Archives Maio 2022

Receita da Quero-Quero tem alta de 24% no primeiro trimestre

Varejista, porém, teve prejuízo entre janeiro e março

Principal crescimento da Quero-Quero tem vindo de Santa Catarina e do Paraná

A Quero-Quero alcançou, no primeiro trimestre, receita líquida de R$ 540,2 milhões, avanço de 24,1% em relação ao mesmo período de 2021. O lucro de R$ 11,6 milhões foi revertido para um prejuízo de mais de R$ 10 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem).

Durante conferência para apresentação de resultados, Peter Furukawa, presidente da companhia, afirmou que mesmo tendo retração nas vendas em mesmas lojas, a varejista de material de construção segue ganhando participação de mercado. “O segmento está difícil de operar nesses últimos meses, mas estamos felizes de continuar ganhando mercado nesse período, que é o nosso objetivo”, relatou. De acordo com a empresa, um crescimento de vendas em mesmas lojas deve voltar só a partir do segundo semestre, quando a base de comparação é mais parecida.

A estratégia de crescimento da Quero-Quero seguirá tendo como pilares a expansão e a abertura de novas lojas. “Neste trimestre inauguramos 14 novas lojas, frente a 9 lojas abertas no primeiro trimestre de 2021, finalizando o período com 479 lojas. Continuamos a expansão iniciada em 2021 nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, com a inauguração de 3 lojas nesses estados, que abrem um enorme mercado endereçável adicional para a companhia. Entretanto, o nosso foco atual continua sendo a região Sul do Brasil, onde no início do ano contávamos aproximadamente 190 cidades em que ainda não atuamos, e que apresentam condições favoráveis para a abertura de ao menos uma loja”, lista a companhia em seu relatório trimestral. A companhia tem como meta atingir 70 novas lojas neste ano. “Nosso crescimento principal ainda deve continuar vindo de Santa Catarina e Paraná”, projeta Furukawa.

“No curto prazo, vemos como o nosso maior desafio o cenário macroeconômico e as incertezas decorrentes dele. No ano anterior, que começou com um cenário macro ainda favorável, acreditávamos que a inflação ao consumidor teria o seu pico ainda no segundo semestre de 2021, e que neste ano iriamos ver uma inflação retrocedendo gradualmente. Contudo, as nossas expectativas foram frustradas por uma inflação que vem se mantendo em níveis acima do projetado, com impactos tanto na renda dos consumidores, quanto nas despesas. Da mesma maneira, a taxa Selic deve apresentar uma curva ascendente acima das expectativas iniciais, mais uma vez impactando não somente no consumo, mas também no custo de capital da companhia”, revela a empresa.

A Quero-Quero é a 111ª maior empresa da região e também a 44ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Varejista, porém, teve prejuízo entre janeiro e março

Programa com participação do governo do RS incentiva investimentos na Amazônia

Amazônia +10 foi apresentado no South Summit

“Se quisermos ser respeitados como país pelo resto do mundo, precisamos preservar a Amazônia”, defende Odir Dellagostin, presidente da Fapergs

Nesta quinta-feira (5), segundo dia de South Summit, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), Odir Dellagostin, apresentou o Amazônia +10 ao lado do presidente da Fapesp, Carlos Américo Pacheco, e um dos coordenadores do projeto, Rafael Pontes. A iniciativa propõe-se a apoiar projetos de pesquisa em colaboração voltados à conservação da biodiversidade e mudanças climáticas, à proteção de populações e comunidades tradicionais, aos desafios urbanos e à bioeconomia como política de desenvolvimento econômico na região. A expectativa é que os recursos para o financiamento de pesquisa atinjam a marca dos R$ 500 milhões com a adesão de governos, empresas e organizações sociais.

“Nosso objetivo é explorar, no bom sentido, os potenciais da Amazônia. Se quisermos ser respeitados como país pelo resto do mundo, precisamos preservá-la e promover o desenvolvimento sustentável”, defende Dellagostin. Em entrevista ao Portal AMANHÃ, o presidente da Fapergs revelou que o Rio Grande do Sul esteve sempre presente nas definições do projeto desde o início. “Precisamos atrair novos investidores, desenvolver laboratórios de impacto e pesquisa para que o conhecimento e infraestrutura fiquem na região. Queremos estimular a ciência a impactar de forma eficaz a região da Amazônia”, afirma.

Dellagostin incentivou, ainda, as startups presentes no evento a observarem as oportunidades que surgem a partir de iniciativas de fomento do tipo. “Com isso, podemos engajar toda a comunidade científica do país, não só fazendo pesquisas sobre a Amazônia, mas na Amazônia”, explica. A estimativa é que dentro de um mês a iniciativa seja lançada oficialmente em Manaus, através de um fórum que promete realmente alavancar o projeto. “O Amazônia +10 irá proporcionar formação e recursos humanos locais, algo muito importante para reduzir as desigualdades de hoje entre as regiões do Brasil”, conclui.

