Archives 2021

Decreto qualifica 32 rodovias em SC para concessão

Estudos dentro do PPI vão avaliar o potencial e o melhor modelo

Os trechos propõem a integração de regiões produtivas do estado aos portos da região Sul

Publicado na edição de terça-feira (30) do Diário Oficial da União, o Decreto 10.872/2021 qualifica mais de 3 mil quilômetros de rodovias no estado de Santa Catarina para estudos dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

No total, são 32 rodovias que passam pelo estado, sete federais e 25 estaduais. Ao entrarem no PPI, a intenção é aumentar a viabilidade da expansão de capacidade logística via concessão à iniciativa privada.

Entraram para estudo as rodovias federais BR-153; BR-158; BR-163; BR-280; BR-282; BR-470; e BR-480. Já as estradas estaduais são: SC-108; SC-110; SC-114; SC-120; SC-135; SC-155; SC-157; SC-163; SC-280; SC-283; SC-350; SC-355; SC-370; SC-386; SC-410; SC-412; SC-416; SC-417; SC-418; SC-421; SC-445; SC-452; SC-453; SC-480; SC-486.

Os trechos propõem a integração de regiões produtivas do estado aos portos da região Sul, sobretudo em Santa Catarina. Parte dos segmentos já foram estudados pelo governo federal e serão novamente estudados, com o objetivo de viabilização, a partir do acréscimo de rodovias estaduais aos projetos. Segundo cálculos preliminares, poderão ser criados mais de 440 mil empregos ao longo do contrato de concessão.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará responsável por promover e acompanhar os procedimentos licitatórios dos processos de concessão, de acordo com as políticas e as diretrizes formuladas pelo Ministério da Infraestrutura.

Já o ministério da Infraestrutura fica responsável pela condução e pela aprovação dos estudos, projetos, levantamentos ou investigações que subsidiarão a modelagem das medidas de concessão.

Estudos dentro do PPI vão avaliar o potencial e o melhor modelo

O nome dela é RCEP

Os impactos no Brasil da Ásia unida

Se o “quando” tardio pode nos dar um fôlego para se antecipar aos impactos que virão, poderá também resultar em pancada maior, caso a Índia resolva ingressar na RCEP

Apesar de haver quem considere que a RCEP (sigla para Parceria Econômica Regional Abrangente) não impactará muito o Brasil, é melhor “botar as barbas de molho”, porque uma união entre países que somam quase um terço da população e do PIB mundiais, e da qual fazem parte a segunda e a terceira maiores economias do mundo, coincidentemente as maiores exportadoras de manufaturados e as maiores importadoras de produtos primários, certamente impactará a economia brasileira. Ou seja, a questão não é “se”, é quando.

Direta e indiretamente, os maiores impactos da RCEP se darão pela redução das tarifas entre os países membros, o que facilitará muito o comércio entre eles. A sorte é que o “quando” talvez demore alguns anos, porque a RCEP entrará em vigor a partir de 1º janeiro próximo, e 2022 ainda será de ressaca pandêmica – e ninguém se arrisca a prever como será, porque a África tem apenas 7% de pessoas vacinadas, quando deveria ter no mínimo dez vezes essa quantidade; e a Europa e os Estados Unidos voltaram a apresentar alta dos casos confirmados e de vítimas fatais da Covid-19.

Portanto, não é exagero imaginar que somente por 2025 é que se saberá de fato como essa poderosa parceria da China, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Malásia, Cingapura, Tailândia, Brunei, Mianmar, Camboja, Laos, Indonésia, Filipinas, Austrália e Nova Zelândia funcionará na prática. Se o “quando” tardio pode nos dar um fôlego para se antecipar aos impactos que virão, poderá também resultar em pancada maior, caso a Índia resolva ingressar na RCEP – ficou de fora para proteger o seu mercado interno –, e com ela seus vizinhos Bangladesh e Paquistão, que têm em comum grandes populações e históricos déficits alimentares.

É possível que a China estimule os países da Ásia Central a participarem da RCEP, porque ela precisa muito consolidar a conectividade asiática e europeia, através da sua iniciativa do Cinturão e Rota (BRI). Sua trajetória no acesso à Organização Mundial do Comércio (OMC), iniciada em 2001 e efetivada em 2016, comprova a eficácia política do país nas negociações comerciais. É possível também que as desavenças históricas e as desigualdades econômicas e comerciais entre os participantes contribuam para emperrar no início. E há a União Europeia e os Estados Unidos, dois grandes concorrentes (ou seriam adversários?) torcendo para que o novo bloco se desintegre já na saída. Enfim, não faltarão dificuldades.

Evidentemente, a China é a maior beneficiária dessa aliança, que surgiu em contraponto ao TTP do governo Obama – que excluía a China, e do qual o governo Trump retirou os Estados Unidos.

