Archives 2024

Google testa selos de verificação em resultados de busca

O Google está testando a exibição de marcas de verificação ao lado de algumas empresas nos resultados de busca, com o intuito de ajudar os usuários a identificar fontes confiáveis e evitar sites fraudulentos. Essa novidade é especialmente importante em um cenário onde muitos sites se passam por empresas legítimas, levando os internautas a consumir […]O Google está testando a exibição de marcas de verificação ao lado de algumas empresas nos resultados de busca, com o intuito de ajudar os usuários a identificar fontes confiáveis e evitar sites fraudulentos. Essa novidade é especialmente importante em um cenário onde muitos sites se passam por empresas legítimas, levando os internautas a consumir […]

Busca do Google: Site com conteúdo copiado cresce após atualização de algoritmo

Desde o início do ano, o algoritmo do Google tem impactado duramente o Google Discovery, deixando o site sem qualquer possibilidade de recuperação. Enquanto isso, um site brasileiro, conhecido como “seriesdomomento.com.br”, tem prosperado ao copiar conteúdo de diversas fontes e traduzir automaticamente artigos de veículos internacionais, como o TechCrunch. De acordo com dados do Semrush, […]Desde o início do ano, o algoritmo do Google tem impactado duramente o Google Discovery, deixando o site sem qualquer possibilidade de recuperação. Enquanto isso, um site brasileiro, conhecido como “seriesdomomento.com.br”, tem prosperado ao copiar conteúdo de diversas fontes e traduzir automaticamente artigos de veículos internacionais, como o TechCrunch. De acordo com dados do Semrush, […]

A indústria dos vulneráveis

Ora, ser odiado é toda uma ciência

Por que Maradona foi o que foi? Porque levava trancos terríveis e nem se queixava do juiz. Ia lá e dava espetáculo

1 – Os algoritmos transformaram as pessoas adultas em bebês chorões. O que tem de gente correndo para a barra da saia da mãe não é brincadeira. Esses indivíduos teriam dificuldade de crescer no Nordeste dos anos 1960-70. Todo mundo quer ser amado, quer afagos, quer políticas que possam contemplar suas micro preferências, e abre o berreiro quando é contrariado. Parece ter sido criado por mães italianas – hiper protetoras e que os defendiam com um rolo de massa na mão contra quem falasse mal do seu bambino.

2 – Ora, ser odiado é toda uma ciência. A gente não pode desmontar a todo instante por conta de qualquer coisa. Mesmo que ela afronte nossos interesses mais imediatos, a floresta tem sempre de contar mais do que a árvore. Essa semana estive com um sujeito que não vai muito com minha cara. Tivemos uma reunião de trabalho simplesmente ótima, apesar disso. Em dado momento, ele disparou a metralhadora e me disse horrores sobre minha postura, minhas ideias e minha visão de mundo. Disse que eu era anacrônico e cristalizado.

3 – Eu posso não ter adorado na hora mesmo porque temia que o tom nos desviasse do objetivo da conversa. Mas quando vi que isso não aconteceu, suspirei aliviado. À noite, já em casa, recapitulei tudo aquilo que ele tinha dito. Havia diamantes no meio dos pedregulhos. De imediato, já fui fazendo bom uso daquilo. O que me interessa ficar cercado de pessoas que dizem amém aos meus caprichos? Tenho várias camadas de personalidade que possibilitam o rancor alheio. Como eu posso negar isso? Por que ir à delegacia prestar queixa?

4 – Apanhar e saber bater são faculdades vitais para que nos mantenhamos altivos. Convivi com estrangeiros que acham brasileiros superficiais e embusteiros. Não reclamei. Sou do Nordeste, uma zona que associavam a pobretões viciados em dinheiro público. Sem queixas. Sou de Pernambuco, um estado empavonado que nem sempre galvaniza simpatias, sequer no Nordeste. E daí? Sou de Garanhuns, terra de nascimento de Lula, o que me torna suspeito de predileções por ele. Pensem como quiserem. Pior: sou branco, gordo e heterossexual.

