Archives Maio 2022

Mudança de modelo de negócio foi fundamental para a retomada da indústria

Avaliação é de André Odebrecht, presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria de Metalmecânica da Fiesc

Para Odebrecht, Santa Catarina tem condições de manter um desempenho acima da média nacional

A rápida capacidade de adaptação da indústria para criar produtos e atender novas demandas foi fundamental para a retomada do crescimento. Essa é a avaliação de André Odebrecht, vice-presidente da Alto Vale do Itajaí e presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria de Metalmecânica da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Em conversa com o economista Marcelo de Albuquerque no segundo episódio da série Observatório Entrevista, ao qual o Portal AMANHÃ teve acesso, o industrial comentou sobre os aspectos que levaram o setor de Metalurgia a alcançar as maiores taxas de crescimento nos últimos 12 meses em Santa Catarina – 27,9% conforme dados apurados em março deste ano.

“O industrial de Santa Catarina deu mais uma vez provas da sua enorme competência. Você tinha um parque fabril e o transformou em pouquíssimo tempo para produzir itens diferentes de forma mais ágil e com menor custo, mesmo diante de uma pandemia”, afirma Odebrecht. A demanda aquecida do setor de alimentos, do agronegócio e da construção são os principais fatores que ajudam a explicar o bom momento do setor, na avaliação do industrial. A indústria metalmecânica e metalurgia foi o terceiro em geração de empregos industriais em Santa Catarina, com um saldo positivo de 6.100 novas vagas formais em 2021. No ano passado, o setor exportou US$ 411,1 milhões, o que representou crescimento de 85,9% na comparação com 2020.

Neste ano, na avaliação do economista Marcelo de Albuquerque, a perspectiva é de um desempenho mais restritivo, por conta da manutenção do aumento de preços e, por consequência, aumento dos custos de produção. De acordo com ele, a invasão da Rússia à Ucrânia é um dos fatores que influencia nessa pressão inflacionária.

Para Odebrecht, no entanto, Santa Catarina tem condições de manter um desempenho acima da média nacional. “O desafio é muito grande novamente”, pondera o presidente da Câmara. De acordo com ele, além dos problemas logísticos e das dificuldades de suprimentos de matérias-primas, há reflexos da pandemia em grandes economias mundiais, como os Estados Unidos, que precisam lidar com inflação histórica e aumento da taxa de juros. O trabalho do industrial catarinense, na visão dele, será o de criar novos mercados, produtos e soluções para alcançar crescimento. “Eu acredito muito na indústria de Santa Catarina e no setor Metalmecânico. Reinvenção é o nosso DNA. Com isso, nós vamos enfrentar mais essa situação”, complementa.

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Avaliação é de André Odebrecht, presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria de Metalmecânica da Fiesc

Inflação mantém alta e chega a 1,06% em abril

É o maior índice para o mês desde 1996

Alimentos continuam pressionando a inflação com alta de 2,06%

A inflação teve alta de 1,06% em abril, após ter alcançado 1,62% em março. Esse foi o maior resultado para o mês de abril desde 1996 (1,26%). No ano, o indicador acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%, acima dos 11,3% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2021, a variação havia sido de 0,31%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. Em abril, os principais impactos vieram de alimentação e bebidas e dos transportes. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril.

“Alimentos e transportes, que já haviam subido no mês anterior, continuaram em alta em abril. Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio. Houve alta de mais de 10% no leite longa vida e em componentes importantes da cesta do consumidor como o tomate (10,18%), o pão francês e as carnes”, elenca o analista da pesquisa, André Almeida.

No caso dos transportes, a alta foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços dos combustíveis que continuaram subindo, assim como no mês anterior, com destaque para gasolina, produto com maior impacto positivo no índice do mês. “A gasolina é o subitem com maior peso no IPCA (6,71%), mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e a ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular”, acrescenta Almeida.

Houve ainda aceleração nos grupos Saúde e cuidados pessoais (1,77%) e Artigos de residência (1,53%). O único grupo a apesentar queda no IPCA de abril foi Habitação, com -1,14%. Os demais ficaram entre o 0,06% de Educação e o 1,26% de Vestuário. O grupo habitação foi o único a apresentar variação negativa em abril, devido à queda nos preços da energia elétrica (-6,27%). “A partir de 16 de abril, houve mudança na bandeira tarifária, que saiu de bandeira de escassez hídrica, para bandeira tarifária verde, em que não há cobrança extra na conta de luz. Desde setembro do ano passado, estava em vigor a bandeira de Escassez Hídrica, que acrescentava R$14,20 a cada 100Kwh consumidos”, explica, o analista. Por outro lado, foram registradas altas no gás de botijão (3,32%) e no gás encanado (1,38%).

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

É o maior índice para o mês desde 1996

Pagamentos com cartões de crédito crescem 42% no primeiro trimestre

Aumento está relacionado à expansão do comércio online

O cenário econômico adverso está prejudicando a capacidade das famílias de manterem os pagamentos em dia

Os pagamentos com cartões de crédito cresceram 42,4% no primeiro trimestre do ano em comparação com o período de janeiro a março de 2021, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). De acordo com a associação, foram movimentados R$ 478,5 bilhões em pagamentos com cartões de crédito nos três primeiros meses do ano.

