Archives Março 2022

Tok&Stok inaugura sua primeira loja Studio em Curitiba

Novo conceito de loja oferece experiência dinâmica aos clientes e dá ritmo à expansão da companhia

São mais de mais de cinco mil produtos organizados por tendências e ocasiões do dia a dia distribuídos nos 609 metros quadrados de loja

A Tok&Stok abriu sua primeira loja Studio, em Curitiba, no shopping Pátio Batel. É a segunda unidade do novo formato da empresa, que é líder no mercado brasileiro de móveis e acessórios de decoração. Sustentado por uma estratégia de integração de canais, o formato é uma das grandes apostas da companhia, pois imprime uma jornada de compra mais fluida, pautada por tendências e com uma dedicada curadoria de produtos da marca.

“A Tok&Stok Studio é um modelo otimizado de loja, focado em acessórios e itens para presentear”, comenta Luciano Escobar, diretor de expansão da marca “Desenvolvemos o conceito para ampliar e fortalecer nossa presença no mercado brasileiro de forma acelerada. Somente no primeiro semestre de 2022 planejamos a abertura de quatro lojas Studio, sendo Curitiba a segunda do ano”, completa o executivo.

Comprometida em elevar a experiência em todos os seus canais, sejam eles físicos ou digitais, assim como entregar conveniência e conforto para possibilitar uma jornada de compra mais dinâmica e inspiradora, a Tok&Stok também investe no conceito One Stop Shop – que oferece uma variedade de produtos e serviços em um só lugar –, além de serviços como o Clique e Retire (comprar no site ou aplicativo e retirar em loja) e atendimento via WhatsApp.

São mais de mais de cinco mil produtos organizados por tendências e ocasiões do dia a dia distribuídos nos 609 metros quadrados de loja. Um portfólio completo, com design exclusivo em mais de 75% dos artigos, a marca destaca sua parceria com aproximadamente 150 designers nacionais e internacionais para desenvolvimento de coleções – muitas delas, disponíveis na unidade do shopping Pátio Batel. Além da curadoria de produtos, os clientes podem escolher móveis por meio de totem digital na unidade.

Novo conceito de loja oferece experiência dinâmica aos clientes e dá ritmo à expansão da companhia

SB Crédito projeta movimentar mais de R$ 6 bilhões neste ano

Nova área de agronegócio e unidade no Centro-Oeste fazem parte da estratégia

“Somos vistos como uma das operações mais rápidas em todo país”, destaca o vice-presidente da SB Crédito, Duani Reis

Entre as maiores do Brasil, a paranaense SB Crédito movimentou R$ 4,2 bilhões em 2021 e cresceu 20%. Para 2022, a previsão é chegar aos R$ 6,5 bilhões e expandir mais de 50%. Para isso, a SB Crédito programou três ações estratégicas: ampliar os canais de atendimento e captação; abrir uma área para atender especificamente o segmento do agronegócio; e criar uma regional no Centro-Oeste do Brasil.

O planejamento tem como cenário um crescimento de 13,9% nas operações de crédito no Brasil em 2021, em relação ao ano anterior, segundo dados que serão divulgados em breve pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Crescendo acima da média, a empresa atribui o resultado ao portfólio de produtos e serviços tais como a antecipação de recebíveis, o fundo de investimento em direitos creditórios e o Credit as a Service – linha de empréstimo personalizada e de acordo com as dores de cada cliente.

Além disso, a paranaense diz que se diferencia pela rapidez no atendimento, pela liberação do dinheiro em cerca de 24 horas, com taxas de juros inferiores às cobradas pelos bancos tradicionais. “Oferecemos segurança, transparência e operação digital. A burocracia dos grandes bancos nos favorece. Temos um processo de análise e suporte especializado muito ágil. Somos vistos como uma das operações mais rápidas em todo país”, destaca o vice-presidente da SB Crédito, Duani Reis.

Focada nas empresas de médio porte, a SB Crédito também atende pequenos e grandes empreendimentos em todo Brasil. Ao longo de quase 23 anos de atuação, a companhia já forneceu crédito e ajudou mais de 3 mil empresas.

