Archives 2024

Indústria cervejeira ganha corpo no Paraná

Cadeia do setor investiu R$ 5 bilhões no estado desde 2020

A Heineken, que tinha anunciado um aporte inicial de R$ 865 milhões, acabou investindo R$ 1,5 bilhão na unidade, mais que dobrando sua capacidade produtiva

A cadeia de produção de cerveja está em alta no Paraná. Desde 2020, empresas do setor investiram cerca de R$ 5 bilhões não apenas para a fabricação da bebida no estado, mas também de outros insumos usados no processo, desde o malte até as garrafas. É um trabalho que já começa no campo, com o Paraná liderando a produção nacional de cevada e fomentando também a plantação de lúpulo, outro ingrediente utilizado na cerveja, até chegar ao copo de quem aprecia uma “gelada”.”Desde 2019 identificamos um aumento na demanda de investimentos do setor cervejeiro, que culminou nesse valor de R$ 5 bilhões aportados principalmente nos Campos Gerais e, mais recentemente, na Região Metropolitana de Curitiba”, explica o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Segundo o Anuário da Cerveja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Paraná chegou a 2023 com 171 estabelecimentos registrados para a produção de cerveja e chope, quarto maior número do Brasil. E pelos dados da Junta Comercial do Paraná, são 289 cervejarias registradas no estado, sendo que 96 foram abertas entre janeiro de 2020 e agosto de 2024, 13 delas até agosto. Os investimentos em solo paranaense começam na industrialização da matéria-prima essencial, a cevada. Para reduzir a dependência de malte importado, seis cooperativas se reuniram para construir a maior planta para a produção do insumo na América Latina, a Maltaria Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa.

Inaugurado em junho, o empreendimento recebeu R$ 1,6 bilhão de investimentos das cooperativas Agrária, Frísia, Castrolanda, Capal, Bom Jesus e Coopagrícola. A previsão é produzir, em uma primeira etapa, 280 mil toneladas de malte por ano, o que equivale a 15% da demanda nacional. No ano passado, o Brasil importou 814,5 mil toneladas do insumo. Esse volume representou um impacto de US$ 541,4 milhões na balança comercial nacional. Pelo Paraná, as importações de malte chegaram a 160,6 mil toneladas no ano passado, com receita de US$ 104,8 milhões. Pioneira na produção de cevada para a indústria cervejeira, a Cooperativa Agrária está investindo mais R$ 500 milhões em uma nova maltaria na colônia Entre Rios, onde fica sua sede, na cidade de Guarapuava. O empreendimento está sendo tocado pela Ireks do Brasil, joint venture formada pela cooperativa e pela empresa alemã Ireks, e vai ser o primeiro no Brasil a produzir maltes especiais, produto que hoje é importado, para abastecer o mercado nacional.

Outro importante investimento veio de uma empresa já consolidada no Paraná. Instalada em 2016 em Ponta Grossa, a multinacional holandesa Heineken iniciou em 2020 um processo de expansão de sua planta, com apoio do programa Paraná Competitivo. A empresa, que tinha anunciado um aporte inicial de R$ 865 milhões, acabou investindo R$ 1,5 bilhão na unidade, mais que dobrando sua capacidade produtiva. O Brasil é o maior mercado consumidor da marca no mundo. Com a ampliação, a fábrica de Ponta Grossa é a primeira a produzir chope 0.0%, uma bebida zero álcool preservando sabor e alta qualidade. Foi também a partir dos investimentos que a empresa passou a produzir sua versão zero álcool, a Heineken 0.0%, sendo a única planta que fabrica esse rótulo no país, e mais recentemente, a Sol 0.0%, mais uma aposta do grupo.

Durante o período de obras, mais de 1.400 postos de trabalho foram criados. Agora, 255 pessoas foram contratadas para a empresa, com a geração de 575 empregos diretos e milhares de indiretos em sua planta paranaense. A unidade é a que mais produz Heineken no Brasil, dentre as 14 fábricas distribuídas nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, e a que mais produz cerveja da marca no mundo. Além da cerveja que leva o nome da empresa e sua versão zero álcool, são produzidas na unidade marcas como Amstel, Sol, Bavaria e Kaiser. A unidade é também a primeira do grupo a produzir Heineken retornável 330 ml, contribuindo para a cadeia retornável de vidro.

Em setembro, outra empresa de bebidas anunciou a implantação de uma cervejaria no Paraná, desta vez em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O grupo paranaense RFK, responsável por marcas como o Refriko e o energético Furioso, promete construir uma fábrica altamente tecnológica, com o uso de inteligência artificial no gerenciamento da produção para otimizar o processo de produção. A empresa, que tem um parque industrial em Cambé, no Norte do Paraná, prevê iniciar a produção na Região Metropolitana de Curitiba no primeiro semestre de 2026, com a expectativa de envasar 1,2 bilhão de litros de bebidas por ano. A planta pretende iniciar a produção com duas marcas próprias de cerveja, a Bamboa e a Moema, deve incluir um terceiro rótulo e também outras bebidas de seu catálogo.

O Paraná também está ganhando uma fábrica de embalagens da Ambev, que também conta com uma planta para a produção cerveja em Ponta Grossa. A indústria de garrafas, agora, está sendo instalada na cidade vizinha de Carambeí, com investimento de R$ 870 milhões. Em junho, a implantação da unidade já estava 80% pronta. O empreendimento faz parte do movimento de ampliar a oferta de cervejas premium no portfólio da empresa, com rótulos como Spaten, Corona, Stella Artois e Original. Serão produzidas na fábrica até 1,5 mil garrafas por minuto, chegando a 15 milhões por mês. São embalagens de diferentes formatos e cores, como long necks, 300 ml, 600 ml e 1 litro. Cerca de 2 mil pessoas trabalharam somente na construção da fábrica de garrafas, que tem previsão de gerar 170 empregos diretos para Carambeí e região e até 2 mil empregos considerando toda a cadeia.

