Archives 2024

Setor de serviços apresenta recuo em agosto

Volume avançou 2,7% no acumulado anual

IBGE nota redução de receita em atividades como correios e transporte aéreo

O volume de serviços prestados no país recuou 0,4% em agosto, interrompendo dois meses seguidos de crescimento. Dessa forma, o setor se encontra 15% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,4% abaixo de julho deste ano, ponto mais alto da série histórica. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE. Na comparação contra agosto de 2023, o setor teve expansão de 1,7% no mês, quinto resultado positivo consecutivo. No acumulado do ano, o volume de serviços cresceu 2,7% frente a igual período de 2023. Já no indicador dos últimos 12 meses, houve avanço de 1,9% em agosto de 2024, repetindo as últimas taxas de junho e julho.

“Em agosto, os serviços mostraram uma pequena devolução do ganho de 1,6% registrado nos dois meses anteriores. Percebemos uma redução de receita nas empresas que atuam com exibição de cinema; correios; transporte aéreo, telecomunicações e atividades jurídicas. Em termos setoriais, o destaque negativo ficou com o setor de informação e comunicaço, pressionado pelos serviços audiovisuais [onde entram os cinemas] e por telecomunicações”, explicou Rodrigo Lobo, gerente da PMS.

O decréscimo no volume de serviços de julho para agosto de 2024 foi acompanhado por duas das cinco atividades de divulgação investigadas. A atividade de informação e comunicação recuou 1%, devolvendo parte do ganho de 3,7% acumulado nos meses de junho e julho, resultado influenciado, principalmente, pelo recuo dos serviços audiovisuais (-6.6%). “A queda da receita dos cinemas está relacionada ao fato de julho ter sido um mês de recesso escolar e ir ao cinema é um programa bem comum nessa época do ano. Assim, tivemos uma queda nas receitas das salas de cinema em agosto frente a julho”, disse Lobo. A outra retração veio dos transportes (-0,4%), segunda queda seguida, acumulando uma perda de 2%. O recuo foi influenciado, principalmente, pelo transporte aéreo (-4%).

Na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2023, a expansão de 1,7% do setor de serviços foi o quinto resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 59% dos 166 tipos de serviços investigados. A maior contribuição veio do setor de informação e comunicação (6,9%). Já no índice acumulado de janeiro a agosto de 2024, comparado com igual período de 2023, o crescimento de 2,7% contou com o avanço de quatro das cinco atividades e 60,2% dos 166 tipos de serviços. As contribuições mais relevantes ficaram com os ramos de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,5%); e de informação e comunicação (5,8%).

Volume avançou 2,7% no acumulado anual

Pacote de estímulos à economia da China pode impactar preço de commodities

Incentivo do gigante asiático ao segmento de construção pode pressionar preços de cobre, minério de ferro e alumínio

Construção e o setor metalmecânico competem por insumos como cobre, alumínio e minério de ferro

O setor metalmecânico catarinense avalia com atenção os movimentos de preços das commodities após o anúncio do pacote de incentivos do governo chinês ao segmento da construção. Isso porque a construção e o setor metalmecânico competem por insumos como cobre, alumínio e minério de ferro. Em reunião da câmara de desenvolvimento da indústria metalmecânica em Blumenau, o economista Marcelo de Albuquerque, da Federação das Indústrias (Fiesc), fez uma apresentação sobre as tendências de preços dos principais insumos e também do cenário econômico doméstico e internacional e seus impactos no ramo.

O pacote econômico chinês prevê injetar US$ 140 bilhões na economia do país por meio da liberação de depósitos compulsórios, incentivar a construção ao reduzir o valor mínimo de entrada na compra de imóveis e a renegociação de hipotecas. Uma maior demanda decorrente do incentivo da China pode elevar preços desses materiais, afetando a estrutura de custos do metalmecânico, explica o economista. Responsvel por 12,4% do PIB catarinense, o ramo emprega cerca de 60 mil pessoas no estado e é responsável por cerca de 5% das exportações catarinenses. O setor é especialmente relevante porque fornece insumos críticos para a indústria de transformação, como a fabricação de automóveis e de máquinas e equipamentos. “A expectativa é de que preços como o do cobre, que já enfrenta restrição de oferta decorrente de grandes minas enfrentando dificuldades técnicas, países produtores enfrentando sanções e questões regulatórias e trabalhistas, continuem subindo”, estima Albuquerque.

