Archives 2025

Micro e pequenas empresas de SC têm melhor resultado de vendas em cinco anos

Pesquisa realizada pelo Sebrae SC revela aumento médio de faturamento de 4,6% no estado

Mais de 60% dos micro e pequenos empresários relataram alta nas vendas durante o terceiro trimestre de 2024

As micro e pequenas empresas de Santa Catarina registraram o melhor resultado de vendas dos últimos cinco anos, segundo estudo do Sebrae SC divulgado em dezembro. A pesquisa mostrou que mais de 60% dos micro e pequenos empresários relataram alta nas vendas durante o terceiro trimestre de 2024, o maior percentual para este período desde 2019. O desempenho também é o melhor para um trimestre desde a reabertura dos negócios após a pandemia.

Conforme o Sebrae SC, dos 60,8% que relatam alta nas vendas no terceiro trimestre de 2024, há níveis diferentes de variação positiva. Cerca de 32,3% do total afirmam ter registrado uma elevação das vendas de até 10%. Já 28,5% disseram perceber um crescimento das vendas acima da marca de 10%. A pesquisa revelou ainda que 20,1% dos entrevistados tiveram queda nas vendas e 19,1% estão no mesmo patamar. A variação média do faturamento entre o segundo e o terceiro trimestre ficou positiva em 4,6%.

A pesquisa revelou ainda que o setor de serviços lidera a alta de vendas, com 65% dos entrevistados relatando elevação de faturamento. O setor de comércio vem na sequência, com 60,3% dos empresários relatando desempenho positivo. Já o setor industrial somou 52,7%. O Sebrae SC destaca que todos os três setores tiveram forte alta no resultado de vendas. Na análise dos portes das empresas, o destaque é para os Microempreendedores Individuais (MEIs). Entre os MEIs entrevistados, 67,9% afirma ter tido aumento de vendas no terceiro trimestre de 2024. O percentual é de 59,3% para Micro Empresas e de 55,2% para Pequenas Empresas, demonstrando um cenário positivo para o empreendedorismo.

Apesar da alta nas vendas, o percentual de empresários que estão realizando investimentos oscilou negativamente. No segundo trimestre de 2024 eram 37,3%, montante que caiu para 35,5% no terceiro trimestre. Ou seja, quatro em cada 10 empresários estão apostando em investir.

Pesquisa realizada pelo Sebrae SC revela aumento médio de faturamento de 4,6% no estado

Mais de 60% dos empresários gaúchos estão confiantes para 2025

Diagnóstico é revelado pela 39ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae RS 

A falta de recurso financeiro (44%), de clientes (43%), a alta dos custos (26%) e o endividamento do negócio (18%) foram os fatores que mais afetaram os micro e pequenos negócios no último bimestre

Apesar do cenário não tão positivo no bimestre anterior, a 39ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios mostra certo otimismo dos empreendedores gaúchos, uma vez que 62% dos entrevistados estão confiantes na melhoria do seu ramo de atividade e 47% estão confiantes na melhoria da economia do estado para o próximo bimestre. O dado faz parte da 39ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae RS entre 1 e 24 de novembro. Nesta edição, a análise abrangeu a situação dos negócios, os desafios enfrentados, o desempenho em termos de faturamento e ocupação, o acesso ao crédito e as expectativas para o próximo bimestre, tanto no contexto econômico quanto no âmbito empresarial. 

O estudo ouviu 442 empreendedores que são clientes do Sebrae RS, atendidos nos meses de setembro e outubro de 2024. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 4,6%. A amostra envolve os segmentos de serviços (54%), comércio (27%) e indústria (19%). Das empresas pesquisadas 48% são MEIs, 37% são microempresas e 15% de pequeno porte. Para 48% dos empresários, há intenção de expandir as atividades nos próximos dois meses. Outros 43% pretendem manter o negócio. A expectativa de um aumento na ocupação, indicado por 29% dos empreendedores, demonstra otimismo em relação ao futuro. Contudo, 46% preferem manter a situação atual. 

A busca de crédito para o negócio é o plano de 37% dos entrevistados para o próximo bimestre, o que possibilitará atender às necessidades de capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, pagamento de dívidas, inovação e energias renováveis. As principais ações para preparar os negócios para as demandas de final de ano são: investimento em marketing digital para aumentar a visibilidade e atrair clientes; planejamento financeiro para garantir fluxo de caixa; criação de promoções e descontos para estimular as vendas; e ajuste de horários para melhorar o atendimento e as entregas.

