Archives 2021

Soluções IoT vence Desafio Banrisul do HackatAgro

Startups e equipes independentes foram convidadas a pensar soluções socioambientais

Para o próximo ano, o Banrisul elabora uma agenda estratégica de sustentabilidade, com o compromisso de aliar bons resultados financeiros ao impacto positivo junto ao meio ambiente

A adoção de práticas de agricultura inteligentes, que contribuem para reduzir a emissão de gases que agravam o efeito estufa, é uma tendência cada vez mais forte no Brasil. Com foco em uma estratégia robusta de sustentabilidade a partir de 2022, o Banrisul apoiou um desafio do movimento HackatAgro e da empresa Neodigital. Startups e equipes independentes foram convidadas a pensar soluções socioambientais em uma maratona de três dias.

Segundo os organizadores, o objetivo do Desafio Banrisul foi levantar caminhos viáveis para mensurar, com precisão, o carbono capturado da atmosfera, pelas lavouras cultivadas, florestas entre outros empreendimentos vinculados ao agronegócio. Ganhadora em primeiro lugar no hackathon, a Soluções IoT propôs uma plataforma de auxílio aos produtores rurais para comercializar e certificar a produção de créditos de carbono a partir da geração de energia com o uso de fontes renováveis.

Em segundo lugar, ficou o time Charla Sustentável, que apresentou uma plataforma em que a comercialização desses créditos é direta, com foco na prática de plantio. Terceira colocada, a Equipe Sucesso criou um aplicativo para gestão de cultivo de mini-algas em espaços rurais com alto potencial para gerar créditos de carbono.

Para o próximo ano, o Banrisul elabora uma agenda estratégica de sustentabilidade, com o compromisso de aliar bons resultados financeiros ao impacto positivo junto ao meio ambiente, à sociedade e aos colaboradores. “O desafio junto ao HackatAgro e a Neodigital foi um sucesso, tanto pelas ideias apresentadas como pela mobilização gerada em torno do tema. Estamos confiantes em resultados cada vez mais relevantes nessa área”, destaca o diretor de Crédito da instituição financeira, Osvaldo Lobo Pires, em nota.

HackatAgro
Os inúmeros desafios decorrentes da pandemia da Covid-19 não prejudicaram o movimento de digitalização do agronegócio brasileiro. Realizadas totalmente online, as maratonas de inovação do HackatAgro proporcionaram ao longo do ano três desafios (Yara, Claro e Banrisul) com a produção de 200 horas de conteúdos estratégicos para estimular a inovação tecnológica no setor. Foram dez episódios da Websérie HackatAgro, abordando temas relacionados ao uso da tecnologia no agro, seguindo os desafios propostos pelos hackathons, que estão disponíveis nas principais plataformas. Até o final de 2021, serão 20 episódios do Podcast HackatAgro Cast.

“Encerramos o ciclo de 2021 com saldo extremamente positivo. Cada vez mais cresce a conscientização de que a tecnologia e a inovação são ferramentas fundamentais também no agronegócio”, reforça o idealizador do movimento, Donário Lopes de Almeida. Na avaliação dele, as vantagens são perceptíveis em todos os elos da cadeia: o produtor, que com a tecnologia consegue melhorar e ampliar sua produção; as indústrias e comércios, que conseguem assegurar a qualidade dos produtos; os consumidores, que podem utilizar esses produtos com segurança; e para a sociedade como um todo, com técnicas sustentáveis. “Esse é o verdadeiro cenário ganha-ganha”, finaliza.

Participaram do HackatAgro mais de 700 empreendedores, 46 startups e 75 mentores. Ao todo, foram 216 horas de maratonas de inovação.

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Startups e equipes independentes foram convidadas a pensar soluções socioambientais

PIB do Paraná avança 3,86% no terceiro trimestre

Estado deverá superar 4% de crescimento em 2021

No período, o crescimento da indústria foi capitaneado pela fabricação de caminhões, ônibus, carrocerias e reboques

A economia do Paraná avançou 3,86% no terceiro trimestre com relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados apresentam retração de 8,94% na agropecuária e expansão de 4,59% na indústria e de 3,83% nos serviços. No trimestre, o PIB totalizou R$ 140,9 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Para o diretor-presidente do Ipardes, Daniel Nojima, esse resultado confirma a recuperação econômica, mesmo com as adversidades vistas na agropecuária. “A economia paranaense foi desfavorecida ao longo deste ano por conta do clima, que impactou fortemente a produção agrícola – em particular no terceiro trimestre – e desfavoreceu bastante a produção de milho. Mesmo com isso, houve avanço da indústria e dos serviços, dada a melhora do ambiente relacionado à Covid-19, o que permitiu que a economia voltasse a respirar razoavelmente bem”, analisa.

No período, o crescimento da indústria foi capitaneado pela fabricação de caminhões, ônibus, carrocerias e reboques, além de madeira e equipamentos agrícolas. Já o aumento dos serviços segue a tendência da retomada das atividades nos segmentos de transportes, alojamento e alimentação.

O Paraná também apresentou desempenho positivo no índice que compara o resultado com o trimestre imediatamente anterior. O PIB registrou aumento de 0,93% com relação ao segundo trimestre deste ano, impulsionado por variações positivas de serviços (0,71%) e indústria (0,68%).