Microcervejarias
Além das grandes empresas do setor, o Paraná também tem um grande movimento de microcervejarias, que são aquelas que produzem até 5 milhões de litros por ano. Somente a Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) conta com 56 estabelecimentos associados, a maior parte na região de Curitiba. Um censo promovido pela associação em 2022 com 43 empresas mostrou que 76% tinham planta própria, metade delas contavam com um faturamento mensal de até R$ 100 mil e 42% empregavam até cinco pessoas. Além disso, 31% delas produziam até 5 mil litros da bebida por mês. Para fomentar esse segmento, o governo estadual oferece incentivos fiscais para a cadeia. A Secretaria de Estado da Fazenda oferece, até 31 de dezembro de 2024, crédito presumido de 13% no valor do ICMS nas vendas de cervejas e chopes artesanais no estado, com benefício limitado à saída de 200 mil litros por mês. Segundo a pasta, existe a possibilidade de prorrogação do benefício.

O diretor de marketing da Procerva, Mario Kleina, destaca que incentivos tributários são fundamentais para garantir a competitividade das microcervejarias no mercado. “A gente enxerga de maneira essencial a aproximação e o diálogo com o poder público. Conquistamos alguns ganhos significativos para as cervejarias em relação às regras tributárias, que flexibilizaram o cenário e nos tornou um pouco mais competitivos quando se comparado às grandes indústrias”, relata. “As cervejas artesanais ainda são vistas pelo consumidor como algo ainda distante, principalmente com a mudança no padrão de consumo após a pandemia. Mas a nossa ideia é popularizar esse consumo, para entrar na rotina da população”, destaca Kleina. Ele destaca a versatilidade dos sabores de cerveja que são explorados na produção especial, com o uso de diferentes ingredientes. Segundo o Anuário da Cerveja, o Paraná contava, em 2023, com 4.400 produtos diferentes, uma média de 26 rótulos por estabelecimento. “Pode variar malte, lúpulo, trazer um sensorial diferente, incluir frutas e outros insumos. Isso abre um leque gigantesco, tornando a cerveja altamente versátil, o que é muito bem recebido pelos nossos consumidores, que é um público que gosta de novidades e quer degustar coisas novas”, conclui.

Cadeia do setor investiu R$ 5 bilhões no estado desde 2020

RBS Ventures e Nexpon anunciam coinvestimento na Warren

Movimento potencializará o alcance da plataforma de investimentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Fundada em 2017 em Porto Alegre, a Warren é pioneira na oferta de serviços de investimentos em larga escala através do uso intensivo de tecnologia

A RBS Ventures e a Nexpon anunciaram o coinvestimento no Grupo Warren Investimentos. A partir desta parceria da media capital do Grupo RBS e do braço de investimentos da NSC Comunicação, que reúne duas afiliadas da Rede Globo, respectivamente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, serão gerados mais de 260 milhões de impactos ao longo de dois anos, ampliando o alcance e a relevância da marca da corretora nos dois estados. Fundada em 2017 em Porto Alegre, a Warren é pioneira na oferta de serviços de investimentos em larga escala através do uso intensivo de tecnologia.

Com o aporte de mídia de RBS Ventures e Nexpon, deve consolidar sua marca nos mercados gaúcho e catarinense, aproveitando o momento de mudança na regulação que deve revolucionar a forma como os brasileiros se relacionam com seus bancos e agentes financeiros. “Desde 2017 oferecemos a todas as pessoas uma forma de investir até então restrita aos ultra-ricos: estratégias definidas por objetivos e remuneração transparente e alinhada. A partir de novembro, todas as corretoras terão de fazer o que a gente já faz lá desde o começo. Queremos aproveitar o momento para turbinar nosso investimento em marketing e mostrar às pessoas que existe uma forma muito melhor de investir, baseada em confiança e qualidade de serviço”, comenta Tito Gusmão, CEO e cofundador da Warren, por meio de nota.

Para além de veicular publicidade em marcas líderes de mercado em TV, digital, rádio e jornal no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a parceria contempla estratégia de comunicação articulada, a partir de dados, mirando os objetivos estratégicos da plataforma na região. Com dois anos de operação recém-completados, a RBS Ventures possui um modelo consultivo de atuação comercial e de iniciativas inovadoras, como o dashboard de impactos, a estratégia de comunicação ampara-se no monitoramento em tempo real das campanhas de mídia, assegurando a otimização dos resultados. Contando com todos esses ativos para consolidar a marca da Warren, a previsão é gerar mais de 120 milhões de impactos no Rio Grande do Sul.

“Esta parceria com a Warren reafirma a relevância da RBS Ventures e de nosso modelo de negócios. É também uma demonstração da crença de empresas estabelecidas na força do Grupo RBS para promover e reforçar posicionamento de marca a partir do Rio Grande do Sul, ampliando sua conexão com o público gaúcho. Com apenas dois anos no mercado, devemos encerrar 2024 com mais de R$ 30 milhões investidos”, afirma Mauricio Sirotsky Neto, cofundador da RBS Ventures e membro do conselho de gestão do Grupo RBS, também por meio de nota.

Movimento potencializará o alcance da plataforma de investimentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Senado aprova Galípolo para presidir o Banco Central

Ele é o atual diretor de política monetária do BC

Galípolo assumirá o lugar de Roberto Campos Neto a partir de 1º de janeiro de 2025, com mandato até o final de 2028

O Senado aprovou o nome de Galípolo para presidir o Banco Central (BC) a partir de 2025 por 66 votos a 5, a indicação de Gabriel Galípolo. Foram 26 votos favoráveis e nenhum contrário. Ele é o atual diretor de política monetária da autoridade monetária. Na sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo teve aprovação por unanimidade. Antes dele, o único que tinha conseguido unanimidade havia sido o atual titular do cargo, Roberto Campos Neto.

