Archives 2024

Governo federal libera mais R$ 1,8 bilhão para ações de apoio ao RS

Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória

A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão

O governo federal liberou mais R$ 1,8 bilhão para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul. A autorização do crédito extraordinário foi feita por meio da edição da Medida Provisória 1.223/2024, publicada na noite de quinta-feira (23). A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder a validade. A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão.

Os recursos autorizados poderão também ser usados para volta das atividades de universidades e institutos federais, assistência jurídica gratuita, serviços de conectividade, fiscalização ambiental, aquisição de equipamentos para conselhos tutelares e atuação das polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. No último dia 11, o governo federal já havia destinado R$ 12,1 bilhões, também por MP, ao estado, para abrigos, reposição de medicamentos, recuperação de rodovias e outros. No total, já foram destinados R$ 62,5 bilhões ao estado, arrasado pelas chuvas, conforme a Presidência da República.

Com ABR 

Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória

ONU enviará 200 unidades habitacionais de emergência ao RS

Chegada de 100 unidades está prevista para sábado

A expectativa é de que a maior parte seja instalada nas cidades provisórias já anunciadas pelo governo estadual

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) enviará cerca de 200 unidades habitacionais de emergência para o Rio Grande do Sul, como ajuda no acolhimento das vítimas das enchentes no estado. De acordo com o oficial de comunicação da Acnur, Miguel Pachioni, as unidades estavam nos galpões da entidade na Colômbia. Já estão a caminho 100 delas, devendo chegar neste sábado (25). As demais ainda estão sem previsão de entrega. As unidades habitacionais se juntarão a outras oito enviadas dos galpões da Acnur em Boa Vista (RR) e já se encontram no Rio Grande do Sul. A expectativa é de que a maior parte seja instalada nas cidades provisórias já anunciadas pelo governo estadual. “Embora elas tenham como propósito principal o de servir de habitação, em razão da necessidade de abrigamento pela qual passa o estado, elas poderão ser usadas também para outras finalidades, como espaço seguro para vacinação e medicação, bem como para estoque de materiais”, explicou Pachioni.

As unidades habitacionais de socorro, como são chamadas pela Acnur, são abrigos resistentes que podem ser transportados com todas as peças em uma embalagem plana e são fáceis de montar. Os painéis para teto e parede são leves, e o kit conta com uma porta com fechadura, lâmpada e carregadores alimentados por energia solar, de forma a possibilitar montagem e uso no mesmo dia do recebimento. Pachioni declarou que as estruturas são emergenciais e, portanto, não são de longo prazo, mas que podem durar cerca de cinco anos, dependendo da forma como são utilizadas. “A proposta do envio é a de aliviar as estruturas de serviços públicos, como creches, escolas, centros de saúde e onde há pessoas abrigadas”, afirmou. “Essas estruturas poderão voltar a atender a população como um todo, aliviando os serviços existentes e, a partir disso, prover mecanismo para melhor acomodar as pessoas, até que espaços fixos sejam disponibilizados”, acrescentou o oficial da Acnur.

Com ABR

Chegada de 100 unidades está prevista para sábado

Produção industrial apresenta avanço atípico em abril

Volume de estoque ficou de acordo com o planejado pelos empresários

Os indicadores para médias e grandes indústrias sinalizam que houve expansão no número de empregados em abril

A Sondagem Industrial de abril deste ano mostra movimentos pouco comuns para o período, como o aumento da produção industrial. Na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução da produção, que costuma refletir queda no quarto mês do ano, atingiu 51,2 pontos em abril, permanecendo acima da linha divisória de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo. Valores acima de 50 indicam aumento na produção frente ao mês anterior. Valores abaixo de 50 pontos indicam queda da produção frente ao mês anterior. O cenário atípico é resultado do crescimento do índice de evolução da produção das grandes empresas, que ficou em 53,5 pontos, e da estabilidade do indicador das médias, com 50,1 pontos. Por outro lado, o índice para as pequenas empresas mostrou queda na produção, ao ficar em 47,6 pontos.

“Esse avanço está ligado à estabilidade do ajuste dos estoques conforme o planejado pelos industriais, que já acontece há cinco meses. Agora que as indústrias conseguiram se desfazer do excesso de estoques do ano anterior, podem voltar a produzir de olho na demanda do mercado”, explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI. O índice de evolução do número de empregados também apresentou comportamento diferente ao ficar estável no mês de abril, com 50,1 pontos. É o terceiro mês seguido em que o índice fica acima, ainda que próximo, da linha divisória dos 50 pontos. O usual é que haja queda no número de empregados no setor em abril.

