Archives 2024

FMI estima superávit primário para Brasil apenas em 2027

Fundo piora projeções para dívida pública bruta brasileira

Com déficits maiores que o inicialmente previsto, o FMI também piorou as projeções para a dívida pública para os próximos anos

Apesar dos esforços recentes do governo federal para elevar a arrecadação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o Brasil só alcançará o superávit primário a partir de 2027. A estimativa consta do boletim Monitor Fiscal, divulgado a cada seis meses pelo organismo internacional. O superávit primário representa a economia de recursos do governo para pagar os juros da dívida pública. Oficialmente, o governo brasileiro tem como meta obter déficit zero em 2024 e 2025, com margem de tolerância de 0,25% do PIB.

Para o FMI, o governo brasileiro não alcançará essas metas. O Fundo Monetário projeta déficit primário de 0,5% do PIB em 2024, de 0,7% do PIB em 2025 e de 0,6% em 2026. Em 2027, o país obteria superávit primário de 0,1% do PIB. Pelo relatório divulgado em abril, o Brasil obteria déficit de 0,6% do PIB em 2024, indicando leve melhora na nova versão. As projeções para os anos seguintes, no entanto, pioraram. Na estimativa anterior, o país teria déficit de 0,3% do PIB em 2025, alcançaria déficit zero em 2026 e obteria superávit primário de 0,4% do PIB em 2027. O FMI divulgou o relatório na semana da reunião anual do órgão e do Banco Mundial, em Washington.

Com déficits maiores que o inicialmente previsto, o relatório também piorou as projeções para a dívida pública para os próximos anos. O FMI estima aumento da dívida pública bruta (que não considera o que o governo tem a receber), de 84,7% do PIB em 2023 para 87,6% do PIB neste ano. O indicador subirá para 92% do PIB em 2025 e para 97,6% do PIB em 2029, ano final das projeções. No relatório anterior, o FMI estimava a dívida bruta em 86,7% do PIB em 2024, 89,3% em 2025 e 93,9% em 2029. O Fundo Monetário baseia-se em um critério de dívida pública diferente do governo brasileiro. O FMI considera os títulos públicos fora de circulação retidos na carteira do Banco Central, diferentemente do Brasil, que exclui esses papéis do cálculo.

Com ABR

Fundo piora projeções para dívida pública bruta brasileira

Regras do Pix mudam a partir de novembro

Operações de mais de R$ 200 dependerão de dispositivos cadastrados

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança

A partir de 1º de novembro, o Pix terá regras mais rígidas para garantir a segurança das transações e impedir fraudes. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um telefone ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados. O Banco Central (BC) esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, nada mudará.

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança. Elas deverão adotar soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central. As instituições também terão de informar aos clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar fraudes. Elas também deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes têm marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.

As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.

Pix Automático

Recentemente, o BC anunciou que o Pix Automático será lançado em 16 de junho de 2025. Em desenvolvimento desde o fim do ano passado, a modalidade facilitará as cobranças recorrentes de empresas, como concessionárias de serviço público (água, luz, telefone e gás), empresas do setor financeiro, escolas, faculdades, academias, condomínios, planos de saúde, serviços de streaming e clubes por assinatura.

Por meio do Pix Automático, o usuário autorizará, pelo próprio celular ou computador, a cobrança automática. Os recursos serão debitados periodicamente, sem a necessidade de autenticação (como senhas) a cada operação. Segundo o BC, o Pix Automático também ajudará a reduzir os custos das empresas, barateando os procedimentos de cobrança e diminuindo a inadimplência.

Com ABR

Operações de mais de R$ 200 dependerão de dispositivos cadastrados

MAIORES DO SUL sustentam receita na casa do trilhão

Em um ano marcado por desempenhos módicos nos principais indicadores do maior ranking regional de empresas do Brasil, o primeiro pelotão conseguiu bons resultados

Quem mais faturou foi a Bunge, empresa catarinense que lidera o ranking pelo sexto ano consecutivo