5 – Nunca, jamais, essas características isoladas ou em bloco me perturbaram. As políticas públicas não precisam me contemplar. O maior favor que o país me presta é dar um passaporte. Sou grato também pela língua bonita e, paradoxalmente, por ter nascido ungido de tudo o que está acima. Todo dia sou objeto da raiva e do ressentimento alheio. Não perco o prumo. Eu teria vergonha de levantar uma bandeira se ela fosse feita sob medida para mim. Precisamos ir do genérico para o específico, e não o contrário. É hora de largar a saia da mãe.

6 – Se eu quisesse um país cujas políticas públicas me contemplassem, eu deveria morar na Suíça, não no Brasil. Seria fortemente estranhável que o conjunto dos meus interesses fosse levado em conta por Brasília. A política precisa ser feita em prioridade para quem está passando por necessidades básicas, sem saneamento, à mercê dos mosquitos e das filas dos hospitais públicos. Os governos propriamente ditos podem me ignorar. No fundo, prestam até um favor. Portanto, se você pode mais, chore menos. Mire-se em Maradona.

7 – Por que Maradona foi o que foi? Porque levava trancos terríveis e nem se queixava do juiz. Ia lá e dava espetáculo. Agora pensem naqueles que levam um sopro e dão cinco voltas em torno do corpo, como se tivessem sofrido uma descarga elétrica. Quem vocês preferem? Francamente!

Ora, ser odiado é toda uma ciência

Indústria terá R$ 6 bilhões para descarbonização por meio de hubs de hidrogênio

Iniciativa visa consolidar polos de hidrogênio no Brasil até 2035

O anúncio foi feito em reunião paralela do Ministerial de Energia Limpa e Missão Inovação, em Foz do Iguaçu

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira anunciou, na quinta-feira (3), a disponibilização de cerca de R$ 6 bilhões em investimentos para descarbonização da indústria nacional por meio de hubs de hidrogênio. A iniciativa conta com a parceria do Climate Investment Funds (CIF). O fundo internacional vai disponibilizar financiamento de baixo custo para alavancar projetos do setor. O anúncio foi feito em reunião paralela do Ministerial de Energia Limpa e Missão Inovação (CEM-MI, sigla em inglês), em Foz do Iguaçu (PR). A cidade paranaense está sediando o Diálogo G20 – Transições Energéticas, um conjunto de seminários paralelos regionais cujo objetivo principal é engajar a sociedade brasileira nas discussões que estão sendo conduzidas no nível político e social no âmbito do G20 para o tema da transição energética. O evento, organizado em parceria com Operador Nacional do Sistema Elétrico e Itaipu Binacional, é preparatório para a reunião ministerial de transições energéticas do G20.

Silveira ressaltou a importância de mais uma parceria internacional, desta vez com o Reino Unido. Será aberta chamada pública para o recebimento de projetos em hidrogênio de baixa emissão de carbono. “Essa ação é parte fundamental do Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2), e está alinhada com o nosso plano de trabalho trienal 2023-2025. Queremos consolidar polos de hidrogênio de baixa emissão no Brasil até 2035, aproveitando nossa vasta riqueza de produtos energéticos e a criatividade do nosso setor industrial”, afirmou o ministro.

Os polos servirão para integrar as etapas de produção, armazenagem e transporte, conectando diferentes setores da economia. A chamada pública busca soluções que atendam aos critérios de elegibilidade, alinhadas com os objetivos do CIF e focadas na descarbonização de setores industriais difíceis de abater. As propostas selecionadas poderão ter a oportunidade de compor o plano de investimentos do Brasil para acessar o financiamento, que poderá cobrir desde projetos de engenharia até a aquisição de equipamentos e capital de giro.

Iniciativa visa consolidar polos de hidrogênio no Brasil até 2035

Roberto Lopes Júnior será o novo diretor executivo da Librelato

Ele já atuou na CNH Industrial, John Deere e AGCO Corporation

Lopes Júnior possui experiência de 29 anos, com histórico de atuação em diversos mercados globais

A catarinense Librelato anunciou nesta segunda-feira (30) mudanças no comando de suas operações. Roberto Lopes Júnior assumirá a posição máxima da empresa. No cargo de diretor executivo, ele responderá diretamente à Holding Librepar, administrada pelo comitê executivo, liderado pelos seus diretores. Depois de 42 anos de dedicação a empresa, Sprícigo passa a assumir o cargo de responsável pelas relações institucionais da Holding Librepar.

