Archives 2022

Alimentos na Ásia: tensão e riscos

A China tornou-se fator de tensão nesse mercado, conforme aumentava suas compras a partir dos anos 2000

Pelo fato da China ser a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil, e da enorme capacidade instalada do setor no país, estruturado para atender o seu maior cliente, os riscos e tensões do abastecimento alimentar chinês afetam diretamente o Agro brasileiro

Reza a lenda que durante a “Guerra Fria” os chineses tinham em estoque uma safra de grãos, armazenados em locais à prova de bombardeios. Com as Reformas, a partir de 1980, a China reduziu a quantidade de grãos armazenados, mas não abriu mão do seu estoque de segurança. Evita informar a quantidade real estocada (se for equivalente a uma safra, a de 2020 atingiu 670 milhões de toneladas), porque ela lhe garante segurança alimentar e independência comercial em relação aos seus maiores fornecedores de alimentos – Brasil, Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE) –, responsáveis por 51% do total importado pela China em 2020.

Parece exagero estocar tanta comida, mas tem suas razões históricas: dezenas de milhões de pessoas morreram de fome na Ásia, nos séculos 20 (1943, na Índia; 1945, no Vietnã; e 1959-62, na China) e 19 (Índia em 1876-78, seis a dez milhões de mortos; e China em 1876-79, dez milhões de mortos nas províncias da região norte). Além dessa tragédia quase no final do século 19, a população chinesa enfrentou mais fomes de grandes proporções, durante as guerras do Ópio (1839-42 e 1956-60); a rebelião Taiping (1850-64); e a rebelião Dungan (1862-1877 e 1895-1896). Esses episódios ainda estão presentes na memória da população, desses e dos demais países asiáticos, todos eles sempre às voltas com os riscos da escassez de alimentos, por razões naturais (secas, inundações, tufões), crises econômicas, conflitos armados etc.

A China entrou no século 19 com 400 milhões de habitantes, muito mais gente na época do que a agricultura dava conta de alimentar. Estima-se que 20 milhões de pessoas morreram durante a rebelião Taiping – é razoável supor que parte expressiva desse total tenha sido de fome. Hoje o país tem 1,4 bilhão de pessoas, um bilhão a mais do que havia no século 19. Garantir alimentos em quantidade suficiente e preços acessíveis para tanta gente é responsabilidade que mantêm os governos sob tensão permanente.

Importando mais de US$ 150 bilhões de alimentos por ano, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a China tornou-se fator de tensão nesse mercado, conforme aumentava suas compras a partir dos anos 2000. A razão desse aumento constante das importações chinesas é simples: apesar dos esforços para aumentar a sua produção de alimentos, o consumo cresceu mais rápido, por causa do crescente poder aquisitivo da sua população – no período de 1980 a 2020, quase 800 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza na China.

Com a pandemia, a tensão no mercado mundial de alimentos aumentou: os fretes marítimos encareceram muito; mesmo caros, faltaram navios; e a demora excessiva das viagens causou prejuízos consideráveis. Agora, com o ataque militar da Rússia contra a Ucrânia, ambos grandes exportadores de grãos e fertilizantes, o risco de duplo desabastecimento virou realidade, porque a Ásia utiliza mais do que o dobro da quantidade de fertilizantes usados nas Américas e Europa, e é quem mais come no mundo.

Taco a taco com a China na quantidade de habitantes, a Índia não é páreo para os chineses quando se trata de comida: produz metade da quantidade de grãos e de batatas que o vizinho; não come carne bovina; quase não importa alimentos; e ainda se dá ao luxo de exportar arroz e trigo! Infelizmente, não se trata de mágica: a Índia é o país com mais famintos no continente asiático, de acordo com estudo publicado em 2021, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Pelo fato da China ser a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil, e da enorme capacidade instalada do setor no país, estruturado para atender o seu maior cliente, os riscos e tensões do abastecimento alimentar chinês afetam diretamente o Agro brasileiro. E o Brasil como um todo, porque aqui não há mais estoque de alimentos, para garantir um mínimo de segurança ou para regular preços, e o país, que é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, segue importando arroz, feijão e trigo, por não produzir o suficiente para alimentar a população. E segue também importando fertilizantes – 75% a 95% do que utiliza –, inacreditável “tendão de Aquiles” do Agro brasileiro, que exportou quase meio trilhão de dólares de 2000 a 2020, e não conseguiu eliminar esse gargalo estratégico. Essas e outras questões sobre o mercado asiático de alimentos são alvo de análises da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e estão disponíveis no site da instituição.

