Archives 2021

Joinville debate como a tecnologia pode desenvolver a eficiência urbana

Evento no Ágora Tech Park apresentará ideias para transformar cidades em territórios inovadores

Toda a agenda relacionada ao tema Smart Cities está intimamente ligada à tecnologia, inovação e planejamento

A expansão do conceito de cidades inteligentes com soluções tecnológicas para melhoria da qualidade de vida, especialmente em municípios de menor porte, e a integração entre entidades vinculadas ao setor público e o ecossistema de inovação são os principais objetivos do Summit Cidades 2021, evento presencial que acontece entre 9 e 10 de dezembro, no Ágora Tech Park, em Joinville (SC).

Sob o tema “tecnologia e inovação para desenvolver eficiência urbana”, o encontro traz ideias, conceitos, práticas e projetos com o objetivo de transformar as cidades em territórios inovadores, humanos, criativos e sustentáveis. O Summit Cidades é uma realização conjunta da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), Consórcio de Informática na Gestão Pública Municipal (CIGA), Câmara de Smart Cities da Fiesc e Perini City Lab, ambiente de inovação para cidades inteligentes do Ágora Tech Park.

O encontro vai reunir especialistas em smart cities e entidades catarinenses como o Ciga, Consórcio Interfederativo Santa Catarina (Cincatarina) e a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris), além de debates com líderes da Câmara de Cidades Inteligentes da FIiesc e da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), entre outros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.

“O evento é importantíssimo para os gestores públicos e sociedade, pois apresentará ideias, conceitos, práticas e projetos, com o objetivo de tornar as cidades territórios inovadores, humanos, criativos e sustentáveis, promovendo a eficiência urbana e a melhoria da qualidade de vida para sociedade”, explica Marcelino Ito, Superintendente da Fepese.

Na tarde de abertura, cinco painéis com especialistas em smart cities e entidades do setor público e privado vão debater meio ambiente, sustentabilidade e energia; mobilidade urbana; desenvolvimento econômico e inclusão social; qualidade de vida e formação de capital humano; inteligência artificial e segurança da informação. Entre os convidados, representantes de prefeituras, universidades e grandes empresas (Renault, Petinelli Inc, Coringa Segurança e TopMed), além de startups locais, como GoMoov.

“Toda a agenda relacionada ao tema Smart Cities está intimamente ligada à tecnologia, inovação e planejamento, pois investir em tecnologias sem um planejamento tende a ser desperdício de recursos “, comenta Jean Vogel, presidente da Câmara de Smart Cities da Fiesc, diretor de novos negócios no Ágora Tech Park e curador do conteúdo do evento.

Na sexta-feira (10), serão apresentadas as experiências dos living labs, em que as cidades são ambientes de desenvolvimento e testes de soluções urbanas, além de debates sobre a transformação digital no setor público e modelos inovadores de compras para os municípios. Para Silvio Zancanaro, presidente do Ciga e prefeito de Campos Novos (SC), a troca de experiências no evento pode complementar as ações da entidade que criou neste ano um projeto específico de ações nesta área, o Smart Ciga. O Ciga é o maior consórcio de tecnologia do Brasil e tem 294 municípios associados em Santa Catarina. “A gente percebe que cidades estão sedentas para levar melhoria de qualidade de vida através da inovação para seus municípios”, afirma Zancanaro.

O consórcio também vai se reunir durante o evento com um grupo de contratação de tecnologia dos municípios para tentar tornar os editais mais ágeis e seguros, além de trocar experiência com grupos de transformação digital dos municípios e a Câmara de Cidades Inteligentes da Fiesc. “É um misto de ver e discutir o futuro e o que vem pela frente, mas também com um pé no prático do serviço público que tem que cumprir todas as questões legais e burocráticas”, aponta o presidente do Ciga.

“A inovação surge destes encontros de ideias e isso tem que ser feito olho no olho”, diz Beto Marcelino, fundador da iCities Smart Cities Solutions, empresa que representa no Brasil a Fira Barcelona, maior encontro mundial de Cidades Inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress. Ele abre a programação com uma palestra sobre a edição 2021 do evento catalão, na quinta-feira (9). “É um conjunto de clusters que faz com que a velocidade de criação de cidades inteligentes seja mais rápida. São elementos combinados em prol da qualidade de vida das pessoas e é isso que esperamos de um evento como este”, avalia Marcelino.

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Evento no Ágora Tech Park apresentará ideias para transformar cidades em territórios inovadores

SWA, do Paraná, incorpora Matheus Soluções

A aquisição da então concorrente foi consolidada em novembro

Carrenho, Scalabrin e Pagani: crescimento da SWA Sistemas é contemporâneo ao processo recente de expansão do ensino superior no Brasil

De Medianeira, no oeste do Paraná, a SWA avança no mercado brasileiro de sistemas na área da educação e acaba de dar mais um passo com o objetivo de figurar entre as cinco maiores do país. A empresa assumiu no último mês as operações da Matheus Soluções – Sistemas de Gestão Escolar, de Curitiba. Com isso, deve elevar seu faturamento anual para a casa dos R$ 7 milhões.

Fundada em 1999, a Matheus Soluções se destaca pela experiência com escolas de idiomas e plataformas de educação à distância (EAD). As soluções da SWA Sistemas são fornecidas a instituições de ensino em 22 unidades da federação, atendendo mais de 500 mil estudantes. A empresa nasceu em 2006, depois de ser incubada pelo campus em Medianeira da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), pela qual Leandro Scalabrin se graduou.

