Archives Dezembro 2024

Receita paga hoje lote da malha fina do Imposto de Renda

Cerca de 144 mil contribuintes receberão R$ 448,96 milhões

Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, neste ano, os contribuintes gaúchos foram incluídos na lista de prioridades

Aproximadamente 144 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertarão as contas nesta segunda-feira (30). A Receita Federal pagará o lote da malha fina de dezembro. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores. Ao todo, 144.225 contribuintes receberão R$ 448,96 milhões. Desse total, R$ 290,87 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso. Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, neste ano, os contribuintes gaúchos foram incluídos na lista de prioridades.

Em relação à lista de prioridades, a maior parte – 64.089 contribuintes – informou a chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) na declaração do Imposto de Renda ou usou a declaração pré-preenchida. Desde o ano passado, a informação da chave Pix dá prioridade no recebimento. Em segundo, há 27.264 contribuintes entre 60 e 79 anos. Em terceiro, aparecem 7.435 contribuintes residentes no Rio Grande do Sul. Em quarto, estão 5.997 pessoas cuja maior fonte de renda é o magistério. Os demais contribuintes prioritários são 5.617 idosos acima de 80 anos e 2.697 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. A lista é concluída com 31.126 contribuintes que não informaram a chave PIX e não se encaixam em nenhuma das categorias de prioridades legais.

Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se houver pendência, a pessoa pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração – como no caso de conta desativada – os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, a pessoa deve acessar o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Com ABR

Cerca de 144 mil contribuintes receberão R$ 448,96 milhões

Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, morre aos 100 anos

Carter serviu na Casa Branca de janeiro de 1977 a janeiro de 1981

Em 2002, Carter recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação na busca por soluções pacíficas para conflitos

Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, morreu neste domingo, aos 100 anos, em sua casa na Geórgia, segundo informou o Carter Center. Presidente pelo Partido Democrata entre janeiro de 1977 e janeiro de 1981, Carter viveu mais do que qualquer outro ex-presidente na história dos Estados Unidos. Ele foi eleito em 1976 ao derrotar o então presidente republicano Gerald Ford, tornando-se o 39º presidente do país. Porém, após um único mandato difícil, foi derrotado de maneira contundente pelo republicano Ronald Reagan em 1980. 

Um fazendeiro que se tornou líder mundial, Carter enfrentou desafios como uma economia instável e a crise dos reféns no Irã, mas também deixou um legado ao intermediar a paz entre Israel e Egito. Embora tenha deixado a presidncia com baixa aprovação, dedicou-se por décadas a causas humanitárias. Em 2002, recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação na busca por soluções pacíficas para conflitos, na defesa da democracia e dos direitos humanos e na promoção do desenvolvimento social e econômico. Nos últimos anos, Carter enfrentou problemas de saúde, incluindo um melanoma com metástase. Em fevereiro de 2023, optou por cuidados paliativos. 

Carter serviu na Casa Branca de janeiro de 1977 a janeiro de 1981

Fundo de R$ 6,5 bi para recuperar infraestrutura do RS é oficializado

Anúncio foi feito na sexta-feira (27)

A maior parte dos recursos, R$ 2,5 bilhões, será aplicada nas intervenções dos diques, além de bacias de amortecimento e na recuperação ou no reforço de casas de bombas nos municípios de Porto Alegre e Alvorada

Três dias depois da edição de um crédito extraordinário para áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o governo oficializou a criação de um fundo de R$ 6,5 bilhões para recuperar a infraestrutura do estado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27). Com o nome oficial de Fundo de Apoio à Requalificação e Recuperação de Infraestruturas devido a Eventos Climáticos Extremos, o fundo recebeu recursos do Ministério das Cidades, abertos por meio de crédito extraordinário da Medida Provisória (MP) 1.282, publicada na última terça-feira (24). 

A maior parte dos recursos, R$ 2,5 bilhões, será aplicada nas intervenções dos diques, além de bacias de amortecimento e na recuperação ou no reforço de casas de bombas nos municípios de Porto Alegre e Alvorada (Arroio Feijó). O fundo também prevê o investimento de R$ 1,9 bilhão nas obras em diques na região da Bacia do Rio dos Sinos, que beneficiarão as cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Rolante, Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Igrejinha e Três Coroas.  

O fundo também destina R$ 450 milhões em intervenções na Bacia do Gravataí, R$ 531 milhões em Eldorado do Sul, R$ 502 milhões na Região Metropolitana de Porto Alegre, R$ 69,3 milhões em São Leopoldo e R$ 14,5 milhões para os municípios da Bacia do Caí: Montenegro, São Sebastião do Caí, Harmonia e Pareci Novo, entre outros. Também estão previstos R$ 533,2 milhões para atividades acessórias e complementares aos projetos citados acima e outros custos.

