Klabin inaugura o projeto Puma II, maior investimento privado do Paraná

Foram aportados R$ 12,9 bilhões entre 2019 e 2023

Com a finalização da segunda etapa, a capacidade de produção anual de papel da planta ultrapassa as 900 mil toneladas anuais

A Klabin inaugurou nesta quinta-feira (21) a unidade Puma II da Klabin, em Ortigueira, na região dos Campos Gerais. O projeto de expansão da empresa é o maior investimento privado da história do Paraná, no valor de R$ 12,9 bilhões, entre 2019 e 2023. O projeto da planta industrial iniciou em 2019 e foi dividido em duas fases. Na primeira etapa, finalizada em 2021, a fábrica Puma II alcançou à capacidade de produção de 450 mil toneladas por ano. Com a finalização da segunda etapa, a capacidade de produção anual de papel da planta ultrapassa as 900 mil toneladas anuais. Ele marca a estreia da Klabin no mercado de papel-cartão branco, reforçando a expansão de seu portfólio de produtos.

Nesta fase do projeto Puma II, foi inaugurada a Máquina de Papel 28 (MP28), com capacidade para produzir 460 mil toneladas de papel-cartão por ano. O produto tem uma demanda global crescente para uso de embalagens de produtos líquidos, como leites e sucos, por exemplo. Antes disso, a Klabin já vem operando nesta mesma fábrica com a Máquina de Papel 27 (MP27), que também fabrica o primeiro papel kraftliner do mundo feito 100% com fibra de eucalipto. Regionalmente, as duas fases das obras do Projeto Puma II geraram mais de 33 mil empregos, diretos e indiretos. Além de estimular as empresas parceiras a contratarem trabalhadores locais, a Klabin também valorizou a mão de obra investindo em formação técnica nas comunidades de Ortigueira e Telêmaco Borba.

“Concebido há mais de dez anos, com a construção da Unidade Puma, a conclusão do Projeto Puma II marca uma nova década de crescimento da Klabin. Aumentamos expressivamente a nossa capacidade de produção, ingressamos em novos mercados e empregamos tecnologia de ponta para elevar a qualidade de nossos produtos e alavancar o desenvolvimento sustentável da companhia”, ressaltou Francisco Razzolini, diretor de tecnologia industrial, inovação, sustentabilidade e projetos da Klabin.

A base florestal produtiva da Klabin para abastecer as duas novas máquinas do projeto conta com 356 mil hectares de terra, o que representa cerca de 20% do município de Ortigueira. Considerando a produção da empresa em todas as suas fábricas, a Klabin tem capacidade de produção anual de 4,7 milhões de toneladas de papel e celulose, abastecendo o Brasil todo e o mercado internacional. O complexo fabril da Klabin no Paraná, que conta com outras plantas na região, é o maior polo de produção de celulose do Brasil e um dos maiores do mundo. Por isso, a empresa construiu também um terminal de contêineres ao lado da fábrica, fazendo uma ligação de ponta a ponta entre a indústria e o Porto de Paranaguá.

O terminal tem capacidade para movimentar 125 mil toneladas de celulose e papel em contêineres, todos os meses, até o porto. Com a fábrica operando em sua capacidade máxima, a Puma II deve movimentar 27 composições por mês para Paranaguá. Cada composição detém 80 vagões, o que representa aproximadamente 2 mil toneladas de papel e papel-cartão em cada viagem. Em março deste ano, a Klabin inaugurou o terminal portuário da empresa em Paranaguá. O espaço, que tem mais de 27 mil metros quadrados, fez parte do pacote de leilões de áreas portuárias iniciadas pelo governo estadual em 2019. A empresa investiu R$ 120 milhões no terminal. Com a conclusão da segunda fase do Puma II, a Klabin estima movimentar 2,2 milhões de toneladas de papel e celulose por ano via Paranaguá.

Foram aportados R$ 12,9 bilhões entre 2019 e 2023

Marcus Valenti assume como gerente geral da Refap

Ele ingressou na empresa em 1987 como técnico de operação

Na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, Valenti foi gerente da área de processos e operação

A Petrobras realizou, na terça-feira (19), em Canoas (RS), a cerimônia de posse do novo gerente geral da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Marcus Aurelius Valenti. Falando de sua gestão, Valenti afirmou que considera indispensável a atenção às questões de segurança, meio ambiente e saúde, assim como a valorização dos trabalhadores, pois são as pessoas que, segundo ele, constroem e desenvolvem a companhia. Ele observa que a Petrobras está atenta ao desenvolvimento das regiões e das empresas com as quais trabalha. “Para o Rio Grande do Sul e o Brasil, a nossa companhia é um grande vetor de desenvolvimento, promovendo o crescimento social e econômico de todas as áreas onde atua. E a Refap tem de estar nessa mesma sintonia”, discursou.

