Archives Julho 2022

Receita da Weg aumenta quase 30% no semestre

O lucro líquido teve uma pequena retração de 2,2%

De acordo com a empresa, a atividade industrial continuou a apresentar boa demanda no Brasil, principalmente em setores como o agronegócio, papel, celulose e mineração

A Weg reportou nesta quarta-feira (20) que obteve receita líquida de R$ 14 bilhões até junho, valor 29,5% maior do que em igual período de 2021. O lucro líquido teve uma pequena retração de 2,2% (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

“Apesar dos desafios ainda enfrentados na cadeia de suprimentos global e do consequente aumento dos custos das matérias-primas e da maior necessidade de capital de giro, acreditamos que o nosso modelo de negócio, com visão de longo prazo, nos ajuda a mitigar estes riscos”, avalia a companhia de Jaraguá do Sul (SC). “A diversificação de produtos e soluções, juntamente com a presença global e a exposição a negócios com boas perspectivas de longo prazo são alguns dos fatores mais importantes que nos ajudam nesta trajetória”, completa.

De acordo com a empresa, a atividade industrial continuou a apresentar boa demanda no Brasil, principalmente em setores como o agronegócio, papel, celulose e mineração. “Estes segmentos foram os destaques, em uma demanda bastante pulverizada de equipamentos de ciclo curto, como motores elétricos, redutores e produtos seriados de automação”, relata a Weg.

Já no mercado externo, a empresa catarinense afirma que a manutenção do investimento industrial observada nos últimos trimestres continua a beneficiar essa área de negócios, apesar das incertezas presentes no cenário macroeconômico. A Weg destaca as vendas de equipamentos de ciclo curto que apresentaram aumentos importantes na receita, notadamente em motores elétricos de baixa tensão, com a demanda bastante pulverizada entre diferentes segmentos industriais.

O lucro líquido teve uma pequena retração de 2,2%

Viacredi ultrapassa R$ 10 bilhões de ativos até junho

Crescimento da carteira de crédito foi de 20%

Para o segundo semestre, a Viacredi pretende inaugurar quatro novos postos de atendimento, dois no Paraná e dois em Santa Catarina, e conquistar a adesão de 60 mil novos cooperados

A Viacredi fechou o primeiro semestre do ano com um crescimento de 8% em ativos, registrando o total de R$ 10,2 bilhões. Comparado ao mesmo período do ano anterior, a evolução foi de 22%. Os dados foram divulgados na terça-feira (19), na live de prestação de contas aos cooperados. Até junho, o crescimento da carteira de crédito na Viacredi alcançou 6,3%, atingindo a marca de R$ 6,9 bilhões em operações. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, a evolução chega a 20%.

“Este resultado é reflexo de como a cooperativa, mesmo em um cenário de crescimento nos juros, vem trabalhando o crédito como forma de solução para seus cooperados, levando sempre condições diferenciadas para as necessidades de cada associado”, ressalta o diretor executivo da Viacredi, Vanildo Leoni.

Neste semestre, mais de 616 mil pessoas foram impactadas pelas ações educativas e sociais promovidas pela cooperativa aos cooperados e à comunidade. Atualmente, a Viacredi conta com mais de 850 mil cooperados, com crescimento de 7% no período. Para o segundo semestre, a Viacredi pretende inaugurar quatro novos postos de atendimento, dois no Paraná e dois em Santa Catarina, e conquistar a adesão de 60 mil novos cooperados.

A Viacredi é uma cooperativa do Sistema Ailos, com 850 mil cooperados, presença em 29 municípios de Santa Catarina e Paraná, 110 postos de atendimentos e mais de 2 mil funcionários. 

Crescimento da carteira de crédito foi de 20%

AEB projeta novos recordes para a balança comercial

Previsão é que as exportações cresçam 13,8%

Entre o começo da guerra Rússia-Ucrânia, em março, até este mês de julho, alguns produtos importados pelo Brasil tiveram aumentos de preços expressivos, entre os quais gás natural

A revisão da balança comercial para 2022, divulgada pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), aponta para um crescimento de 13,8% nas exportações, totalizando valor de US$ 319,4 bilhões, contra os US$ 280,6 bilhões efetivados em 2021. Para as importações, o aumento previsto pela AEB é de 21%, com resultado de US$ 265,3 bilhões, ante US$ 219,4 bilhões realizados no ano passado. Para o superávit, entretanto, a previsão é alcançar US$ 54,1 bilhões, redução de 11,9% em comparação aos US$ 61,2 bilhões apurados em 2021.

Tanto as previsões das exportações como das importações, caso se concretizem, constituirão recordes, substituindo os recordes anteriores de US$ 280,6 bilhões das exportações, no ano passado, e de US$ 239,6 bilhões das importações, em 2013. Do mesmo modo, a corrente de comércio, projetada em US$ 584,8 bilhões para 2022, constituirá novo recorde, superando o resultado recorde anterior de US$ 500 bilhões, registrado em 2021.

A guerra entre Rússia e Ucrânia é o principal fator para as projeções da AEB, revelou o presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro. Segundo Castro, o conflito no Leste Europeu provocou a elevação de todos os produtos, de forma geral, tanto de exportação, como de importação. “A guerra fez com que os preços das commodities [produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional] aumentassem ainda mais e os produtos importados passaram a ter um peso muito maior. Passou-se a pagar muito mais caro”, avalia.

Entre o começo da guerra Rússia-Ucrânia, em março, até este mês de julho, alguns produtos importados pelo Brasil tiveram aumentos de preços expressivos, entre os quais gás natural (+79%), petróleo (+31%), carvão (+27%) e fertilizantes (+31%). Comparando-se as cotações vigentes em janeiro de 2021, antes do conflito, portanto, e julho de 2022, a AEB constatou uma “explosiva” elevação de preços para os produtos selecionados: gás natural 365%, petróleo 68%, carvão 320% e fertilizantes 232%.

