Fábrica de cimento da Hipermix é inaugurada no Sul

Companhia recebeu R$ 100 milhões em investimentos via Proedi para produzir 100 mil toneladas por ano

Serão gerados cerca de 200 empregos diretos nesta primeira etapa do projeto

A nova fábrica de cimento e argamassa da empresa Hipermix foi inaugurada na terça-feira (21) no distrito industrial de Montenegro. A terceira unidade do grupo no país recebeu incentivo do governo do Estado por meio do Programa de Implantação de Distritos Industriais (Proedi), totalizando R$ 100 milhões em investimentos para produção de 100 mil toneladas ao ano. Além disso, a expansão da planta já está prevista para que seja possível dobrar a produção nos próximos dois anos. Serão gerados cerca de 200 empregos diretos nesta primeira etapa do projeto. As outras duas unidades da Hipermix no Brasil estão localizadas em Caçapava (SP) e em Vitória (ES).

A fábrica está em uma área de 78 mil metros quadrados adquirida do Estado dentro do Polo Industrial de Montenegro/Triunfo, cuja localização é estratégica pela facilidade de distribuição do produto para mercados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e de outros países, como Argentina, Paraguai e Uruguai. Alinhada ao propósito do governo estadual de implementar medidas sustentáveis nas práticas de produção, a fábrica de cimento pretende operar com taxas de emissão de carbono menores que a média brasileira e internacional.

Representando o governador Eduardo Leite, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, entregou para o empresário uruguaio e ex-jogador de futebol, Diego Lugano, a licença de operação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que autoriza o início das atividades. Polo destacou que investimentos do porte da fábrica de cimento são fundamentais para o avanço do Rio Grande do Sul. Lugano é um dos sócios do negócio.

O secretário lembrou que outros setores econômicos também operam nos distritos industriais via Proedi. “Conhecemos as instalações de outras empresas no polo da química e percebemos que a maioria dos empresários implementaram suas atividades no distrito por meio do programa, mostrando como o governo do Estado incentiva a indústria gaúcha”, salientou. Lugano contou como entrou no negócio binacional, que resultou de uma união de forças e de conhecimentos do Uruguai e do Brasil, representado pelo Rio Grande do Sul. “Vamos começar com um voo rasante para depois crescer. Muito obrigado, Rio Grande do Sul, por me receber. E agora vão ter que me aturar por muito tempo, hein? Chegamos aqui para não sair”, brincou.

Companhia recebeu R$ 100 milhões em investimentos via Proedi para produzir 100 mil toneladas por ano

Ademicon bate recorde de vendas pelo quarto mês consecutivo no ano

Companhia também teve os melhores sete meses da história com mais de R$ 9,7 bilhões em créditos comercializados

Até dezembro, a meta de vendas é de R$ 15 bilhões, 25% maior do que os mais de R$ 12 bilhões comercializados em 2022

Pelo quarto mês consecutivo, a administradora de consórcio Ademicon alcançou recorde de vendas na sua história de mais de 30 anos. Somente em julho deste ano, a empresa comercializou mais de R$ 1,6 bilhão em créditos, um crescimento de 31% em relação a julho de 2022. Até julho, a companhia vendeu mais de R$ 9,7 bilhões em créditos, um crescimento de 40% em relação ao ano passado. Até o fim deste ano, a meta de vendas é de R$ 15 bilhões, 25% maior do que os mais de R$ 12 bilhões comercializados em 2022. Segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC), no primeiro semestre de 2023, o segmento de consórcio apresentou seu melhor desempenho da história, com negócios que atingiram mais de R$ 144 bilhões em créditos comercializados, 20,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

“Diante de um cenário instável de acesso ao crédito no país e no mundo, acreditamos que o consórcio tem um grande potencial de crescimento”, projeta Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon. Recentemente, a empresa anunciou a entrada do fundo 23S Capital [parceria estratégica entre o Grupo Votorantim e Temasek, investidor global com sede em Singapura] em sua estrutura acionária, fortalecendo a agenda de governança e expansão da companhia. Além da 23S, a administradora independente de consórcio, também tem em sua estrutura acionária o fundo private equity da Treecorp Investimentos.

Companhia também teve os melhores sete meses da história com mais de R$ 9,7 bilhões em créditos comercializados

Santa Catarina recebe unidade da multinacional americana doTERRA

A companhia fica localizada em Joinville no Perini Business Park

A doTERRA investiu R$ 50 milhões na construção da primeira fábrica no Brasil, terceiro maior mercado da companhia

A localização estratégica, os incentivos fiscais, a mão de obra qualificada e um diferenciado ecossistema industrial. Foram por esses motivos que Santa Catarina foi escolhida pela multinacional norte-americana doTERRA para receber a primeira fábrica do Brasil. A companhia fica localizada em Joinville no Perini Business Park e a cerimônia de inauguração foi realizada na segunda-feira (21). A empresa, que trabalha com saúde integrativa, bem-estar é uma das líderes mundiais de aromaterapia e óleos essenciais.