Ao olhar por porte, os indicadores para médias e grandes indústrias sinalizam que houve expansão no número de empregados em abril. Entretanto, assim como na produção, o número de empregados recuou nas pequenas indústrias. Coincidentemente, em abril o indicador de evolução do nível de estoques e o índice de estoque efetivo em relação ao planejado atingiram a marca de 50 pontos, indicando estabilidade e adequação aos planos dos empresários industriais. Esse é o quinto período consecutivo em que não há excesso de estoques.

Em maio de 2024, os indicadores de expectativas de demanda, de compras de matérias-primas e de número de empregados na indústria recuaram. Apenas o indicador de expectativa de quantidade exportada avançou. Apesar das variações, todos os índices seguem acima de 50 pontos, revelando expectativas positivas. Além disso, o indicador de intenção de investimento ficou em 56,9 pontos em maio, indicando que há pretensão de investir. O índice permanece 5 pontos acima da média histórica da série, que é 51,9 pontos.

Volume de estoque ficou de acordo com o planejado pelos empresários

Transição energética é prioridade após tragédia no Rio Grande Sul

Brasil pode liderar processo de transição energética, mas precisa definir prioridades, afirmam especialistas reunidos em seminário que teve como tema a descarbonização da economia

A constatação de que o Brasil tem posição privilegiada na transição energética foi unânime em todas as palestras

Especialistas da academia, do governo, do terceiro setor e da iniciativa privada discutiram na quarta-feira (22) os desafios e caminhos possíveis para a transição energética no Brasil. O seminário “Brasil 2050: rotas para a descarbonização da economia” foi promovido pelo Núcleo de Energia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As políticas atuais e em desenvolvimento para uma economia verde, as oportunidades e necessidades para acelerar esse processo, além do papel chave dos bancos de investimento, foram temas debatidos em quatro painéis temáticos.

A constatação de que o Brasil tem posição privilegiada na transição energética foi unânime em todas as palestras. Assim como foi destacada a urgência em avanar, mirando o cumprimento dos compromissos brasileiros de redução das emissões de carbono (as Contribuições Nacionalmente Determinadas, conhecidas como NDCs). A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, como destacaram alguns dos participantes, é a evidência inegável de que os efeitos das mudanças climáticas deixaram de ser suposições teóricas e exigem ação, com cooperação e planejamento. “Essa tragédia gigantesca abalou de forma decisiva a convicção dos negacionistas do clima. É impossível não olhar mais o que nós temos pela frente e o tamanho do desafio que está posto”, disse o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, que participou do painel de abertura, com o tema “Caminhos para acelerar a transição”.

Segundo ele, a agenda da transição começa pela Amazônia, com aumento da fiscalização sobre o desmatamento. “É isso que vai dar liderança e legitimidade do Brasil em qualquer debate sobre o futuro climático do planeta.” Mercadante destacou soluções em que o país tem possibilidades promissoras para avançar, como o combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). Lembrou, porém, que a indústria do petróleo tem um século de história, não vai desaparecer, e pediu ousadia do setor. “O importante é que as empresas de petróleo se assumam como empresas em transição para impulsionar investimentos para a transição energética com projetos mais ousados”, declarou.

A questão da terra também foi abordada pelo presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, que dividiu a mesa com Mercadante e com Morgan Doyle, representante do BID, com moderação da senior fellow do Cebri Rafaela Guedes. Viana lembrou que o desmatamento voltou a cair no atual governo, com redução de cerca de 24% no ano passado. Ele considerou que há boas perspectivas para a transição na matriz de mobilidade, com potencial para ser exemplo para o mundo. Doyle afirmou que o debate sobre rotas de descarbonização é mundial, e que o Brasil tem condições ímpares de ser um líder global, com iniciativas sustentáveis e resilientes para a transição energética. O BID é um dos colaboradores do programa de transição energética desenvolvido pelo Cebri e outros parceiros, como a Coppe/UFRJ, como contribuição à tomada de decisões em políticas públicas.

O segundo painel discutiu políticas brasileiras para a transição, com representantes dos ministérios da Fazenda, de Minas e Energia e do Meio Ambiente, do BNDES, além da sociedade civil. Ana Toni, conselheira do Cebri e secretária nacional de mudança do clima e do meio ambiente, afirmou que o país, apesar das vantagens, possui vulnerabilidades às mudanças do clima, devido à dependência da matriz energética ao regime de chuvas. Segundo ela, essa “ficha” começa a cair, com eventos como o do Rio Grande do Sul. Para Ana, a maior batalha da transição energética é contra o tempo. “Já passamos do momento de discutir o que está posto. Estamos em um momento de criar mesas de negociação e acelerar esse processo, fazendo com que o Brasil não perca a oportunidade de transformar a nossa vantagem comparativa em vantagem competitiva”, afirmou. Ela destacou que, ao sediar a COP30, em 2025, o país precisa de união de esforços para eleger grandes bandeiras de consenso e agenda de ação imediata.

