Archives Julho 2022

Custo da cesta básica aumenta em nove capitais

Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis apresentaram recuo

Segundo o Dieese, São Paulo foi a capital onde a cesta básica teve o maior custo, seguida por Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro

O custo da cesta básica de alimentos aumentou em junho em nove das 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a pesquisa nacional da cesta básica de alimentos. Entre maio e junho, as maiores altas ocorreram no Nordeste, nas cidades de Fortaleza (4,54%), Natal (4,33%) e João Pessoa (3,36%). Oito cidades apresentaram reduções, sendo que as mais expressivas foram registradas no Sul: Porto Alegre (-1,90%), Curitiba (-1,74%) e Florianópolis (-1,51%).

Segundo a pesquisa, São Paulo foi a capital onde a cesta básica teve o maior custo (R$ 777,01), seguida por Florianópolis (R$ 760,41), Porto Alegre (R$ 754,19) e Rio de Janeiro (R$ 733,14). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 549,91), Salvador (R$ 580,82) e João Pessoa (R$ 586,73). Na comparação com junho do ano passado todas as capitais pesquisadas tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 13,34%, em Vitória, e 26,54%, em Recife.

De acordo com a pesquisa, entre os produtos cujo preço aumentou em todas as capitais aparece o leite integral com as maiores altas em Belo Horizonte (23,09%), Porto Alegre (14,67%), Campo Grande (12,95%) e Rio de Janeiro (11,09%). No caso da manteiga, as maiores elevações ocorreram em Campo Grande (5,69%), Belém (5,38%) e Recife (3,23%).

Em 15 das 17 capitais o preço do quilo do pão francês subiu, com os maiores percentuais em Belém (10,29%), Salvador (3,36%) e Natal (3,21%). O preço da farinha de trigo, que é coletada no Centro-Sul, teve seu preço elevado em todas as capitais, com destaque para em Brasília (6,64%) e Vitória (5,49%).

No sentido contrário aparece a batata que apresentou queda de preço em todas as cidades, com as reduções mais expressivas em Campo Grande (-19,60%), Florianópolis (-16,31%) e Belo Horizonte (-14,72%).

Com Agência Brasil

Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis apresentaram recuo

Postos anunciarão preço de combustível válido antes da redução do ICMS

Medida entra em vigor nesta quinta-feira em todo o país

Governo pretende possibilitar ao consumidor comparar o preço atual com o que era cobrado antes de vigorar a lei que não permite às unidades federativas cobrar o ICMS com percentual acima da alíquota de 17% ou 18%

A partir desta quinta-feira (7), os postos de combustíveis de todo país estão obrigados a divulgar, de forma “correta, clara, precisa, ostensiva e legível”, os preços dos combustíveis que eram cobrados, em cada empresa, no dia 22 de junho de 2022, “de modo que os consumidores possam compará-los com os preços praticados no momento da compra”.

A determinação, com vigência até 31 de dezembro de 2022, consta do decreto nº 11.121, publicado no Diário Oficial da União de hoje. Com a medida, o governo pretende possibilitar ao consumidor comparar o preço atual com o que era cobrado antes de vigorar a lei que não permite às unidades federativas cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com percentual acima da alíquota de 17% ou 18%, dependendo da localidade. A lei foi sancionada no dia 24 de junho.

O decreto publicado hoje destaca,ainda, que os donos dos postos deverão informar também, em separado, o valor aproximado relativo ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS); o valor relativo à Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep); e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins; e, ainda, o valor relativo à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (Cide-combustíveis).

Com Agência Brasil

Medida entra em vigor nesta quinta-feira em todo o país

Estimativa de junho aponta safra recorde de 261,4 milhões de toneladas

Safra tem sido marcada por efeitos climáticos adversos

Produção nacional de milho deve bater recorde neste ano

A safra brasileira deve alcançar o recorde de 261,4 milhões toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE. Este valor é 3,2% acima (ou 8,2 milhões de toneladas) da safra obtida em 2021 (253,2 milhões) e 0,6% abaixo da estimativa de maio.

O IBGE ainda mostra que a área a ser colhida é de 72,5 milhões de hectares, alta de 5,8% frente ao resultado de 2021 (ou 4 milhões de hectares). Em comparação à projeção de maio, trata-se de um crescimento de cerca de 209,4 mil hectares (ou 0,3%). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Somados, eles representam 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. A produção do arroz foi estimada em 10,7 milhões de toneladas, com queda de 2,2% na área e diminuição de 8,1% para a produção do arroz em casca

Principal commodity do país, a soja apresentou uma queda de 0,5% em comparação com a estimativa do mês anterior. “Foi uma safra marcada por efeitos climáticos adversos, com registro de forte estiagem durante o desenvolvimento da cultura nos estados do Centro-Sul do país”, explica o gerente da pesquisa, Carlos Barradas. A produção nacional deve atingir 118 milhões de toneladas, queda de 12,6% na comparação com 2021.

Já a estimativa para a produção de milho foi de 111,2 milhões de toneladas. Apesar de ser uma queda de 0,8% em relação à projeção de maio, o número representa um crescimento de 26,7% quando comparado a 2021, ou 23,4 milhões de toneladas a mais. “Após uma forte queda na produção, em 2021, efeitos do atraso do plantio e da falta de chuvas nos principais locais produtores, aguarda-se um ano dentro da normalidade climática, notadamente durante a época de segunda safra, que é a principal e deve responder por 76,8% da produção brasileira”, argumenta Barradas. Com isso, a produção nacional de milho, em 2022, deve ser recorde.

