Archives 2025

Entre ser imperador ou lacaio

Um viajante sozinho é um imperador todo poderoso. Acompanhado, ele é uma espécie de lacaio do elo mais fraco

Quando você viaja só e interage com os locais para trabalhar, ensinar, aprender ou conviver, você aprende muito

1 – Nasci só, cresci só — se é que cresci —, e, sozinho, descobri o mundo. Meus roteiros não eram de feitio universal — fosse pelos destinos, pelo custo ou pelo espírito desbravador que me movia. Fiz bons achados sobre o planeta e, em especial, sobre mim mesmo, sem escapar dos equívocos brandos.

2 – A partir de certo momento, passei a viajar acompanhado. Aos 25 anos, fiz uma longa viagem com um diretor antigo, que era meu superior imediato. No ano seguinte, eu o substituí. Aí passei a viajar com meus próprios comandados ou com os acionistas.

3 – Em parte, era duríssimo. “Onde vamos jantar?” “Como é esse país?” “O que eu digo quando o representante me perguntar isso ou aquilo?” “Que horas nós nos encontramos para o café da manhã?” Responder a essas perguntas era uma tortura.

4 – Quis achar durante muito tempo que todo mundo era como eu: intuitivo, independente, curioso, chato e observador. Que na hora de ser simpático, sabia sê-lo como ninguém. Que na hora de não ser simpático, se a situação pedisse ou dispensasse, fecharia a cara e resolveria.

5 – Mas não era bem assim. Viajava com gerentes de todo tipo. Formados nas melhores escolas, bem educados, nada disso os impedia de ser inseguros, carentes, ocasionalmente alcóolatras, compulsivos, reativos e fuxiqueiros. Ou então arrogantes e apressados ao julgar as pessoas, o que resulta fatal na vida internacional.

6 – Havia também indivíduos maravilhosos, é claro. Mas pessoas maravilhosas podem ser cansativas e rebuscadas. Elas perguntam: “Sobrará um tempinho para um museu?” “Por que não vamos jantar num castelo?” É melhor viajar com os chatos. Você diz que vai ver uma ex-namorada e some da vista deles por uma noite, se um estiver surtado.

7 – Quando você viaja só e interage com os locais para trabalhar, ensinar, aprender ou conviver, você aprende muito. Você começa a aprender logo quando desperta. Se duvidar, passa o dia de braços dados com o sublime: à mesa, na cama, na fábrica, na universidade ou nas ruas.

8 – Acompanhado, você não tem escapatória. A pessoa pode se virar para você e fulminar: “Onde é o banheiro aqui?” “Como eu posso saber se você mesma sabe que é a primeira vez que eu estou aqui, criatura? Sei tanto quanto você: nada, zero. Pergunte, pois.” É desgaste puro!

9 – Eu vou falar uma coisa bem antipática, muitos vão me odiar, mas vai do fundo do meu coração. Eu tenho dificuldade de conviver com alguém que não fale pelo menos inglês, francês ou espanhol. Se souber outras línguas, ótimo. Alemão, italiano, russo, hebraico, chinês, o escambau.

10 – Mas a experiência mostra que com quem não fala sua língua mais duas dessas três, crescem as chances de eu cair em profunda solidão a 2, 3, 4, 5 — quantas forem as pessoas. A verdade é inelutável. Um viajante sozinho é um imperador todo poderoso. Acompanhado, ele é uma espécie de lacaio do elo mais fraco. E ponto.

11 – Nem mesmo viajar com a sua mulher é uma opção fácil. Conhecendo-o bem, ela pode até silenciar sobre áreas minadas. Mas por trás do olhar, lateja a pergunta: “Onde vamos jantar?” “Que horas vamos sair?” “Ficaremos aqui uma noite, duas ou três?”

12 – Sozinho, você escolhe o vinho. O cinema. Você lê um livro a cada 3 dias de estrada e lê 2 jornais diários. Escolhe se vai de carro, ônibus, metrô, trem, navio, avião, balsa, a nado ou a pé. Se você não está sozinho, o achaque do outro é soberano. Especialmente se for monoglota. Para o monoglota, o mundo é um espaço estendido dos caprichos dele.

13 – Sou um sem regras já há algum tempo. Sou incapaz de opinar sobre a bagagem alheia. A moda agora é viajar com uma frasqueira, levar a vida num nécessaire. É ultrajante levar uma malinha. Ótimo. Eu não mudo por causa da moda. E mais: eu não sou escravo de wi-fi. Gosto, ademais, de quem é dono do nariz e ocupado.

14 – A experiência mostra que é ótimo viajar com uma mulher que tenha afazeres. Lembro de Lavínia, minha última ex, desenhando projetos em hotéis de Bangkok, Copenhague, Kyoto madrugada adentro. Melhor do que aquelas que dizem: “Visto malha ou casaco?” Eu não nasci para dizer uma grosseria. Nem escrever uma, eu consigo. Mas posso fazer pior. Fico mudo.

