Archives Janeiro 2022

Paraná pode estruturar rede para liderar cadeia produtiva de hidrogênio verde

Parque Tecnológico de Itaipu é pioneiro na produção do insumo de forma experimental

Por parte do governo, Piana sugeriu a inclusão da Copel e da Fundação Araucária na articulação do projeto

O Paraná pode se tornar a principal cadeia produtiva de hidrogênio verde do País. O vice- governador Darci Piana (na foto, na ponta da mesa) recebeu na terça-feira (11) a diretoria do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), pioneiro na produção do insumo de forma experimental e que está articulando a implantação de uma rede para fortalecer essa cadeia, com a participação tanto do poder público, como do setor produtivo.

Por parte do governo, Piana sugeriu a inclusão da Copel e da Fundação Araucária na articulação do projeto, que também deve contar com a participação de entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

“É muito importante articular esse diálogo com os órgãos governamentais e com as entidades do setor produtivo para que a construção dessa rede seja feita de forma integrada”, afirmou o vice-governador. “O Paraná tem muito a ganhar com a criação de uma cadeia produtiva de hidrogênio, que demanda bastante tecnologia e mão de obra capacitada, além de reduzir os custos para

O diretor-superintendente do Parque Tecnológico de Itaipu, Eduardo Garrido, disse que o apoio institucional é fundamental para tornar o projeto realidade. “O PTI tem experiência na área de hidrogênio, somos muito procurados por empresas e parceiros que querem desenvolver essa área”, explicou. “Por isso, criamos uma proposta para montar uma rede de hidrogênio verde, ideia que já estamos discutindo com a Fiep e, agora, com o governo estadual”.

Brasil pode ser líder na exportação de hidrogênio verde

Além do potencial de produção de hidrogênio utilizando energia renovável – o que determina que o elemento seja mais sustentável, por isso ser chamado de hidrogênio verde – o mercado brasileiro tem também grande capacidade de aplicação do insumo, que pode ser utilizado em refinarias, para reduzir a emissão de carbono nos combustíveis fósseis, na agroindústria, em siderúrgicas e, principalmente, na produção de fertilizantes.

Dentro desse cenário, o Paraná tem grande potencial para liderar a cadeia produtiva, que pode levar em torno de dez anos para se consolidar. O pioneirismo da produção experimental do PTI é um dos fatores, mas o estado também conta com uma rede forte de instituições de ciência e tecnologia, mão de obra qualificada e se destaca na produção de energia renovável.

Outra vantagem do Paraná é contar com um mercado interno promissor, com a possibilidade de se tornar autossuficiente na produção de fertilizantes caso domine a cadeia do hidrogênio verde. Atualmente, grande parte do adubo utilizado na agricultura é importado de países como Rússia, China, Canadá, Bielorrússia e Catar.

Segundo Rodrigo Régis, diretor de negócios e inovação do PTI, o Brasil já conta com algumas plantas para a produção de hidrogênio, mas elas são financiadas por instituições internacionais e visam a comercialização para o exterior. “O objetivo da rede é acelerar o desenvolvimento da cadeia industrial do hidrogênio, estimulando o mercado interno”, afirmou.

“Estamos diante de um mercado similar ao que tivemos com a energia eólica nos anos 2000. É o início de um mercado que está sendo desenvolvido e que precisa de incentivos e políticas que estimulem o seu desenvolvimento”, destacou. “Então se o Estado for mais rápido nesse processo vai conseguir desenvolver a cadeia industrial. Por isso precisamos construir essa estratégia para implementar no Paraná”.

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Parque Tecnológico de Itaipu é pioneiro na produção do insumo de forma experimental

Governo anuncia medidas para regularizar dívidas do Simples após veto

Pequenos negócios poderão dar entrada de 1%, com desconto nas multas

A adesão depende da capacidade de pagamento de cada empresa, que também servirá de base para o cálculo do desconto

Sem poderem aderir à renegociação especial vetada na semana passada, as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEI) terão acesso a dois programas anunciados pelo governo. Profissionais autônomos e negócios associados ao Simples Nacional – regime tributário especial para negócios de menor porte, poderão parcelar o débito com condições especiais e em mais de 11 anos, com desconto nos juros e nas multas.

Chamado de Programa de Regularização do Simples Nacional, ele permite que o contribuinte dê 1% do valor total do débito como entrada, dividida em até oito meses. O restante da dívida será parcelado em até 137 meses (11 anos e cinco meses), com desconto de até 100% dos juros, das multas e dos encargos legais. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o desconto está limitado a 70% do valor total devido.

A adesão depende da capacidade de pagamento de cada empresa, que também servirá de base para o cálculo do desconto. Haverá limite mínimo para o valor da parcela. O piso corresponderá a R$ 100 para micro e pequenas empresas e R$ 25 para MEI.

A PGFN abriu edital para outro programa, chamado de Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional. Essa modalidade permitirá a renegociação de dívidas inscritas até 31 de dezembro do ano passado e com valor menor ou igual a R$ 72.720, ou 60 salários mínimos.

O valor da entrada continuará em 1% do total da dívida, mas ela será dividida apenas em três parcelas. O restante dos débitos será pago em prazos menores com descontos decrescentes. O empresário poderá parcelar em 9, 27, 47 ou 57 meses, com descontos de 50%, 45%, 40% e 35%, respectivamente. As parcelas também terão valor mínimo de R$ 100 para micro e pequenas empresas e de R$ 25 para MEI.

Quanto menor o prazo de pagamento, maior o desconto da dívida. Diferentemente da primeira modalidade, que concede abatimento apenas sobre multas, juros e encargos, a transação de contencioso oferecerá descontos sobre o valor total do débito. Ao contrário do primeiro programa, a adesão é liberada a qualquer devedor, sem análise de capacidade de pagamento. Caberá ao empresário ou profissional autônomo escolher a opção mais vantajosa.

A adesão ao Programa de Regularização do Simples Nacional e ao edital de Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional pode ser feita por meio da internet, no Portal Regularize. O processo é 100% digital. As medidas foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

Segundo a PGFN, atualmente 1,8 milhão de contribuintes estão inscritos na dívida ativa da União por débitos de R$ 137,2 bilhões com o Simples Nacional. Desse total 1,64 são micro e pequenas empresas e 160 mil são MEI. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro vetou a renegociação de dívidas com o Simples Nacional. Na ocasião, o presidente alegou falta de medida de compensação (elevação de impostos ou corte de gastos) exigida pela lei de responsabilidade fiscal e a proibição de concessão ou de vantagens em ano eleitoral.

