Fed mantém juros inalterados

BC norte-americano destaca que inflação segue elevada

“Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica continuou a se expandir em um ritmo sólido”, aponta o Fed

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) decidiu manter a taxa de juros no intervalo compreendido em 4,25% e 4,5%. A decisão obteve unanimidade do colegiado. “Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica continuou a se expandir em um ritmo sólido. A taxa de desemprego se estabilizou em um nível baixo nos últimos meses e as condições do mercado de trabalho permanecem sólidas. A inflação continua um tanto elevada”, diz o comunicado enviado para a imprensa após a reunião desta quarta-feira (29).

O Comitê norte-americano alerta que a perspectiva econômica é incerta. Também destaca mais uma vez que continuará reduzindo suas participações em títulos do Tesouro e títulos lastreados em dívidas de agências e hipotecas. Os membros do Fed afirmam que estão preparados para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado se surgirem riscos que possam impedir a obtenção das metas do Comitê. Esta foi a primeira decisão do Fed após na presidência do republicano Donald Trump.

BC norte-americano destaca que inflação segue elevada

Gasolina do RS é a mais barata do Sul

Combustível registrou um preço médio de R$ 5,90 no ano passado no estado

Paraná e Santa Catarina mantiveram valores superiores a R$ 6 por litro em 2024

Entre 2022 e 2024, o Rio Grande do Sul manteve o preço médio anual da gasolina abaixo dos vizinhos Santa Catarina e Paraná. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que, em 2022, a gasolina no Rio Grande do Sul registrou um preço médio de R$ 5,90, enquanto os outros dois estados sulistas mantiveram valores superiores a R$ 6. Na média nacional, o valor da gasolina no Rio Grande do Sul foi de R$ 0,21 por litro mais barato naquele ano.

O desempenho mais expressivo ocorreu em 2023, quando o preço médio anual caiu para R$ 5,43, enquanto no Paraná ficou em R$ 5,64 e R$ 5,60 em Santa Catarina, reforçando a competitividade gaúcha no mercado regional. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou um valor médio anual de R$ 5,90, permanecendo abaixo de Santa Catarina (R$ 6,03) e do Paraná (R$ 6,08). No mesmo período, a média nacional foi de R$ 5,93. Esse cenário reflete um alinhamento de fatores econômicos e políticos, como a redução de impostos adotada pelo governo do Rio Grande do Sul, que baixou a alíquota de ICMS sobre a gasolina de 30% para 25% em 2022. Em junho de 2023, atendendo à legislação nacional, o governo passou a adotar a alíquota única e fixa igual entre os estados, de R$ 1,22 por litro.

Combustível registrou um preço médio de R$ 5,90 no ano passado no estado

BNDES aprova R$ 87,8 milhões para fábrica da Ciron

Conclusão da obra está prevista para abril de 2027

O projeto tem o objetivo de proporcionar mais segurança na operação, menores custos e maior eficiência energética

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de financiamento de R$ 87,8 milhões à Fundição Ciron Ltda. — empresa do Grupo Fundimisa, que atua no ramo de fundição — para a implantação de uma planta pioneira em Alvorada, RS. O crédito do banco, por meio do programa BNDES Mais Inovação, corresponde a 48,5% do total a ser investido no empreendimento, que será dedicado à produção de componentes fundidos por meio de um processo inédito no país. Esses produtos poderão substituir importações dos clientes, principalmente nos setores agroindustrial, automobilístico, energético e de construção civil. Com capacidade para produzir até 7.500 toneladas por mês de peças de ferro fundido, a nova fábrica terá 32,9 mil metros quadrados de área construída, que abrigarão, além das linhas de produção, uma subestação, centrais de resíduos, químicos, resinas e outras áreas acessórias. A estimativa é que o projeto crie 97 postos de trabalho direto e 300 indiretos durante a fase de obras. Após a conclusão, prevista para abril de 2027, a nova unidade deverá gerar 150 empregos diretos. O projeto tem o objetivo de proporcionar mais segurança na operação, menores custos e maior eficiência energética. 

Conclusão da obra está prevista para abril de 2027

Confiança do varejo cai em janeiro

Índice revela aumento de cautela do empresariado

Pesquisa aponta que intenção de investimentos se mantém

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda de 1,1% em janeiro, atingindo 109 pontos, após três meses de resultados positivos. A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela moderação do otimismo dos comerciantes, impactado pelos desafios econômicos e pelos gastos típicos dos consumidores no início do ano, como IPTU, IPVA e custos escolares. O resultado é 0,1% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado.

