Archives Julho 2022

China e Brasil em 2047: como estarão?

Do ponto de vista da inovação científica e tecnológica, a China já definiu como quer estar em 2050, em seu plano para o setor

Raras cidades e estados do Brasil mantêm relação institucional efetiva com seus equivalentes chineses, e na área acadêmica e de institutos federais não é muito melhor

Título estranho, questão impertinente: daqui a 25 anos, como estarão a China e o Brasil? Em educação, saúde, alimentação, envelhecimento populacional, infraestrutura, desenvolvimento econômico, desigualdade social, preservação ambiental, desenvolvimento científico, tecnológico e em inovação – aspectos decisivos para se comparar a qualidade de vida nos países.

Essa curiosidade, estilo “de volta para o futuro”, surgiu agora porque dia 6 de julho completou 25 anos a publicação da minha primeira matéria sobre a China, no jornal Diário Catarinense, com a manchete “China dobra volume econômico”, na qual informava que, em 1996, o PIB do país alcançara US$ 2,4 trilhões, e naquele ano a produção de grãos atingira 470 milhões de toneladas e a importação 15 milhões de toneladas. E em outro 6 de julho (de 1988) foi assinado o Cbers, convênio de satélites e foguetes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), bastante produtivo e ainda em vigor.

Essa parceria com a China na área espacial permitiu ao Brasil grandes avanços científicos, tecnológicos, em inovação, preservação ambiental, desenvolvimento agropecuário, e no conhecimento e utilização de recursos naturais, graças às imagens geradas pelos satélites do INPE, colocados em órbitas por foguetes chineses – o mais recente ocorreu em 2019, em Taiyuan, na província de Shanxi.

Nesses 25 anos desde a primeira vez que fui lá, o acelerado desenvolvimento chinês em todas as áreas virou notícia várias vezes por dia, e a China, que até 1997 não aparecia entre os dez países maiores importadores do Brasil (comprava menos de 2% do que era exportado), passou em 2009 a maior comprador de produtos agropecuários e maior parceiro comercial do país.

Mas a análise “qualitativa” do comércio entre os dois países revela que, infelizmente, ainda estamos longe do equilíbrio tecnológico necessário ao desenvolvimento industrial brasileiro.

Caminhando para 50 anos de relações diplomáticas (em 2024), raras cidades e estados do Brasil mantêm relação institucional efetiva com seus equivalentes chineses, e na área acadêmica e de institutos federais não é muito melhor – há pouquíssimos estudantes e professores brasileiros na China e chineses no Brasil, em comparação com os Estados Unidos, por exemplo. Preconceito, burocracia, falta de visão estratégica, solução de continuidade, inoperância… tudo conspira para distanciar cada vez mais o desenvolvimento brasileiro do desenvolvimento chinês.

Quando a China conseguiu que os Estados Unidos acabassem com o bloqueio contra o país, em fevereiro de 1979, ela o fez através de um convênio de cooperação em educação, enviando estudantes para fazer pós-graduação. Desde então, a China enviou mais de três milhões de estudantes para os Estados Unidos, de um total superior a cinco milhões de chineses que foram estudar no exterior. Quase quatro milhões de mestres e doutores voltaram para a China nos últimos 25 anos, muitos com vários anos de trabalho nos países onde estudaram e sabendo duas a três línguas.

O Brasil precisa muito ter mais convênios com a China como o Cbers, em todas as áreas do conhecimento, e buscar com urgência cooperação nas duas áreas identificadas como principais fatores limitantes à competitividade brasileira pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em estudo realizado anualmente desde 2010: acesso e custo do capital e infraestrutura de transportes – ferrovias.

É muito difícil imaginar como estarão os dois países em 2047. Do ponto de vista da inovação científica e tecnológica, a China já definiu como quer estar em 2050, em seu plano para o setor, aprovado em 2015 e em andamento na velocidade conhecida – ou mais, agora com 5G e quetais. Nesse plano, a etapa “Made in China 2025” será um susto e tanto para o mundo. Até 2035, a China terá toda a sua indústria (e o agro) no patamar “4.0”. E com a “Iniciativa Cinturão e Rota” (da qual o Brasil não faz parte), o país atingirá nível de conectividade mundial impensável hoje.

Como sonhar não custa, sigo acreditando que chegarei em 2048 ainda escrevendo, conforme previu em 2010 um simpático monge budista no interior da província de Sichuan.

Do ponto de vista da inovação científica e tecnológica, a China já definiu como quer estar em 2050, em seu plano para o setor

Unicórnio curitibano é uma das 20 empresas mais inovadoras do país

Integrante do Tecnoparque, startup Olist é o terceiro unicórnio da capital paranaense

A Olist oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines online, como Mercado Livre, Americanas.com e Submarino

A Olist, empresa que oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines online, como Mercado Livre, Americanas.com e Submarino, e que no ano passado se tornou unicórnio curitibano, denominação dada às empresas de tecnologia avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão, figurou em uma lista que apontou as 20 empresas mais inovadoras do país. A Olist também é integrante do programa Tecnoparque da prefeitura e Vale do Pinhão, desde 2019.

O estudo é da versão brasileira da Technology Review, plataforma de conteúdo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Esta é a primeira análise de inovação realizada com empresas brasileiras. “A iniciativa tem o objetivo de desenvolver a cultura de tecnologia e inovação do universo corporativo brasileiro. Queremos amadurecer este cenário, destacando as boas iniciativas e apresentando relatórios com possíveis caminhos de melhoria”, afirma André Miceli, CEO da MIT Technology Review e coordenador da pesquisa.