Nova área de agronegócio e unidade no Centro-Oeste fazem parte da estratégia

Fiergs quer garantia de volume máximo de gás para a indústria gaúcha

Santa Catarina receberia maior volume a partir de 2024

Entidade alerta para crise com a redução do abastecimento

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou em nota nesta quarta-feira (2) uma grave preocupação. A entidade recebeu a informação de que, através de Chamada Pública (ANP nº 03/2021 – TBG), estaria sendo promovida a redução de uma parcela significativa de suprimento de gás natural destinado ao Rio Grande do Sul a partir de 2024, transferindo o volume para Santa Catarina.

Em correspondência encaminhada ao diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Rodolfo Henrique de Saboia, o presidente da FIERGS, Gilberto Petry, alerta que “a redução de 600 mil metros cúbicos por dia de suprimento de gás natural destinado ao Rio Grande do Sul viria a comprometer seriamente a atividade já prejudicada pelas conhecidas limitações do gasoduto que transporta e entrega gás no nosso Estado.”

A atividade fabril gaúcha conta com 50 mil estabelecimentos industriais que empregam diretamente 752 mil trabalhadores, sendo essencial à sua dinâmica o abastecimento deste energético em seus processos produtivos. Neste contexto, o presidente da Fiergs reforça a necessidade para que seja assegurada ao Rio Grande do Sul a oferta máxima de gás natural, como forma de preservar a estabilidade, previsibilidade e eficiência das empresas instaladas no solo gaúcho.

Na indústria, o gás natural é utilizado como combustível para fornecimento de calor, geração de eletricidade e de força motriz. Também é utilizado como matéria-prima nos setores químicos e petroquímicos, principalmente para a produção de metanol, e de fertilizantes, para a produção de amônia e ureia.

Santa Catarina receberia maior volume a partir de 2024

Fortis anuncia aquisição da paranaense Oktagon

Desenvolvedora de jogos mobile foi crida em 2008 em Londrina

A Oktagon já desenvolveu games de projeção como o Magic Puzzle Quest

A Fortis, nova multinacional norte-americana de games, anunciou que está comprando a Oktagon, desenvolvedora de jogos mobile criada por Ronaldo Cruz, Fernando Camargo e Bruno Gaspar em 2008. A companhia tem sede em Londrina, na região norte do Paraná.

A Oktagon já desenvolveu games de projeção como o Magic Puzzle Quest e chegou a receber um aporte de R$ 2 milhões em 2012. A Fortis possui 150 funcionários em várias regiões e sua principal acionista, a Sands, opera vários resorts, entre eles o Marina Bay Sands em Singapura e o The Venetian Macao, de acordo com informações da Forbes. O valor da transação não foi divulgado pelas empresas.

A indústria brasileira de games vem registrando números recordes. No ano passado, as exportações de jogos desenvolvidos aqui cresceram 600% representadas por um total de 140 empresas participantes do projeto Brazil Games. A iniciativa é da APEX e da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).

No total, a receita ultrapassou os R$ 10 bilhões. Em maio do ano passado, a brasileira Wildlife foi a primeira startup de games da América Latina a tornar-se unicórnio, ou seja, avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

Desenvolvedora de jogos mobile foi crida em 2008 em Londrina

Hospital Dona Helena abre escritório de inovação

Novo gestor assume desafio de implementar modelo de gestão da inovação em saúde

“No Dona Helena, estamos com duas iniciativas que, uma vez concluídas, poderão prever intercorrências de algumas patologias com minutos de antecedência”, conta Turcatti, coordenador de inovação do hospital

Às vésperas do aniversário de Joinville (SC), em 9 de março, o Hospital Dona Helena, uma das principais instituições de saúde do Sul do país, anunciou, nesta semana, a abertura de seu escritório de inovação, que será instalado no complexo Ágora Tech Park. As operações da nova unidade se iniciam entre abril e maio.

Com experiência de 14 anos na área da saúde, e formações em tecnologia e gestão empresarial, Chander João Turcatti assume a gestão do projeto, na posição de coordenador de inovação do hospital. O profissional atuava em um dos principais hospitais privados de Porto Alegre, liderando o desenvolvimento, planejamento, monitoramento e execução das atividades de compartilhamento de conhecimentos relacionados aos contextos assistenciais e administrativos, com impactos no aumento da eficácia e eficiência dos serviços.

