Archives Setembro 2022

A capilaridade como aliada

As mais de duas mil agências do Sicredi espalhadas pelo Brasil são trunfos para a inovação

Iniciativas do Sicredi identificam soluções para os associados do segmento do agronegócio

O Sicredi tem uma estratégia muito simples e eficiente para aprimorar seus serviços e processos. Identifica problemas, ou “desafios internos”, e incentiva a participação de startups para solucioná-los.Para incentivar a inovação, a cooperativa de crédito conta com o programa Inovar Juntos e a parceria com o Agtech Garage, em Piracicaba (SP), onde a instituição costuma lançar desafios de negócio. Especialmente no caso do AgTech Garage, as cooperativas participam ativamente do processo, uma vez que o principal objetivo nesse ecossistema é identificar soluções para os associados do segmento do agronegócio. “Nesse processo, a nossa capilaridade também acaba sendo um fator que joga a favor da inovação, pois as cooperativas conhecem muito bem as necessidades pelo contato próximo com esse segmento”, destaca Valério Araújo, gerente de Open Banking e Inovação do Sicredi.

Quando fala em capilaridade, Araújo se refere à estrutura com mais de duas mil agências do Sicredi espalhadas por 1.600 municípios. Em mais de 200 municípios, o Sicredi é a única instituição financeira presente. Se não bastasse tamanha presença, neste ano a cooperativa de crédito planeja a inauguração de pelo menos 250 novas agências. “O fato de sermos um sistema formado por uma centena de cooperativas de crédito é, na verdade utilizado a favor dos processos de inovação, pois a partir da proximidade com os nossos associados, conseguimos identificar demandas e a partir disso gerar soluções que atendam às necessidades deles, o que é sempre o nosso foco principal”, atesta Araújo.

Alguns cases exitosos foram protagonizados por startups vencedoras de desafios por meio do Agtech Garage. Duas delas, a Leigado e a Elysios, foram conectadas aos produtores para uma fase de testes, na qual puderam aperfeiçoar seus produtos e atualmente atendem a centenas de produtores rurais associados à cooperativa. A Leigado é um sistema de gado leiteiro A solução abrange o mercado leiteiro em todo segmento, desde o produtor até o laticínio. Com o aplicativo é possível gerenciar a propriedade em qualquer lugar, além de monitorar, por exemplo, o processo de inseminação do gado e seus resultados. Já a Elysios produz um software de inteligência agrícola que oferece integração de informações de cultivos e propriedades.

Nessa relação, o Sicredi não busca lucro e sim o estabelecimento de uma ponte entre os agricultores e as startups. “A startup é beneficiada com acesso aos nossos associados e eles, por sua vez, favorecidos pelo acesso às soluções inovadoras. Como consequência, o Sicredi acaba se beneficiando com uma atuação cada vez mais relevante para atender as necessidades dos associados”, demonstra Araújo. Ele antecipa que o Sicredi está iniciando a estruturação do seu laboratório de inovação, uma estrutura dedicada à captura de tendências e à experimentação de hipóteses que possam se tornar novas oportunidades de negócio.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

As mais de duas mil agências do Sicredi espalhadas pelo Brasil são trunfos para a inovação

Estados do Sul estão entre os primeiros colocados do ranking de ativos verdes

Santa Catarina fica na segunda posição geral do levantamento do CLP que apresenta quais estados mais avançaram em direção à agenda sustentável este ano; Paraná é o quinto e Rio Grande do Sul o sexto

Santa Catarina foi a primeira colocada nos indicadores de florestas plantadas e patrimônio fundiário imobilizado, seguida em ambos pelo Paraná

Os três Estados da região Sul estão entre os dez mais bem posicionados do país no ranking estadual de gestão sustentável de ativos verdes, do CLP (Centro de Liderança Pública). Elaborado em parceria com a Tendências Consultoria, o levantamento avalia os entes subnacionais a partir de indicadores alinhados à visão ESG (environmental, social and governance) e à agenda 2030 da ONU.

O levantamento inédito mede o desempenho das 27 unidades federativas a partir de 33 indicadores, distribuídos em quatro pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da gestão ambiental dos estados: gestão do CAR, uso da terra, orçamento verde e sustentabilidade. Todos os dados são públicos do Sicar (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural) e demais fontes, como IBGE, Embrapa, SNIF, entre outros.

Santa Catarina se destaca como o segundo mais bem colocado do ranking de gestão sustentável de ativos verdes (veja a lista ao final), ficando atrás apenas de São Paulo. O estado ficou com a primeira colocação no pilar mais pesado do levantamento, o uso da terra (40,4%). Coincidentemente, os estados do Paraná e do Rio Grande do Sul também apresentaram rendimento satisfatório neste pilar, garantindo a quinta e a sexta posições gerais, respectivamente.

