Archives 2025

Curitiba vai debater sustentabilidade e inovação na área da madeira

Com inscrições abertas, o 18º Encontro Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de Madeira terá exposição técnica

As experiências práticas e as palestras internacionais do evento terão como foco o uso da madeira na construção civil em países como Canadá, Itália, Portugal, Áustria, Chile e também Brasil

Teoria e prática unirão acadêmicos, pesquisadores e profissionais da engenharia e arquitetura durante o mais importante fórum de discussão, atualização e divulgação de informações da área técnica-científica da madeira: o Ebramem (Encontro Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de Madeiras). As experiências práticas e as palestras internacionais do evento terão como foco o uso da madeira na construção civil em países como Canadá, Itália, Portugal, Áustria, Chile e também Brasil.

Em sua 18ª edição, o encontro – que acontece de 5 a 9 de maio, em Curitiba – é organizado pelo Instituto Brasileiro da Madeira e das Estruturas de Madeira (Ibramem), pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) e pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que sediará o evento. Nesta edição, acontecerá a Ebramem Expo – Madeira Industrializada na Construção, com a presença de 38 expositores da área da madeira engenheirada, que trarão o que há de mais moderno em produtos, serviços e tecnologias.

A presidente da comissão organizadora do XVlll Ebramem Curitiba, Andréa Berriel Mercadante, também professora do curso de arquitetura e urbanismo e atual pró-reitora de extensão e cultura da UFPR, pontua que estarão reunidos em um mesmo espaço profissionais que trabalham há décadas com a madeira, na academia, na indústria e no mercado. “Sendo, portanto, um evento essencial para todas e todos que desejam adquirir conhecimento, trocar experiências e empreender na área com a finalidade de construir edificações e cidades mais sustentáveis”, destaca.

Por ser um material de construção renovável, a madeira constitui a matéria-prima mais promissora para o futuro da arquitetura e da engenharia civil. Utilizar a madeira, destaca Andréa, significa valorizar as florestas (plantadas e nativas) e melhorar a qualidade de vida no planeta, já que seu cultivo proporciona o sequestro do CO2 da atmosfera. Porém, as vantagens não param por aí.

O diretor comercial da Ebramem Expo, Martin Kemmsies, destaca que os participantes terão acesso ao futuro da construção em madeira, como estandes com usinagem robotizada; braços robóticos; tecnologia de produção de telhados em tesouras (Geilne); além dos principais produtores de vigas laminadas do Brasil. “Mostraremos que a inteligência artificial também se aproxima desse segmento.”

Trabalhos científicos
Os principais temas dos trabalhos acadêmicos apresentados durante o Ebramem serão “Construções e sistemas construtivos: práticas nacionais e internacionais”; “Arquitetura em madeira”; “Projetos estruturais e de ligações em madeira (maciça, engenheirada, LWF)”; “Industrialização da madeira”; “Segurança contra incêndio nas edificações em madeira”; “Conservação de edificações históricas em madeira”; “Recuperação de estruturas de madeira”; “Habitações em madeira”; “Normas técnicas para estruturas de madeira”; e “Sustentabilidade e assuntos complementares”.

Já as experiências práticas e as palestras internacionais ficarão em torno do uso da madeira na construção civil em países como Canadá, Itália, Portugal, Áustria, Chile e também Brasil. A programação completa pode ser encontrada no site do evento. Além das palestras e dos trabalhos científicos, ainda ocorrerão os Prêmios Ibramem destinados a profissionais e estudantes de arquitetura e design, além do “Hackathon da Madeira”, uma competição arquitetônica inédita que focará em problemas e soluções em madeira como material estrutural e construtivo.

As inscrições para o Ebramem devem ser feitas por meio do site até o final de março para garantir os valores do segundo lote. Vale lembrar que estudantes e associados ao Ibramem poderão garantir os ingressos a preços promocionais. Os pagamentos poderão ser parcelados até a data do evento. Já a Ebramem Expo será aberta ao público em geral e gratuita.

