Archives Dezembro 2024

Paraná terá primeira concessão de canal de acesso aquaviário do Brasil

O investimento previsto é de R$ 1 bilhão

Situado ao sul da Ilha do Mel, o Canal da Galheta é o principal acesso aquaviário ao porto e terminais da Baía de Paranaguá desde a década de 1970

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta sexta-feira (6) o envio do processo de concessão do canal de acesso aquaviário ao porto de Paranaguá ao Tribunal de Contas da União (TCU), que será responsável pela análise antes da construção do edital, que deve ser feita pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Com isso, o Paraná se torna o primeiro estado a implantar um modelo de concessão deste tipo na América Latina, cujo modelo deverá ser seguido por outros portos do país. O anúncio foi feito durante uma visita de Ratinho Junior e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao porto de Paranaguá. Na mesma oportunidade, os dois também confirmaram a publicação do edital de licitação da PAR15, uma área de quase 39 mil metros quadrados destinada à movimentação de granel sólido vegetal, que deverá receber R$ 656 milhões em investimentos. Eles também visitaram as obras de construção do Moegão Ferroviário, a maior obra portuária em execução no País e que já ultrapassa 18% de execução.

Inédita no Brasil, a concessão do canal de acesso aquaviário passou por audiência pública em novembro do ano passado e foi aprovado pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em agosto desse ano, é uma das prioridades do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do governo federal, conforme comentou o ministro de Portos e Aeroportos. “Será a primeira concessão de canal da história do Brasil, e a partir daí vamos fazer a concessão do canal de Santos, de Itajaí, mostrando mais uma vez o pioneirismo do Paraná. Independente do governador ou do presidente, o setor produtivo terá previsibilidade para os próximos 20 anos”, afirmou.

A concessão abrangerá a ampliação, manutenção e exploração do canal de acesso aquaviário pelo prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação até 70 anos. Entre as principais melhorias previstas no projeto estão aprofundamento, ampliação e alargamento do canal, o alargamento da bacia de evolução e o aprofundamento da área de fundeio nº 6. Com isso, a previsão é passar para 12,8 metros de profundidade média ainda na fase de implantação e chegar a 15,5 metros após a concessão, o que viabiliza a atracação de navios de maior porte. O futuro concessionário executará todos os investimentos necessários para atingir a meta estabelecida, incluído serviços de dragagem, sinalização náutica, batimetria, programas e monitoramentos ambientais, dentre outros. O investimento previsto é de R$ 1 bilhão.

O presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia disse que o aumento das medidas no canal de acesso fará com que Paranaguá seja o porto mais acessível para grandes embarcações no Brasil. “O porto de Santos e os portos catarinenses têm, em média, 14,5 metros de profundidade, então a Portos do Paraná se prepara para receber as maiores embarcações que navegam pela costa brasileira”, declarou. “Além do aprofundamento do canal nos próximos quatro anos, este investimento de mais de R$ 1 bilhão vai garantir a manutenção permanente dele pelos próximos 25 anos”, concluiu o presidente da Portos do Paraná.

A União, poder concedente, será responsável pelo leilão e a assinatura do contrato, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) será responsável pela fiscalização e a Portos do Paraná estabelecerá diretrizes e orientará as concessionárias, fazendo a gestão estratégica portuária. Não haverá alteração na forma da cobrança dos armadores, que é feita por meio da Tarifa Inframar, com a transferência para iniciativa privada. De acordo com o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o alargamento e aprofundamento do canal representa um custo logístico menor para quem opera no canal. “Estamos falando de ir de 13 metros para 15,5 metros, com o pagamento da tarifa cheia somente após as obras serem realizadas”, comentou.

Galheta
Situado ao sul da Ilha do Mel, o Canal da Galheta é o principal acesso aquaviário ao porto e terminais da Baía de Paranaguá desde a década de 1970, quando a demanda de navios de maior porte exigiu a dragagem do Banco da Galheta e consequente criação do canal. O escopo da concessão abrangerá as funções de administração portuária, como a gestão das infraestruturas de acesso aquaviário, buscando-se a ampliação, manutenção e exploração do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina por meio da concessão. No Brasil, o serviço é atualmente prestado pelas autoridades portuárias e cobrado diretamente dos armadores, por meio da Tarifa Inframar (ou Tabela I). A concessão não implicará alterações na forma de cobrança com a transferência para iniciativa privada.

O investimento previsto é de R$ 1 bilhão

Um símbolo da transição energética

Pioneira em pesquisas sobre energias renováveis, a Itaipu Binacional é um exemplo para o Brasil e o mundo ao liderar até hoje iniciativas socioambientais e de desenvolvimento sustentável que são fundamentais para enfrentar os desafios climáticos atuais

No sentido horário a usina, a fábrica de SAF, a planta de hidrogênio verde e o veículo que usa biometano: Itaipu Binacional na vanguarda de pesquisas sobre energias renováveis

Em 2024, Itaipu atingiu a marca de 3 bilhões de megawatts-hora, volume suficiente para abastecer o mundo inteiro por 43 dias seguidos. Esse fato, que fez dela a maior produtora de energia elétrica acumulada da história, é só uma mostra do que a usina hidrelétrica sediada em Foz do Iguaçu (PR) significa para o desenvolvimento econômico brasileiro – e do mundo. A empresa binacional foi pioneira em pesquisas sobre energias renováveis ainda em 2006 quando levou adiante seus primeiros projetos que j contemplavam a transição energética. Na ocasião, Itaipu demonstrava preocupação com a grande concentração de produção de proteína animal nos municípios próximos ao reservatório, que acaba gerando resíduos que, se não destinados de maneira adequada, chegam até as águas de Itaipu através dos rios da região.

A empresa entendeu que uma boa maneira de evitar a descarga dos efluentes seria gerar conhecimento sobre a transformação desse passivo ambiental em um ativo econômico: o biogás. Assim, além de fomentar uma solução para a destinação desses resíduos, Itaipu iniciou um processo de transição energética nas propriedades, trazendo benefícios ambientais e econômicos aos produtores rurais. O projeto apoiado por Itaipu na região Oeste do Paraná foi a base técnica para as primeiras normativas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que regulamentaram o tema. A ação, que foi levada a cabo em 2008, resultou na Lei de Geração Distribuída, de 2022. Hoje, o Brasil conta com 137 MW de potência instalada em plantas de mini e microgeração distribuída de biogás e 32,8 GW em plantas de energia solar – que equivalem a mais de duas usinas do tamanho da Itaipu.