Amazônia +10 foi apresentado no South Summit

Balança comercial registra superávit de US$ 8,1 bilhões em abril

Saldo foi impulsionado pelo aumento de preço nos produtos importados

O Ministério da Economia manteve a previsão de que o superávit comercial este ano será de US$ 111,6 bilhões

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 8,1 bilhões em abril, informou a Secretaria do Comércio Exterior, do Ministério da Economia, nesta quinta-feira (5). Os bens exportados somaram US$ 28,9 bilhões e os bens importados, US$ 20,7 bilhões. Em termos de valor exportado, foi o maior já registrado para o mês de abril em toda a série histórica. Mesmo assim, o superávit ficou menor do que em abril do ano passado, quando registrou US$ 10 bilhões.

Um dos fatores que impulsionaram o resultado no mês passado foi o aumento de quase 20% no preço dos produtos exportados pelo país, principalmente as commodities agrícolas. Em termos de volume de produtos exportados, houve uma queda de 8% nos embarques. No acumulado do ano até abril, as exportações totalizam US$ 101,1 bilhões e as importações, US$ 81,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 19,9 bilhões, valor 10,5% maior do que o do mesmo período do ano passado.

Comparado com abril do ano passado, houve crescimento no valor das exportações da agropecuária, que registrou 12,7% (US$ 48,7 milhões). Os produtos com as maiores variações positivas no preço foram milho não moído, com 655,4% de aumento (US$ 10,4 milhões na média diária), café não torrado, com aumento de 53,8% (US$ 12,5 milhões na média diária), trigo e centeio, com 359.555,5% de aumento (US$ 2,9 milhões na média diária) e soja, com 7,1% (US$ 23,5 milhões na média diária). A indústria de transformação registrou crescimento de 35% nas exportações em abril, na comparação com abril do ano passado, totalizando US$ 202,3 milhões a mais no valor embarcado.

Estimativa
O Ministério da Economia manteve a previsão de que o superávit comercial este ano será de US$ 111,6 bilhões. As projeções do governo são de que as exportações somem US$ 348,8 bilhões, alta de 24,2% na comparação com o ano passado (US$ 280,8 bilhões), e que as importações de produtos somem US$ 237,2 bilhões, uma alta de 8,1% em relação 2021 (US$ 219,4 bilhões).

Com Agência Brasil

Saldo foi impulsionado pelo aumento de preço nos produtos importados

Recuperação do setor de transportes reflete no crescimento da Marcopolo

Receita líquida no primeiro trimestre foi 14,9% maior na comparação anual

A produção dos ônibus rodoviários se destaca no período, com a retomada do turismo

Com o recuo da pandemia, a Marcopolo registrou recuperação gradual dos resultados no primeiro trimestre. A recuperação do mercado, com aumento de demanda, resultou em uma receita líquida de R$ 958,6 milhões, um incremento 14,9% comparado com o mesmo período de 2021. Foram R$ 588,5 milhões provenientes do mercado interno e R$ 370,2 milhões relativos ao mercado externo. No trimestre, a companhia apresentou um lucro bruto de R$ 112,3 milhões e lucro líquido de R$ 98 milhões. A Marcopolo produziu 3.084 unidades no primeiro trimestre deste ano. Deste total, 2.715 veículos foram produzidos no Brasil, 5% superior ao apresentado entre janeiro e março do ano passado. No período, a participação de mercado da companhia na produção brasileira de carrocerias foi de 53,4%.

A produção dos ônibus rodoviários se destaca no período, com a retomada do turismo. As vendas deste modelo representaram cerca de 35% dos volumes entregues, contra 13% no primeiro trimestre de 2021. Entre os fatores que refletiram nesse resultado estão, também, o encarecimento dos combustíveis e a busca por viagens com conforto e menor custo. O segmento urbano também demonstrou fortalecimento com o transporte coletivo como alternativa ao deslocamento individual.

“Esperamos um ano de 2022 mais positivo, com uma performance que tende a melhorar ao longo dos próximos meses. Temos expectativa de recuperação do mercado de rodoviários pesados, com a volta das atividades de turismo, e das linhas regulares. Contamos ainda com o sucesso no lançamento da Geração 8, que contribuiu positivamente com os resultados do 1T22”, avalia José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da Marcopolo.

A produção da Marcopolo no exterior somou 369 unidades entre janeiro e março. Entre os mercados de destaque para a companhia no período está a Argentina, que obteve acréscimo de 9,3% na receita líquida em uma comparação com o período correspondente do ano passado, com 106 unidades faturadas. O mercado de rodoviários voltados ao turismo também dá sinais de recuperação em mercados importantes como Argentina, Peru, Bolívia, Equador e Chile.

Receita líquida no primeiro trimestre foi 14,9% maior na comparação anual

Florianópolis recebe evento de negócios para quatro continentes

Norte-americanos, asiáticos, europeus e africanos vão discutir oportunidades comerciais

A FIN Business Fórum vai ocorrer no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira e deve receber 3500 visitantes

Florianópolis recebe nos dias 11 e 12 de maio representantes de 16 países de quatro continentes. Eles participam da FIN Business Fórum e vem a Santa Catarina apresentar e conhecer oportunidades de negócios em áreas como smart cities, turismo, agricultura, pecuária, tecnologia e indústria. Os números do início do ano são positivos para quem vende ao exterior. Em março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o Brasil bateu o recorde histórico de exportações, com o envio de US$ 29 bilhões em produtos a outros países.