Valenti é engenheiro civil, natural de Esteio, com MBA em Gestão de Negócios. Ingressou na empresa em 1987 como técnico de operação. Em sua carreira na Refap, atuou como coordenador técnico de operações, gerente de craqueamento catalítico, de programação de produção e de destilação e coque. Na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, Valenti foi gerente da área de processos e operação. Ele ainda colabora com áreas de confiabilidade e segurança de processo do refino.

Investimentos para a modernização
A Petrobras investiu, recentemente, cerca de R$ 100 milhões para redução da emissão atmosférica na Refap. Em julho deste ano, entrou em operação um novo sistema para o tratamento de gases da refinaria, o que evita a emissão ao meio ambiente de cerca de 30 toneladas por mês de material particulado. Além disso, no primeiro semestre, foi realizada a maior parada programada de manutenção da história da refinaria, quando foram investidos R$ 450 milhões na implantação de projetos que aumentaram a eficiência energética e a segurança dos processos, mantendo a confiabilidade operacional da Refap. Durante, aproximadamente, três meses, foram gerados cerca de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Com uma capacidade de processamento de 32 mil m3 de óleo por dia, a Refap abastece todo o território estadual e o oeste de Santa Catarina, além de atender a outras regiões do país. Em 2023, completa 55 anos de existência, com a visão de futuro que visa ao crescimento, à inovação e à sustentabilidade.

Ele ingressou na empresa em 1987 como técnico de operação

GDM firma acordo para adquirir a Biotrigo Genética

O valor do negócio não foi revelado pelas empresas

Criada em 2008 pelos irmãos André Cunha Rosa e Ottoni Rosa Filho, a Biotrigo possui sede em Passo Fundo (RS) e filial em Campo Mourão (PR)

A GDM anunciou nesta segunda-feira (18) um acordo firmado para adquirir a integralidade da Biotrigo Genética, companhia especializada em melhoramento genético de trigo na América do Sul. Criada em 2008 pelos irmãos André Cunha Rosa e Ottoni Rosa Filho, a Biotrigo possui sede em Passo Fundo (RS) e filial em Campo Mourão (PR). Os fundadores continuarão participando ativamente do negócio como membros do Conselho Consultivo da empresa. A empresa conta também com quatro programas de melhoramento, localizados no Rio Grande do Sul, Paraná, Cerrado e Argentina.

O negócio, que depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no Brasil, e da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência da Argentina, não teve o valor revelado. “Biotrigo e GDM têm muito em comum, o que garante a continuidade e complementaridade de suas operações. Ambas têm origem e legado valioso como empresas familiares. Também coincidem em seus valores e foco no melhoramento da genética vegetal. Estamos confiantes que essa integração será feita de forma natural e bastante proveitosa”, afirma Ignacio Bartolomé, CEO da GDM, por meio de nota.

A incorporação da Biotrigo a GDM amplia o portfólio e soluções para os agricultores. Esse movimento também permitirá que a GDM expanda sua presença a outros mercados importantes para a cultura do trigo, como os Estados Unidos, Canadá e Europa. Por meio dessa aquisição, o grupo prevê um maior nível de investimento nos programas de pesquisa e desenvolvimento em genética vegetal utilizando as novas ferramentas tecnológicas, como genômica, data analytics ou edição gênica, com foco no trigo, e resultando em mais e melhores produtos para os agricultores e para a cadeia tritícola.

O valor do negócio não foi revelado pelas empresas

Paranaense Gedisa planeja expansão para todo o Nordeste a partir de Fortaleza

Quinta maior empresa de geração distribuída de energia do Brasil vai atender inicialmente 1700 clientes

“Estamos otimistas e abrindo novas frentes em todo o país”, conta Miguel Segundo, CEO da paranaense Gedisa

Quinta maior empresa de energia distribuída do Brasil, a Gedisa chega à região Nordeste para atender, inicialmente, 1700 clientes de Fortaleza (CE) com cinco usinas de energia fotovoltaica e biogás. Utilizando somente fontes renováveis de energia, a empresa atua na gestão e administração de estruturas de geração compartilhada de energia. Os consumidores de Fortaleza e região podem agora contratar energia por assinatura, com desconto real de, no mínimo, 10% na tarifa. “Esse desconto representa, em média, o valor de uma fatura mensal a menos no ano”, exemplifica Miguel Segundo, CEO da Gedisa, que já negocia a contratação de usinas nos estados do Maranhão, Piauí e Pernambuco para acelerar a expansão no Nordeste.