Por tudo isso, os próximos meses serão angustiantes para quem atua no mercado de alimentos na Ásia, porque no conflito Rússia-Ucrânia estão diretamente envolvidos os EUA e a UE, e por tabela toda a Ásia. Provavelmente a China está preparada para esse cenário quase caótico (“China pós-Covid 19: um alerta ao agronegócio brasileiro”), por sua tradição de planejamento e por levar a segurança alimentar a sério – desde o ano passado tem emitido fortes sinais nesse sentido, e no início de março, durante as atividades parlamentares nacionais conhecidas como “Duas Sessões”, novamente esse tema foi destaque.

Ao mesmo tempo, o país segue política de tolerância zero com o Covid, fechando grandes cidades e restringindo o acesso a outras, quando surgem casos confirmados de contaminação. Caso se prolongue o conflito, e falte fertilizantes para a safra 2022/23, ficará muito mais tensa a situação alimentar na Índia e em outros países da Ásia, e será “tempestade perfeita” no Brasil: quedas na produção, produtividade e rentabilidade; escassez interna e preços nas alturas; e intensa demanda internacional com cotações elevadas (em moedas sobrevalorizadas em relação ao real). Confirmando-se esse cenário assustador, a fome no Brasil poderá aumentar em proporção inédita – dos atuais 10%, para os 32% da população que sobrevivem abaixo da linha de pobreza, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas em 3 de dezembro de 2021.

A China tornou-se fator de tensão nesse mercado, conforme aumentava suas compras a partir dos anos 2000

Mercado aumenta estimativa da inflação para 6,59% este ano

Para os agentes econômicos, a Selic deve ficar em 13%

É a décima vez consecutiva que o mercado aumenta a previsão para o IPCA

O mercado financeiro aumentou pela décima vez consecutiva a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 6,59%. Há uma semana, a projeção do mercado era de que a inflação este ano ficasse em 6,45%. Há quatro semanas, a previsão era de 5,56%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Para 2023, o mercado também aumentou a projeção da variação do IPCA. Com isso, a projeção desta semana aponta uma inflação de 3,75% ante os 3,71% projetados na semana passada.

O Focus também elevou a previsão do PIB registrada há sete dias. A nova projeção é de PIB de 0,50%, em 2022, ante o 0,49% previsto na semana passada. O mercado também projetou alta para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Para o mercado, a Selic deve ficar em 13%, ante os 12,75% ao ano da semana passada. Na quarta-feira passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, de 10,75% para 11,75% ao ano para conter a alta nos preços. No que diz respeito ao câmbio, a expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 ficou em R$ 5,30, a mesma da semana passada.

Com Agência Brasil

Para os agentes econômicos, a Selic deve ficar em 13%

Rudolph anuncia que receita chega a quase R$ 180 milhões

Um dos alicerces para o crescimento foi redirecionar o foco na indústria automotiva pesada

“O automotivo pesado já superou, para nós, o automotivo leve, em distribuição de receitas”, conta o CEO da Rudolph, Alex Marson

Provedor de soluções para sistemas mecânicos, com forte presença no setor automotivo, a Rudolph Investimentos e Participações, de Timbó (SC), cresceu 74,4% entre 2020 e 2021, atingindo receita operacional líquida de R$ 178,9 milhões. Em seu balanço, anunciou ter superado todos os recordes históricos, nos quase 50 anos da companhia. Sobre 2019, período anterior à pandemia, o incremento foi de 49%. “A expressiva marca é reflexo de crescimento sólido e consistente da receita em todas as empresas do grupo ao longo do ano”, registra o balanço divulgado na semana passada. A média anual de evolução do resultado, nos últimos cinco anos, chega a 18,8%.

No período de 2017 a 2021, as vendas saltaram 137%, enquanto o mercado automotivo, segundo dados da Anfavea, que reúne as indústrias do setor, registrou aumento de apenas 3%. “A Rudolph se destaca, superando a cada ano os níveis de crescimento da produção automotiva brasileira e seu planejamento estratégico”, analisa a diretoria da indústria catarinense, em nota.

Entre as alavancas para os avanços registrados, estão a contratação de novos negócios com clientes estratégicos – em volume anualizado de R$ 30,7 milhões – e o desenvolvimento de novos produtos. Os principais segmentos beneficiados com a expansão são o automotivo pesado e a agroindústria. Para 2022, a empresa planeja investimentos de R$ 18,7 milhões, em vários projetos, com ênfase para a inovação tecnológica.