Com inscrições abertas, o 18º Encontro Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de Madeira terá exposição técnica

Estudo inédito revela potencial de eólicas offshore no RS

O estado tem o maior número de projetos em análise no Ibama

Levantamento aponta áreas estratégicas para a implantação de parques eólicos offshore no Rio Grande do Sul para geração de energia obtida através da força do vento em alto-mar

O Wind of Change 2025 encerrou sua segunda edição nesta quinta-feira (3) com a apresentação de um estudo inédito que aponta áreas estratégicas para a implantação de parques eólicos offshore no Rio Grande do Sul para geração de energia obtida através da força do vento em alto-mar. O levantamento foi conduzido pela oceanógrafa e PhD em geociências Clarissa Araujo, da empresa WSP Brasil. A metodologia analisou fatores socioambientais e de infraestrutura. O objetivo foi definir três cenários de implantação: livre desenvolvimento, conservador e abordagem de gestão. No cenário conservador, foram identificadas duas áreas muito favoráveis para instalação de parques eólicos, uma ao norte com 2.935 quilômetros quadrados e outra ao sul, com 4.372 quilômetros quadrados. A abordagem de gestão delimitou uma região de 33.840 quilômetros quadrados para possíveis instalações, enquanto o modelo de livre desenvolvimento ampliou essa área para 44.106 quilômetros quadrados.

“A fase seguinte será a integração com o sistema terrestre, avaliando a infraestrutura de transmissão existente e os projetos previstos. Não basta termos potencial, é essencial garantir a conexão e distribuição eficiente da energia gerada”, afirmou Clarissa Araujo. A pesquisa foi capitaneada pelo Sindienergia RS em parceria com a Portos RS e um grupo de empresas. Em janeiro, o governo federal sancionou a Lei 15.097/2025, que permite e regula a exploração de energia elétrica no mar. O Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de projetos em análise no Ibama para licenciamento ambiental de complexos eólicos offshore. No começo deste ano, havia 30 processos em aberto para a instalação de parques para produzir energia no mar a partir dos ventos.

A presidente do Sindienergia RS, Daniela Cardeal, destacou o potencial do Rio Grande do Sul para se tornar um exportador de energia e um dos principais atores na transição energética brasileira. Segundo ela, o estado possui uma composição diversificada de fontes energéticas, incluindo eólica, bioenergia, solar e hídrica, o que amplia sua competitividade no setor. “O Rio Grande do Sul tem condições tem grandes diferenciais para contribuir com o desenvolvimento do Brasil na questão da segurança energética nacional. As energias renováveis são fundamentais para o desenvolvimento de muitos setores prioritários, como agricultura, indústria, saúde, além de peça-chave para a competitividade econômica do nosso País e para o futuro sustentável que buscamos no contexto mundial”, enfatizou Daniela.

Com a recente aprovação do marco legal das eólicas offshore no Brasil e o crescente papel das fontes limpas na matriz energética global, o Wind of Change chegou a sua segunda edição se consolidando como um fórum estratégico para debater investimentos, disseminar conhecimento e fomentar discussões do setor de energias renováveis. Reúne investidores, representantes do governo e especialistas para debater soluções inovadoras e uma transição energética global justa e resiliente. A iniciativa é do Sindienergia-RS e da Viex.

O estado tem o maior número de projetos em análise no Ibama

Três unicórnios de Curitiba são destaque no ranking de rede global de empresas de impacto

Empresas de base tecnológica Ebanx, Olist e MadeiraMadeira compõem o Endeavor Outliers

Olist e MadeiraMadeira também são integrantes do Tecnoparque, programa municipal de incentivo às empresas de base tecnológica, que têm redução no ISS para que invistam o valor em projetos de desenvolvimento e inovação na própria empresa

A Endeavor, rede global de apoio a empreendedores, anunciou, na semana passada, a lista anual de empresas que são destaque global quando se trata de impacto. Foram analisadas 235 empresas e entre os destaques de 2025 estão as três startups-unicórnio de Curitiba, Ebanx, Olist e MadeiraMadeira. As três empresas de base tecnológica – chamadas “unicórnio” por já terem alcançado o valor de mercado que ultrapassa 1 bilhão de dólares –, estão entre as 34 brasileiras que compõem o Endeavor Outliers, portfólio global que contempla negócios liderados por empreendedores que contam com o suporte da Endeavor. A lista é feita dentro da análise cohort, que avalia em um recorte de tempo negócios que não só tiveram as maiores altas de crescimento acelerado, mas também as que, ao mesmo tempo, são exemplos de influência para outras em seu entorno.

