Archives 2021

Matriz catarinense mostra 12 regiões no nível moderado

Nenhuma regional foi classificada nos níveis de risco grave ou gravíssimo

A taxa de ocupação de leitos de UTI de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 21%

Pela oitava semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (27) aponta 12 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e cinco regiões como risco potencial alto (cor amarela).

A última vez que a matriz classificou uma região no nível grave foi no dia 1º de outubro, e no nível gravíssimo no dia 11 de setembro. De lá para cá houve avanço na vacinação que, alinhado a uma menor taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes com Covid-19, vem mantendo a tendência de redução da gravidade da pandemia em todas as regiões.

Houve melhora nos indicadores das regiões Carbonífera, a partir da redução no número de óbitos aliada a uma baixa ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes Covid-19, e na região de Xanxerê, a partir da redução no número de óbitos aliada a redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, resultando na melhora na dimensão gravidade.

Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como moderado (azul), se juntando regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio-Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores das regiões do Alto Vale do Itajaí, a partir da elevação no número de óbitos e detecção de casos novos, na região da Grande Florianópolis, a partir da elevação da taxa de infectividade (casos ativos), detecção de casos novos e ocupação de leitos de UTI Adulto, e na região Oeste, a partir da elevação na detecção de casos novos e ocupação de leitos de UTI Adulto.

Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como moderado (azul), passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Extremo Sul e Nordeste, que permaneceram no nível alto.

Ocupação de leitos de UTI
A taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 21% no total, com uma ocupação de 298 leitos num total de 1.446 disponíveis, o que classifica a capacidade de atenção do Estado como nível alto.

Em relação a regiões, somente a Nordeste e Oeste estão com uma ocupação acima de 40%, com 101 leitos ocupados dos 189 leitos disponíveis (53%) na região Nordeste e 21 leitos ocupados dos 52 disponíveis (40%) na região Oeste, sendo classificados como nível de risco grave. Grande Florianópolis, Extremo Oeste, Xanxerê e Laguna estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 entre 20 a 40%, sendo classificados como risco alto, e as demais estão todas abaixo de 20%, sendo classificados no nível de risco moderado.

A análise deste indicador torna possível uma melhor gestão da ocupação de leitos de UTI no estado, servindo tanto para monitorar a situação de gravidade da pandemia no estado de forma regionalizada, quanto servindo de parâmetro para a retomada das cirurgias eletivas que foram paralisadas durante o período mais crítico da pandemia.

Nenhuma regional foi classificada nos níveis de risco grave ou gravíssimo

Busca por crédito no Sul registra retração em outubro

Índice avançou 5,6% no país no mês passado

O aumento da inflação encareceu a vida dos consumidores

A procura dos consumidores brasileiros por linhas de crédito cresceu 5,6% em outubro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2020. Apesar disso, os dados mostram a desaceleração da busca pelo recurso financeiro, sendo essa (5,6%) a menor expansão desde o início de 2021, que até então, tinha marcado crescimento de no mínimo 11,2% em janeiro.

De acordo com o Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito da Serasa Experian, as regiões Norte e Nordeste tiveram as principais altas do país, impulsionando o índice. O Sul, no entanto, obteve retração na busca de empréstimos. Veja os dados completos nos gráficos abaixo.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o crédito continua sendo um forte aliado, principalmente, para a parte da população que precisa do recurso para fechar as contas no fim do mês. “O aumento da inflação encareceu a vida dos consumidores que, esgotando seus recursos fixos mensais, precisaram utilizar as linhas de crédito para custear compromissos financeiros essenciais. No entanto, a alta da taxa Selic, também encareceu o acesso ao crédito, por isso, embora as pessoas continuem precisando desse recurso, o mês de outubro registrou o menor percentual do ano”, pondera.

Ainda na comparação ano a ano, a análise por faixa de renda revelou que os consumidores que recebem até R$ 500 por mês continuam sendo aqueles que mais demandam por crédito no país, com alta de 12,4%. Em sequência estão as pessoas que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, com 5,8%.

Índice avançou 5,6% no país no mês passado

Confiança recua na maioria dos setores da indústria em novembro

A percepção sobre as condições atuais da economia está negativa

ICEI foi heterogêneo entre os setores, o que reflete que as características setoriais estão afetando de forma diferente a confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou em 24 dos 30 setores analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na passagem de outubro para novembro deste ano. Apesar da queda, apenas um setor cruzou a linha de 50 pontos, todos os demais permanecem confiantes. Dados acima dessa faixa representam confiança e abaixo, falta de confiança. Em novembro, o ICEI de Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal ficou em 49,5 pontos. Ao todo, foram entrevistadas 2.340 empresas entre 3 e 12 de novembro.

A economista da CNI Larissa Nocko explica que o resultado do ICEI foi heterogêneo entre os setores, o que reflete que as características setoriais estão afetando de forma diferente a confiança. O ICEI é resultado da média entre a percepção das condições atuais e das expectativas futuras. Veja os setores mais e menos confiantes nas tabelas ao final desta reportagem.