“Com várias iniciativas, Itaipu tem sido um símbolo da transição energética para o Brasil e para o mundo”, observa o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri. “Representamos uma política do governo federal nessa pauta da transição energética. A primeira usina que trata a questão da produção da energia elétrica acompanhada da preservação ambiental é Itaipu. Isso nos deu, nesses 40 anos, um acúmulo de experiências, de acertos, de troca de experiências com outros países, que faz com que tenhamos essa marca”, completa Verri. De fato, a companhia conseguiu abarcar inúmeras iniciativas socioambientais e de desenvolvimento sustentável que são fundamentais para enfrentar os desafios climáticos atuais se colocando na vanguarda das pesquisas sobre energias renováveis e investindo em projetos como hidrogênio verde, biogás, combustíveis sustentáveis para aviação e placas solares flutuantes, por exemplo. No que se refere à inovação de combustíveis sustentáveis, a Itaipu também foi pioneira no refino de biogás para produzir biometano e utilizar esse combustível em grande parte de sua frota. O projeto cooperou para a aprovação de uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que estabelece as especificações do biometano e reconhece a equivalência com o gás natural.

A mais recente iniciativa liderada pela Itaipu Binacional no campo da transição energética foi tirar do papel a primeira planta de produção de petróleo sintético a partir de biogás do Brasil. Em junho, em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) e o projeto H2Brasil, Itaipu inaugurou sua Unidade de Produção de Hidrocarbonetos Renováveis. O empreendimento tem como foco a geração de combustível sustentável para aviação (Sustainable Aviation Fuel, o SAF). Com um investimento de 1,8 milhão de euros do governo alemão, a planta é projetada para produzir seis quilos por dia de bio-syncrude, uma mistura de hidrocarbonetos criada a partir de biogás e hidrogênio verde, destinada à produção de SAF. De acordo com estimativas, o Paraná tem um potencial de produção de 15 mil metros cúbicos por ano de combustível sustentável para aviação.

As ações lideradas pela Itaipu Binacional foram determinantes para a escolha de Foz do Iguaçu como sede da reunião ministerial do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20 e as reuniões da Clean Energy Ministerial (CEM) e da Mission Innovation (MI), em setembro. A cidade foi a única não capital a receber uma programação ministerial do G20. Um dos encontros paralelos à reunião do G20 foi justamente para tratar sobre o SAF, em evento organizado pela Itaipu em parceria com o Fórum Econômico Mundial. De acordo com o superintendente de energias renováveis de Itaipu, Rogério Meneghetti, as pesquisas nesse campo e a participação de Itaipu em eventos internacionais posicionam a empresa como referência no atual contexto da transição energética. “O sistema elétrico brasileiro é muito renovável, com ampla participação das hidrelétricas. E a Itaipu entendeu, há muito tempo, que esse setor elétrico pode contribuir para a descarbonização de outros setores. E todos os projetos-pilotos que temos, como geração distribuída, biometano, hidrogênio verde, SAF, foram importantes para a regulação desses temas no país, o que demonstra o papel de liderança da Itaipu em transição energética”, sintetiza Meneghetti.Se não bastasse tamanha responsabilidade com o importante tema da transição energética, Itaipu também contribui enormemente com o sistema elétrico nacional e paraguaio. Como as hidrelétricas são fontes de energia limpa e renovável, com capacidade de compensar as flutuações naturais na geração das fontes renováveis intermitentes, na ausência de sol ou vento, as usinas se tornam uma fonte segura para atender a demanda por energia rapidamente. Sendo uma grande hidrelétrica, Itaipu funciona como uma espécie de “bateria” para o sistema elétrico, complementando o atendimento da demanda diante da variação das outras fontes. Além disso, devido à expansão das usinas eólicas e solares, também é possível observar uma mudança no perfil de carga do sistema, com grandes rampas de consumo no final da tarde. Em muitos dias, Itaipu contribui com cerca de 30% do atendimento a essas rampas. Isso reforça a importância da usina para garantir segurança e estabilidade dos sistemas elétricos dos dois países.

Pioneira em pesquisas sobre energias renováveis, a Itaipu Binacional é um exemplo para o Brasil e o mundo ao liderar até hoje iniciativas socioambientais e de desenvolvimento sustentável que são fundamentais para enfrentar os desafios climáticos atuais

Carrefour vende oito unidades para Festval e Super Muffato

A negociação deve ser feita por cerca de R$ 400 milhões

As empresas negociaram os ativos com o Carrefour Brasil, em transação a ser aprovada pelo Cade

O Carrefour vendeu oito lojas para o Festval e Super Muffato, ambos do Paraná. A empresa espera conseguir cerca de R$ 400 milhões com a venda dessas unidades. O Grupo Muffato confirmou ao Portal AMANHÃ a aquisição de quatro pontos comerciais, em Curitiba, que operavam com a bandeira Nacional, antigo Mercadorama. Os outros quatro pontos, também localizados na capital paranaense, ficaram com a Festval, de Cascavel. AMANHÃ entrou em contato com o Festval, que também confirmou o negócio. As empresas negociaram os ativos com o Carrefour Brasil, em transação a ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os pontos passarão a operar com a bandeira Super Muffato, que imprimirá um conceito moderno e dinâmico às unidades, inserindo-as no plano de expansão de 2025. “Com a conclusão dessas aquisições, reforçaremos nossa presença em Curitiba, reiterando nosso desejo de construir um varejo que valoriza pessoas e suas experiências. A oportunidade de atuar em pontos tradicionais, agregando valores e promovendo renovação, traz uma grande motivação a toda nossa equipe”, afirmam Ederson e Everton Muffato, diretores do Grupo Muffato, por meio de nota. Além das quatro unidades negociadas, a bandeira Super Muffato deverá contar com mais um empreendimento na cidade de Londrina, o Super Muffato Alphaville.

As unidades adquiridas pelo Festval estão localizadas nos bairros Juvevê, Bacacheri, Rebouças e no Centro, na Praça Osório. A negociação faz parte do projeto de expansão do Festval, que visa ampliar sua atuação em Curitiba e Região Metropolitana. Ainda este mês acontecerá a inauguração do Festval Alto da XV. O plano de crescimento do Festval contempla, ainda, a inauguração de outras duas lojas no primeiro semestre de 2025, localizadas nos bairros Batel e Cabral. Além dessas, duas novas unidades estão em fase de construção, no Bacacheri e no Pilarzinho. Com isso, a rede encerrará o ano de 2024 com 31 lojas e projeção de 39 lojas em 2025 – seis em Cascavel e 33 em Curitiba e Região Metropolitana. Com a expansão, o Festval passará a contar com cerca de 7 mil colaboradores diretos. Carlos Beal, diretor comercial e de marketing do Festval, celebrou essa nova conquista, destacando a trajetória da empresa desde sua fundação. “Nossa história começou em Cascavel, marcada por muito trabalho e dedicação. Hoje colhemos os frutos desse esforço coletivo. Essa conquista só foi possível graças ao compromisso de nossos colaboradores, à parceria com fornecedores e à confiança dos nossos clientes, que são a verdadeira razão do nosso trabalho”, destacou, também por meio de nota.