As três startups curitibanas que integram o Endeavor Outliers 2025 participam ativamente das ações do Vale do Pinhão e da prefeitura, nos programas da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI). “Esse reconhecimento reforça a ideia do Vale do Pinhão de que economias locais precisam, para se sustentarem ao longo do tempo, de empresas de alto impacto. Estas contribuem para disseminar a cultura empreendedora de que é possível chegar ao sucesso global com ideias inovadoras”, destaca o presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Dario Paixão.

Além de trazer investimentos e gerar novos empregos na cidade, Ebanx, Olist e MadeiraMadeira compartilham seus modelos de negócios inovadores nos eventos do Vale do Pinhão, como o Business Round e Paiol Digital, além de apoio nas ações da prefeitura a outros empreendedores, como o suporte a pequenos empreendedores durante a pandemia da Covid-19. Olist e MadeiraMadeira também são integrantes do Tecnoparque, programa municipal de incentivo às empresas de base tecnológica, que têm redução no ISS para que invistam o valor em projetos de desenvolvimento e inovação na própria empresa.

A líder do programa Endeavor Outliers, Nasim Novin, contou que o portfólio é feito anualmente desde 2020 e que, nesses cinco anos, os critérios de classificação evoluíram. “Não é apenas sobre grandes números. É sobre mudar mentalidades e provar que escala e sucesso em mercados fora do Vale do Silício não são exceções, mas o novo padrão. O que diferencia os Outliers não é apenas o crescimento dos negócios, mas o comprometimento em crescer como líderes e influenciar uma comunidade, o que acredito ser um fator-chave para seu sucesso”, analisa Novin. Com essa avaliação, as startups de Curitiba contribuíram para que, na edição de 2025 do portfólio global, o Brasil seja um dos países de melhor desempenho, ao lado de Espanha, México e Indonésia.

Empresas de base tecnológica Ebanx, Olist e MadeiraMadeira compõem o Endeavor Outliers

Eduardo Sattamini assume como Country Manager do Grupo Engie no Brasil

Executivo substitui Maurício Bähr e mantém sua atual função de diretor-presidente da Engie

Sattamini acumula 25 anos de carreira na companhia catarinense

A Engie anuncia mudanças em sua estrutura de liderança, com a transição de cargos a partir de hoje, dia 1º de abril. Eduardo Sattamini, com 25 anos de carreira na companhia, atual diretor-presidente da Engie, passa a agregar às suas responsabilidades atuais a posição de Country Manager da Engie no Brasil. Ele substitui Maurício Bähr, que continuará a exercer um papel estratégico no grupo como presidente dos conselhos de administração da EBE, da Jirau Energia e da TAG.

“Após quase 30 anos liderando a Engie no Brasil, estou confiante de que a sucessão foi cuidadosamente planejada ao longo dos últimos anos e está em plena conformidade com nossos objetivos de crescimento e sustentabilidade. A transição foi feita de forma estratégica, garantindo que a Engie siga firme no caminho da liderança no setor de energia”, diz Bähr, por meio de nota. “Estou muito entusiasmado em assumir o desafio. Agradeço profundamente à gestão de Maurício Bähr, que construiu uma trajetória extraordinária para o Grupo Engie. Estou comprometido com a continuidade da execução da nossa estratégia de longo prazo, para seguirmos entregando resultados sustentáveis no país”, explica Sattamini, também por meio de um comunicado.

A Engie é a 15ª maior empresa da região e também a quinta maior de Santa Catarina de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Executivo substitui Maurício Bähr e mantém sua atual função de diretor-presidente da Engie

Taurus anuncia que poderá adquirir a turca Mertsav

Negócio agilizará a entrada da companhia gaúcha no segmento militar

O segmento militar corresponde atualmente a 39% do mercado total de armas leves do mundo, mercado esse que a Taurus vinha pesquisando nos últimos anos

A Taurus Armas informou nesta terça-feira (1) que celebrou um memorando de entendimentos não vinculante, para possível operação de aquisição do controle societário da empresa Mertsav, localizada na Turquia. A Mertsav possui 20 anos de experiência no setor de defesa, foi fornecedora durante muitos anos da indústria estatal turca que fornecia produtos militares às Forças Armadas da Turquia. Atualmente, possui três unidades de produção nas cidades de Istambul e Kırıkkale na Turquia. A companhia possui um amplo portifólio de produtos militares com as mais recentes tecnologias, incluindo rifles de infantaria e precisão, lançadores de granadas, submetralhadoras e metralhadoras leves, abastecendo os mercados doméstico e internacional.

