Archives Março 2022

Câmara aprova mudanças em regras do ICMS sobre combustíveis

Proposta estabelece alíquota fixa por volume comercializado

Em vez de uma incidência percentual sobre o preço, as alíquotas incidirão sobre a unidade de medida

A Câmara dos Deputados aprovou nesta sexta-feira (11) o projeto de lei que prevê a incidência por uma única vez do ICMS sobre combustíveis, inclusive importados, com base em uma alíquota fixa por volume comercializado e única em todo o país. O texto aprovado também concede isenção do PIS/Pasep e da Cofins em 2022 sobre os combustíveis. A proposta será enviada à sanção presidencial. Os deputados aprovaram o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/20, apresentado originalmente pelo deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT). De acordo com o substitutivo, as novas regras alcançam gasolina e álcool combustível, diesel e biodiesel, e gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado do gás natural.

Em vez de uma incidência percentual sobre o preço, as alíquotas incidirão sobre a unidade de medida (litros, por exemplo) e serão definidas por meio de decisão unânime do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz), levando-se em conta as estimativas de evolução do preço dos combustíveis de modo que não haja ampliação do peso proporcional do tributo na formação do preço final ao consumidor. Atualmente, as alíquotas são diferentes nos estados e no Distrito Federal. Na média das regiões metropolitanas, são de 14% para o diesel e 29% para a gasolina, por exemplo.

Diesel
Embora estabeleça regras para fixar a alíquota do ICMS por metro cúbico comercializado, a proposta prevê, exclusivamente para o diesel, que, enquanto isso não ocorrer, a base de cálculo da alíquota atual será a média móvel dos preços médios praticados ao consumidor final nos 60 meses anteriores à sua fixação. Essa regra transitória valerá até 31 de dezembro de 2022 em cada estado e no Distrito Federal. A média móvel sofre atualização constante porque é calculada a cada momento, descartando dados mais antigos e acrescentando os mais recentes.

Isenção de tributos
Durante o ano de 2022, serão reduzidas a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a produção ou importação de diesel, biodiesel, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação. Adicionalmente, os contribuintes de toda a cadeia, inclusive o comprador final, poderão manter os créditos vinculados. O mesmo valerá para o PIS/Pasep-Importação e a Cofins-Importação incidentes sobre a importação de óleo diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo ou derivado de gás natural.

Forma de cálculo
Ao seguir o parecer do relator, o Plenário rejeitou trechos do substitutivo do Senado que permitiriam aos estados, por meio do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz), realizarem reajustes extraordinários dos combustíveis antes do prazo mínimo estipulado como regra geral pelo projeto. Esse prazo será de um ano até a primeira revisão após a fixação inicial das alíquotas, e de seis meses para as revisões sucessivas. Todos os reajustes deverão observar o período de noventena previsto na Constituição para sua vigência.

Compensações
A proposta permite ao Confaz criar mecanismos de compensação entre os entes federados, tais como câmara de compensação, para distribuir o imposto recolhido em operações interestaduais, por exemplo. O Confaz poderá ainda manter a substituição tributária, que ocorre quando um contribuinte recolhe o tributo em nome de outro e repassa aos preços. Já os incentivos fiscais deverão ser concedidos pela unanimidade do conselho, obedecidas regras de transição fixadas em lei para as isenções vigentes.

Para os combustíveis derivados de petróleo, o ICMS ficará com o estado onde ocorrer o consumo. O imposto passará a incidir também nas operações interestaduais porque a Constituição prevê que, a partir da incidência do ICMS uma única vez, ele será devido nesse tipo de operação, atualmente isenta. Quando se tratar de operações interestaduais entre contribuintes envolvendo combustíveis não derivados do petróleo, como álcool e biodiesel, o imposto será repartido entre os estados de origem e de destino, segundo as regras aplicáveis às demais mercadorias. Nas operações interestaduais com esses combustíveis não fósseis, quando destinadas a não contribuinte do ICMS, o imposto caberá ao estado de origem.

Com Agência Câmara

Proposta estabelece alíquota fixa por volume comercializado

Inflação é de 1,01% em fevereiro

Índice é o maior para o mês desde 2015

IPCA de fevereiro incorpora os reajustes habitualmente praticados no início do letivo

A inflação registrou alta de 1,01% em fevereiro de 2022, sendo essa a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015 (1,22%). O índice ficou 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,54%) e, no ano, acumula alta de 1,56%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (11), pelo IBGE. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 10,54%.