De acordo com o Carrefour, as transações fazem parte da estratégia do grupo para simplificar e agilizar suas operações de varejo, focando em lojas de grandes formatos. “O Grupo Carrefour Brasil planeja desinvestir todas as lojas de supermercados das bandeiras Nacional e Bom Preço (64 lojas no total)”, informa o comunicado da multinacional francesa. “As 47 lojas da bandeira Nacional, localizadas na região Sul do Brasil, e as 17 lojas da bandeira BomPreço, localizadas na região Nordeste do Brasil, entregaram R$ 1,5 bilhão de vendas brutas nos últimos 12 meses encerrados em setembro (1,3% das vendas brutas totais do grupo e 6% das vendas brutas do segmento de varejo). Dessas 64 lojas, 11 são de propriedade da companhia e 53 são alugadas”, revela o Carrefour. “Após a conclusão deste plano de desinvestimento, que está previsto para acontecer no primeiro semestre de 2025, a companhia deverá manter 21 lojas de supermercado rentáveis localizadas em regiões estratégicas e operadas sob a bandeira Carrefour Bairro”, finaliza o comunicado.

A negociação deve ser feita por cerca de R$ 400 milhões

Mercosul e União Europeia firmam acordo comercial negociado há 25 anos

Negociações de livre comércio somam 750 milhões de pessoas

Em 2023, a cada R$ 1 bilhão exportado para o bloco europeu, foram criados 21,7 mil empregos, superando mercados como o chinês

Em coletiva de imprensa em Montevidéu, no Uruguai, os chefes de Estado do Mercosul e a representante da União Europeia (UE) anunciaram, nesta sexta-feira (6), que foi firmado o acordo de livre comércio para redução das tarifas de exportação entre os países que compõe esses mercados. As negociações se arrastavam há 25 anos. Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente argentino, Javier Milei, do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, e do Paraguai, Santiago Peña, foi anunciado que as negociações foram concluídas para regras de livre comércio países que somam mais de 750 milhões de pessoas.

A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a medida marca o início de uma nova história. “Agora estou ansiosa para discutir isso com os países da União Europeia. Este acordo funcionará para pessoas e empresas. Mais empregos. Mais escolhas. Prosperidade compartilhada”, destacou a representante europeia. O acordo é resultado de um longo processo de negociação iniciado em 1999. Após avanços significativos ao longo dos anos, as negociações foram concluídas preliminarmente em 2019. No entanto, a ratificação e implementação do acordo ficaram paralisadas devido a preocupações levantadas por ambas as partes, principalmente relacionadas a questões ambientais e de sustentabilidade. Em 2023, as negociações foram reabertas com o objetivo de abordar essas preocupações e buscar um consenso equilibrado.

O acordo representa uma resposta efetiva ao desafio de agregar mais valor à pauta comercial brasileira em paralelo a uma política de modernização e evolução industrial do país. Ao estabelecer uma das maiores áreas de integração econômica do mundo, abrangendo um mercado de mais de 750 milhões de consumidores, com participação de 17% da economia global e 30% das exportações mundiais de bens, o acordo criará bases para integrar a economia brasileira a cadeias de valor de forma mais robusta e competitiva. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo traz como potenciais benefícios a diversificação das exportações, a ampliação da base de parceiros comerciais e o fortalecimento da competitividade do Brasil em nível global. Negociado com foco em princípios de equilíbrio e sustentabilidade, o acordo tem potencial de impulsionar a produtividade e ampliar a integração internacional da indústria brasileira, promovendo ganhos econômicos e sociais de longo prazo.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca que o acordo é um marco estratégico para o Brasil, por conectar a economia brasileira a um dos principais blocos econômicos do mundo, criando oportunidades para agregar valor à pauta exportadora e fortalecer a indústria do país contribuindo para um crescimento econômico. “Além de diversificar nossas exportações e ampliar a base de parceiros comerciais, elevando o acesso preferencial brasileiro ao mercado mundial de 8% para 37%, o acordo trará uma inserção internacional alinhada com a agenda de crescimento inclusivo e sustentável, o que é essencial para garantir ganhos econômicos e sociais de longo prazo, e reforçar a competitividade global do Brasil”, afirma Alban.

O acordo representará um passo importante para reverter o processo de re-primarização das exportações nacionais. Com a abertura do mercado europeu, aproximadamente 97% das exportações industriais brasileiras ao bloco terão tarifa zero assim que o acordo entrar em vigor. Essa medida incentivará a indústria do Brasil a exportar bens de maior valor agregado para um mercado altamente competitivo, com um PIB per capita de US$ 40,8 mil, fortalecendo a presença do país em cadeias globais de valor e promovendo a diversificação da pauta exportadora. Outro impacto relevante está na criação de empregos. Em 2023, a cada R$ 1 bilhão exportado para o bloco europeu, foram criados 21,7 mil empregos, superando mercados como o chinês, que abriu 14,4 mil empregos por bilhão de reais exportado. Para a CNI, o acordo entre Mercosul e União Europeia representa uma oportunidade histórica para reposicionar o Brasil no comércio global, estimulando a produtividade e a competitividade da indústria de maneira sustentável.

Negociações de livre comércio somam 750 milhões de pessoas

Grupo Pereira inaugura Fort Atacadista em Santa Cruz do Sul

Serão abertas quatro unidades da rede no Brasil em um único dia

Além da loja do RS, serão duas em SC e uma em SP, com um investimento total de R$ 250 milhões

O Grupo Pereira abre as portas de sua primeira loja na região central do Rio Grande do Sul. A inauguração será nesta quarta-feira (4), ao lado da abertura de outras três lojas do grupo catarinense no Brasil. Além de Santa Cruz do Sul, serão inauguradas duas lojas Fort Atacadista em Lages e outra em Itajaí, em Santa Catarina, e uma em São Bernardo do Campo (SP). O investimento total, com essas inaugurações, é de R$ 250 milhões, com a criação de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. “Projetamos seguir em expansão estratégia, consolidando as bandeiras do Grupo Pereira em regiões que já atuamos e explorando novos mercados onde enxergamos oportunidades”, diz João Pereira, vice-presidente comercial e de marketing do Grupo Pereira.

A inauguração do Fort Atacadista Santa Cruz do Sul representa o primeiro passo do Grupo Pereira no centro do estado. “A cidade é destaque por sua população de origem alemã, como em boa parte de nossas lojas de Santa Catarina. E possui mais de 130 mil habitantes, um importante mercado consumidor, e um forte polo de desenvolvimento econômico com sua agricultura e sua indústria”, destaca Pereira. Para a unidade de Santa Cruz do Sul, foram gerados 230 empregos. A unidade de Santa Cruz do Sul é a quarta do Fort Atacadista no Rio Grande do Sul, que já está presente com lojas em Canoas, Viamão e Caxias do Sul, além de um Centro de Distribuição em São Leopoldo. Para o próximo ano, estão previstas inaugurações em Gravataí e em Novo Hamburgo e ainda estão nos planos do Grupo Pereira unidades em Porto Alegre e em Erechim. “O Rio Grande do Sul é um dos mercados prioritários para nossa expansão e estamos atentos às oportunidades onde quer que surjam no Estado”, ressalta Pereira.