Maria Netto, senior fellow do Cebri e diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS), ressaltou que um dos desafios é fazer com que os investimentos gerem oportunidades de emprego, renda e inclusão, desenvolvendo novas cadeias de valor. “É mais que incluir em obras, mas criar capacidades humanas para participar desses investimentos”, disse. Nesse sentido, o coordenador do Núcleo de Energia do Cebri, Décio Oddone, ponderou que num país complexo como o Brasil, que convive com a pobreza, será preciso combinar medidas que façam o caminho da transição energética viável e com o menor impacto possível. Para ele, o estudo é a contribuição que uma instituição como o CEBRI pode dar ao debate, envolvendo academia, instituições, governo e indústria. “Esse trabalho junta todos esses agentes para propor medidas que possam ser adotadas no âmbito regulatório, legislativo, bancário, no financiamento e empresarial”, explicou. André Lucena, professor do programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, chamou atenção para o fato de o desmatamento e o uso da terra serem as principais fontes de emissões no Brasil. Não há como dissociar a transição energética de restauração florestal, agricultura e agropecuária, disse, além, claro, do setor energético.

No último bloco, dedicado às empresas, Maurício Tolmasquim, diretor executivo de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, falou dos desafios para a substituição dos combustíveis fósseis. Ele destacou o desenvolvimento, além dos biocombustíveis, de opções como biocombustíveis sintéticos, como o etanol sintético, feito a partir do hidrogênio verde e do CO2 biogênico, que pode ser usado na navegação. Segundo ele, a Petrobras vai ser um dos líderes desse processo. Outros representantes de empresas com projetos que contribuam para desenvolver alternativas para a descarbonização da matriz participaram do painel, incluindo a Engie, uma das empresas patrocinadoras do programa de transição energética, junto com BP, EDP, Equinor, ExxonMobil, Shell, Siemens Energy e Vibra.

Brasil pode liderar processo de transição energética, mas precisa definir prioridades, afirmam especialistas reunidos em seminário que teve como tema a descarbonização da economia

Negociando com o mundo

Mesmo quando as possibilidades de negócio são discretas, o espetáculo da interculturalidade está à sua disposição

Nunca ouvi de um japonês sermões sobre a importância do trabalho em equipe, o respeito aos mais velhos, a pontualidade, o civismo, o senso de honra e dever, a confiança, a cortesia, a inventividade ou as bebedeiras noturnas como elemento de sociabilidade profissional e inclusão

Trabalhei com muitos povos. Com cada um deles, fui apreendendo algumas das características mais marcantes, pelo menos aquelas que eu conseguia detectar. Muitas vezes, eram só idiossincrasias pessoais, traços que refletiam mais o indivíduo do que a cultura à qual ele pertencia. Isso não era incomum entre homens de negócio intelectualizados, algo excêntricos, que sabiam manter o recuo e resistiam ao efeito manada.

Outras horas, essa defasagem era menor, havia um distanciamento do sujeito com respeito ao contexto, um leve ar crítico, uma concessão ao fato de que as regras do jogo ali vigentes não eram universais, mas, por outro lado, admitia que elas eram inquebrantáveis, inegociáveis – “porque aqui é assim”. Eram paradigmas comuns a contextos autoritários, estados policiais e sujeitos a algum tipo de dogma que emanava do poder ou da fé como agente de controle.

No caso do Japão, sempre me pareceu que o cenário cultural era tão dominante que simplesmente não havia espaço para um sujeito estar numa grande corporação sem que comungasse integralmente do credo vigente na empresa e no país, que se confundiam com uma só entidade. Os japoneses não conseguem fazer diferenciação cognitiva entre o que é vigente lá, no íntimo deles e para eles e as realidades alternativas, tocadas de outra maneira.

Assim, nunca ouvi de um japonês sermões sobre a importância do trabalho em equipe, o respeito aos mais velhos, a pontualidade, o civismo, o senso de honra e dever, a confiança, a cortesia, a inventividade ou as bebedeiras noturnas como elemento de sociabilidade profissional e inclusão. Tudo isso para eles é tão descaradamente óbvio que dormita sob um manto de silêncio, pulsando em todas as instâncias.