15 – Vejo famílias viajando. Todos são infelizes. cada um abdica de 60% de si para dar 40% ao conjunto. No final, fica todo mundo com 20% de satisfação, 30% de ressentimento e jurando a si mesmo que nunca mais vai repetir aquele programa inócuo, dilacerante, assembleísta.

16 – Isso não quer dizer que viajar acompanhado seja sempre ruim. Mas a vida como um todo é um processo violento. A gente nasce apanhando, levando palmada na bunda. E morre com um par de mãos nos esmurrando o peito e dizendo: “Acho que ele não vai voltar, acho que se foi. Menos mal.”

17 – Passei anos viajando a dois ou três profissionalmente. A única forma de aguentar era enchendo a cara dia sim e outro também. Fazendo farra toda noite, pegando no tranco no dia seguinte, trabalhando duríssimo para ser um modelo inspirador — que era o papel do líder. Cansei!

18 – Se, em viagem, você quiser confraternizar com pessoas, escolha-as na rua, no café. Ninguém vai lhe dizer não, acredite. O mundo está cheio de carentes. Se alguém faz o seu tipo, vá lá e puxe uma conversa qualquer — pode ser até meteorológica. Em 15 minutos, se a química for boa, vocês não vão querer se desgrudar.

19 – Sou ranzinza? Não, só estou ficando velho. Hoje estou em Málaga, terra natal de Picasso. Quem vive aqui ao meu lado é Antonio Banderas, cuja casa vejo daqui. Estou com amigos e está sendo divertido. Muito bar, muita risada, muita troca — quase assim.

20 – Mas em 2025, salvo por compromissos ligados à minha pequena vida literária, é prudente viajar sozinho. Justamente por estar com 66 anos, cada dia conta muito. Todo dia tenho que render 70-80%. Se não fizer isso, vou morrer roxo de raiva e viver pela metade. No final, vou ouvir: “Ele não vai voltar, ele já se foi. Menos mal, menos mal.” Viagens, viagens…

Um viajante sozinho é um imperador todo poderoso. Acompanhado, ele é uma espécie de lacaio do elo mais fraco

Brasil lidera no uso de Inteligência Artificial, revela estudo do Google

Uma nova pesquisa realizada pelo Google e pela Ipsos revelou que mais da metade da população brasileira (54%) utilizou IA generativa em 2024, superando a média global de 48%. Além disso, 65% dos brasileiros demonstram confiança no impacto positivo da tecnologia, um índice bem superior aos 57% registrados globalmente. Mas o que está por trás […]Uma nova pesquisa realizada pelo Google e pela Ipsos revelou que mais da metade da população brasileira (54%) utilizou IA generativa em 2024, superando a média global de 48%. Além disso, 65% dos brasileiros demonstram confiança no impacto positivo da tecnologia, um índice bem superior aos 57% registrados globalmente. Mas o que está por trás […]

Google testa IA no Chrome para tornar solicitações de permissão menos incômodas

O Google está trabalhando em uma nova ferramenta para o Chrome que promete acabar com a irritação causada por pop-ups de permissão, como aqueles que pedem acesso à sua câmera, localização ou microfone. Chamada “PermissionsAI”, a funcionalidade utiliza inteligência artificial para tornar essas solicitações mais sutis e menos invasivas. De acordo com o site Windows […]O Google está trabalhando em uma nova ferramenta para o Chrome que promete acabar com a irritação causada por pop-ups de permissão, como aqueles que pedem acesso à sua câmera, localização ou microfone. Chamada “PermissionsAI”, a funcionalidade utiliza inteligência artificial para tornar essas solicitações mais sutis e menos invasivas. De acordo com o site Windows […]

Consumo das famílias e dos empresários mostra sinais de recuperação

Na variação anual, no entanto, a ICF caiu 1,3%, enquanto o Icec aumentou 3,1%

A recuperação da ICF em dezembro pode ser explicada pelo maior consumo natural das datas festivas da época

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 0,2% em dezembro, quebrando a sequência de cinco meses de retração ao atingir 103,9 pontos. O saldo foi 1,3% menor do que o observado em igual mês do ano passado. No fim de 2024, o setor empresarial se mostrou otimista: o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) também cresceu 0,2%, encerrando o ano 3,1% superior ao registrado em dezembro de 2023, com 112,4 pontos. “Embora a inflação esteja elevada e os juros em uma trajetória crescente, o comércio brasileiro é forte e dinâmico, e o mercado de consumo interno é inigualvel, trazendo um fator que poucos países no mundo têm. Em 2024, tivemos ótimos resultados, com ganhos na reforma tributária, defesa da competitividade das empresas nacionais e proposição de uma reforma administrativa séria”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Segundo ele, a recuperação da ICF em dezembro pode ser explicada pelo maior consumo natural das datas festivas da época.