Criada em 2018 pelo Grupo Ergon, a Gedisa cresceu sete vezes de 2022 para este ano e pretende dar um salto nove vezes maior em 2024. “Estamos otimistas e abrindo novas frentes em todo o país”, conta Segundo. Com faturamento previsto de R$ 52,1 milhões para este ano e de R$ 462,8 milhões em 2024, a Gedisa tem a meta de atingir R$ 1 bilhão de faturamento em 2027. As projeções foram feitas a partir dos contratos de usinas já firmados e em negociação, além do plano de expansão da empresa. “Estamos em conversas avançadas com empresas do varejo para acelerar a aquisição de clientes”, pontua Segundo. Hoje a companhia conta com mais de 40 usinas em operação. O Brasil fechou o primeiro semestre deste ano alcançando a marca de 21 gigawatts (GW) de capacidade em geração própria de energia elétrica, o que equivale a 10% de toda a energia gerada no país. O dado é da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), que vê forte tendência na busca por fontes de energia eficientes, assim como de os consumidores brasileiros se tornarem produtores autossuficientes de energia renovável.

Quinta maior empresa de geração distribuída de energia do Brasil vai atender inicialmente 1700 clientes

Cidades do Sul movimentam mais de R$ 6 bilhões em vendas de imóveis

Moradores de Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Gramado e Torres preferem moradias com pelo menos três dormitórios

A incorporadora gramadense Wert Estada & Co lançou três novos empreendimentos com foco nas residências com três suítes

A maioria dos brasileiros mora em residências de dois quartos, mas sonha com imóveis com três dormitórios. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Offerwise com 1,5 mil pessoas de todo o Brasil. O levantamento foi encomendado pelo Quinto Andar, plataforma de compra e venda de imóveis. Um aumento no número de quartos é o principal desejo dos entrevistados e cerca de 45% sonha com um imóvel com três dormitórios. O DWV, maior hub do mercado imobiliário do Brasil, também comprovou essa realidade.

Segundo Elvis Ballestero, Sales Executive no DWV, o cenário dos últimos 12 meses revela que em cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, em Santa Catarina, e Torres, no litoral gaúcho, a venda de imóveis com pelo menos três dormitórios é uma realidade. Já em Gramado esta procura começa a crescer com o surgimento de novos empreendimentos que atendam esse perfil. “Principalmente no Sul do país, onde temos uma forte atuação, identificamos que os clientes que buscam imóveis de alto padrão estão cada vez mais exigentes e focados na busca por diferenciais como arquitetura única, arte, design, projetos com ampla oferta de infraestrutura, comodidade e, claro, os imóveis com pelo menos três dormitórios”, destaca o executivo.

Os números são impactantes. As cinco cidades juntas movimentaram um valor de R$ 6,1 bilhão em vendas de imóveis de três e quatro dormitórios entre setembro de 2022 e o mesmo mês de 2023. Em Balneário Camboriú, por exemplo, cerca de 89% dos imóveis vendidos no último ano possuem três ou quatro dormitórios. De acordo com Ballestero, o mercado imobiliário de Curitiba também acompanha essa tendência. A plataforma de inteligência da DWV possui mais de 600 Incorporadoras e mais de 40 mil corretores ativos atualmente.

Atendendo especificamente esta demanda, que também é crescente na Serra Gaúcha, a incorporadora gramadense Wert Estada & Co lançou três novos empreendimentos com foco nas residências com três suítes. O investimento supera a casa dos R$ 120 milhões. O Gorjeio Gramado – com seis unidades de três a quatro suítes por unidade –; o Áureo, com 19 unidades de três suítes, e o Venusto (foto) – com seis unidades de três suítes – encontram-se em pré-venda e serão entregues entre 2025 e 2026. “Nosso objetivo é atender a demanda apontada pelas pesquisas e que também identificamos a partir de um mapeamento detalhado do desejo de consumo de nossos clientes”, conta Giovani Ghisleni, diretor da Wer Estada & Co, ao Portal AMANHÃ. O novo perfil dos lançamentos traz uma mudança de mercado para Gramado que, por muito tempo, ergueu apenas empreendimentos de dois dormitórios, reforça ele.