O projeto vetado beneficiaria 16 milhões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais. As medidas anunciadas hoje abrangem apenas os contribuintes que passaram para a dívida ativa da União, quando o governo passa a cobrar o débito na Justiça.

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Com Agência Brasil 

Pequenos negócios poderão dar entrada de 1%, com desconto nas multas

Pandemia e crise hídrica fizeram inflação estourar meta

Encarecimento de commodities também contribuiu para elevar preços

Segundo Campos Neto, a grande parte da inflação alta em 2021 foi um fenômeno global impulsionado pela pandemia

A pandemia de Covid-19, a elevação do preço global das commodities (bens primários com cotação internacional) e a crise hídrica foram responsáveis pela inflação estourar o teto da meta, justificou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Por determinação legal, ele enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao Conselho Monetário Nacional (CMN) justificando a inflação oficial de 10,06% em 2021, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No ano passado, o IPCA atingiu quase o dobro do teto fixado pelo CMN. A meta de inflação oficial para o ano passado estava em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. O índice, portanto, poderia variar de 2,25% a 5,25%. Essa foi a sexta vez, desde a criação do sistema atual de inflação, em que o presidente do BC teve de justificar o descumprimento da meta. “Os principais fatores que levaram a inflação em 2021 a ultrapassar o limite superior de tolerância foram os seguintes:

Segundo Campos Neto, a grande parte da inflação alta em 2021 foi um fenômeno global impulsionado pela pandemia. A doença afetou fluxos comerciais em todo o planeta, criando gargalos na distribuição de produtos. De acordo com ele, o fenômeno atingiu não apenas países emergentes, mas também economias avançadas. “As pressões sobre os preços de commodities e nas cadeias produtivas globais refletem as mudanças no padrão de consumo causadas pela pandemia, com parcela proporcionalmente maior da demanda direcionada para bens”, escreveu Campos Neto. “De fato, a aceleração significativa da inflação em 2021 para níveis superiores às metas foi um fenômeno global, atingindo a maioria dos países avançados e emergentes.”

Combustíveis
No ano passado, escreveu Campos Neto, a inflação importada foi o principal fator que impulsionou a inflação. O destaque foi a elevação do preço internacional do petróleo, que encareceu os combustíveis. “O principal fator para o desvio de 6,31 ponto percentual da inflação em relação à meta adveio da inflação importada, com contribuição de 4,38 ponto percentual, cerca de 69% do desvio. Abrindo esse termo [decompondo a inflação importada], destacam-se as contribuições de 2,95 ponto percentual do preço do petróleo, 0,71 ponto percentual das commodities em geral e 0,44 ponto percentual da taxa de câmbio”, destacou a carta.

Depois da inflação importada, a inércia inflacionária foi o segundo fator que pressionou a inflação no ano passado, com impacto de 1,21 ponto acima do teto da meta. A inércia representa a indexação de contratos e de preços que são corrigidos pela inflação do ano anterior. Desde o segundo semestre de 2020, a inflação está em alta, afetando a inflação de 2021.

Por fim, a carta do BC atribuiu a “demais fatores” impacto de 1,02 ponto acima do teto da meta. Dentro deste total, o destaque foi a bandeira de escassez hídrica (cobrada desde setembro do ano passado), que encareceu a conta de luz e teve impacto de 0,67 ponto. Essa bandeira vigorará, a princípio, até abril deste ano.

“O fraco regime de chuvas levou ao acionamento de termoelétricas e de outras fontes de energia de custo mais elevado durante a segunda metade de 2021, resultando em aumento expressivo das tarifas de energia elétrica”, ressaltou o BC. “Em setembro, foi criada e acionada a bandeira escassez hídrica, o que causou aumento de 49,6% sobre a bandeira anterior e de 5,8% sobre a tarifa de energia elétrica ante o mês anterior.”

Na última vez em que o presidente do BC justificou o descumprimento da meta de inflação foi em 2017. Naquele ano, porém, a inflação encerrou abaixo do piso da meta, em 2,95%, contra um limite mínimo de 3% para o IPCA. Na ocasião, o Banco Central era presidido por Ilan Goldfajn, com Henrique Meirelles como ministro da Fazenda.

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Com Agência Brasil 

Encarecimento de commodities também contribuiu para elevar preços

Todas as regiões do RS recebem avisos pela segunda semana consecutiva

Haverá uma reunião com as regionais como passo prévio à possível emissão de alerta

Nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados no Rio Grande do Sul cresceu mais de quatro vezes

Pela segunda semana consecutiva, todas as 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul receberão avisos. A decisão foi tomada pelo gabinete de crise, em reunião virtual conduzida pelo governador Eduardo Leite na terça-feira (11), com base nos indicadores do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo estadual gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul.

Visando conter o avanço da transmissão do coronavírus e diante do cenário de aumento de internações e do índice de casos registrados de Covid-19 em todo o Estado, na quinta-feira (13), haverá uma reunião com as regiões como passo prévio à possível emissão de alerta. O objetivo do encontro é o gabinete de crise apresentar dados atuais da pandemia, ouvir e entender as necessidades de cada região, para que ocorram os devidos encaminhamentos.

Nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados no Rio Grande do Sul cresceu mais de quatro vezes, passando de 62,2 para 278,8. Há também um aumento de internados em leitos clínicos, ainda que em menor proporção do que o crescimento de casos confirmados. Atualmente, há 591 leitos clínicos ocupados por pacientes com quadro confirmado ou suspeito de Covid-19; em 2 de janeiro, eram 297.

“Antes de emitir alertas, decidimos conversar com cada região para dividir os dados e entender quais ações podem ser tomadas para conter o avanço de casos. Estamos analisando os números diariamente e, se for necessário, emitiremos alertas antes da próxima reunião do gabinete de crise”, afirmou Leite, que foi diagnosticado com Covid-19 na terça-feira (11).