Já há estimativas sobre o aumento esperado da renda global com a RCEP, e da renda de seus integrantes, com a liberalização comercial de todos os setores, exceto o agrícola. O que não se sabe é o tamanho do estrago da RCEP para países como o Brasil, hoje com menos de 2% da indústria mundial, dependente da venda de alimentos e minerais e importação de manufaturados. Talvez saibamos lidar com a Ásia econômica e comercialmente forte, o que não sabemos ainda é como lidar com a Ásia unida. De tédio não morreremos.

Os impactos no Brasil da Ásia unida

Eduardo Bettanin é o executivo de finanças do ano pelo IBEF-RS

Presidente das Empresas InBetta receberá homenagem no dia 17 de dezembro

Além de Bettanin, executivos da Oleoplan, CCG Saúde e SoluBio receberão distinções

Os associados do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-RS) escolheram Eduardo Bettanin, diretor presidente das Empresas InBetta, como executivo de finanças do ano. Ele receberá o Troféu Equilibrista em um evento dia 17 de dezembro. Serão também homenageados com Diplomas de Méritos os Destaques IBEF-RS de 2021: Andréa Taneda Pereira, vice-presidente da Oleoplan, Fábio Bernal Rossetto, diretor executivo financeiro do CCG Saúde, e Maurício Schneider Pereira, diretor financeiro e operacional da SoluBio.

O Troféu Equilibrista e os diplomas de méritos são reconhecidos pela comunidade de negócios como o “Oscar” do setor por homenagear executivos de finanças que se destacaram em meio a suas realizações, ao longo de suas carreiras e em atividades exercidas ao longo de 2021. A homenagem avalia a postura de liderança, a forma como foram contornadas situações adversas, a conquista de objetivos traçados por meio de modernas técnicas de administração, e a colaboração da empresa no setor que atua.

“O prêmio Equilibrista reconhece o profissional da área financeira que, de certa forma, é o primeiro a ser atingido em qualquer situação ou movimentação da sociedade. Premiar estes profissionais é uma forma de parabenizar todos os que lutam na área financeira no seu dia a dia buscando o melhor desempenho de suas empresas e o desenvolvimento no Rio Grande do Sul”, diz o Presidente do IBEF-RS, Giancarlo Chiapinotto, em nota.

Presidente das Empresas InBetta receberá homenagem no dia 17 de dezembro

Assembleia Legislativa aprova teto de gastos para o RS

A adoção dessa regra se tornou requisito para o Regime de Recuperação Fiscal

A lei estipula limites individualizados por poder e órgão autônomo, com vigência até 2031

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na sessão deliberativa de terça-feira (30), o projeto de lei que estabelece normas de finanças públicas no âmbito do Estado voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal com a adoção de mecanismos de limitação do gasto público e de controle e manutenção do equilíbrio das contas públicas. A matéria, que trancava a pauta desde 27 de novembro, recebeu 35 votos favoráveis e 13 contrários.

A proposta introduz o teto de gastos para as despesas primárias, definindo limites individualizados por Poder e órgão autônomo, com o objetivo de delimitar a trajetória do gasto público. A medida irá vigorar por 10 exercícios financeiros a partir de 2022, abrangendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas, Ministério Público, Defensoria Pública, administração direta, fundos, autarquias e empresas estatais dependentes.

A lei estipula limites individualizados por poder e órgão autônomo, com vigência até 2031. A base de cálculo que será utilizada como referência para os limites individualizados consiste na despesa primária empenhada do exercício de 2021, excluídas as despesas intraorçamentárias e outras despesas definidas na regulamentação do Regime, como as transferências constitucionais a municípios por repartição de receitas, as despesas custeadas com as transferências decorrentes de emendas individuais, as transferências voluntárias, e os excedentes das despesas primárias com saúde e educação.

A adoção dessa regra fiscal se tornou um dos requisitos para homologação ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) com os aprimoramentos trazidos pela Lei Complementar 178/2021. A aprovação da regra é a última medida, entre as oito exigidas no RRF, para que o Rio Grande do Sul possa dar continuidade aos trâmites para formalizar a adesão ao regime, considerado imprescindível para a consolidação do ajuste fiscal e recuperação da solvência estadual

Das três emendas apresentadas ao projeto, uma do líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), uma do deputado Capitão Macedo (PSL) e outra do deputado Dr. Thiago Duarte (DEM), apenas a primeira foi apreciada em função da aprovação de requerimento de Frederico para preferência de votação de sua emenda e do texto do projeto. A emenda foi aprovada por 47 votos a 3.

“Ainda há etapas a serem vencidas, mas está consumado, o aval político da sociedade para que o Rio Grande do Sul avance nesse necessário caminho para a sustentabilidade das contas públicas no futuro. Não assinamos ainda o regime, mas estamos implementando medidas obrigatórias desde 2019, o que nos deixa em posição bastante adiantada, coroando um ciclo de reformas”, disse o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso.