Lopes Júnior possui experiência de 29 anos, com histórico de atuação em diversos mercados globais, incluindo Brasil, Estados Unidos, Europa e Índia. Ele ingressa para a Librelato com uma vasta experiência conquistada ao longo dos últimos anos nos setores de máquinas agrícolas, equipamentos de construção, mineração, trituradoras e peneiras. Entre as empresas onde já atuou estão CNH Industrial, John Deere, JCB, AGCO Corporation e, mais recentemente, foi CEO da Keestrack Group, na Itália, onde permaneceu por cerca de seis anos. “Estou entusiasmado em continuar o legado de excelência e inovação que José Carlos Sprícigo construiu ao longo de décadas”, revelou, por meio de nota.

Ele já atuou na CNH Industrial, John Deere e AGCO Corporation

Empreendimentos multiuso: um caminho para o futuro das cidades

Os estados do Sul do país vêm expandindo o uso deste conceito

Para Pessi, esses empreendimentos são soluções criativas que fortalecem a economia local e tornam novas regiões destinos mais atrativos para investir

Grandes cidades estão sempre em transformação. Atualmente, o crescimento populacional e a busca por soluções urbanas mais inteligentes têm impulsionado uma nova tendência no mercado imobiliário: os empreendimentos multiuso. Por combinarem diferentes funções em um só lugar – como moradia, trabalho, lazer e serviços –, estes complexos surgem como respostas para demandas da vida moderna, e oferecem mais praticidade e qualidade de vida para os moradores.

Com a escassez de terrenos em áreas consideradas nobres e a necessidade de se criar novos espaços, as construtoras e incorporadoras do mundo todo têm apostado muito nesse segmento. E as cidades também, trazendo para os seus planos diretores cada vez mais incentivos para esse tipo de uso. Além de reduzir deslocamentos e ajudar a desenvolver novas regiões, os empreendimentos multiuso impulsionam um setor-chave da economia, a construção civil.

Em metrópoles dos Estados Unidos, China, Japão, entre outros países, imóveis de uso misto já são uma realidade há muito tempo. Embora não possua área residencial, um exemplo clássico é o Rockfeller Center, em Nova York, um dos complexos mais icônicos da cidade. Localizado no coração de Manhattan e desenvolvido ainda na década de 1930, o espaço é composto por 19 edifícios comerciais, com escritórios, estúdios de televisão, lojas, restaurantes, teatros e espaços de cultura e lazer. É uma espécie de mini-distrito dentro da cidade.

No Brasil, depois de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, são os estados do Sul do país que vêm expandindo o uso deste conceito. Em Santa Catarina, os shoppings centers, muito impactados após a pandemia, já enxergam esta como uma forma de oferecer uma melhor experiência para o consumidor. Muitos desses estabelecimentos já estão apostando em projetos que incluem ao mix de lojas serviços complementares, como escritórios e moradia. Santa Catarina também tem encaminhado modelos de projetos para outros estados, como é o caso de uma incorporadora que está lançando um empreendimento no Mato Grosso baseado em dois complexos erguidos em Balneário Camboriú — um polo imobiliário que costuma sair na frente, inclusive envolvendo hotéis.

Dos grandes centros, o conceito começa a chegar ao interior. No Rio Grande do Sul, na cidade de Capão da Canoa, no litoral, está em construção um empreendimento com um mix de produtos imobiliários inédito no país. O principal deles é o primeiro hospital de alta complexidade da região, que estará ligado a um centro de diagnóstico por imagem, prédio com conceito de “moradia inteligente”, torre profissional, edifício residencial, mall com praça de alimentação e um prédio garagem com 700 vagas. No Paraná, os chamados “Life Centers” também chegaram a cidades menores. No município de Porto Rico, tem condomínio até com praia artificial às margens do Rio Paraná, o segundo maior rio da América do Sul. Em Maringá, o Frigorífico Central — que foi um dos mais importantes do país entre as décadas de 1950 e 1980 — vai se transformar em um espaço dedicado às artes, ao lazer e a empreendimentos imobiliários; uma mistura curiosa.