Depois de terem atingido a marca do primeiro trilhão em vendas na edição anterior, o pelotão das 500 MAIORES ao menos conseguiu se manter nesse nível, pois obteve uma pequena queda de 2,1% no somatório das receitas líquidas que totalizou R$ 1,1 trilhão. As 186 bilionárias, seis a menos que no ranking passado, puxaram a maior parte do faturamento que foi de R$ 996 bilhões, uma retração de 2% quando comparado com o mesmo indicador de 2022. Nada menos que 73 gigantes tiveram desempenho menor nas vendas. Quem mais faturou foi a Bunge (R$ 81,7 bilhões), uma pequena alta de 3,7% sobre a receita líquida de 2022. A companhia catarinense é a maior empresa do Sul pelo sexto ano consecutivo. Porém, a Bunge vê o Sicredi no seu retrovisor desde o ranking anterior. No entanto, nunca a cooperativa de crédito esteve tão perto como agora. A diferença do Valor Ponderado de Grandeza (VPG) caiu de R$ 7,6 bilhões em 2022 para R$ 1,7 bilhão em 2023. O Sicredi foi robustecido pelo avanço de 38,2% na receita líquida, 22,3% no patrimônio líquido e 16,5% no lucro líquido – simplesmente as três dimensões que, somadas, formam o principal indicador de 500 MAIORES DO SUL.

A soma dos lucros líquidos sofreu um baque de 8,5%, caindo para R$ 82,7 bilhões. Esse resultado negativo interrompe uma série de seis edições consecutivas onde o indicador melhorava seu desempenho alcançando recordes ano após ano. Quem mais lucrou entre todas as 500 foi o Sicredi (R$ 6,8 bilhões), sendo seguido pelas catarinenses Weg (R$ 6,2 bilhões) e Engie (R$ 3,4 bilhões) e a paranaense Klabin (R$ 2,8 bilhões). O montante dos prejuízos também aumentou nesta edição. O rombo totalizou R$ 5,5 bilhões, valor 5,8% maior do que no exercício anterior. A maré vermelha atingiu 68 companhias – onze a mais que no ranking anterior, com base em balanços de 2022. Por consequência, a rentabilidade sobre receita também sofreu uma nova queda, desta vez de 1,6 ponto percentual, para 8,6%. Ao menos o ganho foi um pouco melhor no cálculo dos patrimônios totais que ultrapassaram meio trilhão (R$ 504,4 bilhões), um avanço de 3,9%.

Sete setores concentram metade das empresas em 500 MAIORES DO SUL. Quem lidera com 57 representantes é Comércio – Atacado e Varejo. A seguir, o Financeiro (com 45), seguido por Alimentos e Bebidas (37), Saúde (32), Energia (28), Transporte e Logística (27), Construção e Imobiliário (25), totalizando 251 companhias. Esses segmentos venderam, juntos, nada menos que R$ 569,3 bilhões, valor 2% superior ao exercício de 2022, cujos balanços foram publicados no ano seguinte. E o faturamento desse grupo de empresas representa mais da metade das vendas do primeiro pelotão (51%).

Balanço dos estados
O Rio Grande do Sul obteve vitórias sobre o Paraná e Santa Catarina em indicadores importantes do ranking 500 MAIORES DO SUL. O conjunto das empresas gaúchas desponta com a maior soma de patrimônios e lucros. As companhias sediadas em solo gaúcho também detêm o maior Valor Ponderado de Grandeza, principal critério de classificação do ranking desde sua criação, em 1991. No entanto, a diferença é pequena em relação ao Paraná (R$ 3,5 bilhões). Entre os principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL, o Paraná bate Santa Catarina e Rio Grande do Sul na soma das receitas líquidas. As representantes paranaenses têm um faturamento total de R$ 387,6 bilhões, um pouco acima das gaúchas (R$ 377,6 bilhões). Santa Catarina se destaca por apresentar a menor média de endividamento (51,4%), ante 54,6% das representantes do Rio Grande do Sul e 56,4% das companhias do Paraná. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 11,1% (frente a 9,4% das gaúchas e 5,6% das paranaenses). As representantes de Santa Catarina também apresentaram a menor soma de prejuízos, R$ 4,5 bilhão, frente a R$ 1,7 bilhão das paranaenses e R$ 2,1 bilhões das gaúchas.