No Dona Helena, seu desafio será o de implementar um novo modelo de gestão da inovação. O hospital catarinense está abrindo escritório de inovação junto ao Ágora Tech Park, ao lado de outras instituições de saúde. “Nossa equipe estará nos dois ambientes. Estamos desenvolvendo o layout do escritório no Ágora, que será uma sala multiuso bastante versátil para que possamos fazer diversos ensaios. O objetivo é a cocriação, basicamente. Mas não nos limitaremos ao físico”, revela Turcatti.

Em um horizonte de cinco anos, Turcatti entende que haverá uma revolução na medicina como um todo. “No Dona Helena, estamos com duas iniciativas que, uma vez concluídas, poderão prever intercorrências de algumas patologias com minutos de antecedência. Ainda há patologias que um percentual considerável da população não está sendo atendida ou é desconhecida e que poderiam ter outras opções de atendimento. A inovação vai alcançá-las e, nesse viés, nossas equipes deverão estar preparadas. Os impactos serão exponenciais. Algumas iniciativas não assistenciais que deverão ser mais aprofundadas nos próximos anos são as vinculadas a jornadas inteligentes do paciente, hospitais inteligentes e as que terão um viés de sustentabilidade ambiental”, observa.

Novo gestor assume desafio de implementar modelo de gestão da inovação em saúde

Faturamento da Intelbras cresce 44% em 2021

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior

A Intelbras faturou R$ 3 bilhões em 2021. As vendas foram 44,6% maiores do que em 2020. O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Com um crescimento de 19,5% com relação ao trimestre anterior, a empresa catarinense atingiu receita de R$ 906,7 milhões entre outubro e dezembro. Os três segmentos de atuação (segurança, comunicação e energia) apresentaram crescimento quando comparados ao trimestre anterior.

O destaque do trimestre ficou novamente ficou no segmento de energia, que avançou 179,4% com relação ao mesmo período do ano anterior e passou a representar 24% da receita operacional líquida da companhia. A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior. “Mesmo com todos os desafios logísticos ao longo do ano, o segmento de segurança manteve um crescimento estável e relevante, reforçando nossa posição de liderança nas principais categorias de produtos desse segmento. Já em comunicação, observamos um crescimento mais modesto com relação ao trimestre anterior, mas já previsto devido às restrições da cadeia de suprimentos”, detalha a empresa em seu relatório trimestral.

Embora o ambiente macroeconômico se mostre desafiador, a Intelbras afirma estar focada para que as oportunidades que se apresentem ao longo do ano sejam capturadas e transformadas em resultado. “Vemos com uma perspectiva muito positiva todo o crescimento do mercado de geração distribuída de energia solar, e estamos fazendo os investimentos necessários para que ao final de 2022, a companhia se torne um player ainda mais relevante neste segmento. Anunciamos, recentemente nossa maior aquisição da história, da Renovigi Energia Solar S/A, focada neste segmento”, destaca a empresa.

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

TIM e Huawei assinam acordo para fazer de Curitiba a primeira “Cidade 5G” do país

Projeto desenvolverá uma série de soluções para testes na rede 5G com foco no conceito de cidades inteligentes

Cao Ming, presidente da linha de produtos LTE da Huawei Wireless Network e Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil na cerimônia de assinatura da parceria, no Mobile World Congress, em Barcelona

A TIM Brasil e a Huawei anunciam nesta quarta-feira (2), durante o Mobile World Congress, em Barcelona, a assinatura de um acordo de colaboração (MoU) para desenvolvimento do projeto “Cidade 5G”, uma iniciativa que pretende trabalhar o conceito de cidade inteligente a partir da implementação de redes 5G, prevendo a evolução da tecnologia, monitoramento de redes e aperfeiçoando a experiência do usuário. A primeira cidade escolhida será a capital paranaense, Curitiba. O acordo é válido por dois anos, podendo ser prorrogado, e os primeiros testes devem ser finalizados até dezembro de 2023.

A cooperação entre as empresas permitiu a ampliação e a implementação de redes 2, 3, 4 e 5G. TIM e Huawei são responsáveis pela construção da maior rede baseada em mMIMO (massive MIMO) do mundo, um recurso que amplia o alcance da transmissão de sinais, utilizando uma grande quantidade de antenas, e que auxiliam na entrega de dados com mais qualidade. Para o projeto Cidade 5G, a rede mMIMO poderá ajudar a atingir as mais altas velocidades do 5G com baixíssima latência, um dos diferenciais da próxima tecnologia de redes móveis.

