BNDES apoia empresa gaúcha com R$ 24,4 milhões

Unidade de Esteio (RS) da Grano Alimentos ficou inundada na enchente de 2024


O apoio do BNDES será utilizado para despesas de capital de giro, proporcionado a reposição dos prejuízos da Grano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou crédito de R$ 24,4 milhões para a Grano Alimentos, do segmento de vegetais congelados. O apoio faz parte do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul e ajudará na recuperação da empresa após a inundação de seu centro de recebimento de produtos dos fornecedores e armazenagem de estoque, localizado em Esteio (RS), durante a enchente de 2024. Um dos armazéns logísticos da Grano registrou alagamentos de três metros de altura e ficou mais de 25 dias com o sistema de refrigeração desligado, devido a danos na rede elétrica. A água atingiu todas as câmaras em que estavam armazenados vegetais como brócolis, ervilha, espinafre, couve-flor e batata, além soluções de plant based (produtos à base de plantas). O apoio do BNDES será utilizado para despesas de capital de giro, proporcionado a reposição dos prejuízos da Grano, principalmente com a perda dos alimentos estocados e no depósito, incluindo mudas e brócolis na colheita. Também houve redução no faturamento, com pedidos não atendidos. 

Unidade de Esteio (RS) da Grano Alimentos ficou inundada na enchente de 2024

Febraban explica como se proteger do “golpe da selfie”: entenda

Bandido diz que vítima ganhou cesta básica, benefício extra previdenciário ou brindes e pede que ela tire uma selfie para receber o presente; abordagem é golpe

“Fique atento e não aceite este tipo de abordagem, porque é golpe. Jamais aceite o pedido de um desconhecido para tirar uma selfie para receber qualquer coisa que lhe ofereça”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban

Quadrilhas de criminosos se aproveitam da boa-fé e da vulnerabilidade da população para obter vantagens financeiras de maneira ilícita por meio de golpes. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) alerta que atualmente os bandidos estão aplicando o golpe da selfie, que tem trazido muita dor de cabeça e prejuízos para o cliente bancário e a população em geral.

A vítima pode ser qualquer pessoa, entretanto, o público idoso é um dos alvos preferenciais dos criminosos, muitas vezes, devido à falta de familiaridade tecnológica para as atividades do dia a dia.

Neste golpe, após descobrir dados pessoais, o bandido entra em contato com a vítima e diz que ela ganhou um benefício ou brinde – um dos artifícios mais usados atualmente é a doação de uma cesta básica mensal ou até um benefício extra previdenciário, que na verdade não existe.

Entretanto, informa que para que ela receba o benefício, é necessário fazer uma selfie para algum tipo de comprovação com o fornecedor do benefício. O bandido coloca uma fita isolante no celular ou tampa todos os campos para que a pessoa não perceba que está dentro de um ambiente bancário e prestes a para fazer autenticação biométrica para uma operação de crédito.

“Fique atento e não aceite este tipo de abordagem, porque é golpe. Jamais aceite o pedido de um desconhecido para tirar uma selfie para receber qualquer coisa que lhe ofereça”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban.

A Febraban ressalta que o sistema biométrico é uma tendência em vários tipos de operações de reconhecimento, não só no sistema bancário. E as ferramentas dos bancos são sofisticadas e identificam que de fato é a pessoa que está fazendo a identificação naquele momento, e que ela está viva. Isso faz com que seja impossível que o bandido pegue uma foto da vítima da rede social para a aplicação de um golpe no sistema bancário.

Em outra variação deste golpe, criminosos entram em contato com a vítima e dizem que têm um brinde para entregar ou um presente de aniversário, e insistem para que a pessoa receba o presente pessoalmente. Os criminosos entregam algo para a vítima, geralmente flores, cosméticos ou chocolate, e nesse momento, pedem o pagamento de taxa de entrega, que só pode ser paga com cartão.

O entregador/golpista geralmente usa uma maquininha com o visor danificado, que impossibilita a visualização do valor digitado na tela. Outra forma é o criminoso usar algum artifício para desviar a atenção da vítima, para que ela digite a senha no campo destinado ao valor da compra, possibilitando a visualização e uso.

Para evitar estes golpes, a Febraban recomenda que o cliente:

– Nunca aceite presentes e brindes inesperados, sem saber quem realmente mandou

– Não forneça dados pessoais em links enviados pela internet de supostas promoções e tenha muito cuidado ao preencher cadastros na internet

– Não aceite realizar pagamentos se o visor da maquininha estiver danificado, impedindo que você veja o valor real que está pagando

– Jamais aceite tirar fotos ou selfies para receber brindes ou em qualquer outro pedido de desconhecidos.