Os cartões de débito foram responsáveis por R$ 235,4 bilhões em pagamentos no primeiro trimestre, um aumento de 15,2% em relação ao mesmo período do ano passado. As transações com cartões pré-pagos somaram R$ 44,6 bilhões de janeiro a março, alta de 148,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2021.

O crescimento das transações de cartões de crédito está relacionado, segundo a Abecs, à expansão do comércio online e também ao controle da disseminação da Covid-19 no país. “A própria [variante] Ômicron, quando teve uma melhora, a partir de fevereiro, os números passaram a acompanhar o que seria uma normalidade da vida urbana”, ressaltou o presidente da associação, Rogério Panca.

As compras pela internet tiveram alta de 35,2% de janeiro a março em relação ao primeiro trimestre de 2021, totalizando R$ 162,4 bilhões. Do montante, R$ 157,9 bilhões foram movimentados com cartão de crédito, alta de 35,4%. Panca destacou ainda que o percentual de crescimento é muito alto devido à base baixa de comparação, que foi o início de 2021, quando a quarentena contra a pandemia de Covid-19 provocava diversas restrições à atividade econômica.

Com a reabertura, os gastos no exterior, impulsionados pelas viagens, também cresceram. No primeiro trimestre do ano, os brasileiros gastaram, com cartão de crédito. fora do país, US$ 849,7 milhões, uma alta de 107,9%. Os gastos de estrangeiros no Brasil, também com cartões de crédito, ficaram em US$ 665,5 milhões, um aumento de 64,5% em relação aos três primeiros meses de 2021. Os pagamentos por aproximação cresceram 455,9% nos primeiros três meses do ano, respondendo pelo movimento de R$ 103,2 bilhões, sendo R$ 58,1 bilhões por cartão de crédito, R$ 28,4 bilhões por cartão de débito e R$ 16,7 bilhões por cartão pré-pago.

Inadimplência
A inadimplência dos usuários de cartão de crédito vem crescendo nos últimos meses e chegou a 5,8% em fevereiro. Segundo Panca, o cenário econômico adverso está prejudicando a capacidade das famílias de manterem os pagamentos em dia. “Desemprego elevado, inflação alta, taxa de juros elevada, isso tudo acaba provocando uma corrosão da renda das famílias”, enumerou, sobre as razões do aumento do percentual de pessoas com pagamentos em atraso. Ele ponderou, no entanto, que o patamar ainda está abaixo dos picos da série histórica de inadimplência no país.

Com Agência Brasil

Aumento está relacionado à expansão do comércio online

Antecipação da safra da soja eleva faturamento da Rumo

Receita aumentou 26,3% no primeiro trimestre

O volume para os portos do Sul cresceu 26,9%, em razão da entrada antecipada da safra de soja

A Rumo informou que seu faturamento aumentou 26,3% no primeiro trimestre (veja os principais indicadores na tabela ao final do texto). O principal fator que ajudou a empresa foi a antecipação da safra da soja que também turbinou os volumes transportados que somaram 18,1 bilhões de toneladas equivalentes (TKU), número 30,5% maior do que um ano antes. Na Operação Norte, houve aumento de 36,5%, enquanto na Operação Sul, o volume cresceu 8,7%.

A Operação Sul ganhou 3,9 pontos percentuais no market share de transporte de grãos aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC). O volume para os portos do Sul cresceu 26,9%, em razão da entrada antecipada da safra de soja, que apesar de apresentar quebra, teve volumes maiores contratados para o primeiro trimestre.

A má notícia é que a companhia viu seu lucro de R$ 175 milhões do primeiro trimestre de 2021 se transformar em prejuízo de R$ 68 milhões. O dado no vermelho refletiu principalmente o efeito da alta de juros no resultado financeiro negativo, que mais que dobrou para R$ 500 milhões.

Receita aumentou 26,3% no primeiro trimestre

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4004-8899 – Regiões Metropolitanas0800-722-8472 – Demais Regiões

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Por isso, vale a pena ter um cartão de crédito aceito em toda a rede credenciada Mastercard e que ainda te dá condições especiais em suas compras.

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Abril foi o melhor mês do ano para a indústria automobilística

As vendas também tiveram boa reação

Os números mais animadores para a indústria são os de exportações

Os números de abril confirmaram as expectativas de uma reação do setor automotivo no segundo trimestre. Com destaque para a média diária de vendas e as exportações, todos os índices aferidos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) melhoraram no último mês, a despeito dos feriados de Páscoa e Tiradentes, que fizeram abril ter dois dias úteis a menos que março. Apesar de várias paradas de fábrica por conta da falta de semicondutores, a produção de veículos em abril foi de 185,4 mil unidades, 0,4% a mais que no mês anterior. Na comparação com abril de 2021, quando a crise global de componentes eletrônicos ainda não era tão alarmante, houve queda de 2,9%. No acumulado do ano, o recuo é de 13,6% frente ao primeiro quadrimestre do ano passado.

As vendas também tiveram boa reação, com média diária de 7.750 unidades em abril (a melhor desde dezembro), contra as 6.991 unidades/dia de março. No total, 147,2 mil unidades foram licenciadas, leve alta de 0,3% sobre março e baixa de 15,9% sobre o mesmo mês de 2021. Na comparação de quadrimestres, a queda deste ano está em 21,4%, sempre lembrando que no início do ano passado quase não havia restrição de oferta por conta de semicondutores.