Líder em cobertura 4G e pioneira em projetos 5G no Brasil, a TIM segue trabalhando para oferecer a melhor rede e a melhor experiência para o consumidor final. Para Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil, o movimento faz parte de uma estratégia consolidada da operadora para expansão do serviço 5G e o objetivo de tornar a TIM uma das principais operadoras móveis no mundo: “O projeto Cidade 5G é um desdobramento do trabalho de sucesso realizado pela TIM, em parceria com a Huawei, para implementação de redes 5G no Brasil. Estamos muito satisfeitos em construir, em Curitiba, um projeto que pode ter grande impacto para o desenvolvimento econômico para todo o país”.

O projeto “Cidade 5G” consiste na implementação de ampla cobertura 5G para a cidade. Um dos objetivos é, além de monitorar a rede, mapear oportunidades para aprimorar a experiência dos usuários por meio do desenvolvimento de equipamentos e soluções sustentáveis, de baixo consumo de energia e custo, e que mantenham a alta qualidade de entrega de serviços.

“Estamos muito felizes em levar a Curitiba nosso projeto de parceria com a TIM, para desenvolvimento de uma rede 5G de alto nível. Nosso propósito é manter a operadora em uma posição de liderança global para o desenvolvimento de redes 5G. Huawei e TIM têm, em comum, a busca pela inovação e pela excelência, e acredito que este será mais um projeto de sucesso na história das empresas para as telecomunicações brasileiras”, afirma Gustavo H. Nogueira, diretor de vendas da Huawei.

Projeto desenvolverá uma série de soluções para testes na rede 5G com foco no conceito de cidades inteligentes

BSBIOS adquire MP Biodiesel na Suíça

Companhia investe no mercado europeu de combustíveis renováveis

Como parte do acordo, os proprietários apoiarão a transição por um período de dois anos

A BSBIOS anunciou a aquisição de 100% da fábrica MP Biodiesel localizada em Domdidier, no Cantão de Friburgo, na Suíça. A operação faz parte do planejamento estratégico, que estabelece um plano de investimento em negócios sustentáveis com o objetivo de posicionar a empresa entre as três maiores produtoras de biocombustíveis do mundo. A aquisição da fábrica marca uma nova etapa da inserção da empresa no mercado internacional, com destaque para o mercado Europeu. O valor do negócio não foi divulgado.

O grupo já desenvolvia suas relações comerciais com a Europa a partir de uma subsidiária na Suíça há cinco anos e, em maio de 2021, passou a integrar a BSBIOS denominando-se BSBIOS Switzerland, uma plataforma da holding para representar na Europa os investimentos em biocombustíveis avançados, contribuindo para alcançar as ambiciosas metas de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) aprovadas pela União Europeia.

A MP Biodiesel foi fundada em 2005 por dois fazendeiros que cultivavam canola, Müller Hans e Pellaux Jean-Luc, que então decidiram construir uma planta de biodiesel baseado em sua produção própria de matéria-prima. Cada um tem metade da participação na MP Biodiesel e administram o empreendimento. A empresa tem um faturamento estimado de R$ 45 milhões, é 100% automatizada e tem capacidade anual para produzir 5,6 milhões de litros de biodiesel. Como parte do acordo, os proprietários apoiarão a transição por um período de dois anos.

“Estamos orgulhosos de dar mais este passo, que reafirma nossa orientação de internacionalizar a BSBIOS. Com a operação, nos tornamos um produtor multinacional de combustível renovável, negociando e operando biocombustíveis de segunda geração. A operação no país tem potencial de crescimento e a planta está situada no centro da Europa, o que nos dá uma posição estratégica no continente”, explica Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS, em nota.

A produção também tem um papel local importante para oferecer uma solução ambiental para a questão do destino adequado do Óleo de Cozinha Usado (UCO). Seguindo a exigência da legislação local, a planta utiliza exclusivamente o UCO de canola e, em menor proporção, de girassol como matéria-prima. “A empresa já está investindo e vamos ampliar a estrutura de coleta e recepção do UCO na Suíça, estando essa estratégia alinhada ao nosso objetivo de investir e gerar valor em negócios sustentáveis”, completa Battistella.

