado tem se reinventado para se adaptar a uma realidade mais dinâmica

Quando menos é mais

Bianchini teve seu melhor resultado dos últimos anos em um período de escassez

Como 80% de sua receita ligada à exportação de grãos, a Bianchini tirou partido do cenário de valorização internacional das commodities agrícolas

No ano em que o mundo se preocupou com a saúde de um modo sem precedentes nos últimos cem anos, a Bianchini produziu o balanço mais robusto e saudável dos últimos anos. A maior empresa de comércio exterior do Sul já havia tido um ano positivo em 2019, quando o faturamento rompeu a casa dos R$ 4 bilhões – chegou a quase R$ 4,2 bi, para ser preciso.

Mas em 2020 a Bianchini se saiu ainda melhor. As vendas cresceram 4,6%, para R$ 4,4 bilhões, deixando um lucro de R$ 253,7 milhões, um salto em relação ao resultado líquido de R$ 153 milhões obtido em 2019. “Tivemos dificuldades em 2020, em função da dificuldade de obter matéria-prima, mas acabamos superando tudo e tendo nosso melhor ano”, diz o diretor Arlindo Bianchini, com um tom de voz contido, como a se vacinar contra a euforia. “2021 foi positivo, também. Já 2022…”, deixa no ar.

Por partes, começando por 2020. Como revela 500 MAIORES DO SUL, o patrimônio da Bianchini inflou de R$ 753 milhões para R$ 964 milhões, consequência de um período lucrativo. A rentabilidade cresceu com vigor e atingiu o equivalente a 29,5% do patrimônio. Medida como proporção das receitas, a rentabilidade chegou a 5,8%, o que é um percentual muito significativo se comparado ao padrão da própria Bianchini e de empresas de comércio exterior, as tradings, em geral.

“A quebra que aconteceu na safra de soja e também de milho em 2020 fez a gente sentir o problema da falta de matéria-prima, mas em compensação conseguimos preços melhores e pudemos vender com margem melhor”, explica Arlindo. “Veja que do início de 2020 até maio do mesmo ano, um saco de soja valia de R$ 80 a R$ 85. E em 2021 o saco de 60 quilos de soja arrancou valendo mais que o dobro, cerca de R$ 170. Os preços subiram muito.”

Como 80% de sua receita ligada à exportação de grãos, a Bianchini tirou partido do cenário de valorização internacional das commodities agrícolas, assim como da alta do dólar frente ao real. Os outros 20% do faturamento provêm da produção de biodiesel, e é este o fator que dá razão ao pé atrás de Arlindo. O percentual de mistura do biodiesel no combustível enfrenta um período de avanços, recuos e, sobretudo, incertezas.

A valorização da soja inflacionou o preço do óleo e o governo federal quer evitar o encarecimento do diesel em proporções ainda maiores que as atuais, já causadoras de desgastes com os caminhoneiros diante do encarecimento dos fretes. Nenhum revés, porém, atingiu Arlindo mais fortemente que a perda de seu primo, Antônio Bianchini, no início de 2021. “Bah”, lamenta ele, “foi um baque familiar e também para a empresa, porque era o nosso diretor comercial e estava na empresa fazia 47 anos. Sabia tudo sobre o nosso mercado.”

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Bianchini teve seu melhor resultado dos últimos anos em um período de escassez

Industrial gaúcho revela otimismo com primeiro semestre

Índice de confiança fecha o ano de 2021 em crescimento, de acordo com a Fiergs

As expectativas da indústria gaúcha para os próximos seis meses voltaram a crescer, após três quedas seguidas

Depois de cair por três meses consecutivos, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) voltou a subir em dezembro frente a novembro, fechando 2021 de forma positiva, segundo divulgou a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). De acordo com a pesquisa, o índice cresceu um ponto, atingindo 58,5. A pesquisa foi realizada entre 1º e 13 de dezembro com 212 empresas, sendo 47 pequenas, 66 médias e 99 grandes.