A transição global para energias renováveis está aumentando a demanda pelo metal, essencial para tecnologias como painéis solares e turbinas eólicas, e também na fabricação de motores. No caso do minério de ferro, que vinha sofrendo com a desaceleração da economia chinesa, a expectativa é de recuperação de preços com o aumento da demanda pós pacote de incentivos. “Em relação ao alumínio, a expectativa é de que a redução de oferta devido a sanções sobre a produção russa e aumento de custos de energia possa equilibrar o aumento da demanda”, avalia o economista.

No entanto, Albuquerque analisa com cautela os efeitos do pacote de estímulos. “Políticas econômicas podem levar tempo para surtir efeito, especialmente sobre o nível de atividade econômica. Embora os preços possam apresentar maior volatilidade no curto prazo, conforme os dados mostraram, essas flutuações podem não se sustentar caso a política econômica não tenha o impacto esperado, bem como a presença de outras pressões sobre os preços internacionais podem mudar o direcionamento da tendência”, contextualiza. No mercado interno, a previsão de um ciclo de alta na taxa de juros iniciado em setembro pode afetar a demanda por produtos do setor. Desde o início do ciclo de queda da Selic em meados de 2023, o segmento vinha observando um bom momento, impulsionado não só por crédito mais acessível, mas também pelo elevado consumo das famílias.

Incentivo do gigante asiático ao segmento de construção pode pressionar preços de cobre, minério de ferro e alumínio

BNDES aprova financiamento de R$ 194 milhões para a Sanepar

Recursos serão utilizados em diferentes municípios da Região Metropolitana de Curitiba

Ao todo, a Sanepar investirá R$ 204 milhões na qualificação e ampliação do serviço e de estruturas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 194 milhões para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Os recursos são destinados à recuperação e expansão do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, além de controle e redução de perdas de água tratada e obras em estações de tratamento na área de concessão da empresa. A população beneficiada ultrapassa 3 milhões de pessoas, em diferentes munícipios.

A maior parte do financiamento é destinada à qualificação do Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba (SAIC), responsável pelo saneamento na capital e região metropolitana, contemplando o atendimento à aproximadamente 3,8 milhões de pessoas. Serão otimizadas, recuperadas e ampliadas estações em Curitiba e nas cidades de Almirante Tamandaré, São José dos Pinhais e Colombo, além de obras para setorização do abastecimento. A operação contempla também ações para controle e redução de perdas no processo de distribuição de água em Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Colombo e Campina Grande. Serão beneficiadas mais de 3,2 milhões de pessoas, com diminuição nos custos operacionais, aumento da capacidade de atendimento à população e melhoria da eficiência operacional.

Os recursos ainda permitirão a substituição de tubulações e a instalação de válvulas e outros equipamentos de controle, além da ampliação, qualificação e implantação de estações de tratamento de lodo. Será realizada também modernização de sistemas e automação do Centro de Controle Operacional da Sanepar na região de Curitiba. Durante o período de implantação do projeto, que tem investimento total de R$ 204 milhões, mais de três mil postos de trabalho devem ser gerados para a execução. Todos os investimentos estão alinhados às metas do contrato de concessão da Sanepar, responsável pela exploração dos serviços de saneamento básico, principalmente a distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto sanitário, em 345 munícipios do Paraná.

Recursos serão utilizados em diferentes municípios da Região Metropolitana de Curitiba

Maringá é a primeira cidade do Paraná a ter relatório publicado pela ONU

Estudo foi desenvolvido com apoio da Alemanha

O trabalho teve como foco dois tópicos dos ODSs: cidades e comunidades sustentáveis e ação contra a mudança global do clima

Maringá (foto), por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da cidade (Ipplam), desenvolveu um relatório local voluntário com as ações promovidas pelo município para cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). O trabalho foi publicado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU). Maringá é a primeira cidade do Paraná a ter um relatório publicado pela entidade global. O documento foi desenvolvido com apoio do Ministério Federal de Habitação, Desenvolvimento Urbano e Edificações, por meio do Instituto Federal Alemão de Pesquisa em Construção, Assuntos Urbanos e Desenvolvimento Espacial. O relatório é um instrumento de mapeamento e avaliação da implementação dos ODSs, onde as políticas públicas desenvolvidas foram apresentadas.