Importação
O presidente-executivo da AEB destacou que o próprio governo brasileiro tem divulgado a cada início de mês que o resultado da balança comercial, este ano, é uma mistura de “preço, preço e preço”. Em 2022, os preços têm subido, em média, 35% na importação e 20% na exportação. “Esta é a razão por que a gente está vendo um forte aumento de preços no produto importado”. Além de faltar produtos, matéria-prima, o que explicaria em parte o aumento da importação, também faltam contêineres. “Com a falta de contêineres, passou-se a ter um preço de logística, de frete, muito mais elevado”, ponderou.

Um dos principais produtos que serão afetados são chips, componentes eletrônicos, cujo grande fornecedor é a China. “Com o lockdown, a China está reduzindo as entregas, o que gera falta de produtos no mercado internacional. Os preços sobem por conta disso”, disse. A tendência é que os preços das commodities comecem a ter, agora, uma leve acomodação. “Não é uma queda forte, mas uma leve acomodação”, alertou Castro. O presidente executivo lembrou que, no ano passado, o preço médio da exportação de minério de ferro foi US$ 125 a tonelada. Este ano, está em torno de US$ 93.

Castro analisou que esse movimento de acomodação de preços será observado no comércio mundial como um todo. Como a China está com um crescimento bem menor do que em anos anteriores, a redução do crescimento da China significa redução do crescimento mundial, porque “a China é o grande indutor dessa desaceleração”, apontou o presidente-executivo da AEB.

Exportações
As importações estão concentradas na indústria extrativa e de transformação. Já as exportações são as commodities, que tiveram aumento de preços este ano, excetuando minério de ferro (- 25,4%), carne suína (- 8,2%) e celulose (- 0,6%). Destaque para óleos combustíveis (+ 57,4%), café não torrado (55,5%), petróleo (39,2%), milho (36,1%), soja em grão (29,7%), carne de frango (27,1%), carne bovina (21,6%).

De acordo com a análise feita pela AEB, a soja em grão vai retomar a liderança das exportações brasileiras, somando US$ 43,698 bilhões em 2022, graças às quedas de preço e de volume nas exportações de minério de ferro e, também, em função da redução do volume de petróleo. Os dados projetados pela AEB sinalizam que, graças às elevadas cotações das commodities, o Brasil poderá deixar a atual 26ª posição no ranking mundial de exportação e ganhar até quatro posições. Com relação às importações, as significativas altas de preços observadas em bens da indústria de transformação poderão levar o Brasil a deixar a atual 29ª posição no ranking e ganhar até cinco posições.

Com Agência Brasil

Previsão é que as exportações cresçam 13,8%

Brasil prorroga prazo de compra de créditos de descarbonização

Até 2030, serão compensadas emissões de gases causadores de efeito estufa que correspondem à plantação de 5 bilhões de árvores

Cada distribuidor de combustíveis terá até 30 de setembro de 2023 para atender a meta individual

O governo federal prorrogou o prazo para as distribuidoras de combustíveis comprovarem a meta anual individual de compra dos Cbios, os créditos de descarbonização. Com o ato, cada distribuidor de combustíveis terá até 30 de setembro de 2023 para atender a meta individual de 2022. Originalmente, o prazo terminaria em dezembro.

Os créditos de descarbonização fazem parte do programa RenovaBio, que determina que os distribuidores de combustíveis líquidos têm uma meta compulsória de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. O crédito é emitido por produtores e importadores de biocombustíveis, devidamente certificados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) O volume a ser adquirido pelas distribuidoras é baseado nas notas fiscais de compra e venda dos combustíveis. A meta anual de descarbonização destas empresas que vendem combustíveis fósseis é calculada pela ANP. Adquirir CBIOs é a única forma de atingir estas metas.

De acordo com Ministério de Minas e Energia, um Cbio equivale a uma tonelada de emissões evitadas, o que representa sete árvores em termos de captura de carbono. Até 2030, serão compensadas emissões de gases causadores de efeito estufa que correspondem à plantação de 5 bilhões de árvores. Ou seja, todas as árvores existentes na Dinamarca, Irlanda, Bélgica, Países Baixos e Reino Unido juntas.

Com Agência Brasil

Até 2030, serão compensadas emissões de gases causadores de efeito estufa que correspondem à plantação de 5 bilhões de árvores

Governo bloqueia mais R$ 6,7 bilhões do orçamento

A projeção para as despesas primárias no ano aumentou R$ 45,8 bilhões

O impacto sobre as contas públicas só não será maior porque, segundo o Ministério da Economia, as previsões de receitas brutas saltaram R$ 59 bilhões

A possibilidade de estouro no teto de gastos fez o governo contingenciar (bloquear) mais R$ 6,7 bilhões de gastos não obrigatórios do Orçamento Geral da União deste ano. Segundo a o Ministério da Economia, a decisão é necessária porque a previsão de gastos obrigatórios da União aumentou em relação à previsão anterior, divulgada em maio. De acordo com a pasta, a necessidade de bloqueio total do Orçamento de 2022 subiu de R$ 9,9 bilhões no segundo bimestre para R$ 12,7 bilhões no terceiro bimestre. Como o governo ainda tinha R$ 5,997 bilhões bloqueados, o valor do bloqueio novo ficou nos R$ 6,7 bilhões.

A projeção para as despesas primárias no ano aumentou R$ 45,8 bilhões, devendo fechar o ano em R$ 1,8 trilhão. A estimativa para os gastos obrigatórios subiu para R$ 1,6 trilhão, valor R$ 46,7 bilhões maior que o projetado em maio. No entanto, a previsão de gastos discricionários (não obrigatórios) do Poder Executivo foi reduzida em R$ 927 milhões, para R$ 154,2 bilhões. Isso resultou na variação total de R$ 45,8 bilhões.