O CEO da Rudolph, Alex Marson, avalia que um dos alicerces para esse incremento foi redirecionar o foco na indústria automotiva pesada e, mais recentemente, no agronegócio, que estariam mais blindados a oscilações conjunturais. “O automotivo pesado já superou, para nós, o automotivo leve, em distribuição de receitas. É uma alteração significativa na carteira de produtos da Rudolph, do ponto de vista dos segmentos em que opera”, nota.

Outro fator foi concentrar a oferta de valor da companhia no desenvolvimento de soluções completas com especialização em usinagem, indo além da competência primária, o fornecimento de produtos usinados. Na avaliação de Marson, os resultados de 2021 demonstram a eficácia na integração do grupo, abrindo caminho para a evolução e expansão dos negócios.

Um dos alicerces para o crescimento foi redirecionar o foco na indústria automotiva pesada

Preço médio do litro de gasolina no país é de R$ 7,26

Diesel sofreu reajuste de 55,8% em um ano

O levantamento foi feito pela ANP no último dia 13, logo após o aumento promovido pela Petrobras, no dia 10 deste mês

O preço médio do litro da gasolina no país está em R$ 7,26, segundo os dados disponíveis na página da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O levantamento foi feito pela agência no último dia 13, logo após o aumento promovido pela Petrobras, no dia 10 deste mês.

Em uma semana, o aumento foi de 8,68%. No dia 6, o litro da gasolina era vendido, em média, a R$ 6,68. No período de 12 meses, o litro do combustível no país passou de R$ 5,59, no dia 14 de março de 2021, para os atuais R$ 7,26. A elevação é de 29,8% em um ano.

Logo após o aumento promovido pela Petrobras, o óleo diesel estava sendo vendido a R$ 6,75, no último dia 13. Uma semana antes, no dia 6, o valor era R$ 5,91, o que representou um aumento de14%. No período de 12 meses, o litro médio do diesel no país saltou de R$ 4,33, em 14 de março de 2021, para R$ 6,75, o que representa um aumento de 55,8%.

Segundo levantamento da ANP, o metro cúbico do Gás Natural Veicular (GNV), na média nacional, era vendido a R$ 4,74 no último dia 13. Um ano antes, valia R$ 3,24. O aumento foi de 46%. O GNV é muito utilizado por motoristas de táxi e aplicativos, impactando diretamente na remuneração da categoria.

Os dados podem ser acessados na página da ANP na internet.

Com Agência Brasil

Diesel sofreu reajuste de 55,8% em um ano

Android 13 vai exigir que aplicativos peçam permissão para notificações

Android 13 Developer Preview 2 vai incluir uma mudança na forma como a plataforma fornece notificações.

Enquanto que nas versões anteriores do Android qualquer app instalado recebia autorização para enviar notificações, os aps criados para o Android 13 precisarão solicitar permissão antes de enviar qualquer alerta.

A novidade no Android poderá ser útil se você estiver cansado de ter que desabilitar notificações para aplicativos que os habilitam por padrão.

Os desenvolvedores, por sua vez, podem estabelecer permissões de “downgrade” que diminuem quando não são mais necessárias.

Um aplicativo que antes precisava acessar sua localização pode desativá-lo se um recurso relevante for desativado ou se a permissão não for mais necessária no Android 13.

É necessário um Google Pixel 4, Pixel 4a ou mais recente para carregar o Android 13 DP2 fora de um emulador.

Android 13 Developer Preview 2 vai incluir uma mudança na forma como a plataforma fornece notificações. Enquanto que nas versões anteriores do Android qualquer app instalado recebia autorização para enviar notificações, os aps criados para o Android 13 precisarão solicitar permissão antes de enviar qualquer …

Cabo submarino do Google conectará Togo à Europa

O cabo de internet subaquático Equiano do Google que conecta a Cidade do Cabo, África do Sul a Lisboa, Portugal – desembarcou em Lomé, Togo, disse a empresa. 

O enorme cabo de fibra óptica descrito como o primeiro do Google a ir da África à Europa, e espera-se que traga conectividade à Internet para milhões de pessoas em ambos os continentes. 

Isso será especialmente impactante no Togo, onde 74% das pessoas não têm acesso à internet. É esperado que o cabo entregue 20 vezes mais capacidade de internet para a região.