Como dizia, aprendi e aprendo com todo mundo um pouco. Mesmo quando as possibilidades de negócio são discretas, o espetáculo da interculturalidade está à sua disposição. É só se esquecer um pouco de você e deixar que as palavras brotem, que os não-ditos floresçam, que os olhares expressem as tais mil palavras do adágio. Não houve um país de onde eu não tenha trazido um interlocutor representativo, um traço local.

Daí que nem sempre entendo os ratos de museus e catacumbas. Como é que as pessoas viajam para se trancafiar em masmorras e se equipar de fones para escutar em 26 línguas aquelas explicações tediosas sobre o peso das pedras, as dificuldades dos arquitetos de antanho e o pente de Cleópatra? O lugar para saber sobre essas coisas é nas ruas, falando com pessoas inverossímeis. Integro casa dia mais o grupo dos que detestam museu e ousam admitir.

Na última noite, devo ter sonhado com o Japão.

Mesmo quando as possibilidades de negócio são discretas, o espetáculo da interculturalidade está à sua disposição

Rede Plaza lança campanha beneficente pela reconstrução do RS

Ação visa contribuir para amenizar os impactos das enchentes

O propósito da campanha é destinar 5% da receita líquida das diárias para a reconstrução do estado

Engajada nas causas que envolvem o desenvolvimento sustentável das comunidades em que atua a rede Plaza de Hotéis, levanta mais uma importante bandeira: a da solidariedade às vítimas das enchentes que assolam o Rio Grande do Sul. “Desde os primeiros acontecimentos, não medimos esforços para abrigar, receber voluntários e contribuir com doações a quem tanto precisa. Estamos atentos e preocupados, mas certos de que somente todos juntos, poderemos ajudar a reconstruir o estado e dar mais conforto para tantas famílias que perderam bens materiais e vidas”, avalia Oscar Schmidt, diretor da rede.

A rede hoteleira uniu-se a tantas outras iniciativas e lança a campanha beneficente “Todos pelo RS”, que une regiões do Brasil e do mundo, em prol da reconstrução do estado. O propósito da campanha é destinar 5% da receita líquida das diárias e estadias dos hotéis Plaza Blumenau em Santa Catarina e Plaza São Rafael Hotel em Porto Alegre compradas exclusivamente através do site www.plazahoteis.com.br. Toda a renda acumulada no período da campanha será destinada para ao Instituto Cultural Floresta (ICF) de Porto Alegre, que desenvolve um trabalho de apoio colaborativo apresentando soluções para segurança pública e que está atuando em prol das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A campanha iniciou no dia 18 de maio e estende-se até 30 de junho. Toda a divulgação e acompanhamento da ação será via redes sociais.

Ação visa contribuir para amenizar os impactos das enchentes

Vendas de máquinas agrícolas recuam 11,6% até abril

Preços das commodities e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado

As vendas de maquinário agrícola no varejo foram de 14.615 unidades entre janeiro e abril, retração de 11,6%

O ano não começou de forma positiva para o setor de máquinas agrícolas. Os primeiros quatro meses e 2024 foram marcados por retração nas vendas internas e externas. As vendas no varejo foram de 14.615 unidades, retração de 11,6%. Já as exportações somaram 2.077 unidades, queda de 34,9%. Fatores com os preços das commodities, falta de financiamento e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado, sobretudo para as colheitadeiras, que têm valor agregado maior que os tratores de rodas.

O setor de máquinas rodoviárias, no entanto, vive outra realidade. O primeiro quadrimestre fechou com volume de 10.834 unidades vendidas no atacado, uma elevação de 12,8% sobre os negócios fechados no primeiro terço do ano passado. As vendas no atacado refletem as primeiras duas fases do PAC e algumas licitações públicas realizadas no início do ano, além dos reflexos iniciais dos negócios fechados na feira M&T Expo, realizada em São Paulo, em abril. O balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também apurou as exportações de máquinas rodoviárias, que incluem tratores de esteira, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, rolos compactadores, minicarregadeiras e manipuladores telescópicos. O volume de 4.359 unidades exportadas no quadrimestre foi 13,6% inferior ao do mesmo período do ano passado.

Além dos números do quadrimestre, o presidente da associação, Márcio de Lima Leite, falou da importância de impulsionar as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no Brasil. “Os produtos apresentados nas recentes feiras Agrishow e M&T Expo possuem alto nível de tecnologia embarcada, que se revertem em aumento de produtividade para todos os tipos de clientes, dos mais familiares aos grandes grupos agrícolas e de construção. Daí a necessidade de mais recursos para as linhas já existentes de financiamento do BNDES”, declarou. Outro ponto tratado como urgente é recuperar os volumes das exportações, por meio de uma política consistente de incentivo, com maior inserção na cadeia global, mais acordos comerciais e redução de entraves, tornando nossos produtos mais competitivos. “Se de um lado as autoridades devem estar atentas a promover nossos produtos de alta tecnologia no exterior, por outro devem estar alertas a empresas que chegam ao país apenas para disputar licitações públicas, com baixo conteúdo nacional, sem garantias e sem rede assistencial estabelecida”, concluiu Leite.

