Archives 2024

Engie expande presença em transmissão no terceiro trimestre

Ao todo, R$ 1,9 bilhão foi investido entre julho e setembro

A Engie é a 15ª maior empresa da região e também a quinta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Engie divulgou que obteve lucro líquido ajustado de R$ 666 milhões no terceiro trimestre, valor 28,2% abaixo do alcançado no mesmo período de 2023. A receita operacional líquida praticamente se manteve estável entre julho e setembro, alcançando R$ 2,5 bilhões (veja os resultados principais na tabela ao final desta reportagem). Dentre os efeitos, a companhia catarinense destaca a venda parcial da participação na Tag e aumento em custos de material e serviços de terceiros, fatores atenuados pela redução dos custos com compra de energia elétrica para portfólio e resultado positivo nas operações no mercado de curto prazo.

A empresa sediada em Florianópolis aportou R$ 1,9 bilhão em novos projetos no terceiro trimestre, chegando a R$ 7,5 bilhões investidos no acumulado anual. Os valores se destinaram, majoritariamente, à conclusão de obras em complexos eólicos e fotovoltaicos, além do valor comprometido para a aquisição de ativos fotovoltaicos realizada pela Companhia em fevereiro deste ano. A companhia arrematou no terceiro trimestre o lote 1 no leilão de transmissão da Aneel, com cerca de 780 quilômetros de extensão, a ser implantado nos estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. O Sistema de Transmissão Graúna, como foi nomeado, inclui ainda a continuidade na prestação de serviços de 162,6 quilômetros de linhas de transmissão e duas subestações já existentes.

O terceiro trimestre também foi marcado pelo início das obras do Sistema de Transmissão Asa Branca, que percorrerá os estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, com um total aproximado de 1 mil quilômetros de linhas de transmissão, e que conta com a ampliação de cinco subestações associadas. Neste primeiro trecho de obras, com 334 quilômetros de extensão entre a subestação Morro Chapéu II e a subestação Poções III, que passam 19 municípios da região Centro Sul da Bahia, devem ser gerados cerca de 2000 empregos diretos. Além de Asa Branca e Graúna, a empresa possui mais de 2.700 quilômetros de linhas de transmissão energizadas no Paraná, Pará e Tocantins.

“Estes projetos fortalecem o Sistema Interligado Nacional (SIN), evitando sobrecarga e subtensão nas linhas de transmissão existentes, e reforçando a interligação entre Nordeste e Sudeste para escoamento da energia das fontes renováveis”, explica Eduardo Sattamini, diretor-presidente da companhia. A Engie é a 15ª maior empresa da região e também a quinta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui). 

Ao todo, R$ 1,9 bilhão foi investido entre julho e setembro

Lucro da Copel tem alta de 60% até setembro

Receita líquida aumentou 4,5% no acumulado anual

A Copel é a quinta maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SU

A receita operacional líquida da Copel totalizou R$ 5,7 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado até setembro, a receita foi de R$ 16,6 bilhões, aumento de 4,5% em relação ao valor registrado no mesmo período do ano passado, com destaque para a elevação do montante conquistado pela disponibilidade de rede elétrica em função, essencialmente, do crescimento do mercado fio de 8,2%.

Entre julho e setembro, o lucro da Copel foi de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 175,9% explicado pelos ganhos de capital resultante dos desinvestimentos dos ativos da Compagas e da UEGA, além da alienação de imóveis inservíveis da Copel Geração (veja mais indicadores na tabela ao final desta reportagem). Desconsiderando os efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado registrou uma queda de 32,5%, impactado principalmente pelo benefício tributário gerado no terceiro trimestre devido à maior distribuição de juros sobre capital próprio.

Tendo completado 70 anos em outubro, a Copel celebra, também, o maior investimento de sua história na infraestrutura de distribuição de energia do Paraná. O montante de R$ 2,1 bilhões, que está sendo aplicado em 2024 no Paraná, abrange a construção de 20 subestações, ampliação de outras 80 unidades. Já de 2019 ao final deste ano, a Copel concluirá um pacote de investimentos de R$ 12,7 bilhões – mais de 80% aplicados na ampliação e modernização da infraestrutura elétrica do Paraná. Ainda em 2024, a companhia está colocando em operação mais quatro novas subestações (em São Miguel do Iguaçu, Capanema, Maringá e Piraí do Sul). E está, ainda, duplicando a capacidade de fornecimento de outras 21 – a maior parte delas já concluídas.

O Paraná Trifásico, que já entregou 19 mil quilômetros de novas redes rurais, chegará à marca de 20 mil quilômetros até dezembro. E o programa Rede Elétrica Inteligente, que proporcionou até aqui a instalação de medidores inteligentes em 933 mil unidades consumidoras, chegará à marca de 1 milhão de equipamentos instalados. A Copel é a quinta maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Receita líquida aumentou 4,5% no acumulado anual

Lucro da Copel tem alta de 60% até setembro

Receita líquida aumentou 4,5% no acumulado anual

A Copel é a quinta maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SU

A receita operacional líquida da Copel totalizou R$ 5,7 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado até setembro, a receita foi de R$ 16,6 bilhões, aumento de 4,5% em relação ao valor registrado no mesmo período do ano passado, com destaque para a elevação do montante conquistado pela disponibilidade de rede elétrica em função, essencialmente, do crescimento do mercado fio de 8,2%.

Entre julho e setembro, o lucro da Copel foi de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 175,9% explicado pelos ganhos de capital resultante dos desinvestimentos dos ativos da Compagas e da UEGA, além da alienação de imóveis inservíveis da Copel Geração (veja mais indicadores na tabela ao final desta reportagem). Desconsiderando os efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado registrou uma queda de 32,5%, impactado principalmente pelo benefício tributário gerado no terceiro trimestre devido à maior distribuição de juros sobre capital próprio.

Tendo completado 70 anos em outubro, a Copel celebra, também, o maior investimento de sua história na infraestrutura de distribuição de energia do Paraná. O montante de R$ 2,1 bilhões, que está sendo aplicado em 2024 no Paraná, abrange a construção de 20 subestações, ampliação de outras 80 unidades. Já de 2019 ao final deste ano, a Copel concluirá um pacote de investimentos de R$ 12,7 bilhões – mais de 80% aplicados na ampliação e modernização da infraestrutura elétrica do Paraná. Ainda em 2024, a companhia está colocando em operação mais quatro novas subestações (em São Miguel do Iguaçu, Capanema, Maringá e Piraí do Sul). E está, ainda, duplicando a capacidade de fornecimento de outras 21 – a maior parte delas já concluídas.