Ele respondeu várias questões dos senadores, que enviaram perguntas em bloco de cinco parlamentares ao longo da sabatina. O senador Bene Camacho (PSD-MA) questionou o reajuste da taxa Selic para conter a inflação. O parlamentar perguntou ao indicado à presidência do Banco Central se há outra forma de conter o aumento dos preços. “Não se controla mais inflação, em política monetária, pela quantidade de moeda que foi impressa pelo governo, mas sim pela taxa de juros, que tem o papel de desempenhar justamente essa função. Ela fornece uma remuneração sem riscos, ou seja, sem risco de crédito, para que os bancos reduzam o quanto eles vão jogar de liquidez no sistema e, assim, você reduz a facilidade que você teria para consumir, tomar crédito ou mesmo investir numa intenção de controlar o ímpeto do crescimento econômico ao observar o equilíbrio harmonioso entre oferta e demanda”, explicou Galípolo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) questionou Galípolo a respeito de sua posição sobre a autonomia do Banco Central. Em resposta, o economista afirmou nunca ter sentido qualquer tipo de pressão por parte do governo e reafirmou o compromisso de seguir o mandato legal e institucional do BC, tomando decisões de maneira técnica e correta, com interesse da população. Questionado pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR) sobre a visão do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito do conflito entre política monetária e política fiscal, Galípolo explicou que a redação da comunicação oficial do Banco Central é um mecanismo de transmissão das expectativas de inflação e a inflação corrente a partir da política monetária e fiscal. Em resposta ao senador Marcos Rogério (PL-RO), Galípolo assegurou que manterá sua independência de pressões externas como presidente do Banco Central.

Ao falar sobre os preços administrados no Brasil, como os combustíveis, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a reindexação de preços administrados na economia trouxe inflação estrutural para o país. O parlamentar lembrou que o Banco Central hoje conta com autonomia consolidada e que a política monetária da instituição deve estudar as variáveis econômicas, mas também “ficar de olho” nos elementos estruturais que levam ao aumento da inflação. “Há algumas décadas atrás os bancos centrais deixaram, gradativamente, de acompanhar a quantidade de moeda, partindo da concepção de que a moeda é endógena. Quem decide colocar moeda em circulação na economia são as instituições bancárias que concedem crédito, por isso se fala em intermediação bancária. Os bancos são quase como concessionários para a gestão de um bem público/privado que é o dinheiro, por isso o que o Banco Central define é a taxa básica de juros para criar um estímulo ou desestímulo para o consumo”, relatou o futuro presidente do Banco Central.

Questionado pelo senador Oriovisto Guimares (Podemos-PR) se teria “coragem” de aumentar juros mesmo diante de possíveis pressões vindas do presidente da República e de outros agentes políticos, o indicado disse que trabalhará com liberdade e de acordo com sua consciência. “Adoraria poder me vangloriar disso, em um ano e meio como diretor de política monetária já fiz as três opções possíveis: manter, aumentar e diminuir a taxa de juros. Mas a verdade é que nunca sofri pressão, seria leviano de minha parte dizer que isso aconteceu. Na hipótese de isso ocorrer, obviamente teria coragem de fazer. Todas as recomendações que recebi, do próprio presidente Lula e também aqui no Senado, foi para agir de acordo com minha consciência, caso contrário começaria a empilhar equívocos. Minhas decisões são tomadas de acordo com o que for melhor para a população brasileira e aqui assumo o compromisso de continuar assim. Devemos atender ao arcabouço legal e institucional do Banco Central”, respondeu.

Com Agência Senado

Ele é o atual diretor de política monetária do BC

Catarinense Zagonel compra as marcas Corona e Thermosystem

Negócio deve tornar a empresa a segunda maior fabricante de duchas do Brasil

Roberto Zagonel: aquisições ajudarão a empresa a acessar consumidores e mercados que ainda não eram atendidos

A indústria Zagonel, de Pinhalzinho, anunciou nesta quarta-feira (2) a compra das marcas Corona e Thermosystem junto à paulista Dexco. O negócio, que não teve valor divulgado, envolve ainda uma fábrica e um centro de distribuição em Aracaju (SE) e um centro de distribuição em Tubarão. A fábrica tem capacidade de produção de 12 milhões de peças por ano. A Zagonel foi fundada em 1989 em Pinhalzinho e atua nos segmentos de duchas, torneiras elétricas, iluminação profissional e iluminação pública. Emprega atualmente 1,3 mil pessoas e divulgou, em 2022, que tem como meta faturar R$ 1 bilhão no ano de 2029, quando completará 40 anos de fundação.

“Pode ser que agora tenhamos que rever essa meta para cima”, ressalta Roberto Zagonel, fundador da empresa. Ele acredita que essas aquisições ajudarão a Zagonel a acessar consumidores e mercados que ainda não eram atendidos, além de melhorar as condições de negociação junto a fornecedores. O industrial aguarda agora o prazo de at 90 dias para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifeste sobre a negociação para que se inicie a integração das novas marcas e unidades à Zagonel. “Após todo o processo, seremos o segundo maior fabricante de duchas do Brasil”, conta. Hoje, a líder de mercado é a Lorenzetti. A marca Hydra não está envolvida no negócio e seguirá com a Dexco.

Negócio deve tornar a empresa a segunda maior fabricante de duchas do Brasil

Fiesc propõe incorporar túnel do Morro dos Cavalos a obras da CCR

Estimativa é de que obra custe cerca de R$ 1 bilhão

Federação pede análise da sugestão na revisão quinquenal da concessão do trecho sul da rodovia para viabilizar construção

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) encaminhou sugestão à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que a agência analise a viabilidade de incorporar a obra do túnel do Morro dos Cavalos às obras propostas na revisão quinquenal da concessão do trecho Sul da BR-101. Hoje sob concessão da Arteris Litoral Sul, o trecho onde está localizado o Morro dos Cavalos representa um gargalo relevante para a eficiência da rodovia e também uma questão de segurança aos usuários, pelo risco de acidentes e desmoronamento de encostas.

