Archives 2022

Curitiba ganha projeto inédito para monitorar mudanças climáticas

Painel possui um simulador capaz de gerar cenários até 2050, com relação às emissões de gases de efeito estufa

Trabalho do Sistema Fiep visa envolver a sociedade em ações que reduzam os impactos ambientais no planeta

Um projeto inovador do Senai/PR, apresentado por meio do Observatório do Sistema Federação das Indústrias do Estado Paraná, foi lançado na quarta-feira (23), no Campus da Indústria, em Curitiba. Trata-se do Painel de Indicadores de Mudanças Climáticas de Curitiba, uma plataforma virtual de acesso público para monitorar indicadores relacionados às mudanças climáticas, com análises profundas e acesso a documentos locais, nacionais e internacionais. O painel será atualizado periodicamente com informações que vão ajudar a avaliar as mudanças climáticas na capital paranaense e subsidiar a implementação de políticas que reduzam emissões de gases de efeito estufa e os impactos ambientais na cidade (os usuários poderão acessar gratuitamente o painel neste link e simular situações reais).

O trabalho conduzido pelo Observatório Sistema Fiep foi selecionado em 2020 num edital do Google, com financiamento do Action Fund Brazil operacionalizado pelo ICLEI – International Council for Local Environmental Initiatives, associação internacional de autoridades locais vocacionadas para a prevenção e resolução de questões ambientais, presente em mais de 100 países. Implementado em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba, o projeto foi financiado pelo o Google.org e construído coletivamente por representantes da sociedade, do poder público municipal e estadual, de institutos de pesquisa, universidades, empresas e o terceiro setor.

O presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, destacou a qualidade técnica da equipe do Observatório e a parceria com o poder público e instituições de ensino. “Importante a união de todos em torno do tema mudanças climáticas e fundamental para a indústria poder contar com dados tão valiosos de Curitiba, que serão gerados de forma online e atualizados periodicamente”, comentou.

O gerente do Observatório, Sidarta Ruthes, contou que o painel passou por várias fases de execução. “As etapas definiram os eixos temáticos, os indicadores que serão monitorados, a prospecção de bases de dados, o desenvolvimento de modelos de análise, a criação efetiva da plataforma e como seria a governança e gestão do projeto”, explica. Segundo ele, os indicadores estão distribuídos nas categorias energia, mobilidade e transporte, saneamento, qualidade ambiental e urbana, aspectos socioeconômicos e estratégias e políticas.

Também será disponibilizada um simulador, capaz de gerar cenários até 2050, com relação às emissões de gases de efeito estufa. “O painel permite uma visão holística dos indicadores e medidas de mitigação das mudanças climáticas, que podem contribuir tanto para o subsídio de políticas públicas mais assertivas, quanto para maior disseminação de informações para a sociedade curitibana, contribuindo para maior consciência sobre o tema”, garantiu Ruthes.

Quer saber mais sobre sustentabilidade?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Painel possui um simulador capaz de gerar cenários até 2050, com relação às emissões de gases de efeito estufa

Tupy reciclará baterias em parceria com BMW e Senai-PR

Projeto tem investimento inicial de mais de R$ 3 milhões

Com duração de 24 meses, a intenção é que os primeiros resultados sejam avaliados ainda neste ano

Para desenvolver um processo mais sustentável e que garanta a recuperação de compostos químicos das baterias em fim de vida de veículos elétricos, a Tupy, o BMW Group Brasil e o Senai Paraná firmaram parceria inédita. Cada parte trará conhecimentos específicos para os estudos dentro de sua área de atuação. A Tupy, dentro da frente da Tupy Tech, tem dedicado seu conhecimento em materiais e metalurgia ao desenvolvimento de tecnologias que contribuam com a jornada de descarbonização dos clientes.

Neste projeto, o objetivo é desenvolver a reciclagem de baterias por hidrometalurgia, processo mais sustentável que a tradicional pirometalurgia, mais utilizada atualmente. A tecnologia envolve menos emissões de gases de efeito estufa e menor necessidade extração de minerais pelos meios tradicionais de mineração. O Senai Paraná será o executor do projeto e responsável pelas atividades e respectivas entregas dos resultados da pesquisa, que será realizada no Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica (ISI-EQ), em Curitiba (PR).

Já o BMW Group Brasil, pioneiro na eletromobilidade mundial, fornecerá seu conhecimento técnico e as baterias do veículo elétrico BMW i3 para o desenvolvimento do processo de reciclagem por hidrometalurgia. Alinhada com sua estratégia mundial de sustentabilidade e economia circular, a ressíntese dos materiais reciclados, para produção de novas células de baterias a partir do material reciclado, também é uma das entregas mapeadas junto ao ISI-EQ.

Com investimento de R$ 3,4 milhões, o projeto abre uma nova rota para uso de minerais reciclados na fabricação de baterias novas, o que diminuirá sensivelmente a dependência da matéria-prima mineral primária. Com duração de 24 meses, a intenção é que os primeiros resultados sejam avaliados ainda neste ano. O objetivo é a ressíntese do material ativo do cátodo de uma bateria, com material 100% reciclado. Serão obtidos parâmetros de eficiência de todo o processo, da pureza dos materiais reciclados, do índice econômico e do índice ambiental.

“Os compostos químicos são raros na natureza e sua reutilização representa um grande desafio científico e tecnológico para toda sociedade. Essa aliança da Tupy com o BMW Group Brasil e o Senai está alinhada a inúmeras iniciativas mundiais relacionadas à cadeia de valor dos veículos elétricos e, principalmente, à jornada de descarbonização, à qual temos dedicado diversas frentes de pesquisa”, avalia Fernando Cestari de Rizzo, CEO da Tupy.