Um dos principais cereais de inverno do país, o trigo tem produção estimada de 8,9 milhões de toneladas, queda de 0,2% em relação ao mês anterior, mas aumento de 13,4% em relação a 2021. O rendimento médio deve alcançar 3.139 quilos por hectare, crescimento de 11,6%. Segundo Barradas, a alta da produção de trigo tem relação com preços do produto, que estão elevados em decorrência do conflito entre Rússia e Ucrânia, dois grandes produtores e exportadores do cereal que, por conta da guerra, enfrentam problemas. “Com isso, a produção nacional aumentou, com a região Sul respondendo por 89,8% da produção tritícola do Brasil em 2022”, explica.

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Safra tem sido marcada por efeitos climáticos adversos

ANV passa a aceitar amostras de vinhos feitos pela chamada colheita de inverno

Alteração vem ao encontro dos anseios da ABE de poder avaliar a representatividade do vinho brasileiro de todas as regiões produtoras

Associação Brasileira de Enologia muda regulamento, que passa a aceitar inscrições de amostras com colheita após junho de 2021 para vinícolas que estão fora da região Sul e que têm nas suas práticas a dupla poda ou poda invertida

Na trajetória de 30 anos da Avaliação Nacional de Vinhos, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) sempre promoveu alterações no regulamento do evento, acompanhando as tendências e transformações do mercado de vinhos. Assim foi quando criaram as categorias do vinho rosé e do tinto seco jovem, por exemplo. Assim tem sido sempre que os enólogos percebem alguma alteração ou até mesmo novidade. E assim, a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo vem marcando a evolução do vinho brasileiro ao longo das últimas três décadas.

Depois de dois anos desafiada a se reinventar diante de uma pandemia global, a ANV retoma seu evento presencial sem abandonar os revolucionários kits, ou seja, centenas de apreciadores voltarão a se reunir em torno da representatividade da safra, enquanto milhares de pessoas assistirão pelo Youtube, degustando em casa as 16 amostras. Mas os desafios não se apresentam apenas ao público, mas também aos produtores. E é por isso, levando em consideração o surgimento de novas regiões produtoras e sabendo que cada uma apresenta características particulares com colheitas mais tardias, é que a ABE alterou o regulamento.

A grande mudança está na categoria dos vinhos tintos, que era dividida em dois grupos: o dos varietais e o de corte. Agora, cada uma passa a ter dois subgrupos: o dos vinhos de colheita 2022 e o dos vinhos de colheita 2021, desde que a partir de junho do mesmo ano. Ou seja, são vinhos elaborados com uvas de regiões tropicais ou obtidas através do sistema de dupla poda. A partir de agora, vinícolas que estão localizadas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, onde foi adotado a colheita de inverno ou dupla poda, poderão inscrever amostras da vindima de 2021.

O presidente da ABE, enólogo André Gasperin, explica que a alteração vem ao encontro dos anseios da entidade de poder avaliar a representatividade do vinho brasileiro de todas as regiões produtoras. “A Avaliação se tornou o verdadeiro termômetro da produção nacional, servindo, inclusive, de ferramenta para novos investimentos, apontando tendências, mostrando resultados. E nós, enólogos do Brasil, temos o dever de acompanhar tudo isso e se adaptar ao mercado, que muda constantemente. Discutimos cada situação nos mínimos detalhes do ponto de vista técnico e entendemos que diante deste novo formato vinícolas de todo o país podem participar desta que é a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo. O Brasil vitivinícola ampliou suas fronteiras e toda essa representatividade precisa estar na ANV”, destaca.

Alteração vem ao encontro dos anseios da ABE de poder avaliar a representatividade do vinho brasileiro de todas as regiões produtoras

Curitiba sediará laboratório de segurança cibernética para empresas brasileiras de energia

O ECL vai ser implantado no Lactec, centro de pesquisa que fica no complexo da Fiep

Rodrigo Riella, do Lactec, anunciou a criação do ECL, em parceria com a TI Safe, para atender as empresas brasileiras de energia

Um laboratório especializado em preparar as empresas do setor de energia para enfrentar ataques cibernéticos – o Energy Security Lab (ECL) – será implantado em Curitiba nos próximos meses. O projeto é uma parceria entre o Lactec e a TI Safe, que venceram em fevereiro deste ano o desafio da Energy Future de melhores ideias para a área. Os detalhes de como vai funcionar o ECL – que já está na fase de captação de empresas parceiras – foram apresentados nesta quinta-feira (30) no encerramento da CLASS 2022 (4ª Conferência Latino-Americana de Segurança em SCADA), na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Segundo Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe e organizador do evento, o laboratório terá um custo de R$ 8 milhões e ficará nas dependências do Lactec, um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil, abrigado no complexo da Fiep. Rodrigo Jardim Riella, do Lactec, e Claudio Hermeling, da TI Safe, fizeram a palestra de apresentação do ECL, que já deve entrar em operação a tempo de auxiliar as companhias do setor a se adaptar às novas normativas do setor elétrico. A Rotina Operacional RO-CB.BR.01, do Operador Nacional do Sistema (ONS) entra em vigor em duas etapas, a primeira delas já em janeiro do ano que vem. A segunda, nove meses depois, em outubro de 2023.