A doTERRA investiu R$ 50 milhões na construção da primeira fábrica no Brasil, terceiro maior mercado da companhia e a construção pretende facilitar a logística, sendo um hub de exportação para a América Latina e outras partes do mundo. Para o diretor de indústria da Secretaria de Indústria, do Comércio e do Serviço (Sicos), Anderson Anthony Linzmeyer, Santa Catarina foi escolhida a dedo para receber a fábrica da multinacional, pois o Estado é diferenciado, assim como Joinville. “A cidade está preparada para receber a companhia, pois possui um alto impacto industrial e um ecossistema que favorece a aproximação com fornecedores, além da mão de obra qualificada na região”, destaca.

A companhia fica localizada em Joinville no Perini Business Park

Construtora Plaenge anuncia novo lançamento em Joinville

Landhaus é o segundo empreendimento da marca paranaense na cidade

O Valor Geral de Vendas do novo projeto alcança R$ 116 milhões

A Plaenge anuncia mais uma etapa do seu plano de expansão para Santa Catarina. Chama-se Landhaus o segundo empreendimento da marca paranaense em Joinville, onde o grupo opera há quase 15 anos, com a marca Vanguard. Lançamento previsto para outubro, o residencial terá 18 pavimentos, com unidades entre 148 metros quadrados e 389 metros quadrados privativos, também oferecendo opções de duplex e coberturas planas, em um terreno de 3.402 metros quadrados, no coração do bairro América, região nobre da cidade, próximo a áreas de lazer, comércio e parques. O Valor Geral de Vendas (VGV) deste novo projeto alcança R$ 116 milhões.

O primeiro empreendimento da marca Plaenge em Joinville é o Vitra, com obras avançadas, já em fase de acabamento, e entrega prevista para outubro de 2024. “Estamos mantendo o planejamento para crescer em Joinville. A receptividade dos clientes, parceiros e fornecedores foi tão grande que até antecipamos algumas etapas, como a ampliação da central de vendas”, comemora o gerente geral Maurício Dallagrana. Na preparação para o lançamento, 75 corretores de imobiliárias parceiras participaram de uma imersão na central de vendas, onde puderam conhecer os detalhes do Landhaus.

Landhaus é o segundo empreendimento da marca paranaense na cidade

Olsen comemora 45 anos com investimento em nova fábrica

Novo prédio terá capacidade para produzir 1.500 unidades de equipamentos médicos e odontológicos por mês

Desde a sua fundação, a empresa atua em todas as etapas do negócio, da concepção à produção e venda de seus equipamentos

No mês em que completa 45 anos, a Olsen, fabricante de equipamentos odontomédicos, anuncia a construção de uma nova unidade na cidade de Palhoça (SC). Próximo à sede da empresa, o novo prédio terá 30 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para produzir 1.500 unidades de equipamentos médicos e odontológicos por mês. “A Olsen pisou no acelerador quando o mercado todo sempre falava em crise e hoje ostenta a melhor condição financeira das empresas do setor no Brasil”, afirma o presidente da companhia, Cesar Olsen.

Desde a sua fundação, a empresa atua em todas as etapas do negócio, da concepção à produção e venda de seus equipamentos. Através de uma rede formada por representações comerciais e 31 lojas, entre próprias e franquias, a empresa atende a todo o território nacional. Além disso, já exportou para mais de 100 países e possui unidade comercial de apoio nos Estados Unidos. Cesar Olsen destaca ainda a parceria estabelecida com a gigante mundial alemã Bosch. Após uma sugestão feita pela empresa catarinense, a marca alemã desenvolveu um novo propulsor, isento de óleo, que atendeu uma demanda dos conjuntos que a Olsen fabrica. O relacionamento entre as marcas passa agora por nova etapa, com o desenvolvimento de uma nova linha de motores elétricos. Estes serão incorporados à nova geração de equipamentos da Olsen, a ser lançada em janeiro de 2024.