O Google começou a investir pesadamente em internet a cabo submarino em 2010, como parte de um consórcio — um total de 19 cabos submarinos. 

Seu projeto concluído mais recentemente, Dunant, entrou em serviço em janeiro de 2021 e vai de Virginia Beach até a costa francesa.

O cabo de internet subaquático Equiano do Google que conecta a Cidade do Cabo, África do Sul a Lisboa, Portugal – desembarcou em Lomé, Togo, disse a empresa.  O enorme cabo de fibra óptica descrito como o primeiro do Google a ir da África à Europa, e …

Matriz de risco aponta apenas duas regiões em nível alto

Outras 15 localidades estão no nível moderado

A região com a maior quantidade de casos ativos hoje, proporcionalmente à população, é a Oeste, que tem 195 para cada 100 mil habitantes

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (19) aponta 15 regiões classificadas no nível moderado (cor azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio-Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê, e apenas duas regiões no nível alto (cor amarela): Nordeste e Vale do Itapocu.

Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, oito regiões permaneceram estáveis no nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna e Xanxerê, e houve melhora nos indicadores de sete regiões que estavam classificadas no nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas no nível moderado (azul): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Em compensação, houve piora nos indicadores da região do Vale do Itapocu, que estava classificada no nível Moderado (azul) e passou a ser classificado no nível Alto (Amarelo), juntando-se à região Nordeste que se manteve estável no nível Alto de risco.

A dimensão da gravidade expressa os diferentes níveis de gravidade da pandemia no atual momento em cada uma das regiões. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (3 semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nela, um total de doze regiões foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu Outras cinco localidades foram classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Nordeste, Serra Catarinense e Xanxerê.

A dimensão da transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 na população. É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nesse caso, 14 regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê. Outras Três regiões foram classificadas no nível de alto (amarelo), Laguna, Oeste e Vale do Itapocu.

A dimensão da proteção específica busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis. Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nela, seis regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste, Oeste, Serra Catarinense e Xanxerê. Outras 11 regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu.

Por fim, a dimensão da capacidade de atenção revela o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina.

Nesta dimensão, observou-se um total de 15 regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 adulto abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê. Outras duas regiões estão com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 adulto entre 20 e 40%, Nordeste e Vale do Itapocu.

Os dados apontam que há 271 municípios sem registros de óbitos nos últimos sete dias, incluindo cidades como São José, Criciúma, Tubarão, Camboriú e Caçador. Estima-se que haja 29 municípios com o número de casos ativos zerado. A região com a maior quantidade de casos ativos hoje, proporcionalmente à população, é a Oeste, que tem 195 para cada 100 mil habitantes. Em seguida, estão Meio-Oeste (142) e Serra (139). As que menos têm são Foz do Rio Itajaí (43), Alto Vale do Itajaí (46) e Médio Vale do Itajaí (49).

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras 15 localidades estão no nível moderado

Paraná entra na mira de expansão da 5àsec

Com 23 operações no Estado, rede planeja investir R$ 2,5 mi com abertura de 10 pontos de venda

Atualmente, a rede está presente em todo o território nacional e tem a operação brasileira como a maior do mundo no segmento

Ao atingir a meta de 500 pontos de vendas, a 5àsec, maior rede de lavanderias do Brasil, mira o Paraná, na região Sul do País, para ampliar ainda mais sua presença no Estado. Com 23 unidades ativas, a franquia planeja abrir 10 operações em solo paranaense e investir R$ 2,5 milhões com essas implantações, além de gerar 30 postos de trabalho. O movimento faz parte do plano de expansão da marca para este ano, que consiste na abertura de mais 50 pontos de venda, tendo como foco os estados que compõem as regiões Sul e Centro-Oeste. Atualmente, a rede está presente em todo o território nacional e tem a operação brasileira como a maior do mundo no segmento.

A aposta da marca para a expansão na região é a 5àsec Express, um modelo mais enxuto que não requer um amplo espaço para a implantação. Com um investimento menor, comparado ao modelo tradicional, a operação conta com os principais serviços oferecidos pela rede, como a limpeza de roupas casuais, de festa, itens de cama, mesa e banho, além de pelúcias, cortinas, carrinhos e bebê conforto. Para ser um franqueado deste formato de negócio, o investimento inicial é a partir de R$ 250 mil.