“Poderíamos ter resultados de vendas ainda melhores se não fosse a persistente limitação de oferta provocada pela crise dos semicondutores”, explicou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. Ele revelou que a demanda de semicondutores poderá ser reestabelecida com a construção de mais de duas dezenas de fábricas até o final do próximo ano. “Apesar da inflação e da alta dos juros, ainda identificamos uma demanda reprimida de clientes particulares e sobretudo de locadoras, e os bons números de venda deste início de maio são indicadores dessa tendência. Esperamos que a situação da oferta comece a melhorar em meados do ano”, acrescentou.

Os números mais animadores para a indústria são os de exportações, que já acumulam alta de 17,9% sobre o primeiro terço de 2021, com um total de 153 mil unidades embarcadas ao exterior. Foram 44,8 mil em abril, crescimento de 15,2% sobre março e de 32,3% sobre abril do ano anterior. Trata-se do melhor resultado para o quadrimestre desde 2018.

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As vendas também tiveram boa reação

Engie investirá mais R$ 2,4 bilhões ao longo deste ano

Companhia sediada em Florianópolis registrou lucro líquido de R$ 645 milhões no primeiro trimestre

A Engie chegou ao final do primeiro trimestre com 8.440,9 MW de capacidade instalada

A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 645 milhões, valor 21,9% acima no comparativo com os primeiros três meses do ano anterior. Os indicadores foram positivamente impactados, principalmente, pelo aumento de 9,9% do preço médio líquido de venda de energia, maior quantidade de energia vendida, elevação do volume de compra de energia, menor custo com combustível e operacionais motivados pela venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda e de maior remuneração dos ativos de construção de transmissão e dos ativos financeiros de concessão. A companhia chegou ao final do primeiro trimestre com 8.440,9 MW de capacidade instalada, operando um parque gerador de 10.161,6 MW, composto por usinas hidrelétricas, centrais a biomassa, PCHs, eólicas e solares –, além de uma termelétrica.

No período, as usinas operadas pela companhia atingiram índice de disponibilidade interna global de 93,5%, sendo 96,9% nas usinas hidrelétricas, 58,2% na termelétrica (UTE Pampa Sul) e 82,9% nas usinas de fontes complementares — PCHs, biomassas, eólicas e fotovoltaicas. O preço médio líquido de venda de energia atingiu R$ 225,35/MWh entre janeiro e março, 9,9% superior ao obtido no primeiro trimestre de 2021, cujo valor foi de R$ 205,13/MWh, elevação motivada principalmente pela atualização monetária dos contratos vigentes.

No primeiro trimestre de 2022, a companhia investiu R$ 1 bilhão e prevê ainda aportes de mais R$ 2,4 bilhões ao longo do ano. Com foco na aceleração da transição energética, a saída dos ativos a carvão continua nos objetivos da Engie ao longo de 2022, o que inclui a expectativa de concretização da venda da Usina Termelétrica Pampa Sul até o final deste ano.

Para continuar substituindo gradativamente a capacidade de geração térmica a carvão por fontes renováveis, a empresa concluiu em fevereiro a aquisição dos Conjuntos Fotovoltaicos Paracatu (MG) e Floresta (RN), ativos que pertenciam à Solaire Direct e totalizam 218 MW. Além disso, o conselho de administração da companhia aprovou, desde que atendidas determinadas condições precedentes, a aquisição do projeto eólico Serra do Assuruá, na Bahia, com 882 MW. A partir da confirmação da compra, passará a totalizar 3 GW na carteira de projetos em desenvolvimento.

O Grupo Engie também definiu que a empresa sediada em Florianópolis será o veículo para investimentos em hidrogênio verde no Brasil. Desta forma, alinhada à vanguarda global do setor, a companhia contará com uma estrutura interna dedicada ao tema. “O país é considerado altamente competitivo para o hidrogênio, em especial devido à abundância de recursos naturais e à ampla capacidade e potencial de crescimento em geração renovável”, destaca Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da companhia.

Linhas de Transmissão
Este primeiro trimestre também registrou o avanço de 99,8% do Sistema de Transmissão Gralha Azul. Nove linhas de transmissão e três seccionamentos que compõem o empreendimento estão energizados, restando ainda a Linha de Transmissão Irati – Ponta Grossa e dois seccionamentos para a operação comercial integral do projeto que, devido a restrições regulatórias, deve ser concluída em março de 2023.

A antecipação em relação ao prazo previsto no contrato de concessão tem se materializado, os ativos em operação comercial, no final deste primeiro trimestre, estavam gerando 77% de RAP [sigla de Receita Anual Permitida, remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários. O recebimento da RAP depende da disponibilidade das linhas e não do volume de energia transportado, o que torna a receita das transmissoras muito previsível].

Como evento subsequente, entraram em operação a Linha de Transmissão Guarapuava Oeste – Areia e o seccionamento Eletrosul na subestação Guarapuava, elevando o percentual de RAP registrada para 87%, em 3 de abril. “O adiantamento da operação comercial do projeto possibilita a solução de suprimento da energia de Itaipu para o estado do Paraná”, diz Sattamini. “Para o segundo trimestre de 2022, há a expectativa de alcançar aproximadamente 95% das receitas totais previstas, com a entrada em operação de mais uma subestação e um seccionamento”, complementa.

