Archives Janeiro 2022

Zeros que podem significar milhões

Melhoria contínua tem ajudado a Whirlpool a obter um aumento de produtividade de 15% ao ano

Desde sua fundação, há quase 110 anos, a companhia busca estar presente na experiência de uso do consumidor

Operando com o conceito World Class Manufacturing (WCM), as fábricas da Whirlpool têm operado sob a ótica da perfeição. O WCM, um sistema completo para promover melhoria contínua de forma sistemática e organizada na segurança, qualidade e produtividade da manufatura, é a ferramenta que a companhia utiliza para atingir zero defeito, zero acidente, zero quebra, zero refugo e zero estoque. Na fábrica de Joinville, onde nasceu, em 1950, a primeira geladeira brasileira, a implementação do WCM trouxe competitividade, desenvolvimento de pessoas e de tecnologias, além de aumento da qualidade do trabalho e um aumento de produtividade de 15% ao ano.

Os bons resultados levaram à conquista da primeira certificação da metodologia, classificada como Bronze, em 2019, e Prata em 2021, mesmo em meio à pandemia. Otimistas quanto à recuperação da economia brasileira, a Whirlpool realizou recentemente um investimento de R$ 240 milhões no país. “O montante foi utilizado, majoritariamente, na ampliação e modernização das fábricas de Joinville e Rio Claro. E também em dois novos centros de distribuição física na região nordeste e sudeste para ampliar a malha logística e permitir que os consumidores recebam os produtos no menor tempo possível”, detalha Helder Santos, diretor industrial da unidade da Whirlpool em Joinville. Com essas novidades, serão gerados cerca de 3 mil novos empregos diretos e indiretos.

Desde sua fundação, há quase 110 anos, a companhia busca estar presente na experiência de uso do consumidor. Agora, mais do que nunca, tem olhado para o futuro pelas lentes do padrão ESG (sigla que representa o termo em inglês environmental, social and corporate governance), tornando-se cada vez mais socialmente justa e culturalmente diversificada. Para isso, segue seu planejamento de investir anualmente de 3% a 4% do faturamento em inovação – mas dirigindo seus esforços para o conceito de P&D sustentável a partir do desenvolvimento contínuo de produtos e processos cada vez mais eficientes.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Melhoria contínua tem ajudado a Whirlpool a obter um aumento de produtividade de 15% ao ano

Nove em cada dez pequenos negócios usam Pix

Os microempreendedores individuais são os que mais aderiram

Desde que o Pix foi criado, há pouco mais de um ano, já foram realizadas mais de 1,2 bilhão de transações que movimentaram R$ 623 bilhões

O número de adeptos do Pix continua crescendo. De acordo com a 13ª pesquisa de impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) no final de novembro, 86% dos pequenos negócios já utilizam essa modalidade de pagamento. O número é nove pontos percentuais superior ao detectado na edição anterior da pesquisa realizada em agosto, quando 77% dos entrevistados afirmaram ter aderido ao Pix.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que o aumento do número de usuários desse sistema e as facilidades que ele promove têm estimulado os donos de pequenos negócios a incorporarem essa modalidade de pagamento. “É um sistema ágil, que não onera o consumidor, mais barato que uma taxa de cartão e que pode ser usado 24 horas por dia e com 115,2 milhões de adeptos, de acordo com dados do Banco Central de novembro desse ano”, ressalta Melles.

Quando dividido por porte, os microempreendedores individuais (MEI) estão um pouco à frente dos donos de micro e pequenas empresas. Entre o primeiro grupo, 87% já fizeram a adesão, contra 85% do segundo. Melles explica que os pequenos negócios estão cada vez mais digitalizados e abertos às inovações. “O Pix foi muito bem aceito pelos brasileiros, e os empreendedores, mesmo os que estão à frente de negócios mais simples, perceberam isso e estão se modernizando”, pontua.

Já quando analisadas as atividades mapeadas pela pesquisa, estão empatadas, em primeiro lugar, entre as que mais utilizam o Pix, as academias e os serviços de alimentação, com 94% dos empreendedores aceitando essa modalidade, seguidas pelas oficinas e empresas ligadas à beleza, com 93%. As atividades que menos aderiram foram as ligadas aos serviços empresariais (71%) e energia (79%).

“Podemos afirmar que independentemente da atividade, a grande maioria dos empreendedores já usa o Pix no Brasil e acreditamos que esse número ainda pode crescer”, ressalta o presidente do Sebrae. Desde que ele foi criado, há pouco mais de um ano, já foram realizadas mais de 1,2 bilhão de transações que movimentaram R$ 623 bilhões.

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Os microempreendedores individuais são os que mais aderiram

Packaging – ou a arte de empacotar maior eficiência

Processo também auxilia sustentabilidade na cadeia de suprimentos

Com o provedor logístico envolvido desde o princípio, a embalagem é desenhada de forma a ter um aproveitamento maior

O mercado de packaging (acondicionamento secundário e reembalagem) já soma mais de US$ 1 trilhão mundialmente, sendo uma etapa do processo logístico fundamental para proteger o produto ao longo de seu percurso até o consumidor: pós-produção, armazenagem, transporte e delivery. Com a pandemia, esse papel cresceu ainda mais visto que grande parte dos produtos passou a ser entregue de forma individual na casa dos consumidores, perfil logístico que exigiu adaptações e estratégias ainda mais sofisticadas.