O trabalho teve como foco dois tópicos dos ODSs: cidades e comunidades sustentáveis e ação contra a mudança global do clima. Conforme o documento, “foi possível observar os avanços alcançados, os desafios enfrentados e como a contribuição local é importante, principalmente pela promoção de políticas públicas. Além disso, a elaboração do relatório local voluntário para o município possibilitou a identificação dos avanços e de boas práticas de Maringá que também podem servir como inspiração para outras cidades que buscam estratégias eficazes para o desenvolvimento sustentável”. O texto completo está disponível em português e em inglês no site do departamento da ONU (confira o documento completo aqui). O relatório de Maringá foi elaborado por meio do projeto Implementando a Agenda 2030 localmente através do desenvolvimento urbano, que faz parte do programa de pesquisa alemão Habitação Experimental e Desenvolvimento Urbano.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Organização das Nações Unidas

Estudo foi desenvolvido com apoio da Alemanha

Consevitis-RS e Sebrae lançam projeto para fortalecer a vitivinicultura brasileira

Parceria prevê investimentos em qualificação, promoção e inteligência de mercado

A iniciativa também promoverá a valorização dos produtos nacionais, evidenciando a qualidade deles no mercado interno

O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) assinou convênio com o Sebrae Nacional para a execução do projeto setorial Fortalecimento da Vitivinicultura Brasileira. Com investimento superior a R$ 2,4 milhões, a parceria iniciada neste mês segue até dezembro de 2025, tendo como principal objetivo aumentar o consumo per capita de vinhos e espumantes nacionais. A iniciativa também promoverá a valorização dos produtos nacionais, evidenciando a qualidade deles no mercado interno.

O projeto busca fortalecer toda a cadeia produtiva do setor vitivinícola brasileiro, abrangendo microempreendedores individuais, microempresas, empresas de pequeno porte, além de vinícolas de médio e grande porte, produtores de uva, agentes comerciais, especialistas e interessados. As ações serão concentradas em sete estados prioritários: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, com foco nas principais regiões produtoras de uva e enoturísticas do país. A estratégia central está voltada para a ampliação de mercados consumidores, a qualificação da produção, o estímulo à formalização de pequenos produtores e a divulgação das regiões vitivinícolas brasileiras. Além disso, o projeto pretende fornecer inteligência de mercado que auxilie os envolvidos no processo de tomada de decisões.

“Este convênio com o Sebrae representa um passo importante para fortalecer a vitivinicultura do país. Acreditamos que, ao valorizar a qualidade dos nossos vinhos e espumantes, podemos impulsionar tanto o consumo interno quanto o empreendedorismo entre os pequenos produtores. Estamos determinados a ampliar a percepção positiva dos vinhos brasileiros. Nosso objetivo é orientar e apoiar toda a cadeia produtiva, assegurando que cada viticultor e vinícola possa crescer e se destacar no mercado”, salienta Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS.

A promoção do vinho nacional incluirá ações como o Projeto Comprador e o Projeto Imagem, que trarão compradores, jornalistas e formadores de opinião para conhecer as regiões produtoras; estande na Expointer; campanhas publicitárias; apoio à Avaliação Nacional de Vinhos (ANV) e a realização de um piloto do Festival do Vinho Brasileiro. Os produtores serão atualizados o manual técnico de boas práticas agrícolas e uma cartilha que ensinará como formalizar uma vinícola. A parte dedicada à inteligência de mercado envolverá pesquisas sobre comportamento do consumidor e estudos voltados ao mapeamento da cadeia vitivinícola nacional, fornecendo dados estratégicos para decisões.

Parceria prevê investimentos em qualificação, promoção e inteligência de mercado

Florianópolis é o ecossistema emergente da América Latina com mais investimentos em Venture Capital

A capital catarinense atraiu 31 aportes nesta modalidade desde 2022

A fDi Intelligence lembra que Florianópolis é um centro tecnológico que atrai empreendedores em razão da qualidade de vida do município e de sua infraestrutura para o setor

Florianópolis é destaque na América Latina entre os centros tecnológicos emergentes com mais investimentos em Venture Capital (VC), conforme ranking elaborado pela Association for Private Capital Investment in Latin America (LAVCA) e divulgado pela revista fDi Intelligence, do grupo Financial Times. 31 empresas com sede na capital catarinense receberam recursos de Venture Capital desde 2022 até o primeiro semestre de 2024. Como novidade no ranqueamento, Blumenau está na 14ª posição, com oito empresas investidas no período. O estudo aponta a redução de 61,5% para 55% na quantidade de investimentos Venture Capital registrados entre 2022 e 2023 nos principais centros tecnológicos do continente – que são consideradas as cidades de São Paulo (SP), Santiago, Bogotá, Cidade do México e Buenos Aires. Em outra categoria, os ecossistemas emergentes ampliaram a representatividade de 20,7% para 25,5% no mesmo período. Liderado por Florianópolis, o Top 3 do ranking de centros tecnológicos emergentes tem Rio de Janeiro (RJ) e a capital do Peru, Lima. Já Blumenau está empatado no número de aportes com Porto Alegre (RS) e Quito (capital do Equador), ficando à frente de Brasília (DF), Recife (PE) e Campinas (SP) (veja o gráfico com o número de investimentos de Venture Capital em ecossistemas emergentes entre 2022 e primeiro semestre deste ano ao final desta reportagem).