Preços das commodities e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado

Serviço da catarinense Orsegups deve alcançar 20 mil clientes até o fim do ano

Empresa quer triplicar o uso de solução de segurança eletrônica com IA para proteger estabelecimentos comerciais e residências

Uma das estratégias para crescer está na oferta aos clientes de um seguro que cobre danos como o arrombamento de uma porta ou uma vitrine quebrada, além do furto de objetos

Depois de investir R$ 15 milhões em tecnologia própria para desenvolver uma solução de segurança eletrônica que usa inteligência artificial para monitorar sistema de alarme destinados a estabelecimentos comerciais e residências, a catarinense Orsegups, líder nacional no segmento, quer multiplicar por três o número de clientes com acesso a este serviço. O objetivo é elevar dos atuais 6 mil para 20 mil o total de clientes do Alarme 365, importante foco da vertical de segurança eletrônica da empresa para a proteção de comércios e residências com área entre 18 metros quadrados e 180 metros quadrados.

“Nossa intenção é oferecer mais tranquilidade ao cliente que até pouco tempo atrás achava que não tinha condições de proteger seus negócios e que merece essa segurança. Queremos democratizar o acesso ao serviço de segurança eletrônica com inteligência artificial embarcada, através do monitoramento de alarme, para um número cada vez maior de estabelecimentos comerciais”, informa Douglas Pinheiro, executivo da empresa e responsável pelo projeto Alarme 365. Uma das estratégias para crescer está na oferta aos clientes de um seguro que cobre danos como o arrombamento de uma porta ou uma vitrine quebrada, além do furto de objetos (dentro dos limites da apólice).

Criado com tecnologia 100% própria, o Alarme 365 tem software ligado a sensores que identificam movimentação na área monitorada e acionam câmeras que geram imagens em alta resolução. Os registros são analisados com auxílio de inteligência artificial, o que aumenta a eficiência e a velocidade de resposta. Em caso de ocorrência confirmada, em poucos segundos a equipe responsável é acionada e dá sequência ao protocolo indicado para cada tipo de ocorrência. Este serviço está disponível nas regiões de (Porto Alegre, São José, Itajaí, Joinville, Campinas, Jaraguá do Sul, Curitiba, Blumenau, Itapema e Chapecó) e, em breve, também em Jundiaí (SP) e Brusque (SC).

Empresa quer triplicar o uso de solução de segurança eletrônica com IA para proteger estabelecimentos comerciais e residências

Confiança do industrial tem forte queda no Rio Grande do Sul

Com estado afetado pelas inundações, ICEI-RS desaba para o menor nível desde junho de 2020

Pela pesquisa, a deterioração na situação atual dos negócios foi generalizada, mas foram nas perspectivas dos empresários para os próximos seis meses que a tragédia climática mostrou as maiores consequências

A devastação provocada pelas chuvas impactou no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de maio, divulgado nesta quarta-feira (22) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Foi a maior queda desde novembro de 2022 e o menor nível desde junho de 2020: 44,4 pontos, 6,1 a menos do que em abril (50,5). A pesquisa foi realizada com 161 empresas, sendo 33 pequenas, 60 médias e 68 grandes, entre 2 e 16 de maio, justamente durante o período das fortes enchentes no estado. “Com centenas de cidades atingidas, muitas empresas debaixo d’água, funcionários sem residência, as expectativas dos empresários estão abaladas. Convém lembrar que 94% da atividade econômica foi afetada de alguma forma, seja por inundações, deslizamentos de encostas, problemas logísticos, com os colaboradores ou fornecedores, em localidades onde estão instaladas 96% das indústrias gaúchas”, relata Gilberto Petry, presidente da entidade.

O ICEI-RS varia de zero a cem pontos, e abaixo dos 50 indica falta de confiança. Desde 2005, em 191 edições do ICEI-RS, essa foi a sétima redução mensal mais intensa. A pesquisa é composta por dois índices: o de condições atuais, formado pela percepção dos empresários sobre a economia brasileira e sobre a própria empresa em relação aos últimos seis meses, e o índice de expectativas, para o semestre seguinte. Dado o âmbito regional da tragédia, os componentes que avaliam as empresas – condições atuais e, sobretudo expectativas – foram os mais atingidos, embora os relacionados à economia brasileira também tenham se deteriorado.