Moradores de Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Gramado e Torres preferem moradias com pelo menos três dormitórios

MMS Empreendimentos faz a maior oferta pela operação do Porto de Itajaí

Resultado final será divulgado na próxima terça-feira

Terminal está sem operação desde o fim de junho, quando chegou ao fim o contrato com a APM Terminals, que administrava a estrutura há mais de 20 anos

A MMS Empreendimentos, uma empresa sediada em Florianópolis, fez a maior oferta para o edital de arrendamento provisório do Porto de Itajaí, com a garantia de movimentação de 66,6 mil contêineres por mês. O volume é 51% maior que a segunda oferta, de 44 mil, feita pela Mada Araújo Asset Management. As propostas foram abertas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em audiência na quarta (13). Se não houver recursos, o resultado final da disputa, que inclui ainda outros cinco concorrentes, será divulgado na próxima terça-feira (19).

O vencedor irá operar as áreas destinadas à movimentação e armazenagem de carga conteinerizada e carga geral por 24 meses, sem a possibilidade da rescisão do contrato antes desse período. Durante a vigência do arrendamento transitório, o governo federal planeja lançar o edital definitivo para o arrendamento dos quatro berços do Porto de Itajaí à iniciativa privada. O arrendamento definitivo será de 35 anos, mantendo a autoridade portuária pública e municipal. O terminal está sem operação desde o fim de junho, quando chegou ao fim o contrato com a APM Terminals, que administrava a estrutura há mais de 20 anos.

Resultado final será divulgado na próxima terça-feira

Compagas firma novos contratos de R$ 6,4 bilhões com a Petrobras

Acordos possuem vigência até 2034

Com os novos acordos firmados, cerca de 20% da carteira de suprimento da Compagas passa ser indexado ao Henry Hub, utilizado como referência no mercado de gás nos Estados Unidos

A Compagas firmou novos contratos de suprimento de gás natural com a Petrobras. Os acordos assinados na última semana têm vigência a partir de 2024 e garantem gás ao mercado paranaense até 2034. O valor estimado das contratações é de cerca de R$ 6,4 bilhões. Entre as vantagens dos novos contratos está o preço mais atrativo da molécula, fator repassado aos consumidores nas revisões efetuadas pela agência reguladora. “Em relação aos contratos que temos atualmente, os novos preveem uma redução de cerca de 10% no valor da molécula já a partir de janeiro de 2024. Com essa redução sendo transferida para a tarifa, daremos maior competitividade ao gás natural para nossos usuários, em especial para a indústria”, destaca o CEO da Compagas, Rafael Lamastra Jr.

A contratação com a Petrobras é decorrente da chamada pública aberta pela Compagas no primeiro trimestre do ano. Além do maior prazo e do menor preço do gás, também foram negociadas condições que deixam os contratos com maior diversificação de indexadores. Com os novos acordos firmados, cerca de 20% da carteira de suprimento da Compagas passa ser indexado ao Henry Hub, utilizado como referência no mercado de gás nos Estados Unidos. “Mesmo em caráter inovador, essa foi uma oportunidade que vislumbramos de reduzir a volatilidade dos contratos frente às variações impostas pelas condições macroeconômicas e políticas”, destaca Lamastra. A parcela restante da carteira segue com a indexação pelo petróleo tipo Brent e pelo dólar.

Os contratos firmados com a Petrobras são de longo prazo, porém foram estabelecidas janelas de oportunidades para novas aquisições de molécula a partir de 2025. Isso significa que a Compagas continuará a acompanhar o mercado para captar melhores condições, visando sempre a eficiência e a segurança operacional, e fará novas chamadas públicas anualmente. O objetivo da companhia está voltado para a diversificação do seu portfólio de suprimento, de modo a ampliar a oferta de gás no estado e equalizar a competitividade ao consumidor final. 

Acordos possuem vigência até 2034

Adama tem novo líder em sustentabilidade no Brasil

Roberson Marczak assume a nova posição

“Vamos trazer inovações em formulações mais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais no processo produtivo e desenvolvendo soluções digitais cada vez mais focadas em ESG”, destaca Marczak

A Adama (se pronuncia Adamá) anunciou seu novo líder em sustentabilidade no país. Roberson Marczak (foto), gerente de Inovação e há 14 anos na empresa, assume a nova posição. Com foco em alinhar as ações de sustentabilidade e o plano estratégico da Adama Brasil, o executivo terá como compromisso associar inovação e sustentabilidade no desenvolvimento de produtos e serviços da companhia. “A sustentabilidade, assim como a inovação, são pilares fundamentais em nossa estratégia e na forma como olhamos para o futuro e os negócios da nossa companhia. Vamos atuar cada vez mais nesse sentido, trazendo inovações em formulações mais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais no processo produtivo e desenvolvendo soluções digitais cada vez mais focadas em ESG”, destaca Marczak.