“Santa Catarina ter duas cidades no ranking de ecossistemas emergentes com o maior número de investimentos em Venture Capital mostra que as empresas catarinenses são competitivas e recebem a confiança de investidores até mesmo internacionais, como o caso da Indicium, uma startup de Florianópolis que captou em torno de R$ 200 milhões com um fundo americano em 2024”, destaca Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). Ele complementa que a entidade tem a meta de ampliar o acesso dos empreendedores de Santa Catarina ao capital de risco, seja por meio de programas, como o recém-lançado Acate Investidores, e também através do apoio ao desenvolvimento de startups e à internacionalização de empresas.

A reportagem da revista fDi Intelligence lembra que Florianópolis é um centro tecnológico que atrai empreendedores em razão da qualidade de vida do município e de sua infraestrutura para o setor. Além disso, a ampliação da quantidade de investimentos nas cidades emergentes se dá, entre outros motivos, pela permanência das startups em seus ecossistemas de origem, tendência proveniente da digitalização e crescimento do trabalho remoto durante a pandemia. Os dados divulgados pela LAVCA também elencam os atores de investimentos mais ativos na América Latina. Entre as Corporate Venture Capitals está a 2bCapital, gestora de private equity do grupo Bradesco no âmbito do Inovabra, ecossistema de inovação do banco e mantenedor da Acate.

A capital catarinense atraiu 31 aportes nesta modalidade desde 2022

Brasil se mantém entre as 50 economias mais inovadoras do mundo

Suíça, Suécia e Estados Unidos figuram no Top 3

O Brasil caiu uma posição de um ano para o outro, ficando em 50ª lugar

O Brasil é a 50ª entre 133 economias mais inovadoras do mundo, segundo o Índice Global de Inovação (IGI) 2024. O resultado foi apresentado a lideranças empresariais na sexta-feira (4), em São Paulo, pelo coordenador da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), Pedro Wongtschowski. A reunião do comitê de líderes também marcou a passagem de bastão da coordenação do movimento para o vice-presidente sênior da Siemens Energy para América Latina, André Clark. Divulgada anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a lista revela que os 10 países mais inovadores continuam os mesmos do ano passado, com a Suíça, Suécia e Estados Unidos no Top 3, e algumas alternâncias nas posições seguintes. O Brasil caiu uma posição de um ano para o outro, ficando em 50ª lugar.

Para Wongtschowski, a estabilidade no quadro geral mostra que o Brasil precisa de mais empenho para melhorar nos aspectos levados em consideração para estruturar o ranking. “Continuamos andando de lado nesse assunto. Avançamos, mas outros países avançaram mais. Pelo tamanho e as ambições do Brasil, ainda temos muito o que fazer”, avalia. O país lidera na América Latina e no Caribe; e, no quadro geral, chama atenção o salto da Coreia do Sul, que foi de 10º para 6º em um ano, e da China, que subiu de 14º em 2020 para 11º em 2024.

“Permanecem as recomendações de expandir os investimentos nacionais em P&D, incentivar a formação de pessoal em STEM [ciência, tecnologia, engenharia e matemática], acelerar a regulamentações para um ambiente mais amigável aos negócios e melhorar as condições de infraestrutura em TICs [tecnologias de informação e comunicação] e outras mais gerais”, alerta Wongtschowski. Ele lembrou do descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a inovação, cujos resultados devem aparecer nos índices dos próximos anos.

Suíça, Suécia e Estados Unidos figuram no Top 3

Curitiba é premiada no Seul Smart City Prize

Capital do Paraná concorreu com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável

O troféu foi recebido pelo secretário de desenvolvimento econômico, inovação e inteligência artificial de Curitiba, Dario Paixão

Curitiba foi premiada do Seul Smart City Prize, concurso internacional de Cidades Inteligentes promovido pelo governo metropolitano de Seul, na Coreia do Sul. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10) durante a Smart Life Week, na capital sul-coreana. A capital paranaense foi premiada na categoria Prata de Cidade Centrada nas Pessoas (Human-CentriCity), com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável. O troféu foi recebido pelo secretário de desenvolvimento econômico, inovação e inteligência artificial de Curitiba, Dario Paixão (foto).