Segundo a análise do instituto, a expectativa para o quarto trimestre e para o início de 2022 é positiva: com a continuidade da trajetória de recuperação, o Paraná deverá superar os 4% de crescimento em 2021. Nojima aponta que o quarto trimestre é permeado por características sazonais, como a retração da indústria de um lado e uma maior força do comércio e serviços de outro. Mas, mesmo com essas particularidades, a tendência paranaense é de crescimento geral, inclusive para o próximo ano.

“Podemos entrar em 2022 com uma perspectiva melhor, em que pesem todas as questões que permanecem na economia brasileira — inflação ainda elevada no primeiro semestre, contexto de aumento de taxa de juros —, e apesar de tudo isso os indicadores dessazonalizados apontam para uma tendência que não pode ser desprezada em termos positivos”, complementa Nojima.

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Estado deverá superar 4% de crescimento em 2021

Arrecadação federal bate recorde em novembro

Melhora da economia e recolhimentos atípicos impulsionam receita

O valor é o maior da história para meses de novembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995

Impulsionada pela recuperação da economia e por receitas extras de impostos ligados ao lucro das empresas, a arrecadação federal bateu recorde para meses de novembro. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 157,3 bilhões no mês passado, com aumento de 1,4% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor é o maior da história para meses de novembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. De janeiro a novembro, a arrecadação federal soma R$ 1,6 trilhão, com alta de 18,1% acima da inflação pelo IPCA, também recorde para o período.

A arrecadação superou as previsões das instituições financeiras. No relatório Prisma Fiscal, pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado estimavam que o valor arrecadado ficaria em R$ 151,5 bilhões em novembro, pelo critério da mediana (valor central em torno do qual um dado oscila).

A retomada da economia, que neste ano deve fechar com crescimento em torno de 4,5%, está impulsionando a arrecadação, com reforço de R$ 3,6 bilhões em novembro na comparação com novembro do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. No entanto, fatores atípicos e mudanças na legislação também contribuíram para a alta.

Recolhimentos atípicos
A arrecadação de novembro também foi impulsionada pelo recolhimento atípico (que não se repetirá em outros anos) de cerca de R$ 3 bilhões em novembro em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas. De janeiro a novembro, os recolhimentos atípicos somam R$ 39 bilhões, contra apenas R$ 6,5 bilhões no mesmo período de 2020.

Ao longo de 2021, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação por causa de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença. Por causa do sigilo fiscal, a Receita não pode informar o nome e a atividade dessas grandes companhias. As compensações tributárias, quando um contribuinte pede abatimento ou desconto em tributos a pagar, caíram R$ 5,3 bilhões em novembro, impulsionando a arrecadação.

O aumento do IOF, que entrou em vigor no fim de novembro para financiar o Auxílio Brasil, também ajudou a melhorar a arrecadação. A base fraca de comparação nas receitas do IOF em 2020 também ajudou. De abril a dezembro do ano passado, o IOF sobre operações de crédito foi zerado para baratear as linhas de crédito emergenciais concedidas durante a pandemia. Juntos, os dois efeitos – aumento do IOF e base fraca de comparação no ano passado – elevaram a arrecadação em R$ 710 milhões no mês passado em relação a novembro de 2020

Tributos
Na divisão por tributos, as maiores altas em novembro – em relação ao mesmo mês de 2020 – foram registradas na arrecadação do IOF, alta de R$ 3,7 bilhões (+322,6% acima da inflação pelo IPCA). Em seguida, vêm o IRPJ e a CSLL, com crescimento de R$ 2,73 bilhões (+12,1% acima da inflação), impulsionados pelo recolhimento atípico de grandes empresas e pelo aumento do lucro das empresas.

Em terceiro lugar, estão as receitas do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre operações de capital, com alta de R$ 1 bilhão (+34,5% acima da inflação). No entanto, outros indicadores que estavam crescendo ao longo de 2021 começaram a registrar queda no trimestre final do ano.

A arrecadação da Previdência Social, que reflete o emprego formal, caiu 6,4% descontada a inflação pelo IPCA em novembro na comparação com o mesmo mês de 2020. Influenciada pela desaceleração das vendas e do setor de serviços, a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), caiu 11,1%, também descontada a inflação. Por incidirem sobre o faturamento, o PIS e a Cofins estão atrelados ao consumo.

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Com Agência Brasil

Melhora da economia e recolhimentos atípicos impulsionam receita

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,3 bilhão

Investidores procuram títulos corrigidos pela taxa básica de juros

Em relação à rentabilidade acumulada no mês, o destaque de novembro foi para o título Tesouro IPCA+ 2045, que registrou variação de 10,64%

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,3 bilhão em novembro deste ano. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 2,9 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 1,6 bilhão.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 47,1% do total. Os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tiveram participação de 35,2% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, de 17,6%.

Em relação à rentabilidade acumulada no mês, o destaque de novembro foi para o título Tesouro IPCA+ 2045, com vencimento em 15 de maio de 2045, que registrou variação de 10,64%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 76,6 bilhões no fim de novembro, um aumento de 2,8% em relação ao mês anterior (R$ 74,5 bilhões) e de 23,4% em relação a novembro do ano passado (R$ 62 bilhões).