A falta de recurso financeiro (44%), de clientes (43%), a alta dos custos (26%) e o endividamento do negócio (18%) foram os fatores que mais afetaram os micro e pequenos negócios no último bimestre. Conforme a pesquisa do Sebrae RS, 43% dos entrevistados indicaram redução do faturamento. Para 68%, a queda foi de até 50%. Por outro lado, 24% relataram aumento no faturamento no período. A ocupação de pessoas diminuiu para 30% dos entrevistados e aumentou para 14% dos empreendedores. Atualmente, os maiores desafios para os negócios são aumentar as vendas (59%), equilíbrio financeiro (40%), busca de crédito (30%), aumento dos custos (28%), redução do poder de compra do consumidor (27%) e o planejamento do negócio (27%). 

Conforme dados da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios do Sebrae RS, 34% dos entrevistados procuraram financiamento para seus negócios e 51% desses buscaram recursos através de linhas emergenciais. O valor médio obtido foi de R$ 81,6 mil por empresa. Os principais motivos para buscar financiamento foram o pagamento de contas, pagamento de dívidas, aquisição de máquinas e equipamentos, compra de estoque e matéria prima e reformas/obras civis.

Diagnóstico é revelado pela 39ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae RS 

Portos paranaenses movimentaram 62,2 milhões de toneladas até novembro

Número representa aumento de 5,4% em comparação ao ano passado

Entre as cargas movimentadas de janeiro a novembro de 2024, as importações lideraram o crescimento no período

A movimentação nos portos paranaenses alcançou a marca de 62,2 milhões de toneladas entre os meses de janeiro e novembro de 2024. O número representa um aumento de 5,4% em comparação ao ano passado (59 milhões de toneladas) e aproxima-se, cada vez mais, do recorde anual de movimentação registrado em 2023, de 65 milhões de toneladas. “Há cinco anos estruturamos a logística portuária para um trabalho mais eficiente, focado na produtividade. Além disso, ampliamos o calado da maioria dos berços no Porto de Paranaguá, alcançando a profundidade de 13,1 metros, o que aumentou em cerca de 2 mil toneladas a capacidade de carga operada por navio”, afirmou o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.

O farelo de soja está entre os maiores volumes de exportação. De janeiro a novembro deste ano, foram 5,9 milhões de toneladas, um número 3% superior ao do mesmo período de 2023 (5,7 milhões de toneladas). Atualmente, o Porto de Paranaguá é o segundo maior canal de exportação de farelo de soja do Brasil, representando 27,7% da movimentação nacional. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a expectativa é que a exportação de farelo de soja em 2024 fique próxima da registrada no ano passado, entre 22,4 e 22,9 milhões de toneladas movimentadas no país. A exportação de açúcar a granel também apresentou crescimento no período. Foram 5,8 milhões de toneladas em 2024, um aumento de 24% em relação a 2023 (4,7 milhões de toneladas). A commodity segue em crescimento constante ao longo de todo o ano. Os principais destinos são Argélia, Indonésia e Irã.

Entre as cargas movimentadas de janeiro a novembro de 2024, as importações lideraram o crescimento no período. Foram 24,3 milhões de toneladas, 21% a mais que em 2023 (20,1 milhões de toneladas). Fertilizantes e contêineres apresentaram o maior volume total. “Foram movimentadas cerca de 10 milhões de toneladas de fertilizantes para importação, número 12% superior ao do mesmo período do ano passado (8,9 milhões de toneladas). Nós seguimos liderando a operação de importação de fertilizantes no país, representando 24,5% da movimentação nacional”, destacou o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. Já os contêineres apresentaram um crescimento de 39%, passando de 4,8 milhões de toneladas em 2023 para 6,7 milhões de toneladas em 2024. O maior volume é da categoria “Outros Produtos”, que engloba mercadorias conteinerizadas não especificadas individualmente nos relatórios e gráficos, como plásticos, produtos químicos e maquinários.