Novo prédio terá capacidade para produzir 1.500 unidades de equipamentos médicos e odontológicos por mês

Itaipu investe quase R$ 1 bilhão em municípios do PR e MS

Iniciativa vai beneficiar 11 milhões de habitantes dos dois estados

O programa Itaipu Mais que Energia prevê um repasse total de R$ 931,5 milhões aos municípios, em projetos que devem fazer parte de pelo menos um dos quatro eixos de atuação

A Itaipu Binacional lançou oficialmente o programa “Itaipu Mais que Energia”, maior iniciativa de apoio a projetos sociais, ambientais e de infraestrutura da história da empresa. Por meio do programa, serão repassados R$ 931,5 milhões aos 399 municípios do Paraná e mais 35 do Mato Grosso do Sul, num total de 434 municípios, beneficiando 11 milhões de pessoas em 200 mil quilômetros quadrados. A Caixa Econômica Federal (CEF) será parceira do programa, por meio de um convênio que tornará mais simples e transparente o repasse dos investimentos para as prefeituras e instituições. A ordem de serviço foi assinada pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri (ao microfone), acompanhado do vice-presidente da CEF Marcelo Bomfim, durante a cerimônia de lançamento, que reuniu mais de 1 mil pessoas, incluindo cerca de 300 prefeitos e representantes de todos os municípios contemplados, em Foz do Iguaçu na sexta passada.

O programa Itaipu Mais que Energia prevê um repasse total de R$ 931,5 milhões aos municípios, em projetos que devem fazer parte de pelo menos um dos quatro eixos de atuação: manejo de água e solo; saneamento ambiental; energia renovável e obras sociais, comunitárias e de infraestrutura. No site do programa é possível conhecer todas as especificações técnicas para os projetos, e fazer o cadastro das propostas por meio do formulário digital. Cada município poderá cadastrar até três propostas: até duas para ações de saneamento, manejo de água e solo e energia renovável, sem repetir a atividade em cada proposta; e uma para ação de obras sociais. O limite de recurso de Itaipu por formulário é de R$ 2 milhões, exceto para obras sociais.

Além do investimento da Itaipu, os projetos deverão ter uma contrapartida de acordo com a arrecadação do município. Aqueles que arrecadaram até R$ 50 milhões em 2022 terão que entrar com 5% do valor do projeto como contrapartida; a porcentagem sobe para 10% no caso de municípios com arrecadação de R$ 50 milhões a 100 milhões. Cidades com arrecadação superior a R$ 100 milhões deverão entrar com uma contrapartida de 15% do valor de cada projeto. A data limite para essa etapa é 30 de setembro. Os projetos serão avaliados pela equipe técnica da Itaipu e, no dia 31 de outubro, será feita a comunicação dos resultados. Em seguida, a Caixa Econômica receberá os projetos aprovados e dará início à formalização dos instrumentos de repasse. Os projetos deverão ser executados pelos municípios até 2026.

O programa é considerado um marco para a atual gestão da Itaipu, envolvendo as seis diretorias da margem brasileira. A iniciativa consolida a ampliação da área de influência da usina, diretamente relacionada à vida útil do reservatório de Itaipu e, consequentemente, à produção de energia. Após o pagamento total da dívida, em fevereiro de 2023, a atual gestão, reconhecendo a necessidade de uma abordagem mais holística e humanista de planejamento territorial, decidiu pela expansão da área de atuação, integrando ações de responsabilidade social e ambiental para todo o Paraná e também para as regiões Noroeste e Sudoeste do Mato Grosso do Sul. A ampliação territorial está respaldada no item 5.4 do plano diretor de gestão ambiental da entidade, que estabelece as áreas de interesse empresarial, e à nota assinada pelos governos do Brasil e do Paraguai, que tornou as iniciativas no campo da responsabilidade social e ambiental como componente permanente da missão da Itaipu.

Iniciativa vai beneficiar 11 milhões de habitantes dos dois estados

Pradotech inaugura Casa das Startups no Sul

Com 12 empresas, a incubadora focada em inovação fica em Gravataí

Para ter espaço garantido na estrutura, as startups investem a partir de R$ 1,8 mil

O parque tecnológico do Prado, Pradotech, de Gravataí (RS) lança na terça-feira (22) a Casa das Startups. Com 12 empresas, a incubadora é focada em inovação, com estrutura de coworking, salas e uma arena para eventos que faz parte do parque tecnológico Pradotech. No total, são 20 salas individuais e 20 espaços de trabalho coletivo para as startups interessadas em um período de incubação de até três anos. A Casa das Startups faz parte do Prado Bairro-Cidade, empreendimento idealizado pelo presidente do Instituto Prado, Carlos Gerdau Johannpeter. Para ter espaço garantido na estrutura, as empresas investem a partir de R$ 1,8 mil.

