Archives 2024

Ágora Tech Park e Join.Valle terão Fabiano Dell Agnolo como diretor executivo

Mudança de gestão fortalece ecossistema de inovação e empreendedorismo de Joinville

Profissional envolvido com programas e ações de incentivo ao empreendedorismo inovador, Fabiano atua no Join.Valle desde sua criação em 2016

O ecossistema de inovação e empreendedorismo de Joinville vem ganhando destaque no cenário estadual e nacional, prova disso são os resultados em rankings que colocam a cidade na segunda posição de Santa Catarina em volume de novos negócios inovadores; terceiro melhor município brasileiro para fazer negócios; e top 10 do Brasil em ecossistemas de inovação emergentes. Uma mudança de gestão, que envolve o Ágora Tech Park e o Join.Valle, fortalece ainda mais este movimento.

A partir de novembro, o executivo Fabiano Dell Agnolo passa a atuar também na diretoria do Ágora Tech Park, parque tecnológico localizado no maior empreendimento empresarial multissetorial da América do Sul, com sede em Joinville. Ele continuará atuando como diretor executivo do Join.Valle, instituição que promove a inovação e o empreendedorismo em Joinville e região. Fabiano sucede Ricardo Fantinelli, diretor executivo do Ágora nos últimos três anos, período de grande expansão do parque tecnológico. Profissional envolvido com programas e ações de incentivo ao empreendedorismo inovador, Fabiano atua no Join.Valle desde sua criação em 2016. “A relação do Join.Valle e do Ágora sempre foi muita estreita. São dois importantes atores com propósitos complementares e papéis bem definidos, que vão continuar atuando no sentido de somar esforços para fortalecer o ecossistema de inovação e empreendedorismo de Joinville”, ressalta Fabiano.

O Ágora Tech Park é um ambiente de inovação que vive um crescimento acelerado. Em agosto deste ano, inaugurou seu quarto prédio, o Ágora UNI, voltado a conectar universidades, grandes empresas e setor público em um verdadeiro laboratório aberto para geração de negócios e oportunidades. O local soma cerca de 1,5 mil empregos gerados e um faturamento anual em torno de R$ 800 milhões, o que representa 2,3% do PIB da cidade de Joinville. Este resultado é 58% superior à média dos parques tecnológicos do país. A partir da inauguração do Ágora UNI o grande desafio atual é o projeto Ágora Connect, que reúne oito corporates (Whirlpool, Ciser, Krona, Avell, Unimed, Pollux, Walbert e a Pró-Rim) e sete instituições de ensino e pesquisa (Udesc, UFSC, Univille, Católica, UniSENAI, IPT e Senac) numa espécie de laboratório aberto de inovação. O programa segue uma metodologia desenvolvida pelo Ágora voltada para o desenvolvimento de talentos e a criação de soluções inovadoras.

O Join.Valle é uma instituição que promove a inovação e o empreendedorismo e fortalece o ecossistema de Joinville e região. Tem como propósito ser um agente transformador, que oportuniza conexões, fomenta negócios e impulsiona o desenvolvimento econômico de alto valor. Desta forma, contribui para que a cidade seja cada vez mais um dos melhores lugares para se viver e empreender. Nos últimos anos, o Join.Valle tem se dedicado a estimular iniciativas que potencializam a inovação e promovem a cultura inovadora na sociedade e nas organizações. A associação conta com um time executivo e um relevante time de mentores voluntários, responsáveis por tornar realidade as estratégias e objetivos por meio de programas e projetos.

Mudança de gestão fortalece ecossistema de inovação e empreendedorismo de Joinville

Retorno ao trabalho presencial desafia retenção de talentos

Uma das estratégias das lideranças para incentivar a volta é a oferta de aumentos salariais, promoções ou novas responsabilidades

Pesquisa da KPMG revela que 83% dos CEOs esperam a volta total ao escritório nos próximos três anos

A 10ª edição da pesquisa KPMG CEO Outlook revelou que 83% dos CEOs esperam um retorno total ao escritório nos próximos três anos, expectativa que desafia o cenário atual do mercado de trabalho, especialmente no setor de tecnologia, onde a flexibilidade e o trabalho remoto são altamente valorizados. Uma das estratégias das lideranças para incentivar a volta é a oferta de aumentos salariais, promoções ou novas responsabilidades. De acordo com a pesquisa da KPMG, 87% dos CEOs planejam recompensar os funcionários que retornarem ao escritório. Gustavo Salles, CEO da SalesHunter — startup especializada no recrutamento de vendedores SaaS e B2B — alerta que essa estratégia pode ser insuficiente para reter os profissionais habituados ao trabalho remoto. “Se a empresa não for transparente sobre suas expectativas, pode gerar insatisfação e levar talentos a buscarem outras oportunidades que ofereçam a flexibilidade que valorizam”, afirma.

Para Salles, a preferência das lideranças pelo modelo presencial não deve ser vista como uma regra rígida, mas sim como uma estratégia que pode variar conforme o perfil das equipes e os objetivos da empresa. “Muitos CEOs e clientes estão percebendo uma queda de produtividade em equipes compostas por profissionais mais jovens e menos experientes, para quem o contato diário com os colegas e mentores faz uma diferença enorme na curva de aprendizado”, explica. O especialista destaca que o ambiente presencial facilita a troca de conhecimento, a integração das equipes e o desenvolvimento profissional. “Para talentos em início de carreira, a presença física no escritório proporciona um aprendizado mais rápido e mais conexão com a cultura da empresa”, acrescenta.