Os detalhes de que tipos de gastos obrigatórios tiveram a previsão aumentada só serão divulgados em entrevista coletiva na segunda-feira (25). A Secretaria Especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia informou que os novos números incorporam a derrubada do veto à Lei Paulo Gustavo, que prevê incentivos à cultura no total de R$ 3,8 bilhões, e a aprovação do piso salarial dos agentes comunitários de saúde, que terá impacto de R$ 2,2 bilhões.

Déficit primário
O impacto sobre as contas públicas só não será maior porque, segundo o Ministério da Economia, as previsões de receitas brutas saltaram R$ 59 bilhões, mesmo com as desonerações concedidas sobre combustíveis e produtos industrializados. Ao descontar as transferências para os estados e os municípios, a estimativa das receitas líquidas aumentou em R$ 51,9 bilhões. Como as receitas aumentarão em ritmo maior que as despesas, o relatório reduziu a estimativa de déficit primário para este ano de R$ 65,4 bilhões para R$ 59,3 bilhões.

A projeção para o déficit primário, informou o Ministério da Economia, incorpora a aprovação da emenda constitucional que aumenta benefícios sociais e cria auxílio para taxistas e caminhoneiros. A mudança tem impacto de R$ 41,2 bilhões até o fim do ano, mas esses gastos não foram afetados pelo contingenciamento porque estão fora do teto de gastos. A estimativa também inclui a desoneração de R$ 16,5 bilhões determinada pela lei complementar que zerou tributos federais sobre a gasolina e o etanol. Até o fim do ano, esses combustíveis não pagarão a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), nos mesmos moldes da desoneração do diesel em vigor desde março deste ano.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. As estimativas oficiais estão bem mais otimistas que o valor aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, que estipula uma meta de déficit primário de R$ 170,4 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central).

Com Agência Brasil

A projeção para as despesas primárias no ano aumentou R$ 45,8 bilhões

Inadimplência cresce e atinge 62,7 milhões

Número teve alta de 6,5% em comparação a junho de 2021

Em média, cada consumidor negativado devia R$ 3.583,21 na soma de todos os débitos

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (38,8%) estavam negativados em junho de 2022 – o equivalente a 62,7 milhões de pessoas. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em junho deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de maio para junho, o número de devedores cresceu 0,6%.

O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca o impacto da inflação na renda da população. “Os preços continuam subindo e os itens básicos têm ocupado mais espaço no orçamento das famílias. Com isso, as outras contas acabam ficando para segundo plano”, avalia. O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 91 dias a 1 ano (40%).

Em média, cada consumidor negativado devia R$ 3.583,21 na soma de todos os débitos. Destaca-se a evolução das dívidas em bancos, com alta de 24,3%. “O Banco Central tem atuado para diminuir a inflação, mas os efeitos ainda não foram sentidos no bolso da população que acumula dívidas dos últimos dois anos de crise. É importante que o consumidor tente negociar seus débitos, principalmente com os bancos que normalmente cobram taxas mais altas pelos atrasos”, aconselha Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

Número teve alta de 6,5% em comparação a junho de 2021

Uma geração que experimenta os desafios e os prazeres das startups

Se você pensa em se enveredar por esses caminhos, vá em frente, pois o mercado é bem promissor

Percebo que muitos profissionais executivos têm trocado grandes empresas por negócios que eles mesmos criaram

Conversando com amigos, alguns me dizem que estou vivendo uma fase saudosista. Digo que não, que apenas sou um eterno entusiasta sobre gestão de pessoas e mercado de trabalho. Esse papo sempre ocorre quando comento que já estou há mais de 40 anos na atividade de gestão e que de lá para cá vi muita, mas muita coisa mudar na forma de gerir empresas.

Hoje, o que me fascina é ver o advento das startups, que são empresas em fase inicial que têm uma proposta de negócio inovadora a qual representa, uma grande possibilidade de crescimento no mercado independentemente da área. A meu ver elas representam o grau de maturidade do profissional humano. Ele chega a esse potencial, sem necessariamente depender diretamente de uma grande empresa ou marca para ter sua carreira consolidada. O movimento hoje é estar junto a grandes empresas e não necessariamente atuar no corpo colaborativo de uma companhia. Isso representa uma diferença enorme.

E esse movimento está acelerando, percebo que muitos profissionais executivos têm trocado grandes empresas por negócios que eles mesmos criaram ou para aderir a uma ideia ou projeto recém-criado.

Muitas vezes isso está atrelado a uma satisfação pessoal, bem como ao próprio crescimento na carreira. E aqui entra uma palavra que já citei por inúmeras vezes em minhas colunas: empreendedorismo. Sim, quem abre uma empresa deste porte tem uma tendência a ser empreendedor. Não por necessidade, mas por vontade e oportunidade, ousadia, coragem. Isso move quem está por trás das ideias bem-sucedidas em startups.

Se você pensa em se enveredar por esses caminhos, vá em frente, pois o mercado é bem promissor. Antes, porém, responda as seguintes perguntas a você mesmo: Você tem uma ideia considerada inovadora? Essa ideia é passível de se colocar em um protótipo? Essa sua ideia é passível de validação do mercado para possíveis ajustes? Tem um ‘Q’ de inovação tecnológica e é considerado algo diferente no mercado? Se você disse sim para a maioria das questões anteriores e tem a intenção de entrar no mundo das startups, vá em frente, pois já é meio caminho andado. Torço por você e pelo seu projeto!