No fim de março, o avanço geral do projeto Novo Estado estava em 92,6%. As obras atingiram 93% das fundações das torres, 79% da montagem e 60% do lançamento dos cabos condutores das linhas de transmissão. Para a linha de transmissão Xingu – Serra Pelada, a previsão de entrada em operação é no quarto trimestre de 2022. As atividades neste trecho foram retomadas e serão aceleradas no próximo trimestre com o fim do período chuvoso na região, concluindo assim a fase de implantação do empreendimento e garantindo antecipação em relação ao prazo limite do contrato de concessão.

Companhia sediada em Florianópolis registrou lucro líquido de R$ 645 milhões no primeiro trimestre

Indústria do Paraná teve o maior crescimento do Sul em março

Santa Catarina foi o estado com recuo mais elevado no mês

No comparativo mensal, um dos principais motores da indústria paranaense foi a fabricação de bebidas

A produção industrial avançou em nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em março, quando o índice nacional cresceu 0,3%. Os destaques do mês foram São Paulo (8,4%) e Ceará (3,8%), com as maiores expansões. Mato Grosso (2,8%), Minas Gerais (2,4%), Rio de Janeiro (2,1%) e a região Nordeste (1,8%). O Paraná, no Sul, foi o único a ter índice positivo (0,6%). Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Com esse índice, o Paraná alcançou crescimento acumulado de 5,8% nos últimos 12 meses. É um comparativo de abril de 2021 a março de 2022, em relação a abril de 2020 e março de 2021, recorte já impactado pela pandemia da Covid-19. Esse é o sexto maior aumento do país, atrás apenas de Mato Grosso e Minas Gerais (ambos com 7%), Amazonas (6,4%), Espírito Santo (6,4%) e Rio de Janeiro (6,2%). Nesse caso o indicador também é superior aos estados vizinhos: Rio Grande do Sul cresceu 5% e Santa Catarina 3,5% no intervalo de 12 meses. Também é maior que o desempenho apresentado pelo principal polo industrial do país – São Paulo com 2,1%.

Na comparação com março de 2021, a indústria paranaense apresentou recuo de 2,8%, dentro da tendência nacional, que registrou redução de 2,1%. Sete dos 15 locais pesquisados tiveram taxas negativas. No acumulado do primeiro trimestre do ano, o resultado estadual aponta recuo de 2,7%, ante queda de 4,5% na junção de todas as unidades federativas. Os principais impactos positivos nesses 12 meses foram na fabricação de máquinas e equipamentos (36,1%), automóveis, reboques e carrocerias (29,2%), bebidas (14,8%), produtos de madeira (14,4%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (5,5%), produtos de minerais não-metálicos (4,9%) e produtos químicos (4,1%). No comparativo mensal (com março do ano passado), os principais motores da indústria paranaense foram fabricação de bebidas; de veículos automotores, reboques; e de carrocerias e celulose, papel e produtos de papel.

Produção nacional
“A produção nacional teve um crescimento tímido em março, por causa de fatores como a baixa massa de rendimento, a inflação elevada e o encarecimento das matérias-primas, que não permitem o aumento do ritmo. A principal influência positiva veio de São Paulo, que teve impacto especialmente dos veículos automotores, máquinas e equipamentos e outros produtos químicos. Esse é o resultado mais intenso desde julho de 2020 (10,5%), quando a produção industrial do estado começava a compensar as perdas dos meses mais restritivos da pandemia”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

É o segundo mês consecutivo de expansão de São Paulo, período em que acumulou ganho de 9,1%. Com esse avanço, o estado se encontra 5,8% acima do patamar pré-pandemia, enquanto a produção nacional está 2,1% abaixo. “Mesmo assim, a produção paulista está 17,4% inferior ao seu patamar mais alto, alcançado em março de 2011”, acrescenta o pesquisador. Assim como em São Paulo, março é o segundo mês de crescimento da produção industrial do Ceará (3,8%), que acumula 10% no período. “Em termos absolutos de taxa, é o segundo maior resultado. E isso se deve aos segmentos de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e de bebidas”, afirma.

Já a segunda maior influência positiva para o avanço da produção nacional veio de Minas Gerais (2,4%), que foi impactado pelos segmentos de metalurgia, veículos automotores e máquinas e equipamentos. Também crescendo pelo segundo mês consecutivo, o estado acumula ganho de 11,1%. No Rio de Janeiro (2,1%), terceira maior influência, os setores que mais influíram sobre o aumento da produção foram o extrativo e o de veículos automotores. “Esse crescimento quase elimina a perda acumulada de 2,2% em janeiro e fevereiro”, diz Almeida.

Na passagem de fevereiro para março, Santa Catarina (-3,8%) foi o local com recuo mais elevado, interrompendo dois meses de alta na produção, quando acumulou expansão de 3,6%. “Com a queda de março, o estado perde o que tinha acumulado nesse período. Essa perda está relacionada à retração no setor de vestuário, que é muito atuante na indústria catarinense, e também de alimentos e máquinas e equipamentos”, explica o analista. NO Rio Grande do Sul, o recuo foi um pouco menor (-0,3%).

Produção de nove estados recua no acumulado do ano
No acumulado do ano, houve recuo em nove dos 15 locais pesquisados com destaque para Ceará (-12,8%) e Pará (-12,2%). No caso do estado nordestino, a pressão da indústria foi exercida principalmente pela queda dos setores de artefatos de couro, artigos para viagem, confecção de artigos do vestuário e acessórios e máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Já a produção industrial do Pará foi afetada pela retração das indústrias extrativas e metalurgia.