Serão abertas quatro unidades da rede no Brasil em um único dia

Pix bate novo recorde

Sistema de transferências instantâneas aproxima-se de 240 milhões de transações em um dia

Recorde anterior havia sido registrado no início de setembro

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (29), beneficiado pelo recebimento da primeira parcela do décimo terceiro. Pela primeira vez, a modalidade aproximou-se da marca de 240 milhões de transações em 24 horas. Somente no último dia 29, foram feitas 239,9 milhões de transferências via Pix para usuários finais. O recorde diário anterior tinha sido registrado em 6 de setembro, com 227,4 milhões de movimentações.

“Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para a promoção da inclusão financeira, da inovação e da concorrência na prestação de serviços de pagamentos no Brasil”, informou o BC em comunicado. Em valores, foram movimentados R$ 130 bilhões na última sexta-feira. O montante é o segundo maior da história para um dia, só perdendo para os R$ 119,4 bilhões movimentados em 5 de julho deste ano.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumulou, no fim de novembro, 170,7 milhões de usuários, conforme as estatísticas mensais mais recentes. Desse total, 155,4 milhões eram pessoas físicas; e 15,2 milhões, pessoas jurídicas. Em outubro, segundo os dados consolidados mais recentes, o sistema superou a marca de R$ 2,6 trilhões movimentados.

Com ABR

Sistema de transferências instantâneas aproxima-se de 240 milhões de transações em um dia

Gerdau direciona mais de R$ 50 milhões para reconstrução do Rio Grande do Sul

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Nascida em terras gaúchas, a Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, tem assumido um papel de protagonismo entre os diversos atores que atuam em conjunto para a reconstrução do Rio Grande do Sul, atingido por enchentes em maio deste ano. Nos últimos meses, a companhia destinou R$ 50,95 milhões em uma série de iniciativas sociais e ambientais focadas na recuperação de diferentes municípios gaúchos. Além deste montante, somam-se mais R$ 38 milhões acumulados por meio do Instituto Helda Gerdau – associação sem fins lucrativos criada em 2022 pela família Gerdau Johannpeter – e a Vale, do fundo filantrópico RegeneraRS, para unir recursos do setor privado e atuar na reconstrução do Estado, em alinhamento com órgãos públicos. O fundo está sendo gerido pela Din4mo, entidade especializada em investimentos de impacto, em temas sociais e ambientais, e possui uma governança específica, com conselhos e time técnico, para avaliar projetos alinhados com os temas de Educação, Habitação, Empreendedorismo e Cidades Resilientes. Do volume total captado de R$ 38 milhões, R$10 milhões foram aportados pela Gerdau e outros R$ 20 milhões pela família Gerdau Johannpeter.

“A Gerdau vem atuando ativamente em diversas frentes de apoio ao Rio Grande do Sul, reafirmando seu compromisso de ser parte das soluções aos desafios da sociedade e construindo um novo futuro. São ações que buscam contribuir com projetos emergenciais e estruturantes para que o estado retome o seu protagonismo e força inerentes ao povo gaúcho”, destaca Gustavo Werneck, CEO da Gerdau. “Nossa história centenária foi iniciada há mais de 123 anos em Porto Alegre e permanecemos ao lado dos gaúchos neste momento desafiador”, completa. De acordo com o executivo, para alcançar as diferentes necessidades e vencer desafios no menor tempo possível, a Gerdau direcionou seus recursos em iniciativas nas frentes de infraestrutura, habitação, empreendedorismo, educação, doação assistenciais e colaboradores. “Os projetos e frentes funcionam de maneira independente e encontram-se em diferentes estágios, mas já com resultados muito positivos”.

No âmbito educacional, a companhia atuou diretamente em parceria com a Ambev para a reconstrução da Escola Municipal Liberato Salzano, maior instituição pública de ensino de Porto Alegre. Além disso, outras 13 escolas municipais e estaduais nas cidades de Sapucaia do Sul, Charqueadas e São Jerônimo, foram reformadas. Houve também o apoio a iniciativas para a acelerar a retomada das aulas em todo o estado. Outra importante preocupação da Gerdau no período foi com a habitação. Em parceria com a ONG Gerando Falcões, a companhia criou um fundo destinado a mobilizar recursos financeiros com foco em habitação no Rio Grande do Sul. A Gerdau fez um aporte de R$ 5 milhões, destinado para moradias temporárias. Neste sentido, as entidades lançaram a primeira edição do projeto Favela 3D na região Sul do País. A cidade escolhida para receber o projeto foi Eldorado Sul, município da Região Metropolitana de Porto Alegre que foi o mais atingido pela catástrofe climática no estado, com 100% da área urbana da cidade impactada e 32 mil pessoas dos 39 mil habitantes da cidade afetados fortemente.

Já na frente de infraestrutura, a companhia realizou reformas importantes para o Estado, como a reconstrução de pontes na região da Serra gaúcha e parte do suprimento de água potável na cidade de Sapucaia do Sul, nas primeiras semanas após as enchentes.Por meio da instalação de uma Estação Móvel de Tratamento de Água no terreno da Unidade Riograndense, em parceria com a Corsan (Aegea), foi possível manter por semanas uma vazão de 20 litros de água por segundo ou 1,7 milhão litros por dia para o município.

Colaboradores unidos
Por meio de doações de itens básicos, como alimento, produtos de limpeza, itens de higiene colchões e água potável, a companhia também teve um importante papel no apoio às comunidades afetadas pelas enchentes. Ao todo, foram doadas mais de 60 toneladas de alimentos, mais de 68 mil itens de limpeza e higiene e mais de 50 mil litros de água mineral. Esse apoio também se intensificou por meio de campanhas de doação de recursos financeiros, apoio logístico por meio da G2L e também com o time de colaboradores da companhia, que desempenharam um papel fundamental, auxiliando no recebimento, separação e entrega das doações à população gaúcha. “Hoje, temos quase 3.900 colaboradores no Rio Grande do Sul, e durante este período desafiador, houve uma intensa mobilização, com os nossos colegas assumindo a linha de frente, indo até os outros colegas para entregar cestas básicas e se mobilizaram para atender emocionalmente os parceiros”, destaca o executivo. Apesar dos desafios, a Gerdau reafirmou seu compromisso com a segurança e o bem-estar de seus colaboradores e suas famílias, mantendo um foco constante em soluções que pudessem minimizar os impactos sofridos. “Continuamos unidos nesse esforço, certos de que atravessaremos esse momento juntos”, complementa.