Assista ao vídeo com mais orientações abaixo: 

Bandido diz que vítima ganhou cesta básica, benefício extra previdenciário ou brindes e pede que ela tire uma selfie para receber o presente; abordagem é golpe

Desemprego encerra 2024 em 6,6%, menor patamar da série histórica

A taxa de desocupação chegou a 6,2% no trimestre encerrado em dezembro

A estimativa anual do número de empregados com carteira de trabalho assinada cresceu 2,7% no ano e chegou a 38,7 milhões de pessoas, o mais alto da série

A taxa de desocupação chegou a 6,2% no trimestre encerrado em dezembro de 2024, com estabilidade em relação ao trimestre de julho a setembro (6,4%). Com o resultado, a taxa média anual do índice foi de 6,6% em 2024, o que representa uma retração de 1,2 ponto percentual frente a de 2023 (7,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE. O resultado anual é o menor da série histórica iniciada em 2012, quando foi de 7,4%. A menor taxa da série até então havia sido em 2014 (7%).

Houve redução de 1,1 milhão de pessoas no contingente de população desocupada média em 2024 (7,4 milhões) frente a 2023 (8,5 milhões). É o menor quantitativo de pessoas desocupadas desde 2014 (7 milhões). Já a população ocupada média em 2024 foi recorde na série histórica, com 103,3 milhões de pessoas, resultado 2,6% acima de 2023 (100,7 milhões) e 15,2% acima de 2012 (89,7 milhões). O nível médio da ocupação (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) também cresceu e chegou a 58,6% em 2024, maior patamar da série histórica.

“Os resultados de 2024 indicaram a manutenção da trajetória de crescimento contingente de trabalhadores que, inicialmente, em 2022, respondia como uma recuperação das perdas geradas durante a pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021. Em 2023 e 2024 os ganhos ainda expressivos, mesmo após a recuperação de ocupação após a pandemia, foram fundamentais para o alcance desses recordes”, destaca a coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

A taxa composta de subutilização média para 2024 foi de 16,2%, caindo 1,8 ponto percentual em relação a 2023 (18%). Esse indicador foi de 24,4% em 2019, 15,9% em 2014 e 18,7% em 2012. A estimativa anual da população subutilizada (19 milhões de pessoas em 2024) recuou 8,9% frente a 2023. Apesar da redução, esse contingente está 15,4% acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,5 milhões de pessoas).

A estimativa anual do número de empregados com carteira de trabalho assinada cresceu 2,7% no ano e chegou a 38,7 milhões de pessoas, o mais alto da série. Também foi recorde o contingente anual de empregados sem carteira assinada no setor privado, que mostrou aumento de 6%, chegando a 14,2 milhões de pessoas. “O crescimento da população ocupada nos últimos anos ocorreu principalmente entre os empregados no setor privado. Essa expansão foi registrada por meio do trabalho com e sem carteira de trabalho assinada. Isso ocorreu devido à abrangência setorial do aumento da ocupação, que incluiu atividades como indústria, serviços prestados às empresas, cujo perfil ocupacional está mais associado à formalidade; como também o avanço importante de atividades como construção, transporte e logística que apresentam maior incorporação de trabalhadores informais”, explica a coordenadora.

O contingente de pessoas que trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões, crescimento de 1,9% em relação a 2023, quando foi de 25,6 milhões. Em relação ao início da série em 2012, quando era de 20,1 milhões, o crescimento foi de 29,5%. A taxa anual de informalidade passou de 39,2% em 2023 para 39% em 2024, enquanto a estimativa da população desalentada diminuiu 11,2%, alcançando 3,3 milhões de pessoas.

A taxa de desocupação chegou a 6,2% no trimestre encerrado em dezembro

Um país inimigo do vinho

Temos muito a progredir ainda no serviço desta bebida no Brasil

Reúno aqui algumas histórias presenciadas por mim ou mesmo por outras pessoas sobre o universo do vinho. Elas revelam como ainda é preciso melhorar o serviço da bebida ou, ainda, as técnicas de venda e outros detalhes. O Brasil já avançou muito nesse ponto – graças ao ensino, a exemplo de entidades como a Associação Brasileira de Sommeliers que tem dezenas de regionais em todo o país. Porém, como vocês mesmo verão, há muito a progredir ainda.

Difícil de engolir
Em um estabelecimento de bebidas de uma pequena cidade do Paraná, eis que me deparo com um espumante de grife pelo menos R$ 30 mais barato do que há dois anos. Se a inflação galgou entre 2023 e 2024, como pode a bebida ter ficado muito mais em conta? Para matar a charada, bastou checar o contrarrótulo. O produto não seguia as normas brasileiras, como trazer as informações em português. Somente constava o rótulo originário da Argentina. Ou seja, o espumante chegou até a cidade via descaminho – ou de outra forma também ilícita.