O aumento do fluxo de pessoas no Litoral Norte durante o veraneio, quando parte da população se transfere para a praia, resulta em número elevado de contágios. Em Capão da Canoa, região com maior incidência de casos confirmados para cada 100 mil habitantes, os registros atuais se aproximam do pior período da pandemia e apresentam tendência de crescimento. Na última semana, foram 603,7 casos confirmados por 100 mil habitantes, taxa muito próxima à mais alta apresentada pela região em toda a série, 679,2, em março de 2021.

Haverá uma reunião com as regionais como passo prévio à possível emissão de alerta

Plaenge anuncia dois lançamentos para Joinville em 2022

Empreendimentos representam quase metade do investimento reservado pela construtora para o primeiro biênio da operação em Santa Catarina

As obras do Vitra devem começar em fevereiro, e a entrega está prevista para outubro de 2024

Nascida em Londrina (PR) há 51 anos e atuante nas nove principais cidades do Centro-Sul, de Cuiabá (MT) a Porto Alegre (RS), a Plaenge planeja lançar dois empreendimentos em 2022, atingindo um Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 190 milhões – quase metade dos R$ 400 milhões reservados para o primeiro biênio da operação instalada em Joinville. Será um empreendimento com a marca Plaenge e um com a Vanguard, que são as duas linhas da construtora. No final de novembro, a empresa inaugurou sua nova central de vendas no maior polo econômico de Santa Catarina e fez seu lançamento de estreia – o sofisticado Vitra, na região central de Joinville.

As obras do Vitra devem começar em fevereiro, e a entrega está prevista para outubro de 2024. O gerente regional do Grupo Plaenge, Maurício Dallagrana, comemora o sucesso da chegada ao estado com um registro: em poucas semanas, 30% das unidades do Vitra já foram comercializadas. “Nossa avaliação, até aqui, é muito positiva. Estamos recebendo visitas de inúmeros clientes, corretores e fornecedores. Todos salientam que a central, com o apartamento decorado do Vitra, impressiona pela arquitetura, design, inovação e acabamentos. O investimento que a Plaenge está fazendo é um indicador de que estamos preparados para evoluir junto com a cidade”, pontua o executivo, em nota.

O gerente regional destaca o padrão de excelência que caracteriza os empreendimentos da Plaenge, já a partir da seleção rigorosa de seus fornecedores e parceiros. Com projeto concebido pela Bohrer Arquitetos, de Londrina, o Vitra tem a comunicação visual da Maena Design Conecta, de Porto Alegre, e o paisagismo da joinvilense Boa Vista Paisagismo. Outro parceiro nacional que também atende a construtora em Santa Catarina é a Móveis Florense, nome de referência em móveis planejados.

O Vitra será construído no bairro Atiradores, zona nobre e uma das mais valorizadas da cidade, próximo à Via Gastronômica e ao Hospital Dona Helena, e com acesso a toda a estrutura de serviços e lazer do Centro. O empreendimento terá 15 pavimentos e apartamentos de 110 a 136 metros quadrados, trazendo opções de plantas que atendem a diferentes perfis de moradores, além de dois duplex de 258 metros quadrados. Áreas de “minimarket” e delivery, espaço gourmet com piscina privativa, academia de alto padrão e garagens com iluminação, sinalização e revestimentos são alguns dos diferenciais, segundo a construtora.

Parceria com a Porsche Consulting
Em 2020, a Plaenge totalizou 19 lançamentos imobiliários no Brasil e no Chile, que somam VGV de R$ 1,6 bilhão. Em 2021, a previsão é encerrar o ano com 26 novos empreendimentos no Brasil e no Chile, com VGV estimado de R$ 2,2 bilhões. Nos últimos anos, a empresa inovou ao trazer para o mercado imobiliário práticas de gestão e de design do mercado automobilístico europeu. “Temos uma forte parceria com a Porsche Consulting, que nos permitiu ter um controle rigoroso e de alto nível de nossos processos de criação de produtos, gestão da produção e de relacionamento digital com nossos clientes”, analisa Dallagrana.

Ao lado de Joinville, a empresa tem operações em Curitiba, Londrina, Maringá, Campo Grande, Cuiabá, Campinas, Porto Alegre e São Paulo, além do Chile. A Plaenge atua nos segmentos de incorporação residencial, desenvolvimento urbano, construção civil, projetos e montagens industriais.

A Plaenge é a 93ª maior empresa da região e também a 38ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Empreendimentos representam quase metade do investimento reservado pela construtora para o primeiro biênio da operação em Santa Catarina

Os calçados voltam às ruas

A abertura das lojas foi o pontapé inicial para a retomada do setor calçadista

“Conseguimos ampliar nosso mercado de exportação, especialmente para a América Latina. Até na parte latina dos Estados Unidos nossos produtos têm tido uma boa aceitação”, celebra Argenta

Nos últimos meses, a Calçados Beira-Rio vem observando um fenômeno pelo qual espera desde o início da pandemia: a volta da procura por sapatos “de sair”, como saltos e sandálias. Após um ano de aumento nas linhas de tênis e calçados mais casuais, as pessoas começam a se preparar para a volta de eventos e passeios ao ar livre.

“Sem dúvidas o setor calçadista sofreu muito com a pandemia”, admite Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira-Rio. A abertura das lojas em meados de julho foi o pontapé inicial para a retomada, principalmente depois de um período focado no desafio de manter empregados, prestadores de serviço e fornecedores.

A estratégia da Beira-Rio foi produzir uma quantidade razoável de calçados para serem vendidos a pronta-entrega – com resultados positivos, já que o desafio foi cumprido com sucesso. Apesar disso, as receitas e margens não foram mantidas, mas, nos últimos meses, também começaram a se normalizar.

“Faz parte da vida empresarial ter momentos mais difíceis e temos de ter tranquilidade para superar esses períodos”, reflete Argenta. Para 2021, a Beira Rio planeja se aproximar dos R$ 3,5 bilhões de faturamento. Já para 2022, a expectativa é superar os R$ 4 bilhões. Ao longo do ano, foram investidos aproximadamente R$ 70 milhões em tecnologia da informação, infraestrutura de obras civis e equipamentos.