“Todos os componentes do ICEI caíram. Quando perguntados sobre a percepção das condições atuais da economia, apenas dois setores a avaliaram positivamente: outros equipamentos de transporte e produtos de madeira. O que mantém o indicador da maior parte dos setores acima de 50 pontos, ou seja, em um cenário de confiança, são as expectativas positivas para os próximos seis meses, ainda que menos otimistas do que no mês anterior”, explica Larissa.

As maiores quedas de confiança ocorreram nos setores: móveis (-4,6 pontos), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (-4,0 pontos) e metalurgia (-3,6 pontos). a confiança avançou principalmente nos setores: outros equipamentos de transporte (+3,3 pontos), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+2,9 pontos) e obras de infraestrutura (+2,0 pontos).

Entre novembro de 2020 e novembro de 2021, a confiança subiu em apenas três dos 30 setores pesquisados: Obras de Infraestrutura, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e impressão e reprodução de gravações. Nos demais caiu e em alguns despencou.

Como, por exemplo, Produtos de borracha. O indicador passou de 68,2 pontos para 54. O ICEI do setor de Bebidas, que há um ano era de 62,6 pontos, o que indicava uma confiança alta e disseminada, está em 50,2 pontos, muito próximo da linha de corte para a falta de confiança. Vale dizer que, apesar da queda, o ICEI está acima de 50 pontos nesses setores, o que indica confiança.

Outras quedas expressivas são: produtos têxteis (-11,1 pontos), produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (-10,1 pontos), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (-9,7 pontos), máquinas e equipamentos (8,8 pontos) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,6 pontos).

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A percepção sobre as condições atuais da economia está negativa

Joinville debate como a tecnologia pode desenvolver a eficiência urbana

Evento no Ágora Tech Park apresentará ideias para transformar cidades em territórios inovadores

Toda a agenda relacionada ao tema Smart Cities está intimamente ligada à tecnologia, inovação e planejamento

A expansão do conceito de cidades inteligentes com soluções tecnológicas para melhoria da qualidade de vida, especialmente em municípios de menor porte, e a integração entre entidades vinculadas ao setor público e o ecossistema de inovação são os principais objetivos do Summit Cidades 2021, evento presencial que acontece entre 9 e 10 de dezembro, no Ágora Tech Park, em Joinville (SC).

Sob o tema “tecnologia e inovação para desenvolver eficiência urbana”, o encontro traz ideias, conceitos, práticas e projetos com o objetivo de transformar as cidades em territórios inovadores, humanos, criativos e sustentáveis. O Summit Cidades é uma realização conjunta da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), Consórcio de Informática na Gestão Pública Municipal (CIGA), Câmara de Smart Cities da Fiesc e Perini City Lab, ambiente de inovação para cidades inteligentes do Ágora Tech Park.

O encontro vai reunir especialistas em smart cities e entidades catarinenses como o Ciga, Consórcio Interfederativo Santa Catarina (Cincatarina) e a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris), além de debates com líderes da Câmara de Cidades Inteligentes da FIiesc e da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), entre outros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.

“O evento é importantíssimo para os gestores públicos e sociedade, pois apresentará ideias, conceitos, práticas e projetos, com o objetivo de tornar as cidades territórios inovadores, humanos, criativos e sustentáveis, promovendo a eficiência urbana e a melhoria da qualidade de vida para sociedade”, explica Marcelino Ito, Superintendente da Fepese.

Na tarde de abertura, cinco painéis com especialistas em smart cities e entidades do setor público e privado vão debater meio ambiente, sustentabilidade e energia; mobilidade urbana; desenvolvimento econômico e inclusão social; qualidade de vida e formação de capital humano; inteligência artificial e segurança da informação. Entre os convidados, representantes de prefeituras, universidades e grandes empresas (Renault, Petinelli Inc, Coringa Segurança e TopMed), além de startups locais, como GoMoov.

“Toda a agenda relacionada ao tema Smart Cities está intimamente ligada à tecnologia, inovação e planejamento, pois investir em tecnologias sem um planejamento tende a ser desperdício de recursos “, comenta Jean Vogel, presidente da Câmara de Smart Cities da Fiesc, diretor de novos negócios no Ágora Tech Park e curador do conteúdo do evento.

Na sexta-feira (10), serão apresentadas as experiências dos living labs, em que as cidades são ambientes de desenvolvimento e testes de soluções urbanas, além de debates sobre a transformação digital no setor público e modelos inovadores de compras para os municípios. Para Silvio Zancanaro, presidente do Ciga e prefeito de Campos Novos (SC), a troca de experiências no evento pode complementar as ações da entidade que criou neste ano um projeto específico de ações nesta área, o Smart Ciga. O Ciga é o maior consórcio de tecnologia do Brasil e tem 294 municípios associados em Santa Catarina. “A gente percebe que cidades estão sedentas para levar melhoria de qualidade de vida através da inovação para seus municípios”, afirma Zancanaro.