Essa rotina operacional estabelece novos controles mínimos para a área de segurança cibernética das empresas do setor elétrico. O Brasil tem hoje mais de 750 companhias nesse segmento. Para muitos desses controles, o novo laboratório exercerá um papel fundamental, conforme a apresentação do projeto no evento. No local, as empresas poderão fazer homologações de equipamentos e tecnologias, simulações de possíveis ataques e defesas e inclusive funcionar como espaço seguro para backups dos sistemas de automação dos parceiros. Outra área importante de atuação será na realização de treinamentos de pessoal para a área de cibersegurança industrial.

O laboratório vai funcionar com preferência para os associados, mas também deve trabalhar sob demanda de empresas que não tenham aderido ao grupo nesse primeiro momento. Os aportes de cada empresa vão variar de acordo com a futura utilização do laboratório e o fornecimento de serviços que a empresa demandar.

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O ECL vai ser implantado no Lactec, centro de pesquisa que fica no complexo da Fiep

Recuperação judicial da Artecola é encerrada

Justiça decretou o encerramento da etapa que auxiliou a reorganizar a empresa e tornou viável a retomada do crescimento

Desde fevereiro de 2018, do total de empresas que tiveram recuperação judicial decretada no Brasil, apenas 21% conseguiram evitar a falência

A recuperação judicial da Artecola está encerrada. A Justiça decretou o encerramento do processo na quarta-feira (29), depois de quase quatro anos e meio de tramitação. “Esta é mais uma importante etapa concluída. Sempre acreditamos na solidez e viabilidade do negócio químico, e na perpetuação da empresa. Tivemos a confiança de colaboradores, clientes, fornecedores e da comunidade para nos reorganizarmos e nos renovarmos, além de promover um grande aprendizado neste processo. A todos os nossos apoiadores, só temos a agradecer”, afirma Eduardo Kunst, presidente executivo da empresa sediada em Campo Bom (RS), em nota.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado em fevereiro de 2018. A decisão foi consequência da grave crise que se iniciou a partir de contratos com o governo federal assinados por uma das empresas que integrava a holding FXK Participações, da qual a Artecola faz parte. O não cumprimento do contrato pela contratante se refletiu na Artecola, que era fiadora e passou a ser acionada por credores. A situação desestruturou o planejamento financeiro da operação.

A aprovação do plano de recuperação ocorreu em outubro de 2019, com prazo de até 15 anos para saldar os pagamentos devidos. “Como previsto em lei, solicitamos o encerramento após 24 meses de cumprimento do plano, observando plenamente todos os procedimentos legais e formais para encerramento da recuperação judicial. A Artecola tem cumprido integralmente os compromissos assumidos e seguirá honrando o que está pactuado”, enfatiza Kunst. Desde fevereiro de 2018, do total de empresas que tiveram recuperação judicial decretada no Brasil, apenas 21% conseguiram evitar a falência, de acordo com a Serasa Experian.

Justiça decretou o encerramento da etapa que auxiliou a reorganizar a empresa e tornou viável a retomada do crescimento

Renault anuncia investimento de R$ 2 bilhões no Paraná

Recursos serão usados para a instalação de uma nova plataforma, a CMF-B, e a produção de um SUV e de um motor 1.0 turbo

Com a modernização da planta, a montadora instalada em 1996 em São José dos Pinhais garante presença por, pelo menos, mais uma década no Paraná

A Renault do Brasil vai investir R$ 2 bilhões em sua fábrica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Na quinta-feira (30), o governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu, no Palácio Iguaçu, o vice-presidente executivo de produção do Grupo Renault, José Vicente de Los Mozos, e executivos da multinacional que confirmaram a instalação de uma nova plataforma, a CMF-B, e a produção de um SUV e de um motor 1.0 turbo, que tinham sido anunciados em março.

Com a modernização da planta, a montadora instalada em 1996 em São José dos Pinhais garante presença por, pelo menos, mais uma década no Paraná. “O Paraná é a nossa casa no Brasil. Investimos continuamente desde 1996, quando iniciamos a construção da nova fábrica”, afirmou Los Mozos.

O anúncio de R$ 2 bilhões vem após o último ciclo de investimento de R$ 1,1 bilhão, iniciados em março de 2021, feito na fábrica paranaense. Naquele momento, a modernização era destinada ao lançamento dos veículos Zoe E-Tech 100% elétrico e do novo Captur. Também incluía a linha 2023 dos modelos Kwid, Master, Duster e Oroch, além da pré-venda do Kwid E-Tech 100% elétrico, com entrega prevista para agosto deste ano.

O presidente da Renault América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, explicou que os veículos fabricados no Paraná atendem o mercado brasileiro e também são exportados para outros países da América Latina e para a África do Sul. “São José dos Pinhais é o coração da Renault na América Latina. A empresa tem uma estratégia muito clara e definida para seu desenvolvimento e um plano ambicioso de crescimento que passam por aqui”, ressaltou.

A plataforma CMF-B permite a chegada de novos produtos no futuro, além da eventual produção de modelos híbridos e elétricos. “Estamos trazendo para o Brasil o que há de mais moderno dentro do grupo Renault. É uma plataforma moderna que permite uma eletrificação no futuro, com a introdução de motores híbridos”, acrescentou Predrucci.