Em fevereiro, os principais impactos vieram da educação (5,61%) e da alimentação e bebidas (1,28%). “Em fevereiro, são incorporados no IPCA os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. Portanto esse foi o item que teve o maior impacto no mês, com peso de 0,31 ponto percentual. O outro grupo que pesou bastante no mês foi o de alimentação e bebidas, que acelerou para 1,28% e contribuiu com 0,27 ponto percentual. Juntos, os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA de fevereiro”, ressalta Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

No grupo da educação (5,61%), o maior impacto veio dos cursos regulares (6,67%), com destaque para o ensino fundamental (8,06%), a pré-escola (7,67%) e o ensino médio (7,53%). Já o grupo de alimentação e bebidas registra sucessivas altas desde o início da atual série, em janeiro de 2020. Em 12 meses, esse segmento acumula alta de 9,12%. “Em fevereiro, o grupo de alimentação sofreu impactos dos excessos de chuvas e também de estiagens que prejudicaram a produção em diversas regiões de cultivo no Brasil”, assinala Kislanov. Por outro lado, foram registradas quedas nos preços do frango inteiro (-2,29%) e do frango em pedaços (-1,35%).

Já nos últimos 12 meses, o que mais pesou na alta da inflação, de modo geral, foram os combustíveis, que acumulam avanço de 33,33%. Mas, em fevereiro, esse item do grupo de transportes (0,46%), teve queda de 0,92%. “O preço da gasolina recuou 0,47%. Por outro lado, foram verificadas altas nos preços do óleo diesel (1,65%). Em 12 meses, a gasolina acumula avanço de 32,62% e o diesel, de 40,54%”, pontua Kislanov.

No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta de preços em fevereiro. O menor resultado foi observado na região metropolitana de Porto Alegre (0,40%), em função da queda nos preços da gasolina (-4,33%). A maior variação, por sua vez, ficou com o município de São Luís (1,35%), principalmente por conta das altas dos cursos regulares (7,67%) e dos itens de higiene pessoal (2,27%).

Sobre o IPCA
O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) produz contínua e sistematicamente o IPCA, que tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. Atualmente, a população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto a do INPC abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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Índice é o maior para o mês desde 2015

Congresso derruba veto sobre renegociação de dívidas para pequenas empresas

Programa concede descontos sobre juros, multas e encargos

A derrubada do veto pode beneficiar cerca de 650 mil pequenos negócios

O Congresso Nacional decidiu derrubar o veto integral (VET 8/2022) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 46/2021. Esse projeto institui um programa de renegociação de dívidas para pequenas e microempresas. No Senado, foram 65 votos a 2 pela derrubada do veto. Na Câmara dos Deputados, foram 430 votos pela derrubada do veto e apenas 11 votos pela sua manutenção, além de uma abstenção.

A renegociação prevista no projeto será feita por meio do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp). De autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC), o projeto havia sido aprovado no Senado em 5 de agosto do ano passado, na forma do substitutivo do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e em 16 de dezembro pela Câmara dos Deputados.

Jorginho Mello anunciou em Plenário um acordo com o governo federal para a derrubada do veto. Ele disse que o governo reconhece a importância do Relp como forma de estimular o crescimento econômico do país. Segundo o senador, a derrubada do veto pode beneficiar cerca de 650 mil pequenos negócios. O programa concede descontos sobre juros, multas e encargos proporcionalmente à queda de faturamento no período de março a dezembro de 2020, em comparação com o período de março a dezembro de 2019. Empresas inativas no período também podem participar.

Razões do veto
Na mensagem de veto (agora derrubado pelo Congresso), a Presidência da República havia alegado a constatação de vício de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, pois, segundo o governo, o benefício fiscal implicaria renúncia de receita. Haviam sido consultados o Ministério da Economia e a Advocacia-Geral da União (AGU).