Na primeira semana de dezembro, a MP 1.278 autorizou a criação do fundo, destinando os recursos reembolsáveis ou não-reembolsáveis para recuperação de estruturas atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. No último dia 13, a Casa Civil aprovou uma resolução com o Plano de Aplicação de Recursos, com os projetos a serem apoiados pelo fundo. Segundo o Palácio do Planalto, muitos desses projetos estão finalizados ou em estágio final de licitação dos executores das obras. Com prazo de execução até 15 de dezembro de 2031, o plano pode ser prorrogado. Na véspera do Natal, a MP 1.282 destinou os R$ 6,5 bilhões para o Ministério das Cidades fazer o aporte ao fundo. Por se tratar de crédito extraordinário, o dinheiro que está fora do limite de gastos do arcabouço fiscal e não é considerado na apuração da meta de resultado primário do governo.

Medidas provisórias destinam R$ 525,71 milhões para o estado

Dois dias após o anúncio do Fundo de Apoio à Requalificação e Recuperação de Infraestruturas devido a Eventos Climáticos Extremos, o governo editou neste domingo (29) duas medidas provisórias com crédito extraordinário de R$ 525,71 milhões para o estado. O dinheiro será usado na reconstrução de infraestruturas afetadas pelas enchentes de abril a junho deste ano e para políticas de apoio social às famílias atingidas pela tragédia climática. Em nota, o Palácio do Planalto informou que o crédito extraordinário foi justificado diante da urgência e relevância da continuidade do atendimento às consequências dos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul. O comunicado ressaltou que as enchentes no estado provocaram prejuízos sem precedentes, prejudicando de forma intensa e inesperada a população e as atividades econômicas.

Fora dos limites de gastos do arcabouço fiscal, por se tratar de crédito extraordinário, o dinheiro beneficiará cinco ministérios: Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic); Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR); Cidades; e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). As medidas provisórias foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

Com ABR

Anúncio foi feito na sexta-feira (27)

Governo sanciona regra que limita aumento do salário mínimo

Expectativa é que lei gere economia de R$ 15,3 bilhões nos próximos cinco anos

Com o novo teto, a parcela do crescimento do PIB estará limitada a 2,5%, levando salário mínimo ao novo valor de R$ 1.518

Foi sancionada a lei que limita o reajuste do salário mínimo a 2,5% acima da inflação de 2025 a 2030. A medida faz parte do pacote de corte de gastos obrigatórios, proposto pelo governo federal e aprovado pelo Congresso Nacional há cerca de dez dias. Com a nova regra, o piso salarial para 2025 deve ficar em R$ 1.518, com aumento de R$ 106 em relação aos R$ 1.412 do salário mínimo atual. O valor só será oficializado nos próximos dias, por meio de decreto presidencial a ser editado. A nova regra de reajuste tem como objetivo adequar o crescimento do salário mínimo aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. Dessa forma, o salário mínimo crescerá de 0,6% a 2,5% ao ano acima da inflação. A política atual de reajuste continua valendo. Desde 2023, o salário mínimo é corrigido pela soma da inflação medida pelo ndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro, e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. A diferença é que haverá um teto de reajuste em 2,5% acima da inflação.

Aprovada pelo Congresso no último dia do ano legislativo, a expectativa é que a lei do salário mínimo gere economia de R$ 15,3 bilhões nos próximos cinco anos. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias, cada R$ 1 de aumento do salário mínimo eleva os gastos em R$ 392 milhões, principalmente por causa da Previdência Social e dos benefícios vinculados ao mínimo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Pela regra anterior, o salário mínimo para 2025 ficaria em torno de R$ 1.528. Isso equivale à inflação pelo INPC de 4,84% nos 12 meses terminados em novembro, mais o crescimento de 3,2% do PIB em 2023. Com o novo teto, a parcela do crescimento do PIB estará limitada a 2,5%, levando ao novo valor de R$ 1.518. O novo salário só começará a ser pago no fim de janeiro ou início de fevereiro, referente aos dias trabalhados em janeiro de 2025.

Expectativa é que lei gere economia de R$ 15,3 bilhões nos próximos cinco anos

Tubarão passa a contar com centro de inovação

Sigma Tech Park recebeu investimento de R$ 11 milhões

O empreendimento físico do Sigma Tech Park é o segundo inaugurado pelo governo estadual em 2024

Para transformar o cenário da inovação na região Sul catarinense, o governo estadual inaugurou a estrutura física do Sigma Tech Park, centro de inovação de Tubarão, vinculado à Rede Catarinense de Centros de Inovação. O espaço atuará como um catalisador para o empreendedorismo inovador e o desenvolvimento do setor na região, além de servir como uma ponte para a promoção da conexão e da cultura inovadora.

O Sigma Tech Park é um dos 15 centros que compõem a Rede Catarinense de Centros de Inovação, iniciativa vinculada à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Em um processo de integração entre setores econômicos tradicionais e os de inovação e tecnologia, espaços como este se tornam ferramentas cruciais para o desenvolvimento de ideias transformadoras, que agregarão valor aos produtos e serviços catarinenses. Este novo centro de inovação fortalece o ecossistema de inovação estadual e possibilitará o aprimoramento do setor em todas as regiões de Santa Catarina, respeitando as vocações industriais e produtivas de cada uma”, destacou o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett.