Além da Olist, as outras 19 empresas da lista de acordo com a publicação foram: Ambev; Braskem; C&A; Banco Carrefour; Cisco; Conexa Saúde; G4 Educação; Generali; Hospital Albert Einstein; iFood; Movida; Nestlé; Omnify; Reserva; SAS; Siemens; Tecban; Vibra Energia e Wemobi. As companhias são divulgadas em ordem alfabética e não há um ranking entre elas. Destacaram-se os segmentos de varejo e consumo, que emplacaram cinco empresas e na sequência os setores de tecnologia e telecom, empatado com finanças e seguros, ambos com três companhias.

O CEO e fundador do Olist, Tiago Dalvi, destacou a importância do reconhecimento da empresa. “Receber a medalha do MIT Innovative Workplace é o reconhecimento de toda a inovação que estamos criando no Olist a cada dia e com a missão de empoderar os pequenos e médios varejistas a vender mais está gerando resultados reais. Tudo isso é fruto do trabalho e esforço de um time de experts, locais e remotos em diferentes cantos do país, que conseguem levar nossas soluções para ainda mais gente todos os dias. Estamos muito orgulhosos e ainda mais inspirados e motivados em continuar a transformação que estamos promovendo no e-commerce brasileiro”, comemora.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, afirma que o Olist é uma inspiração para outras empresas da capital. “O unicórnio é um símbolo da força das empresas que geram tecnologia, eficiência, inovação e empregos no Vale do Pinhão”, justifica ela. A presidente da Agência Curitiba lembra ainda que o Olist foi parceiro do município para oferecer soluções que apoiassem, no momento mais crítico da pandemia, as atividades econômicas e permitissem a transformação digital dos negócios. “A prefeitura e o Olist se uniram para ajudar os empresários, feirantes e artesãos a criar uma feira virtual, onde os empreendedores pudessem expor seus produtos e vender diretamente aos clientes”, salienta Cris.

Tecnoparque
Desde 2019, o Olist integra o Tecnoparque, programa de fomento da Prefeitura que oferece redução de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS) a empresas que investem em tecnologia e inovação na capital. A MadeiraMadeira também recebe o benefício do município. O Tecnoparque é vinculado à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

O Tecnoparque foi relançado pelo prefeito Rafael Greca em 2018 e, atualmente, 99 empresas são beneficiadas pelo programa, que geram 15,6 mil empregos e faturam R$ 5,7 bilhões. “O Tecnoparque é uma importante ferramenta de política pública do município para impulsionar o crescimento das empresas, do mercado e do giro da economia”, acrescenta Cris. Além de Olist e MadeiraMadeira também estão vinculadas ao Tecnoparque empresas curitibanas como Positivo, Pelissari, Seccional, Contabilizei, Hi Technologies, Checkmob, Juno, Bcredi e James Delivery.

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Integrante do Tecnoparque, startup Olist é o terceiro unicórnio da capital paranaense

Tecnologia 5G estreia no país

Todas as capitais deverão contar com a tecnologia até 29 de setembro

A tecnologia 5G permitirá a estreia da “internet das coisas”, que aceita a conexão direta entre objetos pela rede mundial de computadores

O sinal de 5G puro (sem interferência de outras frequências) estreia no Brasil nesta quarta-feira (5). A primeira cidade a oferecer o sinal será Brasília, cujo funcionamento foi aprovado na última segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Próxima geração da internet móvel, a tecnologia 5G pura oferece velocidade média de 1 Gigabit (Gbps), dez vezes superior ao sinal 4G, com a possibilidade de chegar a até 20 Gbps. O sinal tem menor latência (atraso) na transmissão dos dados. Um arquivo de 5G pode ser baixado em cerca de 40 segundos nesse sistema.

A tecnologia 5G permitirá a estreia da “internet das coisas”, que aceita a conexão direta entre objetos pela rede mundial de computadores. Essa tecnologia tem potencial para aumentar a produção industrial, por meio da comunicação direta entre máquinas, e possibilitar novidades como cirurgias a distância e transporte em carros sem condutores. A Tim será a primeira operadora a oferecer o sinal 5G puro em Brasília. Em princípio, serão instaladas 100 antenas que atenderão entre 40% e 50% da população do Distrito Federal. Nos próximos dois meses, mais 64 antenas passarão a funcionar, elevando o alcance da tecnologia para 65% da população.

Segundo o conselheiro e vice-presidente da Anatel, Moisés Moreira, as próximas cidades a receber o sinal 5G puro serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, mas as datas ainda não estão previstas. No início de junho, a agência reguladora definiu que, até 29 de setembro, todas as capitais deverão contar com a tecnologia.

Acesso
Para ter acesso à tecnologia 5G, o cliente deve ter um chip e um aparelho que aceite a conexão. O cliente precisa verificar se a operadora oferece o serviço e estar na área de cobertura. O site da Anatel informa a lista de celulares homologados para o sinal 5G puro.

O consumidor precisa ficar atento porque existem celulares fora da lista que mostram o ícone 5G. Nesses casos, porém, o aparelho não opera o sinal 5G puro, mas o 5G no modo Dynamic Spectrum Sharing (DSS) ou non-standalone (NSA), chamado de 5G “impuro” por operar na mesma frequência do 4G, na faixa de 2,3 gigahertz (GHz). Dependendo da interferência, o sinal 5G “impuro” chega a apresentar velocidades inferiores ao 4G.

