Archives Março 2022

Arrecadação de impostos permite redução de 50% no IPI

Para Fiergs, decisão econômica tem impacto direto na inflação

A indústria suporta a maior carga tributária dentre todos os setores, cujos impostos pagos pelo segmento de transformação representam 47,3% do seu PIB

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) relatou, por meio de nota, que enviou cumprimentos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pela decisão de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com repercussão positiva, incluindo as receitas estaduais e municipais que serão compensadas por uma maior dinâmica das economias locais.

Na mesma correspondência, o presidente da entidade, Gilberto Petry, ponderou que no contexto tributário, ainda há margem para uma maior redução do IPI além dos atuais 25%, especialmente em função do volume histórico de arrecadação de impostos da União verificado em 2021 sobre o ano anterior. Nesse comparativo, o imposto que onera exclusivamente o setor industrial no Brasil propiciou uma receita 18,9% acima da inflação do período. “Existe espaço para um corte de 50% no IPI, elevando os efeitos altamente positivos que essa primeira redução propicia, com impacto importante na diminuição da inflação”, enfatizou Petry.

Entre os argumentos apresentados para essa redução do IPI em 50% se insere a conjuntura internacional, que apresenta escalada geral dos preços dos insumos, acarretando um drástico aumento dos custos industriais que repercutem no consumidor nacional. Outro fator a destacar é o de que indústria suporta a maior carga tributária dentre todos os setores, cujos impostos pagos pelo segmento de transformação representam 47,3% do seu PIB, destacou o documento.

Para Petry, o conjunto dessas razões justifica a possível e benéfica redução pela metade das alíquotas do IPI, e por suas características e influência na estrutura de custos de um setor específico (pois não existe tributo exclusivo como esse sobre nenhum outro setor da economia), seja extinto na almejada reforma tributária que o governo federal tem trabalhado para concretizar.

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Para Fiergs, decisão econômica tem impacto direto na inflação

CCR Aeroportos assume a operação de aeroportos no Sul

Companhia consolida atuação como maior operadora do país

Aeroporto Internacional de Curitiba passará para a companhia no final deste mês

A CCR Aeroportos assume nesta quarta-feira (9) simultaneamente a operação de nove aeroportos brasileiros, concedidos no ano passado pelo governo federal nos dias 24 e 31 de março, a empresa finaliza a transição operacional de outros ativos conquistados no mesmo leilão, somando 15 novos aeroportos, em oito estados das regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Esta é a primeira vez no mundo que tantas operações aeroportuárias são iniciadas simultaneamente, um marco na história do setor. O investimento previsto nestes aeroportos é de R$ 4,8 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão.

Na primeira virada operacional, a companhia passa a ser responsável pelos aeroportos de Londrina e Bacacheri, no Paraná; Bagé, Pelotas e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; Joinville, em Santa Catarina; Imperatriz, no Maranhão; Petrolina, em Pernambuco; e Palmas, no Tocantins. No dia 24, passa a operar os aeroportos de Goiânia, na capital de Goiás; de São Luís, capital do Maranhão, e de Teresina, na capital do Piauí. E, finalmente, em 31 de março, a CCR Aeroportos assume mais três: os de Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná, e o de Navegantes, em Santa Catarina. Até o fim do primeiro semestre, a empresa assume o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, concedido pelo governo mineiro.

Com a expansão, a CCR Aeroportos consolida sua atuação como a maior operadora em número de aeroportos no Brasil. São 20 aeroportos em quatro países, nove estados brasileiros, e passa a movimentar mais de 40 milhões de passageiros por ano. A empresa já atua na BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, além de operar internacionalmente os aeroportos Juan Santamaria, na Costa Rica; Quito, no Equador; e de Curaçao, nas Antilhas Holandesas, além de prestar serviços aeroportuários nos Estados Unidos.

As primeiras mudanças que a CCR Aeroportos realizará estarão diretamente relacionadas à segurança, ao conforto e à experiência dos passageiros nos aeroportos. A companhia atuará na requalificação da infraestrutura, na sinalização, pintura, aplicação de nova identidade visual, higiene e limpeza, entre outros. Além disso, estas primeiras intervenções estão relacionadas às obrigações previstas no contrato de concessão. Conforme previsto em contrato, a empresa começa agora, simultaneamente à operação e às primeiras intervenções, a refinar os cronogramas e projetos dos investimentos, incluindo a implantação de obras e novos equipamentos, em cada um destes 15 aeroportos.

