Archives Março 2022

Biamar inaugura complexo na Serra Gaúcha

Investimento foi de R$ 60 milhões

Com o aporte, empresa quase triplica de tamanho e projeta crescer 50%

Os fios entrelaçados que contam a trajetória de 35 anos da gaúcha Biamar se abrem para um novo momento da marca, considerada uma das mais importantes no segmento de malhas e tricots do Brasil. Com investimento que ultrapassa os R$ 60 milhões, a empresa familiar revela ao público, no dia 14 de março, seu novo complexo de mais de 22 mil metros quadrados.

As inéditas instalações estão interligadas por um túnel subterrâneo e por uma passarela ao antigo prédio, na Rua Júlio de Castilhos, no bairro Vicentina, em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Dividido em seis andares, o edifício abrigará loja de dois pisos, estoque de produtos a pronta entrega, depósito, entre outros. De forma provisória, o espaço acomodará também a tecelagem e passadoria, até a conclusão da ampliação da sede anterior, quando voltarão para o local.

“A nova sede foi planejada para atender melhor o cliente lojista, que sai da sua casa, da sua cidade para vir até Farroupilha fazer as compras para a sua loja. Queríamos oportunizar uma experiência melhor, um atendimento mais satisfatório e um mix maior de produtos. Com a ampliação do espaço também poderemos desenvolver e lançar várias outras linhas, algumas das quais já estão em desenvolvimento”, explica o diretor Itacir Ari Marmentini, que divide a sociedade do grupo Biamar com a irmã, Devilda Marmentini Biazoli, e com o cunhado Segundo Biazoli. Além da marca homônima, a companhia é detentora das marcas aBênção, BlackPool e Urbanity.

Marca projeta crescer 50%
Com o novo prédio, a Biamar vai duplicar a área industrial e quadruplicar o tamanho da loja, com produtos a pronta entrega e 27 caixas para atendimento. Com a ampliação, a companhia está gerando 50 vagas de empregos diretos e projeta aumentar em 50% o faturamento.

A designer de moda e coordenadora de Criatividade e Estilo da Biamar, Suélen Biazoli, explica que a pandemia trouxe muitos desafios, fazendo com que a marca lançasse novos produtos e apostasse em linhas inéditas nos últimos dois anos. A inovação resultou numa expansão de 40% na receita da companhia durante período.

“Após as restrições do isolamento social em 2020, tínhamos uma enorme preocupação com a segurança dos nossos funcionários e, por esse motivo, desenvolvemos uma máscara de proteção, que atendia as recomendações da OMS. Por ser extremamente ergonômico, o produto passou a ser confeccionado para venda ao público, e isso auxiliou de forma relevante no crescimento da nossa empresa nos últimos dois anos. Neste período, também expandimos muito as comercializações de produtos de tecido plano, lançamos a linha de shoes e desenvolvemos e apostamos em matérias-primas próprias”, contextualiza Suélen, que integra a segunda geração da família na administração do negócio.

A Biamar conta com 108 teares da empresa japonesa Shima Seiki, uma linha de tecelagem em funcionamento 24 horas e produz mais de 3 mil peças por dia. Os produtos são confeccionados em tecnologia fully fashion, que garante o menor desperdício possível.

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Investimento foi de R$ 60 milhões

Como evitar erros na declaração do Imposto de Renda

Especialista aconselha boa organização de documentos e transparência

Receitas de aluguéis e os ganhos de capital na venda de imóveis estão entre os mais propensos a dar problemas na declaração

Seja por falta de atenção, por erro ou por falta de documentos, uma das obrigações mais tradicionais do brasileiro pode acabar em dor de cabeça. Em vez de receber restituição, o contribuinte pode ser obrigado a refazer a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física e a prestar contas adicionais ao Fisco. Nos piores casos, a Receita Federal pode cobrar uma multa de até 75% do imposto devido.

Com o prazo de entrega, que começa nesta segunda-feira (7) e vai até 29 de abril, a Declaração do Imposto de Renda exige cuidados. No ano passado, 869,3 mil contribuintes caíram na malha fina, de um universo de 36,8 milhões de declarações enviadas. O principal motivo foi a omissão de rendimentos, com 41,4% das ocorrências, seguido por falta de comprovação de dedução, responsáveis por 30,9% das declarações retidas em 2021.

Como prevenir contratempos? Segundo o advogado Edemir Marques de Oliveira, especializado em direito tributário, a antecipação na hora de juntar documentos e a transparência na prestação de informações são os principais cuidados que o contribuinte deve ter. “A primeira coisa é tentar ser o mais honesto possível com a Receita. E nessa transparência, o contribuinte deve juntar toda a documentação que puder em termos de deduções e dos rendimentos”, explica.

Entre os rendimentos mais propenso a dar problemas, diz o advogado, estão as receitas de aluguéis e os ganhos de capital na venda de imóveis. “O contribuinte deve ser organizado não apenas no momento de declarar o Imposto de Renda, mas durante todo o ano”, diz Oliveira. Em relação às deduções, o advogado aconselha que o contribuinte exija nota fiscal e guarde todos os recibos dos gastos que podem ser deduzidos, como educação e saúde.

Dicas
Para Oliveira, a grande novidade de 2022 que pode resultar na diminuição de erros e de omissões é a declaração pré-preenchida da Receita. Nesse modelo, o contribuinte recebe um formulário com dados de declarações enviadas por empresas, instituições financeiras, imobiliárias e médicos, cabendo apenas conferir os dados. Todo o processo é feito no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC).