O trunfo do Paraná se dá no ranking setorial, emplacando um número de empresas líderes superior ao do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina quando computadas as campeãs por rentabilidade e por volume de vendas em cada setor: no total, são 10 líderes por receita e 10 pela margem, totalizando 20 primeiras colocações. A Coamo é a única representante entre todas as da lista do Grupo AMANHÃ e PwC Brasil a levar os dois troféus, pois além de obter a maior receita líquida, também apresentou a maior margem entre as cooperativas de produção – mesmo feito do ano anterior. Entre as 500 MAIORES, o Rio Grande do Sul supera o Paraná em número de empresas: 185 contra 172. Santa Catarina tem 143. Porém, nesta edição o Rio Grande do Sul perdeu dez representantes, enquanto o Paraná ganhou mais oito e Santa Catarina mais duas. Curitiba, com 74 companhias, e Porto Alegre, com 72, são as cidades com maior número de representantes no ranking. Em Santa Catarina, a capital Florianópolis tem 23, seguida por Joinville, com 17.

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Clique aqui para acessar o hotsite com os dados completos de 500 MAIORES DO SUL

Em um ano marcado por desempenhos módicos nos principais indicadores do maior ranking regional de empresas do Brasil, o primeiro pelotão conseguiu bons resultados

FMI eleva para 3% projeção de crescimento do PIB do Brasil no ano

Fundo estima desaceleração para 2025

Segundo o FMI, a economia brasileira crescerá mais que o previsto por causa de resultados melhores que o esperado no primeiro semestre

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou, de 2,1% para 3%, a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano. Apesar da melhoria nas expectativas para este ano, o fundo estima desaceleração para 2025, com o crescimento caindo de 2,4% para 2,2%. As estimativas para 2024 estão abaixo das previsões oficiais. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento de 3,2% neste ano.

O FMI atualizou as previsões de crescimento para todos os países durante a reunião anual do órgão, que ocorre em Washington nesta semana. Segundo o Fundo, a economia brasileira crescerá mais que o previsto por causa de resultados melhores que o esperado no primeiro semestre, o mercado de trabalho forte, a inflação sob controle e o aumento da renda. O FMI também citou impacto menor que o esperado das enchentes no Rio Grande do Sul sobre o PIB.

Para 2025, no entanto, o panorama é menos otimista. O FMI justificou a redução da estimativa de crescimento por causa da redução dos estímulos fiscais concedidos desde o ano passado e dos juros elevados. Em elevação desde setembro, a Taxa Selic (juros básicos da economia) est em 10,75% ao ano e deverá encerrar 2024 em 11,75% ao ano segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado. Somente em 3 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o PIB do terceiro trimestre. No segundo trimestre, a economia brasileira cresceu 1,4% em relação aos três meses anteriores, acima de todas as estimativas.

Com ABR

Fundo estima desaceleração para 2025

Weg e Schulz passam a integrar o hub de descarbonização Fiesc

Representantes das duas conheceram o programa Biogás SC

Encontro técnico discutiu modelos de negócios do Biogás SC

As indústrias catarinenses que lideram o mercado mundial de motores elétricos – Weg – e o mercado latino-americano de compressores de ar – Schulz – são as mais novas integrantes do Hub de Descarbonização Fiesc. Representantes das duas empresas participaram do 2º Encontro Técnico do Programa Biogás SC – Dejetos Suínos, na terça (22). Na reunião foi apresentado o projeto piloto. O Biogás SC é o primeiro programa do hub, que é liderado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e tem foco inicial na descarbonização da cadeia de proteína animal. O hub já conta com mais de 30 organizações. Além de Weg e Schulz, também estão em processo de adesão a LuxCS, primeira certificadora de créditos de carbono do Brasil, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e o Sicoob.

O projeto piloto do programa de biogás considera oportunidades como geração de novos negócios, fomento a novas plantas de produção, protagonismo nas ações dentro da cadeia, e alinhamento corporativo com os compromissos climticos, entre outros. Com duração de um semestre, o programa piloto deve se iniciar em 2025, mobilizando pelo menos 50 suinocultores integrados a três agroindústrias do estado. A proposta é oferecer planos de negócios personalizados, com o objetivo de acelerar o processo de descarbonização do segmento. A gestão do projeto piloto (Capex) é financiada pela FIESC, Sindicarne, BRDE e Sicoob.