Não por acaso, um estudo da DHL de 2019 já apontava que nove entre dez executivos de logística esperavam que a estratégia de packaging teria um papel importante em seu negócio em um futuro próximo. Com a grande inflexão provocada pela pandemia esse futuro chegou mais cedo, com o e-commerce mantendo níveis elevados de demanda, a disseminação mais intensa de valores sustentáveis e busca incansável do consumidor por níveis altíssimos de serviço nas entregas.

Fica claro, portanto, a necessidade de inovar e buscar modelos de negócios que possam atender com eficiência e confiabilidade a esses desafios. Uma estratégia que desponta com grande potencial – e ainda muito pouco explorada aqui no Brasil – é a integração dos processos de packaging à cadeia de suprimentos.

Esta abordagem sai na frente desde o início ao eliminar um elo da cadeia de suprimentos – o trecho fábrica ou armazém até o fornecedor de embalagens –, o que por sua vez proporciona ganhos em termos de time to market, custos com transporte e gestão logística, estoques e perdas. Ao realizar esta etapa no armazém ou estoque de fábrica há também a otimização de ativos imobiliários.

A segunda vantagem, porém, é ainda maior. Com o provedor logístico envolvido desde o princípio, a embalagem é desenhada de forma a ter um aproveitamento maior, na etapa do estoque, da paletização e da cubagem para embarque. Com isso, economiza-se vários fretes e protege-se melhor o produto – pelo dimensionamento, desenho e materiais mais adequados.

Um parceiro adequado viabiliza também construir uma solução completa e personalizada, garantindo menores custos, melhor eficiência, maior qualidade e segurança. Aqui falamos de linhas automáticas de embalagens, como envolvedoras de filme plástico, empacotamento automático de cartonados, etiquetadoras, codificadoras, aplicadores de tags (incluindo nacionalização), sensores de segurança e até robôs colaborativos para movimentação de caixas e montagem de kits.

O uso mais intensivo da tecnologia é especialmente importante na área de e-commerce que lida com grande quantidade de pequenos pedidos, a realização de promoções relâmpago e grande picos de vendas, como é o caso da Black Friday. Imagina fazer tudo isso manualmente e sem os sistemas de TI adequados para supervisionamento? Em uma situação como esta, uma abordagem inadequada de packaging pode provocar atrasos, reclamações e até avarias nos produtos.

Por fim, tornar mais sustentável a área de packaging é uma questão que envolve metas sustentáveis das empresas e um diferencial competitivo para o consumidor. Para isso, é necessário utilizar o menor volume de materiais possível e que eles sejam reutilizáveis, recicláveis ou biodegradáveis.

Repensar a estratégia de packaging das empresas não é algo secundário, é preparar sua estratégia de negócios para uma nova configuração de mercado com características muito próprias e em constante evolução. Os ganhos financeiros (economia de custos e redução de fretes e avarias) e não-financeiros (maior agilidade, resiliência, flexibilidade, controle e inovação), em várias etapas, são muito elevados e podem proporcionar também um diferencial competitivo e uma estratégia sustentável bem desenvolvidas em relação ao consumidor final, distribuidores, varejistas e até no concorrido ambiente dos marketplaces.

*Head de Packaging Solutions da DHL Supply Chain na América Latina

Processo também auxilia sustentabilidade na cadeia de suprimentos

Muito além de um banco

Banrisul amplia carteira de crédito, qualifica seu portfólio de fundos de investimento e reforça seus investimentos em TI e inovação

Com ajustes nos incentivos comerciais, o Banrisul ampliou a carteira de crédito para R$ 38,7 bilhões em setembro de 2021, um avanço de 6,7% nos últimos 12 meses. O crédito comercial pessoa física apresentou aumento de R$ 790,9 milhões em um ano, alcançando R$ 22,2 bilhões em setembro. A expansão foi influenciada, principalmente, pela elevação do saldo das operações de crédito consignado que alcançaram o montante de R$ 17,6 bilhões. Foi ampliado o acesso ao crédito consignado no aplicativo Banrisul Digital e no Home Banking, sendo disponibilizada a aposentados e pensionistas do INSS, além de mais 80 convênios municipais e estaduais.

As operações de crédito comercial pessoa jurídica apresentaram saldo de R$ 6,8 bilhões em setembro de 2021, com evolução de R$ 619,8 milhões em relação ao mesmo período de 2020. Isso se deve, especialmente, às linhas de capital de giro, diante do aumento dos volumes concedidos em Fundo Garantidor – FGI. Adicionalmente, destaca-se o desempenho das linhas voltadas ao Agronegócio, bem como ao Comércio Exterior.