A aquisição da então concorrente foi consolidada em novembro. Com a compra, a SWA Sistemas, cujas soluções já atendem pelo menos 5% dos estudantes do ensino superior em todo o Brasil, amplia sua abrangência para instituições de outros níveis e modalidades de ensino. “Com essa aquisição, avançamos no processo de consolidação no mercado de educação”, afirma o fundador e CEO da SWA Sistemas, Leandro Scalabrin, ao Portal AMANHÃ.

O crescimento da SWA é contemporâneo ao processo recente de expansão do ensino superior no Brasil. De acordo com o último Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 15 anos o número de instituições cresceu 30%, chegando a 2.608. A quantidade de matriculados, no mesmo período, mais que dobrou, saindo de 4,1 milhões em 2004 para 8,6 milhões em 2019. Nesse cenário, a SWA projeta manter a sua taxa anual de crescimento, de 30%, segundo Scalabrin, para os próximos cinco anos.

A marca Matheus Soluções será mantida, bem como sua operação continuará independente. Contudo, um novo conselho de diretores e um modelo de governança similar ao da SWA Sistemas constituem mudanças já implementadas. “Assim, para 2022, por meio da fusão, o grupo se coloca como agente transformador do mercado de educação, construindo um ecossistema de tecnologias voltadas à profissionalização da gestão educacional, com expertise e tecnologias mais avançadas e inovadoras”, projeta Scalabrin.

ERP Acadêmico, aplicativo do estudante, secretaria digital, plataforma de pagamentos on-line, sistema bibliotecário e business intelligence (gerência, análise de mercado e consultoria) são os produtos e as soluções da SWA Sistemas, que agora são acrescidos ao leque de opções da Matheus Soluções, que incluem gestão de escolas de idiomas, esportivas, franquias, plataformas EAD, entre outras. “Há uma sinergia muito grande entre os produtos das duas empresas”, aponta o sócio da SWA Sistemas, Rafael Pagani. Além de Pagani, o grupo tem como sócio Lincoln Carrenho.

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A aquisição da então concorrente foi consolidada em novembro

Indústria da construção tem o melhor desempenho do ano em outubro

Recuperação do nível de atividade verificada em setembro ganhou intensidade

As expectativas dos empresários da indústria da construção permaneceram otimistas

A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta para uma atividade mais intensa em outubro e recuperação no nível de emprego após dois meses de recuo. O índice de evolução do nível de atividade ficou em 51,7 pontos, acima da linha divisória dos 50 pontos que separa aumento de queda do nível de atividade. Esse foi o maior indicador do ano, um sinal de alta mais forte e disseminada da atividade. A CNI consultou 446 empresas, sendo 167 pequenas construtoras, 187 de médias e 92 de grandes, entre 3 e 12 de novembro de 2021.

Nos últimos cinco meses, em quatro deles a atividade cresceu frente ao mês anterior, a exceção foi em agosto. O desempenho mais favorável do setor também se reflete na intenção de investir por parte dos empresários. O índice de outubro foi 44,5 pontos, bem acima da média história de 35,4 pontos. Esse é o segundo ponto mais alto do indicador desde novembro de 2014. Veja os principais dados nos gráficos a seguir.

O índice de evolução do nível de atividade ficou em 51,7 pontos, acima da linha divisória dos 50 pontos que separa aumento de queda do nível de atividade

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destaca que as expectativas dos empresários da indústria da construção permaneceram otimistas. Os índices de expectativa de novos empreendimentos e serviços e de número de empregados se mantiveram estáveis em relação a outubro. E os índices de expectativa do nível de atividade e de compras de insumos e matérias primas registraram retração.

“Apesar da queda, todos os índices de expectativas seguem acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que as expectativas dos empresários são de crescimento para os próximos seis meses”, explica o economista. O Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria de construção referente a novembro apresentou leve recuo, indicando pouca variação na confiança desde setembro.

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Recuperação do nível de atividade verificada em setembro ganhou intensidade

Home Office e segurança: cinco recomendações para as empresas

Como é possível renovar as arquiteturas de segurança nos ambientes em nuvem?

Inciativas de transformação digital e adoção de nuvem estão no topo das prioridades das empresas

Um estudo da IDC encomendado pela Avanade mostra que 58% das empresas acreditam estar vulneráveis em razão de possíveis violações na nuvem. Inciativas de transformação digital e adoção de nuvem estão no topo das prioridades dessas companhias, revela o mesmo levantamento. Muito dessa necessidade se justifica pelo fato de 20% das empresas ouvidas entenderem que quase metade da força de trabalho estarão permanentemente em home office.

Atendendo um pedido feito pelo Portal AMANHÃ, a Avanade, uma das líderes em soluções de negócios e experiências baseadas em design do ecossistema Microsoft, apresenta cinco dicas de como as empresas podem pensar, dentro da nova realidade, a serem mais resilientes. Confira.

Alinhe maturidade da segurança aos objetivos de negócios
Envolva as partes interessadas no negócio, pois elas devem ajudar – e possivelmente determinar – o nível de risco desejado. Compartilhe a carga de riscos de segurança entre a equipe executiva e desenvolva promotores da segurança na empresa.