Investidores
Em relação ao número de investidores, 1.251.988 novos participantes se cadastraram no programa em novembro. O número de investidores atingiu 15.418.110, alta de 72,4% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.735.366, aumento de 26,1% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 28.076 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,6% do total de 433.163 operações de vendas ocorridas em novembro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 63,2%. O valor médio por operação foi de R$ 6.910,26.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 67,4% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 25,3% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 7,2% das vendas.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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Com Agência Brasil

Investidores procuram títulos corrigidos pela taxa básica de juros

Um banho de loja na Hering

Grupo Soma promete repaginar a companhia catarinense em até três anos

A Hering é a 75ª maior empresa da região e também a 15ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Depois de ser adquirida por R$ 5,1 bilhões pelo Grupo Soma, que é dono das marcas Farm e Animale, a companhia catarinense passará por uma repaginação completa. É isso que promete Roberto Jatahy, o novo acionista controlador. A cartada, que fez com que a empresa estreasse nos segmentos de vestuário casual e básico, criou o quinto maior player no mercado de vestuário do Brasil. “Ativos como a Hering são raros. Há poucas marcas que, como ela, têm tradição de 140 anos. A Hering é altamente geradora de caixa e nunca teve problemas de endividamento”, destacou Jatahy em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

O empresário afirma que a prioridade na Hering vai ser o crescimento de receita e o resultado operacional. “Nossa forma de fazer negócio é olhar as empresas adquiridas, entender a gestão e aproveitá-la. Já há uma transformação na nossa cabeça no modelo de negócios da Hering. Ela será completamente repaginada em 30 a 36 meses”, vislumbra. A ideia é manter, ao menos em parte, o modelo vencedor da companhia blumenauense, que deixou de ser apenas uma indústria para distribuir produtos por franqueados e lojas multimarcas.

“Hoje, há uma nova agenda que passa por ter lojas grandes da Hering, como megastores, que trarão experiência diferenciada ao consumidor. Ao mesmo tempo, manteremos ativa a rede de franqueados e multimarca, com limpeza de conflitos que surgem quando se opera no digital, no físico e com lojas próprias”, revela Jatahy.

“O novo controlador precisará demonstrar ao mercado que vai conseguir emplacar uma reestruturação forte de digitalização e rentabilidade na Hering para fazer jus ao alto valor desembolsado”, avalia o analista Henrique Esteter, da Guide. Ele cita, no entanto, algumas vantagens na operação, como a base de clientes ativos expandida em quase seis vezes; a enorme possibilidade de ganhos de sinergias por meio de reduções de custos e a capacidade de forte implementação e integração da Hering ao mundo digital. Dentro de até três anos, ou antes, o mercado saberá se o preço foi realmente alto demais.

A Hering é a 75ª maior empresa da região e também a 15ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo Soma promete repaginar a companhia catarinense em até três anos

Oi eleva investimentos no Sul

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná, receberão serviços da Oi Fibra em dezembro

A Oi investiu cerca de R$ 965 milhões na região Sul de janeiro a setembro, com foco do principal pilar do plano de transformação da companhia, a Oi Fibra. Com a sua estratégia de ampliar o número de casas conectadas com o serviço que leva a internet até a casa do cliente (FTTH – Fiber To The Home), a companhia elevou em 55% o número de clientes na região no período.

A operadora oferece a Oi Fibra em 60 cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em dezembro de 2020 eram 33 cidades com a Oi Fibra e neste ano chegará a 63 com a ativação de mais três cidades em dezembro: Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná.

No mercado corporativo, a companhia vem investindo em soluções de tecnologia e inovação por meio da Oi Soluções, que registrou aumento de mais de 281% em receita de TI no Rio Grande do Sul, 58% no Paraná e 19% em Santa Catarina até setembro.

De acordo com a companhia, a Oi está evoluindo para tornar-se uma plataforma de serviços digitais que vai ajudar a criar novas soluções para pessoas e empresas a partir da fibra ótica, ponto central do plano de transformação do negócio da marca. “A nova Oi que surge deste processo de transformação é uma empresa voltada para o provimento de experiências digitais, baseadas em acesso a conteúdo e em diversos outros serviços como streaming, jogos em rede, serviços relacionados à casa conectada, serviços financeiros, marketplace de soluções e muito mais, transformando a marca Oi em referência de plataforma de consumo no país”, revela a marca, por meio de nota.

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Cooperativas investem R$ 460 milhões em queijaria no Paraná

Nova planta será construída em Ponta Grossa pelo Grupo Unium

Projeto do grupo Unium prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos do leite por dia

O Paraná vai ganhar uma nova queijaria. O Grupo Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, confirmou o investimento de R$ 460 milhões na construção de uma planta em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, voltada para o beneficiamento do leite. O projeto prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos por dia, com a geração de 66 empregos diretos e cerca de 1.570 indiretos.