Na frente econômica, a estratégia da empresa de Londrina (PR) é cuidar da sustentabilidade nas lavouras e dos negócios do produtor, como a empresa já faz por meio do programa Adama C.U.I.D.A. no Campo, intensificando o número de treinamentos. “Somente esse ano, realizamos mais de 500 ações e treinamentos sobre boas práticas no uso de defensivos, com a participação de mais de 10 mil agricultores e consultores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão e Rondônia”, afirma Marczak.

No campo ambiental, as iniciativas estão relacionadas à redução do uso de recursos no processo produtivo como água, combustível fóssil, energia elétrica e resíduos gerados. A Adama é a 61ª maior empresa da região e também a 24ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil, com base nos balanços publicados no exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Roberson Marczak assume a nova posição

Brado registra recorde histórico de 10 mil contêineres no mês

Exportações puxaram o crescimento, com destaque para a proteína congelada no Paraná

No mercado interno, os produtos que apresentaram maior crescimento foram materiais de construção e bens de consumo

A Brado alcançou um recorde histórico na sua operação. A companhia movimentou mais de 10 mil contêineres no mês de agosto, considerando a atuação nos mercados de exportação, importação e interno. A marca foi atingida no dia 31, contabilizando 10.137 contêineres transportados. O segundo melhor resultado mensal foi justamente em agosto do ano passado, com 9.799 contêineres. “É um resultado que demostra a constante evolução dos nossos negócios. Nossos processos são focados no cliente, na sustentabilidade e na eficiência da operação”, afirma o CEO da Brado, Marcelo Saraiva, por meio de nota.

O mercado externo puxou o crescimento, com alta nos Portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). Os principais destaques foram a movimentação de proteína congelada, papel e celulose, grãos e algodão. No mercado interno, os produtos que apresentaram maior crescimento foram materiais de construção e bens de consumo, com destaque para as bebidas (cervejas, sucos e refrigerantes). O transporte de produtos no mercado interno conecta principalmente a região Sudeste ao mercado consumidor de Mato Grosso, no trecho entre Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT).

Exportações puxaram o crescimento, com destaque para a proteína congelada no Paraná

Agtech Supercampo projeta faturar R$ 500 milhões no ano

Marketplace paranaense se consagra como maior iniciativa intercooperativista do país

“A forma como as cooperativas se relacionam está mudando e a Supercampo será o fio condutor da intercooperação digital desse setor que não para de crescer no Brasil”, projeta Carvalho

A Supercampo, agtech formada por 12 das 20 maiores cooperativas agro brasileiras, deve atingir a marca de R$ 100 milhões de GMV [Gross Merchandise Value, o valor total de uma mercadoria durante um período determinado nas vendas no modelo C2C ou por um e-commerce] até o fim de julho e projeta chegar a R$ 500 milhões até dezembro. Formada pelas cooperativas Agrária, Alfa, Capal, Castrolanda, Coopertradição, Copacol, Copercampos, Coplacana, Cotrijal, Frísia, Integrada e Lar, a Supercampo conta ainda com sete não sócias que também utilizam seus serviços. A expectativa é fechar o ano com 30 cooperativas neste grupo. A agtech já contabiliza mais de 200 mil produtos, 300 lojas físicas e 2 mil variedades de sementes transacionadas mensalmente nas suas plataformas.

O CEO Leandro Carvalho afirma que o crescimento de 64 vezes no primeiro semestre se deve a três fatores principais: a criação do balcão digital das cooperativas, o fortalecimento do marketplace Supercampo.com em novas regiões como a Sudeste e a inovação por meio da Supercampo Sementes e pool de compras para cooperativas. Os pedidos efetuados na plataforma Supercampo.com também tiveram aumento significativo. Entre janeiro e junho de 2022 a empresa apresentava 869 pedidos e um ticket médio de R$ 1,2 mil. Já em 2023, no mesmo período de referência, alcançou 18 mil pedidos, com ticket médio de R$ 3,7 mil.

Em 2023, com o lançamento do SaaS, “Software as a Service”, as novas cooperativas passam a contar com todos os atributos de usabilidade oferecidos pela Supercampo, alinhados com o esforço das 12 grandes cooperativas que já deram o aval e estão colhendo os frutos dessa digitalização. Reconhecida como a maior iniciativa intercooperativista do agro brasileiro, a Supercampo surgiu em dezembro de 2021 para conectar o produtor rural com as melhores oportunidades de negócios em ambientes digitais, facilitando o processo de compra e geração de valor comercial às cooperativas.