Frente a março do ano passado, a indústria nacional teve redução de 2,1%, com queda em sete dos 15 locais pesquisados. Santa Catarina (-9,8%), Pará (-7,2%) e Amazonas (-4,1%) foram os locais com maior redução. Em Santa Catarina, o recuo da produção foi impactado, principalmente, pelo comportamento negativo dos setores de máquinas e equipamentos; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e produtos têxteis. O recuo da produção industrial paraense foi afetado por quedas nas indústrias extrativas e metalurgia, enquanto o do Amazonas foi relacionado à retração de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e máquinas e equipamentos.

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Santa Catarina foi o estado com recuo mais elevado no mês

Receita da 3tentos cresce 66% no primeiro trimestre

Mato Grosso já contribui com 15% de participação no resultado de insumos

A venda de Insumos cresceu 28,2%, apesar da estiagem no Rio Grande do Sul e mesmo com menor aplicação de defensivos por parte dos produtores

A 3tentos registrou receita operacional líquida de R$1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022. O crescimento da receita foi de 66% em relação ao mesmo período do ano passado, com expansão nos três segmentos da empresa (insumos, grãos e indústria), mesmo em um cenário desafiador de forte estiagem que atingiu a região Sul do país e início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que trouxe impactos ao suprimento global de grãos e fertilizantes. No período o lucro líquido ajustado da companhia foi de R$ 84,2 milhões, apresentando também forte crescimento, de 38,7%, em relação ao primeiro trimestre de 2021.

A venda de Insumos cresceu 28,2%, apesar da estiagem no Rio Grande do Sul e mesmo com menor aplicação de defensivos por parte dos produtores. Esse resultado reflete a expansão da 3tentos em novas regiões no estado do Rio Grande do Sul e entrada no Mato Grosso, ganho de market share nas áreas em que atuamos, além de pequena antecipação sazonal da compra de fertilizantes pelos produtores. Puxada especialmente pela comercialização de trigo, que apresentou safra muito positiva no Rio Grande do Sul em 2021, a receita líquida de Grãos saltou 237,2% entre janeiro e março. O volume de farelo e o preço de biodiesel, impulsionado pela alta na cotação das commodities, impactaram de forma positiva o resultado da Indústria, que avançou 50% o primeiro trimestre de 2021.

O plano de expansão da 3tentos segue acelerado. No Mato Grosso, do plano original de abrir 8 lojas na região da BR-163, três já foram inauguradas: em 2021, na cidade de Sinop, e, em 2022, nas cidades de Sorriso e Matupá, além da construção da nova fábrica de processamento de soja e produção de biodiesel em Vera (MT), que já se encontra com mais de 50% de conclusão da obra (previsão de entrada em operação no segundo semestre de 2023). Antes disso, em junho de 2022, a Unidade de Vera já passará a contar com capacidade de armazenamento e começará a realizar a originação de milho. No Rio Grande do Sul, foram abertas 7 novas lojas em 2021, uma unidade a mais do que o previsto, nas cidades de Alegrete, Erechim, Palmeira das Missões, Santiago, São Borja, Uruguaiana e Vacaria. Em 2022, serão abertas 5 novas lojas no Rio Grande do Sul, totalizando 52 unidades no estado. 

Mato Grosso já contribui com 15% de participação no resultado de insumos

Ciclo de aperto monetário deve avançar “significativamente”, nota Copom

Comitê afirma que inflação ao consumidor está mais persistente

Convergência da inflação na direção das metas depende da evolução da atividade econômica

O Comitê de Política Monetária (Copom) considera ser “apropriada” a manutenção do ciclo de aperto monetário diante das projeções observadas e do “risco de desancoragem das expectativas” para prazos mais longos. A ata da última reunião do comitê foi divulgada nesta terça-feira (10), em Brasília. Entre as avaliações apresentadas na ata da última reunião do comitê, que elevou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual para 12,75% ao ano, estão também considerações sobre a continuidade da alta do petróleo; a continuidade da inflação no país e no ambiente externo; a nova onda da Covid-19 na China; e a reorganização das cadeias de produção globais em decorrência da guerra na Ucrânia.

“A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes se mostrando mais persistente que o antecipado. A inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta, e os recentes choques levaram a um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis”, informou o Copom. “As leituras recentes vieram acima do esperado e a surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como nos mais associados à inflação subjacente”, acrescentou ao destacar, entre os itens mais voláteis, o aumento do preço da gasolina, “com impacto maior e mais rápido do que era previsto”.

As expectativas de inflação para 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 7,9% e 4,1%, respectivamente. A meta do Banco Central é de encerrar o ano com inflação de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ainda segundo o comitê, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, “é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”, diz o comitê ao afirmar que vai continuar com a estratégia até que se observe resultados nos índices inflacionários na busca por se aproximar das metas. Essa convergência da inflação na direção das metas, no entanto, depende, segundo o Copom, da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

Cenário externo
No cenário externo, o ambiente global seguiu se deteriorando, conforme informa a ata do Copom, tendo por base as pressões inflacionárias decorrentes da recuperação global após a pandemia, que impactaram nos preços de commodities este ano e, mais recentemente, pela nova onda da Covid-19 na China, “com potencial de prolongar ainda mais o processo de normalização do suprimento de insumos industriais”.