A ICF inferior à de igual período de 2023 evidencia que os consumidores estão mais cautelosos, ainda que esperançosos. O indicador que mede a perspectiva de consumo foi o que apresentou maior influência positiva na variação mensal (alta de 0,7%), seguido por momento para duráveis (alta de 0,5%) e perspectiva profissional (alta de 0,2%). Os demais (emprego atual, renda atual, nível de consumo atual e acesso ao crédito) apresentaram baixa ou estabilidade em relação ao último mês. Considerando-se a variação anual, o único índice que apresentou melhora foi o referente a renda atual, 2% maior. “Os consumidores estão mais cautelosos devido ao acesso mais seletivo ao crédito e inflação pressionada. No setor empresarial, houve a percepção de avanços em 2024 devido às medidas tomadas pelo Banco Central e o maior dinamismo do mercado interno. O ano de 2025 será desafiador, mas se fizermos o dever de casa, o Brasil tem tudo para engatar uma boa trajetória de crescimento”, analisa o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Ele ainda chama a atenção para o indicador que mede a avaliação dos consumidores em relação à sua renda atual, que foi o melhor para um mês de dezembro na última década.

A segmentação da ICF por faixa salarial das famílias revelou aumento da intenção de consumo das que recebem mais de dez salários mínimos mensais e queda das que têm ganhos inferiores. Os resultados indicaram incremento de 0,4% e recuo de 1,8% na variação anual, respectivamente. Em relação ao gênero, as mulheres apresentaram reduções significativas, tendência observada em menor grau entre os homens. Ao longo de 2024, o público feminino mostrou estar menos disposto a consumir do que o masculino. Com isso, dezembro registrou queda de 2% entre as mulheres contra uma redução de 0,7% entre os homens. Apesar dos desafios, os varejistas enxergam que houve avanço no setor em 2024, o que explica o crescimento do Icec na maior parte do ano. Pesou no saldo anual a análise das condições atuais do empresário do comércio, que teve alta de 4,6%, puxada pela avaliação da empresa (alta de 6%). Outro item com impacto positivo foram as intenções de investimentos, com o acréscimo de 3,4%, sobretudo na contratação de funcionários (aumento de 6,4%). “O componente relativo às admissões, com queda mensal de 0,5%, mostrou que o emprego temporário de fim de ano teve mais força em outubro e novembro, quando cresceu 1,6% e 2%, respectivamente. A recuperação da intenção de consumo estimulou o otimismo dos empresários pelo terceiro mês consecutivo, e a expectativa é que essa tendência se mantenha nos próximos meses”, avalia Felipe Tavares.

Na variação anual, no entanto, a ICF caiu 1,3%, enquanto o Icec aumentou 3,1%

Após fim das novas normas do Pix, governo reforça taxa zero com MP

Medida também proibirá cobranças de preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro

Medida provisória reforça princípios já existentes em relação ao Pix

Diante da polêmica em torno da modernização da fiscalização do Pix, a Receita Federal revogou o ato normativo que estendeu o monitoramento das transações aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. No lugar, o governo editará uma medida provisória (MP) para proibir a cobrança diferenciada por transações em Pix e em dinheiro. A MP também reforçará princípios garantidos pela Constituição nas transações via Pix, como o sigilo bancário e a não cobrança de impostos nas transferências pela modalidade, além de garantir a gratuidade do Pix para pessoas físicas. Com isso, nenhum comerciante poderá cobrar preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro, prática que começou a ser detectada nos últimos dias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que a medida provisória, na verdade, reforça princípios já existentes em relação ao Pix, “apenas esclarecendo pontos distorcidos por disseminadores de fake news nos últimos dias”. 

Com ABR

Medida também proibirá cobranças de preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro

Exportações do petróleo ultrapassam as da soja em 2024

Empurrados pelo pré-sal, reservatórios alcançarão pico de produção na década de 2030

O ano de 2024 terminou com o petróleo bruto representando 13,3% das exportações do Brasil

O petróleo fechou o ano de 2024 como o principal produto da pauta de exportações brasileiras, tomando o lugar da soja. As vendas de óleo bruto de petróleo ou de minerais alcançaram US$ 44,8 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O ano de 2024 terminou com o petróleo bruto representando 13,3% das exportações do Brasil. Em 2024, a soja rendeu aos exportadores US$ 42,9 bilhões, ante US$ 53,2 bilhões de 2023. De 2023 para 2024, a soja teve participação reduzida de 15,7% para 12,7%. O óleo do pré-sal é o motor que permitiu o petróleo alcançar o topo da pauta exportadora. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de janeiro a novembro – último dado disponível, o país produziu 36,9 milhões de barris de petróleo por dia (Mbbl/d), sendo 71,5% originários do pré-sal. Observando apenas dados do segundo semestre, esse percentual salta para 80,3%.