Portuguesa, com certeza?
O fato agora segue como destino o Paraná, mas dessa vez em uma cidade de médio porte, tida como a capital agrícola do oeste paranaense. Na adega, recém-inaugurada, pergunto para a atendente se eles vendem o Castas Portuguesas. Ela apenas aponta o dedo para a direita e diz: “Os vinhos de Portugal ficam naquela gôndola”. Como é sabido, o Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas combina Touriga Nacional e Tinta Roriz, duas castas portuguesas, e é elaborado na unidade do Seival, em Candiota (RS).

Não vai
Isso ocorreu precisamente em 2013, durante o desfile das escolas de samba do grupo especial de São Paulo. Naquele ano, a Vai-Vai trouxe como samba-enredo o vinho, em uma iniciativa protagonizada pelo extinto Ibravin. Fazia parte da programação a distribuição de vinho que seria servido nas arquibancadas, como também vendido em caixinhas de 250 ml a baixo custo. Como uma das principais patrocinadoras do desfile paulista, uma importante marca de cerveja devassou a estratégia proibindo que o vinho fosse distribuído ou vendido para o público presente no Anhembi.

Um branco e um tinto
Esse caso ocorreu com o economista e sommelier Mauro Salvo. Autor de O consumidor de vinho no Brasil: Um olhar pela lente de um economista, comercializado pela Amazon, Salvo está coletando uma série de episódios parecidos para uma publicação futura. Reproduzo a seguir o acontecido escrito pela própria testemunha do fato, que também possui o perfil @economista_na_adega no Instagram. “Vou escrever um livro de contos sobre causos do mundo do vinho. Decidi isso hoje. Sentei no restaurante de um hotel em Santa Catarina. O garçom não trouxe a carta de vinhos. Pedi por ela. Analisei a carta que continha uns 30 rótulos. Quando pedi, o garçom me informou que tinha somente dois vinhos: um branco e um tinto. Pensei com meus três botões (eu estava vestindo uma camisa polo): ´Por que ele me trouxe a carta de vinhos se já sabia que só tinha dois?’ Escolhi o branco. O vinho estava em temperatura ambiente (não tem adega climatizada, por óbvio). Ele trouxe um balde de gelo. Após a refeição, antes de eu ir embora, perguntei se eles cobrariam taxa de rolha, caso eu levasse o meu vinho. A resposta foi positiva, ao custo de R$ 80. O Brasil é um país inimigo do vinho”.

Exato, Mauro. Por essa e por outras, o Brasil é um país inimigo do vinho.

Temos muito a progredir ainda no serviço desta bebida no Brasil

Déficit primário totaliza R$ 43 bilhões em 2024

Enchentes no Rio Grande do Sul e Previdência puxaram resultado

A LDO de 2024 e o arcabouço fiscal estabelecem meta de déficit primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo, para o Governo Central

Pressionado pelas enchentes no Rio Grande do Sul e pelo crescimento de gastos obrigatórios, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – encerrou 2024 com déficit primário de 43 bilhões (0,36% do PIB). O número foi divulgado na tarde desta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional. O valor representa queda real (descontada a inflação) de 81,7% em relação a 2023, quando o déficit primário tinha ficado em R$ 228,4 bilhões, puxado pelo pagamento de precatórios atrasados. O resultado veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 55,4 bilhões no ano passado.

Ao considerar apenas os gastos dentro do arcabouço fiscal, o déficit primário ficou em R$ 11 bilhões (0,09% do PIB). O valor está dentro da margem de tolerância de R$ 28,7 bilhões estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. Esse resultado exclui cerca de R$ 31,8 bilhões em créditos extraordinários, a maioria para a reconstrução do Rio Grande do Sul, e R$ 143 milhões relativos a renúncias fiscais. Apenas em dezembro, houve superávit primário de R$ 24 bilhões, acima da previsão do Prisma Fiscal, que estimava resultado positivo de R$ 17,7 bilhões.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. A LDO de 2024 e o arcabouço fiscal estabelecem meta de déficit primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo, para o Governo Central. No limite inferior da meta, isso equivale a déficit de até R$ 28,7 bilhões. No fim de novembro, uma edição especial do relatório de avaliação de receitas e despesas projetava déficit primário de R$ 64,4 bilhões para o Governo Central, o equivalente a um resultado negativo de 0,56% do PIB. A conta, no entanto, inclui gastos fora do arcabouço fiscal, como o pagamento de precatórios e os créditos extraordinários para reconstruir o Rio Grande do Sul e combater incêndios florestais.