Para o primeiro semestre deste ano, a marca já possui em sua programação a abertura de quatro novas operações, sendo duas unidades em Curitiba, capital do Paraná, uma em Campo Mourão, na região Centro-Oeste, e outra em Pato Branco, no sudoeste do Estado. Já de julho a dezembro de 2022, é esperada a implantação de mais seis franquias. As cidades que estão na mira da 5àsec são Colombo, Toledo, Guarapuava, Paranaguá, Apucarana, Araucária, além da ampliação de presença na capital.

“Ainda temos muito espaço para crescer no interior do Brasil. Dessa forma, criamos um modelo de negócio pensado para cidades menores, mas que contam com um grande potencial para o varejo e o segmento de serviços”, pontua Alex Quezada, vice-presidente de expansão e novos negócios da marca. A rede também pretende aumentar a sua presença em condomínios residenciais ou corporativos com a implantação de lockers, mais conhecidos como armários digitais. “Isso auxilia nas vendas, principalmente para um público que precisa de praticidade e está acostumado com o delivery”, Quezada finaliza.

Com 23 operações no Estado, rede planeja investir R$ 2,5 mi com abertura de 10 pontos de venda

Portobello projeta faturar 20% a mais neste ano

Em 2021 companhia catarinense viu seu faturamento e lucro avançarem

A Portobello é a 128ª maior empresa da região e também a 29ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Se 2021 já foi bom para o Grupo Portobello, este ano promete ainda mais. Depois de ver seu faturamento e lucro aumentarem (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem), a companhia catarinense projeta que as vendas serão 20% maiores em 2022. Uma prova de que isso pode ser viável é o resultado do primeiro bimestre. Em janeiro e fevereiro, a companhia apresentou crescimento de receita líquida de 25% comparando com o mesmo período em 2021. Tudo isso em razão de que o mercado de revestimentos cerâmicos continua vivendo um momento muito positivo, com demanda elevada.

Mantendo a diretriz estratégica de crescimento internacional, a Portobello iniciou no quarto trimestre as obras da nova planta nos Estados Unidos. O projeto da nova unidade deve entrar em operação no início de 2023 com um investimento de US$ 160 milhões, sendo aproximadamente 50% financiado com operação de BtS (Built to Suit, que pode ser definida como uma operação imobiliária na qual o locador constrói ou reforma um edifício em seu terreno ou adquire inicialmente um terreno determinado pelo Locatário, e esse se compromete em alugar o imóvel por tempo determinado pagando os alugueres devidos). A outra metade terá recursos próprios para compra de equipamentos com financiamento de longo prazo de fornecedores. O projeto está na fase final de contratação de um parceiro internacional para financiamento de longo prazo em uma operação BtS.

Os investimentos entre outubro e dezembro totalizaram R$ 47,6 milhões, sendo que 38% foram destinados a investimentos na Unidade de Negócios Portobello América e 50% para investimentos na planta de Tijucas (SC). No ano de 2021, o valor aportado foi de R$ 114,8 milhões, dos quais, 34% destinados a investimentos na Portobello América, 36% foram destinados à planta de Tijucas. Os demais valores de investimentos foram destinados principalmente aos projetos comerciais da Unidade Portobello Shop e projetos corporativos do grupo.

A Portobello é a 128ª maior empresa da região e também a 29ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Em 2021 companhia catarinense viu seu faturamento e lucro avançarem

Lojas Renner vê receita avançar em 2021

O lucro, no entanto, caiu mais de 40%

No quarto trimestre, a companhia manteve o elevado ritmo de vendas observado no trimestre anterior, beneficiado pelo aumento da mobilidade

A Lojas Renner fechou dezembro com receita líquida de R$ 9,5 bilhões, um salto de 40,1% em relação ao ano de 2020. Já o lucro líquido fez o caminho inverso: caiu 42,2%, para R$ 663,1 milhões (veja os principais resultados da Renner na tabela ao final desta reportagem).

No quarto trimestre, a companhia manteve o elevado ritmo de vendas observado no trimestre anterior, beneficiado pelo avanço da vacinação no Brasil, que contribuiu para o retorno das atividades sociais, com aumento da mobilidade. “Ainda que o fluxo fosse menor que o usual para o período, ele foi gradualmente se recompondo, com maior conversão e aumento de ticket e itens por sacola”, revela a varejista em seu relatório anual.