“Os resultados do último mês do ano sugerem um cenário positivo para a atividade industrial gaúcha nos primeiros meses de 2022. A presença de confiança, sustentada pela perspectiva de retorno completo das atividades econômicas e pela redução nas dificuldades na cadeia de suprimentos, contribuirá para a expansão do setor à medida que empresários mais otimistas são mais propensos a investir e a contratar”, afirma Gilberto Porcello Petry, presidente da Fiergs, por meio de nota.

O industrial alerta, porém, que o cenário também apresenta incerteza, com a alta dos juros e da inflação, o risco fiscal e a pressão de custos provocada pelos aumentos nos preços dos insumos e matérias-primas, da energia elétrica e dos combustíveis.

O ICEI-RS varia de zero a cem pontos. Valores acima de 50 indicam confiança. Quanto mais acima dessa marca, maior e mais disseminada. O índice no fechamento de 2021 ficou acima da média histórica de 54,1 pontos, indicando confiança em nível bastante elevado. Já o Índice de Condições Atuais permaneceu estável em 53,1 pontos. Significa que a percepção de melhora nas condições correntes dos negócios não se alterou na passagem de novembro para dezembro, mas, acima de 50 pontos, permanece positiva.

Em relação à própria empresa a percepção também é favorável, apesar da queda do índice de 56,3 para 55,7 pontos no período. Em contrapartida, o Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira subiu de 46,2 para 47,9 pontos, mas continuou abaixo de 50. No último mês do ano, 31,1% dos empresários percebem piora na economia brasileira e 23,6% veem melhora.

As expectativas da indústria gaúcha para os próximos seis meses voltaram a crescer, após três quedas seguidas. O Índice avançou 1,4 ponto em relação a novembro, para 61,2, em dezembro. Acima de 50 pontos, reflete otimismo, que subiu ligeiramente para a economia brasileira: de 54,4 para 55 pontos. Em dezembro, o percentual de otimistas, 34,9% dos empresários, é superior ao de pessimistas (14,2%). As expectativas sobre as próprias empresas registraram a maior alta do mês, 1,7 ponto, e o maior patamar entre todos os componentes da confiança: 64,3 pontos.

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Índice de confiança fecha o ano de 2021 em crescimento, de acordo com a Fiergs

Eis os golpes cibernéticos que serão tendência neste ano

Especialistas da Axur revelam tipos de fraudes e vazamentos de dados que podem ocorrer

Os golpes financeiros virtuais somaram cerca de R$ 3 bilhões no ano passado

O ano de 2021 ficou marcado na área da segurança digital pelos megavazamentos e pelo surgimento de golpes cada vez mais sofisticados contra consumidores e empresas. Os golpes financeiros virtuais somaram cerca de R$ 3 bilhões no ano passado, de acordo com a Axur, empresa especializada em cibersegurança.

O setor financeiro se manterá como o principal alvo neste ano. A entrada do Open Banking e o baixo custo que alguns golpes têm para os criminosos, como a criação de perfis falsos, são alguns fatores que explicam esse cenário. “Em 2020 o Brasil foi o campeão em vazamento de dados e, em 2021, impulsionado pela pandemia, o cenário foi ainda desafiador”, observa Fábio Ramos, CEO da Axur.

Para este ano, a Axur listou as principais tendências em fraudes digitais e vazamentos de dados. Confira.

Phishing Scam
No ano passado, metade da população brasileira foi notificada com uma abordagem fraudulenta via phishing, que é quando o criminoso se passa por uma empresa ou pessoa confiável. Mais do que os dados comumente solicitados, como cartão de crédito e senhas, esse tipo de golpe também passou a solicitar outros dados que podem ser utilizados pelos criminosos, como selfies com documentos, data de nascimento, CPF e situação civil.

Aplicativos Mobile fraudulentos
A Axur, por meio de estudos e monitoramento digital diário, acredita que os aplicativos fraudulentos serão um dos principais métodos de golpe para o próximo ano. Os criminosos estão se especializando na criação de aplicativos falsos de bancos, corretoras e fintechs.