O Banco apresenta condições para seguir esse movimento de expansão de sua carteira de crédito. Ressalta-se, para tanto, a posição de liquidez e capital da Instituição. Uma prova disso é que o Banrisul possui 40% do total das captações em CDB em solo gaúcho. “O Banco buscou no início de 2021 uma captação externa de recursos, visando ampliar sua base de capital, iniciativa que possibilitará expandir a carteira de crédito ao longo dos próximos anos”, pontua o diretor de Finanças e Relações com Investidores do Banrisul, Marcus Vinícius Feijó Staffen.

No front de investimentos, o Banrisul ampliou seu portfólio de produtos. Com tradição na gestão de recursos de terceiros (Banrisul Fundo de Ações, por exemplo, possui mais de 50 anos de existência), o Banco passou a oferecer oito novas estratégias em fundos de investimento multimercados e ações. A parceria, construída ao longo de 2021, apresenta produtos de renomados gestores do mercado financeiro, como Absolute, AZ Quest, BTG Pactual, Claritas, Occam, Sharp e Vinci.

O veículo escolhido para distribuidor das novas estratégias, nas agências e canais digitais do Banrisul, é a dos Fundos Espelho – fundos de investimento em cotas (FIC), administrados e geridos pela Banrisul Corretora de Valores. “Dentro do aplicativo do Banco, existe uma área de investimentos onde os clientes podem optar pelas diferentes alternativas oferecidas pelo Banrisul, desde produtos tradicionais de captação bancária, como CDBs, LCI ou LCA, como também dos fundos do banco e dos gestores parceiros”, detalha Staffen.

Até setembro, o Banrisul investiu R$ 243,1 milhões em transformação digital e infraestrutura de TI. Com esse enfoque, o Banrisul concluiu a edificação do novo Datacenter, sustentável e de alto padrão de segurança, além do lançamento do Agrofácil Conecta, que facilitou a elaboração e o envio dos projetos técnicos, ampliando o acesso aos produtos da instituição ao agronegócio.

Banrisul amplia carteira de crédito, qualifica seu portfólio de fundos de investimento e reforça seus investimentos em TI e inovação

Exportações de calçados aumentaram 36,8% em 2021

A recuperação deve seguir ao longo deste ano

Os índices apontam para a consolidação da recuperação dos calçadistas brasileiros no mercado internacional

Em recuperação, especialmente a partir do segundo semestre do ano passado, as exportações de calçados registraram o embarque de 123,6 milhões de pares, que geraram US$ 900,3 milhões em 2021. Os resultados são superiores tanto em volume (+32%) quanto em valores (+36,8%) em relação a 2020. Em relação a 2019, os dados são 7,4% inferiores em divisas e 7,3% superiores em volume embarcado. Os dados foram elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que os índices apontam para a consolidação da recuperação dos calçadistas brasileiros no mercado internacional. “Neste ano, as exportações foram as principais responsáveis pela recuperação da atividade”, avalia, ressaltando que o câmbio e o aumento dos embarques para os Estados Unidos tiveram papel fundamental no crescimento dos embarques. Segundo ele, a recuperação deve seguir ao longo de 2022. “No ano, devemos crescer mais 5% sobre a base de 2021”, projeta.

No ano passado, o principal exportador brasileiro foi o Rio Grande do Sul. Respondendo por 45% do valor gerado com embarques de calçados, as fábricas gaúchas exportaram 32,7 milhões de pares, que geraram US$ 403,8 milhões, incrementos de 48,7% em volume e de 38% em receita na relação com 2020.

Assim como as exportações, as importações de calçados encerraram o ano em alta. Em dezembro, o Brasil importou 2,3 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 20 milhões. As altas são de 55,3% em volume e de 5,4% em divisas na relação com dezembro de 2020. As principais origens dos calçados importados seguem sendo os países asiáticos, com destaque para a China, que apesar de não ser a principal origem – fica atrás de Vietnã e Indonésia – foi o país que registrou maior aumento de embarques de calçados para o Brasil ao longo de 2021.

Somente em dezembro, foram importados 1,5 milhão de pares das fábricas chinesas, 294% mais do que no mesmo mês de 2020. No acumulado dos 12 meses, as importações chinesas somaram 9,8 milhões de pares e US$ 36,6 milhões, altas de 58,4% e 3%, respectivamente, ante 2020. “Em dezembro, os calçados chineses entraram no Brasil a um preço médio US$ 3, um claro indício de dumping – quando os preços para exportações são diferentes dos praticados no mercado interno, uma prática considerada desleal pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”, comenta Ferreira, acrescentando que existe um processo para a renovação da sobretaxa antidumping contra o calçado chinês em análise na Câmara de Comércio Exterior.

A recuperação deve seguir ao longo deste ano

Mercado diminui novamente previsão de crescimento da economia

Segundo o boletim Focus, estimativa passou de 0,36% para 0,28%

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, aumentou em relação ao projetado na semana passada, passando de 11,5% para 11,75%

O mercado financeiro diminuiu mais uma vez a previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano. As projeções constam do segundo boletim Focus de 2022, que aponta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,28%, ante os 0,36% projetado na primeira semana do ano. O boletim, divulgado pelo Banco Central (BC), reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na última semana de 2021, a previsão do mercado era de um crescimento de 0,42% e há quatro semanas, a previsão era de 0,5%.