Santa Catarina foi a primeira colocada nos indicadores de florestas plantadas e patrimônio fundiário imobilizado, seguida em ambos pelo Paraná. Já o Rio Grande do Sul ficou com a primeira posição nos indicadores de financiamento e plantio direto na palha. O estado também ocupa a segunda colocação nos indicadores de tratores, implementos e máquinas; e uso da adubação.

“Após a criação do ranking dos estados ESG e ODS, o CLP segue desenvolvendo iniciativas capazes de auxiliar gestores públicos a diagnosticar problemas e elencar prioridades, além de mostrar para a população e para o setor privado quem são os estados que estão avançando em direção à agenda sustentável”, comenta Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.

Santa Catarina fica na segunda posição geral do levantamento do CLP que apresenta quais estados mais avançaram em direção à agenda sustentável este ano; Paraná é o quinto e Rio Grande do Sul o sexto

Taxa média de juros cai em agosto, mas segue tendência de alta

Endividamento das famílias chega a 53,1% em julho

Para pessoas físicas, o destaque foi o cartão de crédito, com alta de 2,1 pontos percentuais no mês e 25,5 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 87,3% ao ano

A taxa média de juros das concessões de crédito livre e direcionado teve leve queda no mês de agosto, mas mantém a tendência de alta em 12 meses, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC). A taxa alcançou 28,7% ao ano em agosto, redução de 0,7 ponto percentual no mês e alta de 7,6 pontos percentuais em 12 meses.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida nesse patamar, após 12 elevações consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação.

Em ata divulgada na terça-feira (27), o Copom avaliou que “o repasse da Selic para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito tem ocorrido conforme esperado, ainda que as concessões de crédito para pessoa jurídica sigam mais robustas que o esperado”. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

No crédito livre para as famílias, a taxa média de juros chegou a 53,9% ao ano, com aumento de 0,5 ponto percentual em relação a julho e de 13,4 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com empresas, a taxa livre caiu 0,6 ponto percentual no mês e cresceu 6,6 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 22,8% ao ano. Para pessoas físicas, o destaque foi o cartão de crédito, com alta de 2,1 pontos percentuais no mês e 25,5 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 87,3% ao ano. No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve aumento de 3,5 pontos percentuais no mês e 62,9 pontos percentuais em 12 meses, para 398,4% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros subiram 4,2 pontos percentuais no mês e 22,3 pontos percentuais em 12 meses, para 185,9% ao ano.

Também influenciaram o aumento dos juros para as famílias as taxas do cheque especial, com alta de 1,2 ponto percentual no mês e 3,5 pontos percentuais em 12 meses (128,6% ao ano). Por outro lado, os juros do crédito pessoal não consignado caíram 1,1 ponto percentual no mês de agosto e aumentaram 5,5 pontos percentuais em 12 meses (85,4% ao ano). No crédito livre às empresas, houve queda de 1,5 ponto percentual no mês e alta de 5,8 pontos percentuais em 12 meses em capital de giro, chegando a 22% ao ano. Já no cheque especial, os juros subiram 3,6 pontos percentuais no mês e caíram 1,2 ponto percentual em 12 meses, indo para 325,4% ao ano. O financiamento a importações caiu 2,3 pontos percentuais em agosto e subiu 1,7 ponto percentual em 12 meses, para 11,7% ao ano. Por fim, o cartão de crédito teve recuo de 3,5 pontos percentuais nos juros do mês e aumento de 14,1 pontos percentuais em 12 meses, para 39,7% ao ano.

Crédito direcionado
Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 10,6% ao ano em agosto, estável no mês e alta de 3,5 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa caiu 6,3 pontos percentuais no mês e 1 ponto percentual em 12 meses, para 9,1% ao ano.

Endividamento das famílias
De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 2,8% em agosto. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 5,6% e para pessoas jurídicas em 1,8%. O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, chegou ao recorde de 53,1% em julho, na série histórica iniciada em janeiro de 2005, refletindo o aumento das concessões de empréstimos. Houve alta de 0,3% no mês e de 5,1% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 33,6% no mês de julho.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 28,6% naquele mês, crescimento de 0,5% no mês e 3,8% em 12 meses, também o recorde da série. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a renda das famílias.

Com Agência Brasil

Endividamento das famílias chega a 53,1% em julho

Versátil antecipa investimentos para suprir falta de equipamentos na construção civil

Empresa paranaense prevê fechar o ano com 800 toneladas de novos materiais

O bom momento da construção civil se reflete na oferta de emprego nos estados do Paraná e de Santa Catarina, localidades em que a Versátil atua

Com a indústria da construção civil muito aquecida, a Versátil Andaimes e Escoramentos, empresa que atua no mercado na locação de equipamentos para o setor no Paraná e em Santa Catarina, antecipou os investimentos previstos para o ano que vem e ampliou em 400 toneladas a meta de fabricação de andaimes convencionais e escoras metálicas em 2022. Todo o material é fabricado na unidade da empresa em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e em seguida distribuído para as cinco unidades de atendimento. Até junho, foram produzidas 400 toneladas de equipamentos e, com a antecipação de recursos de 2023, a empresa vai fechar este ano com 800 toneladas de novos produtos, que estão escassos pela alta demanda do setor.