A premiação foi criada pelo governo metropolitano de Seul e pela fundação World Smart Sustainable Cities Organization (WeGO), que promove iniciativas de cidades inteligentes pelo mundo. Concorreram neste ano 216 projetos de 123 cidades representando 58 países de todos os continentes.Curitiba foi finalista ao lado de cidades como: Kragujevac, Baguio, Iligan, Bilbao, Helsinque, Doha, Goyang, Nova York, Miri, Taoyuan, Yazd, Tampere, Dar es Salaam, Kyrgyzstan e Londres. A capital do Paraná foi a única cidade do Brasil entre as 32 finalistas. Além de Curitiba, na categoria Human-CentriCity foram premiadas as cidades de Baguio (ouro), Miri (prata), Kragujevac (bronze), Bilbao (bronze) e Taoyuan (bronze). O prêmio também teve 16 finalistas na categoria TechInovaCity.

O Seul Smart City Prize incentiva a inovação urbana voltada à sustentabilidade, tecnologias digitais e inclusão social. Os vencedores foram escolhidos por um comitê de especialistas em energia, economia digital, gestão de desastres e desenvolvimento urbano. “Somos a única cidade do mundo premiada nos dois rankings mais importantes de Cidade Inteligente, o World Smart City Awards, de Barcelona, e agora o Seul Smart City Prize. É mais um reconhecimento mundial de que aqui a inovação é um processo social para melhorar a vida das pessoas”, disse Rafael Greca, prefeito da cidade. Ainda neste ano Curitiba disputará o título de Comunidade Mais Inteligente do Mundo, em premiação do Intelligent Community Forum, do Canadá/Estados Unidos. Curitiba está entre as sete finalistas e a cidade vencedora será anunciada dia 4 de novembro no ICF Global Summit, em Barcelona.

Capital do Paraná concorreu com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável

BMW Group vai aportar R$ 1,1 bilhão no Brasil

Parte desse valor será destinado para a fábrica de Araquari

Multinacional fabricará um novo modelo BMW em um futuro próximo na planta de Araquari

O BMW Group anunciou o aporte de R$ 1,1 bilhão entre 2025 e 2028 no Brasil, para produzir novos modelos e desenvolver tecnologias globais a partir do escritório de engenharia local. Na quinta-feira (3), durante o evento oficial de aniversário de dez anos da planta de Araquari, em Santa Catarina, o primeiro modelo híbrido plug-in da América do Sul, o novo BMW X5, foi celebrado com os colaboradores e apresentado às autoridades brasileiras. O início oficial da produção ocorrerá nas próximas semanas na linha de montagem. Parte do aporte até 2028 será destinada à produção de um novo modelo BMW em um futuro próximo na planta de Araquari, além da produção do novo BMW X5 PHEV, o modelo mais tecnológico e sofisticado já produzido na América do Sul. Hoje, a fábrica de Santa Catarina produz o BMW X1, BMW X3, BMW X4 e o BMW Série 3 Active Flex.

Além de celebrar o décimo aniversário da produção local, o BMW Group Brasil também está comemorando o lançamento do primeiro modelo “turboflex” do mundo, o BMW 320i Active Flex, com a tecnologia TwinPower Turbo, que pode rodar com etanol, gasolina ou a mistura de ambos os combustíveis em qualquer proporção. Em poucas semanas, a fábrica de Araquari será a única em toda a rede de produção do BMW Group a fabricar modelos com motor a combustão, modelos híbridos plug-in e modelos “flexfuel”.

A produção dos novos modelos fará parte de outras melhorias nas unidades de negócios no Brasil. O escritório de engenharia local irá reforçar seu desenvolvimento em termos de digitalização e conectividade, dentro de uma rede de desenvolvimento global. Dispositivos avançados já foram parcialmente desenvolvidos nas instalações de Engenharia da fábrica de Araquari e no escritório de São Paulo, como a Digital Key, o My BMW App, o My MINI App e o Intelligent Personal Assistant.

A planta de Araquari e os escritórios em São Paulo abrigam o único escritório de engenharia global do BMW Group na América Latina, responsável por apoiar o desenvolvimento digital global e validar testes de qualidade locais. Testes de durabilidade de motores e seus componentes são realizados em mercados da América Latina para dar suporte às equipes globais de Engenharia. Além disso, alguns engenheiros são responsáveis por testar e validar o sistema de infotainment para os mais recentes lançamentos globais da BMW, como os modelos de alto padrão BMW iX e BMW i7, além do BMW X1 e do Série 3 produzidos na unidade catarinense.