O Paraná Trifásico, que já entregou 19 mil quilômetros de novas redes rurais, chegará à marca de 20 mil quilômetros até dezembro. E o programa Rede Elétrica Inteligente, que proporcionou até aqui a instalação de medidores inteligentes em 933 mil unidades consumidoras, chegará à marca de 1 milhão de equipamentos instalados. A Copel é a quinta maior empresa da região e também a maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Receita líquida aumentou 4,5% no acumulado anual

RandonCorp registra trimestre recorde em receita

Período entre julho e setembro foi marcado pelo melhor desempenho operacional do ano

A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A RandonCorp atingiu importantes marcos no terceiro trimestre de 2024. A companhia registrou receita líquida consolidada de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 8,2% quando comparada com o mesmo período do ano passado. Esta é a maior receita líquida trimestral da história da empresa, referência em soluções para a mobilidade há 75 anos. Em 2024, a RandonCorp acumula receitas de R$ 8,7 bilhões, alta de 3,9% no comparativo com o acumulado anual de 2023 (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

Segundo o CFO da RandonCorp, Paulo Prignolato, fatores como aumento das vendas para os mercados de OEMs [sigla para Original Equipament Manufacture, usada para designar peas que são fabricadas por outras indústrias e integram o produto final da montadora como um produto original] e reposição, demanda positiva em todos os mercados de atuação, estabilidade nas receitas oriundas do exterior e melhora da margem bruta do período influenciaram nesses números. “É um resultado que demonstra a consistência e o foco na execução de nossa estratégia, fortalecida pela expansão nos mercados internacionais e de reposição”, reforça.

O trimestre reuniu conquistas relevantes em todas as verticais de negócios da RandonCorp. No período, a vertical Montadora reconquistou a liderança de market share em implementos rodoviários, e as verticais Autopeças e Controle de Movimentos atingiram o marco de mais de R$ 1 bilhão em receita líquida no trimestre, individualmente. O mercado de caminhões aquecido potencializou o crescimento das vendas dos produtos da vertical Autopeças, enquanto o segmento de reposição permaneceu em ritmo acelerado. Em Serviços Financeiros e Digitais, a expansão da base de crédito de consórcios e o aumento das vendas de soluções em softwares da empresa DB, possibilitaram novo recorde de receitas para esta vertical. O trimestre também foi de expansão da receita líquida da vertical Tecnologia Avançada, associada ao maior número de projetos em automação e robótica realizados pela Auttom e de aumento no volume de testes no Centro Tecnológico Randon (CTR).

Além do desempenho registrado no trimestre, a Randoncorp realizou movimentos importantes para um futuro com crescimento sustentável. Em outubro, a Companhia anunciou a aquisição do Grupo EBS, um dos líderes em reposição no Reino Unido. No Brasil, também foram registrados avanços relevantes, com as novas plantas fabris da Vertical Autopeças em Mogi Guaçu (SP). A unidade da Castertech já está em início de operação, e os primeiros meses de atividade já sinalizam o grande potencial que terá quando alcançar funcionamento pleno. A construção da fábrica da Suspensys avança e a expectativa é que esteja concluída até o final deste ano, para iniciar as operações em 2025. A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui). 

Período entre julho e setembro foi marcado pelo melhor desempenho operacional do ano

RandonCorp registra trimestre recorde em receita

Período entre julho e setembro foi marcado pelo melhor desempenho operacional do ano

A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A RandonCorp atingiu importantes marcos no terceiro trimestre de 2024. A companhia registrou receita líquida consolidada de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 8,2% quando comparada com o mesmo período do ano passado. Esta é a maior receita líquida trimestral da história da empresa, referência em soluções para a mobilidade há 75 anos. Em 2024, a RandonCorp acumula receitas de R$ 8,7 bilhões, alta de 3,9% no comparativo com o acumulado anual de 2023 (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

Segundo o CFO da RandonCorp, Paulo Prignolato, fatores como aumento das vendas para os mercados de OEMs [sigla para Original Equipament Manufacture, usada para designar peças que são fabricadas por outras indústrias e integram o produto final da montadora como um produto original] e reposição, demanda positiva em todos os mercados de atuação, estabilidade nas receitas oriundas do exterior e melhora da margem bruta do período influenciaram nesses números. “É um resultado que demonstra a consistência e o foco na execução de nossa estratégia, fortalecida pela expansão nos mercados internacionais e de reposição”, reforça.

O trimestre reuniu conquistas relevantes em todas as verticais de negócios da RandonCorp. No período, a vertical Montadora reconquistou a liderança de market share em implementos rodoviários, e as verticais Autopeças e Controle de Movimentos atingiram o marco de mais de R$ 1 bilhão em receita líquida no trimestre, individualmente. O mercado de caminhões aquecido potencializou o crescimento das vendas dos produtos da vertical Autopeças, enquanto o segmento de reposição permaneceu em ritmo acelerado. Em Serviços Financeiros e Digitais, a expansão da base de crédito de consórcios e o aumento das vendas de soluções em softwares da empresa DB, possibilitaram novo recorde de receitas para esta vertical. O trimestre também foi de expansão da receita líquida da vertical Tecnologia Avançada, associada ao maior número de projetos em automação e robótica realizados pela Auttom e de aumento no volume de testes no Centro Tecnológico Randon (CTR).

Além do desempenho registrado no trimestre, a Randoncorp realizou movimentos importantes para um futuro com crescimento sustentável. Em outubro, a Companhia anunciou a aquisição do Grupo EBS, um dos líderes em reposição no Reino Unido. No Brasil, também foram registrados avanços relevantes, com as novas plantas fabris da Vertical Autopeças em Mogi Guaçu (SP). A unidade da Castertech já está em início de operação, e os primeiros meses de atividade já sinalizam o grande potencial que terá quando alcançar funcionamento pleno. A construção da fábrica da Suspensys avança e a expectativa é que esteja concluída até o final deste ano, para iniciar as operações em 2025. A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui). 

