Archives 2022

Governo do RS desobriga uso da máscara em ambientes abertos

Não foram emitidos alertas ou avisos para as regiões

O quadro epidemiológico da Covid-19 continua requerendo esforços para evitar contágio

O Gabinete de Crise para o Enfrentamento à Covid-19 no Rio Grande do Sul, acolhendo nota técnica do Comitê Científico e do Centro de Operações e Emergência em Saúde (COE), decidiu pela desobrigação do uso de máscara em ambientes ao ar livre. De acordo com a nota técnica, a desobrigação da máscara em espaços abertos e onde haja possibilidade de distanciamento se baseia nos indicadores epidemiológicos atuais de redução de internações e a progressão da vacinação no Rio Grande do Sul.

Os técnicos ressaltam, no entanto, que o quadro epidemiológico da Covid-19 continua requerendo esforços para evitar contágio. Por isso, segue recomendado fortemente o uso de máscara, mesmo em locais abertos, para pessoas com comorbidades ou que estejam apresentando sintomas gripais. A máscara também é recomendada para ambientes abertos durante situações de risco aumentado, como em locais sem distanciamento ou em longos períodos de exposição, como shows e estádios de futebol. Em ambientes fechados, a máscara continua de uso obrigatório.

Ainda durante a reunião, o Gabinete de Crise decidiu por não emitir alertas ou avisos, dentro do Sistema 3As de Monitoramento, após a análise dos dados da pandemia. Na última semana, a média móvel de casos confirmados apresentou estabilidade, variando em 5%, com incidência semanal de 279 casos por 100 mil habitantes.

A internação por suspeitos de infecção pelo coronavírus e por confirmados diminuiu em 276 pacientes, sendo a queda de 205 em leitos clínicos e de 71 em UTIs. Em relação à média móvel de sete dias, a redução de pacientes em leitos clínicos é 27,1% e de 18,6 % em UTIs. A taxa atual de ocupação nas unidades de terapia intensiva está em 59,9%. Nos últimos sete dias, foram registrados 223 óbitos, com média de 31,9 óbitos por dia, representando uma estabilidade, com variação negativa de 1,3% na semana.

Não foram emitidos alertas ou avisos para as regiões

Após dois meses em alta, setor de serviços recua 0,1% em janeiro

Com o resultado, o setor ficou 7% acima do patamar pré-pandemia

Setor de serviços decresce em janeiro puxado pelo segmento de tecnologia da informação

O setor de serviços recuou 0,1% na passagem de dezembro para janeiro, após acumular um ganho de 4,7% nos dois últimos meses do ano passado. Com o resultado de janeiro, o setor ficou 7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e está operando em nível pouco abaixo de agosto de 2015. No entanto, o setor ainda se encontra 5,2% abaixo do pico da série, registrado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

“Nesse processo de recuperação que o setor de serviços vem apresentando desde junho de 2020, há um predomínio absoluto de taxas positivas: são quinze positivas contra cinco negativas, ou seja, uma larga base de comparação, o que faz com que, vez ou outra, o setor mostre algum tipo de acomodação”, explica Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa. Ele destaca, no entanto, que ainda não é possível saber se o resultado marca um ponto de inflexão da série ou apenas uma tomada de fôlego.

Três das cinco atividades investigadas tiveram retração no mês de janeiro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-4,7%), que recuaram pelo segundo mês consecutivo. Com isso, a atividade se coloca num patamar 7,3% acima de fevereiro de 2020 e 4,9% abaixo do ponto mais alto da série, em novembro de 2021. Nessa atividade, o segmento de tecnologia da informação caiu 8,9%, e o de telecomunicações recuou 1,1%.

“O segmento de tecnologia da informação contribuiu decisivamente para o resultado de negativo de 0,1% do setor de serviços. É o segmento que mais se destaca desde janeiro de 2011, com aumento do ritmo de crescimento a partir de maio de 2020, alcançando em dezembro de 2021 o ponto mais alto da série. Apesar dessa queda, o saldo dos últimos 3 meses ainda é positivo em 2,4% e, em relação ao patamar pré-pandemia, o segmento está 35,9% acima”, contextualiza Lobo.

Por outro lado, ainda dentro do setor de serviços de informação e comunicação, o segmento de telecomunicações não só se encontra abaixo do nível de fevereiro de 2020 (-5,6%) como também atingiu, em janeiro, o piso de sua série, isto é, está 18,1% abaixo de outubro de 2014. Lobo destaca que esse segmento é o de maior peso na pesquisa, dentre as 166 atividades de serviços investigadas.

O segundo impacto negativo, em termos setoriais, veio dos serviços prestados às famílias. “Ele foi o mais afetado pela pandemia em função de seu caráter de atividades presenciais e vem mostrando um processo de recuperação consistente. Mesmo com a queda de 1,4% em janeiro, o saldo ainda é largamente positivo desde que se iniciou o processo de recuperação, em junho de 2020”, avalia Lobo. A atividade emplacou uma sequência de nove taxas positivas, com um crescimento acumulado de 60% entre abril e dezembro do ano passado. Apesar disso, ainda se encontra 13,2% abaixo de fevereiro de 2020 e 23,3% abaixo do ponto mais alto da série, em outubro de 2013.