“A reorganização das cadeias de produção globais, já impulsionada pela guerra na Ucrânia, deve se intensificar, com a busca por uma maior regionalização na cadeia de suprimentos. Na visão do comitê, esses desenvolvimentos podem ter consequências de longo prazo e se traduzir em pressões inflacionárias mais prolongadas na produção global de bens”, complementa a ata.

O Copom cita também a adoção de uma política mais contracionista por bancos centrais de países desenvolvidos e emergentes em reação ao avanço da inflação. “A reprecificação da política monetária nos países avançados tem impactado as condições financeiras dos países emergentes”, finaliza a ata do Copom.

Com Agência Brasil

Comitê afirma que inflação ao consumidor está mais persistente

Ataques globais para capturar dados liga sinal de alerta para a segurança digital nas empresas

Especialista diz que método de gerenciamento de vulnerabilidade baseado em risco reduz em 80% o número de violações ao longo do tempo

O ransomware é um tipo de ataque virtual em que os dados de um computador são criptografados, impedindo seu acesso

Relatório divulgado recentemente pela OpenText Corporation – empresa canadense especializada no mercado de segurança e gerenciamento de informações – apresentou as principais tentativas de fraudes cibernéticas sofridas por empresas em todo o mundo, em 2021, revelando que os ataques já estão afetando, inclusive, as empresas menores.

“Semanalmente, se tem notícia de ataques de ransomware em empresas de todos os segmentos. E existe certa organização entre os atacantes, com ‘cardápios’ prontos e preços altos para sua aquisição. Os ataques subiram tanto que os pagamentos por resgate de dados aumentaram 78% em 2021, segundo pesquisa feita pela Unit 42, grupo de pesquisa da Palo Alto Networks”, informou o engenheiro sênior de sistemas na Cisco CCNP Enterprise e especialista de soluções na Teltec Solutions, Rodrigo Salvo, durante o primeiro encontro do programa de competitividade realizado na sede do World Trade Center Joinville.

Salvo foi o convidado especial do Grupo de Aceleração Digital (DAG, da sigla em inglês) do Programa WTC de Competitividade do World Trade Center Curitiba, Joinville e Porto Alegre, que todo mês reúne os associados em torno de assuntos de alto interesse para o ambiente de internacionalização de negócios.

O ransomware é um tipo de ataque virtual em que os dados de um computador são criptografados, impedindo seu acesso. Para poder liberar os dados, os cibercriminosos exigem um ransom (termo em inglês para ‘resgate’). Segundo Salvo, todo esse cenário foi potencializado com os regimes de home office, com a inclusão da digitalização dos processos pelas empresas sem a devida segurança digital. Os hackers estão cada vez mais “profissionalizados”. “Engana-se quem ainda acredita que hackers vivem escondidos em lugares remotos com poucos recursos. Eles atuam em organizações criminosas e trabalham em ambientes de escritórios convencionais, com foco em resultados financeiros em escala global, acesso a fundos e recursos avançados e estão em constante desenvolvimento”, relatou.

O especialista alerta que, nos dias atuais, é extremamente importante que empresas de qualquer porte busquem uma solução adequada à sua realidade. “Na Teltec, uma empresa com 30 anos de mercado e que atende mais de 800 clientes em todo o Brasil em soluções de TI, o cliente tem acesso a um acompanhamento de ponta a ponta, desde a implementação até o monitoramento de suas operações.” Ele também destaca que as organizações que usam o método de gerenciamento de vulnerabilidade baseado em risco vão sofrer 80% menos violações ao longo do tempo.

Para o presidente do Grupo de Aceleração Digital, Sandro Vieira, um dos objetivos da elaboração dos encontros do DAG é trazer análises de especialistas que ampliem as possibilidades de conhecimento dos empresários para auxiliá-los no desenvolvimento e segurança de suas marcas frente ao mercado. Daniella Abreu, presidente do WTC Curitiba, Joinville e Porto Alegre, enfatizou a importância de as empresas estarem atentas tanto às transformações digitais quanto às necessidades de segurança. “Nesse momento pós-pandemia, em que muitas das empresas adotaram regimes híbridos de trabalho, as estratégias são fundamentais para a melhoria do ambiente de competitividade e geração negócios nacionais e internacionais.”

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Especialista diz que método de gerenciamento de vulnerabilidade baseado em risco reduz em 80% o número de violações ao longo do tempo

Vendas no varejo fecham primeiro trimestre em alta

Março apresentou avanço de 4%

Vendas em lojas de departamentos contribuíram para alta do comércio em março

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 1% em março, na comparação com fevereiro, apresentando o terceiro mês consecutivo de alta. Já março teve alta de 4% contra o mesmo mês do ano passado. Dessa forma, o setor fecha o primeiro trimestre com aumento de 1,3% na comparação com o mesmo período de 2021. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas apresentou aumento de 0,7% frente a fevereiro. Para o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a terceira alta consecutiva chama a atenção, já que não acontecia desde maio a outubro de 2020 (cinco meses consecutivos), período de recuperação do comércio após as grandes quedas registradas no auge da pandemia da Covid-19.