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Companhia consolida atuação como maior operadora do país

Receita zera PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre importações de GLP

Medida é adotada em meio à disparada no preço do petróleo

O gás de cozinha ultrapassou os R$ 100 em todas as regiões do país, variando de R$ 109,40 a R$ 140

A Receita Federal publicou instrução normativa zerando alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre o botijão de gás de cozinha de 13 quilos de uso doméstico. A medida incide sobre a importação e a receita de comercialização do produto. Ficam reduzidas a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação incidentes sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) que será, posteriormente à operação, envasado em recipientes de até 13 quilos e destinado ao uso doméstico, diz a norma.

A medida é adotada em meio à disparada no preço do petróleo em razão do conflito envolvendo Rússia e Ucrânia. A Rússia é o maior exportador mundial de petróleo e derivados combinados, com exportações de cerca de 7 milhões de barris por dia, ou 7% da oferta global.

Na segunda-feira (7), os preços atingiram os níveis mais altos desde 2008. O petróleo Brent subiu US$ 5,1, ou 4,3%, para fechar em US$ 123,21 o barril, e o dos EUA (WTI) avançou US$ 3,72, ou 3,2%, encerrando o dia em US$ 119,40 o barril. Durante a sessão, os benchmarks (marcas de referência) atingiram o nível mais alto desde julho de 2008, com o Brent chegando a US$ 139,13 por barril e o WTI, a US$ 130,5.

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o gás de cozinha ultrapassou os R$ 100 em todas as regiões do país, variando de R$ 109,40 a R$ 140.

Com Agência Brasil

Medida é adotada em meio à disparada no preço do petróleo

Só 10% das empresas usam financiamento público para pesquisa

Pouco mais da metade das companhias praticam inovação aberta

Investimento em pesquisa e desenvolvimento ocorreu principalmente em pessoal

Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 196 empresas com mais de 50 funcionários mostra que apenas 10% delas utilizaram linhas de financiamento de instituições financeiras ou organismos públicos para obter recursos destinados à área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2020. De acordo com a pesquisa, 89% das empresas ouvidas usaram recursos próprios para o setor; 3% disseram que obtiveram financiamento de instituições financeiras privadas. O levantamento tem margem de erro de 5,9% a 7,9% e foi feito no período de 4 de outubro de 2021 a 4 de fevereiro de 2022.

O principal programa público de apoio à área de P&D utilizado pelas empresas foi a Lei do Bem, citada por 41% das beneficiadas com financiamento público. Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os resultados referentes às fontes de financiamento confirmam realidade já observada há anos no Brasil: o país não prioriza a área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e a inovação empresarial é feita com baixo apoio público.

“Estamos na contramão de países desenvolvidos, que reconhecem o papel do Estado no fomento à inovação, ciência e tecnologia. Os frutos de um ambiente nacional mais aberto para a inovação são colhidos pela própria sociedade, com aumento da qualidade de vida das pessoas, redução do custo da tecnologia, criação de empregos melhores. Por isso, o Brasil precisa, urgentemente, de uma estratégia de inovação de longo prazo”, destacou Andrade.

De acordo com a CNI, no levantamento nacional mais atual, o Brasil investiu 1,2% do PIB em P&D em 2019, incluindo recursos públicos e privados, contra 1,17% do ano anterior. A título de comparação, o investimento chinês em P&D, em relação ao PIB, foi de 2,2% em 2019. O levantamento revela que a maior parte das empresas consultadas vê a importância de investir em P&D e destina recursos para produtos e processos inovadores: 65% delas investiu na área em 2020. Em média, o dispêndio foi de 2% da receita líquida de vendas, e o investimento em P&D ocorreu principalmente em pessoal (56,9%).