As expectativas da companhia para 2022 são otimistas. “Conseguimos ampliar nosso mercado de exportação, especialmente para a América Latina. Até na parte latina dos Estados Unidos nossos produtos têm tido uma boa aceitação. Agora, com esse certificado de origem sustentável, vamos entrar também em grandes cadeias de lojas dos EUA e Europa”, celebra Argenta.

Ele avalia que o mercado está preferindo os calçados brasileiros em função da qualidade superior do design. “Vejo o futuro com muito otimismo para a economia brasileira. A bola da vez em desenvolvimento agora é o Brasil, e vamos puxar toda a América Latina. Será o novo polo de desenvolvimento mundial”, prevê.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A abertura das lojas foi o pontapé inicial para a retomada do setor calçadista

Petrobras aumenta preço da gasolina para as distribuidoras

Preço da gasolina sobe de R$ 3,09 para R$ 3,24, por litro

A companhia reiterou seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado

A partir desta quarta-feira (12), depois de 77 dias sem aumentos, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras. O anúncio foi feito pela companhia, em nota à imprensa. Segundo a empresa, os últimos aumentos ocorreram em 26 de outubro do ano passado. O preço cobrado pela Petrobras para a gasolina chegou a ser reduzido em R$ 0,10 litro, em 15 de dezembro. Já o preço do diesel ficou estável.

Com a decisão, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro. “Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,11 por litro”, explicou a companhia, na nota.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras subirá de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro. Levando em conta a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será elevada de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba, mostrando variação de R$ 0,24 por litro.

De acordo com a Petrobras, esses ajustes “são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

A companhia reiterou seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações de alta e baixa, “ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio, causadas por eventos conjunturais”.

Com Agência Brasil

Preço da gasolina sobe de R$ 3,09 para R$ 3,24, por litro

Ficou barato comprar vinho em Curitiba em 2021

Capital paranaense viu os rótulos deflacionarem 4,9% no ano passado

No Brasil, o vinho apresentou alta de 2,4% entre janeiro e dezembro de 2021

Curitiba tem se destacado como a capital do Sul onde comprar vinho é um bom negócio – para o apreciador especialmente. No ano passado, por exemplo, o vinho ficou 4,9% mais barato. O mesmo não se pode dizer de outras bebidas, como refrigerante e água mineral que ficaram 12,1% mais caras nos supermercados. Nos bares e restaurantes, porém, a remarcação foi tímida: 1,2%.  Leve-se em conta o fato de que a região metropolitana de Curitiba teve a maior inflação acumulada do país em 2021 (12,73%), ante 3,95% registrada em 2020. A média nacional foi de 10,06%.

Veja todos os detalhes na tabela abaixo que compara o preço das diferentes bebidas em quatro capitais, assim como os índices de alimentação fora de casa e a variação de preço cobrado pelos bares e restaurantes. Cepas & Cifras se baseou no IPCA, a inflação oficial do país, anunciada pelo IBGE.

Ao acompanhar a curva da inflação do vinho também em 2020, Curitiba costumava aparecer como a capital brasileira onde a bebida menos sofria reajustes. A cidade registrou deflação por seis meses e estabilidade em um deles, de acordo com o levantamento do blog. Porto Alegre, por sua vez, sofreu uma remarcação de 3,6% no ano passado. Como não é possível saber as categorias de vinhos pesquisados pelo IBGE, é difícil apontar as causas exatas do reajuste.

No Brasil, o vinho apresentou alta de 2,4% entre janeiro e dezembro de 2021. O maior avanço foi registrado quando a bebida é consumida fora de casa (lembrando que, pela metodologia empregada, esse item é pesquisado apenas na cidade do Rio de Janeiro). O fato segue uma tendência verificada com maior velocidade a partir do retorno dos restaurantes que tiveram de tentar recuperar suas margens cobrando mais pelos rótulos. 

Os donos de bares e restaurantes não poderiam fazer o mesmo com os pratos, já que os produtos encareceram muito no ano que foi marcado pela quarentena. Além do mais, muitos estabelecimentos têm reduzido o volume de ofertas em suas cartas de vinho, justamente para cortar custos.

Capital paranaense viu os rótulos deflacionarem 4,9% no ano passado

Safra agrícola cai 0,4% em 2021, mas pode ter recorde em 2022

A produção fechou o ano com total de 253,2 milhões de toneladas

Só na soja, o volume de produção foi estimado em 138,3 milhões de toneladas, o que será um novo recorde

A safra nacional registrou queda de 0,4% em 2021, em relação ao ano anterior, após três períodos seguidos registrando números positivos. De acordo com a última estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 a produção fechou com o total de 253,2 milhões de toneladas. Para 2022, o prognóstico indica que o cenário deve mudar e com o volume previsto de 277,1 milhões de toneladas voltará a apresentar mais um recorde, mesmo com o leve recuo de 0,3% ou de 0,9 milhão de toneladas.

Segundo o gerente do LSPA, Carlos Barradas, o resultado pode ser favorecido pelo momento em que foi feito o plantio da soja, principal produto da produção brasileira. “Ao contrário da safra de 2021, quando houve atraso no plantio, na safra de 2022, a soja, principal produto das lavouras brasileiras, foi semeada antecipadamente e de forma acelerada, na maior parte das regiões produtoras do país, por conta dos elevados volumes de chuvas ao longo do mês de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso deve ampliar a janela de plantio das culturas de segunda safra e beneficiar essa produção”, disse.

Ainda assim, Barradas chamou atenção para os impactos climáticos, que ocorreram por causa de áreas de instabilidade nos estados do Nordeste e do Sudeste, provocadas pela zona de convergência intertropical, e ainda os efeitos do fenômeno La Nina nos estados do Sul, que já começam a interferir nos cultivos.

“Há registro de chuvas acima da média na Bahia e Ceará, enquanto nos três estados do Sul e em Mato Grosso do Sul já se observa um menor volume de chuvas, com registro de estiagens severas regionalizadas, o que vem afetando as culturas de verão. Com isso, as novas informações recebidas nesse terceiro prognóstico já apontam um declínio de 0,3%, ou 900 mil toneladas, em relação ao que havia sido estimado no prognóstico anterior para este ano”, observou.

