Archives Julho 2022

Simulador permite atacar empresas e ver os efeitos em tempo real

Testes podem ser feitos na TI Safe Village, que está instalada na Class 2022, conferência latino-americana sobre segurança cibernética

Jorny Lima, da EDF Norte Fluminense, simula ataque hacker com supervisão de Matheus Tourinho, técnico em P&D da TI Safe, durante a CLASS 2022, em Curitiba

Quando se fala em ataque hacker, a imagem mais comum que vem à mente das pessoas é alguém roubando dados pessoais para uso em golpes financeiros. Mas vai muito além disso. Um ataque pode, por exemplo, paralisar o fornecimento de energia elétrica de toda uma cidade ou região. Ou interromper um sistema automatizado de uma indústria, causando grandes prejuízos na linha de produção. Pode também interferir no controle de um tanque de gás do sistema de abastecimento de uma cidade, provocando explosões e incêndios. Na TI Safe Village, que está em demonstração na CLASS 2022 (Conferência Latino-Americana de Segurança em SCADA), que começou na terça-feira (28) no auditório do Sistema Fiep, em Curitiba, qualquer pessoa pode atacar esses sistemas e ver o efeito devastador que seu ataque pode provocar.

Os simuladores de ataque cibernético a estruturas industriais consideradas críticas, como as de abastecimento de energia, água e gás, por exemplo, são usados para mostrar a quem trabalha nesses segmentos sobre a importância de investir em segurança na área de TA (Tecnologia de Automação). “A simulação permite ver a gravidade de uma ação desse tipo”, explica Luiz Fernando Roth, coordenador de P&D da TI Safe. Segundo ele, as empresas em geral se preocupam muito com a segurança de TI (Tecnologia da Informação), mas ainda não focam tanto na segurança em TA.

Na simulação do ataque a uma subestação de energia da TI Safe Village, um comando por computador libera um malware que provoca a interrupção do fornecimento de luz a uma minicidade com prédios, casas e um estádio de futebol. O efeito da ação hacker é rápido e o sistema só pode ser religado quando o ataque acabar. Os danos atingem a população como um todo. “A visão prática de um ataque é interessantíssima. Ver um ataque sendo executado, mesmo que simulado, ajuda a entender o que acontece de verdade e aprender a desconfiar. Em geral, o primeiro pensamento é que se trata de uma falha mecânica ou elétrica”, diz Jorny Lima, que participa da CLASS representando a empresa de energia EDF Norte Fluminense, do Rio de Janeiro.

Em uma planta de gás, o ataque simulado da TI Safe Village é ainda mais assustador. O hacker invade o sistema de controle de um tanque de gás e consegue fazer com que esse sistema ignore o limite máximo do produto enviado a esse tanque. Com isso, provoca uma explosão que pode levar ao incêndio de toda a planta de gás. Em outra simulação, o ataque é feito a um braço robótico de uma linha de produção industrial, como a de uma montadora de automóveis, por exemplo. A ação paralisa o robô, interrompe a linha de produção e provoca prejuízos em efeito cascata. Efeito semelhante é produzido pelo simulador de ataque a uma indústria de bebidas, como uma cervejaria. O ataque é direcionado ao controlador lógico programável da esteira da área de envase da bebida, provocando sua paralisação.

Laboratório desenvolve possíveis ataques
Roth explica que as simulações são produzidas por um laboratório criado na TI Safe. O objetivo é não só entender melhor os ataques que já são perpetrados pelos hackers, mas também se antecipar e prever possíveis ações que possam vir a acontecer. Com os simuladores, diz ele, é possível fazer testes reais de vulnerabilidade das plantas industriais. “Com isso, queremos conscientizar a indústria e as pessoas em geral de que o perigo está aí, de como é fácil atingir uma planta e chegar a um nível de paralisação que cria um impacto social, principalmente se o ataque for contra uma estrutura crítica, como uma planta elétrica, que vai afetando tudo”, diz Roth.

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Testes podem ser feitos na TI Safe Village, que está instalada na Class 2022, conferência latino-americana sobre segurança cibernética

Pelo menos 20 estados reduziram o ICMS sobre combustíveis

PR, SC e RS também já anunciaram o corte

Os consumidores devem sentir aos poucos a diferença na bomba, com a renovação dos estoques

Pelo menos 20 estados já anunciaram a redução do ICMS sobre combustíveis. Os governadores do Ceará e do Amazonas fizeram os anúncios na segunda-feira (4). O Distrito Federal publicou no dia primeiro deste mês um decreto limitando em 18% a cobrança do ICMS. As alíquotas da gasolina e do etanol eram de 27%. Segundo o governo distrital, a perda é estimada em R$ 1,7 bilhão por ano.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que terá que rever as contas do Distrito Federal. O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do DF estima uma redução de R$0,43 na gasolina e R$ 0,40 no etanol com a redução do ICMS. Os consumidores devem sentir aos poucos a diferença na bomba, com a renovação dos estoques, diz o presidente da entidade Paulo Tavares.