De acordo com a Petrobras, o pré-sal são rochas sedimentares formadas há mais de 100 milhões de anos com a separação dos atuais Continentes Sul-Americano e Africano. Com essa separação, surgiram grandes depressões que deram origem a diversos lagos, que mais tarde foram conectados aos oceanos. “Nas regiões mais profundas desses lagos começaram a acumular grandes quantidades de matéria orgânica de algas microscópicas. Esta matéria orgânica, misturada a sedimentos, formou o que são as rochas que geram o óleo e o gás do pré-sal”, explica o site da companhia. Por causa do clima árido daquele tempo, a evaporação intensa da água marinha provocou a acumulação de sais, o que criou a camada do pré-sal, uma espécie de proteção que impedia que o petróleo escapasse e chegasse à superfície”, completa.

Descoberto em 2006, o pré-sal contribuiu para a soberania energética do país, possibilitando que o país se mantivesse sem a necessidade de importar óleo. Além da alta produtividade, os poços armazenam um óleo leve, considerado de excelente qualidade e com alto valor comercial. A descoberta do pré-sal foi tão significativa para o potencial de produção de petróleo brasileiro que levou o governo a mudar o regime que autorizava as empresas a explorarem a riqueza submersa. Dessa forma, nas áreas de pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, a produção de óleo excedente (saldo após pagamento dos custos) é dividida entre a empresa e a União. Quando é realizado o leilão que autoriza a exploração, vence o direito de explorar a companhia que oferece a maior parcela de lucro à União. Só em 2024, a PPSA recebeu R$ 10,32 bilhões com a comercialização das parcelas de petróleo e gás natural da União em cinco contratos de partilha de produção e em um acordo de produção no campo de Tupi. O valor é cerca de 71% maior do que o arrecadado em 2023 (R$ 6,02 bilhões).

Produção no Sul
Com a previsão de o pré-sal alcançar o pico na década de 2030, a indústria nacional de petróleo, capitaneada pela Petrobras, volta a atenção para novas fronteiras petrolíferas onde, acredita-se, pode haver grande potencial de produção. Uma delas é a Bacia de Pelotas, no litoral da Região Sul. Um fator que explica o interesse da na região são descobertas de poços de petróleo no Uruguai e na costa da África – Namíbia e África do Sul. As condições geológicas das regiões, apontam especialistas, são semelhantes, pois os continentes eram unidos há dezenas de milhares de anos. De acordo com a Petrobras, até 2029 a empresa investirá US$ 79 bilhões na exploração de novas fronteiras de óleo e gás, sendo 40% para a exploração da margem Sul e Sudeste, 38% na margem equatorial e o restante em outros países.

Com ABR

Empurrados pelo pré-sal, reservatórios alcançarão pico de produção na década de 2030

Mercado financeiro projeta inflação de 5% para o ano

Estimativa foi divulgada pelo Banco Central
Há quatro semanas, a projeção era 4,6% para 2025

O mercado financeiro aumentou ligeiramente a projeção da inflação para este ano. A edição do Boletim Focus desta segunda-feira (13) projeta um índice, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5% ante os 4,99% da semana passada. Há quatro semanas, a projeção era 4,6% para 2025. A pesquisa Focus é realizada por economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). Para 2026, o boletim também projeta um ligeiro aumento na inflação para 4,05, ante os 4,03 da semana anterior. No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou em 4,83%, acima do teto da meta prevista para 4,5%.

Desde 1999, quando o Brasil passou a adotar o regime de metas de inflação, o IPCA, considerado a inflação oficial do país, ultrapassou oito vezes o limite máximo da meta. A último registro foi no ano passado, segundo dados divulgados na última sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção do mercado financeiro é inflação de 3,9% e para 2028, de 3,56%. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país – o boletim manteve a projeção de crescimento para 2025 da semana passada. Segundo o mercado financeiro, o PIB no próximo ano deve ficar em 2,02%. Para 2026, a projeção é crescimento de 1,8%. Já para 2027 e 2028, a projeção de expansão do PIB é 2%, para os dois anos.

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Boletim Focus manteve a projeção da semana passada de 15%, para 2025. Há quatro semanas a projeção era de 14%. Para 2026, a estimativa do mercado financeiro é que a Selic fique em 12%. Para 2026 e 2027, as projeções são de que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente. Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 5,40. Para 2026, o câmbio também deve ficar, de acordo com o Boletim Focus, em R$ 6,00, um aumento em relação aos R$ 5,90 projetados na semana passada. Para 2027, a projeção é R$ 5,82 para o dólar e R$ 5,88, para 2028.


Com ABR

Estimativa foi divulgada pelo Banco Central

MEI deve ficar atento às novas regras do Pix

Separar as contas pessoais das contas da empresa é fundamental, garantindo que as movimentações financeiras via Pix estejam claramente relacionadas à devida atividade

A Receita Federal reforçou que as mudanças não implicam qualquer aumento de tributação

Desde o dia 1º de janeiro, entraram em vigor as novas regras da Receita Federal do Brasil (RFB) para a fiscalização de transferências financeiras. A principal mudança inclui valores transferidos via Pix que somam pelo menos R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI). A mudança atualiza e amplia a obrigatoriedade de envio de informações à RFB via e-Financeira pelas instituições financeiras e instituições de pagamento. Em comunicado, a Receita Federal esclareceu que modernizou a fiscalização para incluir novos tipos de instituições do sistema financeiro, como fintechs e carteiras virtuais, contribuindo para combater a sonegação e garantir o pagamento correto dos impostos. Anteriormente, apenas os bancos tradicionais, públicos e privados, eram responsáveis por repassar essas informações à RFB. Além disso, não havia obrigatoriedade de informar transações realizadas via Pix, cartões de débito, cartões de loja ou moedas eletrônicas.