A adoção dessa regra se tornou requisito para o Regime de Recuperação Fiscal

RS apresenta melhor saldo de empregos em outubro no Sul

Santa Catarina lidera no acumulado anual

A região acumulou um saldo de quase 53 mil vagas no mês passado

O Rio Grande do Sul obteve, na região Sul, o melhor saldo de novos empregos em outubro, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (30). Santa Catarina lidera em novos postos criados no acumulado anual (veja a tabela ao final desta reportagem).

Já o mercado de trabalho brasileiro registrou a abertura de 253.083 vagas com carteira assinada no mês passado. Desse modo, o saldo de contratações no acumulado do ano ficou positivo em 2.645.974 postos.

Em outubro, foram registradas 1.760.739 admissões ante 1.507.656 desligamentos. O resultado é pior que o registrado no mesmo mês de 2020, quando foram criados 366.295 novos postos de trabalho. No acumulado anual, houve 17.209.495 contratações e 14.563.521 desligamentos. No mesmo período de 2020, foram fechadas 278.997 vagas.

De onde vêm os dados do Caged?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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Com Agência Brasil

Santa Catarina lidera no acumulado anual

Carlos Moisés assume presidência do Codesul

Governador catarinense defende atuação conjunta por infraestrutura

O governador catarinense Carlos Moisés é o novo presidente do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). O gestor tomou posse no cargo nesta terça-feira (30), em cerimônia realizada no Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná, em Curitiba. Ele sucede o governador paranaense Carlos Massa Ratinho Júnior. Ao tomar posse como presidente do Codesul, Carlos Moisés elogiou o trabalho do antecessor e destacou o modal ferroviário como um assunto que deve unir os quatro estados na busca por soluções conjuntas e integradas.

“É importante que haja esse diálogo e ações concretas para conectar as malhas ferroviárias. Temos muitos produtos para transportar sobre trilhos, e este é o momento certo para iniciar e colher resultados no médio e longo prazo. O Codesul pode e deve liderar esse processo, em benefício dos quatro estados, com o desenvolvimento de todos os modais. Quanto maior a integração, maior o desenvolvimento”, afirmou. Moisés também frisou que os estados podem compartilhar experiências bem-sucedidas. Ele citou como exemplo o Gente Catarina, programa do governo estadual focado na melhoria da qualidade de vida dos municípios com menores índices de desenvolvimento humano.

O conselho foi criado em 1961, por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Em 1992, o Mato Grosso do Sul também passou a fazer parte. O objetivo é fortalecer o desenvolvimento da região, colocando os quatro estados membros em um único patamar de desenvolvimento econômico e social. O ato de posse fez parte da reunião plenária do Codesul, que teve a presença dos governadores dos quatro estados que compõem o Conselho: Carlos Moisés (Santa Catarina), Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Reinaldo Azevedo (Mato Grosso do Sul).

“Ao meu amigo governador de Santa Catarina, desejo um bom trabalho. Não faltou união e trabalho integrado para vencer a pandemia da Covid-19 e todos os desafios que ela nos impôs ao longo deste ano”, afirmou o governador do Paraná, Ratinho Júnior.

Durante o encontro, os governadores destacaram o papel do sistema Codesul-BRDE como indutor de parcerias e cooperação e protagonista de diálogos nacionais e internacionais. Desde o ano passado, o Conselho e o Banco trabalham na construção de um planejamento estratégico para a região para os próximos 20 anos. Uma consultoria especializada está sendo contratada para este fim.

Os governadores também assinaram resoluções ratificando convênios assinados pelo Codesul com cinco entidades: Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão, Fundação do Ministério Público (FMP), Câmara de Comércio Mercosul-ASEAN (MACC), Federação das Indústrias do Estado do Paraná e Sapiens Global PTE LTDA. Na ocasião, também foi assinado um termo de cooperação com o Programa de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado em Direito da PUC-PR.

Balanço e projeções do BRDE
A ex-diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, do Rio Grande do Sul, fez uma apresentação da gestão de 2020 a 2021. O Banco apresentou resultados financeiros e operacionais positivos no período, além de baixa inadimplência. Conforme Leany, houve avanços no volume de operações, na lucratividade, na transformação digital, adesão ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC), criação de uma estratégia para diversidade, alinhamento aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, entre outros. O atual diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley, do Paraná, expôs a situação do processo para o Planejamento Estratégico do Codesul e metas do BRDE para o período de 2021 e 2022. A nova diretoria também foi apresentada aos gestores do Codesul.

Bley projeta uma participação maior dos municípios na carteira de contratos do BRDE e informou que o objetivo é se tornar o melhor banco de desenvolvimento do Brasil, trabalhar com parcerias público-privadas (PPPs), atuar com a emissão de títulos no mercado e investir em projetos de energia renovável.