Apesar da grande expectativa pelo retorno total, Salles crê que o modelo híbrido é a melhor solução para muitas empresas, pois equilibra a necessidade de flexibilidade dos colaboradores com as demandas de produtividade e colaboração. “A flexibilidade é, para muitos profissionais, o benefício mais importante. Empresas que insistirem no trabalho 100% presencial podem perder talentos para aquelas que oferecem um modelo mais equilibrado”, avalia. Além das questões de flexibilidade, a pesquisa também destacou a preocupação dos CEOs com a escassez de profissionais qualificados e a aposentadoria iminente de talentos experientes.

Para ele, a solução está na capacitação contínua e no desenvolvimento de novos profissionais. “Investir em programas de formação desde o início é essencial para preparar talentos para o mercado e evitar a dependência excessiva de profissionais sêniores, que muitas vezes são atraídos por oportunidades internacionais”, ressalta. Com 92% dos CEOs projetando um aumento de contratações nos próximos anos, Salles observa uma tendência de busca por qualidade e especialização, em vez de apenas volume. “As empresas estão se tornando mais criteriosas, focando na contratação de profissionais que possam agregar valor e ajudar a construir uma equipe sólida para o futuro”, conclui.

Uma das estratégias das lideranças para incentivar a volta é a oferta de aumentos salariais, promoções ou novas responsabilidades

Oito cidades do Sul escolhem seus novos prefeitos

Eduardo Pimentel venceu em Curitiba e Sebastião Melo em Porto Alegre

Mais de 4,2 milhões de eleitores estavam aptos a votar nas oito cidades da região neste segundo turno

Neste domingo (27) mais de 4,2 milhões de eleitores estavam aptos a votar nas oito cidades da região neste segundo turno. Porém, compareceram às urnas 2.898.501 habitantes resultando em uma abstenção de 31,3%. Em Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD) disputou com Cristina Graeml e ganhou o pleito. Pimentel, 40 anos, disputa a eleição com apoio da coligação Curitiba Amor e Inovação, formada pelos partidos PSD, Podemos, Republicanos, PL, MDB, Novo, Avante e PRTB. Pimentel já foi vice-prefeito de Curitiba em 2016 e 2020, na chapa de Rafael Greca. Também já ocupou o cargo de secretário municipal de Obras Públicas. Londrina e Ponta Grossa também escolheram seus novos mandatários. Ponta Grossa será governada por Elizabeth Schmidt (União). Londrina elegeu Tiago Amaral (PSD).

O segundo turno em Porto Alegre foi disputado entre Sebastião Melo (MDB) e Maria do Rosário (PT). Melo foi reeleito para governar a capital gaúcha. Ele já foi vice-prefeito da capital gaúcha de 2013 a 2016, durante a gestão de José Fortunati. Em 2018, foi eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. Canoas, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria foram outros municípios do Rio Grande do Sul que foram às urnas neste domingo. Em Caxias do Sul venceu Adiló Didomenico (PSDB). Canoas será governada por Airton Souza (PL). Rodrigo Decimo (PSDB) foi eleito em Santa Maria. Pelotas terá como mandatário Fernando Marroni (PT) pelos próximos quatro anos.

Acompanhe, a seguir, o número de votos conquistados pelos candidatos nos oito municípios do Sul neste segundo turno.

Eduardo Pimentel venceu em Curitiba e Sebastião Melo em Porto Alegre

Será preciso reinventar o modelo de trabalho atual

Essa foi uma das conclusões do painel de abertura que antecedeu a cerimônia de premiação das 100 maiores empresas do Paraná

Polydoro, Márcia, Hammerschmidt e Mello: o papel da liderança é fazer boas perguntas

O uso cada vez mais frequente da Inteligência Artificial (IA) e a necessidade da remodelação do sistema de trabalho atual foram os temas norteadores do painel de abertura que antecedeu a cerimônia de premiação das 100 maiores empresas paranaenses na segunda-feira (21). O debate reuniu lideranças das chamadas gerações X, Y e Z que compartilharam suas percepções, experiências e visões de como enfrentar os enormes desafios de empresas, países e planeta na construção de um futuro sustentável. “Diálogos Geracionais: juntos construímos um futuro sustentável” contou com as presenças de Márcia Baena, diretora de gente e gestão empresarial da Copel; Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial na frente comercial e de relações institucionais; e Mateus Mello, líder de desenvolvimento e sócio da startup Mindtech. A conversa foi mediada por Jorge Polydoro, publisher do Grupo AMANHÃ. A sede da Federação das Indústrias (Fiep), em Curitiba, recebeu os convidados na oportunidade onde AMANHÃ e PwC Brasil também divulgaram o ranking completo de 500 MAIORES DO SUL (clique aqui para checar todos os dados). O evento segue disponível no canal AMANHATV no YouTube (você poderá rever toda a cerimônia clicando neste link).

Para Mateus, o representante da geração Z no debate, a IA tem sido um enorme desafio na relação com os jovens no mercado de trabalho. “Sou da área de desenvolvimento e sei que a Inteligência Artificial pode ser uma grande aliada, mas para as novas gerações essa ferramenta pode ser um grande obstáculo, pois elas têm se mostrado dependentes dessa ferramenta”, revelou. Ele contou que, por isso, tem notado que os Zs são deficientes em procurar soluções por conta própria, característica que deve ser trabalhada pelos gestores de recursos humanos – ainda mais que a partir do próximo ano cerca de 40% da força de trabalho deve ser oriunda dos jovens nascidos entre 1997 e 2003, de acordo com uma pesquisa recente. Hammerschmidt comentou sobre a importância de as diferentes gerações conviverem e interagirem entre si. “Em nosso grupo de empresas temos jovens com essa forte ligação com a tecnologia, mas do outro lado contamos com uma geração que traz conhecimento técnico, prático e muitos anos de mercado. As empresas terão de aprender a conduzir essas gerações diferentes e tê-las em seus quadros”, sugeriu como representante dos Ys. Ele fez questão de sublinhar a importância dos professionais experientes para os jovens. “Meu pai tem 70 anos e sempre procuro perguntar algumas coisas, pois ele já vivenciou muita coisa errando e acertando. Por qual razão não procurar alguém mais experiente para não perder tempo e, principalmente, dinheiro?”, questionou. Na visão dele, a comunicação entre as diversas gerações deve ser permanente.