O anúncio da expansão foi feito nesta segunda-feira (20), em reunião no Palácio Iguaçu, pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelos presidentes das cooperativas, Renato Greidanus (Frísia), Erik Bosch (Capal) e Willem Bouwman (Castrolanda). O projeto conta com o apoio dos programas de incentivo fiscal do Governo do Estado, coordenados pela Invest Paraná.

Greidanus destacou que a previsão de crescimento na produção de leite é de 8% ao ano entre 2020 e 2024. Com isso, a expansão dos negócios passa a ser uma forma de absorver esse volume, que pode representar 600 mil litros a mais por dia e agregar valor ao leite in natura. A perspectiva, lembrou o presidente da Frísia, é que projeto da nova queijaria leve 30 meses até início das operações – mais da metade do investimento de R$ 460 milhões será feita na aquisição de máquinas e equipamentos.

Bouwman, diretor-presidente da Castrolanda e um dos diretores da Unium, ressaltou que o projeto demonstra ainda mais a força da intercooperação. “Vendo o crescimento da produção de leite dos nossos cooperados, o grupo se adiantou e buscou uma solução rentável para mostrar aos parceiros que todo o aumento será revertido em produtos e valor agregado. Isso consolida cada vez mais o conceito da intercooperação, já que, em três cooperativas, o investimento para um projeto dessa magnitude fica mais leve e possível”, explicou.

Atualmente a demanda interna de queijos no Brasil é consideravelmente maior do que a oferta por produtores locais, com o mercado nacional em crescimento. O consumo do produto no País, por exemplo, é de pouco mais de cinco quilos per capita, bem abaixo dos 37 quilos da Alemanha e menos da metade do que os vizinhos Uruguai e Argentina, que têm um consumo de 11 quilos por ano por pessoa.

Com o projeto da queijaria, a projeção é que a produção da Unium represente 1,87% do consumo de queijos no Brasil projetado para 2024. Serão produzidos inicialmente queijos tipo mussarela, prato, cheddar e massa de queijo, além de soro em pó e manteiga. Ao todo, os 600 mil litros de leite por dia que serão destinados para a produção dos derivados devem totalizar 35 mil toneladas de produtos por ano.

O Paraná é a segunda unidade da federação que mais produz leite no Brasil. São, em média, 4,4 bilhões de litros por ano, inferior apenas a Minas Gerais, com 8,9 bilhões de litros/ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados de 2018. Em dez anos, a produção paranaense cresceu cerca 55% – em 2008 era de 2,8 bilhões de litros.

Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Conta com três marcas de lácteos: Naturalle – com produtos livres de aditivos –, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium tem a marca Herança Holandesa, farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, com elevados padrões de exigência. Além disso, fazem parte dos negócios a Alegra, indústria de alimentos derivados da carne suína, e a Energik, usina de produção de energia sustentável, todas reconhecidas pela qualidade e excelência. Foram 1,3 bilhão de litros de leite produzidos em 2020.

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Nova planta será construída em Ponta Grossa pelo Grupo Unium

Cooperativas faturam R$ 52,1 bilhões e geram mais de 3,6 mil empregos durante a pandemia

Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul completa 50 anos e contribui para o fortalecimento do setor no Estado

Além dos benefícios trazidos à população por si só, o Sistema ainda promove programas sociais

Quando a Ocergs foi fundada, há 50 anos, contava com apenas 42 cooperativas, praticamente todas de arroz. Passado meio século, o cooperativismo tomou posição de destaque no cenário da economia gaúcha, tornando-se referência nacional. O levantamento divulgado no relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2021 (ano-base 2020) indica o faturamento recorde das cooperativas na ordem de R$ 52,1 bilhões, com incremento de 6,4% em relação ao período anterior. E a eficiência econômica das cooperativas gaúchas se concretiza através dos resultados que apresentam: no último ano, o crescimento registrado nas sobras apuradas foi de 22,5%, atingindo o valor de R$ 2,9 bilhões, o que representa uma expansão de 121,98% nos últimos cinco anos.

A solidez do sistema cooperativista estadual também se comprova na evolução do patrimônio líquido, que cresceu 17,9% e alcançou R$ 21,2 bilhões, refletindo as boas práticas de gestão nas cooperativas. Em relação aos ativos, o cooperativismo gaúcho registrou um acréscimo de 28,5%, alcançando a marca de R$ 98,2 bilhões. As cooperativas do RS geraram R$ 2,1 bilhões de tributos em 2020. Desse montante, R$ 1,1 bilhão foram em tributos estaduais, R$ 1 bilhão em tributos federais e R$ 80 milhões em municipais. Hoje, o sistema é composto por 3,06 milhões de associados, o que representa 26,7% da população do estado. “Essa expressão social é muito forte no RS e chega a ser a primeira no país em número de sócios”, revela o presidente do Sistema Ocergs, Vergilio Perius.

Ao lado do agronegócio, o crédito foi uma marca diferenciada no processo cooperativo, permitindo que as classes sociais B, C e D fossem incluídas no sistema financeiro nacional. O sucesso do modelo também se dá à garantia de benefícios aos associados – quando a primeira cooperativa do mundo foi criada em 1844, na Inglaterra, foi definido que o produto do resultado econômico, que seria o lucro numa empresa privada, viraria “sobras”. No sistema de cooperativas, essa sobra vai diretamente para o associado que a produziu durante o ano.