Até agora disponível apenas para contribuintes com certificação digital (tipo de assinatura eletrônica vendida no mercado), a declaração pré-preenchida foi ampliada neste ano. A ferramenta poderá ser usada por quem tem conta tipo prata ou ouro no Portal Gov.br. O advogado, no entanto, recomenda atenção a quem opta por esse recurso.

“O declarante deve comparar as informações com os documentos antes de confirmar os dados. Caso encontre alguma divergência, deve ajustar as informações e guardar o documento ou o recibo para eventuais esclarecimentos ao Fisco”, orienta Oliveira. Por fim, o advogado aconselha o contribuinte a acompanhar o processamento da declaração, informado por meio do e-CAC. Caso haja problemas, deve-se enviar, o mais rápido possível, uma declaração retificadora. “A Receita oferece a oportunidade para que o contribuinte faça a autorretificação e evite ser intimado”, justifica.

Confira, a seguir, as principais orientações para evitar erros e omissões e cair na malha fina.

– Organizar documentos ao longo do ano ou pelo menos algumas semanas antes de enviar a declaração

– Ser transparente com a Receita Federal e informar todos os rendimentos recebidos no ano anterior, assim como comprovar todos os gastos que geram dedução

– Revisar a declaração antes do envio para evitar erros de preenchimento

– Identificar operações que não ocorrem com frequência, para evitar omissão de dados. Entre essas operações, estão compra e venda de bens acima de R$ 5 mil, que podem gerar ganhos de capital

– Evitar a inclusão de dependentes em duas declarações

– Incluir os rendimentos próprios dos dependentes, como filho que recebe pensão de ex-cônjuge

– Evitar inclusão de despesas médicas indedutíveis ou sem comprovação

– Acompanhar o processamento da declaração após a entrega e retificar dados inconsistentes ou omitidos o mais rápido possível

Com Agência Brasil

Especialista aconselha boa organização de documentos e transparência

Havan inaugura nova megaloja em Curitiba no dia 17

A rede varejista chega a 169 filiais em 21 estados 

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A rede de megalojas Havan chega a uma marca histórica no Paraná. No dia 17 de março será inaugurada a 30ª megaloja no estado, que foi o primeiro a receber uma filial da Havan em 1995. A nova megaloja ficará em frente ao terminal Santa Cândida.

É a primeira inauguração de uma megaloja Havan de 2022. Com ela, a rede varejista chega a 169 filiais em 21 estados brasileiros e mais de 22 mil colaboradores. A nova megaloja abrirá as portas para o público a partir das 9 horas, com funcionamento diário até às 22 horas, inclusive aos sábados e domingos.

Com mais de 20 mil metros quadrados de área construída e dois pavimentos, a nova megaloja será a maior filial da rede no estado. Oferecerá cerca de 500 vagas de estacionamento para uso gratuito dos clientes, praça de alimentação e a tradicional fachada da Casa Branca.

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A rede varejista chega a 169 filiais em 21 estados 

Pix bate recorde de transações diárias

Foram feitas mais de 58 milhões de operações em tempo real na sexta passada

No mês de fevereiro foram realizadas 1,1 bilhão de transações

A plataforma online de transações financeiras Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (4). Nesse dia, foram realizadas 58.531.277 operações em tempo real. No mês de fevereiro foram realizadas 1,1 bilhão de transações. O maior número de operações foi registrado em dezembro do ano passado, com 1,4 bilhão. Em janeiro, foi registrada queda, com 1,3 bilhão de operações.

Os dados do Banco Central mais atualizados sobre o Pix, referentes a fevereiro, davam conta de 408,6 milhões de chaves ativas no Brasil. Desse total, 153 milhões eram aleatórias, 100,9 milhões com CPF, 87,8 milhões com número de telefone celular e 59,9 milhões com e-mail.

Os mais de 400 milhões de chaves são relativas a 122 milhões de usuários no país, sendo 113,6 milhões de pessoas e 8,4 milhões de pessoas jurídicas, como empresas e associações civis.

Com Agência Brasil

Foram feitas mais de 58 milhões de operações em tempo real na sexta passada

Matriz de risco potencial regionalizado de SC aponta 12 regiões no nível alto

Em um comparativo com o relatório anterior, houve melhora em quatro regionais

Os números preliminares de fevereiro já apontam uma redução de 54% nas internações por Covid-19 em relação ao mês anterior

A matriz de risco potencial regionalizado, divulgada neste sábado (5) aponta cinco regiões classificadas no nível moderado (cor azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Foz do Rio Itajaí, Laguna e Vale do Itapocu, e 12 regiões foram classificadas como nível alto (cor amarela): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê.

Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora em quatro regiões que estavam classificadas no nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas no nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Laguna e Vale do Itapocu, que se juntaram a Foz do Rio Itajaí que se manteve estável. Também houve melhora no Médio Vale do Itajaí, que estava classificado no nível Grave (laranja) e passou a ser classificado como nível alto (amarelo). Para as demais regiões, não houve mudança de classificação.

A dimensão da gravidade expressa os diferentes níveis da pandemia no atual momento em cada uma das localidades. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (três semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nesta dimensão, um total de nove regiões foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Oeste, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê. Outras oito regionais foram classificadas no nível Grave (laranja): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste e Planalto Norte.