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Com Agência Senado

Programa concede descontos sobre juros, multas e encargos

Senado aprova regras para estabilização de preço de combustíveis

Projeto cria auxílio para taxistas, motoristas de aplicativo e motociclistas

Texto estabelece um auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda

O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (10), o projeto de lei que cria regras para estabilização dos preços de combustíveis (PL 1472/2021). O projeto cria um sistema de bandas de preços, que limitará a variação, e uma conta federal para financiar essa ferramenta. Além disso, estabelece um auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

O projeto foi aprovado na forma de substitutivo do relator, senador Jean Paul Prates (foto). O seu dispositivo central é um programa de estabilização de preços, inserido na Política Energética Nacional (Lei 9.478, de 1997). O sistema usa bandas móveis (limites mínimo e máximo) definidas pelo governo federal para proteger o consumidor final da variação do preço de mercado dos combustíveis.

Pelo sistema, quando os preços de mercado estiverem abaixo do limite inferior da banda, os recursos correspondentes à diferença serão acumulados na Conta de Estabilização de Preços de Combustíveis (CEP-Combustíveis). Quando estiverem acima do limite superior, a CEP-Combustíveis servirá para manter o preço real dentro da margem regulamentar.

O substitutivo também cria o Auxílio Combustível Brasileiro (ACB), valor mensal a ser pago pelo governo federal para taxistas, motoristas de aplicativo, motociclistas e condutores de pequenas embarcações. Os beneficiários serão, preferencialmente, aqueles inscritos no Auxílio Brasil. O projeto prevê orçamento de até R$ 3 bilhões para o programa.

Com Agência Senado

Projeto cria auxílio para taxistas, motoristas de aplicativo e motociclistas

Empresas de telemarketing passam a ter prefixo obrigatório

Código 0303 aparecerá no início do número

A medida determina que as redes de telecomunicações permitam a identificação clara do código no visor do aparelho

Começa a valer, a partir desta quinta-feira (10), o uso obrigatório do prefixo 0303 nas ligações realizadas para clientes pelas empresas de telemarketing. A mudança, anunciada no final do ano passado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), tem o objetivo de ajudar os usuários a identificarem facilmente esse tipo de ligação e decidir se vão aceitar a chamada.

O código aparecerá no início do número de qualquer ligação que vise a ofertar produtos ou serviços. As mudanças valem apenas para as prestadoras de telefonia móvel. Daqui a 90 dias, deverão ser implementadas também pelas operadoras de telefonia fixa.

Segundo a Anatel, o uso do código 0303 será exclusivo e obrigatório para atividades de telemarketing ativo, prática de oferta de produtos ou serviços por meio de ligações ou mensagens telefônicas, previamente gravadas ou não. A medida determina que as redes de telecomunicações permitam a identificação clara do código no visor do aparelho.

Além disso, as operadoras deverão fazer o bloqueio preventivo de chamadas originadas de telemarketing ativo a pedido do consumidor. Também caberá às teles empregar os meios tecnológicos necessário para coibir o uso fora das regras estabelecidas pela Anatel.

Com Agência Brasil 

Código 0303 aparecerá no início do número

Consumo das famílias tem alta de 1,2% em janeiro

Em janeiro do ano passado, o consumo teve alta de 12%

A alta de preços tem levado os consumidores a buscarem marcas e produtos mais baratos

O consumo das famílias brasileiras teve alta de 1,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a dezembro de 2021, o Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros teve queda de 21,2%.

Para o vice-presidente administrativo e institucional da Abras, Marcio Milan, o crescimento abaixo do esperado para o ano no primeiro mês acontece pela diferença de cenário. Ele lembra que no início de 2021, devido às restrições para conter a pandemia de covid-19, os supermercados representavam poucas formas de compra para diversos tipos de produtos. “O consumidor só conseguia se abastecer indo ao supermercado”, enfatizou. Em janeiro do ano passado, o consumo teve alta de 12%.

Guerra na Ucrânia
Em 2022, a estimativa da Abras é que o consumo das famílias cresça 2,8%. Milan pondera, no entanto, que a guerra na Ucrânia traz incertezas. “A gente acredita em uma negociação, que esse caminho da paz vai chegar”, diz ao comentar que, por enquanto, as previsões são otimistas em relação ao conflito no leste europeu. No momento, produtos importantes já sofrem os impactos da guerra. De acordo com o levantamento da Abras, o trigo já teve alta de 46,2% na cotação na Bolsa de Valores de Chicago. O milho teve elevação de 11,9% e a soja de 11%. Esses aumentos podem, segundo Milan, ter reflexos nos preços nos próximos meses.