A pesquisa revela que os subindicadores que mais contribuíram para a queda do índice foram os relativos à condição atual da economia e expectativa da economia, ambos 2,6% abaixo dos números do mês anterior. Apesar disso, as intenções de investimento cresceram 0,2% e 2,4%, no comparativo com dezembro e janeiro de 2024, respectivamente. O foco tem sido o investimento em capital físico e o controle de estoques. Após as contratações temporárias de fim de ano, houve estabilidade no quadro de funcionários.

A queda da confiança foi mais expressiva no setor de bens semiduráveis, como roupas, calçados, tecidos e acessórios, em que houve redução de 1,8%. Por outro lado, os segmentos de supermercados, farmácias e lojas de cosméticos (0,3%) e de eletroeletrônicos, móveis e decorações, materiais de construção e veículos (0,7%) apresentaram desempenho positivo. “Essa retração no otimismo dos empresários de semiduráveis reflete o comportamento cauteloso do consumidor, típico do período pós-festas, quando os orçamentos familiares estão mais pressionados pelas despesas sazonais. Mas é importante destacar que o momento exige estratégias assertivas, como promoções, flexibilização de prazos e maior controle dos estoques”, avalia o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.

Índice revela aumento de cautela do empresariado

Um pré-sal da sustentabilidade

O mercado regulado de crédito de carbono pode movimentar US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos

“A sua empresa tem de se preparar para a regulamentação do mercado de carbono”, alerta Hudson José, diretor associado do escritório de planejamento estratégico Reverti Mais Soluções e Sustentabilidade, de Curitiba

A Lei 15.402, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil e criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SCBE), ainda vai exigir algumas etapas de regulamentação até a sua efetiva implementação, mas com certeza vai alcançar a sua empresa e o seu cotidiano. Você está preparado?

A regulação passa a valer para qualquer atividade que emita acima de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Independente do setor, as empresas terão de encaminhar ao gestor do sistema um plano de monitoramento das emissões e enviar o relato de emissões e remoções de gases do efeito estufa. Já as empresas que emitem acima de 25 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano deverão remeter o relato de conciliação periódica de obrigações, um documento que descreve o cumprimento dos compromissos ambientais definidos e a titularidade de ativos em quantidade igual às emissões líquidas realizadas.

Na prática, a nova lei permite que empresas compensem emissões de gases de efeito estufa que ultrapassem os limites regulamentados, adquirindo créditos de carbono provenientes de projetos ambientais. As novas regras terão reflexo, direto ou indireto, em todos os setores da economia. Se por um lado traz novas exigências e impacta no custo operacional de algumas empresas, por outro movimenta a economia e trará dinheiro novo em circulação, com um viés que aponta diretamente para o cumprimento da pauta de emergência global do momento: a sustentabilidade.

O professor Carlos Sanquetta, PhD em manejo e recursos naturais pelo Japão, acredita ser possível que a regulamentação caminhe alguns passos já em 2025 e destaca a necessidade da implementação do sistema regulado no Brasil. Especialista da ONU na Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas, ele lembra que o nosso país está entre os dez maiores emissores globais de gases de efeito estufa, responsável por cerca de 3% das emissões do mundo.

A vantagem, para o Brasil, é que a mesma esteira que traz a emissão pode gerar a solução e novas oportunidades. Cerca de 15% de todo o potencial global de captura de carbono por meios naturais, como conservação de florestas e replantio, está em território nacional. Podemos atender 48,7% da demanda mundial por créditos de carbono, segundo a McKinsey & Company.

Com um custo menor e mais competitivo para desenvolver e implementar projetos e obter créditos de alta qualidade e integridade, o mercado de créditos de carbono no Brasil ganha mais clareza e o reconhecimento oficial da autoridade nacional e também da ONU. Para Francisco Higuchi, CEO da Tero Carbon, certificadora de ativos ambientais, a qualidade influencia na liquidez e no valor. Ele destaca ainda que as oportunidades de negócio, com as melhores condições de compra para compensação, devem ser mais favoráveis nesse início.