“Santa Catarina tem grande potencial para fornecer produtos e serviços a outros países. O FIN pretende ser uma vitrine para que empresas daqui mostrem aquilo que têm a vender”, diz Jatyr Ranzolin Júnior, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal de Santa Catarina. A entidade é a responsável pela organização do evento que terá rodadas de negócios, encontros de networking e espaços para troca de informações sobre como ganhar competitividade no mercado global.

A lista de visitantes de outros países é extensa e variada. Angola enviará uma comitiva com representantes do governo e de empresários para discutir a criação de trades com organizações locais. O foco dos visitantes de Moçambique será o turismo. Também estarão em solo catarinense representantes da embaixada do Reino Unido e da AfroChambers, Câmara de negócios que reúne todos os países africanos e que vem a Santa Catarina em busca de tecnologia. Outros países, como o Chile, a África do Sul e Luxemburgo estarão presentes com adidos comerciais das embaixadas.

“O contato pessoal, o apertar as mãos, é fundamental principalmente na fase inicial de conversas que resultam em negócios. Nossa intenção, com a FIN, é criar o espaço ideal para que catarinenses e estrangeiros comecem relacionamentos comerciais que serão bons para todos”, completa Ranzolin.

A FIN Business Fórum vai ocorrer no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, na região norte da Ilha de Santa Catarina, e deve receber 3500 visitantes. O evento é promovido em parceria com a Associação de Jovens Empresários Portugal-China. Veja a programação aqui.

Norte-americanos, asiáticos, europeus e africanos vão discutir oportunidades comerciais

É possível investir em um oceano de incertezas

Como as consequências às medidas de estímulo ao enfrentamento dos efeitos da pandemia podem influenciar em aplicações de renda variável

Copel, Weg e Grendene são as apostas da Safe Investimentos no Sul

O cenário para investimentos abre muitas oportunidades após mais de dois anos em que a política econômica global era focada no combate à Covid-19, em que ao menor sinal de piora novas medidas de estímulo à demanda eram tomadas. Hoje, o risco passa a ser o combate aos efeitos colaterais dessas medidas de estímulo.

Para 2022, a pandemia, que já parece um risco menor, abre espaço para justamente minimizar as consequências das medidas anti-Covid: reestabelecer o equilíbrio nas cadeias de produção e controlar o aumento da inflação reforçada pelos impactos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A principal mudança é na postura dos Bancos Centrais, endurecendo o discurso e subindo juros, inclusive os do Brasil.

Por conta também do aumento da taxa de juros, os economistas da XP Investimentos – corretora da qual a Safe Investimentos é credenciada desde 2009 – esperam que em 2022 a inflação (IPCA) recue para 7,5%. Porém, as expectativas do mercado vêm subindo constantemente e esse número passa a ser cada vez mais difícil de se concretizar. Estamos observando um Banco Central bastante ativo em combater à inflação e subindo fortemente a taxa de juros, que atualmente está em 12,75%.

Se compararmos com a inflação que está 11,3% (acumulada 12 meses), temos um ganho real de menos de 0,5% ao ano. Ainda assim, possibilidades no mundo da renda fixa para um perfil conservador estão mais atraentes na atualidade do que estavam há alguns anos.

Ainda diante dessas oportunidades, ao montar uma carteira de investimentos para clientes com perfil de risco adequado, pode ser viável alocar uma parte destes valores em renda variável com horizonte de longo prazo. Isso porque estamos em um momento em que muitas companhias estão desvalorizadas pelo mercado em função da ressaca pós-pandemia e de incertezas quanto aos rumos da guerra na Ucrânia e desaquecimento da China.

A inflação no Brasil e também nos países desenvolvidos, com especial atenção aos Estados Unidos, além de uma corrida eleitoral muito polarizada este ano no país, são pontos essenciais para se pensar em uma carteira. E apesar dos riscos aparentes, é com uma estratégia de diversificação de ativos e análise dos números das empresas que é possível buscar oportunidades que possam ter uma performance superior ao mercado.

Entre as muitas empresas da região Sul que são listadas na bolsa de valores brasileira, a área de análise da XP destaca a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Por ser do setor elétrico, é menos volátil, mais resiliente às flutuações de mercado e com bastante previsibilidade de faturamento e resultados. Segundo os analistas, ela negocia descontada em relação aos pares devido a ineficiências do passado proporcionando oportunidade de investimento.

Também aparece entre as apostas da XP a Grendene, fabricante de calçados do Rio Grande do Sul. Nela, destaca-se a resiliência histórica das vendas e das margens da companhia, que costumam permanecer saudáveis mesmo em momentos desafiadores do ponto de vista macroeconômico. E ao falar das empresas de Santa Catarina, salta aos olhos o desempenho da multinacional Weg ao longo dos últimos anos. Sua exposição à eletrificação e ao setor de energias renováveis colocam-na posicionada para ser um player líder na mudança para uma economia de baixo carbono, de acordo com os analistas da XP.