O aluguel do espaço individual, segundo Johannpeter, permite que as startups usem as áreas comuns do Bairro-Cidade, incluindo a Arena, mediante reserva. “O Pradotech possui, ainda, convênio com o Tecnopuc, sendo que as startups da Casa poderão utilizar as instalações (laboratórios) como se fossem de lá”, acrescenta o empresário. Segundo ele, o espaço nasce para se tornar um polo tecnológico de desenvolvimento no Rio Grande do Sul. “Todas as economias mais avançadas, que possuem alto IDH, têm sua ancoragem na inovação e na tecnologia. Certamente teremos muitas boas novidades das empresas hospedadas em breve”, projeta o presidente. Ao lado dele, está Susana Kakuta, que dirige o parque e tem mais envolvimento no dia a dia da operação. “Estamos bastante otimistas e cientes de que o parque terá um papel fundamental no desenvolvimento não somente da região em que está instalado, mas em todo o Rio Grande do Sul”, avalia.

Entre as já confirmadas na Casa das Startups está a Prakaranga, uma plataforma digital que busca desenvolver soluções para o varejo automotivo, simplificando a jornada de compra e venda com maior segurança e assertividade. O marketplace apresenta uma série de produtos e serviços para o usuário, oferecendo desde peças até serviços como consultas aos históricos completos de veículos e rastreamento. Também do ramo automotivo, a Tru é uma concessionária digital que une compradores e vendedores, sem perder a segurança de uma concessionária tradicional, tudo com assessoria profissional e laudo técnico garantindo a máxima segurança. A empresa realiza todos os trâmites de venda, desde o anúncio, negociação até a resolução de todas as burocracias do processo de compra e venda.

Com 12 empresas, a incubadora focada em inovação fica em Gravataí

Como uma Corporation do Sul inspirou a Copel

Companhia Paranaense de Energia seguiu o modelo da Lojas Renner, a primeira empresa brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa

Da aprovação da lei na Assembleia Legislativa, em 21 de novembro de 2022, até o toque da campainha na B3 em 14 de agosto foram pouco menos de nove meses

Foi em novembro de 2019 que começou a tomar forma a estratégia de transformar a Companhia Paranaense de Energia (Copel) em Corporation. Carlos Biedermann, um dos membros do conselho de administração da companhia de energia do Paraná, transmitiu a sugestão para o CEO Daniel Slaviero. “Sugeri que seguíssemos o modelo da Lojas Renner, a primeira empresa a se tornar Corporation em 2005, com 100% das ações negociadas em bolsa”, contou ao Portal AMANHÃ. Biedermann via na então estatal paranaense muitas semelhanças com a varejista gaúcha, como a competente gestão e o nível de governança muito qualificado. Slaviero gostou da ideia. Um dos passos seguintes foi contratar um estudo que traçou dois cenários: um com a Copel seguindo estatizada e outro como Corporation. O trabalho foi realizado pela Strategy&, empresa global de consultoria de estratégia da PwC. “O descolamento dos resultados era extraordinário”, recorda Biedermann.

De posse desses números, Slaviero convenceu o governador Ratinho Junior de que esse seria o melhor caminho para a companhia. A partir de então o processo foi rápido. Da aprovação da lei na Assembleia Legislativa, em 21 de novembro de 2022, até o toque da campainha na B3 em 14 de agosto foram exatos 266 dias ou pouco menos de nove meses. Biedermann destaca que uma das causas para essa velocidade foi o fato dos executivos da Copel terem se espelhado no processo de privatização da Eletrobras contratando, inclusive, as mesmas consultorias, como a EY – justamente a empresa onde trabalha Diogo Mac Cord, ex-secretário nacional de desestatização que havia ajudado a desenhar a capitalização da Eletrobras. Biedermann também acompanhou o staff da Copel em road shows no exterior, como em Nova York. “Sempre fomos muito bem recebidos”, conta.

Porém, o caminho até a privatização também apresentou alguns momentos desafiadores. Talvez o mais vistoso deles foi o acordo com os debenturistas, mas o percurso também teve ações no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), Supremo Tribunal Federal (STF) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todas vencidas pela Copel. Outra definição importante foi a aprovação, pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), do valor de R$ 3,7 bilhões a ser pago pela companhia pela renovação das concessões das hidrelétricas de Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias. De acordo com a Copel, as três usinas representam 60% da energia distribuída no estado.