Com ABR

Enchentes no Rio Grande do Sul e Previdência puxaram resultado

Ceitec recebe R$ 220 milhões para produção de semicondutores

Aporte atenderá às demandas de mercados em expansão

O investimento proporcionará condições para que a Ceitec inicie a produção de chips de carbeto de silício, um componente com maior eficiência, essencial a ser usado em dispositivos de potência

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou na quinta-feira (5), em Porto Alegre (RS), um investimento de R$ 220 milhões na Ceitec, empresa pública nacional produtora de semicondutores vinculada à pasta. A cerimônia aconteceu no auditório da companhia com a presença do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Celso Pansera, e do presidente da Ceitec, Augusto Gadelha, de forma virtual. O investimento será aplicado na adequação da plataforma industrial da Ceitec para a produção em escala de semicondutores de carbeto de silício (SiC), utilizados em dispositivos de potência; na transferência de tecnologia; e na internalização de novos processos produtivos.

O aporte de R$ 220 milhões será dividido em três anos: R$ 96,5 milhões em 2024; R$ 101,5 milhões em 2025; e R$ 22,36 milhões em 2026. Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O presidente da Finep, Celso Pansera, lembrou que a Ceitec passou por sérios desafios nos últimos anos, como o processo de liquidação que foi revertido a partir de 2023. Segundo ele, os investimentos estratégicos demandam tempo para serem bem sucedidos. “A transição energética precisa muito de semicondutores, e a Ceitec tem condições de ocupar esse mercado”, disse. Já o presidente da Ceitec, Augusto Gadelha, destacou o papel do investimento no avanço da estratégia industrial do país. “É com grande satisfação que comemoramos esse acordo do FNDCT e da Finep. Esses recursos vão ajudar a trilhar a nova tecnologia ao novo processo tecnológico para a Ceitec ser bem sucedida e contribuir para o progresso do país”, afirmou.

O investimento proporcionará condições para que a Ceitec inicie a produção de chips de carbeto de silício (SiC), um componente com maior eficiência, essencial a ser usado em dispositivos de potência. Eles terão aplicações estratégicas, como em sistemas de conversão de energia solar e em módulos de controle para veículos elétricos, setores-chave para a transição energética e a sustentabilidade. “A produção local desses semicondutores posicionará a Ceitec como uma peça fundamental no fortalecimento da cadeia tecnológica nacional e no atendimento às demandas de mercados em expansão”, enfatizou a ministra.

Aporte atenderá às demandas de mercados em expansão

Piracanjuba anuncia novo aporte em fábrica no Paraná

Planta de São Jorge d’Oeste será a maior fabricante de queijos do Brasil e deve ter a primeira fase inaugurada neste ano

Empresa anunciou que vai iniciar a segunda etapa da unidade industrial, visando a produção de concentrados, whey protein e lactose em pó

O Grupo Piracanjuba anunciou a expansão da unidade que está sendo construída em São Jorge d’Oeste, no sudoeste paranaense, antes mesmo da inauguração oficial. Com apoio do programa Paraná Competitivo, a empresa está investindo cerca de R$ 612 milhões na implantação da unidade industrial de queijos e que também irá produzir manteiga, whey protein e lactose em pó. No início deste ano, o conglomerado divulgou que fez um financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 499 milhões para iniciar a segunda etapa da unidade industrial, com mais uma planta, visando a produção de concentrados, isolados proteicos (whey protein) e lactose em pó.

As tratativas com a empresa começaram em 2019, no primeiro ano da gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, quando foram anunciados dois aportes que somavam cerca de R$ 110 milhões, sendo R$ 30 milhões em uma unidade de processamento de leite em Sulina, também no Sudoeste, com capacidade para até 150 mil litros por dia, e outros R$ 80 milhões para a construção da maior fábrica de queijos do Brasil, em São Jorge d’Oeste. “O Paraná tem uma bacia leiteira em abundância e por isso apostamos no Estado e procuramos atrativos para investimentos. O Paraná Competitivo fornece uma série de benefícios que permitiram esses investimentos da empresa aqui”, explica o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo.

Em São Jorge d’Oeste, a construção da unidade industrial da Pirancajuba começou em 2021 e deverá ter sua primeira fase inaugurada neste ano. Serão mais de 54 mil metros quadrados de área construída, gerando cerca de 250 empregos diretos. Nesta etapa, a atuação ficará concentrada na produção de manteiga (com capacidade para 7,9 mil toneladas anuais) e muçarela (cerca de 39,4 mil toneladas ao ano), reforçando o objetivo do governo estadual de industrialização de produtos com maior valor agregado. A partir do soro de leite, efluente da produção de queijos, o Grupo Piracanjuba produzirá até 6 mil toneladas ao ano de whey protein e até 14,8 mil toneladas anuais de lactose em pó. Segundo a empresa, a construção das duas plantas em uma mesma unidade traz ganhos de escala, sendo a primeira queijaria de grande porte no Brasil que já nasce planejada e integrada em um mesmo parque industrial.