O investimento na fabricação de equipamentos para a construção civil deve-se à alta taxa de ocupação do andaime convencional e da escora metálica, que está em torno de 85% em 2022, bem acima da média histórica de 60%. Os dados sinalizam a escassez destes produtos. O cenário exige que incorporadoras e construtoras planejem de forma mais cuidadosa o cronograma das obras e antecipem o contrato de aluguel, para evitar paralisar a construção por falta dos equipamentos necessários. A Versátil investirá também neste semestre na criação de um segundo turno na linha de pintura. Com isso, a empresa dobra a capacidade de manutenção e pretende dar mais agilidade à revisão de andaimes e escoras metálicas.

“Queremos dar mais rotatividade aos equipamentos e garantir ao construtor a disponibilidade de material no momento em que a obra precisar. Por isso, resolvemos antecipar os investimentos previstos para 2023. Desde 2021, temos feito investimentos para automatizar os processos de revisão e manutenção para ter produtos por menos tempo no estoque e à disposição dos clientes. Aumentamos em 30% nosso pessoal para acelerar a logística. Queremos nos manter ao lado dos construtores neste bom momento da construção civil no país”, diz Adriano Greca, diretor de operações da Versátil.

Cenário econômico de crescimento
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta crescimento para a indústria da construção civil de 3,5% em 2022, apesar do cenário de inflação e alta de juros. Se os dados forem confirmados, o desempenho marcará o segundo ano consecutivo de crescimento do setor, algo que não acontecia desde 2013. A alta é sobre o desempenho de 2021, em que o PIB setorial teve alta de 9,7% no ano.

O bom momento da construção civil se reflete na oferta de emprego nos estados do Paraná e de Santa Catarina, localidades em que a Versátil atua. A economia paranaense, principalmente nos municípios mais industrializados e com o setor de serviços mais diversificado, sustenta a ampliação de áreas residenciais. Estudo da Brain, consultoria especializada no mercado imobiliário, indica que a venda de imóveis no estado cresceu 15% nos primeiros três meses de 2022 em comparação ao ano anterior. Ao todo, o setor gerou 4.764 novas vagas de trabalho, cerca de 7% do total de novos empregos criados no Paraná de janeiro a maio.

Já Santa Catarina lidera no país a geração de postos de trabalho na construção civil em proporção à população. Até maio deste ano foram criados 11.623 empregos no setor, acima de estados economicamente mais fortes como Rio Grande do Sul (4.749) e Paraná (4.764), por exemplo. Os dados estão no mesmo patamar de estados bem mais populosos como Bahia (12.840) e Rio de Janeiro (13.564). Em Santa Catarina, o setor é puxado principalmente pela construção de torres residenciais em municípios industriais – como Blumenau, Joinville e Brusque – e em cidades litorâneas, como Balneário Camboriú, Itapema, Piçarras, Barra Velha e Penha.

Empresa paranaense prevê fechar o ano com 800 toneladas de novos materiais

Uniprime Pioneira inaugura primeira agência em Porto Alegre

Cooperativa de crédito projeta expansão no Rio Grande do Sul

O plano de expansão na região Sul tem respaldo no crescimento da oferta de crédito

A Uniprime Pioneira inaugurou sua primeira agência de Porto Alegre em setembro. “Porto Alegre é a sétima maior economia do Brasil e tem um grande mercado em comércio, serviços, turismo e saúde. Nossa origem está no Paraná, mas temos forte ligação com o Rio Grande do Sul”, pontua o diretor-presidente da Uniprime Central Nacional e presidente da Uniprime Pioneira, Orley Campagnolo.

A Uniprime Pioneira já possui mais de 10,7 mil cooperados e neste ano superou a marca de meio bilhão de reais em ativos. Outras 12 agências estão instaladas no Paraná, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, com previsão de uma nova inauguração em Balneário Camboriú (SC), no mês de novembro. Em solo gaúcho, a primeira unidade foi inaugurada na região da Serra, em Caxias do Sul, em 2021. “Nossa carteira de crédito é de R$ 380 milhões e a captação fica em torno de R$ 400 milhões. Nosso crescimento é baseado em solidez e estratégia, de olho no perfil de cada cooperado”, detalha o diretor-administrativo e de expansão, Féliz Fornari.