Já pelo lado das altas, o destaque ficou com os transportes, que cresceram 1,4% em janeiro, terceiro resultado positivo seguido, acumulando aumento de 6,6%. A atividade, que atingiu o ponto mais baixo da série em abril de 2020, está 13,1% acima de fevereiro de 2020 e 2,7% abaixo do pico da série, em fevereiro de 2014. “Esse crescimento vem do transporte rodoviário de carga e da parte de logística de transporte e armazenagem de mercadoria, muito por conta do boom do comércio eletrônico, trazendo o setor de transporte para o maior nível desde novembro de 2014”, destaca Lobo.

Também com alta, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 0,6%, com uma sequência de três taxas positivas, acumulando ganho de 5,3%. A atividade encontra-se 1,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 19,5% abaixo do ponto mais alto de sua série, em julho de 2012 e setembro de 2014. Em relação a janeiro de 2021, o setor de serviços cresceu 9,5%, com alta em todas as atividades. “Essa é a 11ª taxa positiva seguida, ainda em função de uma baixa base de comparação”, complementa Lobo.

Sobre a Pesquisa Mensal de Serviços
A PMS produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação.

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Com o resultado, o setor ficou 7% acima do patamar pré-pandemia

Pressão inflacionária é primeiro efeito da guerra na Ucrânia

CNI acredita que duração mais longa do conflito pode agravar alta de preços das commodities e afetar saúde financeira de indústrias brasileiras

Devido à situação econômica do Brasil, a indústria não deve conseguir repassar integralmente a alta em um primeiro momento

A pressão inflacionária é o principal impacto inicial causado pela guerra entre Rússia e Ucrânia para a indústria brasileira observado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A alta dos preços internacionais das commodities agrícolas, minerais e energéticas resultante do conflito produz pressão adicional sobre a inflação mundial e a brasileira, ambas já afetadas pela pandemia. Isso poderá acarretar altas nas taxas de juros internacionais e no País, com efeitos negativos para a economia brasileira.

Os preços no mercado futuro, em dólares, aumentaram para uma série de commodities desde o dia de início da guerra. Alguns exemplos de altas entre 23 de fevereiro e 8 de março são: trigo (+45,3%); petróleo (+34,3%); paládio (+21,7%); milho (10,3%); açúcar (+4,9%); e alumínio (+4,2%). O gerente executivo de economia da CNI, Mário Sérgio Telles, ressalta que a dimensão dos impactos do conflito na economia brasileira depende da duração da guerra. “Uma duração mais longa poderá ampliar não só os efeitos sobre commodities, mas também os impactos negativos sobre o crescimento da economia mundial, influenciando as exportações brasileiras como um todo”, afirma.

No caso do Brasil, a elevação dos preços das commodities minerais (excluindo petróleo) e agrícolas devem ter efeitos mais imediatos sobre a inflação. A alta do petróleo impacta não apenas nos preços de combustíveis (gasolina e diesel), mas, também, em produtos petroquímicos, como plásticos e embalagens.

Devido à situação econômica do Brasil, a indústria não deve conseguir repassar integralmente essa alta em um primeiro momento, o que pode afetar a saúde financeira das empresas, na avaliação de Mário Sérgio. “Há um desemprego elevado no mercado interno que dificulta o repasse de preços na mesma proporção do aumento de custo. Com isso, pode haver uma redução da margem de lucro das empresas ainda afetadas pela crise, o que aumenta o risco de falências e de dificuldades em negociar dívidas”, afirma.

Cadeias globais de insumos
O conflito também poderá levar à escassez de componentes necessários à fabricação de chips e semicondutores, uma vez que a Rússia e a Ucrânia são grandes produtores globais de metais usados como componentes desses produtos. Também há a expectativa de novas elevações nos preços de frete internacional, agravando os problemas na logística das cadeias globais de suprimentos. O descompasso das cadeias globais deverá repercutir no longo prazo, de acordo com o superintendente de desenvolvimento industrial da CNI, Renato da Fonseca.

“Quando você reabre os fluxos de suprimentos, a reorganização da logística de transportes ocorre aos poucos. Vai haver um impacto de mais longo prazo nesse sentido, até os mercados se regularizarem e essa desorganização é transmitida via preço. A redução desses preços vai acontecer à medida que os fornecedores consigam entrar novamente no ritmo de produção e distribuição para os compradores”, afirma.

O fluxo de comércio entre Brasil e Ucrânia é pequeno, razão pela qual os efeitos diretos do conflito via relações de importações e exportações devem surtir efeitos pontuais sobre setores específicos. As consequências serão maiores no comércio com a Rússia. Em 2021, o país ocupou a 6ª posição dentre os principais importadores do Brasil, com um total de US$ 5,7 bilhões (2,6% das importações brasileiras). Com relação às exportações, a Rússia foi o 36º maior parceiro comercial do Brasil, contabilizando um total de US$ 1,5 bilhão (0,6% das exportações brasileiras).