A sondagem da CNI mostra ainda que pouco mais da metade das empresas (51,1%) praticam inovação aberta, ou seja, fazem parcerias com outras empresas, instituições, universidades ou startups para desenvolver processos de pesquisa e desenvolvimento. Questionadas sobre as principais razões para não investir em P&D, as entrevistadas que não realizaram atividade na área citaram custos de implementação muito elevados (22%) e a existência de outras estratégias relevantes para a competitividade (22%), seguidos por falta de pessoal qualificado na empresa (20%), falta de linhas de financiamento adequadas (20%) e falta de conhecimento sobre parceiros para projetos (19%).

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Pouco mais da metade das companhias praticam inovação aberta

Produção industrial cai 2,4% em janeiro

Índice fica abaixo do patamar pré-pandemia

Apesar da retração em janeiro, em 12 meses a indústria acumula crescimento de 3,1%

A produção industrial registrou redução de 2,4% em janeiro de 2022 frente ao mês anterior, eliminando assim grande parte do avanço de 2,9% registrado em dezembro de 2021. Com isso, a indústria se encontra 3,5% abaixo do patamar de antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020, e 19,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. No confronto com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 7,2%. É o que aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

“Verificamos que o mês de janeiro está bem caracterizado pela perda de dinamismo e de perfil disseminado de queda, uma vez que todas as grandes categorias econômicas mostram recuo na produção, tanto na comparação com o mês anterior quanto na comparação com janeiro de 2021”, destaca André Macedo, gerente da pesquisa.

O pesquisador ressalta que a expansão verificada em dezembro de 2021, pode estar relacionada com a antecipação da produção, por conta de janeiro ser um mês muito marcado por férias coletivas e paralisações. Ele também lembra que o comportamento negativo do setor industrial verificado nesse mês é algo que já vem sendo observado há mais tempo, com o ano de 2021 tendo registrado oito taxas negativas.

“Até no indicador acumulado dos últimos doze meses, no qual a indústria permanece em crescimento, com expansão de 3,1%, os avanços perdem cada vez mais a intensidade. Em agosto de 2021, a taxa chegou a registrar 7,2%. Em setembro, foi para 6,5%, 5,7% em outubro, 5% em novembro e 3,9% em dezembro.”, pontua Macedo. Mesmo com o recuo no ritmo da atividade industrial em janeiro de 2022, o total da indústria no índice de média móvel trimestral permaneceu apontando taxa positiva (0,1%), mas com intensidade menor do que o verificado no mês anterior (0,8%).

Maioria das atividades acompanhou queda
Na comparação com dezembro de 2021, 20 das 26 atividades industriais pesquisadas apontaram recuo na produção. Frente a janeiro de 2021, 18 registraram queda. “A indústria vem sendo afetada pela desarticulação das cadeias produtivas por conta da pandemia, tendo no encarecimento dos custos de produção e na dificuldade para obtenção de insumos e matéria-prima para a produção do bem final, características importantes desse processo. Além disso, os juros e a inflação em elevação, juntamente com um número ainda elevado de trabalhadores fora do mercado de trabalho, ajudam a explicar o comportamento negativo da indústria.”, analisa Macedo.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes na passagem de dezembro de 2021 para janeiro de 2022 foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-17,4%) e indústrias extrativas (-5,2%), após acumularem expansão de 18,2% e de 6% nos dois últimos meses de 2021, respectivamente. Também no confronto com janeiro de 2021, essas atividades foram as que mais impactaram negativamente o índice geral, com queda de 23,5% na primeira e de 6,7% na segunda. “O segmento de veículos é um exemplo importante de desarticulação da cadeia produtiva, já que tem dificuldades na obtenção de insumos importantes para a produção do bem final. Já o setor extrativo, em janeiro de 2022, teve a extração do minério de ferro bastante afetada pelas chuvas em Minas Gerais”, esclarece Macedo.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de maio de 2014, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após uma reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes, de forma a integrar-se às necessidades do projeto de implantação da Série de Contas Nacionais.

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Índice fica abaixo do patamar pré-pandemia

RS retira alertas e emite avisos para todas as regiões Covid

Os índices ainda estão acima dos números registrados em dezembro do ano passado

Na última semana, a média móvel de casos confirmados teve redução de 47%

Em reunião do gabinete de crise foi definido retirar os alertas e emitir avisos a todas as regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul. A decisão do grupo de trabalho da saúde pela emissão de avisos ocorre porque, embora haja queda significativa dos indicadores considerados, observa-se que ainda há elevadas taxas de contaminação e de mortalidade. E, mesmo com a redução, os índices ainda estão acima dos números registrados em dezembro do ano passado, período antes do surgimento da variante ômicron.