O índice de condições atuais recuou de 45,2 pontos, em abril, para 41,9, em maio. Abaixo de 50, revela piora e a queda demonstra que a percepção negativa se disseminou entre as empresas. O índice de condições da economia brasileira, que recuou de 39,4 para 38,5 pontos no período, registrou o menor patamar entre todos os índices de confiança. Reflete a grande diferença entre o percentual de empresários que perceberam piora (42,2%) e melhora (3,1%). As condições das empresas também se agravaram. Baixou quase cinco pontos, de 48,1, em abril, para 43,6, em maio. Já o índice de condições da economia gaúcha, que não é computado no índice agregado e, normalmente, pouco difere do análogo nacional, mostrou contração bem maior, de 6,3 pontos, e um nível bem menor, de apenas 34,1, em maio. Mais da metade dos empresários (51,6%) percebem piora nas condições da economia regional em maio, ante 1,9% que vê melhora.

Pela pesquisa, a deterioração na situação atual dos negócios foi generalizada, mas foram nas perspectivas dos empresários para os próximos seis meses que a tragédia climática mostrou as maiores consequências. O índice de expectativas recuou 7,5 pontos, de 53,2, em abril, para 45,7, em maio, saindo da região de otimismo para o terreno pessimista. Sentimento que, em maio de 2024, é menor somente que o de maio de 2020 e os dos patamares mais baixos da longa crise econômica de 2015/2016.

Com estado afetado pelas inundações, ICEI-RS desaba para o menor nível desde junho de 2020

Enchentes afetam mais da metade das micro e pequenas empresas gaúchas

Sebrae prepara plano de ação para socorrer empresários

Apenas em Porto Alegre foram identificadas aproximadamente 46 mil micro e pequenas empresas debaixo d’água

Mais da metade das micro e pequenas empresas gaúchas (MPEs) foram afetadas pelas enchentes e estão com suas operações paralisadas ou reduzidas. Um diagnóstico realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Sul ouviu, até o momento, 10 mil empresários locais e 70% deles afirmam que as perdas financeiras podem chegar a R$ 50 mil para voltarem a funcionar minimamente. Ainda segundo o Sebrae RS, a catástrofe climática acometeu 600 mil pequenos negócios do estado – apenas na capital, Porto Alegre, foram identificados aproximadamente 46 mil micros e pequenas empresas debaixo d’água. O retrato da tragédia gaúcha foi feito a partir do cruzamento de informações da Junta Comercial e do mapeamento das áreas alagadas.

Os dados foram apresentados pelo Conselho Deliberativo Nacional (CDN), órgão colegiado de direção superior do Sebrae. No encontro, em Brasília (DF), também foi aprovado o plano de ação emergencial ao Sebrae Rio Grande do Sul, na gestão de emergências e desastres naturais, apresentado pela diretoria executiva do Sebrae Nacional. Entre as medidas previstas está a estruturação de um portifólio de serviços do Sebrae, entre eles soluções emergenciais que serão oferecidas gratuitamente para os donos de pequenos negócios do estado. Além disso, o Sebrae fica autorizado a conceder garantia de 100% do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que será automaticamente acionada nos municípios em situação de calamidade pública declarada. As empresas ficarão isentas do pagamento da comissão de concessão do aval (CCA).

O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, reforçou o compromisso da instituição em unir esforços junto ao governo federal para ajudar na reconstrução do estado. “A recuperação econômica do Rio Grande do Sul passa pela reestruturação desses pequenos negócios que geram emprego e colocam a comida na mesa de milhares de famílias. Cabe a nós mobilizar todo o Sistema Sebrae em prol dos empresários gaúchos”, enfatizou.

Sebrae prepara plano de ação para socorrer empresários

Montadoras ainda não sabem impacto das cheias do RS

Anfavea informa que empresas e fornecedores estão avaliando danos

Segundo a Anfavea, o Rio Grande do Sul é local de origem de cerca de 5% dos componentes comprados pelas fabricantes brasileiras

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, disse que ainda não é possível saber os impactos no setor automobilístico por causa das inundações no Rio Grande do Sul. “Está difícil inclusive acessar a essas companhias. Em alguns fornecedores e empresas, a gente sequer sabe a profundidade do que ocorreu e, muitas vezes, nem eles mesmo sabem. Nesse momento, a gente não tem como avaliar a situação com maiores detalhes”, informou.

Leite ressalvou, no entanto, que, até o momento, o setor automobilístico não tem enfrentado problemas graves na produção decorrentes das enchentes. “Até agora não foi um problema tão dramático, a questão está se conseguindo organizar com alguns itens de estoque. Mas, infelizmente, nós não temos um raio x e uma radiografia tão precisa quanto nós gostaríamos”, afirmou. Segundo a Anfavea, o estado representa 7,5% do mercado de veículos automotores do país. É local de origem de cerca de 5% dos componentes comprados pelas fabricantes brasileiras.