“A forma como as cooperativas se relacionam está mudando e a Supercampo será o fio condutor da intercooperação digital desse setor que não para de crescer no Brasil”, projeta Carvalho. Ao contratar a Supercampo, as cooperativas têm acesso a uma série de serviços e plataformas que facilitam o dia a dia de quem vive e trabalha no campo. Entre elas, o balcão digital, que permite a digitalização da loja agropecuária e a venda de produtos online. Com isso, a cooperativa aumenta o alcance Supercampo Sementes, um serviço de corretagem.

Marketplace paranaense se consagra como maior iniciativa intercooperativista do país

Supersafra impulsiona aumento de 34% na movimentação do Porto de São Francisco

Em agosto, 1,1 milhão de toneladas foram embarcadas no porto

De janeiro a agosto, o embarque e desembarque de produtos soma 10,8 milhões de toneladas, um acréscimo de 25% ao mesmo período de 2022

A safra recorde de grãos no país está repercutindo positivamente no Porto de São Francisco do Sul, transformando este mês de agosto no melhor da história do complexo portuário. Nesse último mês, a movimentação de mercadorias no porto chegou a 1,8 milhão de toneladas, aumento de 34% com relação a julho, quando foram movimentadas 1,4 milhão de toneladas. As exportações, impulsionadas pelo milho (578 mil toneladas) e soja (531 mil toneladas), chegaram a 1,1 milhão de toneladas. Já a importação atingiu 727 mil toneladas, liderada pelos produtos siderúrgicos, como bobinas, barras e chapas de aço (400 mil toneladas), e fertilizantes (326 mil toneladas).

No acumulado do ano, o embarque e desembarque de produtos alcançaram 10,8 milhões de toneladas, um acréscimo de 25% com relação aos oito primeiros meses de 2022 (8,6 milhões de toneladas). Destaque para as exportações, que somaram 6,5 milhões de toneladas, sendo 4,4 milhões de soja e 1,6 milhão de milho, além de óleo de soja (200 mil litros) e madeira (150 mil toneladas). A importação de mercadorias, por sua vez, chegou a 4,3 milhões de toneladas. O aço foi o principal produto recebido do exterior (2,2 milhões), junto com os fertilizantes (1,7 milhão de toneladas). A safra 2022/2023 no Brasil está sendo a maior da história. Segundo levantamento pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de grãos está estimada em 322 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 18% com relação à temporada anterior.

Em agosto, 1,1 milhão de toneladas foram embarcadas no porto

2W Ecobank dobra o número de empresas atendidas no Sul em apenas quatro meses

A comercializadora de energia limpa atinge 300 clientes no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul

“A região Sul tem muitas empresas e é muito industrializada, por isso é uma peça-chave para avançarmos na popularização da opção pelo mercado livre de energia em todo país”, avalia destaca Ciro Neto, Partner e Head de Desenvolvimento de negócios da 2W no Sul

Em apenas quatro meses a comercializadora de energia limpa 2W Ecobank dobrou o número de clientes na região Sul. No começo de setembro a companhia alcançou a marca de 300 empresas atendidas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Porém, a previsão é que atualmente 30 mil já poderiam migrar para o mercado livre de energia, onde os benefícios incluem potencial economia na tarifa, migração para energia renovável, maior controle e uso mais eficiente do recurso. Indústrias em geral, supermercados, atacado, varejo e condomínios são exemplos de setores para os quais a migração é bastante vantajosa. Entre os clientes conquistados nas últimas semanas estão empresas dos setores têxtil e cerâmica em Santa Catarina, uma fabricante de tanques e reatores em aço inoxidável da Serra Gaúcha e uma cooperativa médica de Erechim, além de uma produtora de medicamentos manipulados do Paraná.