Consolide sua stack de segurança
Portfólios de segurança costumam ser altamente fragmentados, sendo compostos por várias soluções pontuais e mal integradas. O pessoal de segurança dedica muito tempo para integrar e operar ferramentas de segurança em vez de se concentrar em tarefas de maior valor, tais como detecção e resposta preventivas. Assim que a segurança estiver mais difundida, considere a integração com outros softwares, dispositivos e infraestrutura. A integração maximiza a oportunidade de sinergias e interoperabilidade.

Baseie sua abordagem nos princípios de Confiança Zero
Confiança Zero (CZ – do inglês Zero-Trust) descreve um modelo para o projeto e implantação de sistemas de TI. O principal conceito do CZ é “nunca confie, sempre verifique”. CZ é um processo contínuo que deve monitorar constantemente o perímetro, usuários, serviços e processos.

Crie uma cultura de mudança
Segurança é responsabilidade de todos. Ao renovar sua estratégia de segurança, é primordial ir além da equipe de segurança e criar uma cultura de segurança que englobe toda a organização. Todo funcionário precisa saber o que fazer no caso de um ataque bem-sucedido. Isso ajudará a diminuir o tempo médio para recuperação e isso só é possível por meio de treinamento contínuo e ensaios das melhores práticas.

Acesse as habilidades de nuvem e segurança via MSSPs
Os recursos de monitoramento dos Managed Security Services Providers (MSSPs) podem se adaptar rapidamente a novas fontes de ameaça e vulnerabilidade trazidas pelas iniciativas de transformação digital, tais como novos aplicativos de negócios, novas conexões e maior escopo de gestão de identidade (como com o trabalho remoto). O MSSP pode se concentrar não apenas em fornecer os melhores serviços da categoria, mas também em ajudar a melhorar a cultura e a capacidade geral dentro da organização do cliente por meio, por exemplo, de iniciativas de instrução e treinamento.

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Startup de tecnologia inaugura filial em Santa Catarina

Nova unidade da Opah IT deve abrir mais de 100 vagas em Balneário Camboriú

Prefeitura de Balneário Camboriú lançou o Programa de Incentivo à Inovação – Inova BC, que prevê um novo polo tecnológico para a região

Segundo o Tech Report 2020, estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Santa Catarina ultrapassou Minas Gerais e Rio de Janeiro e se tornou o quarto maior polo de tecnologia do país em faturamento das empresas.

Impulsionada por esse cenário, a prefeitura de Balneário Camboriú (SC) lançou, no fim de outubro, o Programa de Incentivo à Inovação – Inova BC, que prevê um novo polo tecnológico para a região. É lá que a Opah IT, empresa de soluções customizadas de TI que faturou mais de R$ 40 milhões em 2020 e prevê que esse número seja de R$ 80 milhões ao final de 2021, inaugurou sua primeira filial.

“Quando o Projeto Inova BC nos foi apresentado, identificamos imediatamente sinergia com a essência da Opah: inovação, empreendedorismo, desenvolvimento de novos negócios e formação de talentos”, destaca João Moressi Jr, CEO da startup. Na sua primeira filial na região Sul, a Opah irá oferecer os serviços habituais já conhecidos de seus clientes, como soluções integradas e customizadas de TI, transformação digital, framework de ideação, squad as a service – um de seus principais serviços – e professional services.

Para atender a demanda da nova unidade, a empresa pretende seguir investindo na contratação de novos profissionais. A projeção para o início do próximo ano é de abrir cerca de 250 novas posições, sendo 50% delas voltadas à filial catarinense.

“Temos grandes clientes na região. Nossa atuação independe da vertical em que nosso cliente está inserido, pois atuamos diretamente em parceria com a área de negócios, entendendo o core business do novo produto a ser desenvolvido e oferecendo soluções customizadas e direcionadas, conforme a necessidade”, revela Moressi.

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Nova unidade da Opah IT deve abrir mais de 100 vagas em Balneário Camboriú

Economia do Sul recua 0,7% no terceiro trimestre

A produção industrial arrefeceu a queda no período

O terceiro trimestre assinalou desaceleração do processo de crescimento, com indicadores da produção industrial e do comércio abaixo do esperado

A economia do Sul – medida pelo IBCR-S – recuou 0,7% no terceiro trimestre, após quatro trimestres consecutivos de alta. O setor industrial, com a continuidade das dificuldades na cadeia de suprimentos e dos aumentos de custos, contribuiu para a retração da atividade. O mercado de trabalho recuperou-se parcialmente, mas permanece com elevada taxa de desocupação, com efeitos negativos sobre a renda das famílias. No setor terciário, os serviços cresceram, sobretudo os prestados às famílias. O crédito segue favorecendo a atividade, apesar do ciclo de aperto monetário em andamento, com destaque para as operações de financiamento rural. Em doze meses, porém, o IBCR-S expandiu 5,8%. Essas são as principais conclusões do Boletim Regional divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (24). Leia o documento na íntegra ao final desta reportagem (a análise referente ao Sul começa na página 37).