Dentre os principais produtos que o Brasil importa da Rússia, destacam-se: produtos químicos (principalmente fertilizantes); óleos leves de petróleo; carvão mineral (hulha betuminosa e hulha antracita); e metalurgia (alumínio e paládio). “Como o Brasil importa principalmente fertilizantes agrícolas, o acesso mais restrito a esses insumos poderá impactar as próximas safras”, avalia Renato da Fonseca. Para alguns dos produtos importados, como metais básicos e de produtos químicos, existem possíveis substitutos no curto prazo para evitar a indisponibilidade de certos bens, ainda que os preços praticados sejam mais altos.

Do lado das exportações, as vendas brasileiras para Rússia são concentradas em: produtos agrícolas (soja, café), da indústria alimentícia (carne, açúcar), máquinas e equipamentos agrícolas e metalurgia (ferronióbio), de modo que os exportadores possivelmente precisarão realocar essas vendas. Entre os manufaturados, 10,5% dos tratores e 11,6% dos aparelhos usados para pulverizar líquidos ou pós exportados pelo Brasil nos últimos 5 anos foram para Rússia. Outros 6,5% das vendas brasileiras desses aparelhos entre 2017 e 2021 foram para Ucrânia.

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CNI acredita que duração mais longa do conflito pode agravar alta de preços das commodities e afetar saúde financeira de indústrias brasileiras

Catarina Capital aposta em gestão especializada de ações de tecnologia

Sediada em Florianópolis, gestora se destaca pelo crescimento de patrimônio sob gestão e alta rentabilidade em 2021

“Viemos de uma escola diferente, fora da Faria Lima e do Leblon, o que nos permite ter uma combinação de elementos única”, destaca Thiago Lobão, CEO da Catarina Capital

Uma gestora especializada em investimentos em tecnologia, desde a garagem até Wall Street, ou da Ilha do Silício até o Vale do Silício. É dessa maneira que a Catarina Capital, fundada em Florianópolis, em 2020, se posiciona. Pioneira no Brasil ao conciliar técnicas de Venture Capital para selecionar investimentos em ações de tecnologia em bolsas globais, a Catarina Capital foi uma das casas com maior crescimento de patrimônio líquido em 2021 e obteve, com o Fundo de Ações “Newton Tech”, o melhor resultado de gestão ativa para ações globais de tecnologia para investidores brasileiros também no ano passado.

A gestora foi fundada por Thiago Lobão e José Augusto Albino, empreendedores com larga experiência em Venture Capital no Brasil, ex-sócios de casas tradicionais como SP Ventures e CRP, respectivamente. O conjunto de sócios da gestora inclui nomes conhecidos no mercado financeiro tradicional, como Alexandre Constantini (ex-VP Morgan Staley) e Natan Epstein (ex-JP Morgan e Aqva), além de referências no mercado catarinense como Adonay Freitas, Raul Daitx e Renata Buss (responsáveis pela operação da Cventures, principal Corporate Venture catarinense).

Composta por um time total de 25 profissionais, que reúne experiências diversas em empresas de venture capital, gestoras, family office e bancos internacionais, além de órgãos de fomento à inovação, a equipe se beneficia da forte atividade tecnológica de Santa Catarina, especialmente em Florianópolis. A região é o epicentro econômico na inovação latino-americana, com mais de 4 mil startups ativas. Neste ecossistema, a gestora atua em três frentes de gestão de investimentos Public Equities (Fundos de Ações), Advisory (foco em transações pré-IPO) e Venture Capital (Fundos de Participação). A gestora tem obtido grande reconhecimento de mercado diante dos resultados expressivos de seu fundo de ações focado em empresas globais de base tecnológica: o Newton Tech Fund.Em seu primeiro ano, o fundo registrou ganhos de 20%, quase 40 pontos percentuais acima do Ibovespa em 2021, passando a ser distribuído ao mercado em plataformas como BTG Pactual (on demand), ModalMais, XP (Wealth Services) e Warren.

O portfólio Newton Tech concentra empresas listadas na Nasdaq e NYSE, com possível exposição também a ativos na B3. O fundo prioriza ativos com market cap mínimo de US$ 5 bilhões, líderes em tecnologia e expoentes em segmentos que transformam a vida das pessoas e dos negócios, como semicondutores, dispositivos, infra em nuvem, segurança cibernética, saas, e-commerces/marketplaces, fintechs, mobilidade, redes sociais, streaming e games. Com atuais R$ 200 milhões sob gestão, a estimativa é chegar a R$ 2 bilhões nos próximos três anos.

“Viemos de uma escola diferente, fora da Faria Lima e do Leblon, o que nos permite ter uma combinação de elementos única, com uma nova geração de profissionais que busca revolucionar o mercado financeiro e investir em tecnologia para além das startups. Hoje, o setor faz parte da vida de todos e, por isso, ter esses ativos é essencial para trazer maior diversificação à carteira. Mas selecionar e avaliar essas empresas requer muito conhecimento técnico, e nos destacamos por essa expertise”, explica Thiago Lobão, CEO da Catarina Capital.