No boletim o mercado manteve em 4,5% a previsão do PIB para o ano de 2021. Há quatro semanas a previsão era de um crescimento de 4,71%, em 2021. Para 2022, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação das duas últimas semanas, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficando em 5,03%. Para 2021, a previsão para o IPCA, considerado a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,01% para 9,99%. É a quinta redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção.

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, aumentou em relação ao projetado na semana passada, passando de 11,5% para 11,75%. Atualmente a Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), está em 9,25% ao ano. Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a taxa em 1,5 ponto percentual. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 se manteve igual ao projetado na semana passada, ficando em R$ 5,60.

Com Agência Brasil 

Segundo o boletim Focus, estimativa passou de 0,36% para 0,28%

Marketing de mãos amarradas

E se as regras da OAB valessem em outros setores?

A OAB estabeleceu que é necessário respeitar certos preceitos para praticar o “marketing jurídico”

Semana passada falei das origens históricas do preconceito contra o marketing, ao comentar um comercial de refrigerante que ironizava clichês das propagandas de bebidas (relembre aqui).

Hoje, falo um pouco de como o marketing é visto – ou de como passou a sê-lo – por uma categoria profissional que regulamenta bastante sua utilização entre seus integrantes, os advogados.

Em meados do ano passado, a OAB aprovou a utilização do chamado “marketing jurídico”. Um avanço, segundo uma das conselheiras que participou das discussões, visto que até então “expressões como marketing jurídico e publicidade eram demonizadas na advocacia” (Valor Econômico, 18/09/21).

A entidade estabeleceu, contudo, que é necessário respeitar certos preceitos para praticá-lo. Anúncios não podem induzir a contratação de serviços nem estimular litígios; cabe à publicidade ser “sóbria, discreta e informativa”. Publicidade que não pode ser veiculada em todos os meios de comunicação. Internet e mídia impressa estão liberados; rádio, TV e outdoors, não (vide resumo das normas aqui, mediante cadastro). Continua proibido falar em preço e condições de pagamento, distribuir brindes para não clientes e enviar mala direta para quem não a tenha solicitado.

Mas o que mais chama a atenção foram as orientações quanto a não permitir “a ostentação de bens relativos ao exercício ou não da profissão, como uso de veículos, viagens, hospedagens e bens de consumo” (Folha de S. Paulo, 26/09/21). Aparentemente, a OAB quer evitar o surgimento de influenciadores digitais que se valham de apelos superficiais para angariar fama e, por conseguinte, clientes. Assim como fica vedado fornecer informações quanto “às dimensões, qualidades ou estrutura física do escritório”, num sinal de que, para a Ordem, as instalações de uma sede não devem servir de indicador da qualidade dos serviços prestados, ao contrário do que a literatura em marketing de serviços prescreve.

Num primeiro momento, achei as normas da OAB um tanto quanto draconianas, repletas de proibições aparentemente sem sentido. E antipáticas, pois tratam o cidadão comum, potencial contratante de serviços advocatícios, como um sujeito hipossuficiente, incapaz de separar joio do trigo na hora de escolher um causídico.

Depois, pensando melhor, exceto por um aspecto ou outro passível de discussão, me pareceu uma tentativa sincera de a entidade fazer com que sua atividade profissional não seja promovida como um produto ou serviço inofensivo, que não possa vir a acarretar consequências danosas e duradouras a um cidadão desavisado. E de garantir que este, leigo, não se deixe levar por apelos fáceis tão comuns no mundinho das compras cotidianas, como brindes, aparências e preços. Proporcionar, tanto quanto possível, uma escolha menos poluída de distrações, em um recado de que a suposta capacidade natural de depuração do mercado é, no mínimo, questionável na visão da categoria.

Algo que nos provoca a pensar: e se outros tantos setores tivessem regulamentações parecidas? Será que não faríamos escolhas melhores como consumidores? Afinal, somos hipossuficientes de conhecimento não apenas em direito, como também em tecnologia, finanças e medicina, entre tantos assuntos. Será que, para todas estes ramos, limitar um pouquinho o espectro de ação do marketing não significaria empoderar o consumidor e equilibrar um pouco a relação de poder entre ele e as empresas?

Provavelmente, sim. Mas daí, paradoxalmente, acabaríamos precisando menos de…advogados.

E se as regras da OAB valessem em outros setores?

RBS de olho em todas as telas

Grupo investirá R$ 70 milhões até 2024 para modernizar a televisão, mas sem deixar de lado os meios digitais

Além do aporte de TV, R$ 14 milhões ainda vão garantir a modernização da infraestrutura de rádio

Apesar da constante evolução dos canais digitais nos meios de comunicação, as receitas de mídia tradicional ainda são as principais responsáveis pela receita. No Grupo RBS, a televisão é responsável por mais da metade do faturamento, que, em 2020, alcançou a cifra de R$ 470,9 milhões, de acordo com 500 MAIORES DO SUL.