Recursos serão usados para a instalação de uma nova plataforma, a CMF-B, e a produção de um SUV e de um motor 1.0 turbo

A arte de projetar grandes ideias de concreto

Do emblemático gigante da Beira-Rio ao Bloco 16 do Hospital Moinhos de Vento, a Tedesco prova que é possível inovar mesmo em um mercado conservador como a construção civil

O Bloco 16 do Hospital Moinhos de Vento é uma das obras que concretizam a nova – e alvissareira – fase da Tedesco que está às portas de completar 75 anos

Já reconhecida por grandes obras, como o estádio do Beira-Rio, inaugurado em abril de 1969, a Construtora Tedesco iniciou sua trajetória no setor de saúde há pelo menos cinco anos. Além de ser uma importante cadeia econômica, a área também tem auxiliado a companhia gaúcha a inovar constantemente. Fazem parte da lista de projetos o laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento do Instituto do Cérebro (INSCER) da PUCRS, a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Nora Teixeira, o Hospital Santa Ana e o Hospital Moinhos de Vento com diversas obras para a instituição como o Bloco 16, a ampliação do Bloco C e a nova emergência. A lista fica ainda maior com as obras em solo catarinense, como o Hospital São José, em Criciúma; a Unimed de Concórdia e a Federação Unimed Joinville.

Diferentemente das obras imobiliárias tradicionais, as edificações hospitalares apresentam necessidades diferentes. Uma delas, por exemplo, é o pacote de instalações – termo usado para definir determinadas áreas que consigam sofrer readaptações, como ter metragem suficiente para troca futura de um equipamento que esteja obsoleto. Enquanto uma obra comum tem, no máximo, até 20% dessas instalações, as hospitalares atingem um índice de 50%. Outra providência é prever rotas logísticas para chegada desses aparelhos ou mesmo ter carga elétrica suficiente que suporte a demanda. Cuidados com a acústica e com a temperatura do local são outros cuidados a serem observados.

As instalações voltadas à saúde também têm buscado selos como o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), certificação que busca acelerar a adoção de práticas de construção sustentável. Esse sistema de avaliação promove uma abordagem ao edifício por inteiro, desde a concepção do projeto até a construção final e a manutenção do mesmo. Os projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde devem seguir a RDC 50, resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa,) que dispõe sobre o regulamento técnico para o planejamento, a programação, a elaboração e a avaliação dessas construções. “Como essas instalações atendem pessoas, o projeto tem de ser muito versátil, pois rapidamente surgem novas tecnologias e a adaptação tem de ser feita na mesma velocidade”, ensina Pedro Tedesco, presidente da construtora que leva seu sobrenome.

O Bloco 16 do Hospital Moinhos de Vento é uma das obras que concretizam a nova – e alvissareira – fase da Tedesco que está às portas de completar 75 anos. A empresa executou o projeto de expansão do hospital, com um anexo ao complexo hospitalar já existente, no prazo de quase dois anos. A ampliação foi composta por três pavimentos de leitos hospitalares, um destinado a transplantes de medula óssea, outro para uma nova CTI e o terceiro para suporte operacional. Um ponto a ser destacado é a utilização de fachadas ventiladas, que proporcionou o conforto térmico e racionalização de climatização. A complexidade na execução foi desafiadora pela existência de outros prédios e a compatibilização com os demais sistemas de fachadas. Basicamente, a fachada ventilada é um sistema de revestimento dos fechamentos do edifício que deixa uma câmara ventilada entre o revestimento e o isolamento, eliminando as indesejáveis pontes térmicas, assim como os problemas de condensação. A nova tecnologia de execução foi concluída com excelência, por meio de estudos e planejamento.

Na construção também foram utilizadas algumas ferramentas de inovação, como o uso de QRCode para acesso aos projetos, o check list por aplicativo para controle de diversos processos e uma RPA (Robotic Process Automation). A Tedesco, fundada em 1948 por Ruy, avô de Pedro, integra o grupo alemão HTB desde 2012. A união propiciou que a Tedesco investisse em tecnologias e sistemas de engenharia de ponta. “O grande desafio desta época que há tanta tecnologia à disposição é se manter próximo dos clientes. Temos feito isso frequentemente, iniciativa que nos dá agilidade para antecipar demandas do mercado. Relacionamento é um ponto muito importante que faz parte da mudança pela qual temos passado”, confidencia Tedesco.

Do emblemático gigante da Beira-Rio ao Bloco 16 do Hospital Moinhos de Vento, a Tedesco prova que é possível inovar mesmo em um mercado conservador como a construção civil

Fornecimento de milho é desafio para a competitividade da agroindústria de SC

Aumento do consumo pelo Paraná é uma das dificuldades que surgem para a fabricação de ração animal para o plantel catarinense de suínos e aves

Santa Catarina tem déficit anual de 6 milhões de toneladas de milho

Alternativas de transporte ferroviário de grãos para o Oeste catarinense são vitais para a sobrevivência da agroindústria, o carro-chefe da economia daquela região. O tema foi discutido na reunião híbrida da Câmara de Desenvolvimento da Agroindústria da Fiesc. De um lado, como destacou o pesquisador da Epagri/Cepa, Aroldo Elias, o déficit de milho no estado, de cerca de 6 milhões de toneladas, deve se manter ou se elevar, dado o aumento de consumo e a estagnação da produção. De outro, como alertou o diretor de logística de grãos da Seara Alimentos, Arene Trevisan, estados tradicionalmente fornecedores, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, passam a ter outras opções de mercado para a venda, incluindo a facilidade logística para exportações, produção de etanol e ampliação do consumo interno.