O 5G puro ocupará na faixa de 3,5 GHz, faixa parcialmente ocupada por antenas parabólicas antigas que operam com sinal analógico na Banda C. As pessoas com esse sinal precisarão comprar uma antena nova e um receptor compatível com a Banda Ku, para onde está sendo transferido o sinal das antenas parabólicas. Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com parabólicas antigas receberão conversores novos, que dispensarão a necessidade de comprar outras antenas.

Segundo a Anatel, Brasília foi escolhida para estrear a tecnologia 5G por ter um número baixo de parabólicas. Conforme os dados mais recentes da agência reguladora, existem cerca de 3,3 mil parabólicas em funcionamento no Distrito Federal. Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia de Covid-19 fez o cronograma atrasar dois meses.

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Com Agência Brasil 

Todas as capitais deverão contar com a tecnologia até 29 de setembro

Preço médio da gasolina cai R$ 0,90 no país em três semanas

Os dados fazem parte do levantamento feito pela ANP

Preços ainda menores ou maiores podem ser encontrados pelo país, em postos que não fizeram parte da pesquisa da ANP

O valor médio da gasolina nas últimas três semanas caiu R$ 0,90 no país, invertendo a tendência de alta que vinha se verificando desde o início do ano. O estado com menor valor médio do litro da gasolina comum, na última semana é o Amapá, a R$ 5,54. Já o estado com maior valor médio é o Piauí, com R$ 7,25.

Os dados fazem parte do levantamento semanal feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicado em sua página na internet. O litro de gasolina mais barato encontrado pela agência, na semana entre 3 e 9 de julho, foi de R$ 5,22, no Amapá, na capital Macapá. O litro de gasolina mais caro no período pesquisado foi de R$ 8,52, no Ceará, na cidade de Crateús.

No estado de São Paulo, o maior valor do litro de gasolina encontrado foi na cidade de Barueri, a 7,99. O preço mais baixo foi na cidade de Matão e na capital São Paulo, a R$ 5,38. No Rio de Janeiro, a gasolina mais cara é vendida nos municípios de Maricá e São Francisco de Itabapoana, a R$ 7,99. Já o litro mais barato é comercializado também em Maricá, a R$ 5,69. As discrepâncias mostram a importância de se pesquisar, pois os preços variam muito em uma mesma cidade.

No Distrito Federal, o preço mínimo da gasolina é de R$ 5,79. O máximo, é de R$ 6,59. Ambos são praticados na capital Brasília. Preços ainda menores ou maiores podem ser encontrados pelo país, em postos que não fizeram parte da pesquisa da ANP.

Com Agência Brasil

Os dados fazem parte do levantamento feito pela ANP

Mercado financeiro prevê inflação de 7,96% neste ano

Boletim Focus projeta PIB de 1,51%

A estimativa para a cotação do dólar ao final do ano apresentou ligeira queda na comparação com a semana passada, caindo de R$ 5,10 para R$ 5,09

O mercado financeiro prevê, para 2022, uma inflação de 7,96%, percentual projetado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. O número está abaixo das projeções apresentadas há uma semana (8,27%) e há quatro semanas (8,89%). O Boletim Focus é uma publicação semanal que reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país.

Com relação ao PIB, o Boletim Focus desta semana aumentou em 0,01 ponto percentual a previsão para 2022, passando do 1,5% projetado há uma semana para 1,51%. Há quatro semanas, o cálculo estava em 1,2%. O mercado financeiro manteve também estável – em 13,75%, igual ao previsto há uma semana – a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, de 2022. Há quatro semanas, a previsão era de 13,25% para o fechamento do ano.

A estimativa para a cotação do dólar ao final do ano apresentou ligeira queda na comparação com a semana passada, caindo de R$ 5,10 para R$ 5,09; e de alta, na comparação com as expectativas apresentadas há quatro semanas, quando a previsão era de que a moeda norte-americana fecharia o ano com uma cotação de R$5,05.

Com Agência Brasil

Boletim Focus projeta PIB de 1,51%

Anfavea projeta crescimento de 4,1% na produção

A nova expectativa é de fechar o ano com 2,3 milhões de unidades

A boa notícia do semestre foi e recuperação das exportações, a despeito da crise na Argentina

Apesar da recuperação no segundo trimestre, os fracos resultados do início do ano impactaram os números do primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2021. No entanto, as exportações cresceram no período, de acordo com o balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com isso, a entidade decidiu rever as perspectivas para o fechamento do ano, com leve crescimento em relação ao ano passado nos indicadores de produção e licenciamento, e com melhora significativa nas exportações.

Em junho, a produção chegou a 203,6 mil unidades, superando a marca de 200 mil pela segunda vez no ano. No acumulado, foram produzidos 1.092 mil veículos, queda de 5% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. No segundo trimestre, houve crescimento de 20% em relação ao primeiro. “A crise global dos semicondutores vem se prolongando mais do que esperávamos em janeiro, em função de novos fatores como a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China causados pela nova onda de Covid, que afetam o fornecimento de insumos e a logística global”, explicou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea.

A falta de oferta teve reflexo direto no recuo dos licenciamentos. Em junho eles totalizaram 178,1 mil unidades, queda de 4,8% em relação a maio e de 2,4% sobre junho de 2021. Descontado o feriado prolongado de Corpus Christi, a média mensal de vendas se manteve em 8,5 mil unidades, mesmo valor de maio. No acumulado do semestre, a redução foi de 14,5%. “Infelizmente esse é um fenômeno global, com números de queda muito semelhantes aos dos principais mercados do planeta”, comentou Leite.