Não sem razão, a empresa anunciou em julho de 2021 um robusto aporte de R$ 70 milhões até 2024. O montante será destinado à modernização dos parques tecnológicos de rádio e TV. O investimento é proporcional à representatividade do meio no caixa: a RBS TV receberá R$ 49 milhões no período, em sintonia com novidades como o avanço pós-TV digital, com a personalização de conteúdo nas TVs 2.5 e 3.0, e a evolução dos aparelhos.

Além do aporte de TV, R$ 14 milhões ainda vão garantir a modernização da infraestrutura de rádio, de modo que a companhia possa adotar soluções como como rádio híbrida – emissora com conteúdo de vídeo e mídia programática –, além de facilitar a integração com dispositivos automotivos, assistentes digitais e Internet das Coisas (IoT).

Mas a RBS não abre mão de concentrar esforços nas mídias digitais. “Os formatos tradicionais de se fazer jornalismo e entretenimento ainda são indispensáveis para os nossos negócios, mas, ano a ano, o digital ganha cada vez mais força como protagonista da nossa estratégia”, afiança Claudio Toigo Filho, CEO da RBS.

Toigo conta que a área tem uma equipe comercial dedicada à construção de soluções de comunicação digital para os clientes, de modo a construir propostas customizadas para cada um. “Essa estratégia tem se mostrado vencedora e nos proporcionou crescer 20% em receita com produtos digitais das marcas entretenimento entre 2019 e 2020”, comemora.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo investirá R$ 70 milhões até 2024 para modernizar a televisão, mas sem deixar de lado os meios digitais

Laboratórios registram cinco vezes mais exames de Covid-19 em Curitiba e região

Índice de positividade saltou para cerca de 30 a 40% depois das festas de fim de ano na Unimed Laboratório, Grupo LCA e Lanac

Grandes redes referem-se às festas de fim de ano como um marco para o segmento

Os laboratórios de Curitiba e região vêm registrando uma escalada no número de exames para detecção de Covid-19, assim como no volume de resultados positivos. Grandes redes como a Unimed Laboratório, Grupo LCA e Lanac referem-se às festas de fim de ano como um marco para o segmento. De acordo com o médico endocrinologista Mauro Scharf, diretor técnico da Unimed Laboratório, que tem 20 unidades na Região Metropolitana de Curitiba, em novembro e no início de dezembro o laboratório realizava, em média, 100 a 150 exames de Covid por dia. No final de 2021 esse número começou a subir e hoje são realizados cerca de 600 exames diários. Também a taxa de positividade saltou de 2,2% no dia 24 de dezembro para 38% em 2 de janeiro de 2022.

O superintendente Milton Zymberg relata que o número de agendamentos por dia aumentou aproximadamente cinco vezes no período. “Hoje temos capacidade de realizar 800 coletas de RT PCR Covid por dia, mediante agendamento e em sistema drive thru. O nível de positividade média móvel está em 30,2% no nosso universo de exames”, conta. Com relação ao exame para influenza PCR, as unidades conseguem atender até 30 pessoas por dia, mas a procura ainda está abaixo dessa quantidade.

O Grupo LCA registrou um aumento de 250 exames de Covid por dia no fim de 2021 para 1,5 mil por dia na primeira semana de janeiro, com cerca de 30% de positividade. Os testes para detecção de Influenza A e B já chegam à média de 300 por dia. Com 12 laboratórios e 90 unidades – dedicados à análises clínicas, ambientais e toxicológicas no Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina –, o Grupo LCA atende também a 20 hospitais e ainda consegue testar os pacientes sem agendamento prévio, informa a gerente administrativa Olívia Lunedo.

Já o Lanac – Laboratório de Análises Clínicas esgotou em 12 dias todos os testes rápidos para identificação de Influenza A, B e Covid-19, simultaneamente. A previsão é receber novos kits a partir desta semana. O laboratório estava realizando em novembro e dezembro uma média de 140 testes por dia, entre sorológicos, antígenos e RT-PCR. Na segunda-feira (3) chegou a 554 testes, com uma média de 30% positivados, e a alta demanda se manteve na primeira semana do ano. Em um dia apenas, realizou 759 testes e a demanda só cresce. A empresa possui 63 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba e região, além de Ponta Grossa e Rio Branco do Sul.

Índice de positividade saltou para cerca de 30 a 40% depois das festas de fim de ano na Unimed Laboratório, Grupo LCA e Lanac

Mapa catarinense aponta duas regiões no nível alto

Houve piora na Grande Florianópolis e na região Carbonífera

Até 9 de dezembro 70,2% da população catarinense estava com o esquema completo de imunização

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (8) revela 15 regiões classificadas como risco potencial moderado (cor azul) e duas regiões no nível de risco alto (cor amarelo). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve piora na Grande Florianópolis e na região Carbonífera, que antes estavam em risco moderado e agora estão em alto risco. As regiões Meio Oeste e Nordeste, porém, melhoraram nos indicadores.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), todas as regionais de saúde foram classificadas no alto risco, com exceção de Xanxerê. Diferente da matriz divulgada na semana passada, nenhuma região se encontra no nível grave.