Período entre julho e setembro foi marcado pelo melhor desempenho operacional do ano

Projeto de monitoramento vai tornar o Paraná mais resiliente a mudanças climáticas

Pacote prevê a aquisição de novos radares e estações meteorológicas em todo o estado

Por meio de um investimento de R$ 70 milhões, Governo do Estado vai ampliar a estrutura de monitoramento climático do Paraná

O governo estadual vai ampliar a estrutura de monitoramento climático do Paraná nos próximos meses. Serão integrados ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) dois novos radares, 25 estações meteorológicas, sendo 10 meteorológicas automáticas e 15 hidrológicas telemétricas, e sistemas de informática atualizados. O investimento no projeto Monitora Paraná é de R$ 70 milhões, com recursos oriundos da compensação do acidente ambiental da Petrobras em 2000 em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, liberados neste ano pela Justiça Federal. A rede atual do Simepar conta com 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas.

Desenvolvido em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), a proposta busca tornar o Paraná mais resiliente a eventos climáticos severos, como estiagem prolongada, inundações, queimadas florestais ou calor extremo. Um outro braço de monitoramento, também com investimento de R$ 70 milhões, vai ampliar a cobertura contra desastres naturais na região litorânea, o chamado Monitora Litoral. Entre as aquisições previstas no pacote de investimento para o interior do Paraná estão novos radares meteorológicos, aparelhos responsáveis por promover a vigilância das condições climáticas do Paraná em tempo real. Atualmente, o Simepar possui três desses dispositivos em operação: Curitiba, Teixeira Soares, no Centro-Sul, e Cascavel, no Oeste. De acordo com o projeto, será feita a implementação de um novo radar em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, além da substituição do radar de Teixeira Soares, que está defasado, por um modelo mais avançado.

“Esses novos equipamentos vão ampliar a estrutura de geração de dados que pauta a nossa tomada de decisões. Teremos uma previsão melhor para pautar ações de agricultura e abastecimento público, além de auxiliar na prevenção de efeitos de eventos climáticos como chuvas torrenciais”, afirma o secretário estadual do desenvolvimento sustentável, Everton Souza. IAT e Simepar são órgãos vinculado à pasta ambiental. Diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, explica que, com o incremento dos novos dispositivos e a implementação do Monitora Litoral, todo o Paraná poderá ser mapeado em tempo real. “Esse será um grande salto dado em relação à previsão climática. Antes, tínhamos alguns pontos do Paraná que não eram cobertos pelos radares, mas, agora, 100% do território será monitorado, melhorando exponencialmente a previsão meteorológica. Isso é fundamental para regiões mais vulneráveis, como o Noroeste, que sofreu com intensas crises hídricas neste ano”, ressalta.

Coleta de dados
Junto aos radares, a rede de monitoramento do Simepar será encorpada de outras formas, com a incorporação de 25 novas estações de coleta de dados ao conjunto de 120 dispositivos do órgão em operação no Paraná. No pacote está prevista a aquisição e instalação de 15 estações hidrológicas telemétricas automáticas, capazes de medir precipitação e vazão em locais com bacias hidrográficas, e 10 estações meteorológicas automáticas, que poderão medir precipitação, vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica e radiação solar. “As estações do Simepar possuem uma precisão extrema, capaz de inclusive confirmar os dados de outras estações instaladas no Estado por outros órgãos. Os novos dispositivos servirão para complementar essa rede já existente. Estamos, agora, no processo de definição dos locais onde elas serão instaladas. A meta é adensar o monitoramento em pontos mais vulneráveis, onde antes não havia cobertura ou que possuam uma fragilidade a eventos naturais extremos como deslizamentos, alagamentos e secas”, destaca Tarso.

Todas as informações coletadas por essas estações serão armazenadas na já extensa base de dados digital do Simepar, que também será beneficiada com o Monitora Paraná. “Para lidar com o volume maior de informações que virão com a implementação dos novos equipamentos, vamos adquirir um sistema computacional robusto, capaz de armazenar e processar uma quantidade maior de informações. Dessa forma, a nossa equipe poderá fornecer esses dados para facilitar a tomada de decisões e a criação de medidas para lidar com crises climáticas no Paraná”, acrescenta o diretor-presidente.

Pacote prevê a aquisição de novos radares e estações meteorológicas em todo o estado

Projeto de monitoramento vai tornar o Paraná mais resiliente a mudanças climáticas

Pacote prevê a aquisição de novos radares e estações meteorológicas em todo o estado

Por meio de um investimento de R$ 70 milhões, Governo do Estado vai ampliar a estrutura de monitoramento climático do Paraná

O governo estadual vai ampliar a estrutura de monitoramento climático do Paraná nos próximos meses. Serão integrados ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) dois novos radares, 25 estações meteorológicas, sendo 10 meteorológicas automáticas e 15 hidrológicas telemétricas, e sistemas de informática atualizados. O investimento no projeto Monitora Paraná é de R$ 70 milhões, com recursos oriundos da compensação do acidente ambiental da Petrobras em 2000 em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, liberados neste ano pela Justiça Federal. A rede atual do Simepar conta com 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas.

Desenvolvido em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), a proposta busca tornar o Paraná mais resiliente a eventos climáticos severos, como estiagem prolongada, inundações, queimadas florestais ou calor extremo. Um outro braço de monitoramento, também com investimento de R$ 70 milhões, vai ampliar a cobertura contra desastres naturais na região litorânea, o chamado Monitora Litoral. Entre as aquisições previstas no pacote de investimento para o interior do Paraná estão novos radares meteorológicos, aparelhos responsáveis por promover a vigilância das condições climáticas do Paraná em tempo real. Atualmente, o Simepar possui três desses dispositivos em operação: Curitiba, Teixeira Soares, no Centro-Sul, e Cascavel, no Oeste. De acordo com o projeto, será feita a implementação de um novo radar em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, além da substituição do radar de Teixeira Soares, que está defasado, por um modelo mais avançado.

“Esses novos equipamentos vão ampliar a estrutura de geração de dados que pauta a nossa tomada de decisões. Teremos uma previsão melhor para pautar ações de agricultura e abastecimento público, além de auxiliar na prevenção de efeitos de eventos climáticos como chuvas torrenciais”, afirma o secretário estadual do desenvolvimento sustentável, Everton Souza. IAT e Simepar são órgãos vinculado à pasta ambiental. Diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, explica que, com o incremento dos novos dispositivos e a implementação do Monitora Litoral, todo o Paraná poderá ser mapeado em tempo real. “Esse será um grande salto dado em relação à previsão climática. Antes, tínhamos alguns pontos do Paraná que não eram cobertos pelos radares, mas, agora, 100% do território será monitorado, melhorando exponencialmente a previsão meteorológica. Isso é fundamental para regiões mais vulneráveis, como o Noroeste, que sofreu com intensas crises hídricas neste ano”, ressalta.