“Para o setor automotivo, o desenvolvimento do projeto, visando a reciclagem das baterias de lítio e ressíntese do material ativo do cátodo, permitirá às empresas obterem uma tecnologia 100% nacional. A reciclagem e a ressíntese do material para ser reutilizado na fabricação de novas baterias para veículos elétricos é a grande inovação desse projeto e está alinhada com a visão da economia circular de veículos elétricos”, destaca Marcos Berton e Heverson Renan, pesquisadores do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica.

“O BMW Group tem como premissa garantir o futuro sustentável da mobilidade. Estamos desenvolvendo diversos estudos e projetos para o segundo uso da bateria dos veículos elétricos, como o desenvolvimento de estação de recarga para veículos elétricos totalmente desconectados da rede de energia. Essa nova parceria com a Tupy e com o Senai é um passo adiante, pois, no futuro, poderá viabilizar a produção de novas baterias com reduzida extração de matérias primas do meio ambiente”, completa Vivaldo Chaves, diretor de sustentabilidade e infraestrutura do BMW Group Brasil.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Projeto tem investimento inicial de mais de R$ 3 milhões

Auxiliadora Predial projeta meta de vendas acima de R$ 1 bilhão neste ano

Números comprovam o reaquecimento do mercado imobiliário

A expansão da Auxiliadora Predial por meio de suas franquias no último ano também ganhou notoriedade

Um ano de recorde nas vendas da Auxiliadora Predial. Assim foi o 2021 do grupo imobiliário que atingiu um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,3 bilhão e que projeta para 2022 uma meta de R$ 1,5 bilhão nas vendas. Além deste destaque, a Auxiliadora também chegou a um total de 3.360 contratos assinados no último ano, tendo setembro como principal mês. Números que apontam uma ótima expectativa em relação ao mercado de compra e venda de imóveis.

A expansão da Auxiliadora Predial por meio de suas franquias no último ano também ganhou notoriedade. Em Santa Catarina foram inauguradas cinco novas lojas: em Florianópolis, no bairro Santa Mônica, na Beira-Mar e no Campeche, além de Balneário Camboriú e Garopaba. Já em solo gaúcho, mais quatro unidades chegaram no litoral norte: Tramandaí, Torres, Atlântida e Capão da Canoa. “Os resultados comprovam nosso compromisso com franqueados, clientes e nos mantêm como uma referência do segmento no Rio Grande do Sul e também nos projeta para alçar voos maiores em outros estados”, destaca Matheus Alexander Kurtz, diretor de vendas e franquias da Auxiliadora Predial.

No top três de vendas do grupo imobiliário estão duas lojas da capital: em primeiro lugar a unidade da Nilo Peçanha e em segundo a do Jardim Europa, que comprovam a busca por moradia e investimento nos dois bairros. Além da agência de Gramado, que ficou em terceiro lugar e evidencia a movimentação deste mercado em regiões distintas do Rio Grande do Sul. “Estamos atentos a todas as movimentações do mercado, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina e São Paulo, e nas oportunidades que ele pode oferecer a nossos clientes e parceiros”, conclui Kurtz.

A Auxiliadora Predial é, atualmente, a empresa com a maior estrutura de gestão condominial e negócios imobiliários – residenciais e comerciais – do Brasil e está presente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Números comprovam o reaquecimento do mercado imobiliário

Copel comemora lucro recorde

Estatal paranaense lucrou R$ 5 bilhões no ano passado

Ao longo do ano, a estatal paranaense avançou na estratégia em busca de uma atuação focada no core business da Copel, o setor de energia elétrica

O ano de 2021 ficará marcado na Copel pelo alcance do lucro histórico de R$ 5 bilhões, valor quase 30% maior do que o lucro de 2020. A receita líquida saltou 28,7%, para R$ 23,9 bilhões (veja alguns dos principais indicadores financeiros na tabela ao final desta reportagem).

Ao longo do ano, a estatal paranaense avançou na estratégia em busca de uma atuação focada no core business da Copel, o setor de energia elétrica. “Concluímos o desinvestimento da Copel Telecom, que injetou R$ 2,5 bilhões no caixa da companhia, e iniciamos a preparação do processo de venda da Compagas, que estimamos ser concluído em 2022. Também aderimos à repactuação do risco hidrológico, o que contribuiu com R$ 1,6 bilhão no resultado operacional (Ebitda) consolidado e cerca de R$ 1 bilhão no lucro líquido do exercício”, enumera Daniel Slaviero, presidente da companhia, no relatório trimestral.

Em 2021, a companhia aplicou R$ 2,1 bilhões em obras de geração, transmissão e distribuição de energia. Somente no setor de distribuição de energia no Paraná foi aportado R$ 1,6 bilhão em obras e programas que ajudaram a ampliar e modernizar a rede elétrica. Parte desse valor foi investida no Programa Paraná Trifásico, pelo qual já foram construídos 6.515 quilômetros de novas redes trifásicas, de um total de 25 mil quilômetros que serão implementados até 2025.

A empresa destaca o fato de ter adquirido, no final de 2021, o Complexo Eólico Vilas por R$ 1,1 bilhão. O empreendimento tem 186,7 MW de capacidade instalada e está localizado no município de Serra do Mel (RN). Com mais este complexo, a Copel passa a ter 830,1 MW de capacidade geradora em usinas eólicas no Nordeste do país. A empresa também está finalizando a construção do Complexo Eólico Jandaíra, o qual agregará mais 90,1

MW ao portfólio de geração da Copel, contribuindo para que a matriz energética seja composta por 14% de energia de fontes eólicas. Ao todo, o empreendimento vai absorver R$ 411 milhões em investimentos. Além disso, com dois anos de antecedência, a companhia concluiu em 2021, no sudoeste do Paraná a obra da PCH Bela Vista, com potência instalada de 29 MW. Foram investidos R$ 224 milhões na nova unidade, que já está gerando energia suficiente para atender 100 mil pessoas.

Na área de transmissão, a Copel concluiu a construção da linha de transmissão de 525 kV Blumenau-Curitiba Leste, com 144,5 km de extensão. Foram investidos R$ 192 milhões no empreendimento, que vai contribuir para fortalecer o sistema elétrico no Paraná e na região Sul como um todo.