Se você pensa em se enveredar por esses caminhos, vá em frente, pois o mercado é bem promissor

Governo suspende atividades de 180 empresas por telemarketing abusivo

Interrupção das atividades é permanente

Segundo a Senacon, há indícios de que as empresas responsáveis pelas abordagens não autorizadas tenham praticado o crime de comércio ilegal de dados pessoais

Uma ação coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), levou à suspensão permanente das atividades de 180 empresas suspeitas da prática de telemarketing abusivo. A iniciativa conta com a parceria dos Procons de todo o país e visa combater as ligações não solicitadas para oferta de produtos ou serviços. Segundo a Senacon, a maior parte das empresas se utiliza de dados sobre pessoas obtidos de forma ilegal.

A suspensão das atividades começou a valer a partir da segunda-feira (18) para empresas de telemarketing que atuam nos âmbitos nacional, estadual e municipal. Campeãs de reclamações sobre telemarketing abusivo na plataforma consumidor.gov.br, empresas de telecomunicações e instituições financeiras também deverão suspender atividades de telemarketing. A medida foi tomada após o registro de mais de 14 mil reclamações em três anos no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) e no portal consumidor.gov.br, informou o MJSP.

“Para se ter uma ideia, em um dos casos apurados pela Senacon, um idoso alegou ter recebido mais de 3 mil ligações de telemarketing nos cinco números de telefones que possuía”, relatou a pasta, em nota. Não são atingidos pela suspensão o telemarketing passivo, em que o cliente liga para a empresa, as cobranças, os pedidos de doações e as ligações expressamente autorizadas pelos consumidores. Segundo a Senacon, há indícios de que as empresas responsáveis pelas abordagens não autorizadas tenham praticado o crime de comércio ilegal de dados pessoais.

Caso alguma das 180 empresas atingidas descumpra a decisão de suspender suas atividades, foi estipulada multa diária de R$ 1 mil, com o acumulado podendo chegar a até R$ 13 milhões. De acordo com a Senacon, em breve será disponibilizado aos consumidores um canal de comunicação direto para denunciar as empresas que continuarem a realizar ligações de telemarketing abusivo, mesmo após a aplicação desta medida.

Com Agência Brasil

Interrupção das atividades é permanente

Metodologia do Top of Mind

A pesquisa capta a lembrança espontânea dos gaúchos em um universo de entrevistados que espelha a população

A liderança eventualmente pode até troca de mãos mas, há algo que não muda no Top of Mind desde 1991, quando AMANHÃ lançou a pesquisa de lembrança de marcas pioneira no Brasil, os rígidos padrões metodológicos que nortearam o levantamento nesses 32 anos.

Assista a premiação do Top of Mind 2022, dia 28 de julho, às 20h30, com transmissão pelo canal do YouTube do Grupo Amanhã (clique aqui). Inscreva-se e ative o sininho.

A pesquisa capta a lembrança espontânea dos gaúchos em um universo de entrevistados que espelha a população

Os queijos e a fantástica demanda reprimida de lácteos na Ásia

Exportar o produto brasileiro deverá ser algo tão comum como é hoje a venda de soja para a China

Maior importador de lácteos e maior mercado consumidor de lácteos do mundo, a China tende a comprar sempre mais

Perdemos o bonde do café, mas não o dos queijos para os países asiáticos. E isso apesar do espantoso aumento da produção de leite e derivados na Índia, China, Paquistão e Indonésia – países cujas populações, somadas, totalizam 3,3 bilhões de habitantes em 2022, quantidade equivalente a 15,6 vezes a população brasileira. No ano 2000, a Ásia alcançou 29% e a União Europeia (UE) 37% da produção mundial de leite. Em 2019, a UE caiu para 26% e a Ásia passou a 42% – metade desse total produzido pela Índia. O Paquistão respondeu por 6% e a China 4%.

Entrar nos mercados da China, Índia, Indonésia e Paquistão exigirá dos produtores de queijos do Brasil concorrer principalmente com as grandes empresas da União Europeia, responsável por 44% do queijo importado pelos países da Ásia, e com as dos EUA e Nova Zelândia. Um desafio e tanto, principalmente pelo hábito das empresas brasileiras de serem voltadas para o mercado interno. Tomara que as premiações de queijos brasileiros na França em 2021 tenham animado o setor a encarar a concorrência internacional…

Vender queijos brasileiros na Ásia daqui a alguns anos deverá ser algo tão comum e em grande escala como é hoje a exportação de soja e carnes de boi e de frango para a China. Isso porque os aumentos significativos da renda per capita, no período 2000/2021, de US$ 2.917 (pela paridade do poder de compra – PPP) para US$ 19.338 na China, e de US$ 4.738 para US$ 12.904 na Indonésia, seguem produzindo alterações no padrão alimentar desses países, expressas no aumento de importações de produtos agropecuários, que passaram na China de US$ 8 bilhões em 1990, para US$ 189 bilhões em 2020, e na Indonésia alcançaram US$ 19,4 bilhões em 2020. No mesmo período, a renda per capita (PPP) no Brasil passou de US$ 9.050 para US$ 16.056; na Índia de US$ 2.093 para US$ 7.334; e no Paquistão de US$ 2.951 para US$ 5.878.

Todos esses números sinalizam as dimensões da demanda reprimida de lácteos que há na Ásia, resultante do baixo poder aquisitivo da grande maioria da sua população. A Indonésia, por exemplo, alvo de estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, em 2018 (Série “diálogos estratégicos”), tinha consumo per capita de 14,6 litros de leite em 2012, muito distante da média brasileira (166 litros, em 2018). Apesar disso, a produção local dava conta de apenas 20% do consumo.