Na visão de Biedermann, o fato de a gestão não estar mais atrelada às decisões que envolvem o poder público fará com que a Copel ganhe agilidade sem, por exemplo, necessitar de providenciar licitações para contratações. “A empresa poderá contratar pessoas ainda mais qualificadas, promover profissionais de forma mais rápida e, ainda, captar recursos de forma eficiente dentro e fora do Brasil. A transformação da Copel em Corporation fará a companhia voar nos próximos anos”, antevê Biedermann, pontuando um detalhe inusitado. Em uma das salas da então estatal paranaense existia uma placa que dizia “Estatal com mindset privado”. A primeira providência que foi tomada depois do toque da campainha na Bolsa foi retirá-la.

Companhia Paranaense de Energia seguiu o modelo da Lojas Renner, a primeira empresa brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa

Kellogg celebra expansão da sua maior fábrica na América Latina

Investimento de R$ 250 milhões possibilitou a duplicação da capacidade em São Lourenço do Oeste

Desde o início da fabricação local de Pringles, em 2019, a Kellogg tem focado esforços no desenvolvimento do complexo fabril catarinense

A Kellogg realizou, na quarta-feira (16), em seu complexo fabril localizado na cidade de São Lourenço do Oeste (SC) o evento que marcou a entrega da expansão produtiva de Pringles no país. O investimento de R$ 250 milhões possibilitou que a companhia duplicasse a capacidade de produção do produto, que quintuplicou de tamanho nos últimos cinco anos. Desde o início da fabricação local de Pringles, em 2019, a Kellogg tem focado esforços no desenvolvimento do complexo fabril catarinense com investimentos na expansão das operações, tecnologia e sustentabilidade com o objetivo de contribuir positivamente para o crescimento econômico da região.

Com capacidade ampliada, o centro produtivo de Pringles está pronto para atender à crescente demanda do mercado. Na solenidade, Alberto Raich, vice-presidente e gerente geral da Kellogg no Brasil, destacou o alto potencial do projeto. “A expansão inicia um novo capítulo de Pringles, pois nos permite alavancar outros mercados na América Latina, transformando a operação brasileira em um polo exportador. A partir de agora, São Lourenço do Oeste passa a abastecer mercados-chave da Kellogg na região”, celebra. A Kellogg é uma empresa com mais de um século de tradição em fornecer alimentos de alta qualidade e a inauguração representa um passo importante em sua contínua expansão global alinhada com ao spin-off da empresa. Sob novo nome a partir de 2024, “Kellanova” será a responsável por impulsionar a estratégia multicategorias, com foco especial no mercado de salgadinhos.

Investimento de R$ 250 milhões possibilitou a duplicação da capacidade em São Lourenço do Oeste

Catarinense Multilog vence licitação de três portos secos no Rio Grande do Sul

Empresa continua responsável pelas unidades aduaneiras de Jaguarão, Uruguaiana e Santana do Livramento

A companhia é responsável por um volume relevante da carga terrestre que transita pelos portos secos de fronteira brasileiros em direção aos países do Mercosul ou proveniente deles

A Multilog, de Itajaí (SC), acaba de vencer a licitação que estava em curso na Receita Federal e seguirá, por mais 25 anos, como concessionária responsável pelos portos secos de Jaguarão, Uruguaiana e Santana do Livramento, localizados no Rio Grande do Sul. A empresa é responsável por um volume relevante da carga terrestre que transita pelos portos secos de fronteira brasileiros em direção aos países do Mercosul ou proveniente deles. Opera atualmente quatro unidades alfandegadas, sendo as três do Rio Grande do Sul e outra unidade de Foz do Iguaçu (PR), que é a maior da América Latina.

“Já temos uma participação muito representativa na movimentação de cargas em portos secos no Mercosul, e a nossa atuação será intensificada com a entrada em operação da unidade de Dionísio Cerqueira”, destaca Juliane Wolff, Head de relações institucionais, aduaneiro, regulatórios e SMA na Multilog, ao ressaltar que, além de ampliar a capacidade, a empresa também está atenta às oportunidades de expansão. Em 2022, a Multilog registrou o ingresso de cerca de 400 mil veículos que movimentam cargas de importação e exportação nestas unidades alfandegadas, e outros 138 mil ingressos entre janeiro e maio deste ano.

Fundada em Santa Catarina, com mais de duas décadas de expertise de logística, a empresa recebeu a autorização da primeira Estação Aduaneira do Interior (Eadi) em 1996, começando a operar. Em 2016, passou a atuar no Paraná e no Rio Grande do Sul após aquisição de outras empresas do mercado e, ao final de 2017, iniciou em São Paulo. Em 2022, seguindo o projeto de expansão, realizou duas aquisições, que contemplam unidades distribuídas no Nordeste, em São Paulo e Santa Catarina, atingindo o faturamento de R$ 1 bilhão.