“Esses aumentos dos custos de produção, decorrentes dos aumentos dos insumos no mercado interno e externo, somado a fatores como os preços dos combustíveis e da energia, tendem a serem repassados para o consumidor. Tudo vai depender dos níveis de estoque e do momento das compras de cada um”, avaliou.

Entre os fatores que devem puxar o aumento do consumo este ano, Milan destaca a melhora nos níveis de emprego e o Programa Auxílio Brasil. O vice-presidente da Abras também espera que algumas categorias de trabalhadores consigam reposição salarial das perdas da inflação. “As convenções coletivas de trabalho vão ser incorporadas ao longo do ano. A reposição da inflação é algo que está sendo muito discutido”, acrescentou.

A cesta com os 35 produtos mais consumidos em supermercados registrou alta nos preços de 11,5% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2021. As maiores altas foram da cebola (12,4%), da batata (9,6%), do tomate (6,2%) e do café moído (4,7%). A alta de preços tem levado, segundo Milan, os consumidores a buscarem marcas e produtos mais baratos.

“O consumidor muito rapidamente vem se adaptando fortemente. Ele está vendo que para manter o consumo ele teve de trocar de marcas. Isso a gente está vendo em todos os produtos que compõe a cesta básica”, analisou. A carne bovina, por exemplo, tem sido substituída pelos ovos e frango.

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Com Agência Brasil

Em janeiro do ano passado, o consumo teve alta de 12%

Após 57 dias Petrobras fará ajustes nos preços de gasolina e diesel

Gás de cozinha também será reajustado

De acordo com a companhia, esse movimento vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda

Após 57 dias sem reajustes, a partir desta sexta-feira (11), a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras. De acordo com a companhia, esse movimento vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda.

“Apesar da disparada dos preços do petróleo e seus derivados em todo o mundo, nas últimas semanas, como decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Petrobras decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo”, afirma o comunicado da estatal. “Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras. Adicionalmente, a redução na oferta global de produto, ocasionada pela restrição de acesso a derivados da Rússia, regularmente exportados para países do ocidente, faz com que seja necessária uma condição de equilíbrio econômico para que os agentes importadores tomem ação imediata, e obtenham sucesso na importação de produtos de forma a complementar o suprimento de combustíveis para o Brasil”, explica a companhia.

A partir de sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,54 por litro.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro.

Para o GLP, o último ajuste de preços vigorou há 152 dias. Também a partir de sexta, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, equivalente a R$ 58,21 para 13 quilos. “Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia”, explica a nota.

Ao final, a companhia “reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.

Gás de cozinha também será reajustado

A alta da inflação é inevitável?

Analista da Terra Investimentos esclarece as dúvidas sobre um dos vilões de 2022: a inflação

No segundo episódio do Pílulas de AMANHÃ sobre as previsões para 2022 com os especialistas da Terra Investimentos, a analista Heloise Sanchez, fala sobre a alta de inflação impulsionava por eleição, eventos geopolíticos e demais fatores. Acompanhe!

Analista da Terra Investimentos esclarece as dúvidas sobre um dos vilões de 2022: a inflação

Banrisul desiste de encontrar parceiro para Vero

Banco declarou que propostas recebidas não atenderam objetivos

Banco gaúcho planeja projeto-piloto da Vero em Santa Catarina

O Banrisul informou, por meio de fato relevante, que a diretoria decidiu encerrar o processo de implantação de operação estratégica na controlada Banrisul Cartões, tendo em vista que os termos e condições das propostas de aquisição recebidas pela companhia, por intermédio do assessor financeiro JP Morgan, não atendem aos seus objetivos e não são adequados e satisfatórios ao seu melhor interesse, bem como em razão das atuais condições de mercado.

O banco havia anunciado em julho do ano passado que tentaria a operação para fortalecer a área. O negócio poderia ser realizado por meio de aumento de capital, fusão, incorporação, incorporação de ações, combinação de negócios, joint ventures, alienação de ativos e acordos comerciais.

Ao ser perguntado na última Call sobre o resultado anual do banco sobre a busca de investidores para a expansão da Vero, Claudio Coutinho, presidente da instituição, afirmou que, com ou sem parcerias, o banco focará na expansão geográfica da Vero. “Estamos planejando fazer um projeto-piloto em Santa Catarina”, anunciou na ocasião.