Apesar da situação climática, com 277,1 milhões de toneladas em 2022, a safra deverá ter 23,9 milhões de toneladas a mais, o que representará 9,4% superior a de 2021. Vão contribuir para isso, a maior produção de soja (2,5%), de milho (11,2% na primeira safra e 29,4% na segunda), de algodão herbáceo em caroço (4,6%), de sorgo (11,4%) e de feijão (10,8% na primeira safra e 4,6% na segunda).

Só na soja, o volume de produção foi estimado em 138,3 milhões de toneladas, o que será um novo recorde e poderá corresponder a mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2022. Para o milho a expectativa é a produção de 108,9 milhões de toneladas. Se confirmada a colheita recorde ocorrerá após a recuperação das lavouras que registraram queda na produção em 2021 causada pelo atraso no plantio da segunda safra e da falta de chuvas nas principais unidades produtoras.

Em movimento contrário é esperado um recuo nas produções do arroz (-4,9%), do feijão (-0,9%) e do trigo (-7,4%) toneladas. “Apesar da queda, essa produção de arroz deve ser suficiente para abastecer o mercado interno brasileiro”, completou o gerente.

Safra de 2021
Conforme o IBGE, a 12ª estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2021, que é a final para a safra do ano passado, que somou 253,2 milhões de toneladas, equivale a 0,9 milhão de toneladas menor que a de 2020. Comparada à previsão anterior, houve alta de 420,6 mil toneladas (0,2%). Entre os produtos o arroz, o milho e a soja responderam por 92,6% da produção e 87,3% da área colhida.

O maior produtor nacional de grãos é o estado de Mato Grosso, que teve a participação de 28,2%. Na sequência ficaram Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (13,1%), Goiás (10%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (6%). Somados, esses estados atingiram 79,7% do total nacional.

As regiões Sul (5,2%), Nordeste (1,9%) e Norte (11,8%) tiveram variação anual positiva na estimativa da produção. Em sentido contrário, o Centro-Oeste (-4,3%) e o Sudeste (-4,6%), tiveram queda. “O Centro-Oeste produziu 116,5 milhões de toneladas (46,1% do total do país); o Sul, 76,9 milhões de toneladas (30,4%); o Sudeste, 24,6 milhões de toneladas (9,9%); o Nordeste, 23,0 milhões de toneladas (9,1%) e o Norte, 12,3 milhões de toneladas (4,5%)”, enumera o levantamento.

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Com Agência Brasil

A produção fechou o ano com total de 253,2 milhões de toneladas

Instituições do RS começam a receber recursos do programa Avançar na Inovação

O estado tem hoje posição destacada nacionalmente no setor

Foram assinados convênios com nove das 20 Instituições de Ciência e Tecnologia que aprovaram 37 projetos

O governo do Rio Grande do Sul celebrou, na segunda-feira (10), mais uma etapa do emprego dos recursos do programa Avançar na Inovação. Em cerimônia realizada no Palácio Piratini, foram assinados convênios com nove das 20 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) que aprovaram 37 projetos aos editais publicados pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) em 2021. Outros convênios serão firmados nos próximos dias. O governador Eduardo Leite e o titular da Sict, Luís Lamb, juntamente com os representantes das instituições e dos projetos, assinaram os convênios que selam os compromissos de ambas as partes, com a destinação dos recursos para garantir a execução das propostas.

Os recursos são provenientes dos editais 1/2021 – Inova RS (R$ 4 milhões), 2/2021 – GameRS (R$ 800 mil), 3/2021 – Techfuturo (R$ 9,8 milhões) e 4/2021 – TEC4B (R$ 4,2 milhões), que integram o pacote de investimentos anunciado pelo programa Avançar na Inovação, em setembro de 2021. O ato representa a consolidação desse investimento, que começa a chegar às pontas e a se transformar em projetos de inovação por todo o estado.

Lamb lembrou que o Rio Grande do Sul tem hoje posição destacada nacionalmente no setor da inovação, ocupando as posições mais altas em diversos rankings. “Na economia moderna, a ciência e a tecnologia precisam ser transformadas em resultados, e os editais assinados hoje visam transformar a produção intelectual reconhecida que o Estado tem em aceleração do crescimento econômico, construindo parcerias efetivas entre as universidades e o setor produtivo. É o emprego dos resultados de pesquisa na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destaca.

No final do evento, Lamb anunciou que deixará o cargo que ocupou nos últimos três anos. O governador agradeceu a dedicação empenhada pelo profissional. “Além de toda a capacidade técnica que demonstrou à frente da secretaria, é também um ser humano digno dos maiores elogios e das melhores referências”, comentou Leite. Um novo titular para a pasta deve ser anunciado nos próximos dias. Confira, a seguir, as ICTs que participaram do ato de assinatura, e seus respectivos projetos.

Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Edital GameRS

Projeto: Implantação do UCSLabQA para garantia de qualidade de jogos

Edital Inova RS

Projeto: Sistema de coleta de dados por dispositivos IoT (sensoriamento) para cidades inteligentes

Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI)

Edital Inova RS

Projeto: Rastreabilidade e autenticidade do mel do Vale do Jaguari

Faculdade Horizontina (Fahor)

Edital Inova RS

Projeto: Estruturação da demanda e oferta de serviços de suporte a inovação na cadeia da indústria eletrometalmecânica da região Noroeste e Missões do RS

Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem)

Edital Inova RS

Projeto: Rede de controle biológico da Região Noroeste e Missões do Rio Grande do Sul

Universidade de Passo Fundo (UPF)

Edital Inova RS

Projetos: Inovação na Saúde Pública

Agrotec Norte

• Edital Techfuturo

Projeto: Imobilização de microorganismos em biochar de resíduos de uva para incorporação em fertilizante NPK

Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

Edital TEC4B

Projeto: Living Vales – Ambiente para promoção, qualificação e desenvolvimento de projetos em gestão estratégica de dados na Região dos Vales

Edital Inova RS

Projeto: Inova + Vales: desenvolvendo o ecossistema regional de inovação

Edital Techfuturo

Projeto: Desenvolvimento de agentes biológicos em massa para o Manejo Integrado de Pragas

Universidade Feevale

Edital Inova RS

Projeto: RS3 – Conexão, capacitação e captação para o ecossistema regional de inovação de TIC

Edital GameRS

Projeto: Laboratório de referência para controle e garantia de qualidade em jogos digitais

Edital Techfuturo

Projeto: Aprimoramento e validação de um jogo digital para a estimulação das funções executivas no contexto escolar

Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí)

Edital TEC4B

Projeto: Smart LiveLab: Espaço colaborativo de inovação tecnológica para fomentar o desenvolvimento econômico social da macrorregião Noroeste e Missões

Edital Inova RS

Projetos: Rede de sensores inteligentes para o monitoramento de sistemas de irrigação por pivô central

Produção de biogás e sua utilização em geração distribuída no conceito de smart grids: perspectivas e desafios para Região Noroeste e Missões do RS

O estado tem hoje posição destacada nacionalmente no setor

Funcionário feliz, cliente satisfeito

A experiência do consumir é muito importante, mas a do funcionário, em seu local de trabalho, também pode trazer grandes resultados.

grama.