A boa notícia do semestre foi e recuperação das exportações, a despeito da crise na Argentina. Graças ao aumento dos envios a países como Colômbia, Chile, Peru, México e Uruguai, as associadas da Anfavea registraram 246 mil unidades exportadas, sendo 47,3 mil em junho, melhor resultado mensal desde agosto de 2018. O crescimento sobre o primeiro semestre de 2021 chegou a 23%. Em valores exportados, a alta já é de 33,7%, em função dos embarques de automóveis de maior valor agregado.

Levando em conta as restrições de produção e a elevação da inflação e dos juros no Brasil, assim como as restrições ao acesso de crédito (que impactam principalmente as vendas dos veículos de entrada), a associação divulgou novas projeções para o fechamento de 2022, com crescimento em todos os indicadores sobre 2021, mas com menos otimismo que no início do ano. Para a produção, a nova expectativa é de fechar o ano com 2,3 milhões de unidades, alta de 4,1% sobre 2021. Para vendas internas, espera-se chegar a 2,1 milhões de veículos licenciados, crescimento de 1%. Já a expectativa para exportação é de 460 mil unidades embarcadas até o fim do ano, alta de 22,2% na comparação com 2021.

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A nova expectativa é de fechar o ano com 2,3 milhões de unidades

Sinal 5G começará a funcionar em Brasília na quarta-feira

As próximas capitais a terem a tecnologia liberada serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo

Atrasos na produção e na importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia provocaram atrasos no cronograma da implantação da tecnologia nas outras capitais

Brasília será a primeira capital do país a ter a rede 5G em funcionamento na telefonia móvel. Segundo o conselheiro e vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, o sinal será liberado em Brasília nesta quarta-feira (6). Em participação no evento Teletime Inc, em São Paulo, o grupo técnico da Anatel encarregado de avaliar a desocupação da faixa de 3,5 gigahertz (GHz) aprovou a ativação do sinal 5G na capital federal. Segundo Moreira, as próximas capitais a terem a tecnologia liberada serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, sem data prevista por enquanto.

Moreira preside o grupo da Anatel responsável pela liberação das frequências 3,5 GHz, por onde transitará o sinal da telefonia 5G. Atualmente, essa faixa ainda está ocupada por empresas de antena parabólica que operam com a tecnologia Banda C e estão atrasadas com a migração para outra frequência, chamada de Banda Ku.

Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e na importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia de Covid-19 provocaram atrasos no cronograma.

O prazo para o funcionamento do 5G em todas as capitais passou para 29 de setembro. Segundo Moreira, o lançamento da rede 5G em Brasília servirá como teste, com a Anatel e as operadoras instalando filtros anti-interferência.

Com Agência Brasil

As próximas capitais a terem a tecnologia liberada serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo

Banrisul anuncia maior Plano Safra de sua história

Serão R$ 7 bilhões em crédito, crescimento de 35% em relação à oferta da safra anterior

O presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, anunciou o Plano Safra 2022/2023 da instituição

O Banrisul lançou nesta terça-feira (5) o maior Plano Safra de sua história, com disponibilidade de R$ 7 bilhões em crédito, 35% a mais em relação à safra anterior – que também foi recorde, superando os 5,2 bilhões então anunciados para o agronegócio em linhas de crédito rural. A apresentação dos detalhes, durante o AgroShow Banrisul 2022, realizado no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, contou com a participação do secretário da agricultura, pecuária e abastecimento do Rio Grande do Sul, Domingos Lopes; do presidente do banco, Cláudio Coutinho; da diretoria e executivos da instituição.

De acordo com Cláudio Coutinho, a expectativa é beneficiar mais de 50 mil produtores rurais. “O agronegócio é um setor estratégico para a economia do Rio Grande do Sul e sabemos o quanto o Estado impulsiona o PIB do Brasil neste segmento. Por isso, mantemos o nosso compromisso de conectar quem produz, gera emprego e renda às melhores oportunidades de financiamento”, destacou. A gestão do Banrisul tem qualificado agências, com espaços exclusivos para atender o empreendedor rural, já em funcionamento nos municípios gaúchos de Cruz Alta, Santo Ângelo e Passo Fundo.

Do total disponível nesta safra, R$ 6,1 bilhões serão destinados ao custeio, comercialização e industrialização, enquanto R$ 900 milhões ficam direcionados a investimento. “Se somarmos o que foi concedido no Plano Safra 2021/2022 a outras linhas de crédito que beneficiam o agronegócio, nosso resultado anterior chega a R$ 6 bilhões. Foram quase 30 mil produtores beneficiados, sendo 65% pequenos e médios produtores. O crescimento em todas as vertentes só confirma que estamos conectados à realidade do campo. Para essa safra, o AgroInvest Sustentabilidade seguirá sendo tratado como uma das nossas prioridades”, detalhou o diretor de crédito do banco, Osvaldo Lobo Pires.

Do total de R$ 7 bilhões disponibilizados, R$ 1,5 bilhão corresponde ao crédito disponível para pequenos agricultores e R$ 2 bilhões aos médios produtores. Nos demais segmentos, como empresas e cooperativas, a soma é de R$ 3,5 bilhões. Desde a safra anterior, o Banrisul tem se consolidado como um dos bancos que acessam recursos equalizados diretamente junto ao Tesouro Nacional para operar o Plano Safra, disponibilizando mais recursos e assim atendendo um número maior de produtores beneficiados.