Número representa aumento de 5,4% em comparação ao ano passado

Salário mínimo passa para R$ 1.518 a partir desta semana

Novo valor está de acordo com limites fixados pelo Congresso Nacional

Por essa nova norma – válida entre 2025 e 2030 -, o salário mínimo terá ganho real de 0,6% a 2,5%

A partir desta quarta-feira (1º de janeiro) passa a valer o novo valor de R$ 1.518 para o salário mínimo no Brasil, o que representa aumento de R$ 106 em relação a 2024 (R$ 1.412). Segundo o governo federal, o novo valor incorpora a reposição de 4,84% da inflação de 12 meses apurada em novembro do ano passado (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 2,5% de ganho real. O reajuste está de acordo com a nova regra aprovada pelo Congresso Nacional que condiciona a atualização do salário mínimo aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. Por essa nova norma – válida entre 2025 e 2030 -, o salário mínimo terá ganho real de 0,6% a 2,5%.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), pela regra anterior o reajuste deveria ser a reposição da inflação mais 3,2% (variação do Produto Interno Bruto em 2023). O reajuste menor vai afetar a remuneração de 59 milhões pessoas que têm o rendimento ligado ao valor do salário mínimo, como empregados formais, trabalhadores domésticos, empregadores, trabalhadores por conta própria e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Impacto direto
O valor do salário mínimo tem impacto direto em despesas do governo federal como os pagamentos das pessoas aposentadas ou pensionistas, cerca de 19 milhões; de quem tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), mais de 4,7 milhões; dos trabalhadores com carteira dispensados do serviço, cerca de 7,35 milhões que acionaram o seguro-desemprego (dado de julho de 2024); e os trabalhadores que têm direito ao abono salarial (PIS-Pasep), cerca de 240 mil pessoas no ano passado. Entre 2003 e 2017, o salário mínimo teve 77% de ganho real (acima da inflação). Essa política de reajuste ficou interrompida entre 2018 e 2022. O salário mínimo no Brasil foi criado em 1936, durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas.

Com ABR

Novo valor está de acordo com limites fixados pelo Congresso Nacional

Brasil encerra 2024 com alta de juros, de preços e do dólar e recorde de empregos

Confira resumo da economia brasileira no ano que se encerra a partir dos principais indicadores

Alguns resultados são positivos, mas outros trazem preocupação para a economia brasileira

O ano de 2024 chega ao fim com resultados mistos no campo econômico, com recordes positivos (como o de emprego), mas também números que trazem preocupação para a economia brasileira. Confira abaixo um resumo dos principais indicadores. Alguns, como o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país), são referentes ao terceiro trimestre de 2024. Outros, como os relativos ao emprego, alcançam período mais recente, como novembro. 

Emprego
A taxa de desocupação, mais conhecida como desemprego, fechou o trimestre encerrado em novembro em 6,1%. Esse é o menor índice da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país. Já o número de pessoas ocupadas atingiu o recorde de 103,9 milhões. No mesmo trimestre de 2023, a taxa de desocupação era de 7,5%. Em dezembro de 2023, o índice fechou em 7,8%. 

Esse comportamento do mercado de trabalho possibilitou também que o número de pessoas com carteira assinada atingisse o ponto mais alto da série, 39,1 milhões entre agosto e novembro de 2024. Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de informalidade foi 38,7% da população ocupada – ou 40,3 milhões de trabalhadores informais. No mesmo período do ano passado, a marca era de 39,2 % (ou 39,4 milhões). Informais são empregados sem carteira assinada ou pessoas que trabalham por conta própria, mas que não são cobertos pela previdência social.

A pesquisa traz ainda dados sobre a renda do trabalhador. Em novembro, o rendimento médio ficou em R$ 3.285, crescimento de 3,4% ante o mesmo período de 2023. A massa de rendimento – somatório do que é recebido pelo conjunto de trabalhadores – foi recorde, R$ 332,7 bilhões, com alta de 7,2% em um ano. Outro dado muito acompanhado por economistas para avaliar o mercado de trabalho é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que leva em consideração apenas o emprego formal, ou seja, com carteira assinada. De janeiro a novembro, o Brasil apresentava um saldo positivo de 2,2 milhões de empregos formais. No mesmo período de 2023, o saldo era de 1,9 milhão.

Inflação
Outro indicador econômico que afeta diretamente o bolso do brasileiro é a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chamado também de inflação oficial, acumula nos 12 meses até novembro 4,87%, ficando acima da meta do governo, 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. É também o maior acumulado desde setembro de 2023. De janeiro a novembro, o IPCA sobe 4,29%. O IPCA-15, que é uma prévia do índice oficial, fechou 2024 em 4,71%.