Os microempreendedores individuais devem ficar alertas quanto às novas regras para evitar problemas fiscais e garantir a saúde financeira do negócio. Nos últimos dias, as novas regras foram alvo de fake news e desinformação. A Receita Federal reforçou que as mudanças não implicam qualquer aumento de tributação. No entanto, é preciso ficar atento para não ultrapassar o limite de faturamento anual do MEI, que atualmente é de R$ 81 mil. Separar as contas pessoais das contas a empresa também é fundamental, garantindo que as movimentações financeiras via Pix estejam claramente relacionadas à devida atividade. Além disso, é preciso que o MEI também mantenha os registros financeiros organizados e atualizados, com toda as anotações dos ganhos e despesas, tanto do Pix quanto de outras formas de pagamento. 

A RFB também fez um alerta sobre novo golpe com a cobrança de taxas sobre o uso do Pix para pessoas físicas. Segundo a Receita, criminosos afirmam que há obrigatoriedade de pagamento de taxas sobre transações via Pix em valores acima de R$ 5 mil. Eles alegam que, caso o pagamento não seja feito, o CPF do contribuinte será bloqueado. “Não existe tributação sobre Pix e nunca vai existir. Até porque a Constituição Federal não autoriza imposto sobre movimentação financeira”, afirma a Receita Federal em seu site oficial.

Separar as contas pessoais das contas da empresa é fundamental, garantindo que as movimentações financeiras via Pix estejam claramente relacionadas à devida atividade

Coprel investe R$ 27 milhões em transmissão de energia em Não-Me-Toque

Além da subestação, que será a sexta unidade da Coprel, o investimento inclui a instalação de quatro alimentadores que beneficiarão outros cinco municípios vizinhos

Mesmo diante dos desafios impostos pelas cheias no Rio Grande do Sul, o presidente da Coprel, Jânio Vital Stefanello, garantiu que os investimentos programados para 2025 seriam mantidos

A cooperativa de energia Coprel deu início à construção de sua nova subestação no município de Não-Me-Toque. O projeto, orçado em R$ 27 milhões, integra o total de R$ 93 milhões que serão aplicados pela cooperativa ao longo do ano, conforme decisão dos associados. Além da subestação, que será a sexta unidade da Coprel, o investimento inclui a instalação de quatro alimentadores que beneficiarão outros cinco municípios vizinhos. Entre as prioridades do plano, feito em 2024, estão a ampliação de redes trifásicas, substituição de postes, aquisição de equipamentos para religação automática e reguladores de tensão. Mesmo diante dos desafios impostos pelas cheias no Rio Grande do Sul, o presidente da Coprel, Jânio Vital Stefanello, garantiu que os investimentos programados para 2025 seriam mantidos.

Entre 2023 e 2026, as cooperativas de infraestrutura gaúcha devem injetar um total de R$ 1 bilhão em projetos de energia, segundo dados da Fecoergs (Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul), vinculada ao Sistema Ocergs. As obras incluem a construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e a implementação de redes de distribuição e trifásicas. Certel, Ceriluz, Coprel, Certhil, Creral e Certaja lideram os aportes.

Além da subestação, que será a sexta unidade da Coprel, o investimento inclui a instalação de quatro alimentadores que beneficiarão outros cinco municípios vizinhos

Produção da safra brasileira caiu 7,2% no ano passado

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) espera crescimento de 10,2% para este ano

O resultado esperado de 2024 fica 22,7 milhões de toneladas abaixo da colheita de 2023, que alcançou 315,4 milhões de toneladas

A safra brasileira terminou 2024 com a produção de 292,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, o que representa recuo de 7,2% em relação à safra 2023. A estimativa faz parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado esperado de 2024 fica 22,7 milhões de toneladas abaixo da colheita de 2023, que alcançou 315,4 milhões de toneladas. A última vez que o Brasil experimentou queda na safra foi em 2021, com recuo de 0,4%.

Apesar do recuo na produção, a LSPA indica que a área colhida em 2024 alcançou 79 milhões de hectares (para se ter uma ideia, os estados de São Paulo e Minas Gerais somam extensão territorial de 85,3 milhões de hectares), crescimento de 1,6% em relação a 2023. Isso representa uma área colhida 1,2 milhão de hectares maior, ou seja, além da produção, caiu a produtividade da safra. De acordo com o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Guedes, questões climáticas explicam a queda na produtividade. “Houve atraso no plantio da soja por problemas climáticos, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul. Houve excesso de chuvas no Sul do país, com as enchentes no Rio Grande do Sul, que destruíram algumas lavouras de arroz, soja e milho 1ª safra [o cereal tem duas safras anuais]. Isso sem contar as altas temperaturas e poucas chuvas na 2ª safra, afetando o milho e o trigo”, explicou. O tamanho real da safra brasileira será informado pelo instituto na Pesquisa Agrícola Municipal, que será divulgada apenas em setembro.