“Nosso método, que é chancelado por professores da Universidade de Stanford, inclui fundamentos que vão além das ferramentas tradicionais de Equity Research.Adicionamos a avaliação tecnológica e de pessoas na análise, como meritocracia, rotação de profissionais, ambiente de trabalho, semelhante ao processo em Venture Capital. Consideramos 48 fundamentos distintos e a escolha das melhores empresas é balanceada com critérios qualitativos e quantitativos, além de outros instrumentos matemáticos”, complementa Lobão.

A Catarina Capital também atua em gestão de patrimônio, com o braço dedicado a Tech Wealth, um serviço de estruturação e operação de fundos exclusivos dedicados à gestão de investimentos diversificados em tecnologia. Na frente de Venture Capital, o Fundo Primus I é dedicado essencialmente para empresas de base tecnológica na região Sul do Brasil e em estágio inicial de crescimento. Em parceria com a Fundação Certi, maior instituição de P&D do Brasil, o fundo investe em 15 empresas.

A gestora também oferece o Programa Secundus, que facilita a compra e venda de ações de empresas de tecnologia ainda não-listadas em Bolsa (mercado secundário).A iniciativa é focada principalmente em negociações de operações em estágio mais maduro de desenvolvimento e pré-IPO, possibilitando aos investidores a alocação em empresas já validadas pelo mercado, em menor nível de risco do que em operações típicas em estágio inicial de crescimento.

Para 2022, a Catarina Capital projeta forte crescimento em todas as suas áreas de negócio, mantendo o destaque obtido em 2021 como uma das gestoras com maior crescimento percentual em patrimônio sob gestão ao longo do ano. “Nosso propósito é desenvolver produtos financeiros de alocação de recursos em tecnologia para todos os investidores brasileiros, destacando Santa Catarina como uma verdadeira “Califórnia brasileira”, um novo eixo de negócios no mercado de capitais, especializado em oportunidades de altíssimo valor agregado.”, destaca Lobão.

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Sediada em Florianópolis, gestora se destaca pelo crescimento de patrimônio sob gestão e alta rentabilidade em 2021

Indústria do Paraná recua 5,1% em janeiro

Queda na produção de alimentos influenciou resultado

Após avançar 7,7% em dezembro, a indústria paranaense teve queda de 5,1%, que foi o mais intenso desde junho de 2021, quando recuou 6,1%

A queda de 2,4% da produção industrial nacional na passagem de dezembro de 2021 para janeiro de 2022, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por dez dos 15 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional). O estado do Amazonas teve a maior queda, de 13,0%, no mês, mas o que mais influenciou o resultado geral da indústria foi o recuo da 10,7% em Minas Gerais. Esses são alguns resultados regionais que o IBGE divulga hoje (15).

A queda na produção de alimentos teve impacto no Paraná (-5,1%), a terceira maior influência no índice nacional, bem como a de veículos. Após avançar 7,7% em dezembro, a indústria paranaense teve recuo de 5,1%, que foi o mais intenso desde junho de 2021, quando recuou 6,1%. Mas a indústria paulista, quinta maior influência sobre índice nacional, também teve recuo, de 1%, sob o impacto da queda da produção de veículos automotores, bem como de máquinas e equipamentos.

“O setor de veículos ainda sofre com desabastecimento de insumos, encarecimento de matérias-primas e queda da demanda, devido à queda do poder aquisitivo da população. Contudo, cabe lembrar, também, que janeiro é um mês em que, normalmente, as indústrias do setor concedem férias coletivas a seus funcionários, contribuindo para o recuo nesse mês”, ressalta o analista da pesquisa, Bernardo Almeida. Pernambuco (-5%) e Ceará (-3,8%) também registraram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-2,4%). E Goiás (-1,7%), região Nordeste (-1,6%) e Rio de Janeiro (-1,4%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em janeiro.

Já na outra ponta, Mato Grosso (4%) e Espírito Santo (2,6%) mostraram os avanços mais elevados em janeiro frente a dezembro, com o primeiro marcando a quarta taxa positiva seguida e acumulando nesse período expansão de 37,6%; e o segundo registrando crescimento de 8,8% em dois meses consecutivos de expansão na produção. Bahia (1,2%), Santa Catarina (0,9%) e Rio Grande do Sul (0,8%) assinalaram os demais resultados positivos do mês. “O Mato Grosso se destaca com o avanço no setor de alimentos, tendo sido a principal influência positiva no resultado nacional. O estado assinalou sua quarta taxa positiva consecutiva e acumula avanço de 37,6% no período”, pontua Almeida.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e região Nordeste.

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Queda na produção de alimentos influenciou resultado

Valores esquecidos a receber de até R$ 1 representam quase metade dos casos

Montantes de até R$ 10 concentram 69,7% do total

Cerca de R$ 620 milhões serão destinados a empresas

A maioria dos cidadãos que esperava encontrar grandes valores esquecidos em bancos ficaram decepcionados. Valores a receber de até R$ 1 representaram 42,8% das liberações para pessoas físicas, divulgou o Banco Central (BC). Os montantes de até R$ 10 concentram 69,7% do total. O volume refere-se ao total de consultas da primeira fase do Programa Valores a Receber. Dos R$ 3,9 bilhões inicialmente previstos pelo BC, foram liberados R$ 3,28 bilhões a 27,3 milhões de pessoas físicas. Os cerca de R$ 620 milhões restantes estão destinados a empresas.