Em relação à transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que estão no período em que é possível a transmissão da doença e a taxa de reprodução (Rt), ocorreu uma piora no cenário, refletindo o aumento de casos notificados nos últimos dias. Enquanto na matriz divulgada no dia 1 de janeiro, todas as regiões estavam no nível alto (1) ou moderado (16), nesta semana a região Carbonífera foi classificada no nível gravíssimo e as regionais do Extremo Sul Catarinense e Grande Florianópolis no nível grave. As demais estão no nível alto (5) e moderado (9).

O acesso aos sistemas de informação para registro de casos leves, hospitalizações e óbitos de Covid-19 foi restabelecido no fim do mês de dezembro. No dia 9 do mesmo mês, os sistemas que realizam o monitoramento da Covid-19 no Brasil haviam sido afetados devido a um ataque hacker sofrido pelo Ministério da Saúde. Desta forma, desde o restabelecimento, os dados têm sido registrados normalmente nos sistemas pelos municípios, permitindo uma análise da situação que reflete no mapa de risco potencial das regiões.

Na capacidade de atenção, as regiões Nordeste e Grande Florianópolis foram classificadas no nível alto (ocupação de 36% e 22%, respectivamente), enquanto as demais se encontram no nível moderado, com taxas de ocupação abaixo de 20%. Enquanto na última matriz uma região estava no nível grave nessa dimensão, nesta semana nenhuma região se encontra neste nível, demonstrando que não existe comprometimento da capacidade de atenção até o momento.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram avaliadas com risco moderado, condição que está melhor em relação à última matriz. Nesta semana, pelo restabelecimento do acesso às informações dos sistemas do Ministério da Saúde, não ocorreu o represamento de dados. Entretanto, a análise demanda cautela, pois o acesso aos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) ainda não foi restabelecido. Assim, a última informação disponível é do dia 9 de dezembro, onde 70,2% da população estava com o esquema completo de imunização.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Houve piora na Grande Florianópolis e na região Carbonífera

BRDE supera meta histórica com movimento de R$ 4,1 bi em contratações

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atingem resultados 25% superiores ao ano anterior

Esse foi o melhor desempenho na história do banco, no ano em que completou 60 anos de sua existência

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) atingiu em 2021 seu recorde histórico de negócios, com R$ 4,1 bilhões movimentados em contratações, ultrapassando os números do ano anterior em 25%. Também foram superadas as projeções de contratos no mesmo período: o total de 8.428, enquanto em 2020 foram firmados 4.553. Esse foi o melhor desempenho na história do banco, no ano em que completou 60 anos de sua existência. Em 2013 era registrada a melhor marca até então, quando as aplicações chegaram a R$ 3,7 bilhões.

Para o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, em um ano ainda desafiador, por questões ligadas a pandemia da Covid-19, as estratégias de financiamento e liberação de recursos, entre outras ações “permitiram superar as metas estabelecidas e tornou 2021 um ano de resultados concretos e robustos, o que demonstrou o compromisso da instituição com o crescimento econômico e social, mesmo na adversidade”, refletiu Bley.

“Há muitas parcerias com cooperativas de crédito, com operações de segundo piso, que nos dá uma pulverização desses recursos, uma redução do tíquete médio, traçando um perfil menos sisudo e mais acessível às necessidades da sociedade”, completou o presidente.

Os setores de comércio e serviço representaram cerca de 32% dos contratos firmados no BRDE, enquanto a agropecuária atingiu em torno de 25%; a indústria e infraestrutura próximo aos 22% cada uma. Quanto ao porte de investimentos, R$ 638 milhões foram destinados aos produtores rurais e R$ 824 milhões para micro e pequenas empresas.

“É importante destacar também as captações das fontes de recursos: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) representou 59%; BRDE 10,7% e Ministério do Turismo com apoio ao setor com R$ 287 milhões”, enfatiza Bley.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atingem resultados 25% superiores ao ano anterior

Curitiba tem maior alta da cesta básica em dezembro

Florianópolis e Porto Alegre possuem o maior custo

O valor da cesta básica aumentou em todas as 17 capitais onde o Dieese realiza sua pesquisa

O valor da cesta básica aumentou em 2021 nas 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a pesquisa nacional da cesta básica de alimentos.

Segundo os dados, na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês do ano anterior, as altas mais expressivas ocorreram em Curitiba (16,3%), Natal (15,4%), Recife (13,4%), Florianópolis (12%) e Campo Grande (11,2%). As menores taxas acumuladas foram as de Brasília (5%), Aracaju (5,4%) e Goiânia (5,9%).

A pesquisa revelou que, de novembro para dezembro de 2021, o valor da cesta básica subiu em oito cidades, com destaque para Salvador (2,4%) e Belo Horizonte (1,7%). A redução mais importante foi registrada em Florianópolis (retração de 2,9%).