A nova diretoria do BRDE é composta pelos catarinenses Marcelo Haendchen Dutra (vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos) e Eduardo Pinho Moreira (diretor financeiro), além de Luiz Carlos Borges da Silveira (diretor administrativo), Leany Lemos (diretora de operações) e Otomar Vivian (diretor de planejamento).

Governador catarinense defende atuação conjunta por infraestrutura

Evento das 500 Maiores do Sul no Spotify

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Um cenário promissor para a Tupy

Companhia catarinense antevê resultados ainda maiores sustentados pela elevação do consumo e necessidade de reposição de estoques

Recorde atrás de recorde: Fernando de Rizzo sustenta que a Tupy está preparada para atender a demanda

A Tupy encerrou o segundo trimestre de 2021 com mais um recorde: R$ 1,6 bilhão, maior receita líquida de sua história. O resultado configura um crescimento de 7% em relação ao primeiro trimestre deste ano, que havia batido a maior marca da empresa anteriormente, com R$ 1,5 bilhão. “No segundo trimestre, observamos que a retomada econômica afetou alguns elos da cadeia. Por outro lado, esse aumento de demanda para o qual preparamos toda a operação continua em pauta, sustentado pela elevação do consumo e necessidade de reposição de estoques”, avalia Fernando de Rizzo, CEO da Tupy. A bem da verdade, a companhia catarinense tem como uma de suas vantagens competitivas a diversificação de mercados e segmentos em que atua. Hoje, mais de 80% da receita é proveniente do mercado externo. A valorização do dólar ajuda a elevar o faturamento, mas impacta também os custos, que em boa parte são dolarizados.

“O que estamos vendo é resultado de um forte movimento para fortalecer a eficiência operacional da companhia, aumentando a flexibilidade e melhorando também a nossa gestão de compras”, explica o CEO. A área tem trabalhado no desenvolvimento de alternativas, especialmente na aquisição de sucata de ferro, a principal matéria-prima. Outro trunfo está na configuração dos contratos, que dispõem de cláusulas de repasse para mitigar o aumento dos custos com insumos.

A despeito da dificuldade de produção de parte dos clientes em função de falta de componentes, os volumes têm seguido a trajetória de recuperação gradual. No mercado interno, a Tupy tem observado um bom desempenho de aplicações em veículos comerciais, máquinas agrícolas e de construção, além das exportações indiretas. Já no mercado externo, o destaque no segundo trimestre está nas aplicações para veículos comerciais médios, pesados e máquinas agrícolas e de construção. “Tudo isso contribui com aumento de nossas receitas e é resultado da recuperação econômica global, bem como da retomada de investimentos”, comemora.

A Tupy é a 37ª maior empresa da região e também a nona maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

Companhia catarinense antevê resultados ainda maiores sustentados pela elevação do consumo e necessidade de reposição de estoques

Desemprego atinge 13,5 milhões de pessoas

A taxa de desocupação foi de 12,6% no terceiro trimestre

O aumento na ocupação também está relacionado principalmente às atividades de comércio

A taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 1,6 ponto percentual frente ao segundo trimestre. Com isso, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%). Já os ocupados chegaram a 93 milhões, com crescimento de 4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE.

“No terceiro trimestre, houve um processo significativo de crescimento da ocupação, permitindo, inclusive, a redução da população desocupada, que busca trabalho, como também da própria população que estava fora da força de trabalho”, diz a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. A população fora da força de trabalho é o contingente daqueles que não estão ocupados nem buscando emprego. Com o crescimento no número de ocupados, o nível da ocupação, percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão no mercado de trabalho, chegou a 54,1%. No trimestre passado, esse percentual foi de 52,1%.

Adriana destaca que a informalidade responde por 54% do crescimento da ocupação. Entre as categorias de emprego que mais cresceram frente ao trimestre anterior estão os empregados do setor privado sem carteira assinada (10,2%), que somaram 11,7 milhões de pessoas. No mesmo período, o número de trabalhadores domésticos chegou a 5,4 milhões, aumento de 9,2%, o maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Se considerados apenas os trabalhadores sem carteira, houve aumento de 10,8%, o que representa 396 mil pessoas a mais.

“É um processo de recuperação que já vinha ocorrendo a partir de junho. A categoria dos empregados domésticos foi a mais afetada na ocupação no ano passado e, nos últimos meses, há uma expansão importante. Embora haja essa recuperação nos últimos trimestres da pesquisa, o contingente atual desses trabalhadores é inferior ao período pré-pandemia”, afirma. No primeiro trimestre do ano passado, 6 milhões de pessoas eram trabalhadores domésticos.

Também houve crescimento no contingente de trabalhadores por conta própria (3,3%). São 25,5 milhões de pessoas nessa categoria, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa. Esse contingente inclui os trabalhadores que não têm CNPJ, que cresceram 1,9% frente ao último trimestre. Com isso, a taxa de informalidade chegou a 40,6% da população. São 38 milhões de trabalhadores nessa situação.