Na última semana, a média móvel de casos confirmados teve redução de 47%, com incidência semanal de 267 casos por 100 mil habitantes. A internação por suspeitos de infecção pelo coronavírus e por confirmados diminuiu em 270 pacientes, sendo a queda de 180 em leitos clínicos e de 90 em UTIs. Em relação à média móvel de sete dias, a redução de pacientes em leitos clínicos é 20,3% e de 15,5% em UTIs. A taxa atual de ocupação nas unidades de terapia intensiva está em 57,1%. Nos últimos sete dias, foram registrados 226 óbitos, com média de 32,3 óbitos por dia, redução semanal de 23,1%.

Os índices ainda estão acima dos números registrados em dezembro do ano passado

Guerra na Ucrânia preocupa o setor automotivo

Apesar de notícia positiva de redução do IPI, reflexos negativos sobre a economia perante ao conflito serão inevitáveis

A indústria automobilística apresentou discreta melhora nos indicadores em fevereiro

Depois de um primeiro mês mais fraco, a indústria automobilística apresentou discreta melhora nos indicadores em fevereiro, de acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira (8) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Mesmo com um dia útil a menos, a produção de 165,9 mil unidades cresceu 14,1% em relação a janeiro. O primeiro bimestre do ano tem desempenho 21,7% inferior ao do mesmo período de 2021, quando não havia uma crise de abastecimento de semicondutores, nem mesmo uma variante tão contagiosa da Covid-19 como a ômicron, que recentemente afastou muitos funcionários da linha de montagem.

Já os licenciamentos totalizaram 129,3 mil veículos, 2,2% a mais que em janeiro e 22,8% a menos que em fevereiro do ano passado. “As notícias de que o IPI automotivo estava prestes a ser reduzido fizeram com que muitos clientes adiassem a concretização do negócio”, explica Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. A expectativa é uma reação melhor do mercado em março, um mês mais longo, sem feriados, com vários modelos com preços reduzidos nas lojas e historicamente mais aquecido que janeiro e fevereiro.

Um resultado bem mais expressivo veio das exportações, com 41,4 mil unidades enviadas a outros países, 49,6% a mais que em janeiro e 25,4% superior a fevereiro de 2021. No acumulado do bimestre, os embarques cresceram 17,3% sobre igual período do ano passado, num esforço das empresas para cumprir contratos atrasados por conta da pandemia e das quebras na cadeia logística. Já os estoques nas fábricas e nas redes de concessionárias cresceram de 114,4 mil veículos em janeiro para 120,1 mil no fim de fevereiro, permitindo leve redução nas filas de espera para os modelos de maior procura e lançamentos recentes.

Redução do IPI e guerra na Ucrânia
O setor automotivo foi surpreendido por duas notícias simultâneas no fim de fevereiro: uma muito positiva e a outra alarmante. A boa nova foi a redução de 18,5% do IPI para automóveis e comerciais leves. “É sempre muito bem-vinda qualquer proposta que alivie a pesada carga tributária sobre a indústria de transformação no Brasil. A redução do Custo Brasil, embora ainda tímida, é benéfica não só para o setor industrial, mas também para a geração de empregos, para os consumidores e para a sociedade como um todo”, afirmou Moraes.

Por outro lado, o setor vê com enorme perplexidade a invasão da Ucrânia pela Rússia. “Ainda é cedo para avaliarmos os inevitáveis reflexos negativos sobre a economia global e sobre o fluxo da cadeia logística do nosso setor, mas estamos atentos e preparados para mitigar os danos e buscar alternativas em caso de falta de insumos ou componentes”, prometeu o presidente da Anfavea.

Apesar de notícia positiva de redução do IPI, reflexos negativos sobre a economia perante ao conflito serão inevitáveis

Presidente dos EUA suspende importação de petróleo da Rússia

Biden disse que preço da gasolina vai subir ainda mais

“Estamos trabalhando também com parceiros europeus para reduzir a dependência da energia russa”, afirmou Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou no início da tarde desta terça-feira (8) a suspensão das importações de petróleo da Rússia. Biden reconheceu que muitos países aliados, devido à dependência energética, podem não ser capazes de tomar medidas parecidas. “Os Estados Unidos produzem muito mais petróleo domesticamente do que todos os países europeus juntos. Na verdade, somos também exportadores, então podemos assumir essa medida, outros não podem. Estamos trabalhando também com parceiros europeus para reduzir a dependência da energia russa”, afirmou Biden.