“Respeito a separação didática para comparar gerações, mas confesso que pessoalmente não gosto, pois ela vem acompanhada de rótulos – e se tem algo que atrapalha a construção do futuro é rotular as pessoas. Há inovadores em todas as gerações, tem gente que não tem criatividade em todas as gerações, há quem goste e não goste de trabalhar em todas as gerações”, opinou Márcia, destacando que a personalidade deve estar acima de tudo. “É preciso deixar com que as pessoas sejam o que são, falar o que pensam, serem autênticas. Acredito no poder da autenticidade como algo que transforma ambientes”, resumiu. Ela também contou que gosta do G da governança da agenda ESG, a qual prefere, por isso, usar a sigla ASG, em português. “Nesta sala só tem liderança. Essa sala tem poder e influência. Essa sala consegue transformar um pouquinho a realidade, não por caridade, mas por necessidade. Minha geração possivelmente não verá a transição [energética] acontecer. Precisamos correr, pois não temos mais tempo”, implorou. Dirigindo-se à plateia, Márcia propôs que o público fizesse o exercício do pescoço para que pudessem entender o conceito de diversidade. “Gire seu pescoço para a direita e olhe quantas pessoas parecidas têm. Agora vire para esquerda e faça o mesmo. Existem pessoas diferentes. A gente se agrega por similaridade, mas é preciso que quebremos essa bolha. Precisamos intencionalmente procurar pessoas diferentes para trocarmos ideias, pois o mundo nos apresenta muitos problemas complexos que exigem perspectivas diferentes das nossas”, aconselhou.

Uma questão vinda do público suscitou outro debate entre as gerações no encontro do Paraná. Um executivo perguntou como atrair para o mercado de trabalho pessoas que têm optado por ocupações autônomas, ao exemplo dos motoristas de aplicativo. Para Márcia, o único caminho será reinventar o modelo de trabalho que temos hoje, pois ele não é mais atrativo. “Não convencemos os jovens apenas afirmando que determinada coisa tem de ser assim, pois eles querem saber as razões e dizer o que pensam. O papel da liderança é fazer boas perguntas. Elas terão de envolver pessoas que pensam diferente na operação [dos negócios]. Hoje convivemos com um valor chamado flexibilidade”, disse. Mello confidenciou que seu comportamento é justamente esse. “Eu gosto de entender o processo e percebo que as novas gerações precisam entender os porquês. Eles querem ser valorizados e ouvidos”, afirmou. Hammerschmidt contou as iniciativas que o Grupo Potencial tem feito para reter talentos. “Nosso novo parque industrial gera mais de 300 empregos diretos. Fizemos uma parceria com o Senai para profissionalizar essa mesma mão de obra para que seja contratada quando a unidade industrial iniciar sua produção em 2026. Oferecer um plano de carreira pode ser um diferencial para essa nova geração permanecer no emprego. Outro diferencial é procurar dar benefícios que gerem valor para essas pessoas”, recomendou. 

Essa foi uma das conclusões do painel de abertura que antecedeu a cerimônia de premiação das 100 maiores empresas do Paraná

Planeta pode aquecer 3,1ºC a 3,6ºC com emissões de gases

Estudo foi publicado pela ONU

Há uma ligação direta entre o aumento das emissões e os desastres climáticos cada vez mais frequentes e intensos

Manter o aquecimento global em 1,5 grau Celsius (ºC) ainda é possível, mas para isso, os países precisam reduzir em 42% as atuais emissões de gases do efeito estufa, até 2030, e 57%, até 2035. A conclusão é do Relatório sobre Lacuna de Emissões 2024, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). “A continuação do esforço de mitigação com as atuais políticas leva o aquecimento global a um máximo de 3,1°C ao longo do século, com 66% de probabilidade, e ainda resta 10% de probabilidade de que o aquecimento possa exceder 3,6°C”, destaca o relatório.

O estudo revela ainda que os compromissos assumidos pelos signatários do Acordo Paris, em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para 2030, não estão sendo cumpridos. E também seriam insuficientes para alcançar a meta de manter a temperatura do planeta em 1,5 ºC acima do período pr-industrial. De acordo com o documento, o estrito cumprimento das NDCs até 2030 ainda resultaria em uma elevação de temperatura de 2,6 ºC. Esse cenário ocorreria com o cumprimento tanto das metas incondicionais, ou seja, que devem ser cumpridas obrigatoriamente, quanto das metas que foram condicionadas à disponibilidade de financiamento internacional. A implementação apenas das NDCs incondicionais levaria o mundo a temperaturas 2,8 ºC mais elevadas. Já as atuais políticas conduziriam o planeta a 3,1°C de aquecimento.

Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, é necessário agir agora, começando durante a próxima rodada de negociações que ocorrerá entre os dias 11 e 22 de novembro, na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29). “Estamos sem tempo. Fechar a lacuna de emissões significa fechar a lacuna de ambição, a lacuna de implementação e a lacuna financeira”, reforçou. O prazo máximo para a atualização das NDCs é fevereiro de 2025, antes da 30ª COP, que ocorrerá em Belém do Pará, no Brasil. Nas novas metas, o ano de 2019 passa a ser a referência para os compromissos de emissões de gases do efeito estufa pelos países.