Perfis falsos nas redes sociais
O chatbot será o principal alvo dos cibercriminosos para as redes sociais corporativas no próximo ano. Com perfil falso ou até mesmo “sequestrando” o chatbot oficial de uma empresa, o criminoso pode contatar diretamente a vítima utilizando uma marca conhecida e confiável.

Monetização de dados já expostos
Uma forte tendência para 2022 é a geração de lucro com os dados que foram roubados neste ano. Dessa forma, os cibercriminosos conseguem se aproveitar da própria comunidade hacker.

Uso de tokens para monitoramento
Muitas empresas brasileiras devem adotar tracking tokens, uma espécie de credencial “sintética” que pode ser inserida em qualquer base de dados. Esse token permite que o time de segurança identifique com mais velocidade um possível vazamento, além de permitir um monitoramento em diferentes bases dentro da mesma companhia.

Nuvem
Uma gestão ineficiente de identidades, credenciais, acessos e chaves armazenadas em nuvem pode causar grandes estragos. Cerca de 21% dos ataques de ransomware se aproveitam de falhas de segurança em nuvens públicas e híbridas. A Axur acredita que esse método de golpe irá aumentar no próximo ano.

Abuso e a exploração de falhas de segurança em APIs
A API, ou Interface de Programação de Aplicações (na sigla em inglês), é essencial em trocas de dados entre bases diferentes, e a comunicação entre APIs corresponde a 83% de todo tráfego na Internet. Problemas de segurança envolvendo essa interface, como paginação insegura e exposição acidental da chave, podem ser responsáveis por grandes vazamentos. Neste ano, tivemos o caso do LinkedIn, que teve cerca de 700 milhões de dados de seus usuários comercializados em fóruns criminosos.

Declínio do seguro cibernético
As seguradoras que oferecem seguros cibernéticos no Brasil pagaram R$ 12,9 milhões até julho de 2021, de acordo um levantamento da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Nos Estados Unidos, ocorreu uma movimentação com suporte do tesouro norte-americano e FBI para dificultar o pagamento a hackers, que normalmente acontecem quando empresas são ameaçadas por cibercriminosos. No Brasil, é esperado que essas medidas também apareçam com mais força em 2022, tornando os seguros cibernéticos sem utilidade e caminhando para o fim do financiamento do cibercrime.

Open Banking
A nova tecnologia financeira é muito aguardada pelos consumidores e também pelos cibercriminosos. Com a implantação em massa do novo sistema, devemos esperar um aumento de golpes, especialmente o phishing e a criação de novos métodos.

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Especialistas da Axur revelam tipos de fraudes e vazamentos de dados que podem ocorrer

Intenção de consumo das famílias tem pior ano da série histórica

Apesar de registar o menor nível desde 2010, queda foi menos acentuada do que a de 2020

Pesquisa da CNC reforça a moderação das famílias em consumir

Pelo segundo mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 0,8%, considerando o ajuste sazonal e alcançando 74,4 pontos em dezembro de 2021. Apesar de ter ficado abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou a maior pontuação desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com esse resultado, o ICF encerrou o ano de 2021 com retração de 9,9% e uma média de 71,6 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em 2010.

A redução, no entanto, foi menor do que a observada em 2020 (-15,9%). Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os números reforçam a moderação das famílias em consumir. “O ano de 2020 apresentou grandes obstáculos para o consumo. Já 2021 foi marcado pela incerteza e consequências das medidas do ano anterior. Os consumidores enxergaram uma recuperação gradual e desaceleraram a cautela, mas ela permanece”, observa.

Na avaliação por faixa de renda, as famílias com orçamento acima de dez salários mínimos revelaram nível de insatisfação de 86,9 pontos no ano, com recuo de 5%. Já para as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, o indicador atingiu 68,4 pontos, demonstrando uma queda mais intensa (11,2%). Esse perfil de retração também foi observado no ano anterior, entretanto com uma discrepância menor entre as categorias analisadas.