De acordo com a Taurus, a transação está sujeita à celebração dos documentos definitivos, bem como a realização de uma diligência legal, contábil e financeira. As partes terão prazo até 31 de julho de 2025, renovável por dois meses, para concluir os estudos de viabilidade para a possível aquisição. Segundo a empresa sediada em São Leopoldo (RS), a negociação é um passo estratégico muito importante e agilizará a entrada da Taurus no segmento militar. O mercado de armas mundial movimentou mais de US$ 41 bilhões no ano de 2023 e possui potencial para atingir o valor de US$ 71,5 bilhões até o ano de 2032. O segmento militar corresponde atualmente a 39% do mercado total de armas leves do mundo, mercado esse que a Taurus vinha pesquisando nos últimos anos.

“Esta aquisição, caso efetivada, reduzirá em vários anos o tempo para desenvolvimento destes produtos e permitirá um salto no patamar do portifólio de produtos da empresa, complementando sua linha de armas leves, tornando a empresa muito mais competitiva, neste segmento”, afirma a Taurus em seu comunicado. A Taurus é a 105ª maior empresa da região e também a 39ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Negócio agilizará a entrada da companhia gaúcha no segmento militar

ChatGPT mostra que o Google falha ao esquecer do usuário comum

O lançamento do novo gerador de imagens do ChatGPT se transformou em um fenômeno global, revelando como a OpenAI está conquistando o usuário comum – enquanto o Google enfrenta dificuldades para manter o mesmo nível de engajamento. Segundo dados divulgados pela própria OpenAI, a ferramenta já superou todas as expectativas: em apenas uma semana, mais […]O lançamento do novo gerador de imagens do ChatGPT se transformou em um fenômeno global, revelando como a OpenAI está conquistando o usuário comum – enquanto o Google enfrenta dificuldades para manter o mesmo nível de engajamento. Segundo dados divulgados pela própria OpenAI, a ferramenta já superou todas as expectativas: em apenas uma semana, mais […]

Thunderbird vai oferecer serviço de e-mail próprio para competir com o Gmail

Depois de mais de duas décadas sendo conhecido apenas como um cliente de e-mail gratuito e de código aberto, o Thunderbird vai finalmente lançar seu próprio serviço de e-mail completo. A novidade faz parte de uma estratégia para disputar espaço com gigantes como o Gmail, Outlook e até serviços mais voltados à privacidade, como ProtonMail […]Depois de mais de duas décadas sendo conhecido apenas como um cliente de e-mail gratuito e de código aberto, o Thunderbird vai finalmente lançar seu próprio serviço de e-mail completo. A novidade faz parte de uma estratégia para disputar espaço com gigantes como o Gmail, Outlook e até serviços mais voltados à privacidade, como ProtonMail […]

Google substitui chefe do Gemini após desempenho fraco

O Google anunciou uma mudança importante na liderança do Gemini: Sissie Hsiao deixou o comando do projeto e foi substituída por Josh Woodward, chefe do Google Labs. A decisão ocorre em um momento em que o Gemini ainda luta para competir com o ChatGPT, da OpenAI, e representa uma tentativa da empresa de recuperar sua […]O Google anunciou uma mudança importante na liderança do Gemini: Sissie Hsiao deixou o comando do projeto e foi substituída por Josh Woodward, chefe do Google Labs. A decisão ocorre em um momento em que o Gemini ainda luta para competir com o ChatGPT, da OpenAI, e representa uma tentativa da empresa de recuperar sua […]