Em um cenário com essa nova referência e para limitar o aquecimento global em menos de 2ºC, o relatório indica que as emissões precisariam cair 28% até 2030 e 37% até 2035. Os pesquisadores destacam ainda que as consequências no atraso das ações para viabilizar essa limitação já implicam em consequências que distanciam o planeta desse cenário, como o recorde de 57,1 gigatoneladas de CO₂ equivalente em emissões, atingido em 2023. “Há uma ligação direta entre o aumento das emissões e os desastres climáticos cada vez mais frequentes e intensos. Em todo o mundo, as pessoas estão pagando um preço terrível. Emissões recordes significam temperaturas marinhas recordes que potencializam furacões monstruosos; o calor recorde está transformando as florestas em barris de pólvora e as cidades em saunas; chuvas recordes estão resultando em inundações bíblicas”, alerta Guterres.

Além de apontar os cortes necessários nas emissões, o relatório indica ainda possíveis caminhos, como o potencial de redução de 27% nas emissões em 2030 e 38% em 2035, com o incremento de tecnologias solar e eólica na geração de energia. Melhorar a gestão de florestas, com redução do desmatamento e aumento do reflorestamento tem potencial de reduzir as atuais emissões em 19% em 2030 e 20% em 2035, afirmam os pesquisadores. Também foram calculados os investimentos necessários para financiar o caminho global até as emissões líquidas zero em 2050. De acordo com o relatório, seriam necessários US$ 0,9 trilhão a US$ 2,1 trilhões por ano, de 2021 a 2050, “o que é substancial, mas administrável no contexto mais amplo da atual economia global e mercados financeiros de quase US$ 110 trilhões mercados financeiros”, evidencia o relatório.

Com ABR

Estudo foi publicado pela ONU

Um investimento do tamanho do Rio Grande

Projeto Natureza CMPC vai empregar R$ 24 bilhões em parque industrial em Barra do Ribeiro e outras iniciativas, o maior aporte de uma companhia chilena fora do país

O estímulo à silvicultura produtiva e a ampliação das áreas de plantio de eucalipto, por meio do fomento a produtores rurais, são outros eixos que compõem o projeto

Presente há quase uma década em solo gaúcho, a CMPC escolheu o Rio Grande do Sul para receber seu investimento mais vistoso fora do Chile. O Projeto Natureza CMPC contempla, entre outras iniciativas, a construção de um parque industrial em Barra do Ribeiro. A cidade já sedia a fazenda Barba Negra, onde está localizado o viveiro de mudas da companhia e um centro de pesquisas de aprimoramento genético de eucalipto. Com aporte de R$ 24 bilhões, a nova unidade terá capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada – matéria-prima para a fabricação de diferentes tipos de papéis, embalagens e produtos higiênicos, além de estar presente em itens como alimentos, medicamentos e cosméticos. O projeto será executado com as melhores tecnologias de ponta disponíveis no mercado.

O estímulo à silvicultura produtiva e a ampliação das áreas de plantio de eucalipto, por meio do fomento a produtores rurais, são outros eixos que compõem o projeto. A CMPC também se compromete a realizar uma série de melhorias na infraestrutura rodoviária e portuária. Ainda, a criação do Parque Ecológico Barba Negra tem como pano de fundo valorizar a reserva natural através da visitação e realização de roteiros turísticos. O objetivo principal é fazer com que o parque se torne uma referência em preservação, biodiversidade, estudos ambientais e promoção do contato da população com importantes espécimes da flora e a fauna nativas do Rio Grande do Sul.

Como contrapartida, o Estado realizará diversas obras de melhorias na infraestrutura do Rio Grande do Sul, como a duplicação de 376 quilômetros da BR-290, entre Eldorado do Sul e Rosário do Sul, e a finalização da duplicação do trecho sul da BR-116. Caberá à CMPC instalar um novo terminal de uso privado no porto de Rio Grande, realizar obras de dragagem e de ampliação da capacidade de armazenagem e operação da empresa nos portos de Rio Grande e Pelotas. Com isso, será elevado o uso da hidrovia no estado, no qual, hoje, a CMPC já responde por 44% do volume total transportado por esse modal.

O Natureza CMPC ganhou ainda mais importância depois das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. Com uma preocupação social, os empreendimentos vão dar oportunidades para muitos gaúchos e gaúchas. “Esse projeto vai transformar a realidade de Barra do Ribeiro e trazer impactos para toda a sociedade gaúcha. Durante a fase de obras, vai promover a geração de 12 mil postos de empregos. Para preencher esses postos, a CMPC vai desenvolver um programa de qualificação de mão de obra local, pois queremos valorizar os profissionais daqui. Além disso, será priorizada a contratação de fornecedores gaúchos. É gratificante saber que pudemos apoiar a população em um momento tão difícil e que seguiremos juntos”, afirma Antonio Lacerda, diretor-geral de celulose da CMPC no Brasil.

Projeto Natureza CMPC vai empregar R$ 24 bilhões em parque industrial em Barra do Ribeiro e outras iniciativas, o maior aporte de uma companhia chilena fora do país

Washington, d.C.

A persona pública de Olivetto construiu a ideia de publicidade no Brasil

A capacidade de Olivetto produzir boas frases permaneceu intacta nos últimos anos, mesmo afastado do dia a dia das agências e residindo fora do Brasil, em Londres

Por ocasião da morte de Washington Olivetto, no último dia 13, AMANHÃ republicou um post de seis anos atrás em que eu o definia como o criador da profissão de publicitário no Brasil. Não por pioneirismo na atividade, evidentemente, mas por tê-la conferido visibilidade e legitimidade social. Muito dessa mudança de status devia-se ao seu trabalho – as peças e anúncios que ficavam no imaginário popular –, mas também a sua figura pública, sempre médiatique e pronta a rechear uma entrevista com tiradas espertas – o que contribuiu para que a propaganda fosse vista por alguns apenas como insight criativo, e não o todo trabalhoso que constitui: planejamento, produção, mídia etc.