A Volkswagen colocou nesta segunda-feira (20) em férias coletivas de dez dias funcionários das fábricas da Anchieta, de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São Carlos (SP). Segundo a empresa, a paralisação ocorre devido ao impacto na produção causado pelos alagamentos no Rio Grande do Sul. “Alguns fornecedores de peças da Volkswagen do Brasil, com fábricas instaladas no estado, estão impossibilitados de produzir nesse momento”, diz a montadora em comunicado.

Com ABR

Anfavea informa que empresas e fornecedores estão avaliando danos

SC autoriza contratação do plano estadual de logística de transporte

Trabalho será concluído dentro de 18 meses

A elaboração do trabalho visa principalmente a análise da situação atual e o planejamento futuro de investimentos em todos os modais de transporte

O governador Jorginho Mello assinou a ordem de serviço para a elaboração do plano estadual de logística de transporte. O trabalho será realizado pela Infra SA e a partir deste estudo o estado terá um documento que fundamentará as ações públicas necessárias para que os diferentes modais de transporte possam atender as demandas da economia catarinense. O contrato tem o valor de R$ 4,2 milhões e os recursos serão repassados pela SC Participações e Parcerias provenientes de dividendos recebidos do Porto de Imbituba. A Infra terá 18 meses para a conclusão do trabalho.

A elaboração do trabalho visa principalmente a análise da situação atual e o planejamento futuro de investimentos em todos os modais de transporte com ênfase para cargas destinadas e provenientes do comércio exterior. Sua elaboração requer um processo de análise criteriosa, diagnóstico preciso e planejamento estratégico, com foco na logística empresarial, em infraestrutura e facilitação do comércio.

“O plano era uma demanda muito antiga. A maior vantagem é que ele é uma referência técnica para priorizar investimentos”, frisou o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar. Ele explicou ainda que, com o plano, será possível planejar o futuro da infraestrutura de transportes no estado, de forma a garantir a eficiência e a diminuição dos custos logísticos. “Isso traz benefícios ambientais e para a competitividade do estado, pois a logística é um componente essencial para o desenvolvimento socioeconômico”, destacou.

Trabalho será concluído dentro de 18 meses

Claudio Bier presidirá a Fiergs

Ele é diretor-presidente da Masal e presidente do Simers

Bier propõe que o BNDES encaminhe rapidamente para as empresas capital de giro com juros adequados para que possam recuperar o RS

Claudio Affonso Amoretti Bier é o novo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) para o período 2024 a 2027. Ele foi eleito, nesta terça-feira (21), pela Chapa 1, com 54 votos, contra 53 do candidato da Chapa 2, Thômaz Nunnenkamp. Todos os 107 Sindicatos Industriais aptos a votar, votaram, em uma eleição histórica com 100% de adesão. “O Rio Grande do Sul atravessa uma crise que nunca atravessou, e a minha responsabilidade como presidente da Fiergs será muito grande. Temos muitas empresas atingidas, algumas embaixo d’água, muitos funcionários com residências embaixo d’água, e as que não foram atingidas, com dificuldades de receber ou entregar matéria-prima”, disse o novo presidente da entidade, que sucederá Gilberto Porcello Petry.

Bier propõe que o BNDES encaminhe rapidamente para as empresas capital de giro com juros adequados para que possam recuperar o Rio Grande do Sul. A eleição ocorreu em formato híbrido, com o voto presencial realizado na sede da Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. Os vice-presidentes de Claudio Bier são André Bier Gerdau Johannpeter, Arildo Bennech Oliveira, Claudio Teitelbaum, Clovis Tramontina, Maristela Cusin Longhi e Ubiratã Rezler. A posse da nova diretoria deverá ocorrer entre 15 e 20 de julho.

Trajetória
Claudio Affonso Amoretti Bier, 81 anos, é diretor-presidente da Masal e presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers). Nascido em Santo Antônio da Patrulha, antes de adquirir a Masal, em 1983, atuou nos ramos dos transportes e extração de madeiras. Como presidente do Simers, há pouco mais de 20 anos, idealizou a criação de um espaço para exposição de máquinas e implementos agrícolas dentro da Expointer, o que ajudou a dar protagonismo e maior dimensão ao segmento. Em 2001, adquiriu a Fundição Jacuí, de Cachoeira do Sul. Entrou para o ramo da navegação em 2018, quando adquiriu em Taquari o Estaleiro Colorado.