O economista e diretor comercial, Lúcio Scheuer, explica que o plano de expansão na região Sul tem respaldo no crescimento da oferta de crédito. “Estamos acompanhando uma tendência de mercado. Dados recentes apontam que a região Sul possui mais de 7,8 milhões de pessoas envolvidas com o cooperativismo, em mais de 1,1 mil municípios. Mais de 40% delas têm entre 30 e 50 anos, em plena atividade profissional. Precisamos estar atentos aos anseios dessa geração”, avalia.

Cooperativa de crédito projeta expansão no Rio Grande do Sul

Fiergs propõe melhorias na regulação para o mercado livre de gás natural

Entidade, juntamente com a Abrace, ABPIP e IBP, encaminha propostas ao governador do Estado

O Rio Grande do Sul tem a quarta tarifa de gás mais cara do país aplicada à classe de consumidores industriais, de R$ 3,68 para cada 100 mil metros cúbicos diários

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) se une à Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) em busca de aprimoramentos regulatórios no mercado livre de gás natural no RS. Para isso, encaminhou ao governador, Ranolfo Vieira Júnior; ao secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior; e ao conselheiro-presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Luiz Afonso Senna, um ofício expressando preocupação em relação à competitividade do gás natural, bem como seu desenvolvimento no Estado. O documento reforça a importância do trabalho da agência reguladora e de seu constante fortalecimento, que garanta uma atuação independente e autônoma, capaz de promover a modicidade tarifária e a competição em termos de alternativas de oferta.

Assinado também pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o ofício destaca que o Rio Grande do Sul tem a quarta tarifa de gás mais cara do país aplicada à classe de consumidores industriais, de R$ 3,68 para cada 100 mil metros cúbicos diários. Sugere avanços na regulação de forma a facilitar o desenvolvimento do mercado de gás natural para os consumidores gaúchos. Novas regras que estão em discussão na Agergs poderão contribuir para a competitividade da tarifa, além de garantir que auxiliem para a abertura do mercado e melhorem o ambiente de negócios.

Fiergs, Abrace, ABPIP e IBP reforçam também que a aprovação da Lei Estadual nº 16.648, de junho de 2021 estabeleceu importantes avanços ao definir princípios, diretrizes e normas relativas ao serviço de distribuição, e remetendo à Agergs a competência de regular e fiscalizar o serviço de distribuição de gás natural local. Ratificam, porém, a necessidade de a Agergs publicar imediatamente a minuta da resolução que disciplinará a distribuição para os consumidores livres e as condições para atuação dos agentes no mercado. Apesar de alguns avanços, essa resolução ainda não corresponde aos anseios de abertura ampla do mercado livre de gás natural no Estado, precisando de novos ajustes na proposta e ainda pendente de aprovação pela diretoria da agência reguladora estadual.

Considerando a minuta disponibilizada após análise da consulta pública, e com as melhorias sugeridas no ranking regulatório da Abrace – o qual resulta do estudo de avaliação das regulações estaduais vigentes no país relativas à abertura do mercado livre, o Rio Grande do Sul tem potencial de ocupar a primeira posição no ranking dos estados com melhor modelo de relação do mercado livre de gás natural. As quatro entidades propõem, entre as melhorias, que a regulação deve objetivar a flexibilidade na gestão dos contratos por parte dos consumidores livres, mitigação do impacto de penalidades aos agentes e facilidade para o comercializador vender gás natural no mercado livre, extinguindo exigências burocráticas e redundantes com a regulação federal.

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Entidade, juntamente com a Abrace, ABPIP e IBP, encaminha propostas ao governador do Estado

Grupo RBS lança RBS Ventures

Iniciativa vai desenvolver e participar de negócios conectando marcas e público

Ainda em período pré-operacional, a empresa já tem mais de 50 novos negócios em análise

O Grupo RBS lançou nesta quinta-feira (22) a media capital RBS Ventures. Liderada por Mauricio Sirotsky Neto, membro da terceira geração da família Sirotsky e do Conselho de Representantes da RBS, e por Fernando Tornaim, vice-presidente do Conselho de Representantes, a RBS Ventures entra em operação já com empresas investidas. 

De acordo com seus idealizadores, a nova empreitada da RBS se diferencia dos fundos de venture capital tradicionais por utilizar a mídia para participar de negócios e acelerá-los em diferentes segmentos. “Nosso propósito é ampliar a relevância do segmento em que atuamos e aproveitar todo o potencial de desenvolvimento de negócios que podem ser impulsionados a partir da mídia. Vamos posicionar a RBS Ventures entre os principais players nacionais, com papel fundamental no projeto empresarial de crescimento do Grupo RBS”, afirma Sirotsky, em nota.