Como há casos em que um mesmo CPF tem mais de um valor a receber, foram realizadas 32,4 milhões de transações. Desse total, as transações de até R$ 1 representaram 13,8 milhões das liberações. Os valores entre R$ 1 e R$ 10 corresponderam a 8,7 milhões de casos. Nas faixas mais altas, houve 36 mil liberações de valores entre R$ 10.000,01 e R$ 100 mil (apenas 0,11% dos casos). Apenas 1.318 transferências resultaram em liberação de valores acima de R$ 100 mil (apenas 0,00004% do total).

Agendamento
A partir desta segunda-feira (14), as pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas abertas nesse período poderão pedir o saque de recursos esquecidos em instituições financeiras. O processo deve ser feito no site Valores a Receber, criado pelo Banco Central para a consulta e o agendamento da retirada de saldos residuais.

A consulta foi aberta na noite de 13 de fevereiro. Na ocasião, o próprio sistema informou a data e o horário em que usuários com recursos a sacar devem retornar ao site para fazer o agendamento. O processo vai até sexta-feira (18). Quem perder o prazo ou o horário poderá fazer uma repescagem no sábado (19), das 4h às 24h. O usuário que perder a repescagem só poderá retornar a partir de 28 de março. Após o pedido de saque, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. A expectativa é que pagamentos realizados por meio do PIX ocorram mais rápido.

Para agendar o saque, o usuário deverá ter conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br. Identificação segura para acessar serviços públicos digitais, a conta Gov.br está disponível a todos os cidadãos brasileiros. O login tem três níveis de segurança: bronze, para serviços menos sensíveis; prata, que permite o acesso a muitos serviços digitais; e ouro, que permite o acesso a todos os serviços digitais.

Com Agência Brasil

Montantes de até R$ 10 concentram 69,7% do total

Confiança da indústria recua levemente em março

Apesar da queda, setor segue confiante

A percepção da indústria em relação às condições atuais da economia brasileira, no entanto, segue negativa pelo sétimo mês consecutivo

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) recuou 0,4 ponto em março de 2022, de 55,8 pontos para 55,4 pontos. O resultado demonstra leve queda da confiança em relação a fevereiro. Apesar da queda, a indústria segue confiante em março de 2022, pois segue acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. Foram entrevistadas 1.617 empresas, entre 3 e 9 de março de 2022.

O gerente de análise econômica, Marcelo Azevedo, explica que o ICEI é a média de dois componentes: índice de condições atuais e o índice de expectativas, que olha para os próximos seis meses. O que explica a confiança do empresário industrial é a visão de médio prazo. O índice de expectativas caiu 0,6 ponto, para 58,6 pontos, indicando expectativas ainda otimistas para os próximos seis meses, porém um pouco mais fracas e menos disseminadas que em fevereiro.

A percepção da indústria em relação às condições atuais da economia brasileira, no entanto, segue negativa pelo sétimo mês consecutivo. “E nesse mês, também passou para o campo negativo a percepção das condições atuais das próprias empresas por parte dos empresários”, explica o economista.

Apesar da queda, setor segue confiante

Sim Rede de Postos anuncia aquisição da Querodiesel

Transação amplia em R$ 1 bilhão o faturamento anual da empresa nascida na Serra Gaúcha

“Agora nossa oferta fica completa”, comemora Neco Argenta, presidente da companhia

A partir de agora a Sim passa a ser titular de 100% da Querodiesel, que permanecerá com a mesma razão social e assumirá a gestão e comercialização de diesel e lubrificantes. A transação vai garantir o acréscimo de R$ 1 bilhão ao faturamento anual da Sim. A operação aguarda aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor do negócio não foi revelado pelas empresas. A aquisição foi aprovada pelos conselhos das duas companhias e o início da operação está previsto para os próximos dias. A atividade da operação abrangerá a gestão da matriz da Querodiesel em Canoas, filiais em Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Bento Gonçalves e a expansão em Rio Grande.

Além disso, a Sim assume a indústria de Arla, com a marca Quero Arla, e também passa a gerir a operação exclusiva da marca Petronas – empresa petrolífera da Malásia, responsável pela fabricação e comercialização de diversos produtos, entre eles lubrificantes, os quais a Sim passa a comercializar com exclusividade no Rio Grande do Sul. A Petronas está entre as cinco maiores fabricantes de lubrificantes do mundo e presente em 30 países.

Neco Argenta, presidente da companhia, dá detalhes sobre a aquisição. “Existia uma parte da cadeia do nosso segmento de revenda e distribuição de combustíveis que a Sim não atuava – os TRRs e pequenos nichos justamente atendidos pela Querodiesel. Agora nossa oferta fica completa”.Agindo como Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR), a Sim está autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a adquirir em grande quantidade combustível a granel, óleo lubrificante acabado e graxa envasados para depois vender em pequenas quantidades. E também fica responsável pelo armazenamento, transporte, controle de qualidade e assistência técnica ao consumidor quando da comercialização de combustíveis.