A dimensão da transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 população, de acordo com as Regiões de Saúde. É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nesta categoria, três regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Foz do Rio Itajaí e Laguna. Outras 12 (doze) regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê. Por fim, duas regiões foram classificadas no nível Grave (laranja) Alto Vale do Rio do Peixe e Oeste. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas.

A dimensão que monitora a proteção específica tem por objetivo expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis, substituindo a dimensão do monitoramento. Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nela, quatro regionais foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste e Oeste. Outras 11 (onze) regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê, e duas foram classificadas no nível Grave (laranja), Alto Vale do Rio do Peixe e Médio Vale do Itajaí.

Por fim, a dimensão que cobre a capacidade de atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina. Nela, observou-se um total de onze regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Planalto Norte e Vale do Itapocu. Outras seis regionais estão com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 entre 20 e 40%, Extremo Oeste, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Serra Catarinense e Xanxerê e nenhuma região apresenta uma capacidade de atenção grave (laranja) ou gravíssima (vermelho) com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19 entre 40 e 60%.

Com o avanço da variante Ômicron do coronavírus, cuja transmissão comunitária foi estabelecida em Santa Catarina na segunda quinzena de janeiro de 2021, o número de casos ativos passou de 4.508 no dia 31 de dezembro para 80.251 no dia 29 de janeiro, o que representou um aumento de 1.680% em um único mês. A partir de então, o número de casos ativos vem reduzindo de forma sustentada por 4 semanas consecutivas, chegando a 15.150 em 4 de março, o que representa uma queda de 81% em relação ao pico de casos ativos registrados no dia 29 de janeiro. Embora tenha sofrido uma drástica redução nas últimas semanas, o número de casos ativos ainda é considerado elevado em Santa Catarina, demonstrando que ainda há um elevado risco de contágio de Covid-19 em todo o Estado. Por isso, continua sendo fundamental a adoção de medidas de prevenção contra o contágio, como uso de máscaras, evitar aglomerações, dar preferência por ambientes abertos e ventilados e lavar as mãos com álcool gel ou água e sabão com frequência.

O número de casos confirmados de Covid-19 alcançou o pico no mês de janeiro de 2022, com um total de 278.477 casos, o que representou 17,1% do total de registros desde o início da pandemia. Os dados de fevereiro de 2022 (86.760) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 69% em relação ao mês anterior. O número de internações por Covid-19 alcançou o pico no mês de março de 2021, com um total de 9.918 casos. Desde aquele mês, o número de internações veio reduzindo gradualmente, até alcançar um total de 533 internações por Covid-19 em dezembro de 2021, o que representou uma redução de 95% nesse período. No entanto, em janeiro de 2022, o número de internações por Covid-19 subiu para 3.405 casos, representando um aumento de 539% nas internações em um único mês. Os dados de fevereiro de 2022 (1.575 casos) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 54% em relação ao mês anterior.

O mesmo comportamento se observa em relação às internações em leitos de UTI. Após alcançar um pico no mês de março de 2021, com 2310 pessoas internadas em leitos de UTI para tratamento da Covid-19 grave, o número de pacientes internados em leitos de UTI reduziu gradualmente durante 2021, chegando a um total de 179 internações em dezembro de 2021, redução de 92% no período. Em janeiro de 2022, o número de internações em leitos de UTI subiu para 791, representando um aumento de 342% num único mês. Os dados de fevereiro de 2022 (331 casos) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 58% em relação ao mês anterior.

Da mesma forma, os óbitos por Covid-19 alcançaram um pico em março de 2021, com um total de 3.533 óbitos num único mês. Nos meses seguintes, o número de óbitos foi reduzindo gradualmente, até alcançar um total de 103 óbitos em dezembro de 2021, o que representou uma redução de 97% no período. Em janeiro de 2022, o número de óbitos por Covid-19 subiu para 809, representando um aumento de 685% num único mês. Os dados de fevereiro de 2022 (314 óbitos) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 61% em relação ao mês anterior.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Em um comparativo com o relatório anterior, houve melhora em quatro regionais

Marketplace agrícola Supercampo tem novo CEO

Leandro Carvalho tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais

Carvalho terá o desafio de aumentar a presença da plataforma cooperativista paranaense no agronegócio

O marketplace agrícola Supercampo conta com um novo CEO. Leandro Carvalho, que tem mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento de negócios e abertura de mercados B2B e B2C no Brasil e na América Latina, assume o comando da plataforma paranaense deseja ser a maior comunidade digital do agronegócio brasileiro até 2025. O executivo tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais como Accor, Pegasus, Sabre e TUI, nas quais foi responsável por processos de gestão de performance, aumento da qualidade da experiência digital, desenvolvimento de estratégias de negócio e otimização dos canais de venda.

A chegada de Carvalho na Supercampo fortalece o objetivo de inserir os produtores agropecuários no universo das compras online. “Vislumbramos um futuro mais digital para o agronegócio e para as cooperativas. Focaremos esforços para auxiliar os cooperados em suas atividades e para aumentar a relevância da Supercampo neste mercado”, explica o novo CEO, em nota. Na lista de próximos passos para a plataforma estão o fortalecimento da marca e a prospecção de novos lojistas para o catálogo, que já soma mais de 120 mil produtos.

A Supercampo é um marketplace que reúne milhares de produtos voltados ao segmento agropecuário. Com perfil totalmente cooperativista, visa atender demandas das cooperativas. A plataforma, que atende 80 mil cooperados, tem como sócias as cooperativas Agrária, Capal, Castrolanda, Cooperalfa, Coopertradição, Copacol, Copercampos, Coplacana, Cotrijal, Frísia, Integrada e Lar.