“Na medida em que tem que cuidar da coletividade, o cooperativismo apropriou o princípio da liberdade econômica, mas não distribui a riqueza pelo capital, e sim pelo trabalho de cada um, horas trabalhadas, volume de produção e volume de negócios, beneficiando quem gera a riqueza”, explica Perius. No ano passado, foram cerca de R$ 3 bilhões de sobras distribuídas entre os mais de 3 milhões de associados – o que representou, em média, um salário mínimo para cada um. “Nós retemos a riqueza aqui, geramos resultado econômico e isso é fundamental para o desenvolvimento do país. Essa é a diferença. Se há resultado econômico, ele volta para seus associados”, defende o presidente do sistema. 

Fazendo a diferença 

Além dos benefícios trazidos à população por si só, o Sistema ainda promove programas sociais. Além do braço de formação profissional, que capacita e auxilia no desenvolvimento dos profissionais, há o de promoção social, no qual se trabalham questões comunitárias com o objetivo de fortalecer laços e melhorar vínculos sociais das cooperativas e suas comunidades. O chamado Aprendiz Cooperativo do Campo, por exemplo, faz parte da promoção social e ensina técnicas de manejo e a importância da qualidade rural aos jovens, que, com esse incentivo, geralmente decidem continuar no campo. Já o Marmita Coop, relacionado a um programa maior denominado Dia de Cooperar, propõe-se a entregar marmitas para comunidades carentes da Lomba do Pinheiro. Para José Zigomar, gerente de promoção do Sescoop/RS, as iniciativas sociais refletem o sétimo princípio do sistema: o compromisso com a comunidade. “O Sescoop ensina, mas também faz”, orgulha-se.

E o sistema segue gerando frutos para o estado. Em plena pandemia, as cooperativas cresceram fortemente em seus resultados econômicos. No Rio Grande do Sul, foram cerca de 3.700 empregos agregados. A expansão de postos de trabalho no setor, que em 2020 registrou 68.303 empregos diretos, contrasta com o cenário do Rio Grande do Sul, que amargou no ano passado o segundo pior saldo no mercado de trabalho formal do Brasil, com o fechamento de 20.220 empregos. “O aumento de empregados contratados, sobretudo pelas cooperativas agroindustriais, de saúde e de crédito conforta a sociedade gaúcha, pois o Rio Grande do Sul fechou o acumulado no ano com uma variação relativa negativa de 0,80%”, explica Perius.

Daqui para a frente, o objetivo é seguir colhendo resultados positivos, com resultado econômico e faturamento positivos e inclusão de mais sócios. A previsão é de que 50 mil novos sócios se juntem ao sistema, principalmente jovens e mulheres, que, segundo Perius, cada vez mais tomam consciência da necessidade de se tornarem protagonistas de suas próprias histórias. 

Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul completa 50 anos e contribui para o fortalecimento do setor no Estado

Estado assina primeiro contrato de suprimento de biometano no RS

Iniciativa conclui primeira etapa de trabalho da Sulgás para viabilizar o biometano como opção energética

“Substratos e subprodutos são aproveitados e valorizados, primando pela economia circular e pela sustentabilidade”, destaca Cótica

O governo do Estado, por meio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), e a empresa SebigasCótica firmaram, nesta segunda-feira (20), o primeiro contrato de suprimento de biometano do Rio Grande do Sul. O contrato é um marco na história do Estado, na medida em que é o ponto de partida para a inserção dessa fonte de energia renovável na matriz energética gaúcha. A iniciativa também representa a conclusão da primeira etapa de um trabalho de longa data realizado pela Sulgás para viabilizar o biometano como opção energética.

O acordo entre as duas empresas é resultado da chamada pública para aquisição de biometano, lançada pela Sulgás em 2020. A proposta prevê a instalação de uma central de tratamento integrado de resíduos (CTIR) em grande escala no município de Triunfo, com capacidade para receber resíduos da agroindústria, que serão transformados em biocombustíveis.

A planta da CTIR incluirá uma usina de produção de biometano originado a partir da transformação de resíduos da atividade agrossilvopastoril. O volume inicial para os cinco primeiros anos do contrato de suprimento com a Sulgás é de 15 mil metros cúbicos por dia, a contar de 2024, ano em que está previsto o início da entrega. A capacidade poderá ser ampliada para 30 mil metros cúbicos diários a partir do sexto ano, conforme previsão contratual.

Com o trabalho realizado pela companhia nos últimos anos, em parceria com empresas e universidades, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) emitiu duas resoluções que possibilitam a comercialização de biometano no Brasil. O projeto em Triunfo irá beneficiar, inicialmente, os clientes da Sulgás do Polo Petroquímico de Triunfo. Quando o produto for lançado no mercado gaúcho, será chamado GNVerde, marca registrada pela Sulgás para o biometano.