A obra, que recebeu um investimento de R$ 11 milhões, foi realizada pelo governo catarinense em parceria com a prefeitura de Tubarão. O complexo será administrado pelo Instituto Rota Sul de Ciência e Tecnologia. O empreendedorismo tecnológico e inovador tem experimentado um crescimento significativo nos últimos anos, especialmente em Santa Catarina. No comparativo entre 2022 e 2023, a representatividade do setor no PIB estadual aumentou em 1%, alcançando 7,5%. As empresas de inovação e tecnologia em Santa Catarina geram atualmente 86 mil empregos diretos e faturam R$ 36 bilhões por ano.

Além de fortalecer a Rede Catarinense de Centros de Inovação, que já conta com 12 espaços como este, o Sigma Tech Park será um ponto de encontro e de colaboração entre os quatro pilares da inovação (governo, setor privado, sociedade civil e universidades). A expectativa é que, até 2026, Santa Catarina conte com 21 centros de inovação conectados à rede catarinense. O empreendimento físico do Sigma Tech Park é o segundo inaugurado pelo governo estadual em 2024. Em abril, o CRIO, centro de inovação de Criciúma, iniciou suas operações.

Sigma Tech Park recebeu investimento de R$ 11 milhões

Para e repara

Como em um museu, há que se direcionar o olhar do consumidor

As pessoas veem o que querem ou o que conseguem ver. O que exige, tanto em Museologia quanto em Marketing, alguns esforços para direcionar o olhar alheio para aquilo que instituições culturais e empresas querem que ele enxergue

O que aborrece curadores de museus de arte: hordas barulhentas? Papeis de bala largados em meio aos corredores? Desrespeito à fila e aos códigos de vestimenta?

Nada disso, segundo o antropólogo Grant McCracken. E sim olhares pouco educados: não enxergar nas obras o que parece óbvio aos especialistas, apegar-se ao que é irrelevante, tratar como único o que é diferente e como diferente aquilo que é único.

Ou seja, tudo o que subverte os cnones artsticos e torna o trabalho de curadoria menos efetivo e recompensador a seus praticantes.

Mas que não deveriam levar a mal. Os sintomas relatados por McCracken nada mais são exemplos do que se sabe há horas: as pessoas veem o que querem ou o que conseguem ver. O que exige, tanto em Museologia quanto em Marketing, alguns esforços para direcionar o olhar alheio para aquilo que instituições culturais e empresas querem que ele enxergue.

Na seara dos negócios, talvez nenhuma medida tenha sido tão “literal” neste sentido quanto o carro que ilustra este post: cada atributo do veículo é destacado por uma seta que o localiza na carroceria. Uma maneira inteligente de transformar um exemplar destinado a test drives em publicidade ambulante.

A sacada permite comunicar, de maneira simples, três tipos de características:

1. aquelas às quais os consumidores nem sempre prestam a atenção, mas que, uma vez destacadas, podem se tornar relevantes (altura em relação ao solo e teto bicolor, por exemplo);

2. aquelas já sabidamente importantes, mas impossíveis de aferir sem uma vistoria mais demorada (potência do motor, sensor de estacionamento, câmera de ré); e

3. novidades com as quais não se está habituado (o sistema que permite entrar no carro sem a chave).

Tenta-se, assim, torná-las representativas daquilo que Raimar Richers (1926-2002) chamava de “tecnologias mercadológicas”: um benefício pelo qual o consumidor se dispõe a pagar. E, claro, um convite para que o potencial cliente visite a revenda mais próxima. Lá, o vendedor saberá aprofundar os detalhes de cada um desses dispositivos, bem como responder a dúvidas pontuais. Inclusive aquelas sobre preço – que, curiosamente, também aparecem nos museus de arte.

Ciceroneando grupos de crianças, um guia ouvido certa vez numa reportagem dizia-se desapontado que as primeiras perguntas sobre as obras expostas não tratassem de cores, imagens ou significados. E sim: “quanto custa esta pintura?”. “Qual o quadro mais caro do museu?”.

Mais um sinal de que existe algo em comum entre lojas e museus.

Como em um museu, há que se direcionar o olhar do consumidor

Prévia da inflação fica em 0,34% em dezembro

Com isso, índice acumulou alta de 4,71% em 2024

A maior variação foi registrada em alimentação e bebidas (1,47%)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 0,34% em dezembro, conforme divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, mesmo sendo 0,28% a menos do que o índice registrado em novembro (0,62%), o IPCA-15 acumulou alta de 4,71% em 2024. Em dezembro de 2023, o índice havia sido de 0,40%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram alta em dezembro. A maior variação foi registrada em alimentação e bebidas (1,47%). Na sequência, vieram os grupos despesas pessoais (1,36%) e transportes (0,46%). O principal impacto negativo foi observado em habitação, com redução de 1,32%. Os demais grupos ficaram entre os recuos de 0,52% de artigos de residência e a alta de 0,34% de vestuário. 


No grupo alimentação e bebidas, contribuíram para o aumento os preços do óleo de soja (com aumento de 9,21%), da alcatra (9,02%), do contrafilé (8,33%) e da carne de porco (8,14%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (com redução de 9,85% no preço), o tomate (com redução de 6,71%) e o leite longa vida (com redução de 2,42%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,57% em novembro para 1,23% em dezembro. Tanto a refeição (1,34%) quanto o lanche (1,26%) tiveram variações superiores às observadas no mês anterior (0,38% e 0,78%, respectivamente).