Leandro Carvalho tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais

A difícil guerra entre a volatilidade do mercado e o bolso do brasileiro

Em série do podcast de AMANHÃ, analistas da Terra Investimentos apresentam os desafios e caminhos para encarar 2022

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Nesse primeiro episódio do Pílulas de AMANHÃ sobre as previsões para 2022 com os especialistas da Terra Investimentos, o analista Régis Chinchila, dá seu ponto de vista sobre a volatilidade do mercado em 2022. Acompanhe o podcast!

Em série do podcast de AMANHÃ, analistas da Terra Investimentos apresentam os desafios e caminhos para encarar 2022

Temas do mercado imobiliário mobilizam 80 palestrantes no ICXP 2022

Aluguel, vendas, estratégia, tendências e marketing estarão em pauta nos dias 18 e 19 de março em Curitiba

“Quando pensamos em um horizonte de médio prazo, daqui até 2025, a primeira barreira do mercado imobiliário que vai cair é a burocracia, com a digitalização completa do setor”, prevê Guga Stocco

Captação de imóveis, garantias locatícias e crédito são apenas alguns dos temas que vão dominar os debates durante o ICXP 2022, que vai reunir palestrantes e inspiradores em sua primeira edição, nos dias 18 e 19 de março, em Curitiba. Promovido pelo Imobi Report, plataforma de conteúdo especialista no mercado imobiliário, o Imobi Conference Experience será o primeiro grande evento presencial do setor em mais de dois anos. Por isso, a organização apostou na seleção de speakers que vão abordar grandes temas de interesse do mercado, além de insights variados para quem atua no setor.

Entre os keynotes do evento, estão Guga Stocco, Thiago Concer, Aretha Duarte e Romeo Busarello. Outras 80 personalidades devem mobilizar a atenção de cerca de duas mil pessoas nos dois dias de agenda, no pavilhão do Centro de Eventos Positivo. São esperados corretores de imóveis, gestores de imobiliárias, lideranças de incorporação, fornecedores de tecnologia e demais interessados no setor.

Após a primeira palestra e abertura do evento por Rodrigo Werneck, CEO e estrategista-chefe da Cupola, quem sobe ao palco principal do ICXP 2022 é Aretha Duarte, montanhista e empreendedora socioambiental, primeira mulher negra latino-americana a subir até o topo do Everest. A atleta vai mostrar como a motivação é essencial para conquistar sonhos e objetivos.

Fundador da Futurum Capital e Board member do Banco Original, Totvs, Vinci e Grupo Soma, Guga Stocco vai falar sobre como a tecnologia é imprescindível para o crescimento do mercado. “Quando pensamos em um horizonte de médio prazo, daqui até 2025, a primeira barreira do mercado imobiliário que vai cair é a burocracia, com a digitalização completa do setor”, comenta o empreendedor.

No segundo dia, os destaques são Thiago Concer, especialista em vendas práticas fundador do Sales Clube e do movimento #OSV, e Romeo Busarello, former-VP de marketing e inovação da Tecnisa, grande referência no setor. Além dos quatro keynotes, o ICXP 2022 também contará com a participação de Admar Cruz (QuintoAndar), Paulo Picchetti (FGV), Jardel Cardoso (Grupo Loft), Marcelo Dadian (ZAP+), Bianca Setin (Setin Empreendimentos), Andressa Gulin (AG7), Matheus Fabricio (Lopes Consultoria de Imóveis), Rafael Kiso (mLabs), Moira Toledo (Lello Imóveis) e Jean Michel Galiano (Apolar), entre outros.

Para participar do evento, há duas opções de ingressos: padrão (acesso a áreas comuns e plenárias, visita aos estandes, rodada de negócios, experiências do pavilhão) e VIP (benefícios do ingresso padrão + credenciamento exclusivo, espaço reservado nas plenárias, guarda-volumes gratuito, acesso à Área VIP, sala de reunião, kit especial de boas-vindas). Também é possível fazer upgrade do ingresso e participar de uma imersão no mercado imobiliário curitibano, com visita a imobiliárias e empreendimentos de destaque da capital paranaense.

Os ingressos padrão e VIP, além do upgrade, já estão à venda e podem ser adquiridos pelo site https://icxp.com.br/. O evento conta com o apoio de Porto Seguro, QuintoAndar, Captei, Grupo Rede Vistorias, Refera, Arbo, Avalyst, Lopes, Pottencial Seguradora, Sigafy, Alpop, Assine.Online, e das startups Account Tech, Aqua, Avalion, FCAnálise, Firefly, Hauseful, Nia, RuaDois, Skyline, Visitown, WebImob e WeBro. O ICXP também tem apoio institucional de ABMI, Ademi-PR, Bee Rede Imobiliária, BIB-Rio Bolsa de Imóveis, Cofeci, Creci-GO, Creci-PR, Mulheres do Imobiliário, Netimóveis, Rede Brasília de Imóveis, Secovi-GO, Secovi-MG, Secovi-PR e Secovi-SP.