No Pílulas dessa semana, Letícia Polydoro, titular do blog “A Vez da Experiência”, do Portal AMANHÃ, conversa sobre Employee Experience com Guilherme Krauss, CEO da Hümans at Work e escritor.

https://humansatwork.com.br/ 

A experiência do consumir é muito importante, mas a do funcionário, em seu local de trabalho, também pode trazer grandes resultados.

Startups dos Worktibas alçam voo na capital paranaense

Coworkings públicos fazem com que empreendedores se capacitem no Vale do Pinhão

Capacitações on-line contínuas promovidas pela prefeitura e Agência Curitiba dão apoio aos Worktibas

Os Worktibas são coworkings públicos da prefeitura, vinculados à Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, que dão apoio a empresas da capital em estágio inicial, oferecendo gratuitamente espaços físicos, capacitações contínuas e conexões com empreendedores do Vale do Pinhão. Atualmente, 57 startups, projetos de impacto social e empresas de economia criativa ocupam as três unidades e, após um ano idealizando e validando produtos e serviços nos Worktibas, alguns deles já estão alçando novos voos ou sendo reconhecidos nacionalmente e internacionalmente.

É o caso da Heijunka 360, startup curitibana que oferece uma plataforma de gestão de operações de empresas e que durante 2021 esteve no Worktiba Cine Passeio. A partir deste ano, a empresa se transfere para o Hub Habitat Senai onde vai participar do programa de incubação do sistema de Fiep. A plataforma HK 360 integra vendas e operações promovendo melhorias nos resultados dos clientes.

Christian Luciano da Silva, CEO da Heijunka 360, conta que no Worktiba a startup validou sua solução e fez as conexões que levaram a empresa a essa nova etapa. “Através dessas relações, um dos líderes do grupo do comitê de governança do Vale do Pinhão, Marcelo Figueiral, identificou o potencial da solução e nos conectou ao Habitat Senai, que promove o empreendedorismo industrial em startups”, lembra.

Durante o ano em que a Heijunka 360 esteve no Worktiba Cine Passeio, quatro empresas da capital usaram a plataforma da startup, criada por profissionais com experiência no varejo, serviços e indústria. A startup ainda tem em sua equipe Andressa Vergutz (CTO) e Juliano Gustavo de Oliveira (COO). “A Heijunka360 é uma assessoria de negócios completa, baseada no método exclusivo easy360º, que conecta vendas e operações de maneira simples, possibilitando a busca pela estabilidade entre estoque e fluxo de caixa”, completa Silva.

Já a startup Adapt-Free, que oferece uma plataforma de apoio a pessoas com deficiência, teve várias conquistas após ingressar no Worktiba Barigui no ano passado. Além de sua fundadora e CEO, Luana de Andrade, se graduar no Founder Institute, a empresa de impacto social recebeu o selo do programa InovAtiva Brasil e foi uma das seis startups brasileiras selecionadas para o SXSW Pitch, que ocorre nos Estados Unidos neste ano. Maior evento de inovação e criatividade do mundo, o South by Southwest (SXSW) ocorre na cidade de Austin, no Texas, de 11 a 20 de março. No SXSW Pitch, a Adapt-Free irá apresentar sua inovação para potenciais investidores internacionais.

“No Worktiba Barigui estamos tendo uma vivência de alto valor. O convívio com outras startups no coworking e a troca de experiências dentro do Vale do Pinhão agregam muito em nossa trajetória e amadurecimento. Como toda empresa de tecnologia, precisamos de constância, velocidade e planejamento, tão desafiadores nesta fase inicial, então posso dizer que o apoio tem sido fundamental”, afirma Luana. A Adapt-Free é uma plataforma que conta com atividades físicas completamente adaptadas, grupos de apoio e colaboração de profissionais multidisciplinares, visando melhorar a saúde e o bem estar de pessoas com deficiências.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, avalia que os reconhecimentos e conquistas dos coworkers dos espaços da prefeitura resultam do trabalho conjunto de empreendedores e de todo o ecossistema de inovação do Vale do Pinhão. “Várias ações contribuíram para a alta produtividade e conquistas. Foi criado o guia Como Decolar seu Foguete para startups e a Matriz de Maturidade, que teve apoio do Comitê de Gestão do Vale do Pinhão e auxilia na jornada dos projetos. Houve capacitações on-line contínuas promovidas pela prefeitura e Agência Curitiba, oportunidades novas de investimento e projetos sendo lançados no mercado”, enumera ela.

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Coworkings públicos fazem com que empreendedores se capacitem no Vale do Pinhão

Porto Itapoá cresce 13% em 2021

Terminal tem sido alternativa também para clientes de outros estados

A movimentação de cargas de empresas do estado inclui automóveis e autopeças, motores elétricos, setor metalmecânico e a indústria da linha branca

Ao completar uma década de operação em 2021, o Porto Itapoá se consolidou como o quinto maior porto do Brasil em movimentação de contêineres. O desempenho geral do terminal no ano passado foi 13,1% acima do resultado de 2020, com 498 mil contêineres movimentados. Destaques para as importações que registraram um aumento de 23,2% em comparação ao ano anterior e de 17,5% na movimentação de cargas de transbordo.

Esses resultados positivos são reflexo da retomada da economia global após a crise causada pela Covid-19 e no incremento dos serviços do terminal como o Double Call para a linha de longo curso ASAS do armador Maersk– Hamburg Süd. O serviço com saída direta (sem transbordo) nas rotações de importação e exportação para os principais portos da Ásia garante o melhor transit time da linha Ásia entre os portos da região Sul do Brasil, de acordo com a empresa.