Como as novas tarifas de Trump afetam o Google

O mercado financeiro americano está enfrentando um novo abalo após o presidente Trump anunciar, na noite de quarta-feira, uma série de tarifas que afetam praticamente todas as nações. A medida, que visa equilibrar o comércio exterior dos Estados Unidos, teve impacto imediato nas ações de gigantes da tecnologia, incluindo a Alphabet, controladora do Google. Nesta […]O mercado financeiro americano está enfrentando um novo abalo após o presidente Trump anunciar, na noite de quarta-feira, uma série de tarifas que afetam praticamente todas as nações. A medida, que visa equilibrar o comércio exterior dos Estados Unidos, teve impacto imediato nas ações de gigantes da tecnologia, incluindo a Alphabet, controladora do Google. Nesta […]

IA do Google apresenta notícia falsa de 1º de abril como fato real

Uma situação curiosa — e preocupante — chamou a atenção recentemente: uma matéria criada como brincadeira para o Dia da Mentira acabou sendo tratada como notícia real por uma ferramenta de inteligência artificial do Google. Ben Black, jornalista e criador do site local Cwmbran Life, publica todos os anos uma notícia falsa em tom de […]Uma situação curiosa — e preocupante — chamou a atenção recentemente: uma matéria criada como brincadeira para o Dia da Mentira acabou sendo tratada como notícia real por uma ferramenta de inteligência artificial do Google. Ben Black, jornalista e criador do site local Cwmbran Life, publica todos os anos uma notícia falsa em tom de […]

Google anuncia criptografia ‘de ponta a ponta’ no Gmail, mas há um detalhe importante

O Google revelou recentemente que está trazendo a criptografia de ponta a ponta (E2EE) para o Gmail, voltada para usuários corporativos. A novidade foi recebida com entusiasmo, mas um olhar mais atento revela que a implementação não segue exatamente o conceito tradicional de E2EE, onde apenas remetente e destinatário têm acesso ao conteúdo das mensagens. […]O Google revelou recentemente que está trazendo a criptografia de ponta a ponta (E2EE) para o Gmail, voltada para usuários corporativos. A novidade foi recebida com entusiasmo, mas um olhar mais atento revela que a implementação não segue exatamente o conceito tradicional de E2EE, onde apenas remetente e destinatário têm acesso ao conteúdo das mensagens. […]

Google acelera lançamentos de IA, mas relatórios de segurança ficam para trás

Mais de dois anos após ter sido surpreendido pela estreia do ChatGPT da OpenAI, o Google está correndo para recuperar o tempo perdido — e, ao que tudo indica, está conseguindo. Nos últimos meses, a empresa acelerou significativamente o lançamento de seus modelos de inteligência artificial da linha Gemini, colocando no mercado soluções cada vez […]Mais de dois anos após ter sido surpreendido pela estreia do ChatGPT da OpenAI, o Google está correndo para recuperar o tempo perdido — e, ao que tudo indica, está conseguindo. Nos últimos meses, a empresa acelerou significativamente o lançamento de seus modelos de inteligência artificial da linha Gemini, colocando no mercado soluções cada vez […]

Complexo aeronáutico em Guaíba deve iniciar operação até 2027

A implantação do complexo industrial-aeronáutico será gradual

O governador Eduardo Leite assinou, na segunda-feira (31), o termo de concessão da área destinada à implantação do Aerocentro Integrado de Tecnologia e Inovação (AeroCITI) pela Aeromot em Guaíba. A área, pertencente ao governo estadual, estava destinada originalmente à instalação de uma fábrica da Ford na década de 1990, mas que nunca foi materializada. No ato, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também entregou a licença de instalação, que autoriza o início das obras, programado para o segundo semestre de 2025. Com o AeroCITI, o Rio Grande do Sul passará a ter também a cidade dos aviões, nos moldes da cidade dos data centers, que será implantada pela multinacional Scala Data Centers em Eldorado do Sul.

“O AeroCITI representa um passo importante para que o Rio Grande do Sul recupere o protagonismo na indústria aeronáutica, um setor que faz parte da nossa história. Estamos muito entusiasmados com esse empreendimento, que vai muito além da instalação de uma fábrica e se constitui em um vetor de desenvolvimento, inovação e geração de oportunidades. Estamos falando de investimentos que ultrapassam R$ 3 bilhões e que vão resultar na criação de 1,5 mil empregos ao longo das fases do projeto”, afirmou Leite.