Uma regulação torna o mercado mais seguro e ganha novo impulso para a obtenção de investimentos nacionais e internacionais voltados à recuperação de biomas e ecossistemas e ao fortalecimento de projetos socioambientais. Também traz maior segurança jurídica na criação de ativos financeiros negociáveis voltados para essas atividades. Alinhar o desenvolvimento econômico às metas climáticas e ainda contribuir para eliminar eventuais barreiras comerciais contra produtos brasileiros ancoradas na falta de preservação do nosso bioma passou a ser mandatário. É lei e pouco provável que esse alinhamento – da economia com uma política de sustentabilidade – seja revisto.

Se a sua empresa e você ainda não estão preparados, é hora de aderir à pauta. O impacto nas contas é certo. Mas tão certo como devem ser os ajustes será a abertura de portas, tanto para capitais como para novos mercados. A previsão do Ministério da Fazenda é que o mercado de carbono esteja funcionando “plenamente” em 2030 e que, nos dez anos seguintes, o PIB brasileiro ganhe um empurrão de 5,8%.

O mercado regulado de crédito de carbono é uma espécie de “pré-sal da sustentabilidade”, ainda que a comparação seja diametralmente oposta. Algumas estimativas apontam para a movimentação de US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos, integrando também o mercado voluntário. Reduzir os custos de cumprimento das metas de emissões, estimular investimentos em tecnologia limpa e a criação de novos empregos estão entre as oportunidades desse novo cenário.

*Jornalista especializado em gestão de crise e diretor associado do escritório de planejamento estratégico Reverti Mais Soluções e Sustentabilidade, de Curitiba

O mercado regulado de crédito de carbono pode movimentar US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos

Empresas excluídas do Simples têm até sexta para resolver pendências

Mais de 723 mil micro e pequenas empresas pediram a adesão ao Simples Nacional

No total, 1.876.334 contribuintes receberam o termo e regularizaram seus débitos no prazo previsto na legislação

Microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas excluídos do Simples Nacional têm até a sexta-feira (31) para optar novamente e continuar com os benefícios do regime simplificado. O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado e simplificado, que unifica tributos federais, estaduais e municipais para MEIs e empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Segundo a Receita Federal, a opção está disponível para contribuintes excluídos do Simples Nacional em 2024 e que desejar retornar ao regime, incluindo os que não regularizaram débitos vinculados aos Termos de Exclusão enviados entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro.

No total, 1.876.334 contribuintes receberam o termo e regularizaram seus débitos no prazo previsto na legislação, segundo a autarquia, continuarão no regime do Simples de forma automática. Não é necessário, portanto, renovar a opção. Já os 1,5 milhão de contribuintes que não regularizaram sua situação começaram a ser excluídos do regime, desde o dia (1º) de janeiro. Para que esses CNPJs possam reingressar no regime, são oferecidas diversas opções para sua regularização, incluindo parcelamento e transação. A Receita esclarece ainda que a exclusão não significa o fechamento do negócio, que poderá continuar operando e emitindo notas fiscais, mas deixa de contar com as vantagens do regime tributário simplificado.

Para saber se será excluído ou não do Simples Nacional, o contribuinte deve acessar a aba Consulta Optantes no portal da Simples Nacional. “Entretanto, imprescindível observar que o CNPJ, para ingressar ou reingressar no Simples, deve estar em regularidade com as administrações tributárias da União, estados, DF e municípios”, esclareceu a Receita Federal. No portal, é possível retirar o relatório de pendências fiscais; realizar o pagamento à vista ou parcelar os débitos e realizar o pagamento da primeira parcela, conforme as condições oferecidas pela Receita Federal. Após regularizar as pendências, a solicitação de reenquadramento no Simples Nacional deve ser feita diretamente no portal do Simples Nacional.

Dados da autarquia mostram que, atualmente, 23,4 milhões de contribuintes são abrangidos pelo Simples Nacional, sendo 16 milhões microempreendedores individuais (MEI). A Receita projeta, até 31 de janeiro, um número de pedidos formulados compatível com os anos anteriores – em torno de 1,2 milhão de contribuintes. Até esta segunda (27), 723.684 micro e pequenas empresas pediram a inclusão no Simples Nacional. Desse total, 468.415 precisam regularizar pendências para fazer parte do regime e 225.269 estão com as obrigações em dia e constam como optantes do Simples desde 1º de janeiro.