Complexos de uso misto são pensados para atender necessidades específicas de cada local ou perfil de público, mas sempre focados em conveniência, segurança e na criação de comunidades dinâmicas, vibrantes e conectadas. Movimentos estratégicos como este mostram como a construção civil é importante para o planejamento e o desenvolvimento urbano. Empreendimentos multiuso são, certamente, um caminho para o futuro das nossas cidades. São soluções criativas que fortalecem a economia local, geram empregos para diversos setores e tornam novas regiões destinos mais atrativos para viver e investir.

*CEO do Grupo Pessi e conselheiro do Sinduscon-RS no Litoral Norte

Os estados do Sul do país vêm expandindo o uso deste conceito

Endividamento das famílias recua

Alta na taxa de juros leva à terceira redução consecutiva do índice

Em setembro, o cartão de crédito continuou sendo o principal meio de pagamento entre as famílias brasileiras com dívidas, mesmo diante de uma maior cautela no uso do crédito

O endividamento das famílias brasileiras registrou sua terceira queda consecutiva em setembro de 2024, com o percentual de famílias endividadas caindo para 77,2%. Esse número é inferior ao registrado em agosto (78%) e em setembro de 2023 (77,4%), refletindo uma maior cautela das famílias na contratação de dívidas. No entanto, essa redução no endividamento não impediu o avanço da inadimplência. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O percentual de famílias com dívidas em atraso subiu para 29%, interrompendo três meses de estabilidade. Além disso, o número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas aumentou para 12,4%, o maior índice desde novembro de 2023. “A queda no endividamento e o crescimento da inadimplência revelam que o peso das dívidas está cada vez mais difícil de ser administrado pelas famílias, principalmente devido aos juros elevados e à dificuldade de quitação das contas em atraso”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. As projeções da CNC indicam que o endividamento das famílias pode voltar a crescer no último trimestre, impulsionado pelas compras de fim de ano e pelos efeitos das altas taxas de juros. O percentual de famílias endividadas, que atualmente está em 77,2%, pode chegar a 78,6% até dezembro. Além disso, o percentual de famílias com dívidas em atraso também pode aumentar, chegando a 29,4% até o fim do ano, tornando o cenário financeiro das famílias brasileiras ainda mais desafiador nos próximos meses.

Cartão de crédito
Em setembro, o cartão de crédito continuou sendo o principal meio de pagamento entre as famílias brasileiras com dívidas, mesmo diante de uma maior cautela no uso do crédito. Um estudo inédito da CNC revelou que, entre os consumidores que relataram estar endividados no cartão de crédito, 30% utilizam essa modalidade para comprar alimentação, roupas e calçados. Esses números indicam que, apesar dos altos juros, o cartão de crédito ainda desempenha um papel importante no consumo cotidiano.

A pesquisa também mostrou outros detalhes relevantes sobre o comportamento de consumo com o cartão de crédito. Sobre educação, 70% dos consumidores afirmaram que nunca pagam esse tipo de despesa com o cartão de crédito, enquanto apenas 9% disseram usá-lo frequentemente para essa categoria. Entre os endividados, 67% relataram que não utilizam o cartão de crédito para pagar serviços como energia elétrica, telefone, TV e streaming, água e esgoto, enquanto 11% o utilizam frequentemente com esse fim. Em relação a saúde e higiene pessoal, 52% dos entrevistados disseram que nunca usam o cartão de crédito para pagar planos de saúde, exames e medicamentos, mas 17% indicaram que usam o cartão frequentemente para essas despesas.

O cartão de crédito nunca é utilizado por 39% dos entrevistados para compra de móveis e eletrodomésticos, enquanto 26% relataram usar o cartão para essas aquisições. Já para a compra de roupas e calçados, 30% dos consumidores afirmaram que utilizam essa modalidade frequentemente, enquanto 34% disseram nunca usar o cartão para essa categoria. Além disso, 30% dos entrevistados relataram o uso frequente do crédito para compras de supermercados e refeições fora de casa, contra 36% que nunca usam o cartão com essa finalidade.