A implantação do complexo industrial-aeronáutico será gradual, tendo a fábrica de aeronaves Diamond Aircraft DA62 como projeto âncora. O AeroCITI foi concebido com base no conceito de Aerotrópole Sustentável, que inclui infraestrutura aeroportuária (com pista de 1,8 mil metros), fábrica de aeronaves, hub de inovação, núcleo de combustível sustentável, bem como centros de logística, de manutenção, de formação e de abastecimento. Outras instalações industriais, serviços de apoio e FBO (empresa que fornece serviços de aviação em aeroportos) também integrarão o novo complexo.

O AeroCITI terá uma área total de 500 hectares e integração multimodal com aeroporto, conexão fluvial e rodoviária, oferecendo áreas de expansão para indústrias, centros de logística, formação e manutenção. A Aeromot planeja que o empreendimento comece a operar em 2027. Em dezembro do ano passado, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou a doação, com encargos, da área na qual será construído o complexo e que está localizada às margens da BR 116, na divisa do Arroio do Conde, em Guaíba. O complexo ficará a 20 quilômetros do aeroporto Salgado Filho pela BR-116 e a 48 quilômetros de distância do aeroclube do Rio Grande do Sul. Além disso, estará integrado às rodovias BR-116 e BR-290 e ao Rio Guaíba, permitindo conectividade fluvial com o Centro de Porto Alegre.

A implantação do complexo industrial-aeronáutico será gradual

A visão das federações de indústrias do Sul sobre as tarifas dos EUA

A dimensão que a medida impactará no setor ainda está sendo avaliada pela Fiep, pela Fiesc e pela Fiergs

As consequências da taxação de Trump chegarão ao Brasil, pois os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do país

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar o que considera tarifas comerciais recíprocas a outros países sobre impostos de importação, afetará as exportações do Brasil. Mas ainda é difícil dimensionar em que medida impactará na indústria gaúcha, avalia o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier. “As informações ainda são muito iniciais, estamos procurando medir as consequências, mas é certo que este novo cenário nos obriga a superar os desafios e explorar as oportunidades que surgem, como do Mercosul com a União Europeia ou da ampliação da parceria com a China”, diz Bier. Os produtos brasileiros serão taxados em pelo menos 10%. As consequências da taxação de Trump chegarão ao Brasil, pois os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do país. “Há preocupação no caso de possível retaliação do Brasil e a configuração de uma guerra comercial, trazendo resultados ruins para todo o mundo, com redução do fluxo de comércio, menos negócios e tudo de ruim que ambientes de conflito trazem”, enfatiza Bier.

Para o presidente da Fiergs, um dos efeitos imediatos da decisão de Trump para o Brasil e o Rio Grande do Sul pode ser a redução no volume de exportações para os Estados Unidos, especialmente em setores integrados à indústria norte-americana. Atualmente, já há tarifas de 25% aplicadas a todas as importações de aço e alumínio, por exemplo, embora os efeitos diretos a indústria gaúcha sejam pouco expressivos. Mas, a elevação de custos para os consumidores americanos por conta das tarifas, pode dificultar cortes de juros nos Estados Unidos e encarecer insumos para a indústria brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul. “O Brasil deve seguir pautado pelo diálogo, avaliando cada caso de forma pontual e buscando preservar uma postura negociadora com relação aos Estados Unidos”, conclui Bier.

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) aguarda a publicação oficial dos decretos e seus detalhamentos para se aprofundar na análise dos impactos que as novas taxações sobre importações de produtos brasileiros podem causar à indústria paranaense. Além disso, a Fiep intensifica as articulações que já vem fazendo junto a diferentes órgãos do governo federal e associações nacionais para que sejam ampliadas as negociações com a administração norte-americana. Uma das principais preocupações está relacionada ao setor da madeira do Paraná, que tem os Estados Unidos como principal destino de suas exportações. “A atuação da Fiep reflete a preocupação do setor industrial paranaense com os desafios impostos pelo novo cenário internacional e reforça a necessidade de medidas estratégicas para manter a competitividade da indústria local”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos. “A Fiep continuará acompanhando as negociações e promovendo ações que garantam o crescimento do setor de base florestal e de toda a indústria do Paraná”, completa.