A construção da categoria proprietária media capital – empresa que usa o ativo de mídia para impulsionar e desenvolver negócios – passa por um investimento inicial em áreas estratégicas e que tenham a comunicação como foco. “Também está em nosso radar a análise de empresas com potencial de crescimento nos segmentos de educação, serviços, entretenimento e financeiro. São negócios com grande capacidade de expansão, que vão contribuir para o desenvolvimento do Estado e terão a RBS Ventures, media capital do Grupo RBS, como uma parceira relevante”, pontua Tornaim, também por meio de nota.

“Outro diferencial da RBS Ventures é já ter empresas investidas logo na largada. Um exemplo é a Player 1 Gaming Group, em sociedade com a Globo Ventures. A P1GG é um spin-off da área de Games da Globo e uma das principais plataformas e ecossistema de games e e-sports do Brasil. Já está em andamento o projeto para uma nova marca de cobertura de e-sports e games na RBS, além de novos produtos com a curadoria da P1GG. Ainda em período pré-operacional, a empresa já tem mais de 50 novos negócios em análise”, detalha o comunicado da empresa. 

Iniciativa vai desenvolver e participar de negócios conectando marcas e público

Aquisição do YouTube foi quase cancelada em 2006

Na véspera da aquisição do YouTube pelo Google em 2006, o cofundador do site de vídeos, Chad Hurley, descobriu que um gerente de publicidade do Google havia bisbilhotado os dados de receita do YouTube.

Um novo fato sobre a história do YouTube mostra que Hurley estava tão zangado com a invasão dos negócios do YouTube que ameaçou desistir do acordo.

O então CEO do Google, Eric Schmidt, conseguiu acalmar Hurley e fechar o acordo de US$ 1,65 bilhão que se tornou um ponto crucial no desenvolvimento da internet moderna.

Schmidt também pediu a Hurley e Chen que enviassem um vídeo para o YouTube anunciando a aquisição – um vídeo de baixa resolução agora infame que pode ser assistido até hoje .

Antes do acordo, o Google tentou vencer o YouTube lançando uma plataforma competitiva de hospedagem de vídeos, o Google Video, liderada por Susan Wojcicki, uma das primeiras funcionárias do Google, que agora é CEO do YouTube. 

O gigante das buscas fez de tudo para tornar o Google Video um sucesso, até mesmo criando um link para ele na página inicial de busca do Google.com. A ação não deu resultado.

Depois que o acordo foi fechado, Schmidt disse aos funcionários do Google Video que eles deveriam fazer as malas e se juntar à equipe do YouTube em seus novos escritórios ao sul de San Francisco, em San Bruno.

Na véspera da aquisição do YouTube pelo Google em 2006, o cofundador do site de vídeos, Chad Hurley,…

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,4 bilhão em agosto

Número de investidores ativos passa de 2 milhões

A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,4 bilhão em agosto deste ano. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 3,8 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões relativos a recompras de títulos públicos e R$ 189,1 milhões, a vencimentos, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros. Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 63,2% do total. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 98,2 bilhões no fim de agosto, com aumento de 1,8% em relação ao mês anterior e de 40,7% em relação a agosto do ano passado.

Quanto ao número de investidores, 637.554 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número de investidores atingiu 20.665.899, alta de 65,8% nos últimos 12 meses. A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,5% do total de 606.878 operações de vendas ocorridas em agosto. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 61,2%. Eles estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 78,7% e aquelas com prazo de cinco a dez anos, 5,9% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo chegaram a 15,3% das vendas.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos. A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

Com Agência Brasil

Número de investidores ativos passa de 2 milhões

Arrecadação federal chega a R$ 172,3 bilhões em agosto

O valor é o maior desde 2000

No acumulado do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,4 trilhão, representando um acréscimo pela inflação de 10,1%

A União arrecadou R$ 172,3 bilhões em agosto, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal. Na comparação com agosto do ano passado, houve um crescimento de 8,2%, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor é o maior desde 2000, tanto para o mês de agosto quanto para o período acumulado. No acumulado do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,4 trilhão, representando um acréscimo pela inflação de 10,1%.

Quanto às receitas administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado, em agosto, foi de R$ 165,1 bilhões, representando um acréscimo real de 7%, enquanto no período acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação alcançou R$ 1,3 trilhão, crescimento real de 8,2%. A alta pode ser explicada, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incide sobre o lucro das empresas. Segundo a Receita, eles são importantes indicadores da atividade econômica, sobretudo o setor produtivo.

O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 35,5 bilhões, com crescimento real de 27,1% em relação ao mesmo mês de 2021. Esse resultado é explicado pelo acréscimo real de 37,6% na arrecadação da estimativa mensal, principalmente pelo desempenho do setor financeiro com alta de 46,98% e das demais empresas de 36,3%. A Receita observa ainda que houve pagamentos atípicos nessas letras de, aproximadamente, R$ 5 bilhões, por empresas ligadas ao setor de commodities, associadas à mineração e extração e refino de combustíveis. De acordo com o órgão, grande parte desse aumento pode estar associado a fatores externos, como a variação do dólar e o preço do óleo bruto no mercado internacional, e a produção interna, demandada também pela recuperação da atividade econômica.