“Os modelos de negócios vão definir a viabilidade dos projetos de aproveitamento do biogás e formas de financiamento destes projetos; uma das alternativas é a composição de cooperativas ou centrais de tratamento de dejetos”, explica Charles Leber, consultor do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental. “Os dejetos suínos podem gerar energia elétrica, gás metano e ainda ser purificado a nível de biometano, permitindo ser injetado em gasodutos de gás natural. Depois do aproveitamento energético, ainda sobra o rejeito, que pode ser transformado em fertilizante. Todas as possibilidades serão analisadas na elaboração dos modelos de negócios”, acrescenta.

Representantes das duas conheceram o programa Biogás SC

Autonomia e segurança guiam investimentos da NHS em sistemas de energia solar

Empresa paranaense desenvolveu tecnologia híbrida para geração e armazenamento

“A adoção de sistemas híbridos de energia solar é crucial para aumentar a resiliência energética e reduzir a dependência de fontes fósseis”, destaca Fabio Moro, diretor comercial e de marketing da NHS

Quinto estado brasileiro em projetos fotovoltaicos em operação, somando 284,6 megawatts (MW), o Paraná tem outra posição nacional de destaque: é o quarto colocado no ranking nacional de produção de energia solar distribuída, com 2,59 gigawatts (GW) de capacidade instalada. Empresas como a NHS Sistemas de Energia, com sede em Curitiba, têm crescido de olho neste cenário, ao mesmo tempo em que ajudam a desenvolvê-lo. “Desenvolvemos uma solução inovadora que combina geração, armazenamento, monitoramento e economia de energia em uma única plataforma. Esse sistema utiliza placas solares para capturar a luz do sol, convertendo-a em energia elétrica e proporcionando autonomia energética para residências, comércios, indústrias e propriedades rurais”, diz André Sanchez, gestor de energia solar da empresa.

Ele se refere a um sistema batizado de NHS Quad Híbrido, desenvolvido para ser uma resposta eficaz à crise energética, já que reúne atributos que vão além da geração de energia. Sanchez explica que a capacidade de armazenar energia em backup de baterias garante o fornecimento contínuo durante falhas na rede elétrica, essencial para ambientes críticos como hospitais e clínicas, por exemplo. O sistema também permite que o excedente de energia seja direcionado para a companhia elétrica, gerando créditos e promovendo economia na fatura de energia. A empresa tem investido em desenvolvimento e pesquisa de tecnologias inovadoras desde 2018, com mais de R$ 15 milhões aplicados no projeto solar como um todo. Isso inclui o desenvolvimento do quad, canais de distribuição, equipamentos e novas tecnologias, totalizando cerca de cinco mil horas de pesquisa em parceria com diversas instituições, como universidades federais e concessionárias.

“A adoção de sistemas híbridos de energia solar é crucial para aumentar a resiliência energética e reduzir a dependência de fontes fósseis. Esses sistemas não produzem poluição durante a operação e têm um impacto ambiental significativamente menor em comparação com as fontes de energia tradicionais, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e promovendo a sustentabilidade”, acrescenta Fabio Moro, diretor comercial e de marketing da NHS. O sistema também protege o consumidor das oscilações tarifárias, sempre um risco iminente com a ativação de usinas térmicas em período de escassez de chuva e altas temperaturas. “Ele assegura a continuidade de operação dos sistemas críticos, como portões eletrônicos, câmeras de segurança, eletrodomésticos e iluminação, colocando a autonomia em primeiro plano”, completa.

Desde 2012, o país vem registrando investimentos crescentes na adoção de energia solar fotovoltaica, que em março de 2023 já somavam R$ 125 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Como resultado, foram abertos 750 mil empregos e a emissão de CO2 foi reduzida em mais de 24 milhões de toneladas.