Outro destaque é a qualidade do biodiesel produzido, que tem o ponto de entupimento a frio (CFPP) à -20ºC. No Brasil, o ponto é de -5ºC. Na Suíça, a mistura mínima do biocombustível ao diesel fóssil é de 7% (B7). A BSBIOS pretende realizar investimentos nos próximos seis meses para melhor a eficiência do processo de fabricação, além da ampliação da capacidade e capacitação da equipe comercial. A equipe da BSBIOS também estuda a ampliação de oferta no curto prazo por meio de parceria com redes de distribuição e ampliação da estrutura de abastecimento.

A BSBIOS é a 46ª maior empresa da região e também a 18ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Companhia investe no mercado europeu de combustíveis renováveis

Contas de luz continuam com valor extra

A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril

Continua vigente a bandeira Escassez Hídrica no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos

Os consumidores que recebem o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica terão bandeira verde em março. Com isso, não haverá acréscimo na conta de luz dos beneficiários. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para os demais usuários, no entanto, continua vigente a bandeira Escassez Hídrica, no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo o governo, esse valor extra foi necessário para cobrir os custos de energia, que ficaram mais caros em decorrência do enfrentamento do período de escassez de recursos hídricos, em 2021, o pior em 91 anos. A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril de 2022.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, acredita que a partir de abril a bandeira de Escassez Hídrica deixará de ser aplicada. “Acreditamos que [a bandeira Escassez Hídrica] não será necessária a partir de abril. [Ela] foi utilizada para pagar o custo adicional de geração de energia. Como nós não tínhamos água para gerar as nossas usinas hidrelétricas, tivemos que contratar energia no exterior, da Argentina, do Uruguai, e tivemos que usar nossas usinas termelétricas, que são mais caras, por conta do petróleo, do óleo, por conta do gás”.

Com Agência Brasil

A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril

Chega de mentiras

Duas ou três coisas sobre gerenciamento de evidências

Na maior parte das vezes, os clientes não têm como aferir a qualidade de um produto ou serviço sem utilizá-lo

Recebo a pizza encomendada por aplicativo e reparo em um adesivo na caixa, que avisa: “pedido revisado duas vezes”. Uma forma de me tranquilizar de que não terei surpresas desagradáveis ao levantar a tampa ou apenas um controle interno do restaurante? Pouco importa: o pretexto é bom para falar de gerenciamento de evidências.

Na maior parte das vezes, os clientes não têm como aferir a qualidade de um produto ou serviço sem utilizá-lo. Como saber se o banheiro de um quarto de hotel foi de fato higienizado? Ou que as instalações elétricas e hidráulicas de um novo prédio estão nos trinques?

Para superar esse descrédito potencial, as empresas precisam oferecer pistas aos clientes – sinais explícitos de que todos as medidas em prol da qualidade foram tomadas, ainda que fora da mirada dos consumidores. Assim, quando uma faixa de papel em torno do vaso sanitário avisa que ele foi devidamente limpo, ou que uma construtora cola adesivos no apartamento recém-concluído com um “ok” válido para toda a infraestrutura por trás das paredes, está oferecendo uma garantia, ainda que simbólica, de que cumpriu com suas obrigações. E de que o consumidor pode ficar tranquilo quanto ao que adquire ou utiliza.

As evidências podem estar nos recursos humanos, também. Em serviços, nos quais o contato com o pessoal da linha de frente é constante, aparência, cortesia e disponibilidade depõem tanto a respeito de um profissional ou estabelecimento quanto outros atributos, inclusive aqueles teoricamente mais importantes – especialmente quando estão envolvidas atividades tecnicamente complexas, de difícil avaliação por parte do cliente.

A vantagem de se valer do gerenciamento de evidências? Ora, ele permite “que a empresa vire uma propaganda viva de si mesma” (Berry & Bendapudi, HBR Brasil, fevereiro 2003, p. 76). Muito mais eficaz e barata do que a propaganda em si, diga-se de passagem, em uma prova de que em marketing, tudo comunica – até uma simples caixa de pizza.