A inclusão do Porto Itapoá no serviço ASAS, também na rota de exportação, se transformou em mais uma alternativa para escoar os grandes volumes de cargas refrigeradas de proteínas animais provenientes do agronegócio dos estados do Sul, especialmente do Oeste catarinense, além de exportadores das cadeias de celulose e de madeira.

“A infraestrutura de logística tem sido um impulsionador da economia que, mesmo com as consequências da pandemia, contribuiu de forma significativa para dar condições à retomada do poder econômico brasileiro. O Porto Itapoá vem acompanhando essa performance positiva como um importante elo nesta cadeia de abastecimento do Brasil com os mercados internacionais e na cabotagem entre portos de outros estados”, afirma Cássio José Schreiner, presidente do Porto Itapoá, ao fazer o balanço da companhia no ano passado.

Além de atender a agroindústria de Santa Catarina – incluindo as cadeias de proteínas animal e madeira – a movimentação de cargas de empresas do estado inclui automóveis e autopeças, motores elétricos, setor metalmecânico e a indústria da linha branca. Esses segmentos representam cerca de metade do volume movimentado. O volume restante é proveniente de empresas de outros estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Nova etapa de expansão
Para os próximos anos as previsões e projeções dos cenários nacional e internacional, levando em conta a participação do terminal na logística brasileira, demandou que a empresa avançasse em seu plano de ampliação. Em 2021 o terminal deu início a um projeto de captação de recursos no mercado financeiro para viabilizar um acréscimo de capacidade de sua estrutura de 1,2 milhão de TEUs para 1,6 milhão de TEUs, o que deve ser uma das maiores capacidades operacionais entre os portos de contêineres do país.

O plano de expansão ampliará a área de pátio do Porto Itapoá em mais 200 mil metros quadrados, finalizando uma área total de pátio de 450 mil metros quadrados. No dia 17 de dezembro o projeto de captação de recursos foi concluído culminando com a captação de R$ 750 milhões, através da emissão de debêntures incentivadas, processo esse coordenado pelo BTG, com participação da XP.

O Porto de Itapoá é a 232ª maior empresa da região e também a 54ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Terminal tem sido alternativa também para clientes de outros estados

Inflação fecha 2021 com alta de 10,06%

Índice subiu 0,73% em dezembro

Com alta de 47,49%, gasolina foi um dos principais impactos na inflação de 2021

Com alta de 0,73% em dezembro, a inflação fechou o ano de 2021 com um aumento de 10,06%. Essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%, e extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, cujo teto era de 5,25%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE.

O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo de transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) no acumulado do ano. “O grupo dos transportes foi afetado principalmente pelos combustíveis”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. “Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar”, complementa.

Outro destaque foi o preço dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%). “Esse aumento se explica pelo desarranjo na cadeia produtiva do setor automotivo. Houve uma retomada na demanda global que a oferta não conseguiu suprir, ocorrendo, por exemplo, atrasos nas entregas de peças e, as vezes do próprio automóvel”, contextualiza Kislanov.

Já no grupo de habitação, a principal contribuição veio da energia elétrica (21,21%). “Ao longo do ano, além dos reajustes tarifários, as bandeiras foram aumentando, culminando na criação de uma nova bandeira de Escassez Hídrica. Isso impactou muito o resultado de energia elétrica, que tem bastante peso no índice”, explica Kislanov. Ele destaca, ainda, o gás de botijão (36,99%), que subiu em todos os meses do ano passado.

IPCA de dezembro fica em 0,73%
Em dezembro de 2021, a inflação foi de 0,73%, 0,22 ponto percentual abaixo da taxa de 0,95% registrada em novembro. Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta e a maior variação veio de vestuário (2,06%), que acelerou em relação a novembro (0,95%).

O maior impacto, no entanto, veio de alimentação e bebidas, que subiu 0,84% no mês. Kislanov destaca as altas nos preços do café moído (8,24%), das frutas (8,6%) e das carnes, que subiram 1,38% em dezembro após uma queda de 1,38% em novembro. “No caso das carnes, além do aumento da demanda no fim do ano, houve a questão do embargo chinês, imposto em setembro e retirado em meados de dezembro. Isso pode ter afetado os preços também”, ressalta.

Kislanov destaca ainda a desaceleração observada no grupo dos transportes (de 3,35% para 0,58%), consequência principalmente da queda no preço dos combustíveis (-0,94%), depois de sete meses seguidos de alta. “Mesmo assim, ainda houve alta nos transportes”, observa.

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Índice subiu 0,73% em dezembro

Brasil pode ser líder na exportação de hidrogênio verde

País avança em parcerias tecnológicas com outras nações

Uma das grandes vantagens do hidrogênio é ser considerado um vetor de energia, ou seja, ele permite o armazenamento de energia para ser usada em outros setores, o que favorece a integração

Aposta mundial para uma economia de baixo carbono, o hidrogênio verde é apontado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) como uma das fontes de energia com maior potencial de inovação. O uso do combustível do futuro é parte da estratégia energética de ao menos 33 países, de acordo com o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês). Com o objetivo de tornar esse mercado viável, empresas estrangeiras têm intensificado parcerias no Brasil, de olho no alto potencial nacional dos setores eólico e solar.

O hidrogênio é um combustível obtido por meio da eletrólise, processo químico em que uma corrente elétrica separa o hidrogênio do oxigênio que existe na água. O gás é chamado hidrogênio verde quando a eletricidade vem de fontes renováveis. Um dos pontos fortes do Brasil é justamente a matriz renovável, de modo que o país pode se tornar exportador do combustível em alguns anos. Para isso, é preciso superar desafios tecnológicos e regulatórios.

A classificação por cores é para indicar como o hidrogênio foi produzido. Além do verde, existe o azul, obtido a partir de gás natural, com tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono. O hidrogênio cinza, por sua vez, vem do gás natural, mas sem redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Já o marrom é produzido com carvão mineral e o hidrogênio musgo é obtido por meio de biomassa ou biocombustíveis, por processos como gaseificação ou biodigestão anaeróbica. Depois de separado do oxigênio nesse processo de eletrólise, o hidrogênio tem diversos usos. Um muito comum é para produção da gordura hidrogenada, usada para fazer margarina. O gás também é usado na siderurgia e como combustível para transportes.