Produtos
A soja é o principal produto agrícola brasileiro, com produção estimada de 144,9 milhões de toneladas. Em seguida, figura o milho, como 114,7 milhões. O arroz, com 10,6 milhões de toneladas é o terceiro principal produto. Juntos, os três alimentos representam 92,3% da estimativa da produção e 87,2% da área a ser colhida. Analisando estado por estado, o levantamento revela que o Mato Grosso é o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,4%, seguido pelo Paraná (12,8%) e pelo Rio Grande do Sul (11,8%). Em relação às regiões, o Centro-Oeste lidera a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, com 144,6 milhões de toneladas (49,4% do total). Em seguida aparece o Sul, com 78,3 milhões de toneladas (26,8%). 

Estimativa para 2025
O IBGE divulgou também um prognóstico para a safra 2025. De acordo com o levantamento, a safra brasileira de 2025 deve somar 322,6 milhões de toneladas, uma alta de 10,2% em relação à de 2024 – 29,9 milhões de tonelada a mais. De acordo com Guedes, o crescimento se deve à recuperação da safra de soja, que passou por muitos problemas em 2024. “Isso se soma às condições climáticas favoráveis às lavouras na maior parte do Brasil, mesmo com atraso no início do plantio. Os produtores conseguiram recuperar o atraso, utilizando-se de alta tecnologia. Tem chovido de forma satisfatória na maioria das regiões produtoras, o que beneficia as lavouras que estão em campo, como a soja e o milho de 1ª safra”, completou.

Com ABR 

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) espera crescimento de 10,2% para este ano

Google perde participação de mercado em buscas pela primeira vez em 10 anos

google search lupaO Google é tão associado às buscas online que a própria marca virou verbo: “dar um Google” já faz parte do nosso dia a dia. Durante a última década, mais de 90% de todas as pesquisas realizadas na internet passaram pela ferramenta da gigante de tecnologia. No entanto, algo surpreendente aconteceu no final de 2024: […]O Google é tão associado às buscas online que a própria marca virou verbo: “dar um Google” já faz parte do nosso dia a dia. Durante a última década, mais de 90% de todas as pesquisas realizadas na internet passaram pela ferramenta da gigante de tecnologia. No entanto, algo surpreendente aconteceu no final de 2024: […]

Bem longe do paredão

Por que o BBB é um sucesso comercial?

Com exposição no programa, marcas como Mercado Livre tiveram aumento de 99% nas vendas e 36% no uso de cupons (Foto: Divulgação/Globo)

O Big Brother Brasil (BBB) 2025 estreou com baixos índices de audiência na última segunda-feira, 13. Alertas ligados na Globo? Certamente. Sinal de que o reality será um mau investimento publicitário para os patrocinadores? Não necessariamente.

Já há algumas edições o programa tem valido mais pelo que repercute nas redes sociais e pelo que gera de tráfego online do que pelos números de Ibope que entrega. É o pacote que inclui TV aberta e fechada, Globoplay, adesão espontânea de tuiteiros, cobertura jornalística e torcidas digitais que convence as marcas a apoiarem-no. Acrescido de um detalhe especialmente relevante: a possibilidade de medir de maneira quase instantânea os resultados do aporte milionário.

Explico. Com as marcas inseridas no cotidiano da casa e os telespectadores valendo-se do celular como segunda tela, ficou fácil acompanhar a tradução da inserção publicitária no BBB em buscas no Google, compras online ou menções em postagens.

Foi o caso de marcas como Mercado Livre (com aumento de 99% nas vendas e 36% no uso de cupons), detergente CIF (6.000% de crescimento nas buscas), Electrolux (80% mais acessos ao site) e Seara (45% de aumento nas vendas via comércio eletrônico), conforme a Folha de S. Paulo e o Valor Econômico. Para o marketing, historicamente tão carente de números para provar o seu valor, o BBB é um dos raros investimentos precipuamente offline com mensuração convincente.

Há outros dois atrativos no BBB para as empresas. O primeiro, restrito a alguns sponsors privilegiados, é a possibilidade de participar da criação das provas, tarefas e cenários em que a marca estará inserida – um tipo de interferência difícil de obter numa novela, para citar outro produto nobre da Globo. O segundo: o programa é transmitido nos primeiros meses do ano, período em que os assuntos quentes escasseiam, favorecendo a ressonância do reality, e há todo um cardápio de novidades a ser apresentado ao consumidor pelas companhias.