“Vamos inaugurar nos próximos meses mais quatro Espaços Agro, em Santana do Livramento, já em agosto, além de Bagé, Ijuí e Carazinho. Temos 500 mil produtores cadastrados e estamos reforçando nossas equipes com mais especialistas. Trabalhamos com limites pré-aprovados, atuamos em parceria com concessionárias e inovamos com o AgroFácil Conecta e o Open Agro, no qual o cliente define quem poderá acessar suas informações financeiras para receber ofertas de crédito personalizadas”, anunciou o diretor comercial do Banrisul, Fernando Postal.

No Seguro Rural, o Banrisul deve ampliar a oferta de seguro agrícola para maior cobertura de áreas de lavouras seguradas no Rio Grande do Sul, a exemplo do que ocorreu na safra 2021/2022. Para isso, o banco pretende investir em inovação e tecnologia para otimizar a contratação e a gestão dos seguros.

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Serão R$ 7 bilhões em crédito, crescimento de 35% em relação à oferta da safra anterior

Poupança tem retirada recorde no primeiro semestre

O volume é o mais alto desde o início da série histórica

O aumento dos juros foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação, provocando a fuga de alguns investidores

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros está batendo recorde de retiradas em 2022. No primeiro semestre, os brasileiros sacaram R$ 50,4 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou o Banco Central (BC). O volume é o mais alto desde o início da série histórica, em 1995. Por causa da greve dos servidores do BC, a divulgação do relatório estava paralisada por quase três meses. Com o fim do movimento, na terça-feira, a apresentação de estatísticas está sendo gradualmente retomada.

Apenas em junho, os brasileiros sacaram R$ 3,7 bilhões a mais do que depositaram na poupança. A retirada líquida, diferença entre saques e depósitos, é a maior registrada para o mês desde 2015. O BC também divulgou os dados de abril e de maio. Em abril, a caderneta registrou retirada líquida de R$ 9,8 bilhões, o maior volume da série histórica. Em maio, a aplicação reagiu e teve captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 3,5 bilhões, o maior valor desde 2020.

Em 2020, a poupança registrou captação líquida recorde de R$ 166,3 bilhões. Contribuiu para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de Covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, que foi depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.

No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Rendimento
Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 13,25% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação, provocando a fuga de alguns investidores. Nos 12 meses terminados em junho, a aplicação rendeu 5,75%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 12,04%.

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Com Agência Brasil

O volume é o mais alto desde o início da série histórica

Inflação chega a 0,67% em junho, impulsionada por alta de alimentos

IPCA acumula alta de 5,49% no ano

Os preços dos alimentos para consumo fora do domicílio subiram 1,26% em junho e influenciaram avanço do IPCA

A inflação chegou a 0,67% em junho, após a variação de 0,47% registrada no mês anterior. A alta foi influenciada principalmente pelo aumento de 0,80% no grupo de alimentação e bebidas, que tem grande peso no índice geral (21,26%). No ano, a inflação acumulada é de 5,49% e, nos últimos 12 meses, de 11,89%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE.

“O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços dos alimentos para consumo fora do domicílio (1,26%), com destaque para a refeição (0,95%) e o lanche (2,21%). Nos últimos meses, esses itens não acompanharam a alta de alimentos nos domicílios, como a cenoura e o tomate, e ficaram estáveis. Assim como outros serviços que tiveram a demanda reprimida na pandemia, há também uma retomada na busca pela refeição fora de casa. Isso é refletido nos preços”, explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

O pesquisador também destaca outro fator que influenciou o resultado do índice em junho: o aumento no plano de saúde (2,99%). “Em maio, a ANS autorizou o reajuste de até 15,5% nos planos individuais, com vigência a partir de maio e o ciclo se encerrando em abril de 2023. No IPCA, houve, em junho, a apropriação das frações mensais de maio e junho, o que impactou bastante esse resultado”, pontua. O plano de saúde foi o maior impacto individual no índice do mês e impulsionou a alta de 1,24% no grupo de saúde e cuidados pessoais.

Em alimentação e bebidas, outros itens que tiveram alta de preço foram o leite longa vida (10,72%) e o feijão-carioca (9,74%). Com isso, os alimentos para consumo no domicílio subiram 0,63%. Mas também houve queda em itens importantes desse grupo, como a cenoura, cujos preços já haviam caído em maio (-24,07%) e continuaram recuando em junho (-23,36%).

“Há dois fatores que influenciam a queda desses alimentos. O primeiro é o componente sazonal: nos três primeiros meses do ano, ainda é verão e há chuva. Isso pode prejudicar a produção e, como consequência, há o aumento dos preços. A partir de abril e maio, o clima começa a ficar seco e isso melhora a produção, a oferta aumenta e os preços caem. Outro ponto é que esses alimentos tiveram um grande aumento de preços nos primeiros meses do ano e, com a base de comparação alta, é normal que eles recuem”, detalha Kislanov, que também destaca a atuação do próprio consumidor na queda do valor dos alimentos, ao substituir um produto por outro. “Nesse caso, o varejista é forçado a diminuir os preços”, completa.

Em transportes, grupo de maior peso no índice geral, a alta foi de 0,57%, uma desaceleração frente ao mês anterior (1,34%). Em junho, o resultado foi impactado pela queda de 1,2% nos combustíveis. Os preços da gasolina, item de maior peso individual no IPCA, caíram 0,72%, enquanto os do etanol recuaram 6,41% e os do óleo diesel subiram 3,82%. Mas a maior variação (11,32%) e o maior impacto positivo do grupo vieram das passagens aéreas, que acumulam alta de 122,4% no ano. “Ainda houve reajustes nas tarifas de ônibus urbano e ônibus intermunicipais em alguns locais, como Salvador e Aracaju”, ressalta Kislanov. Com isso, o ônibus urbano teve alta de 0,72%.