Pessimismo menor do que de 2020
Com exceção de acesso ao crédito, todos os outros componentes avaliados tiveram recuos com taxas menores do que as de 2020. O item de acesso ao crédito teve queda de 7% em 2021, enquanto no ano anterior a retração foi de apenas 0,1%. Segundo a economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, essa variação pode ser explicada pelo aumento da taxa Selic ao longo de 2021.

Ela avalia que o movimento do Banco Central (BC) foi necessário para conter os efeitos da alta inflacionária. “A inflação é um dos fatores que dificultam a recuperação econômica, pois reduz o poder de compra. Além de levar a um aumento dos juros, o que encarece o crédito, que é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar renda e manter o padrão de consumo.” Ainda segundo Catarina, o impacto pôde ser percebido principalmente no item renda atual, com 40,6% das famílias considerando a situação em 2021 pior do que em 2020.

A percepção em relação ao consumo futuro também se destacou negativamente, com 53,5% das famílias acreditando na redução, em comparação ao ano anterior. O componente que versa sobre a perspectiva de consumo atingiu 69,9 pontos, seu menor patamar desde 2016.

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Apesar de registar o menor nível desde 2010, queda foi menos acentuada do que a de 2020

Autoconf comemora crescimento da base de clientes

Plataforma paranaense de gestão de revenda de veículos tem quase 200 unidades no país

Rodrigo Dal Bello e Ernesto W. Filho: aumento de 150% na base de clientes em 2021

Que o brasileiro é apaixonado por carros, isso não é novidade para ninguém. Mesmo em tempo de alta dos preços, o mercado registrou em 2021 um crescimento de 29,8%, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Porém, a evolução do mercado gerou uma demanda de gestão das lojas de revenda de veículos com o objetivo de profissionalizar e aprimorar processos para aumentar as vendas e viabilizar mais negócios.

Foi essa demanda que levou Rodrigo Dal Bello a pensar em uma solução de gestão inteligente e tecnológica para o nicho. Assim surgiu o Autoconf, plataforma de gestão de lojas de revenda de veículos que apresentou, apenas em 2021, um crescimento de 150% na base de clientes. “Trabalho desde os 14 anos com veículos. Passei por todas as etapas na cadeia de negócios e consegui entender ao longo dos anos quais eram os principais erros cometidos pelos negociantes. Daí surgiu a ideia de sanar esses problemas através de uma plataforma”, lembra Dal Bello, hoje CEO do Autoconf. Ele fundou o negócio em 2018 em Curitiba juntamente com os sócios Silvan Dal Bello e Ernesto W. Filho.

O Autoconf é uma plataforma de gestão de veículos com funcionalidades que ajudam a gerenciar o produto, mesmo antes de entrar no seu estoque até o anúncio no site e nos portais de venda. Como é uma plataforma mobile, tudo é feito a partir do celular, o que otimiza o tempo. Outra funcionalidade é que todos os carros são avaliados da mesma forma e projetados em um simulador de compras, que indica o real valor de cada veículo. A plataforma Autoconf ainda integra os carros do site com todos os portais web de vendas, permitindo uma maior visibilidade dos veículos.

Alessandro Soares, consultor da BellosCar, loja de revendas de veículos parceira do Autoconf, diz que um dos melhores recursos da plataforma é seu gestor de atendimentos, função que trabalha para otimizar o gerenciamento da relação com o cliente. “Temos uma aba com todos os clientes que chamamos de aquecimento, ou seja, com o primeiro contato de negociação, que indica quais os clientes que estou atendendo, como uma agenda eletrônica. Caso não dê certo o negócio, o aplicativo encaminha esse cliente para o atendimento de lead, ou resgate, como chamamos, fechando um ciclo triplo de tentativas de fechar negócio com o mesmo cliente”, conta Soares.