“A produção industrial arrefeceu a queda no terceiro trimestre, após forte contração no segundo, quando repercutira, em especial, recuos em veículos, derivados de petróleo e produtos alimentícios. No trimestre, o primeiro segmento registrou menor amplitude na queda – inobstante a permanência da escassez de insumos, sobretudo semicondutores –, o refino de petróleo retornou, após parada de manutenção em unidade no Paraná, e a indústria de alimentos reverteu o resultado, expandindo no terceiro trimestre, com geração expressiva de emprego. Resultado aquém do esperado e níveis reduzidos de estoques fizeram com que os empresários reavaliassem suas expectativas, com declínio da confiança em setembro e outubro, porém mantendo-se em zona de otimismo”, detalha o BC no documento.

O Banco Central revela que a inflação do Sul registrou a maior taxa dentre as regiões no trimestre até outubro, a exemplo do observado no anterior. A variação foi mais expressiva no segmento dos preços industriais (automóvel e etanol) e, principalmente, nos administrados (gasolina, energia elétrica residencial e gás de botijão). “Vale destacar que, diante da reativação da economia, o setor de serviços apresentou aceleração mais intensa nos preços, com ênfase em passagem aérea, aluguel residencial, refeição, conserto de automóvel e transporte por aplicativo”, descreve o Boletim Regional.

Os técnicos do BC, responsáveis pela análise, reiteram que a atividade econômica tem evoluído de forma assimétrica ao longo do ano, com destaques positivos para a indústria e produção agrícola no primeiro trimestre e para o comércio e a construção civil no segundo. O terceiro trimestre assinalou desaceleração do processo de crescimento, com indicadores da produção industrial e do comércio abaixo do esperado. Por outro lado, o setor de serviços, inclusive turismo, apresentou recuperação robusta, em trajetória que deve persistir. “As perspectivas seguem positivas para o período até o final deste ano, ancoradas nos efeitos da ampliação da vacinação e da mobilidade sobre o consumo das famílias. Note-se que a normalização da cadeia de suprimentos industriais, incluídos semicondutores para o setor automotivo e insumos agrícolas, especialmente defensivos, é essencial para garantir dinamismo adicional à economia do Sul”, projeta o BC.

Boletim Regional
O Boletim Regional é uma publicação trimestral do Banco Central que apresenta as condições da economia por regiões e por alguns estados do país, enfatizando a evolução de indicadores que repercutem as decisões de política monetária – produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros.

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A produção industrial arrefeceu a queda no período

Maior ambição foi o legado deixado pela COP 26

Participação da sociedade na Conferência do Clima também foi marcante

Quase 40 mil pessoas estiveram presentes na COP 26, além dos negociadores de centenas de países

A maior ambição foi o principal legado deixado pela COP 26. Essa é a conclusão de Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, e de Carlo Pereira, diretor executivo do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil. “As negociações chegaram a um bom termo e foram especialmente concluídas, principalmente no tema que iria definir as regras do Acordo de Paris, entre elas a do artigo 6. Se concluiu com ajustes correspondentes, garantindo a integridade ambiental dos projetos e da necessidade que realmente se tenha uma redução das emissões com o uso do mecanismo de mercado com precificação de carbono”, declarou Soto ao Portal AMANHÃ.

Para o executivo da Braskem, a COP 26 deixou claro que a pressão em todos os países e para as empresas será alcançar a neutralidade de carbono até 2050 (ou 2060) de uma forma acelerada e, inclusive, com metas de curto prazo. O objetivo é alcançar a neutralidade de carbono que garanta, de alguma maneira, 1,5°C de mudança máxima de temperatura em relação à era pós-industrial. Isso significa reduzir em 45% até 2030 emissões globais em relação a 2010. “Isso coloca uma pressão enorme nos países e nas empresas também. O ponto principal foi a conquista de ter essa ambição maior”, reitera Soto. Ele ainda lembra que os países se comprometeram com a revisão de seus compromissos até a COP 27, em 2022, e que também vão reavaliar de cinco em cinco anos se as metas em relação aos próximos dez anos estão levando – ou não – à mudança exigida.

“A COP foi muito boa. Olhando a foto somente alguém pode ficar meio insatisfeito, mas olhando o filme é melhor”, compara Pereira. “E como os países apresentaram compromissos mais ambiciosos, e como a COP terá uma cobrança e acompanhamento permanentes, isso será melhor, pois também dá chances para as nações monitorarem e melhorarem seus compromissos”, resume. Ele também destaca os inúmeros compromissos bilaterais e multilaterais envolvendo empresas e nações, como o do carvão (que o Brasil não foi signatário), metano e desmatamento (assinados pelo Brasil).

Pereira e Soto lembraram do grande acordo envolvendo o setor financeiro. Foi lançada uma aliança envolvendo mais de 450 companhias envolvendo 45 países que gerenciam US$ 130 trilhões em ativos. “Essa aliança, chamada Glasgow Financial Alliance for net zero, se comprometeu a não financiar mais investimentos em empresas que utilizem e estejam envolvidas na produção de energia fóssil”, recorda Soto. 

Outro aspecto foi a participação da sociedade na Conferência do Clima, além da importância da ciência em razão da pandemia da Covid-19. Quase 40 mil pessoas estiveram presentes na COP 26, além dos negociadores de centenas de países. “Indígenas, negros e jovens estiveram lá. As Gretas da vida estavam sempre lá presentes dizendo que queriam ser ouvidas no processo de descarbonização da economia. E, de alguma forma, foram ouvidas, pois muitas das questões relacionadas no documento final da COP 26 incluem a citação desses grupos minoritários”, afirma Soto.