Reforma que transforma
Em meio a uma série de iniciativas, o cuidado com os colaboradores é o ponto fundamental das ações da Gerdau, de acordo com Werneck. A companhia assumiu o compromisso de auxiliar diretamente na recuperação das áreas atingidas, direcionando o programa Reforma Que Transforma, o maior projeto social da história da empresa, voltado justamente para colaboradores atingidos total ou parcialmente pelas enchentes no estado. “Serão 242 famílias de colaboradores e colaboradoras atendidos, sendo que um terço dessas reformas já foram entregues. Também realizamos a doação de itens de linha branca para todos os colaboradores que perderam esses itens nas chuvas”, diz Werneck. “A Gerdau tem acompanhado os colaboradores e colaboradoras que tiveram suas vidas impactadas desde o início das chuvas no estado, prestando assistência médica e psicológica, além da doação de cestas básicas e suporte financeiro”. Além da doação isso, a Gerdau tem oferecido itens essenciais como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, colchões e demais itens às famílias necessitadas, investindo até agora R$ 4,8 milhões nesta iniciativa.

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Alta de importações faz superávit comercial recuar em novembro

Saldo positivo caiu 20% e somou US$ 7 bilhões no mês passado

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 5,5%, puxado pelos combustíveis

A desvalorização de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e o aumento das importações decorrentes da recuperação da economia fizeram o superávit da balança comercial (exportações menos importações) cair em novembro. No mês passado, o país exportou US$ 7 bilhões a mais do que importou, queda de 20% em relação ao mesmo mês de 2023. Apesar do recuo, este foi o segundo melhor resultado para novembro desde o início da série histórica, em 1989. O superávit só perde para novembro do ano passado, quando a balança comercial tinha ficado positiva em US$ 8,7 bilhões.

Com o resultado de novembro, o superávit comercial em 2024 atinge US$ 69,8 bilhões. O montante é 22% inferior ao de janeiro a novembro de 2023, mas é o segundo melhor para o período na série histórica, também só perdendo para o mesmo período do ano passado. Em relação ao resultado mensal, as exportações ficaram estáveis, enquanto as importações dispararam, impulsionada por componentes químicos, medicamentos e bens de capital (bens usados na produção). Em novembro, o Brasil vendeu US$ 28 bilhões para o exterior, alta de 0,4% em relação ao mesmo mês de 2023. As compras do exterior somaram US$ 20,9 bilhões, alta de 9,5%.

Do lado das exportações, a queda no preço internacional do petróleo, do minério de ferro, da soja e do milho foram os principais fatores que provocaram a retração no valor vendido. O preço de alguns produtos, como café, celulose e carnes, subiram no mês passado, compensando a diminuição de preço dos demais produtos. Do lado das importações, as aquisições de motores não elétricos, autopeças, medicamentos, e componentes químicos subiram. A maior alta, no entanto, foi relacionada aos motores e máquinas não elétricos, cujo valor comprado aumentou 31,2% em novembro na comparação com novembro do ano passado. O Brasil importou 12,9% a menos em volume de motores, mas o preço subiu 50,7% na mesma comparação.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 5,5%, puxado pelos combustíveis, pelo petróleo bruto, pelo café e pelas carnes, enquanto os preços caíram 4,7% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 18,8%, mas os preços médios recuaram 6,6%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recuperação da economia.

Com ABR

Saldo positivo caiu 20% e somou US$ 7 bilhões no mês passado

Energia limpa para construir o futuro

Copel chega aos 70 anos com parque gerador 100% renovável

A jornada sustentável da companhia se intensificou nos últimos anos com a implementação de políticas rigorosas e metas ambiciosas

A Copel comemora 70 anos de história em um momento de transição e renovação. Em 2024, a companhia alcançou a descarbonização de 100% de sua matriz elétrica. Trata-se de uma meta corporativa prevista para 2025 que foi antecipada em um ano. Desde então, toda a energia produzida pela empresa provém de fontes limpas, como hidrelétricas, solar e eólica. “Ao consolidar o seu compromisso com os princípios ESG, a Copel fortalece o protagonismo como líder de desenvolvimento sustentável do Paraná e do Brasil”, destaca o presidente da empresa, Daniel Slaviero.

A jornada sustentável da companhia se intensificou nos últimos anos com a implementação de políticas rigorosas e metas ambiciosas, voltadas para práticas éticas, proteção ambiental, inclusão social e inovação em energia renovável. “Os ganhos em eficiência operacional devem caminhar lado a lado com a redução de emissões de gases de efeito estufa, pois faz parte dos planos da Copel estar na ponta em sustentabilidade no setor elétrico”, acrescenta Slaviero.

“A Copel reforça seu compromisso com a inovação sustentável ao fornecer ao Sistema Interligado Nacional, em 2024, energia proveniente exclusivamente de fontes renováveis, antecipando uma meta essencial para reduzir impactos climáticos. É um avanço em sua trajetória com uma visão clara de tornar-se referência em sustentabilidade, impulsionando soluções de energia limpa e atingindo uma posição de destaque no setor elétrico internacional”, enfatiza o diretor de Governança, Risco e Compliance da Copel, Vicente Loiácono Neto.

Precursora em sustentabilidade
A Copel destacou-se como pioneira em sustentabilidade ao construir grandes usinas hidrelétricas, hoje fundamentais para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A jornada começou nos anos 1960, com a usina Chopim I, no sudoeste do Paraná. Entre as décadas de 1970 e 1990, a companhia construiu as suas três maiores hidrelétricas, que impulsionaram o desenvolvimento do estado com energia limpa. Foz do Areia é a maior delas, com 1.676 megawatts (MW) de potência instalada. Na usina de Salto Segredo (1.260 MW), a Copel elaborou o primeiro estudo de impacto ambiental do setor elétrico (EIA/RIMA), em 1986. Hoje, a Copel possui 6,5 GW de capacidade instalada e três usinas entres as maiores do Brasil.

Em 1999, a companhia também esteve na vanguarda ao iniciar estudos sobre a viabilidade da energia eólica no Brasil, tornando-se uma das primeiras empresas a empregar a força dos ventos como fonte energética, em Palmas, no sul do Paraná. Focada na geração de energia limpa, em outubro de 2023 a Copel protocolou junto ao Ministério de Minas e Energia uma solicitação para devolver a concessão da Usina Termelétrica Figueira à União. A unidade, movida a carvão mineral, já estava “hibernada”. Em 2024, a Copel concluiu o desinvestimento da Usina Termelétrica a Gás de Araucária (UEGA), quando vendeu a totalidade das suas ações.