Paralelamente às negociações, a Fiep também vem desenvolvendo ações para ampliar o market share de toda a indústria paranaense em novos mercados. A entidade tem promovido iniciativas para diversificar os destinos dos produtos paranaenses, explorando mercados na Europa e na Ásia, além de incentivar a industrialização de produtos derivados, agregando maior valor à produção local. Além disso, buscando novos caminhos no mercado norte-americano, a Fiep realizará uma missão internacional para Washington DC, no mês de maio, na qual se reunirá com lideranças do governo americano e de instituições de relevância para o comércio entre os dois países. Nas últimas semanas, em reuniões realizadas em Brasília, representantes do conselho temático de negócios internacionais da Fiep já expuseram suas preocupações a gestores do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ressaltando a importância estratégica da madeira para a economia paranaense. O setor representa uma fatia significativa das exportações do estado para os Estados Unidos, o que torna a medida especialmente prejudicial às indústrias locais.

Posição favorável
O economista-chefe da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Pablo Bittencourt, classifica o pacote anunciado pelo governo Trump como “um grande choque tarifário, com grande impacto na ordem econômica internacional nos últimos 60 anos”. No entanto, ele destaca que o Brasil foi relativamente poupado, com a menor alíquota entre os países afetados — 10%, com exceção dos automóveis, que terão tarifa de 25%. Essa posição favorável pode abrir espaço para os exportadores brasileiros conquistarem fatias de mercado, mesmo diante de uma possível retração na demanda norte-americana. Ele compara os critérios adotados pelos Estados Unidos, observando dois grupos principais de países: aqueles com superávit comercial, aliados estratégicos dos norte-americanos, que receberam tarifas intermediárias; e os mais alinhados à China, que enfrentaram taxas muito superiores, entre 30% e 46%. Na sua visão, o movimento visa conter o avanço do poder econômico do gigante asiático. No entanto, ele alerta que o próprio mercado norte-americano poderá sofrer no curto prazo com aumento de preços e queda da atividade econômica, cenário típico de estagflação.

Para o Brasil, os efeitos imediatos devem incluir valorização cambial e maior fluxo de investimentos, o que pode se refletir em ganhos na bolsa de valores. Mas o economista ressalta que os desdobramentos ainda são imprevisíveis e que o país precisará agir com rapidez e estratégia. “Será fundamental construir competências negociais entre setor público e privado para enfrentar esse ambiente turbulento e em transformação”, afirma. Ele também vê oportunidades geopolíticas: com o realinhamento de forças, alianças como a do Mercosul com a União Europeia devem ganhar tração. “O mundo entrou numa nova fase de disputas comerciais, e o Brasil precisa estar preparado para atuar com inteligência e visão de longo prazo”, sugere.

A Fiep, a Fiesc e a Fiergs participaram de uma reunião junto ao MDIC onde reforçou o pedido para que o governo intensifique as negociações sobre as taxações. As entidades solicitaram, também, que o governo brasileiro interceda para descaracterizar as exportações de madeira do Brasil como uma suposta ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Esse é um dos principais argumentos utilizados pelos norte-americanos na investigação conduzida sob a Seção 232 da Trade Expansion Act, que aumenta o risco de aplicação de novas medidas protecionistas. De acordo com dados das Federações das Indústrias da região Sul, em 2024 os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram juntos US$ 1,3 bilhão em produtos de madeira para os Estados Unidos. O Paraná lidera esse ranking, com 38,7% de suas exportações destinadas ao mercado norte-americano, seguido por Santa Catarina, com 37,2%, e o Rio Grande do Sul, com 5,7%. Os dados indicam, ainda, que nos anos de 2020 a 2024 o total de exportações dos três estados passou de U$ 7,5 bilhões. “A perda de mercado decorrente das taxações ou sanções previstas pode comprometer a continuidade de diversas empresas diretas deste segmento, mas também irá afetar gravemente a geração de empregos e toda a cadeia envolvida, desde a logística até a de produtos e serviços indiretos”, ressaltam as entidades. As Federações do Sul também participam de articulações junto à Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CEB reúne empresas e entidades de setores da agricultura, indústria e serviços com o objetivo de acompanhar e influenciar as negociações de acordos comerciais.