Já em vestuário, que teve a maior variação entre os grupos pesquisados pelo IPCA (1,67%), os destaques foram as roupas masculinas (2,19%) e femininas (2%). Os preços das roupas infantis (1,49%) e dos calçados e acessórios (1,21%) também subiram em junho. “Esse grupo tem registrado alta mês após mês. Uma das explicações é o aumento de preços das matérias-primas, principalmente do algodão. Há também a influência indireta de outros fatores, como a alta dos combustíveis”, diz o pesquisador.

No caso do grupo habitação, a inflação de 0,41% é explicada pelos reajustes da taxa de água e esgoto (2,17%) em algumas regiões do país, como Belém, São Paulo, Campo Grande e Curitiba.Do lado negativo, a energia elétrica recuou 1,07%, após ter tido queda de 7,95% em maio. Desde abril, está em vigor a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional de luz.

O gerente da pesquisa faz um balanço da inflação no primeiro semestre do ano. “No primeiro trimestre do ano, o destaque foi a alta dos produtos alimentícios, como a cenoura. Em março e abril, houve o aumento nos preços da gasolina e também dos produtos farmacêuticos. Nesse segundo trimestre, observamos a redução do patamar do índice geral, que estava acima de 1% e, em maio, foi para 0,47% e em junho, para 0,67%”, avalia Kislanov.

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IPCA acumula alta de 5,49% no ano

Produção industrial do Paraná avança 3,5% em maio

Com esse resultado o estado consegue quase eliminar a perda no mês anterior

Setor de alimentos e de máquinas do Paraná puxa variação positiva da indústria

A produção industrial cresceu em 11 dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em maio, quando o índice nacional avançou 0,3%. As maiores altas ocorreram no Amazonas (6,6%) e no Mato Grosso (4,6%), mas o principal destaque foi o Paraná, com alta de 3,5%. Ceará (3,2%), Goiás (3,2%), Espírito Santo (2,8%), Santa Catarina (1,6%) e Rio Grande do Sul (0,7%) também registraram avanços acima da média nacional (0,3%). O Pará (-13,2%) teve o recuo mais elevado e Rio de Janeiro (-4,1%) e Pernambuco (-2,4%) completaram as taxas negativas.

“Há um espalhamento de resultados positivos em maio. O Paraná é a maior influência positiva sobre o resultado nacional, após recuar 4,1% em abril. Com esse resultado o estado consegue quase eliminar a perda no mês anterior. O setor de alimentos foi o que mais influenciou o resultado do Paraná, seguido de máquinas e equipamentos, outro setor bastante importante na indústria do estado” explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

A segunda maior influência sobre o resultado nacional está na indústria do Amazonas com crescimento de 6,6%, o maior em termos absolutos. Essa alta elimina a perda de 0,1% observada em abril. A terceira maior influência veio de São Paulo, com variação positiva de 0,3%, em linha com o índice nacional. Almeida explica que o crescimento tímido teve como influência positiva os setores de veículos automotores e de máquinas e equipamentos.

“Esse índice não suprime a perda sofrida no mês anterior de 3,6%. Com esse resultado de 0,3% na passagem de abril para maio, São Paulo continua 1,9% abaixo de seu patamar pré-pandemia e 23,4% abaixo em relação ao patamar mais alto da série histórica, em março de 2011”, destaca o analista da pesquisa. “Na ponta negativa, podemos destacar o Pará como principal influência e a maior queda (13,2%), que se dá pelo baixo desempenho do setor extrativo, uma vez que a indústria do Pará é pouco diversificada e o setor concentra a maior parte da atividade industrial do estado”, analisa Almeida.

No acumulado do ano, houve queda em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (-11,9%), Santa Catarina (-6,6%) e Ceará (-6,2%). Já o acumulado dos últimos 12 meses recuou em nove dos 15 dos quinze locais. Amazonas (de 1,5% para -1,8%), Ceará (de -3,7% para -6,5%), Minas Gerais (de 4,7% para 2%), Espírito Santo (de 4% para 1,3%), Santa Catarina (de 0,1% para -2,3%), São Paulo (de -0,8% para -3%), Pará (de -7,6% para -9,3%) e Rio Grande do Sul (de 2,1% para 0,4%) mostraram as principais perdas entre abril e maio de 2022, enquanto Bahia (de -7% para -3,9%) e Mato Grosso (de 8,5% para 10,6%) assinalaram os maiores ganhos entre os dois períodos.

PIM Regional
A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e região Nordeste.

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Com esse resultado o estado consegue quase eliminar a perda no mês anterior

JBS aumenta produção de biodiesel com fábrica no Sul

Com a nova fábrica de Mafra, a capacidade de produção total de biodiesel da JBS salta de 350 milhões para cerca de 720 milhões de litros anuais

Mafra foi escolhida por ter fácil acesso aos modais ferroviários e rodoviário e pela proximidade com a Repar

A JBS Biodiesel investiu R$ 180 milhões na ampliação de suas operações com uma nova fábrica de biodiesel, em Mafra (SC). A companhia vai duplicar a capacidade de produção de biocombustível. A unidade tem uma área total de 76 mil metros quadrados e capacidade de produção de aproximadamente 370 milhões de litros por ano.