Coleta de dados
Junto aos radares, a rede de monitoramento do Simepar será encorpada de outras formas, com a incorporação de 25 novas estações de coleta de dados ao conjunto de 120 dispositivos do órgão em operação no Paraná. No pacote está prevista a aquisição e instalação de 15 estações hidrológicas telemétricas automáticas, capazes de medir precipitação e vazão em locais com bacias hidrográficas, e 10 estações meteorológicas automáticas, que poderão medir precipitação, vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica e radiação solar. “As estações do Simepar possuem uma precisão extrema, capaz de inclusive confirmar os dados de outras estações instaladas no Estado por outros órgãos. Os novos dispositivos servirão para complementar essa rede já existente. Estamos, agora, no processo de definição dos locais onde elas serão instaladas. A meta é adensar o monitoramento em pontos mais vulneráveis, onde antes não havia cobertura ou que possuam uma fragilidade a eventos naturais extremos como deslizamentos, alagamentos e secas”, destaca Tarso.

Todas as informações coletadas por essas estações serão armazenadas na já extensa base de dados digital do Simepar, que também será beneficiada com o Monitora Paraná. “Para lidar com o volume maior de informações que virão com a implementação dos novos equipamentos, vamos adquirir um sistema computacional robusto, capaz de armazenar e processar uma quantidade maior de informações. Dessa forma, a nossa equipe poderá fornecer esses dados para facilitar a tomada de decisões e a criação de medidas para lidar com crises climáticas no Paraná”, acrescenta o diretor-presidente.

Pacote prevê a aquisição de novos radares e estações meteorológicas em todo o estado

Interpump Brasil adquire controle da Hidrover

Negócio foi fechado por R$ 110 milhões

Companhia prevê investimentos de R$ 10 milhões até 2025 em tecnologias e infraestrutura

A Interpump Hydraulics Brasil, com matriz em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, prepara-se para acelerar a produção no país. A empresa anunciou a aquisição do controle da empresa Hidrover Equipamentos Hidráulicos, de Flores da Cunha, especializada na fabricação de cilindros hidráulicos e que atende principalmente os mercados da construção civil e agrícola. O negócio foi fechado por 17,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 110 milhões). Ao mesmo tempo, prevê investimentos de R$ 10 milhões em novos equipamentos e infraestrutura até 2025 nas plantas de Caxias do Sul e Indaiatuba (SP).

“É muito significativo anunciarmos esses novos passos com o objetivo de expansão no mercado e ao mesmo tempo, de agregar inovações aos processos produtivos e continuar sendo referência em precisão e qualidade. São mudanças que nos credenciam a ocupar uma fatia ainda maior do mercado no prximo perodo”, diz o CEO da Interpump, Lorenzo Atzeni. De acordo com ele, a Hidrover continuará a ser administrada pelos atuais sócios, que lideram a empresa desde 2017. Fundada em 1974 e com 140 colaboradores, a indústria, que fornece cilindros para os principais segmentos industriais e automotivos, agora se soma à Interpump para crescer ainda mais. A estimativa é que a Hidrover feche o ano com volume de negócios de R$ 140 milhões.

A Interpump é parte de uma multinacional italiana presente em 40 países. No Brasil, são sete marcas distribuídas em cinco divisões de negócios, sendo a mais significativa a de força, que representa em torno de 65% do faturamento. A empresa produz também comandos e válvulas hidráulicas, redutores de transmissão de potência e bombas de água de alta e ultra alta pressões.

Negócio foi fechado por R$ 110 milhões

Novas unidades ampliam presença da Aurora Coop no mercado

Investimentos confirmam a cooperativa como terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal

Com a aquisição do frigorífico de suínos da Unium pela Aurora Coop passa para a propriedade da cooperativa a marca Alegra

Em menos de um ano a Aurora Coop inaugurou duas unidades e ampliou a presença da marca no mercado nacional e no exterior. Em outubro de 2023 a Cooperativa assumiu a operação da planta industrial de suínos que pertencia à Unium, formada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, localizada no município de Castro (PR). Em abril de 2024 foi iniciada a atividade em uma das mais modernas e avançadas indústrias de processamentos de carnes do Brasil, a Indústria Aurora Coop Chapecó II.

Os dois investimentos confirmam a cooperativa como terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal. “Há 55 anos, o cooperativismo é o grande protagonista dessa história que é contada por mais de 100 mil famílias no campo e na cidade. O resultado todos nós já conhecemos: alimentos de excelncia na mesa de milhares de consumidores do Brasil e do mundo”, observou o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton.

Aurora Coop chega a Castro/PR e confirma a força do cooperativismo
Com a aquisição do frigorífico de suínos da Unium pela Aurora Coop passa para a propriedade da cooperativa a marca Alegra. O mix de produtos gerados por essa planta industrial é formado por cortes in natura, miúdos, defumados, salgados, temperados, linguiças frescais, linguiças cozidas, salame, copa e fatiados, além de presuntaria. A produção de industrializados é de 38.569 toneladas/ano e a produção de cortes chega a 47.147 toneladas/ano. A planta está habilitada para exportação em diferentes mercados.

Inaugurada em 2015 a área total construída é de 40 mil metros quadrados. A capacidade de abate da planta industrial é de 3,5 mil suínos por dia. A indústria emprega diretamente 1.736 trabalhadores. Com a aquisição, a Aurora Coop passa a operar oito plantas industriais de suínos e eleva sua capacidade de abate de 28,5 mil para 32 mil suínos/dia. A base produtiva a campo que abastece a indústria é formada por 156 produtores que administram 195 empresas rurais. Em 2022, o abate total de suínos atingiu 843.821 animais, o que representa uma média de 70.318 cabeças por mês.