O aumento na ocupação também está relacionado principalmente às atividades de comércio (7,5%), com 1,2 milhão de trabalhadores a mais, indústria (6,3%, ou 721 mil pessoas), construção (7,3%, ou 486 mil pessoas) e serviços domésticos (8,9%, com adição de 444 mil pessoas).

Apesar do avanço no número de pessoas ocupadas, o rendimento real habitual foi de R$2.459, queda de 4% frente ao último trimestre e de 11,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Já a massa de rendimento (R$ 223,5 bilhões) ficou estável nas duas comparações. De acordo com Adriana, esses números indicam que o aumento da ocupação foi puxado por postos de trabalho com salários menores. “Há um crescimento em ocupações com menores rendimentos e também há perda do poder de compra devido ao avanço da inflação”, diz.

A queda na taxa de desocupação do país foi disseminada por todas as regiões. No Sudeste, região que mantém o maior número de pessoas desempregadas (6,3 milhões), a taxa passou de 14,6%, no segundo trimestre, para 13,1%. “Essa queda na desocupação no nível nacional também está sendo observada regionalmente em vários estados. Isso indica que há um processo de recuperação de trabalho que ocorre de maneira disseminada no país”, avalia.

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A taxa de desocupação foi de 12,6% no terceiro trimestre

Pequenas indústrias já inovaram pelo menos uma vez

Pesquisa da CNI revela, no entanto, que maior parte dessas empresas não dispõem de estrutura para inovar

As regiões Nordeste e Sul são as que mais acreditam na inovação para o futuro das empresas

As pequenas empresas sabem da importância estratégica da inovação para que se mantenham no mercado e sejam competitivas, mas ainda esbarram em dificuldades para inovar. É o que revela pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada pelo Instituto FSB Pesquisa junto a executivos de 500 indústrias de pequeno porte (de 10 a 49 empregados). De acordo com os dados, 82% dessas empresas inovaram pelo menos uma vez nos últimos três anos.

No entanto, apesar de a grande maioria ter inovado, em geral as pequenas empresas ainda não têm estrutura para tornar a inovação uma atividade contínua. Segundo a pesquisa, 68% não possuem uma área de inovação e 76% não têm orçamento específico para inovação nem profissionais dedicados exclusivamente a esse fim. Mas para 57% dos executivos, a importância que a empresa dá para a inovação é alta ou muito alta. Veja os principais dados da sondagem no infográfico ao final desta reportagem.

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O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, alerta que a inovação será cada vez mais importante no pós-pandemia. “A destinação de recursos financeiros para ciência, tecnologia e inovação será fundamental para o país sair forte da crise, e para a indústria buscar alternativas diante das incertezas que ainda permeiam as relações entre países, para enfrentarmos problemas como a falta de insumos para a produção nos mais diferentes setores”, afirma.

Ganhos com inovação na pandemia
Os números mostram ainda que, durante a pandemia, 68% das pequenas indústrias inovaram e tiveram ganhos de lucratividade, produtividade e competitividade. De acordo com a pesquisa, 45% delas apontaram que a dificuldade para inovar no período de Covid-19 aumentou, enquanto 19% consideram que a dificuldade para inovar no período diminuiu. Para 36%, ficou igual.

Entre as principais dificuldades para inovar durante a pandemia destaca-se o acesso a recursos financeiros de fontes externas à empresa, o que foi declarado por 20%. Na sequência, aparecem a dificuldade para contratar profissionais (9%); para obter mão de obra qualificada (6%), de orçamento na empresa (6%); e de acesso à cadeia de fornecedores (5%).

Do universo de 500 pequenas indústrias entrevistadas, 78% sentiram impacto da pandemia sobre seus negócios, sendo que 27% disseram ter sido muito prejudicadas; 14% prejudicadas; 17% mais ou menos prejudicadas; e 20% um pouco prejudicadas. Para 55% dos executivos, a cadeia de fornecedores foi o primeiro ou segundo aspecto mais impactado pela pandemia, seguido pelas vendas (50%) e pela relação com os trabalhadores (19%).

Reflexos da inovação na pandemia
A pesquisa revela também que 45% das pequenas empresas tiveram mais dificuldades em inovar por conta da pandemia. No entanto, para 19% que considerava difícil inovar, o processo melhorou na pandemia. Os executivos consideram as parcerias importantes para inovação em suas empresas. Para eles, os principais parceiros para inovar são: fornecedores (16%), bancos (15%) e outras empresas (11%).

A inovação é considerada essencial por 68% das pequenas empresas que não fizeram inovação nesse período. Pensando num mundo pós pandemia, 80% afirmam que terão que investir em inovação para crescerem ou se manterem no mercado. As regiões Nordeste (93%) e Sul (81%) são as que mais acreditam na inovação para o futuro das empresas.