Ao deixar no passado a geração térmica, a Copel mira o futuro. A empresa passou a investir em mais projetos voltados à geração de energia a partir dos raios solares. Em 2021, colocou em operação a Usina Solar Fotovoltaica Bandeirantes, construída no norte do Paraná, com potência instalada de 5,36 MWp (megawatt-pico, unidade de medida da potência máxima de uma fonte de energia). : Já entre 2023 e 2024, a Copel colocou em operação as usinas solares Sarandi, Segredo e Santo Antônio da Platina, que, juntas, totalizam 14,2 MWp de potência instalada. Somadas, as quatro têm capacidade para atender a cerca 6 mil unidades consumidoras.

Em fevereiro deste ano, a companhia produziu, em fase de testes, as primeiras moléculas de hidrogênio renovável, combustível fonte de energia limpa. A iniciativa é fruto do programa corporativo de inovação aberta Copel Volt e está alinhada à estratégia ESG da Copel, que selecionou startups para criar soluções aos cenários de transição energética.

O compromisso com o clima consolidou-se ainda mais em 2011, com a aprovação da Agenda Copel de Mudanças Climáticas, fortalecido em 2016 com a adoção de uma Política Corporativa voltada para o clima. No mesmo ano, a Copel aderiu aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, renovando seu compromisso com o Pacto Global, do qual foi a primeira signatária no setor elétrico brasileiro, em 2000.

Além disso, a Copel instalou até hoje mais de 1 milhão de medidores inteligentes em 105 municípios do Paraná com o programa Rede Elétrica Inteligente. Com medidores remotos, que dispensam deslocamentos, foi evitada a emissão de 305 toneladas de CO2e.

Copel chega aos 70 anos com parque gerador 100% renovável

Brasil ocupa 44º lugar em índice global de acesso e uso de tecnologias

Depois de salto de 15 posições entre 2019 e 2023, país manteve colocação este ano

Há um esforço do setor privado e público em todo o mundo para uma economia digital global que ainda não está completamente traçada

O Brasil ocupa a 44ª posição globalmente e a terceira nas Américas no Índice de Prontidão Digital 2024 (NRI, na sigla em inglês), que avalia 133 economias com 54 indicadores de uso e acesso a tecnologias da informação e comunicação (TICs). O país apresenta desenvolvimento digital moderado, com resultados consistentes nos quatro pilares: tecnologia, pessoas, governança e impacto. Pelo terceiro ano consecutivo, Estados Unidos lideram, seguidos por Singapura e Finlândia. O índice foi publicado pelo Portulans Institute e pela Saïd Business School da Universidade de Oxford em parceria com a Confederação Nacional da Indstria (CNI) e a Amazon Web Services (AWS). Entre os destaques do top 10, estão a Suécia, que subiu para o 4º lugar; a Coreia do Sul, que avançou para o 5º; e o Reino Unido, que chegou a 8º. Países Baixos, Suíça, Alemanha e Dinamarca completam a lista dos dez primeiros.

Em 2019, quando o ranking avaliou 121 economias e 62 indicadores, o Brasil esteve no 59º lugar. De lá para cá, subiu 15 posições. Em 2024, repetiu o 44º lugar geral, mesmo desempenho do ano anterior. A edição mais recente mostra boas avaliações do Brasil no pilar pessoas (49º), no qual os subpilares de adoção de tecnologias por governos (47º) e negócios (37º) se equilibram com a adoção por indivíduos (83º). Dos 54 indicadores, a economia brasileira é destaque em escala de mercado doméstico (8º) e E-participação (11º), além de serviços online do governo (14º). Por outro lado, apresenta dificuldades em promoção de tecnologias emergentes pelo governo (82º) e em habilidades em TIC no sistema educacional (106º). O índice evidencia ainda desafios de qualidade regulatória (84º) e acesso à infraestrutura digital (57º), sendo um indicador preocupante a cobertura da população com menos rede móvel 3G (102º). A área de inclusão digital (21º) é promissora, acompanhando os esforços de redução do gap de gênero no uso de internet (8º), assim como do uso de pagamento digital na zona rural (25º).

Ranking é dominado por europeus
Os melhores desempenhos no índice continuam sendo de economias avançadas da Europa, Américas, Ásia e Pacífico. Entre os 25 primeiros países, a Europa tem 17 representantes, predominantemente das regiões ocidental e escandinava. O Leste e Sudeste Asiático contribuem com quatro economias: Singapura, Coreia do Sul, China e Japão. A Oceania é representada pela Austrália e Nova Zelândia, e a América do Norte tem os EUA e Canadá. Em termos de distribuição de renda, dos países analisados, 52 são de alta renda, 36 de renda média alta, 32 de renda média baixa e 13 de baixa renda. Assim como o Brasil nas Américas, economias de renda média e baixa, como China, Ucrânia, Vietnã e Quênia, alcançaram pontuações que superam as tendências considerando o PIB per capita.

A China, notavelmente, subiu no ranking, conquistando a 17ª posição e permanecendo a única economia de renda média no Top-20. Na África e na região Ásia-Pacífico, Ruanda e Quirguistão se destacam. Bruno Lanvin, coeditor do NRI, afirma que “dados não são o novo petróleo, mas sim o novo ar”. Segundo ele, há um esforço do setor privado e público em todo o mundo para uma economia digital global que ainda não está completamente traçada e nem devidamente governada: “Em um contexto tão fluido, ferramentas como o Índice de Prontidão para Redes, que fornecem métricas definitivas, serão uma condição necessária para tomar as decisões corretas.” Para Jeffrey B. Kratz, vice-presidente de vendas para o setor público global da AWS, construir um amanhã digital exige não apenas avanços tecnológicos, mas também uma visão compartilhada e um compromisso com a colaboração global. “Ao continuar a investir nessas parcerias e fomentar um ecossistema global de inovação, podemos garantir que os benefícios da transformação digital sejam realizados por todos, criando um mundo mais conectado, eficiente e equitativo”, defende.

Pela terceira vez no topo do ranking, os EUA têm como principal força o pilar tecnologia (1º lugar), especificamente os indicadores de acesso à internet nas escolas, publicações científicas em Inteligência Artificial, investimentos em tecnologias emergentes e gastos com software. Por outro lado, o país pode melhorar em impacto (11º lugar), nos subpilares de contribuição para os ODS (29º) e qualidade de vida (73º). Ao todo, 22 países do continente americano estão no NRI. Além dos EUA e do Brasil, aparecem mais bem colocados o Canadá, na 11ª posição, e Costa Rica, Uruguai e Chile com, respectivamente, as 52ª, 53ª e 54ª posições. Peru (83º) e Jamaica (93º) tiveram as maiores quedas no ranking, refletindo mudanças de desempenho, ajustes no modelo, dados faltantes e o desempenho relativo de outras economias.