São Paulo foi o primeiro a fazer a redução do ICMS. No estado, a alíquota caiu de 25% para 18%. Minas Gerais, Goiás, Paraná e Amapá também já anunciaram o corte, assim como Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As ações procuram atender a lei que limitou o ICMS sobre combustíveis ou a definição do Conselho Nacional de Política Fazendária de que o imposto deve ser calculado sobre a média de preços dos últimos 60 meses.

Mas, a discussão ainda não terminou. No Congresso, os parlamentares ainda precisam avaliar os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei do teto do ICMS. No Supremo Tribunal Federal, governadores questionam a lei do teto e a lei que determinou alíquota uniforme em todo o país.

Com Agência Brasil

PR, SC e RS também já anunciaram o corte

Produção industrial varia 0,3% em maio

É a quarta expansão consecutiva do índice

Avanço não foi suficiente para eliminar o recuo de 1,9% registrado em janeiro e o saldo ainda é negativo em 0,1% no ano

A produção industrial apresentou variação positiva de 0,3% na passagem de abril para maio, quarto resultado positivo consecutivo – fevereiro (0,7%), março (0,6%), abril (0,2%) – acumulando nesse período alta de 1,8%.Mas isso não foi suficiente para eliminar o recuo de 1,9% registrado em janeiro e o saldo ainda é negativo em 0,1% em 2022. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. No ano, a indústria acumula alta de 2,6% e, em 12 meses, de 1,9%.

No resultado desse mês, verifica-se comportamento predominantemente positivo, uma vez que 3 das 4 grandes categorias econômicas e 19 das 26 atividades industriais pesquisadas apontaram avanço na produção. “Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. De uma maneira geral, há uma melhora no desempenho da indústria nos últimos quatro meses que pode estar relacionada às medidas de incremento da renda implementada pelo governo (liberação de recursos do FGTS e antecipação do 13º para aposentados e pensionistas). Isso pode estar trazendo algum impacto positivo para o setor industrial, além da evolução no mercado de trabalho com a redução da taxa de desocupação. São fatores que devem ser considerados para entender o comportamento positivo da indústria nesse momento” analisa André Macedo, gerente da pesquisa industrial mensal.

Mas ele ressalva que, no computo geral, a indústria ainda se recente de fatores observados mês a mês que limitam a recuperação das perdas do passado, como inflação em patamares mais elevados reduzindo a renda das famílias, taxa de juros alta encarecendo o crédito e o mercado de trabalho que ainda permanece com a característica de uma massa de rendimentos que não mostra avanço.

“O setor industrial ainda tem um espaço grande a ser recuperado frente a patamares mais elevados da série histórica. Ainda permanecem a restrição de acesso das empresas a insumos e componentes para a produção do bem final e o encarecimento dos custos de produção. Várias plantas industriais prosseguem realizando paralisações, reduções de jornadas de trabalho e concedendo férias coletivas, com a indústria automobilística exemplificando bem essa situação nos últimos meses.”, diz Macedo.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por máquinas e equipamentos (7,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (3,7%), com ambas voltando a crescer após recuarem no mês anterior. “Essas duas atividades vinham de queda nos meses anteriores. No setor de máquinas e equipamentos observa-se comportamento positivo em máquinas para indústria, agricultura e construção. Já na atividade de veículos automotores destacam-se os impactos positivos em automóveis, caminhões e autopeças”, diz o gerente da PIM.

Entre as sete atividades com redução na produção, indústrias extrativas (-5,6%) e outros produtos químicos (-8%) exerceram os principais impactos em maio de 2022, com ambas eliminando parte do ganho acumulado no período fevereiro-abril de 2022. “As duas atividades vinham de uma base de comparação mais alta, após três meses de resultados positivos em sequência. Mas em maio os três principais itens do setor extrativo – petróleo, gás e minério – tiveram queda”, completa Macedo.

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É a quarta expansão consecutiva do índice

Organizações criminosas de hackers são ameaça às infraestruturas críticas do Brasil

Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, alerta sobre ataques que podem afetar redes de energia, água e grandes empresas públicas e privadas

Em dez anos, o número de ataques hacker a estruturas críticas no Brasil foi de zero a 16, destacou Marcelo Branquinho, da TI Safe, durante a 4ª CLASS, em Curitiba

Ataques hackers contra redes de água e energia, de empresas públicas e privadas brasileiras, que podem levar a graves consequências para a população, são só questão de tempo diante das crescentes ameaças de cibersegurança e do despreparo de muitas companhias no mundo todo.A previsão é de Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, e foi feita na abertura do principal evento latino-americano sobre segurança cibernética para sistemas de controles industriais, a 4ª Conferência Latino-Americana de Segurança em SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition), realizada de 28 a 30 de junho, em Curitiba.

Pesquisa realizada pela TI Safe neste ano, com 84 empresas dos setores de eletricidade, água, gás, indústria de transformação e extrativa, confirma o temor de Branquinho ao revelar que a segurança cibernética ainda é um calcanhar de Aquiles para a maioria. Ao avaliar quesitos como proteção da rede industrial, controle de malware, segurança de dados, treinamento e conscientização, as companhias alcançaram um nível médio de maturidade em segurança cibernética de 2,53, numa escala de 0 a 5. Houve um avanço em relação a 2018, quando o patamar alcançado foi de 1,88, mas ainda insuficiente, segundo o especialista.