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Participação da sociedade na Conferência do Clima também foi marcante

Busca por crédito no Sul registra retração em outubro

Índice avançou 5,6% no país no mês passado

O aumento da inflação encareceu a vida dos consumidores

A procura dos consumidores brasileiros por linhas de crédito cresceu 5,6% em outubro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2020. Apesar disso, os dados mostram a desaceleração da busca pelo recurso financeiro, sendo essa (5,6%) a menor expansão desde o início de 2021, que até então, tinha marcado crescimento de no mínimo 11,2% em janeiro.

De acordo com o Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito da Serasa Experian, as regiões Norte e Nordeste tiveram as principais altas do país, impulsionando o índice. O Sul, no entanto, obteve retração na busca de empréstimos. Veja os dados completos nos gráficos abaixo.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o crédito continua sendo um forte aliado, principalmente, para a parte da população que precisa do recurso para fechar as contas no fim do mês. “O aumento da inflação encareceu a vida dos consumidores que, esgotando seus recursos fixos mensais, precisaram utilizar as linhas de crédito para custear compromissos financeiros essenciais. No entanto, a alta da taxa Selic, também encareceu o acesso ao crédito, por isso, embora as pessoas continuem precisando desse recurso, o mês de outubro registrou o menor percentual do ano”, pondera.

Ainda na comparação ano a ano, a análise por faixa de renda revelou que os consumidores que recebem até R$ 500 por mês continuam sendo aqueles que mais demandam por crédito no país, com alta de 12,4%. Em sequência estão as pessoas que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, com 5,8%.

Índice avançou 5,6% no país no mês passado

Catarinense OESA pode adquirir gaúcha Fröhlich

O valor que será pago pela empresa de Ivoti é mantido sob sigilo

A Fröhlich detém a marca Fritz e Frida

A Fröhlich, que é dona da marca Fritz e Frida, poderá ser adquirida pela catarinense OESA, de Jaraguá do Sul (SC). O valor que será pago pela empresa de Ivoti (RS) está sendo mantido sob sigilo. O Portal AMANHÃ teve acesso aos documentos disponibilizados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O Portal AMANHÃ entrou em contato com a Fröhlich, mas até o fechamento desta matéria, ainda não obteve retorno.

A OESA adquiriu há alguns meses a Johann Alimentos, de Estância Velha. Em junho, outra companhia de Ivoti também foi alvo de uma aquisição. A Hercosul foi comprada pela BRF Pet. Com isso, a atuação da empresa voltada para produção de alimentos para animais de estimação, foi ampliada na cidade.

A OESA é a 138ª maior empresa da região e também a 30ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Veja todos os resultados aqui.

O valor que será pago pela empresa de Ivoti é mantido sob sigilo

Coagrisol fará rodada de reuniões para debater união com a Cotrijal

A assembleia geral extraordinária vai acontecer no dia 23 de dezembro

José Luiz Leite dos Santos (na foto, à esquerda) frisa que a aliança estratégica de intercooperação já trouxe inúmeros benefícios, com diversos negócios concretizados

A Coagrisol divulgou nesta terça-feira (23) o edital de convocação para uma assembleia geral extraordinária, que irá deliberar sobre processo de incorporação da cooperativa, que tem sede em Soledade (RS), pela Cotrijal, de Não-Me-Toque (RS). Anterior a isto, encontros regionais serão realizados para discussão do tema junto com os cooperados.

As reuniões estão agendadas para acontecer entre os dias 6 e 20 de dezembro e serão direcionadas exclusivamente aos associados. Na ocasião, os produtores terão oportunidade de conhecer dados sobre a situação econômica da cooperativa, esclarecer dúvidas e conhecer o projeto conjunto das duas cooperativas, cuja união visa potencializar ganhos para ambas organizações e seus respectivos associados.

O presidente, José Luiz Leite dos Santos (na foto, à esquerda, ao lado de Nei César Manica, presidente da Cotrijal, quando do anúncio da aliança de intercooperação entre as duas cooperativas, em agosto) pondera que o associado é convidado a participar deste debate. “Queremos que nos ajudem na construção destes passos importantes para a cooperativa. De forma tranquila e transparente iremos explanar sobre estes movimentos e diversos projetos que pretendemos desenvolver a partir de 2022”, pontua, em nota.

Acerca da união, Santos revela que o assunto já foi levado aos conselhos fiscal e de administração, onde ambos validaram a proposta e entendem ser o melhor caminho. “Da mesma forma, o sistema cooperativista, entre eles, Ocergs e FecoAgro, veem com bons olhos esta movimentação pioneira entre Coagrisol e Cotrijal”, destaca.

Por fim, o presidente frisa que a aliança estratégica de intercooperação já trouxe inúmeros benefícios, com diversos negócios concretizados. “As conversas foram evoluindo rapidamente e no entendimento de ambas as direções, este é o melhor desenho, que trará benefícios para os cooperados, de duas cooperativas robustas”, conclui.

A assembleia geral extraordinária vai acontecer no dia 23 de dezembro. Na oportunidade, será deliberado sobre a incorporação da Coagrisol pela Cotrijal, além da indicação de três associados para integrarem a comissão mista que procederá os estudos necessários ao procedimento da incorporação.