Novas cooperativas filiadas
A aquisição do frigorífico de suínos da Unium pela Aurora Coop oportunizou o ingresso das três cooperativas no quadro de associadas da Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) que passa a contar com 14 cooperativas. Fundada em 1951, a Castrolanda mantém 2.185 colaboradores diretos e 1.232 empresários rurais cooperados. A área de atuação envolve leite, sementes e grãos (soja, milho, trigo, cevada), energias renováveis, batatas, suínos e ovinos. Em 2022, a receita operacional bruta fechou em R$ 7,2 bilhões.

Constituída no ano de 1960, a Capal mantém um quadro social de 3.674 empresários rurais cooperados. A cooperativa possui 1.093 colaboradores diretos. Atua nos mercados de grãos (soja, milho, trigo, cevada), leite, suínos, café e sementes. A receita operacional bruta do último ano foi de R$ 4,3 bilhões. A Frísia foi criada em 1925 com o nome de Sociedade Hollandeza de Lacticínios. Atualmente tem 1.045 cooperados. Os colaboradores diretos somam 1.168. A receita operacional bruta anual atingiu R$ 7 bilhões. Os mercados onde a cooperativa atua são nas áreas de leite, sementes e grãos (soja, milho, trigo, cevada), atividade florestal e suínos.

Nova Indústria tem como marca a inovação e tecnologia
A nova Indústria de processamentos de carnes da Aurora Coop, inaugurada no dia 16 de abril de 2024, tem foco no futuro. A fábrica foi projetada e construída para garantir a qualidade do processo e evitar o contrafluxo. Entre os diferenciais tecnológicos estão a linha de formação com alta precisão de peso e formato, o congelamento por leito fluidizado, a equalização de temperatura com uso de nitrogênio, o sistema de grelhamento dos produtos e os fornos de cozimento que garantem maior sabor e qualidade dos produtos cozidos.

Uma indústria sustentável
Diferenciais de sustentabilidade estão presentes na nova planta industrial, com a utilização de cavaco como fonte de biomassa. Proveniente de florestas próprias de eucalipto, plantadas no entorno da fábrica, essa alternativa reduz o consumo de lenha e aumenta a eficiência na geração de calor e vapor.

Embalagens, por outro lado, são do tipo monocamada, facilitando o processo de reciclagem. A nova indústria da Aurora Coop possui um elevado grau de automação, presente em todas as etapas do processo produtivo, em diferentes níveis, atingindo a robotização ao final das linhas.

O novo complexo industrial impressiona pela sua amplitude. Ocupa uma área territorial de aproximadamente 15 hectares inseridos dentro uma gleba com 241 hectares. O conjunto é formado por 37 edificações (industriais, administração, suporte e tratamento de efluentes), totalizando uma área construída de 31.402 metros quadrados.

Os produtos se destinam para os mercados interno e externo, com previsão de exportação para o Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. O faturamento da nova indústria está projetado em R$ 86,2 milhões por mês, o que incrementará a receita operacional bruta da Aurora Coop para 2024 em 4,2%.

Produção
A capacidade instalada para produção diária é de 176 toneladas de empanados, 88 toneladas de cozidos, 14,3 toneladas de desfiados, totalizando um volume de 278,3 toneladas/dia com operação em três turnos (22 horas trabalhadas). Com uma média de 25 dias trabalhados, a produção mensal atingirá 4,4 mil toneladas de empanados, 2,2 mil toneladas de cozidos e 357,5 toneladas de desfiados, totalizando 6.957,5 toneladas mensais.

A nova indústria atingirá plena capacidade de produção em até sete anos. Foram gerados de imediato 354 empregos diretos para iniciar as diversas linhas de produção. Porém, o quadro funcional chegará a 700 trabalhadores – quando atingir a plenitude produtiva – com a indústria operando de segunda-feira a sábado, em três turnos.

Investimentos confirmam a cooperativa como terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal

Inflação acelera para 0,56% em outubro

IPCA foi impulsionado pela alta da energia elétrica

Em outubro esteve em vigor a bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kwh consumidos (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

A inflação do país acelerou para 0,56% em outubro, subindo 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,44%). O resultado foi influenciado pelas altas no grupo de habitação (1,49%), após aumento nos preços da energia elétrica residencial (4,74%), e no grupo de alimentação e bebidas (1,06%), impulsionado pelo aumento das carnes (5,81%). No ano, a inflação acumulada é de 3,88% e, nos últimos 12 meses, de 4,76%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

Em termos de impacto no índice geral de outubro, tanto habitação quanto alimentação e bebidas exerceram influência de 0,23 ponto percentual no índice geral., sendo que, entre os subitens, a energia elétrica residencial foi o que mais pressionou o resultado. “Em outubro esteve em vigor a bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kwh consumidos, enquanto em setembro estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta aproximadamente R$ 4,46”, destaca André Almeida, gerente do IPCA e INPC.

O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 1,06%, com aumento de preços na alimentação no domicílio, que passou de 0,56% em setembro para 1,22% em outubro. Foram observados aumentos nos preços das carnes (5,81%). “O aumento de preço das carnes pode ser explicado por uma menor oferta desses produtos, por conta do clima seco e uma menor quantidade de animais abatidos, e um elevado volume de exportações”, explica Almeida. Foi a maior variação mensal das carnes desde novembro de 2020, quando a variação foi de 6,54%.

A alimentação fora do domicílio, com alta de 0,65%, registrou variação superior à de setembro (0,34%). O subitem refeição acelerou de 0,18% para 0,53%, enquanto o lanche subiu de 0,67% para 0,88%. Por outro lado, a única queda registrada em outubro veio dos transportes, com taxa deflação de 0,38%. O resultado foi influenciado principalmente pelas passagens aéreas, com queda de -11,5%. Trem (-4,8%), metrô (-4,63%), ônibus urbano (-3,51%) e integração do transporte público (-3,04%) também contribuíram para o resultado negativo do grupo. O resultando desses subitens é explicado em decorrência das gratuidades concedidas à população nos dias das eleições municipais que aconteceram em outubro. Em relação aos combustíveis (-0,17%), houve queda no etanol (-0,56%), no óleo diesel (-0,20%) e na gasolina (-0,13%), enquanto o gás veicular (0,48%) registrou alta.