De acordo com Elias, em 2022, a oferta de milho em Santa Catarina deve chegar a 2,2 milhões de toneladas, o menor volume dos últimos seis anos, período em que a produção alcançou picos de 3,5 milhões de toneladas (2019) ou de 3,4 milhões de toneladas (2017). Por outro lado, segundo o pesquisador, o consumo do grão vem mantendo um crescimento contínuo, que desde 2019 supera 7,2 milhões de toneladas e deverá totalizar 7,8 milhões de toneladas este ano. Desta forma, também há um crescimento constante do déficit, que se elevou de 3,3 (2017) para as estimadas 5,6 milhões de toneladas de 2022.

“Santa Catarina continua sendo um dos principais produtores de proteína animal do Brasil. Resta saber se, ou até quando, as vantagens competitivas que o estado possui serão suficientes para superar as dificuldades decorrentes do crescente déficit de milho na região Sul”, observou o pesquisador. Ele constata uma tendência de elevação do preço do grão e de aumentos no valor dos fretes, crescimento consistente da demanda interna do Paraná e o direcionamento da produção do Mato Grosso para o Arco Norte do país.

“Até 2016, Santa Catarina se beneficiava da falta de alternativas de transporte do milho do Mato Grosso para outras regiões do país”, afirmou Trevisan. “Hoje, se olharmos os corredores de escoamento, observamos que todos vão para os portos. Nada vem para abastecer o mercado interno”, afirma o executivo. O quadro mudou com a implantação de corredores ferroviários para portos do Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil.

Entre 2010 e 2022, as cargas de grãos do Mato Grosso destinadas à exportação pela região Norte saltaram de 2 milhões para 44 milhões de toneladas, as enviadas ao exterior via Porto de Santos aumentaram de 5 milhões para 49 milhões de toneladas e, pelo Porto de Vitória, passaram de 3 milhões para 15 milhões de toneladas. As exportações pelos portos do Sul do Brasil (14 milhões de toneladas em 2010) devem chegar a 58 milhões de toneladas neste ano.

Conforme Trevisan, a produção de etanol também vem competindo com a região Sul pelo consumo do milho. Na safra 2018-2019, foram destinadas 2 milhões de toneladas do grão para as usinas de álcool, volume que deve superar 14,5 milhões de toneladas este ano. O Paraná se tornará deficitário em relação ao milho, criando uma grande região onde o consumo será maior do que a produção, de São Paulo ao Rio Grande do Sul. Para o executivo, a competitividade da agroindústria catarinense dependerá muito de projetos de infraestrutura logística mais eficientes, melhoria das condições das rodovias existentes, remoção de entraves operacionais para a importação de milho na fronteira seca e incentivo à produção de grãos alternativos de inverno.

O presidente da Associação Empresarial de Chapecó, Lenoir Broch, destacou que as dificuldades enfrentadas pela região para o suprimento de grãos, em especial do milho, para a agroindústria motivou o apoio à construção de uma ligação ferroviária entre Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá (PR), com ramais para Cascavel (PR) e Chapecó (SC). Conforme informou, no dia 21 de junho foi lançada a consulta pública e nos próximos dias será lançado o edital de leilão da obra, cujo custo está estimado em R$ 35 bilhões. Há expectativa da participação de investidores do Japão, China ou Arábia Saudita. “Temos de lutar pela ampliação da BR 282, inclusive com sua privatização, para que possamos continuar exportando carnes pelos portos catarinenses”, acrescentou. Segundo ele, mais de meio milhão de catarinenses têm renda familiar associada direta ou indiretamente à agroindústria.

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Aumento do consumo pelo Paraná é uma das dificuldades que surgem para a fabricação de ração animal para o plantel catarinense de suínos e aves

Indústria mostra recuperação em maio

O número de horas trabalhadas e o faturamento apresentaram avanços após queda em abril

Emprego sinalizou estabilidade depois de três meses consecutivos de queda

Os indicadores industriais, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontam um movimento de recuperação parcial da indústria em maio deste ano, depois do fraco desempenho de abril. O faturamento real da indústria de transformação registrou o maior patamar no ano de 2022 ao subir 1,8% em relação a abril.

As horas trabalhadas na produção cresceram 1,6% em maio, na comparação com o mês anterior. Após queda em abril, o índice de horas trabalhadas na produção apresentou avanço moderado, mas não recuperou o nível registrado entre fevereiro e março de 2022. Em comparação a maio de 2021, há crescimento de 4,2%. O emprego industrial registra avanço de 0,1% no período e interrompe uma sequência de três meses de queda. Em relação a maio de 2021, registra-se alta de 1,5%. “O resultado de maio é importante pois reverte, ainda que parcialmente, o resultado mais negativo de abril. E a retomada da trajetória positiva do mercado de trabalho é muito importante”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

A massa salarial real da indústria de transformação registrou crescimento de 1,3%. Esse é o segundo mês consecutivo de alta e reforça a trajetória de alta iniciada em novembro de 2021. Na comparação com maio de 2021, o avanço foi de 5%. O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria subiu 1,3% em relação a abril e retoma a tendência de alta iniciada em novembro de 2021. Em relação ao resultado de maio de 2021, houve crescimento de 3,5%.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou em 0,1 ponto percentual em maio. Com isso a série retorna ao patamar alcançado em janeiro de 2022. A evolução recente da UCI consolida um cenário de estabilidade para os primeiros cinco meses de 2022. Em comparação com maio de 2021, o indicador apresentou recuo de 0,5 ponto percentual.