“O trimestre teve início com destaque na semana do Dia das Crianças, que foi recorde. O evento da Black Friday, por sua vez, destacou-se pela qualidade das operações, com melhor composição dos estoques e serviços aos clientes, especialmente no canal digital. Ressalta-se ainda que a Lojas Renner foi a marca de moda mais lembrada da Black Friday para compras online, com o dobro de pontuação versus o segundo colocado, conforme dados do Ebit. Já o período de Natal também apresentou boa performance, alinhada às expectativas da Companhia. A assertividade da coleção de alto-verão e a correta execução das operações no principal evento do ano foram também destaque no período”, relata a Renner.

A Camicado também se beneficiou do aumento da mobilidade, bem como de melhorias em sortimento e na operação da loja. Os canais digitais seguiram sendo destaque, representando 27,9% das vendas do período e foram beneficiados, entre outros fatores, pelo aumento da participação dos novos canais, com destaque para o WhatsApp. A receita líquida da marca cresceu 8,8% ante 2020, período em que houve maior demanda por itens de casa e decoração, quando os consumidores passavam mais tempo em casa.

Na Youcom, a receita líquida apresentou alta de 39,9% ante o quarto trimestre de 2020, também resultado da retomada gradual da mobilidade. A ampliação da oferta de mix, bem como a consolidação da categoria de jeans jovem igualmente favoreceram este desempenho. Ainda, nos primeiros meses de 2022, a marca segue com crescimento acelerado. No ano, a companhia investiu em toda a operação R$ 544 milhões, metade do valor de 2020.

A Renner é a 16ª maior empresa da região e também a quinta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O lucro, no entanto, caiu mais de 40%

Petrobras defende reajustes de preços para evitar desabastecimento

Ajustes são feitos de acordo com o mercado internacional, avalia empresa

A empresa diz que os aumentos só refletiam parte da elevação dos preços internacionais do petróleo

A Petrobras divulgou uma nota à imprensa em que defende o reajuste de preços de combustíveis de acordo com o mercado internacional de petróleo. A estatal brasileira informou que esse movimento é necessário para evitar riscos de desabastecimento. De acordo com a estatal, ajustes de preços são importantes para que o mercado brasileiro continue sendo suprido por distribuidores, importadores e produtores.

A Petrobras informou que os reajustes anunciados no dia 10 de março, que incluíram aumentos de 18% na gasolina e de 24,9% no óleo diesel, foram uma resposta à disparada dos preços internacionais, resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

Segundo a nota, a Petrobras só fez o reajuste no dia 11 de março, ou seja, duas semanas depois. Ainda assim, a empresa diz que os aumentos só refletiam parte da elevação dos preços internacionais do petróleo, “que foram fortemente impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia”.

A companhia destacou ainda que “tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços”.

Com Agência Brasil

Ajustes são feitos de acordo com o mercado internacional, avalia empresa

A vida é feita de decisões

Algumas delas tendem a ser difíceis

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas as quais essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho

Você já parou para pensar em quantas decisões você toma diariamente em sua vida? Sim, a todo momento estamos decidindo por algo. Sejam elas pequenas ou não, estamos sempre optando por uma coisa ou outra. Do simples ato de escovar os dentes pela manhã, ou não. De escolher um caminho alternativo para o trabalho ou fazer o de sempre, de comer carne bovina ou um peixe no almoço e por aí vai.

Porém, a vida também vai nos exigir, de tempos em tempos, que tomemos decisões difíceis que podem mudar o curso de nossas vidas ou até mesmo de outras pessoas: como a venda de um imóvel, o fechamento de uma empresa, fazer um pedido de casamento, trocar de emprego, pedir demissão, desligar alguém da equipe entre outros. Independentemente do grau, as decisões fazem parte de nossas vidas. Não tem como fugir delas. Não decidir por algo, também é uma decisão.

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas as quais essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho, somado ao aprendizado que conseguem extrair quando erram. Não devemos ter medo de decidir por algo. O que devemos tentar exercitar é olhar para o cenário e para as consequências de curto, médio e, às vezes, a longo prazo. O bom do mundo do trabalho, por exemplo, é que em muitos casos podemos ser mais assertivos à medida que planejamos nossas ações.

O planejar, somado à experiência técnica e ao conhecimento geral, nos faz profissionais mais aptos a tomar decisões que melhores se encaixam em determinados cenários. Quando nos posicionamos, amadurecemos. Decidir nos deixa mais leves.