IPCA foi impulsionado pela alta da energia elétrica

Brasil reduz em 12% emissões de gases do efeito estufa em 2023

Queda do desmatamento na Amazônia foi o que mais impactou resultado

No ano passado, o país emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa

O Brasil reduziu em 12% as emissões de gás carbônico equivalente (GtCO2e) em 2023 em relação ao ano anterior, conforme divulgou o Observatório do Clima. No ano passado, o país emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa, enquanto que, em 2022, foram emitidas 2,6 bilhões de toneladas. Essa é a maior queda percentual nas emissões desde 2009, quando o país registrou a menor emissão da série histórica iniciada em 1990 (1,77 bilhão de GtCO2e). A queda no desmatamento na Amazônia foi a principal razão para a redução das emissões. As emissões por desmatamento na floresta tropical caíram 37%, de 1,074 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente para 687 milhões de toneladas.

Por outro lado, os dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório mostram que, apesar da desaceleração na Amazônia, a devastação dos demais biomas resultaram na emissão de 1,04 GtCO2e brutas em 2023. Na avaliação do coordenador do SEEG, David Tsai, a redução das emissões é uma boa notícia, mas evidencia a dependência do que ocorre na Amazônia, em especial para o país atingir a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês). As novas NDCs precisam ser apresentadas até fevereiro de 2025 e devem estar alinhadas com o primeiro Balanço Global do Acordo de Paris (GST, na sigla em inglês), encerrado em 2023 na COP28, em Dubai.

“A queda nas emissões em 2023 certamente é uma boa notícia, e põe o país na direção certa para cumprir sua NDC, o plano climático nacional, para 2025. Ao mesmo tempo, mostra que ainda estamos excessivamente dependentes do que acontece na Amazônia, já que as políticas para os outros setores são tímidas ou inexistentes. Isso terá de mudar na nova NDC, que será proposta ainda este ano. O Brasil precisa de um plano de descarbonização consistente e que faça de fato uma transformação na economia”, afirmou Tsai.

Em relação aos outros biomas, o levantamento aponta que as emissões por desmatamento e queima de biomassa aumentaram: 23% no Cerrado, 11% na Caatinga, 4% na Mata Atlântica e 86% no Pantanal. No Pampa, essas emissões caíram 15%, mas o bioma responde por apenas 1% do total. “O Brasil está vendo o combate ao desmatamento na Amazônia surtir efeito. Mas, enquanto isso, o desmatamento em outros biomas, como o Cerrado e o Pantanal, acelera. Esse ‘vazamento’ não é algo novo e precisa de solução urgente para que continuemos tendo chances de atingir as metas de mitigação brasileiras”, disse a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Bárbara Zimbres. O Ipam é responsável pelo cálculo de emissões de uso da terra no SEEG.

Uso da terra e agropecuária
As mudanças de uso da terra foram responsáveis por quase metade das emissões de gases de efeito estufa no país (46%), com 1,062 bilhão de toneladas de CO2e. Segundo o observatório, a agropecuária registrou o quarto recorde consecutivo de emissões, com elevação de 2,2%. Com isso, a atividade econômica respondeu por 28% das emissões brutas do Brasil no ano passado, principalmente pelo a alta do rebanho bovino. “A maior parte das emissões vem da fermentação entérica (o popular “arroto” do boi), com 405 milhões de toneladas em 2023 (mais do que a emissão total da Itália)”, aponta a instituição. “Somando as emissões por mudança de uso da terra, a atividade agropecuária segue sendo de longe a maior emissora do país, com 74% do total”, continua.

O analista de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Gabriel Quintana, relembra que a última redução nas emissões da agropecuária brasileira foi registrada em 2018. Desde então, vêm aumentando e registrando recordes. O Imaflora é a organização responsável pelo cálculo de emissões de agropecuária no SEEG. “Elas são puxadas pelo aumento do rebanho bovino, uso de calcário e fertilizantes sintéticos nitrogenados, afinal, a produção brasileira tem crescido. O desafio para o setor, bastante suscetível aos impactos da crise climática, é alinhar a mitigação das emissões de gases de efeito estufa com a eficiência da produtividade, em especial, a redução de metano e a adoção de sistemas que geram sequestro de carbono no solo”, pontuou.

Queda do desmatamento na Amazônia foi o que mais impactou resultado

Curitiba é eleita a Comunidade Mais Inteligente do Mundo

Capital paranaense vence sete prêmios internacionais em menos de um ano

“São três reconhecimentos mundiais que, ao lado dos quatro prêmios globais por nossa educação, governança democrática, planejamento urbano e segurança alimentar, comprovam que em Curitiba a inovação é um processo social para melhorar a vida das pessoas”, comemora o prefeito Rafael Greca

Curitiba conquistou nesta segunda-feira (4), em Barcelona, na Espanha, o título de Comunidade Mais Inteligente do Mundo 2024. A premiação é realizada anualmente pelo Intelligent Community Forum (ICF – Fórum de Comunidades Inteligentes) para reconhecer os esforços de cidades, estados e regiões do planeta que têm comprometimento em usar a inovação e as tecnologias digitais para melhorar a vida da população. Com essa conquista, Curitiba se torna também a cidade mais premiada internacionalmente em menos de um ano. Desde o ano passado, a capital recebeu sete reconhecimentos globais por iniciativas inovadoras como cidade inteligente, transparência, governança, urbanismo, combate à fome e educação.

A capital paranaense ganhou o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo/World Smart City Awards 2023 da Fira Barcelona (Espanha); o primeiro lugar no Government Excellence Awards 2024 com programa Fala Curitiba (Emirados Árabes); o prêmio Urbanismo Pioneiro 2024 do Bilbao Metropoli 30 (Espanha); o World Green City Awards 2024 com o Programa de Agricultura Urbana de Curitiba (Holanda); o Seoul Smart City Prize 2024 na categoria Prata de Cidade Centrada nas Pessoas ou Human-CentriCity, com o case Curitiba Cidade Inteligente e Sustentável (Coreia do Sul); e o prêmio da Unesco 2024, Sheik Hamdan bin Rashid Al-Maktoun de Dubai, pelo programa Veredas Formativas de formação continuada de professores da rede pública municipal (França).