A Receita Federal apresentou ainda os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação, tanto no mês quanto no acumulado do ano. Entre eles está a venda de serviços, com crescimento de 6,3% em julho e a massa salarial, que mantém crescimento significativo de 17,5% no mês. O valor em dólar das importações também cresceu 29,6% em relação a julho do ano passado.

Com Agência Brasil

O valor é o maior desde 2000

Copom diz que “não hesitará” em elevar juros caso inflação persista

Na semana passada, comitê do BC interrompeu ciclo de aumentos da Selic

Para o BC, a inflação ao consumidor segue elevada, apesar da queda recente e dos efeitos do corte de impostos em itens como combustíveis e energia elétrica

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) informou que “não hesitará” em retomar o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. Em reunião na semana passada, diante da queda da inflação dos últimos meses, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano. Para o colegiado, é preciso cautela e é necessário avaliar, ao longo do tempo, os impactos acumulados “do intenso e tempestivo ciclo de política monetária já empreendido”. A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, em um ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

“Devido a defasagens longas e variáveis da política monetária, ainda não se observa grande parte do efeito contracionista esperado, bem como seu impacto sobre a inflação corrente. Esses impactos devem ficar mais claros nos indicadores de atividade ao longo do segundo semestre”, diz a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira (27). Para o BC, a inflação ao consumidor segue elevada, apesar da queda recente e dos efeitos do corte de impostos em itens como combustíveis e energia elétrica. De acordo com o documento, o comitê vai manter a vigilância e avaliar se a estratégia de manutenção da Selic por um período “suficientemente prolongado” será capaz de consolidar o processo de desinflação.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, a decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz a ata. “O conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do Copom continua sinalizando crescimento na margem, ainda que mais moderado, e o mercado de trabalho seguiu em expansão, ainda que sem reversão completa da queda real dos salários observada nos últimos trimestres”, completa.

Inflação
A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida. Em agosto, a inflação teve recuo de 0,36%, após queda de 0,68% em julho. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,39% no ano e 8,73% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Para 2023 e 2024, as metas fixadas são de 3,25% e 3%, respectivamente, com os mesmos intervalos de tolerância.

Para decidir sobre a manutenção da Selic, o comitê estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em 5,8% para 2022, 4,6% para 2023 e 2,8% para 2024. As projeções para a inflação de preços administrados são de -4% para 2022, 9,3% para 2023 e 3,7% para 2024. O Copom adotou uma hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2022 e “amarela” em dezembro de 2023 e de 2024, além de taxa de câmbio partindo de US$ 5,20 e preço do petróleo seguindo a curva de alta pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente.

Riscos
Para o BC, o cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta está uma maior persistência das pressões inflacionárias globais, com uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica global. Além disso, há a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país. “O aumento de gastos de forma permanente e a incerteza sobre sua trajetória a partir do próximo ano podem elevar os prêmios de risco do país e as expectativas de inflação”, detalha a ata.

Entre os riscos de baixa, o BC destaca uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local, uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023. “O comitê reitera que há vários canais pelos quais a política fiscal pode afetar a inflação, incluindo seu efeito sobre a atividade, preços de ativos, grau de incerteza na economia e expectativas de inflação”, explicou o BC.

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Com Agência Brasil

Na semana passada, comitê do BC interrompeu ciclo de aumentos da Selic

Otimismo do comerciante recua pela segunda vez com desaceleração das vendas

Índice aumentou 5,2% em um ano, mas ainda está 2,7 pontos abaixo do nível pré-pandemia

O recuo da inflação e o Auxílio Brasil mais robusto não foram suficientes para evitar uma queda generalizada das vendas no varejo

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) marcou 125,5 pontos em setembro, redução de 2,6% no mês, com ajuste sazonal. Em um ano, porém, a confiança aumentou 5,2%, principalmente como efeito da retomada da circulação dos consumidores. Embora o otimismo dos comerciantes tenha evoluído positivamente este ano, o índice ainda está 2,7 pontos abaixo do nível antes da pandemia. Os dados fazem parte da pesquisa realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Assim como em agosto, a avaliação das condições atuais da economia brasileira apresentou a maior redução no mês, de 7,1%, influenciada pela piora na percepção sobre o desempenho do comércio (diminuição de 8,1%). Esses resultados estão em linha com o volume de vendas no varejo em julho, que apresentou queda de 0,7%, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a terceira taxa negativa consecutiva. “Com redução em todos os segmentos, exceto combustíveis e lubrificantes, a inflação mais baixa e o Auxílio Brasil mais robusto não foram suficientes para evitar uma queda generalizada das vendas no varejo”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros. A percepção do empresário sobre a situação de sua própria empresa caiu 6%, mas apresenta alta de 12,6% na variação anual.