A capacidade de Olivetto produzir boas frases permaneceu intacta nos últimos anos, mesmo afastado do dia a dia das agências e residindo fora do Brasil, em Londres. Aliás, por que a capital inglesa? “Porque Londres é a melhor Nova York que existe. Tem tudo o que Nova York tem, mas sem tanto movimento e confusão”. Mas e o futebol, seu interesse desde sempre, como ficou? Via jogos da Premiere League? “Sim, aqui eu assisto, não torço. No Brasil, em jogos do Corinthians, eu torço, não assisto”.

Lições aos novatos? “Eu me dei bem como publicitário pois me abasteci de vida, e não de publicidade. Capturo as coisas da vida para transformá-las em comunicação”. E gerir uma agência, como é? “Nesse negócio, administrar o astral é tão importante quanto administrar o caixa” – razão pela qual distribuía sorvete às equipes quando via uma nuvenzinha negra sobrevoando as baias da W/Brasil. Seu sucesso devia-se à inspiração mais do que a transpiração? De jeito nenhum. “Quando eu era funcionário, tinha mentalidade de dono. E hoje que sou dono, tenho mentalidade de funcionário. Sou o primeiro a chegar e o último a sair do escritório”. E as campanhas políticas e contas públicas, que tal? “É um dinheiro que me orgulho de não ganhar”.

Dinheiro: eis o outro pilar que ajudou a erigir o prestígio da profissão. Olivetto não foi propriamente um ostentador, um exibicionista. Mas também não se furtou em alimentar o lado frívolo da mídia ao revelar seu apreço por obras de arte, mostrar o CD player da então obscura dinamarquesa Bang & Olufsen que comprara, enaltecer a Comme des Garçons (que até hoje poucos conhecem por aqui) e citar os restaurantes que apreciava nas grandes capitais do mundo. Indicava, com isso, aos jovens às voltas com a escolha profissional, ser viável a combinação perfeita: uma carreira menos tradicional com benefícios materiais tão bons ou melhores que os das atividades caretas.

Com a emergência das redes sociais, poderia ter se tornado um tuiteiro popular, um lacrador semanal, pois tirocínio não lhe faltaria. Mas percebera que a internet atual era menos generosa com a inteligência e bem mais afeita à demagogia e à superficialidade. Sua malfadada entrevista à BBC News Brasil, em 2017, em que diz que “empoderamento feminino é um clichê constrangedor” como outros tantos que mencionava ao longo da conversa (“desconstruir”, “quebrar paradigmas” e “pensar fora da caixa”), foi um dos maus sinais dos novos tempos: o título caça-clique fez sumir o conteúdo no qual Olivetto reclamava da pobreza vocabular e da escassez de boas ideias que vicejava nos meios de comunicação, em prol de uma controvérsia vazia e de uma condenação pública sumária. Ainda assim, antes mesmo daquele episódio, já havia deixado uma lição sobre as polêmicas online: “É só ficar quieto que nada vai acontecer. Logo em seguida, aparece outro assunto irrelevante para ocupar o seu lugar”.

Pode não ter sido sua sacada mais brilhante, mas certamente é das mais verdadeiras.

A persona pública de Olivetto construiu a ideia de publicidade no Brasil

SC vai ampliar rede de centros de inovação

Objetivo é gerar 30 mil vagas no setor de tecnologia

Para 2025, já estão previstos pelo governo catarinense R$ 24 milhões em investimentos, 20% a mais do que neste ano

Transformar Santa Catarina em grande polo tecnológico, conectando todas as regiões do estado para que haja cada vez mais soluções inovadoras com base em demandas regionais é uma das premissas do novo programa SC Mais Inovação. Lançado na segunda-feira (21) em Florianópolis, o programa pretende, até 2026, fazer com o que o setor alcance uma fatia de 10% do PIB catarinense – hoje o índice é de 7,5% – e gere mais 30 mil vagas na área, que já emprega atualmente 86 mil pessoas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), vai ainda implantar até 2026 nove centros de inovação, que se somarão aos 15 já existentes. Para 2025, já estão previstos pelo governo catarinense R$ 24 milhões em investimentos, 20% a mais do que neste ano.

Para ampliar a articulação entre atores envolvidos como Estado, iniciativa privada, universidades e sociedade civil, o programa prevê a disponibilização de 21 agentes de inovação em todas as microrregiões do estado, aproximando as demandas locais da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI). Esses agentes desempenharão um papel essencial ao identificar necessidades regionais e promover soluções inovadoras, conectando o potencial de cada área com as políticas de inovação do estado. “Um dos principais pilares do SC Mais Inovação é a promoção ativa do ecossistema de inovação por meio de atração de investimentos, e realização de eventos, programas de capacitação, conferências e hackathons, fortalecendo as conexões entre os atores das quatro hélices” afirma o secretário da SCTI, Marcelo Fett.

Durante o evento de lançamento foi assinado um convênio com a Acafe no valor de R$ 4,4 milhões para ampliar a articulação entre setor público e pesquisa. A presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), Luciane Ceretta, destacou a importância da participação no projeto. “Estamos confiantes de que essa iniciativa irá inaugurar um novo momento para o desenvolvimento científico e tecnológico, ampliando o impacto das nossas universidades e promovendo soluções que beneficiarão toda a sociedade”, destacou. Além disso, o programa prevê a oferta de suporte técnico e consultoria para startups, auxiliando no desenvolvimento de produtos, na proteção de propriedade intelectual e na entrada no mercado, garantindo um ambiente de inovação sustentável e competitivo.