Empresa paranaense desenvolveu tecnologia híbrida para geração e armazenamento

Vendas do Tesouro Direto têm maior valor mensal da história

Foram vendidos R$ 8 bilhões em títulos em agosto 

Os títulos mais procurados pelos investidores em agosto foram os corrigidos pela inflação

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 8 bilhões em agosto, divulgou o Tesouro Nacional. Este é o maior valor mensal desde a criação do programa, em 2002, superando o recorde anterior de março de 2023, quando as vendas tinham somado R$ 6,8 bilhões e bateram recorde. Em relação a julho, as vendas subiram 24,6%. Na comparação com agosto do ano passado, o volume subiu 150,5%. Os dados foram divulgados com quase um mês de atraso por causa da greve dos servidores do Tesouro Nacional, que paralisaram a venda de títulos do programa três vezes em menos de um mês.

Dois fatores contribuíram para o alto volume de vendas em agosto. O primeiro foi o vencimento de títulos de longo prazo corrigidos pela inflação, que foram trocados por papéis novos. O segundo foi a forte emissão de títulos corrigidos pela Taxa Selic (juros básicos da economia), cujas emissões mensais atingiram R$ 3,3 bilhões e só perderam para março de 2023, quando tinham somado R$ 4,3bilhões. Os títulos mais procurados pelos investidores em agosto foram os corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo IPCA), cuja participação nas vendas atingiu 46,6%. Os títulos vinculados à Selic (juros básicos da economia) corresponderam a 41,7% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 7,8%.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que tem a custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto. A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

Com ABR

Foram vendidos R$ 8 bilhões em títulos em agosto 

Arrecadação federal bate recorde em setembro

Atividade econômica está impulsionando a receita

Este também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a setembro

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de setembro, alcançando R$ 203,1 bilhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal. Em comparação com setembro de 2023, o resultado representa aumento real de 11,6%, ou seja, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a setembro. No período, a arrecadação alcançou R$ 1,9 trilhão, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 9,6%.

“Vemos no desempenho da arrecadação em setembro, comparado com o ano passado, um crescimento bastante expressivo, explicado em parte pelos indicadores macroeconômicos. Ou seja, a atividade econômica é que está impulsionando o resultado da arrecadação”, explicou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Houve também arrecadação extra no mês de setembro, em razão da situação de calamidade ocorrida no Rio Grande do Sul, pela prorrogação dos prazos para o recolhimento de tributos em alguns municípios gaúchos. O estado foi atingido por enchentes nos meses de abril e maio, o pior desastre climático da sua história, com a destruição de estruturas e impacto a famílias e empresas.

Além disso, de forma atípica, os resultados do acumulado do ano foram influenciados pela tributação dos fundos exclusivos, atualização de bens e direitos no exterior e pelo retorno da tributação do Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre combustíveis. “Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 7,2% na arrecadação do período acumulado e de 8,6% na arrecadação do mês de setembro”, informou a Receita Federal.

Com ABR

Atividade econômica está impulsionando a receita

Alqia chega ao Sul do Brasil

Grupo passa a gerir o Aurora Shopping Londrina

Rodrigo Rezende assume a liderança do empreendimento, voltando à cidade paranaense após atuar em outros centros do país

O Aurora Shopping Londrina tem novo superintendente e a mudança marca a chegada do grupo Alqia ao Sul. Rodrigo Rezende assume a liderança do empreendimento, voltando à cidade paranaense após atuar em outros centros do país. Com uma trajetória de oito anos – foi inaugurado em abril de 2016 – o Aurora Shopping se reposiciona estrategicamente no mercado com a transferência da administração e comercialização dos espaços para a operadora nacional. Não houve alteração na estrutura acionária do Aurora – apenas a cessão da operação para a companhia que é uma das principais administradoras de shopping centers do país.

Mais de 80 lojistas reuniram-se para conhecer os planos da nova gestão recentemente. “Há forte sinergia entre a Alqia e o Aurora, já que o empreendimento londrinense tem grandes semelhanças com outros shoppings no país que administramos com resultados muito positivos em crescimento de fluxo e vendas”, diz Rodrigo Silva, diretor de operações da Alqia. “Nosso projeto é acelerar a maturação do Aurora, um empreendimento prático, moderno e acolhedor, atraindo operadores que têm forte aderência e consolidando o shopping center para os atuais lojistas”, conclui.