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A assembleia geral extraordinária vai acontecer no dia 23 de dezembro

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,9 bi em outubro

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela inflação

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,9 bilhão em outubro deste ano. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 3,5 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 1,5 bilhão, todos relativos a recompras de títulos públicos. Não houve resgates por vencimento, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que corresponderam a 46,7% do total. Os títulos vinculados à taxa básica de juros, a Selic, tiveram participação de 37,8% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, de 15,5%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 74,5 bilhões no fim de outubro, um aumento de 3,8% em relação ao mês anterior (R$ 71,7 bilhões) e de 21,1% em relação a outubro do ano passado (R$ 61,5 bilhões).

Investidores
Em relação ao número de investidores, 1.065.648 novos participantes se cadastraram no programa em outubro. O número de investidores atingiu 14.166.122, alta de 63,6% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.707.290, aumento de 25,7% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 39.145 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,5% do total de 523.084 operações de vendas ocorridas em outubro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,2%. O valor médio por operação foi de R$ 6.702,60.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 61,3% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 25,4% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 13,3% das vendas.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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Com Agência Brasil

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo

Mercado imobiliário tem redução de 9,5% nas vendas no terceiro trimestre

Aumento no custo dos insumos impactou os negócios

No acumulado do ano, houve aumento de 22,6% nas vendas, se comparado com o período de janeiro a setembro de 2020

O aumento no custo dos insumos da construção civil e a queda no poder de compra das famílias impactaram os números do mercado imobiliário no país e as vendas de imóveis novos tiveram queda de 9,5% no terceiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre de 2021, a queda foi de 11,2%.

Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que apresentou os Indicadores Imobiliários Nacionais, estudo que traz informações sobre lançamentos, vendas, oferta final, preço, além da participação do programa Casa Verde e Amarela no setor. A pesquisa foi realizada em 162 cidade, sendo 20 capitais.

No acumulado do ano, entretanto, houve aumento de 22,6% nas vendas, se comparado com o período de janeiro a setembro de 2020. “O primeiro semestre já nos deu um gás e o ano vai fechar bom, mas o terceiro trimestre mostra queda muito forte nas vendas”, contou o presidente da CBIC, José Carlos Martins, durante coletiva virtual para apresentar os dados.

Segundo ele, a inflação de materiais e máquinas, pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), já passa de 30% no período de pandemia e os custos não foram repassados totalmente aos compradores, ou seja, ainda há margem para aumento no preço dos imóveis. Ele explica que a falta de poder aquisitivo das famílias está segurando esse aumento, já que a inflação geral já chega a 10%, “mas não quer dizer que não vá acontecer mais na frente”.

“A grande esperança é que temos o contínuo interesse na aquisição, as famílias estão querendo imóveis, elas continuam com apetite”, destacou. Apesar dos bons números no acumulado do ano, Martins alerta que os custos dos insumos podem continuar afetando o setor, consequentemente na geração de empregos. “O emprego de hoje é a venda de ontem. Vamos fechar o ano com contratação de 360 mil a 400 mil novos empregos porque vendemos muito bem em nove meses”, disse. “O emprego de amanhã depende da venda de hoje e ela caiu quase 10%, então temos que ter muito cuidado para não termos uma situação delicada no próximo ano”, ressaltou.

Em relação aos lançamentos, houve crescimento de 13,6% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Em comparação ao trimestre anterior, o aumento foi de 7%. No acumulado do ano, a alta foi de 37,6% nos lançamentos, frente ao resultado de janeiro a setembro do ano passado. Segundo a CBIC, muitos empreendedores seguraram os lançamentos no ano passado em razão da pandemia e, com a melhora na situação sanitária, estão retomando os negócios. Com isso, o setor está chegando a um equilíbrio entre o volume de lançamentos e vendas.

Com o aumento do custo de produção e da inflação que afeta o poder de compra das famílias, o presidente da CBIC cita ainda a queda da participação no setor do Casa Verde e Amarela, programa do governo que subsidia a compra da casa própria por famílias de baixa renda. O programa, que chegou a representar quase 60% dos lançamentos e vendas no setor, hoje ocupa a faixa de 40% dos lançamentos e 47% das vendas nas cidades pesquisadas.

“O que é um paradoxo”, disse o presidente da CBIC. “[Na faixa de renda] onde está 90% do déficit habitacional, você tem uma redução de participação de mercado”, avaliou. Inclusive, o impacto foi maior nas regiões Norte e Nordeste. Houve retração no programa tanto em lançamentos quanto em vendas, se comparado ao segundo trimestre de 2021 e também ao terceiro trimestre de 2020, bem como nos lançamentos no acumulado dos nove meses do ano, frente ao mesmo período de 2020. As reduções variaram de 10,7% a 19,9%. Apenas nas vendas acumuladas de janeiro a setembro houve crescimento, de 10,4%, em relação ao acumulado do período no ano passado.

Segundo Martins, o impacto do aumento dos insumos é maior nos imóveis populares. “O preço dos imóveis não cabe no orçamento das famílias. A inflação corrói a renda delas, o bem fica mais caro e elas ficam duplamente prejudicadas na aquisição”, contextualizou. “Isso não acontece com imóveis de maior valor. A família pode optar por um imóvel menor, ir para uma localização não tão nobre, há opções, o que não acontece com imóvel para renda menor”, explicou.