“Somos a única cidade do mundo premiada nos dois rankings mais importantes de cidades inteligentes, o World Smart City Awards, de Barcelona, e o Seoul Smart City Prize, e agora também como Comunidade Mais Inteligente de 2024 pelo ICF. São três reconhecimentos mundiais que, ao lado dos quatro prêmios globais por nossa educação, governança democrática, planejamento urbano e segurança alimentar, comprovam que em Curitiba a inovação é um processo social para melhorar a vida das pessoas”, comemora o prefeito Rafael Greca. A premiação da Comunidade Mais Inteligente do Mundo é realizada anualmente pelo Intelligent Community Forum (ICF – Fórum de Comunidades Inteligentes) para reconhecer os esforços de cidades, estados e regiões do planeta em ações de governança para a prosperidade econômica, saúde social e riqueza cultural e comprometidas com o uso da inovação e das novas tecnologias digitais para melhorar a vida de sua população.

O reconhecimento internacional veio quatro dias após a capital paranaense ter outro resultado relevante: na última sexta-feira (31), a consultoria Macroplan Analytics divulgou o estudo Desafios da Gestão Municipal, em que Curitiba foi apontada a melhor capital para se viver e a quinta melhor do país, entre 100 municípios analisados, como destacou a reportagem do Portal AMANHÃ. Com mais este reconhecimento internacional, Curitiba realizou o feito raro de, em menos de um ano, ser eleita a melhor cidade/comunidade inteligente do mundo nas principais premiações em três continentes, conquistando uma espécie de “tríplice coroa” em reconhecimentos internacionais por suas ações de cidade e comunidade inteligente nas Américas (Comunidade Mais Inteligente do Mundo de 2024, título concedido pelo ICF (que tem sede no Canadá), em 4 de novembro; na Europa, com o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo, conferido pela Fira Barcelona em 8 de novembro do ano passado, e Ásia, onde recebeu a distinção Prata no Seoul Smart City Prize, criado pelo governo da capital sul-coreana, Seul, em 10 de outubro deste ano.

Curitiba vem sendo reconhecida pelo ICF como uma das comunidades mais inteligentes do mundo desde 2019, quando figurou pela primeira vez no ranking das 21 finalistas. Em 2021, avançou para o Top7, onde se manteve anualmente até o título máximo, entregue na capital catalã. Este ano, a cidade brasileira concorreu ao 1º lugar com outras seis finalistas: Assaí (Paraná, Brasil) Coral Gables (Flórida, EUA); Durham e região (Ontario, Canadá); Fredericton (New Brunswick, Canadá); Hilliard (Ohio, EUA) e o Condado de Yunlin (Taiwan).

Segundo o ICF, a lição de Curitiba para o mundo é que o planejamento urbano funciona. A cidade se destaca por se dedicar, nos últimos 40 anos, a planejar para onde e como crescer, investindo em infraestrutura, cuidados com o meio ambiente e atenção à qualidade de vida dos cidadãos. Mais recentemente, as novas tecnologias digitais vêm sendo incluídas nas políticas públicas para que o município se mantenha na vanguarda internacional e siga pensando no futuro de sua população.

Curitiba coleciona vanguardismos que até hoje são referência, como rede integrada de transporte; as vias exclusivas para os ônibus, a primeira rua exclusiva para pedestres do país, na Rua XV; a ampliação da área verde com grandes parques; as ações para reciclagem do lixo até as mais recentes. Nos últimos anos, a lista cresceu, com o projeto socioambiental em andamento que cria o Bairro Novo da Caximba e a inovadora Pirâmide Solar de Curitiba, que tornou um aterro sanitário desativado em um ativo social, com a instalação de 8,9 mil painéis solares.

Destaque para o programa de audiências públicas Fala Curitiba, que incentiva a participação dos cidadãos nas decisões da Prefeitura em reuniões por todos os bairros, via internet e em pontos movimentados, ouvindo deles quais prioridades devem estar no orçamento municipal de cada ano. “Ressalto que Curitiba foi a única das finalistas que colocou a democracia como parâmetro de inovação com seu programa de consulta popular e orçamentária”, afirmou o co-fundador do ICF, Louis Zacharilla.

Capital paranaense vence sete prêmios internacionais em menos de um ano

Coamo anuncia R$ 500 milhões para ampliar indústria no MS

Novos investimentos devem ser feitos a partir de 2025

Os novos armazéns de Sidrolândia, Amambai e Dourados receberão aporte de R$ 80 milhões para cada um

Com apoio e parceria do governo de Mato Grosso do Sul, a Coamo anunciou novo investimento de R$ 500 milhões no estado, que será usado na expansão da sua unidade de processamento de soja em Dourados e na construção de mais três armazéns nas cidades de Sidrolândia, Amambai e Dourados. Os novos aportes vão gerar mais empregos e renda no Estado, cenário que faz parte do processo de industrialização, com agregação de valor à produção local, linha estratégica da gestão estadual. Além disso, a iniciativa melhora a capacidade de armazenagem dentro do estado e fortalecer o cooperativismo. A direção da Coamo se reuniu na sexta-feira (1) com o governador Eduardo Riedel, no gabinete do Receptivo, e além de anunciar os novos investimentos, pediu ao governo estadual algumas obras de infraestrutura para facilitar a logística e acesso. Com a parceria firmada, esses novos investimentos devem ser feitos a partir de 2025.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, participou da reunião e revelou que a ampliação da fábrica da Coamo em Dourados terá um investimento de R$ 200 milhões. A planta que tem capacidade processamento de 3 mil toneladas por dia de soja vai passar para 4 mil toneladas diárias após a ampliação. Já os novos armazéns serão construídos em Sidrolândia, Amambai e Dourados, tendo previsão de investimento de R$ 80 milhões em cada um. “No total o investimento chega a R$ 500 milhões da Coamo. Além da nossa política de incentivos fiscais, eles pediram algumas obras de infraestrutura, com um trevo, que o govenador aceitou. Agora é esperar o projeto para avançarmos”, explicou Verruck.

Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo e financeiro da Coamo, destacou que todo este cenário positivo facilita os investimentos no Mato Grosso do Sul. “Fomos bem recebidos e acolhidos pelo governador. Agora estamos investindo neste aumento da capacidade da nossa indústria de soja em Dourados e teremos mais três unidades de armazenamento. Está muito fácil trabalhar no Mato Grosso do Sul”, revelou. A Coamo é a sexta maior empresa da região e também a segunda maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui). A cooperativa de Campo Mourão também lidera o ranking exclusivo que mostra quem são as maiores do cooperativismo do Sul.