*Head Comercial da Safe Investimentos Unidade Chapecó. **Especialista em Renda Variável da Safe Investimentos Unidade Caxias do Sul. Credenciada desde 2009 à XP Investimentos, a Safe tem matriz em Caxias do Sul e escritórios em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Chapecó.

Como as consequências às medidas de estímulo ao enfrentamento dos efeitos da pandemia podem influenciar em aplicações de renda variável

É possível investir em um oceano de incertezas

Como as consequências às medidas de estímulo ao enfrentamento dos efeitos da pandemia podem influenciar em aplicações de renda variável

Copel, Weg e Grendene são as apostas da Safe Investimentos no Sul

O cenário para investimentos abre muitas oportunidades após mais de dois anos em que a política econômica global era focada no combate à Covid-19, em que ao menor sinal de piora novas medidas de estímulo à demanda eram tomadas. Hoje, o risco passa a ser o combate aos efeitos colaterais dessas medidas de estímulo.

Para 2022, a pandemia, que já parece um risco menor, abre espaço para justamente minimizar as consequências das medidas anti-Covid: reestabelecer o equilíbrio nas cadeias de produção e controlar o aumento da inflação reforçada pelos impactos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A principal mudança é na postura dos Bancos Centrais, endurecendo o discurso e subindo juros, inclusive os do Brasil.

Por conta também do aumento da taxa de juros, os economistas da XP Investimentos – corretora da qual a Safe Investimentos é credenciada desde 2009 – esperam que em 2022 a inflação (IPCA) recue para 7,5%. Porém, as expectativas do mercado vêm subindo constantemente e esse número passa a ser cada vez mais difícil de se concretizar. Estamos observando um Banco Central bastante ativo em combater à inflação e subindo fortemente a taxa de juros, que atualmente está em 12,75%.

Se compararmos com a inflação que está 11,3% (acumulada 12 meses), temos um ganho real de menos de 0,5% ao ano. Ainda assim, possibilidades no mundo da renda fixa para um perfil conservador estão mais atraentes na atualidade do que estavam há alguns anos.

Ainda diante dessas oportunidades, ao montar uma carteira de investimentos para clientes com perfil de risco adequado, pode ser viável alocar uma parte destes valores em renda variável com horizonte de longo prazo. Isso porque estamos em um momento em que muitas companhias estão desvalorizadas pelo mercado em função da ressaca pós-pandemia e de incertezas quanto aos rumos da guerra na Ucrânia e desaquecimento da China.

A inflação no Brasil e também nos países desenvolvidos, com especial atenção aos Estados Unidos, além de uma corrida eleitoral muito polarizada este ano no país, são pontos essenciais para se pensar em uma carteira. E apesar dos riscos aparentes, é com uma estratégia de diversificação de ativos e análise dos números das empresas que é possível buscar oportunidades que possam ter uma performance superior ao mercado.

Entre as muitas empresas da região Sul que são listadas na bolsa de valores brasileira, a área de análise da XP destaca a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Por ser do setor elétrico, é menos volátil, mais resiliente às flutuações de mercado e com bastante previsibilidade de faturamento e resultados. Segundo os analistas, ela negocia descontada em relação aos pares devido a ineficiências do passado proporcionando oportunidade de investimento.

Também aparece entre as apostas da XP a Grendene, fabricante de calçados do Rio Grande do Sul. Nela, destaca-se a resiliência histórica das vendas e das margens da companhia, que costumam permanecer saudáveis mesmo em momentos desafiadores do ponto de vista macroeconômico. E ao falar das empresas de Santa Catarina, salta aos olhos o desempenho da multinacional Weg ao longo dos últimos anos. Sua exposição à eletrificação e ao setor de energias renováveis colocam-na posicionada para ser um player líder na mudança para uma economia de baixo carbono, de acordo com os analistas da XP.

*Head Comercial da Safe Investimentos Unidade Chapecó. **Especialista em Renda Variável da Safe Investimentos Unidade Caxias do Sul. Credenciada desde 2009 à XP Investimentos, a Safe tem matriz em Caxias do Sul e escritórios em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Chapecó.

Como as consequências às medidas de estímulo ao enfrentamento dos efeitos da pandemia podem influenciar em aplicações de renda variável

Como as consequências às medidas de estímulo ao enfrentamento dos efeitos da pandemia podem influenciar em aplicações de renda variável Copel, Weg e Grendene são as apostas da Safe Investimentos no Sul O cenário para investimentos abre muitas oportunidades após mais de dois anos em que a política econômica global era focada no combate à… Continue a ler »É possível investir em um oceano de incertezas

SIM Rede de Postos compra a Destra

Aquisição da distribuidora marca a entrada em São Paulo

O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas

A SIM Rede de Postos finca o pé no maior mercado do país passando a controlar a Destra, distribuidora autorizada de óleo lubrificante da Petronas em São Paulo, Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Litoral Norte, Litoral Sul e Vale do Ribeira. Até a transação, a Destra – empresa com faturamento aproximado de R$ 100 milhões – fazia parte das marcas controladas pelo Grupo Combustran, com mais de 50 anos de atuação no setor de óleo combustível e atuação principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A empresa, que a partir da aquisição passa a se chamar SIM Lubrificantes, tem hoje 50 funcionários.