Decidida a aumentar significativamente a produção de leite, em poucos anos a Índia despontou como a maior do mundo, aumentando a produção em 51% no período 2012-2021. Para o período de 2022-2031, a estimativa da OCDE-FAO para a produção de leite na Índia é de mais 56% de aumento, recorde mundial disparado. Tanto leite na Índia (191 milhões de toneladas em 2019, e previstos 272 milhões, em 2031) e também no Paquistão (58 milhões de toneladas e 83 milhões), entretanto, ainda estão longe de atender suas populações: em 2030, a estimativa é que o consumo per capita indiano passe de modestos 23 quilos (2020) para 28 quilos, e o paquistanês de 37 quilos para 42 quilos. Na China, o consumo saltou de 6 quilos, em 1990, para 36 quilos em 2020.

Maior importador de lácteos e maior mercado consumidor de lácteos do mundo (US$ 66 bilhões em 2021), a China tende a comprar sempre mais, também porque já é o quarto maior destino turístico, com 66 milhões de turistas estrangeiros em 2019, e o poder aquisitivo da sua população continua aumentando, o que lhe permite consumir mais – e tudo isso acontece muito rápido, superando a capacidade de produção, que caminha para logo “bater no teto”, tais as limitações naturais (principalmente água e alimentos) que enfrenta, mais a redução de áreas de pastagens e os altos custos da atividade.

E por que queijo, e não leite em pó? Essencialmente porque leite em pó precisa de água para ser consumido, e o líquido precioso é bem escasso na China, Paquistão e Índia. E queijo permite agregação de valor via produção artesanal e indicação geográfica e diversidade de produtos, o que pode beneficiar grande quantidade de pequenos e médios produtores em todo o país.

Exportar o produto brasileiro deverá ser algo tão comum como é hoje a venda de soja para a China

Arrecadação federal fecha junho em R$ 181 bilhões

O valor é 17,9% maior em relação a junho de 2021

De acordo com o BC, o aumento de junho pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos do IRPJ e da CSLL

A arrecadação total das Receitas Federais fechou o mês de junho em R$ 181 bilhões, informou o Ministério da Economia. O valor representa um acréscimo real de 17,9% em relação a junho de 2021, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse é o melhor desempenho arrecadatório para o mês de junho desde 2000. No período acumulado de janeiro a junho de 2022, a arrecadação alcançou R$ 1 trilhão. Em relação às receitas administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado, em junho, foi de R$ 174,3 bilhões, representando um acréscimo real de 17,1%.

De acordo com o BC, o aumento de junho pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 34,2 bilhões, com crescimento real de 37,47%. Além disso, também houve pagamentos atípicos de cerca de R$ 6 bilhões por empresas ligadas ao setor de commodities.

No acumulado do ano, o IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 258,5 bilhões, com crescimento real de 21,5%. Esse desempenho é explicado pelos acréscimos de 83% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, decorrente de fatos geradores ocorridos ao longo de 2021, e ao crescimento de 19,3% na arrecadação da estimativa mensal. Também houve recolhimentos atípicos da ordem de R$ 26 bilhões, especialmente por empresas ligadas à exploração de commodities, no período de janeiro a junho deste ano, e de R$ 20 bilhões, no mesmo período de 2021.

Já a Cofins e o PIS/Pasep apresentaram uma arrecadação conjunta, em junho, de R$ 34,2 bilhões, representando um acréscimo real de 11,8%. Esse desempenho é explicado pelo decréscimo real de 0,7% no volume de vendas, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC-IBGE) e aumento real de 9,2% no volume de serviços, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS-IBGE) entre maio de 2022 e maio de 2021, desempenho da arrecadação do setor de combustíveis e do comércio varejista, e decréscimo de 14,9% no volume das compensações tributárias em relação ao período anterior.

Com Agência Brasil

O valor é 17,9% maior em relação a junho de 2021

Consumidor ganha canal para denunciar telemarketing abusivo

Ocorrências serão feitas por formulário eletrônico

No início desta semana, as atividades de telemarketing abusivo de 180 empresas brasileiras foram suspensas por decisão da Senacon e dos Procons

Os brasileiros ganharam mais um canal direto para denunciar empresas de telemarketing que insistem na prática abusiva no contato com o consumidor. Com a determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) de combater o problema, foi disponibilizado um canal na internet, onde a pessoa pode fazer a denúncia.

“No formulário eletrônico, os consumidores devem inserir, entre outras informações, a data e o número de origem da chamada com DDD (discagem direta a distância, quando houver), o nome do telemarketing ou qual empresa representa e se foi dada permissão para a oferta de produtos e serviços”, informou o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta acrescentou que as denúncias serão apuradas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e encaminhadas aos Procons de todo o país para que sejam analisadas e aberto eventual processo administrativo pelo descumprimento da medida.

No início desta semana, as atividades de telemarketing abusivo de 180 empresas brasileiras foram suspensas por decisão da Senacon e dos Procons. “A medida tem o objetivo de pôr fim às ligações que oferecem produtos ou serviços sem autorização dos consumidores”, explicou o ministério. A decisão de suspender foi tomada com base na quantidade de reclamações registradas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) e no portal consumidor.gov.br nos últimos três anos.

Com Agência Brasil

Ocorrências serão feitas por formulário eletrônico

A Gerdau mostra o caminho

A mais nova líder do ranking de AMANHÃ e IXL-Center colhe os resultados de uma arrojada arquitetura de inovação que concilia startups e uma nova cultura de gestão

Uma das buscas recorrentes no Grupo Gerdau são iniciativas de intraempreendedorismo, quando novos negócios são criados dentro de casa

Em janeiro, a grande vencedora desta edição do ranking Campeãs de Inovação lançou uma iniciativa que tem a ambição de oferecer novas soluções para a indústria da construção civil. A novidade, batizada de Gerdau Design, foi concebida com a pretensão de aumentar a produtividade da indústria de construção civil brasileira por meio de tecnologias aplicadas no canteiro de obras e em sistemas construtivos pré-fabricados. Da construção ao pós-obra, a Gerdau Design pensará nas melhores soluções estruturais em cada fase do projeto para incrementar a eficiência da obra, embalando em seu mix um serviço exclusivo de consultoria para os clientes.