O mandatário americano afirmou também o apoio de mais de US$ 1 bilhão de assistência para segurança na Ucrânia em carregamentos de equipamentos de defesa e também apoio humanitário, tanto para os ucranianos que saíram quanto para os que estão lutando no país. “Estamos implementando o pacote de sanções mais significativo da história e que está causando danos significativos na economia russa. O rublo [moeda oficial russa] caiu 50% em relação ao início da guerra, o rublo agora vale menos do que 1 centavo de dólar. Cortamos vários bancos russos do sistema financeiro internacional, o que dificulta que eles façam transações com o restante do mundo”, ressaltou Biden.

O presidente americano disse ainda que Vladimir Putin, mandatário russo, já está prejudicando as famílias americanas devido a um aumento nos preços dos combustíveis. “Desde que Putin entrou na Ucrânia, o preço da gasolina subiu 75 centavos de dólar. E vou fazer de tudo para evitar que suba ainda mais. Estamos liberando 60 milhões de barris de petróleo. A metade, 30 milhões, vai vir da reserva estratégica dos Estados Unidos e estamos tomando outras medidas para que o fornecimento de energia global continue”, disse Biden.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos ressaltou que a Europa também tem que acabar com a dependência em relação ao petróleo russo. Ele disse ainda que a invasão na Ucrânia deveria motivar a transição para energias mais limpas, como o uso de carros elétricos, por exemplo. “Quando fizermos isso, ninguém vai ficar preocupado com o preço da gasolina no futuro. Isso vai significar que um país não poderá usar os preços da gasolina contra outro país como arma”.

Com Agência Brasil

Biden disse que preço da gasolina vai subir ainda mais

Empresa paranaense ganha licitação da Infraero para embarque biométrico

Sistema da Pacer reconhece o passageiro em dois segundos

A tecnologia estava em fase de testes desde o dia 15 de junho do ano passado

A paranaense Pacer ganhou a licitação para operar com a tecnologia de embarque por reconhecimento facial do Projeto Embarque +Seguro, idealizado pelo Ministério da Infraestrutura e desenvolvido pelo Serpro, empresa de tecnologia da informação do Governo Federal.

A tecnologia estava em fase de testes desde o dia 15 de junho de 2021, mas com a aprovação do projeto-piloto passa a ser efetivada e liberada para todas as companhias aéreas. Agora as companhias poderão fazer uso desta tecnologia que possibilita que os passageiros consigam embarcar sem a necessidade de apresentar cartão de embarque e documento de identificação. Além de dispensar o manuseio de papéis, o que ajuda para as medidas de segurança no combate à Covid-19, a solução facilita o embarque e reduz o tempo nas filas, já que o tempo de checagem por passageiro é de aproximadamente dois segundos.

Para o diretor da Pacer, Giuliano Podalka, essa efetivação é uma vitória para o segmento aeroportuário brasileiro. “Este avanço é o pontapé inicial para digitalizar os aeroportos do Brasil e transformar o embarque nas aeronaves”, comemorou.

A Pacer é residente do HIPE Innovation Center, localizado no coração do Vale do Pinhão em Curitiba. Além da solução de reconhecimento facial, a empresa inovou ao lançar a primeira tecnologia de embarque organizado do mundo, o Wavemaker, que utiliza Inteligência Artificial para projetar no chão um ‘tapete’ com o número dos assentos em realidade aumentada, que se move conforme o fluxo de passageiros.

Em 2020, a companhia sediada em Mariópolis, já tinha desenvolvido outro equipamento para os aeroportos: o Sistema Wavemaker. Ele utiliza Inteligência Artificial para projetar no chão um “tapete” com o número dos assentos em realidade aumentada, que se move conforme o fluxo de passageiros. Caso algum passageiro interrompa o fluxo, a inteligência do sistema, automaticamente, paralisa o movimento da projeção.