A Copel se prepara para atender a 5 milhões de unidades consumidoras. A estimativa é que a marca seja alcançada até o final de novembro de 2022, momento em que a companhia já terá aplicado a maior parte do montante de R$ 1,634 bilhão, destinado à ampliação e modernização da rede elétrica do Paraná neste ano. Atualmente, a Copel conta com 4,9 milhões de consumidores em 394 dos 399 municípios do Paraná e um de Santa Catarina (Porto União). Do total, 4 milhões são clientes residenciais urbanos, 70,6 mil são industriais, 422,5 mil comerciais, e 342,4 mil rurais. A lista é complementada com unidades consumidoras pertencentes ao poder público e à iluminação pública.

Com o crescimento estimado para o fim de 2022, se fosse a população de um território, o número de clientes da Copel seria maior do que o número habitantes de 15 estados brasileiros. Em comparação com outras nações, seria superior à população de países como Irlanda, Uruguai e Croácia.

A Copel é a terceira maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Estatal paranaense lucrou R$ 5 bilhões no ano passado

Adesão a parcelamento do Simples Nacional vai até 29 de abril

Regras foram publicadas no Diário Oficial

Criado como medida de socorro a pequenos negócios afetados pela pandemia de Covid-19, o Relp prevê o parcelamento de dívidas com o Simples Nacional em mais de 15 anos

Os micro e pequenos empresários e os microempreendedores individuais terão até 29 de abril para aderirem ao parcelamento especial de dívidas com o Simples Nacional. O Diário Oficial da União publicou resolução que define as regras para o Programa de Reescalonamento de Débitos do Simples Nacional (Relp).

A adesão ao parcelamento poderá ser feita na Secretaria Especial da Receita Federal; na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), no caso de débitos inscritos em dívida ativa; e nas secretarias de Fazenda dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, para débitos com governos locais. A renegociação abrangerá os débitos com o Simples Nacional vencidos até a competência de fevereiro de 2022, com parcelas pagas em março. A renegociação especial de débitos com o Simples Nacional foi restabelecida pelo Congresso, que derrubou o veto há duas semanas. No dia 18, o Diário Oficial da União publicou a lei complementar que estabeleceu o Relp.

Criado como medida de socorro a pequenos negócios afetados pela pandemia de Covid-19, o Relp prevê o parcelamento de dívidas com o Simples Nacional em mais de 15 anos, com desconto na multa, nos juros e nos encargos legais. Os débitos poderão ser parcelados em até 188 meses (15 anos e oito meses). Desse total, as empresas pagarão uma entrada parcelada em até oito vezes mais 180 prestações. Cada parcela terá valor mínimo de R$ 300 para as micro e pequenas empresas e de R$ 50 para o microempreendedor individual. Haverá desconto de até 90% nas multas e nos juros de mora e de até 100% dos encargos legais.

Modalidades
Haverá várias modalidades de parcelamento, que variam conforme o impacto da pandemia sobre o faturamento das empresas. Por meio da comparação entre o volume financeiro de março a dezembro de 2020 em relação ao observado no mesmo período de 2019, os contribuintes inscritos no Simples Nacional poderão fazer a adesão com parcelas de entrada e descontos diferentes. Empresas que fecharam durante a pandemia também podem participar.

A resolução estabelece os valores mínimos de entrada, que deverá ser parcelada em até oito meses, antes do pagamento do restante da dívida. A divisão foi feita da seguinte forma:

Com Agência Brasil

Regras foram publicadas no Diário Oficial

Intenção de consumo tem terceiro aumento consecutivo

CNC também nota recuperação do mercado de trabalho

O item sobre acesso ao crédito também apresentou variação mensal positiva, apesar do encarecimento provocado pelo aumento constante da Selic nos últimos meses

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou, em março, o terceiro aumento mensal consecutivo e o maior nível desde maio de 2020. Com crescimento de 1,8%, o índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) atingiu 78,1 pontos, apresentando melhor pontuação do que a alcançada no mesmo mês em 2021 (73,8 pontos). Na comparação anual, o aumento foi de 5,9%.

Entre os subíndices avaliados, o principal destaque positivo foi para emprego atual, que atingiu o nível de 102,0 pontos e foi o primeiro item a voltar a ser considerado satisfatório pelos consumidores. Apesar de o ICF ainda permanecer abaixo da zona de satisfação (100 pontos), algo que vem acontecendo desde abril de 2015 (102,9 pontos), seis dos sete subíndices apresentaram elevação.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que os dados apontam a recuperação do mercado de trabalho como fator de forte influência para os resultados positivos. “Com maiores chances de emprego, consequentemente, os consumidores passaram a ter mais acesso à renda. Esse processo levou a um aumento do percentual de famílias que consideraram sua renda melhor do que no ano passado”, avalia. A percepção ficou evidente com o terceiro avanço mensal consecutivo no quesito da renda atual, que apresentou a maior taxa de crescimento de março, 3,2%.

Condições de consumo mais favoráveis
O item sobre acesso ao crédito também apresentou variação mensal positiva, apesar do encarecimento provocado pelo aumento constante da Selic nos últimos meses. A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, percebe que os números corroboram a melhora da percepção dos consumidores em relação às compras a prazo. “Mesmo com as famílias ainda considerando, em sua maior parte, dificuldade de ter acesso ao crédito, o segundo aumento seguido desse componente aponta que a renda mais equilibrada e maior confiança na manutenção do emprego proporcionam condições de consumo favoráveis o suficiente para compensar esse desafio”, analisa.

Ainda segundo ela, esse fator auxilia especialmente os bens duráveis. “São itens que costumam ser adquiridos por meio de parcelamento, já que têm custos mais altos. O item sobre o momento para compras de duráveis, que vinha em queda nos últimos meses, apresentou, em março, seu primeiro crescimento (+0.8%)”, revela. Apesar do avanço, no entanto, o indicador ainda é o mais baixo da pesquisa.