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Banco declarou que propostas recebidas não atenderam objetivos

Pedro Fagherazzi toma posse como presidente da ABRH-RS

A vice-presidência da gestão 2022/2024 será composta por Isabel Degrazia

Isabel Degrazia e Pedro Fagherazzi assumem ABRH-RS nesta quinta

A Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional do Rio Grande do Sul (ABRH-RS) promoverá, nesta quinta-feira (10), a cerimônia de posse da diretoria executiva e conselhos deliberativo e fiscal para o triênio 2022/2024. O novo presidente da entidade é o sócio-diretor da Fagherazzi Consultores Associados, Pedro Fagherazzi. A gerente de gestão de pessoas da PUCRS, Isabel Degrazia, será a vice-presidente da ABRH-RS.

Executivo de Recursos Humanos, com 40 anos de experiência na área, sendo 15 anos em posição de diretoria de grandes empresas, Pedro Fagherazzi atua há sete anos como consultor de empresas em gestão de pessoas. “Nossa gestão está sustentada em três pilares: a geração de conhecimento e experiências; o desenvolvimento das pessoas, organizações e sociedade; e na sustentabilidade da entidade. A volta dos eventos presenciais será também a prioridade neste primeiro ano”, afirma Fagherazzi.

Além de uma vasta vivência na área, Pedro Fagherazzi também detém um amplo conhecimento sobre a entidade, pois foi presidente da ABRH-RS, de 2007 a 2012, e presidente do conselho deliberativo da ABRH Brasil, de 2013 a 2015. É também professor de graduação e MBA da disciplina de gestão de pessoas, coach executivo e mentor em gestão de pessoas.

Administrador de empresas, pós-graduado em gestão de recursos humanos pela PUCRS, com diversos cursos relacionados com gestão empresarial, gestão de empresas familiares e técnicos para a área recursos humanos, no Brasil e no exterior, como por exemplo, Harvard e Insead, além da formação em coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.

A vice-presidência da gestão 2022/2024 será composta por Isabel Degrazia

Sul abre 2022 com saldo de quase 59 mil postos de trabalho

O Brasil registrou mais de 155 mil novas vagas em janeiro

Santa Catarina obteve o melhor saldo em janeiro

O Sul obteve um saldo de 58.773 postos de trabalho em janeiro, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quinta-feira (10). Santa Catarina obteve o melhor saldo no período (veja a tabela ao final desta reportagem).

O emprego celetista no Brasil apresentou crescimento em janeiro, registrando saldo de 155.178 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.777.646 admissões e de 1.622.468 desligamentos. Os dados registraram saldo positivo no nível de emprego em serviços (+102.026 postos), distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+58.773 postos); indústria geral (+51.419 postos) e construção (+36.809 postos).

Os dados do Caged vêm de onde?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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O Brasil registrou mais de 155 mil novas vagas em janeiro

Varejo volta a crescer com avanço de 0,8% nas vendas em janeiro

O setor encontra-se 0,8% abaixo do patamar pré-pandemia

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria contribuíram para o crescimento das vendas no varejo

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 0,8% em janeiro, na comparação com o mês anterior. Mesmo com o avanço, cinco das oito atividades tiveram resultado negativo no período. Nos últimos doze meses, o varejo acumula alta de 1,3%. O setor encontra-se 0,8% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), e 6,5% abaixo do pico da série (outubro de 2020). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

“Desde julho de 2021 (3,6%) o varejo não tem crescimento, pois a taxa de 0,4% de novembro de 2021 está no campo da estabilidade. Já para os meses de janeiro, é o maior desde 2019, quando foi de 1,6%”, comenta o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas em janeiro. Mesmo assim o varejo avançou, puxado pelas atividades de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,8%) . “A atividade de hiper e supermercados, que tem um peso muito grande, ficou no campo da estabilidade (-0.1%), o que fez com que outras atividades tivessem mais influência no índice”, explicou Santos. No caso do varejo ampliado, a queda de 0,3% é explicada, principalmente, pela atividade de veículos e motos, partes e peças, que caiu 1,9%.

Varejo cai 1,9% em relação a janeiro de 2021
Na comparação interanual, o varejo caiu 1,9%, com resultados negativos em cinco das oito atividades pesquisadas. “No campo negativo, as principais contribuições para o resultado de janeiro de 2022 vieram de móveis e eletrodomésticos Já no campo positivo, destaca-se a contribuição de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria”, explica Santos.