“O programa SC Mais Inovação se une totalmente à visão da Acate de que Santa Catarina tem potencial para ser um polo global de inovação. O setor de TI está presente em todas as regiões de SC e a inovação feita aqui já desperta o interesse do exterior, com portas abertas em países como Canadá, Emirados Árabes e Inglaterra, além de um destaque continental relevante que já posiciona Florianópolis como um polo de investimentos em startups na América Latina. A parceria com o poder público é fundamental para que o setor siga prosperando e impactando cada vez mais a vida dos catarinenses”, contextualiza Diego Ramos, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate).

Objetivo é gerar 30 mil vagas no setor de tecnologia

Royalties do petróleo: STF autoriza negociação direta entre estados

SC, PR e SP definirão prazo de pagamento do valor que deveria ter sido repassado aos catarinenses ao longo dos anos

Entendimento foi estabelecido em audiência de conciliação realizada em Brasília

O governo catarinense participou na quinta-feira (24) de uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Ação Cível Originária (ACO) 444, que trata sobre o pagamento dos royalties do petróleo aos catarinenses. Um dos principais resultados é a autorização para a realização de novas reuniões diretas entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo para a definição de valores e da forma e prazo de pagamento do montante que deveria ter sido repassado aos catarinenses ao longo dos anos. A primeira delas deve acontecer nos próximos dias com o Paraná. O governador Jorginho Mello e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) deixaram registrado, juntamente com São Paulo, o pedido de informações complementares à Petrobras – que não compareceu à audiência – sobre os valores pagos ao longo do tempo pela exploração do petróleo nos poços e campos que hoje são reconhecidamente catarinenses.

“A grande vantagem para Santa Catarina, neste momento, é que as tratativas avanaram e ns estamos mais perto de receber esses valores, que serão muito importantes para a implementação de políticas públicas para a gente do nosso estado”, afirmou o procurador-geral do Estado, Márcio Vicari. Essa foi a primeira rodada de negociações envolvendo o tema. A audiência foi presidida pela juíza auxiliar da presidência e responsável pelo Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, Trícia Navarro, e acompanhada pela juíza auxiliar do gabinete do ministro Flávio Dino, Amanda Thomé. Além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e dos estados do Paraná e de São Paulo, os municípios de Itajaí, Penha, Barra Velha e Navegantes e a Procuradoria-Geral da República.

Ação se estende por mais de três décadas
A história começou em 1987, quando o governo catarinense tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a “divisa” marítima entre Santa Catarina e Paraná. Esses traços definem qual dos estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral. Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o governo catarinense sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto. Em junho de 2020 os ministros do STF, por sete votos a dois, foram favoráveis à Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refaça o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou Paraná e São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

SC, PR e SP definirão prazo de pagamento do valor que deveria ter sido repassado aos catarinenses ao longo dos anos

Piora no crédito reduz intenção de consumo das famílias

Índice recua mais entre famílias de maior renda

O crédito deve se tornar ainda mais restrito, o que impacta diretamente o consumo

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), diminuiu 0,6% em outubro, marcando o quarto mês seguido de retração. A principal causa foi a visão negativa sobre o momento para adquirir bens duráveis, com queda de 1,8%, além da percepção do nível de consumo atual, que caiu 1,2%. Apesar disso, o índice se mantém acima do nível de satisfação, com 103,2 pontos, o menor valor desde março, quando alcançou 104,1 pontos. A desaceleração econômica, o aumento da Selic e o encarecimento do crédito têm enfraquecido o consumo, especialmente entre as famílias de maior renda.

Quase todos os componentes da ICF apresentaram queda, exceto a perspectiva profissional, que permaneceu inalterada. A percepção sobre a renda atual, embora tenha tido uma leve queda de 0,6% no mês, ainda registra crescimento anual de 3,7%. “Os consumidores estão cada vez mais cautelosos em relação ao futuro. Com a Selic em alta e possivelmente subindo ainda mais, além da pressão inflacionária em alguns setores, o crédito deve se tornar ainda mais restrito, o que impacta diretamente o consumo”, comenta José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Essa conjuntura levou a uma redução de 0,9% no subindicador de acesso ao crédito, marcando o segundo mês consecutivo de retração. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também conduzida pela CNC, indica que o nível de endividamento das famílias permanece elevado, afetando de forma mais expressiva a intenção de consumo, especialmente de bens duráveis, que recuou 1,8% em outubro.

A análise por faixas de renda revela que as famílias com ganhos superiores a dez salários mínimos registraram uma redução de 1% na intenção de consumo, enquanto aquelas com renda inferior a esse valor apresentaram uma queda menor, de 0,8%. A perspectiva de consumo entre os mais ricos caiu 1,5%, refletindo os impactos do cenário econômico e do aumento do custo de crédito. Em comparação, para as famílias de menor renda, a perspectiva recuou 0,5%. Quanto ao momento para compra de bens duráveis, a retração foi mais pronunciada entre as famílias de maior renda, com queda de 2,7%, enquanto as de menor renda registraram uma redução de 1,6%. Isso reflete a maior cautela das famílias mais abastadas, que são mais sensíveis às mudanças das condições de crédito e ao ambiente econômico instável. “As famílias com maior renda estão mais cautelosas, especialmente em relação ao crédito para bens duráveis. Com a perspectiva de novas elevações da Selic, a tendência é uma retração ainda mais acentuada nesse setor”, ressalta Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.