E, mesmo com as condições de consumo mais favoráveis, Catarina observa que a incerteza em relação ao futuro, com os efeitos da guerra e as dificuldades econômicas internas, levou a uma queda de 1,2% em perspectiva de consumo, revelando que as famílias ficarão atentas à evolução do ambiente econômico antes de consumir, nos próximos meses.

Recortes
Na avaliação por faixa de renda, as famílias com ganhos acima de 10 salários mínimos mostraram menor nível de insatisfação, registrando 94,5 pontos, com aumento mensal de 1% e alta anual de 11%. Entre as famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos, o indicador atingiu 74,7 pontos, com crescimento de 2,1%, em relação a fevereiro deste ano, e de 4,4% na comparação com março de 2021.

Pelo critério regional, março não registrou queda mensal e o destaque positivo ficou por conta da região Sudeste, com crescimento de 2,1%. As famílias do Sul foram as mais confiantes (88,4 pontos), mesmo permanecendo em nível insatisfatório, e as do Norte (58,8 pontos) foram as que apresentaram menor indicador. Considerando o critério de variação anual, entre as cinco regiões, apenas duas contaram com oscilação negativa, Norte (-8,2%) e Centro-Oeste (-4,1%). Sul (12,9%) e Sudeste (10,4%) registraram os maiores crescimentos.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

CNC também nota recuperação do mercado de trabalho

Setores industriais estão menos confiantes em março

O maior recuo ocorreu no segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos

Em março houve uma piora significativa na percepção das condições da empresa e da economia

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) por setor, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu em 22 dos 29 setores industriais analisados. O principal motivo é a piora na percepção do momento atual da empresa e da economia. Apesar disso, o ICEI dos 29 setores ficou em 50 pontos, acima da linha de corte, que separa a confiança da falta de confiança. Foram entrevistadas 2.249 empresas, sendo 894 pequeno porte, 822 médio porte e 533 de grande porte.

O maior recuo da confiança ocorreu no segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (veja os segmentos da indústria mais e menos confiantes no gráfico ao final desta reportagem). O ICEI do setor passou de 58,7 pontos em fevereiro para 53,3 pontos em março. De acordo com o gerente de análise econômica, Marcelo Azevedo, o índice para esse setor seguiu acima de 55 pontos entre junho de 2021 e fevereiro de 2022, alcançando 65,1 ponto em agosto de 2021. “Mas em março houve uma piora significativa na percepção das condições da empresa e da economia. O setor só segue confiante, porque as expectativas para os próximos seis meses se mantêm um pouco acima da linha de corte”, explica Marcelo.

Outras reduções expressivas de confiança na indústria de transformação, entre fevereiro e março, ocorreram nos setores: automotivo (59,8 pontos para 55,8 pontos), metalurgia (57,5 pontos para 53,8 pontos), biocombustíveis (59,3 pontos para 55,9 pontos) e produtos de metal (59,9 pontos para 56,5 pontos).

A pesquisa mostra que apenas seis dos 29 setores pesquisados avaliam positivamente as condições atuais das empresas e da economia brasileira na comparação com os últimos seis meses. São eles: couro, produtos farmacêuticos, máquinas e equipamentos, outros equipamentos de transportes, produtos diversos e biocombustíveis. Todos os 29 setores analisados permanecem com expectativas otimistas para os próximos seis meses.

O maior recuo ocorreu no segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos

Receita da Positivo Tecnologia avança 53% em 2021

O lucro líquido totalizou R$ 202,8 milhões

A Positivo Tecnologia é a 69ª maior empresa da região e também a 30ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Positivo Tecnologia, de Curitiba, reportou em seu relatório trimestral que a receita líquida obteve alta de 53,5%, para R$ 3,3 bilhões. Já o lucro líquido de 2021 totalizou R$ 202,8 milhões, valor 3,6% maior que em 2020 (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). No caso do lucro, o resultado do quarto trimestre foi positivamente impactado por créditos tributários de litígios referentes a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e Cofins, da liquidação de processos administrativos em disputas relativas a ISS e pela adoção de procedimentos de contabilização ligados aos tributos diferidos.

Segundo a companhia, um marco importante em 2021 foi o crescimento da unidade de negócios corporativos que vem aumentando sua representatividade na receita total. A empresa alcançou comercialização recorde dos equipamentos, tanto para grandes corporações como para pequenas e médias empresas, e ainda ampliou o market share no segmento.

“O negócio HaaS (Hardware as Service) obteve demanda como nunca vista e já representa em torno de 40% do faturamento das vendas para grandes empresas. Destaque também para o R-HaaS, com as vendas e locações de equipamentos usados e remanufaturados, que ganhou tração ao longo do ano e representa uma importante contribuição para promover a cultura da economia circular”, destaca a Positivo.

A empresa também comemora os resultados de suas soluções de pagamento. Com o final do período de exclusividade junto a Cielo, a Positivo ganhou escala, passando a atender um mercado expressivo e que engloba todos os adquirentes do país, como é o exemplo do contrato com a Stone firmado em novembro.

Na unidade de instituições públicas, a Positivo mais que dobrou sua receita bruta em relação ano anterior. Em relação aos projetos já ganhos (contratados e a contratar), perfazemos o montante de mais de R$ 2 bilhões para os próximos períodos. Ainda, em dezembro, a companhia venceu nova licitação para fornecimento de mais 176 mil urnas eletrônicas para as eleições de 2024.

A Positivo Tecnologia é a 69ª maior empresa da região e também a 30ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O lucro líquido totalizou R$ 202,8 milhões

Randon Ventures lidera rodada de investimento na fintech Money Money Invest

Aporte vai potencializar startup e possibilitar parcerias que acelerem sinergias com os serviços financeiros e digitais das Empresas Randon

A Money Money Invest já realizou mais de R$ 30 milhões em empréstimos para cerca de 350 pequenas e médias empresas e tem 1,6 mil investidores conectados

A Randon Ventures, uma das Empresas Randon, anuncia um novo movimento de aporte em startups. A companhia lidera a mais recente rodada de investimento de R$ 7 milhões na fintech Money Money Invest, plataforma que conecta investidores dispostos a emprestar dinheiro para pequenos e médios empreendedores à procura de crédito. Com o aporte, a startup busca consolidar sua atuação, potencializando o modelo de negócio e ampliando a base de clientes atendida.