O consórcio também vai se reunir durante o evento com um grupo de contratação de tecnologia dos municípios para tentar tornar os editais mais ágeis e seguros, além de trocar experiência com grupos de transformação digital dos municípios e a Câmara de Cidades Inteligentes da Fiesc. “É um misto de ver e discutir o futuro e o que vem pela frente, mas também com um pé no prático do serviço público que tem que cumprir todas as questões legais e burocráticas”, aponta o presidente do Ciga.

“A inovação surge destes encontros de ideias e isso tem que ser feito olho no olho”, diz Beto Marcelino, fundador da iCities Smart Cities Solutions, empresa que representa no Brasil a Fira Barcelona, maior encontro mundial de Cidades Inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress. Ele abre a programação com uma palestra sobre a edição 2021 do evento catalão, na quinta-feira (9). “É um conjunto de clusters que faz com que a velocidade de criação de cidades inteligentes seja mais rápida. São elementos combinados em prol da qualidade de vida das pessoas e é isso que esperamos de um evento como este”, avalia Marcelino.

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Evento no Ágora Tech Park apresentará ideias para transformar cidades em territórios inovadores

Estados buscarão transição em regra que muda cobrança de ICMS de energia e telecomunicações

O caso envolveu uma ação em Santa Catarina, com repercussão geral para todo o país

O STF definiu que os Estados não podem cobrar alíquota de ICMS sobre energia elétrica e telecomunicações em percentual acima do cobrado em outros produtos

O Fórum Nacional de Governadores e o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda, Finanças, Receita e Tributação (Comsefaz), com as procuradorias-gerais dos Estados, buscarão no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de modulação em relação à decisão acerca do ICMS de energia e telecomunicações.

O STF definiu que os Estados não podem cobrar alíquota de ICMS sobre energia elétrica e telecomunicações em percentual acima do cobrado em outros produtos. Isso significa alíquota de 17% para todos os Estados. O caso envolveu uma ação em Santa Catarina, com repercussão geral para todo o país. De acordo com cálculos do Comsefaz, a mudança significará perda de R$ 27 bilhões por ano para os Estados, impactando também os municípios.

O Comsefaz afirma que a decisão impactará profundamente as finanças públicas, “pois reduzirá a possibilidade de tributação na energia elétrica e nas comunicações que representam os setores que mais trazem arrecadação aos entes, juntamente com os combustíveis”. De acordo com os gestores, a implementação precoce do limite máximo de 17% de alíquota de afetará as verbas disponíveis para investimentos públicos.

Os secretários solicitam ao STF que seja prevista uma modulação dos efeitos da medida, alinhando ao prazo de vigência dos Planos Plurianuais (PPAs) de todas as unidades federativas e núcleos de gestão municipal impactados. Ou seja, que essa redução do ICMS passe a valer a partir de 2024, quando será elaborado o novo PPA, já considerando a mudança sobre as receitas. As procuradorias-gerais dos Estados também acompanham o tema, cuja votação, embora já definida, ficou suspensa até definição do início da vigência.

Os secretários da Fazenda destacam que o PPA é o instrumento fundamental de planejamento de médio prazo, pensado para um período de quatro anos, em que são estimadas as metas e programas a serem cumpridos no período. “Dessa forma, caso não seja possível a modulação, todos os PPAs aprovados em 2020, com vigência a partir deste ano, e válidos até 2024, restarão inviabilizados em suas diretrizes, objetivos e metas”, relata a carta do Comsefaz.

Na carta, os gestores estaduais também destacam o impacto catastrófico não só para os Estados e Distrito Federal, mas também para os municípios, que recebem 25% da arrecadação do ICMS, sendo em muitos casos a mais representativa fonte de financiamento das políticas públicas.

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O caso envolveu uma ação em Santa Catarina, com repercussão geral para todo o país

Juros cobrados de empresas e famílias sobem em outubro

Taxa chegou a 32,8% ao ano, a maior desde março de 2020

A alta dos juros bancários ocorre em um período de aumento da taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Copom

As taxas de juros dos empréstimos nos bancos subiram em outubro, segundo a pesquisa Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central (BC). Nas operações com taxas livremente definidas pelos bancos, a taxa média cobrada de empresas e famílias ficou em 32,8% ao ano, aumento de 2,2 pontos percentuais em relação a setembro, quando estava em 30,6% ao ano. Essa é a maior taxa desde março de 2020 (33,3% ao ano).

As famílias pagaram taxa média de 43,8% ao ano, com alta de 2,1 pontos percentuais em relação a setembro, e as empresas, 19,1% ao ano, aumento de 2 pontos percentuais. Em 12 meses, as altas foram de 4,8 pontos percentuais para as pessoas físicas e de 7,1 pontos para as empresas.

No caso das famílias, o BC destacou os aumentos das taxas do crédito pessoal não consignado (6,2 pontos percentuais, chegando a 83,6% ao ano, em outubro), crédito pessoal consignado para servidores públicos (0,9 ponto percentual, com taxa de 17,9 % ao ano) e cartão de crédito rotativo (4,1 pontos percentuais; taxa de 343,6% ao ano). O cheque especial ficou com taxa de 128,8% ao ano, recuo de 0,8 ponto percentual em relação a setembro.