Relatório do Incident Hub, repositório que concentra dados globais de incidentes em tecnologia de automação a partir de 1982, compilado pela TI Safe, mostra que os ataques hackers contra infraestruturas críticas crescem de forma exponencial. Se, em 2012, não houve nenhum registro no Brasil, neste ano já foram noticiadas 16 invasões contra prefeituras, governos estaduais, empresas farmacêuticas e redes hídricas, entre outras entidades.

“Ataques cibernéticos podem paralisar infraestruturas críticas de um país, como redes de água, energia, empresas siderúrgicas e estatais, pois elas estão todas interligadas. Se falta energia elétrica, o abastecimento de água vai ser afetado, assim como os sistemas de pagamentos e as telecomunicações, com grave dano para a população”, alerta Branquinho.

O fim do “hacker de capuz”
“Hoje não existe mais aquele hacker que usa capuz e, do computador da sua casa, de madrugada, tenta invadir uma empresa de forma lúdica, por ego. Hoje lidamos com organizações criminosas, verdadeiras quadrilhas especializadas em ataques contra empresas de água, energia e todo tipo de infraestrutura crítica visando a obter lucro financeiro”, explica Branquinho. O especialista lembra que no Brasil existem 743 empresas de energia, de todos os portes, que podem ser um alvo de criminosos. “Os hackers atacam as empresas mais vulneráveis, sem muita barreira de proteção. Grupos organizados internacionais ainda não descobriram o Brasil, mas vão atacar, não tenho dúvida disso. Essas redes vão ser devastadas”, alerta o CEO da TI Safe.

O cenário tende a piorar com a difusão cada vez mais maciça dos chamados ransomware as a service, um tipo de malware programado para impedir o acesso do usuário a seus dados que poderá recuperá-lo, na melhor das hipóteses, após pagamento de um resgate (ransom, em inglês). “São malwares que em apenas um segundo podem infectar uma rede completa, e gerar um impacto traumático. Num caso como esse, a nossa recomendação é não pagar o resgate porque a empresa entra no cadastro de bons pagadores e pode voltar a ser alvo de ataques”, explica Branquinho.

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Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, alerta sobre ataques que podem afetar redes de energia, água e grandes empresas públicas e privadas

Aeromot pretende viabilizar centro de montagem de aviões no Sul

A empresa estima que o investimento total do empreendimento em Guaíba será de R$ 300 milhões

Cerimônia no Piratini firma protocolo de intenções para viabilizar centro tecnológico e unidade de montagem de aeronoves no Rio Grande do Sul

O governador Ranolfo Vieira Júnior assinou, nesta quarta-feira (29), em cerimônia no Palácio Piratini, um protocolo de intenções entre o governo estadula e a Aeromot para viabilizar um centro tecnológico aeronáutico com uma unidade de montagem de aeronaves. A empresa estima que o investimento total para o empreendimento será de R$ 300 milhões. A unidade vai ser instalada no Distrito Industrial de Guaíba e, já na primeira fase, serão investidos cerca de R$ 80 milhões. O documento também foi assinado pelo CEO da Aeromot, Guilherme Cunha.

Além da montagem de aeronaves e fabricação de componentes e peças aeronáuticas, o empreendimento será um ambiente favorável para o desenvolvimento de programas de offset (contrapartidas tecnológicas e comerciais), transferência de tecnologia e pesquisa e desenvolvimento. Como contrapartida, o protocolo estabelece o apoio em processos com órgãos estaduais e relativos a programas de fomento e incentivos. Depois de cumpridas as etapas de licenciamentos ambientais e de aprovações nos órgãos reguladores de aviação civil, as obras do projeto devem ter início já em 2023.

De acordo com a Aeromot, cerca de 1,3 mil empregos serão gerados, sendo 500 postos diretos e 800 indiretos. “Esse centro de desenvolvimento tecnológico e de montagem de aviões é a concretização de um plano muito bem embasado, planejado e que busca retomar o protagonismo do Rio Grande do Sul no mercado aeronáutico”, destacou Cunha.

Sobre a Aeromot
A Aeromot – Aeronaves e Motores é uma empresa de tecnologia aeronáutica com mais de 50 anos, fornecedora de soluções customizadas para o mercado aeronáutico militar e de segurança pública, com destaque para o fornecimento de aeronaves e sistemas multimissão, além de atuar no setor privado. A companhia desenvolve projetos de integração de sistemas, fabricação de peças e manutenção aeronáutica. A Aeromot também é responsável exclusiva pela distribuição e pelo centro de serviços autorizados da empresa austro-canadense Diamond Aircraft no Brasil. A matriz está em Porto Alegre, em um hangar do aeroporto Salgado Filho, com a sede administrativa e industrial na avenida Sertório, na capital, bem como um hangar em Belo Horizonte (MG), no aeroporto da Pampulha.