Em despesas Pessoais, o resultado foi influenciado principalmente pela alta do cigarro (12,78%), devido ao aumento da alíquota específica do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI incidente sobre cigarros, a partir de 1º de novembro. Altas também foram observadas nos subitens cinema, teatro e concertos (2,58%) e cabeleireiro e barbeiro (1,37%). No grupo dos transportes, o subitem passagem aérea subiu 4,43%, enquanto o preço do ônibus urbano subiu 1,20%, após gratuidades concedidas nas passagens no segundo turno das eleições municipais em diversas áreas de abrangência da pesquisa no mês de outubro. Em combustíveis, houve aumentos nos preços do etanol (0,80%) e do óleo diesel (0,41%), enquanto a gasolina e o gás veicular apresentaram variações negativas, com reduções de 0,01% e 0,12%, respectivamente. 

No grupo Habitação, o preço da energia elétrica residencial recuou 5,72% em dezembro, em decorrência do retorno da vigência da bandeira tarifária verde, a partir de 1º de dezembro, com a qual não há cobrança adicional nas faturas. Em novembro, esteve em vigor a bandeira tarifária amarela. Além disso, foi verificado reajustes tarifário de 6,37% em uma das concessionárias de Porto Alegre (resultando em redução de 5,79%), a partir de 22 de novembro. 

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de novembro a 12 de dezembro de 2024 (referência), e comparados com aqueles vigentes de 12 de outubro a 12 de novembro de 2024 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, com diferenças apenas no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Confira, abaixo, a variação por regiões. 

Com isso, índice acumulou alta de 4,71% em 2024

Desemprego em novembro chega a 6,1%, menor índice desde 2012

Dados são da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE

A indústria subiu 2,4%, ou seja, mais 309 mil pessoas, e a construção se expandiu em 3,6%, mais 269 mil pessoas

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 6,1%, com o recuo de 0,5 ponto percentual (p.p.) no trimestre encerrado em novembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a menor taxa da série histórica da PNAD Contínua, iniciada no primeiro trimestre de 2012. A queda é em comparação ao trimestre de junho a agosto, quando ficou em 6,6% e caiu 1,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2023, que foi de 7,5%. A taxa equivale a 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país, o que representa o menor contingente desde o trimestre terminado em dezembro de 2014. Em um trimestre, 510 mil pessoas deixaram o desemprego. Ante o mesmo trimestre de 2023, 1,4 milhão de pessoas saíram da população desocupada. A pesquisa indicou ainda que a taxa de desocupação alcançou 8,8 pontos percentuais abaixo do recorde da série histórica da PNAD Contínua, que ficou em 14,9%, atingido no trimestre encerrado em setembro de 2020. Já o número de desocupados está 55,6% abaixo do recorde da série de 15,3 milhões, verificado no primeiro trimestre de 2021. Os dois períodos foram durante a pandemia da covid-19.

As pessoas ocupadas somaram 103,9 milhões, sendo um novo recorde no país. Antes disso, essa população havia caído ao menor contingente na série histórica, somando 82,6 milhões no trimestre encerrado em agosto de 2020. De lá para cá, houve alta de 25,8%, o equivalente a 21,3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. Com o desempenho da ocupação no trimestre terminado em novembro, o Brasil tem recorde também entre os empregados no setor privado, que atingiu 53,5 milhões, e os trabalhadores com carteira assinada, que alcançaram 39,1 milhões. No setor público, foram 12,8 milhões de trabalhadores. Segundo o IBGE, novamente, o nível de ocupação, que é a proporção de pessoas com 14 anos de idade ou mais que estavam trabalhando, foi recorde também, chegando a 58,8%.

Outro dado da pesquisa é sobre o número de empregados sem carteira assinada, que não teve variação significativa no trimestre e permaneceu em 14,4 milhões. Já o total de trabalhadores por conta própria avançou 1,8% no trimestre ou 25,9 milhões e ficou estável no ano. Com 38,7%, a taxa de informalidade equivale a 40,3 milhões de trabalhadores. “Essa taxa está ligeiramente abaixo da registrada no trimestre anterior [38,8%] e foi menor que a do mesmo período de 2023 [39,2%]”, informou o IBGE.

Grupos
A alta da ocupação foi puxada por quatro dos dez grupamentos de atividade investigados pela pesquisa. A indústria subiu 2,4%, ou seja, mais 309 mil pessoas; a construção se expandiu em 3,6%, mais 269 mil pessoas; o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde Humana e serviços sociais avançou 1,2%, mais 215 mil pessoas; e os serviços domésticos, com alta de 3%, empregou mais 174 mil pessoas. Conforme o IBGE, a soma dessas atividades econômicas representou um ganho de 967 mil trabalhadores no trimestre.