Aluguel, vendas, estratégia, tendências e marketing estarão em pauta nos dias 18 e 19 de março em Curitiba

Balança comercial tem segundo maior superávit para meses de fevereiro

Exportações superaram importações em US$ 4 bilhões

Um dos principais responsáveis pela recuperação do saldo comercial foi a valorização das commodities

Depois de registrar déficit em janeiro, a balança comercial recuperou-se em fevereiro e teve o segundo maior resultado positivo para o mês. No mês passado, o país exportou US$ 4 bilhões a mais do que importou. O superávit só não foi maior que o de fevereiro de 2017, quando o país vendeu US$ 4,2 bilhões a mais do que comprou. No primeiro bimestre deste ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 3,8 bilhões. Isso representa mais que o dobro do resultado obtido em janeiro e fevereiro do ano passado (US$ 1,6 bilhão), mas está longe do recorde de US$ 6,7 bilhões registrado nos dois primeiros meses de 2017.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 22,9 bilhões para o exterior e comprou US$ 18,8 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em fevereiro, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 32,6% em relação a fevereiro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações aumentaram 22,9% na mesma comparação. Um dos principais responsáveis pela recuperação do saldo comercial foi a valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), que subiram em fevereiro em meio ao acirramento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A recuperação de algumas safras, principalmente a de soja, também contribuiu para o resultado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 22,6%, enquanto os preços aumentaram 13,5% em média em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada caiu 2,5%, mas os preços médios subiram 30,9%.

Setores
Ao analisar o desempenho no setor agropecuário, a recuperação de safras pesou mais. O volume de mercadorias embarcadas aumentou 61,2% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço médio subiu 31,8%. Na indústria de transformação, o volume subiu 16,9%, com o preço aumentando em nível parecido: 16,3%. Na indústria extrativa, que engloba exportação de minérios e de petróleo, a quantidade aumentou 11,1%, enquanto os preços médios caíram 3,1%.

Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram trigo e centeio não moídos (+874,7%), café não torrado (+89,7%) e soja (+187,5%). Na indústria extrativa, os maiores crescimentos foram registrados em óleos minerais brutos (+114,1%), petróleo bruto (+74,2%) e minério de cobre (+19%). Na indústria de transformação, os maiores aumentos ocorreram nos itens carne bovina congelada ou refrigerada (+81,8%), farelo de soja (+40,5%) e combustíveis (+290,1%).

Quanto às importações, os maiores crescimentos foram registrados nos seguintes produtos: cevada (+620%), na agropecuária; petróleo bruto (+109,6%) e gás natural (+280%), na indústria extrativa; e adubos ou fertilizantes químicos (+112,6%), na indústria de transformação. Em relação aos fertilizantes, a alta deve-se principalmente ao aumento recente de preços. A quantidade importada caiu cerca de 7% em fevereiro na comparação com fevereiro do ano passado.

Estimativa
Para 2022, o governo prevê superávit de US$ 79,4 bilhões, valor parecido com o deste ano. A estimativa, no entanto, ainda não considera o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia. A projeção só deverá ser revisada em abril. As estimativas estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 64,06 bilhões neste ano.

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Com Agência Brasil

Exportações superaram importações em US$ 4 bilhões

Programa do setor do tabaco destina embalagens de agrotóxicos há duas décadas

Iniciativa já destinou cerca de 18 milhões de embalagens

Produtores de tabaco de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul são beneficiados com roteiros que percorrem 1,8 mil localidades rurais promovendo a logística reversa

Produtores de tabaco de 26 municípios da região Sul gaúcha poderão participar do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos entre os dias 7 de março e 19 de maio. A ação faz parte de uma iniciativa pioneira do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), e beneficia atualmente 113 mil produtores e abrange 395 municípios gaúchos e catarinenses. No Paraná, ações semelhantes têm o apoio da indústria.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, este é um dos muitos exemplos em que o setor pratica o ESG, sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), conjunto de práticas relacionadas ao zelo pelo meio ambiente, contribuições sociais e ações de governança realizadas por empresas.

“O programa de recebimento de embalagens surgiu antes da legislação vigente, com o propósito de preservar o meio ambiente e garantir a saúde e segurança dos produtores que optam pela correta destinação das embalagens”, recorda Schünke. “Há, ainda, o incentivo para que armazenem as embalagens em local apropriado e para que façam a tríplice lavagem, o que aumenta a chance de reciclagem do recipiente. Tudo isso com comodidade, uma vez que os roteiros estão organizados para que os pontos de coleta sejam localizados próximos às propriedades rurais, evitando grandes deslocamentos”, complementa.

Realizado há 21 anos, o programa se tornou referência para outros setores em logística reversa e já destinou cerca de 18 milhões de embalagens. “Dos recipientes coletados, 93% vai para reciclagem, dando origem a outros produtos plásticos, especialmente para construção civil. E o restante, sem condições de reciclagem, vai para aterros licenciados pelos órgãos competentes”, comenta Carlos Sehn, coordenador do programa.

Ao todo, 10 regiões fazem parte dos roteiros itinerantes. Alto Vale, Centro Norte, Litoral e Oeste (em Santa Catarina); Centro Serra, Centro, Noroeste, Serra Planalto, Sul e Vale do Rio Pardo e Taquari (no Rio Grande do Sul).

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Iniciativa já destinou cerca de 18 milhões de embalagens

PIB avança 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia

Economia cresceu 0,5% no quarto trimestre

A atividade de informação e comunicação cresceu 12,3% em 2021, puxada por internet e desenvolvimento de sistemas

O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia. Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior. O PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado pelo IBGE.