Trata-se de um movimento pioneiro no Brasil. O objetivo é diminuir a dependência de importação dos produtos, que têm aplicações que vão desde a nutrição até produtos farmacêuticos e cosméticos, e que hoje gira em torno de 85% e US$ 54 milhões na balança comercial brasileira. Os outros 15% são de produção nacional, com poucas indústrias produzindo whey protein em pó em suas várias concentrações. Os dados são dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), de 2023.

Planta de São Jorge d’Oeste será a maior fabricante de queijos do Brasil e deve ter a primeira fase inaugurada neste ano

Intenção de consumo das famílias segue em alta em janeiro

Famílias de maior renda e mulheres foram mais cautelosas em consumir

A maioria dos componentes registrou alta, com exceção dos indicadores que medem a satisfação das pessoas em relação ao emprego atual, à renda atual e ao acesso ao crédito

A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que apura a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) mostra aumento mensal de 0,2% no índice, em janeiro, chegando aos 104,9 pontos, impulsionado, principalmente, pelo consumo de bens duráveis, que teve o segundo aumento consecutivo. O resultado segue a tendência de alta observada em dezembro do ano passado. No entanto, o número indica queda de 0,9% no comparativo com janeiro de 2024. A ICF é baseada em questionário aplicado a 18 mil brasileiros e analisa sete indicadores que refletem a satisfação do consumidor. A maioria dos componentes registrou alta, com exceção dos indicadores que medem a satisfação das pessoas em relação ao emprego atual, à renda atual e ao acesso ao crédito, sendo este último o que apresentou maior redução (-0,8%). Em contraste, o indicador que apura a satisfação dos consumidores em relação ao momento para o consumo de bens duráveis avançou 1%.

Os dados revelam que, neste começo de ano, as famílias de maior renda estão cautelosas ao consumir, ao contrário das que recebem menos. Enquanto as que ganham acima de 10 salários mínimos apresentaram retração de 0,2%, as de menor renda avançaram 0,3%. No recorte por gênero, as mulheres se mostram mais pessimistas do que os homens por conta das restrições do acesso ao crédito e das perspectivas profissionais. Com isso, entre o público feminino, a intenção de consumo caiu 1,4% e, entre o masculino, 0,4%. “O acesso ao crédito continua sendo um ponto sensível. O aumento dos juros impacta o consumo, por causa da importância do crédito para o aquecimento do comércio. Para mitigar esse efeito, os comerciantes têm oferecido mais incentivos, como prazos e descontos, para o consumo de bens de maior valor agregado”, reforça o economista da CNC João Marcelo Costa.

Confiança no mercado de trabalho
Apesar da leve queda do emprego atual (-0,3%), ele permanece como o subindicador mais bem avaliado da ICF, com 126,3 pontos. Isso demonstra que os consumidores estão confiantes no mercado de trabalho, mesmo com a desaceleração da geração de empregos formais. Para os próximos meses, a avaliação dos brasileiros sobre sua Perspectiva Profissional segue em alta (+0,3%), o que demonstra esperança das famílias em melhores condições econômicas.
Um dado que chama a atenção é a diferença acentuada de satisfação com o mercado de trabalho entre os gêneros. No que diz respeito à Perspectiva Profissional, as mulheres registraram redução de 4,1%, contra a de 2% dos homens.
“A diferença entre homens e mulheres pode estar relacionada a fatores estruturais do mercado de trabalho e ao papel que elas desempenham na economia doméstica. Historicamente, as mulheres enfrentam desafios adicionais, o que pode intensificar a cautela diante de um cenário econômico mais desafiador”, analisa Costa. O economista acrescenta que, como boa parte das famílias brasileiras têm as mulheres como principais provedoras, é natural que elas adotem uma postura mais prudente.

Famílias de maior renda e mulheres foram mais cautelosas em consumir

Sul fecha 2024 com saldo de 297.955 novas vagas de trabalho

Paraná liderou abertura de postos abertos no ano

O desempenho paranaense foi o quarto melhor do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

A região Sul fechou 2024 com um saldo positivo de 297.955 novas vagas, resultado de 5.211.583 admissões e 4.913.628 desligamentos durante o ano. Em dezembro, porém, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram um saldo negativo de 111.186 postos, devido ao movimento sazonal de encerramento de contratos temporários após as festas de fim de ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Paraná encerrou o ano de 2024 com um saldo positivo de 128.012 novas vagas de emprego com carteira assinada. O desempenho paranaense foi o quarto melhor do Brasil, atrás apenas de São Paulo (459.371), Rio de Janeiro (145.240) e Minas Gerais (139.503), que são estados mais populosos. Logo atrás do Paraná, ficaram Santa Catarina (106.392), Bahia (84.726), Rio Grande do Sul (63.551), Pernambuco (62.233), Goiás (56.786). Em todo o Brasil, o saldo de novas vagas de acordo com o Caged foi de 1.693.673.