Desta forma a Sim passa a atender também os segmentos de agricultura, transporte, hotelaria, grupos geradores, construção civil, embarcações marítimas, aquecimento residencial, caldeiras e calefação, oficias mecânicas, postos de gasolina, centros automotivos, troca de óleo, auto-peças e moto-peças.

A Querodiesel, empresa fundada em 1979 por Henrique Stefani, Luiz Carlos Stefani e Nilson Schenkel, tem 40 anos de experiência no mercado de transporte e gerenciamento de combustível, e é líder no segmento de distribuição TRR no Rio Grande do Sul, fornecendo óleo diesel, querosene, lubrificantes e Arla 32 diretamente ao consumidor. Os 140 funcionários da empresa passam a fazer parte do quadro da Sim Rede de Postos.

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Transação amplia em R$ 1 bilhão o faturamento anual da empresa nascida na Serra Gaúcha

Mercado projeta que inflação deve fechar em 6,45% este ano

Dólar deve encerrar 2022 cotado a R$ 5,30

A Selic deve ficar em 12,75% contra 12,25% da semana passada, de acordo com o Boletim Focus

O mercado financeiro aumentou pela nona vez consecutiva a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 6,45%. Há uma semana, a projeção era de que a inflação este ano ficasse em 5,65%. Há quatro semanas, era de 5,5%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Há algumas semanas, as estimativas já estavam apontando para uma inflação acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano (3,5%), com variação de 1,5 ponto percentual. Os números do mercado estão acima dos projetados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em fevereiro, que também mostrou uma inflação acima da meta.

“As projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,4% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 12% ao ano no primeiro semestre de 2022 e termina o ano em 11,75% ao ano”, relatou a ata do Copom publicada no mês passado.

Na projeção desta semana, o Boletim Focus também elevou a previsão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) registrada há sete dias. A nova projeção é de PIB de 0,49% em 2022, ante 0,42% previsto na semana passada. O mercado também projetou alta para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na estimativa divulgada nesta segunda-feira, a Selic deve ficar em 12,75% contra 12,25% da semana passada. O Copom, do BC, divulgará a nova taxa na próxima quarta-feira (16). O mercado aguarda ao menos que ela seja elevada em um ponto percentual. Em suas três últimas decisões, o Copom promoveu elevações de 1,5 ponto percentual na Selic, mas sinalizou que, no encontro desta semana, deveria diminuir a magnitude da alta.

Em fevereiro, além de estimar uma inflação acima da meta, o Copom também aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, o comitê indicou que continuará elevando os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 ficou em R$ 5,30, uma redução em relação ao projetado na semana passada, quando o mercado previu um câmbio de R$ 5,40.

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Com Agência Brasil

Dólar deve encerrar 2022 cotado a R$ 5,30

Celesc atinge receita de R$ 11,3 bilhões

Valor é 28% maior do que em 2020

A revisão tarifária foi um dos elementos que levaram ao aumento da receita e do lucro

A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) fechou 2021 com receita líquida de R$ 11,3 bilhões, valor 28% maior do que o alcançado no exercício anterior. Já o lucro subiu 8,6% e atingiu R$ 536,2 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem).

De acordo com a estatal, a revisão tarifária foi um dos elementos que levaram ao aumento da receita e do lucro. No ano passado, o reajuste médio foi de 5,65%, considerando consumidores de toda a área de concessão da empresa. A companhia destaca, também, a ação judicial promovida, visando repassar, de forma extraordinária, a cobrança de PIS/Cofins sobre a base de cálculo do ICMS, que totalizou um repasse de quase R$ 800 milhões ao consumidor.

“Apenas em 2021, os investimentos da empresa em obras, melhorias, materiais e equipamentos, além de serviços, somaram cerca de R$ 608 milhões. Desse total, estão sendo destinados aproximadamente R$ 225 milhões para a instalação de redes elétricas de média e baixa tensão e R$185 milhões para melhorias no sistema elétrico de alta tensão (subestações e linhas de transmissão, com benefícios para o atendimento de todas as regiões do território catarinense)”, detalha a Celesc em seu relatório anual.

A Celesc atende aproximadamente 3,2 milhões de unidades consumidoras em 285 municípios de Santa Catarina e no município de Rio Negro, no Paraná. Seu acionista controlador é o Estado de Santa Catarina, detentor de 50,1% das ações ordinárias da companhia, correspondentes a 20,2% do capital total.

A Celesc é a 22ª maior empresa da região e também a sétima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Valor é 28% maior do que em 2020

Expodireto Cotrijal encerra com recorde de negócios

O volume total é estimado em R$ 4,9 bilhões

Conforme o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, os números surpreenderam positivamente

A 22ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), encerrou com recorde nos negócios. A direção da feira anunciou, em entrevista coletiva, que 263 mil pessoas visitaram a Expodireto este ano, 3% superior aos 256 mil visitantes de 2020. O volume total de negócios é estimado em R$ 4,9 bilhões. O valor representa elevação de 87% em relação aos R$ 2,6 bilhões registrados na 21ª edição (2020).