Na comparação com o mesmo período de 2023, a alta foi em sete grupamentos: indústria geral (3,6%, ou mais 466 mil pessoas), construção (6%, ou mais 440 mil pessoas), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,6%, ou mais 692 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (5,8%, ou mais 322 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (4,4%, ou mais 548 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,4%, ou mais 790 mil pessoas) e outros serviços (5%, ou mais 270 mil pessoas). Somadas, essas sete atividades econômicas ganharam mais 3,5 milhões de trabalhadores, frente ao mesmo período de 2023. Na mesma comparação, o grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura caiu 4,4%, ou menos 358 mil pessoas, enquanto os demais grupamentos ficaram estáveis.

Rendimento
O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.285 e ficou estável no trimestre, mas apresentou crescimento de 3,4% no ano. A massa de rendimento real habitual teve novo recorde, ao atingir R$ 332,7 bilhões. A alta é de 2,1%, o que representa mais R$ 7,1 bilhões no trimestre e de 7,2%, mais R$ 22,5 bilhões, no ano. Na comparação trimestral, apenas o grupamento transporte, armazenagem e correio registrou alta no rendimento médio, de 4,7%, ou mais R$ 141. Não houve variações significativas no rendimento médio dos demais grupamentos de atividade. No ano, três atividades tiveram alta no rendimento: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%, ou mais R$ 102); transporte, armazenagem e correio (7,8%, ou mais R$ 229) e serviços domésticos (3,6%, ou mais R$ 43), com estabilidade nos demais grupamentos. 

Sobre a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial.

Dados são da pesquisa PNAD Contínua, do IBGE

Xô, mãe!

Marcas que se tornam independentes das suas “genitoras”

A Land Rover, fabricante de veículos utilitários, optou por fazer de sua marca-mãe um discreto sobrenome para alguns de seus modelos: Defender, Range Rover e Discovery

Extensões de marca são a tática mais utilizada por empresas que queiram lançar novos produtos sem correr grandes riscos. Faz sentido: valer-se de um nome familiar ao consumidor permite economizar em publicidade e ajuda a convencer o varejo a abrir mais um espacinho nas tão disputadas gôndolas. Em tempos de crise, então, são a pedida mais segura.

O movimento contrário, contudo, é bem menos comum: submarcas que abdicam do nome da mãe para enfrentar a vida solitas, no más. Dois casos recentes dessa tentativa merecem registro.

O primeiro é o da Max, sistema de streaming outrora chamado de HBO Max. A justificativa da medida que removeu do serviço o nome do conhecido canal de TV a cabo norte-americano foi, curiosamente, sua força e importância, que faziam parecer toda e qualquer atração levada ao ar um programa produzido pelo HBO – quando, na verdade, tinha origens diversas. Incomodava os executivos o fato de que reality shows e infantis, formatos estranhos à tradição do HBO, fossem oferecidos no Max como se saídos dos estúdios da icônica emissora. Remover o nome permitiu integrar mais facilmente a oferta de coligadas, como Discovery Channel, e plugar sem grandes dificuldades atrações esportivas e novelas locais, como no Brasil e no México (Valor Econômico, 25/01/24).

Já a Land Rover, fabricante de veículos utilitários, optou por fazer de sua marca-mãe um discreto sobrenome para alguns de seus modelos: Defender, Range Rover e Discovery. Cada SUV, voltado para um target específico, passou a ter orçamento de mídia próprio, e a tradicional logomarca da montadora inglesa foi abolida. Uma decisão curiosa, pois o próprio CMO da companhia, em entrevista à Exame de outubro de 2023, revelou a necessidade de esclarecer, junto ao mercado agro, que “Defender” não é agrotóxico, e que “Discovery” nada tem a ver com o canal de TV. Com desafios tão indigestos, por que, então, investir na mudança?

A resposta parece estar numa suposta fragilidade da reputação da marca Land Rover, devido a problemas de qualidade. Em vez de oferecer “sustentação” ao assinar seus produtos, conforme garantia o CMO um ano atrás, a intenção verdadeira era mesmo fazer a marca inglesa desaparecer, legando às filhotas a tarefa inglória de apagar o passado duvidoso da mãe.

Assim, enquanto a HBO sai de cena para preservar seus atributos positivos, voltando a identificar apenas um canal de TV a cabo com características bem conhecidas, a Land Rover some para tentar salvar a família que construiu – e que quase arruinou por seus próprios defeitos.

Se fossem pessoas, Defender, Range Rover e Discovery talvez lamentassem: “Mãe só tem uma. Mas dá um trabalho…”

Marcas que se tornam independentes das suas “genitoras”

Empresa que fornece dados a Google admite erro sobre cotação do dólar

Plataforma de buscas retirou ferramenta do ar nesta quinta-feira

Ao longo de todo o dia 25, a cotação correta estava em R$ 6,15, valor de fechamento do dólar no último dia 24

A Morning Star, empresa que fornece dados ao Google sobre a cotação do dólar, admitiu nesta quinta-feira (26) erro na coleta de informações. A companhia afirmou ter resolvido o problema que levou à divulgação do valor errado da moeda norte-americana, atribuindo o ocorrido à “imprecisão de um contribuidor”. “Devido a cotações de compra e venda imprecisas fornecidas por um contribuidor de taxas de terceiros por erro, os dados de câmbio para o Brasil temporariamente não refletiram o mercado em 25 de dezembro de 2024”, informou a Morning Star em nota ao Google. Dizendo-se comprometida com a qualidade das informações, a companhia informou que trabalha para evitar que erros se repitam. Apesar de a Morning Star afirmar ter resolvido o problema, a ferramenta de informação do câmbio continuava inativa na noite desta quinta. 