A Petronas – companhia petrolífera da Malásia, responsável pela fabricação e comercialização de diversos produtos, entre eles lubrificantes – está entre as cinco maiores fabricantes de lubrificantes do mundo e presente em 30 países. Com a aquisição da Querodiesel, em março de 2022, a SIM passou a comercializar a marca com exclusividade no Rio Grande do Sul, e agora chega também a São Paulo. Desse modo, a SIM passa a atender também os nichos de centros automotivos, industriais e supermercados.

Para Neco Argenta, presidente das empresas SIM é um momento de estímulo e crescimento. “A SIM passa a atuar em um novo mercado, um dos mais desafiadores do país, que é São Paulo. A perspectiva é crescer no segmento de lubrificantes, que já conhecemos, e também fortalecer ainda mais a parceria com a Petronas”, declarou, em nota.

Aquisição da distribuidora marca a entrada em São Paulo

South Summit é palco de lançamento do BRDE Labs 2022

Durante o evento de inovação, o banco apresentou seu programa de aceleração de startups que, neste ano, vai trabalhar com o tema ESG

A iniciativa tem como foco a gestão e a estruturação das empresas, de forma a alavancar recursos ou parcerias que contribuam para o seu êxito operacional

eiNesta quarta-feira (4), primeiro dia de South Summit Brasil, a diretoria do BRDE, junto às incubadoras tecnológicas Hotmilk (PUC-PR) e Feevale TechPark, promoveu a apresentação do BRDE Labs 2022, momento em que foi confirmado o acordo de cooperação entre o banco e as aceleradoras. O programa de aceleração de startups do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que já contemplou 73 iniciativas, dará início à sua terceira edição com projetos nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

A iniciativa tem como foco a gestão e a estruturação das empresas, de forma a alavancar recursos ou parcerias que contribuam para o seu êxito operacional, oferecendo, de forma gratuita, capacitação e oportunidades para geração de negócios. “Temos o compromisso de desenvolver e apresentar produtos e serviços que contribuam para promover o ecossistema de inovação da região Sul. Atuamos através de financiamentos, aporte de capital via Fundos de Investimento em Participações e programas de aceleração de startups e, mais recente, como parceiro em projetos de formação profissional”, explicou o diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira.

A cada ano o programa desenvolve um tema central que guia a escolha das empresas e, consequentemente, das startups. Em 2022, no Paraná, o BRDE Labs apresentará desafios que se relacionam à temática ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português) e contará com 10 empresas âncoras. No final deste mês de maio serão apresentadas essas empresas e seus respectivos desafios. As inscrições já estão abertas.

Segundo Leany Lemos, diretora de operações do banco, o principal objetivo do programa é retornar riqueza aos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. “Para que um ecossistema avance, é preciso ter mercado, crédito e governo envolvido”, defende. Na ocasião, Alsones Balestrin, secretário de inovação, ciência e tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul defendeu a importância de garantir que os talentos do Sul do Brasil permaneçam por aqui. “O Sul do Brasil é muito rico. Temos ótimas universidades e talentos. Precisamos parar de exportá-los e, em vez disso, atrair novos talentos”, concluiu.

Durante o evento de inovação, o banco apresentou seu programa de aceleração de startups que, neste ano, vai trabalhar com o tema ESG

Nova Novidade : Cartão de crédito Ponto Frio

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Divulgação: Mastercard

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Além disso, você deve pagar 12 parcelas de R$11,90. Saiba que a anuidade só passa a ser cobrada quando você desbloqueia o cartão.

Como fazer o requerimento do cartão

Para ter o cartão Ponto Frio Itaúcard, você deve, primeiramente, acessar o site do Ponto Frio ou do Itaú e preencher o formulário.

Nele, serão requisitados alguns dados básicos como nome, CPF, endereço, celular, profissão, etc. Além disso, não se esqueça de conferir a política de privacidade e os termos de uso do banco.

Ao enviar esses dados, aguarde alguns dias enquanto eles são analisados. Ao fim, você receberá uma resposta do seu requerimento.

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Copom eleva juros para 12,75% ao ano

O atual ciclo de alta teve início em março do ano passado

Para a próxima reunião, o Banco Central antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (4), com mais de uma hora além do horário habitual, que elevou, por unanimidade, os juros em um ponto percentual para 12,75%. O movimento já era aguardado pelo mercado financeiro. O atual ciclo de alta teve início em março do ano passado.

“O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, revelam os membros do Copom.

Para a próxima reunião, o Banco Central antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude. “O Comitê nota que a elevada incerteza da atual conjuntura, além do estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demandam cautela adicional em sua atuação. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirma o documento publicado logo após o fim do encontro.

Estimativas
No último boletim Focus, em que o BC mede a expectativa do mercado financeiro, a projeção é de que a taxa básica encerre 2022 em 13,25% ao ano. As estimativas do mercado para a inflação, entretanto, vêm crescendo há pelo menos 16 semanas. No mês passado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou que o futuro das taxas de juros no Brasil dependerá da extensão dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e de outros eventuais choques sobre a inflação.