Empresa continua responsável pelas unidades aduaneiras de Jaguarão, Uruguaiana e Santana do Livramento

Olsen comemora 45 anos com investimento em nova fábrica

Novo prédio terá capacidade para produzir 1.500 unidades de equipamentos médicos e odontológicos por mês

Desde a sua fundação, a empresa atua em todas as etapas do negócio, da concepção à produção e venda de seus equipamentos

No mês em que completa 45 anos, a Olsen, fabricante de equipamentos odontomédicos, anuncia a construção de uma nova unidade na cidade de Palhoça (SC). Próximo à sede da empresa, o novo prédio terá 30 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para produzir 1.500 unidades de equipamentos médicos e odontológicos por mês. “A Olsen pisou no acelerador quando o mercado todo sempre falava em crise e hoje ostenta a melhor condição financeira das empresas do setor no Brasil”, afirma o presidente da companhia, Cesar Olsen.

Desde a sua fundação, a empresa atua em todas as etapas do negócio, da concepção à produção e venda de seus equipamentos. Através de uma rede formada por representações comerciais e 31 lojas, entre próprias e franquias, a empresa atende a todo o território nacional. Além disso, já exportou para mais de 100 países e possui unidade comercial de apoio nos Estados Unidos. Cesar Olsen destaca ainda a parceria estabelecida com a gigante mundial alemã Bosch. Após uma sugestão feita pela empresa catarinense, a marca alemã desenvolveu um novo propulsor, isento de óleo, que atendeu uma demanda dos conjuntos que a Olsen fabrica. O relacionamento entre as marcas passa agora por nova etapa, com o desenvolvimento de uma nova linha de motores elétricos. Estes serão incorporados à nova geração de equipamentos da Olsen, a ser lançada em janeiro de 2024.

Novo prédio terá capacidade para produzir 1.500 unidades de equipamentos médicos e odontológicos por mês

Grupo Koch inaugura segunda loja em Imbituba

Unidade da bandeira de atacarejo Komprão abre no próximo dia 24

“Imbituba possui uma vocação grande no turismo e na questão portuária e vem se destacando nos últimos anos pela atratividade econômica e pelo crescimento populacional”, explica o presidente do grupo, José Koch

O município de Imbituba, no Sul catarinense, vai receber no próximo dia 24 de agosto a segunda loja do Grupo Koch, com a bandeira do atacarejo Komprão. A inauguração da unidade, localizada no Bairro Nova Brasília, reforça o investimento da rede na cidade, que já conta com uma loja no Bairro Campo D’Una. Uma terceira loja será inaugurada ainda neste ano, no Bairro Village. Foram investidos R$ 37 milhões na loja do Bairro Nova Brasília, que é a 59ª do Grupo Koch em Santa Catarina, com geração de 140 empregos diretos. O presidente do grupo, José Koch, salienta que o investimento na região de Imbituba é motivado pelo potencial do município e cidades do entorno. “Imbituba possui uma vocação grande no turismo e na questão portuária e vem se destacando nos últimos anos pela atratividade econômica e pelo crescimento populacional. De 2010 a 2022, Imbituba cresceu 30,9%, tendo uma demanda interessante e sendo uma das cidades que já estavam no planejamento de expansão do Grupo Koch. Abrir duas lojas seguidas em Imbituba faz com que o Komprão fortaleça sua marca”, explica.

Maior rede supermercadista em Santa Catarina e a 13ª do país, de acordo com o ranking 2023 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Koch está presente agora em 29 cidades do estado. São 59 lojas no segmento alimentício, nos formatos varejo (com a bandeira SuperKoch) e atacarejo (com a bandeira Komprão Atacadista), além de vendas pelo e-commerce. O grupo conta também com um centro de distribuição e uma sede administrativa em Tijucas e um centro administrativo e comercial em Itapema. Empresa familiar, foi fundada oficialmente em 1994, em Tijucas, e tem à frente como CEO, o empresário José Koch, um dos cinco irmãos que começaram a história da empresa nos anos 80 vendendo produtos hortifrúti nas feiras da Grande Florianópolis.