Uma das grandes vantagens do hidrogênio é ser considerado um vetor de energia, ou seja, ele permite o armazenamento de energia para ser usada em outros setores, o que favorece a integração. “Existem experimentos em que em vez de produzir eletricidade para mandar para rede, na torre [da usina eólica] offshore produz diretamente hidrogênio verde. Tem um eletrolisador na base. Em vez de transportar eletricidade, transporta o hidrogênio”, explica Jurandir Picanço, do núcleo de energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Nos transportes leves, o hidrogênio é uma opção sustentável para o processo de eletrificação de veículos. Ao ser queimado, ele não produz dióxido de carbono, um dos gases responsáveis por intensificar o aquecimento global. O hidrogênio também é uma alternativa para setores de difícil abatimento de emissões de carbono. Estudo do Hydrogen Council publicado em fevereiro mostra que até 2050, 18% da demanda de energia global será de hidrogênio. Já de acordo com relatório do Energy Transitions Commission (ETC), think tank especializado em crescimento econômico e mitigação das mudanças climáticas, em um cenário em que o hidrogênio represente de 15% a 20% de toda demanda energética global — o equivalente a um crescimento de cinco a sete vezes da demanda atual — os investimentos necessários até 2030 seriam da ordem de US$ 800 bilhões por ano, considerando desde as fontes de energia até os eletrolisadores. Até 2050, o montante sobe para US$ 15 trilhões.

Brasil pode ser hub do hidrogênio verde
Puxados pelo interesse de instituições estrangeiras, projetos para viabilizar a produção comercial do hidrogênio verde no Brasil já superam US$ 20 bilhões, com foco majoritário na exportação. Hoje as principais iniciativas se concentram no Porto do Pecém, no Ceará; no Porto do Açu, no Rio de Janeiro; e no Porto de Suape, em Pernambuco.

No Ceará, ao menos nove empresas, incluindo as australianas Energix Energy e Fortscue, a francesa Qair, a White Martins e a Neoenergia, assinaram entre fevereiro e setembro memorandos de entendimento para produção do combustível sustentável. Em setembro, a multinacional portuguesa EDP anunciou a primeira usina de H2V do estado, que deve iniciar operação em 2022. O investimento é de R$ 42 milhões.

Se metade do potencial das energias solar e eólica — as duas fontes renováveis que mais crescem no Brasil — forem destinadas ao H2V, o Ceará poderá produzir cerca de 20 milhões de toneladas do combustível verde, o que representa 13% do mercado global estimado para 2050, de acordo com dados da Fiec. “O mercado de hidrogênio verde vai surgir e há uma expectativa de que condições no Brasil sejam excelentes para esse propósito. Vai ser uma disputa mundial porque inúmeros países estão desenvolvendo seus projetos. O Brasil já é visto como sendo um importante player desse mercado”, afirma o especialista.

A Fiec faz parte de um grupo de trabalho criado para desenvolver políticas públicas de energias renováveis para a configuração do HUB de Hidrogênio Verde no Ceará. Um dos pontos fortes do estado é a estrutura do Porto de Pecém, empresa de economia mista controlada pelo governo do Ceará e pelo Porto de Rotterdam, que quer se transformar em importador de hidrogênio na Europa. O empreendimento brasileiro é composto por uma área industrial, o porto e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A intenção é que todas as etapas do processo de produção do hidrogênio verde — incluindo geração da eletricidade, eletrólise da água, armazenamento e transporte — sejam concentradas no local para exportação do combustível.

Hidrogênio verde é fundamental na transição energética
Por ser um vetor de energia e uma alternativa de combustível sustentável, o hidrogênio verde tem ganhado destaque na estratégia energética e climática de diversos países, desde 2018. Essa tendência ganhou força com as mudanças causadas pela pandemia de Covid-19 e também com os esforços para acelerar a transição energética nos países com alta emissão de gases de efeito estufa, em acordo com as metas do Acordo de Paris.

A atualização do plano dos Estados Unidos lançada em 2020 definiu objetivos para que o hidrogênio e suas tecnologias relacionadas se tornem competitivas até 2050. A Coreia do Sul quer alcançar a capacidade de produção de 6,3 milhões de veículos elétricos a células a combustível e 1.200 estações de reabastecimento em 2040. Japão e Austrália também têm estruturado suas políticas energéticas em torno do combustível do futuro.

Na Europa, o Plano de Desenvolvimento do Hidrogênio para a Transição Energética anunciado pela França em junho de 2018 inclui metas de 20% a 40% de uso de hidrogênio de baixo carbono em aplicações industriais do hidrogênio. Já a Alemanha, ao consolidar sua Estratégia Nacional do Hidrogênio em junho de 2020, reforçou o financiamento de mais de 1 bilhão de euros a ser aplicado em hidrogênio no âmbito do Programa de Descarbonização da Alemanha, entre 2020 e 2023, com adicionais 7 bilhões de euros para acelerar o desenvolvimento do mercado alemão e 2 bilhões de euros para parcerias internacionais.

A necessidade desses países de alcançar metas sustentáveis somada à limitação de disponibilidade de fontes renováveis de energia em seus territórios, tem levado à busca por colaborações que impulsionem a cadeia global e que atendam à demanda existente e futura.

As parcerias visam acelerar as reduções de custos dessa rota tecnológica. Nesse cenário, o Brasil, por sua vez, pode se tornar exportador do combustível, devido à alta participação de renováveis em sua matriz energética. De acordo com o Plano Decenal Energético, elaborado pela EPE, a maior oferta de energia elétrica até 2030 será de empreendimentos eólicos, representando uma expansão de 16,4 GW.

O hidrogênio também está presente no Plano Nacional de Energia 2050, aprovado em dezembro de 2020 pelo Ministério de Minas e Energia. A perspectiva é de mistura de hidrogênio nas redes de dutos de gás natural em porcentagens e com pressões limitadas para fins de transporte e armazenamento, a fim de melhorar o uso desses dutos e usar o combustível para fins energéticos.

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