A empresa estima que o investimento total do empreendimento em Guaíba será de R$ 300 milhões

Curitiba terá fábrica de vacinas e medicamentos da Fiocruz

O investimento total é da ordem de R$ 200 milhões ao longo de dois anos

A intenção é instalar duas plantas da área de biotecnologia na Cidade Industrial de Curitiba

Curitiba será a primeira cidade do Brasil a receber fábricas de vacinas de tecnologia de vetor viral e de medicamentos para tratamento de doenças autoimunes, como o câncer. O investimento total na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na CIC, é da ordem de R$ 200 milhões ao longo de dois anos. A fábrica da Fiocruz será instalada em sua sede junto ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na Cidade Industrial de Curitiba, local projetado para receber as novas plantas. Fiocruz e Tecpar são parceiros no investimento.

A intenção é instalar duas plantas da área de biotecnologia na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A primeira unidade é destinada ao desenvolvimento e produção de vacinas e insumos para terapias avançadas a partir de terapia gênica (que utiliza vetores, como moléculas de DNA do agente infeccioso para dentro da célula humana, para criar anticorpos). A outra será montada até 2023 para desenvolvimento e produção de novos medicamentos para doenças autoimunes a partir de proteínas terapêuticas.

A proposta se alinha a iniciativas da prefeitura de Curitiba e do ecossistema de inovação do Vale do Pinhão para tornar a cidade mais inteligente. A biotecnologia é um dos setores contemplados pelo Tecnoparque, programa municipal relançado por Greca em 2018 para atrair empresas de base tecnológica à cidade, com incentivo fiscal e integração ao Vale do Pinhão.

Além de fabricar e distribuir vacinas de vetor viral – a Fiocruz responde por parte do montante de imunizante da AstraZeneca contra a covid-19 –, a fundação quer ampliar a produção de insumos com as mais novas técnicas no campo da Imunologia, área que o país ainda é carente, mas avança. A sede da Fiocruz em Curitiba, por exemplo, tornou-se a maior produtora nacional de testes para Covid-19. Durante a pandemia, foram produzidos dez milhões de testes do tipo RT-PCR e 37,5 milhões de teste de antígeno, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

O investimento total é da ordem de R$ 200 milhões ao longo de dois anos

Compromisso com a inovação e a sustentabilidade

Para a Gerdau, sustentabilidade e inovação andam de mãos dadas

Empresa conta com 250 mil hectares de base florestal

Chegar aos 120 anos é uma conquista e tanto. Essa façanha só é explicável pela capacidade de se renovar e ousar sempre, sem nunca abrir mão dos valores fundadores, que permanecem vivos e presentes desde 1901 (veja os principais fatos da história da Gerdau na linha do tempo ao final deste texto).

Hoje, a empresa é a maior produtora brasileira de aço. É também uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, ainda produz aços planos, desde 2013, e minério de ferro, atividades que ampliam o mix de produtos e a competitividade das operações. É também a maior produtora de carvão vegetal do mundo para a fabricação de biorredutor a partir de uma base florestal de 250 mil hectares de floresta plantada em Minas Gerais.

A companhia conta com 31 unidades industriais distribuídas em nove países – Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, México, Peru, República Dominicana e Uruguai. No Brasil, possui também duas unidades de extração de minério de ferro e mais de 70 lojas da Comercial Gerdau. As ações das empresas Gerdau hoje estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3), Nova Iorque (NYSE) e Madri (Latibex).

Os produtos Gerdau beneficiam setores da economia como construção civil e infraestrutura, indústria automotiva e naval, agronegócio e diversas cadeias de produção e transmissão de energia, como eólica e solar. Assim, o aço Gerdau está presente no dia a dia das pessoas, em suas casas ou em grandes construções. Faz parte, por exemplo, da ampliação do canal do Panamá e da estrutura de acessibilidade do Cristo Redentor, cartão-postal do Rio de Janeiro. Integra ainda os edifícios mais altos do México (Torre Mitikah, em construção) e dos Estados Unidos (One Trade World Center, inaugurado em 2014). Além disso, está sendo aplicado em grandes obras viárias, como a construção das pontes Brasil-Paraguai e Gordie Howe (entre Estados Unidos e Canadá).

Ancorada em seu propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a Gerdau deu início a um novo ciclo de crescimento, avançando de forma acelerada em dois grandes desafios – de um lado, gerar mais valor para os clientes e, de outra parte, tornar-se cada vez mais sustentável, em todas as suas dimensões.

Relembre aqui o primeiro dos quatro capítulos que rememoram a história centenária da Gerdau.

Atualmente, já é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, 11 milhões de toneladas de sucata em aço. Como matéria-prima, também utiliza carvão vegetal ou biorredutor, insumo renovável e menos poluente. Em 2022, a Gerdau foi integrada ao Sustainability Charter, da World Steel Association (worldsteel), grupo que reúne empresas produtoras de aço comprometidas com uma agenda de impactos positivos junto ao planeta e à sociedade. Esse posicionamento se traduz em ações concretas. Um exemplo é o volume de emissões de gases de efeito estufa (0,90 t de CO² e por tonelada de aço), que representa metade da média global do setor (1,89 t de CO² e por tonelada de aço) – a meta é atingir índice de 0,83 1,89 t de CO² e até 2031.