Unidade da bandeira de atacarejo Komprão abre no próximo dia 24

Fernando Lemos assume a presidência do Banrisul

Ele assume a liderança da instituição financeira pela terceira vez

A gestão anterior de Lemos durou sete anos, entre 2003 e 2010

Fernando Lemos tomou posse como presidente do Banrisul nesta quarta-feira (16). Ele assume a liderança da instituição financeira pela terceira vez. Lemos toma posse com o compromisso de impulsionar a inovação, melhorar a experiência do cliente e garantir o crescimento sustentável da instituição. A gestão anterior de Lemos durou sete anos, entre 2003 e 2010. Na ocasião, o Banrisul foi eleito o melhor banco público do Brasil. O dirigente também atuou como diretor do banco de 1996 a 1999. Antes, comandou a extinta Caixa Econômica Estadual em 1990 e 1991. Advogado, Lemos é formado pela Universidade de Brasília (UnB) e foi desembargador do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul. 

Ele assume a liderança da instituição financeira pela terceira vez

BBM Logística tem prejuízo de R$ 39 milhões no segundo trimestre

Receita registrou queda de 1,8% em relação ao igual período de 2022

O segundo trimestre foi desafiador para a BBM em função do ambiente macroeconômico adverso

A paranaense BBM Logística encerrou o segundo trimestre de 2023 com R$ 380,4 milhões em receita líquida, uma queda de 1,8% em relação ao igual período de 2022. Quando comparado com o intervalo de janeiro a março deste ano, a retração foi de 4,1%. A companhia de São José dos Pinhais também amargou um prejuízo de R$ 39 milhões neste segundo trimestre, praticamente o dobro do valor alcançado no mesmo intervalo do ano passado (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O segundo trimestre foi desafiador para a BBM em função do ambiente macroeconômico adverso, tendo como principais reflexos os elevados juros reais, o baixo crescimento da economia – em especial do setor industrial – e a escassez do crédito no mercado.

Além do cenário macroeconômico, a Companhia promoveu um churn [métrica que indica a taxa de cancelamento de clientes em um determinado período] forçado da carteira de clientes, quando alguns deles vinham apresentando dificuldades de honrar suas obrigações e, como previsto, desmobilizou um contrato de transporte de madeira. As perspectivas para o próximo trimestre são de evolução do cenário macroeconômico, com o primeiro corte nas taxas de juro, projeções econômicas apontando elevação da taxa de crescimento e mercado de crédito dando os primeiros sinais de certa melhoria. Internamente, a companhia afirma que segue buscando o crescimento das operações e melhoria do desempenho. “Vários novos contratos foram fechados no último trimestre e a expectativa é que o volume de negócios cresça substancialmente, permitindo uma melhor diluição dos custos fixos e, consequentemente, aumento das margens operacionais”, revela Antonio Wrobleski, presidente da BBM Logística, por meio de nota.

O pipeline comercial se manteve bastante aquecido com a conquista de 938 novos negócios, que adicionaram R$ 75 milhões de faturamento no trimestre, sendo que a maior parte da receita de novos negócios somente deve ser adicionada à receita líquida da companhia a partir do segundo semestre. No segmento de transporte, o nível de serviço prestado se manteve em patamares bastante elevados nesse trimestre, com uma retenção de carteira acima de 97%. Para Wrobleski, a empresa segue firme em sua trajetória de crescimento.

“Apesar deste segundo trimestre ter se mostrado bastante desafiador, a perspectiva da administração, com base nas diversas iniciativas e no trabalho e persistência da liderança é que, ao longo dos próximos trimestres, a BBM siga seu processo de crescimento, ganho de eficiência e melhoria significativa dos seus resultados”, conclui o executivo. A BBM Logística é a 184ª maior empresa da região e também a 69ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC., com base nos balanços do exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Receita registrou queda de 1,8% em relação ao igual período de 2022

Taurus vê receita e lucro caírem no segundo trimestre

Maior queda foi no mercado interno

Mesmo em meio à turbulência, a empresa seguiu investindo em modernização e em pesquisa e desenvolvimento

Para a Taurus, os resultados alcançados ao final do segundo trimestre do ano estão em linha com as expectativas para o período, considerando a atual conjuntura do mercado. No Brasil, os setores de serviços e indústria permaneceram relativamente estagnados. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a utilização da capacidade instalada industrial no país em junho foi a mais baixa para o mês nos últimos três anos (69%). Os principais obstáculos enfrentados de abril a junho, de acordo com a pesquisa, foram a baixa demanda interna, a elevada pressão fiscal e as altas taxas de juros.

No setor de armas, a empresa cita o fato da insegurança jurídica que perdurou por todo o primeiro semestre, uma vez que o novo decreto, previsto para o primeiro quadrimestre, foi publicado apenas em 21 de julho. Essa incerteza paralisou o mercado, com consumidores e lojistas interrompendo suas compras até que a questão jurídica fosse definida. Por isso a redução da margem bruta no primeiro semestre do ano está em parte relacionada à falta de vendas pela insegurança jurídica. Com isso, a receita da companhia foi de R$ 470, 3 milhões entre abril e junho, uma queda de 24,8%, puxada pelo mercado interno. O luro no primeiro trimestre também retrocedeu (veja os principais números na tabela ao final desta reportagem). Por outro lado, o canal de distribuição nacional começou julho totalmente desabastecido, o que representa uma oportunidade para atender essa demanda nos próximos meses.