Economia circular
Diferentemente de outros combustíveis renováveis derivados da biomassa, que dependem do plantio para produção do combustível, o biometano que será produzido no Rio Grande do Sul será oriundo de resíduos, o que contribui ainda mais com o meio ambiente. O empresário Maurício Silveira Cótica disse que a atividade a ser desenvolvida é uma plataforma de economia circular para tratamento de resíduos e geração de gás e energia renovável e que este é o primeiro

“O projeto traz soluções e tecnologias inéditas no país e funcionará como uma central de recebimento de resíduos de diversas empresas, que serão tratados e deles será gerado o biogás, que depois de passar por um processo de purificação, se transforma em biometano, que será injetado na rede canalizada da Sulgás, se misturando ao gás natural. É um negócio em que todos os substratos e subprodutos são aproveitados e valorizados, primando pela economia circular e pela sustentabilidade”, explicou Cótica.

O investimento no projeto será de R$ 150 milhões. A Sulgás investirá cerca de R$ 9 milhões em obras e equipamentos para a interligação da usina com a rede canalizada de distribuição de gás. A SebigasCótica desenvolve negócios e projetos em biogás, sendo o resultado da joint venture entre a italiana Sebigas e a gaúcha Cótica, e traz a experiência de mais de 80 unidades realizadas. A empresa atua de ponta a ponta, desenvolvendo tecnologias e processos próprios, implementando e operando plantas de biogás.

A SebigasCótica tem no portfólio a realização da maior planta de biodigestão das Américas, realizada para a Raízen no estado de São Paulo, um projeto pioneiro no país e que utiliza tecnologia proprietária da empresa para a biodigestão de vinhaça, subproduto da produção do etanol e açúcar. Também atuante em outros países da América Latina, a empresa está concluindo a realização de uma planta em Buenos Aires, na Argentina.

Mercado em potencial
De acordo com estudos da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o Brasil apresenta potencial de produção de 120 milhões de metros cúbicos por dia de biogás. Esse volume poderia suprir 40% da demanda por energia elétrica e 70% do consumo de diesel. Em relação à realidade gaúcha, conforme o Atlas das Biomassas, estudo encomendado pela Sulgás à Universidade do Vale do Taquari (Univates) e concluído em 2016, o Rio Grande do Sul tem capacidade de produzir 2,7 milhões metros cúbicos por dia de biogás, 1,5 milhão metros cúbicos diários de biometano e gerar 2,4GW de energia elétrica a partir de biomassa agrossilvopastoril.

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Iniciativa conclui primeira etapa de trabalho da Sulgás para viabilizar o biometano como opção energética

Oi eleva investimentos no Sul

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná, receberão serviços da Oi Fibra em dezembro

A Oi investiu cerca de R$ 965 milhões na região Sul de janeiro a setembro, com foco do principal pilar do plano de transformação da companhia, a Oi Fibra. Com a sua estratégia de ampliar o número de casas conectadas com o serviço que leva a internet até a casa do cliente (FTTH – Fiber To The Home), a companhia elevou em 55% o número de clientes na região no período.

A operadora oferece a Oi Fibra em 60 cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em dezembro de 2020 eram 33 cidades com a Oi Fibra e neste ano chegará a 63 com a ativação de mais três cidades em dezembro: Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná.

No mercado corporativo, a companhia vem investindo em soluções de tecnologia e inovação por meio da Oi Soluções, que registrou aumento de mais de 281% em receita de TI no Rio Grande do Sul, 58% no Paraná e 19% em Santa Catarina até setembro.

De acordo com a companhia, a Oi está evoluindo para tornar-se uma plataforma de serviços digitais que vai ajudar a criar novas soluções para pessoas e empresas a partir da fibra ótica, ponto central do plano de transformação do negócio da marca. “A nova Oi que surge deste processo de transformação é uma empresa voltada para o provimento de experiências digitais, baseadas em acesso a conteúdo e em diversos outros serviços como streaming, jogos em rede, serviços relacionados à casa conectada, serviços financeiros, marketplace de soluções e muito mais, transformando a marca Oi em referência de plataforma de consumo no país”, revela a marca, por meio de nota.

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Frimesa projeta encerrar o ano com crescimento de 17%

Frigorífico de Assis Chateaubriand será inaugurado em 2022

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Frimesa apresentou na quinta-feira (16) seu planejamento estratégico de 2022. Entre as principais oportunidades previstas está a inauguração do frigorífico de Assis Chateaubriand, operar as indústrias em sua capacidade máxima, implementar uma tecnologia para controle total da cadeia produtiva e ampliar a marca no mercado brasileiro, investir em tecnologias, formar e preparar os colaboradores e implementar o sistema de compliance. A cooperativa projeta atingir R$ 5 bilhões em faturamento no ano com um crescimento de 17% comparado ao desempenho de 2020.

O segmento de carne suína é o maior negócio da empresa e conta com duas plantas industriais, uma em Medianeira e outra unidade fabril em Marechal Cândido Rondon. Com um sistema de produção de suíno monitorado, abate mais de 8 mil animais por dia. Na área de exportação, a projeção da receita está em R$ 926 milhões, valor que representa uma fatia de 18,8% sobre o faturamento geral da empresa e 25,9% sobre a receita da área de carnes.

Nos lácteos, os produtores têm acompanhamento técnico no campo, e são quatro plantas de industrialização – três no Paraná e uma em Aurora (SC) –, com uma capacidade de operar numa média de 830 mil litros/dia. O investimento em novas tecnologias, qualidade e melhorias resultou em um portfólio de 484 produtos, que atendem todas as refeições e cardápios, e compõem o mix de 34.910 clientes e 46.199 pontos de venda ativos.