Por meio da modalidade conhecida como P2P lending, a Money Money oferece empréstimos para pequenas e médias empresas com condições mais atrativas do que os oferecidos pelas instituições financeiras tradicionais, utilizando uma plataforma online que simplifica e torna mais acessível o acesso ao crédito. O modelo é baseado em conceitos de economia compartilhada. A Money Money Invest já realizou mais de R$ 30 milhões em empréstimos para cerca de 350 pequenas e médias empresas e tem 1,6 mil investidores conectados.

Para as Empresas Randon, além do investimento realizado, a parceria com a startup servirá como uma ferramenta de aceleração dos processos realizados pelas unidades de negócio de serviços financeiros e digitais. “A sinergia entre a nossa atuação e o modelo de trabalho da Money Money gera uma grande trilha de descobertas. A nossa expertise de atuação financeira aliada ao modelo automatizado para concessão de crédito, abre caminho para a construção de uma agenda de produtos disruptivos e potencializa aprendizados para atuarmos com novos perfis de empresas”, destaca David Félix, diretor do Banco Randon.

Com esse movimento, o oitavo em dois anos de atuação, a Randon Ventures reforça a sua tese de investimentos. “Apostamos em startups que estão num estágio mais avançado de desenvolvimento, como a Money Money, que oferece ao mercado uma experiência de oferta de crédito diferenciada, conectando investidores a empreendedores em busca de recursos. Com isso também complementamos o leque de sinergias entre as investidas e todo o ecossistema ligado às Empresas Randon”, afirma Mateus de Abreu, diretor de negócios e estratégias digitais da companhia e diretor da Randon Ventures.

Quer saber mais sobre negócios do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Aporte vai potencializar startup e possibilitar parcerias que acelerem sinergias com os serviços financeiros e digitais das Empresas Randon

Estados prorrogam congelamento do ICMS sobre gasolina

Medida vale por mais 90 dias

Durante o período de prorrogação do congelamento do ICMS, os secretários vão procurar uma fórmula que possa ser aplicada em relação à gasolina

O Fórum de Governadores decidiu prorrogar por mais 90 dias o congelamento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) médio que incide sobre gasolina, etanol e gás de cozinha. O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) pelo coordenador do fórum, o governador do Piauí, Wellington Dias, após reunião com governadores, vice-governadores e secretários, em Brasília. Caso não fosse prorrogado, o congelamento, que está em vigor desde 1º de novembro do ano passado, acabaria no próximo dia 31. A prorrogação começa a valer no dia 1º de abril.

Na reunião desta terça-feira, os governadores debateram, entre outros temas, a fixação de uma alíquota única para o ICMS de combustíveis, conforme sancionado, na semana passada, pelo presidente Jair Bolsonaro (Lei Complementar 192/22). De acordo com Dias, o Conselho de Secretários de Fazenda (Comsefaz) deve definir até quinta-feira (24) uma fórmula para a cobrança da alíquota única que deve ser aplicada inicialmente em relação ao óleo diesel. O desafio é encontrar uma média de cálculo que não resulte em aumento do tributo em alguns estados, consequentemente, aumentando o preço do combustível.

Segundo Dias, pelo menos nove estados e o Distrito Federal praticam uma alíquota do ICMS em cima do diesel mais baixa que outros estados. Para evitar o aumento, os secretários estão estudando aplicar um incentivo fiscal para compensar o aumento da alíquota nessas unidades da federação. “Estamos autorizando o conselho dos secretários de Fazenda nesta quinta-feira a realizar uma reunião do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária] para ali aprovar uma resolução que possa ser o parâmetro para aplicação da lei nas 27 unidades da federação”, disse o governador. “Somos favoráveis ao trecho da lei no que diz respeito à criação de um auxílio combustível e ao fundo de estabilidade dos preços dos combustíveis”, afirmou.

O governador disse ainda que, durante o período de prorrogação do congelamento do ICMS, os secretários vão procurar uma fórmula que possa ser aplicada em relação à gasolina. “Neste período, o Conselho dos Secretários de Fazenda deve tratar especificamente da gasolina”, disse. “Ainda não conseguimos encontrar uma alternativa para essa pactuação”, acrescentou Dias. O governador afirmou ainda que, na reunião, foi decidido que os estados vão entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar um artigo da lei que prevê que, enquanto não for disciplinada a cobrança da incidência do ICMS, o cálculo deverá levar em conta o preço médio do diesel cobrado do consumidor final nos 60 meses anteriores à sua fixação.

Redução do IPI
Na reunião, os governadores também debateram a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida, anunciada pelo governo federal, em fevereiro, reduziu o imposto em 25% para boa parte dos produtos. Em relação ao IPI, Dias declarou que os governadores enxergam a forma como o governo vem adotando as medidas como uma “ameaça concreta” aos estados e municípios. Na avaliação dos governadores, a medida, além de ferir a autonomia dos estados e o pacto federativo, deve causar forte impacto na arrecadação dos estados. “Uma medida unilateral como a que foi feita por parte da União é vista, por nós, como a quebra do pacto federativo”, acrescentou Dias, destacando que os estados também devem recorrer ao STF contra a medida.