No crédito às empresas, o destaque ficou para os crescimentos nos custos de contratação de desconto de duplicatas e outros recebíveis (1,5 ponto percentual, com taxa em 14,2% ao ano), capital de giro com prazo menor que 365 dias (6 pontos percentuais; taxa de 22,1% ao ano) e capital de giro com prazo superior a 365 dias (2 pontos percentuais, com juros em 19% ao ano). A inadimplência, considerados atrasos acima de 90 dias, do crédito livre para pessoas físicas chegou a 4,3%, com alta de 0,1 ponto percentual em relação a setembro. A inadimplência das empresas permaneceu em 1,6%.

A alta dos juros também foi observada nas operações de crédito direcionado, que têm regras definidas pelo governo e é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. A taxa média para pessoas físicas subiu 0,4 ponto percentual para 7,7% ao ano. Para as empresas, a alta, no mês, foi de 1,3 ponto percentual para 10,8% ao ano. A inadimplência do crédito consignado ficou estável em 1% para pessoas jurídicas e 1,4% para as famílias.

Taxa básica
A alta dos juros bancários ocorre em um período de aumento da taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em 7,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O crédito do Sistema Financeiro Nacional totalizou R$ 4,5 trilhões em outubro, aumento de 1,5% em relação ao mês anterior. De acordo com o BC, esse desempenho refletiu altas de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas (saldo de R$ 1,9 trilhão) e de 1,9% na de famílias (R$ 2,6 trilhões), em outubro comparado ao mês anterior.

Em relação a outubro de 2020, o crédito se elevou 16%, mesmo desempenho do mês anterior. Segundo o BC, nessa comparação de 12 meses, o crédito destinado às empresas desacelerou, passando de 11,7% (em 12 meses encerrados em setembro), para 11,4% (12 meses encerrados em outubro), enquanto o destinado às famílias continuou em expansão, de 19,5% para 19,7%.

O saldo do crédito livre às empresas somou R$ 1,2 trilhão, com aumentos de 1,2% no mês e de 15,9% em 12 meses, com destaque para as modalidades de antecipação de faturas de cartão de crédito (5,5%), capital de giro com prazo superior a 365 dias (0,9%) e financiamento às exportações (3%).

Para as pessoas físicas, o crédito livre atingiu R$ 1,4 trilhão em outubro, altas de 2,2% em relação ao mês anterior e de 21,3% na comparação interanual. O BC destacou que houve “evolução nas principais carteiras do segmento”, como as de cartão de crédito (4,2%), crédito pessoal não consignado (4,1%), crédito pessoal consignado para servidores públicos (1%) e financiamentos para a aquisição de veículos (1,2%).

O saldo das operações de crédito direcionado destinado às empresas atingiu R$ 695 bilhões no mês, com expansão mensal de 0,6% e crescimento interanual de 4,2%. No crédito direcionado às famílias, o saldo totalizou R$ 1,2 trilhão em outubro, com variações positivas de 1,5% no mês e de 17,8% em 12 meses, “fomentado pela continuidade do desempenho favorável do crédito rural com taxas reguladas (2,9%) e dos financiamentos imobiliários com taxas reguladas (1,1%)”.

As novas contratações de crédito do sistema financeiro atingiram R$ 428,9 bilhões em outubro. Na série com ajuste sazonal, o fluxo aumentou 1,7% no mês, com expansão de 5,1% nas concessões a pessoas jurídicas e alta de 0,1% para pessoas físicas.

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Com Agência Brasil

Taxa chegou a 32,8% ao ano, a maior desde março de 2020

CSN adquire Metalgráfica Iguaçu

Valor do negócio ainda será fechado

A Metalgráfica Iguaçu é uma das grandes fabricantes de embalagens de aço para alimentos do país, localizada em Ponta Grossa

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) firmou acordo de incorporação integral da Metalgráfica Iguaçu, uma das grandes fabricantes de embalagens de aço para alimentos do país, localizada em Ponta Grossa (PR). Segundo fato relevante divulgado pela CSN, as duas companhias vão combinar suas operações de fabricação de embalagens de aço.

A CSN é dona da Prada, que atua nesse setor, e única fabricante nacional de folhas metálicas (chapas estanhadas) do país. Ou seja, a siderúrgica é fornecedora do material usado no processo de produção de embalagem em aço. A operação vai tornar a Iguaçu subsidiária integral da CSN.

Além disso, em contrapartida à incorporação de 100% de ações da Metalgráfica, seus acionistas receberão papéis da CSN a serem emitidas num aumento de capital, que prevê diluição máxima de 0,03% do capital social.

As companhias informaram que será considerado valor econômico da Metalgráfica, em avaliação de empresa especializada. No caso da CSN, preço médio das ações nos últimos 30 pregões. A dívida financeira da Metalgráfica é de aproximadamente R$ 80 milhões.