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Frigorífico de Assis Chateaubriand será inaugurado em 2022

Mercado diminui projeção para avanço da economia em 2021

Expectativa para o PIB caiu de 4,65% para 4,58%

Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 4,65% para 4,58%. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,5%, a mesma previsão da semana passada. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,05% para 10,04% neste ano. É a segunda redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção.

Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 9,26% no ano e de 10,74%, nos últimos 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 9,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros, para que a inflação convirja para a meta dentro do intervalo de tolerância definido pelo CMN.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic seja elevada para 10,75% na primeira reunião do Copom de 2022, em linha com a sinalização do BC, e termine o ano em 11,5%. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica cai para 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar é R$ 5,60 para o final deste ano.

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Com Agência Brasil

Expectativa para o PIB caiu de 4,65% para 4,58%

A Berneck amplia horizontes

Às portas de completar sete décadas, companhia paranaense atenderá demanda do setor com uma nova unidade industrial em Lages no próximo ano

Desde 2018, a empresa desembolsou R$ 1,6 bilhão no projeto em Lages

Os produtos fabricados pela Berneck, como painéis de MDP, MDF e HDF e madeira serrada de pinus, utilizados nos setores de construção civil e decoração, tem tido uma procura extremamente aquecida. De acordo com o CEO André Fauth, a demanda é equivalente ao que a companhia teve em 2013, antes do início do ciclo de recessão pelo qual o Brasil passou. “Desde o segundo semestre de 2020 até agora, não está sendo vendido mais porque não existe capacidade excedente no Brasil”, conta.

Atualmente a capacidade de produção nas plantas industriais da Berneck em Araucária (PR) e Curitibanos (SC), somadas, é de 2,4 milhões de metros cúbicos. Este volume vai aumentar quando a unidade de Lages (SC) começar a funcionar, no início do ano que vem. Serão 500 mil metros cúbicos a mais de MDF e mais 450 mil de madeira serrada de pinus por ano. Desde 2018, a empresa desembolsou R$ 1,6 bilhão no projeto. O principal objetivo operacional da companhia, em 2022 quando completará 70 anos, será desenvolver a capacidade produtiva da nova planta catarinense, sem tirar os olhos do desempenho operacional das outras duas unidades fabris. “Em Lages teremos uma serraria e uma linha de MDF, com espaço para mais uma linha no futuro. No caso dos painéis, o objetivo é vender a produção no Brasil, mantendo sempre um pé na exportação”, detalha Fauth.

Com a nova serraria, a Berneck tem a intenção de aumentar o volume de vendas no país com madeira estrutural para construção civil em Woodframe – um sistema de construção a seco já consagrado nos Estados Unidos e Europa. Além disso, a empresa está focando na ampliação nos mercados de embalagens, molduras e moveleiro. “Sofremos muitos aumentos em todos os insumos na cadeia toda. Mas de forma geral, a companhia está conseguindo repassar ao mercado, sustentando os níveis de rentabilidade do negócio”, diz Fauth, dando conta que a companhia cresceu dois dígitos em vendas no ano passado e deve obter resultado ainda melhor neste ano. Pelos cálculos do CEO, a previsão é atingir um faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2021.

A Berneck é a 51ª maior empresa da região e também a 21ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Às portas de completar sete décadas, companhia paranaense atenderá demanda do setor com uma nova unidade industrial em Lages no próximo ano

Santa Catarina segue com todas as 17 regiões em nível moderado

Indisponibilidade de acesso a banco de dados do Ministério da Saúde prejudica análise

Em Santa Catarina, estão mantidas as atividades de vigilância e monitoramento de maneira alternativa, realizado através de registros por planilhas

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (18) mantém todas as 17 regiões classificadas como risco potencial moderado (cor azul). Comparando com o mapa divulgado na semana passada, o cenário é praticamente o mesmo, com pequenas variações entre as regiões, em algumas dimensões.

Na dimensão monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas no nível moderado. Em relação à transmissibilidade, que monitora a taxa de infectantes e os parâmetros de transmissão, apenas as regionais do Extremo Sul Catarinense e Meio Oeste foram classificadas no nível Alto, as demais estão no nível moderado.

Na capacidade de atenção, as regiões Nordeste e Oeste estão classificadas como nível alto, com ocupação de leitos de UTI para tratamento de pacientes Covid-19 na faixa de 20 a 40%, enquanto as demais foram classificadas no nível moderado, com taxas de ocupação abaixo de 20%. Por fim, na dimensão gravidade, que mede a taxa de óbitos por Covid-19 e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a região do Alto Vale do Itajaí se encontra no nível grave, enquanto as demais foram classificadas como nível Alto.

Prejuízo da análise
Os resultados da matriz de risco potencial regionalizado desta semana devem ser analisados com cautela, uma vez que o ataque hacker que o Ministério da Saúde sofreu no dia 9 de dezembro, que afetou todos os sistemas de informações em saúde do nível federal que realizam o monitoramento da Covid-19 no Brasil, podem ter prejudicado essa análise.