Com Agência Brasil

Medida vale por mais 90 dias

Copom prevê inflação mais longa devido ao conflito na Ucrânia

Ata reafirmou compromisso de reajuste de 1 ponto percentual na próxima reunião

O comitê reconheceu que o cenário é “desafiador para a convergência da inflação às suas metas”

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia e o choque de oferta de preços de commodities (produtos primários, com cotação internacional) levam ao aumento da incerteza em torno do cenário econômico mundial, com “potencial de exacerbar as pressões inflacionárias”. O comitê indicou, em ata da reunião realizada na semana passada, que deve aumentar novamente a taxa básica de juros, a Selic, em um ponto percentual no próximo encontro, no início de maio.

Na última quarta-feira (16), o Copom decidiu, por unanimidade, elevar em 1 ponto percentual a Selic, que agora está em 11,75% ao ano. Na avaliação do comitê, o conflito entre Rússia e Ucrânia resultou em “novo impulso” nas cadeias de produção globais, com as sanções impostas à Rússia, podendo levar a “pressões inflacionárias mais prolongadas” na produção de bens. “A reorganização das cadeias de globais, com a criação de redundâncias na produção, no suprimento de insumos e mudança no tratamento dos estoques de bens (no sentido de se deter maiores estoques), ganhou novo impulso com o conflito na Europa e as sanções aplicadas à Rússia”, diz o documento.

O comitê declarou ainda que a inflação ao consumidor segue elevada, “com alta disseminada entre vários componentes, e mais persistente que o antecipado”. Ressaltou que as diferentes medidas revelam que a inflação deve permanecer “acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta”, que é de 3,5%, com variação de 1,5 ponto percentual. “A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou ainda mais. As leituras recentes vieram acima do esperado, e a surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis quanto nos mais associados à inflação subjacente”, diz o Copom.

Na visão do comitê, o cenário “recomenda que a política monetária reaja aos impactos secundários desse tipo de choque”. Com isso, o Copom também passou a trabalhar com cenário alternativo, no qual o barril de petróleo passe a custar US$ 121 no fim de 2023, valor bem acima das projeções de mercado. “O comitê observou que o atual ambiente de incerteza e volatilidade elevadas demanda serenidade para a avaliação dos impactos de longo prazo do atual choque e, portanto, optou por comparar essa hipótese com os preços de contratos futuros de petróleo, negociados em bolsas internacionais, e com projeções de agências do setor”, detalha o documento.

Com base nesse cenário, o Copom informou que optou por trajetória de juros mais tempestiva e que essa preferência expressa cautela em relação às probabilidades atribuídas aos cenários levantados, a mensuração dos efeitos de segunda ordem, bem como seu comprometimento com a convergência da inflação e das expectativas para as metas de inflação no horizonte relevante. O comitê reconheceu, entretanto, que o cenário é “desafiador para a convergência da inflação às suas metas” e disse que estará pronto para ajustar o tamanho do ciclo de aperto monetário, caso o cenário evolua desfavoravelmente.

“Com base nesses resultados, os membros do Copom debateram a estratégia mais apropriada. Concluiu-se que um novo ajuste de 1 ponto percentual, seguido de ajuste adicional de mesma magnitude, é a estratégia mais adequada para atingir aperto monetário suficiente e garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos”, afirma a ata.

Com Agência Brasil

Ata reafirmou compromisso de reajuste de 1 ponto percentual na próxima reunião

Selbetti prevê faturar R$ 450 milhões neste ano

Expectativa da companhia catarinense é atingir um valor de mercado de mais de R$ 1 bilhão até 2023

De acordo com a Selbetti, cada vez mais as empresas vêm buscando por um único fornecedor para atender todas as demandas

A Selbetti conquistou seu melhor resultado em 2021, com crescimento de 52% e superando R$ 300 milhões de faturamento. Para este ano, a companhia, sediada em Joinville (SC), projeta um novo recorde, com um salto de 50% e faturamento de R$ 450 milhões, somando as divisões de MPS (Managed Print Services) e DaaS (Device as a Service), com a locação de notebook, desktop, tablet e outros ativos de TI. Destaque também para a camada de software, com o RPA e o S-SIGN, na qual a Selbetti dobrou o seu faturamento e conta com mais de 80 profissionais na área de desenvolvimento. A empresa estima ainda um valor de mercado de mais de R$ 1 bilhão até 2023.

“Com o propósito tornar o dia a dia dos nossos clientes mais produtivos, a Selbetti acelerou a sua presença em softwares, integrando soluções de ponta a ponta para auxiliar as organizações na transição para um mindset digital, com o RPA (automatização de processos) e com o S-SIGN (assinatura eletrônica e digital). Em virtude disso, nos encontramos no ranking das empresas que mais crescem no Brasil”, destaca Rafael Leopoldo, diretor comercial e TI.

De acordo com a Selbetti, cada vez mais as empresas vêm buscando por um único fornecedor para atender todas – ou quase todas – as demandas organizacionais, de modo a centralizar informações e reduzir custos.

“É essa linha que a Selbetti segue para assegurar um crescimento contínuo.Aqui na companhia, buscamos antecipar o cenário das soluções end-to-end e oferecer serviços completos para resolver as demandas dos negócios de ponta a ponta, sem que seja necessário o cliente contar com mais de um fornecedor”, ressalta o CEO, José Nauro Selbach Junior.

Para garantir essa atuação nas mais diversas frentes, em um período de oito anos, a Selbetti realizou 23 aquisições, sendo seis delas apenas no último ano, e anunciará a 24ª em abril. “Essa estratégia possibilita ampliar nossos horizontes de negócios, expandindo a marca também para o mercado latino-americano e oferecendo um portfólio cada vez mais repleto de tecnologia para os clientes, com o intuito de atingirmos um valor de mercado de R$ 1 bilhão em 2023”, finaliza Selbach Junior.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Expectativa da companhia catarinense é atingir um valor de mercado de mais de R$ 1 bilhão até 2023

Governo zera imposto de importação de etanol e de seis alimentos

Medida vale até o fim do ano e pretende conter inflação

Em relação ao etanol, a alíquota foi zerada tanto para o álcool misturado na gasolina como para o vendido separadamente

Até o fim do ano, o etanol e seis alimentos não pagarão imposto para entrarem no país. A redução a zero das alíquotas foi anunciada pelo Ministério da Economia, após reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).A medida beneficia os seguintes alimentos: café, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja. Em relação ao etanol, a alíquota foi zerada tanto para o álcool misturado na gasolina como para o vendido separadamente. O imposto será zerado a partir desta quarta-feira (23), quando a medida for publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, a medida tem como objetivo segurar a inflação. “Estamos preocupados com o impacto da inflação sobre a população. Estamos definindo redução a zero da tarifa de importação de pouco mais de sete produtos até o final do ano. Isso não resolve a inflação, isso é com política monetária, mas gera um importante incentivo”, declarou.