O número de horas trabalhadas e o faturamento apresentaram avanços após queda em abril

Volvo anuncia investimento de R$ 881 milhões no Paraná

Recursos serão voltados principalmente para pesquisa e desenvolvimento

A planta da empresa no Paraná fabrica caminhões, ônibus e motores

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o diretor de assuntos corporativos da Volvo, Alexandre Parker, anunciaram nesta quinta-feira (30), no Palácio Iguaçu, um investimento de R$ 881 milhões da empresa na planta em Curitiba, na Cidade Industrial. É parte de um ciclo de aportes que alcançará R$ 1,5 bilhão no Brasil no período de 2022-2025.

Segundo o Grupo Volvo América Latina, esses recursos serão voltados principalmente para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços, além da modernização da planta, de olho em automação e Indústria 4.0. A empresa tem um centro de pesquisa em Curitiba e está trabalhando no mercado automobilístico do futuro, de olho em eletromobilidade e descarbonização.

Segundo Parker, o Paraná representa competitividade para a Volvo no mercado global. “Investir no Paraná é natural para a Volvo. Somos grandes parceiros. Essa fábrica continuará se desenvolvendo porque grande parte desses investimentos são no nosso Centro de Desenvolvimento e Engenharia. Vamos pensar descarbonização e no mercado do futuro”, disse.

A planta da empresa no Paraná fabrica caminhões, ônibus e motores. As vendas ocorrem dentro da América Latina e em todo o mundo.

Recursos serão voltados principalmente para pesquisa e desenvolvimento

Cinco passos para proteger sua empresa de ataques cibernéticos

Marty Edwards, diretor do Departamento de Segurança Interna dos EUA, afirma em Curitiba que ataques ransomware são a pior ameaça no cenário mundial

Marty Edwards falou sobre cenário de risco durante a 4ª CLASS, em Curitiba

Os ataques cibernéticos do tipo ransomware – em que dados são roubados e liberados em troca do pagamento de um resgate – representam atualmente a pior ameaça para empresas e governos. Por gerar alto retorno financeiro para os criminosos, esse tipo de invasão está se multiplicando e colocando em risco companhias e instituições do mundo inteiro. No Brasil, um estudo recente da Forrester Consulting encomendado pela Tenable revelou que o ransomware foi a causa número um dos ataques cibernéticos com impacto nas empresas com 51% e que 38% de todos os ataques cibernéticos com impacto nas empresas no país envolviam tecnologia operacional.

“É um tipo de ameaça que não pode ser subestimada, já que por trás destes ataques não há gangues de rua, mas verdadeiras organizações criminosas. Infelizmente, hoje em dia, uma empresa ser vítima de um ataque ransomware não é questão de se, mas de quando”, alerta o canadense Marty Edwards, vice-presidente de segurança de tecnologia operacional da Tenable, empresa global especializada em cibersegurança.

Para reduzir a exposição a riscos de ataques cibernéticos, o especialista apresentou uma cartilha com cinco soluções para as empresas (veja abaixo), durante a 4ª Conferência Latino-Americana de Segurança em SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition). A CLASS, promovida pela empresa brasileira de cibersegurança TI Safe e realizada de 28 a 30 de junho, em Curitiba, traz soluções de governança para sistemas de controle industrial, arquiteturas seguras, criptografia, controle de acesso e defesa em profundidade, dentre outros.

Dupla extorsão
Nos últimos anos, ataques bem-sucedidos geraram prejuízos milionários para muitas empresas, entre elas multinacionais como JBS e Maersk. O modus operandi é simples: após invadir as redes industriais e sequestrar informações valiosas, os criminosos exigem das companhias o pagamento de altos valores em criptomoedas (ativo que não é rastreável) em troca da devolução dos dados roubados.

De acordo com Edwards, o crime representa uma dupla extorsão porque, mesmo após o pagamento do resgate, a empresa não tem nenhuma garantia de recuperar os dados, que inclusive podem ser expostos na internet pelos criminosos. “Esses roubos podem matar a sua companhia do ponto de vista financeiro e, de fato, muitas vão à falência. Não defendo o pagamento do resgate, mas entendo que há decisões difíceis que só o alto escalão da empresa pode tomar”, afirma o especialista.

A defesa cibernética é, em primeiro lugar, responsabilidade das empresas. Mas, é essencial que elas busquem a colaboração de governos e autoridades para investigar o crime, tentar desmantelar a organização criminosa e – embora seja uma tarefa difícil – recuperar o dinheiro, frisa Edwards.

Cinco passos para melhorar a cibersegurança na sua empresa
Apesar de as empresas brasileiras terem sido poupadas até agora de ataques em larga escala, como os que ocorreram em outros países, o especialista alerta que os criminosos estão na constante busca por novos alvos e que nenhuma nação deve achar que está imune. “O que eu vejo é que as empresas estão prestando cada vez mais atenção em melhorar a segurança, inclusive no Brasil”, diz o especialista. Veja, a seguir, as recomendações de Edwards.

1) Faça backups constantes de todos os dados da empresa: hardware, software, firmware, configurações etc;

2) Estabeleça um plano de recuperação e realize testes recorrentes de restauração de dados:de nada adianta ter backup se a empresa não tem um procedimento de como restaurá-lo e pessoas treinadas para esta tarefa;

3) Crie um plano de gestão de crise: se um ataque cibernético for levado a cabo com sucesso, como vai ser comunicado aos funcionários da empresa, aos acionistas e à imprensa? Deixe esse plano estruturado e pronto para ser colocado em prática rapidamente;

4) Faça um inventário dos dispositivos da empresa e implemente uma gestão dos devices: o que eu tenho, como eles estão conectados e como funciona o fluxo de comunicação entre eles. Após isso, é possível traçar prioridades e definir quais sistemas devem ser religados em caso de ataque;

5) Monitore a saúde do seu ambiente cibernético: crie alertas para cada ameaça ou mudanças nas configurações do sistema que fogem do padrão.