O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somou até novembro 4,84%. O INPC apura a variação do custo de vida para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, até 40 salários mínimos. O INPC de 12 meses acumulado até novembro serve como indexador para calcular o valor do salário mínimo, o que deve levar o valor para R$ 1.518. Outro índice de inflação bastante acompanhado por economistas e inquilinos é o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador é comumente chamado de “inflação do aluguel”, pois costuma corrigir anualmente os contratos de moradia. O IGP-M encerrou 2024 em 6,54%, cenário bem diferente de 2023, quando houve deflação de 3,18%.

Juros
O Brasil adota o regime de meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e presidente do Banco Central (BC). A perseguição da meta é conduzida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A alta do IPCA em 2024 e a perspectiva para os anos seguintes fizeram com que o Copom subisse a taxa básica de juros, a Selic, que termina o ano em 12,25% ao ano. Altas do dólar e do preço dos alimentos influenciaram a decisão do comitê. A Selic é um instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Taxa alta faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas – e é sinônimo de freio na atividade econômica, o que tem potencial de conter aumento de preços, mas, por outro lado, desestimula investimentos e a criação de emprego e renda. Em janeiro, a Selic estava em 11,25%. Houve trajetória de queda até encostar nos 10,50% em maio. Mas o instrumento monetário sofreu uma inflexão e voltou a subir em setembro, apontando trajetória de elevação.

Dólar
O ano de 2024 marca também a desvalorização do real ante o dólar. Em 2023, a moeda estrangeira fechou cotada a R$ 4,85. Ao longo dos 12 meses que se encerram nesta segunda-feira, o dólar foi ganhando força e se aproxima de uma valorização de 27%, terminando o ano negociado a R$ 6,18. Entre os efeitos mais diretos da alta da moeda norte-americana, há pressão inflacionária, pois produtos importados – sejam finais ou matérias-primas – ficam mais caros no Brasil. Por outro lado, exportadores aumentam ganhos, já que as receitas obtidas em dólar nas vendas para outros países passam a valer mais após a conversão para o real. O comportamento da moeda norte-americana é atribuído a uma série de fatores dentro do país – como a preocupação com o nível de gastos do governo – e fora – como o resultado das eleições americanas e o patamar de juros nos Estados Unidos.

PIB
O conjunto de indicadores econômicos direcionam o comportamento da economia brasileira, que é medida pelo PIB, calculado pelo IBGE. O resultado do PIB fechado de 2024 será conhecido em março de 2025. O dado mais recente é o do terceiro trimestre: a economia cresceu 0,9% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, empurrada pela indústria e pelo setor de serviços, na 13ª expansão consecutiva. A agropecuária foi o único setor que registrou queda. Em relação ao terceiro trimestre de 2023, o PIB apresentou alta de 4%. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento da economia do país soma 3,1%. 

Com ABR

Confira resumo da economia brasileira no ano que se encerra a partir dos principais indicadores

Confira as tendências que podem influenciar a indústria brasileira nos próximos anos

Rede de Observatórios do Sistema Indústria mapeou as macrotendências globais para o setor industrial

Uma delas é a transição verde, que refere-se ao movimento global em direção ao crescimento sustentável por meio de soluções de baixo carbono

A Rede de Observatórios do Sistema Indústria mapeou e analisou as principais macrotendências que devem afetar a indústria brasileira até 2040 e sugeriu ações de como os setores poderão se organizar para aproveitar as oportunidades e se defender das ameaças geradas. Para identificar essas tendências em nível global, foi feito um levantamento exploratório em publicações e artigos científicos, nacionais e internacionais, bem como consultas a ferramentas de inteligência artificial. Em seguida, os conteúdos foram estruturados em uma matriz e foram feitas oficinas colaborativas com especialistas para análises mais complexas. Esse processo analítico identificou 14 macrotendências com potencial de impacto em toda a indústria nacional. Elas abrangem aspectos diversos, como mudanças nos padrões de consumo, novas tecnologias de produção, questões ambientais e transformações sociais.