De acordo com a pasta, a medida fará o preço da gasolina cair até R$ 0,20 para o consumidor. Atualmente, o litro da gasolina tem 25% de álcool anidro. Por causa da alta recente dos combustíveis, o governo espera que a redução da tarifa de importação praticamente zere os efeitos do último aumento. “Temos uma estimativa que isso poderia levar a uma redução do preço da gasolina da ordem de R$ 0,20 na bomba. Isso é uma análise estática. Na prática, essa medida vai acabar arrefecendo a dinâmica de crescimento dos preços na ordem de R$ 0,20”, disse o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

Em relação aos produtos alimentícios, o Ministério da Economia informou que os produtos beneficiados são o que mais estão pesando na inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse indicador mede o impacto dos preços sobre as famílias de menor renda. Atualmente, o café paga Imposto de Importação de 9%; a margarina, 10,8%; o queijo, 28%; o macarrão, 14,4%; o açúcar, 16%; o óleo de soja, 9% e o etanol, 18%.

Bens de capital
A Camex também aprovou a redução em mais 10%, até o fim do ano, o Imposto de Importação sobre bens de capital (máquinas usadas em indústrias) e sobre bens de informática e de telecomunicações, como computadores, tablets e celulares. A medida pretende facilitar a compra de equipamentos usados pelos produtores industriais e baratear o preço de alguns itens tecnológicos, quase sempre importados.

Em março do ano passado, o governo tinha cortado em 10% a tarifa para a importação de bens de capital e de telecomunicações. No total, o corte chega a 20%. Até o início do ano passado, as tarifas de importação desses produtos variavam de zero a 16% para as mercadorias que pagam a tarifa externa comum (TEC) do Mercosul. Com a primeira redução, a faixa tinha passado de 0% a 14,4%. Agora, as alíquotas passaram de 0% a 12,8%.

Em novembro do ano passado, o governo reduziu em 10% a tarifa de 87% dos bens e serviços importados até o fim deste ano. Na época, o governo alegou a necessidade de aliviar os efeitos da pandemia de covid-19 e que a medida já havia sido acertada com a Argentina. Segundo o Ministério da Economia, o governo deverá deixar de arrecadar R$ 1 bilhão com as medidas até o fim do ano.

Com Agência Brasil

Medida vale até o fim do ano e pretende conter inflação

Estados do Codesul vão aumentar planejamento integrado de ferrovias e rodovias

Grupo de trabalho vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados

Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste e também entre os portos de Itajaí e Araquari

Os quatro estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) planejam projetos conjuntos para melhorar a infraestrutura da região, com destaque para os modais rodoviários e ferroviários. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; e de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior; e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discutiram o tema nesta segunda-feira (21), em Chapecó (SC), na primeira reunião do ano do bloco.

Eles assinaram a resolução que cria o grupo de trabalho para o planejamento integrado de rodovias e ferrovias do Codesul, que vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados, que estão entre os principais produtores do agronegócio brasileiro. O projeto de maior envergadura nessa área é a Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, e tem nos planos um ramal interligando Cascavel e Chapecó, cidades do Oeste paranaense e catarinense.

Ratinho Junior destacou que o projeto da nova ferrovia, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 30 bilhões, está bastante avançado. A previsão é que as audiências públicas ocorram em abril. A liberação da licença prévia deve sair no final de maio, com a expectativa de que o projeto vá a leilão na Bolsa de Valores ainda neste semestre. “Iniciamos os estudos para a ampliação da ferrovia em 2019, mas a discussão para ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá vem de décadas. O Mato Grosso do Sul depende muito do porto e é também um grande fornecedor de matéria prima para a produção de proteína animal. Paraná e Santa Catarina respondem por 70% da carne de porco e de frango exportada pelo Brasil”, salientou.

Segundo o estudo de viabilidade técnica, a Nova Ferroeste terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos já no primeiro ano de operação plena, tornando-se o segundo maior corredor de exportação de grãos e de proteína animal do País, atrás apenas da malha paulista. “Dentro dos estudos que fizemos, se chegou à possibilidade de construção de um ramal até Chapecó. Os produtores de proteína animal são muito dependentes dos grãos produzidos no Mato Grosso do Sul. Essa conexão vai criar um grande corredor de insumos para o Paraná e Santa Catarina e, no caminho inverso, de fertilizantes para o Mato Grosso do Sul”, relatou o governador.

Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste do Estado e também entre os portos de Itajaí e Araquari. “É uma visão de futuro para Santa Catarina. Com a conexão entre Cascavel e Chapecó, vamos começar a trabalhar com projetos de Chapecó até o Planalto Serrano de Santa Catarina, formando um importante corredor Leste-Oeste”, explicou Carlo Moisés.

“Ao invés de rejeitar qualquer projeto que venha de outro estado, queremos aproveitar a integração que já temos através do Codesul. Os quatro estados são muito parecidos economicamente, e uma integração logística regional trará ganhos de eficiência, além da redução dos custos de transporte da produção e de insumos, principalmente para o Oeste catarinense. São investimentos coordenados, de médio a longo prazo”, destacou o governador de Santa Catarina. Ele também autorizou o lançamento de dois editais de licitação para projetos que criam novas ferrovias em Santa Catarina. Trata-se do Corredor Ferroviário Catarinense, que ligará Chapecó a Correia Pinto e terá 319 quilômetros de extensão, e a nova Ferrovia Interportos, entre Itajaí e Araquari, com 72 quilômetros de comprimento. Segundo o planejamento estratégico para o ano de 2035, Santa Catarina contará com 2,1 mil quilômetros de ferrovias em operação, o que inclui a construção de novos ramais, a recuperação de trechos e a manutenção dos traçados já existentes.