Daí que as cotas comerciais atinjam preços recordes. Ainda segundo a Folha, a edição 2024 arrecadou R$ 1,5 bilhão, e a atual, quase R$ 700 milhões até novembro. Nada mau para um programa em sua 25ª edição e dado como decadente algumas vezes.

Por isso, muita calma com os números fracos da estreia. O BBB é uma prova de resistência e está recém começando.

Por que o BBB é um sucesso comercial?

Após quebra de 28%, Aurora estima safra de recuperação

Condições climáticas do fenômeno La Niña não devem causar maiores danos na vindima, que teve início no final de dezembro e será concluída em março

Em 2024, houve uma quebra de safra de 28,6% em relação à vindima de 2023, com um volume que chegou a 50,3 milhões de quilos

Uma safra de recuperação. É desta forma que a maior cooperativa vinícola brasileira, com sede em Bento Gonçalves (RS), estima colher mais de 70 milhões de quilos de uva em 2025. Os dados foram apurados junto aos 1,1 mil associados da Cooperativa Vinícola Aurora e se baseiam no levantamento da situação atual da produção nos 11 municípios de abrangência da empresa, na Serra Gaúcha. Historicamente, a safra dos cooperados da Aurora representa entre 10% e 15% do total de uvas para processamento colhidas no Rio Grande do Sul. Em 2024, houve uma quebra de safra de 28,6% em relação à vindima de 2023, com um volume que chegou a 50,3 milhões de quilos – e a maior tragédia climática vivida pelo estado em maio de 2024 também deve causar prejuízos. Somente na Aurora, foram 86 propriedades atingidas (7,82% do total de associados), com 75 hectares afetados, em diferentes níveis de prejuízos, pelos deslizamentos de terra em decorrência das chuvas. Em volume, serão, aproximadamente, 2,5 milhões de quilos de uva a menos nesta safra.

Por outro lado, o gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, Maurício Bonafé, diz que os efeitos do La Niña estão mais amenos do previsto no início de 2024. Segundo ele, a falta de chuvas em alguns períodos não deve causar perdas significativas nesta colheita. “Importante frisar que o excesso de água e os deslizamentos não têm qualquer interferência com a qualidade das uvas da safra 2025, já que a tragédia climática ocorreu no período de dormência das videiras, ou seja, quando elas não tinham frutos”, recorda. A safra 2025 deverá marcar a superação da meta da Cooperativa Vinícola Aurora na busca pela redução do esforço excessivo durante a colheita. A estimativa é de que a mecanização de bins (caixas com capacidade para até 500 quilos, em substituição às unidades de 20 quilos) chegue a 95% do volume colhido – o objetivo inicial era de 90% para este ano. Até 2027, todos os produtores deverão colher com o auxílio do equipamento. Além dos bins, outras tecnologias deverão ser intensificadas para ajudar o produtor a realizar uma safra de recuperação. O uso de drone para tratamento, a regulagem de pulverizadores, o uso de colheitadeiras mecânicas e as estações meteorológicas estão entre os exemplos. A estimativa deste ano é de chegar próximo ao que foi colhido há dois anos (70,5 milhões de quilos).

A colheita da Aurora nos últimos anos*
2015 – 65,5 milhões
2016 – 33,6 milhões
2017 – 71,5 milhões
2018 – 61,8 milhões
2019 – 68,2 milhões
2020 – 61,9 milhões
2021 – 90 milhões
2022 – 66 milhões
2023 – 70,5 milhões
2024 – 50,3 milhões
* (quilos de uva)

Condições climáticas do fenômeno La Niña não devem causar maiores danos na vindima, que teve início no final de dezembro e será concluída em março

Especialista aponta perfil ideal do profissional de marketing

CRO da PipeRun, Fábio Reichert, aposta em características como inovação e gosto por tecnologia como diferenciais importantes para quem atua na área

O mercado de marketing está em constante mudança e, muitas vezes, o que funcionava há apenas dois ou três anos já não gera os resultados necessários

Em um cenário de constante transformação, onde o marketing se reinventa a cada dia, a criação de um pipeline consistente, previsível e atribuível se torna uma das missões mais desafiadoras para empresas que buscam impulsionar suas vendas e crescimento enquanto mantêm a base de clientes fiel. No entanto, para o Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, Fábio Reichert, esse objetivo só é alcançado quando existe uma colaboração plena entre o marketing e os outros departamentos da empresa.

“A verdadeira magia acontece quando os departamentos se integram, não apenas para maximizar resultados, mas para garantir que todos compartilhem a mesma visão sobre os objetivos e como alcançá-los. Isso cria uma cultura de colaboração que acelera a execução e, consequentemente, o sucesso das campanhas”, explica Reichert.

O mercado de marketing está em constante mudança e, muitas vezes, o que funcionava há apenas dois ou três anos já não gera os resultados necessários. Para Reichert, o desafio é claro. “Para se manter à frente, é necessário inovar, testar novas abordagens e estar disposto a aprender com os resultados”, afirma.