Como funciona
No balcão da companhia aérea, o passageiro informa nome, CPF e número de celular e recebe uma mensagem de texto solicitando autorização para o registro da foto e o tratamento dos dados. Com o consentimento do viajante, as informações são checadas nas bases de dados governamentais. Havendo a validação, o passageiro fica liberado para ingressar na sala de embarque e na aeronave por meio dos pontos de controle biométrico, que fazem a identificação com o uso de câmeras, dispensando a apresentação de documento com foto e de cartão de embarque.

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Sistema da Pacer reconhece o passageiro em dois segundos

Balança comercial do Sul acumula déficit no bimestre

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul, no bimestre, foi responsável por 18,6% das exportações e por 22,7% das importações

A balança comercial da região Sul apresenta um déficit de US$ 1,3 bilhão no bimestre. Em fevereiro do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 2 bilhões. Até fevereiro, foram exportados US$ 7,3 bilhões – avanço de 52,5% em relação ao igual período de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 8,7 bilhões, aumento de 27% sobre o mesmo intervalo. Os números foram divulgados nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 1,5 bilhão milhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma característica peculiar: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil.

O Sul, no bimestre, foi responsável por 18,6% das exportações e por 22,7% das importações. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul em janeiro e fevereiro foram carnes de aves e de suínos, soja, trigo e tabaco. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, veículos, cobre e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

Emprego e faturamento na indústria iniciaram 2022 com novas altas

Os indicadores de janeiro revelam que as contratações ganharam novo fôlego

O emprego passa a acumular alta de 0,5% nos últimos três meses

Os indicadores industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o emprego industrial e o faturamento real das empresas iniciaram 2022 em alta. Esses dois indicadores sobem desde novembro de 2021. O emprego industrial aumentou 0,1% em janeiro de 2022 frente a dezembro de 2021, na série dessazonalizada. Com a revisão para cima dos resultados de novembro de 2021 e de dezembro de 2021, o emprego passa a acumular alta de 0,5% nos últimos três meses.

“Trata-se de uma nova tendência de alta após ter mostrado estabilidade nos três meses anteriores (de agosto a outubro de 2021). O emprego havia mostrado forte alta na primeira metade de 2021; com isso, o emprego industrial mostra alta de 3,7% em janeiro de 2022 na comparação com janeiro de 2021”, explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica. O faturamento, por sua vez, acumula crescimento de 6,6% entre novembro de 2021 e janeiro de 2022. No entanto, segue abaixo do registrado em todo o primeiro semestre de 2021 e 5,2% abaixo do registrado em janeiro de 2021.

Apesar disso, a utilização da capacidade instalada completou sete meses consecutivos de queda. Após atingir 82,3% em junho de 2021, o indicador mostrou queda ao longo de todo o segundo semestre de 2021 e se manteve em retração no primeiro mês de 2022. As horas trabalhadas na produção seguem em patamar superior ao do início de 2021 e de antes do início da pandemia. E a massa salarial, em janeiro de 2022, registrou alta pelo terceiro mês consecutivo, acumulando crescimento de 5,7%.

Os indicadores de janeiro revelam que as contratações ganharam novo fôlego

Sucessão nos negócios deve ser iniciada após ciclo de sucesso

O auge é considerado um importante marco para dar início ao processo

Primeira capacitação da Escola de Negócios da Fiesc trata sobre o tema

Vários aspectos influenciam o processo de continuidade numa empresa, entre eles estão o desejo de manter o negócio familiar, profissionalização dos gestores e análise do cenário. E o momento certo de iniciar esse processo é no auge dos negócios, de acordo com especialistas trazidos pela Fiesc para conduzir formação voltada ao tema sucessão. A iniciativa, que ocorre presencialmente em Florianópolis, é a primeira capacitação da Escola de Negócios em 2022. A formação segue até esta terça-feira (8) e conta com a participação de 34 executivos.

Segundo José Monforte, um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e professor do curso, deve-se levar em conta o sonho dos familiares. “Qual a disposição compartilhada dos familiares de levar o negócio adiante? O que eu chamo de sonho é a cola dessa família. Aliás, esse exercício deve ser desenvolvido junto com o sucedido”, alerta. Análises situacionais a respeito da empresa, das pessoas, de demandas e caminhos para essa sucessão são etapas a seguir.