Melhora da perspectiva para a economia no curto prazo
As expectativas dos comerciantes para os próximos meses tiveram ligeira redução, de 0,2%, em setembro. Por outro lado, melhorou a perspectiva para o desempenho da economia no curto prazo, com alta de 0,4%. “O incremento na atividade econômica deste ano vem sendo revisado para cima, como resultado da inflação mais contida, da geração líquida de vagas no mercado de trabalho e do reforço nas transferências de renda”, avalia o presidente da CNC. Ele pondera, no entanto, que os juros e o endividamento elevados podem atuar como limitadores da capacidade de consumo das famílias nos próximos meses. “Mesmo com o índice que mede a expectativa dos empresários do varejo apresentando queda desde julho, a comparação para meses de setembro mostra que o comerciante está atualmente mais otimista com o futuro no curto prazo do que em anos anteriores”, explica a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira. Ela lembra que, na última década, apenas em setembro de 2019 as perspectivas para o curto prazo superaram o nível atual.

Empresas de médio e grande porte querem investir em estoques
O ímpeto do varejo para a renovação dos estoques avançou 1,2% entre agosto e setembro, após dois meses de queda. Em um ano, a intenção de investir nos estoques cresceu 4,4%, com a diminuição da proporção de comerciantes que consideram os estoques acima do adequado (neste mês, 24,4% dos varejistas acreditavam ter mais mercadorias do que deveriam, enquanto essa proporção era de 25,1% há 12 meses). “Embora o volume de vendas no varejo esteja decrescendo nos meses recentes apurados pelo IBGE, o varejista tem ajustado a rotatividade dos estoques e aprimorado a gestão das prateleiras”, conclui Izis. Desde junho, a intenção de investir em estoques do comércio vem crescendo mais entre as empresas de médio e grande porte ou aquelas com mais de 50 funcionários.

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Índice aumentou 5,2% em um ano, mas ainda está 2,7 pontos abaixo do nível pré-pandemia

Conheça alternativas para empresas saírem da crise

Portabilidade e renegociação de dívidas são apenas duas delas

É preciso ter um panorama claro da situação da empresa e, assim, escolher o caminho mais adequado àquela realidade

Atualmente, 6,2 milhões de empresas estão inadimplentes no Brasil, segundo dados da Serasa Experian. Com a escalada da inflação, a ampliação da taxa de juros e a retomada ainda lenta da economia, aumenta também a dificuldade de pagar as dívidas. Além do passivo crescer continuamente, a inadimplência compromete investimentos e pode levar ao fechamento de unidades e de todo o negócio, além do aumento do desemprego. Por isso, é importante buscar saídas antes de o empresário perder o controle.

Especialista em direito empresarial e gestão de crises, o advogado João Medeiros Fernandes Júnior, da MSC Advogados, aponta que ainda há um desconhecimento sobre as diversas ferramentas disponíveis para enfrentar esse quadro. “Tivemos uma série de novos dispositivos criados justamente para que o empreendedor possa superar esse cenário de dificuldade e, assim, retomar o crescimento de forma sustentável”, explica. O advogado ressalta que, antes de mais nada, é preciso ter um panorama claro da situação da empresa e, assim, escolher o caminho mais adequado àquela realidade. “Quando se fala em dívida, logo se pensa em recuperação judicial, que é uma grande ferramenta, mas existem alternativas que podem ser utilizadas para superar a crise sem o envolvimento do Judiciário”, afirma. Medeiros detalha algumas das medidas que as companhias podem tomar para lidar com as crises. Confira.

1) Renegociação com instituições financeiras
O empreendedor pode buscar seu banco para renegociar as condições de empréstimos e outras operações contratadas, como as taxas de juros e prazos para pagamento. Além disso, é possível avaliar a portabilidade da dívida com outras instituições que tenham opções mais vantajosas.

2) Programas de recuperação fiscal
Conhecidos como Refis, são lançados periodicamente pela União, estados e municípios para a regularização de dívidas com a Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, secretarias da Fazenda e outros órgãos. Oferece descontos expressivos, redução de multas e outras vantagens para a negociação.

3) Acordo de transação
Serviço que permite regularizar a situação fiscal com a União em condições mais vantajosas. Possui uma série de modalidades, como a renegociação da dívida ativa do FGTS, Simples Nacional e Funrural. Uma portaria da Receita Federal permitirá também, a partir de 1º de setembro, a renegociação de R$ 1,4 trilhão em dívidas tributárias que não estão sob contestação judicial. Será possível obter até 70% de desconto para empresas de todos os tamanhos.