O especialista aponta a saturação de canais de comunicação, o aumento das redes sociais e o uso crescente da IA generativa como fatores que tornam o trabalho do profissional de marketing mais complexo. “A mudança da jornada de compra, cada vez menos linear, exige que as marcas estejam presentes em múltiplos pontos de contato com o consumidor. É fundamental garantir que a marca não se perca na grande quantidade de informações que o consumidor recebe. A presença precisa ser relevante, consistente e atrativa. Caso contrário, corre-se o risco de ser mais um na multidão”, complementa o CRO da Piperun.

O perfil do profissional de marketing avançado
Com a evolução da área, surge o perfil do “profissional de marketing avançado”, que, segundo Reichert, possui um conjunto único de características. “Criativos, curiosos e dispostos a correr riscos, esses profissionais têm uma abordagem orientada para dados, onde as métricas de vaidade são deixadas de lado em favor de KPIs mais robustos e alinhados aos objetivos estratégicos da empresa, como ARR (Receita Recorrente Anual), NRR (Receita Líquida Recorrente), CAC (Custo de Aquisição de Clientes) e LTV (Valor Vitalício do Cliente)”, exemplifica.

De acordo com ele, ainda são apaixonados por dados e tecnologia. “Eles não apenas entendem a importância dos números, mas usam as ferramentas tecnológicas disponíveis para otimizar processos e explorar novas possibilidades, o que lhes confere uma vantagem competitiva essencial para gerar resultados de forma eficaz e escalável”, diz.
Outra característica comum entre esses profissionais é a capacidade de otimizar constantemente suas estratégias. Para Reichert, a mentalidade de melhoria contínua é fundamental para o sucesso no marketing. “Na Piperun, por exemplo, incentivamos a experimentação contínua e a utilização de novas tecnologias, como a IA generativa, para criar campanhas e estratégias que nunca foram feitas antes”, destaca o CRO.

Fabio Reichert ainda compartilha um checklist para identificar um profissional de marketing avançado:

• Criativo, curioso e disposto a correr riscos.
• Inova e experimenta constantemente.
• Usa dados para tomar decisões.
• Adapta-se rapidamente às mudanças do mercado.
• Trabalha de forma colaborativa, incentivando equipes a assumir riscos e aprender com falhas.
• Evangeliza o marketing como um motor de lucro.

Para Reichert, é esse perfil inovador, focado em dados e tecnologia, define os profissionais que conseguem gerar alto retorno, mesmo em um cenário de rápidas mudanças. “No fim, o marketing é mais do que apenas uma função dentro da empresa; é uma força propulsora que precisa ser constantemente aperfeiçoada e alinhada à evolução do mercado e das tecnologias”, finaliza.

CRO da PipeRun, Fábio Reichert, aposta em características como inovação e gosto por tecnologia como diferenciais importantes para quem atua na área

GOL anuncia novas rotas para o Rio Grande do Sul

A partir de maio estarão disponíveis opções de voos diretos entre Porto Alegre e Buenos Aires e Caxias do Sul e Rio de Janeiro

Os voos para as novas rotas no Rio Grande do Sul serão operados em modelos Boeing 737 MAX 8, que em configuração internacional tem capacidade para 176 passageiros

Após a retomada em plena capacidade do Aeroporto Internacional de Porto Alegre – Salgado Filho, a GOL Linhas Aéreas acaba de anunciar o lançamento de duas novas rotas no Rio Grande do Sul: Porto Alegre-Buenos Aires e Caxias do Sul-Rio de Janeiro. O voo até o aeroporto Aeroparque (AEP), em Buenos Aires, estará disponível a partir de 5 de maio de 2025. Os novos voos atendem à crescente demanda de viajantes a negócios entre os países. Porto Alegre se soma aos outros 12 destinos brasileiros com voos diretos para Buenos Aires: Florianópolis (FLN), São Paulo/Guarulhos (GRU), Rio de Janeiro/RIOgaleão (GIG), Belo Horizonte/Confins (CNF), Brasília (BSB), Porto Seguro (BPS), Salvador (SSA), Macei (MCZ), Recife (REC), João Pessoa (JPA), Natal (NAT) e Fortaleza (FOR). 

Já a rota exclusiva que liga Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, ao aeroporto RIOgaleão, no Rio de Janeiro, estará disponível a partir de 6 de maio de 2025. Serão duas frequências semanais conectando o Rio de Janeiro à Serra Gaúcha, tornando-se a única ligação sem escalas entre essas regiões. Os voos para as novas rotas no Rio Grande do Sul serão operados em modelos Boeing 737 MAX 8, que em configuração internacional tem capacidade para 176 passageiros.

Confira as frequências e os horários dos voos:

Porto Alegre (POA) – Buenos Aires (AEP): a partir de 5/05/2025

 Caxias do Sul (CXJ) – Rio de Janeiro (GIG): a partir de 6/05/2025

A partir de maio estarão disponíveis opções de voos diretos entre Porto Alegre e Buenos Aires e Caxias do Sul e Rio de Janeiro