Sobre o NRI
Um dos principais índices globais sobre a aplicação e o impacto das TIC nas economias ao redor do mundo, o NRI foi lançado inicialmente em 2002 pelo Fórum Econmico Mundial. Em 2019, o ranking foi redesenhado por seus fundadores e coeditores, Soumitra Dutta e Bruno Lanvin, para refletir como a tecnologia e as pessoas precisam ser integradas dentro de uma estrutura de governança eficaz, a fim de ter o impacto adequado em nossa economia, sociedade e meio ambiente. A publicação de 2024 é a sexta edição do novo modelo. O Portulans Institute foi fundado em 2019 por Soumitra Dutta e Bruno Lanvin, como um instituto de pesquisa e educação independente, sem fins lucrativos e apartidário, com sede em Washington DC. Suas áreas de especialização incluem competitividade tecnológica, prontidão para inovação e talentos globais. A Saïd Business School da Universidade de Oxford é uma escola de negócios vibrante e inovadora, inserida em uma universidade de 900 anos de idade, uma das líderes mundiais. Com programas e ideias de impacto global, ela educa líderes, agentes de mudança e inovadores em todos os setores e indústrias.

Depois de salto de 15 posições entre 2019 e 2023, país manteve colocação este ano

ABF levará projeto de residencial sênior de alto padrão para SC

Expansão no mercado nacional começará no próximo ano

Em parceria com grupos de saúde, a construtora possui três empreendimentos nesse formato em Porto Alegre

Sucesso de vendas nos três primeiros lançamentos em Porto Alegre, a Linha Magno Premier Sênior Living da ABF Developments começará um projeto de expansão para o mercado nacional em 2025. O primeiro estado cogitado para receber o projeto é Santa Catarina, onde a construtora e incorporadora gaúcha está analisando terrenos. O empreendimento será desenvolvido em parceria com um grupo de saúde, que ficará responsável pela assistência e cuidado aos moradores do edifício.

Lançado em 2020 pela ABF, o primeiro residencial sênior de luxo com serviços de saúde do Brasil está em operação desde abril deste ano no bairro Três Figueiras. O atendimento em saúde é fornecido pelo Grupo São Pietro. O segundo empreendimento da linha está sendo construído no bairro Moinhos de Vento, com previsão de entrega para o segundo semestre de 2026. Já o Magno Menino Deus, apresentado em abril, teve as obras iniciadas em setembro e tem conclusão estimada para 2027.

O montante total do Valor Geral de Vendas (VGV) dos três edifícios é de R$ 248 milhões, sendo que todos tiveram 70% das unidades comercializadas em até 90 dias após os lançamentos. Segundo o CEO da ABF, Eduardo Fonseca, responsável pela criação do conceito da linha Magno, a resposta do mercado foi positiva, pois os empreendimentos buscam oferecer um novo estilo de moradia para o público 60+. “Nosso objetivo é disponibilizar um cuidado personalizado para essa população. Pensamos em todos os aspectos, da arquitetura à assistência em saúde, incluindo atividades voltadas para a socialização e conexão com a natureza. Nosso plano de negócio sempre foi a expansão para o resto do Brasil, por acreditarmos na categoria do empreendimento e no produto. Santa Catarina é o primeiro passo”, explica Fonseca.

2024: o melhor ano da ABF Developments
Além da entrega do Magno Três Figueiras e o lançamento do Magno Menino Deus, a ABF apresentou seu primeiro projeto no Centro Histórico de Porto Alegre, o CAIZ Downtown Sunset, no final de outubro. Em cerca de um mês, já foram vendidas 250 das 340 unidades do edifício, que será erguido a 100m da Usina do Gasômetro. “2024 foi o melhor ano da história da ABF. Lançamos R$ 250 milhões em VGV e tivemos um faturamento de R$ 300 milhões. Mesmo com a enchente, conseguimos liquidar unidades restantes de alguns empreendimentos, tivemos 100% de venda do Magno Menino Deus e estamos nos encaminhando para finalizar a comercialização do CAIZ até o final de dezembro”, destaca o CEO. Para 2025, também está prevista a expansão da atuação da incorporadora no Centro Histórico de Porto Alegre, a entrega do 4D Complex no Quarto Distrito, que terá um boulevard ligando o bairro ao Moinhos de Vento, um food hall sob a gestão do Grupo Press e um residencial com vista para o Guaíba.

Expansão no mercado nacional começará no próximo ano

BNDES aprova R$ 141 milhões de giro emergencial para as Lojas Lebes

Empresa assumiu compromisso de manter o número de empregados

A rede solicitou apoio para 22 unidades afetadas pelas enchentes do Rio Grande do Sul

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 141 milhões na modalidade de capital de giro para apoiar a necessidade de liquidez das Lojas Lebes, afetada pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Viabilizado pelo Programa BNDES Emergencial para o RS, o apoio busca contribuir para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e retomada das atividades econômicas da varejista gaúcha. A empresa solicitou apoio para 22 unidades afetadas pelas enchentes do Rio Grande do Sul, em abril e maio deste ano, distribuídas em 17 municípios. Essas unidades responderam por 13,9% do faturamento do Grupo Lebes em 2023.

O crédito do BNDES contribuirá para a mitigação dos efeitos da crise climática na operação das Lojas Lebes, permitindo a continuidade dos negócios nos municípios das unidades apoiadas. Com as chuvas, as filiais e a matriz da companhia chegaram a ficar fechadas por mais de 30 dias e foram perdidos diversos produtos em estoque. Pelo contrato de financiamento, a companhia assume o compromisso de manter o número de empregados nos municípios das 22 unidades beneficiadas pelo crédito do BNDES.

Fundada em 1956, hoje a empresa conta com 350 lojas, das quais 298 estão localizadas no estado do Rio Grande do Sul, 51 em Santa Catarina e uma no Paraná. Está presente em cerca de 307 municípios da região Sul, dos quais 255 situados no Rio Grande do Sul. Mais da metade dos municípios gaúchos contam com, ao menos uma, loja, com um alcance superior a 85% da população local.

Empresa assumiu compromisso de manter o número de empregados

Claro lança Flagship Store em Curitiba

Operadora exibe ambientes interconectados com atendimento mais dinâmico e tecnológico

Com projeto do Gad, a loja foi desenvolvida com base em premissas de sustentabilidade e inteligência operacional que permitem uma implantação ágil e simples

A operadora Claro inaugurou uma nova loja no ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, com espaço de atendimento preparado para aproximar mais os consumidores da marca. A loja reproduz alguns ambientes de casa conectada. O cliente pode contar com o autoatendimento para retirar sua segunda via de fatura ou com o atendimento express para atividades simples, como a compra de acessórios, otimizando seu tempo. Há amplas áreas de degustação de aparelhos, espaço para workshop e área gamer, além do espaço Claro Multi, que demonstra as diversas soluções convergentes da Claro, como Claro tv+ com alexa integrada, que comanda experiências de casa conectada, além de produtos como o Wi-Fi Mesh, que amplia o sinal da banda larga por todos os cantos da casa. O cliente ainda tem acesso a espaço pet friendly e ambiente de espera.