A ideia da federação é que, se possível, a CCR Via Costeira, concessionária do trecho Sul, realize a obra e seja remunerada por ela. Isso porque o pedágio sob administração da CCR é inferior ao da BR-101 Norte, e o prazo de concessão é maior, permitindo uma diluição do investimento ao longo de mais tempo. “A Fiesc reitera a necessidade de solucionar os atuais entraves à eficiência da BR-101 e lembra que já existe projeto e licença de instalação concedida para a obra”, informa a entidade por meio de nota. A estimativa da entidade é de que o custo de execução seja de cerca de R$ 1 bilhão. O ofício foi encaminhado à ANTT em Brasília e também à regional em Santa Catarina. O documento também será entregue ao grupo paritário de trabalho que discute a revisão quinquenal do contrato da CCR Via Costeira.

Estimativa é de que obra custe cerca de R$ 1 bilhão

Mais de 70% dos sinais vitais da Terra estão em estado crítico por mudanças climáticas

Pesquisadores avaliaram parâmetros como a cobertura de gelo e a acidez do oceano

Estudo revela que os três dias mais quentes da história ocorreram em julho de 2024, com temperaturas médias globais diárias atingindo recordes na maior parte do ano

A saúde do planeta pode atingir um ponto irreversível em poucos anos se não houver ações urgentes para mitigar a crise climática. Dos 35 parâmetros utilizados para monitorar as mudanças climáticas anualmente, como a temperatura média da superfície da Terra, a cobertura de gelo e a acidez do oceano, 25 atingiram recordes extremos no último ano. É o que indica análise publicada na revista científica BioScience nesta terça-feira (8). Elaborado por uma coalizão internacional liderada por cientistas da Universidade de Oregon, dos Estados Unidos, o documento conta com a participação de quatorze pesquisadores de doze instituições, incluindo professores brasileiros. O artigo revela que os três dias mais quentes da história ocorreram em julho de 2024, com temperaturas médias globais diárias atingindo recordes na maior parte do ano.

Além de investigar o comportamento desses 35 sinais vitais da Terra ao longo dos últimos anos e identificar possíveis alterações, a equipe também sintetizou as principais tragédias ambientais que aconteceram nos últimos doze meses e que podem ter relação com o agravamento das mudanças climáticas – como as inundações no Rio Grande do Sul em maio. Segundo o estudo, o número de mortes humanas relacionadas ao calor aumentou 117% nos Estados Unidos entre 1999 e 2023. Em 2022 e 2023, as altas temperaturas também contribuíram para a mortalidade em massa de animais marinhos em todo o globo. As políticas climáticas vigentes permitirão um aquecimento de 2,7°C até 2100, e cada 0,1°C adicional deve colocar cerca de 100 milhões de pessoas sob temperaturas extremas inéditas.

Em 2022, a queima de combustíveis fósseis, como gasolina, e os processos industriais representaram cerca de 90% das emissões de gases poluentes, enquanto mudanças no uso da terra, como o desmatamento, foram responsáveis por aproximadamente 10%. “Para atingir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, é urgente substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas e renováveis”, recomenda Cássio Cardoso Pereira, um dos autores do estudo, e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele observa que, no Brasil, a maior parte das emissões é oriunda do desmatamento e da agropecuária, então o foco do país deve ser frear o desmatamento, investir na agricultura e pecuária regenerativas e restaurar as áreas desmatadas. O levantamento também aponta que a perda anual de cobertura arbórea e o crescimento da população humana e de rebanhos contribuem para o aumento nas emissões de gases de efeito estufa.

O tema deve ser pauta da 29ª Conferência das Partes (COP-29) sobre Mudança Climática das Nações Unidas, que será realizada em novembro de 2024 em Baku, no Azerbaijão. O cientista avalia que a atual situação é crítica e que, sem mudança no cenário atual, não será possível manter o limite de aumento da temperatura global em 1,5ºC até 2050. “Já estamos nos aproximando dessa temperatura e podemos passar de 2°C em poucos anos, o que seria catastrófico, gerando pontos de não retorno para a Amazônia, por exemplo, o que só pioraria a situação ao longo prazo por conta do aumento das emissões”, explica Pereira. O pesquisador avalia, contudo, que ainda há tempo para governos e sociedade agirem. “Não devemos ser pessimistas. Se reduzirmos as emissões e investirmos em estratégias de remoção do gás carbônico, como a restauração dos ecossistemas, podemos sim alcançar um cenário de emissões líquidas zero até 2050” defende.

Com Agência Bori

Pesquisadores avaliaram parâmetros como a cobertura de gelo e a acidez do oceano

BNDES aprova mais R$ 122 milhões em capital de giro para empresas gaúchas

Programa visa recuperação de estruturas atingidas pelas fortes chuvas

A Rampinelli Alimentos, que atua em armazenagem, beneficiamento e comercialização de diversos tipos de arroz, obteve financiamento de R$ 40 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 122,1 milhões em crédito para capital de giro a mais quatro empresas gaúchas, de diferentes setores. As operações fazem parte do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul, focado em ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e retomada das atividades econômicas no estado. As operações aprovadas são destinadas a empresas com sedes ou filiais afetadas pelas fortes chuvas e com perdas materiais comprovadas. Como contrapartida, precisam manter os postos de trabalho nas unidades apoiadas pelo crédito, preservando a geração de renda.

A Rampinelli Alimentos, que atua em armazenagem, beneficiamento e comercialização de diversos tipos de arroz, além de biscoitos, farinhas e outros derivados de arroz, obteve R$ 40 milhões. A empresa teve três unidades inundadas, duas em Eldorado do Sul e uma em Triunfo, com interrupção total de operação, bloqueio total de acesso e falta de energia. Foram afetados pavilhões, silos, galpões, subestações, casas, refeitórios, alojamentos e escritórios.

Já a Saque e Pague, que disponibiliza terminais integrados de autoatendimento para clientes de bancos, financeiras, casas de câmbio e operadoras de telefonia, recebeu crédito de R$ 37,1 milhões. A empresa teve 119 equipamentos do tipo “caixa rápido” alagados e outros treze foram retirados por contingência, o que gerou custos adicionais. Também houve perda de dinheiro em espécie e vários terminais ficaram indisponíveis para realizar transações. Além disso, as duas instalações da empresa, em Porto Alegre, ficaram alagadas.