Com a publicação do novo decreto e sua regulamentação, a Taurus agora retoma seu planejamento estratégico considerando as novas diretrizes estabelecidas, principalmente no que diz respeito aos calibres permitidos. Há uma grande oportunidade de desenvolvimento de novos produtos, onde a Taurus tem ampla vantagem em virtude de contar com a atuação do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/EUA (Cite), que proporciona criatividade e agilidade para oferecer ao mercado brasileiro produtos inovadores, observando os limites. A companhia também afirma estar trabalhando forte em um novo calibre de pistolas, tendo como limite máximo de energia 407 joules, estabelecido pelo novo decreto.

Foco no desenvolvimento
A companhia desenvolveu também o projeto grafeno com o uso desse material na composição de peças injetadas que proporciona maior resistência e durabilidade às armas. Além de agregar valor aos produtos e aumentar a percepção do cliente em relação à marca Taurus, os investimentos em novas tecnologias agregam valor ao Brasil, que possui as maiores reservas de nióbio e a segunda maior reserva de grafite do mundo. Mesmo em meio à turbulência, a empresa seguiu investindo em modernização e em pesquisa e desenvolvimento. Na primeira semana de agosto, a Taurus participou como patrocinadora e expositora da “Shot Fair”, maior evento da América Latina no segmento, onde lançou com exclusividade 20 armas, entre pistolas e revólveres, algumas dessas já considerando os limites impostos pela nova legislação. Apresentou também ao mercado produtos que agregam valor à marca, com destaque para a “Cutelaria Taurus”, uma linha premium de facas “custom”. Mantendo o DNA de inovação da companhia, faz parte da linha a primeira faca no mundo com grafeno.

Na área industrial, a Taurus já tem uma linha robotizada em funcionamento, proporcionando maior eficiência e agilidade no processo e, consequentemente, menor custo. Outro investimento em maquinário de última geração realizado foi no novo forno de M.I.M. (metal injection molding), que combina maior capacidade produtiva com melhor eficiência de processamento, permitindo a fabricação de peças complexas. A partir da entrada em operação desse equipamento, oportunidades de negócios poderão ser criadas para a companhia nesse segmento, uma vez que terá capacidade produtiva disponível.

Expansão internacional
O mercado norte-americano, onde a Taurus também tem forte atuação, retomou um padrão de normalidade após ter atingido níveis sem precedentes nos anos de 2020 e 2021. No segundo trimestre de 2023, o Adjusted NICS (National Instant Criminal Background System) registrou 3,6 milhões de consultas de pessoas interessadas em adquirir uma arma no país, somando 7,8 milhões no semestre. Esses patamares são superiores a iguais períodos do ano de 2019 em 29,2% na avaliação trimestral e 25,3% considerando o acumulado do primeiro semestre. A perspectiva para o segundo semestre nos EUA é positiva, considerando que, tradicionalmente, a segunda metade do ano tem maior sazonalidade de vendas, dado o início do período de caça, além das vendas de “Black Friday” e Natal.

Para a Taurus, nos EUA, as vendas até junho superaram os volumes do primeiro semestre de 2019, período anterior à pandemia. No segundo trimestre de 2023, a receita de armas e acessórios nesse país foi 97,2% maior do que o registrado no segundo trimestre de 2019 e já se igualou ao apurado no segundo trimestre de 2022, compensando a perda de receita em reais devido à valorização da moeda brasileira em relação ao dólar de 26,3% ante o segundo trimestre de 2019 e de 4,8% em relação ao mesmo período de 2022, considerando a cotação média dos períodos. O mix de vendas contribuiu fortemente para esse resultado. A estratégia comercial da companhia também segue focada em oportunidades além dos EUA. Hoje, a Taurus tem mapeados mais de US$ 80 milhões em negócios potenciais ao redor do mundo, com destaque para o Oriente Médio e África. Adicionalmente, por meio da JD Taurus, está explorando oportunidades comerciais na Índia, onde está em andamento licitação de 425 mil fuzis, além de outras licitações de menor volume a nível das forças policiais e paramilitares que, no médio prazo, envolvem negócios estimados em mais de US$ 30 milhões.

Maior queda foi no mercado interno