Com a nova fábrica em operação, a capacidade de produção total de biodiesel da JBS salta de 350 milhões para cerca de 720 milhões de litros anuais. Mafra foi escolhida por ter fácil acesso aos modais ferroviários e rodoviários, pela proximidade com a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), uma das principais unidades de mistura e distribuição de diesel do país, e acesso rápido ao porto de Paranaguá, no Paraná, terceiro maior do Brasil. A operação vai gerar até 400 empregos diretos e indiretos, beneficiando a economia da região oeste catarinense.

“Os biocombustíveis têm um papel importante na matriz energética brasileira, e o biodiesel tem um grande potencial de crescimento no País. Com esse novo investimento, reforçarmos a importância da economia circular para os nossos negócios e agregamos valor para os resíduos de nossas operações, contribuindo para o desenvolvimento sustentável”, afirma Alexandre Pereira, diretor comercial da JBS Biodiesel, em comunicado.

A escolha da JBS Biodiesel em ampliar a sua presença mercado de biodiesel está em linha com o compromisso Net Zero da JBS, que tem como meta zerar o balanço de emissões relacionadas a sua cadeia de valor até 2040. Além de Mafra, a companhia tem uma unidade de biocombustível em Lins (SP) e outra fábrica em Campo Verde (MT).

Com a nova fábrica de Mafra, a capacidade de produção total de biodiesel da JBS salta de 350 milhões para cerca de 720 milhões de litros anuais

Atividade econômica recua 0,44% em abril

Espécie de prévia do PIB, IBC-Br subiu 1,09% em março

Em 12 meses, o IBC-Br acumula alta de 3,46%

Indicador considerado como prévia do PIB, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,44% em abril na comparação com o mês anterior. Em março, o indicador registrou alta de 1,09%. A comparação entre março e abril é dessazonalizada. Esse critério desconsidera diferenças de feriados e de oscilações da atividade econômica, típicas de determinadas épocas do ano.

Apesar da queda mensal, o IBC-Br subiu 2,23% em relação a abril do ano passado. Em 12 meses, o IBC-Br acumula alta de 3,46%. Na média móvel trimestral, indicador usado para captar tendências, o IBC-Br teve alta de 0,45% de fevereiro a abril, em relação ao período de janeiro a março.

Por causa da greve dos servidores do Banco Central (BC), o IBC-Br ficou dois meses sem ser publicado. Com o fim do movimento, na terça-feira (5), a estatística foi normalizada. O IBC-Br é divulgado com defasagem de pouco mais de dois meses. Dessa forma, o indicador mais atualizado é o de abril.

Apesar de ser considerado uma prévia da atividade econômica, o IBC-Br tem metodologia diferente dos números oficiais do PIB calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O Banco Central baseia-se em pesquisas setoriais (comércio, indústria, serviços) divulgada pelo IBGE para atualizar o IBC-Br a cada mês. O PIB é divulgado a cada três meses, considerando dados de produção, de renda e de consumo para toda a economia.

Com Agência Brasil

Espécie de prévia do PIB, IBC-Br subiu 1,09% em março

Para a Sirros, inovar começa por resolver uma dificuldade concreta

Companhia desenvolve tecnologias a partir das próprias necessidades dos clientes

Trabalho em equipe: internamente, a Sirros organiza seus processos montando times de pesquisa

A gaúcha Sirros nasceu em 2016 com apenas quatro sócios e um propósito que muitos não entendiam bem na época: explorar o conceito de IoT, sigla em inglês para Internet das Coisas. Antes de ser uma fraqueza, a postura da Sirros representava uma ousadia: oferecer a pequenas e médias indústrias soluções tecnológicas diferenciadas, inéditas no mercado, com o propósito de resolver problemas expressivos dos clientes. Basicamente, vendia um mix que incluía, entre outros itens, equipamento físico eletrônico, câmeras computacionais, sensores e placas eletrônicas para captar informações do chão de fábrica.

Logo ficou claro que havia uma oportunidade: ganhar espaço, também, entre empresas de grande porte. “Geralmente, empresas grandes compram de outras grandes. Mas, quando viram que tínhamos uma tecnologia superior ao que se tinha no mercado e com um custo mais acessível, começou a fazer sentido para elas”, recorda Diego Schlindwein, head de operações da empresa. “Se fôssemos fazer um paralelo, seria como táxi e Uber”, ilustra Diego. “Ambos são carros e levam o cliente ao lugar desejado, mas o Uber vem sendo o preferido pela praticidade, digitalização, custo e experiência que oferece. Nossa tecnologia é nessa linha, similar ao que já se tinha no mercado, mas com uma experiência e usabilidade diferentes daquelas com as quais estavam acostumados a lidar.”

O primeiro grande cliente chegou em 2018. O Grupo Randon contratou a Sirros para implantar dispositivos IoT e digitalizar operações que faziam uso de máquinas antigas. O resultado foi um ganho de produtividade de 5%, e a Randon desafiou a empresa a avançar neste processo e dobrar o percentual. Isso fez com que a Sirros desse uma guinada e mudasse o foco de pequenas e médias empresas para grandes corporações. Desde então, passou a atender a Fras-le e outras empresas do grupo Randon. Usiminas, BRF, Ambev e Suzano logo juntaram-se à cartela.