Duas ou três coisas sobre gerenciamento de evidências

O Boticário junta beleza e game

Marca aposta em jornada do consumidor e presença no cenário gamer com experiência imersiva de beleza

A reativação da loja no jogo é mais um passo do Boticário na estratégia de ampliar o diálogo e promover experiências diferenciadas que conectam o mundo in e out game

O Boticário estreou no universo gamer em 2021 e aproveitou o período do Carnaval para retornar ao jogo de realidade virtual Avakin Life, que permite que o usuário crie seu próprio avatar. O projeto está ativo desde 22 de fevereiro e permanece até 5 de março. A ativação da loja in-game prevê atividades exclusivas por período limitado, como a criação de dois blocos temáticos de Carnaval nomeados com marcas do Boticário, tutoriais e conteúdo de vídeo no cinema virtual do jogo, bots exclusivos, desafios e concursos de maquiagem e cabelo, encorajando o jogador a ousar na customização de avatares, curtir a folia virtualmente e trazer as dicas para o mundo fora da tela.

A marca resolveu juntar o universo da beleza ao dos jogos como reflexo do contexto de “conectividade constante e incerteza no mundo físico”, como revela a oitava edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), publicada em abril de 2021. De acordo com o estudo, 75,8% dos gamers brasileiros jogaram mais no período de isolamento social e 72% da população do Brasil joga algum tipo de videogame. A aposta no universo game pelo Boticário começou em 2021, quando a marca se tornou a primeira do segmento a apostar em ativações no Avakin Life.

A ação de carnaval e a reativação da loja no jogo é mais um passo do Boticário na estratégia de ampliar o diálogo e promover experiências diferenciadas que conectam o mundo in e out game com os mais diversos públicos, incluindo o consumidor gamer, que já atinge status da chamada mídia de massa.

“Precisamos estar onde os nossos consumidores estão. Hoje, já temos um mindset analítico e data-driven. Com isso, precisamos entender com profundidade esse público, escutando ativamente a comunidade e, a partir dessa escuta, conectar nossas marcas com a linguagem, os produtos e serviços relevantes, atrelando a audiência a uma estratégia personalizada. Não podemos falar de evolução e construção de futuro do nosso negócio e da comunicação, sem estarmos conectados com os gamers”, comenta Natalia Calixto, Diretora de Mídia, BI, CRM & Insights.

Outra preocupação é a jornada do consumidor, considerando um olhar diferente para cada nicho de maneira estratégica e focada na expectativa de quem pretende impactar. “A nossa primeira ativação no Avakin Life em 2021 nos permitiu capturar insights do consumidor para retomar com uma experiência mais marcante e inovadora. Em linha com nossa estratégia de atuação em games e conexão com novas audiências, criamos uma experiência imersiva virtual inovadora e hiper-realista”, comenta Renata Gomide, diretora de marketing do Grupo Boticário.

O novo projeto, idealizado pela marca em parceria com a BBL, empresa one-stop-shop especializada em games e eSports, e com a agência AlmapBBDO, vai se desdobrar em dois blocos de carnaval virtuais, que receberão os nomes de marcas do Boticário das categorias de maquiagem e cabelos: Bloco Intense e Bloco Match, respectivamente. Durante o período, as ativações irão engajar e proporcionar benefícios aos jogadores, que deverão escolher um dos blocos que estarão na Praça do Brasil para curtir a folia, onde poderão interagir com a ação e somar pontos. Na dinâmica, o bloco campeão ganhará uma festa especial, aberta ao público e tematizada com suas cores.

Marca aposta em jornada do consumidor e presença no cenário gamer com experiência imersiva de beleza

Guerra entre Rússia e Ucrânia pode impactar PIB nacional

Combustíveis, alimentos e câmbio sofrem efeitos do conflito

Uma mulher visita o que costumava ser seu jardim de rosas na Ucrânia (Foto: Jakob Dall/Cruz Vermelha Dinamarquesa/Arquivo)

A invasão da Ucrânia por tropas russas pode produzir impactos econômicos a mais de 10 mil quilômetros de distância. O Brasil pode sentir os efeitos do conflito por meio de pelo menos três canais: combustíveis, alimentos e câmbio. A instabilidade no Leste europeu pode não apenas impactar a inflação como pode resultar em aumentos adicionais nos juros, comprometendo o crescimento econômico para este ano ao reduzir o espaço para a melhoria dos preços e do consumo.

Segundo a pesquisa Sondagem da América Latina, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as turbulências na Ucrânia devem agravar as incertezas que pairam sobre a economia global nos últimos meses. No Brasil, os impactos deverão ser ainda mais intensos. Uma das razões é a exposição maior aos fluxos financeiros globais que o restante da América Latina, com o dólar subindo e a bolsa caindo mais que na média do continente.