Ao todo já foram cerca de 270 mil contatos realizados por clientes na plataforma, quase 87 mil veículos avaliados e 45 mil anúncios na internet, com uma estimativa de R$ 137 milhões em movimentações de negócios e reparos. Hoje, são mais de 196 unidades no Brasil utilizando a plataforma Autoconf, sendo 84 unidades na região Sul – a maioria delas (41) em Santa Catarina. São Paulo possui 54 unidades.

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Plataforma paranaense de gestão de revenda de veículos tem quase 200 unidades no país

Reajuste do gás natural para a indústria de SC será de 24% a partir de hoje

O percentual é válido para o período de 5 de janeiro a 30 de junho

Só em 2021, o insumo para a indústria catarinense acumulou alta de 82%

O gás natural para a indústria de Santa Catarina terá reajuste médio de 24% a partir desta quarta-feira (5), informou a SCGás. O percentual é válido para o período de 5 de janeiro a 30 de junho de 2022 ou enquanto estiver vigente a decisão liminar do Tribunal de Justiça (TJ-SC), concedida no dia 30 de dezembro, que impede o reajuste de 49% na tarifa do insumo, pedido pela Petrobras. A decisão da justiça manteve as condições de reajuste previstas no contrato de suprimento vigente.

“A indústria catarinense inicia o ano com aumento nos custos de produção. Só em 2021, o insumo para o setor registrou alta de 82%. As empresas vêm sentindo a pressão nos preços de diversas matérias-primas e a alta no gás é mais um componente que se soma a esse ambiente adverso e que alimenta a inflação”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, em nota.

Ele salienta que em abril está prevista a entrada em operação do Terminal Gás Sul, no norte catarinense. Com isso, o estado terá um novo fornecedor do insumo, com expectativa de ter preços mais competitivos e a ampliação da oferta de gás, que hoje tem como único fornecedor a Petrobras.

O presidente da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, Otmar Müller, lembra que em 2021 entrou em vigor a lei que instituiu o Novo Mercado de Gás no país, que possibilita a abertura do mercado a novos fornecedores e redução de custos, por exemplo. “O fato é que o Novo Mercado de Gás não aconteceu. Existem novos fornecedores aptos, mas a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) não emitiu a tempo as regulações necessárias para o uso e a precificação dos gasodutos. Isso impede que novos fornecedores possam assegurar a entrega do gás à SCGÁS. Assim, continua o monopólio da Petrobras no mercado brasileiro. Dessa forma, empurra-se para a indústria uma conta que não é dela”, afirma.

Conforme a SCGás, a composição das novas tarifas considera os efeitos regulatórios da conta gráfica, mantendo as condições do contrato de suprimento (NMG 2020-2023) até o mês de abril de 2022, assim como as projeções do custo do gás do novo contrato a partir de maio.

A Fiesc participa de uma ação que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e trata sobre a questão do insumo no estado.

O percentual é válido para o período de 5 de janeiro a 30 de junho

Queda na bolsa de valores deve atrair novos investidores

Brasileiros poderão comprar ações a preços mais baixos

Karen Focchesatto, head operacional da Safe Investimentos, acredita que o cenário em 2022 oferecerá mais opções de investimentos com melhor rentabilidade

Após um ano em que os investidores vivenciaram uma verdadeira montanha russa, com inflação nas alturas e aumento da taxa de juros, 2022 deverá ser um período de boas oportunidades para quem desejar aplicar em ações da bolsa de valores ou outras formas de renda variável. Isso porque, mesmo sendo ano eleitoral, a tendência de melhora do cenário econômico atual deverá impulsionar o crescimento das ações e atrair novos investidores para estas modalidades mais ousadas de aplicações financeiras.

“O Brasil parece estar caminhando rapidamente para o velho equilíbrio macro: mais gastos, inflação mais alta e taxas de juros elevadas. Em virtude disso, as ações da bolsa de valores brasileira caíram muito em 2021, finalizando o ano com o pior desempenho desde 2015. Entretanto, essa queda pode ser uma oportunidade para os investidores em 2022, que poderão comprar ações em boas empresas a preços mais baixos”, antevê a economista Karen Focchesatto, head operacional da Safe Investimentos, agência credenciada a XP.