“A dependência crescente do cartão de crédito, especialmente para despesas cotidianas, como alimentação e vestuário, coloca as famílias em uma posição vulnerável devido aos altos juros. Isso pode aumentar o risco de inadimplência, mesmo com a diminuição do endividamento total”, alerta o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “O crédito tem um papel fundamental para impulsionar o varejo, mas o aumento da taxa Selic tem encarecido o acesso, tanto para os consumidores quanto para as empresas. É essencial que o mercado encontre um equilíbrio, pois a restrição de crédito pode impactar negativamente a economia nacional”, pondera Tadros. 

Alta na taxa de juros leva à terceira redução consecutiva do índice

Diversidade rentável

Empresas que se destacam em diversidade de gênero em relação aos seus concorrentes são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média

Outros relatórios também corroboram que a maior presença de mulheres na liderança contribui para alavancar indicadores de produtividade e de operação, além de reduzir a rotatividade e o risco reputacional

Vários estudos demonstram que organizações com mais diversidade de gênero conseguem catapultar mais perspectivas e experiências, o que, através de uma cultura inclusiva e segura, pode levar a soluções mais criativas e inovadoras. Estudos acadêmicos e de mercado demonstram que equipes diversas têm mais probabilidade de inovar e resolver problemas de maneira eficaz. Além disso, como evidencia a série de relatórios da McKinsey & Company, empresas que se destacam em diversidade de gênero em relação aos seus concorrentes são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média. E esta probabilidade se intensifica ainda mais quando somada à diversidade étnico-racial.

Outros relatórios também corroboram que a maior presença de mulheres na liderança contribui para alavancar indicadores de produtividade e de operação, além de reduzir a rotatividade e o risco reputacional. Mulheres líderes têm maior probabilidade de conectar a estratégia do negócio às práticas ESG, fazendo com que as organizações se orientem intencionalmente para posturas mais sustentáveis. E mais: uma empresa composta por 40% a 60% de mulheres, no total e nos cargos estratégicos, pode contar com produtos e soluções que atendem melhor aos seus públicos, pois o mercado é diverso também. Além disso, empresas que são diversas também conseguem ser mais criativas.

No Brasil, cerca de 84,5% das pessoas têm pelo menos um tipo de preconceito contra as mulheres, de acordo com estudo recente da ONU. “Então, o primeiro passo é olhar para os estereótipos de gênero e preconceitos inconscientes que aprendemos, reproduzimos e ensinamos. Estes fenômenos, mesmo que não intencionais, influenciam diretamente nossas decisões na hora de contratar, validar, dar oportunidades, reconhecer e promover mulheres”, sugere Arlane Gonçalves, CEO da AGC, consultoria de cultura, liderança e equidade. Já uma vez que a mulher está dentro da empresa, há alguns fatores que contribuem para que ela vá ficando para trás, destaca a CEO. Dentre eles, está a ausência de mentoria e patrocínio. “Aqui, é importante fazer um grande destaque: homens possuem um grande papel na jornada de igualdade de gênero, e eles devem ser nada menos do que agentes de transformação. Mentores e patrocinadores podem ajudar a orientar carreiras, abrir portas e fornecer o apoio necessário para o desenvolvimento de lideranças femininas”, ressalta Arlene.

Esse conteúdo integra a edição 347 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Empresas que se destacam em diversidade de gênero em relação aos seus concorrentes são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média

Mundo abre oportunidades para o móvel brasileiro

Congresso nacional do setor discutiu caminhos para aumentar presença no mercado externo

O “Projeto Comprador” promoveu encontros entre mais de 50 indústrias brasileiras e 15 compradores internacionais

Os desafios e oportunidades do mercado externo para designers e fabricantes de móveis foram umas das principais temáticas debatidas no 11º Congresso Nacional Moveleiro, que reuniu empresários e entidades do setor na terça-feira (2) e quarta (3) em Curitiba. Para os especialistas, a “brasilidade” está cada vez mais em alta no mundo. Por isso, o empresário brasileiro precisa estar atento às oportunidades abertas por esta tendência. “Esse é o momento do Brasil no mundo. Em um cenário de crises e conflitos, as pessoas querem – e precisam – da criatividade e da alegria brasileiras”, diz o coordenador de Indústria e Serviço da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Paulo Silva. “A brasilidade está em alta. Mas é preciso que o próprio brasileiro reconheça seu país, para que o mundo lá fora também o faça”, completa.