Na quarta-feira (25), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Banco Central (BC) esclarecimentos sobre a cotação do dólar no Google. O órgão quer esclarecimentos para avaliar se aciona a Procuradoria-Geral da União para abrir uma ação contra a plataforma de buscas. Na tarde de quarta-feira, o Google exibiu a cotação da moeda norte-americana a R$ 6,38, quando os mercados financeiros estavam fechados por causa do feriado de Natal. Ao longo de todo o dia 25, a cotação correta estava em R$ 6,15, valor de fechamento do dólar no último dia 24, véspera de Natal, em que o pregão funcionou com horário reduzido.

Com ABR

Plataforma de buscas retirou ferramenta do ar nesta quinta-feira

CMN disciplina uso de imóvel como garantia em financiamentos

Regulamentação de lei que autoriza operação levou mais de um ano

Antes da lei, uma casa só poderia ser dada como garantia em uma única operação de crédito

Com mais de um ano de atraso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou a utilização de imóvel como garantia em mais de uma operação de crédito imobiliário. Prevista no novo Marco Legal das Garantias, sancionado em outubro de 2023, a possibilidade dependia da regulamentação do CMN para entrar em vigor. Com a lei do Marco Legal das Garantias, o consumidor poderá dar um imóvel em garantia em várias operações de crédito simultâneas. Isso vale se o tomador tiver tanto um imóvel único como garantia de um empréstimo como uma moradia extra. Antes da lei, uma casa só poderia ser dada como garantia em uma única operação de crédito. Em tese, era possível fazer extensão, mas, por não ter legislação específica, muitos registradores se sentiam inseguros.

Com a regra estabelecida, caso um imóvel sirva de garantia a mais de uma operação de crédito, a razão entre a soma do valor nominal da nova operação e dos saldos devedores das operações já garantidas e o valor da avaliação do imóvel dado em garantia não podem ser superiores ao limite de cota de crédito aplicável à operação de crédito predominante. A resolução do CMN também estabelece que as novas operações de crédito garantidas pelo mesmo imóvel podem ter condições de remuneração, atualização e amortização distintas daquelas convencionadas na operação de crédito original.

Para as operações de empréstimos a pessoas naturais garantidas por imóveis residenciais, o CMN permitiu que a instituição financeira requeira a contratação de uma garantia securitária que preveja a cobertura aos riscos de morte e invalidez permanente do mutuário e de danos físicos ao imóvel. Segundo o BC, a garantia secundária dará mais segurança ao compartilhamento de garantias no caso de ocorrência de sinistros.

Segundo o Banco Central (BC), a instituição financeira deve pedir a garantia secundária sem prejudicar a liberdade para a escolha de apólice de seguro (de vida e de invalidez) por parte dos mutuários, devendo ser observadas as mesmas condições relativas ao assunto aplicáveis aos financiamentos habitacionais. “As medidas aprovadas contribuem para o estabelecimento de condições adequadas para otimizar o aproveitamento de ativos imobilizados por parte de devedores e de credores, com potencial de ampliar a concessão de crédito imobiliário, especialmente de empréstimos a pessoas naturais garantidos por imóveis residenciais, preservando-se, ao mesmo tempo, a robustez das regras de originação aplicáveis às operações de crédito imobiliário”, destacou o BC, em nota.

Com ABR

Regulamentação de lei que autoriza operação levou mais de um ano

Vendas no varejo crescem 3,4% no Natal

Comércio físico teve resultado ligeiramente superior ao e-commerce

Todas as regiões brasileiras registraram crescimento nas vendas, sendo que a região Sul apresentou o aumento menos expressivo

As vendas do varejo no Natal – apuradas entre os dias 19 e 25 de dezembro deste ano – cresceram 3,4% em relação a igual período do ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). As vendas presenciais cresceram 3,4%, enquanto o e-commerce registrou alta de 2,9%. Os setores que apresentaram as variações mais positivas foram: Supermercados e Hipermercados (+6,0%), Drogarias e Farmácias (+5,8%), Óticas e Joalherias (+5,7%), Turismo e Transporte (+4,1%), Alimentação – Bares e Restaurantes (+3,9%), Cosméticos e Higiene Pessoal (+3,3%) e Varejo Alimentício Especializado (+3,2%). O único setor a apresentar variação negativa foi Vestuário e Artigos Esportivos (-0,3%).