Da mesma maneira, outros mercados suportam o aumento do preço das unidades e as construtoras têm mais margens para fazer adequações e viabilizar os lançamentos dos projetos. Além disso, havia dúvida dos empreendedores sobre os subsídios do governo ao programa. Segundo a CBIC, a resposta do governo federal para adequação do programa habitacional, com adequação da curva de descontos e o aumento dos limites máximos de preço, deverá surtir efeito a partir do quarto trimestre de 2021.

Intenção de compra
O estudo da CBIC apresentou, ainda, números sobre a intenção de compra de imóveis da população. De acordo com o levantamento, a intenção caiu 7% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior e 39% dos entrevistados demonstraram interesse em adquirir um imóvel no prazo de até três anos. Antes da pandemia, a intenção de compra estava em 43% e chegou a cair para 20% no pior momento da crise sanitária, em abril do ano passado.

Entre os fatores que podem afetar a decisão de compra, o aumento inflação foi apontado por 45% dos entrevistados, seguido pelo cenário político complicado (31%) e a preocupação com o desemprego (24%). O aumento das taxas de juros, o baixo crescimento econômico do país e a pandemia de Covid-19 também foram razões citadas pelas 1,2 mil pessoas entrevistadas.

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Com Agência Brasil

Aumento no custo dos insumos impactou os negócios

Produção industrial fica estável pelo segundo mês

CNI revela ainda que a confiança do empresário diminuiu

A utilização da capacidade instalada das indústrias caiu um ponto percentual em outubro em relação ao índice registrado em setembro

A produção industrial ficou estável em outubro, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este é o segundo mês consecutivo de estabilidade na produção, após quatro meses de alta. Os dados, que constam do boletim Sondagem Industrial, elaborado pela confederação, mostram que em outubro, o índice de evolução da produção ficou em 50,1 pontos, ante os 50 registrados em setembro.

Os números refletem o desempenho de pequenas, médias e grandes empresas que atuam na indústria em geral, na indústria extrativista e na de transformação. O resultado também mostra que, no mês passado, a utilização da capacidade instalada das indústrias caiu um ponto percentual ao registrado em setembro, ficando em 71%. O resultado é menor do que o registrado em outubro de 2020, quando a utilização da capacidade industrial ficou em 74%.

De acordo com a CNI, a redução é explicada em parte devido a influência da recuperação da atividade industrial no último trimestre do ano passado e a necessidade de recomposição de estoques. Por isso, a entidade vê o resultado de 2021 como positivo, pois está acima da média dos mesmos meses de 2011 a 2019, quando ficou em 70,4%. Já o indicador de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual registrou 45,4 pontos em outubro. O resultado representa a terceira queda consecutiva do indicador.

“Apesar de estar abaixo da linha divisória de 50 pontos, que indica que a utilização da capacidade instalada está menor que a usual para o mês, o índice se encontra acima da média histórica de 42,6 pontos. Na comparação com outubro de 2020, o índice apresenta redução de 5,7 pontos”, informou a CNI. A confederação declarou ainda que em outubro os estoques aumentaram e atingiram o nível planejado pelas empresas. Com isso, o índice de evolução do nível de estoques ficou em 50,5 pontos, cinco pontos acima do registrado em outubro de 2020.

“O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 50 pontos em outubro, o que significa que o estoque efetivo atingiu exatamente o nível planejado pelas empresas. O resultado rompeu a sequência de meses nos quais os estoques efetivos estavam abaixo do planejado, o que vinha acontecendo desde dezembro de 2019. Na comparação com outubro de 2020, momento crítico da falta de estoques no ano passado, o índice mostra aumento de 6,7 pontos”, revela o boletim.

Emprego
No que diz respeito ao emprego, a CNI destaca que houve crescimento do emprego industrial, mas em ritmo bem mais moderado que nos meses anteriores. Em outubro, o índice de evolução do número de empregados alcançou 50,4 pontos, o que representa uma queda de 1,7 ponto na comparação com o mês anterior.

O índice varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam que o número de empregados cresceu na comparação com o mês anterior e valores abaixo de 50, que o número de empregados caiu. Como o índice ficou acima dos 50 pontos, indica que há alta do emprego frente ao mês anterior, mas que criação de vagas está mais restrita.

Confiança do empresário
O boletim mostra ainda que a confiança do empresário industrial diminuiu, com recuo na projeção das expectativas para o mês de novembro. A percepção reflete os resultados dos indicadores relacionados à expectativa de demanda, de quantidade exportada, de compras de matérias-primas e de número de empregados apresentando. O índice de expectativa de demanda recuou 2,7 pontos em outubro, na comparação com novembro, atingindo 54,4 pontos. O índice de expectativa de exportação registrou 53 pontos, o que representa uma queda de 0,5 ponto em relação a novembro.

Já o índice de número de empregados sofreu diminuição de 1,3 ponto, alcançando 51,2 pontos em novembro. O índice de expectativa de compras de matérias-primas foi de 52,9 pontos, o que representa um recuo de 1,9 ponto na comparação dos meses de outubro e novembro. Esse resultado foi 5,1 pontos menor do que o registrado em novembro do ano anterior, quando o índice ficou em 58 pontos.