Índice recua mais entre famílias de maior renda

Copel é a maior empresa do Paraná

Ranking 500 MAIORES DO SUL também espelha a importância do cooperativismo paranaense com 10 representantes do setor entre as 20 primeiras colocadas

A Copel segue liderando, de acordo com o critério do Valor Ponderado de Grandeza, o VPG, principal indicador do ranking do Grupo AMANHÃ e PwC Brasil

O ranking publicado pelo Grupo AMANHÃ com a parceria técnica da PwC Brasil é praticamente um espelho da economia da região Sul. O Paraná que o diga. Em 2023, o PIB paranaense avançou 5,8%, o dobro do Brasil (2,9%), segundo estatísticas recolhidas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O resultado foi puxado principalmente pela agropecuária, que cresceu 26,9% no período ajudado por um recorde na produção de proteína animal. Para efeitos de comparação, a agricultura nacional, que também teve forte alta, fechou o ano com expansão de 15,1%. Esse dinamismo da economia paranaense também é revelado por 500 MAIORES DO SUL: entre as 20 maiores empresas do estado, nada menos que dez são cooperativas de produção – sem contar o fato que a maior receita líquida entre as Top-100 paranaenses é da Coamo, a número 2 na lista e também a maior cooperativa da América Latina.

A Copel segue liderando, de acordo com o critério do Valor Ponderado de Grandeza, o VPG, principal indicador do ranking que resulta de uma soma dos três grandes indicadores em uma demonstração financeira: patrimônio, com peso de 50%; receita, cujo peso é 40% e lucro líquido, com 10%. Já Renault, Sanepar, Cocamar e Itaipu trocaram posições entre elas do sexto ao décimo lugares. No total, 13 empresas entraram – ou voltaram – para o ranking das cem maiores, entre elas estão, por exemplo, a Construtora Castilho, a G10 Transportes, a Ibema, a Servopa e a Unimed do Estado do Paraná, além da Wiser Educação (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

As cem maiores empresas do Paraná em 2023 venderam tanto quanto no exercício anterior, trazendo para o caixa R$ 367 bilhões – somente R$ 1 bilhão a menos que na edição passada. A soma dos VPGs também ficou em linha com o desempenho de 2022: R$ 234,4 bilhões, uma diferença de R$ 400 milhões a mais. Os lucros, somados, tiveram uma queda de 28,6%, para R$ 23,7 bilhões, onde o melhor desempenho foi da Klabin (R$ 2,8 bilhões). Também pudera: as cem maiores do Paraná tiveram de sacrificar suas margens que, em 2023, estacionaram em uma média de 5,9% – 1,2 ponto percentual a menos que na edição anterior do anuário. As dez companhias que ficaram no vermelho obtiveram um prejuízo de R$ 1,5 bilhão, puxado pela Adama (R$ 433,2 milhões).

“A parceria exitosa entre o Grupo AMANHÃ e a PwC Brasil revela um acompanhamento histórico dos movimentos de diversos setores econômicos do Sul, assim como de cada um dos estados. Também temos conseguido mostrar o avanço do grau de competividade das empresas sediadas na região”, afirmou Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ. “Em nossa análise dos balanços de empresas da região Sul para a elaboração do ranking das 500 MAIORES DO SUL, pudemos perceber que o ano de 2023 foi desafiador. Em contrapartida, também possível notar que as companhias que estruturaram suas práticas de ESG, englobando governança, sustentabilidade, social e diversidade, destacaram-se e obtiveram resultados bastante positivos”, salienta Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul. 

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

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Ranking 500 MAIORES DO SUL também espelha a importância do cooperativismo paranaense com 10 representantes do setor entre as 20 primeiras colocadas

Brasil lança plataforma para atrair investimentos verdes

Página listará projetos alinhados a plano de transição ecológica

A ferramenta listará projetos validados pelo BNDES, que receberão um selo verde

O investidor nacional ou estrangeiro agora tem à disposição uma plataforma para escolher investimentos em projetos ambientais e sociais que quiser financiar. Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, lançaram, em Washington, a Plataforma de Investimentos em Transformação Climática e Ecológica, que recebeu o nome de BIP. A ferramenta listará projetos validados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que receberão um selo verde. Essa certificação, informaram o BNDES e o Ministério da Fazenda, assegura que os projetos estão alinhados com o plano de transformação ecológica.

“A plataforma é a realização de um ano e meio de iniciativas do Ministério da Fazenda que permitiram um novo horizonte para a agenda climática do Brasil. Essa é conclusão de um processo de estruturação de marcos regulatório e financeiros para financiamentos verdes e que dará início a uma nova onda de investimentos”, declarou Haddad. Segundo Marina Silva, os projetos selecionados não seguirão apenas o plano de transformação ecológica, que pretende neutralizar as emisses de gases de efeito estufa até 2050, mas também o Plano Clima, com estratégias para o enfrentamento à mudança climática até 2035. “A plataforma é um dos resultados da força-tarefa para a mobilização global contra a mudança do clima, inovação trazida pela presidência brasileira do G20”, disse a ministra.

Haddad comentou que o principal mérito da ferramenta consiste em aproximar investidores, financiadores públicos e privados e instituições financeiras globais. “A plataforma combina financiamento e projetos. Estamos fazendo um match [combinação] entre essas duas pontas, com recursos, inclusive externos, para transformar a economia verde”, declarou o ministro. Os empreendedores sociais e ambientais interessados em incluir um projeto de desenvolvimento sustentável na plataforma devem entrar em contato com o bip@bndes.gov.br. O BNDES analisará o empreendimento, podendo inseri-lo no BIP.

Elaborada após um ano e meio de desenvolvimento, a plataforma é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Fazenda, de Meio Ambiente e Mudança Climática, de Minas e Energia e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do BNDES. A ferramenta foi elaborada com apoio da Bloomberg Philanthropies; da Aliança Financeira de Glasgow para o Net Zero (Gfanz), entidade britânica com instituições financeiras de 50 países comprometidas com a transição energética; e o Fundo Verde para o Clima (GCF).