Com ABR 

Mais de 723 mil micro e pequenas empresas pediram a adesão ao Simples Nacional

Empresas excluídas do Simples têm até sexta para resolver pendências

Mais de 723 mil micro e pequenas empresas pediram a adesão ao Simples Nacional

No total, 1.876.334 contribuintes receberam o termo e regularizaram seus débitos no prazo previsto na legislação

Microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas excluídos do Simples Nacional têm até a sexta-feira (31) para optar novamente e continuar com os benefícios do regime simplificado. O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado e simplificado, que unifica tributos federais, estaduais e municipais para MEIs e empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Segundo a Receita Federal, a opção está disponível para contribuintes excluídos do Simples Nacional em 2024 e que desejar retornar ao regime, incluindo os que não regularizaram débitos vinculados aos Termos de Exclusão enviados entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro.

No total, 1.876.334 contribuintes receberam o termo e regularizaram seus débitos no prazo previsto na legislação, segundo a autarquia, continuarão no regime do Simples de forma automática. Não é necessário, portanto, renovar a opção. Já os 1,5 milhão de contribuintes que não regularizaram sua situação começaram a ser excluídos do regime, desde o dia (1º) de janeiro. Para que esses CNPJs possam reingressar no regime, são oferecidas diversas opções para sua regularização, incluindo parcelamento e transação. A Receita esclarece ainda que a exclusão não significa o fechamento do negócio, que poderá continuar operando e emitindo notas fiscais, mas deixa de contar com as vantagens do regime tributário simplificado.

Para saber se será excluído ou não do Simples Nacional, o contribuinte deve acessar a aba Consulta Optantes no portal da Simples Nacional. “Entretanto, imprescindível observar que o CNPJ, para ingressar ou reingressar no Simples, deve estar em regularidade com as administrações tributárias da União, estados, DF e municípios”, esclareceu a Receita Federal. No portal, é possível retirar o relatório de pendências fiscais; realizar o pagamento à vista ou parcelar os débitos e realizar o pagamento da primeira parcela, conforme as condições oferecidas pela Receita Federal. Após regularizar as pendências, a solicitação de reenquadramento no Simples Nacional deve ser feita diretamente no portal do Simples Nacional.

Dados da autarquia mostram que, atualmente, 23,4 milhões de contribuintes são abrangidos pelo Simples Nacional, sendo 16 milhões microempreendedores individuais (MEI). A Receita projeta, até 31 de janeiro, um número de pedidos formulados compatível com os anos anteriores – em torno de 1,2 milhão de contribuintes. Até esta segunda (27), 723.684 micro e pequenas empresas pediram a inclusão no Simples Nacional. Desse total, 468.415 precisam regularizar pendências para fazer parte do regime e 225.269 estão com as obrigações em dia e constam como optantes do Simples desde 1º de janeiro.

Mais de 723 mil micro e pequenas empresas pediram a adesão ao Simples Nacional

Governo fecha ano com arrecadação recorde de impostos

Valor é o maior registrado desde o início da série histórica em 1995

Segundo a Receita, o aumento decorreu principalmente da expansão da atividade econômica que afetou positivamente a arrecadação

A arrecadação do governo federal fechou o ano de 2024 em R$ 2,7 trilhões, informou, nesta terça-feira (28), a Receita Federal. É o maior valor registrado na série histórica, iniciada em 1995, e representa crescimento real de 9,6%, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2024 contra o ano anterior. Descontada a inflação, o governo arrecadou R$ 2,6 trilhões no ano. Segundo a Receita, o aumento decorreu principalmente da expansão da atividade econômica que afetou positivamente a arrecadação e da melhora no recolhimento do PIS/Cofins (Programa de Interação Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) em razão do retorno da tributação incidente sobre os combustíveis, entre outros fatores.

Em entrevista coletiva para apresentar os dados, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou o aumento na atividade econômica entre os fatores para o resultado. “Os grandes números refletem os resultados importantes da política econômica nos últimos anos, da reativação da economia que vimos no ano passado e que resulta nesse resultado espetacular. Tivemos a reativação de setores inteiros da economia que, com esse aquecimento, voltaram a recolher valores relevantes de tributos. A mínima histórica do desemprego no Brasil, o grande aumento da massa salarial, que têm papel importantíssimo na arrecadação de 2024”, disse o secretário.

Também contribuíram para a arrecadação recorde o crescimento da arrecadação do Imposto de Renda (IRRF Capital) sobre a tributação de fundos e o desempenho do Imposto de Importação e do IPI vinculado à Importação, em razão do aumento das alíquotas médias desses tributos. No ano passado, os principais indicadores apontaram para um bom desempenho macroeconômico do setor produtivo. A produção industrial teve cresceu 3,2%; a venda de bens, 3,9%; e a venda de serviços, 2,9%. O valor em dólar das importações teve resultado positivo de 8,6% e o crescimento da massa salarial ficou em 11,7%.