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Com Agência Brasil

CNI revela ainda que a confiança do empresário diminuiu

Verallia anuncia projeto de expansão no Sul

Investimento de 80 milhões de euros atenderá mercado nacional de vinhos e spirits

A previsão é que o novo forno esteja em pleno funcionamento no quarto semestre de 2023

Terceira maior produtora global de embalagens de vidro para alimentos e bebidas, a Verallia anuncia novo investimento de 80 milhões de euros para expansão de seus negócios no Brasil. O destino será a construção de um novo forno em Campo Bom, no Rio Grande do Sul, onde a empresa já possui uma planta. Com os 60 milhões de euros anunciados na ampliação da fábrica de Jacutinga (MG), em março deste ano, a Verallia anuncia investir 140 milhões de euros no Brasil, apenas em 2021. Somados aos investimentos dos últimos cinco anos, a empresa aplicou um total de 225 milhões de euros, o equivalente a quase R$ 1,5 bilhão, somente em território brasileiro.

Para o novo forno em Campo Bom, a expectativa é atender, preferencialmente, o mercado nacional de vinhos e spirits [a palavra de origem inglesa que significa espírito em português se refere às bebidas destiladas feitas a partir da fermentação de uma matéria-prima]. A previsão é que o novo forno esteja em pleno funcionamento no quarto semestre de 2023. A ampliação permitirá uma produção de cerca de 700 mil garrafas diariamente apenas na nova instalação. No total, a capacidade produtiva diária da Verallia na região Sul ficará em torno de 1,3 milhão de peças. Somando os dois investimentos em curso, a produção diária da Verallia Brasil ganhará mais de 2 milhões de embalagens de vidro (730 milhões de peças por ano), fazendo com que a capacidade de produção instalada mais que dobre no Brasil até 2023.

“Esse investimento no Sul do Brasil já fazia parte do plano traçado para Verallia no Brasil. Soma-se a isso o fato de que a demanda do mercado acelerou a decisão, o que mostra que nossa estratégia está no caminho certo”, afirma Quintin Testa, diretor geral da Verallia na América do Sul. A empresa estima fechar 2021 com uma produção recorde no Brasil, em torno de 7% a 8% do total registrado em 2020. O investimento feito na ampliação irá gerar cerca de 140 empregos efetivos diretos e outros 30 indiretos. Ao longo da obra, o contingente de terceiros deve chegar a 1000 empregos indiretos na fase de construção civil.

Os novos fornos vão seguir todos os padrões tecnológicos das suas demais instalações ao redor do mundo. Contarão com equipamentos de última geração, o que permite responder às demandas de qualidade e de crescimento dos próximos anos. As máquinas também serão instaladas a um sistema de tratamento de emissões atmosféricas (precipitador eletroestático) e uma moderna estação de tratamento de efluentes, doméstico e industrial, em circuito fechado. Todo efluente tratado neste sistema é reaproveitado internamente, sem descarte externo.

Investimento de 80 milhões de euros atenderá mercado nacional de vinhos e spirits

Intenção de consumo cai pela primeira vez desde junho

Indicador reflete cautela das famílias diante de cenário econômico

Além da redução do poder de compra, o encarecimento do crédito também afetou o item de perspectiva de consumo

Após quatro meses consecutivos de alta e estabilidade em outubro, o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou retração em novembro. Com queda mensal de 0,9%, o indicador registrou 73,4 pontos, permanecendo abaixo do nível de satisfação, de 100 pontos, algo que vem acontecendo desde abril de 2015. Apesar disso, o nível é o maior da série desde março de 2021 (73,8 pontos) e melhor do que o registrado em novembro de 2020 (69,8). Na comparação anual, o indicador apresentou uma elevação de 5,1%, mantendo a tendência positiva dos meses anteriores.

Entre os itens avaliados pela pesquisa, o emprego atual se destacou como a única taxa positiva mensal, apresentando crescimento de 0,2% e de 6,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Acompanhando essa recuperação, o patamar atingido pelo item (92,2 pontos) o manteve como o maior indicador do levantamento em novembro, sendo também o maior nível desde maio de 2020 (101,7 pontos).

Mesmo com a melhora da percepção do mercado de trabalho, as famílias mostraram atenção no tocante ao consumo. O item de acesso ao crédito obteve a segunda queda consecutiva, de 2,3%, apresentando a maior taxa negativa do mês. A CNC avalia que esse recuo foi influenciado pela trajetória de alta dos juros, iniciada pelo Banco Central para conter o aumento dos preços.

Além da redução do poder de compra, o encarecimento do crédito também afetou o item de perspectiva de consumo, que manteve o resultado negativo do mês anterior, registrando queda de 1,5%. A economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, explica que isso ocorre porque o crédito é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar suas rendas e tentar manter o padrão de consumo. “A incerteza quanto ao tempo necessário para abrandar o processo inflacionário e o nível que os juros devem alcançar para conseguir o objetivo já estão influenciando no momento de consumir e gerando maior cautela”, afirma.

Na edição de novembro, o estudo apresentou destaques por região. Segundo os recortes, o Norte apresentou queda na variação anual na maioria dos indicadores, sendo o índice do momento para compra de duráveis (+13,9%) a única exceção. O item, por outro lado, foi o único a registrar retração na região Sudeste (-16,7%). Na comparação com 2020, outras regiões também contaram com retração em apenas um dos itens avaliados. O Sul, por exemplo, encolheu 6,3% em acesso ao crédito.

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Indicador reflete cautela das famílias diante de cenário econômico