A própria pesquisa, que ouviu 160 especialistas em 15 países, constatou a deterioração do clima econômico. Na média da América Latina, o Índice de Clima Econômico caiu 1,6 ponto entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro trimestre deste ano, de 80,6 para 79 pontos. No Brasil, o indicador recuou 2,8 pontos, de 63,4 para 60,6 pontos, e apresentou a menor pontuação entre os países pesquisados.

Grande parte da queda atual deve-se ao Índice de situação atual, um dos componentes do indicador, que reflete o acirramento das tensões internacionais e o encarecimento do petróleo no início de 2022. O outro componente, o índice de expectativas, continuou crescendo, tanto no continente como no Brasil, mas a própria FGV adverte que o indicador que projeta o futuro também pode deteriorar-se caso o conflito entre Rússia e Ucrânia se prolongue.

Segundo a FGV, existem diversos canais pelos quais a crise entre Rússia e Ucrânia pode chegar à economia brasileira. O principal é o preço internacional do petróleo, cujo barril do tipo Brent encerrou a semana passada em US$ 105, no maior nível desde 2014. Porém, nesta quarta-feira (2) o valor já atingiu a marca de US$ 110. O mesmo ocorre com o gás natural, produto do qual a Rússia é a maior produtora global, cujo BTU, tipo de medida de energia, pode chegar a US$ 30. O Brasil usa o gás natural para abastecimento das termelétricas.

Em relação à gasolina, a recuperação da safra de cana-de-açúcar está reduzindo o preço do álcool anidro, o que também ajuda a segurar a pressão do barril de petróleo num primeiro momento. Desde novembro do ano passado, o litro do etanol anidro acumula queda de 24,6% em São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo. As maiores pressões sobre combustíveis estão ocorrendo sobre o diesel, que não tem a adição de etanol e subiu 3,78% em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial.

Outro canal pelo qual a guerra no Leste europeu pode afetar a economia brasileira são os alimentos. A Rússia é a maior produtora mundial de trigo. A Ucrânia ocupa a quarta posição. Nesse caso, o Brasil não pode contar com outros mercados porque a seca na Argentina, tradicionalmente maior exportador do grão para o Brasil, está comprometendo a safra local.

A crise no mercado de petróleo também pressiona os alimentos. Isso porque a Rússia é o maior produtor mundial de fertilizantes, que também são afetados pelo petróleo mais caro. Atualmente, o Brasil compra 20% dos fertilizantes do mercado russo. O aumento do diesel também interfere indiretamente no preço da comida, ao ser repassado por meio de fretes mais caros. A venda de fertilizantes agrícolas ao Brasil foi suspensa por parte de Belarus, de acordo com a Embaixada do país em Brasília. O fornecimento teria sido interrompido por causa de um bloqueio feito pela Lituânia.

Dólar e juros
O terceiro fator pelo qual a crise entre Rússia e Ucrânia pode impactar a economia brasileira será por meio do câmbio. O dólar, que chegou a atingir R$ 5 na quarta-feira (23), fechou a sexta-feira (25) a R$ 5,15 após a ocupação de cidades ucranianas por tropas russas. Por enquanto, os efeitos no câmbio são relativamente pequenos porque o Brasil se beneficiou de uma queda de quase 10% da moeda norte-americana no acumulado de 2022. O prolongamento do conflito, no entanto, pode anular a baixa do dólar no início do ano.

Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse que o Brasil está preparado para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o país tem grandes reservas internacionais e baixa participação de estrangeiros na dívida pública, o que ajudaria a enfrentar os riscos de uma turbulência externa prolongada.

No entanto, caso o dólar continue a subir e a inflação não ceder, o Banco Central pode ver-se obrigado a aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) mais que o previsto. Nesse caso, o crescimento econômico para este ano ficaria ainda mais prejudicado. Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado elevaram a projeção anual de inflação oficial para 5,56% em 2022. Essa foi a sexta semana seguida de alta na estimativa. A previsão de crescimento para o PIB foi mantida em apenas 0,3% neste ano.

Com Agência Brasil

Combustíveis, alimentos e câmbio sofrem efeitos do conflito