A dimensão que a medida impactará no setor ainda está sendo avaliada pela Fiep, pela Fiesc e pela Fiergs

Rio Grande do Sul registra aumento de 4,9% no PIB em 2024

Resultado foi impulsionado pela agropecuária

Após a estiagem de 2023, lavouras de milho, soja e trigo tiveram recuperação no ano passado

Impulsionado pela recuperação da agropecuária, a economia do Rio Grande do Sul cresceu 4,9% em 2024, acima dos 3,4% registrados no Brasil. Os números do PIB estadual mostram que os resultados do campo, com alta de 35% na comparação com o ano anterior, favoreceram diretamente o crescimento. No caso dos outros dois grandes segmentos da economia, os serviços tiveram alta de 3,5%, enquanto a indústria apresentou oscilação negativa de 0,4% no mesmo período. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e contou com a participação do governador Eduardo Leite, da titular da SPGG, Danielle Calazans, e dos técnicos do departamento.

Além do acumulado do ano, foram apresentados também os números do quarto trimestre. Nesse período, o Rio Grande do Sul teve alta de 1% no PIB em relação ao trimestre anterior, enquanto o país registrou oscilação de 0,2%. No período, a agropecuária apresentou queda de 4,9%, enquanto a indústria avançou 0,7% e os serviços cresceram 1,1%. “O resultado mostra a força da nossa economia e a capacidade de reação do nosso povo. O PIB é um número que traduz esforço coletivo. É fruto do trabalho de quem produz, empreende, investe e acredita no nosso Estado. Seguiremos avançando para que o crescimento chegue a todos, em todas as regiões do Rio Grande do Sul”, destacou Leite.

Após a estiagem de 2023, a recuperação na produção da soja (+43,8%) foi o principal destaque da agropecuária no acumulado de 2024. O segmento também registrou crescimento nas lavouras de milho (+13,9%) e trigo (+41,2%), enquanto o arroz (+0,3%) apresentou estabilidade na produção anual. A uva (-24,2%) e o fumo (-3,9%) tiveram queda na produção total. Em um ano impactado por eventos meteorológicos extremos no território gaúcho, a indústria apresentou oscilação negativa de 0,4%, influenciada pelo recuo de 2,5% da indústria de transformação, setor industrial mais representativo do segmento no Rio Grande do Sul. Os demais setores apresentaram resultados positivos, com alta em indústria extrativa (+3%), construção (+3,5%) e atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (+11,5%).

Das 14 atividades da indústria de transformação, sete apresentaram alta – entre elas, a de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+16,8%), móveis (+11%) e celulose, papel e produtos de papel (+6,3%). Entre as principais baixas estão as de máquinas e equipamentos (-18,8%), bebidas (-13,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,2%). Nos serviços, as sete atividades consideradas no cálculo do PIB tiveram desempenho positivo em 2024, com destaque para os números do comércio (+7,1%), outros serviços (+4,6%), serviços de informação (+3,8%) e transporte, armazenagem e correio (+3,6%).

Das dez atividades do comércio, as principais altas vieram nos setores de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+11,4%), comércio de veículos (+10,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+10,8%), materiais de construção (+9,5%) e móveis e eletrodomésticos (+13,4%). “Os números demonstram que as políticas públicas – principalmente aquelas que foram feitas na emergência, no momento inicial da calamidade – foram efetivas. As medidas conseguiram produzir bons resultados, tanto no comércio quanto na indústria, sem reduzir o poder de compra da população naquele momento, que era bastante desafiador”, analisou Daniele.

Em 2024, o PIB gaúcho somou R$ 706,8 bilhões (6% do PIB nacional), e o PIB per capita registrou o valor de R$ 62.941, crescimento de 4,8% na comparação com 2023. Em comparação com o PIB per capita do Brasil, de R$ 55.247, o do Rio Grande do Sul foi 13,9% superior no ano passado. “Apesar dos impactos das enchentes de maio na economia, o PIB do Rio Grande do Sul cresceu acima da média nacional no ano. Esse resultado se deve principalmente à recuperação da safra agrícola, mas também ao aumento das vendas no comércio – impulsionado, em parte, por transferências de renda e pelo maior gasto privado na recomposição de bens, e à expansão da construção civil no segundo semestre do ano, estimulada por obras de reconstrução”, avalia o economista do DEE Martinho Lazzari.

Resultado foi impulsionado pela agropecuária