Novos investimentos devem ser feitos a partir de 2025

Adama anuncia novo gerente de operações estruturadas

Posto será ocupado por Tiago Sakagushi

Ele será responsável por desenvolver e implementar estratégias que impulsionarão o crescimento dos negócios da companhia no Brasil

A Adama (lê-se Adamá) anunciou a contratação de Tiago Sakagushi para o cargo de gerente de operações estruturadas. Com mais de 17 anos de experiência no setor agrícola, TSakagushi traz consigo um profundo conhecimento em áreas cruciais como crédito e cobrança, barter [operação financeira que consiste na troca de produtos agrícolas por insumos agrícolas, sem a necessidade de dinheiro] e commodities. Formado em administração de empresas, sua trajetória inclui passagens por grandes empresas do segmento, onde desenvolveu sólida expertise em operações estruturadas.

Em seu novo papel na Adama, ele será responsável por desenvolver e implementar estratégias que impulsionarão o crescimento dos negócios da companhia. Seu foco estará em otimizar as operações de barter, uma área de crescente importância no cenário atual do agronegócio brasileiro. Sakagushi se reportará diretamente a Adner Pozzobon. “É um enorme prazer fazer parte desta empresa. Meu objetivo é, além de alavancar as operações de barter e os negócios da companhia como um todo, criar uma área que tenha um olhar para a rentabilidade de toda a cadeia, seja na visão do produtor, da revenda ou indústria, gerenciando as oscilações de preços de commodities e fortalecendo o mercado agrícola”, revelou, por meio de nota. A Adama é a 83ª maior empresa da região e também a 31ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui).

Posto será ocupado por Tiago Sakagushi

GIMI reconhece iniciativas de inovação

GIMI Innovation Awards 2024 foi realizado em Barcelona

Alcubilla (com o troféu) ladeado por Onosaki, Erila Haska e Hitendra Patel, do GIMI: prêmio para fortalecer a cultura inovadora em todo o mundo

O Global Innovation Management Institute (GIMI) – cuja metodologia é usada pelo Grupo AMANHÃ e IXL-Center para gerar o ranking Campeãs da Inovação – realizou na quarta-feira (6) em Barcelona, na Espanha, a edição anual do GIMI Innovation Awards durante o Smart City Expo. A premiação celebra organizações e indivíduos nos setores público, privado e social que estão ultrapassando limites e promovendo a inovação em diferentes setores, regiões e comunidades. “O GIMI, conhecido globalmente por seu papel pioneiro em treinamento, certificação e promoção de melhores práticas em gestão da inovação, visa elevar o trabalho de inovadores em todo o mundo por meio de prêmios como esse”, conta Fernando Onosaki, head do GIMI para o Brasil.

A edição do GIMI Innovation Awards deste ano apresentou doze categorias, com sete delas homenageando organizações e cinco que destacaram realizações individuais. “Os prêmios celebram não apenas as inovações mais impactantes, mas também os principais inovadores e aqueles com contribuições ao longo da vida para o campo”, sublinha Onosaki, destacando ainda que reconhecer empresas e profissionais inovadores nas diferentes categorias num âmbito global como o GIMI Awards evidencia o comprometimento dos líderes com a inovação e não apenas inspira, mas fortalece uma cultura inovadora. Juan Manuel Gutierrez Alcubilla, CEO do Kyra Group, foi reconhecido como o melhor empreendedor de inovação (confira, a seguir, todos os premiados).

Prêmios para Organizações

1. Melhor Inovação/Setor Privado

● Vencedor: Aker BioMarine

● 2º lugar: Esenttia

● 3º lugar: BI Group

2. Melhor Inovação/Setor Público

● Vencedor: UAE Ministry of justice

● 2º lugar Dubai Police

● 3º lugar: Governo do Estado de Durango (México)

3. Melhor Inovação Social

● Vencedor: Atsiri Research Centre

● 2º lugar: Ilunion Hotels

● 3º lugar: Yayasan Inovasi Malaysia

4. Melhor Estrutura de Inovação

● Vencedor: Universidad Anáhuac Mayab

● 2º lugar: Renault Nissan Technology & Business Centre India

● 3º lugar: Expedition Engineering Limited

5. Melhor Programa de Educação Inovadora

● Vencedor: Universidad de las Américas (UDLA), do Ecuador

● 2º lugar: Smart Waterloo Region Innovation Lab

● 3º lugar: Universidad Anáhuac Mayab

6. Melhor Organização de Suporte ao Ecossistema de Startups

● Vencedor: Parque Científico e Tecnológico da Unicamp

● 2º lugar: UAE Cybersecurity Council

● 3º lugar: University of Charleston e Telefonica (empate)

7. Melhor Parque Científico/Centro de Inovação

● Vencedor: Dubai Police

● 2º lugar: LaSalle Technova Barcelona

8. Prêmio Especial do Júri
Melhor Cultura de Inovação: Abu Dhabi Ports Group

Prêmios para indivíduos

1. Melhor Inovador/Setor Privado

● Vencedor: Peter Toxopeus, gerente de desenvolvimento de frota na Fugro

● 2º lugar: Shidah Ahmad, vice-presidente de atendimento de pedidos e gerente geral da Keysight Technologies

● 3º lugar: Ali Bin Zayed, vice-presidente sênior da Emirates Petroleum Company PJSC

2. Melhor Inovador – Setor Público

● Vencedor: Mohamed Zainal, head do Departamento de Ciências da Mobilidade Futura da Dubai Police

● 2º lugar: Askar Sinchev, chefe do Gabinete de Relações Internacionais do JSC National Information Technologies

● 3º lugar: Jeewan Chanicka, diretor de educação do Waterloo Region District School Board

3. Melhor Inovador Social

● Vencedor: Jahmeeks Beckford, líder do Smart Waterloo Region Innovation Lab

● 3º lugar: Truls Berg, fundador e CEO da Open Innovation Lab of Norway

4. Melhor Empreendedor Inovador

● Vencedor: Juan Manuel Gutierrez Alcubilla, CEO do Kyra Group

● 2º lugar: Managing Director do CMG (Charge Made Good GmbH)

● 3º lugar: Enrique Vicedo, co-Fundador e CEO da Air Biometrics

5. Prêmio Ronald Jonash Innovation Lifetime Achievement

Jaime Augusto Zobel De Ayala, presidente do conselho da Ayala Corporation

GIMI Innovation Awards 2024 foi realizado em Barcelona