A CSN destacou que a operação é um passo estratégico para ampliar a capacidade de produção de sua divisão de embalagens, já que a tecnologia utilizada pela Metalgráfica é mais moderna.

Valor do negócio ainda será fechado

Três setores têm quase metade da receita em 500 MAIORES DO SUL

No entanto, eles seguem desafiados a obter melhores margens de lucro

Um setor que está bem posicionado tanto em vendas como em rentabilidade é Energia, o quarto que mais fatura e o terceiro com maior lucratividade

Um olhar atento nas duas tabelas ao final desta reportagem revela quais foram os setores que, em 2020, apresentaram vultosas receitas – e lucros idem. O já forte agronegócio do Sul mostra sua musculatura com as 32 cooperativas de produção presentes no ranking. Juntas, elas venderam R$ 125,8 bilhões em 2020, um valor 54,9% maior do que fizeram no exercício de 2019. Nesta edição, são seis cooperativas a mais do que no ranking anterior, fator que contribuiu para o alcance da maior receita líquida entre todos os segmentos presentes em 500 MAIORES DO SUL, ranking exclusivo publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC.

Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

Entre elas estão as catarinenses Copercampos e Copérdia, além das gaúchas Cotrijal, Cotripal, Cotrijuc e a Cotribá, de Ibirubá, a cooperativa mais antiga do Brasil, com 110 anos de existência. A Cotribá tem mais de 8 mil associados, muitos dos quais micro e pequenos, atua em 24 municípios gaúchos e faturou R$ 1,5 bilhão no ano passado. Porém, o cooperativismo da região não se destacou pela capacidade de produzir lucros. Tanto é assim que as cooperativas obtiveram apenas uma margem de 4,4%, índice que as deixam entre os últimos lugares nesse quesito, de acordo com a análise feita pela PwC.

Com 34 representantes, o setor de Alimentos e Bebidas foi o segundo que mais faturou, totalizando R$ 112,7 bilhões, um avanço de 21%. Além de ter a Bunge e a BRF, a líder e a vice do ranking geral, o segmento é um campeão recorrente de vendas em 500 MAIORES DO SUL. No entanto, o mesmo mal que aflige o pujante cooperativismo também respinga no setor de alimentos, ainda que a margem seja quase o dobro (8,5%) das cooperativas.

O comércio – que sofreu reveses com o fechamento de lojas para conter a disseminação do coronavírus – tem a terceira maior soma de receitas, com R$ 85,4 bilhões. O varejo apresentou rentabilidade de 5,6% em 500 MAIORES DO SUL. Esses três setores, somados, venderam R$ 323,9 bilhões em 2020, quase metade (43,9%) da receita das 500 MAIORES DO SUL no período. Um setor que está bem posicionado tanto em vendas como em rentabilidade é Energia, o quarto que mais fatura e o terceiro com maior lucratividade (23,5% da receita).

Quando, aliás, a lupa recai sobre os setores campeões em rentabilidade, a receita com vendas não se mostra tão exuberante. O setor de Madeira e Cultivo Florestal, líder em rentabilidade (nada menos que 41,7%), é um exemplo nítido disso. Companhias que lidam com florestas plantadas realizam, de tempos em tempos, operações de reavaliação de ativos biológicos – e essa manobra provoca saltos artificiais em seus balanços patrimoniais. Ativos biológicos são nada mais que as florestas propriamente ditas – de eucaliptos, pinus, etc. Quando essas florestas são plantadas, elas têm um determinado valor. Depois que se desenvolvem, porém, passam a valer muito mais – daí as reavaliações.

O valor acrescido impacta as colunas de receita líquida e lucro líquido, ambos decorrentes da comercialização desses ativos. É o caso da Brochmann Pollis, de Curitibanos (SC), cujo lucro (R$ 80,7 milhões) ficou quase igual a sua receita (R$ 94,6 milhões). Papel e Celulose desponta como um segmento com grande margem de lucro – nada menos que 30%. Mas neste caso não se trata de uma questão contábil, e sim de conjuntura. A produção brasileira de celulose atingiu cerca de 21 milhões de toneladas em 2020, o segundo maior volume da história, conforme dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que reúne os produtores de celulose, papel, painéis e pisos de madeira e florestas no país. Conforme a Ibá, a China permanece principal destino da celulose produzida no Brasil, com importações de US$ 2,9 bilhões em 2020, queda de 11,7% na comparação com 2019, explicada pelo recuo dos preços da matéria-prima. A América Latina foi o maior mercado de exportação de painéis de madeira, com US$ 142 milhões no ano.

O setor se organizou rapidamente para enfrentar a pandemia e manteve as operações em segurança. “Papeis para higiene e papel cartão para embalagem também cresceram. O mesmo movimento se deu em painéis de madeira, que, com o aumento de adesão do modelo home office, passou a ser item desejado para um espaço confortável e adequado para o trabalho remoto”, avalia Paulo Hartung, presidente-executivo da entidade.