Ele é diretor-presidente da Masal e presidente do Simers

Arrecadação federal cresce 8,2%

Tributação de fundos exclusivos eleva em R$ 120 milhões valor recolhido

A Receita Federal apresentou também os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação no mês

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve leve alta, alcançando R$ 228,8 bilhões em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (21) pela Receita Federal. O resultado representa aumento real de 8,2%, ou seja, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com abril de 2023. É o maior valor para meses de abril desde 1995, início da série histórica. Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a abril de 2024. No período, a arrecadação alcançou o valor de R$ 886,64 bilhões, representando um acréscimo pelo IPCA de 8,3%. Os dados sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal. 

Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado no mês passado ficou em R$ 213,3 bilhões, representando acréscimo real de 9,08%. Os resultados foram influenciados positivamente pelas variáveis macroeconômicas, resultado do comportamento da atividade produtiva, pela tributação dos fundos exclusivos e pelo retorno da tributação do Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre combustíveis.

Contribuindo para melhorar a arrecadação, em abril, houve recolhimento extra de R$ 120 milhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu no mesmo mês de 2023. A lei que muda o Imposto de Renda incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro do ano passado. Mesmo com a receita extra, em abril, a arrecadação do IRRF-Rendimento de Capital teve queda de 3,62% em relação a abril de 2023, alcançando R$ 8,41 bilhões. O resultado é explicado, principalmente, pelas quedas nominais de 4,45% na arrecadação do item Aplicações de Renda Fixa e de 6,79% na arrecadação do item Fundos de Renda Fixa.

Por outro lado, no acumulado do ano, o IRRF-Rendimento de Capital apresentou arrecadação de R$ 44,43 bilhões, crescimento real de 29,24%. O desempenho, nesse caso, pode ser explicado pela arrecadação de R$ 11,3 bilhões de janeiro a abril, decorrentes da tributação dos fundos exclusivos. Já a reoneração das alíquotas do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) sobre combustíveis contribuiu para evitar a perda de arrecadação. Em abril de 2023, a desoneração com esses tributos havia sido de R$ 3 bilhões. 

A Receita Federal apresentou também os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação no mês. Entre os indicadores,estão a venda de bens e serviços, que caíram, respectivamente, 1,5% e 2,3% em março (fator gerador da arrecadação de abril), mas registraram alta de 3,29% e 0,52% entre dezembro de 2023 e em março de 2024 (fator gerador da arrecadação do período). A produção industrial caiu 3,61% no mês passado e subiu 0,5% no período quadrimestre do período. Ainda assim, o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 14,02% em março de 2024 e de 1,15% entre dezembro de 2023 e março de 2024. Também houve crescimento de 9,24% da massa salarial em março e de 10,11% no quadrimestre encerrado no mês.

Com ABR

Tributação de fundos exclusivos eleva em R$ 120 milhões valor recolhido

SC vai receber R$ 95 milhões para enfrentar enchentes

Recursos serão usados na construção de diques no Alto Vale e no Médio Vale do Itajaí

Desde 11 de maio foi dado início o processo de dragagem do Rio Itajaí-Açu

A bancada federal de Santa Catarina conseguiu o repasse de uma emenda de mais de R$ 95 milhões para o enfrentamento às chuvas e enchentes no estado. A pedido do governador Jorginho Mello, os parlamentares vão destinar os recursos para o melhoramento fluvial e a construção de diques em cidades da região do Alto Vale e do Médio Vale do Itajaí. O dinheiro faz parte do orçamento da União e é liberado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. “Nosso governo vem buscando maneiras e recursos para enfrentar esse problema histórico das enchentes e aliviar um pouco a situação do povo”, disse Mello.

O secretário da proteção e defesa civil, coronel Fabiano de Souza acrescentou que o recurso irá fortalecer ações de prevenção e proteção. “Vem complementar o trabalho que a defesa civil está realizando junto à população catarinense. A nossa missão é entender as necessidades dos municípios e ser um braço estendido no quesito proteção, queremos melhorar a mitigação, evitar enchentes e criar um futuro melhor especialmente para os municípios do Vale do Itajaí que tanto sofrem com eventos adversos”, destacou. Desde 11 de maio foi dado início o processo de dragagem do Rio Itajaí-Açu. A ação prevê melhorias que visam mitigar e prevenir as cheias no Alto Vale do Itajaí, região que de forma recorrente é uma das mais atingidas em Santa Catarina. A medida é uma forma de evitar que cenas como a das enchentes de 2023 voltem a se repetir no Vale do Itajaí como um todo.

Recursos serão usados na construção de diques no Alto Vale e no Médio Vale do Itajaí