Móveis e eletrodomésticos, que caiu 11,4% frente a janeiro de 2021, teve oitava queda consecutiva nesta comparação. Já os outros artigos de uso pessoal e doméstico, setor que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos e brinquedos contabilizaram queda de 6% frente a janeiro de 2021, maior retração desde outubro de 2021 (-7,2%) e sexta consecutiva.

O setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou aumento de 10,1%, na comparação do mês contra mesmo mês do ano anterior, terceiro consecutivo e o maior dos últimos três meses (em novembro havia sido 2,5% e em dezembro registrou 7,7%). No varejo ampliado, a queda de 1,5% foi puxada pela atividade de material de construção, que registrou retração de 7,8%, sétima queda consecutiva. “Isso se deve a uma elevada base de comparação. O setor cresceu muito no início da pandemia, com resultados positivos de junho de 2020 (22,6%) até junho de 2021 (5,4%), iniciando trajetória de queda desde então”, contextualiza Santos.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e Unidades da Federação.

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O setor encontra-se 0,8% abaixo do patamar pré-pandemia

Biden determina estudo sobre criação de dólar digital

Instituições financeiras avaliam viabilidade de moeda digital oficial

Norte-americanos temem que o dólar possa perder parte de seu domínio para a China

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou uma ordem executiva nesta quarta-feira (9) para que o governo norte-americano avalie os riscos e benefícios da criação de um dólar digital pelo Banco Central, bem como outras questões envolvendo criptomoedas, anunciou a Casa Branca. O anúncio causou um movimento de valorização do bitcoin e de uma série de outros ativos digitais. Às 14h45 (horário de Brasília), o bitcoin disparava 9,1%, para US$ 42.289, a caminho do maior ganho desde 28 de fevereiro. O Ethereum teve alta de 6,45%, a US$ 2.744.

O pedido de Biden exigirá que o Departamento do Tesouro, o Departamento de Comércio e outras agências norte-americanas preparem relatórios sobre o futuro do dinheiro e o papel que as criptomoedas desempenharão. “O mercado foi claramente animado com as conversas sobre apoiar a inovação responsável e uma abordagem construtiva para regular a economia de tokens digitais em evolução”, disse a equipe da Bitfinex Trading, em nota. A ampla supervisão do mercado de criptomoedas, que ultrapassou 3 trilhões de dólares em novembro, é essencial para garantir a segurança nacional dos EUA, a estabilidade financeira e a competitividade do país, além de evitar a crescente ameaça de crimes digitais, disseram autoridades do governo norte-americano.

Uma das principais medidas da ordem de Biden orienta o governo a avaliar a infraestrutura tecnológica necessária para uma possível emissão de moeda digital pelo Banco Central dos Estados Unidos (CBDC), que seria uma versão eletrônica das notas de dólar. A ordem também incentiva o Federal Reserve a continuar os esforços de pesquisa e desenvolvimento. Os fundos negociados em bolsa (ETFs) que rastreiam futuros de bitcoin e que ganharam aprovação regulatória no final do ano passado também saltaram. ProShares Bitcoin Strategy ETF e Valkyrie Bitcoin Strategy ETF subiam 10,1% e 10,2%, respectivamente.

Nove países lançaram moedas digitais de bancos centrais e 16 outros – incluindo China e Brasil – começaram o desenvolvimento de ativos digitais, de acordo com o Atlantic Council, levando alguns em Washington a temer que o dólar possa perder parte de seu domínio para a China. A ordem de Biden determina que as agências norte-americanas, incluindo a SEC e o Consumer Financial Protection Bureau, devem analisar outras questões levantadas pelas criptomoedas, incluindo risco sistêmico e proteção ao consumidor.

Um dos principais objetivos é corrigir as ineficiências no atual sistema de pagamentos dos EUA e aumentar a inclusão financeira, especialmente dos norte-americanos pobres, cerca de 5% dos quais atualmente não têm contas bancárias devido às altas tarifas, segundo o governo.