“A trajetória vinha sendo claudicante, irregular. Esses três meses de alta significam um trimestre forte, embora os crescimentos ainda não sejam homogêneos entre todas as atividades”, explica. Em março, o setor ficou 2,6% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. O varejo ampliado registrou 1,7%. No entanto, relembra Cristiano, a recuperação ainda não é difundida entre as atividades, já que seis setores estão abaixo do patamar pré-pandemia, e quatro, acima, considerando o comércio varejista ampliado.

Na passagem de fevereiro para março, seis das oito atividades apresentaram alta. Destaque para o desempenho de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e para outros artigos de uso pessoal e doméstico, com altas de 13,9% e 3,4%, respectivamente. Neste último, explica Santos, houve boa contribuição das lojas de departamentos. “As grandes varejistas começaram a ensaiar uma retomada das lojas físicas, com expansão principalmente nas regiões Nordeste e Norte, mas em todo o país”.

Já no setor de material de escritório e informática, o movimento é de reposicionamento após alguns meses de queda. “Captou-se grandes promoções, já que o dólar não valorizou ante o real no período, pelo contrário. Com isso, artigos dessa natureza costumam ficar mais acessíveis”, justifica Santos. Outros setores que apresentaram alta em março foram livros, jornais, revistas e papelaria (4,7%), combustíveis e lubrificantes (0,4%), móveis e eletrodomésticos (0,2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,1%). Por outro lado, duas atividades diminuíram o volume de vendas: hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,9%).

Na comparação com março de 2021, a alta de 4% no volume de vendas do comércio varejista atingiu sete das oito atividades. O maior crescimento foi no setor de tecidos, vestuário e calçados (81,3%), que apresentou a terceira alta consecutiva e, em março, deu a maior contribuição dentre todas as atividades: foi responsável por três pontos percentuais do total do comércio varejista. Também tiveram alta na comparação com o ano passado as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (36,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,9%), equipamentos e material para escritório informática e comunicação (16,2%), móveis e eletrodomésticos (6,7%), combustíveis e lubrificantes (6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,5%).

Nesta comparação, apenas hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,4%) teve queda. Já no comércio varejista ampliado, o aumento de 4,5% nas vendas frente a março de 2021 foi seguido tanto por veículos e motos, partes e peças (7,3%) quanto por material de construção (1,2%).

Março apresentou avanço de 4%

Sanepar apresenta receita de R$ 1,4 bi no primeiro trimestre

O lucro entre janeiro e março foi de R$ 291,9 milhões

Até março, a Sanepar investiu R$ 325,5 milhões, valor 36,2% maior do que fez no mesmo intervalo de 2021

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) anunciou nesta sexta-feira (6) que obteve receita líquida de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre. O valor é 14,7% maior do que aquele alcançado em igual período de 2021. O lucro entre janeiro e março foi de R$ 291,9 milhões, valor 18,4% maior em relação ao primeiro trimestre do ano passado (veja todos os principais indicadores na tabela abaixo).

Segundo a estatal, o aumento na receita operacional líquida é decorrente do reajuste tarifário de 5,1% que passou a vigorar em fevereiro de 2021, assim como a revisão tarifária de 5,7% que entrou em vigor em maio do ano passado. O crescimento dos volumes faturados de água e esgoto e o aumento no número de ligações também auxiliaram no resultado. 

Até março, a Sanepar investiu R$ 325,5 milhões, valor 36,2% maior do que fez no mesmo intervalo de 2021. Em esgotamento sanitário, o crescimento foi ainda maior: a companhia investiu 63% a mais neste trimestre do que no mesmo período do ano anterior. Foram R$ 178,5 milhões em obras de implantação, melhoria e ampliação de sistemas de coleta e tratamento. Em abastecimento de água, foram R$ 160,3 milhões, 40% maiores em comparação com o primeiro trimestre de 2021. Os resultados foram apresentados pela Sanepar nesta sexta-feira (6) pelo diretor-presidente Claudio Stabile e pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores, Abel Demetrio, em videoconferência dirigida a acionistas e aberta ao público.

Com esses valores, a Sanepar cumpre rigorosamente o cronograma do Planejamento Plurianual de Investimentos (PPI) de R$ 1,7 bilhão de investimento para 2022. Desse total, R$ 981 milhões serão aplicados exclusivamente em esgotamento sanitário. O grande aumento de recursos destinados para esta área confirma o empenho da companhia de atender a meta estabelecida pelo novo marco do saneamento de 90% da população com acesso à rede coletora de esgoto até 2033.

Atualmente, esse indicador está em 77,5%. No abastecimento público, a Sanepar já atende 100% da população urbana. Vinte e um municípios do Paraná já alcançaram a meta de 90% de esgotamento determinada pelo novo marco do saneamento para 2033. Entre elas, cidades como Pinhais, Matinhos, Porecatu, Rio Azul, Conselheiro Mairinck, além dos maiores centros urbanos como Londrina, Ponta Grossa, Maringá, Cascavel e Curitiba. Obras que estão sendo executadas vão tornar Cascavel a primeira cidade paranaense a ter 100% da população atendida. Outros projetos e obras da Sanepar preveem a intensificação nos municípios menores para que também alcancem a universalização até a data prevista.

O lucro entre janeiro e março foi de R$ 291,9 milhões

Chega de retrabalho

Ele causa transtornos, muda rotina de pessoas e empresas

Nós, brasileiros, acabamos por conviver com o retrabalho, e em certos casos até o aceitamos como algo natural, o que é algo muito ruim

Retrabalho. Essa é uma palavra antiga, que nos acompanha desde a nossa infância e que até o momento ainda não surgiu um termo forte ou popular que a traduzisse de outra forma. Sua essência nada mais é do que o sinônimo de perda de tempo, dinheiro e paciência. Refazer algo que não atendeu as premissas causa transtornos, muda rotina de pessoas e empresas.