Desse modo, o Paraná chegou a um estoque de 3.218.470 pessoas empregadas com carteira assinada. Na comparação com os dados de 2023, o crescimento no estoque de empregados foi de 4,1%, uma variação superior a estados como São Paulo (3,3%), Rio de Janeiro (3,8%), Minas Gerais (2,9%), Bahia (4,1%), Rio Grande do Sul (2,2%) e Goiás (2,7%). Santa Catarina, no mesmo período, teve um salto de 4,3% no estoque de empregados com carteira assinada.

Paraná liderou abertura de postos abertos no ano

Anatel pretende elevar monitoramento de ligações indesejadas

Operadoras devem enviar relatório mensal para a agência

O objetivo do sistema que recebe dados de originadores de chamadas indesejadas é permitir que a Anatel proteja o consumidor mais rapidamente de possíveis golpes por chamadas telefônicas

As prestadoras de telefonia móvel e fixa terão de enviar mensalmente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os relatórios referentes a chamadas recebidas, incluindo aquelas com indícios de alteração indevida de código de acesso (spoofing) nos números de telefones. Esta técnica é usada por criminosos para falsificar o número de telefone de uma ligação. Os relatórios devem ser encaminhados pelo sistema Coleta de Dados Anatel, implementado neste mês. O objetivo do sistema que recebe dados de originadores de chamadas indesejadas é permitir que a Anatel proteja o consumidor mais rapidamente de possíveis golpes por chamadas telefônicas.

Segundo a Anatel, o envio dos dados faz parte de um conjunto de medidas regulatórias de enfrentamento às ligações indesejadas já estabelecidas pelo órgão, com o objetivo de reduzir o incômodo aos usurios de servios de telecomunicações no Brasil e evitar fraudes por telefone. Como resultado, houve a redução de 184,9 bilhões dessas chamadas, entre junho de 2022 e dezembro de 2024, em todo o país. Pela determinação, as entidades do setor de telecomunicações devem enviar os relatórios todo dia 15 de cada mês ao sistema que coleta dados para a agência.

A estimativa é que as informações permitam que a Anatel monitore sistematicamente a origem de ligações irregulares, constate as irregularidades e acompanhe o cumprimento das medidas cautelares já expedidas, como a suspensão de usuários ou de empresas que cometem fraudes ou abusos. A Anatel estabelece às prestadoras de telefonia móvel e fixa que, ao receberem as chamadas indesejadas irregulares, notifiquem as prestadoras de origem da ligação indesejada.

Além disso, as empresas receptoras das chamadas devem informar à Anatel dados como: data, horário das ligações, identificação das prestadoras de origem das chamadas indesejadas; data em que as infrações foram cometidas; proporções de chamadas com números falsos em relação ao total de chamadas recebidas e, quando for o caso, os tipos e prazo de suspensão de serviços. A medida prevê que os envolvidos nas origens dessas chamadas irregulares sejam multados e até suspensos. As empresas de telefonia móvel e fixa que descumprirem as regras estão sujeitas a multas de até R$ 50 milhões. Quando os originadores das chamadas estiverem relacionados a golpes ou fraudes envolvendo uso de nome de instituição financeira, as informações serão enviadas às autoridades de segurança pública.

Com ABR

Operadoras devem enviar relatório mensal para a agência

Governo prepara plataforma para crédito consignado

Objetivo é facilitar o acesso de trabalhadores do setor privado

Bancos poderão usar eSocial para oferecer consignado a empregados CLT

O governo federal vai usar o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para facilitar o acesso de trabalhadores do setor privado a crédito consignado. Para tratar dessa proposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na quarta-feira (29) com representantes de bancos, acompanhado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e da Casa Civil, Rui Costa. “Milhões de pessoas que hoje não têm acesso ao crédito consignado passarão a ter uma plataforma em que você vai poder comparar as taxas de juros praticadas pelo sistema bancário”, destacou Haddad, durante entrevista coletiva após o encontro no Palácio do Planalto. Segundo ele, a previsão é que a plataforma esteja disponível ainda neste ano.

O presidente-executivo da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney, presente ao encontro, demonstrou apoio à proposta, que vem sendo discutida há um ano entre o governo federal e a instituição com o intuito de baratear o crédito para o trabalhador regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Estamos assumindo um compromisso com o governo de fazer com que nós tenhamos o crescimento do crédito privado para o trabalhador celetista, desde que nós consigamos enxergar os dados dos trabalhadores, das empresas, e a gente enxerga a plataforma eSocial como um veículo importante de acesso à informação. Crédito tem a ver com garantia, com informação de qualidade. Quanto mais informações, menor risco de crédito, menor custo de crédito, menor inadimplência”, disse Sidney. Ele estima que, com a iniciativa, a carteira de crédito a esses trabalhadores pode passar dos atuais R$ 40 bilhões para R$ 120 bilhões.