O crescimento da economia foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,2% no ano passado. “Todas as atividades que compõem os serviços cresceram em 2021, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). O transporte de passageiros subiu bastante, principalmente, no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens. A atividade de informação e comunicação (12,3%) também avançou puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade já vinha crescendo antes da pandemia, mas com o isolamento social e todas as mudanças provocadas pela pandemia, esse processo se intensificou, fazendo a atividade crescer ainda mais”, explica Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Outras atividades de serviços (7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, acrescenta Rebeca. Cresceram ainda o comércio (5,5%), atividades imobiliárias (2,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).

Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021. Tal expansão foi corroborada pelo aumento da ocupação na atividade. As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas, principalmente, pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não-metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram 3,0% devido à alta na extração de minério de ferro. A única atividade que não cresceu foi eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que teve variação negativa de 0,1%, o que indica estabilidade. “A crise hídrica afetou negativamente o desempenho da atividade em 2021”, explica Rebeca Palis.

Estiagem e geadas prejudicaram o resultado da agropecuária
Já a agropecuária, que havia crescido em 2020, recuou 0,2% em 2021, em decorrência da estiagem prolongada e de geadas. “Apesar do crescimento anual da produção de soja (11%), culturas importantes da lavoura registraram queda na estimativa de produção e perda de produtividade em 2021, como a cana-de-açúcar (-10,1%), o milho (-15%) e o café (-21,1%). O baixo desempenho da pecuária é explicado, principalmente, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite”, detalha Palis.

Ao contrário do que aconteceu em 2020, todos os componentes da demanda avançaram em 2021, contribuindo positivamente para o crescimento do PIB. O consumo das famílias avançou 3,6% e o do governo subiu 2,0%. No ano anterior, esses componentes haviam recuado 5,4% e 4,5%, respectivamente. “Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirma Rebeca. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 17,2%, favorecidos pela construção, que no ano anterior teve uma queda, e pela produção interna de bens de capital. A taxa de investimento subiu de 16,6% para 19,2% em um ano.

A balança de bens e serviços registrou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Em 2020, tinham recuado 9,8% e 1,8%, respectivamente. “Como a economia aqueceu, o país importou mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. Isso puxou o PIB um pouco para baixo, contribuindo negativamente para o desempenho da economia”, explica Palis. Entre os produtos da pauta de exportações, os destaques foram extração de petróleo e gás natural; metalurgia; veículos automotores; e produtos de metal. No caso dos serviços, as viagens subiram mais. Já entre as importações, os destaques positivos foram produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; indústria automotiva e produtos de metal.

PIB cresce 0,5% no quarto trimestre
No quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 0,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano (-0,1%), registrando resultado positivo nessa comparação, depois da alta de 1,4% no primeiro trimestre e do recuo de 0,3% no segundo trimestre. Em valores correntes, isso corresponde a R$ 2,2 trilhões. Quando comparado ao quarto trimestre de 2020, o PIB teve alta de 1,6%.

“A agropecuária cresceu 5,8%, mas o fator determinante para o crescimento do PIB no quarto trimestre foram os serviços (0,5%), que têm peso maior na economia. Nos serviços, os destaques foram as mesmas atividades que cresceram no ano: informação e comunicação (3,4%), transporte, armazenagem e correio (2,6%), outras atividades de serviços (2,1%)”, destaca Rebeca. Também avançaram administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1%). Por outro lado, houve queda no comércio (-2,0%), seguida pela variação negativa nas atividades imobiliárias (-0,4%) e estabilidade nas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,0%).

Já a indústria recuou com a queda nas indústrias de transformação (-2,5%), principalmente na atividade de bens de consumo duráveis. As indústrias extrativas (-2,4%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,2%) também recuaram. O único resultado positivo foi na construção (1,5%). A agropecuária cresceu porque acabou a safra do café e do milho, cujas estimativas eram negativas. Isso acabou puxando o resultado do trimestre para cima em relação ao anterior.

Pela ótica da despesa, houve crescimento no consumo das famílias (0,7%) e no consumo do governo (0,8%). Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 0,4% no período. No que se refere ao setor externo, as exportações caíram 2,4%, enquanto as importações avançaram 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2021.

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Economia cresceu 0,5% no quarto trimestre

Capal tem faturamento recorde em 2021

Receita da cooperativa de Arapoti avançou 58%

A Capal é a 88ª maior empresa da região e também a 35ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Apesar de um período adverso pelo impacto da pandemia, o ano de 2021 bateu recordes e fixa um marco histórico para a Capal Cooperativa Agroindustrial, que consolidou um aumento de 58% em seu faturamento no comparativo com o ano anterior, com R$ 3,2 bilhões ante a R$ 2 bilhões. Este foi o maior índice conquistado pela cooperativa em mais de seis décadas de atividade.

Quanto ao resultado líquido, os números alcançados pela cooperativa também são motivos de comemoração: o crescimento foi de 52%, saltando de R$ 114 milhões em 2020 para R$ 173,9 milhões conquistados em 2021. A área assistida pela Capal, concentrada nos Campos Gerais, Norte Pioneiro e sudoeste de São Paulo, teve um incremento de 4%, totalizando 169.473 mil hectares.

O presidente do conselho de administração da Capal, Erik Bosch, ratifica os resultados atrativos alcançados pela cooperativa. “Estamos atravessando um momento cheio de dificuldades em razão da pandemia, que teve impactos consideráveis na nossa economia, mas o agronegócio se superou. E a superação não vem de graça, por isso agradeço ao esforço dos nossos cooperados e colaboradores de todas as nossas 21 unidades pelo profissionalismo e compromisso com os princípios do cooperativismo”, comenta, em nota.