“Os clientes poderão experimentar, na prática, o que é ter uma vida mais conectada, seja com a banda larga ou com 5G+ da Claro, o mais rápido do Brasil. E, com um hub de conteúdo mais completo do mercado, a Claro oferece as soluções para tornar a vida dos nossos clientes mais produtiva e divertida. Por exemplo, os curitibanos vão conhecer e se divertir com o novo serviço Claro gaming GeForce NOW powered by ABYA, que traz uma biblioteca de mais de 1.900 títulos, incluindo 130 gratuitos”, afirma Marcelo Repetto, diretor regional da Claro para a região Sul.

Com projeto do Gad, a loja foi desenvolvida com base em premissas de sustentabilidade e inteligência operacional que permitem uma implantação ágil e simples, embasada em conceitos de modularidade, escalabilidade e flexibilidade. A nova loja ainda conta com assistentes tecnológicos, colaboradores geeks, que ficam à disposição dos clientes para auxiliar e demonstrar as soluções e inovações oferecidas pela Claro. No Paraná, a Claro tem mais de 4,2 milhões de conexões ativas, entre telefonia móvel, fixa, internet e TV por assinatura. Atende 98% da população do estado com a rede móvel e está presente em 40 municípios com banda larga fixa. Em Curitiba, a Claro é líder nos serviços residenciais com 29,4% do mercado de Banda Larga e 75,9% de TV por assinatura.

Operadora exibe ambientes interconectados com atendimento mais dinâmico e tecnológico

CMPC entrega projeto de sustentabilidade BioCMPC

Solenidade marcou ação de R$ 2,75 bilhões focada no meio ambiente

Leite, Alckmin e demais autoridades realizaram o ato de desligamento simbólico da caldeira à carvão da unidade

O governador Eduardo Leite recepcionou, nesta segunda-feira (2), na unidade Guaíba da CMPC, o vice-presidente Geraldo Alckmin para a solenidade de entrega oficial do BioCMPC pela empresa. Considerada a maior ação privada de sustentabilidade da história do Rio Grande do Sul, o projeto contempla 31 iniciativas de controle e gestão ambiental, além de ações de modernização operacional da indústria de celulose. Ao todo, o investimento da CMPC é de R$ 2,7 bilhões. As autoridades foram recepcionadas pelo presidente do conselho das Empresas CMPC, Luis Felipe Gazitúa, pelo CEO do grupo, Francisco Ruiz-Tagle, e pelo diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda.

“O BioCMPC foi um projeto ao qual dedicamos muitos esforços e muito carinho. Graças aos nossos incansáveis colaboradores, conseguimos finalizar um projeto que é uma referência em sustentabilidade e consolida a unidade de Guaíba como uma das mais sustentáveis do Brasil”, celebrou Gazitúa. Durante o evento, Leite, Alckmin e as demais autoridades realizaram o ato de desligamento simbólico da caldeira à carvão da unidade, que representa etapa importante da conclusão do BioCMPC e uma redução de 60% no volume de emissões de gases de efeito estufa.

“O projeto não só trouxe modernização e eficiência operacional para a fábrica como também nos permitiu devolver ao povo gaúcho a maravilhosa acolhida que tivemos, gerando valor compartilhado para a comunidade em que estamos inseridos. Por esse prisma, buscamos fazer a diferença, de forma que os recursos que investimos pudessem permanecer no bairro, na cidade e no Estado do Rio Grande do Sul. O BioCMPC representa tudo isso”, concluiu Ruiz-Tagle.

Ao longo da solenidade, também foram mencionados os futuros investimentos da companhia no Estado, em especial o Projeto Natureza CMPC. Em abril deste ano, foram anunciados R$ 24 bilhões, valor que representa o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul. Em agosto, foi constituído o Comitê de Governança do Projeto Natureza, com reunião mensais, para garantir a sinergia entre o governo e as equipes da empresa, com objetivo de assegurar o cumprimento das exigências para uma ação desse porte e a eliminação de gargalos de infraestrutura rodoviária e portuária. Na solenidade, Alckmin prometeu o empenho do governo federal para destravar a renovação da delegação do terreno da União ao Estado no Porto de Rio Grande, o que permitirá ao governo gaúcho dar andamento na concessão à CMPC, para que a empresa possa avançar na implantação do Projeto Natureza.

A CMPC é a 14ª maior empresa da região e também a quarta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Solenidade marcou ação de R$ 2,75 bilhões focada no meio ambiente

Projeto que autoriza desestatização da Celepar é aprovado

Governo do Paraná sancionou a lei logo que a recebeu 

Deputados aprovaram mudanças no projeto original

A autorização para a desestatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Paraná (Celepar) foi aprovada na Assembleia Legislativa do Paraná. A proposta do governo tramitou nesta quarta-feira (13) em sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em três sessões plenárias – uma ordinária, uma extra e outra antecipada de segunda-feira (18). O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou a lei logo após tê-la recebido no Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense.

A CCJ aprovou emendas ao projeto. Uma das mudanças determina que será fixado o número de membros do conselho a ser instituído pela legislação que deverá ter notório conhecimento na área de atuação das atividades. Já a segunda alteração, segundo a justificativa, aperfeiçoa a redação do projeto criando a obrigatoriedade da oferta de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para os funcionários da Celepar.

Segundo o governo, a desestatização da Celepar tem como objetivo proporcionar maior dinamismo à gestão do órgão, impulsionando a inovação e a criação de empregos qualificados. De acordo com o projeto de lei, a mudança na administração da empresa trará benefícios à eficiência dos serviços prestados, sem comprometer a proteção dos dados dos cidadãos paranaenses. O projeto prevê alterações no estatuto da companhia, assegurando que a sede da Celepar permanecerá no Paraná. Além disso, fica garantido que as infraestruturas físicas de armazenamento e processamento de dados existentes na data da publicação da nova lei deverão permanecer no Estado por, no mínimo, dez anos. O governo paranaense explica que assim deterá uma ação preferencial de classe especial que lhe conferirá alguns direitos específicos.

O governo estadual enfatiza que a desestatização não afetará a política de proteção de dados dos cidadãos. As informações pessoais, diz o governo, continuarão sob a proteção da legislação vigente, especialmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que assegura que os dados pessoais são de propriedade dos cidadãos. Assim, dados sensíveis como histórico médico, notas escolares, infrações de trânsito e informações fiscais continuarão protegidos, tanto pela empresa quanto pela legislação aplicável. Outro ponto da proposta é a criação do Conselho Estadual de Governança Digital e Segurança da Informação, que terá a responsabilidade de coordenar e implementar políticas, diretrizes e normas relacionadas à governança da tecnologia da informação e comunicação no Paraná.

Governo do Paraná sancionou a lei logo que a recebeu