Este lançamento é apenas um dos trunfos que guindaram a Gerdau ao primeiro lugar na 18ª edição da pesquisa de AMANHÃ e IXL-Center. Além de promover o aperfeiçoamento dos processos de produção, reduzindo custos, aumentando a eficiência e ganhando competitividade no mercado, a multinacional centenária fundada em Porto Alegre no final do século XIX procura se antecipar às necessidades do mercado, criando e potencializando propostas de valor que garantam a satisfação e fidelização dos clientes. Nos últimos anos, a organização tem investido cerca de R$ 1,5 bilhão, ou 2% de sua receita total, em inovação e iniciativas digitais voltadas para diversas frentes do negócio.

“A jornada da digitalização acompanha a evolução da transformação cultural da empresa, que resultou no desenvolvimento de novos comportamentos e de novas formas de trabalhar, sem “silos”, contextualiza Gustavo Werneck, CEO da Gerdau. Ele reporta, ainda, a introdução de um modelo mental de agilidade entre os colaboradores, que passaram a priorizar ferramentas de tecnologia e o uso inteligente de dados. A digitalização de processos e operações – levada a cabo em 2020 – foi uma ferramenta relevante para reforçar a competitividade das operações. A recente migração dos funcionários para o home office também teve papel fundamental. Por meio de workplace virtual e soluções em nuvem, ressalta Werneck, a Gerdau ganhou mais agilidade e flexibilidade. “Outra iniciativa importante foi a maior utilização dos canais digitais da companhia pelos clientes, como o eGerdau, cotações online e colocação de ordens”, orgulha-se Werneck, dando conta da importância da transformação digital pela qual a gigante do aço teve de passar.

A Inteligência Artificial e uso de dados realmente estão modificando a Gerdau. Nos últimos anos, a opção pelo digital fez, no entender dos gestores, com que a empresa abandonasse a fase “be digital” para migrar para o “go digital”. “Na prática, conectamos pessoas, máquinas e processos, reduzindo distâncias e construindo redes vivas de relacionamento. Trata-se de uma visão de que o digital deixou de ser algo isolado para ser visto como parte do negócio”, explica Gustavo França, líder de digital e TI da Gerdau, empresa que, além de ser a grande campeã da classificação geral, também figura em primeiro lugar no setor Siderurgia e Mineração no ranking Campeãs da Inovação.

O SMDO, sistema de monitoramento e diagnóstico online, é um dos emblemas desta mudança. Trata-se de uma plataforma que executa funções referentes a prognósticos e diagnósticos de falhas em equipamentos e processos industriais, além do suporte aos procedimentos de manutenção. O sistema fica em um ambiente centralizado de monitoramento de 700 ativos críticos em todas as unidades do Brasil e também da Argentina, com base em softwares preditivos, que contam com o suporte de uma equipe de especialistas. Desse modo, é possível identificar antecipadamente falhas, minimizando os custos de manutenção e perdas de produção, com a consequente redução da exposição de funcionários a riscos.

“Digitalização acompanha a transformação cultural da empresa”, destaca Werneck

Já o Meltdown é um modelo de inteligência artificial para otimizar o consumo de energia nos fornos de aciaria das usinas. Os dados são tratados em um centro de monitoramento inteligente, em Belo Horizonte (MG), que envia aos operadores as informações necessárias para melhorar a eficiência energética dos fornos, reduzindo o consumo de energia, das emissões de CO₂ e os custos da produção de aço. O grupo trabalha com uma solução de inteligência artificial para operação de todos os fornos da operação de negócio da América do Norte, com mais de R$ 37 milhões em redução do consumo de eletrodos e energia, por exemplo. A companhia tem ainda um centro de monitoramento e serviços remotos, também localizado na capital mineira, com foco em big data, altos níveis de precisão, acuracidade e melhoria contínua dos processos. O centro de monitoramento, parceria entre Gerdau e Primetals, é composto por equipe multidisciplinar – como metalúrgicos, engenheiros de automação e cientistas de dados. O local e é usado para treinamento, assistência remota aos usuários e como um hub para investigar áreas potenciais para melhorias nos processos.

Novos negócios
A Gerdau valoriza cada vez iniciativas de intraempreendedorismo – quando novos negócios são criados dentro de casa. A Gerdau Next exemplifica bem esta postura. Sob seu guarda-chuva, surgiu em 2018 a G2L, uma operadora logística, que atua por meio de uma plataforma digital na qual é possível contratar fretes mais competitivos tanto para a própria empresa quanto para clientes e parceiros. A origem da novidade foi um grupo de funcionários que, na melhor postura intraempreendedora, buscava diferenciais competitivos para o transporte rodoviário. O resultado foi melhor que o esperado: a companhia já quadruplicou sua operação desde 2019, alcançando transporte mensal de 223 mil toneladas em 2020, 23 filiais e 33 clientes nos setores de siderurgia, papel e celulose, construção, varejo, agrícola e refrigerados. São 39 mil motoristas cadastrados, mais de 2500 cidades atendidas e 312 caminhões até dezembro de 2021.

A G2Base, que também faz parte do portfólio de empresas da Gerdau Next, teve o início das operações no ano passado e ganhou vida na Gerdau seguindo a mesma trilha da G2L. A G2Base é uma construtech que industrializa a cadeia da fundação em aço e centraliza todo o processo – da matéria-prima à execução –, reduzindo custos, prazos e desperdício e aumentando segurança, produtividade e sustentabilidade. O grande diferencial é que toda a gestão da fundação fica sob sua responsabilidade: do fornecimento dos perfis estruturais ao serviço de execução, o cliente recebe a fundação pronta. “A solução completa aumenta a produtividade em até 40% e reduz desperdícios no canteiro de obras. A tecnologia desenvolvida pela empresa permite a automatização de processos com informações online em tempo real e garante mais velocidade, segurança e aproveitamento máximo de recursos e logística”, destaca Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau.