Para a Gerdau, sustentabilidade e inovação andam de mãos dadas. Um dos projetos em curso é o aprimoramento de práticas ambientais e a modernização tecnológica no contexto da Indústria 4.0 do parque industrial em Minas Gerais. A iniciativa inclui as unidades de Ouro Branco, Barão de Cocais, Divinópolis e Sete Lagoas.

O futuro se molda
Um passo importante para a criação de um ambiente inovador de negócios foi a abertura da Gerdau Next – aqui, a missão é diversificar globalmente o portfólio da companhia por meio da criação e da incorporação de novas empresas em segmentos estratégicos. Exemplo disso foi a aquisição de 33% da construtech Brasil ao Cubo, de Tubarão (SC), que atua no segmento de construção modular.

Já o fundo de venture capital Gerdau Next Ventures foi criado para investir, desenvolver e escalar startups inovadoras. A busca por inovação inclui também agregar valor à prestação de serviços. Neste caso, enquadram-se a G2Base, uma empresa de fundações metálica, que oferta pacotes completos para a construção civil, abrangendo desde perfis até elaboração de projeto e execução da fundação, e a G2L, logitech que aposta na solução de provedor logístico integrado apoiada em tecnologia e sustentabilidade.

No ano em que alcançou 120 anos, a Gerdau registrou os melhores resultados de sua história. O desempenho foi impulsionado, especialmente, pelos indicadores positivos da construção nos Estados Unidos e Brasil. Também contribuíram as excelentes vendas da indústria brasileira. Mas, acima de tudo, os recordes se devem à capacidade da Gerdau de se inovar e seguir atendendo integralmente aos mercados em que está presente.

O engajamento dos colaboradores é consequência de investimentos contínuos em programas de capacitação e desenvolvimento profissional, além de cuidados permanentes com a saúde e o bem-estar de funcionários e seus familiares

Para isso, a empresa está constantemente se reinventando, como uma organização cada vez mais focada nas pessoas. Não à toa, o comprometimento de seus mais de 36 mil colaboradores diretos e indiretos é um dos principais diferenciais competitivos da Gerdau. O engajamento dos colaboradores é consequência de investimentos contínuos em programas de capacitação e desenvolvimento profissional, além de cuidados permanentes com a saúde e o bem-estar de funcionários e seus familiares.

Em paralelo, a Gerdau busca garantir um ambiente de trabalho diverso e inclusivo, com oportunidades para todas as pessoas. Recentemente, aderiu a pactos e coalizões como Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero, Pacto pela Inclusão de Pessoas com Deficiência e Coalizão Empresarial pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas.

Fora do ambiente de trabalho, historicamente, a Gerdau lidera ações de alto impacto social, estimulando seus colaboradores a atuarem como voluntários, por exemplo, em atividades de construção e reforma de moradias. Durante a pandemia da Covid-19, essa vocação se fez mais presente do que nunca. Apenas para dar um exemplo, a empresa contribuiu para a construção de três hospitais (dois em São Paulo e um em Porto Alegre), ampliando o atendimento aos enfermos em meio à crise sanitária.

Veja aqui o segundo dos quatro capítulos que contam a trajetória da Gerdau.

Projetada para o futuro, a política de responsabilidade social da Gerdau está focada em iniciativas que buscam soluções para os graves dilemas da sociedade, como a falta de moradia para a população carente. Neste sentido, o programa Reforma que Transforma, o maior projeto social da história da empresa, agrega o conhecimento do setor de habitação à expertise de gestão adquiridos pela companhia no decorrer de sua história centenária. Ao longo dos próximos dez anos, serão destinados ao projeto R$ 40 milhões.

Desde que, em 1901, João Gerdau adquiriu a fábrica de pregos em uma esquina do Caminho Novo, em Porto Alegre, a Gerdau não parou de crescer. Nesse tempo, seus descendentes se mantiveram próximos ao dia a dia dos negócios. A quinta e última geração havia assumido a direção executiva da empresa em 2007 (André Bier Gerdau Johannpeter como presidente e Cláudio Gerdau Johannpeter na vice-presidência).

Em 2018, pela primeira vez, a Gerdau escolheu um presidente – Gustavo Werneck – que não faz parte da família fundadora, a qual continua atuante no Conselho de Administração. Guilherme Chagas Gerdau Johannpeter é, atualmente, presidente do órgão, enquanto André Bier Gerdau Johannpeter e Cláudio Gerdau Johannpeter atuam como vice-presidentes do Conselho.

A profissionalização da alta direção é parte da transformação permanente da Gerdau, que molda o futuro para se tornar uma organização cada vez mais digital, inovadora, diversa e inclusiva. E que, ainda assim, preserva valores e princípios que lhe deram solidez ao longo de 120 anos. Desse modo, a Gerdau é como uma árvore que não para de dar frutos. Tão importante quanto o que colheu ao longo de sua história são as sementes que está deixando para o futuro.