Nesta edição, os bancos registraram R$ 4,3 bilhões em negócios, enquanto que R$ 510 milhões são provenientes de recursos próprios. O pavilhão internacional movimentou r$ 62,6 milhões e o pavilhão da agricultura familiar, R$ 1,7 milhão. Conforme o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, os números surpreenderam positivamente. “A moeda do produtor é a soja. Como a soja dobrou de preço, os negócios à vista cresceram, embora o volume maior ainda tenha sido concretizado via bancos”, explicou.

Os desafios enfrentados pelos produtores também foram encarados na Expodireto Cotrijal 2022. A pressão das lideranças do agronegócio nos dias da feira fez o governo federal anunciar, na quinta-feira (10), em torno de R$ 2,8 bilhões para destravar crédito rural para os produtores prejudicados pela estiagem. “Mais uma vez, mostramos a força do agro, da feira e das entidades, que de forma conjunta, com os parlamentares que defendem o setor, se mobilizaram para buscar soluções”, disse o presidente da Cotrijal.

Pela primeira vez, a feira foi realizada em formato híbrido. A Expodireto Digital teve a participação de 57 expositores e disponibilizou, ao vivo, a transmissão das principais atividades da programação, permitindo que o conhecimento fosse disseminado para o mundo inteiro. Até o meio-dia de sexta-feira (11), foram mais de 2,2 milhões visualizações na plataforma, que permanece no ar até o dia 7 de abril.

A 23ª Expodireto Cotrijal já tem data marcada. O evento ocorrerá entre os dias 6 e 10 de março de 2023.

O volume total é estimado em R$ 4,9 bilhões

Poupança sinaliza recuperação pelo quarto mês consecutivo

No entanto, investimento acumula queda de poder aquisitivo há um ano e meio

Aumento dos juros tem ajudado a poupança

Enquanto a inflação oficial bateu 10,54% em doze meses, a rentabilidade da poupança descontado o IPCA no mesmo período retraiu 6%. Isso significa que o poupador teve perda de poder aquisitivo, fato que vem acontecendo sucessivamente mês a mês desde setembro de 2020. Essa sequência de 18 meses é a segunda maior da série histórica. A primeira foi entre fevereiro de 2015 e setembro de 2016 com 20 meses de perda. A informação fez parte de um levantamento da plataforma de informações financeiras Economatica, adquirida pela Traders Club no ano passado.

Serve de consolo aos investidores que nos últimos quatro meses a perda de poder aquisitivo anualizada da poupança tem ficado menor. Em outubro de 2021 o índice negativo era de 7,5%. “Observamos que a perda tem sido menor devido ao aumento da Selic. Em dezembro, por exemplo, a taxa básica chegou a 9,25%, impactando na rentabilidade da poupança, que passou a ser de 0,5% ao mês mais TR, em um cenário em que a inflação já seguia pressionada, porém, agora, com uma perda menor”, analisa Fernanda Mansano, economista-chefe da Traders Club.

Já o Ibovespa e o IHFA (Índice de fundos multimercados) são os únicos investimentos que registra rentabilidade positiva, descontada a inflação medida pelo IPCA, entre todos os listados até agora no ano. A rentabilidade do Ibovespa descontada a inflação no ano é de 6,2% seguido pelo índice de fundos multimercados com 0,9% acima do IPCA. A pior aplicação em 2022 até fevereiro é o Bitcoin com queda de poder aquisitivo de 17,2%, seguido pelo índice de BDR´s com retração de 17,2%.

No entanto, em doze meses todas as aplicações registraram perda de poder aquisitivo. O CDI é o menos afetado com retração de 4,4% seguido pelo IHFA, poupança e Ibovespa. O pior desempenho considerando a inflação do período em 12 meses é do Bitcoin com queda de 24,9%, seguido pelo Euro (-22,1%) e dólar (-15,9%). “Hoje o risco tem sido explicado mais pelo cenário internacional, em que vemos um enfraquecimento do dólar em relação ao real, por exemplo. Penso que o risco envolvendo a eleição começará a impactar no aumento da incerteza a partir de junho deste ano”, prevê Fernanda.

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No entanto, investimento acumula queda de poder aquisitivo há um ano e meio

Roca Cerámica investirá R$ 220 milhões para ampliar produção em Campo Largo

Com o aporte, a previsão é incrementar em 20% a produção total na planta

O recurso é para a instalação da segunda linha de produção da supercompactadora Contínua+, a mais moderna tecnologia para a produção de revestimentos cerâmicos do mundo

O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve nesta sexta-feira (11) na fábrica da Roca Brasil Cerámica, em Campo Largo, para o anúncio de R$ 220 milhões de investimentos na unidade. O recurso é para a instalação da segunda linha de produção da supercompactadora Contínua+, a mais moderna tecnologia para a produção de revestimentos cerâmicos do mundo.