O mercado global é essencialmente dinâmico, exigindo constante investimento em inovação, na visão de Irineu Munhoz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). “Nossos esforços para integrar design de qualidade e gestão sustentável em cada peça e em cada processo estão definindo novos padrões na indústria moveleira. Dessa forma, a indústria de móveis brasileira não está apenas respondendo, mas ditando tendências internacionais.” Segundo os dados mais recentes divulgados pela Abimóvel, as exportações brasileiras de móveis e colchões tiveram avanço de 12% no mês de julho, em valores exportados, alcançando US$ 65,6 milhões na receita mensal. A atividade acumula uma alta de 1,3% entre janeiro e julho de 2024, na comparação com igual período do ano passado.Os números são do levantamento realizado pelo IEMI com exclusividade para o Projeto Setorial Brazilian Furniture, idealizado em parceria com a ApexBrasil.

A diretora geral da organização espanhola Conecta Barcelona, Patrícia Amaral, concorda que há muito espaço para a nossa indústria de móveis ao redor do mundo. Brasileira, ela mora há quase 20 anos na Espanha trabalhando na internacionalização de empresas espanholas para desenvolvimento de negócios nos Estados Unidos e no Brasil. Patrícia defende o fortalecimento dos ecossistemas para troca de boas práticas e busca de soluções conjuntas. “As empresas não podem se ver como concorrentes. Quem trabalha sozinho tem muito mais dificuldade de acelerar seus resultados”, ensina.

Projeto Comprador
Para fomentar os negócios do setor, foi realizado junto com o Congresso o “Projeto Comprador”, que promoveu encontros diretos entre mais de 50 indústrias brasileiras e 15 compradores internacionais. Realizadas pela Abimóvel em parceria com a ApexBrasil, por intermédio do Projeto Brazilian Furniture, as rodadas de negócios são projetadas para oferecer um espaço de integração num ambiente totalmente direcionado para o networking e a consolidação de parcerias.

“O Projeto Comprador vai além de um encontro comercial. A ação reflete a evolução do setor moveleiro nacional e sua capacidade de se adaptar às novas exigências de mercado, onde inovação, sustentabilidade e eficiência são mais valorizadas do que nunca. Com foco na geração de negócios internacionais, o evento reforça a posição do Brasil como um importante player global na produção de móveis, promovendo a competitividade das empresas nacionais e integrando-as a uma cadeia produtiva mundial. E o Congresso, claro, é um excelente palco para essa dinâmica”, finaliza Munhoz, presidente da Abimóvel.

Congresso nacional do setor discutiu caminhos para aumentar presença no mercado externo

Anticorpos organizacionais

Um conceito médico ajuda a entender a resistência à mudança

Para Daniel Ely, é preciso deixar de tratar a mudança, e especialmente a inovação, como objeto ou preocupação de um departamento específico, e sim como interesse da corporação como um todo

Se metáforas esportivas e bélicas são úteis para entender o competitivo mundo dos negócios, uma outra, vinda da medicina, é especialmente interessante para compreender transformações organizacionais: a dos anticorpos. Como todo organismo vivo, empresas contam com eles para se protegerem de ameaças em momentos sensíveis, como crises econômicas e turbulências sociais. Mas, quando muito entranhados na cultura corporativa, esses mesmos anticorpos podem se converter na perigosa doença autoimune da aversão à mudança.

A imagem é recuperada por Daniel Martin Ely em “O líder em transformação” (Alta Books, 191 páginas), lançado semana passada (foto). Nele, o executivo da RandonCorp repassa sua trajetria profissional e a guinada digital que ajudou a empreender no conglomerado de Caxias do Sul. E assim como para lúpus, vitiligo, psoríase e outras patologias provocadas pelo próprio corpo existem tratamentos, para a zona de conforto há também os seus.