“A região Sul tem muitas empresas e é muito industrializada, por isso é uma peça-chave para avançarmos na popularização da opção pelo mercado livre de energia em todo país”, avalia destaca Ciro Neto, Partner e Head de Desenvolvimento de negócios da 2W na região Sul. Ele conta que a companhia reforçou a equipe com novos consultores com experiência comercial que trabalharão do Paraná para baixo. No total, são mais de 3 mil parceiros de negócios, sendo grande parte integrada por empresas de energia solar. Para ampliar ainda mais a presença no Sul, a 2W fechou parceria comercial com as paranaenses Enerzee e Bonö. O objetivo é oferecer aos clientes, especialmente às pequenas e médias empresas, mais opções para ingressar no mercado livre de energia elétrica. Além disso, a 2W realizará nos próximos meses uma série de visitas nas principais cidades da região, como Curitiba, Londrina, Toledo, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Caxias do Sul, Santa Maria e Porto Alegre. “Nosso foco principal são clientes de pequeno e médio porte, no que a companhia encara como uma oportunidade para democratizar a energia renovável comercializada no mercado livre. A energia produzida será comercializada a um custo até 30% menor que o da concessionária”, ressalta Ciro.

O mercado livre de energia, que já responde por 39% do consumo de energia elétrica no Brasil, podendo chegar a 46% com a abertura do mercado de energia em alta tensão a partir de 2024, se consolidou também como ambiente de contratação predominante para a expansão da oferta de energia elétrica no Brasil nos próximos anos. Novo estudo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) revela que, do total de 129,5 GW de energia elétrica centralizada já outorgada, com previsão de operação entre 2023 e 2029, 92% estão sendo destinados ao mercado livre.

A comercializadora de energia limpa atinge 300 clientes no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul

Debate sobre etarismo estimula contratação de profissionais 50+

Estudo mostra que não passa de 10% número de empresas que contratam pessoas nessa faixa de idade

“Eu me senti mais segura pela oportunidade de atuar em uma empresa que não olha para a idade da gente e nos ajuda na qualificação, com cursos, palestras e treinamentos”, revela a corretora Isa Oliveira, voltou ao mercado após os 50 anos, após duas décadas de afastamento

Provocadas pelo debate sobre o etarismo no mercado de trabalho brasileiro, país em que 26% da população tem mais de 50 anos, empresas de diferentes setores têm feito movimentos para ampliar a diversidade etária das equipes. Alinhada com os preceitos ESG, de governança, sustentabilidade e responsabilidade social, a estratégia de contratação de profissionais 50+ está em programas de grandes companhias, como Pepsico, Credicard e Kimberly Clark, e também em empresas regionais, que buscam mão de obra especializada e o equilíbrio entre diferentes gerações no ambiente organizacional. Uma pesquisa de 2022, da empresa de auditoria EY Brasil, feita com 200 grandes empresas brasileiras, apontou para a enorme dificuldade de inserção no mercado de trabalho dos profissionais com mais de 50 anos. 

Apenas de 6% a 10% das companhias entrevistadas contratam pessoas nessa faixa de idade. Cerca de 78% das empresas se consideram etaristas, ou seja, têm preconceito com relação às pessoas por conta da idade avançada e até admitem que possuem barreiras de acesso aos profissionais com mais idade. Isso acontece em um cenário de aumento da população idosa no país. De acordo com a PNAD Contínua,  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais corresponde a 14,7% do total. Na Região Sul, a parcela nessa faixa de idade soma 16,5%. “Na hora da contratação, a gente não olha para a idade da pessoa, mas para o compromisso que ela demonstra. Em geral, agregadas à maturidade e ao conhecimento que esses profissionais acima de 50 anos trazem, destacam-se qualidades como a paciência e organização”, diz Ilso Gonçalves, empresário paranaense que dirige uma rede de imobiliárias em Curitiba. 

Com 30 anos de atividades, a JBA Imóveis tem 218 funcionários, dos quais 88, ou 40,3% estão acima dos 50 anos. Desses, 83% atuam como corretores de imóveis no setor de vendas, o carro-chefe da empresa. Os percentuais superam com folga a média de 10% encontrada no Brasil por um estudo da plataforma de realocação Maturi e EY Brasil. O caso que mais orgulha a empresa em sua política de inclusão é o do corretor Manoel Germano. Aos 86 anos, ele soma 24 anos na imobiliária e se mantém ativo, embora trabalhando de forma remota desde a pandemia. Já a corretora Isa Oliveira, voltou ao mercado após os 50 anos, após duas décadas de afastamento. “Eu me senti mais segura pela oportunidade de atuar em uma empresa que não olha para a idade da gente e nos ajuda na qualificação, com cursos, palestras e treinamentos”, revela.

No caso do Grupo Marista, o Relatório de Sustentabilidade de 2022, divulgado em agosto, mostra com clareza o compromisso institucional com o combate o etarismo. O Programa de Diversidade e Inclusão – que abrange os pilares de raça e etnia, gerações (jovem aprendiz e +50), pessoas com deficiência (PcD) e equidade de gênero – aponta que os colaboradores com idades entre 30 e 50 anos foram a maioria na instituição, representando 62% do total. Esse mesmo grupo teve um crescimento em cargos de liderança, com destaque para o aumento da liderança entre as mulheres, alcançando quase 17% de mulheres em cargos de chefia, sendo 34% deles na diretoria ou em funções estratégicas.