A sucessão é uma jornada a ser percorrida e o momento de começar isso é o quanto antes, lembra Silvia Lacaze, especialista em governança corporativa que conduz a formação ao lado de Monforte. “O quanto antes a gente puder começar o processo de reflexão, que vá ordenando sonhos e desejos e o que se espera disso, melhor. Eu diria que, passado o ciclo de sucesso de uma organização, que é esse o grande marco, é hora de se começar a pensar e organizar processos e estruturas para que no momento certo, de transição do poder, isso possa ser realizado com muita tranquilidade”, explica.

O diretor de educação e tecnologia da Fiesc, Fabrizio Machado Pereira, afirma que a sucessão é um dos maiores desafios relatados por indústrias. “Em Santa Catarina, empresas familiares são muito comuns, por isso, o tema tem relevância inclusive reconhecida pela própria indústria que precisa de suporte para conduzir esse processo de forma profissional”, destaca Pereira. ucio Aquino, gerente-executivo da Escola de Negócios, fala ainda que a iniciativa visa criar uma ‘comunidade de aprendizagem’. “Não temos apenas especialistas, mas também a experiência de cada participante”, lembra.

Sucessão na prática
A Librelato, de Criciúma, é uma das empresas participantes da formação. Aloir Librelato, presidente do conselho de administração e um dos cinco sócios da companhia, conta que o negócio hoje é conduzido pela terceira geração da família. “Já estamos na terceira geração e entendo que nós, sócios mais antigos, já vencemos este desafio. Trouxe meus três filhos e um sobrinho para esta formação. Temos um conselho de administração já profissionalizado e estamos montando agora o conselho de família”, conta.

Na Eliane Revestimentos, o plano de continuidade já foi concluído e contou com o apoio de diversos profissionais, como conta a presidente da holding, Patrice Gaidzinski. “A sucessão, como um todo, passa por três aspectos: primeiro é compreender que é uma família empresária; segundo é entender quais são as competências de cada um, em que a família é boa e como cada membro pode colaborar na gestão; e o terceiro aspecto é a estruturação em si”, detalha. Patrice frisa ainda que é preciso compreender que é um processo, montar estruturas de governança, de estratégia, para que se possa ter um processo de sucessão com êxito. “Foi para esses aspectos que a Eliane olhou e trabalhou para que o negócio continuasse crescendo e se desenvolvendo”, conclui.

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O auge é considerado um importante marco para dar início ao processo

Renault anuncia fabricação de SUV e motor 1.0 turbo no Paraná

Companhia destinou R$ 1,1 bilhão para a incrementar o Complexo Ayrton Senna

Empresa informa que a plataforma CMF-B permitirá a fabricação de novos produtos, além de uma eventual eletrificação dos veículos

A Renault confirmou mais uma série de investimentos no Paraná. A montadora de origem francesa vai iniciar a produção de um novo SUV, por meio da plataforma CMF-B, e de um novo motor 1.0 turbo no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (7) em um ato simbólico, no Palácio Iguaçu, com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, do presidente da empresa na América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, e do presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo.

De acordo com a Renault, a plataforma CMF-B permitirá a fabricação de novos produtos, além de uma eventual eletrificação dos veículos – a previsão é que um SUV seja incorporado ao portfólio do grupo até o fim de 2023. “É o início da fase ‘Renovation’ do nosso plano estratégico na América Latina, um momento. O investimento nesta plataforma nos permite brigar por novos produtos nos próximos anos”, afirmou Pedrucci. “A chegada da moderna plataforma CMF-B, juntamente com um novo motor 1.0 turbo, dão continuidade à nossa estratégia de reforçar nossa presença em segmentos mais altos do mercado, coerente com o plano estratégico da empresa”, explicou Gondo.

O anúncio encorpa o ciclo de novos investimentos confirmado há um ano pela montadora para o Paraná. A Renault destinou R$ 1,1 bilhão para a incrementar o Complexo Ayrton Senna. O valor ajudou na renovação de veículos do atual portfólio da empresa e também na formatação de um motor 1.3 turbo, de três cilindros. Entre os destaques, destaque para novo Captur com novo motor turbo TCe 1.3 Flex; Kwid 2023; da nova Master 2023; e do Duster com novo motor turbo TCe 1.3 Flex; o lançamento do Zoe E-TECH Electric; e a confirmação da comercialização do Kwid E-TECH Electric.