Logo, pense nisto: quais foram nos últimos tempos as decisões em sua vida profissional que o levaram para o ponto atual de sua carreira, seja ela de êxito, seja ela de turbulência. Faça esse exercício. Se a resposta for a de que você está mais acertando do que errando, siga na linha e aproveite esse seu ponto forte.

Se identificar mais erros do que acertos, pare, respire e analise quais os pontos estão levando você a tomar decisões equivocadas e mude o curso e/ou a estratégia. Faça essa análise, pois ela é valiosa porque sempre teremos uma reposta por mais dura que possa parecer. E lembre-se: em toda decisão que tomamos em nossas vidas, sempre ficará um rastro de consequências.

Algumas delas tendem a ser difíceis

“Green new deal” brasileiro prevê redução de emissão de carbono pela metade

Estado assume papel ativo ao incentivar e investir em setores e tecnologias limpas

Universalização de serviços de saneamento, expansão do alcance do transporte público e desmatamento zero são algumas das metas do Green New Deal brasileiro

Em estudo publicado nesta sexta (18) na revista “GV Executivo”, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) propõem um plano de recuperação econômica verde para o Brasil, com foco na transição para uma economia de baixo carbono. Chamado de Green New Deal brasileiro, o projeto tem capacidade de diminuir emissões anuais de gases de efeitos estufa do país pela metade e, ao mesmo tempo, gerar empregos mais qualificados com melhor remuneração.

O plano prevê a sinergia entre as agendas econômica, social e ambiental. Nele estão previstas 30 ações, desenhadas e adaptadas à realidade brasileira a partir do levantamento das proposições do Green New Deal em outros países. A proposta prevê sua execução até o ano de 2030, com custo total de cerca de 509 bilhões de reais, ou 6,8% do PIB brasileiro em 2019. Metas como a universalização dos serviços de saneamento, a expansão do alcance do transporte público e o desmatamento zero ganham destaque no projeto.

No Green New Deal, o Estado assume papel ativo como regulador, investidor e protetor social. O setor público, segundo os autores, deve incentivar inovações em setores e tecnologias limpos, contrariando a tendência atual de subsídios à indústria de petróleo e gás e a práticas agrícolas convencionais, que incluem o uso de agrotóxicos. Desta forma, medidas como o fim dos incentivos para atividades que degradam o ambiente e a tributação de lucros e grandes fortunas podem ser fontes potenciais de financiamento para a transição proposta.

A simulação de execução do GND-BR aponta um aumento na capacidade de arrecadação do Estado, o que pode beneficiar a geração de empregos, que podem aumentar em 7%. No setor das contribuições sociais, a arrecadação passaria dos atuais R$ 4,5 bilhões para R$ 53,8 bilhões anuais, valor que compensaria a diminuição da arrecadação tributária em 9,1% provocada pela adesão ao plano. Assim, as consequências do GND-BR seriam vistas não somente no clima global, mas também na qualidade de vida da população.

“A transição para uma economia verde busca ampliar a capacidade produtiva em setores de competitividade autêntica, intensivos em inovação e qualificação profissional, através de iniciativas que geram emprego e renda, ao mesmo tempo que protegem a biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Mas isso requer políticas públicas ativas, com um marco regulatório que favoreça o comportamento proativo das empresas em direção à sustentabilidade e inclusão social”, afirma Carlos Eduardo Young, um dos autores do estudo.

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Fonte: Agência Bori

Estado assume papel ativo ao incentivar e investir em setores e tecnologias limpas

Desemprego cai para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro

É a menor taxa para o período desde 2016

Desempenho do comércio influenciou na queda do desemprego em janeiro

A taxa de desocupação caiu para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, recuo de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, encerrado em outubro. É a menor taxa para o período desde 2016, quando registrou 9,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

Já população desocupada foi de 12 milhões de pessoas, queda de 6,6% na mesma comparação, o que representa uma redução de 858 mil pessoas. No confronto com o mesmo período do ano anterior, a queda no percentual de desocupados é de 18,3%, o que representa 2,7 milhões de pessoas a menos em busca de trabalho. A pesquisa também mostra que aproximadamente 95,4 milhões de pessoas estavam ocupadas, uma alta de 1,6%. Já o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 55,3%, mais 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

De acordo com a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, o setor de comércio influenciou positivamente o resultado. “A expansão do comércio indica a manutenção da tendência de crescimento dessa atividade, principalmente, a partir do segundo semestre de 2021”, afirma.