No recorte setorial, as maiores altas nominais de arrecadação em 2024 se deram nas áreas de comércio atacadista, que recolheu R$ 171,2 bilhões; entidades financeiras, R$ 288,6 bilhões; combustíveis, R$ 105,3 bilhões; atividades auxiliares do setor financeiro, R$ 86 bilhões; e fabricação de automóveis, com R$ 63,9 bilhões. O resultado da arrecadação também foi positivo em dezembro do ano passado, ficando 7,7% acima da inflação e recolhendo R$ 261,2 bilhões.

Com ABR

Valor é o maior registrado desde o início da série histórica em 1995

BBM Logística nomeia Jorcei Chiochetta como diretor de e-commerce

Na função anterior, na Translovato, Chiochetta foi responsável por liderar e desenvolver uma equipe de mais de 2500 colaboradores

Com cerca de 30 anos de experiência em cargos de liderança na área de logística e transporte, Chiochetta será responsável por planejar, executar e acompanhar as estratégias comerciais e operacionais dos segmentos de transporte fracionado e e-commerce

A BBM Logística, operador rodoviário sediado em São José dos Pinhais (PR), anunciou que unificou as diretorias de transporte fracionado e e-commerce. Com a mudança, a empresa visa ampliar sua atuação no e-commerce e oferecer uma cobertura mais abrangente. Jorcei Chiochetta, que há pouco mais de cinco anos ocupava a função diretor de negócios de transporte fracionado (ou LTL – Less Than Truckload) — operação exercida pela empresa Translovato —, passa a liderar também toda a operação de e-commerce da BBM, que atua sob a marca da Diálogo, outra empresa do grupo.

Com cerca de 30 anos de experiência em cargos de liderança na área de logística e transporte, Chiochetta será responsável por planejar, executar e acompanhar as estratégias comerciais e operacionais dos segmentos de transporte fracionado e e-commerce. Na função anterior, na Translovato, Chiochetta foi responsável por liderar e desenvolver uma equipe de mais de 2500 colaboradores, entre gerentes, supervisores, vendedores e operadores. Em 2024, a Diálogo registrou um volume mensal de mais de 1,7 milhões de entregas para grandes marketplaces e lojas de comércio eletrônico em todo o país.

Na função anterior, na Translovato, Chiochetta foi responsável por liderar e desenvolver uma equipe de mais de 2500 colaboradores

Sanepar recebe nota máxima da Moody’s

Esse é o nível mais alto na escala de classificação da agência

A Sanepar é a 18ª maior empresa da região e também a oitava maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A agência de classificação de risco Moody’s confirmou, pelo quarto ano consecutivo, o rating (nota) da Sanepar como triplo A (AAA) com perspectiva estável, o nível mais alto na escala de classificação da agência. Essa qualificação reflete a robustez financeira e operacional da empresa, aliada a uma atuação em área de concessão atrativa. A Sanepar alcançou pela primeira vez o rating AAA da Moody’s no mercado local em junho de 2021.

O relatório da Moody’s destaca diversos fatores que sustentam a classificação: o sólido desempenho operacional da Sanepar, com índices de cobertura de água e esgoto superiores à média nacional, um índice de perdas abaixo da média brasileira e um robusto programa de investimentos. Além disso, o relatório cita que a companhia opera em uma área de concessão atrativa, com contratos de longo prazo, estrutura tarifária bem desenvolvida e métricas de crédito fortes. De acordo com a Moody’s, o programa de investimentos da Sanepar, em conjunto com as Parcerias Público-Privadas (PPPs), é apontado como um elemento-chave para alcançar as metas de cobertura estabelecidas pelo novo marco regulatório do saneamento, além de aprimorar a infraestrutura de distribuição de água e coleta de esgoto em suas regiões de atuação.

O plano plurianual de investimentos da Sanepar prevê investimentos de R$ 11,8 bilhões entre 2025 e 2029. No início de janeiro deste ano, foram assinados os contratos de PPPs para a prestação do serviço de esgotamento sanitário em municípios das microrregiões Centro-Leste e Oeste do Paraná. Em julho de 2023, a Sanepar promoveu o primeiro leilão para uma PPP que contempla 16 cidades da Região Centro-Litoral. As concessões nas regiões Centro-Leste e Oeste têm duração de 24 anos e preveem a universalização do esgotamento sanitário em 112 cidades, visando alcançar a meta de 90% estipulada pelo novo marco legal do saneamento, até 2033. Estão previstos investimentos de mais de R$ 2,1 bilhões e custos estimados de R$ 2,3 bilhões para operação e manutenção dos sistemas ao longo do período.