“As análises geradas por este tipo de estudo permitem que organizações identifiquem oportunidades emergentes, antecipem riscos e alinhem suas estratégias a cenários de transformação, aumentando a resiliência e a capacidade de adaptação em contextos de incerteza”, explica o responsável pelo núcleo de prospectiva do Observatório Nacional da Indústria, Marcello Pio. O gerente do Observatório da Federação de Indústrias do Paraná (Fiep), Sidarta Ruthes, explica também que o intuito do levantamento é induzir posicionamentos mais ativos das indústrias frente às tendências globais. “O estudo é capaz de influenciar planejamentos estratégicos e processos de criação de novos produtos e serviços para a indústria brasileira sair na frente”.

O que vai impactar o setor produtivo até 2040

· Cadeias multidimensionais

Cadeias multidimensionais são redes complexas de produção, distribuição e consumo que abrangem várias geografias, setores, produtos e serviços. Podem envolver uma variedade de atores, incluindo fornecedores, fabricantes, distribuidores, varejistas e consumidores.

· Consumo singular

Refere-se à crescente demanda dos consumidores por produtos e serviços personalizados que atendam às suas necessidades e preferências individuais.

· Cultura do bem-estar

Está relacionada à crescente preocupação da população com o bem-estar e a qualidade de vida, envolvendo saúde física, mental, emocional e social. Cuidados com a alimentação, prática de atividades físicas e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal são aspectos relevantes dessa macrotendência.

· Desigualdades socioeconômicas

Diz respeito à disparidade na distribuição de recursos e oportunidades entre diferentes grupos sociais e econômicos, incluindo desigualdades de renda, gênero, raça, riqueza, educação, saúde e oportunidades de emprego.

· Educação ubíqua

Educação ubíqua envolve uma abordagem na qual a educação pode ocorrer a qualquer hora e em qualquer lugar, centrada nas necessidades e nos interesses dos indivíduos.

· Escassez de recursos

Essa tendência alerta para a diminuição da disponibilidade de recursos naturais, como água, materiais orgânicos, minerais e energia, essenciais para atender às necessidades humanas.

· Instabilidade geopolítica

Trata-se de conflitos, tensões ou incertezas entre nações que podem afetar a estabilidade política e econômica global. Essa macrotendência está diretamente relacionada a tensões comerciais, conflitos armados e ao surgimento de movimentos extremistas, nacionalistas e fundamentalistas.

· Mudanças climáticas

Um dos grandes desafios atuais é entender como lidar com as alterações de longo prazo nos padrões climáticos, incluindo temperatura, umidade e pluviosidade. Essas transformações resultam em desequilíbrios ambientais e riscos à vida humana, animal e vegetal, além do aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como inundações, ondas de calor, secas, tempestades tropicais e nevascas.

· Reconhecimento de diversidade

Essa tendência enfatiza a crescente valorização das diferenças individuais e coletivas, incluindo gênero, raça, etnia, orientação sexual, idade, habilidades físicas e mentais, religião e cultura.

· Transformações epidemiológicas

As mudanças nos padrões de doenças e condições de saúde que afetam as populações ao longo do tempo também tem impacto em todo setor produtivo. Devido ao avanço da medicina e das condições sanitárias da população, observa-se a diminuição de doenças infecciosas e parasitárias, mas também um aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus, câncer e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, também é necessário levar em conta o risco de surgimento de novas doenças, como a Covid-19.

· Transformações no mundo do trabalho

Mudanças no mundo do trabalho estão remodelando a maneira como as empresas operam e gerenciam seus talentos. Trata-se tanto de mudanças no perfil dos trabalhadores como também nos impactos das novas tecnologias na produtividade e expectativas dos colaboradores.

· Transição demográfica

Aqui são consideradas as mudanças significativas na estrutura etária e na composição da população.

· Transição tecnológica e digital

A integração e incorporação de novas tecnologias digitais e de automação está impulsionando a inovação, aumentando a eficiência e criando oportunidades de negcios.

· Transição verde

Transição verde refere-se ao movimento global em direção ao crescimento sustentável por meio de soluções de baixo carbono. Envolve a adoção de estratégias que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos e preservem a biodiversidade.