Parte desse valor será destinado para a fábrica de Araquari

Estudo do Ipea aponta população ocupada nos maiores níveis em uma década

No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho atingiu 109,4 milhões de pessoas

A taxa de desocupação atingiu seu menor nível desde o quarto trimestre de 2014, caindo para 6,9%

A nova edição do Boletim de Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) consolida indicadores que comprovam as melhorias no mercado de trabalho brasileiro. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ipea ressalta que a força de trabalho e a população ocupada estão nos maiores níveis registrados desde o início da série histórica da PNAD Contínua em 2012. No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho atingiu 109,4 milhões de pessoas, com 101,8 milhões de população ocupada. No terceiro trimestre, esse indicador bateu novo recorde, chegando a 102,5 milhões de pessoas ocupadas no Brasil.

Com foco no segundo trimestre, os pesquisadores do Ipea destacam que o emprego formal também apresentou crescimento, com uma alta de 4% em relação ao segundo trimestre de 2023. O Novo Caged registrou a criação de 1,7 milhão de novas vagas com carteira assinada, representando um aumento de 3,8% no período. A taxa de desocupação, segundo a pesquisa, atingiu seu menor nível desde o quarto trimestre de 2014, caindo para 6,9%. A taxa de desemprego de longo prazo também caiu (-1,5 ponto percentual), e houve uma pequena redução no desalento (-0,4 ponto percentual). De acordo com o Ipea, as quedas foram significativas em diversas categorias e, exceto no recorte por gênero, as reduções no desemprego contribuíram para a diminuição das desigualdades dentro de cada grupo.

Entre os setores da economia, destacaram-se os de transporte, informática e serviços pessoais. O crescimento do emprego formal foi observado na maioria dos setores, com exceção da agropecuária, dos serviços domésticos e do setor de utilidade pública. A renda média também cresceu no segundo trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior, com um aumento real de 5,8%, encerrando o trimestre em R$ 3.214. A massa salarial real registrou um crescimento expressivo de 9,2% em termos interanuais, atingindo R$ 322,6 bilhões, significando um acréscimo de R$ 27 bilhões em relação ao primeiro trimestre de 2023.

Apesar dos avanços, os pesquisadores do Ipea alertam para alguns desafios. De acordo com nota divulgada pelo instituto, a estabilidade das taxas de subocupação e de participação da força de trabalho nos últimos trimestres são motivos de preocupação. “É crucial entender por que o número de inativos permanece elevado, totalizando 66,7 milhões de pessoas fora da força de trabalho. Entre elas, 3,2 milhões desistiram de procurar emprego devido ao desalento – um grupo que deveria ser prioridade para a reintegração ao mercado de trabalho”, aponta o estudo.

Os pesquisadores também destacam a necessidade de investigar mais profundamente as causas desse desalento e de investir em políticas eficazes para atrair essa parcela da população para oportunidades produtivas. Outro ponto de preocupação é o setor agropecuário, que registrou sua nona redução consecutiva na população ocupada. Além disso, problemas estruturais continuam a impactar o mercado de trabalho, com muitos trabalhadores ainda presos a empregos informais, sem acesso a proteções sociais e trabalhistas. As desigualdades regionais, de gênero, raça, idade e escolaridade, tanto em termos de oportunidades de inclusão produtiva quanto de rendimento médio mensal, seguem como desafios críticos.

Com ABR

No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho atingiu 109,4 milhões de pessoas

Varejo tem leve retração em agosto

Comércio acumula alta de 5,1% no ano

O único setor que mostrou crescimento entre julho e agosto foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria

Em agosto, as vendas no comércio varejista no Brasil variaram negativamente 0,3% na comparação com o mês anterior, quando haviam crescido 0,6%. Em 2024, o varejo acumula alta de 5,1%. A média móvel trimestral, após variação positiva de 0,2% em julho, teve queda de 0,2% no trimestre encerrado em agosto. Já o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4%, 23º mês seguido em que esse indicador é positivo. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 0,8% na passagem de julho para agosto. Já na comparação com agosto de 2023, houve expansão de 3,1%.

Quanto às atividades, sete das oito ficaram no campo negativo: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2%), móveis e eletrodomésticos (-1,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,4%), combustíveis e lubrificantes (-0,2%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%). O único setor que mostrou crescimento entre julho e agosto de 2024 foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,3%).