Investimentos para 2022
A Capal segue com o seu plano de investimento no decorrer de 2022 para a conclusão de obras na estrutura de suas filiais. É o caso de Curiúva (PR), que terá ampliação do depósito, armazém de defensivos e verticalização no estoque; o pátio de Arapoti vai receber investimento para a ampliação da armazenagem de cevada, recebimento de novo secador com tecnologia de ponto para os cereais e ampliação de silos para armazenagem de insumos direcionados para a fábrica de ração.

O município de Santana do Itararé (PR) será contemplado com uma loja agropecuária da Capal e Wenceslau Braz (PR) vai receber melhorias em seu espaço físico, como pavimentação do pátio industrial e a construção de uma segunda balança rodoviária. Outros investimentos da cooperativa, ainda em fase de estudos, incluem aumento na capacidade de armazenagem de cereais nas unidades de Itararé (SP) e Taquarivaí (SP), ampliação na área de secagem, armazenagem e expedição de sementes em Wenceslau Braz e a inauguração da primeira loja agropecuária em Santo Antônio da Platina (PR).

“Além das aplicações para otimizar a infraestrutura de nossas unidades, a Capal acredita e investe na intercooperação, e assim vamos criando mais condições para que a Capal continue se desenvolvendo e atendendo o cooperado da melhor forma possível”, afirma o presidente executivo, Adilson Roberto Fuga.

Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 862 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 161 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano.

A Capal é a 88ª maior empresa da região e também a 35ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Receita da cooperativa de Arapoti avançou 58%

Ágora Tech Park e Inovaparq anunciam parceria

Objetivo é fortalecer ecossistema de inovação em Joinville

Esse é mais um passo do Ágora na construção de parcerias com outros players de inovação

O ecossistema de inovação e tecnologia do Norte de Santa Catarina ganha força neste início de 2022 com o anúncio de uma parceria entre os dois parques tecnológicos de Joinville: Ágora Tech Park e Inovaparq/Univille assinam, nesta sexta-feira (4), um termo de cooperação com objetivo de promover eventos conjuntos e desenvolver programas de conexão entre mercado e academia, capacitação para alunos e professores, compartilhamento de espaços além de intercâmbio entre as startups residentes. Esse é mais um passo do Ágora na construção de parcerias com outros players de inovação. Em outubro passado, fez acordo com o Pollen Parque Tec, de Chapecó, e entre março e abril vai assinar parcerias também com o NoVale Hub, centro de inovação da cidade vizinha de Jaraguá do Sul, e com a HotMilk, incubadora da PUC-PR.

O primeiro programa a ser lançado a partir desta parceria é o Experts, idealizado pelo Ágora Tech Park em parceria com a Softville e que contará com uma metodologia exclusiva de inovação e empreendedorismo – com aplicação na prática – voltada a professores interessados em explorar desafios e oportunidades de negócio. O lançamento deste programa será no dia 17 de março.

Na avaliação dos representantes das entidades, trata-se de um momento histórico para a região, pois consolida a articulação conjunta de duas forças do ambiente de inovação e tecnologia em Santa Catarina. “É uma ação natural, pois temos interesses em comum e, juntos, criamos sinergia para fortalecer o ecossistema. Teremos muitas ações conjuntas e vamos unificar eventos, o que é fundamental para otimizar recursos e concentrar nossas energias”, explica Marcelo Borba, diretor executivo do Inovaparq.

Para Ricardo Fantinelli, coordenador de Inovação do Ágora, a iniciativa “complementa o know-how e a expertise das entidades, que têm o DNA da inovação aplicada a novos negócios, com a conexão direta da universidade e o respaldo do mercado. É uma oportunidade histórica para o ecossistema de Joinville e todo o Norte catarinense”.A cooperação entre os parques prevê ainda a realização de cursos e mentorias voltados às demandas do ecossistema, além de um programa de “embaixadores” nas universidades para fortalecer o vínculo entre aprendizado e prática – o Ágora conta também com o campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com cursos de engenharias e computação.

“Além de realizar eventos e projetos comuns, esta cooperação dará força aos parques tecnológicos para pleitear ações junto ao poder público como, por exemplo, a criação de uma lei que formalize o sandbox regulatório [ambiente experimental permite que agentes do mercado testem inovações — sejam novos produtos, serviços ou tecnologias — no mercado real por um determinado período de tempo, sem a necessidade de se submeter aos ritos e procedimentos tradicionais exigidos pelos órgãos reguladores] na cidade, como já acontece em outras regiões e que permite um desenvolvimento menos engessado de projetos inovadores”, ressalta Borba, do Inovaparq.

O Inovaparq, localizado no campus da Univille, completa 12 anos de atividade em 2022 e conta com 20 startups incubadas e outras quatro empresas sediadas, entre elas a multinacional chilena Sonda. “O Inovaparq é o braço da Instituição que promove a articulação da universidade, com a iniciativa privada e as organizações governamentais na inserção no ecossistema de inovação. É com grande satisfação que assinamos a parceria com o Ágora Tech Park na perspectiva do desenvolvimento de mais ações e projetos em prol do desenvolvimento de nossa região”, ressalta Alexandre Cidral, presidente da Fundação Educacional da Região de Joinville (FURJ) e reitor da Univille.