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Marty Edwards, diretor do Departamento de Segurança Interna dos EUA, afirma em Curitiba que ataques ransomware são a pior ameaça no cenário mundial

PipeRun lança solução para ajudar empresas a estruturar gestão de vendas

CS Consulting é resultado de pesquisa que apresentou uma série de dificuldades das companhias de todo o país

Cezar Gehm, Osvaldo Gehm e Fausto Reichert, da PipeRun: lançamento é mais uma resposta a uma necessidade concreta apresentada pelos clientes

A cada mês, a equipe da PipeRun faz contatos com duas mil empresas de todo o país. As pesquisas executadas na qualificação ou prospecção de leads ou nos atendimentos e avaliações com clientes resultam em uma lista detalhada de necessidades. O levantamento traz diversas conclusões sobre o cenário de negócios no Brasil, sendo que uma das principais delas é a dificuldade crescente quanto à geração de demanda e gestão de vendas. Com base nesse diagnóstico, a salestech lançou um novo serviço: o CS Consulting, composto pelo uso intensivo dos relatórios de gestão da plataforma e contando com integração do Power BI.

A tabulação dos dados evidenciou a complexidade enfrentada pelas companhias brasileiras. Esse panorama é consequência direta do contínuo aumento de custos, canais, redes, formatos de anúncios (ADS) e produção dos conteúdos para SEO. A pesquisa revela que aproximadamente 36% das companhias carecem de leads para atuar no formato inside sales (atendimento remoto) e no uso intensivo das ligações de prospecção ativa — conhecidas como cold call —, além da prospecção via redes sociais, como o LinkedIn.

“Com a nossa visão e o acompanhamento próximo dos clientes, a cocriação dos produtos e serviços com eles se torna fundamental. Esse lançamento é mais uma resposta a uma necessidade concreta apresentada pelos clientes. Com isso, reforçamos nosso propósito de ajudar o Brasil a crescer e nosso compromisso com a aceleração de vendas dos nossos clientes”, afirma o CEO Cezar Gehm.

O CRO Fausto Reichert destaca que a rede da PipeRun reúne mais de 400 parceiros, sendo majoritariamente formada por agências de marketing digital e consultorias de vendas. “Nossos parceiros atuam diretamente nessa necessidade de geração de leads e serviços de marketing e vendas. E, assim, nossa rede se torna parte de uma plataforma completa dentro de um ecossistema digital”, ressalta.

Educação e formação de equipes
Os executivos apontam que a alta complexidade técnica dos canais de aquisição na geração de demanda exige ciclos de treinamento e formação. Porém, eles não suprem a necessidade de profissionais para preenchimento de todas as vagas abertas nas empresas, frente à velocidade crescente da tecnologia. Em razão disso, muitos clientes e leads são direcionados para atendimento pela rede de parceiros da PipeRun, onde os serviços e as equipes dos parceiros complementam a oferta principal.

A pesquisa realizada pela plataforma também mostrou que mais de 54% dos negócios buscam apoio para melhorar seus resultados, experiências e manutenção da carteira de clientes. Atenta a esse contexto, a PipeRun criou há alguns anos sua Academy, com cursos do CRM e a ampliação de seus conteúdos produzidos via webinários, vídeos e textos na central de ajuda e no blog de marketing e vendas. Há ainda serviços exclusivos aos clientes e restritos ao uso do CRM.

“Começamos a realizar eventos no formato masterclass com nosso time de vendas e customer success juntamente com nossos clientes. Nesses encontros, debatemos sobre seus métodos, resultados, trocamos experiências e alinhamos a cooperação diante de cada necessidade. O CS Consulting, que é um serviço recorrente, complementa e fortalece a oferta principal, servindo de apoio no uso do CRM. E, também, reduzirá o impacto da dificuldade financeira e da cultura do ‘faça você mesmo”’, complementa o CTO Osvaldo Gehm.

A PipeRun projeta que, neste semestre, ao menos 100 empresas façam a adesão ao novo serviço, garantindo qualidade e longevidade ao projeto, e que esse item possa gerar demandas para toda a rede de parceiros.

Saiba mais sobre o CS Consulting
Visando um ciclo completo de monitoramento durante as agendas com o time de customer success da PipeRun, serão avaliados os seguintes itens:

Vendas realizadas;Forecast de vendas;Metas de vendas;Lead time de vendas;Ticket médio.

As agendas técnicas serão mensais. E, para atingir os objetivos táticos, também será analisado um conjunto de fatores, dentre os quais:

Relatório de pipeline e visão de listas;Balanceamento de oportunidades;OPs com as datas previstas de fechamento;SLA obrigatório de etapas dos funis;Motivos de perdas dos funis;Canais de origem da aquisição;Segmentos atendidos;Taxas de processamento semanal;Taxas de conversão por funil e etapas.