Nós, brasileiros, acabamos por conviver com o retrabalho, e em certos casos até o aceitamos como algo natural, o que é algo muito ruim. Quando jovenzinhos, ainda na escola, precisamos muitas vezes refazer a redação, as atividades e/ou até repetir o ano escolar. Já nesse período da vida o retrabalho gera transtornos, embora muitos dizem que ‘refazer’ na educação pode ser entendido como oportunidade de aprender.

Mas no mercado de trabalho não existe espaço para esse ‘aprender’. Já prestei consultoria para empresas que sofrem com essa deficiência em seu corpo colaborativo. Uma delas, certa vez, me contou que cerca de 5% das atividades realizadas por suas equipes necessitavam de retrabalho, e que esse fato gerava perto de 2% de prejuízo financeiro ao ano. Porém, como acabar ou minimizar o retrabalho dentro das organizações ou na prestação de serviços? Sinto informar que não existe uma receita de bolo, mas há saídas que podemos utilizar.

A primeira delas é ao fazer um projeto ou uma ação por mais simples que seja pense nela como um todo: começo, meio e o formato final. Delimite o que será preciso ao longo do processo. Não esqueça de colocar tempo real para tal realização. Exemplo: se é um projeto para construção civil, imagine que o fator da condição climática pode impactar no tempo de execução do empreendimento. Escassez de mão de obra pode ser outro motivo para atrasos. Logo, tente levantar todas as variáveis.

Ao contratar colaboradores, ou prestadores de serviços, invista tempo para trazer a melhor mão de obra, aquela realmente especializada que tenha condições de atender a demanda. Se o projeto é interno, invista em perfis que terão maior afinidade com aquilo que se deseja desenvolver. Por fim, acompanhe cada etapa do processo. Se estiver em desacordo, pare imediatamente para corrigir o percurso. Não deixe para fazer uma avaliação somente no final, pois aí pode ser tarde demais.

Tudo isso ainda passa por um certo grau de comprometimento das pessoas que estarão à frente destas atividades. Pessoas comprometidas são proativas, buscam soluções e têm mais propensão a enfrentar desafios do que reclamar das intempéries. Então, traga gente competente para seu lado. Recado dado, siga essas dicas e deixe o retrabalho do lado de fora de sua rotina.

Ele causa transtornos, muda rotina de pessoas e empresas

Ele causa transtornos, muda rotina de pessoas e empresas Nós, brasileiros, acabamos por conviver com o retrabalho, e em certos casos até o aceitamos como algo natural, o que é algo muito ruim Retrabalho. Essa é uma palavra antiga, que nos acompanha desde a nossa infância e que até o momento ainda não surgiu um… Continue a ler »Chega de retrabalho

Vendas disparam mais de 60% na Lojas Renner

A cadeia de varejo com sede no Sul passou de prejuízo a lucro no primeiro trimestre

Lojas Renner nota maior intensificação do ritmo das vendas em abril

O primeiro trimestre de 2022 se caracterizou por um crescimento robusto de vendas de 63% versus 2021 e 35% ante 2019 e já com número de transações positiva nesta comparação, informou a Lojas Renner em seu relatório trimestral. A companhia também registrou lucro de R$ R$ 191,6 milhões entre janeiro e março, revertendo prejuízo de R$ 147,7 milhões de um ano antes (veja os principais números da varejista na tabela ao final desta reportagem).

“Iniciamos o ano com algumas incertezas relativas à pandemia, em função da variante Ômicron, o que impactou o fluxo, nas primeiras semanas de janeiro. No entanto, a partir da redução do número de casos, vimos rapidamente uma evolução na mobilidade e, como consequência, nas vendas. Desta forma, tivemos um trimestre com aceleração sequencial nos meses, cujo ritmo se intensificou ainda mais em abril”, relata a companhia.

“Além da maior mobilidade, a boa aceitação da coleção outono-inverno também contribuiu para o ganho relevante de share no período. Adicionalmente, a performance de vendas, aliada à otimização dos estoques integrados, bem como o uso de dados em nossos processos têm contribuído para níveis de remarcações alinhados aos menores patamares históricos. Estas melhorias de produtividade compensaram quase na totalidade os desafios de câmbio e inflação de matérias-primas e fretes, favorecendo a dinâmica de margem bruta, em níveis similares ao de 2019”, informa a empresa.

No trimestre, os investimentos foram menores ante o igual período de 2021, essencialmente em razão da redução em novas lojas e centros de distribuição. Entre janeiro e março os aportes somaram R$ 114,7 milhões, bem menos da metade do total investido no mesmo intervalo do ano passado (R$ 264 milhões). “Em função da postergação de novas lojas em 2020, houve a concentração excepcional de inaugurações no primeiro semestre de 2021. Já no primeiro semestre deste ano haverá uma normalização do cronograma de inaugurações, o que gerou um menor nível de desembolsos”, explica a companhia.

A Lojas Renner é a 16ª maior empresa da região e também a quinta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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A cadeia de varejo com sede no Sul passou de prejuízo a lucro no primeiro trimestre