Leia o terceiro capítulo que recapitula a internacionalização da companhia gaúcha.

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Para a Gerdau, sustentabilidade e inovação andam de mãos dadas

“…Mas o ódio cega e você não percebe”

Apelos emocionais na propaganda e ativismo agressivo

O humor, nem sempre bem compreendido ou bem recebido, ou emoções negativas, como o ódio, são mais delicados de utilizar, justamente pelo risco de rejeição

Em meados dos anos 2000, um comercial de TV do Greenpeace causou polêmica na Europa. Nele, um sujeito qualquer era veladamente hostilizado por seus colegas de escritório sem razão aparente. Até que a última cena revelava o mistério: o pobre homem dirigia um utilitário esportivo, carro que poluía mais do que um modelo convencional (assista aqui).

A peça publicitária, criticada por estimular a raiva contra proprietários de SUVs, parece agora ter enfim mobilizado seus seguidores: ativistas têm furado os pneus desses veículos na Inglaterra em nome da saúde do planeta (leia aqui).

O tema deste post, entretanto, não é a capacidade de a propaganda estimular comportamentos agressivos, e sim a pertinência de utilizar a emoção em seus apelos.

Grosso modo, anúncios podem ser divididos em dois grupos: os que contam com uma abordagem predominantemente racional e os que se valem de um approach emocional. Geralmente os primeiros são mais apropriados para empresas novatas que precisam se apresentar ao consumidor, dizer o que fazem e que benefícios oferecem. Os segundos, quando já são conhecidas do público e querem ser benquistas e admiradas.

Apelos racionais, por definição, falam ao cérebro, e sua decodificação é relativamente simples. Todos tendem a compreendê-los. Anúncios emocionais, por sua vez, estão mais sujeitos a interpretações, o que torna o uso de sentimentos universais, de fácil e unânime aceitação, os mais indicados. É o que costuma fazer o Zaffari em seus comerciais de fim de ano, ou a Coca-Cola e a Nestlé em seus inúmeros filmes de valorização da família e do amor.

O humor, nem sempre bem compreendido ou bem recebido, ou emoções negativas, como o ódio, são mais delicados de utilizar, justamente pelo risco de rejeição. Tanto o comercial do Greenpeace quanto o ativismo fura-pneu tendem a despertar repulsa, pois, por mais meritória que seja a causa ambiental, ela não deve justificar vandalismo, hostilidade gratuita ou o que for. Na escala moral das pessoas não engajadas, as quais as ONGs verdes tentam atingir, há comportamentos bem mais reprováveis do que dirigir veículos poluentes.

Por isso, embora atraiam holofotes para uma causa, esses comerciais não carregam consigo o goodwill necessário a fazê-la decolar – motivo suficiente para serem deixados de lado.

Apelos emocionais na propaganda e ativismo agressivo

Balança comercial registra superávit de US$ 8,8 bilhões em junho

Encarecimento de importados fez saldo cair 15,4%

No primeiro semestre, a balança comercial acumula superávit de US$ 34,2 bilhões

O encarecimento do preço de vários itens importados, especialmente fertilizantes e petróleo, fez o superávit da balança comercial encolher em junho. No mês passado, o país exportou US$ 8,8 bilhões a mais do que importou, queda de 15,4% em relação ao registrado em junho do ano passado. Apesar do recuo, esse é o segundo melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para junho de 2021.

No primeiro semestre, a balança comercial acumula superávit de US$ 34,2 bilhões. Isso representa 8,2% a menos que o registrado de janeiro e junho do ano passado. O saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para 2021, quando o superávit tinha fechado o primeiro semestre em US$ 37 bilhões nesse intervalo.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 32,6 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,8 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em junho, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 15,6% em relação a junho do ano passado, pelo critério da média diária. As importações aumentaram 33,7% na mesma comparação.

O recorde das importações e das exportações, no entanto, deve-se ao aumento dos preços internacionais das mercadorias. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média apenas 0,1% na comparação com junho do ano passado, enquanto os preços aumentaram 14,6%, favorecido pela valorização das commodities, que são bens primários com cotação internacional. Nas importações, a quantidade comprada caiu 1,8%, mas os preços médios subiram 34,6%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O encarecimento das importações fez o governo revisar para baixo a projeção de superávit comercial. Para 2022, o governo prevê saldo positivo de US$ 81,5 bilhões, contra projeção anterior de US$ 111,6 bilhões. As estimativas são atualizadas a cada três meses.

Com Agência Brasil

Encarecimento de importados fez saldo cair 15,4%

Intenção de consumo das famílias tem o melhor junho desde o início da pandemia

Medidas de suporte à renda e evolução positiva do mercado de trabalho motivaram avanço

As constantes elevações dos juros desaceleraram o avanço no indicador de acesso ao crédito

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) superou, em junho, os resultados apresentados no mesmo mês de 2020 e 2021, durante o auge da pandemia de Covid-19. Segundo a pesquisa apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador apresentou crescimento em todos os meses de 2022, alcançando 80,2 pontos neste mês, acumulando um avanço de 10,1% no primeiro semestre do ano. Apesar da melhora geral do indicador, os homens revelaram maior intenção de consumo do que as mulheres, com uma diferença de 6,4 pontos.