Grande exportador de grãos, o Mato Grosso do Sul não tem saída para o mar e conta com a integração logística com os outros estados para o acesso ao mercado internacional. “Temos um posicionamento muito forte em buscar saídas logísticas, exatamente pela dificuldade de acessar os portos”, explicou Jaime Verruck. “A competitividade do Mato Grosso do Sul passa necessariamente pela redução dos custos de transporte, e o nosso foco é a ferrovia. A Nova Ferroeste vai adentrar justamente na maior região produtora do Estado, 60% do que produzimos está no eixo da ferrovia”, salientou o secretário do Mato Grosso do Sul.”A forma como a malha está sendo concebida, de não adentrar unidades de conservação, áreas indígenas e quilombolas, antecipou muito o cronograma. A ferrovia vai gerar o desenvolvimento integrado de todas as regiões, já que ela também se conecta com a Malha Oeste, promovendo uma integração nacional”, complementou.

Durante o encontro, também foi firmado um termo de cooperação técnica para elaboração do diagnóstico e mapeamento de áreas desmatadas nos quatro estados-membro, por meio do compartilhamento da ferramenta Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento de Santa Catarina (Simad/SC). A ferramenta detecta, registra e gera alertas precisos de desmatamento após cruzamento de diversos bancos de dados e imagens de satélites. O código-fonte do sistema será compartilhado com os demais estados, para a criação de um banco de dados conjunto para observar onde há a supressão ilegal da vegetação. Em contrapartida, os governos estaduais compartilharão estudos, ações, programas e resultados relacionados ao tema. 

“A integração proporcionada pelo Codesul é um importante auxílio no desenvolvimento socioeconômico conjunto dos quatro Estados, e os temas tratados no encontro de hoje confirmam isso. Especialmente a pauta do meio ambiente, com a assinatura deste importante termo de cooperação para que os Estados possam desenvolver ferramentas semelhantes ao Simad, para monitoramento e alerta de desmatamentos”, destacou Ranolfo. No final do evento, o vice-governador convidou os integrantes do conselho para o South Summit, de 4 a 6 de maio, em Porto Alegre. “Um dos maiores eventos mundiais de inovação e tecnologia, que pela primeira vez ocorrerá fora da Europa. Por isso, deixo aqui o convite para que as equipes dos demais estados prestigiem o evento e aprofundem a discussão nesse tema tão importante”, finalizou.

A última reunião do Codesul havia sido em novembro do ano passado em Curitiba, no Paraná. O próximo encontro esta previsto ainda para este semestre. Criado em 1961, o Codesul integrava, primeiramente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, em 1992, passou a contar também com o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo do conselho é buscar alternativas aos desequilíbrios regionais e potencializar questões comuns aos estados-membros, sobretudo em questões essenciais como desenvolvimento econômico e social, além de fomentar a integração dos quatro estados com o Mercosul.

Quer saber mais sobre infraestrutura?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Grupo de trabalho vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados

Confiança do comércio encerra trimestre em queda

Com inflação persistente e guerra na Ucrânia, Icec mantém tendência negativa em março

Os efeitos da inflação persistente e a recente transmissão do aumento dos combustíveis a outros preços são elementos-chave que explicam a evolução da baixa confiança empresarial

A confiança do comerciante recuou 1,3% em março, mantendo a tendência apresentada em fevereiro (-1,2%). Com o resultado, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), encerra o primeiro semestre com queda acumulada de 1,12%. Segundo o levantamento, os efeitos da inflação persistente e a recente transmissão do aumento dos combustíveis a outros preços são elementos-chave que explicam a evolução da baixa confiança empresarial.

A guerra na Ucrânia também é um fator de peso para o resultado. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que o quadro internacional gera um cenário de incertezas. “O conflito deve influenciar, juntamente com comportamento dos valores internos, o crescimento da inflação. Os preços, em geral, devem permanecer em alta, principalmente em virtude da escalada dos combustíveis e das commodities”, destaca Trados.

Todos os índices que compõem o Icec registraram variações negativas, com destaque para condições atuais, que recuou 1,6%, enquanto expectativas e intenção de investimentos apresentaram retrações de 1,2% e 1,1%, respectivamente. O indicador, no entanto, manteve-se na zona de satisfação (acima dos 100 pontos), registrando 118 pontos.

Mais estoques e menos contratações
No índice de intenção de investimentos, apenas um subíndice apresentou variação positiva, o relativo às intenções de investir em estoques, que cresceu 1,2%. O mesmo grupo, no entanto, também registrou a variação negativa mais expressiva entre todos os subíndices, de 3,5% em intenções de investimento em contratação de funcionários.

O economista da CNC responsável pela análise, Antonio Everton, avalia que, apesar de constituir a segunda retração consecutiva e com mais força que no mês anterior (-0,4% em fevereiro), a queda da intenção de contratar funcionários pode indicar ajustes nas empresas. “A variação pode sinalizar uma adequação nos custos operacionais a uma perspectiva de menor faturamento”, revela.

O economista ainda observa que o clima de menor confiança é agravado pela sazonalidade. Todo início de ano, a chegada de impostos aumentados (IPTU e IPVA), novos valores para condomínio e mensalidade escolar pesam nos orçamentos. Além disso, os juros reais por volta de 5% acima da inflação encarecem o custo da tomada do crédito. “São fatos que também afetam a percepção dos empresários do comércio para uma conjuntura relativamente mais difícil”, lembra o economista.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com inflação persistente e guerra na Ucrânia, Icec mantém tendência negativa em março