Avanços das tecnologias
Considerando os avanços da tecnologia nesse período da pandemia, 78% das empresas avançaram, em algum nível, na adoção de novas tecnologias digitais. Com isso, 49% das empresas ampliaram o volume de vendas durante a pandemia, 47% estão produzindo com mais eficiência e 46% ampliaram o volume de produção. Com isso, é possível perceber como a inovação e adoção de novas tecnologias impactaram positivamente no desempenho das pequenas empresas durante a pandemia.

Os executivos destacaram, ainda, que a relação com o cliente e o marketing são os itens prioritários para o pós-pandemia. Já para os próximos 3 anos, as prioridades serão a ampliação do volume de vendas, a produção com menos custos e mais eficiência, além do aumento do volume de produção.

Trabalho remoto durante a pandemia
O trabalho remoto mudou a realidade de muitas empresas durante a pandemia e nas pequenas indústrias o cenário não foi diferente. Nesse período, 43% das empresas adotam o trabalho remoto. As regiões Nordeste e Sudeste foram as que mais tiveram empregados em trabalho remoto, foram 52% e 45% das empresas, respectivamente. Um total de 35% das pequenas empresas que adotaram o home office vão manter esse modelo em definitivo no pós-pandemia, enquanto outras 65% dizem que não pretendem aderir a esse modelo de trabalho.

Com as empresas adotando o modelo de trabalho remoto durante a pandemia, a adoção de novas ferramentas se fez necessária e elas dizem que vão manter. A pesquisa mostra que 45% das pequenas empresas tiveram que investir em ferramentas para condução de reuniões online, 43% investiram em serviços de armazenamento na nuvem e 42% em ferramentas de automação.

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Pesquisa da CNI revela, no entanto, que maior parte dessas empresas não dispõem de estrutura para inovar

Inadimplência aumenta pela primeira vez em oito meses

Indicador alcança maior nível desde setembro de 2020

Dentre os endividados, o percentual de famílias com dívidas por mais de um ano atingiu a máxima histórica de 36,2%

Pela primeira vez desde fevereiro deste ano, a inadimplência dos brasileiros apresentou aumento. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento recorde, que alcançou cerca de 12,3 milhões de famílias, e os desafios econômicos impostos aos orçamentos domésticos colaboraram para que o indicador alcançasse o maior nível desde setembro do ano passado: 26,1%.

O número representa uma elevação de 0,5 ponto percentual em relação a outubro e de 0,4 ponto percentual na comparação anual, sendo o maior nível para meses de novembro na série histórica da análise, iniciada em janeiro de 2010. A parcela que declarou não ter condições de pagar suas dívidas ou contas em atraso e, portanto, continuará inadimplente permaneceu estável, registrando 10,1%, queda de 1,4 ponto na comparação com o mesmo mês de 2020.

Já o percentual de famílias que relatou ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) apresentou crescimento pelo 12º mês consecutivo, alcançando 75,6%, alta de um ponto percentual em relação a outubro e de 9,6 pontos ante novembro do ano passado.

Mesmo com os juros maiores, as concessões de crédito com recursos livres para pessoas físicas seguem aumentando. Segundo os dados do Banco Central (Bacen), outubro registrou crescimento real de 3,3% nas concessões de crédito às pessoas físicas, nas modalidades com recursos livres. No saldo das operações, o aumento real foi de 1% nas transações com recursos livres.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que, na tentativa de ancorar melhor as expectativas inflacionárias futuras, o Comitê de Política Monetária (Copom) apertou o ritmo de alta dos juros. “Até o momento, isso não foi suficiente para abrandar a dinâmica do endividamento e o crédito segue sendo a saída do brasileiro para recompor a renda”, analisa.

Faixas de renda
A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, aponta o uso do crédito como mais relevante ao grupo das famílias com rendimento de até dez salários mínimos. De outubro para novembro, o percentual de endividados nessa faixa de renda saltou de 75,9% para 77%. No mesmo mês do ano passado, o indicador registrava 67,9%, o que representa um aumento anual de quase dez pontos percentuais em 2021. “Para esse grupo em especial, a inflação corrente ao consumidor girando próxima a 11% ao ano acirra o orçamento familiar e aumenta a necessidade do crédito para organizar as despesas”, avalia.

Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o endividamento também segue apresentando tendência de alta. Nesse grupo, a proporção de endividados alcançou, da mesma forma, o maior patamar da série histórica, com aumento mensal de 69,5% para 70,3%. A comparação anual demonstrou um crescimento de onze pontos percentuais diante dos 59,3% registrados em 2020. “As famílias no grupo de renda mais elevado têm revertido suas poupanças, ampliadas durante a pandemia, para o consumo de serviços, auxiliando a retomada recente da atividade econômica no setor”, explica a economista.