Atualmente, a Gerdau Next possui três linhas verticais de atuação estratégica: construção civil, sustentabilidade e mobilidade. Já são onze empresas no portfólio, entre próprias e joint-ventures. Uma das três mais importantes é a Juntos Somos Mais, startup com o maior ecossistema do varejo da construção e que tem como acionistas Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre). A segunda se chama Brasil ao Cubo. É uma construtech de construção off-site. Por este conceito, a obra não acontece no terreno, mas dentro de um parque fabril, com maior controle de processos e materiais, o que possibilita obras até quatro vezes mais rápidas. A terceira empresa, neste pódio da Gerdau Next, é a Gerdau Graphene, que desenvolve e comercializa produtos com a aplicação de grafeno. Estas três companhias, somadas à G2Base e à G2L, compõem o que se pode chamar de Top 5 do grupo de empresas Gerdau Next. O grafeno, aliás, é a mais nova aposta da multinacional do aço. A Gerdau Graphene começou suas operações em abril 2021 e mira objetivos arrojados. “A inovação promovida pelo material em diferentes segmentos não visa a substituir o aço, mas constitui um novo nicho de atuação. O grafeno é um material completamente novo, o mais fino e mais forte que existe, excelente condutor de eletricidade e calor, altamente flexível e tão denso que nem o menor átomo de gás o atravessa”, explica Prado, com entusiasmo.

Na Gerdau Graphene, as aplicações do material são definidas de acordo com cinco grandes áreas: produtos para construção civil, polímeros (termoplásticos e plásticos termofixos), lubrificantes, óleos e graxas, elastômeros e tintas. Além disso, há dois segmentos especiais desenvolvidos em parcerias com clientes: baterias e rolamentos.

A Gerdau Graphene possui um posto avançado no Centro de Inovação de Engenharia de Grafeno (GEIC, da sigla em inglês) da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Ali, a empresa se conecta ao coração global da pesquisa em grafeno, fonte constante de inovação, e o mais importante polo tecnológico para a pesquisa do material. No laboratório, protótipos são testados com agilidade e segurança em todas as etapas. Em fevereiro, foi lançado o Centro de Materiais Avançados em Grafeno e Novas Aplicações Tecnológicas do IPT (CIGraph), em parceria com a Gerdau Graphene. O centro, que fica dentro do campus do IPT em São Paulo, tem o objetivo de desenvolver novas aplicações de grafeno que sejam facilmente incorporadas a processos industriais atuais. No início de 2022, a Gerdau Graphene assinou um contrato de parceria com a unidade EM-BRAPII SENAI/SP – Materiais Avançados para o desenvolvimento de um composto plástico especial com grafeno em resinas termoplásticas. Instalada dentro do Senai Mario Amato, em São Bernardo do Campo (SP), a unidade compõe um centro voltado a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para materiais avançados, credenciado pela Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e tido como referência no estado de São Paulo. Como se nota, é possível desbravar novos negócios fora do alcance do core business – e a inovação é o pilar fundamental para dar conta dessa importante tarefa. A Gerdau já mostrou o caminho.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

A mais nova líder do ranking de AMANHÃ e IXL-Center colhe os resultados de uma arrojada arquitetura de inovação que concilia startups e uma nova cultura de gestão

Um novo conceito de ir ao banco

Do open banking ao real digital, nada será como antes no modelo de negócios do sistema financeiro e na experiência dos clientes. E esta transformação tem as digitais do Banrisul

Revolução na ponta dos dedos: mais do que apenas se adaptar, Banrisul quer estar à frente das soluções digitais

A 18ª edição da pesquisa feita por AMANHÃ e IXL-Center detectou que o Banrisul obteve ótimo desempenho na dimensão que verifica o alinhamento entre a inovação e estratégia de negócios da companhia. Na visão do diretor de TI e inovação banco, Jorge Krug, o processo de transformação digital, que ganhou mais força nos últimos anos, tem exigido das corporações flexibilidade e agilidade para se reinventarem – ou ao menos se adaptarem a cenários de mudanças constantes e muitas vezes radicais. “Para enfrentar esse contexto de incertezas e garantir a sustentabilidade dos negócios, acreditamos que é determinante inovar, seja de maneira incremental ou de modo disruptivo”, justifica Krug.

Para cumprir essa tarefa, o Banrisul se apoia na multidisciplinaridade de conhecimentos trazidos por funcionários de diversos setores que interagem com os clientes e avaliam suas experiências de consumo. Este acervo de visões resulta em ideias e proposições que podem representar desde uma melhoria incremental para um produto ou serviço já existente até uma disrupção radical. É uma construção coletiva e sempre sintonizada com a perspectiva dos usuários do serviço, especialmente nas fases de prototipação e validação, para chegar a um resultado final que entregue o valor esperado.Atualmente, esse processo é conduzido pela diretoria de TI e inovação através da unidade de transformação digital.

Outra vertente é a das startups. Com a busca pela colaboração e troca de conhecimento, foi criado um programa de inovação aberta, BanriHub, e um programa de aceleração de startups, o BanriTech. Em sua primeira edição, em 2021, o BanriTech acelerou 30 startups. Durante o primeiro ciclo, várias lideranças do Banrisul atuaram como mentores e as várias unidades de negócio e tecnologia abriram as portas para diálogos que redundaram em descobertas e validações importantes para o desenvolvimento – e em alguns casos pivotagem – das startups. Em 2022, o BanriTech terá o segundo ciclo com mais 30 startups aceleradas, mesclando eventos virtuais e presenciais com os empreendedores. O processo de seleção aconteceu em fevereiro e março, com o ciclo iniciando em abril e previsto para se encerrar em setembro com o BanriTech Pitch Day, no qual as dez startups mais representativas apresentarão seu pitch para uma banca qualificada de executivos do Banrisul, investidores e nomes relevantes do ecossistema de inovação. “Para uma empresa quase centenária essa aproximação é fundamental para oxigenar nossa estrutura e ampliar a visão sobre modelos de negócio e experiência dos clientes”, sustenta Krug.