Com Agências Brasil e Reuters

Instituições financeiras avaliam viabilidade de moeda digital oficial

Bhio Supply inaugura unidade industrial no Feevale Techpark

Construção contou com apoio do BRDE e do BNDES

No empreendimento, está instalado o novo Laboratório de Implantáveis – dispositivos médicos que são inseridos no corpo ou sob a pele

Fortalecendo ainda mais seu cluster de empresas, o Feevale Techpark conta com mais um importante empreendimento. A Bhio Supply Indústria e Comércio de Equipamentos Médicos inaugurou, nesta quarta-feira (9) sua nova unidade industrial na unidade de Campo Bom do parque tecnológico da Universidade Feevale. Localizada no lote 8 do Feevale Techpark, a obra contou com investimentos de cerca de R$ 3 milhões. No empreendimento, está instalado o novo Laboratório de Implantáveis – dispositivos médicos que são inseridos no corpo ou sob a pele.

O prédio, de dois andares, abriga uma sala limpa com ISO Classe 7 – classificação para ambientes com diferentes graus de assepsia, necessária para indústrias dos ramos farmacêutico, veterinário, microeletrônico, entre outras – para a produção de clips hemostáticos e de stents de vias aéreas e outros produtos que necessitam desse ambiente limpo para sua manufatura. No local, também funcionará uma unidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Bhio PDI). De acordo com o diretor geral da Bhio Supply, Marcelo Saraiva, a Bhio Supply tem, hoje, a maior participação no mercado brasileiro de materiais para laparoscopia, alcançando 30%, e é a maior empresa em materiais cirúrgicos da América Latina.

“Nesta unidade, passará a operar, por exemplo, o Roboclip, tecnologia desenvolvida pela Bhio Supply que tem capacidade de produzir com oito vezes mais rapidez que as grandes indústrias do ramo (o equipamento pode produzir, em cinco dias, o que máquinas convencionais fabricam em um mês). Temos o objetivo de desenvolver tecnologias nacionais para que o país tenha seus próprios fornecedores. Não posso deixar de agradecer a todos os sócios, funcionários, parceiros, prefeitura de Campo Bom e à Universidade Feevale. O dia de hoje, para nós, é um grande passo”, afirmou.

Conforme o reitor da Feevale, Cleber Prodanov, a instalação da Bhio Supply inspira a universidade a alavancar, ainda mais, o projeto de um grande cluster de saúde no Feevale Techpark. “Não é à toa que temos, aqui, um dos maiores hospitais veterinários do Brasil. Essa região vai se transformar em um grande hub de pesquisa e desenvolvimento na área da saúde humana e animal e, hoje, toda a Bhio Supply está de parabéns”, declarou.

A construção da nova unidade produtiva da empresa contou com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), e é a parte inicial do Projeto Bhio2, que em médio prazo abrigará uma grande área de produção de equipamentos médico-hospitalares.

Construção contou com apoio do BRDE e do BNDES

Pesquisa revela que 91% dos consumidores já tiveram crédito negado

Não comprovar renda é a maior causa da recusa

Empresas levam em conta informações sobre comportamento de pagamentos dos clientes

Pesquisa realizada pela Boa Vista mostra que 91% dos consumidores brasileiros já tiveram crédito negado ao menos uma vez na vida. Segundo o levantamento, feito com cerca de 3 mil entrevistados, a principal causa apontada pelos consumidores para a negativa foi o score de crédito baixo, citado por 43% dos respondentes.

Ter restrições no nome foi mencionada por 42%, seguido de não ter como comprovar renda (11%), não ter carteira assinada (4%) e não ter conta em banco (1%). “Todas essas causas, de fato, podem dificultar a tomada de crédito por parte do consumidor, já que as empresas levam em conta informações sobre comportamento de pagamentos dos clientes, sejam pessoas físicas, sejam pessoas jurídicas”, disse o economista da Boa Vista Flávio Calife.

A pesquisa também verificou a compreensão sobre o Cadastro Positivo pelos consumidores, e 94% afirmaram ter ciência, frente a 78% registrados em 2021. O Cadastro Positivo é um banco de informações com registro do histórico de pagamentos em dia dos consumidores.

“Uma diminuição da taxa de juros médio e a inclusão de consumidores no mercado de crédito são impactos positivos para a economia do país, e só podem ser alcançados por meio da disponibilização de informações cada vez mais precisas para a concessão de crédito”, ressaltou Calife.

Com Agência Brasil

Não comprovar renda é a maior causa da recusa