Com 13.134 colaboradores nas áreas da educação, saúde e institucional – 6% a mais do que em 2021 -, o Grupo Marista vem buscando crescer nos indicadores de fortalecimento da pauta ESG. Focada em sustentabilidade, a sigla vai muito além, tratando também de processos e, consequentemente, de cultura interna. “Uma das ações que desenvolvemos para analisar, controlar e melhorar os indicadores de inclusão é o Censo de Diversidade Marista. O levantamento nos trouxe um retrato fiel do Grupo e, a partir dele, traçamos estratégias para trabalharmos de forma assertiva e transparente nos próximos anos”, informa o CEO Maurício Zanforlin.

Estudo mostra que não passa de 10% número de empresas que contratam pessoas nessa faixa de idade

Weg investe R$ 70 milhões para ampliar produção de tintas em Guaramirim

Valor será aplicado na construção de uma nova unidade de produção e em um centro de distribuição

Capacidade produtiva deve ser ampliada em 70%

A Weg anunciou investimentos de R$ 70 milhões em sua unidade de Guaramirim (SC) para a expansão da capacidade de produção de tintas líquidas industriais no Brasil até 2024. Está prevista a construção de uma nova unidade de produção de tintas líquidas industriais, que deve ampliar a capacidade produtiva atual em aproximadamente 70%. O projeto inclui também um novo centro de distribuição logística, com inicialmente 6.400 metros quadrados de área construída e previsão de aumento gradual e contínuo da capacidade ao longo dos próximos anos.

O parque fabril de Guaramirim é a sede da unidade de tintas e vernizes da Weg, onde a empresa já produz tintas líquidas e em pó, resinas e vernizes eletroisolantes para os segmentos industrial e de infraestrutura. A companhia sediada em Jaraguá do Sul (SC) produz tintas e vernizes industriais desde 1983, e além da sede em Santa Catarina possui atualmente unidades produtivas em Mauá (SP), Buenos Aires, na Argentina e Atotonilco de Tula, no México. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços publicados no exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Valor será aplicado na construção de uma nova unidade de produção e em um centro de distribuição

Catarinense Krona anuncia nova unidade em Goiás

O investimento será de aproximadamente R$ 20 milhões

Sexta unidade do Grupo Krona está localizada no Polo Empresarial de Goiás, em Aparecida de Goiânia

No mês em que completa 29 anos, o Grupo Krona, que atua no segmento de tubos e conexões, anunciou oficialmente sua nova unidade, prevista para iniciar as operações em outubro, no Polo Empresarial de Goiás, em Aparecida de Goiânia. Em uma área total de 23 mil metros quadrados, a construção ocupará cerca de 7 mil metros quadrados. O investimento será de aproximadamente R$ 20 milhões.

O Grupo Krona celebrou o contrato de locação da nova unidade em março deste ano e logo iniciou os investimentos nas instalações e ajustes para receber as máquinas e equipamentos de extrusão para produção das linhas de tubos soldáveis e de esgoto. O local contará ainda com um centro de distribuição para composição do mix de produtos. O planejamento prevê o crescimento da unidade, com instalação de mais máquinas. A escolha de Goiás foi definida por critérios de logística e localização, por ser uma área central do país, pelo avanço do varejo na região e ainda por benefícios tributários que trarão vantagens ao consumidor. “Vamos elevar o nível de serviço e distribuição de capacidade da Krona, descentralizar o estoque e otimizar os custos logísticos. Este é o pontapé inicial para nosso crescimento no Centro-Oeste”, adiantou Fernando Oliveira, diretor executivo do Grupo Krona.

Fundada no dia 1º de setembro de 1994, em Joinville (SC), a empresa tem outras quatro unidades no município catarinense, incluindo a Krona Ultraterm, modelo de Indústria 4.0 e voltada à produção de tubos e conexões para água quente, e a Viqua, líder no segmento de torneiras de plástico, adquirida em maio deste ano. Além disso, a Krona possui a unidade Nordeste, em Marechal Deodoro (AL). No total, são mais de 2.500 funcionários. A Krona é a 142ª maior empresa da região e também a 29ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC, com base nos balanços publicados no exercício de 2021. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O investimento será de aproximadamente R$ 20 milhões