Instalada há 70 anos na cidade da Região Metropolitana de Curitiba, a empresa é referência no setor de revestimentos e conta com as marcas Roca Cerámica e Incepa. Com o investimento, a previsão é incrementar em 20% a produção total na planta e criar mais 150 postos de trabalho diretos, além dos indiretos. A implantação da nova linha de produção está prevista para o primeiro semestre de 2023.

A Roca foi a primeira empresa na América Latina a implantar, em 2015, a tecnologia supercompactadora, que permite a fabricação de produtos de SuperFormatos, com lâminas e lastras de porcelanato extremamente finas, que podem chegar a dimensões de 120×250 centímetros. A companhia, que foi adquirida recentemente pelo grupo mexicano Lamosa, também será a primeira a adquirir a segunda unidade do maquinário.

O presidente da Roca Brasil Cerámica, Sergio Wuaden, explicou que o anúncio é um marco para a empresa, tanto pela tecnologia empregada, como pela continuidade dos negócios do grupo mexicano no Paraná e no Brasil. “Este investimento é um marco na indústria cerâmica, porque poucas empresas no mundo dominam essa tecnologia”, afirmou. “É também uma resposta às dúvidas geradas durante o anúncio de aquisição da Roca pelo grupo Lamosa, que agora demonstra sua intenção em manter e dar sequência aos investimentos no país”, completou.

A expansão da planta fabril será capaz de incrementar a produção da Roca Brasil em 3,6 milhões de metros cúbicos por ano. “O sucesso deste projeto será fundamental para sustentar para as próximas etapas do plano de expansão previsto para os próximos anos, que pode superar a cifra de R$ 500 milhões em investimentos do Grupo Lamosa no Estado”, disse Wuaden.

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Com o aporte, a previsão é incrementar em 20% a produção total na planta

Matriz catarinense revela nove regiões no nível moderado e oito no alto

Houve melhora em quatro regionais desde a semana passada

O uso de máscaras não é mais obrigatório por força de lei em Santa Catarina

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (12) aponta nove regiões classificadas no nível moderado (cor azul). São elas: Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Vale do Itapocu e Xanxerê.

Outras oito regiões estão no nível alto (cor amarela): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora em quatro regiões que estavam classificadas no nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas no nível moderado (azul): Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis e Xanxerê. Para as demais regiões, não houve mudança de classificação.

Com o avanço da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, cuja transmissão comunitária foi estabelecida em Santa Catarina na segunda quinzena de dezembro de 2021, o número de casos ativos passou de 4.508 no dia 31 de dezembro para 80.251 no dia 29 de janeiro, representando um aumento de 1.680% em um único mês. A partir de então, o número de casos ativos vem reduzindo de forma sustentada por 6 semanas consecutivas, chegando a 9.306 em 11 de março de 2022, representando uma redução de 88% em relação ao pico de casos ativos registrados no dia 29 de janeiro.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 segue firme em todo o estado. A cobertura vacinal da população vacinável, considerada aquela a partir dos 5 anos de idade que já tem vacinas autorizadas pela Anvisa e disponibilizadas pelo SUS, a cobertura da primeira dose já alcançou 90,5%, e a cobertura do esquema primário (duas doses ou dose única) já alcançou 82%. O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

O decreto que traz novas regras em relação ao uso de máscaras em Santa Catarina foi publicado no Diário Oficial. Na prática, o que era obrigatório se torna uma recomendação de saúde pública. A partir do novo decreto, o uso de máscaras não é mais obrigatório por força de lei no âmbito do estado de Santa Catarina. No entanto, cada município pode estabelecer regras mais rígidas conforme a realidade local, além da prerrogativa de cada estabelecimento. Nos hospitais e centros de saúde, conforme regulamentação da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, o uso de máscaras permanece como sendo altamente recomendado e deve ser estimulado, devido ao risco que esses ambientes tem para a transmissão de doenças.

Houve melhora em quatro regionais desde a semana passada

Discovery Talk: a volta do fórum do GD

Estamos reativando, em versão “Beta”, o fórum do Google Discovery que agora retorna como “Discovery Talk“, um espaço aberto para discussões sobre os produtos do Google e que, em breve, será integrado ao sistema de comentários do blog.

Baseado na plataforma Discourse, o Talk é 100% responsivo em dispositivos móveis e super fluído quando acessado via Desktop. Escolhemos por mantê-lo com as luzes apagadas (modo escuro) por padrão, para que você tenha sempre uma leitura confortável dos temas.

Ainda há muito o que fazer por lá, incluindo descrever melhor as categorias e também diversos outros ajustes. Contamos com a ajuda de todos para o sucesso da ferramenta!

Para acessar é super simples: https://talk.googlediscovery.com/

Bom papo a todos!

Estamos reativando, em versão “Beta”, o fórum do Google Discovery que agora retorna como “Discovery Talk“, um espaço aberto para discussões sobre os produtos do Google e que, em breve, será integrado ao sistema de comentários do blog. Baseado na plataforma Discourse, o Talk é …