CS Consulting é resultado de pesquisa que apresentou uma série de dificuldades das companhias de todo o país

Vendas de veículos novos crescem 0,2% no país

Em junho, foram comercializadas 133.578 unidades

Até junho, vendas somam 683.173 unidades, 15% a menos do que o registrado no mesmo período do ano passado

As vendas de veículos automotores novos tiveram alta de 0,2% em junho na comparação com junho de 2021. Foram comercializados 133.578 veículos, ante 133.298 em junho do ano passado. Em comparação a maio último, houve queda de 4,2%. No acumulado do ano (de janeiro a junho), as vendas somam 683.173 unidades, 15% a menos do que o registrado no mesmo período do ano passado (804.141). Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

As vendas de automóveis e veículos comerciais leves acusaram queda de 12,7% em junho, em comparação com junho do ano passado. Em relação a maio, o recuo foi de 10,1%. No acumulado do ano o declínio atingiu 16,89% em comparação ao mesmo período de 2021. A comercialização de caminhões aumentou em junho com as vendas sendo 5,2% maiores do que em maio. Mas, com relação a junho do ano passado, houve queda de 2,1%. No acumulado do ano, a retração foi de 1,2%.

Já as motocicletas tiveram elevação nas vendas de 13,2% em junho em comparação a junho de 2021. Em relação a maio de 2022, houve queda de 9,3%. No acumulado do ano, a comercialização de motocicletas teve alta de 23%.

Com Agência Brasil

Em junho, foram comercializadas 133.578 unidades

Pequenos negócios geram renda de R$ 420 bilhões por ano

Empresas de menor porte correspondem a 30% do PIB

Segundo o levantamento inédito do Sebrae, os negócios de menor porte injetam R$ 35 bilhões por mês na economia brasileira

Os pequenos negócios geram renda em torno de R$ 420 bilhões por ano, o equivalente a cerca de um terço do PIB brasileiro. A estimativa consta do Atlas dos Pequenos Negócios, lançado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que nesta terça-feira (5) completa 50 anos.

Segundo o levantamento inédito, os negócios de menor porte injetam R$ 35 bilhões por mês na economia brasileira. A pesquisa analisou a participação na economia de microempresas, pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI). De acordo com a publicação, os MEI geram R$ 11 bilhões todos os meses, o que significa R$ 140 bilhões por ano. As micro e pequenas empresas geram mensalmente R$ 23 bilhões, movimentando R$ 280 bilhões por ano.

Atualmente, os negócios de menor porte correspondem a 30% do PIB. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a participação poderá chegar a 40% do PIB, caso o país cresça 3% ao ano nos próximos anos. “Em países desenvolvidos, a participação dos pequenos negócios no PIB fica em torno de 40% a 50%. Se em 10 anos conseguirmos promover esse crescimento, toda a economia sai beneficiada, graças ao poder que as MPE [micro e pequenas empresas] têm de gerar renda e empregos”, avaliou.

A pesquisa constatou que, de 15,3 milhões de donos de pequenos negócios em atividade no Brasil, 11,5 milhões dependem exclusivamente da atividade empresarial para sobreviver. Em relação aos MEI, a proporção chega a 78%, o que equivale a cerca de 6,7 milhões de pessoas. Entre os donos de micro e pequenas empresas, 71% têm no negócio de pequeno porte a principal fonte de renda, o que representa cerca de 4,7 milhões de pessoas.

Crescimento
De 2012 a 2021, o número de trabalhadores por conta própria no Brasil cresceu 26%, passando de 20,5 milhões para 25,9 milhões. No mesmo período, o número de formalizações entre os MEI passou de 2,6 milhões para 11,3 milhões, alta de 323%. Isso significa crescimento mais de 12 vezes maior entre os microempreendedores individuais, comparado com os donos de negócios que não se formalizaram.

Segundo a pesquisa do Sebrae, 28% dos MEI atuavam fora do mercado formal ao adotar o regime especial de pagamento de imposto. Desse total, 13% tinham como ocupação principal o empreendedorismo informal e 15% atuavam como empregados sem carteira assinada. A proporção de informais vem caindo ao longo do tempo. Cerca de 2,5 milhões de pessoas foram retiradas da informalidade (28% de 8,7 milhões de microempreendedores individuais em atividade), por causa do registro do MEI. Em relação às micro e pequenas empresas, 13% dos empreendedores eram informais antes da abertura do negócio. Desse total, 6% exerciam a atividade como empreendedores informais e 7% eram empregados sem carteira assinada.

Regiões e estados
O Atlas dos Pequenos Negócios também revelou peculiaridades entre regiões e estados. O Norte tem uma das maiores proporções de jovens e negros à frente de um negócio. Na região Nordeste, Sergipe é um dos estados com a maior proporção de empreendedores. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem uma das maiores proporções de donos de negócios com ensino superior.

O Sul é a região com a maior proporção de empreendedores que contribuem para a Previdência Social. O Sudeste tem o maior número de pequenos negócios, com três estados – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – concentrando 40% dos donos de empresas de pequeno porte no Brasil.

Em relação aos estados, Rio de Janeiro, Alagoas, Paraíba e Sergipe têm as maiores participações de microempreendedores individuais entre os empreendimentos abertos. Maranhão, Amapá, Paraná e Piauí têm a maior proporção de microempresas na abertura de negócios. Na abertura de empresas de pequeno porte, lideram Mato Grosso, Pará, Amazonas e Amapá.

O estado do Rio de Janeiro, o Distrito Federal e o Sergipe têm as maiores proporções de mulheres entre donos de negócio, com 38%, 37% e 37% do total, respectivamente. A proporção de empreendedores que se classificam como negros (pretos e pardos) chega a 84% do total dos donos de negócios no Amazonas e no Acre. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a proporção de negros chega a apenas 15%.

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Com Agência Brasil

Empresas de menor porte correspondem a 30% do PIB