4) Mediação e Conciliação Empresarial
São métodos alternativos de resolução de conflitos empresariais que agora estão regulamentados na Lei 11.101/05. No Rio Grande do Sul, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) conta com profissionais capacitados e altos índices de eficiência na composição de litígios entre devedores e credores. Além disso, é possível a suspensão das dívidas por um prazo de até 60 dias, desde que atendidos os requisitos previstos na legislação. Isso proporciona, por um lado, um fôlego ao empresário e, por outro, uma melhor interlocução entre as partes na busca de um consenso.

5) Recuperação extrajudicial
Medida em que as empresas podem negociar diretamente com os credores as suas dívidas e propor um plano de pagamento, sem a obrigatoriedade da intervenção do Judiciário, que só será provocado se não houver consenso. A alternativa foi aprimorada pela lei 14.122/2020, possibilitando a inclusão de débitos trabalhistas. Além disso, as companhias também podem obter a suspensão temporária dos processos enquanto a negociação é realizada.

6) Recuperação judicial
Modalidade bastante conhecida, em que a empresa ingressa com pedido de reestruturação na Justiça, obtém a suspensão das ações e execuções por 180 dias e apresenta um plano de pagamento das dívidas. Este deverá ser aprovado pelos credores reunidos em assembleia e, depois, passar pela homologação judicial. Com a nova legislação de 2020, produtores rurais também podem se beneficiar dessa medida.

Portabilidade e renegociação de dívidas são apenas duas delas

Sephora abre sua primeira loja em Balneário Camboriú

Essa é a quarta loja da rede no Sul, já presente em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS)

Neste ano, a Sephora completa 10 anos no Brasil

Em seu plano de expandir estrategicamente pelo Brasil, a Sephora abre hoje (23) as portas de sua primeira loja em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no Balneário Shopping. A inauguração vem após um experimento com uma pop up store da marca no mesmo shopping em 2018, que funcionou como um termômetro para que voltassem de maneira sólida para a região. Outro impulsionador da escolha foi a forte presença de compradores do estado nas plataformas de compras digitais da Sephora. 

Esta é a nossa primeira expansão de 2022 e estamos muito confiantes pelo o que ainda iremos realizar neste ano, no qual a Sephora comemora 10 anos no Brasil”, explica Andrea Orcioli, CEO da marca. Essa é a quarta loja da rede na Região Sul, que já está presente com duas unidades em Curitiba, no Paraná, e uma em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

A nova loja, localizada no piso L2 do Balneário Shopping, segue os padrões internacionais da rede em seu projeto. Os clientes catarinenses poderão encontrar marcas exclusivas como Nars, Sephora Collection, Fenty Beauty, Anastasia Beverly Hills, Sol de Janeiro, Drunk Elephant, Jo Malone, KVD Beauty, Kylie Cosmetics e Kylie Skin e a recém-chegada Rare Beauty, marca de maquiagem de Selena Gomez.

Essa é a quarta loja da rede no Sul, já presente em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS)

Gaúcha Vipal Máquinas expande na Argentina e no Brasil

Além da Argentina, a Vipal já exportou suas máquinas para o Uruguai, Chile, Nova Zelândia, Espanha, Estados Unidos e El Salvador

Desenvolvidos com tecnologia 100% própria, os equipamentos da empresa são produzidos desde 2016 em Nova Prata (RS)

A Futur-Gom, empresa localizada em General Ramirez, na província de Entre Ríos, na Argentina, adquiriu um novo equipamento da Vipal Máquinas, braço da gaúcha Vipal Borrachas que desenvolve e produz maquinários para processo de reforma de pneus. A aquisição da argentina foi uma raspadora, que irá agilizar o processo de preparação dos pneus para a reforma. A empresa já contava com uma extrusora de ligação da Vipal, que, segundo o sócio-gerente Fernando Muller, “melhorou os processos de 30% a 40%”. 

Quem também apostou recentemente nas máquinas da Vipal foi a brasileira NSA Pneutec, de Santana do Parnaíba (SP), que adquiriu três novos equipamentos de uma só vez. A reformadora conta agora com quatro máquinas do portfólio da Vipal, visando a atender à crescente demanda de mercado. 

Essas aquisições fazem parte de uma movimentação percebida nas reformadoras da Vipal Rede Autorizada, grupo de empresas ligados à Vipal Borrachas, cerca de 250 na América Latina. As reformadoras, tanto na Argentina quanto no Brasil, estão investindo na automação e padronização dos seus processos. Além da Argentina, a Vipal já exportou suas máquinas para o Uruguai, Chile, Nova Zelândia, Espanha, Estados Unidos e El Salvador. Desenvolvidos com tecnologia 100% própria, os equipamentos da empresa são produzidos desde 2016 em Nova Prata (RS).

Além da Argentina, a Vipal já exportou suas máquinas para o Uruguai, Chile, Nova Zelândia, Espanha, Estados Unidos e El Salvador