O êxito na condução deste processo rende ao Banrisul um reconhecimento que vai além das fronteiras regionais de sua atuação. Tanto que o banco gaúcho vem participando ativamente em grupos de trabalho e projetos que repensam a atividade bancária no âmbito do Banco Central e, institucionalmente, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). A discussão de maior destaque, atualmente, envolve a criação do CBDC do Banco Central, o Real Digital. Dentro da Febraban, o Banrisul integra o grupo consultivo de novas tecnologias e toma parte na elaboração de propostas para o laboratório de inovação do Banco Central. Esse protagonismo não é de agora. O Banrisul teve uma atuação relevante na implantação, pelo Banco Central, das várias fases do Open Banking, construindo e apontando caminhos para o setor ao desenvolver soluções que soluções conquistaram certificação de forma ágil e efetiva.

Todo esse percurso prepara o banco para outra revolução aguardada pelo sistema financeiro. Krug projeta que o setor bancário deverá se tornar ainda mais ubíquo e não perceptível no cotidiano da população. Um dos fatores fundamentais para isso é a digitalização dos serviços e da moeda, que acabam por transformar o conceito de “ir ao banco”.Mas há também o desafio de se adaptar à crescente abertura do sistema financeiro, um processo que de certa forma acaba por transformar os vários agentes do mercado em bancos, visto que podem agregar a oferta de crédito, produtos e serviços legitimamente bancários na sua prateleira e ampliar a experiência de consumo de seus clientes.

“Acreditamos que os bancos devem aprofundar a transformação de seus modelos de negócios, ampliando as possibilidades de atingir novos mercados em diferentes segmentos de atuação”, vislumbra Krug. Dentre as tecnologias que devem ser aperfeiçoadas estão o comando de voz e uso da inteligência artificial com maior profundidade para melhoria de resultados, eficiência operacional e para o desenho e redesenho de modelos de negócio. Não sem razão os investimentos feitos pelo banco na área contemplam algumas dessas tecnologias. O Banrisul é o investidor máster no NAVI, hub voltado para projetos de inteligência artificial no Tecnopuc, o parque tecnológico da PUCRS. O aporte financeiro do banco também abrange diversas linhas de negócio já aplicadas e previstas para o ano, como o agronegócio e a infraestrutura de TI.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Do open banking ao real digital, nada será como antes no modelo de negócios do sistema financeiro e na experiência dos clientes. E esta transformação tem as digitais do Banrisul

Brivia inaugura sede no Instituto Caldeira

Empresa busca reforçar conexão com ecossistema de inovação

As unidades da Brivia são mais compactas e outras mais robustas, como será o caso da operação no Caldeira

Um dos principais players de transformação digital do país irá inaugurar sua sede no Instituto Caldeira. Com origem no Rio Grande do Sul, totalizando nove operações no país e uma no exterior, a Brivia deve fechar o ano com mais de R$ 200 milhões em receita e 450 colaboradores. O objetivo com o novo escritório é reforçar conexão com o ecossistema de inovação, convivendo com negócios tradicionais que estão se reinventando, startups e talentos. A abertura do espaço ocorreu na quinta-feira (14).

De acordo com o CEO da creative smartech — posicionamento adotado pela companhia no início do ano —, Marcio Coelho, a escolha da localização do novo escritório em Porto Alegre se baseia em um propósito claro. “A Brivia está onde as coisas estão acontecendo. O Caldeira tem a missão de desenvolver a nova economia. E nós queremos fazer parte disso e contribuir com esse movimento de transformar a capital gaúcha e o Estado em um polo de desenvolvimento, inovação e tecnologia. Vamos levar para lá, também, o que está pulsando aqui”, destaca.

Adepta da cultura nômade desde muito antes da Covid-19, com colaboradores espalhados hoje por 18 estados e três países, a Brivia estabeleceu uma série de processos para garantir a maturidade e a eficiência do trabalho remoto. Porém, segundo o Chief Operating Officer (COO) Fernando Silveira, essa crença não anula a relevância do modelo presencial.

“Conseguimos fazer tudo remotamente. Mas ter a oportunidade de, em alguns momentos, nos encontrarmos fisicamente é fundamental. E por vários motivos: fortalecimento de cultura, aproximação com os times, estímulo à empatia e promoção de um ambiente mais colaborativo. Entramos na pandemia com 150 colaboradores e, agora, somos mais de 400. Então, é um desafio grande”, conta Silveira.

Os escritórios da empresa — que completou 15 anos e se consolidou como um dos principais grupos de comunicação do Brasil — são chamados de B.A.S.E. É a sigla para Brivia’s Advanced System of Engajament (na tradução, Sistema Avançado de Engajamento da Brivia). A partir desse referencial, há sedes mais compactas e outras mais robustas, como será o caso da operação no Caldeira.

“Essa base será completa, buscando posicionar, interagir e suportar o time. Projetamos que cada sede tenha capacidade de suportar em torno de 30% da equipe local. São espaços dinâmicos, sem mesas fixas. As pessoas não estarão lá o tempo inteiro. Queremos que ela seja utilizada para atividades que vão além da execução do próprio trabalho, incluindo momentos de integração, trocas de ideias e eventos. A convivência tem um poder insubstituível”, explica Silveira.

Empresa busca reforçar conexão com ecossistema de inovação