Outra companhia que obteve crédito aprovado foi a Solar Comércio e Agroindústria, que financiou R$ 25 milhões para a recuperação de quatro unidades das Lojas Solar nos munícipios de Arroio do Meio, Encantado, Roca Sales e São Sebastião do Caí, além de um centro distribuição da produtora e exportadora de ovos Naturovos, localizado em Porto Alegre. Com os alagamentos, houve prejuízos com infraestrutura e estoque de mercadorias, perda de faturamento na produção e exportação de ovos, além de cancelamento de pedidos de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos por clientes das lojas.

Também foi aprovado crédito emergencial de R$ 20 milhões para a BR Supply, do segmento de suprimentos corporativos como: itens de escritório e papelaria; equipamentos e eletrônicos (como suprimentos eletrônicos e de informática), higiene e limpeza, descartáveis e utensílios, entre outros. O centro de distribuição, situado na cidade de São Leopoldo, foi fortemente afetado pelas enchentes, causando prejuízos na estrutura física e em máquinas e equipamentos, perda de estoques e redução no faturamento por conta do fechamento da unidade por mais de 20 dias.

Programa visa recuperação de estruturas atingidas pelas fortes chuvas

Greve nos portos dos EUA e crise no Oriente Médio afetam navegação

Investimentos nos portos catarinenses trazem alento, mas impacto demora a ser percebido

A situação do porto de Itajaí, que ainda não opera na área concessionada para a movimentação de contêineres, é outro fator, sem previsão para normalizar

As dificuldades enfrentadas pelas empresas catarinenses em relação à movimentação de contêineres e navegação marítima ganharam agravantes no cenário internacional. A escalada do conflito no Oriente Médio e a deflagração da greve de estivadores vinculados à Associação Internacional de Estivadores (ILA) nos Estados Unidos, que paralisou atividades nos portos do Leste e da Costa do Golfo do país, devem afetar as operações mundiais, com reflexos nos fretes e na navegação. O tema foi debatido na terça-feira (1º) durante reunião da câmara de transporte e logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Ana Carolina Estevão Albuquerque, executiva da empresa de logística integrada de contêineres Maersk, explicou que a greve foi uma surpresa, já que há 50 anos os trabalhadores não tomavam medida tão drástica em suas negociações com as empresas. Ela avalia que as consequências para o transporte marítimo internacional são incertas, e vão depender da duração da greve e dos planos de contingência para amenizar os transtornos. No ambiente doméstico, no entanto, Ana Carolina destacou que a situação é menos grave do que em maio, quando foi realizada a última reunião emergencial sobre portos de Santa Catarina. Os prazos de atracação nos terminais catarinenses que movimentam contêineres foram reduzidos e fatores como a operação padrão do Ministério da Agricultura e Vigiagro não são mais entraves aos processos de comércio exterior. Também contribuiu para uma situação mais previsível a entrada em operação da expansão do Porto Itapoá.

Trazem impactos negativos, no entanto, as obras para expansão do cais da Portonave, que levaram ao fechamento de um dos berços, até início de 2026. A situação do porto de Itajaí, que ainda não opera na área concessionada para a movimentação de contêineres, é outro fator, sem previsão para normalizar. Eventos climáticos como chuvas, vento, ondas fortes e nevoeiro motivaram o fechamento do canal de acesso aos portos do complexo de Itajaí. Recentemente os portos Itapoá e São Francisco do Sul receberam licença para a dragagem do canal de acesso, que vai permitir que navios maiores possam atracar, melhorando a oferta de linhas. Além disso, Itapoá anunciou novos investimentos para 2025, para modernizar gates e adquirir mais equipamentos para melhorar a eficiência da operação.

Até que os investimentos da Portonave e Itapoá estejam concluídos e Itajaí em completa operação, a alternativa é movimentar cargas marítimas como carga geral. E os terminais de uso privado (TUPs) podem ser opções para os industriais catarinenses. O executivo Ricardo Ramos, do Terminal Portuário Barra do Rio, apresentou os serviços disponíveis para as empresas, as características do terminal e também as possibilidades de atendimento às demandas da indústria. Hoje, o terminal atende clientes como Weg, Tupper, importadores de vinhos, além de importadores de fertilizantes, madeira e produtos químicos, para se ter uma ideia da versatilidade da movimentação de cargas. O terminal recebe navios de até 188 metros e 12,5 mil toneladas. Ramos destacou que para garantir a atracação, o terminal faz sua própria dragagem de manutenção.

O conselheiro da SCPar Marcelo Werner Salles destacou a necessidade do trabalho de dragagem do Rio Itajaí para garantir a operação não só dos portos de Navegantes e de Itajaí, mas também dos cinco TUPs mais ao interior. “Somos ricos em estruturas e pobres em estratégias logísticas. A dragagem potencializa a navegação, teríamos cinco berços à disposição imediata, além de contribuir para a prevenção de enchentes”, salientou.