Na avaliação de Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, o resultado mais tímido do Natal este ano pode ter sido impactado pelo forte desempenho da Black Friday. “Com salto de 16,1% nas vendas, a Black Friday foi o grande destaque do comércio brasileiro esse ano. As pessoas podem ter antecipado suas compras de Natal durante as promoções do final de novembro”, diz Alves. Em relação ao Natal, especificamente, o executivo afirma que o resultado ligeiramente superior do varejo físico em relação ao e-commerce demonstra a importância das vendas presenciais na data. “Apesar das vendas pela internet crescerem ano a ano, o Natal ainda preserva uma forte tradição de compras presenciais. O brasileiro gosta de ir às ruas e comparar diferentes produtos nas lojas”, afirma.

Região Sul

Levando-se em conta apenas o Varejo presencial, todas as regiões brasileiras registraram crescimento nas vendas, sendo que a região Sul apresentou o aumento menos expressivo. Em primeiro lugar aparece a região Nordeste, com alta de 4,2%. Em seguida estão o Norte (+3,8%), Sudeste (+3,7%), Centro-Oeste (+2,5%) e Sul (+2,0%). Todas as unidades federativas apresentaram alta no faturamento. 

Comércio físico teve resultado ligeiramente superior ao e-commerce

Coopavel amplia portfólio de carnes ao comprar indústria de pescados

O valor da aquisição da Pescados Cascavel não foi informado

O contrato de compra da Pescados Cascavel foi assinado por Grolli (terceiro da esquerda para a direita) e pelos empresários Francisco, Cleones e Renata Marmentini

A Coopavel materializou nesta semana uma das maiores aquisições de sua história. Com a compra da Pescados Cascavel, empresa frigorífica de peixes em atividade desde 2010, em Centralito, no interior do município de Cascavel, a cooperativa passa a atuar com o abate de peixes e agrega uma nova proteína ao seu portfólio de carnes, vendidas em regiões do Brasil e em mais de 40 países. O valor do negócio não foi revelado. “A procura e a demanda por carne de peixe está em expansão e há anos a Coopavel estuda a possibilidade de entrar nesse mercado, o que agora se transforma em realidade, com novas possibilidades de crescimento para a cooperativa”, conta o presidente Dilvo Grolli.

O contrato de compra da Pescados Cascavel foi assinado por Grolli e pelos empresários Francisco, Cleones e Renata Marmentini. “Estou muito feliz. Jamais pensei que o pequeno pesqueiro que criamos há muito tempo fosse se tornar um frigorífico e menos ainda que essa estrutura fosse, um dia, vendida para uma empresa do porte da Coopavel”, diz o fundador da Pescados Cascavel, Francisco Marmentini. A Coopavel vai assumir a estrutura em janeiro. Um dos primeiros passos será a integração de produtores rurais ao projeto, dando primeiramente atenção a quem já tem contrato de fornecimento de peixe, mas serão abertas oportunidades a novos integrados também, a cooperados que queiram investir na criação de tilápias, observa o gerente do Fripeixe (Frigorífico de Peixes da Coopavel), Paulo César Dias Alves. Inicialmente, o abate será de 25 mil peixes por dia, com capacidade para alcançar os 60 mil peixes por dia. O número de trabalhadores no complexo, segundo Alves, deverá ficar em 150.

O projeto de expansão do Fripeixe será gradual. A primeira etapa foi anunciada logo após a consolidação do negócio pelo presidente Dilvo. Uma nova indústria de rações, exclusiva para peixes, será construída pela Coopavel a partir do segundo semestre do ano que vem. “Temos enorme tradição na produção de rações e utilizaremos esse conhecimento acumulado para potencializar ainda mais resultados no abate de peixes”, revela Grolli. A meta da Coopavel ao investir no abate de peixes é alcançar todo o mercado brasileiro e também mirar o exterior, que adquire volume considerável dessa proteína.

O trabalho de campo terá o supervisor de Aquicultura e Integração, Robson Santos Anjos, como responsável. O abate de tilápias acontece quando o exemplar chega a oito a dez meses e com peso aproximado de 850 gramas. A comercialização será de filé, posta, iscas e peixe inteiro. A Coopavel foi uma das primeiras cooperativas a se dedicar à produção de proteínas no Paraná, na metade da década de 1990. Atualmente, ela tem frigoríficos de aves e suínos com centenas de integrados em toda a região. A Coopavel é a 63ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Cascavel também ocupa a 12ª posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

O valor da aquisição da Pescados Cascavel não foi informado

​Tupy investirá R$ 58 milhões em tecnologia e descarbonização da frota agrícola

Projeto aprovado pelo BNDES contemplará fábricas de Minas Gerais e de Santa Catarina

O apoio visa aumentar a eficiência das plantas por meio de processos digitais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 58 milhões, pelo programa BNDES Mais Inovação, para a Tupy investir em seu programa de transformação digital nas unidades fabris de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), e Joinville (SC) e em pesquisa e desenvolvimento destinados à substituição de motores a diesel por motores MWM a etanol, com foco em veículos pesados agrícolas. O apoio visa aumentar a eficiência das plantas por meio de processos digitais, além de atender a demanda crescente por soluções que contribuam para a redução da emissão de poluentes atmosféricos e a descarbonização das operações do agronegócio.