“A variação negativa de 0,3% no comércio varejista em agosto demonstra uma estabilidade, após o crescimento de 0,6% em julho. O comportamento do comércio em 2024 ainda é positivo, apenas em junho tivemos resultado efetivamente negativo (-0,9%). O aspecto negativo do resultado de agosto é o fato de quatro das oito atividades pesquisadas terem registrado queda significativa, três ficarem estáveis e só uma ter apresentado alta”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

“As lojas de departamento são o principal tipo de empresa atuante no setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico. Elas tiveram, em 2023, um ano muito turbulento, com registros de problemas contábeis afetando alguns dos principais players desse mercado, fazendo com que revisassem seus balanços patrimoniais. Isso provocou ajustes em toda a cadeia produtiva, levando à redução do número de lojas físicas. O aumento da competição com outros nichos e a sazonalidade de promoções também influenciaram a queda no volume de vendas em agosto”, observa Santos. “E no caso de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, é uma atividade que sofre muita influência do dólar, sendo dependente da produção externa”, conclui.

Comércio acumula alta de 5,1% no ano

Concessionária da Mercedes-Benz inaugura sede em Ijuí

Loja, única do estado a adotar o modelo Lean, recebeu investimento de R$ 25 milhões do Grupo Mecasul

O grupo deve faturar R$ 640 milhões neste ano, valor 40% maior do que em 2023

A empresa gaúcha Mecasul, maior grupo das concessionárias da Mercedes-Benz no Rio Grande do Sul, inaugurou oficialmente a sede de Ijuí. Com aproximadamente 8 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento recebeu um investimento de R$ 25 milhões. A loja de Ijuí é a primeira e única do estado a adotar o modelo Lean da Mercedes-Benz. Para aumentar a eficiência e a agilidade dos processos, o atendimento no padrão Lean será prestado através de modernas centrais digitais, onde os consultores apresentam os produtos e serviços premium da marca.

O novo conceito prioriza a integração e sinergia entre áreas de vendas e pós-venda, além do fluxo de atendimento ao cliente em espaços otimizados que tornam o ambiente mais amplo, funcional e confortável para os clientes e os motoristas. A tecnologia avançada também é um diferencial que permite o uso de telas para demonstrar cada detalhe dos modelos de veículos e itens de reposição venda ao controle digitalizado dos veículos na oficina. O padrão Lean trabalha o conceito de inclusão e existe uma estrutura exclusiva para motoristas mulheres. A loja de Ijuí foi pensada com esse conceito e a oficina possui mecânicas mulheres, sendo a única Mecasul totalmente adaptada para as mulheres.

“A sede acompanha o crescimento da região que queremos participar e construir com os clientes de Ijuí, das Missões e da região Noroeste do estado. Esse movimento de mudança na logística destaca nosso foco na criação de uma experiência excepcional em busca de garantir fácil acesso e a máxima eficiência”, afirmou Augusto Abreu, diretor executivo da Mecasul em Santa Maria e Ijuí.

O nome Mecasul Auto Mecânica foi adotado em 1993 e, em 1998, a empresa foi adquirida pelos atuais sócios, passando a atuar na Serra e Grande Porto Alegre. No ano de 2019, os planos de expansão continuaram e foram adquiridas as regiões de Santa Maria e Entre-Ijuis. A partir daí, a concessionária Mecasul Auto Mecânica S/A, passou a ter uma identidade corporativa única, com sede em Caxias do Sul, atendendo de forma exclusiva mais de 199 municípios gaúchos. O grupo deve faturar R$ 640 milhões neste ano, valor 40% maior do que em 2023.

Loja, única do estado a adotar o modelo Lean, recebeu investimento de R$ 25 milhões do Grupo Mecasul

Aumento dos juros pode ter freado confiança dos industriais em outubro

Pesquisa da CNI revela que índice se estabilizou

Os industriais estão confiantes em relação às próprias empresas e desconfiados com a economia do país

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 53,2 pontos em outubro, ante os 53,3 pontos registrados em setembro. É o que mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (9). Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado pode ter relação com o aumento da taxa básica de juros pelo Banco Central. “O índice vinha de duas altas consecutivas antes da estabilidade vista em outubro, que é o primeiro mês depois da elevação da taxa de juros. Como a avaliação dos empresários sobre as condições atuais e sobre as expectativas para a economia brasileira interrompe a trajetória de alta e estaciona em patamar negativo, é possível que isso esteja atrelado à alta da taxa Selic”, avalia.