A expectativa de alta acompanha o aumento nos preços. Em março, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, foi de 1,62%, maior taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, o acumulado chegou a 11,3%, quase o dobro do teto da meta do Banco Central, que é de encerrar o ano com inflação de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como parâmetro de quanto o governo paga para tomar dinheiro emprestado por meio da emissão de títulos públicos. A política monetária tem também efeito sobre o câmbio. Em tese, altas na taxa Selic tendem a atrair o investimento externo em títulos públicos brasileiros, cuja rentabilidade aumenta, o que acaba pressionando o dólar para baixo diante do real.

Com Agência Brasil

O atual ciclo de alta teve início em março do ano passado

Tech Road buscará fundos para trazer investimentos ao Sul

Curitiba, Florianópolis, Joinville, Caxias do Sul e Porto Alegre também terão um programa compartilhado de educação para formar profissionais no campo da tecnologia

A assinatura simbólica do acordo foi feita durante um painel durante o South Summit Brasil, evento de inovação internacional que acontece em Porto Alegre até sexta-feira

As cidades de Caxias do Sul, Curitiba, Florianópolis, Joinville e Porto Alegre firmaram nesta quarta-feira (4) um memorando para estabelecer as bases para uma cooperação mútua entre as partes em temas relacionados a valorização, fortalecimento e atração de novos negócios para a região Sul do Brasil, bem como a atração de talentos e de investimentos privados e públicos para as cidades pertencentes a esta região. A assinatura simbólica do acordo foi feita durante um painel durante o South Summit Brasil, evento de inovação internacional que acontece em Porto Alegre até sexta-feira (6).

O memorando será base para instituição de um futuro programa de integração chamado Tech Road, para que juntas as cidades aumentem suas ações de atração, geração e retenção de negócios bem como de evolução de suas matrizes econômicas inovadoras e de base tecnológica, o que também contribuirá para o desenvolvimento social das cidades. Os municípios também querem mostrar a qualidade, quantidade e variedade das startups, trazer novos eventos, fortalecer os que já existem e trazer investidores como aportes maiores.

Juntas, as cinco cidades reúnem um contingente de 5 milhões de habitantes e uma densidade de talentos criativos que geraram mais de 3 mil startups e 20 mil empresas inovadoras que faturam juntas cerca de R$ 18 bilhões. “Esperamos que esse 4 de maio se constitua num dia histórico em que damos mais um passo para a região Sul ser conhecida como uma grande rede de redes de ecossistemas inovadores e que gera cidades capazes de fomentar e atrair talentos criativos e digitais em grandes quantidades”, declarou Luiz Carlos Pinto, secretário municipal de Inovação, que destacou as ações de transformação de Porto Alegre, como o Tech Road. Segundo ele, é preciso ter aliados na rota da inovação e é dentro desta lógica que a prefeitura trabalha. “Nosso desafio é transformar ciência em inovação. O poder público tem de pensar como pode remover obstáculos e ajudar nesta mudança”, afirmou o secretário, que também é coordenador do Pacto Alegre.

“Viemos discutindo a possibilidade de nos juntarmos enquanto cidades, pois elas têm características muito fortes na área de tecnologia. Oferecemos como diferenciais do Sul qualidade de vida, educação e saúde. É uma região diferenciada em que os prefeitos trabalham em conjunto pra trazer novos projetos e iniciativas”, manifestou, por vídeo, Topazio Neto, prefeito de Florianópolis. Adriano Silva, prefeito de Joinville, destacou os pontos fortes do município que exibe o maior PIB de Santa Catarina. “Joinville tem uma das maiores fundições de metal e uma das maiores indústrias de tubos e conexões. Isso tudo se dá através de um ecossistema de tecnologia e educação técnica e básica que prepara os jovens para o mercado de trabalho. Hoje todos os alunos da rede municipal têm aula de inglês desde o início para estarem preparados para o mercado de trabalho”, contou. “Quando fomos convidados a participar dessa rede de tecnologia, demonstramos o potencial da nossa cidade, que mesmo na pandemia teve crescimento de 10,3% em sua economia, graças ao ecossistema de tecnologia e indústrias lá sediadas”, completou.

A presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Cristina Alessi, que representou o prefeito Rafael Greca, saudou a iniciativa. “Costumo dizer que aquilo que não se compartilha, se perde. Essa é a essência do que estamos fazendo hoje aqui, pois estamos compartilhando sucessos, potenciais, problemas e busca de soluções e de oportunidades. E não só entre as cinco cidades, mas entre pessoas. Ao nos unirmos, também ajudamos empresas e todo o Sul do país e o Brasil como um todo. Por parte de Curitiba, compartilhamos nossos resultados com a criação do Vale do Pinhão, um grande movimento de inovação que potencializou a inovação já presente na capital paranaense através de seu planejamento urbano e mobilidade”, ressaltou. Em entrevista ao Portal AMANHÃ, Cristina antecipou que representantes dos cinco municípios farão reuniões mensais com fundos de investimento. Na visão dela, os investidores costumam se voltar muito para o eixo Rio-São Paulo e não se dão conta do potencial que o Sul tem. “Vamos dar visibilidade para esse pool de cidades demostrando como o ecossistema do Sul é potente”, prometeu. Outra iniciativa será ter um programa compartilhado de educação para formar profissionais no campo da tecnologia.

Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, se comprometeu a digitalizar todas as operações da prefeitura até a próxima edição do South Summit em 2023. “A pandemia nos trouxe dores e perdas, mas escancarou a falência da inovação dentro da máquina pública. Para uma cidade inovadora, precisa se ter vontade política e a inovação tem de ser para dentro e para fora. O termo assinado hoje vai potencializar as regiões que já têm iniciativas fundamentais para o município ser inovador”, declarou. Ao conceder entrevista para o Portal AMANHÃ, Melo declarou que o termo de cooperação pode ganhar a adesão de outras cidades do Sul. “Os prefeitos dos cinco municípios formarão um comitê para definir metas para incentivar a inovação e também fazer com que licenciamentos caminhem mais rapidamente”, antecipou. Melo também destacou o programa Creative, que reduziu as alíquotas de 5% para 2% do ISS, e fomentou o desenvolvimento de empresas de base tecnológica e instituições de ciência e tecnologia na capital gaúcha.

Curitiba, Florianópolis, Joinville, Caxias do Sul e Porto Alegre também terão um programa compartilhado de educação para formar profissionais no campo da tecnologia

Viacredi pretende dobrar presença no Paraná em dois anos

Com sede em Blumenau (SC) e de perfil urbano, Viacredi distribuiu R$ 114 milhões em sobras de 2021 para os cooperados

Os cooperados economizaram mais de R$ 1,4 bilhão ao utilizar os produtos e serviços da cooperativa ao longo do ano

Com 830 mil cooperados e mais de R$ 9 bilhões em ativos, a catarinense Viacredi ampliou sua presença no Paraná ao inaugurar um posto de atendimento no prédio da Associação Comercial do Paraná, no centro de Curitiba. Em pouco mais de dois anos no estado, a cooperativa já reúne 66 mil cooperados, dez pontos em quatro cidades e mais de 80 colaboradores. A meta é dobrar o número de associados nos próximos dois anos em outras cidades da região metropolitana, adianta Vanildo Leoni, diretor executivo da cooperativa, cujo público é o morador das zonas urbanas.

A Viacredi teve um resultado de R$ 277 milhões em 2021 e acaba de distribuir R$ 114 milhões em sobras para os cooperados. Desse valor, R$ 103 milhões foram creditados diretamente nas contas dos cooperados, sendo que cada um recebeu de acordo com a sua movimentação financeira em 2021, levando em consideração as operações realizadas com a cooperativa. Leoni conta que em 2021 a Viacredi se manteve fiel ao seu papel de apoiar o cooperado em um cenário desafiador, segurando as taxas de juros, renegociando dívidas e entendendo as reais necessidades de seus associados.

Como resultado da chamada “economia da cooperação”, os cooperados economizaram mais de R$ 1,4 bilhão ao utilizar os produtos e serviços da cooperativa ao longo do ano. “Com todas essas iniciativas, aumentamos o resultado econômico social em meio milhão de reais, um valor que fica para o cooperado e para a comunidade. Isso é o cooperativismo na prática, quando as pessoas se unem, beneficiando toda a comunidade”, acrescenta o diretor.

Constituída em 1951, a partir da união de trabalhadores da Cia. Hering, em Blumenau (SC), a Viacredi abriu as portas para admitir a comunidade somente em 2001 e em 2002 passou a fazer parte do sistema Ailos, que hoje reúne 13 cooperativas singulares. Atualmente, a cooperativa possui 830 mil cooperados, 2 mil colaboradores, 106 postos de atendimento, R$ 9 bilhões em ativos, R$ 8 bilhões em operações de crédito e R$ 6,7 bilhões em depósitos totais.

Com sede em Blumenau (SC) e de perfil urbano, Viacredi distribuiu R$ 114 milhões em sobras de 2021 para os cooperados

Fed eleva os juros em 0,5 ponto percentual

Este é o segundo aumento consecutivo

O banco ressaltou em seu comunicado que, embora a atividade econômica geral tenha diminuído no primeiro trimestre, os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes

O Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, elevou em 0,5 ponto percentual as taxas de juros, para o intervalo entre 0,75% e 1%. É o segundo aumento consecutivo. Na reunião de março, a autoridade monetária já havia elevado as taxas em 0,25 ponto percentual, primeiro aumento realizado desde 2018. O banco ressaltou em seu comunicado que, embora a atividade econômica geral tenha diminuído no primeiro trimestre, os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes.

“Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego diminuiu substancialmente. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de energia e pressões mais amplas sobre os preços”, revela o Fed. A autoridade monetária também comentou os desdobramentos que a guerra entre Rússia e Ucrânia e os lockdowns na China podem exercer na economia do país. “A invasão e os eventos relacionados estão criando uma pressão ascendente adicional sobre a inflação e provavelmente pesarão sobre a atividade econômica. Além disso, os bloqueios relacionados ao Covid na China provavelmente exacerbarão as interrupções na cadeia de suprimentos. O Comitê está altamente atento aos riscos inflacionários”, destacaram os membros do Fed.