Com exceção dos segmentos de transporte, correio e armazenagem e do setor dos serviços domésticos, as atividades de serviços também registraram crescimento no trimestre, influenciando o resultado da pesquisa. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) foi de 34,6 milhões de pessoas, uma alta de 2% contra o trimestre anterior, o que representa mais 681 mil pessoas com emprego que garante os direitos trabalhistas. Segundo Adriana, janeiro manteve a tendência de retomada dos empregos de carteira assinada apresentado nos últimos meses.

“O resultado neste índice é relevante e demonstra a repetição do movimento de expansão verificado no segundo semestre do ano passado”, afirma, destacando que, no trimestre encerrado em outubro, a alta foi de 4,1%, enquanto a taxa de julho mostrou alta de 3,1%. Entre as atividades, destacou-se o crescimento da carteira de trabalho no trimestre atual no comercio e na indústria. Na comparação com 2021, o crescimento é de 9,3% (ou mais 2,9 milhões de ocupados com carteira), com influência do comércio, da indústria e do setor de alojamento e alimentação.

Informalidade cai frente ao trimestre anterior
No que diz respeito à informalidade, janeiro registrou 38,5 milhões de trabalhadores informais (40,4% da população ocupada), taxa menor que a do trimestre anterior (40,7%) e maior que o mesmo período do ano passado (39,2%). Já o rendimento real habitual voltou a cair: menos 1,1% em relação ao último tri e uma queda ainda maior, de 9,7%, frente ao mesmo trimestre de 2021, ficando em R$ 2.489 de média. Nenhuma categoria apresentou alta no rendimento.

Na indústria, houve queda de 4,1%, ou menos R$ 102), mesmo com alta na ocupação com empregos com carteira. “A retração dos rendimentos, que costuma ser associada ao trabalhador informal, esteve disseminada para outras formas de inserção e não apenas às relacionadas à informalidade”, explica ela. “Embora haja expansão da ocupação e mais pessoas trabalhando, isso não está se revertendo em crescimento do rendimento dos trabalhadores em geral”, conclui.

Número de trabalhadores sem carteira cresce
A PNAD com os resultados do trimestre novembro-dezembro-janeiro também revela alta no número de empregados sem carteira assinada no setor privado. Ao todo, foram 12,4 milhões de pessoas, um aumento de 3,6% ou 427 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a alta é de 19,8% ou mais 2 milhões de pessoas.

Já o número de trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas subiu 10,3% no ano e chegou a 25,6 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores domésticos foi de 5,6 milhões de pessoas – estável no confronto entre períodos, mas 19,9% maior que no período do ano anterior. O número de empregadores foi de 4 milhões de pessoas e o número de empregados no setor público foi 11,4 milhões de pessoas.

Mais sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

É a menor taxa para o período desde 2016

Cleomar Prunzel presidirá a Câmara Brasil-Alemanha no RS

Ele é vice-presidente de administração e finanças da Stihl

Prunzel estará à frente da entidade até 2024

O vice-presidente de administração e finanças da Stihl, Cleomar Prunzel, foi eleito presidente da Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul (AHKRS) durante a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da entidade, nesta quinta-feira, 17 de março. Prunzel estará à frente da entidade até 2024. Esta é a segunda vez que um representante da STIHL será presidente da AHKRS. Anteriormente, Horst Bals, diretor geral da empresa entre 1985 e 2004, atuou durante várias gestões e foi o primeiro presidente de honra da entidade.

“Planejar a gestão sempre requer a análise de toda conjuntura que vivemos. No Brasil, especificamente, é necessário sempre ter um olhar cuidadoso quanto aos fatores políticos e econômicos. Nosso país é um mercado em expansão e com elevado potencial para atrair investimentos”, ressaltou Prunzel. “Há várias frentes que podemos trabalhar e exaltar os excelentes resultados que temos, como crescimento da liderança feminina, um olhar atento sobre a pauta da diversidade e inclusão social, ESG, transformação digital e segurança cibernética”, completou.

Há mais de 27 anos na Stihl, Cleomar construiu sua carreira na área de finanças da companhia até chegar à vice-presidência. Além disso, é conselheiro do Conselho das Empresas Exportadoras (Concex), da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), e também membro do conselho de competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq). Atuou por diversas gestões como vice-presidente da Indústria da Associação Comercial, Industrial, Serviços e de Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL). Tendo ainda atuado como vice-presidente da própria Câmara alemã no Rio Grande do Sul em gestões anteriores.

Ele é vice-presidente de administração e finanças da Stihl