Nos últimos anos, a Tupy tem dedicado seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento para oferecer ao mercado produtos, serviços e tecnologias que promovam a descarbonização. Dentre eles, o projeto de motor a etanol, que envolve a adaptação da base de um motor originalmente diesel para combustão de etanol. Esse motor é desenvolvido em dinamômetro no centro de pesquisa da companhia em São Paulo, o maior da América Latina, para experimentação de soluções técnicas e calibração. O objetivo é garantir desempenho similar ao diesel. São ainda criadas soluções de comando de software para controle do motor e controle da transmissão. O motor então desenvolvido em dinamômetro é montado no veículo para testes de aplicação e validação de durabilidade.

Validada em testes de durabilidade e campo, a tecnologia habilitará para que seja realizada a transformação de veículos usados de diesel para etanol, assim como já realizado em diferentes aplicações pela companhia para o uso de biometano em caminhões, ônibus e motobombas. O vice-presidente de inovação e novos negócios da Tupy, Gueitiro Genso, explica que o financiamento visa aumentar a eficiência das plantas industriais, por meio de processos digitais, além de atender à crescente demanda por soluções que contribuam para a descarbonização das operações do agronegócio e dos transportes. “Um dos principais projetos é a adaptação de motores originalmente a diesel para motores a etanol da marca MWM. O desenvolvimento dessa tecnologia de combustão a etanol e a competência de integração com o veículo habilitam a transformação de veículos existentes em versões descarbonizadas de forma mais rápida e com viabilidade econômica. Uma das aplicações possíveis é a transformação de tratores agrícolas a partir da validação em testes de durabilidade e campo, seguindo o exemplo de outros serviços já oferecidos pela Tupy, como o uso de motores a biometano em caminhões e ônibus”, exemplifica.

O programa de inovação em transformação digital e de pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas inclui ainda: a segregação de redes, que visa à segurança da informação e a ampliação da capacidade de coleta de dados; a digitalização, para implementar novos sistemas de controle de operação, sensorização e rastreabilidade de produtos; e inteligência artificial, incluindo o desenvolvimento de algoritmos avançados de machine learning e técnicas de visão computacional, incluindo medição de características por produto. Os avanços devem proporcionar ganhos de flexibilidade, produtividade e sustentabilidade, redução de manutenção e consumo de energia, melhora de eficiência produtiva e logística, além da estimativa de redução dos custos. Estudos em outras empresas indicam redução sensível das paradas não programadas e aumento da produtividade.

“O projeto enquadra-se na Missão 1 da Nova Indústria Brasil, que tem o objetivo de desenvolver cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para garantir a segurança alimentar, nutricional e energética”, explica José Luís Gordon, diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do BNDES. A Tupy é a 23ª maior empresa da região e também a sexta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Projeto aprovado pelo BNDES contemplará fábricas de Minas Gerais e de Santa Catarina

Plaenge lança empreendimento com assinatura internacional em Porto Alegre

Com entrega prevista para 2028, Edition Moinhos tem VGV de R$ 200 milhões

A decoração de interiores é do escritório internacional LW Design Group, que já assina projetos da Plaenge em Londrina, Campo Grande e São Paulo, e, agora, estreia no Rio Grande do Sul

Uma das ruas mais exclusivas do bairro Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), a Jardim Cristofel ganhará, em breve, um empreendimento residencial de alto padrão assinado pela Plaenge. Com valor geral de vendas (VGV) de R$ 200 milhões, o Edition Moinhos será erguido em uma área total de 2.881m²no último grande terreno disponível na região, com acesso também pela rua Doutor Vale. Serão duas torres, com um total de 48 unidades e plantas que variam entre 146 e 322 metros quadrados. O primeiro decorado, assinado pelo escritório internacional LW Design Group, estará aberto à visitação na Central de Decorados da Plaenge, na R. Antônio Carlos Berta, 151, no Jardim Europa.

O projeto prevê um elevador panorâmico voltado para os jardins do DMAE e área de lazer com estrutura de resorts de alto padrão, que inclui piscinas externa e interna, pool lounge, playground, miniquadra, pet place, fitness, wine garden, salão de festas, espaço kids, espaço de massagem, beauty space, entre outros. “O Edition Moinhos é um marco para a paisagem do bairro, para a rua Jardim Cristofel e para a atuação da Plaenge no Rio Grande do Sul. É um empreendimento de altíssimo valor agregado e completamente alinhado às tendências do segmento de alto padrão”, ressalta o superintendente regional da Plaenge em Porto Alegre, Rodrigo Martins.

Com entrega prevista para 2028, o Edition Moinhos conta com projeto arquitetônico do Studio Ronaldo Rezende e paisagismo da Tellini Vontobel Arquitetura. A decoração de interiores é do escritório internacional LW Design Group, que já assina projetos da Plaenge em Londrina, Campo Grande e São Paulo, e, agora, estreia no Rio Grande do Sul. “A LW traz o compromisso com a criação de designs que transcendem tendências, resistem ao teste do tempo e evocam conexões emocionais em seus ocupantes, atributos que também são valorizados pela Plaenge”, ressalta Martins.

Com entrega prevista para 2028, Edition Moinhos tem VGV de R$ 200 milhões