A Alqia traz ao Aurora Shopping sua experiência na gestão de 410 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) em 12 shoppings. A empresa administra empreendimentos nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, somando mais de 2 mil lojas. “Londrina se destaca como uma das cidades com maior desenvolvimento na região. É uma praça rica em oportunidades. Ao lado dos sócios do empreendimento e em estreita parceria com os lojistas, vamos consolidar esse grande shopping center, que é um ativo de excelência e potencial inegável”, acrescenta Rezende.

O Aurora Shopping Londrina tem 18 mil metros quadrados de ABL, conta com mais de 100 lojas, cinco salas de cinema, supermercado gourmet, academia e uma gastronomia que vai do fast food aos menus mais sofisticados. Recebe cerca de 300 mil pessoas por mês. Localizado na Gleba Palhano, conta com um centro de eventos exclusivo, que recebe congressos, feiras e atrações culturais.

Grupo passa a gerir o Aurora Shopping Londrina

Sim adquire operação de distribuição da TotalEnergies no Brasil

Com isso, empresa expande para outros estados do país, além da região Sul

A aquisição possibilitará a entrada efetiva da Sim Distribuidora no Centro-Oeste, bem como, reforçará a posição da empresa no Sudeste, em especial, em Minas Gerais São Paulo e Rio de Janeiro

A Sim Distribuidora anunciou nesta quinta-feira (17) a aquisição da operação de distribuição da TotalEnergies noBrasil, que tem uma rede de cerca de 240 postos de combustíveis, duas filiais de TRR [sigla de Transportador – Revendedor – Retalhista] e 17 bases de armazenamento de combustíveis e de etanol. A TotalEnergies é uma empresa global de energia integrada. Fundada na França, conta com operações no Brasil há quase 50 anos, em diversos segmentos de negócios, com uma estratégia multienergética consolidada. Por uma decisão estratégica, a TotalEnergies está saindo do negócio de distribuição de combustíveis no país, o que abriu espaço para a Sim Distribuidora. O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas.

A aquisição possibilitará a entrada efetiva da Sim Distribuidora no Centro-Oeste, bem como, reforçará a posição da empresa no Sudeste, em especial, em Minas Gerais São Paulo e Rio de Janeiro. Este movimento possibilitará à Sim Distribuidora adicionar aproximadamente 1 bilhão de litros por ano, passando a operar em 40 terminais, com clientes em nove estados do país e no Distrito Federal. A Argenta contou com a Bateleur como assessor financeiro para estruturar a transação, cuja oficialização depende ainda da análise e da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para Neco Argenta, presidente da Argenta, o momento é considerado um divisor de águas na história do grupo, que acabou de completar 39 anos.

“Com esta aquisição, a Argenta, que nasceu no interior do Rio Grande do Sul e alcançou amplitude estadual, agora expande a sua atuação definitiva e consolidada para o país. Estamos escrevendo um novo capítulo da nossa trajetória, colocando a Sim Distribuidora entre os maiores players brasileiros em seu ramo de atuação”, destacou, por meio de nota. “O negócio também possibilita o relacionamento direto com cerca de 240 parceiros de um segmento que conhecemos profundamente e com os quais nos relacionaremos de perto. Sabemos das necessidades dos revendedores e dos consumidores deste ramo e trabalharemos intensamente para dar continuidade e qualificar ainda mais as operações de revenda de combustíveis nos estados nos quais estaremos presentes”, reforça o empresário.

Com isso, empresa expande para outros estados do país, além da região Sul

Google desenvolve gerenciador de downloads para a Play Store

O Google está trabalhando em uma novidade interessante para a Play Store: um gerenciador de downloads. Evidências encontradas em uma versão de teste do aplicativo da Play Store aponta para o desenvolvimento de uma ferramenta que ajudará a organizar e gerenciar os downloads de aplicativos. De acordo com a análise do APK v42.9.16-3 da Play […]O Google está trabalhando em uma novidade interessante para a Play Store: um gerenciador de downloads. Evidências encontradas em uma versão de teste do aplicativo da Play Store aponta para o desenvolvimento de uma ferramenta que ajudará a organizar e gerenciar os downloads de aplicativos. De acordo com a análise do APK v42.9.16-3 da Play […]

Google Pixel 9a terá câmera de 48MP

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Google desativa função ‘Sitelinks Search Box’ da Busca em novembro

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Chrome para Android vai exigir verificação biométrica para preencher senhas

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