“O crédito pessoal hoje, como o banco está sem garantia nenhuma, ele às vezes coloca uma taxa de difícil cumprimento pelo tomador. E com a garantia associada, como esses outros trabalhadores têm, a tendência forte é de que, pela utilização do eSocial, você dê aos trabalhadores que hoje pagam até mais de 6% de juros ao mês no crédito pessoal. E por esse mecanismo, você traga para uma situação melhor”, explicou Haddad. A medida poderá beneficiar todos os trabalhadores celetistas do Brasil e todos os trabalhadores domésticos registrados em carteira, um público de cerca de 42 milhões de pessoas, de acordo com o ministro Luiz Marinho. Antes de lançar essa iniciativa, o governo federal deve promover mais uma reunião interna para definir os últimos detalhes.

Objetivo é facilitar o acesso de trabalhadores do setor privado

Fernandinha in English

Sem o inglês dela não estaríamos na reta final do Oscar

O televisionamento das participações de Fernanda em talk shows pode turbinar o aprendizado de milhares de brasileiros e a libertá-los da armadura única do português

1 – Nós, brasileiros, não somos grandes linguistas. Pelo contrário, é quase inconcebível o quão nossas elites não incorporaram ao seu acervo o conhecimento de um segundo idioma, para não falar de um terceiro ou de um inverossímil quarto. É parte da cultura insular.

2 – Refiro-me às elites – intelectuais, financeiras, sociais – porque se espera que quem tem suas necessidades básicas saciadas (Maslow, lembram?) estará mais apto a absorver os requififes culturais que, para os carentes, seriam mais inacessíveis.

3 – Em nosso desfavor, se podemos dizer assim, prevalece a uniformidade cultural que nos leva a falar a mesmíssima língua desde a fronteira venezuelana até a uruguaia, o que reduz sobremodo nossa habilidade em pensar “diferente” numa imensa faixa continental.

4 – O que quero dizer? Ora, na África há gente que fala cinco idiomas locais. Na parte oriental do continente, além dos dialetos e de uma ou duas línguas europeias, há os que falam suaili ou mesmo árabe. Na parte ocidental, o hausa ou o iorubá. No centro, o fulani.

5 – Isso confere plasticidade mental ao falante, mesmo que ele seja um homem da rua, sem veleidades intelectuais. O mesmo vale para a Índia onde as pessoas podem falar hindi, tamil, bengali, urdu, gujarati, punjabi, beloshi entre outras. Nas cidades, é raro quem não fale inglês.

6 – Para nos atermos aos gigantes, nos tempos da URSS havia imensa diversidade linguística dentro do Império. Lituano, georgiano, armênio, quirguiz ou estoniano nada tinham a ver entre si, daí o russo funcionar como língua franca, como amálgama. No Brasil, não há isso.

7 – Pelo contrário, a força homogeneizadora da televisão achata os sotaques regionais. As novelas podem levar as pessoas a incorporar gotas de vocabulário mineiro, carioca, paraibano ou paraense – por assim dizer. Mas nada que mexa com a estrutura de pensamento.

8 – Quando você fala italiano, por exemplo, ou alemão, o que quer que seja, você não está só substituindo palavras pelos seus sinônimos. Você vai aplicar à frase como um todo um tom, uma cadência, uma construção e um viés que podem ser estranhos ao português.

9 – É como se a nova língua já trouxesse válvulas de libertação e moldes de engessamento próprios que anulassem a adaptação pura e simples de palavras e sentenças. Não é que você “deixe de ser” quem é. Não é um exercício de “despersonalização”. É outra coisa.

10 – Mas vamos nos ater ao mais simples e pensar que apenas comunicar já estaria de bom tamanho. Vejam o caso de Fernanda Torres na campanha sem trégua por uma estatueta no Oscar – o que terminou por beneficiar o filme que, fatalmente, sairá premiado.

11 – Sem o inglês dela – e, secundariamente, o de Walter Salles e o de Selton Mello –, não estaríamos na reta final do prêmio, com chances reais de levar o troféu, além do que já levamos. Idioma é um instrumento poderoso, não é uma frescura. É arma, não é um requinte.

12 – Isso não é banal. O Brasil não é grande fã de outras línguas. Nos telejornais, seria fácil legendar as falas estrangeiras e deixar que se ouvisse a mensagem na língua original. Seria treino para os novatos e deleite para quem fala o idioma. Mas a praxe manda dublar.