Em dezembro de 2021, o maior custo da cesta foi o de São Paulo (R$ 690,51), seguido de Florianópolis (R$ 689,56) e Porto Alegre (R$ 682,90). Segundo as estimativas do Dieese, em dezembro de 2021, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 5.800,98 o que representa 5,27 vezes o atual, de R$ 1.100.

Os dados mostram que entre dezembro de 2020 e de 2021 tiveram alta acumulada de preços em quase todas as capitais pesquisadas a carne bovina de primeira (de 5% em Aracaju a 18,7%, em Porto Alegre), açúcar (entre 32,1% em Fortaleza e 73,2% em Curitiba), óleo de soja (de 8,9% em Goiânia a 11,6% em Campo Grande), pó de café (entre 39,4% em São Paulo a 112,4% em Vitória) e o tomate – com variações expressivas em Natal (102,2%) e Florianópolis (43,8%).

Com Agência Brasil

Florianópolis e Porto Alegre possuem o maior custo

Indústria automobilística projeta um 2022 com discreta melhora

Anfavea projeta vendas de 2,3 milhões de veículos, uma alta de 8,5% sobre 2021

Falta de semicondutores e reajustes envolvendo insumos seguirão pressionando os preços dos automóveis no país

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta sexta-feira (7) os números do fechamento de 2021, com ligeira melhora na comparação com o crítico ano de 2020, mas ainda aquém do potencial de demanda interna e externa por autoveículos. “A crise global de semicondutores provocou diversas paralisações de fábricas ao longo do ano por falta de componentes eletrônicos, levando a uma perda estimada em 300 mil veículos. Para este ano, a previsão ainda é de restrições na oferta por falta de componentes, mas num grau inferior ao de 2021, o que projeta mais um degrau de recuperação”, afirmou o Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade.

Para este ano, a Anfavea projeta vendas de 2,3 milhões de veículos, uma alta de 8,5% sobre 2021. Ao falar sobre estimativas, Moraes adotou um tom de otimismo moderado. “Apesar das turbulências econômicas e do ano eleitoral, apostamos numa recuperação de todos os indicadores da indústria, que poderiam ser ainda melhores se houvesse um ambiente de negócios mais favorável e uma reestruturação tributária sobre os produtos industrializados”, destacou Moraes.

Ele destacou que a cadeia automotiva nacional ainda deve sofrer as consequências da escassez de semicondutores. Esse fator, além dos reajustes envolvendo insumos, seguirão pressionando os preços dos automóveis. No Brasil, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, os carros novos sofreram um reajuste de 14%, enquanto os usados cerca de 22%. Por essa razão, a associação rechaça que as siderúrgicas aumentem o aço em até 50%, como algumas empresas têm anunciado. “Vamos para a mesa de negociação brigar por cada centavo, pois os brasileiros têm condições limitadas para adquirir automóveis”, afirmou.

Moraes também não descarta que as fábricas venham a paralisar a produção nos próximos meses, a depender do grau de proliferação da ômicron, a nova variante do coronavírus. “Estamos observando atentamente esse tema. As montadoras, por sua vez, estão reforçando a comunicação com seus funcionários para que tenham o menor impacto possível. Em nossa projeção de crescimento para este ano, no entanto, não levamos em conta a realização de novos lockdowns. Caso isso aconteça, revisaremos nossos números”, explicou.

Produção
Dezembro foi o melhor mês do ano, com 210,9 mil veículos produzidos. Com isso, o ano fechou com 2,2 milhões de unidades, alta de 11,6% sobre 2020. No ranking global de produtores, o Brasil retomou a oitava colocação perdida no ano anterior para a Espanha. Para este ano, a expectativa é de um aumento de 9,4%, com 2,4 milhões de unidades produzidas.

Como ocorre tradicionalmente, o último mês do ano também foi o de maior volume de vendas, com 207,1 mil unidades licenciadas. Mesmo assim, foi o pior dezembro em cinco anos. O acumulado chegou a 2,1 milhões de unidades, apenas 3% acima de 2020, o que manteve o Brasil na sétima colocação do ranking global, por poucas unidades atrás da França.

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Anfavea projeta vendas de 2,3 milhões de veículos, uma alta de 8,5% sobre 2021

CooperAliança inaugura frigorífico de R$ 83 milhões em Guarapuava

Empreendimento gera 219 empregos diretos e outros 373 indiretos

A CooperAliança Carnes Nobres tem 147 cooperados em 61 municípios do Paraná

Principal produtor de proteína animal do país, com destaque para as carnes de frango, porco, peixes, leite e ovos, o Paraná avança também no abate de cordeiro e gado de corte. Com apoio das linhas de crédito e programas fiscais do governo paranaense, o novo projeto da CooperAliança Carnes Nobres, iniciado oficialmente nesta quinta-feira (6), prevê abater, entre os diferentes animais, 345 cabeças por dia. O investimento total é de R$ 83 milhões, com a geração 219 empregos diretos.