“Mas é preciso que estejam cientes ao provável sobe e desce dos rendimentos. O fato de 2022 ser um ano eleitoral pode trazer bastante volatilidade ao mercado financeiro. Por isso, é preciso que o público da renda variável fique atento em seu perfil de investidor, e somente aplique dinheiro se estiver confortável com isso”, emenda. A especialista acredita que o cenário em 2022 oferecerá mais opções de investimentos com melhor rentabilidade.

“Muito por conta dos reflexos de 2020, marcado pela instabilidade causada pela pandemia, o ano de 2021 foi bastante atípico para o investidor brasileiro, tanto na renda fixa quanto na renda variável. Em 2021, baixaram a taxa Selic para estimular a economia, mas isso acabou elevando a inflação. E a inflação se sobressaiu aos investimentos de modo geral”, explica.

Ainda segundo Karen, para 2022 a conjuntura tende a ser diferente. Na renda fixa, o cenário de juros mais altos e a inflação mais controlada oferecem possibilidades melhores de ganho real em investimentos conservadores. Já na renda variável, apesar da provável volatilidade por conta das eleições, os analistas da XP Investimentos destacam que pode haver boas oportunidades pelo fato de a bolsa de valores brasileira já ter caído expressivamente e apresentar um desconto histórico muito atrativo.

“Projeções da área de estratégia da XP estimam que num cenário base, ou seja, o mais provável, a bolsa possa aumentar cerca de 19% frente ao ano de 2021. Se projetarmos um comportamento num contexto pessimista para 2022, haveria queda de 10%, e no mais otimista poderia ter uma alta de 40%”, aponta a assessora da Safe Investimentos.

Maior procura pela renda variável
A queda de 12% na bolsa de valores em 2021 e uma conjuntura mais promissora na renda variável em 2022 já ensaiam movimentações positivas no mercado financeiro. A Safe Investimentos observou um aumento de 70% na busca de informações de clientes do escritório sobre este tipo de investimentos. Também identificou um incremento de 30% na alocação em ações na carteira de novos investidores nos últimos meses. Atualmente, cerca de 60% do total de investimentos sob a custódia do escritório são de renda variável.

Karen explica que o investidor de renda variável precisa de um perfil agressivo, que aceite ver a volatilidade do seu patrimônio sem sentir um desconforto extremo com isso. “Tendo em vista que as oscilações acontecem diariamente e podem surgir fatos novos não esperados que impactam na renda variável, é recomendado que o investidor não tenha necessidade de utilizar o recurso no curto prazo. Investimentos em renda variável podem levar anos para chegar ao grau de maturação e retornos verdadeiramente expressivos, mas a pessoa precisa estar preparada para a oscilação”, orienta.

Com matriz em Caxias do Sul (RS), a empresa fundada por Andreia Morello registra um crescimento anual de 200%, em média, desde 2018. Em 2021, a marca também registrou aumento de 40% na cartela de clientes, dobrou o tamanho da equipe, ampliou o escritório na capital gaúcha e abriu duas novas unidades: em Santa Cruz do Sul (RS) e em Chapecó (SC).

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Brasileiros poderão comprar ações a preços mais baixos

Que mal há no marketing?

A julgar por uma marca de refrigerantes, vários

A marca ironiza os chavões dos comerciais do setor, como uso de celebridades, mascotes e recursos visuais clássicos

Em sua campanha de relançamento, a marca de refrigerantes FYs, pertencente à Heineken, orgulha-se de conter “50% menos açúcar e menos marketing” que os concorrentes. Para ilustrar o segundo atributo, a empresa ironiza os chavões dos comerciais do setor, como uso de celebridades, mascotes e recursos visuais clássicos, como pedras de gelo caindo em um copo da bebida (veja aqui e aqui).

Que o açúcar é um vilão universal da alimentação, há tempos se sabe. Mas intriga uma empresa renegar o marketing justamente em uma peça típica de marketing, como a propaganda. De onde vem o preconceito contra a atividade, a ponto de alguns de seus representantes, como os publicitários, valerem-se sem constrangimento de um apelo que contribui para estigmatizá-la?