A Sanepar é a 18ª maior empresa da região e também a oitava maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Esse é o nível mais alto na escala de classificação da agência

Somos quem queremos ser

Oliviero Toscani, o publicitário antipublicidade

Fotógrafo, Oliviero Toscani concebeu as lendárias campanhas da Benetton dos anos 1990, superficialmente rotuladas como “polêmicas”, adjetivo fácil para evitar a discussão que levantavam

Washington Olivetto (1951-2024) costumava dizer que a sua geração foi a primeira a atuar na publicidade por escolha, diferentemente das anteriores, que chegaram à profissão por vias tortas, preferindo ter trilhado carreiras no cinema, na literatura ou nas artes plásticas. O italiano Oliviero Toscani, morto no último dia 13, poderia dizer o contrário: ingressou na publicidade justamente por abominá-la, ao mesmo tempo em que ambicionava transformá-la por dentro.

Fotógrafo, concebeu as lendárias campanhas da Benetton dos anos 1990, superficialmente rotuladas como “polêmicas”, adjetivo fácil para evitar a discussão que levantavam. Como se não bastasse, escreveu um livro-manifesto contra a atividade, acusando-a dos piores “crimes” – colonização do imaginário, apropriação do tempo livre, criação infinita de desejos -, o que lhe angariou, obviamente, a antipatia de seus quase-colegas (repare a agressividade gratuita com que Francesc Petit, um dos próceres da propaganda brasileira, recebeu-o em um programa de TV – aos 20:45, aproximadamente).

Os publicitários, a propósito, nunca souberam lidar com Toscani. Sempre tão espertos em achar saídas para os problemas de anunciantes e atenuar os pecados do ofício que praticam, viram-se diante de um insider-outsider que revelava as mazelas do advertising vivendo dele – e que parecia blindado das críticas, por qualquer ângulo que se pudesse endereçá-las.

Senão, vejamos. Se Toscani investia contra a publicidade por razões sinceras, incorporava tão somente o papel de crítico valendo-se de um meio popular para disseminar sua opinião. Ponto para ele.

Se o fazia com cinismo e populismo, tirando proveito da estratégia para si e para seu cliente, estava apenas exercendo a virtude mais valorizada do ramo, a criatividade. Ponto também.

Se era um combatente autêntico recrutado pelo establishment para domesticar seu radicalismo, merecia o crédito de se apropriar pragmaticamente de uma oportunidade incomum – que outro ativista teria o orçamento de marketing da Benetton para espalhar suas ideias? A Adbusters, igualmente brilhante, nunca teve o alcance de qualquer peça de Toscani na grife italiana.

E, finalmente, se as campanhas eram melhores que os produtos, tão coloridos quanto convencionais, que elogio maior se poderia fazer a quem as concebeu e executou? Atrair a atenção para uma marca, independentemente de suas qualidades, não é o objetivo maior de um reclame?

Na fronteira entre a arte, a propaganda e o ativismo, Toscani escreveu uma das páginas da cultura pop do século 20 ao escancarar: as nuvens nunca foram de algodão.

Oliviero Toscani, o publicitário antipublicidade

Google Chrome testa divisão de tela para navegação simultânea

O Google Chrome está trabalhando em uma novidade que promete facilitar a vida de quem precisa visualizar duas páginas da internet ao mesmo tempo. A funcionalidade, ainda em fase de testes, permitirá dividir uma aba do navegador em duas partes, exibindo conteúdos diferentes lado a lado. A descoberta foi feita pelo especialista em navegadores Leopeva64 […]O Google Chrome está trabalhando em uma novidade que promete facilitar a vida de quem precisa visualizar duas páginas da internet ao mesmo tempo. A funcionalidade, ainda em fase de testes, permitirá dividir uma aba do navegador em duas partes, exibindo conteúdos diferentes lado a lado. A descoberta foi feita pelo especialista em navegadores Leopeva64 […]

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Google libera código do PebbleOS como open-source

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Por que o YouTube está exibindo anúncios intermináveis? Entenda o que está acontecendo

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