Este é o segundo aumento consecutivo

China, 2022: preocupantes sinais de fumaça

As repercussões da paralisia da segunda maior economia mundial preocupam analistas de todas áreas

Ainda que Shanghai seja importantíssima, ela não é a única cidade da China fechada

Bateu uma enorme preocupação no Brasil, e com certeza também na Argentina, e em outros países grandes exportadores de commodities para a China, com os sinais de fumaça que saem de lá, desde o final de março, quando começou o “lockdown” em Shanghai, estratégia do governo chinês de “tolerância zero” com a Covid-19. Essa política de saúde pública levou ao fechamento da cidade mais populosa (25 milhões de habitantes, segundo o Censo 2020) e mais rica do país, maior centro comercial e financeiro, e sede do maior porto de containers do mundo.

Ainda que Shanghai seja importantíssima, ela não é a única cidade da China fechada, total ou parcialmente, nos quatro primeiros meses de 2022 – seriam 20 a 30 delas, com um total de 190 milhões de pessoas, ou até 46 localidades e 400 milhões de pessoas, de acordo com a fonte utilizada pela imprensa internacional. Na falta de informações oficiais, proliferam as estimativas. O que se sabe sobre a política “Zero Covid” é que ela começou a ser colocada em prática em dezembro de 2021, com o “lockdown” na cidade histórica de Xi’An, capital da província de Shaanxi, 13 milhões de habitantes (população maior do que a de São Paulo), e, em março de 2022, as cidades de Changchun (capital da província de Jilin) e Jilin, mais 13 milhões de pessoas dentro de casa. Entre um e outro fechamento, realizaram em fevereiro as Olimpíadas de Inverno.

Análise realizada pela Universidade de Medicina Johns Hopkins, dos 20 países com maiores taxas de mortalidade por Covid-19 no mundo dá razão à China: ela está em 20º lugar, com 1,2 mortes por 100 mil habitantes. A performance positiva dos países asiáticos no enfrentamento da pandemia é confirmada ainda pelo Japão (23,4), Índia (38), Tailândia (41,2), Coreia do Sul (44,9), Filipinas (55,1) e Indonésia (56,5). No extremo oposto estão o Brasil (312,3) e os Estados Unidos (301,7), respectivamente primeiro e segundo lugares no ranking, com 27% do total de mortes por Covid no mundo (6,2 milhões).

Há quem acredite que devido à política “Zero Covid”, o crescimento do PIB chinês não alcance a meta do governo, de 5,5% em 2022, com previsões de até 4,5% (Goldman Sachs). Um ponto percentual do PIB chinês (US$ 17,7 trilhões, pela paridade cambial, em 2021) equivale a US$ 177 bilhões. Só que a preocupação mundial não é essa possível redução. O que está alvoroçando analistas de todas as áreas são as repercussões da paralisia (por quanto tempo?) da segunda maior economia mundial, maior exportador e segundo maior importador. O temor de quem exporta para a China é a redução dos volumes importados, por dificuldades no transporte marítimo (atrasos e fretes mais caros) e queda da demanda. E quem importa da China vive hoje a mesma angústia com sinal trocado, com o risco adicional de preços maiores, difíceis de serem repassados em países como o Brasil, no qual o desemprego, a inflação, e os juros altíssimos estão causando significativa retração dos consumidores.

Preocupam ainda a depreciação da moeda chinesa, de 6,36 por dólar para 6,61, de 4 de abril para 4 de maio; a compra pela China de óleo e gás da Rússia, em fevereiro (US$ 117,5 bilhões); a possibilidade de aumento do desemprego no país (tanto dos migrantes que ainda não voltaram de suas cidades, como dos quase 11 milhões de jovens universitários que entrarão no mercado de trabalho a partir de agosto); o aumento das pressões da União Europeia sobre a China via Organização Mundial do Comércio (OMC) e como o país reagirá; os reflexos econômicos e comerciais da relação atual da China e Rússia – e desta com boa parte do mundo, a partir das sanções impostas pelos Estados Unidos, devido ao ataque russo contra a Ucrânia, elevando os riscos para o abastecimento alimentar mundial este ano, e até de uma guerra de grandes proporções, que se sabe como começa e nunca como terminará.

Se não são suficientes os sinais de fumaça, há ainda no horizonte chinês, para o final de outubro, a realização do 20º Congresso do Partido Comunista, evento da máxima importância para os destinos do país – e, por extensão, do restante do mundo –, que esse ano está tensionado por um fator inédito: a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Xi Jinping, ora sob fogo de artilharia nacional e internacional por causa da política “Zero Covid”, e reagindo com a proposta de investimento em infraestrutura (como foi feito com sucesso em 2008, em resposta à crise financeira iniciada nos Estados Unidos), para gerar os empregos necessários e manter o crescimento do PIB dentro do previsto.

As repercussões da paralisia da segunda maior economia mundial preocupam analistas de todas áreas