No entanto, eles seguem desafiados a obter melhores margens de lucro

A reforma do imposto sobre a renda: um impasse permanente

O Brasil é um dos poucos países do mundo que concentra toda tributação do lucro ao nível das empresas

Em algum momento, será necessário buscar um consenso em torno dessa reforma, que tem por objetivo alinhar o modelo brasileiro de tributação dos lucros à realidade internacional

A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei que altera a legislação do imposto sobre a renda, com apoio, inclusive, de partidos de oposição, não resolveu o impasse em torno da reintrodução da taxação de dividendos, adotada pelo Brasil desde 1996. Na prática, a proposta de reduzir o IRPJ e, simultaneamente, retomar a tributação de lucros distribuídos, não agradou nem a contribuintes (que consideram que a medida geraria aumento da carga tributária) e tampouco a governos de estados e municípios, que temem uma queda de arrecadação em função da medida.

Essa aparente contradição se explica porque os empresários calculam a carga tributária que suportarão, se aprovada a reforma, a partir da soma da carga tributária ao nível da empresa (26% de IRPJ e CSLL) às alíquotas que passariam a pagar como pessoa física, incidentes sobre dividendos distribuídos (15%). A combinação dessas duas parcelas ultrapassa os 34% hoje incidentes sobre o lucro das empresas.

Os governos subnacionais e a própria Receita Federal, porém, estimam que a nova taxação estimulará a retenção, pelas empresas, de parte significativa dos seus lucros e que, com isso, o ganho efetivo de arrecadação sobre dividendos será menor do que a perda certa que ocorrerá com a redução das alíquotas de IRPJ. Como Estados e municípios têm direito a receber 46% da arrecadação de imposto de renda, seus representantes vêm se opondo também à aprovação da reforma nos termos propostos pela Câmara.

Diante das polêmicas e incertezas, o relator da reforma no Senado, Angelo Coronel (PSD), tem sinalizado a intenção de adiar a deliberação sobre o tema para 2022 ou 2023, no início do próximo governo. Porém, em algum momento, será necessário buscar um consenso em torno dessa reforma, que tem por objetivo alinhar o modelo brasileiro de tributação dos lucros à realidade internacional.

O Brasil é um dos poucos países do mundo que concentra toda tributação do lucro ao nível das empresas, isentando as pessoas físicas no momento da distribuição de dividendos. Se, por um lado, esse modelo parecer ser mais cômodo e simples para o Fisco, por outro lado se tornou inviável em um contexto mundial em que a maioria dos países tem reduzido significativamente a taxação ao nível das empresas devido à guerra fiscal internacional.

Até poucos anos atrás, a alíquota de 34% cobrada das empresas pelo Brasil não era anormal, mas hoje vários países que adotavam uma tributação nesse patamar a reduziram para algo entre 20% e 25%, compensando a perda de arrecadação com aumento de alíquotas de imposto sobre as pessoas físicas.

Se nosso país não caminhar na mesma direção, provavelmente perderá muitos investimentos, mas essa transição de modelo e paradigma não pode ocorrer de forma açodada, exigindo cautela e transparência para que tanto contribuintes quanto governos se sintam seguros sobre os efeitos do que virá pela frente.

*Mestre e Doutora em Direito Tributário. Advogada no escritório Magadan e Maltz, em Porto Alegre 

O Brasil é um dos poucos países do mundo que concentra toda tributação do lucro ao nível das empresas

Black Friday e Natal devem coroar ano “ótimo” dos veículos usados

Mercado caprichou na política de promoções, diz diretor da SóCarrão, líder paranaense do segmento

O site curitibano – um dos pioneiros do Brasil no mercado on-line de automóveis, atuando desde 2003 – lançou a Black November com condições especiais

O mercado de automóveis usados passa pela melhor fase da história no segmento no Brasil. As vendas tiveram um boom neste ano, ocupando espaço dos modelos novos que sumiram das lojas em razão da falta de chips para a produção. Existem modelos que levam até seis meses para entrega.

No acumulado de 2021, o mercado já passou da marca de 12,7 milhões de veículos negociados – alta de 29,8% em relação ao ano passado, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).Para cada automóvel zero vendido, foram comercializados 6,5 usados – maior nível da série histórica realizada desde 2004.

De olho no pagamento do 13º salário e nas vendas de Natal, o mercado se prepara para aumentar ainda mais o volume de negócios – começando pela Black Friday. “Foi um ano ótimo, com uma procura muito grande. Agora a Black November oferece mais uma chance excepcional. O mercado está fazendo uma das maiores promoções de seminovos da história no país”, explica o diretor comercial da SóCarrão.com, Tairone Passos.

O site curitibano – um dos pioneiros do Brasil no mercado on-line de automóveis, atuando desde 2003 – lançou a Black November com condições especiais em 654 lojas participantes nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul até o dia 30 de novembro. Além dos preços especiais, a primeira parcela de pagamento nos veículos da promoção ficou para abril de 2022, com taxas de juros a partir de 0,85%, pelo Banco Safra. No total, são cerca de 10 mil ofertas anunciadas para a Black November do site.

Mercado caprichou na política de promoções, diz diretor da SóCarrão, líder paranaense do segmento

Como superar as adversidades do ambiente externo?