A resposta vem de longe – no tempo e na geografia. Começa nos países de capitalismo pioneiro com a desconfiança em relação ao mundo dos negócios, visto como voltado ao atendimento de interesses particulares em detrimento dos coletivos, e respinga no marketing, atividade que é uma espécie de comissão de frente das empresas privadas, dada sua interface com praticamente todos os seus stakeholders. Some-se a isso o fato de o marketing, principalmente por meio da propaganda e da venda, valer-se de recursos como persuasão e sedução, e o estrago estava feito: para muita gente, tornou-se sinônimo de promessas vazias e manipulação da realidade, quando não de puro logro ou enganação.

Mas para além de porta-estandarte das empresas privadas, o marketing tornou-se, com o tempo, uma espécie de símbolo do capitalismo e da sociedade de consumo, bem como de todas as supostas mazelas produzidas por ambos: externalidades sociais e ambientais negativas, coisificação da vida, materialismo e insaciabilidade.

No Brasil, país de capitalismo tardio e protecionista, o marketing sofreu resistência adicional, segundo o especialista José Roberto Whitaker Penteado (“Marketing no Brasil: Não é Fácil”, 1990, ed. Referência). A inexistência de desenvolvimento de produtos específicos para o mercado local fez com que multinacionais tentassem “impingir ao consumidor a versão de um produto” feito no exterior, desconsiderando a realidade brasileira. Problemas de marketing, assim, acabaram confundidos como problemas de vendas, pois importar mercadorias e tentar comercializá-las é bem diferente de pesquisar o consumidor local, desenvolver um produto, testá-lo e, enfim, levá-lo ao mercado. Vendas é apenas uma – e a última de uma cadeia – das atribuições do marketing, e que será tão mais bem desempenhada se for antecedida por outras, tão importantes quanto. Afinal, já ensinava Peter Drucker, “o objetivo do marketing é tornar desnecessário o esforço de vendas” ao conceber produtos e serviços à feição do consumidor.

E assim, chega-se no comercial do FYs, que propõe subverter o marketing ao pretensamente denunciá-lo.A ideia nem original é – basta lembrar de um anúncio muito parecido da Sprite, de 25 anos atrás (“imagem não é nada, sede é tudo”). Ou seja, já se foi o tempo em que a juventude era uma banda numa propaganda de refrigerante. Agora, o marketing é o bode expiatório num anúncio de bebida com pouco açúcar – e, eu sei, já ouvimos tudo isso antes.

A julgar por uma marca de refrigerantes, vários

Sanepar aposta na visão de longo prazo

Estatal antecipa estratégias para renovação de contratos de importantes cidades do Paraná em razão do novo marco do saneamento

A Sanepar poderá começar a traçar estratégias para a renovação de concessões de importantes municípios – a exemplo de Cascavel, que vence em 2024

Há um novo cenário no saneamento, e a Sanepar acompanha com lupa cada movimento. Em julho de 2021, o Paraná aprovou a regionalização dos serviços de água e esgoto, determinada pelo marco regulatório nacional. A nova norma também exige que os contratos de prestação dos serviços públicos garantam o atendimento de 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.

A lei define três microrregiões (Centro-Oeste, Centro-Leste e Centro-Litoral) que terão a função de planejar, regular, fiscalizar e prestar, de forma direta ou contratada, os serviços públicos de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e de manejo de águas pluviais urbanas.

Com isso, a Sanepar poderá começar a traçar estratégias para a renovação de concessões de importantes municípios – a exemplo de Cascavel, que vence em 2024; Ponta Grossa, concessão que terminará em 2026; e Maringá, um imbróglio que está na justiça há praticamente uma década. As três cidades respondem por 12,6% da receita total da estatal paranaense.