Investimentos nos portos catarinenses trazem alento, mas impacto demora a ser percebido

Produção industrial tem queda no Sul em agosto

Paraná e Rio Grande do Sul puxaram as perdas no setor

A queda da indústria no Paraná vem após dois meses de crescimento na produção, quando teve um ganho acumulado de 7,7%

Na passagem de julho para agosto, a produção industrial brasileira mostrou variação positiva de 0,1%, com crescimento em cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional. As maiores altas foram registradas por Ceará (2,7%) e Minas Gerais (1,8%). Na comparação com agosto de 2023, a indústria avançou 2,2% e as taxas positivas foram verificadas em 12 dos 18 locais pesquisados. Já no acumulado em 12 meses houve alta de 2,4%, com 17 dos 18 locais analisados mostrando resultados positivos, enquanto o índice acumulado no ano teve expansão de 3%, onde resultados positivos apareceram em 16 dos 18 locais observados. A indústria nacional está 1,5% acima do seu nível pré-pandemia. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

No lado das quedas, Pará (-3,5%), Paraná (-3,5%) e Rio Grande do Sul (-3%) registraram as taxas mais expressivas. Santa Catarina, por sua vez, teve um recuo de 1,4%. “A queda da indústria no Paraná vem após dois meses de crescimento na produção, quando teve um ganho acumulado de 7,7%. Os setores de derivados do petróleo e de alimentos foram os principais influenciadores. No caso do Rio Grande do Sul, que vinha com um ganho de 36,4% nos últimos dois meses, as atividades de celulose, papel e produtos de papel; e de produtos do fumo impactaram negativamente”, avalia Bernardo Almeida, analista da PIM Regional.

O destaque de agosto em termos absolutos e segundo lugar em influência, foi o bom desempenho da indústria cearense (2,7%), mostrando crescimento pelo terceiro mês consecutivo, período em que acumulou ganho de 6,2%. Minas Gerais ocupou o segundo lugar no ranking de maiores altas na produção industrial (1,8%), acumulando um ganho de 9,2% nos três últimos meses. Maior parque industrial do país, São Paulo caiu 1% na passagem de julho para agosto, a maior influência negativa no resultado da indústria nacional. Trata-se da segunda taxa negativa seguida da indústria paulista, acumulando uma perda de 2,4%.

Paraná e Rio Grande do Sul puxaram as perdas no setor

Terceiro trimestre fecha com maior nível de produção de automóveis em cinco anos

Setor retoma patamares registrados antes da pandemia

A produção no terceiro trimestre totalizou 715 mil unidades, 19% a mais que no mesmo período do ano passado

O fechamento do terceiro trimestre trouxe boas notícias para o setor automotivo brasileiro. Em termos de produção industrial, este foi o melhor trimestre desde o terceiro de 2019, ou seja, o melhor em cinco anos. Os patamares registrados antes da pandemia também foram recuperados com a média diária de 11,2 mil veículos emplacados em setembro. Já as exportações começam a dar sinais de recuperação, após um primeiro semestre muito aquém do esperado. De acordo com o levantamento mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção no terceiro trimestre totalizou 715 mil unidades, 19% a mais que no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento da produção é de 7% sobre o mesmo período de 2023.

Os emplacamentos mantiveram o ritmo de crescimento. No total, foram licenciados 236,3 mil veículos em setembro, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representou uma variação positiva de 19,5% em comparação com setembro do ano passado. A retomada no acumulado de janeiro a setembro também chama a atenção, com um crescimento de 14,1%, totalizando 1.859 mil veículos vendidos até o momento. Esse é o melhor resultado desde 2019. Apesar da queda no acumulado, as exportações apresentam sinais de recuperação. Em setembro foram embarcadas 41,6 mil unidades, o maior volume do ano, com alta de 8,9% sobre agosto. Mas a cadeia automotiva ainda enfrenta um déficit na balança comercial, já que as importações superaram as exportações em todos os trimestres deste ano.

O volume de vendas de modelos importados é o maior desde 2014, assim como a participação de 17,3% no ano. Acrescentando aos emplacamentos o elevado volume importado da China ainda em estoque, a quantidade de veículos trazidos de outros países ao longo deste ano totaliza cerca de 400 mil unidades “Os resultados de setembro refletem a resiliência da nossa indústria e o aquecimento do mercado interno, que vem superando nossas expectativas. A média diária de vendas de setembro é um indicativo positivo de que o último trimestre pode trazer ainda mais crescimento”, projeta Márcio de Lima Leite, Presidente da Anfavea, ressaltando que o ponto de atenção é o volume de exportações menor que o das importações.

Setor retoma patamares registrados antes da pandemia

Carteiras digitais têm alta aderência entre brasileiros

Pesquisa revela diferença geracional no uso do serviço

Cerca de metade dos brasileiros pagaram contas usando uma carteira digital no último ano

As carteiras digitais estão se tornando cada vez mais parte da rotina dos brasileiros. De acordo com um estudo da consultoria PYMNTS, realizado em parceria com o Google, 84% afirmam ter utilizado o serviço nos últimos 12 meses. Também conhecida como e-wallet ou digital wallet, a carteira digital é uma forma de armazenar e gerir dinheiro de forma eletrônica. Ela permite realizar transações financeiras, como pagamentos e transferências, através de dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets ou computadores. A alta aderência no Brasil, maior que a média internacional (74%), mostra que as várias ferramentas disponíveis na tecnologia agradam o público. Cerca de metade dos brasileiros (47%) pagaram contas usando uma carteira digital no último ano, e 27% utilizaram-na para compras online. Elisa Joia, head de operações de pagamentos do Google na América Latina, afirma que o brasileiro abraçou as carteiras digitais. “Com o uso delas, eles ganham conveniência e reduzem significativamente os riscos de perder dinheiro ou ter os dados comprometidos. Além disso, as transações são ágeis e contam com diversas camadas de proteção, garantindo a tranquilidade dos usuários”, contextualiza.

O estudo revelou ainda que os consumidores brasileiros mais velhos, em muitos casos, têm mais probabilidade de usar carteiras digitais do que outras gerações, especialmente para pagar. A pesquisa aponta que 51% dos baby boomers e idosos e 51% da Geração X pagaram contas usando uma carteira digital, em comparação com 36% da Geração Z. Já 31% dos baby boomers e idosos no Brasil fizeram compras online usando carteiras digitais, em comparação com 20% da Geração Z e 25% dos millennials. Pensando na experiência em geral, a satisfação dos brasileiros com o uso das carteiras digitais é alta: a maior parte (83%) dos entrevistados relata estar muito ou extremamente satisfeitos. O uso desses gadgets para transações financeiras está aumentando, com 44% dos consumidores brasileiros indicando que provavelmente utilizarão uma carteira digital para esse fim nos próximos três anos.