O futuro de um negócio não está relacionado apenas ao cenário macroeconômico

Fórum da FDC e da JValério chama a atenção das lideranças sobre a importância do ambiente interno para o sucesso do negócio

Nos anos de 2020 e 2021 os empresários, líderes e gestores tiveram de cultivar resiliência e aprender a lidar com o inesperado. O planejamento estratégico teve de ser adaptado a cada novo cenário imposto pelo novo coronavírus e o abre e fecha das lojas físicas tornou uma prioridade a transformação digital – que já estava em curso em algumas organizações. Mas qual foi o grande legado deixado pela pandemia para quem está no comando dos negócios?

Na opinião do professor David Martins Zini, da Fundação Dom Cabral (FDC), o que as lideranças precisam compreender é que o ambiente externo é imprevisível, mas as questões relacionadas ao ambiente interno podem ser controladas e são um diferencial para as organizações reagirem estrategicamente ao que acontece fora dos muros das empresas.

“Mesmo diante de um cenário desafiador, podemos encontrar oportunidades para crescer e tornar um negócio competitivo, o que inclui nos prepararmos internamente para aproveitar as oportunidades e alavancar o negócio”, afirma David Zini.

É sobre esse desafio que a FDC e a JValério promovem no dia 30 o fórum “Estratégia: como se preparar para o imprevisível”. O evento será presencial e gratuito, das 8h30 até 12h30, no Centro de Convenções AR 300 (Praça São Paulo da Cruz, 50/ 4º Andar), em Curitiba. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail contato@jvalerio.com.br.

O debate será conduzido por David Zini e é voltado para dirigentes empresariais. Na pauta do fórum estão a pandemia; as alterações de comportamentos e hábitos da sociedade; a evolução tecnológica; as mudanças climáticas; os ciclos econômicos e outros fatores externos que não podem ser controlados e que influenciam no negócio.

A intenção, segundo Clodoaldo de Oliveira, diretor executivo da JValério, é promover a reflexão nas lideranças. “O foco da discussão será como se planejar para deixar a empresa bem posicionada e crescer mesmo diante de um futuro volátil e com muitas variáveis que podem afetar o andamento dos negócios”, avalia.

O futuro de um negócio não está relacionado apenas ao cenário macroeconômico

CSN adquire Metalgráfica Iguaçu

Valor do negócio ainda será fechado

A Metalgráfica Iguaçu é uma das grandes fabricantes de embalagens de aço para alimentos do país, localizada em Ponta Grossa

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) firmou acordo de incorporação integral da Metalgráfica Iguaçu, uma das grandes fabricantes de embalagens de aço para alimentos do país, localizada em Ponta Grossa (PR). Segundo fato relevante divulgado pela CSN, as duas companhias vão combinar suas operações de fabricação de embalagens de aço.

A CSN é dona da Prada, que atua nesse setor, e única fabricante nacional de folhas metálicas (chapas estanhadas) do país. Ou seja, a siderúrgica é fornecedora do material usado no processo de produção de embalagem em aço. A operação vai tornar a Iguaçu subsidiária integral da CSN.

Além disso, em contrapartida à incorporação de 100% de ações da Metalgráfica, seus acionistas receberão papéis da CSN a serem emitidas num aumento de capital, que prevê diluição máxima de 0,03% do capital social.

As companhias informaram que será considerado valor econômico da Metalgráfica, em avaliação de empresa especializada. No caso da CSN, preço médio das ações nos últimos 30 pregões. A dívida financeira da Metalgráfica é de aproximadamente R$ 80 milhões.

A CSN destacou que a operação é um passo estratégico para ampliar a capacidade de produção de sua divisão de embalagens, já que a tecnologia utilizada pela Metalgráfica é mais moderna.

Valor do negócio ainda será fechado

Prévia da inflação sobe 1,17% em novembro

Acumulado em 12 meses fica em 10,73%

O maior impacto individual no indicador foi da gasolina, que ficou 6,62% mais cara no mês

A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apresentou alta de 1,17% em novembro. O resultado representa a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice ficou em 2,08%. No mês passado, o IPCA-15 ficou em 1,2% e em novembro de 2020, 0,81%. O acumulado do ano está em 9,57% e em 12 meses a prévia da inflação está em 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os grupos de serviços e produtos pesquisados tiveram alta na prévia de novembro. O maior impacto individual no indicador foi da gasolina, que ficou 6,62% mais cara no mês, influenciando o resultado dos transportes, com variação de 2,89%, a maior entre os grupos pesquisados. No ano, a gasolina subiu 44,83% e em 12 meses a alta acumulada é de 48%. O transporte por aplicativo teve alta de 16,23% na prévia de novembro, após ter subido 11,6% em outubro. Já as passagens aéreas ficaram 6,34% mais baratas, depois de subir 28,76% na prévia de setembro e 34,35% em outubro.