De acordo com a análise da CNC, o aumento pode ser atribuído às medidas de suporte à renda e a uma avaliação mais positiva do mercado de trabalho. Na comparação anual, destaque para o crescimento de 13,3 pontos na intenção de consumo das famílias com ganhos de até 10 salários mínimos, que atingiu 77,3 pontos, em junho, fazendo com que elas se aproximassem mais da parcela de famílias com ganhos acima de 10 salários mínimos, que alcançou 94,3 pontos. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que esse movimento confirma o impacto positivo das ações de auxílio do governo. “As escolhas de consumo nas classes com rendas mais baixas são mais influenciadas pelas flutuações econômicas, por conta de o orçamento familiar ser mais apertado”, exemplifica.

O indicador de emprego atual foi o único no qual as famílias se mostraram satisfeitas, com 107,4 pontos e com o grau de segurança no emprego mais alto desde abril de 2020. Já as constantes elevações dos juros desaceleraram o avanço no indicador de acesso ao crédito, que continua positivo, mas com queda de 2,7% no acumulado do ano.

Ao analisar o impacto da redução do desemprego nas intenções de consumo, pode-se perceber que os consumidores com menor grau de instrução, que não concluíram o segundo grau, estão mais confiantes. Segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro, o nível de consumo atual nesse grupo registrou o maior avanço anual, de 26% (57,3 pontos), enquanto na parcela que concluiu o segundo grau o crescimento foi de 14,3% (65,1 pontos). “Grande parte das vagas de trabalho abertas nos últimos meses foi para profissões de menor qualificação”, detalha.

De acordo com a análise da economista, as perspectivas mais positivas para o emprego, principalmente dos consumidores com menos de 35 anos (110,8 pontos), incentivaram o otimismo, levando o percentual de famílias que pretendem aumentar o consumo a avançar para 25,6%, após quatro quedas. O índice que mede a perspectiva de consumo, que avalia a intenção de compras no próximo trimestre, apresentou a maior alta do semestre (19,7%).

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Medidas de suporte à renda e evolução positiva do mercado de trabalho motivaram avanço

South Summit Brasil ocorrerá no Sul nos próximos cinco anos

A próxima edição está programada para ocorrer de 29 a 31 de março de 2023 em Porto Alegre

O South Summit Brasil 2022 resultou na circulação de mais de 20 mil pessoas e contou com mais de 2,5 mil startups e 450 investidores

O Rio Grande do Sul será o endereço do South Summit Brasil pelos próximos cinco anos. A informação foi confirmada pelo governador Ranolfo Vieira Júnior durante uma reunião por videoconferência com a fundadora do evento de tecnologia e inovação, a espanhola María Benjumea. A primeira edição do evento fora da Europa ocorreu em maio, em Porto Alegre, no Cais Mauá, quando o governador manifestou o interesse do Estado em novamente receber o South Summit.

A organização do evento enviou um ofício ao governador propondo a realização de mais cinco edições no Estado. Na reunião, ao lado do secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal, do secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Alsones Balestrin, e do CEO do South Summit Brasil, Thiago Ribeiro, o governador confirmou a parceria.

“Recebemos essa proposta com muito entusiasmo. O Estado aceita e quer a realização do South Summit Brasil aqui nos próximos cinco anos. É uma grande notícia que coloca de vez a nossa capital e o Rio Grande do Sul no mapa global de tecnologia e inovação”, disse Ranolfo. Durante a videoconferência, María Benjumea enfatizou a satisfação com a parceria. “Estamos apostando totalmente no Rio Grande do Sul”, destacou.

A próxima edição está programada para ocorrer de 29 a 31 de março de 2023, novamente nos armazéns do Cais Mauá. “Já estamos estruturando tudo para que a próxima gestão receba o evento bem organizado. Essa é uma demonstração do impacto positivo da edição de 2022, reconhecido com essa ampliação das datas. Queremos consolidar o South Summit como um ativo para o ecossistema de inovação e para a sociedade gaúcha”, projetou Gastal, que representou o Estado na edição espanhola do evento neste mês, em Madri.

Balestrin avaliou que o South Summit Brasil é importante para o fomento e projeção do ecossistema de inovação gaúcho. “Uma iniciativa desse porte gera conexões entre startups e empreendedores, atrai o olhar internacional dos investidores e coloca uma bandeira no Rio Grande do Sul e na América Latina de um grande evento global de inovação”, afirmou.

O South Summit Brasil 2022 resultou na circulação de mais de 20 mil pessoas e contou com mais de 2,5 mil startups e 450 investidores. Além disso, foram 50 países participantes, 20 fundos internacionais de investimento e mais de 500 palestrantes. Das quase mil startups de 76 países que participaram da competição, três finalistas foram do Rio Grande do Sul.