Além de pagamentos, as carteiras digitais estão sendo amplamente adotadas para verificar identidades, acessar serviços e apresentar documentos digitais. 15% dos usuários brasileiros utilizaram suas carteiras digitais para apresentar credenciais de identidade ou acesso, como cartões de membros ou documentos nacionais. A geração Millennial se destaca como a mais ativa no uso de carteiras digitais para fins não transacionais, com 18% utilizando-as para verificar suas identidades ou acessar serviços. Para os próximos 3 meses, 34% dos respondentes afirmam que é provável que usem uma carteira digital para verificar suas identidades. A utilização de carteiras digitais para a verificação de identidade é uma prática comum no Brasil, com mais de 8 em 10 consumidores realizando esse processo no último ano, principalmente para transações bancárias, entregas de produtos e exames. No entanto, o uso de carteiras digitais para acessar ingressos de eventos ainda é relativamente baixo no Brasil, com apenas 13% dos consumidores indicando essa intenção, representando um potencial enorme transformação neste sentido.

Segundo Simone Carvalho Santos, CEO da NanoCapital, entre as principais vantagens, está a agilidade nas transações, permitindo pagamentos instantâneos, especialmente para investidores que precisam movimentar dinheiro rapidamente. “Além disso, a comodidade de reunir todas as formas de pagamento em um só lugar reduz a necessidade de carregar cartões físicos e dinheiro, diminuindo o risco de perda ou roubo”, afirma ela. Para Simone, a segurança também é um ponto positivo, pois muitas carteiras digitais oferecem autenticação de dois fatores e criptografia, protegendo as informações financeiras.

Por outro lado, a CEO da NanoCapital alerta que existem riscos associados ao uso de carteiras digitais. Um dos principais é a vulnerabilidade a ataques cibernéticos, já que hackers podem tentar acessar suas informações financeiras, especialmente se medidas de segurança não forem adotadas. “A dependência de dispositivos eletrônicos e da internet também pode ser um problema em situações sem acesso à rede ou se o dispositivo apresentar falhas, o que pode impedir transações importantes”, destaca. Para minimizar esses riscos, a CEO dá algumas dicas fundamentais. “Use senhas fortes e únicas para cada serviço, evitando combinações fáceis de adivinhar, e habilite a autenticação de dois fatores, pois adiciona uma camada extra de segurança”, reforça. “Mantenha o dispositivo e os aplicativos sempre atualizados, pois as atualizações incluem correções de segurança, e também monitore regularmente as transações, o que ajuda a identificar rapidamente qualquer atividade suspeita”, conclui.

Com Redação da B3

Pesquisa revela diferença geracional no uso do serviço

Simplificação de importações resultará em economia de R$ 40 bilhões por ano

Ganho de competitividade deve acrescentar US$ 130 bilhões no PIB até 2040

O novo sistema beneficiará cerca de 50 mil importadoras existentes no país

Prevista para começar nesta terça-feira (1º), a simplificação de importações proporcionada pela migração das operações ao Portal Único de Comércio Exterior proporcionará economia de R$ 40 bilhões por ano às empresas. A informação foi divulgada pela secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Tatiana Prazeres. A pasta calcula que o ganho de competitividade e a redução da burocracia deverá acrescentar US$ 130 bilhões à economia brasileira até 2040. O Portal Único substitui o Siscomex, sistema de registro de comércio exterior brasileiro em funcionamento desde 1993.

Inaugurada em 2014, a plataforma reduz a exigência de documentos, executa simultaneamente processos que eram executados em sequência e permite a emissão de licenças flex [em que várias operações comerciais são autorizadas por volume de cargas ou por períodos fixos]. Com o portal, em vez de preencher vários documentos, a empresa preencherá a Declaração Única de Importação (Duimp). No caso das exportações, a migração para o portal com declaração unificada começou em 2017 e terminou em 2018, reduzindo o tempo médio da liberação de mercadorias de 13 para 4,8 dias. Já para as importações, o projeto piloto da Duimp começou em 2018. De lá para cá, o tempo médio da liberação das mercadorias que chegam ao país caiu de 17 para nove dias.

Embora exista há seis anos, a Duimp era aplicada em fase de testes, até agora. Para a secretária do Mdic, a migração total das importações do Siscomex para o Portal Único de Comércio Exterior gerará uma redução adicional de tempo, de nove para cinco dias no prazo médio da compra de bens do exterior. O novo sistema beneficiará cerca de 50 mil importadoras existentes no país. “O custo da carga parada por dia equivale a 0,8% do valor dela. Com base na importação de US$ 242 bilhões no ano passado e na redução das operações em quatro dias [de nove para cinco dias], calculamos um ganho em torno de R$ 40 bilhões para as empresas de comércio exterior [em torno de US$ 8 bilhões]”, explicou Tatiana.

Para chegar ao cálculo de US$ 130 bilhões de ganho para o PIB, a secretária de comércio exterior disse que o Mdic calculou o ganho para outros setores da economia, com a desburocratização e a redução dos custos de produção. A migração das importações para o Portal Único vai até o fim de 2025. De outubro a dezembro deste ano, a Duimp será obrigatória para as importações marítimas. De janeiro a julho de 2025, para as cargas que chegam por avião. De julho a dezembro do próximo ano, para as importações por fronteiras terrestres e via Zona Franca de Manaus.

Segundo o Mdic, o Portal Único de Comércio Exterior reduziu a quantidade de documentos emitida por ano de 871 mil para 135 mil. A declaração única exige o preenchimento de 38 campos, contra 98 campos na declaração anterior via Siscomex. “O Siscomex teve sua importância nos anos 1990, quando substituiu os papéis por documentos digitais. O Portal Único é uma evolução, que diminui o número de documentos, digitaliza o serviço e permite a fiscalização conjunta [da carga] da Receita com outros órgãos”, destaca Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal.