A construção da sede própria e da planta industrial da CooperAliança Carnes Nobres em Guarapuava começou em 2014, com o objetivo de ganhar mercado internamente, mas também de olho na exportação para outros países, especialmente após a conquista pelo Paraná da chancela internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. “Nosso produto tem qualidade e procedência, habilitada pelo serviço de inspeção federal. Já estamos em tratativas com o Japão e pensamos sim em entrar nesses mercados mais exigentes”, destacou o presidente da CooperAliança, Edio Sander.

Além do frigorífico, o complexo abrigará também os escritórios dos projetos bovinos e ovinos, além do departamento administrativo. O investimento de R$ 83 milhões da cooperativa contou com o apoio das linhas de crédito do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e de incentivos fiscais do governo paranaense. O frigorífico tem 75 mil metros quadrados e capacidade para abater 345 animais por dia entre bovinos e ovinos. São 219 empregos diretos e outros 373 indiretos, nas propriedades dos cooperados. A CooperAliança Carnes Nobres começou suas atividades em 1998. Atualmente são 147 cooperados em 61 municípios do Paraná.

Também nesta quinta, a Cooperativa Agrária, de Entre Rios, inaugurou uma das mais modernas unidades de multigrãos do Brasil.A Unidade Multigrãos teve investimentos de R$ 32 milhões. Ali será feita recepção de até 200 toneladas por hora de produtos, particularmente feijão e cereais. Os equipamentos possibilitarão beneficiamento de 20 toneladas por hora. A edificação reserva 2 mil metros quadrados para armazenamento dos produtos.

Empreendimento gera 219 empregos diretos e outros 373 indiretos

BNDES financia obras em rodovias no Sul

Obras vão gerar 1.078 empregos diretos no PR e em SC

As obras incluem a pavimentação de cerca de 95,7 quilômetros sem asfaltamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará obras de implementação e restauração em 153,6 quilômetros, sendo 126,8 quilômetros em Santa Catarina e 26,8 quilômetros no Paraná. As obras incluem a pavimentação de cerca de 95,7 quilômetros em leito natural, ou seja, sem asfaltamento. Os projetos devem gerar 1.078 empregos diretos durante sua implementação.

A expectativa é que as obras ampliem a segurança nas vias, diminuam os tempos de deslocamento e aumentem o conforto de motoristas e passageiros. Como consequências, também são esperados reflexos econômicos positivos pois as vias servem de acesso a importantes regiões agrícolas, industriais e turísticas. O volume financiado pelo BNDES será de R$ 592,1 milhões e os investimentos totais chegam a R$ 657,8 milhões. Os financiamentos estão sendo contratados diretamente com os governos estaduais.

“Os investimentos na malha viária do Paraná e Santa Catarina resultarão em melhores condições de trafegabilidade em vias importantes para escoamento de produção local, marcada pela relevante presença de atividades agrícolas, com impacto positivo na dinâmica econômica, na segurança de trânsito e na qualidade de vida da população”, explica Bruno Aranha, diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES.

Paraná
O projeto do Paraná contempla a restauração e duplicação de trecho de 21,8 quilômetros da PR-317 ligando Maringá a Iguaraçu, na região noroeste do estado, além de intervenções em 5,02 quilômetros em vias secundárias. Também serão realizadas obras em três interseções em desnível, cinco retornos em nível, duas passarelas e duplicação da ponte existente. A iniciativa gerará 263 empregos diretos durante as obras, que devem ser concluídas em agosto de 2023.

Esse trecho se insere no contexto mais amplo de melhoria e ampliação da capacidade das Rodovias PR-317, com 453,4 quilômetros de extensão que liga o norte do Estado, na divisa com o Estado de São Paulo e o Oeste, atravessando três regiões metropolitanas (Maringá, Campo Mourão e Toledo), e a BR-369, em trecho contíguo entre Campo Morão e Cascavel.

Em parceria com o governo federal, foi desenvolvido um plano de concessões do Paraná, que abrange trechos dessas rodovias. Associados a investimentos financiados pelo Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) no trecho entre a divisa com São Paulo e Iguaraçu e estruturados para concessão à iniciativa privada nos trechos Maringá – Campo Mourão da PR-317 e Campo Mourão – Cascavel da BR-369, o projeto contribui para a valorização dos ativos a serem concedidos em trecho imediatamente posterior.

Santa Catarina
Em Santa Catarina serão realizadas obras de pavimentação na SC-350 (Abelardo Luz – Passos Maia), SC-451 (Frei Rogério – Fraiburgo) e SC-108 (Jacinto Machado – Praia Grande), totalizando 95,7 quilômetros de vias que receberão asfalto pela primeira vez. Além disso, serão restaurados 20 quilômetros da SC-283 (Águas de Chapecó – Palmitos) – com ampliação da capacidade de tráfego – e 11 quilômetros da SC-110 (Pomerode – Pé de Serra). As obras no estado gerarão 815 empregos diretos. O financiamento do BNDES será de até R$ 382,4 milhões e o investimento total, de R$ 424,8 milhões. A previsão de conclusão do projeto é para dezembro de 2023.

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Obras vão gerar 1.078 empregos diretos no PR e em SC