O primeiro, diz Ely, é deixar de tratar a mudança, e especialmente a inovação, como objeto ou preocupação de um departamento específico, e sim como interesse da corporação como um todo. Essa tomada de consciência é fundamental para que a segunda prescrição faça efeito: criar estruturas paralelas para, concomitantemente à operação principal, iniciarem os movimentos nas placas tectônicas empresariais, permitindo que as companhias atuem ao mesmo tempo em formatos quase opostos, exercendo a chamada ambidestria.

O terceiro é convencer-se de que todo processo de mudança é, essencialmente, político, e deve ser conduzido “pelas beiradas”, pois o enfrentamento direto das resistências costuma ser infeliz e contraproducente. Se em empresas à beira do abismo o renomado Claudio Galeazzi (1941-2023) recomendava “três tapas bem dados” na cultura organizacional, em companhias saudáveis a coisa é diferente – e demanda mais persuasão, argumentação e arregimentação de seguidores do que radicalismos.

Finalmente, parcerias são igualmente importantes nesse processo. Assim como às vezes um único médico não dá conta de combater um determinado mal, requisitando recursos de disciplinas ou especialidades alheias a sua, a evolução por meio do convencimento requer a geração de vitórias rápidas que aliados como startups podem oferecer mais facilmente. Para isso, é preferível que elas sejam alocadas em espaços físicos fora da sede da empresa-mãe. Só assim escapam da ação deletéria daqueles elementos que, quando acionados fora de hora, convertem um corpo sadio em enfermo.

É inevitável que em qualquer transformação cultural existam vencedores e perdedores. Em recente entrevista, Roberto Setúbal, presidente do conselho de administração do Itaú, reconheceu que seu sucessor no cargo de CEO do banco, Milton Maluhy, “talvez não fosse o mais merecedor considerando a contribuição histórica para o banco, mas estava mais preparado para o futuro” (Valor Econômico, 26/09/24). Administrar a insatisfação dos preteridos é, para nos mantermos na seara das metáforas médicas, um efeito colateral – mas não ter de enfrentá-lo seria sinal de que o remédio certo não fora ministrado a tempo.

Um conceito médico ajuda a entender a resistência à mudança

Google avança no desenvolvimento de IA com capacidade de raciocínio

O Google está investindo no desenvolvimento de uma nova geração de softwares de inteligência artificial com habilidades de raciocínio, semelhante à capacidade humana, em uma resposta direta aos avanços da OpenAI. Nos últimos meses, várias equipes da Alphabet fizeram progressos significativos em programas de IA voltados para a solução de problemas complexos, especialmente nas áreas […]O Google está investindo no desenvolvimento de uma nova geração de softwares de inteligência artificial com habilidades de raciocínio, semelhante à capacidade humana, em uma resposta direta aos avanços da OpenAI. Nos últimos meses, várias equipes da Alphabet fizeram progressos significativos em programas de IA voltados para a solução de problemas complexos, especialmente nas áreas […]

Pixel 9a pode abandonar o “bump” da câmera

O Google está preparando uma transformação visual importante com o lançamento do Pixel 9a, que poderá abandonar o característico “bump” de câmera em favor de uma traseira quase totalmente plana. O novo modelo, que deve ser anunciado em 2025, promete manter especificações semelhantes ao Pixel 8a, mas com o chip Tensor G4 e o sistema […]O Google está preparando uma transformação visual importante com o lançamento do Pixel 9a, que poderá abandonar o característico “bump” de câmera em favor de uma traseira quase totalmente plana. O novo modelo, que deve ser anunciado em 2025, promete manter especificações semelhantes ao Pixel 8a, mas com o chip Tensor G4 e o sistema […]

Google aprimora cartões de resumo no Gmail com novas funcionalidades

O Google anunciou uma grande atualização nos cartões de resumo do Gmail, tornando-os ainda mais eficientes para organizar informações sobre compras, eventos, contas e viagens. Esses cartões, que aparecem no topo dos e-mails no aplicativo do Gmail para Android, iPhone e iPad, já eram úteis para acompanhar pedidos e entregas. Agora, eles trazem uma interface […]O Google anunciou uma grande atualização nos cartões de resumo do Gmail, tornando-os ainda mais eficientes para organizar informações sobre compras, eventos, contas e viagens. Esses cartões, que aparecem no topo dos e-mails no aplicativo do Gmail para Android, iPhone e iPad, já eram úteis para acompanhar pedidos e entregas. Agora, eles trazem uma interface […]