A indisponibilidade do acesso aos sistemas de informação e-SUS Notifica, SIVEP-Gripe e SI-PNI, além do acesso ao banco de dados de casos leves, hospitalizações por SRAG e óbitos de Covid-19, além dos dados de vacinação, vem prejudicando a análise em tempo real de cenário epidemiológico de Covid-19 em todo o Brasil.

Em Santa Catarina, estão mantidas as atividades de vigilância e monitoramento de maneira alternativa, realizado através de registros por planilhas eletrônicas de óbitos por Covid-19 notificados pelos municípios, além de acesso a sistemas de informação que não foram afetados, como os gestão laboratorial e de gestão de leitos hospitalares. No entanto, o uso dessas fontes é insuficiente para se analisar com precisão todo o cenário.

O monitoramento dos dados de vacinação também se encontra prejudicado, pois o sistema SIPNI on-line também está apresentando problemas desde o dia 9 de dezembro, impossibilitando que os municípios registrem todas as doses aplicadas. A secretaria estadual catarinense solicitou a todos os municípios que continuem promovendo a vacinação, e aqueles que não tenham sistemas próprios e utilizem o sistema SI-PNI para registro de doses aplicadas, mantenham os registros em formulários e planilhas, para serem inseridos no sistema, quando o sistema retornar.

Indisponibilidade de acesso a banco de dados do Ministério da Saúde prejudica análise

Taesa arremata linha de transmissão entre São Paulo e Paraná

A Copel foi vencida no certame

O investimento estimado para a construção do empreendimento é de R$ 1,7 bilhão

A Taesa arrematou o lote 1 do leilão de transmissão por uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 129,9 milhões, com um deságio de 47,7% em relação ao valor máximo. A RAP é a receita a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão a partir da entrada em operação comercial das instalações. A Copel disputou o lote com a Taesa, mas foi vencida, pois ofereceu, no máximo, R$ 130,4 milhões. O certame, que durou mais de duas horas e meia, foi realizado na sede da B3, em São Paulo, e foi promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de RAP. A empresa é exclusivamente dedicada à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão, com 11.140 quilômetros de linhas em operação e 2.518 quilômetros de linhas em construção, totalizando 13.658 quilômetros de extensão e 97 subestações

O lote 1 é uma interligação Sul-Sudeste com 726 quilômetros de linhas de transmissão que deverão ser instaladas entre São Paulo e Paraná, sendo uma de 500 kV entre Ponta Grossa (PR) e Assis (SP) e outra de Bateias (PR) a Curitiba Leste. Segundo a Aneel, são obras para o sistema elétrico que vão alimentar a Região Metropolitana de Curitiba. O investimento estimado para a construção do empreendimento é de R$ 1,7 bilhão, com prazo de conclusão de instalação de 60 meses.

Ao todo, foram ofertados cinco lotes, em cinco Estados: além do Paraná e São Paulo, Amapá, Bahia e Minas Gerais. O lote 2, na Bahia, foi levado pela Sterlite Brazil. O valor ofertado pela empresa foi de R$ 7 milhões representando um deságio médio de 66% em relação à RAP inicial estabelecida pela Aneel de R$ 20,9 milhões. O lote 3, também na Bahia, foi vencido pela Rialma. A companhia apresentou oferta de R$ 17,1 milhões, representando um deságio de 27,8%.

A Neoenergia levou o Lote 4. A empresa ofereceu uma receita anual permitida de R$ 37,1 milhões, o que resultou em deságio de 58,6% em relação ao preço inicial de R$ 89,7 milhões. O lote recebeu 11 lances válidos e posteriormente teve disputa a viva-voz entre a Cemig Geração e a Neoenergia. Participam da fase viva-voz do leilão as proponentes com lances válidos para o lote em disputa cuja diferença no valor oferecido seja de até 5% em relação ao menor valor proposto na fase de lances.

Fechando o leilão, as linhas de transmissão e a subestação que compõem o lote 5 foram arrematadas pela Energisa Transmissão de Energia. O valor ofertado pela empresa para o lote foi de R$ 11,3 milhões, representando um deságio de 48,6% em relação à RAP inicial estabelecida pela Aneel de R$ 22 milhões.

Os vencedores dos contratos serão responsáveis pela construção, operação e manutenção de um total de 902 quilômetros de linhas de transmissão que serão acrescentadas ao SIN e três subestações de energia. Os investimentos estimados são de cerca de R$ 2,9 bilhões. Esse foi um dos lotes com maior destaque, pois atenderá o Amapá. O projeto consiste em uma nova subestação– chamada Macapá III, que vai se conectar à subestação Macapá – e em uma linha de transmissão de 10 quilômetros, que fará essa ligação.

Além de aumentar a capilaridade do sistema elétrico, a medida dá mais segurança ao sistema em casos de falhas técnicas, como o apagão que ocorreu no Amapá, em novembro de 2020. As linhas de transmissão permitem o envio da energia gerada em determinadas regiões para outras do país. O primeiro leilão foi realizado em junho e resultou no acréscimo de 515 quilômetros de linhas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

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A Copel foi vencida no certame