Rede de Observatórios do Sistema Indústria mapeou as macrotendências globais para o setor industrial

Rissul inaugura nova loja em Novo Hamburgo

Companhia tem 35 unidades no Rio Grande do Sul

A nova operação, que teve investimento de R$ 45 milhões, ocupa uma área total de mais de 4,9 mil metros quadrados

A quarta loja do Rissul na cidade de Novo Hamburgo está oficialmente aberta ao público. A unidade, no bairro Pátria Nova, foi inaugurada nesta sexta-feira (20). A nova operação, que teve investimento de R$ 45 milhões, ocupa uma área total de mais de 4,9 mil metros quadrados, sendo 40% destinada para a área de venda. O autoatendimento na padaria é um dos destaques. O próprio cliente escolhe, entre uma seleção de pães, bolos, salgadinhos e doces que ficam disponíveis nos balcões, os itens de acordo com suas preferências. Depois coloca nas embalagens e pesa, ele mesmo, os produtos. “Estamos implementando este modelo em outras lojas, que segue tendências internacionais, e tem feito sucesso entre os clientes. Todo mundo gosta de escolher o pão que quer levar, mais assado, menos assado. Agora ele mesmo pode fazer isso”, comenta Robert Marks, diretor de varejo da UnidaSul.

A loja nasce trazendo o novo conceito de ponto de venda e posicionamento da rede, “Prazer em fazer você feliz”, a primeira em Novo Hamburgo. Fachada mais moderna e um layout interno, que traz mudanças na sinalização dos setores, ambientação diferenciada e a iluminação dos corredores são os destaques. Outras lojas já receberam esse novo projeto nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Estância Velha, Três Coroas e Sapiranga. A unidade ainda conta com seis caixas de autoatendimento, os chamados self checkouts, e estacionamento com mais de 100 vagas, sendo duas com carregadores para carros elétricos. Esta é a 35ª loja do Rissul no Rio Grande do Sul e gerou 170 empregos.

Companhia tem 35 unidades no Rio Grande do Sul

Sulgás bate recorde de investimentos no ano

Aportes somarão R$ 1 bilhão até 2030

A partir de 2025, a meta da Sulgás é levar o gás natural de Norte a Sul do Rio Grande do Sul, de Pelotas até Passo Fundo

Responsável pela distribuição de gás natural no Rio Grande do Sul, a Sulgás encerra o ano de 2024 comemorando marcos que mostram crescimento. Com investimento recorde no valor de R$ 100 milhões ao longo de 2024, a companhia chegou a um resultado histórico de 100 mil clientes. O cliente 100 mil é o Theatro São Pedro, símbolo da cultura gaúcha. O avanço da rede e o benefício ao cliente se baseiam em um plano de expansão: em 2023, o gás natural chegou à Região das Hortênsias. Em 2024, ao Vale do Taquari, com o projeto estruturante em Lajeado. A partir de 2025, a meta da Sulgás é levar o gás natural de Norte a Sul do Rio Grande do Sul, de Pelotas até Passo Fundo.

O plano de expansão da Sulgás prevê um investimento total de R$ 1 bilhão no estado até 2030, com mais de 220 mil gaúchos sendo beneficiados pelo fornecimento de gás natural nos segmentos industrial, comercial, GNV e residencial. Além da consolidação da chegada em Gramado e Canela e ampliação da presença em municípios da Serra, a Sulgás implantou em 2024 a primeira rede local estadual, em Lajeado, iniciando o fornecimento no Vale do Taquari. Atualmente, são 31 municípios atendidos, com previsão de ampliação das atividades do Sul ao Norte no estado a partir de 2025.

No ano, a Sulgás ainda assinou com a Gerdau e a Petrobras o primeiro contrato para fornecimento de gás natural no mercado livre no Rio Grande do Sul. A Petrobrás atuará diretamente no fornecimento para a empresa e a Sulgás na distribuição, apoiando a iniciativa. O modelo permite que a Sulgás foque em expansão e operação da rede com segurança e excelência, podendo conectar mais consumidores ao sistema. “O mercado livre é positivo para todos os agentes do mercado. Os consumidores passam a ter maior liberdade de escolha, os supridores atuam em um mercado mais aberto e competitivo e a distribuidora segue focada em expandir e operar a rede com segurança e excelência, conectando mais consumidores ao sistema”, afirma o CEO da Sulgás, Marcelo Leite.

A parceria entre a Petrobras e a Gerdau para o fornecimento de gás natural no ambiente livre de comercialização desse insumo teve início em 2021, com o atendimento da planta de Ouro Branco (MG). Em junho deste ano, as empresas anunciaram a migração da unidade Cosigua, localizada no Rio de Janeiro. A Sulgás é a 168ª maior empresa da região e também a 62ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Aportes somarão R$ 1 bilhão até 2030