A Renault está instalada no Paraná há mais de 23 anos. São cerca de 7.300 colaboradores diretos e 25 mil empregos indiretos. São quatro fábricas instaladas no complexo em São José dos Pinhais: veículos de passeio, comerciais leves, motores e injeção de alumínio. A Renault é a 24ª maior empresa da região e também a nona maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Companhia destinou R$ 1,1 bilhão para a incrementar o Complexo Ayrton Senna

Mercado projeta inflação de 5,65% para este ano

É a oitava vez consecutiva para elevação do IPCA

Há algumas semanas as estimativas do mercado já estavam apontando para uma inflação este ano acima da meta

O mercado financeiro aumentou novamente a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,65%. É a oitava vez consecutiva que o mercado projeta uma elevação no IPCA. Há uma semana, a projeção do mercado era de que a inflação este ano ficasse em 5,6%. Há quatro semanas a previsão era de 5,44%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção de mais de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Há algumas semanas as estimativas do mercado já estavam apontando para uma inflação este ano acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3,5%, com variação de 1,5 ponto percentual.

Em fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) também mostrou em ata que suas projeções para a inflação também estavam acima da meta. “As projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,4% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 12% ao ano no primeiro semestre de 2022 e termina o ano em 11,75% ao ano”, diz a ata do Copom.

Na projeção desta semana, o Focus também elevou a previsão do PIB. A nova projeção é de um PIB de 0,42%, em 2022, ante os 0,3% previstos na semana passada. A elevação ocorre após o após a divulgação do PIB de 2021, que foi de 4,6%. O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, a Selic deve ficar em 12,25%. Há quatro semanas, a projeção era de que os juros ficassem em 11,75%.

Em fevereiro, além de estimar uma inflação acima da meta, o Copom também aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, o Copom indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 ficou em R$ 5,40, uma redução em relação ao projetado na semana passada, quando o mercado previa um câmbio R$ 5,50.

Com Agência Brasil

É a oitava vez consecutiva para elevação do IPCA

Consumidor poderá negociar dívidas em atraso em mutirão nacional

Campanha da Febraban começa nesta segunda-feira

Segundo a Febraban, o alvo da campanha são as pessoas físicas que não possuem bens dados em garantia

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com o Banco Central, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons de todo o país, promove o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, a partir de segunda-feira (7) até 31 de março, em que consumidores poderão negociar suas dívidas com os bancos. A iniciativa permitirá que pessoas físicas com dívidas atrasadas, em instituições financeiras, tenham a oportunidade de quitar seus débitos e, ainda, ter acesso a conteúdo sobre educação financeira.

Segundo a Febraban, o alvo da campanha são as pessoas físicas que não possuem bens dados em garantia; que estejam em atraso e em nome de uma pessoa natural; e que as dívidas tenham sido contraídas de bancos ou financeiras. “O mutirão nacional é uma ação conjunta que não apenas contribui para o reequilíbrio orçamentário das famílias, mas, principalmente, promove a educação financeira, que é fundamental para que o consumidor consiga evitar o endividamento de risco, tenha mais informações sobre produtos e serviços bancários e melhore sua saúde financeira”, declarou, em nota, Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Uma página do mutirão foi desenvolvida para preparação prévia da negociação, com o objetivo de promover orientação financeira ao consumidor até o envio de propostas de negociação na plataforma de mediação de conflitos ConsumidorGovBr, sistema criado pela Senacon que conta com a adesão de mais de 160 instituições financeiras. Na página do mutirão, o consumidor encontra também ferramentas que permitem, por exemplo, consultar suas dívidas, como o sistema do Banco Central por meio do qual é possível acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR).

Para aderir ao mutirão, o consumidor pode optar por negociar com a instituição credora dentro da plataforma ConsumidorGovBr, ou diretamente com os canais digitais de negociação dos bancos. O banco tem o prazo de dez dias para analisar o pedido e apresentar uma proposta.

Com Agência Brasil

Campanha da Febraban começa nesta segunda-feira