Hoje em dia, a Sirros já conta com uma equipe de cerca de 35 pessoas, e vem dobrando anualmente de tamanho em termos de faturamento e amplitude da operação mesmo sem nunca ter captado investimento. “Nós nos consideramos bootstrap, sempre crescendo com recurso próprio que a própria empresa gera”, explica Schlindwein. Em 2022, a Sirros passará pela sua primeira captação de recursos, focada em continuar dobrando o crescimento anualmente por pelo menos mais três anos. O objetivo é estender ao restante do Brasil o atendimento já presente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo.

Para uma empresa que já nasce com o propósito de inovar, manter-se atualizada parece mais fácil. Mas a Sirros não para por aí. Além de se fazer presente em eventos e feiras nacionais e internacionais, está constantemente captando novidades pelo mundo e importando tecnologias para usar por aqui. Outra estratégia importante é desenvolver as tecnologias a partir das próprias necessidades dos clientes. “Não inovamos por inovar. É sempre com objetivo, de forma a entender o que o cliente quer”, ressalta Schlindwein.

Internamente, a Sirros também organiza seus processos de maneira a incentivar a inovação. O CEO, Romulo Pehls, é diretamente conectado com o setor de pesquisa e desenvolvimento, preocupado em criar times e grupos de estudo internos focados exclusivamente em pesquisar novas tecnologias, comprar equipamentos de fora do país e desenvolver novidades. Uma das mais recentes invenções foi a implantação de câmeras nanocomputacionais em empilhadeiras para evitar atropelamentos no chão de fábrica. Pensado a partir do pedido de um cliente, a Sirros aposta que o produto possa ser o carro-chefe do crescimento em 2022 e 2023. “Estudamos como resolver, perguntamos para outros clientes se eles tinham o mesmo problema e vários tinham. E aí vamos entendendo a oportunidade de inovação onde ninguém ocupa o espaço”, explica o head de operações. As câmeras para empilhadeiras já estão rodando de maneira piloto em pelo menos cinco grandes empresas do Brasil e seguem sendo aprimoradas conforme necessário.

Para Schlindwein, o crescimento expressivo da Sirros se deve à valorização que as empresas vêm dando para a Internet das Coisas e à crescente necessidade de ganho de produtividade. “Por isso a empresa busca digitalizar. O mundo do IoT industrial é grande, com cidades inteligentes, carros conectados e mais gente atuando nessa linha. Nosso foco é produzir mais com menos de forma segura”, sintetiza. “É impossível resolver problemas que temos hoje relacionados à produtividade e segurança industrial sem IoT. Anotar as coisas no papel e depois passar para uma planilha do Excel não cabe mais, é extremamente ineficiente e muito caro.” Em outra área, a de segurança do trabalho, caem por terra práticas como a de contratar técnicos de segurança para andarem pelo chão de fábrica. “Isso pode ser substituído por uma câmera que faça este trabalho 24 horas por dia, enquanto o técnico fica liberado para definir estratégias de acordo com o que é observado”, exemplifica Schlindwein.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Companhia desenvolve tecnologias a partir das próprias necessidades dos clientes

Endividamento tem segunda queda seguida

Inadimplência cai após oito meses, nota CNC

Nível de endividamento entre o público feminino é maior, mas tem queda mais acentuada em junho

O percentual de endividados registrou o segundo recuo seguido após alta recorde da série histórica em abril deste ano. Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a proporção de famílias que relataram ter dívidas a vencer chegou a 77,3% em junho, queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. A proporção, no entanto, representa crescimento de 7,6 pontos percentuais na comparação com junho de 2021.

A inadimplência também apresentou queda. A proporção de famílias com contas em atraso retraiu 0,2 ponto percentual, a primeira queda desde setembro de 2021, chegando a 28,5%. Entre as que afirmam que não terão condições de pagar as contas atrasadas, a retração também foi de 0,2 ponto percentual, atingindo 10,6%, o menor índice desde fevereiro deste ano.

As dívidas no cartão de crédito, que representam 86,6% dos endividados, tiveram a segunda redução consecutiva. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, atribui a queda à evolução positiva do mercado de trabalho. “Com menos restrições impostas pela pandemia e as medidas temporárias de suporte à renda, como saques extraordinários do FGTS, antecipações do 13º salário, INSS e maior valor do Auxílio Brasil, a população precisou apelar menos para os gastos no cartão”, avalia.

Recortes de endividamento e inadimplência
Segundo os dados da Peic, a proporção de mulheres endividadas é de 80,1%, enquanto a de homens é de 76,5%. Contudo, de maio para junho, o endividamento apresentou queda entre o público feminino, de 0,7 ponto percentual., enquanto entre o público masculino o percentual aumentou 0,3 ponto percentual.

O estudo também apontou que a maioria dos consumidores (33,4%) que precisaram atrasar contas ou dívidas em junho não concluiu o ensino médio. A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, explica que, apesar de o mercado de trabalho estar absorvendo trabalhadores com menor nível de escolaridade, o rendimento médio, achatado pela inflação elevada, dificulta a organização do orçamento familiar. “Além disso, o avanço recente da informalidade no emprego é mais um fator que aumenta a volatilidade da renda do trabalho e atrapalha a gestão das finanças pessoais”, acrescenta.

No recorte por faixas de renda, os dois grupos apresentaram desaceleração da proporção de endividados. A parcela com rendimentos acima de salários mínimos registrou redução de 0,2 ponto percentual, enquanto a parcela com ganhos até dez salários mínimos contou com retração de 0,1 ponto percentual. Contudo, a queda acumulada nos dois últimos meses foi mais intensa entre as famílias de menor renda (-0,5 ponto percentual).

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