Com ABR

Página listará projetos alinhados a plano de transição ecológica

Prévia da inflação é de 0,54% em outubro

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,71%

A alta da energia elétrica residencial impactou o IPCA-15 no mês (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A prévia da inflação de outubro apresentou alta de 0,54%, após o índice de 0,13% registrado em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, aponta que a maior variação veio do grupo de habitação, com 1,72%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,71% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 4,47%, acima dos 4,12% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2023, a taxa havia sido de 0,21%.

Com exceção de transportes, cujos preços recuaram 0,33%, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de outubro. O destaque foi o grupo de habitação, responsável pela maior variação e o maior impacto no índice. Houve uma aceleração no resultado desse grupo em relação a setembro, quando teve variação de 0,5%. Os grupos de alimentação e bebidas (0,87%) e saúde e cuidados pessoais (0,49%) completam o ranking das três maiores variações neste mês.

O aumento de 5,29% nos preços da energia elétrica residencial contribuiu para a alta apresentada pelo grupo de habitação. A entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar dois, a partir de 1º de outubro, influenciou o comportamento do subitem na passagem de setembro (0,84%) para outubro. A subida de preços do gás de botijão (2,17%) também contribuiu positivamente para o resultado do grupo. Já em alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio teve aumento de 0,95% em outubro, após três meses consecutivos de redução de preços. Os aumentos do contrafilé (5,42%), do café moído (4,58%), e do leite longa vida (2,00%) impactaram o desempenho do grupo.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,49%), o subitem plano de saúde subiu 0,53%. Houve aplicação de reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, com vigência retroativa a partir de julho. Desse modo, no IPCA-15 de outubro foram apropriadas as frações mensais dos planos antigos relativas aos meses de julho, agosto, setembro e outubro. Em relação aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em outubro. Goiânia foi a cidade com maior variação (1,07%), consequência da alta da energia elétrica residencial (6,51%) e da gasolina (5,94%). Já o menor resultado foi observado em Porto Alegre (0,17%), influenciado pela queda nos preços das passagens aéreas (-17,16%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,71%

Fábrica de compressores da Nidec conquista neutralidade de carbono

A planta de Joinville produz mais de 13 milhões de compressores por ano

A empresa antecipou em seis anos a data estabelecida para conseguir a neutralidade de carbono

A Nidec Global Appliance, parceira global das indústrias de equipamentos residenciais e comerciais e detentora da marca Embraco, celebra um marco histórico: a unidade fabril de compressores de Joinville se tornou a primeira do grupo Nidec no mundo, além de uma das primeiras indústrias de Santa Catarina, a conquistar a neutralidade de carbono em suas operações. A fábrica produz mais de 13 milhões de compressores por ano, que além de atenderem ao mercado nacional, são exportados para aproximadamente 90 países, emprega cerca de 3.500 funcionários e é um complexo industrial com inúmeros equipamentos e processos de produção que consomem recursos energéticos.

Para alcançar a neutralidade de carbono a unidade seguiu os passos essenciais de boas práticas: mensuração e verificação externa das emissões de gases de efeito estufa; ações de redução das emissões, como a partir da aquisição de energia elétrica de fontes renováveis; e compensação das emissões não evitadas com a compra de créditos de carbono.

O marco antecipa em seis anos a data estabelecida na meta da Unidade de Negócios ACIM (Appliance, Commercial and Industrial Motors), divisão do grupo Nidec que engloba a Nidec GA, além de outros negócios. “A jornada rumo à neutralidade de carbono reflete nossa cultura de sustentabilidade e estratégia de negócios, envolvendo nossos clientes e cadeia de fornecimento. Nos últimos anos, investimos mais de 10 milhões de reais nesses projetos que permitiram que atingíssemos a meta seis anos antes do que o determinado pela divisão. Isso também nos trouxe uma economia de mais de 4 milhões de reais em gastos com gás natural e energia elétrica”, destaca Guilherme Almeida, presidente da Nidec Global Appliance.

A planta de Joinville produz mais de 13 milhões de compressores por ano

CMN autoriza renegociação de crédito rural no Rio Grande do Sul

Vencimento de parcelas foi prorrogado para 27 de novembro

Os produtores rurais dos municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul terão mais tempo para voltar a pagar as parcelas do crédito rural

Os produtores rurais dos municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul terão mais tempo para voltar a pagar as parcelas do crédito rural. Em reunião extraordinária na quarta-feira (23), o Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou para 27 de novembro o vencimento das operações beneficiadas pelos descontos previstos pelo Decreto 12.138, editado em agosto.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a prorrogação poderá beneficiar cerca de 2,2 mil operações de crédito, no total de R$ 430 milhões. A extensão do prazo vale para os produtores que encaminharam, até 3 de outubro, os pedidos de renegociação à Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul. O comitê verifica a perda de renda e de produção decorrente das enchentes no estado. A prorrogação beneficia as operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização com vencimento de 1º de maio a 26 de novembro. O produtor, no entanto, precisa estar com as parcelas em dia até 30 de abril, pouco depois do início das fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

Para receber o desconto e ter direito à prorrogação, o mutuário precisa comprovar perda na renda igual ou superior a 60% em linhas de crédito individuais, grupais ou coletivas, desde que em decorrência de deslizamento de terras ou pela força das águas na inundação. Em operações contratadas por cooperativas de produção agropecuária, a perda precisa ser igual ou superior a 30%. Na reunião desta quarta-feira, o CMN também autorizou os mutuários que não tiveram os pedidos de renegociação aprovados pela comissão especial a prorrogar os débitos sem desconto. O benefício vale para quem pedir, até 26 de novembro, a prorrogação ao banco que opera a linha de crédito.

Com ABR

Vencimento de parcelas foi prorrogado para 27 de novembro