Apesar da estabilidade, o índice continua 3,2 pontos acima da linha divisória de 50 pontos, o que significa que os industriais, no geral, permanecem confiantes. Antes em 49 pontos, o índice de condições atuais está em 48,8 pontos. Em outubro, a avaliação dos entrevistados quanto ao momento das próprias empresas passou de 51,3 para 51,1 pontos. Já a percepção dos industriais sobre a economia variou de 44,4 para 44,2 pontos. O índice de expectativas, por sua vez, não mudou. Segue em 55,4 pontos. A avaliação dos empresários da indústria para a economia nos próximos seis meses saiu de 49,1 para 49,2 pontos. A confiança deles quanto ao futuro próximo de seus próprios negócios permaneceu em 58,5 pontos. O ICEI de outubro mantém a tendência observada nos últimos meses: industriais confiantes em relação às próprias empresas e desconfiados com a economia do país.

Pesquisa da CNI revela que índice se estabilizou

Catarinense Novalogic anuncia investimento de R$ 30 milhões

Aporte será usado na construção da nova sede em Joinville

A obra deve ser iniciada no primeiro semestre de 2025

A Novalogic, empresa especializada em infraestrutura crítica e data center no Brasil, com sede em Joinville (SC), anunciou um investimento de R$ 30 milhões na construção de sua nova sede. Este movimento faz parte da estratégia do grupo para ampliar a atuação e fortalecer a presença no mercado internacional, com foco na América Latina e América do Norte. A Novalogic está em busca de novas oportunidades e parcerias estratégicas. A empresa está visitando universidades e governos de vários países, para o desenvolvimento de projetos inovadores em data centers, que irão impulsionar o avanço tecnológico, digital e inteligência artificial nesses mercados.

Os novos investimentos visam não apenas à expansão física, mas também à implementação de soluções que atendam às demandas crescentes de transformação digital e segurança de dados. A nova sede, que será construída em Joinville, deve iniciar as obras no primeiro semestre de 2025. “Nosso objetivo é fornecer serviços de alta qualidade e soluções inovadoras para um cenário global em rápida evolução, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico no Brasil e no exterior,” afirma o CEO da Novalogic, Felippe Prates, por meio de nota.

Felippe e Larissa Prates, gerente corporativa da Novalogic, estão em missão internacional visitando vários países, como Canadá, Estados Unidos, Itália, Áustria e República Tcheca. A viagem deve durar cerca de 30 dias. A iniciativa reforça o compromisso da empresa em se consolidar no mercado internacional.

Aporte será usado na construção da nova sede em Joinville

Inflação acelera para 0,44% em setembro

Aumento da energia elétrica impactou o IPCA

A mudança de bandeira tarifária de verde em agosto para vermelha patamar um, por causa do nível dos reservatórios, foi o principal motivo para a alta

A inflação do país acelerou para 0,44% em setembro, subindo 0,46 ponto percentual em relação ao mês anterior (-0,02%). O resultado foi influenciado pelas altas no grupo de habitação (1,8%), após aumento nos preços da energia elétrica residencial, que passou de -2,77% em agosto para 5,36% em setembro, e no grupo de alimentação e bebidas (0,5%), que subiu após dois meses consecutivos de quedas. No ano, a inflação acumulada é de 3,31% e, nos últimos 12 meses, de 4,42%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

O gerente da pesquisa, André Almeida, destaca a influência da bandeira tarifária da energia elétrica residencial nos resultados do grupo Habitação. “A mudança de bandeira tarifária de verde em agosto, onde não havia cobrança adicional nas contas de luz, para vermelha patamar um, por causa do nível dos reservatórios, foi o principal motivo para essa alta. A bandeira vermelha patamar um acrescenta R$4,46 aproximadamente a cada 100kwh consumidos”, explica. O item exerceu impacto de 0,21 ponto percentual no índice geral de setembro.

O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,5%, com aumento de preços na alimentação no domicílio (0,56%), após dois meses seguidos de recuos. André salienta que esse resultado foi influenciado, em grande parte, pelo aumento nos preços da carne bovina e de algumas frutas, como laranja, limão e mamão. “Falando especificamente das carnes, a forte estiagem e o clima seco foram fatores que contribuíram para a diminuição da oferta. É importante lembrar que tivemos quedas observadas ao longo de quase todo o primeiro semestre de 2024, com alto número de abates. Agora, o período de entressafras está sendo intensificado pela questão climática”, analisa o gerente.

Aumento da energia elétrica impactou o IPCA