“Esperamos que possamos chegar a um termo que seja razoável para todas as partes e, assim, consigamos ter mais um período de 20 a 25 anos prestando serviços para esses municípios, que são muito importantes para a receita da companhia”, avalia Claudio Stabile, presidente da Sanepar. Na visão dele, a regionalização facilitará esses entendimentos, pois a decisão não partirá apenas de um município, como acontecia anteriormente.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Estatal antecipa estratégias para renovação de contratos de importantes cidades do Paraná em razão do novo marco do saneamento

Ministério eleva isenção para mercadorias compradas em free shops

Cota fixa passa a ser de até 500 dólares por pessoa

Para Ministério da Economia, novo limite minimiza efeito inflacionário mundial

Já está valendo desde o dia 1º de janeiro portaria do Ministério da Economia que elevou a cota de isenção para as mercadorias adquiridas em lojas francas – também conhecidas como free shops ou duty free – por passageiros que ingressam no país por via terrestre, fluvial ou lacustre. De acordo com a portaria, o limite foi elevado de US$ 300 dólares para US$ 500.

Segundo a pasta, a cota, fixada em US$ 300 desde 2014, precisou sofrer alteração após a alteração da cota de lojas francas de portos e aeroportos que, em janeiro de 2020, passou de US$ 500 para US$ 1 mil.A elevação das cotas também vale para as mercadorias trazidas como bagagem acompanhada, quando o viajante ingressar no país por via aérea ou marítima. O valor de isenção foi dobrado de US$ 500 para US$ 1 mil.

“As alterações efetuadas buscam readequar os valores até então vigentes minimizando o efeito inflacionário ocorrido em todo o mundo nas últimas décadas e gerando benefícios diretos e imediatos para os viajantes”, informou a pasta por meio de nota.

Com Agência Brasil

Cota fixa passa a ser de até 500 dólares por pessoa

Todas as 21 regiões Covid do RS recebem avisos

Secretaria da saúde testemunha aumento de casos confirmados nos últimos dias

A última vez que havia sido necessário emitir avisos a todas as 21 regiões Covid foi em julho de 2021

Depois de um mês sem avisos e alertas, o gabinete de crise e o Grupo de Trabalho (GT) Saúde em conjunto emitiram Avisos a todas as 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (4), durante reunião comandada pelo governador Eduardo Leite, com participação do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior.

“Os primeiros estudos indicam que a ômicron pode ser menos letal e causar menos casos de síndrome respiratória aguda grave, mas tem se visto, no mundo, pacientes apresentando febre alta e demandando cuidados de saúde. Isso, por consequência, em âmbito regional, pode aumentar o fluxo de pacientes que precisam de cuidados na rede de atenção primária, como as unidades básicas de saúde e as unidades de pronto atendimento de algumas regiões do Estado, bem como em leitos clínicos e de UTI”, destacou Leite.

O gabinete de crise ainda destacou que, nos últimos dias, diversos países têm registrado recordes de novas contaminações de Covid-19, algumas alcançando a maior incidência de casos de toda a pandemia. Uma vez que, em janeiro, há o período de veraneio e de férias de grande parte da população, quando ocorre maior circulação de pessoas entre as diversas regiões do Estado, para fora do Estado e do país, além de fluxo inverso para o Rio Grande do Sul, o gabinete de crise considera necessário redobrar os cuidados de prevenção da Covid-19, ou seja, etiqueta sanitária, distanciamento social e cumprimento dos protocolos.

No caso do Rio Grande do Sul, dados recentes da secretaria da saúde apontam para um aumento de casos confirmados nos últimos dias, tendo saltado de uma média diária de 5,7 a cada 1 milhão de habitantes em 26 de dezembro de 2021 para 75,9 em 3 de janeiro de 2022. Esse aumento pode ser explicado em parte devido a atrasos de registro no sistema gerados pelos feriados de Natal e Ano Novo, mas o aumento dos números é consequência também do aumento da transmissão. A última vez que havia sido necessário emitir avisos a todas as 21 regiões Covid foi em julho de 2021.

Secretaria da saúde testemunha aumento de casos confirmados nos últimos dias