Já o indicador de inadimplência apresentou divergências entre os dois grupos. A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de renda mais baixa voltou a aumentar de 28,9% para 29,4% e ante os 28,9% registrados em novembro do ano passado, alcançando o maior nível desde setembro de 2020. No grupo com rendimento mais alto, o percentual caiu de 11,6% para 11,4%, entre os dois últimos meses, e 11,8% na comparação anual, chegando à menor proporção desde julho de 2020.

Dentre os endividados, o percentual de famílias com dívidas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre e atingiu a máxima histórica de 36,2%, indicando que os consumidores estão buscando alongar os prazos de pagamento de suas dívidas para que a parcela caiba nos orçamentos e, assim, reduza-se o comprometimento da renda.

De acordo com o levantamento, o prazo médio de atraso na quitação das dívidas voltou a aumentar em novembro, chegando a 61,6 dias. E, apesar da queda de 1,4 ponto percentual na comparação anual, a proporção de atrasos acima de 90 dias é a maior desde agosto deste ano, alcançando 41,6% dos inadimplentes.

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Indicador alcança maior nível desde setembro de 2020

Encante-me se for capaz

Ou só se for imprescindível

Incentivar o encantamento ajuda a construir uma ideia de propósito numa organização, a engajar funcionários e a tornar o trabalho menos trivial e mais significativo

A pesquisa de satisfação da concessionária em que minha esposa fizera a manutenção periódica do carro encaminhava-se para o final quando a entrevistadora perguntou: “o que podemos fazer para encantá-la?”.

Meio sem reação, ela respondeu o óbvio: “não sei. Se for algo esperado ou solicitado por mim, deixa de encantar…”.

Verdade. O encantamento do cliente, nível mais alto de satisfação que um consumidor pode alcançar, pressupõe, sim, a surpresa, o inesperado, a exceção. Se uma empresa inquire sobre como pode encantar, na prática está perguntando como pode surpreender. E surpresas esperadas não são surpresas.

Mas o que mais chama a atenção nesse episódio é a atração que o conceito de encantamento desperta em certos gestores e empresas. Satisfazer, simplesmente, não basta?

Deveria, como bem mostram três autores a partir de um rápido P&R a respeito do assunto:

P: “Com que frequência alguém prestigia uma empresa só porque o atendimento é fora de série?”.

R: “Provavelmente, não serão muitas”.

P: “Quantas vezes um consumidor abandona uma empresa devido a um péssimo atendimento?”.

R: “O tempo todo”.

Eles continuam: “(…) a lealdade tem muito mais a ver com a capacidade da empresa de honrar sua promessa básica do que com o espetacular (…). [E]ncantar o cliente não produz fidelidade; reduzir seu esforço (…), sim. [S]uperar expectativas do cliente (…) só o torna marginalmente mais fiel do que quando suas necessidades são simplesmente satisfeitas” (Dixon, Freeman & Toman, Harvard Business Review Brasil, agosto 2010, p.58 e 59).

Por que, então, não simplesmente preocupar-se em satisfazer? Arrisco uma explicação. Gestores não convencem superiores e subordinados de sua competência quando sua preocupação se restringe ao essencial, a fazer funcionar perfeitamente uma engrenagem, sem falhas ou excessos. Tal qual um goleiro, que precisa de defesas espetaculosas para ser percebido, administradores voltados ao feijão-com-arroz só aparecem quando são substituídos por outros que não dão conta do recado. São notados na ausência, nunca na presença, o que numa cultura individualista como a ocidental pode representar uma limitação às ambições de ascensão profissional.

Além disso, incentivar o encantamento ajuda a construir uma ideia de propósito numa organização, a engajar funcionários e a tornar o trabalho menos trivial e mais significativo. José Galló construiu a Renner em torno dessa ideia, e orgulhava-se de a empresa ter acumulado mais de 800 mil histórias de encantamento registradas. Era uma bandeira da companhia. Mas ele mesmo reconhecia, nas entrelinhas, que o sucesso da varejista não vinha exclusivamente desse mote, e sim de escolhas estratégicas felizes e da competência operacional em áreas bem menos visíveis e marketizáveis que o atendimento em loja.

Ou seja, até ele sabia que por trás dos bons índices alcançados no famoso encantômetro, havia outros tão altos ou maiores no basicômetro do dia a dia.

Ou só se for imprescindível

Potencial mira o mercado de extração de óleo de soja

Grupo paranaense prepara caminho no setor de energia

O Grupo Potencial pretende montar sua planta de extração de óleo de soja até 2023

A Potencial Biodiesel, unidade de negócio do Grupo Potencial, anunciou há um ano ter dobrado a capacidade produtiva de sua usina na cidade paranaense da Lapa. A empresa, que atingiu a marca histórica de 900 mil metros cúbicos por ano, informa agora que seus resultados podem posicionar o grupo entre os líderes do mercado brasileiro de energia. O diretor Carlos Eduardo Hammerschmidt diz que os próximos passos miram a extração de óleo de soja e, a longo prazo, o mercado de etanol.