Google DeepMind trabalha em assistente de pesquisa com IA para cientistas

A Google DeepMind e a BioNTech firmaram uma colaboração que promete revolucionar o campo da pesquisa científica por meio do desenvolvimento de assistentes de laboratório baseados em inteligência artificial. Sob a liderança de Sir Demis Hassabis, da divisão de IA do Google, o projeto visa otimizar o planejamento de experimentos, permitindo que pesquisadores prevejam resultados […]A Google DeepMind e a BioNTech firmaram uma colaboração que promete revolucionar o campo da pesquisa científica por meio do desenvolvimento de assistentes de laboratório baseados em inteligência artificial. Sob a liderança de Sir Demis Hassabis, da divisão de IA do Google, o projeto visa otimizar o planejamento de experimentos, permitindo que pesquisadores prevejam resultados […]

Entenda o que é o grau de investimento de um país

Classificação representa selo de bom pagador

O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública (Foto: Arquivo/Portal AMANHÃ)

A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui. Quando um país dá calote, os títulos passam a ser considerados como lixo. O mesmo vale para as empresas. As agências mais conceituadas pelo mercado são a Fitch, a Moody’s e a Standard & Poor’s (S&P Global), que periodicamente enviam técnicos aos países avaliados para analisarem as condições da economia. Uma avaliação positiva faz um país e suas empresas levantarem recursos no mercado internacional com custos menores e melhores condições de pagamento.

Da mesma forma, uma boa classificação atrai investimentos estrangeiros ao país. Fundos de pensão estrangeiros investem apenas em países com grau de investimento concedido por pelo menos duas agências de classificação de risco. Caso contrário, o país passa a ser considerado de grau especulativo. Em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a S&P Global, em abril daquele ano. A decisão foi seguida pela Fitch, em maio do mesmo ano, e pela Moody’s, em setembro de 2009.

Queda
Em setembro de 2015, a S&P Global retirou o grau de investimento do Brasil e concedeu perspectiva negativa, abrindo caminho para que a nota fosse reduzida novamente em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2015, a Fitch reduziu a nota do país para um nível abaixo da categoria de bom pagador. A Moody’s retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016, uma semana após o segundo rebaixamento pela S&P. Na ocasião, a Moody’s reduziu a nota do país para dois níveis abaixo do grau de investimento. Com a decisão de terça-feira (1), o Brasil está um nível abaixo do grau de investimento na Moody’s. Em julho de 2023, a Fitch elevou a nota brasileira para dois níveis abaixo do grau de investimento. Em dezembro do ano passado, a S&P Global também elevou a classificação do país para dois níveis abaixo do grau de investimento.

No caso dos títulos públicos, o grau de investimento ajuda um país a conseguir juros mais baixos nos papéis da dívida externa. Por meio da dívida pública, um governo emite títulos para levantar recursos no mercado financeiro. O dinheiro serve para atender às necessidades de financiamento e permitir que o Tesouro honre os compromissos de curto prazo. Em troca, o governo se compromete a devolver o dinheiro aos investidores com juros. Quanto menores as taxas, maior a confiança na capacidade de pagamento do país.

Críticas
Embora as notas sirvam de parâmetro para credibilidade de governos e de empresas no mercado financeiro, as agências de classificação de risco enfrentam críticas por terem errado nos prognósticos. Antes de 2008, as agências deram notas altas para as operações de venda de créditos imobiliários nos Estados Unidos, que entraram em colapso e desencadearam uma crise econômica global. Em 2013, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação contra a Standard & Poor’s por suspeita de fraude na classificação de produtos hipotecários. Em fevereiro de 2015, a agência pagou uma multa de US$ 1,3 bilhão pelo papel na crise de 2008.

Com ABR

Classificação representa selo de bom pagador