13 – Convivi ao longo da vida com elites do perfil a que me referi acima. Era vexaminoso ver como figuras expressivas de nosso PIB falavam inglês como ginasianos. Disparavam frases curtas, não sabiam conectá-las e muito menos desenvolver um raciocínio complexo.

14 – Sim, um raciocínio complexo. Nem tudo pode se reduzir a “the book is on the table.” E tem mais, muito mais. Falar uma língua estrangeira – entendê-la, apreciá-la, brincar com ela – é ser outra pessoa, entrar numa sintonia especial com um meio cultural.

15 – Como sou grande otimista, imagino que o televisionamento das participações de Fernanda em talk shows pode turbinar o aprendizado de milhares de brasileiros e a libertá-los da armadura única do português. Não é abrir mão da soberania, senão ampliá-la.

16 – Um lembrete final; “A língua exerce um poder escondido, como a lua sobra as marés”, disse Rita Mae Brown. Murakami diz: “Aprender outras línguas é como nos tornarmos outra pessoa”. Agora vamos ouvir o que você tem a dizer. Estou pronto.

Sem o inglês dela não estaríamos na reta final do Oscar

Susana Kakuta dirigirá Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS

Ela assumirá o cargo a partir de 1º de fevereiro

Susana tem passagens por instituições como CNI e Badesul – Agência de Fomento do RS

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) está concluindo o projeto de implantação de um novo modelo de gestão que concentra o Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS) em um comando único. A partir de 1º de fevereiro, a executiva Susana Kakuta ocupará o cargo de diretora geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, respondendo pelas três instituições e subordinada ao diretor-executivo da Fiergs, Paulo Herrmann. A executiva tem passagens por instituições como Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Badesul – Agência de Fomento do RS. Também foi secretária de Estado na gestão de Ivo Sartori e comandou o Tecnosinos, polo de inovação da Unisinos.

“O desafio é relevante, pois trata da gestão de três instituições que impactam diretamente em temas como o preparo da força de trabalho para o presente e o futuro da indústria, a competitividade pela inovação e a modernização dos diferentes setores produtivos, além de um conjunto de ações focadas no bem-estar do trabalhador da indústria e suas famílias”, afirma Susana, por meio de nota. Com a implantação do novo modelo, os gestores que atuavam separadamente, no modelo anterior, deixam o Sistema Fiergs. Carlos Trein, que exercia a direção geral do Senai-RS, saiu no final de dezembro e Juliano Colombo, que comandava o Sesi-RS, se desligará oficialmente em 31 de janeiro.

Ela assumirá o cargo a partir de 1º de fevereiro

Copom eleva Selic para 13,25% ao ano

A reunião foi a primeira sob o comando de Gabriel Galípolo

Elevação havia sido anunciada ainda na reunião de dezembro

Pressionado pela alta do dólar e do preço dos alimentos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cumpriu a promessa de aumentar em 1 ponto percentual os juros básicos nesta quarta-feira (29). Agora, a Selic passa a ser de 13,25% ao ano. A decisão foi unânime por parte de todos os diretores naquela que foi a primeira reunião sob o novo comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Essa foi a quarta elevação consecutiva da Selic. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.

No comunicado da última reunião, em dezembro, o Copom informou que elevaria os juros básicos em 1 ponto percentual não somente agora, como também no próximo encontro, agendado para os dias 18 e 19 de março. Segundo o Comitê, o agravamento das incertezas externas e os ruídos provocados pelo pacote fiscal do governo no fim do ano passado justificam o aumento dos juros básicos no início de 2025. Isso se repetiu no comunicado emitido nesta quarta pela autoridade monetária.

Entenda os termos usados pelo Banco Central ao definir a taxa de juros clicando aqui.

“O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, destacam os membros do Copom. “O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista”, explica a nota.

O colegiado também afirmou que entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, justificam. “Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, antecipa o documento, assim como informado no comunicado emitido em dezembro.

“O ambiente externo permanece desafiador em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, o que suscita mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed”, enumera o documento. Nesta quarta-feira o Banco Central dos Estados Unidos manteve a taxa de juros inalterada. “Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de pases emergentes”, opinam os membros do Copom.

A reunião foi a primeira sob o comando de Gabriel Galípolo

Presidente da Anfavea avalia ano de 2024 para o setor automotivo

As vendas de veículos novos, considerando-se apenas os automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), tiveram desempenho positivo em 2024, com crescimento de 14% em relação a 2023

As vendas de veículos novos, considerando-se apenas os automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), tiveram desempenho positivo em 2024, com crescimento de 14% em relação a 2023. Ao todo, foram emplacadas 2.484.740 unidades. Márcio Lima, presidente da Anfavea, avalia os resultados do setor no Brasil em 2024.

As vendas de veículos novos, considerando-se apenas os automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), tiveram desempenho positivo em 2024, com crescimento de 14% em relação a 2023