“Em 2012, quando entramos no segmento de biodiesel, o mercado passava por uma crise e conseguimos sobreviver porque estávamos preparados para essa situação. Sempre avançamos de acordo com um sólido planejamento e já tínhamos em mente o plano de nos tornarmos o maior player de biodiesel do Brasil. O mercado de energia está passando por um momento de transição e a Potencial quer se posicionar não mais como uma empresa de combustíveis, mas como uma de energia”, afirma.

O Paraná é o segundo maior produtor de soja do Brasil, tem grande capacidade instalada de esmagamento e bastante óleo disponível. Ainda assim, o Grupo Potencial pretende montar sua planta de extração de óleo de soja até 2023. “As coisas vão acontecer em partes, mas o projeto como um todo vai custar cerca de R$ 1,5 bilhão. Será um novo negócio que vamos agregar ao grupo, assim como fizemos com a glicerina. Atualmente, a Potencial Biodiesel é uma empresa autossustentável. O único subproduto que não conseguimos aproveitar em nossa usina é o sal. Todo o resto – ácidos graxos, borras e a glicerina – usamos na glicerólise. Hoje temos um share de 12% da glicerina refinada no Brasil. Nossa planta refina 50 mil toneladas ao ano”, relata Hammerschmidt.

A empresa planeja manter um único complexo industrial, na Lapa “Somos nascidos e criados na Lapa e cerca de 80% de nossos colaboradores são naturais da cidade. Ficamos orgulhosos de saber que nossa atividade contribuiu para o crescimento do PIB do município em cinco vezes. Além do mais, nossa mão-de-obra já está toda capacitada”, declara.

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Grupo paranaense prepara caminho no setor de energia

Mercado financeiro prevê inflação em 10,15%

Para 2022, caiu a previsão de crescimento do PIB de 0,7% para 0,58%

Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica de juros chegue a 11,25% ao ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 10,12% para 10,15% neste ano. Essa foi a 34ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação subiu 4,96% para 5%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião do Copom deste ano, nos dias 7 e 8 de dezembro, a previsão do mercado financeiro é que a Selic suba para 9,25% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica chegue a 11,25% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,8% para 4,78%. Para 2022, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,58%. Na semana passada, a estimativa de expansão era 0,7%. A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse patamar.

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Com Agência Brasil 

Para 2022, caiu a previsão de crescimento do PIB de 0,7% para 0,58%

Pix Saque e Pix Troco estão disponíveis a partir de hoje

Cliente poderá fazer saque em locais como padarias e supermercados

O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço

A partir desta segunda-feira (29) passam a valer duas novas modalidades do Pix: Saque e Troco. Os usuários poderão fazer saques em locais como padarias, lojas de departamento e supermercados, não apenas em caixas eletrônicos. Segundo o Banco Central (BC), a oferta dos dois novos produtos da ferramenta aos usuários é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de autoatendimento e às instituições financeiras.

O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço. Estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos compartilhados e participantes do Pix, por meio de seus serviços de autoatendimento próprios, poderão ofertar o serviço. Para ter acesso aos recursos em espécie, o cliente fará um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code ou do aplicativo do prestador do serviço.

No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser feito durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total, ou seja, da compra mais o saque. No extrato do cliente aparecerá o valor correspondente ao saque e à compra.

O limite máximo das transações do Pix Saque e do Pix Troco será de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 no período noturno (das 20h às 6h). De acordo com o BC, haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores, caso considerem mais adequado aos seus fins.

De acordo com o BC, não haverá cobrança de tarifas para clientes pessoas naturais (pessoas físicas e microempreendedores individuais) por parte da instituição detentora da conta de depósitos ou da conta de pagamento pré-paga para a realização do Pix Saque ou do Pix Troco em até oito transações mensais. A partir da nona transação realizada por mês, as instituições financeiras ou de pagamentos detentoras da conta do usuário pagador podem cobrar uma tarifa pela transação.

O valor da tarifa cobrada é de livre estabelecimento pela instituição e deve ser informado ao usuário pagador antes da etapa de confirmação da transação. “Os usuários nunca poderão ser cobrados diretamente pelos agentes de saque”, destacou a instituição.

O BC explica ainda que os quatro saques tradicionais gratuitos realizados pelo usuário fora do âmbito do Pix Saque e Pix Troco podem ser descontados da franquia de gratuidades (oito por mês). Ou seja, se o usuário realizar um saque da sua conta, sem ser por meio do Pix Saque ou Pix Troco, esse saque poderá ser contabilizado e sua franquia de gratuidades poderá ser reduzida de oito para sete, a critério da instituição.

Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do Pix Saque e do Pix Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento.

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Com Agência Brasil 

Cliente poderá fazer saque em locais como padarias e supermercados