Com ABR

Ganho de competitividade deve acrescentar US$ 130 bilhões no PIB até 2040

Catarinense Água da Serra reinventa seu negócio

A reinvenção se consolida com a inclusão no portfólio das águas funcionais

“Fizemos um investimento no parque fabril para dobrar nossa capacidade de produção por meio do lançamento de produtos todos os anos. Em breve, vamos lançar barras de cereais”, revela Frigotto

O Espaço Indústria, na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), recebe em setembro a Água da Serra, que produz a famosa laranjinha, uma bebida que para muitas pessoas remete à infância. Mas engana-se quem pensa que a empresa de Braço do Norte deu início a sua história por meio desta bebida, em 1943. Na verdade, as gasosas de guaraná, framboesa e limão foram as primeiras criações da companhia, lembra o CEO da Água da Serra, Eymard Frigotto.

A icônica laranjinha só veio em 1960. A Água da Serra nasceu fabricando as gasosas de guaraná, framboesa e limão, além de uma bebida quente fabricada de cachaça, o Bitter. Atualmente, a indústria tem 50 produtos em quatro marcas diferentes: os refrigerantes Água da Serra, destinados ao público mais cativo e que tem na memória o consumo da laranjinha; a XP Energy Drink, com bebidas energéticas; a Shift, com bebidas alcoólicas; e a Laví, uma marca focada em saudabilidade, com águas funcionais e 30 sabores de chás.

A reinvenção do negócio se consolida com a inclusão no portfólio das águas funcionais, com foco em saúde e bem-estar, e bebidas alcoólicas, recém-lançadas em uma das maiores feiras do setor supermercadista. Recentes investimentos da Água da Serra também permitirão à companhia dobrar sua produção anual, que hoje é de 160 milhões de litros. “Fizemos um investimento no parque fabril para dobrar nossa capacidade de produção por meio do lançamento de produtos todos os anos. Em breve, vamos lançar barras de cereais”, revela Frigotto. A nova fábrica está em construção na cidade de Entre Rios, na Bahia, e recebeu investimentos de R$ 120 milhões.

Desde 2006, mantém o projeto Bica Água da Serra, uma fonte de água pura que fica na lateral externa da sede da fábrica, em Braço do Norte. A água que sai na bica é a mesma usada para fazer os refrigerantes. Tem origem em um poço artesiano que, logo após a sua extração, passa por um tratamento com filtro, deixando a água pronta para o consumo. Qualquer pessoa pode abastecer bombonas de água e garrafas ao passar por ali.

A reinvenção se consolida com a inclusão no portfólio das águas funcionais

Curitiba e Porto Alegre terão segundo turno

Veja os resultados dos cinco maiores colégios eleitorais do PR, de SC e do RS

Duas capitais da região Sul terão segundo turno, enquanto em Florianópolis o prefeito Topázio Neto (PSD) foi reeleito (veja o número de votos válidos dos mais votados nos infográficos abaixo, todos baseados em dados do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE). Topázio nasceu em Florianópolis, é casado, tem 62 anos, é empresário e formado em administração de empresas. Esta foi a primeira eleição que ele disputou como cabeça de chapa. Em 2020, à época filiado ao Republicanos, ele foi candidato a vice de Gean Loureiro. Topázio só assumiu a prefeitura em 31 de março de 2022 quando Gean Loureiro, que estava no segundo mandato, renunciou para se habilitar a disputar a eleição para governador de Santa Catarina. Loureiro terminou na quarta posição. O prefeito reeleito neste domingo (6) fez carreira como empresário no segmento de gestão de relacionamentos desde 1998. Foi sócio e executivo de empresas nacionais e multinacionais, chegando a presidir a Associação Brasileira de Telesserviço, desde quando era chamada Associação Brasileira de Telemarketing.

Em Curitiba, Eduardo Pimentel e Cristina Graeml disputarão o segundo turno. O candidato do PSD, Eduardo Pimentel, 40 anos, disputa a eleição com apoio da coligação Curitiba Amor e Inovação, formada pelos partidos PSD, Podemos, Republicanos, PL, MDB, Novo, Avante e PRTB. Pimentel já foi vice-prefeito de Curitiba em 2016 e 2020, na chapa de Rafael Greca. Também já ocupou o cargo de secretário municipal de Obras Públicas. A candidata Cristina Graeml, 54 anos, filiada ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), disputou o primeiro turno sem alianças. Natural de Curitiba, é formada em Jornalismo na década de 1990, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua na Gazeta do Povo como produtora, editora e comentarista desde 2018.

A eleição em Porto Alegre terá segundo turno entre Sebastião Melo (MDB) e Maria do Rosário (PT). Melo concorre à reeleição para a prefeitura de Porto Alegre. Melo já foi vice-prefeito da capital gaúcha de 2013 a 2016, durante a gestão de José Fortunati. Em 2018, foi eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. Em 2020, foi eleito prefeito de Porto Alegre. Maria do Rosário é deputada federal pelo Rio Grande do Sul, reconhecida pela atuação em defesa dos direitos humanos. Foi ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, entre 1º de janeiro de 2011 a 1º de abril de 2014.

Acompanhe, a seguir, além dos números das capitais do Sul, também dos demais quatro maiores colégios eleitorais do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. 

Veja os resultados dos cinco maiores colégios eleitorais do PR, de SC e do RS

Google descontinua projeto que permitiria executar o ChromeOS no Android

O Google anunciou o encerramento do projeto Ferrochrome, que permitia a execução do ChromeOS em dispositivos Android com apenas um clique. A notícia chega como um balde de água fria para muitos entusiastas da tecnologia, que esperavam que essa funcionalidade se tornasse uma realidade nos smartphones e tablets da empresa. Lançado no início deste ano, […]O Google anunciou o encerramento do projeto Ferrochrome, que permitia a execução do ChromeOS em dispositivos Android com apenas um clique. A notícia chega como um balde de água fria para muitos entusiastas da tecnologia, que esperavam que essa funcionalidade se tornasse uma realidade nos smartphones e tablets da empresa. Lançado no início deste ano, […]