No grupo habitação, que subiu 1,06%, a maior contribuição foi do gás de botijão, que teve a 18ª alta consecutiva, ficando 4,34% mais caro em novembro. O produto acumula alta de 51,05% desde junho de 2020. A energia elétrica desacelerou e subiu 0,93%, após subir 3,91% em outubro. Além do reajuste em Goiânia, Brasília e São Paulo, desde setembro está em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

O grupo alimentação e bebidas desacelerou, com alta de 0,4% em novembro, depois de subir 1,38% em outubro. As principais altas foram do tomate (14,02%), batata-inglesa (14,13%), cebola (7%), frango em pedaços (3,07%) e queijo (2,88%). Por outro lado, houve queda no preço das carnes (-1,15%), leite longa vida (-3,97%) e frutas (-1,92%).

Em saúde e cuidados pessoais, os itens higiene pessoal (1,65%) e produtos farmacêuticos (1,13%) foram as maiores influências para a alta de 0,8% na prévia do mês. Vestuário subiu 1,59%, educação ficou estável, com alta de 0,01%, e artigos de residência ficaram 1,53% mais caros, despesas pessoais subiram 0,61% e o grupo comunicação teve alta de 0,32% na prévia de novembro.

Segundo o IBGE, todas as áreas pesquisadas tiveram alta no IPCA-15 de novembro. A maior variação foi em Goiânia, com alta de 1,86%, puxada pelo reajuste da energia elétrica (10,93%) e pela gasolina (5,87%)

IPCA-15
O IPCA-15 difere do IPCA pelo período de coleta, que vai do dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência, e nas regiões pesquisadas. A população-objetivo do IPCA-15 são as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

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Com Agência Brasil 

Acumulado em 12 meses fica em 10,73%

Vendas de máquinas e equipamentos caem 2,2% em outubro

Receita no mercado doméstico somou R$ 13,9 bilhões

Máquinas para logística e construção civil acumula crescimento de 56,9% no ano

As vendas da indústria de máquinas e equipamentos totalizaram, em outubro, R$ 18,4 bilhões, uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação a setembro, também houve declínio de 6,4%. No acumulado do ano, no entanto, até outubro, as vendas somaram R$ 182,1 bilhões, 25,4% superior ao mesmo período de 2020. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As vendas para o mercado doméstico somaram R$ 13,9 bilhões, uma diminuição de 3,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. “Pela primeira vez, após 15 meses consecutivos de crescimento, observou-se queda na comparação interanual [das vendas gerais] em razão, exclusivamente, da relativa piora no mercado doméstico, que encolheu 3,3% no período”, disse a entidade, em nota.

O setor vendeu ao exterior, R$ 814 milhões em equipamentos, montante 31,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2020. Em relação a setembro, as exportações foram 10,5% menores. No acumulado do ano, até outubro, as vendas ao exterior somaram R$ 7,4 bilhões, 31,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A Abimaq destacou os setores que mais estão acumulando crescimento nas vendas em 2021: máquinas para logística e construção civil (56,9%); máquinas para agricultura (37%); máquinas para a indústria de transformação (37,6%); e componentes (26,7%).

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Com Agência Brasil 

Receita no mercado doméstico somou R$ 13,9 bilhões

RS emite avisos para regiões de Bagé e Taquara

Regiões apresentam menor proporção de vacinados com esquema completo

Na semana passada, o governo gaúcho anunciou alterações no procedimento de combate à pandemia de coronavírus

Após reunião do gabinete de crise, o governo do Rio Grande do Sul divulgou a emissão de dois avisos para as regiões Covid-19 de Bagé e de Taquara. As outras 19 regiões não receberam avisos ou alertas. O aviso é o primeiro passo do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo estadual gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul. Conforme os técnicos do GT Saúde, o principal motivo para a emissão de alertas foi a baixa vacinação em ambas as regiões.

Taquara apresenta a menor proporção da população com esquema vacinal completo entre as 21 regiões, de apenas 54,5%. A região também registra a menor proporção da população com ao menos uma dose – 69,8% –, e a menor proporção da população com idade superior a 70 anos com dose de reforço: 47%. No estado, essa proporção chega a 59% dos grupos etários superiores.

A região de Bagé é a segunda com menor proporção de vacinados com esquema completo entre as 21 regiões – somente 59,1%. A região também apresenta a maior parcela da população com esquema vacinal incompleto, de 20,6%, indicando estabilização precoce da vacinação completa.

Observa-se que, desde a segunda quinzena de outubro, o percentual de vacinados completos na região de Bagé avançou somente 3,6 pontos percentuais, de 55,5% para 59,1%. Em todo o estado, no mesmo período, avançou-se 9,7 pontos percentuais, de 57,6% para 67,3% de vacinados completos.

Na semana passada, o governo gaúcho anunciou alterações no procedimento de combate à pandemia de coronavírus. Diante da estabilização dos números da pandemia no Rio Grande do Sul, o gabinete de crise passa a fazer recomendações a respeito de quais protocolos devem ser adotados – com exceção de algumas regras obrigatórias que ainda deverão ser seguidas por todas as pessoas.

Regiões apresentam menor proporção de vacinados com esquema completo