A próxima edição está programada para ocorrer de 29 a 31 de março de 2023 em Porto Alegre

Senado aprova PEC que institui estado de emergência

Pacote de medidas pretende diminuir os impactos gerados pela alta dos combustíveis

A PEC também traz o pagamento do voucher caminhoneiro, no valor de R$ 1 mil mensais por cinco meses

O Senado aprovou, em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 1, que traz um pacote de medidas para diminuir os impactos gerados pela alta dos combustíveis e aumentar o valor de benefícios sociais. Após vários arranjos e negociações, uma PEC com propostas do governo para compensar os estados e o Distrito Federal pela redução do ICMS sobre o diesel se transformou em uma proposta para ampliar o valor do Auxílio Brasil, programa assistencial que substituiu o Bolsa Família, dentre outras medidas.

Da PEC 16, que anexou a PEC 1, o único ponto que restou foi a compensação aos estados que reduzirem a alíquota de ICMS sobre o etanol. A PEC também traz o pagamento do voucher caminhoneiro, no valor de R$ 1 mil mensais por cinco meses. Outra proposta é a inclusão de mais 1,6 milhão de famílias no Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família. Além de aumentar significativamente o número de beneficiários do programa social, há previsão de um incremento de R$ 200 no valor do programa até dezembro deste ano. Agora, a PEC segue para análise da Câmara.

A oposição questionou muito a possibilidade prevista na PEC de o governo decretar estado de emergência. Esse dispositivo foi inserido na proposta para o governo não correr risco de cometer crime eleitoral ao repassar benefícios assistenciais a menos de três meses das eleições. A criação desse tipo de benefício é proibida em ano de eleições. A única exceção é justamente durante a vigência de estado de emergência. Mas o governo rebateu afirmando que as medidas autorizadas por um eventual decreto de Estado de Emergência serão somente aquelas previstas na PEC, sem a possibilidade de novos programas usarem a PEC para ampliar os gastos.

O texto garante benefícios para os taxistas, outra categoria, assim como os caminhoneiros, afetada diretamente pela alta dos combustíveis. O auxílio vai custar mais R$ 2 bilhões aos cofres públicos. Os motoristas de aplicativos e mototaxistas não estão incluídos na medida. Também foi incluído um suplemento orçamentário de R$ 500 milhões ao programa Alimenta Brasil, regulamentado em dezembro do ano passado. Trata-se de um programa de aquisição de alimentos de produtores rurais familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e demais populações tradicionais.

Etanol
O texto prevê ainda a modificação na forma de ressarcimento aos estados na redução da tributação do etanol hidratado. Segundo Bezerra, para dar mais equilíbrio aos preços finais da gasolina e do álcool, influenciados pelo teto de 17% de arrecadação de ICMS, o governo precisará repassar o valor de R$ 3,8 bilhões aos estados. Esse dinheiro será aplicado em créditos tributários.

O critério de distribuição desse valor é o nível de consumo do etanol em cada unidade federativa. São Paulo deve ficar com cerca de 55% dos recursos, segundo o parlamentar. Antes de sair do papel, no entanto, caberá aos governadores definirem legislação específica para distribuição desses créditos. Com exceção da inclusão de novas famílias no Auxílio Brasil, todas as demais medidas terão validade apenas até 31 de dezembro deste ano, inclusive o incremento de R$ 200 no programa que substituiu o Bolsa Família.

Auxílio Brasil
A PEC prevê a inclusão de mais 1,6 milhão de famílias que aguardam cadastro no Auxílio Brasil, zerando, assim, a fila de espera do programa. Além de aumentar o número de beneficiários do programa social, há previsão de um incremento de R$ 200 no valor do programa até dezembro deste ano. Com o aumento, o custo adicional será de cerca de R$ 26 bilhões. A justificativa para o adicional no auxílio, segundo Bezerra, é a exacerbação do quadro inflacionário brasileiro e a inflação de dois dígitos, que tem consumido a renda dos mais pobres.

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Com Agência Brasil

Pacote de medidas pretende diminuir os impactos gerados pela alta dos combustíveis

Petrobras reinicia processo de venda de duas refinarias no Sul

Repar, no Paraná, e Refap, no Rio Grande do Sul, voltam a ser negociadas

O plano de desinvestimento em refino da Petrobras representa, aproximadamente, 50% da capacidade de refino nacional

A Petrobras anunciou o reinício dos processos de venda de três refinarias. Fazem parte do pacote a Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, bem como os ativos logísticos integrados a elas. Os documentos com as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de participantes estão disponíveis na página da Petrobras. As etapas subsequentes dos processos de venda dessas três refinarias serão informadas oportunamente ao mercado.

O plano de desinvestimento em refino da Petrobras representa, aproximadamente, 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado, e considera a venda integral dos seguintes ativos: Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), bem como os ativos logísticos integrados a essas refinarias.

As operações estão em consonância com a Resolução nº 9/2019 do Conselho Nacional de Política Energética, que estabeleceu diretrizes para a promoção da livre concorrência na atividade de refino no país, e integram o compromisso firmado pela Petrobras para a abertura do setor de refino no Brasil.

Com Agência Brasil

Repar, no Paraná, e Refap, no Rio Grande do Sul, voltam a ser negociadas