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Número de famílias com contas atrasadas é o maior em 12 anos

A escalada dos juros dificulta a renegociação das dívidas

Nas famílias com rendimentos até dez salários mínimos, 30,3% ficaram inadimplentes em fevereiro, a maior proporção histórica

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso apresentou, em fevereiro, o maior patamar desde março de 2010, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Alcançando 27% dos lares, o indicador de inadimplência registrou aumento de 0,6 ponto percentual em relação a janeiro e de 2,5 pontos percentuais na comparação com fevereiro de 2021. Já a parcela que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e, portanto, permanecerá inadimplente também acirrou na passagem mensal. A proporção chegou a 10,5%, mesmo percentual registrado em fevereiro do ano passado.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 76,6%, retomando o nível apurado em dezembro de 2021. Há um ano, a proporção de endividados era de 66,7%, 9,9 pontos percentuais abaixo do número atual.

Sobre o cenário, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que a escalada dos juros, que encarece o crédito, dificulta a renegociação das dívidas. “O panorama mostra que, na margem, o custo do crédito mais elevado e o próprio endividamento alto entre as pessoas que vivem no mesmo domicílio dificultam a contratação de novas dívidas e o pagamento dos compromissos na data de seus vencimentos”.

Os dados do Banco Central (Bacen) mostram que as taxas de juros médias nas linhas de crédito com recursos livres às pessoas físicas aumentaram de 39,4%, em janeiro de 2021, para 46,3%, em janeiro de 2022. Em contrapartida, as concessões de crédito com recursos livres para pessoas físicas aumentaram 13,1% em termos reais na comparação interanual, mas caíram 2,7% em janeiro ante dezembro, na média diária.

Mais dívidas nas duas faixas de renda
Tanto o endividamento quanto a inadimplência cresceram entre os dois grupos de renda pesquisados. Nas famílias com ganhos até salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 77,8% após ter apresentado queda na primeira leitura do ano. Já na parcela com renda acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados alcançou maior patamar histórico, 72,2%, com incremento anual de 10,1 pontos.

Entre os indicadores de inadimplência, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de até dez salários mínimos atingiu o maior nível da série histórica para meses de fevereiro: 30,3%. Um ano antes, essa proporção era de 27,4%. Na parcela com maiores ganhos, o número também aumentou, chegando a 12,6%, o maior percentual desde abril de 2018.

O endividamento no cartão de crédito apresentou a primeira redução entre os endividados desde fevereiro de 2021, mas segue como o principal tipo de dívida no país. Representando 86,5% do total de famílias endividadas, o indicador está 6,5 pontos percentuais acima do percentual de fevereiro de 2021 e ainda 7,9 pontos percentuais maior do que em fevereiro de 2020, antes da crise sanitária.

Para a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, o encarecimento do crédito no Brasil e a fragilidade apontada no mercado de trabalho devem seguir afetando a dinâmica do endividamento e da inadimplência dos consumidores, especialmente em ano de maior incerteza pelo processo eleitoral. “Consideramos necessárias e relevantes as alternativas que suportem o pagamento dos compromissos financeiros assumidos e a renegociação das dívidas ou contas não pagas”, alerta.

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A escalada dos juros dificulta a renegociação das dívidas

Eis o passo a passo para sacar dinheiro esquecido

Nascidos antes de 1968 poderão fazer pedido a partir de segunda-feira

Cerca de 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber

O Banco Central (BC) divulgou o passo a passo para que pessoas físicas e empresas saquem recursos esquecidos em instituições financeiras. O agendamento dos saques começará na próxima segunda-feira (7) para os nascidos antes de 1968 e para empresas abertas antes deste ano.

Segundo o balanço mais recente do BC, cerca de 114 milhões de pessoas a 2,7 milhões de empresas acessaram o sistema de consultas criado para o resgate do dinheiro. Desse total, 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber. No caso de existência de saldos residuais em instituições financeiras, o próprio site informou uma data e um horário de retorno para agendar a retirada. Essa etapa exigirá conta nível prata ou ouro do Portal Gov.br.

Confira abaixo o passo a passo para a retirada do dinheiro.

Passo 1
Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e no período de saque informado na primeira consulta. Quem esqueceu a data pode repetir o processo, sem esperar o dia 7 de março.

Passo 2
Fazer login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro). Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br. O BC aconselha ao correntista não deixar para criar a conta e ajustar o nível no dia de agendar o resgate.

Passo 3
Ler e aceitar o termo de responsabilidade

Passo 4
Verificar o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso. A primeira etapa da consulta só informava a existência de valores a receber, sem dar detalhes.

Passo 5
Clicar na opção indicada pelo sistema:

“Solicitar por aqui”: para devolução do valor via Pix em até 12 dias úteis. O usuário deverá escolher uma das chaves Pix e informar os dados pessoais e guardar o número de protocolo, caso precise entrar em contato com a instituição.

“Solicitar via instituição”: a instituição financeira não oferece a devolução por Pix. O usuário deverá entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada.

Importante: Na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de atendimento da instituição clicando no nome dela.

Calendário
Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 e 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Após o pedido de saque, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. A expectativa é que pagamentos realizados por meio do Pix ocorram mais rápido. Nesta primeira fase, estão sendo liberados R$ 3,9 bilhões esquecidos em instituições financeiras. Em maio, haverá uma nova rodada de consultas, com mais R$ 4,1 bilhões disponíveis.

Com Agência Brasil

Nascidos antes de 1968 poderão fazer pedido a partir de segunda-feira